Curso de condutor nos Aparados da Serra

Nos dias 3,4,5,6 e 7 de Abril/2019 acompanhamos o curso Competências mínimas de Condutor para turismo de aventura no Parque Nacional de Aparados da Serra, ministrado pelo diretor Josemar Contesini.

Josemar Contesini, 45 anos, paulista dos Aparados da Serra e de Cambará do Sul – RS. Atuante como operador de ecoturismo e atividades de aventura. Consultor e Assessor das NBRs ISOs da ABNT de Ecoturismo e Turismo de Aventura. Instrutor, avaliador e condutor de Rafting da International Rafting Federation. Coordenador operacional na Empresa Aparados da Serra Adventure.

Josemar Contesini - Aparados da Serra

O curso tem como principal objetivo capacitar os participantes para a prestação de serviço nas atividades de Condutor de Turismo de Aventura, nivelar o conhecimento técnico, melhorar a qualidade e segurança dos serviços prestados, disseminar as boas práticas e estimular o interesse na aplicação dos requisitos da norma, preparando os participantes para futura certificação da conformidade ABNT NBR 15285 – Líderes de Ecoturismo e Turismo de Aventura – competências Mínimas de Condutor e Turismo de Aventura – Competência pessoal.

Com carga horária de 80 horas, o curso é realizado em sistema de imersão e metodologia da Educação Experiencial ao ar livre (aprendendo na prática)

Caso você tenha interesse em buscar essa capacitação no ramo do Turismo de Aventura, deixei aqui o contato direto com o Diretor do curso Josemar Contesini – (54) 9 9984-5766 para mais informações.

Curso Aparados da Serra

O curso começou na manhã do dia 3 de abril, o dia estava um pouco nublado, mas já mostrava sinais que iria abrir sol, o local escolhido para a primeira parte do curso foi dentro de uma área protegida pelo Parque Nacional dos Aparados da Serra, o local continha algumas cabanas e estrutura como água, luz e acomodações. Os participantes podiam escolher dormir dentro das cabanas ou em suas barracas.

Curso Aparados da Serra
Alunos no Aparados da Serra

Além do Diretor do Curso Josemar Contesini, havia mais 2 instrutores, sendo eles: Evandro Clunc e Théo Vieira Larratéa. O time de instrutores davam vida ao curso, fazendo com que os participantes se integrassem mais com o curso em si e com atividades propostas. Havia também no apoio para esse curso nós do site Trekking RS e a produtora Cine Travel.

A primeira parte do curso 1º e 2º dia continha aulas teóricas/práticas sobre inúmeros assuntos, desde o planejamento das atividades, logística, normas técnicas e boas práticas, o grupo participante era de aproximadamente 30 pessoas, para que o curso funcionasse da melhor maneira o Josemar dividiu a turma em quatro equipes de 5 pessoas, cada equipe teria uma função específica no andamento do curso.

Equipes formadas:

  • Equipe 1 – Responsável pela alimentação geral do curso;
  • Equipe 2 – Responsável pelos equipamentos gerais;
  • Equipe 3 – Responsável pelo bem estar de todos os participantes do curso;
  • Equipe 4 – Responsável pela limpeza e organização das áreas do curso.
Equipe de cozinha

Dentro do curso de Competências mínimas de Condutor de Turismo de Aventura, havia a possibilidade de conquistar também a certificação do Leave No Trace.

Leave no Trace na tradução livre significa “não deixar rastro”, isto é um manual de boas práticas que visa minimizar os efeitos da ação humana em parques, reservas, trilhas e outros locais da rotina outdoor.

Abaixo citamos os itens inclusos no livro Leave no Trace

  1. Planeje com antecedência e prepara-se;
  2. Caminhe e acampe em superfícies duradouras;
  3. Correto descarte de resíduos;
  4. Deixe o que encontrou;
  5. Minimize o impacto por fogueiras;
  6. Respeite a vida selvagem;
  7. Respeite os outros visitantes.
Leave no Trace - Aparados da Serra

Um dos assuntos abordados na aula do Leave no Trace, foi o “Shit Tube”, que nada mais é que um banheiro particular, onde cada pessoa deve levar junto consigo durante as trilhas. Em alguns parques no Brasil já é obrigatório o uso desse equipamento.

Todos as aulas teóricas e práticas tinham como objetivo facilitar a construção de uma das tarefas mais importante do curso, aquela que iria garantir a certificação dos participantes.

A tarefa dada era, montar uma travessia de trekking, com duração de dois dias, para um grupo de 35 pessoas, o local escolhido pelos instrutores era a borda norte do Cânion Fortaleza.

Para quem não conhece muito sobre a região dos Aparados da Serra, a borda norte do Cânion fortaleza é totalmente selvagem, por vias convencionais não é possível transitar nestas áreas ou fazer qualquer outro tipo de atividade, para que fosse possível o diretor do curso Josemar, conseguiu uma autorização especial com o ICMBIO, para que pudesse realizar a travessia durante os dias do curso.

As equipes formadas precisavam trabalhar em conjunto, para que todas as tarefas fossem cumpridas de acordo com o grau de exigência dos instrutores.

Grupo Aparados da Serra

Além da grande tarefa de realizar uma travessia de trekking em um local totalmente desconhecido pelos participantes, ainda havia muitas tarefas para serem realizadas individualmente por cada participante.

“Enquanto os participantes do curso se empenhavam ao máximo para cumprir as tarefas eu do site Trekking RS e o Lucas da empresa Cine Travel fazíamos nosso trabalho. Nós estávamos ali no apoio para relatar a experiência do curso, eu através de textos e imagens e o Lucas através de gravações para um filme que vai se chamar Trekking na Terra dos Cânions, ganhador do Concurso Interativo do Festival de Cinema de Gramado como Categoria Documentário de Turismo, que será lançado em breve no Youtube, fique de olho!”

Veja o teaser Trekking Terra dos Cânions

No final do segundo dia do curso, o grupo geral teve aulas teóricas e práticas de orientação e navegação através de bússola e cartas topográficas, o processo de aprender a se localizar já é complicado, imagine ter que guiar um grupo grande. Não é uma tarefa fácil!

Sunset Aparados da Serra
Barracas Naturehike
Céu estrelado nos Aparados da Serra

No terceiro dia, levantamos cedo a equipe responsável pela cozinha já preparava o café da manhã, as outras equipes já organizavam os materiais e equipamentos que seriam usados na expedição.

Por volta das 9:00 horas da manhã o transporte chegou, embarcamos nos veículos, que nos levou até o ponto de partida da expedição de trekking. Ao chegar, descarregamos todas as mochilas, a equipe responsável pelo planejamento explicou como seria o percurso, também foi acordado que a cada tanto tempo a equipe guiaria seria alterada, dessa forma todos os cursantes conseguiriam orientar um grande do grupo e aprender na prática esses ensinamentos.

Expedição pela borda Norte do Cânion Fortaleza

Alunos Aparados da Serra

Começamos a caminhar por uma estrada de terra que aos poucos some no meio dos campos de altitude, seguimos por meio destes até a borda do Cânion Fortaleza.

A primeira parada foi incrível, pois tínhamos a maravilhosa vista da Cascata do Tigre Preto em sua totalidade, atrativo esse que mede mais de 200 metros de altura, as águas cristalinas despencam pelos paredões do cânion até chegar no rio abaixo. A cascata é formada por inúmeras quedas ao longo de seus centenas de metros, uma vista majestosa, um privilégio estar ali contemplando aquela imensidão natural dentro do Aparados da Serra.

Trilha Aparados da Serra
Cachoeira do Tigre Preto - Aparados da Serra

O clima desse primeiro dia não era dos melhores, estava um pouco frio e caia levemente uma garoa, acompanhada de uma densa neblina que encobria boa parte do Cânion Fortaleza.

A medida que caminhávamos pelas bordas, notamos que a equipe que estava guiando o grupo, às vezes se perdia em meio a neblina densa, por causa do clima parávamos constantemente.

Trilheiros Aparados da Serra

A Borda Norte do Cânion Fortaleza nos Aparados da Serra é selvagem, parece que estamos caminhando em terras desconhecidas, em alguns pontos desse caminho víamos vestígios de um grupo de Javalis, isso gerou tensão aos participantes, pois estávamos muito longe de qualquer civilização. Mas seguimos em frente, caminhando por terras alagadas e bordas de cânion.

Lá por volta das 13:30 da tarde paramos para almoçar, a equipe responsável pela cozinha montou os “canopi” uma espécie de toldo, ali nos sentamos todos e fizemos o almoço.

Alunos Turismo de Aventura

Depois de almoçar, notei que não havia tanta neblina como antes, então fui até a borda para tentar captar umas imagens legais, de lá era possível ver boa parte da imensidão do Cânion Fortaleza, com seus paredões verticais, em algumas partes o verde da vegetação contrastava com um pouco de neblina que ainda estava em meio ao cânion.

Cânion Fortaleza - Aparados da Serra
Aparados da Serra

Fotografei por alguns minutos e aí retornei ao local onde estava o grande grupo, dali em diante, colocamos a mochila nas costas e seguimos caminhando, levando chuva na cabeça e atolando os pés até a canela de tanto barro que havia nos campos alagados.

Por volta de 17:30 chegamos ao acampamento, a equipe que estava guiando falou que ali seria o local de acampamento, mas algo me dizia que não seria tão bom acampar ali, pois havia uma certa inclinação no terreno, esse local também continha uma pequena vegetação de um lado e do outro, o local escolhido para montar as barracas seria bem no meio destas duas vegetações. Mesmo sem enxergar direito, notei que ali poderia ser um corredor por onde os ventos passariam durante a noite.

Acredito que o Evandro Clunc também notou isso, e logo se prontificou a ir procurar um local melhor para passarmos a noite. Passado aproximadamente quinze minutos, retornou ao grupo, dizendo que tinha encontrado um ótimo lugar.

O grupo todo estava cansado, molhado e embarrado, queriam apenas ficar ali e não fazer mais nada. Mas o Evandro insistiu tanto, que o grupo aceitou caminhar mais uns 10 minutos no escuro e embaixo de chuva até o próximo local.

Este segundo local era perfeito em relação ao anterior, pois era semi-plano e possuía uma grande vegetação, isso auxiliaria com os ventos fortes da noite, o local também estava localizado as margens de uma vertente e um córrego de água, o que ajuda muito quando estamos em um grande grupo.

Logo escolhi um local plano para montar a barraca, só que tínhamos todos um problema na hora de armar as barracas, estava chovendo e não tinha cara de que iria parar.

A equipe destinada ao planejamento, reuniu todos os participantes e dividiu as tarefas. A equipe de cozinha iria junto com os instrutores escolher um local seguro e contra ventos para montar os “canopi” e assim fazer o campo base de toda a expedição. As outras equipes ficariam auxiliando todos a montar as barracas.

