Proibição na Ferrovia do Trigo – Rio Grande do Sul

Para muitas pessoas o trecho de ferrovia que liga as cidades de Guaporé e Muçum no interior do Rio Grande do Sul é apenas mais um trecho de aproximadamente 52 quilômetros de uma linha férrea qualquer, igual a todas as outras existentes no território brasileiro,  para outras pessoas esta ferrovia é conhecida como Ferrovia do Trigo/RS, nela podemos encontrar dezenas de túneis e viadutos férreos com mais de 100 metros de altura.

Esse local é muito conhecido pelos praticantes de trekking, onde semanalmente fazem o trecho entre essas duas cidades a pé, uns fazem para se desafiar, outros fazem algumas partes apenas para ter uma foto postada no Instagram, alguns usam a ferrovia com o intuito de adquirir lucro e outros apenas a amam.

Sabemos que uma pequena parte dessa travessia foi interrompida pela empresa Rumo, detentora da concessão ferroviária, impediram a visita pública no atual terceiro maior viaduto do mundo, conhecido como Viaduto 13, o gigante de 143 metros de altura, está sendo vigiado 24 horas por dia, sete dias por semana, impedindo qualquer pessoa de pisar sobre ele.

Aos aventureiros que queriam desafiar seus medos no V13 não é mais permitido, para aqueles que um dia sonharam em fazer a travessia completa, também não é mais possível.Ferrovia

Com a proibição do público no V13 confirmo uma ideia que já tinha há algum tempo atrás, que hoje compartilho com vocês.

“Precisamos explorar o mundo que nos cerca sem medo, se jogar no desconhecido que não compreendemos, desafiar nossos limites físicos e psicológicos e desbravar caminhos que ainda não são conhecidos. Para que um dia possamos olhar para trás e ver que conquistamos um mundo cheio de possibilidades, cheio de história e enigmas. ”

A Ferrovia do Trigo não é o primeiro lugar que foi retirado dos guias de turismo e não será o último, se você quer uma dica interessante:

Não espere aquela folga para conhecer o lugar que gosta, não espere juntar dinheiro para fazer aquela viagem dos sonhos, porque esse dia pode não chegar, o lugar poderá ser proibido antes que você pise nele.

Ferrovia

Como apaixonado pela ferrovia do trigo posso afirmar que há inúmeros lugares ainda pouco conhecidos na  Ferrovia do Trigo, estes vão além do que apenas pisar no trilho e dormentes, neste trecho podemos contemplar inúmeros outros atrativos como: cascatas, cachoeiras, cavernas, antigos dutos de água, vistas panorâmicas dos viadutos, túneis abandonados e muito mais, se você ficou interessado em todos estes locais não deixe de acompanhar nosso site, estamos preparando uma super postagem em homenagem a Ferrovia do Trigo/RS, Aguarde.

Deixe um comentário abaixo se gostou ou não do texto. Compartilhe com a gente os seus pontos de vista em relação a este tema.

Redução de peso em travessias de trekking

Trekking para inciantes, dicas sobre redução de peso em equipamentos.

Um dos maiores obstáculos do estilo de caminhada conhecido como Trekking na maioria das vezes não é apenas o terreno difícil, passar inúmeros dias acampando, mas sim, os equipamentos utilizados para a prática desse tipo de aventura.

A maioria das pessoas que começam a praticar trekking acham que isso se trata de um esporte elitizado, tendendo que os equipamentos sejam de alto valor monetário, pois não são encontrados facilmente no Brasil.

Isso não é verdade, vou explicar aqui nesse texto como você pode poupar um bom dinheiro e fazer um trekking de aproximadamente 5 dias, usando apenas uma mochila de 32L e mais alguns equipamentos indispensáveis.

Equipamentos

Na hora de escolher seus equipamentos, escolha por suas especificações técnicas primeiramente e não pelo seu preço, quando analisamos as especificações de cada produto podemos definir se o produto em questão é barato ou caro, sem isso é difícil fazer alguma comparação.

Outro detalhe interessante é estar atento as normas EN de cada equipamento, nesse caso escolha equipamentos com essa nomenclatura, porque são equipamentos fabricados para usos na Europa e testados em laboratório para que realmente possam atender as exigências, em outras palavras podemos dizer que, o produto irá entregar tudo o que promete, diferentemente do restante dos produtos similares não testados no mercado.

Você pode estar se perguntando! Os equipamentos com normas EN não são mais caros?

Sim, os equipamentos são mais caros, mas isso é subjetivo, pois são fabricados para realmente atender as exigências. Cito um exemplo para melhor entendimento:

Você pode optar por comprar um saco de dormir Deuter ou The North Face com norma (EN) com temperatura que variam entre +5° e -9°, este modelo será melhor e mais barato que se comprar um saco de dormir com faixas de temperatura entre 0 a -5° para usos aqui no Brasil. Caso a temperatura baixar durante a noite é só vestir um conjunto de roupas térmicas e resolvemos o problema.

Mochila de 32L

Existe no mercado nacional uma infinidade de marcas/modelos de mochilas, procure uma que tenha boas especificações técnicas e que seja muito confortável, pois você terá que carrega-la aproximadamente cinco dias consecutivos.

Mochila Guide 32L Lite Deuter

Redução de peso em travessias de trekking

Valor aproximado: R$ 833,00

Peso: 1,2kg

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Isolante Inflável

Os isolantes térmicos são muito importantes para termos uma boa noite de sono, este isola a temperatura corporal e mantém seu corpo seco, para assim ter uma noite sem desconfortos.

Isolante Ultra Light – Sea To Summit

Redução de peso em travessias de trekking

Valor aproximado:  R$ 533,00

Peso: 395g

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Saco de dormir

A dica aqui é se possível, usar um saco de dormir fabricado com plumas de ganso, pois possui melhor isolamento contra baixas temperaturas e é muito leve, mas geralmente estes são um pouco mais caros, mas posso dizer que compensa o investimento. Uso em minhas viagens o saco de dormir Deuter Trek Lite +3, este possui temperatura de conforto +7° e extrema -12°.

Temperaturas em sacos de dormir:

  • Temperatura de conforto é um dado para comparar uma boa noite de sono igual aquela que temos em nossas casas.
  • Temperatura limite, é aquela que você dorme usando poucas roupas.
  • Temperatura extrema é aquela que você dorme usando muitas roupas.

Por isso sempre compre o saco de dormir olhando a temperatura de conforto no máximo a de limite, nunca olhando para a extrema, olhar e entender os pontos importantes de cada equipamento é fundamental, poderá ser a diferença para poupar seu dinheiro.

Saco de dormir Trek Lite +3

Redução de peso em travessias de trekking

Valor aproximado:  R$ 929,00

Peso: 800g

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Barraca

As barracas são um dos pontos mais importantes que devemos prestar a atenção na hora da compra, pois ela será nosso abrigo durante todos os dias do trekking, use barracas (auto-portante) pois você poderá armar ela em qualquer terreno. Lembre-se que em um trekking a maioria dos acampamentos são selvagens, procure uma com uma boa coluna de água e resistente a ventos fortes.

As barracas para serem consideradas leves devem estar na faixa de 1 a 2 kg.

Barraca Cirus 2 NatureHike

Redução de peso em travessias de trekking

Valor aproximado: R$ 1.399,00

Peso: 1,84 kg

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Fogareiro/gás

O fogareiro será seu fogão durante os dias de travessias de trekking, é nele que você aquecerá todos seus alimentos e bebidas.

