A realidade criada por um viajante

Certa vez escutei uma frase que dizia assim: “O pensamento cria a nossa realidade”. No primeiro momento, não entendi muito bem o significado dessas palavras, entretanto como tudo na vida, para que algo aconteça temos que experimentar, me coloquei como uma cobaia de mim mesmo, não que não acreditava que isso era verdade, mas tentei por algum tempo viver dessa maneira, criar pensamentos bons para que isso se tornasse uma realidade.

Comecei pensando em muitas coisas, que eu mesmo não via uma ligação, uma maneira de aquilo acontecer, sabe aqueles sonhos que você têm e que as vezes parecem impossíveis de acontecer?  Estes sonhos que ficam guardados lá no fundo da nossa mente, e que por alguma razão a nossa vida vai passando e eles vão se afastando, e as vezes parecem que nunca serão mais do que apenas sonhos.

Mas posso dizer, que as poucos fui me colocando a prova com os meus pensamentos e fazendo eles serem a única coisas certa a fazer. Muitas vezes ficava pensando por horas, dias e as vezes até meses, percebi com isso, que quanto mais a gente pensa em algo, mais aquilo vai ganhando um sentido, parece que vamos nos aproximando cada vez mais da realidade. Essa aproximação da realidade acredito que pode ser chamada de sonho, pois se podemos sonhar, podemos também realizar.

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Desde criança, sempre fui completamente apaixonado pela natureza, aventuras e viagens. Acredito, que cada tropeço e cada conquista que acumulei me trouxeram uma boa dose de entendimento. São estes entendimentos que compartilho com vocês neste texto.

– Nunca acreditei que trabalhar em local fechado fosse a única maneira de ter sucesso e felicidade – Que faculdade nunca iria dizer o quanto você sabe ou conhece sobre determinado assunto – Ninguém pode dizer o que você tem que fazer ou limitar seus pensamentos só porque elas foram condicionadas a viver daquela forma.

Quando enxergamos que o trabalho, a faculdade e as opiniões alheias não norteiam nossa vida, aí que vem a liberdade! Essa liberdade de poder pensar, sonhar e criar um mundo da sua maneira sem nada para atrapalhar é incrível. Quando estamos totalmente livres é muito mais fácil transformar nossos pensamentos em realidade.

Depois de analisar alguns sonhos, você determina uma meta para que eles aconteçam, uma data e a cada dia que passa esse sonho vai se tornando cada vez mais real, você começa a viver de tal forma como sonhou e quando você vê isso já se tornou realidade e você nem percebeu.

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Este texto, é apenas para motivar você a arriscar mais, procurar realmente aquilo que ama fazer, pois o tempo vai passar de qualquer forma, você fazendo aquilo que quer ou fazendo aquilo que outras pessoas querem que você faça.

Repense a maneira que você está trilhando na sua vida, pois os caminhos são imensos, você pode optar por ficar na sua zona de conforto ou sair dela. Não espere o melhor momento, não espere juntar dinheiro, pois desde o momento que nascemos estamos morrendo um pouquinho por dia!

Se for para dar uma boa dica, digo para você: Atreva-se a viver de verdade, do seu jeito, sem dar bola para outras pessoas.

Céu estrelado no Morro do Tigre

Sábado estava frio, o céu estava meio nublado, mas um pouco estrelado, a temperatura em torno de 8° graus, próximo às 18 horas. Estava eu, acomodada junto ao fogão a lenha, tomando um chimarrão quentinho e saboreando paçoquinhas. Uma ótima pedida para uma tarde fria.

Surgiu o convite do Marcio, para ir até Alto Feliz, ver o fim de tarde no cume do Morro do Tigre. Coloquei mais algumas camadas de roupa, uma jaqueta. Meus pensamentos me diziam, “vamos ir até lá e a neblina vai encobrir tudo”.

E realmente, no caminho era o que representava. Ao chegar no topo, fiquei muito surpresa. A neblina avançava e cobria as cidades em volta, inclusive tive o privilégio de ver cobrir a cidade de Feliz, local onde escolhi morar e aos poucos, as cidades do entorno também. Foi lindo!

Céu estrelado no Morro do Tigre
Foto: Marcio Basso – Data: 18 de junho de 2016

E com a neblina cobrindo o entorno do morro, a lua e suas amigas estrelas estavam ali, dando um show de beleza para nós. Com a neblina querendo chegar ao topo, a lua refletia suas cores. Posso dizer que todas as vezes que presenciei a lua ou o céu estrelado, foi sempre diferente de todas as outras vezes.

Céu estrelado no Morro do Tigre
Foto: Marcio Basso – Data: 18 de junho de 2016

A pergunta que sempre faço nestas ocasiões é: como deixamos esses momentos passarem? Todos os dias a lua e as estrelas se apresentam e nós não contemplamos sua beleza.

Desta pergunta, surge outra: E nos dias de lua nova ou nublados?

Podemos não vê-la, mas ela está lá, repousando, pronta para mostrar seu espetáculo, assim que lhe for dada a oportunidade. E nós, quando nos daremos a oportunidade de parar e contemplar os presentes que o Universo tem para nos oferecer?

Somente nós podemos criar estes momentos.  Somente nós podemos criar nossas aventuras e fazer de cada uma a melhor experiência possível.

Sendo assim, saia da sua zona de conforto. Não importa o frio, a neblina, o momento será sempre único.

Como será o futuro das suas viagens?

Como será o futuro das suas viagens?

Viajar nos ajuda a compreender o mundo e amplia nossa visão sobre o todo. Conhecer culturas diferentes e ir para novos lugares abre nossa mente tornando-nos mais tolerantes para com as outras pessoas. Quando você listar os prós e os contras de suas viagens verá que existem mais prós do que contras. No entanto, uma das maiores desvantagens de viajar é o impacto ambiental.

