Cachoeira do Peri

Mais um dia lindo de sol na bela praia de Campeche, onde o oceano de águas cristalinas atrai muitos para a beira-mar, acordamos cedinho para seguir um pouco mais em direção ao sul da ilha, mais especificamente na Lagoa do Peri, que integra um Parque Municipal localizado próximo à praia da Armação.

O Parque Municipal da Lagoa do Peri é uma reserva biológica, declarada como patrimônio natural. O parque possui 2.030 hectares de unidade de conservação e 20,3 km² de bacia hidrográfica.

A Lagoa do Peri é a maior lagoa de água doce da costa catarinense e possui aproximadamente 5,2 km² de extensão e 11 m de profundidade. Suas águas não são afetadas pelas oscilações da maré, por estar cerca de 3 m acima do nível do mar.

Iniciamos a trilha logo após o pórtico do Parque, seguindo pelas margens do lado esquerdo da lagoa. Há um restaurante logo na entrada, onde se pode aproveitar para comprar água ou algum lanche, pois durante o percurso até a cachoeira não há nenhum estabelecimento comercial.

Assim que estacionamos o carro, dois rapazes, Hermes e Fernando vieram conversar conosco, já nos perguntando: “vocês farão a trilha para a cachoeira?”. Não fica difícil perceber que somos pessoas aventureiras, pois, num lindo dia de sol, aparecer na lagoa vestindo calça comprida, botas e de mochila, só poderia ser para fazer trilha, visto que o comum é os visitantes estarem no local em trajes de banho.

Nossos novos amigos resolveram passar no restaurante para comprar água, foi quando o atendente explicou resumidamente por onde se deveria seguir para acessar a trilha, alertando para a presença de animais peçonhentos, principalmente cobras. O senhor advertiu a todos nós para termos muito cuidado, observando sempre onde pisamos, a fim de evitar acidentes com os referidos animais.

Partimos seguindo pela trilha próxima às margens da lagoa, percurso de nível fácil, sem desníveis de solo, nem obstáculos. Encontramos algumas teias de aranha, que facilmente desviamos.

Veja o mapa abaixo:

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Como a Lagoa do Peri ainda tem mata atlântica primária, pode-se encontrar o jacaré-de-papo-amarelo, mas, infelizmente, não tivemos essa sorte. O local também é berçário de lontras, macacos-prego e algumas aves, porém não conseguimos ver nenhum desses animais.

Seguimos pela trilha que em determinado ponto tem uma bifurcação, onde escolhemos seguir pela direita, levando em conta o senso de direção que dizia que deveríamos costear a lagoa. No caminho de volta descobrimos que pegamos o caminho mais longo, o caminho que seguia pela esquerda era mais perto e mais aberto e posteriormente as duas vias se encontravam novamente.

Após algum tempo de caminhada, o percurso segue por uma estrada de chão, com algumas moradias. No caminho encontramos mais duas pessoas, Yohana e Iuri, que também pretendiam ir à cachoeira, mas não tinham certeza do trajeto a ser seguido. A turma estava aumentando, já éramos em seis. Paramos para perguntar a um nativo se estávamos no caminho certo. O engraçado foi que nem chegamos a fazer a pergunta para ele já ir respondendo, “sigam pela estrada, quando chegarem no orelhão dobrem à direita e depois peguem à esquerda”. Foi o que fizemos.

Essa parte do percurso pode ser feita de carro ingressando por outro acesso. Chegamos num local às margens da lagoa onde há uma placa indicando para a trilha da cachoeira da Gurita. Para quem vai de carro até esse local, será ali que poderá deixar o carro estacionado.

Cachoeira do Peri

A partir desse ponto, inicialmente a trilha é de nível plano, de terreno argiloso, arenoso e com seixos. Mais adiante o nível passa a ser médio, com alguns declives e aclives, bem como obstáculos, como blocos de pedras, mas nada que não seja facilmente superado. Durante o trajeto há córregos de água limpa e potável que pode ser consumida. Sempre é bom aproveitar para encher as garrafas de água.

Cachoeira do Peri

Cachoeira do Peri

A vegetação de restinga encontra-se presente e pode ser observada uma flora diversificada. Nosso caminho ficou “colorido” com as belas borboletas que nos acompanhavam. Eram de vários tipos e cores brilhantes e vibrantes. Pena que nem todas queriam pousar para as fotos.

Cachoeira do Peri

Cachoeira do Peri

Cachoeira do Peri

A Trilha da Gurita tem como objetivo levar à cachoeira, com piscinas naturais de água cristalina e gelada. Após uma prazerosa caminhada, em companhia dos novos amigos, chegamos ao destino, onde alguns trilheiros já descansavam e se banhavam nas águas.

Importante levar lanche para ser degustado nas sombras das árvores nativas que se encontram nos arredores da cachoeira, o que se faz necessário para repor as energias gastas e encarar o retorno.

Chegou a hora de relaxar e tomar um banho revigorante. Ou até simplesmente só sentar no topo da primeira queda e apreciar a paisagem. Seja qual for a opção escolhida, dará a sensação de que valeu a pena ir até lá.