A dica é usar o fogareiro Azteq Spark, pois é leve, compacto e muito fácil de manusea-lo, além disso podemos condicionar ele dentro do estojo de transporte e guardar embaixo do cartucho de gás.

Fogareiro Spark Azteq

Redução de peso em travessias de trekking

Valor aproximado:  R$ 195,00

Peso: 87g

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 Kit de panelas

Recomendo usar o conjunto de panelas Azteq Trip, pois é muito leve, compacto, antiaderente e oferece um bom custo/benefício.

Conjunto de panelas Trip Azteq

Redução de peso em travessias de trekking

Valor aproximado: R$ 124,00

Peso: 260g

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Roupas

Em um trekking de muitos dias não é necessário levar uma muda de roupa por dia, pois isso aumentará o volume dentro de sua mochila e o seu peso final, se você respeitar o sistema de camadas, levará apenas o necessário para a sua aventura.

Hoje em dia as roupas técnicas são fabricadas para suportar até 5 dias em uso, isso quer dizer que você não precisará trocar de roupa todos os dias pois, possuem tecnologias avançadas anti-odor que permite que você use inúmeras vezes antes de lavar.

Equipamentos junto ao corpo:

Os equipamentos que estamos vestindo, calçando e usando também devem se juntar a essa conta, geralmente levamos um conjunto de roupas térmicas e mais um conjunto de anoraque (impermeável, respirável e corta-vento), ainda tem a bota de caminhada, meias, GPS de trilha, tudo isso gera um peso aproximado de 2 kg.

Se formos calcular o valor investido nessa breve lista de equipamentos vamos chegar a um total de R$ 4.013 reais sem contar aquilo que está em nosso corpo, isso não é um valor monstruoso, mas com tudo isso você consegue realmente aproveitar seus dias na natureza muito mais tranquilo e sem muito esforço, pois se somarmos todas as gramas dessa lista chegamos ao peso de 6,58 kg aproximadamente, isso é apenas dos equipamentos. Digamos que acrescentamos mais 1 litros de água e 1 kg de comida, dessa maneira temos boas condições de fazer qualquer travessia de trekking usando uma mochila leve e compacta pesando aproximadamente 10 kg.

Pontos importantes para se levar em consideração:

Geralmente a maioria dos aventureiros pensam que fazer trekking é levar uma mochila enorme, pesando cerca de 20 a 30 kg, mas não é bem assim, um erro comum aos praticantes iniciantes é comprar de cara uma mochila enorme e equipamentos muito baratos, de má qualidade e que você certamente irá trocar após um ano de uso, se contar todas essas trocas de equipamentos é vantagem sem dúvidas planejar suas comprar e comprar algo bom logo de cara, assim você evita surpresas desagradáveis durante suas aventuras de trekking.

Esse peso a mais que carregamos somente será sentido em subidas íngremes ou em inúmeros dias de caminhada, em um dia de travessia podemos dar aproximadamente 30.000 passos, então para que isso aconteça de forma tranquila, precisamos carregar o menor peso possível em nossas mochilas. Entenda que um caminhão de carga leva muito mais tempo para subir uma serra que um carro de passeio, isto é lógico, nas travessias de trekking isso acontece da mesma forma.

Quanto você for analisar todos os equipamentos que está levando em uma travessia, tenha o critério para definir quais equipamentos você tem e quantas utilidades ele tem, se este ter apenas uma utilidade, ele não deverá estar dentro da sua mochila.

Este texto tem o objetivo de ajudar você na escolha do equipamento certo, dando dicas e apontando as principais dificuldades nesse meio esportivo.

Esse artigo foi construído em trocas de conversar com o Tiago Korb, fundador do Clube Trekking Santa Maria/RS. Essa empresa possui larga experiencia em travessias de longa distância, dentre elas se destacam a maior travessia de montanhas do Brasil – Travessia Transmantiqueira, é realizada em 18 dias a pé e percorre a distância de 630 km.

Calendário de travessias 2017

Redução de peso em travessias de trekking
Foto: Clube Trekking Santa Maria

O melhor trekking do sul do Brasil

O melhor trekking do sul do Brasil

Tudo começou com o convite do amigo Evandro Clunc, guia e proprietário da empresa Sol de Indiada, fazer a travessia nas bordas dos Cânions no estado de Santa Catarina/SC – Brasil, uma travessia de sessenta quilômetros de trekking, passando pelo Campo dos Padres e o Cânion Espraiado, na cidade de Urubici/SC .

A viagem teve inicio no dia 26 de Maio de 2016, saímos da cidade de Caxias do Sul/RS com destino a cidade de Urubici/SC, cerca de 6 horas de viagem, depois de algumas paradas sofremos um contra-tempo e ficamos parados por cerca de 2 horas na cidade de Lages/SC, pois o frentista do posto completou de gasolina um tanque de combustível diesel, assim atrasando o começo da travessia. Depois de muita espera continuamos a viagem sem mais percalços, chegando no Refúgio Canoas as 9:00 horas da manhã do dia 26 de Maio.

O começo do trekking:

Depois de descarregar os carros, deixamos as mochilas com a maior parte dos equipamentos no refúgio, isso seria despachado até o Campo dos Padres via veiculo 4×4. Nós por outro lado, estávamos com nossas mochilas de ataque prontas para encarar os primeiros 13 km de estrada até o cume do Campo dos Padres. A temperatura e o clima nessa manhã meia nebulosa era relativamente agradável, continha pouco vento e pouca umidade no ar, fazendo um dia perfeito para caminhar.

A primeira parte desse trajeto é incrivelmente linda, não há subidas nem descidas, é como passear em um parque, sem grandes desafios, difícil de acreditar que nesse primeiro dia de trekking iriamos caminhar cerca de 13 km sendo que a altimetria mostrava grande aclive. Para se ter uma ideia, o refúgio Canoas se encontra cerca de 900 metros de altitude em relação ao nível do mar, já o ponto final do trekking seria no Magic Contêiner a cerca de  1.700 metros de altitude aproximadamente.

O melhor trekking do sul do Brasil

De fato, a subida é íngreme e estafante, quando começamos a subir, tinha a sensação de que fosse alguns pequenos morros, mas me enganei terrivelmente, a primeira parte da subida é um conjuntura de curvas fechadas, tão íngremes que ainda bem que eu não estava com minha mochila cargueira, pois acho que cairia para trás, conforme ia subindo a subida parecia que aumentava ainda mais.

Depois de passar por um zigue-zague de curvas íngremes, a estrada continuava para cima, mas de certa forma não tão íngreme, eram pequenos planaltos verdes com algumas araucárias espalhadas, estes campos verdes  pastagens rasas, contrastavam diretamente com o céu nublado, ao chegar nesses planaltos já era meio dia, estava na hora de parar e curtir o almoço.

Meu almoço não foi lá grande coisa, algumas barras de cereais, amendoins e algumas bolachas, era apenas um lanche, levei comigo duas garrafas de água com 600 ml cada para este primeiro percurso, nessa altura estava quase na metade da segunda garrafa, e estávamos praticamente na metade do caminho.

Ficamos ali parados por cerca de 30 min, esse tempo serviu para lancharmos e relaxarmos um pouco olhando as belas paisagens no horizonte.

Os morros possuem relevos curvados, podíamos enxergar várias camadas deles, parecia que estavam um em cima do outro, de certa forma isso parecia muito com uma miragem, fiquei intrigado,  parado  e abismado com essa enorme beleza, estar ali naquele momento, era como estar vivendo um sonho. Este sonho que todos temos dentro de nós, poder caminhar em lugares totalmente inóspitos, quase sem interrupções do homem, estar completamente ali na natureza selvagem.