Eu e o Ulisses começamos a montar a barraca e em menos de 5 minutos já estava montada e fixada ao solo. Então arrumamos nossas coisas dentro e começamos ajudar os outros participantes.

Depois de tudo montado, todos os participantes nos reunimos no campo base em baixo dos Canopi, a chuva não dava trégua, o diretor do curso Josemar, decidiu que enquanto a equipe da cozinha fazia o jantar, o restante faria um relatório geral sobre o primeiro dia de travessia.

Canopi - Naturehike

Como as condições do clima só pioravam e não podia fazer fotografias em ocasião da escuridão e do mau tempo, conversei com os instrutores e fui para a barraca descansar um pouco até a hora do jantar.

Quando estava no horário um amigo veio lá me chamar, a comida estava ótima, jantei e fiquei ali por mais algum tempo. O céu estava um pouco nublado, mas não chovia, então retornei a barraca e fui dormir.

Na manhã do quarto dia de curso e segundo da expedição, o dia amanheceu chovendo e parecia que não iria melhorar.

O Instrutor Josemar pediu que todos desmontassem as barracas e deixasse as mochilas prontas para sair, as aulas do curso no entanto iriam acontecer embaixo dos canopi´s improvisados na área da cozinha.

“Desmontar as barracas na chuva, sem molhar ela por dentro é uma arte, tarefa essa que você só aprende na prática” No meu caso estava com a barraca Mongar 2 Ultralight que proporciona desmontar por partes,o que facilita muito em situações desse tipo. Para entender como isso funciona, acesse este link.

Imagine um grupo de trinta pessoas embaixo de dois canopi´s de cerca de 4m cada um, mais todas as mochilas cargueiras, não tínhamos espaço nem para sentar. Neste momento conversei com os instrutores do curso e sugeri montar a minha barraca novamente apenas com o sobre teto e as varetas, e colocar as mochilas todas dentro, assim teríamos mais espaço para as aulas embaixo dos canopi´s.

Feito isso, estávamos um pouco mais confortáveis para ter as aulas, o Josemar explanou alguns pontos importantes que aconteceram no primeiro dia da expedição, pediu para as equipes organizarem o percurso que iriamos fazer até chegar no ponto onde poderíamos chegar nos carros de apoio.

Os outros instrutores e nós ficamos ali conversando e tomando um chimarrão quente, café e comendo algumas coisas que tinham sobrado do café da manhã.

Hora do café

As aulas continuaram por mais algum tempinho, mas chovia tanto que os canopi´s já estavam acumulando água na parte de cima, lembro de usarmos bastões de caminhada erguidos para não deixar empossar e também para retirar a água que em alguns pontos empossava.

Estávamos em uma situação complicada ali daquele jeito, em uma breve reunião com todos os participantes, resolvemos em conjunto sair dali e caminhar até os carros de apoio. Grande parte dos alunos estavam com as mochilas molhadas, sem roupas secas e com frio.

Cada participante pegou sua mochila, pôs nas costas, eu desmontei a barraca novamente, pus na mochila e começamos a caminhada. Se orientar era complicado, imagine ter que guiar aquele grupo até os carros.

Uma das equipes se prontificou a guiar todos os participantes, seguimos por umas 3 horas aproximadamente entre campos encharcados, e estradas semi alagadas até que chegamos em um ponto crítico.

Esse ponto crítico era o caminho errado, quase que 100% dos participantes estavam molhados, com as mochilas molhadas/pesadas e com muito frio. A comida tinha acabado, todos só queriam sair dali o mais rápido possível, mas nenhum aluno/equipe conseguia achar uma solução eficaz para o problema.

O curso de Competências Mínimas de condutor leva os participantes quase ao extremo psicologicamente e fisicamente falando, testa na prática a resistência individual de cada participante e a tomadas de decisões.

Não tinha visto em nenhum outro curso sobre turismo de aventura algo assim, acredito que levar os alunos ao extremo em um ambiente controlado é a melhor maneira de fazer os participantes aprenderem sobre turismo de aventura, como ser um guia responsável e como tomar boas decisões em situações adversas.

Treinamento com Bussola

Enquanto os instrutores conversavam a respeito do que seria feito, os alunos estavam exaustos, alguns chegavam a tremer de frio. Imagine um grupo de 30 pessoas paradas no meio do nada pensando em soluções. Alguns participantes começaram a cantar, fazer exercícios para manter o corpo aquecido.

Alunos Aparados da Serra

A decisão dos instrutores era que, o Evandro Clunc guiasse todos até os veículos, logo o Evandro reuniu todos a sua volta e passou as seguintes considerações. “Iríamos caminhar por cerca de 1:30 sem parar, mantendo o ritmo, isso faria com que chegássemos rápido aos veículos e com o corpo quente.

Seguimos um atrás do outro em fila indiana, a chuva cai forte e não tinha cara de que iria parar, os campos totalmente alagados, as estradas pareciam rios.

Em alguns trechos a água em cima das estradas alcançava as nossas coxas, seguíamos em ritmo constante, até que em algum momento tivemos que parar e esperar boa parte do grupo. Enquanto esperávamos o grande grupo se formar novamente, fazíamos exercícios para manter o corpo aquecido.

Caminhamos por mais alguns minutos até ver ao longe duas vans, lembro-me de ficar feliz de saber que tínhamos chegado ao destino, conforme a galera foi avistando os veículos, começaram a caminhar mais rápido.

Entramos nas vans e seguimos até as cabanas, onde estava montada toda a estrutura do curso. Chegamos nas cabanas já era noite.

Após todos trocar as roupas molhadas por secas, a equipe da cozinha já tratou de começar o jantar, e as outras equipes organizavam os materiais e equipamentos nas cabanas.

A noite desse quarto dia de curso, foi tranquila, não teve aulas propriamente ditas, apenas algumas conversas e planejamentos para o dia seguinte. Depois do jantar todos nós fomos dormir dentro das cabanas.

Último dia de curso

Levantamos logo cedo, o dia estava cinzento e caia uma leve chuva, após o café da manhã, reunimos todos os nossos equipamentos e colocamos dentro dos nossos carros. Dali seguimos em direção ao Cânion Itaimbezinho, onde seria finalizado o curso lá.

Ao chegar no parque o Josemar organizou uma breve aula dentro da sede dos Aparados da Serra e deu a última tarefa do curso de competências minimas de condutor de Turismo de Aventura, a tarefa seria: Todas as equipes teriam que guiar o grupo pelas trilhas do Cânion Itaimbezinho, abordando assuntos como fauna, flora e geologia do local.

Sede dos Aparados da Serra
Cânion Itaimbezinho - Aparados da Serra

Durante a trilha na parte de cima do Cânion Itaimbezinho – Aparados da Serra, as equipes designadas com as tarefas iam explicando detalhes sobre a história, geografia, flora e fauna pertencentes ao caminho que andávamos.

Flora Aparados da Serra

Paramos em um dos mirantes para fazer uma foto final, com todos os participantes, todos estavam felizes e sorridentes.

Alunos do Curso competências mínimas de condutor - Aparados da Serra

Caso você tenha interesse em buscar essa capacitação no ramo do Turismo de Aventura, deixei aqui o contato direto com o Diretor do curso Josemar Contesini – Aparados da Serra (54) 9 9984-5766 para mais informações.

Tornozelo, como evitar torções

Se você é caminhante ou aventureiro, costuma fazer inúmeras trilhas no fim de semana, então com certeza já deve ter passado por algumas situações de torcer ou quase torcer o tornozelo.

De acordo com o estudo “An epidemiological survey on ankle sprain”, a entorse de tornozelo é uma das lesões mais comuns no mundo esportivo e ocorre, normalmente, de forma traumática, devido à inversão excessiva (quando o pé vira para fora bruscamente) do pé durante a realização de atividades cotidianas, como andar, correr ou saltar. Na maioria dos casos a entorse não causa grandes danos às articulações, mas pode deixar o pé sensível durante o contato com o solo e gerar fortes incômodos. Mesmo assim, é importante fazer a avaliação do tornozelo com um especialista para verificar a existência de estiramento ou ruptura dos ligamentos agregados à região.

tornozelo

Eu já percorri centenas de trilhas durante 20 anos de atividades e posso lhes dizer com clareza como não torcer o seu tornozelo na trilha, pois em todas as vezes que saí para o meio natural, nunca sofri nenhuma lesão ou torção de algum membro. Alguns podem dizer que isso é sorte, eu no entanto digo que é prudencia.

Não há uma fórmula mágica para evitar torcer o tornozelo na trilha, mas há alguns cuidados que podemos tomar antes e/ou durante as atividades, diminuindo consideravelmente o risco de acidentes.

Dicas básicas para evitar torções de tornozelo

  • Conheça o caminho que irá percorrer ou então busque informações sobre o relevo e a geografia do local, afim de saber se a alguns obstáculos em meio à trilha.

Ao irmos conhecer uma cachoeira, tomar banhos de rios ou até mesmo trilhar nas montanhas, precisamos estar sempre atentos ao terreno que iremos caminhar, saber colocar o pé e afirma-lo entre uma raiz de árvore e algumas pedras do caminho, podem ser o diferencial para uma boa caminhada.

  • A escolha do calçado apropriado para cada tipo de terreno poderá evitar alguns acidentes

Um dos principais erros na hora da escolha do seu calçado para trilha é escolher aquele tênis/bota muito usado, as vezes rasgado ou descolando.

Torção de Tornozelo

Entenda que na trilha você terá que usar um calçado confortável, robusto e que deixe o seu pé o mais firme possível, ao atravessar um rio, nunca retire seu calçado, pois em leitos de rios não enxergamos muito bem o que tem, as pedras geralmente são lisas, se caminhar de pés descalços poderá torcer ou até mesmo tropeçar.

Veja qual calçado escolher para a sua trilha, usar tênis adequado ou bota robusta pode ser um grande diferencial para um passeio inesquecível.

  • Amarrar o calçado adequadamente dará maior firmeza ao seu pé, garantindo assim, melhor estabilidade e segurança ao pisar.

Alguns tênis possuem sistemas de amarração muito úteis para se usar em trilhas, os tênis da marca francesa Salomon são exemplos disso, estes tênis contam com um sistema de amarração muito robusto e fácil ajuste, veja o vídeo abaixo:

Para não estender ainda mais este texto, deixei a amarração das botas de trekking para outro post, assim detalhando cada item, para que você entenda de maneira simples como amarrar a sua bota de maneira fácil, rápida e segura, continue lendo…

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Mountain Series

Projeto Mountain Series não é apenas um evento de trilhas, mas sim uma experiência única, possibilitando aos nossos clientes vivenciar, alcançar e superar desafios.

