Sonhos Verticais

Sonhos Verticais

Sonhos Verticais

Nesse artigo, gostaria de homenagear Manoel Morgado, o autor de Sonhos Verticais, montanhista e guia de trekking. Esse gaúcho de 57 anos nasceu na pequena e pouco conhecida Farroupilha, uma cidade industrial da Serra Gaúcha. Brasileiro mais velho a escalar o Everest. Segundo brasileiro a completar a escalada da mais alta montanha de cada continente. Mais de 20 anos de experiência como guia de trekking aos campos-base das principais montanhas do Himalaia. Quero, nesse texto, apresentar a cidade onde tudo começou e a paixão que alimentamos em comum pela vida outdoor.

Sonhos Verticais

Mal saberia eu que, 24 anos mais tarde, eu nasceria no mesmo hospital. Farroupilha é uma cidade de 70 mil habitantes, situada entre as famosas Bento Gonçalves e Caxias do Sul, na Serra do Rio Grande do Sul. O mais incrível é que nossa cidade não tem fama nem tradição em produzir viajantes, nômades ou aventureiros. Guardando profundas tradições italianas, a formação em torno do seio familiar é tão forte que praticamente sufoca toda tentativa de se viver longe dela.

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Eu mesmo não conhecia a figura do Morgado até sua aparição na National Geographic. Ainda lembro-me quando folheava as páginas da edição de dezembro de 2010 quando, subitamente, fui fisgado por uma entrevista feita com um brasileiro que havia recém conquistado o Everest. Maravilhado com sua história, busquei informações mais profundas e foi aí que descobri, com grande curiosidade, que era meu conterrâneo.

Comecei a tentar contato por e-mails. Mas foi somente em março de 2012, justamente num intervalo entre suas expedições, que obtive as primeiras respostas. Em uma breve visita ao Brasil para o lançamento de seu livro, em São Paulo, Morgado me conheceu e, também surpreso com minha história e meu amor pelos esportes de aventura, escreveu:

“Quer dizer que Farroupilha produziu dois aventureiros-atletas? Que legal! Muito obrigado por suas carinhosas palavras. Fico feliz que vai ler meu livro. Boa sorte, Marcelo. Siga sempre seus sonhos, seu coração. Espero que um dia possamos nos encontrar em alguma montanha. Depois me conta o que achou do livro. Grande abraço.” Manoel Morgado

Talvez a forte tradição familiar de Farroupilha justifique a incredulidade de Morgado em crer que ambos nascemos e fomos criados lá. Naquela mesma semana, comprei o Sonhos Verticais. Queria conhecer um pouco mais as conquistas e a vida desse novo herói farroupilhense, apesar de serem raros os que tenham ouvido falar dele em sua própria cidade natal. Prometi que mandaria uma resenha assim que terminasse a leitura. E concluí o último e-mail relevando que gostaria muito de, um dia, poder trabalhar ao seu lado. Em seguida, ele partiu, para cumprir mais uma temporada junto a seus clientes. Conforme prometido, segues abaixo meus comentários sobre seu livro.

Nele, seus diários de campo nas escaladas ao Cho  Oyo e ao Everest foram sabiamente transformados em um texto agradável, recheado de curiosidades sobre o montanhismo e as dificuldades enfrentadas nessas montanhas. Todos os obstáculos foram vencidos por uma incrível admiração que ele alimenta por esses lugares. Morgado revela esse amor com a mesma pureza de quando se aventurava pelos parques de Farroupilha, durante a infância. É emocionante.

Sonhos Verticais

Em muitas passagens, o autor cita a filosofia budista, que prega a prática de uma profunda atenção no mundo presente de forma a evitar a dispersão da mente em fatos passados ou que ainda não ocorreram. Essa habilidade foi adquirida em cursos de budismo realizados no norte da Índia e revelaram-se fundamentais para que ele extraísse o máximo de experiências e aprendizados dessas escaladas. Uma sabedoria que poucos montanhistas sabem desfrutar, totalmente cegos pelo objetivo do cume.