O melhor trekking do sul do Brasil

O melhor trekking do sul do Brasil

Ao avistar ao longe o Magic Contêiner a felicidade tomou conta de mim, pois isso significava que tinha completado a tarefa do primeiro dia. O passo seguinte era descansar um pouco e depois organizar os equipamentos, montar a barraca e curtir a roda de novos amigos.

Depois de montar a barraca, organizar todos os equipamentos dentro da mochila, subi em um planalto acima  do contêiner para tirar algumas fotografias, ali sentei em uma pedra e estava bastante exausto, agradeci por estar vivo, estar ali naquele lugar fantástico, tirei inúmeras fotos. Notei que lá embaixo junto aos cânions começava a se formar uma grande camada de nuvens e neblina, mais conhecido como fenômeno viração, este fenômeno é uma grande massa de neblina densa, capaz de diminuir a visão em poucos metros. Em regiões muito altas essa viração pode ser bem perigosa, pois perdemos toda a nossa referencia sobre o lugar que estamos, é fácil se perder. Nisso fiquei ali um pouco admirando aquelas nuvens chegando próximo a nossa área de acampamento, em alguns instantes notei que cochilei ali sentado na pedra, acordei meio estranho, levantei e fui para a barraca.

O melhor trekking do sul do Brasil

2° dia de trekking – Cânion Espraiado:

Na manhã desse segundo dia, acordei as 5 h e 30 min da manhã, quando o celular do amigo Edson começou a tocar uma musica incrivelmente irritante, que fazia a gente pular do saco de dormir e sair da barraca. O som dessa musica fazia a gente acordar meio estressado, mas logo isso passava, saímos da barraca louco de vontade de enticar com o Edson sobre o toque, ao sair da barraca nos deparávamos com o próprio Edson, dando bom dia e pedindo um abraço. Aí a vontade de xingar ele ia embora! kkkkk

Olhei para o horizonte e vi boa parte da imensidão de cânions, podia ver até o Morro da Igreja com 1.822 metros, um dos pontos mais alto do sul do Brasil, o dia estava maravilhoso, um pouco frio, mas sem muita umidade, dava a impressão que seria um dia incrível.

O melhor trekking do sul do Brasil

O melhor trekking do sul do Brasil

Começamos a trilha rumo ao sul, descendo por dentro de uma mata nebular, até chegar quase na beirada dos cânions, nessa trilha passamos por xaxins incrivelmente gigantescos, que mediam mais de 5 metros de altura.

O melhor trekking do sul do Brasil

Já nas bordas dos cânions a vista que tínhamos era algo indescritível, parecia que estávamos no céu, andado sob as nuvens, dava para sentir na pele a euforia de todo o grupo vendo toda aquela paisagem.

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Caminhamos por todas as bordas até o Cânion do Espraiado, a cada parte do Cânion a vista era ainda mais fascinante, ao meio dia paramos para almoçar no ponto mais alto do Cânion do Espraiado, o caminho até chegar a Ponta do Canhão como é chamado o lugar é estreito e vertiginoso, naquele momento agradeci por estar em meio a uma grande camada de neblina densa, pois não conseguia ver muito ao redor do caminho que trilhava, no cume desse Cânion a vista era de tirar o fôlego, naquele momento não sabia se almoçava, se tirava fotos, se ficava apenas contemplando aquela grande obra da natureza.

O melhor trekking do sul do Brasil

Ficamos ali por cerca de 40 minutos ou um pouco mais, almocei alimentos altamente calóricos, pois sabíamos que teríamos que subir novamente até o Magic Contêiner.

Enquanto caminhávamos, subindo e descendo os planaltos, atravessando pequenos riachos, sentimos um cheio de churrasco, foi estranho, pois até então não tinha avistado nenhuma outra pessoas além das que estavam comigo, depois de subir uma leve subida, encontramos campistas, fazendo churrasco bem perto das bordas do Cânion Espraiado, dali tínhamos a vista  de algumas torres de pedras, construídas pela própria natureza, também havia uma linda cachoeira onde caia suavemente  água totalmente cristalina.

Ficamos ali parados, conversando com este grupo de campistas, o guia trocava informações sobre as trilhas que percorremos durante esse dia, aí um dos campista sugeriu que voltássemos até o Magic Contêiner através de uma trilha bem pouco explorada, uma subida relativamente exaustiva, mas no entanto, mais curta do que aquela que iriamos fazer conforme o cronograma.

O melhor trekking do sul do Brasil

O melhor trekking do sul do Brasil

Depois de entender as dicas dos campistas, tiramos uma foto todos juntos e seguimos trilhando os caminhos junto ao Cânion do Espraiado até encontrar a trilha que ia nos levar até o Magic Contêiner.

Chegar ao Magic Contêiner , depois de um dia intenso de trekking, era bom sentar, parar relaxar, enquanto fazia isso, aproveitando o calor gerado pela subida do morro, fui a barraca tomei um banho com lenços umedecidos, troquei de roupa e ficamos ali todos dentro do contêiner conversando, rindo e comendo algumas guloseimas.

A temperatura ia caindo do lado de fora do contêiner e a neblina ia escondendo toda a paisagem.

No horário do pôr do sol, as nuvens que tapavam o brilho do sol, foram abrindo devagar, consegui por alguns minutos presenciar o primeiro pôr do sol desde que tinha chegado ali a dois dias.

Aquele momento foi mágico ao menos para mim, pois parecia que a natureza estava nos presenteado com sua maravilhosa beleza, encarei aquilo como um presente, depois de um dia de muitos quilômetros e desafios cumpridos.

O melhor trekking do sul do Brasil

Logo que entrei no contêiner o Jeferson, o cozinheiro oficial da aventura preparava o jantar, strogonoff de carne com creme de leite, só de olhar ele fazendo toda aquela comida já dava água na boca. Me sentei em um dos bancos de madeira envolta da mesa de centro e comecei a pensar e refletir.

“As vezes eu não intendo o porque a maioria das pessoas que conheço, preferem ficar em suas casas, aliadas a suas zonas de conforto, suas televisões e computadores, vivendo a vida dos outros. Ao invés de sair e contemplar um lugar como esse. Estava ali eu e um grupo de 14 pessoas em cima de um planalto gelado, sem acesso a internet ou telefone, a coisa mais perto que chegamos de uma rede social, era todos nós sentados ao redor de uma mesa esperando a janta ficar pronta.”

Depois do jantar maravilhoso, ficamos ali conversando um pouco e logo nos recolhemos, nos desejamos boa noite e cada um foi para a sua barraca.

3° dia- O dia dos corajosos:

Levantamos no horário previsto às 6 horas da manhã, novamente com aquele despertador insuportável, saímos das barracas, quando chegava no contêiner, estava o Jeferson preparando o café da manhã e o Edson querendo te abraçar dizendo bom dia, não tem como não começar o dia feliz da vida.

Após o café o guia Evandro reuniu todos e disse que o tempo estava ruim, que pela densa camada de nuvens iriamos fazer a caminhada sem poder ver nada ao nosso redor, aí botou em votação quem gostaria de ir, e quem gostaria de ficar.

A maioria levantou a mão e eu também, afinal o que eu iria fazer se ficasse no contêiner, iria ser sem graça ficar ali, e ainda sem nada para fazer.

Das 14 pessoas que tinham no grupo apenas  9 pessoas junto com o guia, resolveram fazer as trilhas indiferente da situação climática, estávamos ali para explorar, enfrentar os desafios que viesse com alegria e determinação.

