Trilhas de Nova Roma – CGCTM 2018

A pequena cidade de Nova Roma do Sul foi sede da 5ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas – Trilhas de Nova Roma, que ocorreu no último sábado (dia 15). A prova teve percursos de 7, 12 e 29 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas.

O evento contou com a participação de mais de 600 atletas das mais variadas cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Escolhi (novamente) a distância longa nesta etapa e seus respectivos 29 quilômetros com 1.550 metros de altimetria acumulada.

Na época em que participava das Corridas de Aventura e Mountain Bike, treinei diversas vezes no interior da cidade de Nova Roma do Sul. Já havia passado de bicicleta por alguns pontos do percurso e sabia que o mesmo não seria nada fácil!

Na sexta-feira à noite resolvi postar esta foto nas redes sociais,

Trilhas de Nova Roma - CGCTM 2018

 

revelando alguns dos equipamentos que eu iria utilizar na prova. Dentre diversos comentários de boa prova, fiquei “assustada” quando li o comentário do amigo Odair Paravisi dizendo, “Esses bastões…acho que serão muito utilizados rsrs”. Vale lembrar que ele era um dos responsáveis pelo percurso desta quinta etapa.

Pensei que nada poderia ser pior do que a trilha da Lona Preta, a trilha do Beiço…nos 50 quilômetros do Trilhas do Morro Gaúcho (4ª Etapa do CGCTM). Ingênua eu…

Pontualmente às 13h30min foi dada a largada da distância longa. A previsão do tempo indicava muita chuva, mas o sol e calor era quem estava marcando presença do início ao fim da prova!

Trilhas de Nova Roma - CGCTM 2018
Créditos: Clic Run

 

Os primeiros quilômetros foram de declive, a famosa estrada que liga Nova Roma do Sul à Nova Pádua (via balsa), ali corri alguns metros com as amigas Angela Nunes, Leonice, Rosana…foi por aí também que uma corredora ficou chateada comigo. Pisei em uma poça de lama e respingou barro nela! (risos)

Em seguida, saimos do estradão e adentramos na minha parte favorita, as trilhas e subidas! Dali em diante foi um eterno sobe e desce pelas montanhas e trilhas do interior de Nova Roma do Sul, percurso desafiador até para os atletas mais experientes.

Na infinita subida do Cachoeirão, confesso que senti saudade do Morro Gaúcho – risos! E entendi o porque do Odair, ter comentado que os “bastões seriam muito utlizados”!

Diferente do I Trilhas Nova Roma que ocorreu em outubro do ano passado, e teve muito estradão – em minha opinião. Sabádo o que não faltou foi trilhas, passamos em meio à plantação de cana, pequenos riachos, trechos de single-tracks, além é claro de pontos turísticos da cidade como a Gruta Fiorense.

Trilhas de Nova Roma - CGCTM 2018
Créditos: Clic Run

Unanimidade entre os participantes as belezas naturais de Nova Roma do Sul, como o Mirante Zanella (foto), cascatas, grutas e a rica flora e fauna, foram destaques da 5ª Etapa do CGCTM 2018 – Trilhas de Nova Roma, além da perfeita organização do evento através da L & E Eventos Marketing Esportivo, Circuito Trilhas & Montanhas e Prefeitura de Nova Roma do Sul.

Trilhas de Nova Roma - CGCTM 2018
Créditos: Clic Run

 

Classificação da prova disponível em: 3ctiming

Cobertura fotográfica disponível em: Clicrun

Ainda esse ano mais duas etapas do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas estão com as inscrições abertas:

6ª Etapa – 20 de outubro – Trilhas Serra Grande – Igrejinha/RS

7ª Etapa – 24 de novembro – Cascatas e Montanhas – Rolante/RS

Maiores informações em: Youmovin

Morro Gaúcho a prova mais bruta

Arroio do Meio foi a sede da 4ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas – Trilhas do Morro Gaúcho/RS, que ocorreu no último sábado (dia 28). A prova teve percursos de 5.5, 17, 32 (2 pontos ITRA)* e 50 quilômetros (3 pontos ITRA)* de corrida em trilhas e montanhas.

*Trilhas do Morro Gaúcho, foi uma das primeiras provas do Rio Grande do Sul a pontuar pelo ITRA.

O evento contou com a participação de mais de 800 atletas, vindos de diversas cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e até Uruguai.

