Ferrovia do Vinho abandonada

Depois de um bom tempo de planejamento e busca por informação na rede, decidimos fazer uma trilha que nos permitisse conhecer o máximo dos principais túneis e viadutos abandonados da Ferrovia do Vinho em Bento Gonçalves.

Por imagens do Google Maps e OpenRailwayMap marcamos os principais pontos e decidimos nosso trajeto sem ter a certeza de que seria viável ou não em questão das condições de abandono da ferrovia.

Iniciamos nosso trajeto as 6:00 horas da manhã a partir da ponte Ernesto Dornelles, famosa por seus arcos sobre o Rio das Antas, e que conecta os municípios de Bento Gonçalves e Veranópolis no Rio Grande do Sul. Deixamos o carro em frente ao restaurante que se encontra próximo a ponte e seguimos nosso caminho.

Tomando uma estrada de paralelepípedo logo se pode entrar a direita em uma fenda talhada em rocha, aí está um túnel da Ferrovia Tronco Principal Sul (TPS). Tomando a esquerda seguimos pelos trilhos aproximadamente 5 km até chegar ao Túnel Y, neste ponto duas ferrovias se juntam a TPS e a Ferrovia do Vinho, que desde 1992 está desativada desde que o trem turístico Maria Fumaça passou a operar entre as cidades de Carlos Barbosa e Bento Gonçalves.

Ferrovia do Vinho abandonada

Ferrovia do Vinho abandonada

Aproveitamos para seguir até a ponte ferroviária que cruza o Rio das Antas ainda pela TPS, já tinha amanhecido e a visão era espetacular, dos vales e da casa de máquinas da central hidrelétrica.

Ferrovia do Vinho abandonada

Ferrovia do Vinho abandonada

Após tomarmos umas fotos e vídeos, decidimos regressar ao túnel Y, mas agora tomando a saída para a Ferrovia do Vinho. A primeira impressão que tivemos ao sair do túnel era que não seria possível seguir, pois o começo da trilha apresenta muitas quedas de barreira e consequentemente alagamentos em certas partes, porém o lugar demonstrava rastro de que trilheiros com suas motos passavam por aí, então seguimos. O caminho apresentou melhoras e nos deu motivação para seguir adiante.

Ferrovia do Vinho abandonada

Ferrovia do Vinho abandonada

Andamos por vários quilômetros até chegarmos próximo ao primeiro túnel da ferrovia do vinho após o túnel em Y, este possui um comprimento de 514 m, e passa por debaixo do povoado de São Luiz das Antas que no passado era uma vila militar.

Passando o túnel seguimos pelos trilhos perdidos entre a vegetação, barro e pedras até encontrar com a estrada que dá acesso a São Luiz das Antas. Neste ponto decidimos subir pela estrada até o povoado, para seguir pelos trilhos da segunda volta que a ferrovia dá no morro para poder ganhar altitude, até porque seguir pelos trilhos naquele ponto não foi uma opção pelo tempo que teríamos e sua condição, porém é um possível caminho para uma trilha futura, ou um trekking de 2 dias pois existem, pelo menos, outros 2 túneis neste trajeto.

Chegando a São Luiz das Antas avistamos os trilhos da segunda volta da ferrovia e  perguntamos aos locais que vivem na antiga estação de trem como poderíamos seguir até o próximo túnel e os dois viadutos. Nos informaram que deveríamos apenas seguir pelos trilhos e que era possível pois há uma trilha neste trajeto.

Ferrovia do Vinho abandonada

Ainda próximo a vila, caminhamos um trajeto com muito lixo e água que apresentava coloração estranha devido ao povoado que está na parte superior da ferrovia, caminhamos um bom trajeto  até então depararmos com o túnel, o de número 3, que possui 599 m de distância. Logo na saída já está um viaduto, o maior em comprimento de todo o trajeto de Bento Gonçalves a Jabuticaba. Este lugar é incrível para descansar e apreciar os vales e as montanhas talhadas pelos rios daquela região. O local também faz questionar o porque de tanto dinheiro público investido na década de 40 com a ferrovia e o porque de ela estar assim atualmente, sendo que ainda consta na página do governo como uma ferrovia ativa.