Boa parte do percurso foi de tempo fechado, víamos pouco mais de 15 metros a nossa frente apenas, logo que chegamos em uma das bornas a natureza nos presenteou novamente, nos deu uns 5 ou 10 minutos de abertura, comemoramos, tiramos fotografias e rimos muito.

O melhor trekking do sul do Brasil

O melhor trekking do sul do Brasil

Na volta resolvemos que iriamos fazer sapeco de pinhão, pois onde passávamos haviam muitas araucárias, então uma parte do grupo colheu os pinhões que estavam no chão e outros pegavam as grimpas (galhos das araucárias).

Depois de algumas horas caminhando naquela densa neblina avistamos novamente o Magic Contêiner, abrimos um grande sorriso no rosto, chegando lá os ostros participantes não acreditaram no que viam, um bando de aventureiros carregando inúmeros pedaços de galhos e grimpas.

Logo achamos umas pedras e alguns tijolos e começamos a preparar a fogueira, quando o fogo estava intenso, largamos os pinhões nas brasas e apenas esperamos, após um tempo já começamos a apagar a fogueira, retirando os pinhões e comendo-os, pensa em algo bom!

O melhor trekking do sul do Brasil

O melhor trekking do sul do Brasil

Estávamos tão animados com o nosso dia que resolvemos comemorar, alguns participantes levaram vinhos e alguns chocolates, nos reunimos em volta da mesa dentro do contêiner e ficamos ali rindo sobre as coisas que enfrentamos durante o dia, contado piadas, apreciando o vinho e os chocolates. Enquanto isso o Jéferson já preparava o jantar.

O melhor trekking do sul do Brasil

Depois de todos nós jantarmos, fizemos uma pequena festinha, colocamos umas musicas tocar no 4×4 e ficamos ali dançando por umas 2 horas, depois de muito rir e dançar todos deram boa noite e fomos dormir.

4° dia – O retorno:

O quarto dia amanheceu nublado novamente, acordei e fui para ao contêiner tomar o café da manhã, depois comecei a organizar meus equipamentos, desmontei a barraca. Em cerca de 40 minutos já estávamos todos prontos para fazer a caminhada de retorno até o Refúgio Canoas.

O percurso seria o mesmo que fizemos no primeiro dia, só que dessa vez era diferente, estávamos nos despedindo desse lugar fantástico e também era descida o que dava uma boa dose de motivação.

Descemos rápido, depois de quatro horas caminhando interruptamente chegamos ao Refúgio Canoas, carregamos os carros e começamos a nossa viagem de retorno até a serra gaúcha.

Durante o retorno eu era o motorista da rodada, enquanto meus parceiros de viagem dormiam profundamente no carro eu ficava pensando sobre os 3 dias que passei me aventurando na região do Campo dos Padres e nas Bordas do Cânion Espraiado.

Acredito sem dúvida que este foi um dos trekkings mais incríveis que fiz na região sul do Brasil, um lugar incrivelmente lindo, majestoso e único. Recomendo a todos os trilheiros apaixonados pela natureza a fazer esse percurso.

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Porque você deveria praticar trekking

Porque você deveria praticar trekking?

A palavra trekking teve sua primeira aparição no século XIX, onde os primeiros trabalhadores holandeses que colonizavam a África do Sul praticavam o esporte como meio de deslocamento pelas regiões, por inúmeros dias.

O trekking para muitas pessoas não é apenas um estilo de caminhada comum, é considerado um estilo de vida. Pois se trata de um esporte completo, quando digo completo é por causa da quantidade de músculos e articulações que são usados para sobrepor grandes obstáculos.

Esse estilo de caminhada, pode ser comparado a nossa vida cotidiana,  pois inúmeras vezes caímos, sofremos escorregões, alcançamos coisas que nunca tínhamos pensado em fazer, as dificuldades vividas transformam a forma de encararmos o mundo. De modo geral aumentamos nossa percepção e intendemos que tudo isso é necessário para podermos evoluir como ser humanos.

Praticar trekking é sentir emoção a toda hora, deslumbrar-se a cada segundo, conforme avançamos pelas trilhas, campos e montanhas, passo a passo a vista de novos cenários instigam darmos mais um passo.

 

Geralmente os caminhos percorridos levam a lugares incríveis, que não imaginávamos até em tão que pudessem existir, mas para chegar a estes locais temos que colocar a mochila nas costas, caminhar, acampar, cruzar rios, montanhas, banhados, sentir a chuva, frio, vento, calor, isto é, ficar em contato direto com a natureza.

Durante os trekkings sempre podemos nos deslumbrar com paisagens que compensam todo o esforço gerado para chegar até ali. Os aprendizados concebidos durante a realização de um percurso de vários dias transforma a maneira de como encaramos a nossa vida.

Costumo dizer a meus amigos que a duas opções apenas para os praticantes deste esporte. As pessoas que amam praticar trekking e as pessoas que nunca mais vão querer pratica-lo, mas mesmo assim digo a você que está lendo esse artigo, que ao menos dê a chance de experimentar sensações únicas, permita-se sair da sua zona de conforto, arrisque acampar em um local selvagem (sem estrutura) ao menos uma vez, deslumbre-se com o nascer do sol ou o céu estrelado. Os maiores significados da vida é poder desfrutar das coisas simples e puras que a natureza tem a nos oferecer.

Pedra da Naja, trilha até o cume!

Pedra da Naja, trilha até o cume!

A atividade originou-se depois de algumas conversas entre amigos, fomos convidados a conhecer o Refúgio Ecológico Sonho do Montanhista e as trilhas que levam ao Morro dos Cavalos e a Pedra da Naja.

Saímos da cidade de Farroupilha/RS com destino primeiramente a cidade de Feliz/RS na região dos Vales da serra gaúcha, para a primeira parada, pegar a terceira integrante da aventura, depois de acomodar todas as bagagens era hora de pegar a estrada novamente, agora sim com destino ao Refúgio Ecológico Sonho do Montanhista – Catupi/RS.

Durante todo o trajeto a chuva não deu trégua, ao olhar para o horizonte e ver aquele céu acinzentado, tínhamos a sensação que o fim de semana seria regado de muita chuva e frio. A cada quilômetro rodado ficávamos ansiosos para chegar e logo armar as barracas.

Conforme íamos se aproximando do Refúgio a beleza do por do sol chamava nossa atenção, ali é uma região bastante conhecida por produzir grandes quantidades de carvão vegetal, conforme olhávamos o sol ir desaparecendo no horizonte, as fumaças no ar subindo e um pequeno espaço de céu azul, nos dizia que seria um fim de semana incrível. Paramos ali um pouco para apreciar aquele momento, sentimento de muita gratidão e felicidade.

Refúgio Ecológico Sonho do Montanhista

A estrada de acesso ao refúgio é íngreme e possui inúmeras pedras soltas, ali tivemos algumas dificuldades para subir, mas devagar fomos contornando os obstáculos e subimos, fomos muito bem recebidos pelo proprietário Paulo Menezes, onde nos ajudou a levar as mochilas e os materiais de camping para a área de acampamento.

Refúgio Ecológico Sonho do Montanhista

Montamos as barracas ao lado da outra bem pertinho do refúgio, perto da cozinha e da fogueira, assim tornando mais fácil na hora de dormir e acordar.

Depois organizamos todos equipamentos o restante da galera chegou, vindos um de cada lugar diferente do estado, amigos que conheci ao longo de muitas aventuras pelo Rio Grande do Sul e fora dele, amizades unida pela paixão pela natureza, jeito simples de aproveitar a vida.