Quando comecei a correr, sempre achei fascinantes as longas distâncias. Na época, achava que o máximo que eu conseguiria chegar era uma meia maratona. Bobinha eu…

Um ano de corrida fiz minha primeira prova de montanha, e foi amor à primeira vista. Me apaixonei pela dificuldade do percurso e pelo visual, que transformavam a corrida em algo muito mais significativo pra mim do que simplesmente bater um tempo específico.

Estudando sobre, comecei a me familiarizar com as ultramaratonas e vi que era ali que meu desafio estava. Na época, o máximo que eu tinha corrido era a Maratona do Vinho 2018, cinco meses depois da minha primeira maratona, fui para os 50 km do Trilhas do Morro Gaúcho.

Morro Gaúcho a prova mais bruta
Morro Gaúcho – Créditos: ClicRun

O treinamento foi puxado! Longos que eu nunca tinha feito na vida, percursos, trilhas e montanhas que eu fazia pedalando passei a fazer correndo. Restrições alimentares, musculação, pilates…

A largada da ultramaratona mais “bruta” (difícil) do Rio Grande do Sul, foi às 7 horas da manhã, a prova tinha mais de 2.600 metros de altimetria acumulada. No Km 45 haveria um ponto de corte para os atletas que passassem por ali após às 16h30min. O tempo limite para completar o percurso eram 10 horas.

Minha estratégia: subir tranquila, descer forte e correr/trotar no plano.

Minha meta: completar a prova do Morro Gaúcho

A prova:

A maioria das subidas eram em caminho para apenas uma pessoa (single track, como dizem), muito difíceis. Sofri! Aliás, todo mundo sofreu! E as descidas íngremes, com muito barro, como se fosse sabão em um piso molhado. Ainda bem que corri com os bastões e pude descer várias delas “esquiando”!

Ahh…e as partes planas eram assim, mais barro, água e trilhas!

Morro Gaúcho a prova mais bruta
Morro Gaúcho – Créditos: ClicRun

Nos quilômetros iniciais estava correndo junto com a Saionara e a Edinéia (campeã e terceira colocada geral, respectivamente). Mas aí lembrei que era minha primeira ultramaratona e não queria “quebrar”.

Baixei o ritmo e fui seguindo…

Fui tranquila até o Km 22, onde encontrei a Magda Chagas e o Duda Piras no (segundo) ponto de hidratação. Parei alguns minutinhos para comer algo e dar umas risadas com a dupla.

Quando estava saindo a Magda disse:

– Daqui até o próximo ponto de hidratação (Km 35) vai ser puxado também!

Analisei rapidamente o gráfico de altimetria e certamente não seria nada fácil os próximos quilômetros. Por sorte fiz um amigo uruguaio, que foi comigo até o Km 29 (aproximadamente), me apoiando e incentivando, sem ele seria muito mais difícil.

No Km 35 reencontrei a Magda e o Duda no então, terceiro ponto de abastecimento. Ali eu já não estava mais tão “feliz” o sono e uma leve dor nas panturrilhas estavam começando a me castigar. Mas aquela altura não poderia desistir da prova.

Lembrei dos últimos meses, do quanto foi árduo conciliar o trabalho, faculdade…casa e muitos treinos. Levantei e comecei novamente, animada, mas cansada, as pernas já não eram mais as mesmas, a cabeça parecia uma locadora de vídeos, a cada trilha um filme diferente, isso quando não rodava uns dois ou três filmes ao mesmo tempo. Segui firme, subindo forte as montanhas, e algumas poucas vezes, um trote nas descidas.

Lá pelo Km 36 encontrei a curitibana Christiane, ela estava um pouco enjoada e fraca, ofereci a minha Coca-Cola à ela, conversamos um pouco e seguimos as escaladas. Mas tinha uma coisa que não saia da minha cabeça: a Trilha do Beiço! Ouvi horrores sobre ela, em que quilômetro ela estaria?!

Hora eu puxava a Christiane, hora ela me puxava…não lembro ao certo em que Km eu acabei me afastando dela e cheguei na temida Trilha do Beiço. Tive o privilégio de fazer o seu percurso na parceria do Nédson do Canal 100 Fôlego e lá no finalzinho saber o porquê de “Trilha do Beiço”!