Hoje em dia, as agências de viagens buscam como meta principal o lucro, sem perceber o que estão fazendo com o mundo em que vivemos. por exemplo, as ações de um grande grupo ao fazer uma trilha de fim de semana, criam rastros, caminhos em meio as matas e campos. Toda essa depredação vai acabando aos poucos com a pureza da natureza.

Existem lugares onde passam um grande número de pessoas, que a paisagem se modificou tanto que,  provavelmente nos próximos anos não será tão instigante assim visitá-los. Se conseguíssemos ver um ensaio fotográfico aéreo com as mudanças de um determinado lugar ao longo dos tempos, poderíamos ver o desastre que está acontecendo diante dos nossos olhos, e por alguma razão não percebemos, pois  o que interessa aos exploradores de turismo é o valor financeiro.

futuro das suas viagens

“Depois que a última árvore tiver sido derrubada. Depois que o último rio tiver sido envenenado. Depois que o último peixe tiver sido capturado. Então, o homem branco descobrirá que o dinheiro não pode ser comido”.  

Standing Elk-Chefe Lakota

O assunto que invoco neste texto vem sendo difundido igualmente por Richard Williams,  um ambientalista apaixonado e um porta-voz para estilos de vida sustentáveis. Mais conhecido pelo seu nome artístico Príncipe EA, é artista, rapper e estrela do YouTube. Ele se junta ao juri da Neste, como futurologia.  Seus vídeos tiveram mais de meio bilhão de visualizações no YouTube e Facebook, exemplo abaixo.

Querida geração futura, desculpe!

Ao assistir o vídeo percebi que não estamos fazendo absolutamente nada para mudar o nosso futuro e nem o futuro do mundo em que vivemos, Continuamos a ver pessoas, literalmente acabando com  nossa  tão amada natureza, jogando lixo em áreas naturais, levando alguns elementos da natureza para casa, tão somente para por na estante, para  quando os amigos visita-los, mostrar que viajaram o mundo todo e que possuem uma recordação de cada canto do planeta. Cortam as árvores até quase extingui-las, caçam os animais e os matam só para ganhar o troféu de melhor atirador do clube de tiro.

Não podemos mais culpar  somente as grandes corporações e industrias por estarem jogando grandes quantidades de lixo tóxico nos rios, ou porque estão terminando com todos os elementos fósseis que ainda temos, pois afinal eles produzem porque tem alguém que consome, isso inclui a todos nós.

Acredito sim que é possível uma mudança no mundo, mas para que isso ocorra precisamos melhorar a nós mesmos, parar de achar culpados e começar a pensar em soluções sustentáveis para a nossa vida. Caso o contrário, como fala o Príncipe EA, “vamos nos extinguir”, ou seja o mundo vai continuar sem nossa presença nele.

Você já parou para pensar sobre o futuro de suas viagens? Sobre os lugares que ainda quer conhecer? Sobre as coisas que quer experimentar? Talvez isso não seja mais possível em um futuro próximo, pois tudo isso só será possível se o mundo se manter até lá. Cabe a cada um de nós  deixar de ser tão egoístas e de viver sem se importar com o impacto causado por nossas ações.

Antes de traçar novos roteiros de viagem, planeje como você pode estar nos lugares sem violar ou degradar espaços de uma natureza sagrada que permeia o planeta, ou seja contribuir para deixar o mundo melhor do que o encontrou.

O prazer de abrir a porta da barraca!

O prazer de abrir a porta da barraca!

Abrir a porta da barraca e poder ver a imensidão do mundo que nos cerca é algo que me fascina demais, trazendo uma boa dose de energias positivas e conexões ainda maiores com a natureza.

Caso você esteja procurando uma válvula de alívio ou um meio de organizar seus pensamentos, a dica é ir acampar. Junte alguns amigos, ou então vá sozinho mesmo, o silencio existente no momento que você coloca o pé em um ambiente natural, faz você se desconectar com todo o estresse gerado pelo seu meio de trabalho, e tudo isso melhora sua tomada de decisões. Estar com o corpo em dia e a mente tranquila é o grande segredo para conquistar aquilo que queremos.

Em minhas viagens os acampamentos são frequentes, muitas vezes, cheguei em determinados lugares para acampar e não enxergava muito ao meu redor, sabia apenas que o terreno era plano e caso chovesse durante a noite, não ficaria exposto a riscos de alagamento.

Acordar relativamente cedo tem um grande valor, pois o seu dia é mais bem aproveitado, acordar e poder ver o nascer do sol são um dos grandes prazeres de acampar, a dose de motivação é imensa.

Mas porque acordar pela manhã, geralmente antes do sol nascer, quando estamos ali para relaxar? Não deveríamos ficar dormindo até meio dia? A resposta para essa pergunta é simples e fácil. Ocorre que quando estamos dormindo em barracas, o calor gerado pelo nosso corpo durante toda noite, acrescido do o sol nascendo no horizonte, fazem os tecidos da barraca esquentarem muito e assim impossibilita dormir até mais tarde.

porta da barraca

porta da barraca

Toda a natureza em si faz a gente pensar, refletir sobre tudo que acontece em nossas vidas, no nosso cotidiano e ajuda a tomar grandes decisões sobre nossa conduta perante a sociedade onde vivemos.

Na natureza podemos fazer inúmeras tarefas relativamente fáceis e que as vezes nem notamos, como por exemplo, fazer pequenas caminhadas. Essa atividade trabalha muitas partes do corpo, da parte muscular até cardiovascular e isso vai fazer você se sentir muito bem consigo mesmo.