Cachoeira do Peri

A queda de água tem cerca de 3 metros de altura. Tem uma pedra grande, na qual muitos subiram para pular na água. O ponto alto da Cachoeira do Peri é um enorme paredão com outra cachoeira no final.

Passamos algum tempo apreciando a beleza do lugar e, após nos refrescarmos em uma das piscinas naturais, tomamos o caminho de volta, sempre observando a natureza que contorna o percurso. Chamou atenção de todos uma árvore que caiu sobre o leito do rio, transformando-se em uma ponte natural.

Cachoeira do Peri

Considerando que o caminho tende a ser alagado em algumas épocas, bem como há travessias por riacho, aconselha-se ir com tênis a prova de água ou impermeável.

O melhor horário para fazer a trilha é pela parte da manhã, por ser de temperaturas mais amenas e, caso resolvam passar mais tempo curtindo a cachoeira, terá tempo suficiente para o retorno.

Vale lembrar que o parque tem horário de funcionamento e não é permitido acampar.

Trilha Costa da Lagoa

Após pesquisas na internet e conversa com moradores da ilha de Florianópolis, resolvemos fazer a trilha da Costa da Lagoa, chamada por alguns de trilha do Canto dos Araçás.

Seguimos de carro até o Canto dos Araçás e a partir do ponto 3 seguimos a pé. Pode-se ir de carro até o ponto 4, no entanto as ruas são estreitas, o que dificulta as manobras dos veículos e não há local para estacionamento. Vale esclarecer que “os pontos” referem-se aos trapiches   em que se pode pegar os barcos para deslocamento ao longo da costa da lagoa e vai até os Ratones (ponto 23).

A partir do ponto 4 o acesso somente é possível por trilha ou barco. O trajeto tem pouco declive e aclive, sendo predominantemente plano e bem marcado, podendo ser classificado como de nível fácil.

Durante o percurso passamos por várias vilas, algumas construções antigas, engenhos, restaurantes com comida típica à base de peixes e frutos do mar, lojinhas com souvenirs. O visitante que percorrer toda a costa da lagoa passará por sete vilas (Vila Verde, Praia Seca, Praia da Areia, Baixada, Centrinho, Praia do Sul e Saquinho).

Costa da Lagoa

A Costa da Lagoa ainda preserva a cultura dos seus primeiros colonizadores. Essa região foi tombada pelo município como área de preservação cultural. No lugar há um núcleo de pescadores e rendeiras que ainda vivem como nos antepassados. O que nos chamou bastante atenção foi o fato de que os moradores locais não possuem veículos automotivos, não vimos nem motocicletas. Os deslocamentos são feitos mediante utilização do transporte lacustre, que passa de hora em hora nos 23 pontos existentes na costa da Lagoa da Conceição.

Logo no início da trilha, próximo a uma residência, avistamos uma Cobra Jaracaca, com cerca de 1 metro de comprimento, que estava no meio da trilha, mas, ao perceber nossa proximidade, retornou para sua toca embaixo de uma pedra. Sempre temos cuidado e atenção nas trilhas, mas encontrar esse animal peçonhento serviu de alerta.

Costa da Lagoa

O caminho está cercado pela mata atlântica, com presença de uma rica flora e fauna. Um residente de uma das vilas, que cruzou por nós, disse ser bem frequente avistar macacos-prego, principalmente nos bambus, visto que se alimentam dos brotos dessa espécie de planta. Tínhamos esperança de conseguir vê-los, porém, somente ouvimos os sons de seus deslocamentos no alto dos bambuzais, sem conseguir enxergá-los.

Seguimos pela trilha, apreciando a paisagem e construções do local. Chegamos a um sobrado que foi construído pelos escravos em 1780, com óleo de baleia, barro e pedra. O casarão pertencia a Dona Loquinha, que faleceu há quase 30 anos. Atualmente está fechado e abandonado.

Costa da Lagoa

Logo após admirar esse imóvel que se tornou patrimônio história da Costa da Lagoa, levamos um susto ao nos depararmos com uma Cobra Caninana com cerca de 2 metros de comprimento e 10 centímetros de espessura na parte mais grossa. Essa cobra assusta mais pelo seu tamanho do que pelo perigo. Trata-se de uma serpente que pode atingir cerca de 2,5 metros de comprimento, é bastante rápida e ágil, mas não é peçonhenta. Alimenta-se principalmente de roedores e pequenas cobras. A caninana estava cruzando a trilha, mas ao perceber nossa presença, fez a volta e retornou para sua toca. Aguardamos uns instantes e seguimos em diante.

Costa da Lagoa

A partir de agora, a atenção foi redobrada, pois já havíamos encontrado duas cobras, e não demorou muito tempo para avistar um filhote de coral vermelha que se deslocava entre a vegetação ao lado da trilha. Não sabemos se era verdadeira ou falsa.

Durante o trajeto constatou-se uma flora preservada e, em vários pontos, é possível ter uma bela vista da Lagoa da Conceição. Num dos povoados, paramos para conversar com um senhor para informar sobre as cobras encontradas no decorrer do caminho. O morador local nos disse elas são encontradas com frequência, mas que não lembra de acidentes com tais animais, destacando que mora no local há mais de 10 anos.