Após caminhadas, escaladas e pequenas pausas para ao menos respirar, vencemos a Trilha do Beiço…Que alívio! Segui com o Nédson por mais alguns trechos até a trilha da descida da cachoeira (não lembro o nome dela, rs) ali a Christiane conseguiu nos alcançar. Fiquei aliviada quando a vi, pois sabia que não estava bem.

Novamente seguimos juntas, era incrível nossa sintonia. Parecia que éramos amigas de longa data!

Achei que a Trilha da Lona Preta era difícil, depois vi que a do Beiço era muito pior…Mas o que era aquela escalada com cordas na cachoeira?! Rs Aquilo me lembrou o tempo em que fazia corrida de aventura.

Não sei como, de que forma…saímos correndo – ou melhor tentando correr – após a escalada, com receio de levar o corte no Km 45. Dessa vez a Christiane puxava. Em certos pontos ouvíamos música lá longe…no local da largada/chegada e aquilo era muito motivador.

Para minha surpresa, chegando no Km 44 encontrei a Analucia, naquele momento o cansaço foi embora e uma alegria imensa tomou conta de mim. Conheci Ana a alguns meses atrás na primeira etapa do CGCTM em Farroupilha e desde então sempre nos ajudamos nas provas. E ali, não podia ser diferente…

Paramos no km 45 que era o último ponto de abastecimento e também ponto de corte, o staff Leonardo nos informou que os últimos 5 km da prova haviam sido cancelados para a segurança dos atletas. Então nos restavam somente mais uns 700 metros até a tão sonhada linha de chegada.

Morro Gaúcho a prova mais bruta
Morro Gaúcho – Créditos: ClicRun

Seguimos juntas eu e Ana, esses últimos metros que na verdade pareciam quilômetros. E cruzamos quase juntas a linha de chegada, que na verdade é um marco que vai muito além da medida de tempo registrada entre a sirene da largada e a última passada. Suor, esforço, sacrifício, dor, renúncias, dedicação, comprometimento, amor e paixão são alguns de seus sinônimos.

Christiane a curitibana que correu comigo alguns quilômetros e conclui a prova alguns minutinhos na minha frente, me aguardava após a linha de chegada. Sorridente e “ultrafeliz” com nossas conquistas. Lá também estavam tantos outros amigos que fiz durante o percurso.

Na minha estreia em ultramaratona, o pórtico de chegada foi a visão mais desejada durante o percurso de aproximadamente 50 Km com mais de 2.600m de altimetria acumulada, ele é na verdade, a concretização de todo um processo que vai do início da preparação à realização de um sonho. É o registro de um momento cuja lembrança irá transcender por anos a fio.

Mas não estive sozinha nesta recente trajetória de corredora. Desde muito antes do Trilhas do Morro Gaúcho, tive ao meu lado grandes apoiadores: CURTLO BR, Patos do Sul, Casa Natural Serra, Academia Performance Fitness e Vera Bike. Que sempre me incentivaram a ser exatamente quem eu sou, fazer o que me faz feliz e não ter medo de sonhar.

Trilhas do Morro Gaúcho, foi mais uma grande etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas, graças ao profissionalismo das equipes da L&E Eventos, Brutus do Gaúcho, ClicRun, 3cTiming e Youmovin que fizeram um evento impecável em todos os sentidos.

Salomon S-LAB SENSE 6 SG

Dentro da vasta linha de calçados da marca utilizo o SpeedCross 3, SpeedCross 4 e atualmente o Salomon S-Lab Sense 6 SG nos meus treinos e provas de trail running pelo Rio Grande do Sul.

Adquiri todos eles com a Helen Hertzog proprietária da loja Patos do Sul em Caxias do Sul.

A Salomon tem sido uma marca dominante no mundo do trail running há anos. Da próxima vez que você estiver em uma trilha ou corrida de montanha, olhe para baixo – é muito provável que você veja a maioria das pessoas usando Salomons como seu calçado favorito.

Segundo a Salomon o calçado é “Desenhado por atletas e para atletas. Calçado profissional de alta performance. Confie nos seus sentidos e corra livremente com o S-LAB SENSE 6! Versão softground para terrenos mais macios.”

Meu S-LAB SENSE 6 SG, já percorreu diversos quilômetros de trilhas, desde os terrenos úmidos e lamacentos da região de Veranópolis, até os declives e aclives acentuados das provas do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas.

Ele foi criado para estar assim…

Salomon S-LAB SENSE 6 SG

Trajado de marcas de batalha! Lama, folhas, riscos…cobrindo o preto e vermelho distintivo.