Entretanto como já diz o nome, vamos trilhar inúmeras montanhas em sequência, caminhos que levam até os cumes mais altos do país, em alguns dias.

Unindo diversas atividades como: trekking, caminhada, escalada, rapel, acampamentos, hospedagem em refúgios de montanha, viagens de carro (road trip), fazem do Mountain Series um projeto grandioso.

Cumes Mountain Series

Cumes Mountain Series

O que mais chama a atenção no Mountain Series é o fato de você poder vir juntamente conosco em todos esses destinos, ou apenas participar de um evento ou outro. A escolha é sua!

Primeiramente faremos uma Road Trip – Viagem de carro, saindo do Rio Grande do Sul até a região sudeste do Brasil, onde se concentram a maioria dos cumes. Alguns deles são isolados, outros fazem parte de travessias de 1 a 4 dias.

Desafio Mountain Series

A nossa primeira travessia começara pela Serra da Mantiqueira, mais precisamente na Serra Fina, depois iremos ao Parque Nacional de Itatiaia, Escalavrado, Pico da Bandeira, Serra dos Órgãos, Pedra do Baú e por fim ao Parque Estadual Turístico Alto da Ribeira – Petar.

Todas esses destinos em um curto período de tempo fazem com que os participantes tenham um ótimo preparo físico e mental, por isso organizamos uma série de treinos específicos de força e resistência, para que você treine seu condicionamento físico. Veja aqui como funciona estes treinos.

Como posso me inscrever no Mountain Series

Há duas maneiras de você se inscrever no Mountain Series, a primeira delas é clicando nos eventos logo abaixo ou entrando em contato direto via Whatsapp 54 99117-9771, falar com Evandro Clunc.

A travessia mais difícil do Brasil
Serra Fina
31/ago à 7/set de 2019

A travessia mais difícil do Brasil

É aventura de verdade! Serão 4 dias de trekking com um nível de dificuldade que não é para iniciantes. São 3 pernoites na Montanha (selvagem mesmo) e 2 outros pernoites em um Hostel de Montanhistas… As grandes dificuldades, de fato, são a navegação, o terreno extremamente acidentado e a escassez de água ao longo do caminho, o que obriga os trekkers a levar peso extra na mochila depois de cada ponto de abastecimento.

Vem com a gente
O primeiro Parque Nacional do Brasil
Travessia Itatiaia
09 à 13/SET/2019

O primeiro Parque Nacional do Brasil

Vamos fazer a Travessia da Parte Alta do Itatiaia e mais uma descida de Serra chamada de: Travessia Ruy Braga como também é conhecida! O Parque Nacional do Itatiaia (PNI) é o Primeiro Parque Nacional do Brasil, criado em 14 de junho de 1937 (82 anos). O nome Itatiaia é de origem Tupi e significa: penhasco cheio de pontas, pedra pontuda. No interior do Parque encontram-se alguns dos picos mais altos do Brasil, beirando os 2800 metros de altitude.

Vem com a gente
Parque Nacional do Itatiaia
Travessia Ruy Braga
14/SET/2019

Parque Nacional do Itatiaia

Vamos fazer a Travessia da Parte Alta do Itatiaia e mais uma descida de Serra chamada de: Travessia Ruy Braga como também é conhecida! O Parque Nacional do Itatiaia (PNI) é o Primeiro Parque Nacional do Brasil, criado em 14 de junho de 1937 (82 anos). O nome Itatiaia é de origem Tupi e significa: penhasco cheio de pontas, pedra pontuda. No interior do Parque encontram-se alguns dos picos mais altos do Brasil, beirando os 2800 metros de altitude.

Vem com a gente
Parque Nacional da Serra dos Órgãos
Escalavrado
15/set/2019

Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Está localizada no PARNASO (Parque Nacional da Serra dos Órgãos). O Parnaso é o terceiro Parque Nacional mais antigo do País, criado em 30 de novembro de 1939 (79 anos). O Escalavrado é considerado uma caminhada semipesada com duração que pode variar de 2,5 a 3,5 horas. O cuidado neste local deve ser redobrado, pois grande parte da trilha é exposta. Um caminho na Rocha, onde vamos utilizar equipamentos de vertical por segurança e basicamente é só subida! Porém com uma distância de aproximadamente 4000 metros entre Ida e Volta.

Vem com a gente
Terceiro mais alto do Brasil
Pico da Bandeira
17/set à 18/set/2019

Terceiro mais alto do Brasil

Localizado na Serra do Caparaó, na divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, o Parque Nacional do Caparaó é um dos ícones do montanhismo no Brasil e abriga o terceiro ponto mais alto do País. O Pico da Bandeira, que tem 2.891 metros de altitude, mas vem seguido de perto do Pico 2 ou Pico do Cruzeiro, com 2.852 metros, o Pico do Calçado com 2.849 metros e o Pico do Calçado Mirim com 2.818 metros. Logo mais abaixo fica o Pico do Cristal, com 2.770 metros que fica exclusivamente em território mineiro. Serão 3 dias de trekking com um nível de dificuldade que não é para iniciantes.

Vem com a gente
Parque Nacional Serra dos Órgãos
Travessia Petro x Tere
20 à 22/set/2019

Parque Nacional Serra dos Órgãos

A Travessia Petrópolis Teresópolis ou Petro x Tere como também é conhecida! É considerada a travessia mais bonita do Brasil. Está localizada no PARNASO (Parque Nacional da Serra dos Órgãos) em meio a exuberância da Mata Atlântica entre as cidades serranas de Petrópolis, Guapimirim e Teresópolis. Com muitas subidas e descidas íngremes é considerada uma caminhada difícil e possui cerca de 30 km ligando os municípios de Petrópolis e Teresópolis. Geralmente é realizada em três dias.

Vem com a Gente
Bauzinho, baú e Ana Chata
Travessia Pedra do Baú
23 e 24/set/2019

Bauzinho, baú e Ana Chata

O Roteiro foi chamado carinhosamente por nós de Volta da Pedra do Baú, passa em meio de Trilhas pela mata, subindo e descendo Vias Ferratas fixadas na Rocha Gnaissicas da Serra da Mantiqueira exatamente por: Bauzinho, Pedra do Baú e Ana Chata. Localiza-se no município de São Bento do Sapucaí, estado de São Paulo, Brasil. O ponto culminante é a Pedra do Baú (altitude de 1964 metros), conhecido por abrigar algumas rotas de escalada esportiva.

Vem com a gente
Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira
Petar
25 e 26/set/2019

Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira

O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) é considerado uma das Unidades de Conservação mais importantes do mundo. É considerado hoje um patrimônio da humanidade, reconhecido pela UNESCO. Vamos explorar o Núcleo Santana! Lá vamos conhecer: – A Caverna de Santana, -A Trilha do Betari (Caverna Água Suja, Caverna do Cafezal e cachoeiras das Andorinhas e do Beija-flor) – E a trilha do Morro-Preto Couto (Caverna do Morro-Preto, cachoeira do Couto e Caverna do Couto).

Vem com a Gente

Investimento

 Aqui vai uma dica muito interessante! Como estaremos organizando os eventos em sequência isto é, um após o outro, vale muito a pena você se inscrever em mais de um evento, pois isso diminui gastos de deslocamento, fazendo você poupar um bom dinheiro e conhecer mais destinos.

Por participar do Mountain Series, você ganha descontos especiais na compra de qualquer equipamento outdoor na loja Patos do Sul/RS – Entregas para todo o país.

Curtlo BR

Nossa equipe

Nosso time é formado por 4 (quatro) pessoas, sendo 2 (dois) guias de montanha, 1 (um) fotógrafo e 1 (um) especialista em Marketing Digital/Suporte.

Faremos uma cobertura online do Mountain Series aqui no site, comunicando também nas mídias sociais onde somos atuantes;

Teremos uma equipe profissional de fotografia e filmagem com drone, com edições diárias no evento e publicações ao vivo nas  mídias sociais;

Postagens semanais aqui no site e na Sol de Indiada, com o intuito de relatar a experiência obtida pelos participantes durante cada evento.

Se você gostou do nosso projeto, então comente aqui embaixo, compartilhe com seus amigos e venha encarar esse desafio com a gente!

Trekking Pico do Tabuleiro

A trilha do Pico do Tabuleiro está dentro do território do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro que é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza, com território distribuído pelos municípios catarinenses de Florianópolis, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas, São Bonifácio, São Martinho, Imaruí e Paulo Lopes.

Com uma área de 84 130 ha, Serra do Tabuleiro é a maior unidade de conservação de proteção integral do estado de Santa Catarina.

Origem: Wikipédia

As montanhas estão chamando e eu tenho que ir.

Essa foi mais uma daquelas pequenas aventuras que, de tempos em tempos, acontece de modo espontâneo. Sem grandes alardes ou planejamentos, bastando apenas um convite curto e grosso.

Durante uma tarde de trabalho no mês passado, entre uma tarefa e outra dos meus plantões, “pipocou” na minha telinha, uma notificação de mensagem.  Pensando eu que se tratava de mais alguma tarefa de trabalho, ao abrir a mensagem, fui surpreendido com um “Vamos subir o Tabuleiro?”. Era o convite do Fábio Almeida, que para quem não sabe, é o cara que faz acontecer o Pedal Nativo (site de cicloturismo e afins).

Sabendo do destino, a data e também quem estaria na empreitada, topei de imediato.

Estava formada então a trupe inédita: Fábio AlmeidaMário Nery e eu.

Sábado, dia 15 julho.

Coloquei o relógio para despertar bem mais cedo do que estou acostumando acordar. O plano era pegar o ônibus bem cedo e encontrar meus camaradinhas em Floripa e de lá, numa curta viagem de carro de pouco mais de uma hora, chegar ao ponto zero que fica junto do maneiríssimo Café do Tabuleiro.

Trilheiros no Tabuleiro

Ao chegarmos ao Café do Tabuleiro, por volta de 11 horas, sem demora, pegamos nossas mochilas cargueiras e entramos na trilha que começa ali mesmo.

A trilha e eu já éramos conhecidos. Em 2015, junto com mais dois amigos, fizemos em quatro dias a duríssima e até então quase desconhecida Travessia da Serra do Tabuleiro. (Quer saber como foi essa empreitada? clique aqui).

Uma longa subida em meio ao bambuzal

A trilha de um modo geral, não apresenta dificuldades técnicas, porém pode surpreender tornando-se um desafio bastante desgastante se a vegetação estiver alta e fechando o caminho. Daí é aquela coisa que só sabe quem já fez um clássico vara mato com uma mochila cargueira nas costas sendo agarrada quase que o tempo todo pelos bambuzinhos infernais.

O lado bom da trilha fechada é que podemos dizer que aproximadamente 80% do caminho está abrigado do sol. Isto é um grande alívio.