Outra tarefa bem tranquila é captar água, atividade simples e muito revigorante. Podemos citar inúmeras atividades para praticar em um acampamento, mas este não é o foco desde post.

porta da barraca

porta da barraca

 

Caso você procure lugares para fugir do stress gerado pelas grandes cidades onde vivemos, aqui vão algumas dicas de lugares onde você pode acampar e com certeza irá sair fascinado com essa experiencia. Clique aqui!

A natureza é linda e completa, saia da sua zona de conforto e desbrave novos lugares.

Porque viajamos?

Porque viajamos?

Tenho observado um aumento significativo nas praticas de atividades ao ar-livre, não estou falando apenas sobre viagens, mas tudo aquilo que é possível fazer junto a natureza, ou seja, uma caminhada durante a tarde, um trekking no fim de semana, acampamentos, banhos de cachoeiras e esportes de aventura.

Isso se dá em razão do grande stress acumulado durante os dias que passamos fazendo coisas que são importantes, ou que achamos que são importantes para nossas vidas, ou ainda,  porque sempre ouvimos outras pessoas dizendo o que é que temos que fazer das nossas vidas. A sociedade que vivemos cobra de todos nós um certo padrão de vida, que normalmente é nascer, crescer, estudar, se formar, se graduar, trabalhar por muito tempo e depois se aposentar tranquilamente, para só depois aproveitar com prazer a vida.

Mas cá entre nós, se formos analisar tudo que acontece no decorrer de nossas vidas, a contar do momento em que começamos a trabalhar no primeiro emprego, até realmente decidirmos o que fazer de nossas vidas. Vários tropeços e mudanças de paradigmas ocorrem até finalmente conseguirmos trabalhar em algo que realmente nos traga tranquilidade e satisfação pessoal.

Nossas vidas são uma série de reações em cadeia e  que, muitas vezes não conseguimos fazer realmente aquilo que queremos, passando a vida toda esperando que algo de bom nos aconteça para realmente sermos felizes.

Tenho a plena certeza, de que não conseguiremos viver tranquilamente e principalmente, vida saudável ao nos aposentarmos.

Não é de hoje que vemos pessoas largando tudo que construíram ao longo dos anos, para viver uma vida mais amena, tranquila e que realmente faça a diferença a eles, sem se importar com a sociedade em si. Isso tudo, porque viveram fazendo coisas que outras pessoas falaram que eram importantes, ao invés de fazerem aquilo que realmente queriam.

Porque viajamos?

Para vocês leitores entenderem aquilo que vou explicar, vou citar alguns exemplos que todos nós conhecemos, ou apenas ouvimos falar em algum momento de nossas vidas.

O primeiro exemplo que dou é a história de Christopher Johnson McCandless, conhecido também por  Alexander Supertramp, um jovem americano que após ter terminado a faculdade, partiu em uma viagem dos sonhos para o Alaska e nunca mais retornou. A história dessa incrível viagem é vista no livro de Jon Krakauer – Na Natureza Selvagem e em um filme com o mesmo nome, clique aqui.

Porque viajamos

Depois de ler e assistir essa história, certamente nos perguntaremos o que levou Alex fazer essa louca e estranha viagem? Isso é um mistério que talvez ninguém saiba ao certo, mas cada leitor tem uma opinião pessoal sobre isso, vou aqui mostrar a minha e assim explicar o porque que as pessoas viajam!

Acredito que Alexander Supertramp, assim como conhecido no livro e no filme “Na Natureza Selvagem” escolheu sair em uma viagem para o desconhecido para se libertar da sociedade que o oprimia e dos conceitos que seus pais implantavam sobre como deveria ser sua vida. Ele quis se ver livre de tudo isso e viver uma vida do seu próprio jeito, provando que é possível viver apenas com o suficiente, e assim ser feliz por completo. Depois de passar algum tempo na estrada, trabalhando, viajando, morando com hippies, passou a acreditar que podia viver apenas na natureza, fora das civilizações, se alimentando apenas do que a natureza poderia ofertar.

A grande tragedia que ocorreu e fez com que ele nunca mais voltasse do Alaska, e por sua vez da sua incrível viagem, se deu, por causa de fatores externos como a falta de alimentos e  o clima desfavorável. Entretanto, ele percebeu o que era realmente importante na vida, como poderia ser feliz vivendo apenas com o suficiente.

Uma das frases mais icônicas que vemos nessa história é retirada de um livro de Tolstói, veja a seguir:

“Eu já vivi muita coisa e agora acho que descobri o que preciso para ser feliz. Uma vida calma e sossegada no campo com possibilidade de ser útil a pessoas as quais é fácil fazer o bem, que não estão acostumadas a serem servidas e trabalho que se espera ser útil. Depois descanso, natureza, livros, música, amor pelo próximo. Essa é a minha ideia de felicidade. E aí, acima de tudo isso ter você como companheira e filhos talvez. O que mais o coração de um homem pode desejar?” Tolstói

Todos nós viajantes procuramos apenas uma coisa em nossas viagens, se conectar com o nosso “eu verdadeiro”,  e porque não conseguimos fazer isso em nossas casas ou durante nosso turbulento cotidiano? Pelo simples fato que estamos muito conectados com muitas pessoas, pensamentos, internet e uma sociedade que sempre nos estimula  a busca e o crescimento material.

Não quero dizer  que o dinheiro e o conforto são desnecessários, são muito úteis em nossas vidas.