O S-LAB SENSE 6 SG é:

  • leve, pesa apenas 225 gramas;
  • altamente respirável; e
  • drena a água de forma eficaz – em terenos molhados.

Possui malha superior anti-detritos que se estende dos lados da língua e se fixa à sola do calçado. A malha funciona muito bem, impedindo a entrada de detritos e lama; e evita que a sujeira fique presa entre o pé e a palmilha.

Salomon S-LAB SENSE 6 SG

Enquanto a combinação das tecnologias EndoFit ™ (construção parecida com uma meia, encontrada na parte superior do calçado) e SensiFit ™ (camadas finas de tecido encontradas nas laterais do calçado); envolvem seus pés com segurança e conforto para uma melhor estabilidade e ajuste geral.

A parte superior também possui a tecnologia Quicklace System, que fornece um laço rápido e preciso.

Salomon S-LAB SENSE 6 SG

Já a sola do calçado é fabricada com a tecnologia tração úmida premium Contagrip para uma excelente aderência. A designação soft-ground (SG) no nome do calçado significa que ele é mais adequado para trilhas enlameadas.

Salomon S-LAB SENSE 6 SG

Sua entressola é composta de:

  • Enchimento EnergyCell+, esse tipo de amortecimento proporciona excelente retorno energético e é super durável;
  • Espuma EVA Compacta de dupla densidade. EVA é frequentemente usada em tênis de corrida em função das suas propriedades úteis: flexibilidade, durabilidade e amortecimento; e
  • Filme Profeel que aumenta a estabilidade. E permite que os corredores sintam o movimento do calçado ao mesmo tempo em que proporciona proteção, contra os obstáculos das técnicas trilhas.

Daniel Gohl é empresário, founder da Raiz Trail e corredor. Ele também utiliza o S-LAB em diversos treinos e provas de trail running, e comenta:

“Além de leve e transpirável o S-LAB tem ótima vasão de água em treinos molhados. O sistema Endofit utilizado no modelo é perfeito para manter o tênis leve mesmo em dias com muita chuva ou treinos com muita travessia de córregos e rios.”

Salomon S-LAB SENSE 6 SG
Créditos: Arquivo Pessoal

“A malha anti-detritos é muito funcional! Mantém o pé sempre sem a presença de pedrinhas e não atrapalha em nada o conforto para calçá-lo.

Além disso, possui uma biqueira resistente, o contagrip (solado) é seguro em qualquer tipo de terreno e o calcanhar reforçado na medida certa.

Para quem tem velocidade, consciência corporal e gosta de tênis que respeita a sua pisada, o S-LAB é o modelo ideal para encarar as trilhas e montanhas em todos os locais.” completa Gohl.

Resumindo…o S-LAB SENSE 6 SG é ultra leve, ágil e surpreendentemente confortável. É um tênis que garante velocidade, um calçado que reage melhor quando sua cabeça está baixa e sua frequência cardíaca é alta!

3ª etapa Trilhas e Montanhas 2018

A pequena e simpática cidade de Sério, intitulada como a Serra do Vale por situar-se na parte alta do Vale do Taquari no Rio Grande do Sul, foi sede da 3ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas.

Trilhas Serra do Vale ocorreu no último sábado (26) e teve percursos de 6, 14 e 28 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas. O evento contou com a participação de mais de 500 atletas.

3ª etapa Trilhas e Montanhas 2018

Faltando menos de um mês para a prova a coordenação geral do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas 2018, recebeu a informação através da Administração Municipal de Teutônia, de que a 3ª Etapa do CGCTM 2018 não poderia mais ocorrer naquela cidade.

“Foi complexo! Já estava tudo preparado, os três percursos, estrutura e logística do evento e o principal, apoio da prefeitura em alguns itens. Mas graças ao belíssimo trabalho que o Circuito Trilhas & Montanhas vem fazendo desde 2012, as portas por onde ele passa, ficam abertas e desta forma a Prefeitura Municipal de Sério, que já tinha sido parceria nas edições 2014, 2015, 2016 e 2017, foi solidária e abriu as portas novamente para a realização da edição 2018.” comenta Luís Leandro Grassel, Coordenador Geral do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas.