No final, capítulos deliciosos sobre a sabedoria budista aplicada em nossa vida, um mini-dicionário de termos técnicos e inspiradoras imagens da expedição completam a obra com chave-de-ouro. Não há quem não trema na cadeira ao deslumbrar o mundo a partir de seu ponto mais alto. Essa sensação foi compartilhada aos leitores através de uma foto panorâmica imperdível, tirada durante um momento de céu claríssimo, no topo do Everest. É possível ver o trajeto até lá, e a extensão impressionante de picos menores brotando do platô tibetano. Particularmente, outra fotografia que me encantou foi aquela tirada dos montanhistas em fila, presos às cordas fixas e ostentando suas poderosas máscaras de oxigênio e down suits vermelhos, cujo avanço sincronizado das passadas dava à cena o mesmo ar épico das grandes aventuras humanas.

Enviei a ele a resenha completa. Em um último e-mail, escrito da varanda de um apartamento na ilha grega de Kalymnos, onde Morgado está praticando escalada em rocha, ele revela:

“Caro Marcelo.
Agora foi minha vez de ficar emocionado. Muito obrigado por tudo, pela resenha tão favorável ao livro, pelas palavras tão carinhosas sobre a minha pessoa, por teu empenho em entrar em contato comigo e por me mandar teus comentários sobre o livro. Como já te disse antes, espero que possamos nos ver em alguma montanha em breve, afinal não é a toda hora que Farroupilha produz apaixonados por montanhas. Abraços e boa sorte.” 
Manoel Morgado

Aos leitores dos Sonhos Verticais, aguardem. Vem muita novidade por aí. E parabéns ao Manoel Morgado, pela coragem de correr atrás de seus sonhos. Concluí que esse, talvez, seja o seu maior legado. Quero compartilhar o orgulho que sinto em ser seu conterrâneo. Conforme escrevi a ele em um dos e-mails, “você não é apenas meu ídolo, mas o herói de uma nação inteira faminta por sonhadores.”

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Autor: Marcelo Nava

Multiatleta de esportes de aventura e atividades outdoor. Praticante de ultramaratona, corrida em trilha, mountain bike, trekking, camping e montanhismo. Dentre as principais competições destaca-se a participação na BR Ultramarathon (217 km na Serra da Mantiqueira), Gramado Adventure Running (61 km) e Supermaratona Cidade de Rio Grande (50 Km).Possui graduação e mestrado em Engenharia Biomédica e atualmente trabalha como engenheiro de projetos no Centro de Microgravidade da PUCRS (centro de pesquisa dedicado ao estudo da adaptação humana ao espaço e a ambientes extremos).

Marcelo Nava – Minha primeira aventura em Alta Montanha

Marcelo Nava, relata como foi sua primeira aventura em alta montanha em Cordón del Plata – Argentina.

Após quatro meses de intenso preparo físico e busca por informações, parti, no dia 14 de janeiro, para uma aventura até então inédita para mim, em ambiente de alta montanha. Integrando a expedição da Associação Caxiense de Montanhismo (ACM).

Pude presenciar todas as etapas de um típico planejamento desse porte, compreendendo sua complexidade com maior profundidade. Foram 15 dias de conquistas, contratempos e muitas descobertas. Momentos que nunca esquecerei… uma verdadeira escola ao ar livre.

Esse depoimento, resumido, apresenta as principais situações que vivenciei, enriquecido com fotos tiradas na montanha e textos curtos extraídos diretamente de meu diário de campo. Tendo sido minha primeira aventura em alta montanha, eles poderão servir como um guia geral para futuros montanhistas interessados.

Agradeço ao Lucas, Thomas e Camila pelo convite e auxílio prestado em minha primeira expedição em alta montanha, e a todos os demais amigos e membros que fazem da ACM uma associação do mais alto nível.

Crédito de imagem: Marcelo Nava – arquivo pessoal

META: na Rota 7, já na Argentina, o autor indica o alvo principal da expedição: o Cerro Plata, com seus 6.100  m.s.n.m, a montanha mais alta do maciço do Cordón del Plata.

Marcelo Nava

LAR DOCE LAR: à esquerda, o autor e seus diferentes pernoites ao longo da longa viagem; à direita, já hospedado na montanha, durante os dias de aclimatação inicial antes de partir para os acampamentos de altitude; na foto, o destaque indica o Refúgio da Universidade de Cuyo.

Marcelo Nava

CIDADE DE MENDOZA: Membros da expedição comemoram a chegada à Mendoza. À partir da esquerda: Lucas, Thomas, Camila, o autor Marcelo e Cauê.