Será que ter um carro importado, uma casa gigantesca e muito dinheiro vai nos trazer paz e tranquilidade? Talvez seja possível.  Não quero dizer que tudo isso não é importante, só  quero lembrar que precisamos também parar e pensar se realmente estamos evoluindo como pessoas ou retrocedendo no caminho da evolução.

As viagens e a natureza em si possibilitam  a conexão  com a parte mais pura de nós mesmos. Ou seja, passar o tempo apenas com você mesmo, sem interferências. É você no controle o tempo todo, fazendo aquilo que mais quer a todo o momento. No livro e no filme – Na Natureza Selvagem, dá pra ter a noção de como é viver assim.

Outro exemplo que trago sobre o assunto é a história do gaúcho Thiago Berto, que vendeu tudo que tinha para viajar e fazer o que realmente queria da vida, veja mais em – O relato surpreendente de um sonho.

Porque viajamos

Tive oportunidade de conhecer pessoalmente Thiago Berto, ocasião em que palestrava em uma escola para mais de seiscentas pessoas,  falava sobre seus 2 anos de viagens pelo mundo. A história é  incrível. Imaginem um jovem com vinte e poucos anos que trabalhava muito, era empresário, tinha carro, casa própria e dinheiro suficiente para ir a qualquer lugar, o que  é um sonho para a maioria das pessoas.  ocorre que mesmo com tudo o que tinha, o jovem não era feliz. Mesmo tendo atingido o ápice de sua carreira percebeu que tudo o que possuía não era importante. Vendeu tudo que tinha para viajar o mundo e tentar encontrar aquilo que realmente poderia faze-lo feliz completamente.

Há quem diga, que as pessoas viajam para conhecer novos lugares, novas culturas, novas maneiras de ter uma vida mais tranquila e saudável, mas tudo isso sempre gira sobre nós mesmos. Viajamos porque necessitamos, a todo o tempo, estar conectados com o nosso “eu interior” e fazer aquilo que nascemos para fazer, cumprir nossa missão. Esse é o principal motivo que leva as pessoas a largar a vida que tem e cair no mundo.

A pergunta que faço agora a vocês leitores é: O que você faria se não existisse dinheiro no mundo?

Desligue o celular, conecte-se com o mundo!

Desligue o celular, conecte-se com o mundo!

Começo este post relatando algumas de minhas experiencias em atividades de aventura, onde normalmente encontro pessoas que não conseguem, sequer por um minuto, se desconectar do mundo virtual.

Certa vez, estava em um acampamento curtindo um luau com amigos, de repente um celular começa a bipar, bipou uma vez, duas e três vezes, a pessoa levantou e se retirou do entorno da fogueira e passou a noite toda conversando com amigos online, aquilo me chateou de mais, passei por longos períodos de tempo tentando entender aquela atitude, e sinceramente, até hoje não entendo.

Em muitos casos os celulares, tablet’s e outros aparelhos tornam nossa vida mais fácil, auxiliando em tarefas complicadas do cotidiano, como conversar com amigos e familiares há longas distâncias. Uma coisa é usar o celular a seu favor, outra é usar desfavorável a sua vida, reflita como você está usando essa magnifica ferramenta!

Acredito plenamente que não existe conexão melhor que a própria natureza e o convívio com amigos. Quando estou em minhas aventuras o celular tem a única função de servir de despertador, fora isso passa o tempo todo desligado. Se saímos de nossas casas para buscar novas conexões com o mundo externo, não precisamos do celular naquele momento, temos que viver de verdade, sentir e se emocionar com as coisas que acontecem ao nosso redor.

Por isso, lanço a campanha:  “Desligue o celular e conecte-se com o mundo”

Desligue o celular, conecte-se com o mundo!

Ao ir para a natureza, busque novas conexões, deixe de lado o mundo virtual e se integre com aquilo é real, pois todas as melhores memórias aconteceram em ocasiões offline, um exemplo fácil de entender isso que estou falando é, quando damos o primeiro beijo, você não tira uma foto e posta no Instagram para seus amigos curtirem, você simplesmente registra esse momento em sua memória e segue sua vida.

Em atividades outdoor faça a mesma coisa, procure ter mais momentos guardados na memória do que em seu Instagram/Facebook, quando nos deparamos com aquele belo pôr do sol, dê atenção ao momento, veja o sol baixando lentamente, aprecie as múltiplas cores no horizonte, sinta o calor diminuindo enquanto as estrelas vão se mostrando cada vez mais.

Comente sua opinião sobre esse assunto na aba de comentários abaixo.

Texto: Luís H. Fritsch

Veja vídeos de viagens incríveis!

Veja vídeos de viagens incríveis

Não basta viajar, fotografar e filmar, eles foram além, usaram muita criatividade e desenvolveram vídeos fantásticos que fizeram muito sucesso. Nesse post reuni 10 vídeos feitos por viajantes super criativos, que arrepiam qualquer apaixonado por viagens e instigam a vontade de viajar em qualquer pessoa.

Alex Chacon 

O mais recente vídeo do gênero a estourar foi inspirado na clássico viagem de Che Guevara, descrita em “Diário de Motocicleta”. Alex Chacon percorreu 36 países em 600 dias, rodando cerca de 200 mil quilômetros. No projeto “Diário de Motocicletas Moderno”, criou um vídeo de 3 minutos com imagens “selfies” em 360º.

Nicolo Banini 

O Italiano Nicolo Banini de apenas 22 anos, ficou famoso ao “dar tapas” na câmera. Seu vídeo ficou conhecido no mundo todo, mas na realidade é inspirado no vídeo de Roman Burch (abaixo). Mesmo assim ficou muito legal e o Italiano ganhou milhões de visualizações no youtube.

