Cânion Josafaz um lugar inóspito!

Tudo começou por convite de um velho amigo, integrante do Grupo de Escoteiros Almirante José de Araujo Filho – Garibaldi/RS, para fazer um trekking de aproximadamente 25 quilômetros pelo maior cânion da região dos Aparados da Serra, conhecido pelo nome Cânion Josafaz, possui 16 quilômetros de extensão e está além dos limites do Parque Nacional dos Aparados, localizado à cerca de 68 quilômetros da cidade de Cambará do Sul, pertencendo ao município de São Francisco de Paula/RS – Brasil.

A aventura foi realizada em conjunto com outros grupos escoteiros, assim promovendo maior integração entre os jovens da faixa etária de 15 a 18 anos, estes pertencentes ao Ramo: Sênior/Guia.

Saímos da cidade de Garibaldi/RS, por volta de 1:00 hora da manhã do dia 29/10/2016, com destino a São Francisco de Paula/RS e chegamos ao destino por volta das 6:00 horas da manhã. Nessa aventura estavam presentes 38 pessoas no total, incluindo o guia que foi contratado para acompanhar o trekking.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Após tomar um café da manhã especial no pé do cânion, era hora de começar a caminhada. Seriam aproximadamente 1.000 metros de altimetria acumulada, trilhando os caminhos por estradas antigas e trilhas construídas pelos antigos povos tropeiros. Estava eu com minha mochila cargueira pesando aproximadamente 13,6 kg, carregando tudo que era necessário para uma boa aventura. Na mochila havia colocado todos os equipamentos de camping, tais como: barraca, saco de dormir, isolante térmico, roupas extras, roupas para frio e ainda alguns alimentos.

Conforme subíamos avançando pela estrada, o cenário fazia nossos olhos brilharem. Muita vezes, em ocasiões como essa, podemos caminhar longos caminhos, mas é preciso seguir com calma para apreciar tudo que existe a nossa volta.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Na metade do trajeto, passamos por lindas cachoeiras totalmente despoluídas, isso é raro hoje em dia. Nelas sempre completávamos nossos cantis de água, seguindo uma das grandes lições que aprendi no Movimento Escoteiro durante os 14 anos que participei ativamente, de que nunca devemos tomar toda a água que carregamos até que encontremos uma fonte segura para reabastecer de água. Nessas cachoeiras e rios que corriam pelo caminho onde passávamos não tínhamos certeza se a água era potável ou não, na dúvida colocávamos pastilhas de cloro, que tem a função de matar as bactérias que possam existir na água.

Depois de aproximadamente 5 horas de caminhada morro a cima, chegamos ao topo do Cânion Josafaz. Efetuamos o reconhecimento do local a procura do melhor local para armar o acampamento. O clima nessa região é muito instável, uma hora tem um sol escaldante e em poucos momentos já está nublado. Na parte de cima do cânion existem alguns locais de banhados cobertos por vegetação do tipo Turfeiras, em outras existem longos campos de capim e alguns trechos de mata nativa. Para evitar maus bocados durante a noite, escolhemos uma clareira em meio a dois pedaços de mata nativa, assim caso ventasse durante a noite, estaríamos protegidos.

Depois de montado todo o acampamento e preparado o almoço, já alimentados e refeitos do cansaço, era hora  explorar a parte de cima deste cânion. A ideia era ir até o vértice do Josafaz, uma caminhada estafante, subindo e descendo morro através das estradas e trilhas que ali se formaram com as explorações dos veículos 4×4. O cenário é de tirar o folego, uma mistura única de campos e matas, cercado por rios totalmente despoluídos. A caminhada com aproximadamente 6 quilômetros de extensão tornava-se um pouco cansativa em razão do sol forte, porém em muitos momentos da caminhada era necessário colocar os casacos, daí passava-se uns 15 min e  nos obrigávamos a tirar os casacos, pois como disse anteriormente, o clima na região é muito instável.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Após algumas horas caminhando chegamos ao ponto culminante do nosso trekking no Vértice do Cânion Josafaz, ali a visão é incrivelmente linda, possui uma cachoeira que acredito ter mais de 200 metros e é dividida em duas partes. O Cânion Josafaz é ainda pouco explorado, um lugar inóspito, mas de extrema beleza e grandiosidade, com vasta mata atlântica em seu interior. Este local é perfeito para descansar, meditar e refrescar os pés na água cristalina que corre pelo rio.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Permanecemos ali durante algum tempo apreciando aquela beleza incrível, conversando e tirando algumas fotos. Momentos após, era hora de voltar para o acampamento e descansar um pouco. Durante a volta escolhemos cortar caminho, pois olhando de longe víamos uma linha reta, parecia ser fácil se não fosse pelos banhados! Encaramos o desafio e seguimos em frente, e por incrível que pareça, não encharquei as botas e o caminho de volta foi bem mais rápido em relação ao da ida, o que garantiu a nossa chegada antes do entardecer.

Já no acampamento preparamos uma fogueira para assar alguns quilos de carne, fizemos um belo churrasco à moda antiga e batatas doces enroladas em papel alumínio jogadas na brasa. Não sei se era a fome que tínhamos ou o que, mas o gosto daquele churrasco, para mim, era o melhor que já havia comido. Depois do belo jantar realizou-se a cerimônia de Fogo de Conselho, cerimônia muito conhecida e praticada pelo  Movimento Escoteiro, pois ali é o lugar onde podemos sentar para ouvir histórias, relatos incríveis das pessoas  presentes sobre suas aventuras durante o dia. Esta cerimônia é realizada sempre na última noite de acampamento e é encerrada com a Canção da Despedida. Após a cerimônia de Fogo de Conselho, fomos todos deitar, precisávamos descansar e recompor as energias para o dia seguinte.

Na manhã seguinte depois do café da manhã, chegou a hora de desmanchar o acampamento, organizar os equipamentos e aprontar as mochilas, e retornar até o pé do cânion.

Na descida, senti muito mais o peso da minha mochila, pois ao descer além do nosso próprio peso corporal, temos ainda a mochila cargueira nas costas, todo esse peso fica apoiado sobre os joelhos, tornozelos e pés. Por isso, toda a descida foi realizada devagar, com o devido cuidado para não cair, pois nas trilhas dos antigos tropeiros tem inúmeras pedras soltas e é muito íngreme também, então todo o cuidado é necessário para voltar bem para casa.

Veja todas as fotos dessa incrível aventura, clique aqui.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Se você gostou do relato do trekking no Cânion Josafaz, deixe um comentário abaixo. Veja também o relato da Trilha no Cânion da Pedra clicando aqui.

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

Aloha Galeraaa, tenho o prazer de compartilhar um pouco com vocês do que foi o meu mochilão de 16 dias pela surpreendente Bolívia e o místico Peru com meus míseros R$ 2.300,00 reais, isso já incluindo passagem de ônibus é claro!

A escolha não foi somente pelo baixo custo da viagem, mas também por poder conhecer uma das 7 maravilhas do mundo Machupichu, acredito ser a Meca para qualquer mochileiro.

Como atualmente me encontro na fronteira com o Paraguai, tive a oportunidade de pensar em alternativas mais baratas para chegar ao país de Evo Morales. Fui até Assunção, capital paraguaia e de lá peguei um ônibus direto para Santa Cruz de La Sierra a um valor de 350 guaranis (aproximadamente R$ 250,00 reais) incluído as refeições pela empresa Transbolipar SRL.

Obs: Existe outra empresa que faz essa mesma linha (STEL turismo), com custos e estruturas praticamente iguais, aproximadamente 30 horas de viagem sem ar-condicionado e cruzando o chaco paraguaio e também cruzando os dedos para o ônibus não quebrar no meio do deserto. Assim  é essa região do Paraguai.

26.01

Parti de assunção com 4 horas de atraso, nesse meio tempo aproveitei para fazer amizade com duas equatorianas e um casal de franceses que fariam um roteiro parecido.

foto-1

27.01

Passei o dia no ônibus imaginando e contendo minha alegria em estar desbravando aquelas terras prometidas.

28.01

Cheguei em Santa Cruz as 04:00 horas e fui direto para um hotel na frente do terminal bimodal da cidade para tirar apenas um cochilo, pois queria estar em pé as 08:00 horas para embarcar no primeiro ônibus para La paz. O balde de água fria veio logo quando cheguei e percebi que só teria a tarde para aproveitar, então para ganhar tempo comprei passagem para Cochabamba, metade do caminho. A passagem saiu 80 BOL (aproximadamente R$ 50,00 reais) com duração de 11 horas, cheguei lá no inicio da noite, devorei um tradicional Pollo com papas e logo as 21:15 estava subindo ao ônibus novamente, este me levaria finalmente a tão esperada La Paz.

29.01

Cheguei na capital La paz  às 05:00 horas da matina e fui direto ao Hostel Loki onde havia feito a reserva, recomendo muito, além de ótima estrutura e localização o albergue promove festas todas as noites com os mais variados temas, sem contar as bebidas!A diária custou entorno de 55 BOL (aproximadamente R$ 35,00 reais), o único fator negativo é não contar com uma cozinha para se fazer a própria comida o que deixa as refeições mais caras.

Depois de deixar a mochila no hostel fui bater perna pela cidade, a primeira parada foi o Mirador Killi Killi nas proximidades do centro, a entrada é gratuita e da para ter uma boa vista da cidade de La paz e das montanhas que a rodeiam. Passando pela bela Plaza Murilo e o Museu Nacional Etnográfico pode-se entender um pouco da cultura local e suas mudanças com o passar dos anos, o custo da entrada é 20 BOL. (R$ 12,50 reais).

A próxima parada foi a Calle Sangarnaga onde se encontra os melhores câmbios e passeios, com o melhor custo-benefício da cidade. Meu final de tarde foi no tradicional Mercado de las Brujas, lá é evidenciado o quanto nossa cultura sul americana é rica com uma variedade de cores e cheiros exóticos.

Como o dinheiro estava curto por um mau planejamento, tive que deixar a visita ao Salar de Uyuni para outro momento e acabei comprando os passeios mais baratos que encontrei.

30.01

Depois de ter feito amizade com outro brasileiro no hostel e ter bebido tudo e mais um pouco na festa na noite anterior, cedo estava em pé para conhecer o grandioso Monte Chacaltaya e o Valle de la luna, o custo total do passeio foi de 120 BOL. (aproximadamente R$ 75,00 reais) com guia e as 2 entradas incluídas.

Os 5.400 metros de altitude do Chacaltaya são superados em menos de 1 hora, o desafio foi mesmo respirar e caminhar ao mesmo tempo, acredito que além do mal da altitude o suco de cevada que tomei na noite anterior colaborou e muito para o cansaço e a dor de cabeça que sentia. Era um sonho chegar até o pico daquela montanha e apesar de não ver neve na quantidade que desejava, a beleza daquele lugar é inigualável.

Depois de passar um frio de renguear cusco no meio das montanhas fomos ao sul da cidade onde fazia mais de 25ºC no Valle de La luna, algo bem menos emocionante e bonito, mas como estava incluído valeu a pena.

 Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

31.01

Meu 3º dia em La paz foi reservado para conhecer o antigo povoado pré inca de Tiwanaku, entrada, guia e almoço custava 190 BOL. (R$ 120,00 reais), um ótimo lugar pra quem gosta de história e se interessa pela cultura local. No almoço após o passeio experimentei carne de llama e truta, pois já não aguentava mais comer frango.