Já na semana do evento, veio a grave nacional dos caminhoneiros, que certamente foi uma surpresa muito maior que a troca de local da etapa. “Não tínhamos mais tempo hábil para revermos outra data para transferência, desta forma fomos obrigados a mantermos a data e realizar a etapa. Queríamos a participação de todos os inscritos, mas devido à falta de combustível nos postos, tivemos uma quebra de 25% dos participantes na etapa.” relembra Luís.

A Secretária de Turismo da cidade de Sério, Carla Ferri explica, “Muito foi questionado e estudado a possibilidade de transferir o evento em virtude da greve, falta de combustível e tudo mais. Mas na organização de eventos deste nível, não é tão simples transferir, pois os insumos para o almoço já estavam sendo preparados, Brigada Militar e equipe acionadas, o pessoal da feira de produtos estavam com tudo fresquinho…e também o ginásio de esportes onde ocorreu o evento não estaria disponível nos próximos finais de semana.”

Graças à seriedade e profissionalismo da cidade de Sério, da L&E Eventos e demais envolvidos na organização da etapa; as adversidades foram superadas e a 3ª Etapa do CGCTM – Trilhas Serra do Vale foi um sucesso, o número de participantes representou 75% do previsto, um dia lindo, percursos maravilhosos e brutos.

3ª etapa Trilhas e Montanhas 2018

Segundo Luís Leandro Grassel a “fórmula mágica” desse sucesso foi a união, a atitude e a vontade de todos os inscritos que de uma forma ou outra (carona, ônibus, moto…) compareceram à 3ª Etapa e fizeram ela acontecer. “Novamente queremos deixar claro e entendido, que ficamos muito tristes com aqueles que não puderam participar, mas a transferência para outra data, seria algo mais difícil para todos ‘organização e atletas’, devido à datas disponíveis para ambos lados.”

3ª etapa Trilhas e Montanhas 2018

Nota:

“Em nome da Administração Municipal e de toda comunidade de Sério, agradecemos a todos os atletas que puderam se fazer presentes, sabemos e entendemos a dificuldade que todos tiveram e a estes que não puderam comparecer, esperamos que na próxima edição possam vir e desfrutar do que Sério oferece aos seus visitantes, boa gastronomia, receptividade e muita natureza exuberante!”

Carla Ferri – Secretária de Turismo

Cuidados e dicas na prática esportiva

Sabemos que a prática esportiva não é simplesmente acordar um dia e resolver ser um atleta. Praticar esportes necessita de um preparo antes, para conseguir aguentar toda a intensidade que um esforço físico proporciona. Muitas pessoas não possuem um físico adequado e nem um organismo preparado para a realização de alguns exercícios e acabam sofrendo lesões e contusões sérias. Outros acabam passando mal, tendo o conhecido mal súbito, que leva muitos atletas a morte.

“Tanto no verão quanto no inverno devemos fazer uma avaliação médica e física, não são obrigatórias, mas é interessante realizar essas avaliações, para identificar se existe algum problema físico ou de saúde que pode ser desencadeado durante a prática esportiva.” ressalta a enfermeira Magda Chagas, que desde 2012 trabalha na área da saúde esportiva.

prática esportiva
Créditos: Luis Leandro Grassel

Magda é também é coordenadora do setor da saúde do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas 2018. Após as duas primeiras etapas do campeonato que ocorreram em Farroupilha e Tupandi, e foram marcadas pelo calor excessivo e chuva torrencial – respectivamente. Conversamos sobre os principais problemas (referentes à saúde), que os atletas enfrentaram.

Segundo Magda, a quantidade excessiva de intercorrências gástricas, ocorridas na primeira etapa do campeonato em Farroupilha, estavam diretamente relacionadas ao calor excessivo. O corredor toma mais água, devido ao medo de desidratação e também para refrescar o corpo.

“Esse excesso de água e a postura dos corredores em aclives gerou náuseas, vômitos e dores gástricas, iniciando o processo de hiponatremia, condição metabólica caracterizada pela redução de sódio no sangue a níveis tão baixos que pode começar a aparecer letargia, náusea, dores abdominais, mudanças de humor…” explica Magda. Já outros corredores, tomaram cápsulas de sal e não respeitaram as 2/3 horas de exercício exaustivo e nem a correta reposição hídrica.