Roman Burch

Sendo o verdadeiro inovador, no que se refere a dar tapas na câmera durante uma viagem, nada mais justo que Roman Burch esteja por aqui. Seu vídeo referente a sua viagem de Shangai a Tokio não fez tanto sucesso como o do Italiano Banini, mas serviu de inspiração pra tal.

Christoph Rehage

Aos completar 26 anos, em 2007, o alemão Christoph Rehage começou a percorrer a China. Era o inicio do projeto “The longest Way” (O caminho mais longo), que em pouco mais de um ano percorreu 4500 km, detalhe: a pé! Acho que este cara foi um dos pioneiros a criar um vídeo deste tipo. É um dos vídeos mais legais, pois mostra toda transformação do alemão ao longo da viagem.

Jack Hyer

Este cara levou 4 anos, percorrendo 26 países, para dizer que seria o homem que acordaria todos os dias ao lado de sua namorada…  Jack Hyer, conheceu Rebecca Strellnauer, em 30 de setembro de 2010, e teve certeza que ela era a mulher de sua vida. Sendo assim, utilizou suas viagens pra gravar uma bela declaração de amor. O vídeo foi apresentado na noite da formatura dos dois, como se fosse um vídeo da formatura… Imagina só!!! Ao som de I’m Gonna Be [500 Miles] do The Proclaimers (que eu escutei muito na interpretação dos Toy Dolls) Jack deve ter impressionado Rebeca e a todos os convidados… De quebra o cara aproveitou o sucesso pra arrecadar grana pra uma instituição de caridade.

Rick Mereki 

Esse cara conseguiu fazer um vídeo que realmente inspira qualquer um a viajar. Aliás, um vídeo não, três vídeos fantásticos. A série de vídeos feita por Mereki e seus 2 amigos, são intitulados Move, Eat and Learn… São 3 vídeos avulsos que estão em seu site, fizemos uma compilação não oficial, com os 3 juntos pra melhor visualização. Estes vídeos baseados nas experiências de viagem em mover-se, comer e aprender, foram gravados em 11 países, em apenas 44 dias, o resultado é fantástico!

Jéssica Pessoa

Com 946 fotos, Jéssica Pessoa vem representar o Brasil com seu vídeo “selfie” feito ao longo de seus 1 ano e 3 meses de Intercâmbio na Inglaterra. Jéssica bolsista do programa Ciência sem fronteiras do governo federal, aproveitou para conhecer vários países tirando fotos que se tornariam o famoso vídeo. Ao final do vídeo a pergunta “What’s Next?” (o que vem depois?). Ela mesma já contou, vem um novo vídeo por terras brazucas.

Benjamin Jenks 

Este estadunidense, fez seu vídeo focado em um fator que realmente é muito importante em uma viagem, as pessoas. Quem nunca fez pelo menos um grande amigo viajando por aí… Pois é, Benjamin Jenks percorreu os EUA fotografando-se junto a pessoas, seu vídeo “Eu amo pessoas”, é bem legal… Eu pessoalmente acho que ele deveria fazer um desses fora de seu país e também tentar inspirar seus governantes a amar mais as pessoas, ao invés de bombardeá-las.

Matt Hells

Pra finalizar com chave de ouro, o video de Matt Hells, um dos pioneiros neste tipo de vídeo. Matt saiu dançando estranhamente pelo mundo em 2003 e 2004 e postou seu vídeo em 2005 na internet, de lá pra cá virou uma celebridade e já foi visto por dezenas de milhões de pessoas no mundo.

Medo, aliado ou Inimigo?

Inicio esse assunto,  contando um pouco da minha história, sobre sentir medo de altura.

Lembro-me na minha infância de ver meu pai subir uma escada para trocar uma lampada e tremer “feito vara verde”, perguntei ao meu pai, porque tremia quando subia uma escada, ele respondeu que tinha muito medo de altura.

Quando somos criança não conseguimos entender esse tal medo de altura, ver meu pai naquela situação fez com que eu fizesse uma associação rápida sobre o medo, “quando sentimos medo de algo, simboliza perigo, logo temos que evitar que isso aconteça”. Com o passar dos anos, fui crescendo e amadurecendo, entrei para o movimento escoteiro e lá me deparei com situações que me faziam sentir medo, as vezes não era só a altura, mas sim o medo de arriscar o novo, descobrir o desconhecido, e por ter vivenciado aquela situação quando criança, sempre desistia de algo que me fazia sentir medo.

O meu primeiro contato com esportes radicais foi quando eu tinha 13 anos de idade, o grupo escoteiro que eu participava foi convidado para fazer rapel na Cascata do Salto Ventoso. E assim os escoteiros foram inseridos nessa nova atividade. Eu, como outros, ficamos a observar a descida dos colegas. Depois de acompanhar varias descidas de rapel chegou a minha vez. Eu não tinha experiencia alguma para fazer a tal atividade, o medo aflorou em mim, e pela primeira vez na vida, comecei a tremer sem parar “feito vara verde”, tal qual meu pai naquela escada. Depois de estar totalmente preso na corda e pronto para a descida, ouvia as pessoas ali presentes dizendo que “era fácil”, os instrutores explicando como fazia a prática do rapel. Foi bem neste momento que simplesmente “congelei”, não conseguia fazer nada, nem ouvir e nem falar, só senti que eu e meu inconsciente não estávamos preparados para tal situação. Então, aconteceu o provável, desisti.

Passei os próximos 5 anos evitando e fugindo de situações parecidas como aquela, pois o pavor foi tão grande que não queria voltar a me sentir assim. O tempo foi passando e em muitas reflexões sobre o assunto percebi que o que eu sentia, não era medo e sim pânico de altura.