Costa da Lagoa

Nosso destino final foi a cachoeira que se localiza próxima ao ponto 16. Uns 50 metros antes de chegar na cachoeira avistamos um filhote de Caninana que estava entrando debaixo de uma pedra. Era a quarta cobra avistada durante o dia.

A queda de água possui cerca de 8 metros de altura e a água cristalina e gelada refresca os visitantes nos dias quentes. Em época de pouca chuva a cachoeira fica com pouca água. Na parte inferior há uma piscina natural, aproveitada por muitos para os banhos.

Costa da Lagoa

Quando chegamos na cachoeira, havia cerca de 15 pessoas no local, que acreditamos terem vindo de barco, pois não avistamos ninguém fazendo a trilha, além de moradores locais e dois ciclistas argentinos. Resolvemos subir pelas pedras da cachoeira a fim de encontrar um lugar para descansar e fazer um lanche.

Subimos até chegar na base da queda de água, sempre com cuidado ao pisar nas pedras secas, pois as molhadas estavam muito lisas. Um nativo nos disse que são frequentes os acidentes com pessoas que sobem pelas pedras. No local há vários avisos pedindo atenção com as pedras escorregadias.

Chegando ao local escolhido para o descanso, fizemos nosso lanche e aproveitamos para admirar o lugar. Ali perto tinha uma pequena piscina natural que foi designada para o banho. A água não estava muito gelada e a imersão na água foi energizante.

Costa da Lagoa

Costa da Lagoa

Embora os alertas para tomar cuidado para não escorregar tenham sido intensos, presenciamos uma mulher descendo escorregando pelas pedras até determinado ponto, em que consegui segurá-la pelo braço. Presenciamos várias pessoas se arriscando ao subirem pela rocha da cachoeira molhada.

Após registros fotográficos e renovação das nossas energias nesse lugar maravilhoso, com uma água limpa e refrescante, resolvemos pegar o caminho de volta.

Costa da Lagoa

A ideia inicial era voltar pela mesma trilha, mas como havíamos encontrado 4 cobras e não queríamos ariscar encontrar mais algumas,  resolvemos retornar de barco. Seguimos alguns metros até o ponto 17, onde aguardamos no trapiche a chegada da embarcação.

Costa da Lagoa

Nossa viagem de barco durou cerca de 30 minutos e o desembarque foi no ponto 3, onde tínhamos deixado o carro. Essas embarcações fazem o transporte diário de passageiros a um custo de R$ 11,00 por pessoa.

Para os aventureiros que pretendem fazer essa trilha vale lembrar que devem fazer uso de bota ou tênis, sendo aconselhável usar calça e tomar muito cuidado com os animais peçonhentos presentes no local. Importante usar protetor solar, repelente, boné, bem como levar água, pois a trilha tem aproximadamente 7,5km, com duração de 3h30min e nem sempre tem local para comprar algo. E não se esqueça do traje de banho para no final banhar-se na cachoeira. É uma trilha que, com certeza, vale a pena fazer.

Costa da Lagoa

Rio 14

Você já ouviu falar do Rio 14, este não é um rio normal, pois em boa parte dele é possível encontrar lindas cascatas, cachoeiras e cenários de tirar o fôlego.

O rio 14 está localizado no interior do município de Farroupilha/RS, mais precisamente na localidade de Vila Jansen/Mato Perso. O rio faz divisa com a cidade de Nova pádua e Flores da Cunha/RS.

No local o que chama mais atenção são as inúmeras piscinas naturais que se formam com o despencar das águas cristalinas das cachoeiras e cascatas, locais propícios para nadar e saltar do topo das quedas de água.

Para quem não é muito chegado em nadar em rios ou sofre de algum trauma de infância, o local conta ainda com inúmeras trilhas, podendo ser realizadas a pé, de bicicleta, motos ou Jeep´s.

As cascatas e cachoeiras estão muito próximas uma das outras, nos fins de semana é possível encontrar muitas pessoas no local, geralmente essas pessoas vão no inicio da manhã para aproveitar melhor o dia. Fazer um churrasco na beira do Rio 14 pode ser uma experiência diferente, essa atividade pode ser feita tranquilamente em família.

No mapa abaixo você pode ver todas as quedas de água e os caminhos para se chegar em cada uma delas, veja abaixo:

Cachoeiras Rio 14

Para chegar nas cachoeiras e cascatas é pelo GParque Farroupilha, caminha-se aproximadamente uns 500 m até se chegar na Cachoeira 1 (veja no mapa), a trilha é de nível fácil, mas é recomendada para pessoas que já pratiquem certos exercícios físicos.

Informações sobre o GParque Farroupilha/2018

Entrada no parque  R$ 5,00 reais por pessoa e não é liberada a entrada com bebidas!

É possível fazer as trilhas até o Rio 14 sem custos adicionais, além disso o parque disponibiliza outras atividades e um ambiente tranquilo e sossegado para você aproveitar o máximo o seu fim de semana.

Seguem as atividades cobradas à parte:

  • Piscina 10,00
  • Tirolesa 15,00
  • Rapel 50,00
  • Escalada 20,00
  • Churrasqueira 15,00
  • Camping 10,00

As atividades são por ordem de chegada.