O tempo de caminhada varia bastante. Depende além das condições da trilha, do condicionamento físico e da carga que se está levando para o alto. Em média, a subida com cargueiras, leva algo entre quatro e seis horas. Sem carga, acredito que três horas são suficiente para alcançar o topo sem correria.

Iniciamos nossa subida tarde. Passava das onze horas, mas sabendo que tínhamos tempo de luz suficiente para chegar ao nosso objetivo, engatamos uma marcha lenta, pois apensar do inverno estar batendo na porta, o dia estava bastante quente, sendo assim, deveríamos administrar bem o consumo de água uma vez que só existem pontos de captação do precioso líquido no início da trilha.

Backpacker Tabuleiro

A alta temperatura, o peso das cargueiras e as datas de expedição das certidões de nascimento dos membros da trupe, foram as garantias da “sofrência”. Tal situação obrigava que em vários momentos déssemos pequenas paradas para tomar um ar, baixar a frequência cardíaca e beber alguns goles de água, antes que alguém tivesse um troço, ou um treco ou até mesmo um piripaque e com isto, fossemos obrigados a acionar o S.O.S no rastreador Spot. kkkk

Depois de percorrer pouco mais de seis quilômetros, em mais de cinco horas de trilha, o caminho estava abrindo e finalmente estavam superados os mais de mil e cem metros de subida.

Pico do Tabuleiro

Restava ainda por volta de uma hora de luz natural. Aproveitamos para descansar um pouco, comer algo e montarmos o nosso acampamento e logo em seguida, aproveitar um dos momentos altos de nossa pequena aventura de final de semana: um fantástico pôr do sol por detrás da Serra do Tabuleiro.

Camping Tabuleiro

Sob o céu que nos protege

Após apreciarmos uma espetacular viração do dia, a noite prometia ser boa. A ausência de vento e a temperatura agradável, foram a nossa garantia de um jantar saboroso e com um bate papo divertido sentados no chão, sob as estrelas e iluminados pela lua quase cheia.

Depois do momento relax total, e estando todos muito bem alimentodos com um saboroso prato de montanha preparado pelo chef Nery, era chegada a hora de recolher. O cansaço do dia de trilha e o friozinho ameno fizeram a turma dispersar, indo cada um para a sua barraca.

Cozinha de camping

Ainda ficamos de conversa fiada e rindo das câimbras que se manifestavam em alguns integrantes deste fabuloso time de aventureiros.

A noite foi longa, silenciosa e tranquila. Lembro-me de ter acordado algumas vezes com a claridade da lua iluminando a barraca. Nada que me impedisse de ter um bom descanso numa noite impecável no hotel um milhão de estrelas.

Camping Tabuleiro

Domingo, 16 de julho.

Pro dia nascer feliz

Por volta das seis horas, ainda bem escuro, escutei o barulho de um zíper de barraca abrindo e uma movimentação ao redor do nosso acampamento. Era o Mário que foi o primeiro corajoso a sair do conforto do saco de dormir para assistir ao sol nascer.

Após enrolar alguns minutos, e vendo um pequeno romper de claridade, também tomei coragem para sair da barraca. Não estava muito frio.

Serra do Tabuleiro

Calcei minhas botas, peguei minha câmera e fui ao encontro do Mário. Não demorou muito e o Fábio logo se juntou com ao grupo no ponto mais alto para assistirmos o espetacular show de cores que foi o nascer do sol naquela manhã de domingo.

Assim que o sol se ergueu no horizonte, dando-nos bom dia, voltamos ao acampamento para preparar o café e espantar de vez o sono e a preguiça.

Com a cafeína correndo no sangue, tratamos de desmontar o circo e pegar o rumo do nosso caminho de volta.

Pra baixo todo santo ajuda. Or not

A longa caminhada até o Café Tabuleiro, durou mais de quatro horas. O calor, a falta de água e a combinação do peso da mochila cargueira com a descida que parecia interminável, fez com que déssemos algumas paradas para descansar.

Ao chegar ao ponto de água, fizemos uma parada longa para hidratar, mastigar alguns biscoitos e dar uma refrescada. Faltava pouco agora.

Depois de matar a sede e descansar um pouco, demos jeito de fazer aquele esforço final.

Com pouco mais de meia hora, já estávamos novamente no Café Tabuleiro. Colocamos nossas mochilas no carro e fomos rapidamente saborear aquela tão sonhada Coca-Cola gelada e bater papo divertido com o pessoal do café.

Após nos despedirmos do pessoal do Café, seguimos direto para a casa do Fábio, onde ainda rolou um churrasquinho de confraternização. Mas isso já é outra história. kkk

Fim.

Dicas:

– A melhor época do ano é outono e inverno;

– O Café Tabuleiro possui estacionamento seguro ao custo de R$ 10,00;

– Use roupas compridas;

– Leve toda a água que irá precisar;

– A trilha, embora bem nítida, não possui nenhuma marcação. Tenha atenção;

– A trilha exige muito esforço. Esteja bem preparado fisicamente.

Mínimo Impacto

1 Planeje com antecedência sua aventura;

2 Caminhe na trilha;

3 Leve seu lixo embora;

4 Deixe tudo como encontrou;

5 Não faça fogueiras;

6 Respeite a vida selvagem;

7 Seja cordial com outros visitantes.

Veja também outros destinos em Santa Catarina/Brasil

sacos de dormir

Como escolher um saco de dormir

Essa é uma pergunta que muitas pessoas me fazem e por isso resolvi criar uma postagem específica sobre sacos de dormir.

A primeira coisa que você deve levar em consideração na horas de escolher o saco de dormir ideal, é saber para qual atividade você pretende usa-lo. Geralmente todas as pessoas respondem a mesma resposta! Quero um saco de dormir que seja bom para tudo.

Sabemos que não existe produto no mundo outdoor que supra todas as nossas exigências e necessidades, seria ótimo se tivéssemos condições de ter inúmeros sacos de dormir, para diferentes aplicações. Mas geralmente não temos essa condição para tanto.

Abaixo explico as principais diferenças entre os sacos de dormir existentes no mercado, desde seus diversos formatos,materiais, temperaturas, tamanhos e medidas, tudo bem detalhado para que entenda um pouco mais sobre o assunto. Dessa forma na hora de analisar entre um modelo e outro você consiga escolher qual é o melhor para a sua aplicação!

Tipos de sacos de dormir

Dormir

Existem basicamente três tipos de sacos de dormir no mundo outdoor, sendo eles:

O Mumia (sarcófago), estes é mais leve e produz mais aquecimento, mais estreito nos pés do que nos ombros, possui capuz e cordas de ajustes, no entanto é o que mais impede o movimento corporal (mais usado hoje no mundo).

O Retangular, este não são desenhados para moldar o corpo, conservam menos calor, ocupam mais espaço dentro da mochila, pesa mais, é mais barato.

Dormir

O Semi Retangular, este é mais afunilado que o modelo retangular, mas não tão junto como o sarcófago, possui boa liberdade de movimentos, mas deixa a desejar na geração de calor.

Sintéticos ou Plumas, qual escolher?

Sacos de dormir de fibra sintéticas

  • Ideal para seu usado em lugares úmidos;
  • Ideal para uso no Brasil;
  • São mais baratos em relação aos de penas;
  • Mantém 70% do aquecimento se estiver molhado;
  • Possui secagem rápida;
  • Mais pesado e com menor taxa de compressão;
  • Leva mais tempo para aquecer o usuário;
  • Não evapora a umidade do corpo.

Sacos de dormir de plumas

  • Ideal para em regiões frias no Brasil e atividades de alta montanha;
  • Proporciona alto nível de aquecimento;
  • Baixo peso e alta compressão;
  • São mais caros;
  • Possui vida útil maior, se bem cuidado;
  • Trasporta bem a umidade do corpo para fora;
  • Não aquece bem quando molhado;

Outras considerações feitas pelo amigo Mario Nery

Mas como se dá o aquecimento? O aquecimento proporcionado pelo saco de dormir funciona através de um processo de retenção do ar quente entre os filamentos das penas – o mesmo acontece com algumas fibras sintéticas. A diferença entre o sintético e a pena de canso está no fato de que a pena tem uma capacidade de retenção maior, principalmente as penas de alta qualidade.

Os sacos tem uma porcentagem de mistura das penas, que deve ser sempre mais alta na quantidade de penas de ganso e menor na quantidade de outras penas. A porcentagem ideal desta mistura fica em 90/10, ou seja, 90% para penas de ganso e 10% para outras penas menores. Outras porcentagens como 70/30 ou 50/50 representam sacos com menor capacidade de aquecimento e custo mais baixo!

Temperaturas dos sacos de dormir

Em boa parte dos sacos de dormir você encontrará faixas de temperatura que são expressas por, temperatura de conforto, limite e extremo. Para que você entenda cada uma delas vou explicar separadamente abaixo:

Temperatura de Conforto

Temperatura de conforto nada mais é que a temperatura que você se sente confortável e dorme muito bem na sua cama em sua casa.

Temperatura Limite

Essa temperatura indica que você está em seu limite de aquecimento, isso é, que você precisará dormir com algumas roupas para se sentir aquecido.

Temperatura Extrema

O seu nome já diz tudo, é uma condição extrema de aquecimento corporal, nesses casos você precisará usar muitas camadas de roupas para se manter aquecido e assim conseguir dormir.

Quando for adquirir um saco de dormir, sempre opte por produtos que tenham as faixas de temperatura inseridas nos produtos, isto te dará uma segurança a mais.

Vale mencionar aqui também que as marcas Deuter e The North Face fazem testes em laboratório para certificar seus sacos de dormir que são seguros e atendem os requisitos e conformidade com as normas europeias.

Tamanhos e medidas

Dormir

Você sabia que existem sacos de dormir para homens e mulheres, isto porque em uma pesquisa científica já comprovada, dizem que uma mulher sente mais frio que um homem em um valor de aproximadamente 5°C.

Geralmente a principal diferença entre os sacos de dormir de homens e mulheres é o seu tamanho, isso porque os femininos precisão ser mais justos para poder oferecer um maior poder de aquecimento.

Quanto menos bolsões de ar tiver entre o corpo do usuário e o saco de dormir, mais ele manterá o aquecimento corporal.

Pensando nisso muitos fabricantes desenvolvem sacos de dormir para cada gênero, com medidas diferentes entre um e outro. Algumas marcas usam a sigla “SL” para determinar a diferença de tamanhos, sendo estes menores que os normais.

Sacos de dormir indicados

Dormir

Abaixo mostrarei alguns sacos de dormir que considero bons para usar em suas atividades.