Contudo, certa vez ao assistir o filme Tudo Por Um Sonho, li na legenda uma citação que dizia assim: “Medo e pânico são emoções distintas. Medo é saudável, pânico é fatal.”  

Refletindo ainda mais, notei que só a reflexão não era suficiente para entender essas palavras, era hora de me botar a prova, e realmente saber se eu era capaz de combater uns dos meus maiores medos.

Aos meus 18 anos de idade fui convidado a fazer rapel em uma ponte de linha férrea na cidade de Veranópolis/RS – Brasil, com 36 metros de altura. Aceitei o desafio, porém, antes de fazer a descida, olhei atentamente a explicação do instrutor que explicava como fazia para descer, frear e também como funcionava cada equipamento. Lembro-me do instrutor ter olhado para mim e pedir: “Você está pronto?”. Eu não estava convencido daquilo, então falei-lhe que ainda estava pensando. Decidi descer até o ponto final do rapel e ver como é a função do “anjo” (no rapel a pessoa que fica no ponto final da descida é assim chamada, pois tem capacidade e técnica suficiente para assegurar que o esportista tenha a melhor descida). Conversando com o “anjo”, o mesmo explicou que ele possui o total comando da descida, e exemplificou o que acontece em caso da pessoa que estiver fazendo rapel desmaiar, soltando assim a corda. Pedi para ele mostrar na prática, como era de fato esse comando da descida e da corda. Para demonstrar solicitou à pessoa que estava fazendo a descida soltar as duas mãos da corda, nesse instante o anjo simplesmente deu um puxão na corda que segurava em suas mãos e a pessoa parou de descer na hora. Ou seja, deixou claro que é o anjo quem decide se a pessoa vai descer ou não no rapel, pois se ele deixar a corda esticada, a pessoa não tem como realizar a descida de rapel.

Bem, devo dizer que depois de toda essa explicação, ganhei uma dose de auto-confiança, subi novamente até o topo da ponte, coloquei os equipamento necessários e o instrutor me conectou aos equipamentos junto a corda e disse assim:

Agora é só você imaginar que está pulando uma cerca, logo respondi, como assim? Você tem que ir para o lado externo da ponte para começar a descida de rapel, nossa eu estava com o coração na boca, “tremia mais que vara verde”, fiz tudo que ele me disse e desci de rapel, depois de apreciar a vista e superar meu medo de altura, comemorei muito, abracei o anjo e disse obrigado.

Acredito que toda essa aventura radical me fez amadurecer, encarar meus maiores medos e desafios, e isso tudo contribuiu para minha evolução como pessoa.

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As pessoas possuem medo do esporte ou de vivenciar algo novo?

O que motiva um esportista radical a praticar atividades perigosas de aventura é a capacidade de superar o seu próprio medo, seja ele relacionado ao que for. A escolha de se tornar atleta se deve a um simples motivo: a transformação do medo em coragem é muito mais fácil em um esporte radical do que na vida corriqueira, onde a convivência com outras pessoas pode entrar em xeque-mate. O medo de um esportista na verdade não está ligado ao receio de que ocorra um acidente, mas sim pelo simples fato de que cada prática é como se jogar em algo novo constantemente.

Tendo isso em vista, ao praticar um esporte de aventura, todo atleta possui medo de alguma coisa, assim como na vida. A diferença é que algumas pessoas sabem disfarçar ou lidar muito bem com o seu próprio medo, ao passo que outras pessoas perdem o autocontrole. Seria então o medo um aliado ou um inimigo das pessoas? Digamos que o nosso pior inimigo pode ser a nossa própria mente e não os fatores externos. Então a resposta é prática: o medo pode se tornar o nosso maior aliado. O primeiro passo é reconhecer e encarar o medo como uma motivação.

Hoje em dia, pratico muitos esportes de aventura, e embora acumular centenas de descidas e participar de outros esportes também perigosos, sempre sinto aquele medo do perigo, aquela adrenalina constante. Entretanto a diferença do medo de hoje e o medo da minha infância é que hoje entendo e respeito meus maiores medos, sem descartar sua presença, ele faz com que eu me certifique que tudo está realmente certo!

Concluindo, podemos dizer que na prática de esportes radicais não é apenas adrenalina pura é medo também, e que todos os bons atletas têm medo, porém a motivação e a coragem superam os obstáculos e o próprio medo!

Medo

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu. Sarah Westphal

Texto e fotos: Luís H. Fritsch

Como viajar gastando pouco ou quase nada!

Como viajar gastando pouco ou quase nada!

Colocar uma mochila nas costas e cair na estrada em busca de caronas que o levem para os lugares mais incríveis é uma maneira de viajar de graça. Mas não é a única. A tecnologia possibilitou outras formas de conhecer o mundo sem gastar dinheiro — ou, ao menos, desembolsando muito pouco.

Hoje já é possível encontrar hospedagem gratuita pela internet ou até pedir um financiamento coletivo para a sua viagem. Há, ainda, a opção de se engajar em uma causa social ou usufruir de milhas aéreas acumuladas. Conheça abaixo algumas dessas alternativas, veja qual tem mais a ver com o seu perfil (talvez você una mais de uma delas) e programe as suas próximas férias.

Viajar gastando pouco trocando de casa
Alguns sites reúnem pessoas dispostas a ceder a casa e que, literalmente, trocam seus endereços por um tempo. O intercâmbio pode ser simultâneo ou não. Ou seja, você pode ocupar a casa do hóspede enquanto ele se muda para a sua. Mas também é possível ceder a estadia e obter um crédito para uma futura hospedagem na casa do seu atual convidado, num período acordado com ele.