A galera chegou tão empolgada que logo a Carla, proprietária e cozinheira oficial do refúgio preparou a janta para todos aqueles aventureiros que chegaram loucos de fome, enquanto os alimentos eram cozinhados ascendemos uma fogueira e ficamos ali contando as histórias de nossas aventuras por aí e relembrando outras tantas vezes que estivemos juntos.

Refúgio Ecológico Sonho do Montanhista

Estar ali com amigos que a gente gosta é uma sensação que não tem preço, enquanto o fogo ia queimando os galhos e as lenhas, estávamos todos ali jantando em roda de uma fogueira majestosa, a cima de nós a luz do luar que aparecia em meio ao céu nublado, já dava para ter uma pequena ideia do clima do dia seguinte. Mas isso em si não nos preocupava, podia chover, fazer frio, estávamos todos ali determinados a percorrer as trilhas sem dar desculpas.

Sempre ouvi falar que precisamos experimentar o frio para valorizar o calor, experimentar a chuva na cara para assim valorizar o sol, e tantas outras coisas que acontecem durante um fim de semana na natureza, tudo isso faz com que possamos aprender e valorizar as coisas simples da vida.

Depois do jantar chegou a hora de abrir as garrafas de vinho, ficar ao lado de quem a gente gosta e contar piadas, rir, ouvimos as histórias do Morro do Iê-Iê, assombrações e lendas da região, acho muito interessante saber de tudo isso, assim podemos valorizar mais o lugar e as pessoas, são pequenas histórias contadas ao meio da noite que fazem as vezes um acampamento normal tornar-se incrível. Após algumas garrafas tomadas era hora de cair na cama, quer dizer, entrar na barraca e dormir.

Paulo proprietário do refúgio e nosso guia da trilha avisou que tínhamos que levantar lá pelas oito horas da manhã, tomar café. A saída iria ser as 09h30min.

Manhã do sehundo dia:

Acordamos em torno de 8 horas da manhã, o céu estava nublado, mas parecia que não iria chover muito durante o dia, tiramos os apetrechos da barraca e logo começamos a ferver a água para o café, sentamos todos em baixo dos galpões do refúgio conversando e imaginando como seria a trilha, o que íamos levar, quanto de água e quais alimentos levaríamos junto.

Após o café, o nosso guia chamou todos para uma breve reunião antes da saída para a trilha, nos entregou folhetos com dicas básicas sobre como proceder nas trilhas em geral, todos os tópicos servem como um alerta para cada praticante de aventuras, minimizar os estragos nas áreas naturais, sempre tentando ser o mais ecológico possível sem ferir a natureza.

Refúgio Ecológico Sonho do Montanhista

Depois de discutirmos alguns tópicos, colocamos as mochilas nas costas e o Paulo disse, que esse grupo era especial, pois era o primeiro grupo comercial a fazer a trilha da Pedra da Naja inteira até o cume. Sentimos lisonjeados por estar naquele grupo tão especial.

O grupo era formado por nove pessoas, dentre elas estava eu – Luís H. Fritsch, Marcio Basso, Luciane Pohlmann, Thaís Almeida, Fabinho Oliveira, Júlio Cézar, Jenilson Barros, Daniel Gomes e o guia Paulo Menezes. E não podemos esquecer do companheiro do guia o Pernudo (o mascote do reúgio).

Inicio da trilha

Saímos do refúgio caminhando para o lado oeste em uma pequena estrada de terra, a cerca de uns 100 metros já estávamos dentro da trilha propriamente dita, o local continha uma grande quantidade de capim alto, encharcado pela chuva e umidade que estava no lugar.

Pedra da Naja

Conforme íamos progredindo na trilha as paisagens de da fauna e da flora iam mudando, estávamos subindo em direção ao Morro dos Cavalos, uma subida um tanto íngreme, mas encantadora, a cada passo que dávamos éramos submetidos a desafiar a lei da gravidade, tendo que se pendurar em arvores e pedras, o guia nos disse que a trilha em si era fácil, mas havia muitas partes técnicas, onde teríamos que escalar as rochas.

Pedra da Naja

Depois de encarar essa subida íngreme chegamos na primeira gruta, essa possuía uma espécie de sala de reunião, continha uma mesa e cadeiras feitas com pedras, todas as cadeiras distribuídas de maneira circular em torno da mesa. O guia nos contou que antigamente os índios da região faziam cerimonias e alguns sacrifícios, era o lugar onde levavam as mulheres para satisfaze-los e depois as retiravam a vida.

Pedra da Naja

Pedra da Naja

Passamos um tempo ali conversando, rindo e nos alimentando, enquanto isso o guia dizia que teríamos que escalar um bom trecho, pois precisávamos chegar ao cume deste morro.

O primeiro grande obstáculo foi subir uma parede com cerca de 4 metros usando apenas uma corda, para mim e para os outros que possuem relativamente medo de altura, era um desafio tremendo, depois de alguns encorajamentos e empurrões, conseguimos superar o desafio, sentamos para descansar e agradecemos aos amigos e principalmente ao guia por estar ali sempre nos apoiando.

Pedra da Naja
Pedra da Naja

Depois de muita trilha e escalaminhada, chegamos ao cume do Morro dos Cavalos, uma vista fantástica dos arredores, muito compensador. Do alto do morro podíamos ver o próximo destino que seria o cume da Pedra da Naja.

Pedra da Naja

Pedra da Naja

Pedra da Naja

Para se chegar ao Cume Pedra da Naja o roteiro seria por cima da crista do Morro dos Cavalos até chegar no destino desejado, mas mesmo assim o guia nos disse que não seria tão fácil assim, então de mochilas nas costas seguimos em fila indiana, passamos por inúmeras áreas com mata densa, espinhos e muitas pedras lisas, depois de alguns minutos passados chegamos a uma outra gruta, ali o guia nos disse que era interessante deixar as mochilas, pois o local onde tínhamos que passar era bastante apertado.

Pedra da Naja

Pedra da Naja

O local de fato era apertado, tivemos que praticamente rastejar para conseguir passar, era uma fenda enorme entre um paredão de pedra e outro, cerca de 5 a 7 metros de comprimento, depois subimos uma parede com auxílio de cordas e enfim alcançamos o objetivo. Estávamos no Cume Pedra da Naja, local de beleza singular, ali tínhamos pouco espaço para ficar todos juntos e posar para uma foto, então em vez disso escrevemos em um caderno, nesse, escrevemos cada um uma frase com data , para assim quando o segundo grupo de aventureiros chegar até aqui, encontre os manuscritos.

Pedra da Naja
Assinatura do Pernudo (Mascote) – Cume Pedra da Naja
Pedra da Naja
Cume Pedra da Naja

No momento que alcançamos o Cume Pedra da Naja muitos de nós nos emocionamos, estar ali, com um grupo de amigos, tão maluco por aventuras e ter a honra de poder cumprir esse desafio, não há preço que pague. Com toda a certeza pude vivenciar uma frase que aprecio muito. “A felicidade não está no caminho que leva a algum lugar. A felicidade é o próprio caminho”.

Deixamos o caderno em um pote impermeável e depois de alguns minutos começamos a trilha de volta ao Refúgio Ecológico Sonho do Montanhista.

Veja aqui todas as fotos dessa aventura inesquecível:

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Uma vez por ano, vá a algum lugar onde nunca esteve antes. Dalai Lama

Uruguai Road Trip

Chegou o dia de mais uma aventura… Uma aventura sonhada.. Depois de 4 visitas ao Uruguai chega o dia de seguir meu próprio caminho. Um roteiro desenhado na minha mente. Somente linhas traçadas em um mapa. Desde 2010 várias idas e vindas entre o Brasil e o hermoso Uruguai. E a vontade de realizar a grande trip.