Já na segunda etapa do campeonato ocorrida na cidade de Tupandi, houve intercorrências devido a dores musculares, cãibras e fadigas e alguns casos piorando a questão clínica. “Devemos sempre lembrar que o glicogênio é uma reserva de glicose, que está no sangue e precisa ser quebrada. Portanto, para o corpo funcionar corretamente, é preciso ter energia, comer durante a prova. Os corredores devem sempre manter a reserva de glicogênio, buscando sempre o bom funcionamento do organismo durante e após as provas.” ressalta a enfermeira que estará presente em todas as etapas do CGCTM 2018.

E atenção… em todo e qualquer evento esportivo – ciclismo, corrida, futebol…entre outros; é imprescindível  que haja paramédicos no local, caso não houver é preciso ter alguém que saiba os primeiros socorros, para que em qualquer caso de emergência, possa agir e ajudar alguém que passe mal por causa da prática esportiva.

Vale ressaltar que o tempo é fator preponderante no salvamento efetivo de vidas. Em razão de que a grande maioria da população não detém conhecimento técnico na área de atendimento de emergência, costumeiramente nada é realizado entre o momento do ocorrido até a chegada das equipes de socorro. Tal lapso de tempo pode significar a diferença entre a vida ou a morte da pessoa.

2ª Etapa Tupandi CGCTM 2018

Tupandi foi sede da segunda etapa do CGCTM 2018 no sábado, dia 21 de abril, com percursos de 5,5, 15 e 28 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas. O evento contou com a participação de aproximadamente 800 atletas.

A primeira etapa do Campeonato ocorreu em Farroupilha e foi marcada pelo forte calor, já em Tupandi temperatura agradável e chuva torrencial durante todo o percurso. Clique aqui para ver a matéria completa.

“As duas etapas tiveram um alto grau de dificuldade, trajetos duros, subidas intermináveis, mas sem dúvida a etapa de Farroupilha foi a mais desgastante. O sol estava judiando, o ar pesado e quente, não tinha vento. Briguei com o psicológico todo instante, vi pessoas fortes e experientes desistindo ao longo do caminho e isso me desestimulava. É ai que entra a magia do trail, os moradores locais ao longo do trajeto ofereciam água gelada em copos, em panelas, mangueiras para nos molharmos, gritavam e incentivavam…isso não tem preço!” relembra a farmacêutica-bioquímica Viviane Piletti Arcari (41), corredora a cerca de quatro anos e atleta do grupo BTR (Bento Trail Runners).

2ª etapa Tupandi CGCTM 2018
Foto: Clic Run – Viviane

Vivi relembra que desde a sua estreia nas corridas de trail sempre adorou a sensação de liberdade e de estar junto à natureza. “Corrida vicia! No trail running, temos o silêncio ensurdecedor da mata, a insistente busca pela resistência e autocontrole. Os trajetos são sempre brutos. Passo os dez quilômetros iniciais jurando que nunca mais farei isso e me perguntando o porquê de tanto sofrimento. Nunca é fácil, mas logo após vem um sentimento enorme de superação. E as amizades que encontramos ao longo do caminho fazem disso uma grande festa.

2ª etapa Tupandi CGCTM 2018
Foto: Clic Run – Viviane

“Foram duas provas bem distintas. Em Tupandi, a largada foi subindo até o quilômetro 1,8, com trechos de barro escorregadio, devido à quantidade de chuva, mas com temperatura agradável para correr. Fui administrando os morros, pois 75% do ganho de elevação estava até o quilômetro 12 e depois só diversão, com trilhas muito boas para correr.  Na parte final do quilômetro 22 em diante era praticamente descendo em estradão e depois na finaleira, últimos 1,5 quilômetros de asfalto, onde pude passar o atleta que estava em primeiro da minha categoria e me tornar campeão.” comenta o empresário Rodrigo Marcelo Brandeli (49) de Garibaldi.

2ª etapa Tupandi CGCTM 2018
Foto: Rodrigo
2ª etapa Tupandi CGCTM 2018
Foto: Clic Run – Rodrigo
2ª etapa Tupandi CGCTM 2018
Rodrigo

Unanimidade entre os participantes o clima agradável, chuva, trajetos bem demarcados…foram destaques da segunda etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas & Montanhas ocorrida em Tupandi, além da perfeita organização do evento através da L & E Eventos Marketing Esportivo e demais envolvidos na etapa.

“O clima estava perfeito, como gostamos! Prova sensacional, como todas as etapas do Circuito Trilhas & Montanhas que participo desde 2015. Aos futuros participantes a principal dica é DIVIRTAM-SE, nos dias atribulados que vivemos nada melhor e mais saudável que passar algumas horas junto à natureza e dando boas risadas com os amigos” finaliza Viviane.