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

01.02

Deixei La Paz para trás e fui em busca do azul enigmático do lago Titicaca, a viagem até Copacabana é de 4 horas e a passagem custa 30 BOL (R$ 19,00 reais). Chegando lá fiquei em um hostal em frente ao famoso lago com diária pelos mesmos 30 BOL. Larguei a Mochila e fui explorar o belo lugar. Como estava com um casal argentino que conheci no Chacaltaya, resolvemos subir o Monte do Calvário, parte mais alta da pequena cidade. A vista lá de cima é incrível recomendo subir e ver toda a beleza do lago navegável de maior altitude do mundo com 3.812 metros de altitude em média. Na volta não perdemos tempo e compramos a passagem para a Isla del Sol para fazer a trilha de 7 km do Norte ao Sul da Ilha por 35 BOL. (R$ 22,00 reais).

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

02.02

Saímos de Copacabana com a embarcação às 08:30 e chegamos na parte norte da ilha aproximadamente 2 horas depois, meus amigos ficaram acampando pelo lado norte e eu segui a trilha até o sul da ilha. Me deparei com as paisagens mais lindas que já vi. Lugar incrível e com uma vibe fantástica, com certeza superou minhas expectativas. As 15 h e 30 minutos a embarcação já se encontrava no pequeno porto do sul da ilha para a volta a Copacabana que tem uma duração menor, as 17 horas estava em terra firme para fazer um lanche rápido e subir no próximo ônibus com  destino a capital Inca, Cusco! A empresa Titicaca cobrou 110 BOL. (R$ 65) por aproximadamente 11 horas de viagem.

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

03.02

As 5h e 30 minutos estava em solo Inca e corri para o meu hostel, mais uma vez o Loki de Cusco. Tomei café fui mais uma vez bater pernas, agora no centro histórico de Cusco. A cidade é organizada e limpa situação bem diferente da vizinha Bolívia, na avenida El sol encontrei os melhores câmbios e venda de passeios com as agencias mais baratas da redondeza. Também é o lugar certo para encontrar artesanato local e claro pechinchar muito! Comprei na prefeitura da cidade um passaporte para o Valle sagrado dos incas (Pisac, Ollataytambo e Chinchero), cidades aos arredores de cusco onde haviam antigas civilizações desse místico país e pagando por volta de 70 Soles (R$ 100,00 reais).

A noite foi reservada para conhecer as baladas de cusco que por sinal não se cobra a entrada e por isso fiz um tour, comecei no Mama África, passando pelo El Templo e terminando na Chango. Literalmente tem para todos os gostos.

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

04.02

Passei o dia conhecendo as belas cidades incas, o passeio com guia e almoço custo 45 Soles (R$ 65,00 reais), as entradas mais o guia não são baratos mais vale muito a pena. Foi incrível conhecer tudo isso, mas claro vá antes de conhecer Machupichu, para não desanimar!

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

05.02

O 3º dia na capital inca foi para relaxar depois da correria dos últimos dia, acordei mais tarde que o normal e saí para conhecer o Convento de Santo Domingo por 10 Soles (R$ 15,00 reais), caminhar pelo mercado público de San Pedro e o Museu Pré-colombiano com entrada de 20 soles (R$30,00 reais). Nesse último achei a entrada cara pelo que oferecia, com certeza não é prioridade como passeio aos arredores de Cusco, Plaza das Armas é realmente belíssima além do centro histórico da cidade.

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

06.02

É hora de se despedir dêsse linda cidade e seguir rumo a água quente, última cidade antes de Machupichu, claro da forma mais barata possivel ea maneira escolhida foi ir de van até a hidroelétrica e de lã seguir a pé por 9 quilômetros sobre a linha férrea ! Comprei a Passagem na Av. El Sol no centro de Cusco por 70 soles (R $ 100) incluindo a volta 2 dias depois.

A trilha foi muito cansativa pra mim pois estava carregando quase 15 quilogramas, mas a paisagem é recompensadora, levei aproximadamente 3 horas para chegar finalmente ao destino, Hostel Supertramp foi a cama mais cara que dormi na viagem 36 Soles (R$ 52,00 reais), mas no meio daquela selva não existe nada barato mesmo. Depois que cheguei da trilha só pensava em cair na cama para no outro dia realizar meu sonho de conhecer a cidade sagrada!

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

07.02

Acordei cedo para aproveitar intensamente cada segundo do dia, o ingresso para Machupichu já havia comprado 20 dias antes da viagem, mas o do ônibus para chegar até o Parque Nacional comprei um dia antes por 12 Dólares, aproximadamente 30 min. de subida até a entrada da cidade sagrada. Passei as catracas e fui correndo subir o grandioso Wuaynapicchu, recomendo que compre o ingresso para a subida no grupo 2 às 09:30, pois antes desse horário a visão fica totalmente comprometida lá de cima.

Sem palavras para descrever o misticismo daquele lugar, renovei as baterias e respirei fundo para agradecer a realização de mais um sonho.

Voltei para a cidade a pé pelas escadas para preservar meus últimos trocados, chegando no hostel ainda em êxtase tentei dormir cedo para encarar a trilha de volta a hidroelétrica logo pela manhã.
Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

08.02

Saindo do hostel quase as 11 horas e depois um bom café da manhã, cheguei bem desgastado da hidroelétrica as 14:30 para voltar a Cusco, chegando de volta a capital Inca as 20 horas e corri para a rodoviária da cidade. Para a minha decepção só haveria passagem para o outro dia e claro já garanti a minha para não ter surpresas.

09.02

A passagem mais barata que encontrei até La Paz foi a 80 Soles ( R$ 115,00 reais) com aproximadamente 18 horas de viagem pela empresa San Luís, teve uma troca de ônibus na cidade de Puno e depois seguimos de volta a capital Boliviana.

10.02

Cheguei em solo boliviano as 16 horas e depois segui a Cochabamba pela empresa El dorado por 60 BOL. ( R$ 36,00 reais).

11.02

Madrugando em Cochabamba às 5:00 horas e como o personagem “The Flash” embarcando as 05h e 30 minutos para Santa Cruz de La Sierra por 80 BOL. (R$ 47,00 reais) pela empresa Santa Cruz. Cheguei ao destino final da viagem as 16 horas com quase nada no bolso mais cheio de histórias pra contar e com o coração mais leve. Dormi no hotel mais barato que encontrei na frente da rodoviária por 40 BOL. (R$ 24,00 reais), depois de passar 2 dias pulando de ônibus em ônibus só precisava mesmo é de uma cama boa.

12.02

Pela mesma empresa que comecei a viagem (Transbolipar S.R.L) ás 19 horas, parti de volta a capital paraguaia, com um sentimento indescritível de dever cumprido e sonho realizado.

Uruguai Road Trip

Chegou o dia de mais uma aventura… Uma aventura sonhada.. Depois de 4 visitas ao Uruguai chega o dia de seguir meu próprio caminho. Um roteiro desenhado na minha mente. Somente linhas traçadas em um mapa. Desde 2010 várias idas e vindas entre o Brasil e o hermoso Uruguai. E a vontade de realizar a grande trip.

Uruguai Road Trip

Chegar ao Uruguai por Barra do Quaraí/Bella Union. Descer o mapa até Colônia de Sacramento e seguir costeando o rio da Prata até Punta del Este. Subir pelo litoral e seguir até Chuy, visitar as cidades pelo caminho, poder parar, olhar o sol, apreciar o mar, entender a história deste nobre e humilde país.

No primeiro dia seguiremos até Uruguaiana, para uma breve visita a Passo de Los Libres na Argentina. Afinal, temos um destino, o que não quer dizer que temos que seguir uma linha reta. Você faz sua aventura, você faz seu caminho. Não depende de ter companhia, depende única e exclusivamente da sua vontade junto a um bom planejamento. Eu e o Márcio seguiremos viagem até Uruguaiana. Mochilas gêmeas aventureiras.

Uruguai Road Trip

Quando contei sobre a viagem, a pergunta foi: quando a gente vai? Resposta nas próximas férias! Montamos o roteiro, com base no meu mapa mental. Utilizamos o Google Maps para traçar a rota principal e realizamos a busca por campings nos pontos de parada. De pensar que há anos atrás eu viajava com um simples mapa rodoviário tamanho gigante. Volta e meia parava na beira da rodovia para pedir informações e abria o mapa no capô do carro para verificar as opção de rota nas tantas vezes que me perdi no caminho.

As vezes sentia medo de não achar o caminho mas sempre encontrei pessoas de bem que me ajudavam a voltar a rota correta. O espírito aventureiro sempre fala mais alto nessas horas. O sorriso no rosto é um ótimo cartão de visita.

Até breve. Márcio e Lu.

Acompanhe a nossa aventura acessando a fanpage: Trekking RS ou pelas Hashtag: #trekkingrs #caminhospelomundo #brasileirosnouruguai #uruguairoadtrip

Uruguai Road Trip
Chegando a Santa Maria/RS – Brasil

Segundo dia 13/10/2016

Acordamos cedo, o que possibilitou a linda vista do nascer do sol as margens do Rio Uruguai. Com suas águas turvas, em função da chuva da noite, mas ao mesmo tempo brilhante e encantador. A opção era seguir viagem rumo ao Uruguai ou dar uma passadinha no outro país vizinho, a Argentina. Rumo a Passo de Los Libres, passamos a ponte Brasil x Argentina e chegamos a Aduana Argentina.

 

Uruguai Road Trip - Uruguaina
Nascer do sol em Uruguaiana – 13/10/2016

Sugestão: caso visitem a Argentina, via terrestre, tenham o mínino de coisas possível no carro, pois terão que descarregar e mostrar tudo que estão carregando.

Passeamos pela cidade, uma cidade simples, hospitaleira a maneira Argentina, mas percebe-se que o povo tem sofrido bastante com os problemas econômicos do país, os preços estão nas alturas e você só pode trocar moeda em bancos ou com os cambistas que ficam ao longo da estrada, entre a ponte e o Centro da cidade. Permanecemos não mais que 4 horas e retornamos a Uruguaiana para seguir viagem. Na volta o carro não foi revistado.

Uruguai Road Trip
Passo De Los Libres – Argentina – 13/10/2016
Uruguai Road Trip
Passo De Los Libres – Argentina – 13/10/2016

Seguimos até Barra do Quaraí e passamos a alfândega Uruguaia em Bella Union sem problemas. Somente abrimos o porta malas para que o fiscal olhasse e ele mesmo já nos encaminhou para a migração. Seguimos até Termas del Arapey, famoso balneário de águas termais uruguaio, onde nos instalamos no camping. A avaliação do local e maiores informações serão descritos em outro post, pois o local oferece várias opções. O camping oferece um lindo por do sol. Onde somente os apreciadores da natureza podem ver!

Uruguai Road Trip
Termas del Arapey – Uruguai – 13/10/2016
Uruguai Road Trip
Termas del Arapey – Uruguai – 13/10/2016

Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

Minha história com os cânions de Santa Catarina começou em 2014, quando na companhia dos amigos Gean Cenci e Marcelo Casarin, tentei realizar a travessia do Parque Nacional de São Joaquim, de Urubici à Bom Jardim da Serra. O parque é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral da natureza, localizado nas regiões serrana e sul do estado de Santa Catarina, com território distribuído pelos municípios de Bom Jardim da Serra, Grão Pará, Lauro Müller, Orleans e Urubici.