Marcelo Nava

Marcelo Nava
o GPS Garmin Etrex Vista HCx

INSTRUMENTAÇÃO: Equipamentos eletrônicos de medição foram importantes para a coleta de dados e registro de diversas informações: O GPS Garmin Etrex Vista HCx forneceu medidas de altitudes, distâncias e coordenadas, além de possibilitar a marcação de rotas, tracks e waypoints. O oxímetro, por sua vez, teve sua relevância comprovada para monitoramento de importantes condições fisiológicas, informando o nível de aclimatação em cada etapa da expedição.

Marcelo Nava

CONJUNTO COMPLETO: todo o equipamento reunido durante a primeira caminhada de aproximação. Consegui reduzir a carga total para confortáveis 19 kg.

Marcelo Nava

PANORAMA GERAL: Em imagem gerada pelo Google Earth, é possível observar toda a extensão de montanhas englobada pela expedição. A flecha verde, no centro do mapa, indica a posição exata do Refúgio da Universidade de Cuyo (2432 m), onde ficamos hospedados para a aclimatação inicial. Os demais pontos de interesse são:

(1) Vale das Morenas Coloradas, formado pela passagem de uma grande geleira há milhares de anos;

(2) La Cadenita, uma “rede” de pequenas montanhas em sequência, atingindo até 4100 m, ideal para aclimatar;

(3) O “Vale de Pedras” (3812 m), local de minha primeira caminhada em altitude;

(4) Acampamento I – Las Veguitas (3200 m);

(5) Acampamento II – Las Veguitas Superior (3350 m);

(6) Acampamento III – Piedra Grande (3517 m);

(7) Acampamento-base – El Salto d´água, passando pelo Infernillo na aproximação (4284 m);

(8) Acampamento avançado – La Hoyada (4681 m);

(9) Cerro Adolfo Calle (4300 m);

(10) Cerro Colorado (4500 m);

(11) Cerro Rincón (5300 m);

(12) Cerro Vallecitos (5500 m);

(13) Cerro Plata (6100 m).

Marcelo Nava

PRIMEIRA EXPERIÊNCIA EM ALTITUDE: minha saída do Refúgio de Cuyo, às 9h45 de uma manhã muito encoberta por uma grossa névoa, tornando a visibilidade não maior que 15 metros. Aproveito a oportunidade para “estrear” a vestimenta impermeável, as botas, os bastões e os óculos. Ao longo do caminho, fui percebendo os equívocos, que valerem como importantes aprendizados. Mantive um passo lento e contante, permitindo que meu organismo se acostumasse gradativamente com cada incremento vertical. No final, fiquei bastante satisfeito. Não apresentei sintomas de mal de altitude, apesar do cansaço desse primeiro dia.

Marcelo Nava

NOVOS AMIGOS: com os argentinos Matias e Kevin. Os cachorros do Refúgio de Cuyo me acompanharam durante cada passo. Donos de um vigor físico invejável, esses animais não são afetados pela altitude (conta-se que já atingiram o cume do Plata diversas vezes, brincando o caminho inteiro). Ao fundo, o maravilhoso acampamento verdejante, logo acima da zona de refúgios, guarda paisagens deslumbrantes. Assim como os demais acampamentos, Las Veguitas é alimentada com farta água cristalina. Nesse local, já havíamos cruzado todo o acampamento e seguiríamos pelo caminho “errado” até a descoberta do surpreendente “Vale de Pedras”.

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NO TOPO DO VALE: paisagem do ponto mais alto atingido (3812 m). Lá embaixo, corre o pequeno córrego, há uma distância de cerca de 400 metros verticais. Mais alguns metros à frente, o vale faz uma curva para a esquerda, possivelmente conduzindo aos acampamentos mais avançados. Sem querer, descobrimos um caminho nada convencional, uma espécie de “atalho” em uma região muito pouco (ou quase nada) frequentada.

Marcelo Nava

ALMOÇO: após o meio-dia, o sol apareceu com força total, aumentando a temperatura em mais de 15 graus em cerca de 10 minutos. Esse fenômeno, como pude perceber durante toda a expedição, é muito comum na montanha, provocado pelas massas de ar fria que sobem rapidamente. Estas, ao ocupar as zonas de baixa pressão das altitudes mais elevadas, baixam consideravelmente a temperatura e tornam o ar muito úmido; ao passarem, porém, a transformação no tempo é radical. Na foto, ao fundo, o argentino Kevin preparando a fogueira a 3812 m.