Horários de funcionamento:

O GParque Farroupilha funciona somente nos finais de semana. Sábado e Domingo das 9 às 18 horas.
Este ano não está sendo oferecido almoços ou o café.

Cascatas e Cachoeiras do Rio 14 

A primeiramente Cachoeira é a de número 1, esse local é perfeito para fazer um churrasco em família, pois a cachoeira possui águas cristalinas e uma linda piscina natural, onde o seu poço não passa de 2 metros de profundidade em dias de muita chuva.

Cachoeiras Rio 14

Cachoeiras Rio 14

Seguindo a trilha você chegará na Cascata 2, essa é uma ótima opção para quem gosta de nadar, saltar do alto da cascata pode ser uma alternativa para os mais aventureiros, o poço da cascata possui boa profundidade e ampla piscina natural.

Cachoeiras Rio 14

A Cachoeira 3 é uma corredeira propriamente dita, para quem gosta de tirar fotos e contemplar a paisagem esse lugar pode ser bem agradável, mas não tente tomar um banho nessa cachoeira, pois o risco de alguém se machucar é alto, em cachoeiras com corredeiras não se deve brincar, fique atento.

Cachoeiras Rio 14

Da Cachoeira 3 até a de número 1 você só terá que descer o rio, até a cascata 3 existem trilhas demarcadas, após essa, você deve seguir pelo leito do rio propriamente dito.

Recomendamos que esteja munido com um cantil de água potável, tênis/botas confortáveis e pré amaciados e roupas confortáveis, pois o caminho até a Cachoeira 1 é um tanto escorregadia e muito perigosa, caso você tenha problemas físicos, não recomendamos conhecer a Cachoeira 1.

A Cachoeira 1 é a mais perigosa deste rio, não subestime a força da mãe natureza, esse atrativo possui belas corredeiras que levam diretamente para uma queda de mais de 10 metros de altura. Não tende saltar no poço dessa cachoeira, algumas pessoas já perderam a vida aqui, pois o poço não é muito fundo, além de possuir gigantescas pedras no fundo. A Cachoeira 1 está ali apenas para contemplação dos aventureiros.

Cachoeiras Rio 14 Cachoeiras Rio 14

Você deve estar se perguntando sobre a Cascata de número 5? Essa é o maior atrativo com aproximadamente 60 metros de altura, para chegar é muito fácil, possui trilhas que levam até ela e pode ter certeza que todo esse caminho vale a pena trilhar.

Cachoeiras Rio 14

O caminho que leva a Cascata 5 é por dentro da mata nativa, por isso é preciso ir com cautela, pois você poderá encontrar animais peçonhentos pelo caminho, como cobras Jararacas, aranhas e plantas da família da Urtiga, essas plantas podem dar alergias e cosseira, caso venha a encostar nessa planta é recomendado que ponha a mão diretamente na água corrente e evite coçar.

Rio 14

No local a também inúmeras borboletas, conforme a época do ano é possível ver uma infinidade desses animais, fique de olhos bem abertos e encante-se com a fauna e a flora desse lugar.

Rio 14

Rio 14

Rio 14

O vídeo abaixo, captado por uma de nossas lentes, mostra um pequeno cardume de peixes curiosos.

Ficou com vontade de conhecer esse lugar incrível, então arruma a mochila, convide seus amigos e bora aproveitar um fim de semana de muita aventura nesse paraíso a céu aberto.

Cachoeiras Desconhecidas

Há cerca de 200 metros da ponte de ferro histórica sobre o Rio das Antas, divisa dos municípios de Farroupilha e Nova Roma do Sul/RS, resolvemos partir para mais uma aventura em busca de Cachoeiras desconhecidas e inexploradas.

A entrada para a subida pelo leito do rio localiza-se em Nova Roma do Sul/RS – Brasil, na estrada de terra que dá acesso ao famoso Cachoeirão. Vale lembrar que esse tipo de atividade sempre deve ser feita com acompanhamento de guia que tenha experiência e conhecimento profissional para orientar acerca dos procedimentos a serem adotados pelos aventureiros.

Cachoeiras Desconhecidas
Ponte que determina o inicio do percurso das Cachoeiras Desconhecidas

Como em qualquer trilha pelo leito do rio recomenda-se o uso de tênis ou bota com boa aderência e roupas confortáveis e de secagem rápida. Considerando que há subidas que exigem esforço dos membros inferiores e superiores o alongamento antes e depois da trilha tem significativa importância.

Inicialmente o percurso é fácil, sem grandes dificuldades de se passar pelas pedras. Em determinados pontos recomenda-se que a travessia de certos pontos seja feito pela água para que se tenha maior segurança em firmar os passos entre as pedras, evitando dessa forma pisar sobre as pedras lisas e escorregadias.

Cachoeiras Desconhecidas

Cachoeiras Desconhecidas

Em determinados pontos existe a possibilidade de se avançar a trilha por terra, às margens da mata nativa presente no local, dos dois lados do leito do rio. Importante ter bastante cuidado e atenção ao pisar no mato, pois podem existir animais peçonhentos, principalmente cobras. Deve-se evitar colocar as mãos nas plantas, pois é bastante comum serem encontradas plantas da família da Urtiga, que têm componentes tóxicos que causam queimação e coceira. Recomendamos usar luvas para proteger suas mãos de possíveis contatos com animais e plantas indesejáveis.