Foi criado em 6 de julho de 1961 com o intuito de proteger os remanescentes de matas de araucárias, somando-se à relevância das terras, flora, fauna e belezas naturais, encontradas nos seus 49.300 hectares. De relevo bastante irregular, com altitude variando entre 300m e 1.822m, o parque encampa desde paisagens campestres a grandes furnas e encostas recobertas de mata nativa, com grandes desfiladeiros. As maiores altitudes ficam na região nordeste do parque, sendo que o ápice está no Morro da Igreja, em Urubici, com 1.822m. Atualmente está sob administração do ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – e fechado para quaisquer atividades de ecoturismo, exceto visitação ao Morro da Igreja, mediante autorização.

Naquele ano, o clima instável combinado com um dos invernos mais quentes e chuvosos da história da região, fez com que abortássemos a atividade. Tentamos até uma pernoite no Cânion Laranjeiras – ponto de fácil acesso a partir da cidade de Bom Jardim da Serra, próximo da conhecida Fazenda Santa Cândida – porém a viração, fenômeno muito comum por lá em que o encontro das massas de ar fria e quente se transforma numa espessa neblina, atrapalhou. Daquele ano para cá tentei esta travessia outras duas vezes, sem sucesso. Era necessário ficar de olho no clima! Dias frios, com temperaturas negativas e pouca previsão de chuvas / neve são os ideais.

Como as atividades no parque estão proibidas, fechamos o grupo para a travessia do Cânion Laranjeiras ao Mirante da Serra do Rio do Rastro: Eu, Gean, Tiago e Julian. Nos dias 16 e 17 de abril, realizamos uma caminhada de entrosamento do grupo – a subida de Monte Claro, em Veranópolis – para nos conhecermos e acertar os detalhes da travessia. Gean não pode comparecer; subi na companhia dos novos e bons amigos, Julian fez belas fotos e aproveitamos demais a beleza da região.

Definimos o feriadão de 21 de abril para uma primeira tentativa, porém ao acompanharmos diariamente a previsão do tempo, vimos que a atividade não seria proveitosa. A segunda tentativa foi marcada para o feriadão de 26 de maio, novamente sem sucesso. Aquele clima abaladiço parecia não querer dar trégua! Tiago – iniciante em travessias maiores e no trekking – impaciente, queria ir a todo custo; ainda não havia saboreado a frustração de tentativas falhas. Combinou a travessia com um grupo de amigos de Carazinho, cidade onde mora, mas acabaram desistindo de última hora.

Já não víamos mais a possibilidade de realizar a travessia com o grupo. Além do clima impiedoso, Julian precisava conciliar sua saída com o trabalho, já estava devendo horas à empresa. A quem sabe esperar ensejo, tudo vem a seu tempo e desejo. Santo Antônio é padroeiro da cidade de Bento Gonçalves, onde Julian reside, venerado pela comunidade nos dias 13 de junho, neste ano, uma segunda-feira. Esta era a oportunidade! Julian poderia ir e nós também! Surpresa boa ao consultar a previsão do tempo: temperaturas negativas, vento predominante oeste, zero chance de chuva!

Ronaldo Coutinho, meteorologista da agência Climaterra da cidade de São Joaquim em Santa Catarina, confirmou a previsão que tanto aspirávamos. Tratamos de organizar as tralhas, acertamos a carona com Julian e partimos com destino à Bom Jardim da Serra no sábado, dia 11 de junho, às 4h depois de um reforçado café da madrugada. Pegamos Tiago em Vacaria, cidade convergente às nossas saídas. Pelo caminho, um misto das brumas matinais e da geada transformava a paisagem pitoresca das planuras dos campos de cima da serra.

Chegamos no mirante da Serra do Rio do Rastro às 11 h da manhã e, enquanto esperávamos a carona de Seu Miguel para a Fazenda Santa Cândida, contemplamos a beleza da serra e organizamos as mochilas. O vento estava implacável, de cortar os ossos! Uma pequena amostra do que teríamos pela frente nos próximos dias. Miguel demorou à chegar. A ida à fazenda foi lenta e cheia de sacolejo em virtude da estrada esburacada e abundante em pedras. A fazenda estava em total solidão, batemos na casa e chamamos, ninguém atendeu. O traslado saiu por R$40,00 cada. Coletamos água, fizemos algumas fotos e demos início à caminhada. Andamos uns 300 m e encontramos Seu Assis à cavalo, caseiro da fazenda, voltando para casa. Trocamos uma ideia e continuamos a empreitada.

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

Terreno úmido e escorregadio, vegetação cobrindo a bota e o vento frio castigando a cada passo. Coletamos água de um pequeno riacho e em poucos minutos adentramos na borda do Cânion Laranjeiras. A paisagem descortinava-se e exibia as elevadas escarpas rochosas formadoras do cânion. Sentamos à borda de uma pedra quase que em suspensão e fizemos algumas fotos.

Bordejamos pela trilha até o mirante principal de onde tivemos vistas espetaculares da cadeia montanhosa da Serra das Laranjeiras. No mirante notamos a presença de lixo e sinais de fogueira. Sério isso? Em pleno século 21 ainda existem pessoas sem a mínima noção sobre aventura consciente e práticas de mínimo impacto ambiental?

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

Do Laranjeiras seguimos rumo leste, por uma longa baixada encharcada. Tiago devia estar com medo de sujar ou estragar as botas novas, parou para calçar uma bota de borracha que cobre boa parte da canela. Não queria molhar os pés, mas a má transpiração das outras botas também os encharcava. Gean também usou botas de borracha, ele sim não queria estragar sua Timberland. Vai entender!

Da baixada era necessário transpor uma elevação no sentido sul para alcançar as áreas mais elevadas do circuito. Esta elevação era composta por um emaranhado de mata nebular de difícil passeio, nas partes baixa e média, e uma densa plantação de pinus elliottii, na parte mais alta. Conforme subíamos, vistas de tirar o fôlego! Observamos as longínquas montanhas da Serra do Maruim e do Morro da Igreja, em Urubici (nossa visão cobria as torres do Cindacta 2).

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

O vento nos repreendia impiedosamente! Mal conseguíamos equilibrar os passos. O sol já nos alertava sobre seu repouso, era hora de procurar um local abrigado para pernoite. Atravessamos o pior charco da travessia, atolávamos até o joelho açoitados pela ventania insana que soprava de oeste com sensação térmica registrada em -18.3ºC. Num capão elevado eu e Gean miramos ao longe uma direção sensata à seguir e um possível local abrigado daquele turbilhão. Rasgamos outro penoso trecho de mata nebular, aclive abaixo, e chegamos em outro pequeno charco tomando o sentido oeste para pouso na base das encostas montanhosas, abrigados do vento.

Descemos para o fundo de um pequeno vale irrigado por um modesto riacho de águas límpidas e montamos as barracas num singelo espaço plano. A noite caiu rapidamente e com ela o frio avassalador. Dividi a barraca com Gean, Julian emprestou a sua, pois minha tenda para duas pessoas estava emprestada e não chegaria em tempo; ele dividiu com Tiago. Coletamos água para a janta e café da manhã, organizamos a bagunça, vesti os agasalhos em pluma de ganso, enchi o isolante térmico e entrei no saco de dormir, também de pluma. Acalentamos aquela noite fria com muita sopa, chá, chocolates e boas risadas. A parceria estava boa demais! Os amigos não se abateram frente àquela situação. Noite bem dormida.

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

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A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

O dia raiou sereno e frio, a temperatura mínima registrada durante a noite foi de -6.2 º C e até então, este era o dia mais frio do ano. As barracas amanheceram com uma fina camada de gelo no sobre-teto. Saboreamos um delicioso e quentinho café a base de sopas, chás, grãos e cereais. Meu cappuccino estava no ponto! O trabalho mais difícil daquela manhã foi lavar a louça com as gélidas águas do regato. Incrível foi ver a água dos cantis congelando! Arrumei a mochila e seguimos a peregrinação.

O vento sussurrava calmo, frio porém. Usei balaclava e agasalho de pluma boa parte da manhã. Numa coxilha mais elevada avistamos a direção a ser seguida, predominantemente sul. Igual ao dia anterior cortamos outro penoso trecho de mata nebular e um longo campo encharcado. Nos deparamos com vários córregos congelados e em poucos minutos estávamos trilhando por uma das mais belas paisagens de toda a travessia! Vistas para as cidades de Orleans, Guatá, Lauro Müller, Tubarão e partes do litoral, incluindo a faixa de areia de algumas praias. O clima estava esplendoroso!

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

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A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

Julian entrou em transe ao fotografar uma cascata congelada num cânion próximo enquanto eu e Tiago, bem acomodados sobre um seixo, apreciávamos aquele panorama. Uma profusão de verdes enchia a vista somada àquele firmamento desanuviado: estava no paraíso! Depois de algumas fotos, continuamos por uma trilha de gado muito boa de se andar, batida, seca e longa, finalizando no capão onde paramos para almoçar, situado à base de um cânion que antecede o conhecido Funil. Protegidos do vento, saboreamos um longo e merecido lanche com um magnífico visual. Pensei comigo mesmo: você é um cara sortudo e privilegiado!

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

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Comi bastante, precisava repor as energias para a árdua subida que nos aguardava. Nada de muita conversa, concentração e fôlego eram os companheiros do momento. Ao alçarmos o topo avistei um bando de quatis procurando comida. Julian foi ao encontro do grupo para fotos e, mesmo sorrateiro, afugentou todos que corriam em desespero para longe dos estranhos invasores. Era possível avistar boa parte do trajeto que havíamos percorrido no dia incluindo o Cânion do Funil. Uma trilha batida percorria a extensão do cânion e passava em meio à outros fios de água, ainda congelados em plena tarde ensolarada. Julian avistou a formação de um arco-íris numa cachoeira que descia do Funil e que ainda estava congelada.

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

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A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

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Naquela elevação o sinal de celular era forte, percebi que Gean mudou de expressão e atitude ao ler algumas mensagens. De início não quis comentar o assunto mas antes de descermos para o Funil pedi que me contasse o que estava acontecendo, mencionou que as fortes geadas ameaçavam toda a produção de hortaliças de sua empresa. O frio mostrou as caras em Veranópolis que, por coincidência, também registrou as temperaturas mais baixas do ano até então.

Gean trabalha sozinho, toca o recente negócio próprio por conta, tem ajuda da família mas é o detentor de todo conhecimento de suas culturas hidropônicas. Estava em completo dilema! Continuar a travessia? Retornar para tentar salvar a produção do mês e atender seus clientes? A notícia já havia minado sua animação pelo restante da jornada e mesmo decidindo por continuar, seus pensamentos estariam no negócio e em seus fiéis clientes.