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A FUSÃO DE TRÊS AMBIENTES: a fotografia acima mostra uma rara visão: três ambientes distintos reunidos numa mesma cena. Estou bem na transição entre a zona de vegetação (pré-cordilheira) e a zona de pedras (cordilheira central); ao fundo, a zona nevada da montanha (cordilheira principal) compõe o último elemento.

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MOZART CATÃO: como continuação de meu processo de aclimatação, segui com Thomas e Camila para uma viagem turística à região de Las Cuevas. Pouco antes do Parque Provincial do Aconcágua, pela Rota 7, há um cemitério dedicado a homenagear alpinistas falecidos no gigante das Américas. Na foto acima, uma placa de homenagem ao brasileiro Mozart Catão, falecido em 1998 durante tentativa de escalada pela face sul.

Marcelo Nava

GIGANTE: descanso em frente à face sul do Aconcágua. Com seus 6962 metros, ele é a maior montanha do mundo fora dos limites do Himalaia.

Marcelo Nava

Marcelo Nava

CERRO LOMAS BLANCAS (Ponto 7): meu primeiro cume, na Cadenita. O Lomas Blancas guardará para a posteridade uma bandeira de homenagem ao meu pai, Enildo Nava, que faleceu em junho de 2011 e foi um grande esportista (mostrada no detalhe).

Marcelo Nava

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CAMINHADA: dois momentos distintos: à esquerda, buscando a maior auto-suficiência possível, durante a caminhada de aproximação à zona dos acampamentos; ao lado, preparação final para a segunda fase em alta montanha, em que montanhista e equipamentos unem-se para enfrentar uma natureza mais exigente.

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EXPEDIÇÃO: na cena acima, estão Guilherme (de touca preta) e o médico da expedição, Mauro Bertelli (touca azul). Dentro das barracas estão Éverton e Lucas. A partir desse momento, nós 5 partiríamos juntos para o acampamento –base, seguindo uma forma semelhante de aclimatação, em estilo tradicional (Alpino). Esse estilo prega a aclimatação em “degraus”, onde atinge-se uma altitude mais elevada, pernoitando e passando mais 1 ou 2 dias no próprio local antes de realizar um novo avanço. Particularmente, achei a aclimatação em estilo russo mais eficiente, mas o estilo alpino  torna a logística mais simples durante o período nos acampamentos.

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“VALE DE PEDRAS”: em um local próximo ao acampamento, descobri esse lindo panorama do Vale de Pedras, local de minha caminhada do primeiro dia. Os traços pontilhados mostram o percurso que realizei juntamente com os três argentinos. Bem ao final do traço, o local onde paramos para fazer a fogueira e almoçar. É possível observar, também, o riacho de degelo. Apenas pela foto, não é possível concluir o quanto esse lugar é imenso.

Marcelo Nava

Recado gravado na rocha para meus amigos, em um trecho do Infernillo.

Marcelo Nava

Acampamento internacional: a presença de europeus, americanos e latinos torna o acampamento-base um valoroso centro cultural outdoor. Muitos vêem no Plata uma boa alternativa (e barata) para a aclimatação visando, dias mais tarde, a conquista do Aconcágua.

Marcelo Nava

“Nada pode me separar do amor de Deus” – após a homenagem ao meu pai no cume do Cerro Lomas Blancas, tentei repetir a ação em uma das três grandes do Cordón Del Plata.

Marcelo Nava

TREINAMENTO: visando o ataque ao Plata, realizamos um interessante treinamento em um inclinado neveiro, encontrado próximo ao acampamento-base. Bertelli, experiente andinista com curso avançado em escalada em gelo, nos ensinou as 4 formas distintas de deslocamento em paredes de gelo. Na imagem acima, à partir da esquerda, Bertelli, Éverton e eu estamos aplicando a primeira técnica, onde o explorador avança coordenando movimentos de pernas e braços, mantendo-os flexionados. Assim, pude avançar mesmo sem o uso de piolets, uma vez que os bastões de caminhada se fizeram suficientes. Foi meu primeiro treinamento nesse tipo de terreno e a satisfação por usar os grampões pela primeira vez foi imensa. Outra opção de treinamento próximo é no Glaciar dos polacos, uma parede de 60 graus localizada no alto de um rochedo e cortado por um riacho cristalino, logo em frente ao Cerro Rincón.