Caso entre em contato acidentalmente com esse tipo de planta, não se deve coçar no local e colocar o mais rápido possível a região atingida nas águas das Cachoeiras. Lagartas tóxicas de diferentes espécies também podem estar sobre as folhas ou troncos das árvores e não devem ser tocadas.

Após percorrer alguns metros o trajeto começa a apresentar certo grau de dificuldade, havendo necessidade de se escalar pedras maiores. Para quem tem experiência a escalada é tranquila, e quem tem algum medo de altura pode fazer uso de corda de segurança, bem como contar com o apoio dos amigos que sempre oferecem uma mão para ajudar.

Em certo ponto encontramos uma aranha, mas bastou desviar do ninho dela e passar mais adiante, pois ela estava no habitat dela e não oferece nenhum risco caso não se sinta ameaçada. Impressionante o tamanho do grilo encontrado em uma das pedras, visto ser bem maior dos que comumente vemos.

Cachoeiras Desconhecidas
Aranha Caranguejeira encontrada em seu habitat natural.
Cachoeiras Desconhecidas
Grilo encontrado em uma das pedras.

A subida continuou constantemente, sendo um tanto cansativa, e merecendo uma parada para um lanche e hidratação. Além do descanso, vale muito a pena fazer uma pausa para apreciar as belas paisagens, pois a natureza encanta em todos os seus aspectos, sem falar na energia vitalizante que o local inspira, isso compensa todo esforço enfrentado para chegar até ali.

São várias as quedas de água encontradas durante o percurso, algumas menores e outras maiores, cada uma com sua singularidade e beleza.

Cachoeiras Desconhecidas

Essa aventura não se esgota no presente post, em breve terá a continuidade do relato com mais informações e fotos das Cachoeiras encontradas nessa trilha.

Trilha da Capelinha

Às margens da ERS 448, que liga Farroupilha a Nova Roma do Sul/RS – Brasil, há uma Capelinha abandonada, resolvemos fazer a trilha optando pela subida da corredeira do rio em busca de uma cascata maior.

Inicialmente recomenda-se que esse tipo de trilha seja feito por pessoas experientes ou que haja acompanhamento de um guia que possa orientar sobre os cuidados necessários nessa modalidade de aventura.

Trilha da Capelinha

A Trilha da Capelinha é de nível médio, mas pode se tornar perigosa por ser no meio de pedras, com água mais profunda em determinados locais, bem como podem ser encontrados animais peçonhentos como cobras e aranhas. Como ali a presença desses animais é mais rara, não há necessidade de proteção para as pernas, basta ter atenção e cuidado na caminhada, para evitar picadas.

Trata-se de trilha de constante subida, o que a torna cansativa, exigindo preparo físico de quem resolver encarar essa atividade. Durante praticamente todo o trajeto se caminha na sombra, pois o leito do rio é cercado por uma flora nativa e densa.

Trilha da Capelinha

Em alguns trechos o percurso tem certa facilidade, porém em outros requer muito cuidado por conter pedras lisas e escorregadias. Os mais experientes conseguem atravessar sem molhar os pés passando sobre as pedras maiores, no entanto, aos iniciantes recomenda-se que sejam bem cautelosos, sendo preferível passar pela água com segurança do que pular de uma pedra para outra, o que pode ocasionar quedas, e consequentemente fraturas ou batida de cabeça nas pedras.

Trilha da Capelinha

Certos trechos são mais difíceis, exigindo escalada pelas pedras ou passagem na água com certa profundidade, sendo essa última apenas aconselhada para os que sabem nadar. Para maior segurança na escalada sobre as pedras maiores o uso de corda de auxílio tem extrema importância.

Percorrer essa trilha de pedras irregulares não é para qualquer um, exigindo muita atenção a cada passo para que não ocorra nenhum acidente. As mãos são usadas em grande parte da trilha para nos apoiarmos nas pedras. Em vários pontos há pequenas quedas de água que tornam a caminhada maravilhosa e valem cada minuto de esforço. Presentes no local, também, piscinas naturais, com águas limpas e geladas, onde é possível banhar-se.

Trilha da Capelinha

Não há exigência de treino específico para realizar a Trilha da Capelinha, porém, recomenda-se preparo físico e alongamento antes de depois da trilha, para evitar lesões e dores musculares no dia seguinte.

O uso de tênis ou bota é indispensável, bem como roupas confortáveis e de secagem rápida. Importante levar água ou filtro para água e lanche para trilha. Quem for alérgico a picadas de insetos deve fazer uso de repelente.

Trilha da Capelinha

Vale destacar que esse tipo de trilha não deve ser feito em dias de chuva ou após ter chovido, visto que as pedras ficam mais escorregadias, o leito do rio mais cheio e podem ocorrer as trombas d’água.