Como ainda havia esperança em salvar a produção, optamos por andar até o curral que fica próximo ao Funil e entramos em contato com Miguel para que viesse nos recolher. A decisão foi triste mas apoiada por todos. Restavam aproximadamente 12km para finalizar a travessia porém seria necessária mais uma pernoite. Com a definição abraçada pelo grupo chegaríamos em casa na noite daquele dia e, com isso, Gean teria tempo de trabalhar em prol de sua carta de clientes, naquele momento muito mais importante do que a caminhada.

Em pouco tempo Miguel chegou, ajeitamos as mochilas e fomos de carona até o Funil. Outro lugar fantástico repleto de formações rochosas indecifráveis. Miguel nos contou muito sobre o cânion, sobre as tentativas de escalada ao Funil e sobre os causos da região. Fizemos algumas fotos e logo estávamos na estrada que leva ao mirante da Serra do Rio do Rastro, empacados e inertes naquele trânsito apinhado de turistas das mais diversas localidades.

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

Ali mesmo, no meio da rodovia, liberamos seu Miguel, pegamos as mochilas e Julian seguiu na companhia de Gean até o mirante onde havíamos deixado o carro. Eu e Tiago ficamos ali no acostamento trocando de roupa e descansando. Minutos depois carregamos as mochilas e demos início ao retorno todos quietos, sem muita conversa, num mistifório de tristeza, pelo abandono da travessia, e de cansaço.

Em boa parte do caminho parecia que minha cabeça iria explodir de tanta dor, fui descobrir mais tarde que era fome! Paramos para jantar em Vacaria no único restaurante que encontramos aberto no domingo à noite em pleno dia dos namorados. Era simples e desajeitado mas com um atendimento pra lá de especial e uma comida saborosa! Tiago pegou seu carro e seguiu para Carazinho, a despedida foi animada.

Chegamos em Veranópolis às 23h; eu e Julian seguimos para o conforto de nossas casas, Gean virou a noite trabalhando e o resultado foi melhor do que o esperado: apenas 25% de perda na produção! A decisão foi sensata visto que a segunda-feira do dia 13 de junho foi o dia mais frio até então. O retorno antecipado garantiu todo mês de luta e compromisso de Gean. Embora fora dos planos iniciais tudo valeu a pena e superou as expectativas. Gratificante demais estar inserido e ligado àquela natureza exuberante na companhia do grande amigo Gean e na presença marcante dos queridos parceiros de aventura Julian e Tiago. Envolvimento foi a palavra-chave dessa jornada!

Bons ventos!

Texto: Edver Carraro

Travessia Lapinha X Tabuleiro, Serra do Espinhaço – MG

Já faz alguns meses, que em um certo dia comum como outro qualquer, ao entrar no meu Facebook me deparei com a publicação de uma música em uma das páginas relacionadas a esportes de aventura e travessia que eu sigo. Como sou um cara que curte muito música, fiquei curioso para saber o que dizia aquele post “meio” fora de contexto. A música era “Canto pras Travessias” do até então, para mim desconhecido Bernardo do Espinhaço. Comecei a assistir o vídeo, aquela torrente de sons e imagens mexeram comigo de uma forma que não tive muita escolha, fui obrigado a pesquisar essa tal de Lapinha x Tabuleiro que em um dado momento era citada na belíssima letra, e quanto mais descobria maior era o inexorável desejo de arrumar tempo e de alguma forma fazer essa travessia. E foi o que eu fiz, pois como diz o ditado: “Quem quer, dá um jeito”.

Depois de muita pesquisa, peguei algumas informações importantes, com o agora meu amigo Bernardo, comecei a montar meu roteiro, escolher o melhor equipamento, ver o clima da região e etc… Confesso que fiquei tão obstinado por fazer essa travessia de maneira solitária que nem avisei o pessoal do pequeno grupo de trekking que faço parte até que estivesse com tudo pronto, ou seja, passagens compradas e o “plano de voo” estabelecido.

Algo em meu íntimo, como que um instinto primitivo, dizia para fazer a travessia solo, numa “vibe” intimista e porque não dizer transcendental e ao realizar a travessia, percebi que essa “voz interior” estava certa. Então, depois desta rápida introdução, senta que lá vem história.

Prelúdio para a Travessia:

“Controle é uma ilusão”

Nesse instante em que começo a organizar em minha mente de maneira lógica o relato, a primeira coisa que vem a cabeça é aquela frase que sentencia perfeitamente o sentimento ao recordar: “controle é uma ilusão”.
Por mais que você pesquise, planeje e organize algo, às vezes você será surpreendido por fatos, coisas ou pessoas que irão simplesmente jogar por terra tudo o que você estabeleceu no seu plano. Isso pode ser trágico ou cômico, se é que você me entende.

Digo isto, pois logo de início, tive alguns problemas que provocaram um atraso de um dia no início da travessia, começando ainda em Porto Alegre, com o aeroporto fechado na hora da partida do meu voo, depois a perda da conexão, o cancelamento de outro voo, atraso e mais atraso para chegar a capital Belo Horizonte/MG – Brasil, de onde sairia o ônibus para Santana do Riacho, que tendo apenas dois horários de partida, acabei perdendo-o. Todo esse efeito dominó fez com que eu fosse obrigado a pernoitar em BH (Belo Horizonte) na casa de uma amiga e partir somente no dia seguinte cedo da manhã.

No dia seguinte, acordei muito cedo, para falar a verdade dormi muito bem, de alguma forma que não sei explicar, estava muito tranqüilo apesar do tropeço inicial, peguei um táxi e fui para a rodoviária de BH, de onde às 7 horas e 30 minutos partiria o ônibus que me deixaria muito próximo do meu “primeiro ponto”.

Depois de mais de 3 horas de estrada, subindo a serra e parando várias vezes, cheguei finalmente em Santana do Riacho, ponto final do ônibus mas ainda distante cerca de 10 quilômetros da Lapinha.

Ao chegar em Santana do Riacho, dia de domingo, quase na hora do almoço, cidade quase deserta, fui confirmar com o cobrador do ônibus onde eu pegava o outro ônibus para a Lapinha pois eu tinha a informação de que haviam alguns horários em alguns dias da semana e no caso do domingo também. Mais uma surpresa! Segundo o cobrador, já tinha alguns anos que não havia mais a linha Santana do Riacho x Lapinha da Serra, o rapaz ainda tentou um contato com um moto táxi que me levasse até a Lapinha, mas no domingo ao meio dia era difícil achar algum transporte.

Pensei bastante e decidi fazer com minhas próprias pernas o mesmo trecho, passei em um mercado, comprei 2 litros de água, liguei o GPS e pedi gentilmente que ele me indicasse o caminho, sendo que durante o início da caminhada, sempre que eu encontrava com alguém, perguntava de táxi ou carona mas sempre sem sucesso, até que num dado momento, já saindo da cidade, parei para falar com rapaz que se prontificou, mediante um acerto financeiro me levar até lá. Negociamos um desconto e fomos até Lapinha, onde finalmente cheguei por volta das 14 horas, sendo que fui direto ao camping que tinha em vista.

Agora sim! Acampamento montado, fiz um rápido almoço descansei um pouco e sem muita demora aproveitei o belo final de tarde para dar uma volta até o lago e poder sentir a paz e tranquilidade do lugar.

Travessia Lapinha X Tabuleiro - Serra do Espinhaço
Lago nos arredores da Lapinha

Depois do belo passeio, voltei ao camping, tratei de tomar um banho e logo que escureceu, fui fazer a minha janta, neste instante. Escrevendo aqui, volto a lembrar da frase “controle é uma ilusão”, pois enquanto eu estava na cozinha do camping jantando e conversando com dois aventureiros que conheci, mal sabia eu que, no mesmo momento, parte daquilo que seria meu café da manhã, estava sendo roubado de dentro do avanço da minha barraca por uma quadrilha de quatro patas. Dei mole para alguns meliantes que roubaram meu pote de leite em pó. É mole?

Travessia Lapinha X Tabuleiro - Serra do Espinhaço
Um dos meliantes que saquearam minha comida! kkk

Bom, diante da perda irremediável, tratei de pensar no plano B para o café da manhã, e a solução seria fazer o mingau de aveia, que deveria ter leite, agora numa versão improvisada e extra light com água. Tudo bem, eu pensei, vai que fica bom!

Fui dormir relativamente cedo para descansar bem, pois queria acordar às 6 horas para tomar café, desmontar o acampamento e organizar tudo na mochila com tranquilidade e colocar o pé na trilha às 8 horas.

Primeiro dia:

Conforme determinei para mim mesmo, levantei com o dia ainda um pouco escuro, às 6 horas da manhã, não estava tão frio quanto no meio da madrugada onde senti um pouco a temperatura baixa. Sem dar chance para a preguiça, de imediato saí do saco de dormir e fui fazer meu café com mingau de aveia com água e logo em seguida desmontei a barraca e guardei todas as tralhas na mochila cargueira. Não sei exatamente se foi o foco na missão ou a falta de parceria, mas ao contrário de outras, consegui sair até antes do previsto que era às 7 horas e 40 minutos.

O dia estava meio estranho, um vento forte de leste para oeste, sendo que o leste aparentava estar bastante fechado, enquanto ao olhar para oeste, o tempo estava limpo, fiquei atento a este detalhe importante, pois inicialmente pretendia fazer a travessia via Pico da Lapinha e Pico do Breu, este último o ponto mais alto de toda a região. Na medida em que fui seguindo o caminho apontado pelo GPS, parecia que o vento não só ficava mais forte como trazia uma nebulosidade baixa e úmida, que em alguns momentos parecia um chuvisqueiro bastante fino e escondia o topo da serra. Por conta disto, resolvi ir bem devagar para tentar entender o clima, se o tempo ficaria bom ou não, mas na medida em que começava a subida, a coisa não deu nenhum sinal de melhora e por estar sabendo que a subida até o Breu possui alguns trechos que exigem atenção devido a muitas pedras soltas, bem como o grau de inclinação, tomei a decisão de não seguir por aquele caminho, foi um tanto frustrante, mas a possibilidade de ter que encarar aquela subida com chuva e sozinho parecia um risco que não valia a pena ser corrido. Nesse momento dei meia volta, desci até perto do lago, e mudei o tracklog do GPS para a trilha tradicional, mais fácil e sem dúvida mais segura.

Em pouco mais de uma hora já estava percorrendo o caminho, sempre montanha acima, apreciando a paisagem que no oeste era um dia lindo e a leste o oposto com céu fechado e muita neblina, além é claro do vento que não dava folga nenhuma.

Meu plano era ir até a Prainha e montar um acampamento selvagem por lá para passar a noite, pois quando pesquisava sobre a travessia, vi em alguns relatos que algumas pessoas acamparam por lá, pois o lugar é lindo e existe água em abundância. Depois de muita subida e pegar uma descida num campo aberto onde, cheguei a pegar um chuvisqueiro, por volta das 11 horas e 30 minutos, cheguei ao que deveria ser meu destino final para aquele dia, mas ao cruzar uma cerca com uma porteira, me deparei com uma placa que proibia acampamento no local e assim sendo, como manda a boa prática, resolvi abortar a ideia. Fiquei ali algum tempo descansando e curtindo o visual, até este instante não havia visto ninguém na trilha, até que escutei vozes ao longe e depois de alguns minutos encontrei com uma dupla do outro lado do rio que me perguntaram onde dava para atravessar. Como eu também não sabia, fui procurar o ponto mais raso, e parecia que em todos os lugares, seria necessário tirar as botas para cruzar com água na altura das canelas ou um pouco mais, porém ao adentrar no mato que existe na trilha, apareceu uma espécie de barragem natural onde dava para passar tranquilamente sem ter que tirar as botas. Logo que atravessei, parei um pouco para conversar com os rapazes que estavam voltando, pois tentaram fazer a travessia em dois dias, mas por conta do peso das mochilas, e também por terem deixado o carro na Lapinha não teriam tempo suficiente para tanto. Foi o que eu entendi. Nos despedimos e seguimos nossos caminhos opostos.