1- Saco de dormir sintético Dream Lite 500 Deuter, um saco de dormir super pequeno e leve, perfeito para ser usado em climas amenos, com temperaturas entre 13ºC e 10ºC.

sacos de dormir

Pesa aproximadamente 600 gramas, sendo uns dos mais leves do mundo, possui o valor de R$ 450,00 em média

2- Saco de dormir Sintético Super Pluma Gelo Trilhas e Rumos é indicado para temperaturas de até -15ºC, construído em nylon ripstop e nylon acetinado.

sacos de dormir

Pesa aproximadamente 2,160 kg e possui valor aproximado de R$ 390,00.

3- Saco de dormir Astro Pro 400 Deuter, construído com plumas de ganso 90/10 com fill power de 650 cuin, sua capacidade térmica é de: conforto +2ºC, limite -4ºC e Extrema -20°C.

sacos de dormir

Pesa aproximadamente 1.040 gramas e possui valor aproximado de R$ 1.599,00.

4 – Saco de dormir The North Face Inferno é ideal para expedições a locais com temperaturas extremas. Ele faz parte da coleção Summit Serie.

sacos de dormir

O Inferno tem isolamento térmico em plumas de ganso 850 fill down, formato sarcófago, para proporcionar o máximo de conforto, e capacidade para suportar bem temperaturas de até -40ºC.

sacos de dormir

Pesa aproximadamente 1.758 gramas e possui valor aproximado de R$ 3.990,00.

Conclusão

O saco de dormir é um equipamento essencial para a maioria das atividades que envolve pernoite em albergues ou barracas, no caso do uso em um acampamento você deve escolher produtos de qualidade, pois são estes equipamentos que farão você ter uma boa noite de sono.

Nas regiões frias do Brasil como na Serra Catarinense e no alto da Mantiqueira é comum pegarmos temperaturas negativas nos acampamentos, invista em um bom saco de dormir, a qualidade e a segurança de bons produtos garantem que a sua aventura seja satisfatória, porque afinal, ninguém quer passar frio durante uma viagem ou qualquer perrengue em ocasião da condição climática.

Espero que este texto tenha lhe proporcionado um pouco mais de conhecimento sobre o assunto, assim na hora de escolher o seu primeiro saco de dormir ou o próximo, você escolherá pela sua especificidade e não apenas pelo seu valor monetário!

mochila Osprey Talon

Mochila Osprey Talon 44 L

Hoje apresento a vocês a avaliação completa da mochila Osprey Talon 44L, vou mostrar aqui todos os detalhes desse produto que é uma das mochilas mais leves do mundo em sua categoria.

A mochila Osprey Talon 44L é destinada para uma série de atividades como: trekking, hiking, escalada e montanhismo em geral.

Características da mochila

  • Medidas: S/M – 62 x 30 x 33 cm | Peso: 1,02 kg | 42L
  • Medidas: M/G – 67 x  30 x 33 | Peso: 1,105 kg | 44L
  • Material: Naylon mini shadow + 70D x 100D e Nylon 420HD
  • Barrigueira BioStrech
  • Estrutura LightWire ™, leve, confortável e resistente
  • Alças BioStrech, com ajuste de altura
  • Sistema para hidratação externa no painel traseiro
  • Bolso frontal em tecido elástico com fechamento para transporte de equipamentos extras
  • Stow-on-the-Go™ – sistema que permite retirada do bastão de caminhada sem tirar a mochila das costas
  • Bolsos para celular e pequenos objetos na barrigueira
  • Garantia vitalícia da Osprey para as mochilas

Site do fabricante: Osprey Brasil

A mochila Osprey Talon 44L foi pensada para pessoas que gostam de carregar pouco peso, é muito leve em comparação com outras mochilas, pesa um puco mais de 1kg apenas, sendo construída de maneira minimalista, ela é leve, robusta e muito confortável.

mochila Osprey Talon

Possui um ótimo espaço interno, nela conseguimos colocar todos os equipamentos para uma travessia de trekking de 1 dia, incluindo água, comida e maquina fotográfica DSLR.

Compartimentos e aberturas

A mochila conta com duas aberturas, sendo uma superior com grande abertura e uma inferior, que acomoda tranquilamente o saco de dormir.

Nas laterais a mochila Osprey Talon 44L apresenta uma fita de compressão em formato ziguezague, além disso conta com um grande bolso de cada lado, fabricado em tecido Mesh garantindo boa elasticidade para acomodar garrafas de água com capacidade de até 1 litro, vale mencionar também que estes bolsos contam com duas aberturas, uma na vertical e outra em um angulo de 45°, isso facilita muito na hora de pegar ou colocar a garrafa de água durante as trilhas.

Na parte dianteira da mochila conta com um grande bolso de tecido Mesh, ideal para colocar capa de chuva, anoraque ou qualquer outro equipamento que precise estar de fácil acesso.

mochila Osprey Talon

Também podemos ver na parte frontal da mochila presilhas e luppings (argola) para prender tanto os bastões de caminhada como piolet (piquetas de gelo). Além do mais a mochila também oferece fitas para prender algum acessório como isolante térmico ou barraca. Essas fital estão localizadas acima da abertura inferior (compartimento do saco de dormir).

mochila Osprey Talon

O capuz da mochila é telescópio isso possibilita carregar mais carga na mochila, pois podemos levantar ou abaixar o capuz conforme for a necessidade do usuário. o capuz conta com dois bolsos apenas, um grande na parte externa e um bolso telado um pouco menor na parte interna.

Estrutura e capacidade de carga

Seu sistema de suspensão, extremamente leve, possui uma estrutura periférica em alumínio que a torna muito confortável, mesmo com carga pesada.

Construído com espuma com ranhuras cortadas em malha, e área da lombar sem costuras, a mochila Osprey Talon 44L promove um melhor conforto e ventilação na região da barrigueira.

mochila Osprey Talon

E falando em carga, a estrutura da mochila Talon 44 litros da Osprey é otimizada para carregar até 18 quilos.

Barrigueira, alças e ajustes

A barrigueira também possui o sistema BioStrech molda-se de forma precisa a sua cintura, diferenciando homens de mulheres.

Na parte da barrigueira conta com dois amplos bolsos com fechamento em zíperes, onde podemos guardar alguns objetos como GPS, celular ou até barras de cereais.

As alças são construídas em espuma, anatômicas, curvadas e com regulagem de altura, inclui fita peitoral ajustável com apito embutido na presilha de fechamento, todo esse conjunto proporciona um ajuste ainda mais preciso aos usuários.

Ela possuí o sistema Stow-on-the-Go, que consiste em presilhas especiais que garantem a facilidade de acesso e de guarda dos bastões de caminhada, mesmo durante a caminhada, e sem a necessidade de retirar a mochila das costas.

mochila Osprey Talon

Acessórios da mochila

A mochila Osprey Talon 44L conta também com bolso específico para acomodar o reservatório de hidratação de até 3L (vendido separadamente), este fica localizado atrás do costado e pode ser preso através de uma pequena presilha na parte superior.

A mochila não possui capa de chuva (vendido separadamente) e nem compartimento específico para guarda-la.

Avaliação completa Osprey Talon 44 L

Já estamos avaliando esse modelo de mochila a cerca de 1 mês, usamos em atividades de trekking, hiking (caminhada) e escalada em diversos locais aqui no Rio Grande do Sul – Brasil.

O que podemos dizer sobre essa mochila é que nos agradou bastante, não apenas por ser uma das mochilas mais leves do mundo, mas por ser muito confortável, prática e resistente.

A mochila confere bastante espaço interno para acomodar os equipamentos, mesmo carregada com seus 18kg de carga conforme diz o fabricante, ela ainda continua proporcionando conforto, equilíbrio e muita praticidade ao usuário.

Acreditamos que essa mochila possui um excelente custo benefício, pois seu valor de venda gira em média a R$ 900,00 vendida aqui no Brasil, em relação aos seus concorrentes o valor está muito bom.

mochila Osprey Talon

Recomendamos você sempre investir em equipamentos de qualidade, quanto mais leves for seus equipamentos, melhor será seu desempenho na trilha!

Mas como nem tudo são flores nessa vida, encontrei um único ponto que pode ser melhorado pela marca: o que mais chama a atenção é o fato de não ter capa de chuva. Geralmente em boa parte das travessias de trekking pelo Brasil sempre nos deparamos com situações/climas adversos, não ter a capa de chuva pode ser um problema para quem está fazendo uma travessia ou qualquer outra atividade.

Tirando esse ponto, não encontramos mais detalhes na mochila, mas ainda faremos alguns testes com ela na Serra Fina, Serra dos Órgãos, Itatiaia e outras travessias no Brasil que vierem à surgir. Para assim poder passar um feedback melhor sobre a mochila Osprey Talon 44L.

Se você procura mochilas com capacidade maior, recomendamos ler nossa avaliação completa da mochila Atmos 50L AG.

Já avaliamos inúmeros produtos de aventuras, se quiser ler mais sobre eles, clique aqui!

Jaqueta Outdry

Jaqueta Outdry EX Eco Down – Columbia

Hoje venho aqui apresentar a jaqueta Outdry da marca americana Columbia, adquiri esse modelo de jaqueta para usar nas minhas próximas atividades de montanha na América do Sul.

A Jaqueta Outdry EX Eco Down é um produto que pode ser considerado técnico pois é construída para ser usada em situações extremas de vento, chuva e frio.

Características

A Jaqueta Outdry EX Eco Down Columbia é construída com 100% poliamida tanto na frente quanto nas costas, o forro é construído com 100% poliéster e o aquecimento se dá por 90% em plumas de pato e 10% de penas de pato.

O isolamento térmico dessa jaqueta é testado e aprovado via certificação internacional RDS Certifed, em sua construção usa plumas de pato com a densidade de 700 Fill Power Down, isso quer dizer que quanto maior for este número, maior é a capacidade de isolamento corporal.

A Jaqueta Outdry EX Eco Down Columbia trás consigo também a renomada tecnologia Outdry Extreme conhecida mundialmente, essa membrana está presente em toda parte externa da jaqueta, sendo 100% impermeável e respirável com costuras seladas.

A jaqueta conta também com capuz, dois bolsos frontais grandes e mais quatro bolsos internos.

O zíper de abertura frontal e dos dois bolsos externos possuem lapela para guardar o carrinho do zíper e também cordinhas para melhor manuseio com luvas.

Todos os zíperes são YKK, lembrando que estes são os melhores do mundo, pois não quebram e não trancam nunca.

A jaqueta Outdry EX Eco Down conta basicamente com dois ajustes, sendo um no capuz e outro na barra da cintura, os dois ajustes tem como função aumentar o conforto do usuário e garantir melhor isolamento térmico.