Ferrovia do Vinho abandonada

Logo após um descanso e almoço sobre os trilhos do viaduto, decidimos seguir até o próximo viaduto que apresenta menores dimensões, mas que, no entanto, possui uma cascata muito próxima que se encontra escondida entre a vegetação, a visão e o sentimento de estar em contato com a natureza são incríveis.

A seguir visitarmos este último viaduto, decidimos que era hora de voltar para o carro que havíamos deixado perto da ponte, regressamos até o primeiro viaduto que havíamos visitado e tomamos a descida para a cachaçaria Casa Bucco, no entanto é uma propriedade privada, assim que é muito importante ligar com antecedência para a cachaçaria para avisar que vão descer e passar pela propriedade, fazendo isso não há problema, são muito receptivos.

Ferrovia do Vinho abandonada

Ferrovia do Vinho abandonada

Assim, terminando um caminho de 19 km chegamos novamente ao nosso ponto de partida com um enorme sentimento de satisfação em passar por todos estes lugares de tirar o fôlego e que nos fazem perceber que não se precisa de muito para ser feliz, basta sair da zona de conforto e desbravar estes lugares desconhecidos pela maioria das pessoas.

 

Para acompanhar este caminho, veja o vídeo com os principais momentos deste percurso:

Ferrovias abandonadas da Serra Gaúcha

Ferrovias abandonadas da Serra Gaúcha

Neste pequeno relato, vou contar um pouco do que aconteceu nos caminhos que me aventurei entre as cidades de Bento Gonçalves e Veranópolis/RS – Brasil.

Entre essas duas cidades a dois grandes trechos ferroviários, um deles é conhecido como a Ferrovia do Vinho, está ligava as estações de Jaboticaba e as cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Barbosa, atualmente este trecho está completamente abandonado. O segundo trecho é conhecido como TPS (Tronco Principal Sul) que liga as cidades de Mafra/SC a Roca Sales/RS, este trecho é muito utilizado até hoje, administrado pela empresa Rumo Logística.

Essa aventura começou com uma simples conversa de amigos pelo Whatsapp, definimos o lugar, contatamos o amigo Vagner Tonatto morador da cidade de Veranópolis e membro integrante do Grupo de Aventuras e Pesquisas Ferroviárias – Forastrilho, junto com ele fomos explorar os caminhos ferroviários do TPS, lugares bem pouco conhecidos pela maioria dos aventureiros gaúchos.

Marcamos um ponto de encontro com o Vagner e no sábado pela manhã cada um de nós saímos de nossas casas rumo a cidade de Veranópolis/RS, cada amigo vindo de um lugar diferente, A Elisa saiu de Porto Alegre às 05:00 da manhã, passando na casa da Thaís em Canoas, eu saí de Farroupilha às 06:30 da manhã e o Adriano vinha de Marau.

Quando você encontra pessoas apaixonadas por aventuras que nem você, é muito fácil marcar aventuras e ir, se quiser um conselho faça amizades com pessoas que dizem “vamos” assim você viverá mais feliz a cada dia.

A aventura propriamente dita começou cerca de 10:00 da manhã, primeiro fomos conhecer um pequeno mirante no alto de um dos morros da cidade de Veranópolis, de lá conseguimos avistar a ponte que cruza por cima do Rio das Antas e chega no Túnel em “y”.

Ferrovias abandonadas da Serra Gaúcha

Em seguida seguimos de carro por uma estrada de chão chegamos na Usina de Monte Claro, deixamos o carro na beira da estrada de terra e começamos a percorrer a linha férrea por cima daquela ponte que havia avistado do mirante, a visão deste local é incrível, muito linda por sinal.

Ferrovias abandonadas da Serra Gaúcha

Ferrovias abandonadas da Serra Gaúcha

Depois de tirar algumas fotos seguimos para o famoso Túnel em “y”, com certeza um dos túneis mais bonitos que já tive o prazer de conhecer.