Campeonato Gaúcho 2018

Desde novembro de 2017, a L&E Eventos Ltda, empresa responsável pelo CTM – Circuito Trilhas & Montanhas e agora CGCTM – Campeonato Gaúcho de Corrida em Trilhas & Montanhas, passou a ser a primeira empresa esportiva do Rio Grande do Sul, a ser membro do ITRA.

O ITRA é a entidade representativa das Corridas em Trilhas & Montanhas, a nível mundial, a mesma possui uma parceria com a IAAF (Assoc. Internacional de Federações de Atletismo).

“Esta conquista para a L&E Eventos Ltda, é de extrema importância, já que obriga a empresa a seguir protocolos de nível mundial para suas ações na organização de eventos de Corridas em Trilhas & Montanhas. Desta forma a empresa se torna mais séria e responsável, e seus clientes corredores, podem confiar e saber que estarão participando de eventos esportivos com o máximo de qualidade e segurança necessários.”, destaca Luís Leandro Grassel, diretor da L&Eventos.

O Campeonato Gaúcho de Corrida em Trilhas & Montanhas 2018, contará com sete etapas, nas mais variadas regiões do Estado. O evento contará com 3 categorias, diferenciadas por distâncias para todos os níveis de desafio e superação.

São elas:

Categoria Curta – 5 Km

Categoria Média – 10 à 15 Km

Categoria Longa – 25 à 30 Km

Campeonato Gaúcho

“A partir da I Etapa – Trilhas do Salto Ventoso no dia 17 de março, estaremos em todas as etapas na Categoria Longa (25 à 30 Km), bem como na IV Etapa – Trilhas do Morro Gaúcho  no dia 28 de julho com duas categorias contando com pontuação ITRA (50 Km = 3 pontos e 32 Km = 2 pontos). Esta pontuação ITRA, serve diretamente para fins de normatizar e qualificar estas categorias a nível de padrão mundial.”, explica Luís.

Campeonato Gaúcho

Campeonato Gaúcho

Da primeira a última etapa as normas e estrutura do evento serão sempre a mesma, seguindo o mesmo padrão técnico e operacional. Bem como será adicionado mais uma premiação ao evento, que será ao final da 7ª Etapa, onde o CGCTM 2018, estará premiando nas faixas etárias de 5 em 5 anos, até o 5º lugar, os melhores corredores de trilhas & montanhas, nas distâncias Curta, Média e Longa.

Vale ressaltar que através de um “Campeonato” certamente o grau de competição irá aumentar e assim a evolução técnica do participantes, fazendo que a corrida em trilhas & montanhas no Estado, cresça tecnicamente e em qualidade.

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Night Run – Salto Ventoso

Linha Muller, comunidade de Farroupilha, no Rio Grande do Sul/Brasil, recebeu no último sábado a Night Run – Salto Ventoso, que contou com a participação de 235 corredores e duas opções de distância: 5 e 10 quilômetros.

Os percursos passaram por estradões, trilhas, declives e aclives acentuados e pela passarela do Salto Ventoso, iluminada pela organização do evento com tochas.

Minutos antes da largada ocorreu um briefing reforçando aos atletas: o uso obrigatório da lanterna de cabeça ou de mão, a não desviarem a sua atenção das marcações e relembrando a localização do posto de água, entre outros pontos. Diversos staffs garantiram a segurança dos corredores.

Pontualmente às 20 h e 30 min foi dada a largada da categoria dos 10 quilômetros. Largamos em um estradão com uma lua fantástica iluminando o caminho e os familiares e moradores locais nos incentivando.

Após alguns quilômetros estávamos adentrando na passarela do Salto Ventoso, toda iluminada com tochas pela organização do evento. Com a presença dos fotógrafos da ClicRun e diversos staffs nos motivando e… cuidando.

Depois da passarela veio a minha parte preferida a TRILHA. E que trilha, cerca de 2 quilômetros de subida sensacional! Terminada a trilha teve mais estradão, mais descida, mais trilha, mais subida e um descida gigante para cruzar a linha de chegada e testar o grip do tênis (risos)!