Com mais uma hora e meia de caminhada, depois de pegar um chuvisqueiro, abriu o sol e cheguei na casa da dona Ana Benta, onde seria minha primeira pernoite. Era quase uma hora da tarde, e logo fui recepcionado por um cachorrinho, a casa estava meio aberta, bati palmas, gritei mas ninguém apareceu, fiquei um tempo ali, quando de repente chegou de moto o Lucas, que é sobrinho da falecida Dna. Ana Benta. É ele quem agora cuida da casa, da pequena horta e de alguns animais, mas tem dias que ele fica na cidade, deixando a casa fechada com um aviso que autoriza as pessoas a usarem uma área coberta e um banheiro atrás da casa durante as paradas para acampar ali.

Travessia Lapinha X Tabuleiro - Serra do Espinhaço
Casa de Dona Ana Benta

Sem muita demora, tratei de fazer um lanche rápido e começar o ritual de montagem do meu acampamento num gramadinho muito bom na frente da casa, por conta disto, resolvi também dar uma relaxada, escutando uma musiquinha é o cair da tarde quando decidi ir tomar banho e trocar de roupa. Na casa, existe uma caldeira que aquece a água do chuveiro e quem faz travessia sabe que banho quente no meio da trilha é um luxo que não se dispensa, foi bom demais, pois como era apenas eu, não havia a preocupação de não exceder em 5 minutos o tempo, coisa que deve ser observada quando tem mais gente acampada, pois a caldeira é pequena e se alguém fica muito tempo no banho, o próximo pode ter que encarar a água fria.

Anoiteceu rápido e surpreendentemente o vento havia parado e o céu estava limpíssimo e muito estrelado proporcionando um espetáculo a mais.

Depois de curtir o céu estrelado, fui fazer minha janta e conversar um pouco com o Lucas. Depois de muito papo, ele se recolheu e eu fui dar jeito de lavar meus utensílios de cozinha. Foi neste instante que algo aconteceu. Lembra do inicio do relato? Aquela parada de que não temos o controle da situação? E você lembra que citei cachorros?

Enquanto eu lavava minhas coisas, aquele “ser humaninho” lazarento de quatro patas, simplesmente subiu na mesa da área e sem cerimônia, levou uma sacola com dois, sim, eu disse dois pacotes de lingüiça que eram digamos assim, 90% de toda a proteína que eu tinha. Pronto! Agora, além da aveia com água, minhas refeições seriam basicamente arroz liofilizado com purê de batata também liofilizado, não fosse por uma única lata de atum que nesse instante comecei a guardar como a jóia da coroa, só rindo mesmo. Vacilei duas vezes para os saqueadores de quatro patas da Lapinha x Tabuleiro!

Depois desta, fui dormir.

Resumo do primeiro dia:

Distância percorrida: 12,3 quilômetros
Acumulo de subida: 620 metros
Acumulo de descida: 400 metros

Segundo dia:

Sabendo que este dia teria uma caminhada curta até o próximo ponto de apoio, coloquei o despertador para às 7 horas e sem muita pressa, fui tomar meu café da manhã com mingau extra light. Depois de desmontar todo o acampamento sem pressa, coloquei o pé na trilha novamente, pouco antes das 9 horas da manhã e mais uma vez o dia amanhecera com céu fechado e muita neblina que em vários instantes virava um chuvisqueiro, mas nada de mais, apenas coloquei minha jaqueta anorak e segui em frente.

A trilha segue muito tranquila, praticamente sem grandes desníveis, apenas em um trecho ou outro que eu me deparava com alguma subida ou descida, o que exigia um pouco mais de atenção era apenas a navegação por conta da neblina que deixava o horizonte oculto na bruma.

Como estimei, em menos de 3 horas já estava chegando na casa da Dona Maria, onde fui muito bem recebido pela própria dona Maria que me deixou muito a vontade, para escolher qualquer lugar para montar minha barraca.

Travessia Lapinha X Tabuleiro - Serra do Espinhaço
Casa de Dona Maria

Com o acampamento montado, tratei de fazer um almoço rápido pois como havia chegado cedo, tive a ideia de fazer a trilha da cachoeira do Tabuleiro na tarde, indo apenas com a mochila de ataque, mas mais uma vez fui surpreendido, aquela neblina com chuvisqueiro simplesmente se transformou numa chuva fraca que foi gradualmente aumentando, foi só o tempo de almoçar, limpar o equipamento de cozinha e cair dentro da barraca, e de pronto a chuva mostrou para que veio e assim foi até início da madrugada. Simplesmente não saí mais da barraca, fiz o jantar e fiquei escutando música até pegar no sono. Não reclamei da chuva embora ela tivesse forçado a mudança de plano, pois ainda que um pouco forte em alguns momentos, não tinha muito vento, e o barulho dela era como música para dormir. Relaxei e aproveitei o momento e uma ótima noite de sono.

Resumo do segundo dia:

Distância percorrida: 9 quilômetros
Acumulo de subida: 340 metros
Acumulo de descida: 350 metros

Terceiro Dia:

Acordei 6 horas da manhã, coloquei a cara para fora da barraca para ver o tempo e mais uma vez o dia estava bastante fechado e um pouco mais frio, o lado bom era que a chuva tinha parado e não havia praticamente nada de vento. A exemplo do jantar da noite anterior que foi abaixo de chuva, fiz meu café da manhã no avanço da barraca pois tudo estava molhado lá do lado de fora e tão logo terminei de comer, saí da toca para esticar o esqueleto, lavar a bagunça da cozinha e mais importante de tudo, tentar fazer uma previsão do tempo pois tinha que ir de qualquer maneira na cachoeira.

O céu embora fechado não mostrava cara de chuva e então decidi fazer o ataque até a cachoeira, mas antes, tratei de organizar e guardar todo o equipamento na cargueira com exceção da barraca que estava molhada ainda… Deixei-a montada com a cargueira dentro na esperança de na volta estar seca e poder guardar sem o inconveniente do sobre teto molhado.

A trilha até a cachoeira é uma descida bastante aberta com predomínio de campos rupestres e rochas. No decorrer da caminhada, o tempo foi melhorando, não chegando ao ponto de abrir sol entre as nuvens, mas ao menos a chuva e a neblina tinham ido embora, graças a Deus, pois meu medo era justamente não ter visibilidade por conta da neblina e perder o ponto alto do espetáculo da travessia que é a cachoeira do Tabuleiro e sua queda de 273 metros de altura.

Travessia Lapinha X Tabuleiro - Serra do Espinhaço
Céu fechado no caminho para a cachoeira

Na medida em que se vai caminhando, o penhasco do parque começa a aparecer e logo se escuta o som da água, mas ainda não é a nossa estrela principal, é apenas o rio Santo Antônio e suas pequenas quedas que correm na direção de um mini cânion que termina na queda de 273 metros.

Travessia Lapinha X Tabuleiro - Serra do Espinhaço
Dentro do cânion que termina na queda da cachoeira.

O cânion em si já é um espetáculo que vale toda a caminhada, e ao passo que avanço, seguindo o curso da água, após uma curva, dá para ver um horizonte mais distante que sugere estar perto daquilo que vim buscar. Após caminhar mais ou menos uns 500 metros dentro do cânion, cruzando de uma margem para a outra, buscando o melhor caminho, finalmente chegamos ao topo da gigantesca cachoeira do Tabuleiro. Um visual de beleza ímpar que faz o coração disparar por conta da adrenalina que dá ao se aproximar da borda e olhar para baixo. É fantástico mesmo. Mas não se engane, não estamos num parquinho de diversão, é preciso muita atenção e cuidado nesse trecho de aproximação da cachoeira devido ao terreno acidentado e por vezes escorregadio. Qualquer descuido pode ter consequências perigosas e um resgate ali, pode demorar muito ou, no meu caso sozinho, nem chegar. Todo o cuidado não é exagero.

Travessia Lapinha X Tabuleiro - Serra do Espinhaço
A queda de 273 metros!

Depois do êxtase do encontro com tamanha beleza, é hora de voltar, e tudo que desce, tem que subir. Sendo assim, tratei de tomar bastante água, fazer um lanche para recarregar minha bateria e começar o retorno por praticamente o mesmo caminho.

Depois foi cerca de 4 horas e meia e mais de 12 quilômetros, voltei ao acampamento, e como previsto, o vento se encarregou de secar minha barraca. Então pensei rápido e defini que não almoçaria ali, e tocaria direto para a Sede do parque, o que daria mais uma hora e meia ou duas horas de caminhada agora só morro abaixo o tempo todo.
Na medida em que se vai descendo a trilha, é possível ver de longe a cachoeira do lado direito e em frente o povoado do Tabuleiro, suas casas e a bela igrejinha no alto. E quando menos se espera a Sede do parque já está diante dos olhos, indicando que o final da travessia se aproxima e sem muita demora estamos lá.

Chegando à Sede, fui direto conversar com um dos monitores que me recebeu com muita atenção e cordialidade. E após juntar algumas informações importantes, sobre comida e principalmente sobre transporte para Conceição do Mato Dentro, distantes 19 quilômetros, ao invés de pernoitar ali no camping do parque, decidi ir para o povoado e procurar o hostel que fica bem na saída para a cidade, o que facilitaria uma carona ou pegar o ônibus.

Resumo do terceiro dia:

Distância percorrida: 18,5 quilômetros
Acumulo de subida: 690 metros
Acumulo de descida: 1160 metros

Terminada a travessia, tive que caminhar pouco mais de 3 km até o hostel, passando pelo centro do povoado do Tabuleiro, onde já tratei de localizar um mercado e poder repor minhas provisões que foram saqueadas pelos meliantes de quatro patas da travessia.

Considerações finais:

Apesar de ter pegado um tempo não muito bom, pude apreciar muito da beleza da travessia e sentir intensamente a energia boa daquele lugar criado por Deus.

Foram muitos momentos de contemplação e introspecção que se deram de forma simultâneas, gerando uma torrente de sensações e pensamentos que diante de tanta beleza invadiam o meu íntimo a partir do momento em que me desconectei de tudo e foquei meu coração e minha mente apenas naqueles momentos. Foi para mim, uma experiência que transcendeu o âmbito de uma aventura outdoor simplesmente, e era exatamente isto que eu estava buscando ali.

Ao fazer a travessia em dias de semana, praticamente não cruzei com quase ninguém, apenas um par de pessoas por dia, sendo que no último dia, só fui falar com alguém só na sede do parque.

Tecnicamente falando, não é uma travessia que exige um esforço físico demasiado, podemos considerar fácil neste aspecto, mas por outro lado, a navegação exige muita atenção ainda mais se o tempo estiver fechado com neblina.