Marcelo Nava

No caminho para La Hoyada. Na madrugada seguinte, condições climáticas desfavoráveis desmancharam minha barraca e meus planos de fazer o cume do Plata. Exausto após passar uma noite inteira segurando a estrutura da barraca, por questão de segurança resolvi descer na manhã seguinte, abordando aquela que seria a segunda tentativa de ataque.

Marcelo Nava

PORTEZUELO: Na região do acampamento avançado de La Hoyada é possível observar claramente o Portezuelo. Seguindo para a esquerda, é feito o ataque ao cume do Plata; à direita, ao Vallecitos.

Marcelo Nava

RAFTING NO RIO MENDOZA: para compensar, no último dia de expedição, concluí meu primeiro rafting de altitude, com a operadora Argentina Rafting Expediciones, levando na bagagem ótimas amizades.

Marcelo Nava

Ao ler uma interessante reportagem sobre os Mistérios e encantos da Cordilheira dos Andes em uma revista local de turismo, me deparei com a sugestiva frase: “the jagged Andean peaks flanking Mendoza’s western side remain one of the most sublime and impenetrable regions known to man”, ou seja, os fabulosos picos andinos localizados ao leste da província de Mendoza, permanecem como uma das mais sublimes e impenetráveis regiões conhecidas pelo homem. Essa constatação serviu de consolo e auxílio a aprofundar nosso respeito pela montanha.

Marcelo Nava

ACM: todos reunidos para a foto oficial da expedição, em momento de descontração no refúgio de Cuyo.

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Dados coletados em campo

DIAGRAMA DE ASCENSÃO: após monitorar e registrar as informações de altitude com o GPS, montei esse interessante gráfico, que apresenta a evolução altimétrica de meu planejamento.  O eixo vertical mostra a atitude, em metros, e o eixo horizontal, o tempo em horas, ao longo dos 14 dias de expedição. Nos 5 primeiros dias, é possível verificar o padrão de aclimatação, seguindo a tendência de se tentar atingir grandes altitudes durante o dia e regressar para altitudes bem inferiores durante a noite (refúgio), para uma boa recuperação. A partir do sexto dia, em estilo alpino, começaram as caminhadas de aproximação e montagem de acampamentos. Nesse caso, a evolução seguiu um modelo de “escadas”, atingindo-se altitudes maiores gradativamente e dormindo pelo menos um dia no local. A região pontilhada em vermelho no gráfico indica a previsão inicial do meu planejamento, ou seja, a conquista do cume do Plata e o retorno ao refúgio. Porém, em função das duras condições climáticas, esse plano foi abortado, a descida ocorreu um dia antes e incluí um rafting no Rio Mendoza.

Marcelo Nava

SISTEMA DE RASTREAMENTO PESSOAL: nessa expedição, testei o recém adquirido SPOT, um aparelho que permite enviar sinais via satélite em locais onde não há cobertura celular. Na imagem acima, retirada do Google Earth, os pontos azuis indicam as coordenadas geográficas nos principais momentos da expedição, recebidos por meus amigos e familiares através de seus correios eletrônicos ou mensagens SMS.

Os grupos de pontos acima indicam:

(1) La Cadenita

(2) Zona de Refúgios

(3) Caminhadas de Aproximação

(4) Acampamento El Salto e La Hoyada

(5) Portezuelo

(6) Cerro Plata

(7) Cerros Vallecitos e Rincón

Marcelo Nava

Autor: Marcelo Nava

Multiatleta de esportes de aventura e atividades outdoor. Praticante de ultramaratona, corrida em trilha, mountain bike, trekking, camping e montanhismo. Dentre as principais competições destaca-se a participação na BR Ultramarathon (217 km na Serra da Mantiqueira), Gramado Adventure Running (61 km) e Supermaratona Cidade de Rio Grande (50 Km).Possui graduação e mestrado em Engenharia Biomédica e atualmente trabalha como engenheiro de projetos no Centro de Microgravidade da PUCRS (centro de pesquisa dedicado ao estudo da adaptação humana ao espaço e a ambientes extremos).