O Home Exchange é o site mais famoso do ramo, disponibiliza mais de 50 mil casas, em 150 países, e possui versão em português: o Troca Casa (www.trocacasa.com). Para se cadastrar, é preciso pagar uma anuidade de US$ 9,95 e detalhar as características da sua residência, com fotos, inclusive. Caso você não realize nenhuma troca no primeiro ano, o site oferece mais um ano gratuitamente.

Em 2013, a Universidade de Bergamo, na Itália, realizou um estudo com sete mil membros da rede de troca de casas e apontou que 93% deles ficaram satisfeitos com a experiência e 75% qualificaram como confiável a pessoa com quem trocaram de endereço. Desses entrevistados, a metade tem família e filhos.

viajar gastando pouco
No couchsurfing, moradores abrigam gratuitamente o turista em suas casas

Viajar gastando pouco com Couchsurfing
A prática, que pode ser traduzida, ao pé da letra, como “surfar no sofá”, implica em hospedar-se gratuitamente na casa de moradores de um determinado local. O sofá não é necessariamente o que eles têm a oferecer, muitos disponibilizam camas, colchões e até quartos privativos para os visitantes.

O site mais conhecido de adeptos dessa prática é o www.couchsurfing.org. Para utilizá-lo, basta entrar no endereço eletrônico, criar um perfil online e começar a busca de uma acomodação. Fica mais fácil escolher um lugar bacana ao olhar as recomendações já feitas por outros “coachsurfers” que passaram pelo destino.

“O mais legal do couchsurfing é conviver com pessoas locais, que vão ajudar você a conhecer os lugares que só os moradores da cidade frequentam. A imersão na cultura é muito mais intensa, não se compara a de um turista que vai, fica em um hotel e visita só os pontos turísticos”, diz o mochileiro e fotógrafo Leonardo Maceira, que há cinco meses tem viajado pelo Brasil sem dinheiro na carteira, registrando suas aventuras em sua página do Facebook (https://www.facebook.com/OsLugaresdeCadaUm).

Vale saber que o anfitrião tem todo o direito de não aceitar um pedido de hospedagem feito via couchsurfing. Por isso, é bom sempre ter mais de um “sofá” como opção, antes de programar a sua viagem.

Viajar gastando pouco com Trocas de trabalho por comida e hospedagem
Você pode ter acomodação e refeições gratuitas em outro país se estiver disposto a ceder algumas horas do seu dia para trabalhar em um negócio, que pode ser uma fazenda, uma casa de família, um rancho, alojamento ou albergue. Existem muitos estabelecimentos ao redor do mundo que oferecem, além de comida e um local para dormir, acesso gratuito à internet e a oportunidade de conviver com a comunidade local. Tudo em troca de uma ajuda.

O site HelpX (http://www.helpx.net/) reúne muitos locais ao redor do mundo que aceitam essa prática. Quem recebe os voluntários geralmente exige um compromisso. Na média, são necessárias quatro horas diárias de trabalho para usufruir desses benefícios, mas pode haver variações.

Como regra geral, ao ajudar mais, você tem mais regalias. Por exemplo: quem prefere trabalhar por duas horas diárias talvez só consiga um local para dormir, enquanto quem se coloca à disposição por seis horas diárias poderá ter, além das refeições, um quarto privativo. Muitas das oportunidades são em áreas rurais, por isso, têm mais chances aqueles que incluem no perfil habilidades como saber mexer com plantas e colher frutas, cuidar de animais e andar a cavalo.

viajar gastando pouco
Praticar voluntariado também pode garantir uma viagem sem gastar muito dinheiro

Viajar gastando pouco sendo voluntário de causas sociais
Essa é uma forma de viajar a custo baixíssimo – geralmente se paga a passagem aérea e o seguro saúde – mas só serve para aquelas pessoas que não querem apenas carimbar o passaporte, mas que estão interessadas em se envolver em grandes projetos humanitários.

“É para quem tem vontade de conhecer o mundo não somente para aprender um idioma e, sim, para desenvolver responsabilidade social”, diz Moira Helena, diretora de intercâmbios sociais para estudantes da Aiesec no Brasil, organização estudantil sem fins lucrativos que, em 2013, levou 1.600 brasileiros para trabalharem como voluntários em outros países.

Para embarcar nos intercâmbios oferecidos pela organização é preciso ter entre 18 e 30 anos e inglês no nível intermediário. Colômbia, Argentina, Índia, Romênia, Hungria, Turquia e Egito são alguns dos países que entram nos programas, com duração de seis a doze semanas. Ao chegar no destino, os voluntários geralmente dão apoio a uma ONG local em áreas diversas, como financeira e comunicação. Em alguns casos, os jovens também podem ser treinados para atuarem como professores temporários de escolas locais.

Viajar gastando pouco com milhas
É verdade que acumular milhas aéreas custa, porque você precisa gastar para obter esse benefício. No entanto, se consegue isso adquirindo itens que iria comprar de qualquer maneira, essa é, sim, uma grande vantagem. Opções de programas de fidelidade não faltam, basta escolher aquele que oferece os melhores benefícios. Uma dica é optar por um programa que possua voos para os destinos que pretende visitar. Assim, é mais fácil se fidelizar. Caso contrário, você terá pontos espalhados por diversos programas, que dificilmente o levarão aonde quer chegar. Outra recomendação é escolher um cartão de crédito que ofereça uma boa troca do valor gasto por pontos e concentrar as compras nele. Por fim, é importante considerar a validade dos pontos e se planejar para conseguir acumular uma boa milhagem antes de ter de resgatar.