Especificações do fabricante

  • OutDRY™ Extreme ECO: Impermeável e respirável com costuras totalmente seladas.
  • Contém 100% de tramas reciclavel.
  • Tecido sem corante.
  • Membrana Outdry Extreme Sem PFC (Membrana sustentável).
  • Costura externa selada com tape.
  • Isolamento com plumas: 700 fll.
  • Certifcado padrão de responsabilidade – RDS certifed down.
  • Capuz embutido e ajustável.
  • Bolsos frontais com ziper.
  • Ajuste com cordão na barra.
  • Corpo: 100% Poliamida.
  • Forro: 100% Recycled Poliester.
  • Isolamento térmico: 700 Fill Power Down
  • Isolamento térmico, RDS Certifed

Onde comprar

Este produto pode ser adquirido na loja Samburá na cidade de Caxias do Sul/RS ou diretamente no site da Columbia Brasil.

Valor aproximado: R$ 1.749,00

Avaliação completa

Avaliei a jaqueta Outdry EX Eco Down na última travessia de trekking que fiz em uma das regiões mais frias da serra catarinense, mais precisamente nas bordas dos cânions Laranjeiras e Funil.

A serra catarinense foi o lugar ideal para testar o modelo, pois nas regiões dos cânions as temperaturas tendem a serem baixas tanto na parte da manhã, quanto na parte da noite, outro detalhe que faz toda a diferença é o fato de ser muito úmido e por contar com mudanças repentinas no clima.

Durante a travessia pelas bordas pude comprovar a capacidade de isolamento térmico e a impermeabilidade dessa jaqueta, no segundo dia da travessia choveu por cerca de quatro horas interruptamente, notei que a jaqueta mesmo estando molhada, o frio e a umidade não passou para o lado de dentro da jaqueta, fazendo que eu me sentisse muito confortável.

Procurei também conversar com o guia experiente Freddy Duclerc, nascido em Santiago no Chile e que atualmente mora em São Paulo/Brasil.

Freddy conseguiu cumes representativos ao longo de sua carreira como: Aconcágua 6962m (Argentina), Ojos del Salado 6893m (Chile), Huascaran 6768m (Peru), Tocllaraju 6034m (Peru), Ishinca 5530m (Ishinca), Urus 5497m (Peru), Pisco 5750m (Peru), Chipicalqui 6354m (Peru), Diablo Mudo 5450m (Peru), Cerro Plata 5968m (Argentina), San Valentin 3910m (Chile), Huayna Potosi 6088m (Bolivia), Marmolejo 6108m (Chile), El Plomo 5450m (Chile), Tupungato 6570m (Chile), entre outros. Veja mais!

Com toda essa experiencia em montanhas, Freddy tem total compreensão de falar sobre a jaqueta Outdry EX Eco Down, pois a usa em boa parte das montanhas que guia pela América do Sul.

Depoimento de Freddy Duclerc

“Muito boa a fusão de Impermeável com um casaco de aquecimento, usei nas Travessias Cerro Castillo e Navarino no Chile, cumpriu seu papel de maneira perfeita, aqueceu, reteve calor e liberou evaporação em equilíbrio… Usei no Brasil na Serra Fina, Serra dos Órgaos e Papagaio. Também cheguei aos Cumes do Cerro Plomo 5450 m e San José 5856 m, este último com muito vento e para minha surpresa foi perfeito na proteção de -15ºC, com 2 camadas por baixo, no momento que saímos do campo base até o cume. Considero a jaqueta Outdry EX Eco Down da Columbia um equipamento leve.

Se você gostou da nossa avaliação completa, deixe um comentário logo abaixo, veja também mais avaliações de produtos aqui em nosso site. Acesse!

Mochila All Trail

Mochila All Trail 35L – Thule

Hoje venho apresentar a mochila All Trail 35L, estamos a cerca de 5 meses avaliando este modelo lançado pela marca Thule no Brasil, no segundo semestre de 2018.

O modelo de mochila All Trail foi desenvolvido para ser usado em todas as trilhas, sejam elas: trilhas leves, trekkings de vários dias e até mesmo uma mochila para ir para a faculdade ou trabalho.


Características e inovações

A mochila apresenta duas capacidades expressa em litros, sendo de 35 L e 45 L.

A versão feminina à duas cores disponíveis: Cinza/azul e roxo/cinza. Na versão masculina apresenta três cores: Azul, cinza/vermelho e Verde. veja as imagens abaixo:

Mochila All Trail

Fabricada em Dobby Poly 420 D e 330D Ripstop Poliester, esses tecidos garantem a All Trail 35 L robustez e leveza.

O costado é muito confortável, possui um pequeno duto de ventilação que aumenta a circulação de ar nas costas, as alças são anatômicas e totalmente reguláveis, garantindo maior mobilidade ao usuário.

Notamos que o costado, alças e barrigueira é uma evolução dos que são usados nos modelos Versant, tanto as alças como a barrigueira nesse modelo são bem mais acolchoadas, isso é sentido muito bem quando a mochila está totalmente carregada.

Mochila All Trail

Na parte da barrigueira as fivelas funcionam como roldanas, tornando-a fácil de regular. A barrigueira conta com um bolso com zíper em um lado e no outro conta com o sistema Versa-click, esta é uma tecnologia usada pela Thule que a deixa muito mais versátil e adaptável ao usuário. Essa tecnologias está presente nos modelos de mochila: Guidepost, Versant, Capstone e All Trail.

O VersaClick nada mais é que um sistema de engate de acessórios, onde o usuário pode escolher entre quatro modelos: Suporte para garrafa de água, estojo para câmeras fotográficas DSLR, estojo para câmeras fotográficas Mirorless e estojo para magnésio (muito usado por escaladores).

A mochila conta 4 fitas de compressão, sendo 2 em cada lado da mochila, possui também elos de fixação para prender piquetas de gelo/bastão de caminhada nas próprias fitas de compressão.

Mochila All Trail
Mochila All Trail

Conta com 1 bolso telado em cada lado, onde é possível acomodar garrafas de até 1 litro de água ou outros equipamentos.

Um diferencial importante que vale mencionar é a grande abertura frontal em “U”, a mochila não possui capuz como em outros modelos, assim essa abertura facilita muito a organização dos equipamentos no seu interior.

Além da grande abertura a mochila All Trail 35 L conta com mais dois bolsos externos, sendo um na parte frontal e outro na parte superior.

Na parte interna a mochila é dividida em 3 compartimentos, sendo um para o reservatório de água, outro para guardar os equipamentos no geral e o terceiro para acomodar itens que você precise que esteja sempre a mão, como por exemplo: anoraques, lanches e estojo de primeiros socorros. (este compartimento pode ser aberto pela parte frontal da mochila).

Mochila All Trail

Compartimentos

  1. Bolso superior (tamanho pequeno)
  2. Abertura frontal em “U” com zíper
  3. Fitas de Compressão
  4. Elos (looping) para mosquetões/telas
  5. Porta bastão de caminhada de fácil acesso na barrigueira “Versaclick”
  6. Elo (looping) para fixação do bastão de caminhada (trekking pole)
  7. Elo (looping) para fixação de piqueta de gelo (piolet)
  8. Compartimento da Capa de chuva (rain cover)
  9. Bolso para acesso rápido
  10. Porta garrafa de água (squeeze)
  11. Fita peitoral
  12. Regulagem de altura das alças
  13. Bolso com zíper na barrigueira
  14. Passador para a mangueira de hidratação

Especificações técnicas

CorMykonos
SexoMasculino
UsoCaminhada de um dia
Materiais420D Dobby Poly, 330D Ripstop Polyester
Volume35 L
Dimensões32 x 30 x 61 cm
Peso1.26 kg
Número do modelo3203537

Valor aproximado: R$ 1.059,00

Vídeo Thule All Trail 35L

Onde comprar

Este produto é encontrado nas principais lojas do país, caso você seja do Rio Grande do Sul você pode optar pela lojas especializadas em trekking como: Bota na TrilhaGuenoa.

Início dos testes

O teste da mochila começou em Setembro/2018, quando fomos convidados a participar do Thule Experience, um evento realizado pela marca anualmente. O evento aconteceu em um dos locais mais icônicos do montanhismo nacional, à Serra Fina, considerado por muitos uma das trilhas mais difíceis do país.

Mochila All Trail

A trilha que realizamos para testar as mochilas começava no Refúgio Serra Fina e chegava no alto do Capim Amarelo, um cume de 2.570 metros acima do nível do mar, sendo aproximadamente 18 quilômetros de trilhas entre ida e volta.

Mochila All Trail
Crédito: Cristian Stassun

De fato é um bom trajeto para realizar as primeiras impressões da mochila, demoramos um certo tempo para escrever a avaliação da mochila All Trail 35 L, pois queríamos realizar outros testes.

Depois de estrear a mochila na Serra Fina, era hora de avaliar o modelo nas trilhas do sul do Brasil, fiz inúmeras trilhas em leitos de rio, em mata fechada e explorei muitas cachoeiras ao longo desses 5 meses de testes.

Mochila All Trail
Mochila All Trail
Mochila All Trail
Mochila All Trail

Uma das sugestões que tenho de melhoria da mochila All Trail é sobre o porta bastão de caminhada na barrigueira, pois o tipo da presilha que acomoda os bastões não é muito rígida, dificultando o manuseio, tanto para acomodar, quanto para tirar os bastões é as vezes complicado.

Os bastões quando estão ali acomodados eles podem atrapalhar um pouco ao longo da trilha, em algumas travessias de trekking, quando estamos em pequenos grupos em uma fila indiana (um frente ao outro), os bastões ficam escorregando pela presilha, tanto para frente quanto para trás, isso atrapalha o usuário durante a caminhada.

Usei por muitas vezes o modelo em expedições fotográficas, sei que a mochila não foi concebida para esse tipo de aplicação, mas fazer o que, “quem não tem cão, caça com gato”.  Uso essa mochila para ir ao trabalho também, onde levo comigo sempre o notebook, fones de ouvido e algumas materiais de trabalho.

Mochila All Trail

Posso dizer que essa mochila pode ser adaptada para qualquer situação, ela é leve, robusta e estilosa para usar até mesmo no dia a dia.

Se você gostou da nossa avaliação completa, deixe um comentário logo abaixo, veja também mais avaliações de produtos aqui em nosso site. Acesse!

Expedição Aparados da Serra

Expedição Aparados da Serra

Galera, passo aqui para registrar nossa Expedição Aparados da Serra de 5 dias pela beira dos Peraus. Também aproveito para contar um pouco mais para vocês sobre estas encostas que foram chamadas pelos tropeiros de Aparados da Serra, que aqui passavam desbravando esta região e o Sul do país. Para os antigos moradores da região, os paredões gigantescos foram chamados e conhecidos como Peraus, estas encostas tão verticais da Serra Geral do Sul do Brasil, que parecem ter sido cortadas a faca, “aparados” a facão, e foi assim que os Tropeiros observavam as grandes Gargantas, os grandes Cânions.