Trekking POA Aventura

Trekking POA Aventura

Um pouco de nossa história, iniciada em meados de 2013:

Somos um grupo de amigos e colegas do curso de geografia da PUCRS e da UFRGS, que desde sempre teve interesse em atividades junto a natureza, neste cenário um dia resolvemos trazer mais pessoas e mais amigos para viajar e fazer aventuras, com o estilo de nossas saídas de campo do curso, com muita reflexão, contemplação da natureza, brincadeiras, debates, troca de ideias e experiências, o grupo cresceu agregando a cada destino novas amizades e parcerias muito animadas em curtir a vida e conhecer novos destinos no pedal ou na pernada sempre com muita positividade e parceria.

Facebook: Trekking POA

Informações e reservas:
Marcelo Santos
51 – 8484 6244 (Oi)
marcelo.trekkingpoa@outlook.com

Proprietário: Marcelo Santos

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Equipe Akatu – Sempre boa para um mundo melhor

Equipe AKATU

Buscamos a essência do nome “AKATU” que vem do tupi e significa, ao mesmo tempo, “semente boa” e “mundo melhor”. Juntamos os seus significados e  colocamos esse pensamento em todas as nossas atividade, com atitudes integras e verdadeira, buscando “semear” a idéia de que um mundo melhor vai nascer das sementes, boas que plantarmos o que identifica a nossa Missão: Semente boa Para um mundo melhor.

A corrida de aventura é uma das nossa paixões, assim como outras atividades esportivas e em meio a natureza, são nossos Objetivos: Participação de eventos esportivos e, corridas de aventuras, divulgação da equipe, apoiadores e patrocinadores, organização e promoção de eventos.

Contato: 

Site: www.equipeakatu.com

Membros da equipe:

Vicente Lima (Atleta)

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Facebook:Vicente Lima

(54) 9112 5851 (Claro)

(54 8155 9545 (TIM)

Gabriela Munaro Simionato (Atleta)

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Facebook: Gabriela Munaro Simionato

(54) 9174 2915 (Claro)

(54) 8155 9534 (TIM)

Luiz Antônio de Lima (Apoio)

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Calendário de Aventura 2017 :

Fevereiro

19/02 – Caminhada Salto Escondido

Março

19/03 – Caminhada 8 Cachoeiras

Abril

09/04 – Caminhada Nova Pádua

27 a 30/04 – Rally Argentina

Maio

21/05 – Caminhada 3ª Légua

Junho

11/06 – Caminhada Fortaleza

16 a 18/06 Expedição Inverno

Julho

16/07 – Caminhada Criúva

Agosto

20/08 – Caminhada Cadeinha

Para maiores informações clique aqui.

Indiada Buena – Aventuras

Indiada Buena – Aventuras

Site: www.indiadabuena.com.br

E-mail: indiadabuenabg@gmail.com

Facebook: Indiada Buena Aventuras

Instagram: @indiadabuena

Proprietário: Cristiano da Cruz

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Contatos: (54) 9173-7277 (Vivo) / (54) 9113-1417 (Claro)
Guia Credenciado CADASTUR: 23.024889.96-1
Relatos da Travessia Serra Fina:

Sol de Indiada – Eu curto uma aventura

 

A Sol de Indiada é uma empresa de aventuras dirigida por Evandro Luis Clunc, com sede em Caxias do Sul, no RS.

As aventuras da Sol de Indiada são caminhadas, rapéis, travessias e raftings, que são realizadas principalmente na região da Serra Gaúcha e Catarinense, mas há também viagens para outras regiões do Brasil e América do Sul.

Experiência:
– Curso Técnico de Guia de Turismo Regional – CCM
– Curso de Primeiros Socorros em Áreas Remotas – WFA
– Curso de Técnicas Verticais – SAMSEG
– Curso de Canoagem em águas Brancas – Mad Dogs Adventure Ecoturismo
– Curso de Resgate e Autoresgate – Mad Dogs Adventure Ecoturismo

– 11 anos participando de Corridas de Aventuras
– 4 anos conduzindo caminhadas pelo Brasil
– Organizador do Desafio Hard Cross

Dados da Empresa
Sol de Indiada Turismo
CNPJ: 20.026.379/0001-16
contato@soldeindiada.com.br

Site: www.soldeindiada.com.br

Proprietário: Evandro Luis Clunc
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Relatos escritos:

– Saiba como organizar a mochila cargueira