Viajar gastando pouco pedindo doações em sites
O crowdfunding é uma iniciativa de financiamento coletivo, uma maneira de captar recursos por meio de doações em dinheiro para um projeto específico. A ação já foi utilizada para viabilizar os mais diversos planos e agora também está disponível para quem quer ter sua viagem financiada.

O Trevolta (http://www.trevolta.com/) oferece a oportunidade de você montar o roteiro da sua viagem e, após precisar a quantia de dinheiro necessária para realizá-la, pedir contribuições.

Mas é claro que não é qualquer viagem que consegue patrocinadores. Para um crowdfunding de viagem ser bem-sucedido, é preciso ter diferencial. O “New York to Patagonia… By Ambulance!” (De Nova York à Patagônia… Em uma ambulância), por exemplo, conseguiu levantar US$ 8 mil dos US$ 10 mil pedidos. A proposta era viajar em uma ambulância da Big Apple até a América Latina e, ao fim da rota, doar o veículo para uma organização que presta atendimento de saúde para as comunidades carentes da Colômbia.

Ideias muito boas podem até ser patrocinadas por empresas. Outra opção para viabilizar o seu sonho é oferecer recompensa para os doadores, como cartões-postais do destino, fotografias e lembrancinhas locais.

Viaje sozinho pelo menos uma vez na vida

Viaje sozinho pelo menos uma vez na vida

“Não tenha medo de andar sozinho. Não tenha medo de gostar disso.” John Mayer

Há três anos atrás, eu não viajaria para lugar nenhum sozinha nem que você me pagasse, entrar em um avião para viajar por conta estava definitivamente fora de questão.

É engraçado como o tempo muda as coisas e a gente, e as coisas que você nunca se viu fazendo de repente se tornam a sua realidade.

Viajar sozinha se tornou parte da minha nova realidade. Eu absolutamente amo fazê-lo e aprendi muitas lições ao longo do caminho. Sendo o tipo de pessoa “não gostando de esperar pelos outros” e “levanta e vai” que eu sou, é natural que eu vá sozinha mais vezes. É tão excitante, exigente de seus nervos, e tão muito mais recompensador ao mesmo tempo. Agora que já tenho algumas aventuras internacionais solo de experiência, estou ansiosamente aguardando pela próxima!

Se você já pensou sobre sair se aventurar sozinho, mas ainda está indeciso ou nervoso, aqui estão 10 razões pelas quais você deveria viajar sozinho pelo menos uma vez:

  1. Você nunca volta como foi.

Sair sozinho renova seu espírito da maneira mais positiva. Muda sua energia, sua perspectiva do mundo, o modo como você vê os outros e o modo como você enxerga você mesmo. Você se torna um pouco mais corajoso e mais confiante nas suas próprias habilidades de resolver as coisas por sua conta.

  1. Sair da sua zona de conforto é bom para você.

Viajar sozinho é o tipo de empurrão saudável que você precisa para ficar confortável estando desconfortável. Você aprende a aceitar estar em lugares estranhos, com pessoas estranhas e todos os desafios que vão se apresentar a você ao longo da jornada.

  1. Existe tanto para se aprender sobre o mundo.

Vendo e explorando alguns dos lugares mais bonitos lhe deixará sem palavras. Experimentar as diferentes culturas e modos de viver que fazem de cada lugar tão especial é uma experiência única por si só.

  1. Passar um tempo sozinho ajuda você a se conhecer melhor.

O melhor relacionamento que você pode ter é aquele que você tem com você mesmo. Viajar sozinho lhe dá a oportunidade que você precisa para desacelerar, refletir e passar aquele tempo de qualidade com você mesmo que você pode normalmente perder na rotina do dia-a-dia em casa.

  1. Você vai descobrir o quão forte você é.

Nenhum dia é como o outro viajando sozinho, e você vai aprender a fluir e lidar com os dois lados da moeda. Uns dias você vai se ver correndo pela cidade com um grupo de novos amigos. Outros dias você descobrirá que você pode apenas preferir ir de leve e com calma no seu próprio ritmo. Você perceberá que enquanto você gosta de estar junto dos outros, você se torna mentalmente mais forte e capaz de se virar por você mesmo.

  1. A maneira de você ver as coisas vai mudar.

Sua perspectiva de certas partes do mundo, costumes e crenças será completamente diferente quando você os experimentar em primeira mão, e você descobrirá que todas as fotos e artigos que você leu sobre eles não lhe fazem justiça.

  1. Fazer amigos por aí é incrível.

Uma viagem solo nunca é realmente passada em completa solidão porque você conhecerá viajantes assim como você. Você vai compartilhar histórias e perceber o quanto vocês todos têm em comum, e descobrirá que você nunca está realmente sozinho de verdade.

  1. Não é tão assustador quanto você pensa.

Todas as preocupações e apreensões que você inicialmente tinha quando colocou os pés no avião vão desaparecer no momento que você chegar ao seu destino. Enquanto é verdade que você deve praticar ter um certo nível de cautela independente de onde você estiver no mundo, você descobrirá que muitas das coisas ridículas que você viu em filmes não são reais.

  1. Experiências são muito mais valiosas que coisas.

Nada se compara à diferença entre comprar um par de sapatos fabricados em Paris e estar de fato visitando Paris. Nada.

  1. Você vai mais do que provavelmente querer viajar sozinho de novo.

Viajar é um vício por si só. Mas a liberdade que você tem quando você faz isso sozinho é simplesmente diferente. De seguir seu próprio ritmo e não se sentir culpado por isso, à força e confiança que você descobre dentro de si mesmo. É uma experiência pacífica e calmante que você provavelmente vai querer experimentar de novo e de novo.

Texto original por Jaimee Ratliff, postado originalmente em seu blog, This Way North

Traduzido por Lucas Sironi