Percorremos a trilha até determinado ponto onde a passagem se tornou mais complicada e, diante do adiantado da hora, resolvemos voltar e retornar em outro dia. Aguarde, em breve, mais relatos e fotos sobre a Trilha da Capelinha.

Cascata da Barrinha

No trajeto de Urubici a Bom Jardim da Serra, pela SC-390, logo após o portal de entrada da cidade, às margens da rodovia, há a Cascata da Barrinha. No caminho existem placas indicativas deste atrativo natural.

A Cascata da Barrinha fica abaixo do nível da estrada, podendo ser acessada por uma escadaria, próximo ao pórtico de Bom Jardim da Serra/SC, no local também tem estacionamento. É possível estacionar na Churrascaria da Cascata alguns metros adiante.

Na churrascaria é possível fazer aquela parada estratégica, pois este local é praticamente o meio do caminho entre a cidade de Bom Jardim da Serra e a deslumbrante Serra do Rio do Rastro/SC.

Neste local podemos ainda apreciar alimentações regionais, desde carnes e produtos coloniais e ainda aproveitar a bela vista da Cascata da Barrinha.

O rio que forma a Cascata da Barrinha origina-se de um afluente do Rio Pelotas, formando em sua base uma piscina natural com água limpa e cristalina, geralmente gelada.

O acesso pela escadaria até a queda d’ água é livre, sem cobrança de valores, podendo o visitante permanecer no local pelo período que quiser. Levar água e lanche e passar algum tempo apreciando a beleza da cascata é uma boa opção de parada para aqueles que percorrem este caminho. Os amantes de fotografia poderão fazer belos registros fotográficos da grandiosidade dessa cascata.

Cascata da Barrinha

Cascata da Barrinha

A parte superior da cascata pode ser acessada pela parte de trás da churrascaria que fica no mesmo terreno, bastando descer por um gramado nas laterais do estabelecimento.

Na nossa viagem de Urubici a Bom Jardim da Serra/SC resolvemos parar para conhecer a Cascata da Barrinha e, certamente, não nos arrependemos, pois o lugar tem seus encantos. Isso prova que nem sempre precisamos nos deslocar para longe, às vezes basta despendemos algum tempo para vivermos bons momentos em meio à natureza.

Acampar em uma cascata pode ser uma alternativa nesse verão

Já pensou em acampar em uma cachoeira, parece estranho dizer isso, mas existe este lugar e ele está pertinho de nós.

A Serra Gaúcha é uma região encantadora, possui vales, cascatas, cachoeiras, e inúmeras outras opções de lazer, aqui no nosso site, você pode conhecer boa parte destes atrativos. Mas vamos ao que interessa, você já pensou em acampar em uma cachoeira? Se a resposta for sim, então você tem que conhecer a Cascata do Borela.

Este atrativo é um tanto inexplorado pela maioria das pessoas que moram nessa região, é um cenário de uma beleza natural intocada, a cascata localizada no município de Nova Pádua/RS – Brasil.

A Cascata do Borela está dentro de uma propriedade particular, por isso deve-se pedir permissão para chegar até o local. A trilha que leva até a base da cascata é um trecho curto de aproximadamente 300 metros, caminha-se em meio a mata por um caminho antigo, cercado por belas árvores, pedras enormes e pequenas quedas de água.

acampar na serra gaúcha
Foto: Eduardo Bassotto

A trilha em si é de nível fácil, recomendamos essa caminhada para pessoas que praticam atividades físicas regularmente, tenha em mente que trilhar esse caminho não é assim tão simples, em muitas vezes você terá que transpassar obstáculos, isso é, subir e descer de pedras lisas, agarrar-se em árvores, molhar os pés.

Ao chegar na base da Cascata do Borela, nôs surpreendemos com a altura, são 60 metros de queda livre, ali forma-se uma piscina com água cristalina, o que é ótimo nos dias de calor.

acampar na serra gaúcha

acampar na serra gaúcha

Caso você queira acampar no local, o mais indicado é em meio a cascata, neste local existe um platô gigante, que pode acomodar umas 10 barracas aproximadamente, o solo porém é de pedra, então sugerimos levar uma barraca auto-portante, isso é, uma barraca que consiga ficar armada sem o uso de espeques.

Vale ressaltar que esse local não tem nenhuma infraestrutura disponível, então vá precavido!

acampar na serra gaúcha

Para quem é mais corajoso é possível praticar rapel, na crista da cascata tem inúmeros pinos, que facilitam a ancoragem das cordas. Mas esteja sempre atendo com as questões de segurança, não pratique esse esporte sem conhecer o trabalho da empresa que irá realiza-lo. Nós do Trekking RS, recomendamos a empresa parceira Sol de Indiada e a Adrenalina Vertical para a execução das atividades de rapel nesse atrativo.

acampar na serra gaúcha

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Achou interessante e quer conhecer esse lugar incrível com seus próprios olhos, então entre em contato com a gente, nós te levamos!

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Nos caminhos da Cachoeira da Neve

No dia 21 de novembro fomos conhecer a Cachoeira da Neve e a Cachoeira das Araucárias, que ficam distantes cerca de 4 quilômetros do centro da cidade de Urubici/SC. As Cachoeiras ficam no Sítio do Arroio do Engenho, propriedade do Sr. Hélio. O acesso é por estrada de terra e não tem sinalização indicando o nome das Cachoeiras.