Dentro do túnel a escuridão é enorme, é possível sentir o ar gelado correndo dentro do túnel, o lado ativado deste trecho esta até que em boas condições, mas o lado desativado já não existe nem os trilhos e dormentes mais. Olhando para aquilo tudo, parei e refleti:

“As vezes eu não entendo o porque as empresas que cuidam do trecho parecem não se importar em preservar esses patrimônios regionais, e fico mais irritado em saber que as pessoas que vão ali, roubam as placas, fazem pichações e muitas outras coisas que não vale nem a pena comentar aqui, aos poucos vão acabando com as ferrovias espalhadas pelo Brasil.”

Tiramos algumas fotos ali dentro do túnel, queríamos ir na estação Jaboticaba, mas o Vagner disse que ultimamente estava rolando alguns assaltos ali, que seria melhor não irmos até lá. Entendemos o recado e caminhamos até o outro lado do túnel em y, no trecho desativado, esse túnel ligava os dois trechos ferroviários, o TPS e a Ferrovia do Vinho.

Ferrovias abandonadas da Serra Gaúcha

Ferrovias abandonadas da Serra Gaúcha

Ferrovias abandonadas da Serra Gaúcha

Na parte de fora do túnel a vegetação já tomou conta da antiga linha férrea, o Vagner nos disse que este trecho a alguns viadutos abandonados e uns túneis que estão com muita água dentro, como esse não era o nosso objetivo principal, retornamos aos carros e seguimos viagem rumo a um outro trecho da Ferrovia TPS.

Depois de andar por alguns quilômetros por estradas de asfalto e terra, chegamos novamente na linha férrea, deixamos os carros ao lado da passagem de nível, em um lugar seguro. Pegamos as mochilas de ataque e seguimos para o lado esquerdo, fazendo o trecho de subida pelos trilhos.

Caminhamos cerca de uns 2 quilômetros até chegar na vila abandonada, aqui era onde os trabalhadores da construção da ferrovia moravam, hoje a vila está em ruínas, entrei em algumas das construções que estavam ali, mas novamente me decepcionei com os seres humanos, dentro das casas havia muito lixo, pichações e tudo que você possa imaginar, estou realmente preocupado, pois acredito que daqui uns 50 anos ou menos as pessoas nem vão conhecer mais estes lugares e suas histórias incríveis.

Ferrovias abandonadas da Serra Gaúcha

Tiramos algumas fotos, conversamos, rimos e seguimos em frente, depois da vila abandonada não há mais muito para se ver, há apenas alguns pequenos túneis rodeados por mato dos dois lados.

Caminhamos mais uma meia hora neste sentido e retornamos, pois queria conhecer a Cascada do Piscinão, esse local fica perto de um viaduto gigantesco, construído em formato de arco, muito bonito por sinal, com certeza uma grande obra de engenharia para a época.

A Cascata do Piscinão tem esse nome pois entorno de sua queda foi construído pelo batalhão ferroviário uma espécie de piscina de concreto a céu aberto, com aproximadamente dois metros de profundidade. Além disso o lugar trouxe a mim um sentimento de alegria, paz e encantamento. Irei voltar com certeza no verão para poder desfrutar de um banho nessa piscina maravilhosa.

Ferrovias abandonadas da Serra Gaúcha

Já era quase fim de tarde, quando chegamos nos carros novamente, ali ajeitamos nossos equipamentos nas mochilas cargueiras e fomos para o lado direito da ferrovia, descendo por ela avistamos a estação abandonada Coronel Salgado.

Era um bom lugar para passar a noite, sendo assim resolvi já começar armar a barraca antes que escurecesse, só tinha um problema, atualmente uso uma barraca Azteq Nepal, esta não é auto-portante (precisa ser especada para se manter armada), o local mais seguro que havia ali era na varanda da estação, então logo providenciei umas pedras e umas cordas para assim conseguir deixar a barraca armada, depois de alguns minutos a barraca estava armada e completamente estável. Depois disso agradeci por ter aprendido técnicas interessantes nos 14 anos que fui membro do Movimento Escoteiro.