Uruguai Road Trip

Chegar ao Uruguai por Barra do Quaraí/Bella Union. Descer o mapa até Colônia de Sacramento e seguir costeando o rio da Prata até Punta del Este. Subir pelo litoral e seguir até Chuy, visitar as cidades pelo caminho, poder parar, olhar o sol, apreciar o mar, entender a história deste nobre e humilde país.

No primeiro dia seguiremos até Uruguaiana, para uma breve visita a Passo de Los Libres na Argentina. Afinal, temos um destino, o que não quer dizer que temos que seguir uma linha reta. Você faz sua aventura, você faz seu caminho. Não depende de ter companhia, depende única e exclusivamente da sua vontade junto a um bom planejamento. Eu e o Márcio seguiremos viagem até Uruguaiana. Mochilas gêmeas aventureiras.

Uruguai Road Trip

Quando contei sobre a viagem, a pergunta foi: quando a gente vai? Resposta nas próximas férias! Montamos o roteiro, com base no meu mapa mental. Utilizamos o Google Maps para traçar a rota principal e realizamos a busca por campings nos pontos de parada. De pensar que há anos atrás eu viajava com um simples mapa rodoviário tamanho gigante. Volta e meia parava na beira da rodovia para pedir informações e abria o mapa no capô do carro para verificar as opção de rota nas tantas vezes que me perdi no caminho.

As vezes sentia medo de não achar o caminho mas sempre encontrei pessoas de bem que me ajudavam a voltar a rota correta. O espírito aventureiro sempre fala mais alto nessas horas. O sorriso no rosto é um ótimo cartão de visita.

Até breve. Márcio e Lu.

Acompanhe a nossa aventura acessando a fanpage: Trekking RS ou pelas Hashtag: #trekkingrs #caminhospelomundo #brasileirosnouruguai #uruguairoadtrip

Uruguai Road Trip
Chegando a Santa Maria/RS – Brasil

Segundo dia 13/10/2016

Acordamos cedo, o que possibilitou a linda vista do nascer do sol as margens do Rio Uruguai. Com suas águas turvas, em função da chuva da noite, mas ao mesmo tempo brilhante e encantador. A opção era seguir viagem rumo ao Uruguai ou dar uma passadinha no outro país vizinho, a Argentina. Rumo a Passo de Los Libres, passamos a ponte Brasil x Argentina e chegamos a Aduana Argentina.

 

Uruguai Road Trip - Uruguaina
Nascer do sol em Uruguaiana – 13/10/2016

Sugestão: caso visitem a Argentina, via terrestre, tenham o mínino de coisas possível no carro, pois terão que descarregar e mostrar tudo que estão carregando.

Passeamos pela cidade, uma cidade simples, hospitaleira a maneira Argentina, mas percebe-se que o povo tem sofrido bastante com os problemas econômicos do país, os preços estão nas alturas e você só pode trocar moeda em bancos ou com os cambistas que ficam ao longo da estrada, entre a ponte e o Centro da cidade. Permanecemos não mais que 4 horas e retornamos a Uruguaiana para seguir viagem. Na volta o carro não foi revistado.

Uruguai Road Trip
Passo De Los Libres – Argentina – 13/10/2016
Uruguai Road Trip
Passo De Los Libres – Argentina – 13/10/2016

Seguimos até Barra do Quaraí e passamos a alfândega Uruguaia em Bella Union sem problemas. Somente abrimos o porta malas para que o fiscal olhasse e ele mesmo já nos encaminhou para a migração. Seguimos até Termas del Arapey, famoso balneário de águas termais uruguaio, onde nos instalamos no camping. A avaliação do local e maiores informações serão descritos em outro post, pois o local oferece várias opções. O camping oferece um lindo por do sol. Onde somente os apreciadores da natureza podem ver!

Uruguai Road Trip
Termas del Arapey – Uruguai – 13/10/2016
Uruguai Road Trip
Termas del Arapey – Uruguai – 13/10/2016

Riozinho um pequeno paraíso natural

Riozinho é uma cidade localizada a 133 quilômetros da capital Porto Alegre, Rio Grande do Sul – Brasil. Colonizada no ano de 1875 por cerca de 200 famílias de imigrantes húngaros, poloneses, prussianos e suecos, as quais acolheram, mais tarde, a vinda de famílias de origem alemã e italiana. O nome do lugar se deu por existir um pequeno rio que divide a cidade em duas partes.

A cidade de Riozinho também é conhecida pelas suas lindas paisagens naturais, na qual a Cascata do Chuvisqueiro tem o maior destaque turístico da cidade, neste local as principais empresas de turismo e agencias de viagem, trazem aventureiros de todas as partes do Brasil, para desfrutar dessas belezas e também para praticar o esporte de aventura conhecido como Rapel. A queda da cascata tem aproximadamente 80 metros de altura, isso garante muitas emoções para os aventureiros que se desafiam a descer pela parede de pedra ou mesmo junto a queda de água. Com certeza é uma aventura inesquecível.

Além dessa incrível cascata a outra queda de água para conhecer e se divertir nos dias de verão, é conhecida como Cascata das Três Quedas, aqui é possível refrescar-se junto as três piscinas naturais providas de cada queda de água. Estas cascatas você não vai encontrar nos mapas turísticos da cidade de Riozinho/RS, mas vale a pena ir conhecer e desbravar as trilhas que a compõe, para chegar a este local é fácil e rápido, a trilha que leva até a base da terceira queda é tranquila sem grandes esforços, qualquer pessoa pode faze-la. O começo dessa trilha se dá no Camping Cascata do Chuvisqueiro, para acessa-lá converse com a direção do camping.

Riozinho um pequeno paraíso natural

Caso você queira explorar as quedas da parte de cima, suba pela estrada de terra e encontrará uma trilha que leva as quedas superiores. A trilha não é longa, mas é de certa forma um pouco complicada e íngreme, possui inúmeras pedras soltas e algumas árvores caídas pelo caminho.

Coordenadas Geográficas da Cascata das Três Quedas: 29°35’23.4″S+50°25’32.6″W

Na parte de cima a queda de água tem aproximadamente 5 metros de altura, para quem gosta de apreciar um salto dentro do rio, ali é uma ótima local para isso. Estando ali ainda tem a possibilidade de subir mais uma trilha que leva a algumas piscinas naturais um pouco mais rasas, caso decida ir com sua família, ali com certeza é um belo lugar para passar a tarde.

Riozinho um pequeno paraíso natural

Riozinho um pequeno paraíso natural

Sempre que for a um local novo, explore ele por completo, as vezes os lugares menos turísticos são aqueles mais incríveis, pois são menos impactados pelo homem e garantem uma beleza surpreendente!

Caso queira percorrer essas trilhas esteja munido de água e calçado fechado.

Para saber outras informações sobre a cidade, acesse o site da Prefeitura de Riozinho/RS – Brasil, clicando aqui!

Cascata das Andorinhas um lugar mágico!

Visitar a Cascata das Andorinhas era um sonho guardado há muito tempo dentro da minha cabeça, cada imagem que eu via nas redes sociais e fotografias tiradas por fotógrafos profissionais faziam meu coração vibrar de tal forma, que isso aos poucos foi instigando o desejo de estar lá.