Diria que é uma travessia de grau de dificuldade moderado.

Com certeza irei voltar um dia novamente!

Dicas e informações úteis:

Melhor época:

Outono e inverno, pela baixa quantidade de chuvas.

Como chegar:

De Belo Horizonte para Lapinha da Serra.

Ônibus para Santana do Riacho:

Diariamente: às 7:30 e às 15:30;
Valor da passagem em julho/2016: R$ 40,30 reais;
Empresa: Saritur.

Táxi de Santana do Riacho para Lapinha: R$ 70,00 reais;

Aqui cabe salientar que não existe táxi oficial, o negócio é perguntar na praça quem pode levar, ou se não quiser gastar, ir para a estradinha e tentar a sorte com uma carona.

Do Tabuleiro para Belo Horizonte

Ônibus para Conceição do Mato Dentro:

Segundas, quartas e sextas: horário 8:00 horas;
Valor da passagem em julho/2016: R$ 6,00 reais;

Ônibus de Conceição do Mato Dentro para Belo Horizonte:

Vários horários, mas o que melhor se encaixa com o ônibus que vem do Tabuleiro é o do horário das 09h30min.
Valor da passagem em julho/2016: R$ 54,55 reais;
Empresa: Serro.

Hospedagem:

Existem muitas opções de hospedagem, tanto na Lapinha como no Tabuleiro, desde campings até pousadas mais sofisticadas;

Na Lapinha, fiquei no Camping das Bromélias, local bem estruturado com boas duchas e uma cozinha coletiva igualmente boa;

Valor de R$ 20,00 reais;

No Tabuleiro, fui direto para o Tabuleiro Eco Hostel, onde fiquei com um quarto coletivo só para mim pelo fato de ser dia de semana;

Além de quartos coletivos bastante confortáveis, possui suítes e uma bela área de camping;

Tirando a cozinha coletiva que achei “fraquinha”, o resto está dentro do que se espera, com um atendimento muito atencioso e um belo café da manhã;

Valor de R$ 60,00 reais (quarto coletivo com café da manhã).

Galeria de fotos da travessia:

Travessia Lapinha X Tabuleiro - Serra do Espinhaço Travessia Lapinha X Tabuleiro - Serra do Espinhaço

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Trekking Torres del Paine nos circuitos W+O

Trekking no Parque Nacional Torres del Paine – Circuito Completo (W+O)

Primeiro dia:

Portaria Laguna Amarga até Camping Seron.

O dia começou cedo com uma trip de ônibus de pouco mais de 4 horas, partindo de Puerto Natales até a portaria do parque na Laguna Amarga. Fizemos nosso registro, pagamos as taxas, assistimos uma rápida palestra, que nos informou de tudo o que poderíamos e não poderíamos fazer no parque. Cabe um alerta aqui: a fiscalização é extremamente rigorosa com quem vacilar. São restrições quanto a locais de acampamento e mais importante que isto, quanto ao uso do fogo.

Cumprindo o rito necessário, estávamos liberados, eu e o Filipe, para começar nossa jornada de 8 dias pelo circuito completo.

Andamos uns 500 metros, se não estou errado e chegamos em uma ponte que eu apelidei de “a ponte mágica” pois é nela que aparentemente a coisa começa verdadeiramente.

Primeiro dia começamos com todo o gás e com as mochilas igualmente com todo o gás, ou melhor, com todo o peso..kkk… O tempo ajudou bastante, tinha um sol e a temperatura estava agradável.

Neste dia a trilha é bem tranquila com poucas subidas e um visual alucinante do Rio Paine sempre nos acompanhando ao lado.

Com pouco mais de 6 horas de trekking, algumas paradas para lanche e para curtir o visual, chegamos ao Camping Seron que estava bem vazio. Montamos acampamento e tratamos de jantar e  por volta das 22 h e 30 min com luz ainda, caímos para dentro da barraca.

Os dias na Patagônia durante o verão são muito longos e isto é um fator favorável para o trekkking. Pode-se estender o dia e ficar despreocupado com problemas relativos tais como o trekking noturno. Neste dia andamos  17 quilômetros.

Segundo dia:

Camping Seron até Refúgio Dickson

Começamos a caminhada por volta das 9 h e 30 min, após uma noite de ventos fortes que atrapalharam um pouco o sono. Por volta das 12 h e 30 min chegamos em um refúgio de Guarda Parques, onde fomos autorizados a cozinhar (é proibido fazer qualquer tipo de fogo na trilha e isto inclui fogareiros). Depois de ter cozinhado os alimentos, ficamos ali descansando e trocando algumas ideias com o guarda parque, gente finíssima e por volta das 14 horas, colocamos os pés na trilha novamente e mantivemos até às 17 h e 30 min, quando chegamos no Dickson.

Neste dia andamos 19 quilômetros.

Terceiro dia:

Refúgio Dickson até Camping Los Perros

Depois de uma noite mais tranquila por conta de estarmos melhores abrigados do vento,  sem pressa, começamos o trekking por volta das 10 h e 30 min, pois sabíamos que a distância era menor, tendo apenas uma subida constante que no final do dia, um aclive de 150 até 550 metros acima do nível do mar. Bem tranquilo, chegamos a Los Peros um pouco depois das 16 horas. Neste dia não paramos para almoço, apenas fomos beliscando algumas guloseimas e dando pequenas pausas de descanso.

Neste dia andamos 13 quilômetros.

Quarto dia:

O quarto dia! Esse sim, considerado o mais difícil e de fato foi assim.

Estávamos cientes que este seria o dia mais cascudo e por conta disto começamos mais cedo,  pouco depois das 8:30 já estávamos a caminho do topo do Paso John Gardner que fica a uma altitude de 1200 metros. Foram quase 5 quilômetros só de subida, primeiro num bosque e logo em seguida a paisagem foi mudando. Começou a aparecer neve entre as árvores e depois somem as árvores e o que se tem é apenas uma montanha com muita pedra solta, neve e vento forte. Demoramos cerca de quatro horas para alcanças o topo e avistar pela primeira vez o fantástico Glaciar Grey.

Quando você pensa que o pior já passou, vem a interminável descida, sempre acompanhada de ventos impetuosos que nem sempre sopram na mesma direção, fato este, que exige sempre muita atenção para não ser arremessado para algum lugar perigoso.

Por volta das 14 horas, chegamos finalmente no Camping Paso, que não era nosso destino final. Paramos ali apenas para almoçar e um descanso de pouco mais de uma hora. Neste ponto, por conta da falta de bastões de caminhada, meu joelho direito já estava detonado e só foi piorando até o final da trilha que neste dia só terminou às 19 h e 30 min. É como se diz aqui no Rio Grande do Sul: cheguei na “capa da gaita”, mas cheguei. Kkkk Ver o Refúgio Grey foi uma felicidade só, depois de tudo que passamos.

Tirando o perrengue, este é um dos dias de visuais mais alucinantes por conta do Paso John Gardner e do Glaciar Grey, sempre nos acompanhando do lado direito. No Refúgio Grey, começamos  o caminho W do circuito, já conseguimos ver bem mais pessoas nas trilhas e nos pontos de parada.

Distância percorrida:  16 quilômetros, com um acumulo de subida de 1.450 metros e um acumulo de descida de 1.920 metros.

Quinto dia:

Refúgio Grey até Acampamento Italiano

Já refeitos, graças ao bom Deus, desmontamos o acampamento, tomamos um café reforçado e colocamos os pés na trilha novamente. Passava das 8 h e 30 min quando começamos a caminhada e andamos tranquilamente até o Refúgio Paine Grande, onde paramos para almoçar e descansar um pouco.

Seguindo em frente, devagar e bem tranquilos, pois a trilha tem poucas variações de aclive e declive, embora ela seja longa. Chegamos ao nosso destino quase 20 h e 30 min ainda com o céu claro.

Distância percorrida:  19 quilômetros.

Sexto dia:

Acampamento Italiano até Refúgio Los Cuernos

O sexto dia começa com um ataque até o mirante Britânico, passando pelo Vale Del francês.  Cerca de 3 horas de caminhada para subir, é um bate e volta. Por isso, deixamos todo nossos equipamentos no Camping Italiano e subimos apenas com uma pequena mochila com lanche e água. Nesta brincadeira subimos e descemos  800 metros em pouco mais de 11 quilômetros no total. Tanto a trilha do vale como do mirante são muito lindas e valem as 6 horas deste bate e volta.

Chegando de volta ao Camping Italiano, tratamos de almoçar e colocar os pés na trilha para completar o dia, chegarmos ao nosso destino final: o Refúgio Los Cuernos, distante 5.5 quilômetros do Italiano.

Este dia, ou melhor, esta noite,  quando chegamos no Los Cuernos, devido a lotação com acampamento, nós tivemos muita dificuldade de encontrar um local legal para acampar. Depois de muita procura, encontramos um lugar aparentemente ruim, numa baixada dentro de um pequeno bosque e bem ao lado de uma montanha de galhos de árvores que foram podados. Coisa do destino ou a mão de Deus, como gosto de dizer, foi a nossa sorte, pois nessa noite rolou um vento monstruoso e quase que o tempo todo. Quando foi pela manhã, ao irmos fazer o nosso café no refúgio,  ficamos sabendo que a galera que estava acampada no lugar “bom” tinha passado pelo maior perrengue. Era barraca voando, vareta quebrando e muitos tiveram que correr para o refúgio no meio da noite e ficar por ali amontoados no chão. Ainda bem que não choveu e nem rolou neve.

Distância percorrida:  16.5 quilômetros.

Sétimo dia:

Refúgio Los Cuernos até Acampamento Torres

Neste dia, lembro de ter acordado com uma dor no coração por saber que a nossa aventura estava se encaminhando para o seu final. Enrolamos um monte para sair e começamos nossa jornada às 11 horas da manhã.

A trilha é longa e como de costume, tudo é muito lindo e selvagem, uma subida constante que começa suave e vai ficando mais complicada, a medida que vamos nos aproximando do Acampamento Chileno, onde paramos para almoçar e depois seguimos em frente até o objetivo final: Acampamento Torres, onde chegamos por volta das 20 h e 30 min.

Esse camping é, para mim, o mais “roots” numa atmosfera meio hippie. Pouca estrutura e os guarda parques tinham outra “vibe”, se é que dá para entender, não que fosse um acampamento de doidão, nada disto. Era o astral da galera mesmo. Foi o lugar que mais curti neste sentido.

A distância percorrida neste dia foi 17.3 quilômetros e um acumulo de subida de 1.350 metros aproximadamente.

Oitavo dia:

Acampamento Torres até Hotel Las Torres

O último dia começou com tempo fechado e uma chuvinha fina, fato que me desmotivou de subir até o mirante das Torres.  Fiquei pelo acampamento, algo me dizia que não valeria a pena ir até lá. O meu brother de indiada Filipe, resolveu arriscar e deu com os burros na água. De fato, estava fechado e não deu para ver nada das torres.

Desmontamos o acampamento, tomamos um café reforçado e demos início a nossa derradeira ladeira abaixo, e em pouco mais de 3 horas completamos o trilha até nosso destino final que era a luxuosa Hosteria las Torres, local de onde pegaríamos um ônibus de volta para Puerto Natales.

Distância percorrida: 8 quilômetros.