Venha você também conhecer e contemplar este incrível lugar.

Trekking na Terra dos Cânions – Expedição Aparados da Serra

De 10 a 14 de dezembro de 2018, com cinco Expedicionários, fizemos o mapeamento e o reconhecimento desta trilha, com passagem por mais de 12 cânions, picos, serras e morros, totalizando 70 km de percurso, com a intenção de voltar a operar esta travessia na região da Serra Geral. Esta importante formação rochosa do Sul do País, localiza-se ao leste na Serra Gaúcha e Catarinense e traz consigo um intrigante registro geológico dos Aparados da Serra. De um imenso platô, subitamente interrompido por abismos verticais, nesta elevada cadeia com mais de 60 cânions e montanhas, boa parte deles de frente para a região litorânea e leste, formou-se assim: há cerca de 200 milhões de anos, onde tivemos sucessivos derrames basálticos, e que deram origem ao Planalto Meridional do Brasil; estes derrames basálticos tiveram uma extensão de mais de um milhão de quilômetros quadrados, sendo o maior derrame de lava da Terra!

A expedição Aparados da Serra também teve o intuito de mapear a trilha para inseri-la no Sistema Nacional de Caminhadas de Longo Curso:Pegadas Amarelas e Pretas, do Oiapoque ao Chuí. Movimento que vem crescendo muito em todos os cantos do mundo, liderado aqui no Brasil, pelo Pedro Menezes, coordenador Geral de Uso Público do ICMBio – Instituto Chico Mendes da Biodiversidade. Nós aqui da serra fazemos parte do “Caminho das Araucárias”, com uma equipe multidisciplinar, que trabalha voluntariamente com afinco neste projeto, que já está bem adiantado e que vem crescendo a cada dia. A trilha já saiu da Floresta Nacional de Canela para Floresta Nacional de São Francisco de Paula e já chegou até aqui nos Parques Nacionais de Cambará do Sul.

Voltando a contar sobre nossa Expedição Aparados da Serra: saímos de Cambará do Sul, eu Josemar Contesini, operador de Ecoturismo e Turismo de Aventura na região da Operadora Aparados da Serra Adventure, e Andrews Mohr, condutor local de Ecoturismo e Turismo de Natureza da Agência Aparados Ecoturismo e administrador das Pousadas: Estagem da Colina e da Pousada Campanário, para o ponto de encontro de toda a equipe, na Pousada Vale das Trutas em São Jose dos Ausentes.

Também estavam o casal: Lucas Jasper e Camila Jasper da Cine Travel que captaram imagens para a produção de um filme “Trekking na Terra dos Cânions” – Expedição São José dos Ausentes.

Para completar o grupo, o condutor local Cleber Pazini da agência receptiva Terra Sul, de S. J. dos Ausentes, e que também conduziu as duas Mulinhas, grandes figuras, Djão e Parenti: bichos incríveis.

Aparados da Serra

Contamos também com o apoio de terra do Douglas Machado, de Cambará e do Leonardo Salib de Ausentes, e diversos amigos que encontramos neste percurso.

Saímos da pousada para o ponto de partida, que foi no começo da descida da Serra da Rocinha. Descarregamos os equipamentos, e nos preparamos para dar início a nossa aventura.

Neste primeiro dia de trekking, a caminhada foi em direção a borda superior do Cânion da Serra Velha. Incrível! Que cânion gigante! Durante o percurso, no horizonte há leste, uma vista dos Morros dos Três Irmãos.

Aparados da Serra
Aparados da Serra

Seguimos no caminho das ruinas de Taipas, antigas sinalizações que dá início a descida de Tropeiros da Serra Velha: estrada que ligava a serra do Rio Grande do Sul à cidade de Timbé do Sul – SC, onde se tinha um movimento grande de tropeiros. Foi assim que estes viajantes foram colonizando toda a serra e região, o que chamamos hoje de identidade cultural do Povo Serrano do Sul do Brasil.

Aparados da Serra

Como o Sol estava muito forte perto do meio dia, achamos um local excelente, com água e sombra para o almoço. Grande almoço, confiram nas fotos.

Seguimos passando pelos campos de altitude dos Aparados da Serra, até chegarmos no Cânion da Rocinha, onde contornamos toda sua borda. Estávamos sempre acompanhados pela Matinha Nebular: cientificamente chamada de mata ombrófila densa, esta formidável vegetação arbustiva, muito particular deste lugar, e que leva este nome pelas altas incidências de neblina na região.

Aparados da Serra
Aparados da Serra

Continuamos até chegarmos no Arroio Rocinha, parada certa para banho, com água corrente e pequenas cachoeiras.

Seguindo em nossa caminhada pelos campos, chegamos em uma antiga fazenda da região, onde montamos nosso acampamento, com uma estrutura de primeira, onde cozinhamos o jantar: uma super refeição Tropeira para repor as energias! E descansar, depois de 20 Km percorrido.

Agora paro e penso neste final de 1ª dia de expedição, como está sendo bom, muita aventura, muitas risadas, trocas de experiência, vistas de tirar o fôlego, quase não consigo dormir, mas segue o baile…

Aparados da Serra

No segundo dia, logo cedo, tomamos um café da manhã com direito a paçoca de pinhão vegana, e um bom mate cevado.

Nosso próximo destino, Cânion do Amola Faca/Encerra. No caminho o relevo é acentuado com montanhas e vales, intercalando coxilhas (morros) suaves e profundas, que recortam a borda desse imenso planalto. Avistamos ao longe, e fomos deixando para traz, o local chamado Pontão do Tabuleiro, e seguimos costeando os dois vértices do Cânion Amola Faca, onde avistamos o Morro da Encerra, invernada importante nos tempos antigos das Tropeadas.

Almoçamos no caminho, em uma sombra com água fresca, sempre pontos fortes desta expedição, até chegarmos na ponta Norte do Cânion do Amola faca/Encerra, onde as ondulações suaves dão lugar a paredões verticais de rochas basálticas, com uma altitude média de 1.300 mts. Com uma ótima visibilidade, observa-se diversas cidades próximas da costa dos cânions, o Oceano Atlântico e toda a faixa do litoral com suas cidades costeiras, com suas lagoas incríveis, como a de Sombrio e de Itapeva, entre outras. Seguimos caminhando, até avistarmos ao leste, o Cânion do Realengo, e acessarmos as costas Sul do Cânion da Boa Vista.

No final deste dia uma surpresa especial: após ter percorridos mais 10 Km de nossa Expedição Aparados da Serra, chegamos para pernoitar na Pousada Ecológica dos Cânions, onde fomos muito bem acolhidos. Um banho revigorante e um jantar feito pela proprietária e Cheff de cozinha Mônica Sávio e pela Dona Maria e dormir aconchegante em camas e lenções limpos.

Em nosso terceiro dia, após um café da manhã típico da fazenda, seguimos a caminhada contornando a borda do Cânion da Boa Vista, que foi de impressionar! Caminhando pelo alto dos morros podemos ver as turfeiras gigantes, outra espécie de flora característica da região e muito encontrada nos locais de preservação; a turfeira, encharco ou banhado, como chamamos, é o local onde se dão os processos de carbonização lenta, pelos depósitos naturais de restos de musgos e plantas e até de animais. Aqui nos Aparados a turfa é formada essencialmente por musgos que chamamos de Sphagnos, típicos de clima frio e de elevada precipitação pluviométrica. Entre tantas plantas que são encontradas nas turfeiras da região, está o Gravatá, o Junco e a Samambaia do Banhado. Em nossa expedição passamos por uma turfeira com muitas flores que até ficou difícil descrever… tinha diversas flores rosas, que até parecia um mar de flores, muito bem registrado nas fotos desta jornada.

Novamente achamos um local abrigado do Sol e com água para o nosso almoço. Almoçados e descansados, demos início a caminhada, com uma vista privilegiada para o Morro da Catedral, mais uma intrigante formação rochosa. Passamos pelos Cânions da Coxilha, até avistarmos as costas sul do Pico do Monte Negro, onde fomos recebidos com surpresa pelo Sr. Mario Velho que veio a cavalo nos indicar o caminho que faltava para chegarmos em sua morada, a “Pousada Aparados da Serra”. Em um super ambiente, fomos acolhidos pela sua família, que são moradores da região do Cânion do Monte Negro a gerações, seguimos para mais uma noite com muito conforto, após 14 km percorrido durante este dia tão especial.

Fomos para um Jantar Serrano, com Churrasco, típico dos gaúchos, com um buffet de guarnições que deixou os vegetarianos e veganos muito satisfeitos e agradecidos, pois a fazenda conta com uma horta orgânica de “tirar o chapéu”.

De manhã com direito a vivenciar a lida campeira da fazenda e o famoso café Camargo, onde o peão de estância tira o leite da vaca direto em nossa caneca com café forte, servido na hora, também nos esperava um lindo banquete de café da manhã na pousada servido pela Bete, esposa do Sr. Mário. Após tudo pronto e de barriguinha cheia para mais um dia de trekking, partimos novamente com o acompanhamento do Sr. Mário, “cortando” matas de araucárias ou Floresta de Araucária, Floresta Ombrófila Mista, como os pesquisadores falam. Normalmente este “Bioma” se encontra em altitudes elevadas ou acima de 800 metros e contém incríveis espécies de fauna e flora, como as ervas típicas destes campos: as Coníferas e diversos angiospermas, sendo um ecossistema com chuvas esparsas durante o ano todo.

A Araucária é encontrada em maior quantidade aqui no Brasil, nos estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e de forma esparsa nos estados de São Paulo e Minas Gerais, e Rio de janeiro, que faz parte do bioma mata Atlântica.

A mata Ombrófila Mista imprime um aspecto próprio e único das Florestas de Araucária e é caracterizada pela forte presença do Pinheiro do Paraná, ou a antiga Araucária Angustifólia, que agora chamamos de “Araucária Brasilienses”, único pinheiro genuinamente brasileiro; e, para vocês entenderem melhor sobre esta árvore sagrada, muito cultuada pelos índios que aqui habitavam, registra-se que antes do descobrimento do Brasil, esta vegetação de mata se estendia numa faixa contínua no Planalto Meridional, desde o sul do Estado de São Paulo até o norte do Rio Grande do Sul, chegando até a Província das Missiones na Argentina a oeste. E que hoje, infelizmente só resta 3% de sua mata original.