Demorei algum tempo para conhecer essa cascata, pois acredito que existe sempre um momento certo para conhecermos certos lugares, às vezes o que nos impede não é apenas o dinheiro ou a falta de coragem. Penso que um dos pontos fortes que influenciam uma viagem é estar de mente tranquila e espiritualizada, fazendo assim você chegar a determinado lugar e vivenciar todos os sentidos e as imensas sensações que um novo destino pode proporcionar.

A Cascata das Andorinhas leva este nome em razão da grande quantidade desta espécie de aves que habitam o local. O ambiente natural é cercado por rochas onde pode ser praticado o esporte Rapel.

Para chegar a Cascata das Andorinhas é muito fácil, está localizada a 20 Km do Centro. Existem inúmeras placas que indicam o caminho a ser percorrido para se chegar até ela. Seguimos o caminho por estrada de terra e conforme íamos avançando pela estrada de carro, notamos que a estrada sofre estreitamento  aumentando a dificuldade no percurso. Assim, resolvemos parar, deixar o carro ao lado da estrada e seguir a pé.

Coordenadas geográficas: 29°34’14.2″S+50°28’53.4″W

Colocamos a mochila nas costas e seguimos pela trilha anteriormente demarcada. A dúvida gerada nesse caminho é que ao andar pequena distância depara-se com uma bifurcação na trilha com dois sentidos, para a direita e para a esquerda. Do lado direito, parece direcionar para cima do morro, e do lado esquerdo acompanha o rio. Decidimos ir pela qual acompanha o rio, pois levamos em consideração que geralmente as cascatas ficam junto aos rios!

Cascata das Andorinhas

A trilha em si não tem grandes desafios, todas as pessoas podem percorre-la desde que, munidos de água e com calçados adequados, tem cerca de 1,5 quilômetros de extensão medido do local de estacionamento até a entrada da “caverna”, onde se descortina a Cascata das Andorinhas. O terreno é úmido e um pouco escorregadio, possui muitas raízes de árvores, onde as vezes precisávamos agarra-las para não sofrer nenhum tombo. Durante a trilha é preciso cruzar duas vezes sobre o pequeno rio até chegar a cascata.

Ao chegar, a vista é de tirar o fôlego! Fiquei estasiado com tanta beleza, as paredes ao lado da Cascata das Andorinhas pareciam ter sido esculpidas por alguém, permaneci ali olhando aquelas marcas, riscos sobre a pedra e imaginando que foram feitas pelo tempo ou pela água. Certamente  tudo isso era inundado antigamente. O desenho estampado nas paredes lembram as antigas cavernas ocupadas pelos primatas.

Cascata das Andorinhas

Cascata das Andorinhas

O local é tão magnífico que parece que estamos em um cenário de filme, uma beleza quase indescritível de retratar. Naquele local,  a sensação de paz, tranquilidade e liberdade é  inexplicável. Quanto mais eu permanecia ali, mais queria ficar apenas admirando cada detalhe de suas paredes, não queria ir embora. Chegamos por volta de 11:00 horas da manhã e permanecemos admirando até as 14:00 horas da tarde. Geralmente, quando estamos em um lugar onde nos sentimos bem as horas passam muito rápido. Ao nos darmos conta, já era hora de voltar para o carro. o horário de almoço já estava atrasado, precisávamos almoçar e ir até o próximo destino que seria a Cascata do Chuvisqueiro na cidade de Riozinho/RS – Brasil. Visita essa que contarei a vocês no próximo post.

UltraLight Regular Sea To Summit

Apresento a vocês o mais novo isolante inflável UltraLight Regular da empresa Australiana Sea To Summit. Vou mostrar aqui todas as suas características construtivas, detalhes e curiosidades.

Construção:

Seu processo de fabricação é o mesmo utilizado nas indústrias médicas e aeronáuticas, muito superior aos sistemas utilizados nos concorrentes, e que praticamente elimina o problema de laminação, que pode causar bolhas nos isolantes.

Seu formato é construído em células, estas células armazenam o ar dentro delas permitindo que você coloque todo o peso do seu corpo em cima sem que o ar de dentro das células escapem para as bordas do isolante, deixando seu corpo não entrar em contato com o solo. Além de ser muito confortável, garante melhor isolamento térmico ao usuário.

UltraLight Regular Sea To Summit

Confeccionado em Nylon Ripstop 40 D oferecendo o equilíbrio perfeito entre peso e durabilidade.

Detalhes, curiosidades e testes:

O isolante possui muitos detalhes importantes que oferecem segurança e agilidade ao manuseá-lo, baixo peso e uma excelente compactação para transporte, isso em relação aos outros modelos de isolantes encontrados aqui no Brasil. Possui medidas interessantes quando aberto fora da embalagem e também quando fechado. Aberto conferimos as medidas de 1,83 metros de comprimento X 55 cm de largura e 5 centímetros de espessura.

UltraLight Regular Sea To Summit

Já,  fechado as medidas são 17,5 centímetros de altura por 7,5 centímetros de largura, é tão pequeno e compacto que se formos comparar em relação a uma garrafa de refrigerante 600 ml, o isolante ainda assim é menor. A fabricante Sea ato Summit, compactou tanto que o deixou com o peso de 355 gramas, tornando-o um dos mais leves do mundo.

UltraLight Regular Sea To Summit

Mas aí você se pergunta, qual é a vantagem de trocar os isolantes de EVA que pesam aproximadamente 180 gramas ou até menos que isso? A resposta é fácil de ser respondida. Com cerca de 200 e poucas gramas a mais você consegue dormir confortavelmente como se estivesse em um colchão de ar e ainda mantem seu corpo seco e isolado do frio quem vem do solo.

Acredito que a coisa mais incrível que tem neste isolante térmico é sua válvula de entrada e saída de ar. Para ficar mais fácil de entender vou explicar como ela funciona de maneira simples.

É construída de material plástico, selada eletronicamente junto ao tecido do isolante, isso proporciona maior segurança, evitando que a válvula quebre ou rasgue o tecido durante os vários procedimentos de enchimento e esvaziamento do mesmo.

UltraLight Regular Sea To Summit

A válvula possui 2 estágios assim, para abrir é muito simples e prático, basta  puxar a “orelha” para cima onde está escrito Inflate (inflar), este primeiro estágio serve para levar o ar para dentro do isolante, até aí sem grandes novidades. Geralmente não conseguimos jogar a quantidade certa de ar para dentro do isolante de uma vez só, precisamos de inúmeros assopros para infla-lo. Pensando nisso o fabricante criou essa válvula tecnológica, pois quando você joga o ar para dentro e espera para pegar mais fôlego, a válvula impede que o ar que está lá dentro saia, isso é incrível.

UltraLight Regular Sea To Summit

Testei seu enchimento usando o ar de meus pulmões, fiz uns 5 assopros e o isolante inflou de maneira rápida e eficiente. Para ter ideia da velocidade de enchimento, cronometrei e tive um belo resultado. A foto abaixo mostra 50 segundos de enchimento, mas posso dizer que demorou um pouco menos que isso, cerca de aproximadamente 40 a 45 segundos.

Foto com cronometro:

UltraLight Regular Sea To Summit

Para acionar o segundo estágio, segure a “orelha” onde está escrito Deflate (desinflar) puxando para cima, isso fará o ar que está lá dentro sair em poucos segundos, para ser mais exato cerca de 3 a 5 segundos para desinflar completamente.