Considerações finais:

O circuito completo (W+O) é realmente algo fantástico em todos os sentidos. Foram cerca de 110 quilômetros com vistas únicas. Sem sombra de dúvidas o circuito Torres del Paine é a Meca do trekking na América do Sul, tinha gente de todos os lugares do mundo, e isto também é uma experiência interessante.

O clima é uma incógnita sempre. Num mesmo dia pode rolar de tudo mesmo. A única constante mesmo é o vento, sempre forte a muito forte…kkkk

Vou ter que voltar lá um dia qualquer, pois não consegui ver as Torres em virtude do tempo ruim. Alguém topa? Hahaha

Dicas:

Indispensável levar bastões de caminhada. Passei perrengue por falta deles.

Dentro do parque tudo que você for comprar é muito caro, portanto, é recomendado um bom planejamento do que diz respeito às refeições.  Levamos alimentos liofilizados, frutas desidratadas, castanhas do Pará, aveia em flocos, leite em pó, café e suco Tang. Essa foi a base de nossa alimentação. Tudo pensado para diminuir o máximo o peso da mochila cargueira.

Fizemos em oito dias, mas vou dizer que é bom ter mais um ou dois dias para poder aproveitar melhor a viagem, fazendo mais paradas, ou ainda, no caso da trilha estar fechada por mau tempo, não correr o risco de perder voo e assim por diante.

Veja todas as fotos desse trekking em Torres del Paine nos circuitos W+O:

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UltraLight Regular Sea To Summit

Apresento a vocês o mais novo isolante inflável UltraLight Regular da empresa Australiana Sea To Summit. Vou mostrar aqui todas as suas características construtivas, detalhes e curiosidades.

Construção:

Seu processo de fabricação é o mesmo utilizado nas indústrias médicas e aeronáuticas, muito superior aos sistemas utilizados nos concorrentes, e que praticamente elimina o problema de laminação, que pode causar bolhas nos isolantes.

Seu formato é construído em células, estas células armazenam o ar dentro delas permitindo que você coloque todo o peso do seu corpo em cima sem que o ar de dentro das células escapem para as bordas do isolante, deixando seu corpo não entrar em contato com o solo. Além de ser muito confortável, garante melhor isolamento térmico ao usuário.

UltraLight Regular Sea To Summit

Confeccionado em Nylon Ripstop 40 D oferecendo o equilíbrio perfeito entre peso e durabilidade.

Detalhes, curiosidades e testes:

O isolante possui muitos detalhes importantes que oferecem segurança e agilidade ao manuseá-lo, baixo peso e uma excelente compactação para transporte, isso em relação aos outros modelos de isolantes encontrados aqui no Brasil. Possui medidas interessantes quando aberto fora da embalagem e também quando fechado. Aberto conferimos as medidas de 1,83 metros de comprimento X 55 cm de largura e 5 centímetros de espessura.

UltraLight Regular Sea To Summit

Já,  fechado as medidas são 17,5 centímetros de altura por 7,5 centímetros de largura, é tão pequeno e compacto que se formos comparar em relação a uma garrafa de refrigerante 600 ml, o isolante ainda assim é menor. A fabricante Sea ato Summit, compactou tanto que o deixou com o peso de 355 gramas, tornando-o um dos mais leves do mundo.

UltraLight Regular Sea To Summit

Mas aí você se pergunta, qual é a vantagem de trocar os isolantes de EVA que pesam aproximadamente 180 gramas ou até menos que isso? A resposta é fácil de ser respondida. Com cerca de 200 e poucas gramas a mais você consegue dormir confortavelmente como se estivesse em um colchão de ar e ainda mantem seu corpo seco e isolado do frio quem vem do solo.

Acredito que a coisa mais incrível que tem neste isolante térmico é sua válvula de entrada e saída de ar. Para ficar mais fácil de entender vou explicar como ela funciona de maneira simples.

É construída de material plástico, selada eletronicamente junto ao tecido do isolante, isso proporciona maior segurança, evitando que a válvula quebre ou rasgue o tecido durante os vários procedimentos de enchimento e esvaziamento do mesmo.

UltraLight Regular Sea To Summit

A válvula possui 2 estágios assim, para abrir é muito simples e prático, basta  puxar a “orelha” para cima onde está escrito Inflate (inflar), este primeiro estágio serve para levar o ar para dentro do isolante, até aí sem grandes novidades. Geralmente não conseguimos jogar a quantidade certa de ar para dentro do isolante de uma vez só, precisamos de inúmeros assopros para infla-lo. Pensando nisso o fabricante criou essa válvula tecnológica, pois quando você joga o ar para dentro e espera para pegar mais fôlego, a válvula impede que o ar que está lá dentro saia, isso é incrível.

UltraLight Regular Sea To Summit

Testei seu enchimento usando o ar de meus pulmões, fiz uns 5 assopros e o isolante inflou de maneira rápida e eficiente. Para ter ideia da velocidade de enchimento, cronometrei e tive um belo resultado. A foto abaixo mostra 50 segundos de enchimento, mas posso dizer que demorou um pouco menos que isso, cerca de aproximadamente 40 a 45 segundos.

Foto com cronometro:

UltraLight Regular Sea To Summit

Para acionar o segundo estágio, segure a “orelha” onde está escrito Deflate (desinflar) puxando para cima, isso fará o ar que está lá dentro sair em poucos segundos, para ser mais exato cerca de 3 a 5 segundos para desinflar completamente.

UltraLight Regular Sea To Summit

Vídeo de apresentação do Isolante inflável UltraLight Regular – Sea To Summit

Uma curiosidade que me chamou bastante atenção é o fato do fabricante ter se preocupado com a durabilidade deste equipamento. Na parte interna possui um tratamento antimicrobiano, o qual evita que o ar e a umidade aprisionados dentro do isolante possam causar sua deterioração.

Indicações de uso:

O isolante inflável UltraLight da Sea to Summit é indicado para utilização tanto para o montanhismo quanto para os entusiastas de camping, uma vez que além de possuir extremo conforto, possui também bom isolamento do frio.

Características conforme fabricante:

Material: Nylon Ripstop 40D

Peso: 355g

Dimensões: Aberto: 1,84m X 55cm X 5cm e Fechado: 17 x 7,5 cm

Nº de Células: 181

Acessórios vendidos separadamente:

A Sea To Summit criou duas opções para auxiliar e facilitar o enchimento deste isolante, a primeira opção é o Saco organizador 2 em 1 Jet Stream Pumpbasicamente é um saco organizador ultrafino e leve que permite a saída de ar, fazendo que ele ocupe menos espaço na mochila e por outro, ele se torna uma bomba para inflar os isolantes.

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Com o saco organizador é possível acomodar itens  sem medo de perder e até facilitando a organização em sua mochila.

O segundo equipamento é chamado de  Saco Estanque 2 em 1 Air Stream que  é um saco estanque ultrafino e leve. Pode ser usado como saco estanque propriamente dito, ou como uma bomba para inflar os isolantes através do efeito Venturi. Os 20 litros do saco estanque são inflados facilmente sem esforço e através do saco cheio de ar é possível encher um isolante inflável repetindo o procedimento cerca de três vezes.

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Veja o vídeo abaixo, mostrando os dois equipamentos e toda as suas funcionalidades:

Este modelo de isolante foi adquirido fora do Brasil, pela empresa Sol de Indiada, o proprietário nos permitiu fazer a primeira avaliação sobre o produto, em algumas lojas nacionais já é possível adquiri-lo. Veja abaixo.

Onde comprar:

Você encontra o isolante inflável UltraLight Regular – Sea To Summit nas principais lojas online espalhadas pelo Brasil, cito aqui algumas, tais como: Loja Clube Trekking, Loja Alta Montanha, Mundo Terra, Território Mountain Shop.

Veja todas as fotos do isolante inflável UltraLight Regular – Sea To Summit

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Mochila High Sierra Col 35L – Avaliação

Mochila High Sierra Col 35L – Avaliação

Apresento a vocês a mochila High Sierra Col 35L, testei toda a sua funcionalidade em um trekking de quatro dias na Travessia pelas Bordas dos Cânions no estado de Santa Catarina, neste post mostrarei todas as suas características, apontando seus pontos positivos, negativos, bem como a opinião sobre a mochila.

Sobre a marca:

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High Sierra é uma empresa Canadense especializada em equipamentos de viagem de aventura. Oferece linhas versáteis, sob medida, para entusiastas e praticantes de atividades ao ar livre, viajantes, estudantes e profissionais que procuram a escolha inteligente em mochilas duráveis e funcionais.

Essa mochila conhecida como mochila de ataque, usada por muitas pessoas, é uma mochila pequena, leve e muito funcional, ela tem quase todas as características de uma mochila cargueira, não deixando nada a desejar.

Construção e tecnologias:

Construída com materiais de primeira linha. tais como: Ripstop Hexagonal 250 D e 300 D, este material é extremamente forte, usado principalmente nas mochilas de uso militar, de fato ela é bastante forte e robusta.

Mochila High Sierra

Geralmente, as mochilas vendidas no mercado nacional possuem regulagens de altura das alças, ao contrário da maioria das mochilas vendidas fora do brasil que não possuem essa regulagem. Os fabricantes então mensuram as medidas por tamanhos do tipo P, M ou G, assim cada usuário contará sempre com o a anatomia perfeita.

O costado da mochila Col 35L é bastante robusto, encaixa perfeitamente nas costas, gerando alto conforto. Durante o teste, com a mochila totalmente carregada ou com quase nada de peso, o costado mostrou-se bem eficaz, o suor gerado pelo corpo foi incrivelmente retirado, impedindo assim que minhas costas ficassem encharcadas durante os 20 quilômetros percorridos no segundo dia de trekking pelas bordas dos Cânions em Santa Catarina – Brasil.

Mochila High Sierra

Ao vestir a mochila as alças encaixam perfeitamente, dando segurança e mobilidade de movimentos, o fechamento da tira peitoral possui ajustes individuais,  podendo colocar mais para baixo ou para cima conforme a necessidade do usuário.

Também podemos ver nas alças alguns elos de fita elástica que tem inúmeras aplicações. Podemos colocar a mangueira do cantil de hidratação ou até pendurar um GPS, além disso ainda possui duas argolas plásticas para prender outros itens, como talvez uma lanterna, ou uma bussola.

Mochila High Sierra

A Barrigueira possui um acolchoado muito forte e ao mesmo tempo incrivelmente confortável, sendo ajustada de maneira uniforme, pois o fechamento é feito por um sistema de roldanas, isso facilita muito na hora de fechar a barrigueira em torno do corpo.

Também é composta por fitas de compressão em suas laterais, que firmam toda a carga no interior da mochila deixando-a bem presa e impossibilitando que se movimente durante as trilhas.

Nas laterais, também possui saídas para mangueira do cantil de hidratação nos dois lados, além de um pequeno bolso em cada lateral, nestes cabem exatamente um cantil de 900 ml de água, ou é possivel colocar qualquer outro objeto que desejar, lembrando que estes bolsos não possuem fechamento.

Mochila High Sierra

O local de armazenamento do cantil de hidratação está localizado na parte interna da mochila, em um compartimento separado do restantes dos equipamentos, este é bem amplo podendo acomodar dois cantis de água de 2 L cada, ou um de até 4 litros.