Ao chegar no sítio fomos recebidos pelo proprietário que nos explicou sobre as trilhas e nos ofereceu água da fonte para enchermos nossas garrafas. A propriedade é administrada pelo Sr. Hélio e seu filho, que atualmente contam com a ajuda de um funcionário.

Para ter acesso às trilhas é cobrado o valor de R$10,00 por pessoa. No local há estrutura de camping, com banheiros e chuveiros. Caso queira acampar dentro do sítio é cobrado o valor de R$30,00 por pessoa. Também há uma cabana disponível para locação.

Na parte superior do camping inicia a Trilha do Bugio que leva até a Cachoeira da Neve, com extensão de cerca de 700 metros. A trilha é de nível fácil, bem demarcada e de beleza exuberante. Em dias de chuva será necessário um pouco de cuidado, pois as pedras podem ficar escorregadias.

Cachoeira da Neve
Trilha da Cachoeira da Neve
Cachoeira da Neve
Belezas naturais na trilha da Cachoeira da Neve
Cachoeira da Neve
Belezas naturais na trilha da Cachoeira da Neve

A preservação ambiental do local é visível em todos os aspectos. Durante todo o trajeto é possível apreciar uma flora diversificada, principalmente xaxins. Existem xaxins gigantescos que devem ter várias décadas, destacando-se um xaxim centenário.

Cachoeira da Neve
Belezas naturais na trilha da Cachoeira da Neve
Cachoeira da Neve
Xaxim centenário

Em alguns pontos da trilha é necessário fazer travessias por pontes feitas de madeira, o que nos permite apreciar o local de outro ângulo.

Cachoeira da Neve
Belezas naturais na trilha da Cachoeira da Neve

Após algum tempo de caminhada pela trilha, apreciando o belo local, chegamos à Cachoeira da Neve, que no dia estava com pouca água por ter chovido pouco nos últimos dias. O fato de não ter água em abundância não tira a beleza deste local.

A Cachoeira da Neve tem 85 metros de altura e recebeu esse nome porque enquanto a água cai e é dispersada pelo vento, ela desse como gotículas de água, que em baixas temperaturas, congelam e caem como neve. Como as temperaturas em novembro são altas, infelizmente, não foi possível apreciar esse fenômeno.

Cachoeira da Neve
Na base da Cachoeira da Neve
Cachoeira da Neve
Cachoeira da Neve por outros ângulos

Quem optar por seguir o passeio pode fazer a Trilha do Quati, esta segue adiante da Cachoeira da Neve e leva até a Cascata das Araucárias. Essa trilha não é tão demarcada, havendo necessidade de se passar por pedras, mas nada muito difícil. São só 135 metros até se chegar à Cachoeira das Araucárias, que faz jus ao nome, pois no seu topo existem duas lindas araucárias.

Cachoeira da Neve
Cachoeira das Araucárias

Urubici é uma cidade serrana do estado de Santa Catarina, possui inúmeras cascatas e cachoeiras, porém nem todas são acessíveis ao público, porque estão localizadas dentro de propriedades particulares.

Quem visitar Urubici, e que goste de fazer trilhas e apreciar a natureza, não se arrependerá de incluir no seu roteiro a visita ao Sítio do Arroio do Engenho.

Na trilha das Gêmeas Gigantes

A trilha das Gêmeas Gigantes é a maior do Parque das 8 Cachoeiras, sendo ela toda auto guiada, percorre um caminho com inúmeras belezas naturais ainda intocadas e dezenas de pequenas cascatas fazem deste local um espetáculo único.

Essa caminhada deve ser realizada por pessoas com um bom preparo físico, pois a trilha é percorrida por dentro da mata nativa, com inúmeros degraus, uns construídos pelo parque e outros naturais, grande parte do trajeto caminhamos pela lama, por cima de pedras lisas e raízes.

Durante o trajeto podemos ver inúmeras placas que direcionam para outras cachoeiras do parque, o caminho é muito bem sinalizado, nos lugares onde há perigo de quedas, a sempre um arame, uma corrente ou uma escada para nos ajudar, toda a trilha é demarcada pela cor amarela, pintadas nas pedras e árvores, em alguns locais possui ainda, flechas para mostrar a melhor direção a percorrer, evitando assim que os caminhantes se percam dentro da mata.

Para chegar na cachoeira das Gêmeas Gigantes é preciso caminhar por dentro do leito do rio, cruzando-o aproximadamente vinte e duas vezes, nestas cruzadas, podemos nos deparar com água até os joelhos, deve-se prestar a atenção para não sofrer escorregões, pois na grande maioria das vezes as pedras tendem a ser extremamente lisas.

Para pessoas que gostam de fazer fotos de longa exposição em ambientes naturais, essa trilha é um vislumbre, a cada cruzada do rio é possível ver lugares incríveis para se capturar belas imagens. Compartilhamos com vocês um pouco da nossa paixão das fotografias de paisagem.