Ferrovias abandonadas da Serra Gaúcha

Reunimos todos e decidimos que queríamos uma fogueira para a noite, assim estaríamos mais seguros, contra eventuais bichos que pudessem aparecer ali. Tomada a decisão cada um foi atrás de lenhas secas e tudo que fosse possível para ascender uma boa fogueira.

Depois de acumular bastante gravetos e alguns troncos a nossa amiga Thaís tomou as rédias da cozinha, e resolveu fazer o jantar, depois de alguns minutos passados, eu e o Adriano fizemos uns bancos improvisados com dois troncos que iriamos usar na fogueira. Nessa hora o sol estava indo embora, tirei algumas fotos e esperávamos o jantar empolgados.

Ferrovias abandonadas da Serra Gaúcha

Após o jantar, abrimos algumas garrafas de vinho e nos sentamos na varana da estação e ficamos todos ali, conversando, rindo e já imaginando qual seria a nossa próxima aventura. Era hora de ascender a fogueira, já estava um pouco escuro. Primeiramente usamos isqueiro para ascender a fogueira, não deu certo, pois as lenhas estavam úmidas por causa do sereno da noite, tentamos então usar os fogareiros para ajudar na tarefa, assim iria secar bem as lenhas e depois pegaria fogo. Adivinhem só, por incrível que pareça também não ascendeu, ficamos chateados, porque todos nós esperávamos que isso iria funcionar. Fiquei pensando como iria fazer para ascende-la, lembrei da época de escoteiro novamente, pedi o desodorante emprestado e usei ele mais o isqueiro fazendo um lança chamas, quando mirei sobre os gravetos e madeiras da fogueira, foi completamente instantâneo, a fogueira ascendeu e ficamos ali rindo sem parar…

Ferrovias abandonadas da Serra Gaúcha

Depois de algumas horas ali, resolvemos que era hora de ir dormir. Após ter ido deitar e pegar no sono, ouvimos o barulho de um trem, saímos das barracas esperando-o passar pela estação, nisso o maquinista parou a locomotiva bem em frente de nós, desceu dela e veio em nossa direção, falou que aqui iria acontecer um cruzamento de trens, ficamos empolgados com a notícia. Melhor que ver um trem é poder ver dois trens juntos…kkkk

Ferrovias abandonadas da Serra Gaúcha

Ferrovias abandonadas da Serra Gaúcha

Ferrovias abandonadas da Serra Gaúcha

Passou cerca de meia hora e as luzes do outro trem apareceu no horizonte, nessas horas fiquei em estase, parecia que estava vivendo algo único. Para nós aventureiros apaixonados por ferrovias, era o ponto culminante de toda a aventura.

Depois de alguns minutos, os dois trens foram indo embora devagar e nós retornamos as barracas para continuar o nosso sono.

Na manhã do segundo dia, acordamos, tomamos café, desmontamos o acampamento, enquanto caminhávamos de volta aos veículos, ficamos conversando sobre o que iriamos fazer, disse para os amigos que conhecia alguns dos pontos turísticos da cidade de Veranópolis, seria interessante ir visita-los. A galera concordou, pegamos os carros e fomos primeiramente até a casa do Vagner, lá ele nos atendeu, pediu como foi a noite e tudo que tinha acontecido.

O Vagner nos disse que tínhamos que conhecer um outro túnel abandonado da Ferrovia do Vinho, já ficamos felizes com essa ideia, nos disse como seria para chegar nele, agradecemos a sugestão e seu acolhimento e fomos embora, rumo ao centro da cidade de Veranópolis. Ao chegar no centro, deixamos todos os carros em um posto de combustível, embarcamos no carro da Elisa e fomos “turistar” pela Terra da Longevidade.