Seguimos a caminhada pelo Planalto, agora sempre coberto por campos limpos, e por toda a parte numerosas nascentes de rios cristalinos, até chegarmos no Cânion e Pico do Monte Negro, a 1.403 metros do nível do mar, é o ponto mais alto do Rio Grande do Sul, e considerado um dos lugares mais frios do país. É tanta beleza e tanta vida, que ficamos impressionados com este lugar espetacular. Paramos observando os cânions e os seus paredões gigantes, onde observa-se riscos horizontais nas rochas, que sinaliza geologicamente que a lava foi subindo e resfriando, por diversas vezes, e que vieram originar o Planalto Sul brasileiro, formado a partir de sucessivos derrames basálticos na região, com intensas atividades vulcânicas ocorridas há milhões de anos.

A vegetação rupestre que vemos no interior dos Cânions também se destaca e se adensa da borda superior, nas suas encostas, até o fundo do cânion, onde sutilmente se dá lugar a Mata Atlântica.

Seguindo nosso roteiro, fomos de repente surpreendidos por uma forte neblina, ela veio rápida e muito densa dificultando nossa navegação, sorte nossa estar com o Sr. Mario, conhecedor e tropeiro desta região. Ai foi fácil seguir nosso caminho nesta viração. Contornamos o Cânion do Monte Negro até chegarmos no Cânion da Cruzinha, onde fizemos uma parada para almoço em meio ao “nevoeiro”.

Continuamos percorrendo por campos e vales até chegarmos na fazenda do Sr.  Juscelino, que nos recebeu de uma forma incrível e hospitaleira, oferendo sua casa com toda estrutura para pernoitarmos, mas já tínhamos planejado a nossa última noite em acampamento em meio a mata nativa.

 Aparados da Serra

Nos despedimos do seu Mário, após caminharmos mais 14 km durante o dia. Montamos acampamento e fizemos o jantar, um prato de Yakisoba Serrano, ou Sōsu Yakissoba, que é um prato de origem japonesa, muito conhecido internacionalmente, composto por legumes e verduras, mas este nosso, com um toque especial: a lá campos de altitude! com sobremesa mas que diferente, um Crepe-Susete flambado a conhaque e recheado com uma geleia de laranja deliciosa, direto dos Sabores da Querência, da fazenda Macânuda daqui de Cambará do Sul, ufa, quanta aventura, e agora, boa noite!

Logo pela manhã desmontamos acampamento e seguimos para a divisa de estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, local marcado por uma Taipa ou muro de Pedra, ao qual ficamos imaginando o quanto antiga devia ser este “passo”. Ponto de encontro de tropeiros e índios, índios estes que foram os primeiros habitantes e verdadeiros nativos da serra, com uma diversidade muito grande de raças e etnias, como: as tribos Caáguas, Kaigangues, Xokleng, entre outras da etnia “G”, que viviam livres e em harmonia com a natureza, sendo muitos deles, coletores de frutos e sementes, mas que com certeza ajudaram a construir nossa atual estrutura, antes e depois do descobrimento do Brasil.

Tanto que alguns dos costumes mais tradicionais dos gaúchos como o churrasco e de tomar o chimarrão, são heranças destes indígenas que aqui moravam.

Após ser registrado este ponto importante, seguimos para conhecer e comtemplar os Cânions da minha esposa e da minha filha, Carol e Marcela ou os Cânions das Tigras, que eu há mais de 15 anos tinha curiosidade de conhecer e sentir a energia deste local inóspito e intocado dos Aparados da Serra.

Legal, concluímos nosso objetivo! E de repente, entre nós muito Silencio.

E o que percebo agora, entre os Expedicionários e eu, e que após 5 dias percorridos de sucesso é de missão cumprida. Com um sentimento de respeito a toda esta grandeza, e por esta terra tão antiga.

Neste momento onde ficamos sentados em nossas mochilas, só observando toda esta maravilha, me conecto com a mãe terra, com a mãe natureza. Gratidão ao sagrado e a todos por esta oportunidade.

Dentre tantos sentimentos que neste momento nos cercava, um lembrança veio em minha mente: sobre as numerosas espécies da flora e da fauna que são únicas de nossa região e que tenho a oportunidade de falar para vocês, de vive-las e senti-las estando neste lugar.

Assim fico imaginando todos animais que habitavam e habitam a região, as aves, os mamíferos, répteis, anfíbios, as borboletas, (…) que nem consigo descrever tamanha grandeza.

Fauna nos Aparados da Serra

Neste percurso nós conseguimos ver diversos animais e identificar muitas pegadas ao longo da expedição, mas na verdade são quase nada, comparado as inúmeras espécies que aqui vivem. Sabíamos que os animais estavam lá, apesar de não vê-los, muitos deles com hábitos noturnos, e muitos que também só nos observavam ao longe. Os Campos de Altitude, ou os Campos de Cima da Serra é um dos ecossistemas mais ricos em relação à biodiversidade de espécies animais, contando com muitos indivíduos endêmicos ou raros, e vários ameaçados de extinção e diversas espécies migratórias, portanto, acreditamos e confiamos nessa força de integração entre o homem e nessa abundante vida que pulsava e nos cercava.

Já falando da bicharada, falo que aqui é morada certa de diversas aves, como a nossa tradicional Curicaca, algumas rasteiras ou de chão, o Inhanbuguaçu, o Perdiz ou Perdigão, a Seriema, o Jacuaçu, Jacu, a Jacutinga o Macuco e o Quero-quero.

Das aves imponentes no céu, temos o Urubu Rei, o Urubu de Cabeça Vermelha, e o Urubu da Cabeça Preta, o Tradicional  Carcara, o Gavião Pato, o Gavião Pega Macaco, o Gavião Tesoura, a Águia Cinzenta, a Águia Chilena, o Falcão Peregrino e o Gavião Carrapareiro, muitas destas espécies ameaçadas de extinção. Também temos aqui o Tiê Sangue, a Araponga, o Sanhaço, numerosos Beija Flores, os Tucanos do Bico Preto e do Bico Verde, Saíras, Gaturanos, além dos muitos Papagaios: Papagaio da Serra e Papagaio de Peito Roxo, Papagaio Charão, e vivem aqui a Tiriba de Testa Vermelha cuja sobrevivência dessas espécies está diretamente atrelada à sobrevivência da Floresta de Araucária; e a mais imponente e conhecida ave, sendo a símbolo da região, a Gralha Azul.

Entre os mamíferos podemos falar de várias espécies: o Tamanduá Mirim, o Mão Pelada, os diversos tipos de Tatus, como o de Rabo Mole, inclusive espécies que estão ameaçadas de extinção, como os primatas: o Bugio, o Mono Carvoeiro ou Muriqui do Sul, o Macaco Prego, o Guariba, o Mico Leão Dourado, vários Saguis entre outros bichos incríveis de árvores como a Preguiça de Coleira, o Esquilo Caxinguelê.

Temos aqui na região os felinos, tendo eles como o maior predador do planalto das Araucárias: o Puma Concolor, ou Onça Parda ou como chamamos também de Leão Baio. Diversos outros felinos como o Gato do Mato, a Jaguatirica, o Jaguarundi, o Maracaja, Gato Mourisco e até a presença da Onça Pintada.

Dos canídeos, temos o mais famoso: o Lobo-guará, que ainda avistamos mas que não temos noção de quantos indivíduos ainda restam nos campos de Cima da Serra; também o tradicional Guaxinim, muito conhecido por todos que por aqui passam; o Cachorro do Mato de Orelha Curta, a Raposa do Campo, o Cachorro Vinagre e o Cachorro do Mato.

Também temos os cervos, o Veado-campeiro, o Veado Bororo do Sul e o Veado catingueiro, também facilmente avistados na região.

Entre os principais répteis desse ecossistema estão Sapinho da Barriga Vermelha endêmico daqui de nossa região, o Sapo Cururu e o Teiú, nosso Lagarto com mais de 1,5m de comprimento, as inúmeras Jararacas, as Corais verdadeiras e falsas, e a cascavel de altitude, entre tantos outros.

Bom, para finalizar, me resta falar que para a realização da expedição Aparados da Serra, contamos com o incrível apoio da Prefeitura de São Jose dos Ausentes, na pessoa do Prefeito Paulo Guimarães, e da Secretária de Turismo, que não mediu esforços para realizarmos este projeto de Ecoturismo e Turismo de Aventura,  Aline Maria Trindade Ramos, Prefeitura de Cambará do Sul, com nosso prefeito Schamberlaen José Silvestre e nossa Secretária de Turismo Beatriz Trindade, e todas as pessoas incríveis que acreditaram neste trabalho, que nos motivaram e nos apoiaram.

Mas o desejo de voltarmos aqui e de explorarmos novos lugares, é o que fica em nosso interior.

Daqui de onde estamos, na borda dos cânions, já avistávamos nosso próximo desafio, a descida da Serra da Veneza, importante descida de serra na época para o Império e para os tropeiros de todos o sul do País. Quem se aventura em deixar suas pegadas ecológicas nesta jornada do bem e da natureza viva? Contem conosco!

Abraços a todos, e até mais.

Josemar Contesini

Aparados da Serra Adventure

Cambará do Sul – RS

Cerro de la Viga – México

Em Arteaga, município do Estado de Coahuila, norte do México há uma região considerada como um parque de diversão para os montanhistas, principalmente para aqueles que buscam a preparação para subida aos vulcões mexicanos. Entre inúmeros vales da Sierra Madre Ocidental, vários picos se erguem a altitudes acima dos três mil metros, um deles é o popularmente chamado Cerro de la Viga, ou Cerro San Rafael, como também é conhecido.

Com uma altura de 3700 metros em relação ao nível do mar, está na lista deste estado com um dos picos mais altos que não são vulcões do México.

O acesso a base da montanha não é difícil, e de carro está a poucos quilômetros da capital Saltillo e a 115 km da região metropolitana de Monterrey. Por boas rodovias chegando a um pequeno povoado chamado Los Lírios pode-se deixar o carro próximo a base em uma igreja, o lugar é considerado seguro. Neste ponto a altura já é de aproximadamente 2500 metros.

Cerro de la Viga
Cerro de la Viga


Cerro de la Viga

Desta forma, não é obrigatório, mas é aconselhado acampar um dia antes da subida para que o corpo possa se acostumar com a altitude antes de iniciar o ascenso da montanha. Acampamos na base da montanha,  o local não tem custo e no entanto nenhuma infraestrutura, o que na minha opinião é o que se espera quando se busca um maior contato com a natureza

É importante tomar em conta que nessa região no norte do México é o habitat natural do Urso Negro, deve-se tomar cuidado com alimentos que possam ser um atrativo para eles, ainda mais em épocas secas em que eles buscam o alimento junto aos humanos.

Cerro de la Viga

Despertamos cedo com o nascer do sol para tomar uma café e prepararmos tudo para a subida de 4km. Saímos as 8 da manhã do acampamento ao pé da montanha iniciando por uma estrada até começar a trilha. Logo no início o caminho apresenta uma grande inclinação. 

Cerro de la Viga
Cerro de la Viga