Para mim, o silêncio absoluto e a escuridão ajudaram muito na concentração. Corri mais de 40% do percurso sozinha. Com visão reduzida a poucos centímetros à frente dos pés era preciso focar totalmente no percurso. E nesse processo você acaba não pensando em mais nada, apenas observa o chão, o movimento do seu corpo e os batimentos do seu coração. Essa sensação é simplesmente fantástica.

Night Run Salto Ventoso

Recomendo a todo corredor se aventurar ao menos uma vez a correr à noite na montanha. É sinistro e absolutamente sensacional!

A promoção da Night Run Salto Ventoso foi da L&E Eventos Ltda e teve apoio da Prefeitura de Farroupilha, Comunidade de Linha Muller, Polli Materiais de Construção e YouMovin.

Vale ressaltar que a L&E Eventos Marketing Esportivo e toda sua equipe estão de parabéns por esse belo ano, onde os corredores foram presenteados por lugares extraordinários, de muitos desafios e aventuras constantes!

Para o próximo ano a L&E Eventos já tem calendário cheio de grandes desafios e muita novidade.

Night Run Salto Ventoso

Quer conhecer mais sobre o mundo das corridas em trilha/montanha, então logo abaixo estão alguns dos nossos textos mais lidos, confira!

I Trilhas Nova Roma na Serra Gaúcha

A pequena cidade de Nova Roma do Sul, foi sede do I TRILHAS NOVA ROMA no último sábado, 28, com percursos de 5,5, 11 e 21 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas. O evento contou com a participação de 352 atletas.

Além de estimular e incentivar a prática de atividades físicas, a corrida também apoiou a causa do Outubro Rosa, concedendo desconto de 50% no valor da inscrição para o público feminino, e lembrando os participantes de que a prática regular de exercícios físicos é o melhor preventivo para o Câncer de Mama.

Segundo Luís Leandro Grassel da L & E Eventos Marketing Esportivo, “Quase 75% dos inscritos eram mulheres. Certamente no segmento de corridas em trilhas e montanhas, foi o evento no País, com maior número de inscritas mulheres x número total de inscritos.”

Trilhas Nova Roma

Corredora a cerca de um ano e meio Edinéia Fenner, se consagrou campeã geral feminina no percurso de 21Km com o tempo de 02h07min. “I Trilhas Nova Roma, foi uma experiência marcante em provas de trilhas, num percurso deslumbrante e desafiador. Ser campeã me motiva ainda mais, tanto pela dificuldade do percurso quanto pelo alto nível das outras corredoras, mas tudo dentro de uma competição saudável.” destaca a atleta.

Já no geral masculino, o grande campeão foi Odair Paravisi corredor desde os 18 anos, chegou à prova sabendo que podia brigar por uma boa posição, mas receoso por não ter nenhuma experiência em trilhas e montanhas. “Resolvi usar como estratégia tentar manter a velocidade da corrida de rua, principalmente na largada. E deu certo, consegui abrir uma pequena vantagem até a gruta e então resolvi que a descida seria o tudo ou nada.”

Com mais 8 quilômetros de estradão e subida, “só conseguia pensar numa coisa ‘não liderei até aqui pra entregar no fim, vai que dá’, repeti isso incansavelmente e ficava me imaginando cruzando a linha de chegada, isso me dava um grande ânimo”. Relembra Odair que com o tempo de 01h41min, cruzou a linha de chegada.

Quando questionado sobre a primeira experiência de correr em trilhas e montanhas o atleta conta entusiasmado, “Foi fantástico, durante o percurso eu pensava ‘Tá nascendo aqui uma nova paixão’, eu trabalho como condutor de turismo de aventura, a natureza é o ambiente que mais me sinto a vontade, com certeza vou participar de mais provas assim.”

Trilhas Nova Roma

Unanimidade entre os participantes as belezas naturais de Nova Roma do Sul, como o Cachoeirão, cascatas, grutas e a rica flora e fauna, foram destaques do I Trilhas Nova Roma, além da perfeita organização do evento através da L & E Eventos Marketing Esportivo, Circuito Trilhas & Montanhas e Prefeitura Municipal de Nova Roma do Sul.

Para fechar o calendário de 2017 com chave de ouro nas trilhas e montanhas temos o Night Run – Salto Ventoso. Evento que será à noite e percorrerá de fato trilhas, locais na área rural sem iluminação. Desta forma possibilitando de fato uma corrida mais desafiadora e de superação em relação a um ambiente de natureza e sem iluminação.