O primeiro destino era o Parque Cascata dos Três Monges, depois a Cascata da Usina Velha, a ponte dos Arcos e por último o túnel abandonado da Ferrovia do Vinho. Todos estes passeios você pode conferir aqui no site, clicando sobre o nome.

Depois de muito andar de carro, chegamos na trilha que leva a esse viaduto abandonado, a trilha acompanha a linha férrea e é linda, cercada por uma vegetação linda e preservada, andamos cerca de um quilômetro e nos deparamos com um lugar incrivelmente maravilhoso, parecia uma cena de filme.

Ferrovias abandonadas da Serra Gaúcha

São lugares assim que nos enchem de alegria, fazer trilhas pouco exploradas ou inexploradas é o que com certeza nos define. Encontre amigos que topem qualquer aventura assim você viverá momentos únicos.

Se você é mochileiro(a) nutella, então se esforce para ser raiz, caso contrário você só verá o que quiserem te mostrar. As belezas do mundo estão aí e é só você sair e explorar, pare de ser igual a todo mundo, procure aquilo que seja original, viva intensamente cada momento.

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Cascata da Usina Velha em Veranópolis

A Cascata da Usina Velha está localizada a cerca de seis quilômetros do centro da cidade Veranópolis/RS, conhecida como a Terra da Longevidade, Veranópolis é uma cidade pacata de aproximadamente trinta mil habitantes, possui uma forte influencia alemã e italiana na sua característica cultural.

O local é composto por duas pequenas cascatas, uma ao lado da outra, com aproximadamente seis metros de altura, no local também é possível contemplar a primeira usina de geração de energia elétrica no interior do estado do Rio Grande do Sul – Brasil, está por sua vez se encontra em ruínas. No dia 25 de Julho de 1912 é inaugurado serviço de luz elétrica da vila Alfredo Chaves. Foram 108 lâmpadas, com um total de 8.400 velas, que iluminaram as principais ruas e praças da vila de Alfredo Chaves.

Cascata da Usina

Cascata da Usina

Por ser um atrativo de fácil acesso, a inúmeras pessoas que visitam o local, é possível também usar o local para fazer books fotográficos e para aquelas pessoas assim como eu, praticar fotografias de longa exposição, pois o contraste com as cascatas dão um ar cinematográfico para as imagens capturadas.

Para chegar até as quedas de água, o percurso é dado por uma estrada de pedra, bem sinalizada em meio a uma linda paisagem natural, completamente exuberante. Do local de estacionamento até as cascatas é necessário andar apenas 150 metros.

A única coisa que não gostei neste lugar é a estrada de acesso, está é de terra, bem conservada por sinal, mas existe um declive acentuado gigante, não recomendo visitar em dias de chuva ou com ônibus e micro-ônibus, pois não existe espaço físico para manobrar.

A Cascata da Usina Velha é um grande atrativo turístico da cidade de Veranópolis/RS – Brasil, este é publico, quem mantem a organização do local é a prefeitura da cidade.

Cascata da Usina

Ficou curioso, então bora conhecer as muitas belezas naturais da nossa Serra Gaúcha!

A pé por cima da Ponte dos Arcos

Percorremos a pé alguns dos principais caminhos turísticos e alguns não tão turísticos assim, para trazer a você leitor as melhores dicas e maneiras de aproveitar o passeio na cidade de Veranópolis, conhecida como a Terra da Longevidade. Vamos mostrar alguns atrativos no entorno da Ponte dos Arcos que com certeza vão fazer você levantar do sofá e colocar o pé na estrada.

O primeiro deles é a Ponte Ernesto Dornelles, conhecida como “Ponte do Rio das Antas ou Ponte dos Arcos” – Divisa entre os municípios de Bento Gonçalves e Veranópolis. Levou 10 anos para ser construída, foi inaugurada em 31 de agosto de 1952.

Ponte dos Arcos

Era considerada a terceira maior ponte do mundo em arcos isolados e a primeira ponte com arcos paralelos do mundo. Não possui pilares apoiados no leito do rio, sua extensão é de 277 metros aproximadamente.