UltraLight Regular Sea To Summit

Vídeo de apresentação do Isolante inflável UltraLight Regular – Sea To Summit

Uma curiosidade que me chamou bastante atenção é o fato do fabricante ter se preocupado com a durabilidade deste equipamento. Na parte interna possui um tratamento antimicrobiano, o qual evita que o ar e a umidade aprisionados dentro do isolante possam causar sua deterioração.

Indicações de uso:

O isolante inflável UltraLight da Sea to Summit é indicado para utilização tanto para o montanhismo quanto para os entusiastas de camping, uma vez que além de possuir extremo conforto, possui também bom isolamento do frio.

Características conforme fabricante:

Material: Nylon Ripstop 40D

Peso: 355g

Dimensões: Aberto: 1,84m X 55cm X 5cm e Fechado: 17 x 7,5 cm

Nº de Células: 181

Acessórios vendidos separadamente:

A Sea To Summit criou duas opções para auxiliar e facilitar o enchimento deste isolante, a primeira opção é o Saco organizador 2 em 1 Jet Stream Pumpbasicamente é um saco organizador ultrafino e leve que permite a saída de ar, fazendo que ele ocupe menos espaço na mochila e por outro, ele se torna uma bomba para inflar os isolantes.

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Com o saco organizador é possível acomodar itens  sem medo de perder e até facilitando a organização em sua mochila.

O segundo equipamento é chamado de  Saco Estanque 2 em 1 Air Stream que  é um saco estanque ultrafino e leve. Pode ser usado como saco estanque propriamente dito, ou como uma bomba para inflar os isolantes através do efeito Venturi. Os 20 litros do saco estanque são inflados facilmente sem esforço e através do saco cheio de ar é possível encher um isolante inflável repetindo o procedimento cerca de três vezes.

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Veja o vídeo abaixo, mostrando os dois equipamentos e toda as suas funcionalidades:

Este modelo de isolante foi adquirido fora do Brasil, pela empresa Sol de Indiada, o proprietário nos permitiu fazer a primeira avaliação sobre o produto, em algumas lojas nacionais já é possível adquiri-lo. Veja abaixo.

Onde comprar:

Você encontra o isolante inflável UltraLight Regular – Sea To Summit nas principais lojas online espalhadas pelo Brasil, cito aqui algumas, tais como: Loja Clube Trekking, Loja Alta Montanha, Mundo Terra, Território Mountain Shop.

Veja todas as fotos do isolante inflável UltraLight Regular – Sea To Summit

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REVIEW – Mochila Arc’Teryx Kea 37 Men’s Tall

REVIEW – Mochila Arc’Teryx Kea 37 Men’s Tall

Quem não gosta de mochilas, que atire a primeira pedra, afinal ela é nossa principal companheira de aventuras. A mochila é quem nos acompanha a cada passo, portanto podemos afirmar que ela ocupa o topo da lista de itens essenciais ao trekker, sendo a responsável por uma série de fatores consideráveis na sua caminhada. No intuito de auxiliar aos que desejam adquirir um novo equipamento, quero deixar aqui minhas impressões sobre a Arc’Teryx Kea 37, minha nova parceira de aventuras, comprada para trekking e montanhismo.

Arc’Teryx Kea 37

Arc’Teryx Kea 37

  • Peso: 1.550g
  • Preço: R$612,00
  • Capacidade: 37 litros
  • Cores disponíveis: Preto e Laranja
  • Tamanhos disponíveis: Short (Torsos de 40.5cm – 48cm), Regular (Torsos de 45.5cm – 53cm) e Tall (Torsos de 50.5cm – 58cm)
  • Materiais: Evon Foam, 840D Stretch Mesh, 420D Cordura HT Plain Weave, 6061 Aluminum Stays.

A marca dispensa maiores apresentações. A Kea foi desenvolvida aos olhos da Kata, uma das mais conceituadas para a prática de escalada em rocha, montanhismo e atividades intensas de trekking do tipo “overnight”. Impressiona pelo seu conforto, versatilidade e alta impermeabilidade, aliada à tecnologia empregada em sua construção.

Num primeiro momento, confesso que fiquei desapontado com o peso da mochila, pois esperava algo mais leve pela capacidade de 37 litros. A título comparativo, minha Axios 50 (também da Arc’Teryx) tem capacidade maior, porém pesa 300g a menos. A capacidade volumétrica da mesma me surpreendeu e foi o primeiro ponto positivo que notei em comparação à outras que havia visto. O corpo principal é grande e garante a organização dos principais itens para uma pernoite. A qualidade dos materiais também é um ponto perceptível e ganha destaque ao tecido em cordura que confere impermeabilidade ao conjunto, juntamente com as costuras reforçadas. As laterais da mochila trazem tiras de compressão próprias com dupla função: prender / estabilizar a carga e transportar bastões de caminhada ou outros itens. Para completar, fivelas em poliamida garantem um bom suporte à estrutura.Arc’Teryx Kea 37

Arc’Teryx Kea 37

Nada de bolsos laterais, apenas os inferiores em mesh para o transporte de cantis. Achei uma boa sacada da marca, já que das duas que tive com bolsos laterais, nunca usei os mesmos. O compartimento principal é dividido verticalmente na parte interna, auxiliando na organização e separação dos itens por categoria. Não possui abertura por zíper inferior; outra boa ideia, pois os antigos ficaram sempre fechados.

A tampa comporta dois bolsos amplos, ambos com bom espaço para se guardar diversos itens. Zíperes impermeáveis são um ponto positivo, além da abertura para o sistema de hidratação que pode ser colocado no compartimento principal e preso por um engate rápido. Vale salientar que a tampa é fixa, portanto não pode ser destacada. Achei que ela poderia ser um pouco mais côncava, para “abraçar” melhor o corpo da mochila (percebi que a maioria das mochilas da Arc’Teryx tem esse pequeno defeito).

Arc’Teryx Kea 37

Arc’Teryx Kea 37

A barrigueira, anatomicamente estruturada e com ajustes, é termo-moldável e se ajusta ao seu corpo conforme o uso; confortável é um termo fraco para descrever a sensação que a barrigueira oferece. Dois bolsos em mesh podem ser utilizados para transportar celular, câmera digital, um pequeno canivete, barrinhas de cereal, etc. As alças são bem estruturadas e revestidas com o mesmo material da barrigueira e costado, conferindo conforto e boa dissipação de suor. Possuem tira peitoral ajustável (comprimento e altura) e removível, tiras tensionadoras que estabilizam a carga e regulagem de posição. Possuem também pontos para fixação de objetos como GPS e mangueira do sistema de hidratação.

O costado merece uma nota à parte e é o ponto forte do equipamento. Construído em Evon Foam, ele se ajusta e acompanha o formato do seu corpo a cada passo, ficando sempre rente e colado em suas costas. Essa construção permite bom fluxo de ar entre a mochila e seu corpo, reduzindo consideravelmente a temperatura e a transpiração. O sistema de sustentação em alumínio 6061, consegue transferir boa parte do peso para a barrigueira, tornando a mochila muito mais confortável.

Arc’Teryx Kea 37

Arc’Teryx Kea 37

Arc’Teryx Kea 37

Arc’Teryx Kea 37

Enfim, era exatamente o que procurava para o montanhismo e minhas andanças de poucos dias. Consegui reduzir o peso, tamanho e aumentar a qualidade de meus equipamentos; queria uma boa mochila para acompanhar essa evolução e encontrei na Kea 37 todas as características que buscava. Materiais empregados e construção de excelente qualidade aliam confiabilidade, leveza e conforto ao conjunto.

Link para o site do fabricante: Arc’Teryx Kea 37

Sem título

Texto e fotos: Edver Carraro
Site: Edver Carraro