Todas as fotos capturadas nessa trilha foram tiradas usando uma maquina Nikon D90, filtro Hoya ND 1000/3.0 10 Stops e depois ajustadas em programa de edição de fotografia. Nossas fotos são capturadas de maneira artística, tentamos manter as cores o mais próximo do real para que você consiga ver a beleza deste lugar como ele realmente é.

Gêmeas Gigantes
Na trilha das Gêmeas Gigantes
Gêmeas Gigantes
Na trilha das Gêmeas Gigantes
Gêmeas Gigantes
Na trilha das Gêmeas Gigantes

A caminhada tem aproximadamente 8 quilômetros de extensão, sendo possível faze-la em cinco horas. Começamos a trilha por volta de 09:50 horas da manhã no dia 25 de novembro de 2017, chegamos nas Gêmeas Gigantes por volta de 12 horas e 20 minutos em sua base.

Gêmeas Gigantes
Cachoeira das Gêmeas Gigantes

Às 14 horas começou a chover, estávamos em meio a trilha de volta, neste momento só queríamos sair o mais rápido possível das margens do rio, pois sabemos que quando chove muito em um local onde há rios, podem ocorrer “rolos de água”, isto é! São grandes volumes de água que se deslocam em velocidade rio abaixo, levando tudo aquilo que encontra.

Chegamos por volta das 16 horas e 30 minutos no Parque das 8 Cachoeiras, a chuva nos impediu de conhecer o restante das cachoeiras, mas mesmo assim pudemos fazer inúmeras fotos de qualidade e ter experiencias incríveis.

Gêmeas Gigantes
Vista do Vale

O Parque das 8 Cachoeiras e das Gêmeas Gigantes é um lugar que recomendamos a todos conhecerem, possui uma beleza intocada, trilhas organizadas e muito bem sinalizadas. No parque ainda é possível se hospedar nas lindas cabanas com vista para o vale, apartamentos aconchegantes ou para os mais aventureiros, ficar no camping. Todos estes meios de hospedagens são muito bem organizados, possui chuveiro quente para os campistas, sala de jogos com cozinha compartilhada e restaurante.

Para chegar ao Parque das 8 Cachoeiras é muito fácil, está localizado na cidade de São Francisco de Paula/RS – Brasil, na Rua moinho Velho, 817 – Bairro São Bernardo.

Para mais informações sobre tarifas de hospedagem, trilhas e demais atividades, consulte o site do Parque das 8 Cachoeiras.

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Proibição na Ferrovia do Trigo – Rio Grande do Sul

Para muitas pessoas o trecho de ferrovia que liga as cidades de Guaporé e Muçum no interior do Rio Grande do Sul é apenas mais um trecho de aproximadamente 52 quilômetros de uma linha férrea qualquer, igual a todas as outras existentes no território brasileiro,  para outras pessoas esta ferrovia é conhecida como Ferrovia do Trigo/RS, nela podemos encontrar dezenas de túneis e viadutos férreos com mais de 100 metros de altura.

Esse local é muito conhecido pelos praticantes de trekking, onde semanalmente fazem o trecho entre essas duas cidades a pé, uns fazem para se desafiar, outros fazem algumas partes apenas para ter uma foto postada no Instagram, alguns usam a ferrovia com o intuito de adquirir lucro e outros apenas a amam.

Sabemos que uma pequena parte dessa travessia foi interrompida pela empresa Rumo, detentora da concessão ferroviária, impediram a visita pública no atual terceiro maior viaduto do mundo, conhecido como Viaduto 13, o gigante de 143 metros de altura, está sendo vigiado 24 horas por dia, sete dias por semana, impedindo qualquer pessoa de pisar sobre ele.

Aos aventureiros que queriam desafiar seus medos no V13 não é mais permitido, para aqueles que um dia sonharam em fazer a travessia completa, também não é mais possível.Ferrovia

Com a proibição do público no V13 confirmo uma ideia que já tinha há algum tempo atrás, que hoje compartilho com vocês.

“Precisamos explorar o mundo que nos cerca sem medo, se jogar no desconhecido que não compreendemos, desafiar nossos limites físicos e psicológicos e desbravar caminhos que ainda não são conhecidos. Para que um dia possamos olhar para trás e ver que conquistamos um mundo cheio de possibilidades, cheio de história e enigmas. ”

A Ferrovia do Trigo não é o primeiro lugar que foi retirado dos guias de turismo e não será o último, se você quer uma dica interessante:

Não espere aquela folga para conhecer o lugar que gosta, não espere juntar dinheiro para fazer aquela viagem dos sonhos, porque esse dia pode não chegar, o lugar poderá ser proibido antes que você pise nele.

Ferrovia

Como apaixonado pela ferrovia do trigo posso afirmar que há inúmeros lugares ainda pouco conhecidos na  Ferrovia do Trigo, estes vão além do que apenas pisar no trilho e dormentes, neste trecho podemos contemplar inúmeros outros atrativos como: cascatas, cachoeiras, cavernas, antigos dutos de água, vistas panorâmicas dos viadutos, túneis abandonados e muito mais, se você ficou interessado em todos estes locais não deixe de acompanhar nosso site, estamos preparando uma super postagem em homenagem a Ferrovia do Trigo/RS, Aguarde.

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