Uma dica para as pessoas que querem aproveitar melhor essa experiência de passar pela ponte é cruza-lá a pé por cima de seus arcos, com certeza é uma experiencia incrível, mas também desafiadora. Caso você tenha algum pavor de altura não recomendo fazer essa travessia.

Ponte dos Arcos

Caso esteja passando a noite também é uma bela oportunidade para parar o seu veículo e contemplar o céu estrelado.

Ponte dos Arcos

Além dessa fantástica obra da engenharia, ao lado direito da ponte no sentido Bento Gonçalves à Veranópolis possui uma estrada pavimentada que leva para a linha férrea e um túnel escuro e extenso, onde passam por ali, trens de carga da empresa América Latina Logística – ALL, caso visite este lugar, esteja ciente que poderá encontrar algum trem passando por ali em todos os horários do dia.

Ponte dos Arcos

Nas proximidades destes dois lugares existem ainda algumas lanchonetes na beira da rodovia e um local bem interessante chamada pelo nome de Casa Bucco, conhecido  por sua linha de bebidas destiladas artesanais, além disso oferece junto a suas estruturas um restaurante, pousada e um roteiro de eco-turismo.

Ponte dos Arcos

 

Está localizada às margens do Rio das Antas, próximo à Ponte dos Arcos na rodovia RSC 470, entre Bento Gonçalves e Veranópolis, na Serra Gaúcha, num ambiente envolto de mata, penhascos e o rio, isto é, num ambiente calmo, tranqüilo, excelente para o descanso e relaxamento das tensões do dia-a-dia.

Caso você busque tranquilidade, lazer e uma boa aventura vá para a cidade de Veranópolis, Rio grande do Sul – Brasil a cidade possui atrativos turísticos para todos os gostos, localizada a 170 quilômetros da capital do Estado, Porto Alegre. De clima subtropical, a 705 metros de altitude.

Caverna Indígena em Veranópolis/RS

Para chegarmos até a caverna indígena é preciso subir o vale do Rio das Antas pela RST 470 em direção a Veranópolis. A estrada é muito bonita, com curvas, vegetação densa e mirantes que possibilitam a visão para  um dos principais rios da região serrana. A sinalização para o acesso da caverna é praticamente inexistente, as poucas placas que encontrei estavam escondidas pelo mato que cercava a rodovia.

Caverna Indígena em Veranópolis/RS
Foto: Luís H. Fritsch
Os vestígios encontrados no local da gruta, indicam a habitação de índios Kaingangs há aproximadamente 2.000 anos atrás. Quando cheguei na entrada da caverna não imaginei que o interior dela pudesse ser tão grande, a largura da caverna é de 28 metros e a profundidade é de 67 metros repletos de túneis e passagens internas.
Caverna Indígena em Veranópolis/RS
Foto: Luís H. Fritsch

A gruta é de rocha vulcânica e foi formada devido a erosão dos ventos e das chuvas durante milhões de anos. Dentro da caverna a penumbra é total, por isso, antes de visitar o interior da gruta o visitante deve ligar o interruptor das luzes internas que fica na entrada e após a visita deve desligá-lo novamente.

Caverna Indígena em Veranópolis/RS
Foto: Luís H. Fritsch
Caverna Indígena em Veranópolis/RS
Foto: Luís H. Fritsch
Caverna Indígena em Veranópolis/RS
Foto: Luís H> Fritsch

A visita ao local não tem custo nenhum, a descida até a entrada da Caverna Indígena é feita por uma trilha na mata, são cerca de 500 metros, mas a trilha não é perigosa, nos trechos mais íngremes foram construídas escadas para facilitar a locomoção dos visitantes.

Caverna Indígena em Veranópolis/RS
Foto: Luís H. Fritsch
Caverna Indígena em Veranópolis/RS
Foto: Luís H. Fritsch
Caverna Indígena em Veranópolis/RS
Foto: Luís H. Fritsch
Caverna Indígena em Veranópolis/RS
Foto: Luís H. Fritsch

Escrito por: Rui Romanini