Na parte frontal da mochila podemos ver inúmeros elos, estes servem para pendurar pequenos objetos, tais como: chaves, canivete, ou até mosquetões e equipamentos de escalada. Também possui um espaço destinado para um bastão de caminhada.

Mochila High Sierra

Na parte de cima do capuz, possui um bolso com fechamento por zíper onde é possível guardar itens como documentos, capa de chuva, alimentos e alguns outros objetos que necessitam estar a fácil acesso.

Abrindo o capuz a primeira coisa que vemos é uma etiqueta com procedimentos de socorro para situações de emergência.

Mochila High Sierra

A mochila High Sierra Col 35 L, possui apenas um compartimento de carga, sendo esse composto por tampa telescópica, isso quer dizer que ,torna-se expansível dependendo da quantidade de equipamentos que se carregue.

Na parte interna existe apenas um bolso separado para o cantil de hidratação, que já citei acima, o espaço restante serve para colocar roupas e alimentos para caminhadas de apenas um dia.

Características conforme fabricante:

Medidas: 61 x 33 x 21

Material: Ripstop Hexagonal 250 D e 300 D

Peso: 1.360 g

Garantia: Vitalícia contra defeitos de fabricação

Usei essa mochila na Travessia pelas Bordas dos Cânions/SC por quatro dias. No primeiro dia a quilometragem foi de 13 quilômetros de subida, no segundo percorri 20 quilômetros passando por matas nebulares, no terceiro o percurso foi de 17 quilômetros e no último dia 13 quilômetros, em todos estes dias de trekking carreguei uma média de 7 quilos por dia.

A mochila se mostrou extremamente forte nas caminhadas em áreas de mata nebular onde há muitos galhos e espinhos que encostam na mochila, se fosse um material menos robusto, certamente aconteceria algum rasgo ou estrago na mochila, e não ocorreu nada. Isso fez perceber o quanto a construção hexagonal é importante e a densidade do material também tem um bom impacto na resistência a estragos. Durante a travessia também subimos encostas íngremes, muitas vezes tendo que agarrar-se a árvores e pedras, em todos os movimentos que fiz a mochila ficou incrivelmente parada no meu corpo, as regulagens da barrigueira funcionaram perfeitamente, dando completa sensação de segurança e livre movimentação.

Mochila High Sierra
Foto: Paulo e Karine
Mochila High Sierra
Foto: Ronaldo Somacal
Mochila High Sierra
Foto: Paulo e Karine
Mochila High Sierra
Foto: Paulo e Karine

Na minha opinião, não existem pontos negativos neste modelo de mochila, todas as partes cumprem seu papel perfeitamente, já os pontos positivos são inúmeros: muito resistente, anatômica, versátil e leve.

A mochila foi cedida pela empresa Sol de Indiada para testes em uma das suas atividades de aventura na cidade de Urubici/SC, analisei todos seus pontos e os coloquei a prova nos 4 dias de travessia, tendo ficado muito satisfeito com os resultados.

Caso deseje comprar esse modelo de mochila acesse o site da marca High Sierra, ou você pode comprar na Amazon, clicando aqui, os preços são entre $70 a $100 dólares, esses valores podem variar de acordo com a valorização ou desvalorização do Dólar.

Mochila Futura Vário 45+10 SL – Avaliação

Mochila Futura Vário 45+10 SL – Avaliação

Vamos apresentar neste post uma avaliação completa da mochila  Deuter – Futura Vário, equipamento versátil, destinado para pessoas que buscam melhor conforto, praticidade e baixo peso em suas aventuras.

Normalmente, os aventureiros quando desejam comprar a primeira mochila, o questionamento feito é qual o tipo e o tamanho ideal a ser comprado. Neste caso, minha recomendação é para  comprar a mochila conforme as atividades que o aventureiro pretende desenvolver. Caso seja fazer trekking ou uma viagem pelo mundo, o ideal é optar por um equipamento que seja confortável, leve, compacto e possível de carregar, é claro.

Podemos notar que algumas pessoas, na maioria das vezes por falta de informações e conhecimento no assunto, compram mochilas realmente enormes, pois seguem a lógica, que quanto maior for a mochila mais coisas pode-se levar dentro, entretanto esquecem que elas terão que carregar este peso todo nas costas, muitas vezes por inúmeros dias.

Para que isso não aconteça, vamos apresentar todas as características sobre a mochila Futura Vário, bem como curiosidades, pontos positivos e negativos possibilitando a você conhecer este modelo antes mesmo de ir à loja comprar.

Construção e tecnologias:

A mochila Deuter Futura Vário apresenta em sua construção materiais leves e duráveis como os tecidos Deuter – Ripstop 210 / Deuter – Super-Polytex apresentados na parte externa, e na parte interna, é revestida com material Poliuretano (PU) atribuindo maior resistência à água.

Futura Vário

O equipamento conta ainda com inúmeras tecnologias que aumentam o conforto de seus usuários.

Veja abaixo o que cada uma delas proporciona:

tecnologia
Fonte: Deuter

Curiosidades:

SL Womens Fit System
O sistema SL (SLim Fit) foi desenvolvido para que mulheres e pessoas de até 1,70 m possam usar a mochila da forma adequada, uma vez que todas as regulagens se ajustarão de forma adequada e eficiente. Fonte: Deuter

Características:

Diferentemente de outras mochilas encontradas no mercado nacional, esta possui dois compartimentos para colocação do reservatório de água, estando um no compartimento interno, com capacidade de 3 litros, e o outro, na parte externa no lado direito da mochila, com capacidade para 2 litros. Assim, possibilita em caso de travessias muito longas, levar até 5 litros de água ou optar pelo uso de um o outro compartimento, conforme a necessidade.

Futura Vário

O ajuste das alças é de fácil manuseio, atrás no painel telado no costado da mochila, contém informações de ajustes dado pelas letras L, M, S e XS, sendo que a letra L é para usuários mais altos e as letras XS, para pessoas de estatura mais baixas, deste modo pode-se regular a mochila da melhor forma possível em torno do nosso corpo. Esta nomenclatura é dada pelo padrão da marca Deuter e o sistema Vari-Quick de ajuste da altura das alças.

Futura Vário

Para fazer o ajuste é muito simples, afrouxe a tira vermelha atrás do costado da mochila, subindo ou descendo as alças até encontrar a letra desejada, depois certifique-se que a tira vermelha esteja apertada.

Vídeo explicativo de como ajustar a mochila cargueira

As alças e a barrigueira dessa mochila são completamente anatômicas. As alças são construídas com material conhecido como 3D AirMesh que facilita a eliminação do suor gerado pelo nosso corpo.

Futura Vário

A barrigueira móvel acompanha todos os movimentos do corpo dando mais estabilidade à mochila. Duas hastes centrais de alumínio são o coração do sistema, e transferem todo o peso para a barrigueira fazendo com que a mochila seja extremamente confortável, mesmo com muito peso.

Futura Vário

Além disso, o ajuste da barrigueira é feito para frente, facilitando seu uso.

Junto à barrigueira possui um bolso fechado por zíper em cada lado, isso facilita bastante em uma viagem ou até mesmo em um trekking de fim de semana, pois ali é possível guardar pequenos objetos, tais como: celular, documentos, dinheiro e até mesmo barras de cereais.

Futura Vário

Também conta com fitas de compressão nas duas laterais para possibilitar maior estabilidade da carga dentro da mochila, assim tornando-a muito mais segura ao transpassar obstáculos.

Futura Vário

Olhando para a imagem acima, podemos ver que possui também um local para colocar objetos pequenos, como lanterna, bússola ou até mesmo um cantil reserva de água. Tais itens, ficam muito bem presos pela fita de compressão impedindo assim a perda de objetos.

A mochila é dividida em 2 compartimentos:

O primeiro, é onde colocamos a maior parte de nossas roupas e equipamentos, com abertura normal pela parte de cima da mochila. Para aumentar ainda mais este espaço a mochila conta com um avanço, chamado de tampa telescópica, bastante útil e com ajuste fácil  e rápido.

Futura Vário

O segundo compartimento, fica localizado na base da mochila, local que é indicado para colocar itens pesados, como saco de dormir, panelas e alimentos. No teste, colocamos o Saco de dormir Trek Lite +3 Deuter e ainda sobrou  um bom espaço, podendo colocar mais alguns itens dentro.

Futura Vário

Os dois compartimentos são separados por uma tampa que pode ser fechada por zíper. A vantagem de usar sempre dois compartimentos, ao invés de  apenas um é que podemos organizar melhor os itens que colocamos dentro da mochila facilitando a localização de determinado item em caso de urgência.

Futura Vário

O que torna a linha de Mochilas Futura Vário especial é, que além de contar com todos os itens de uma mochila tradicional, ela ainda contém uma segunda abertura na parte externa, pois caso você guarde algum item no fundo da mochila, com este sistema de abertura, é só abrir a tampa frontal e pegar o item que precisa sem que seja necessário retirar todos os seus equipamentos de dentro dela.

Futura Vário
Foto: Internet

A mochila Futura Vario 45+10 L, possui mais dois bolsos localizados no capuz da mochila, um do lado de fora, que serve para guardar pequenos objetos de fácil acesso. Já o outro bolso, fica na parte interna do capuz, os dois são fechados por zíperes.

No capuz também possui uma etiqueta SOS, a marca Deuter, segue esse padrão em suas mochilas, todas elas contém essa especificação para situações de emergência, veja nas fotos a seguir:

Futura Vário Futura Vário

Futura Vário

Características:

Peso: 2030 g
Capacidade: 45 litros
Material: Deuter-Ripstop 210 / Deuter-Super-Polytex
Dimensões: 74 / 34 / 28 cm

Onde comprar:

Com certeza essa mochila é perfeita para quem busca praticidade, conforto, tecnologia e baixo peso. Todavia, tudo isso também tem um custo, neste caso essa mochila se encontra com preço na faixa média de R$ 1.000 reais. É possível encontrá-la nas principais lojas de aventura espalhadas pelo Brasil, sugerimos antes de comprar qualquer modelo de mochila cargueira, ir a uma loja e experimentar.

Tirolesa Interestadual – RS/SC de 1.300 Metros

Tirolesa Interestadual – RS/SC de 1.300 Metros

Todos nós estamos acostumados atravessar estados de carro, ônibus, bicicleta ou a pé entre muitas outras maneiras, o ser humano sempre tenta inovar, buscar novos meios de fazer a mesma tarefa. Já imaginou poder atravessar de um estado para o outro usando uma tirolesa? Se isso já passou pela sua cabeça, fique tranquilo, agora é possível atravessar do estado do Rio Grande do sul para Santa Catarina – Brasil.

O nome do atrativo já diz tudo, Tirolesa Interestadual com aproximadamente 1.300 metros de comprimentos, passa por cima do Rio Uruguai, ligando as cidades de Goio Ên/RS a Chapecó/SC.

A plataforma de lançamento da tirolesa está localizada na cidade gaúcha de Goio Ên/RS, em uma casinha no alto de um morro e seu término fica localizado junto a o Centro Náutico Faé já no estado de Santa Catarina.

O custo para essa aventura é de apenas R$ 40,00 reais, já incluído o deslocamento de volta, este é feito de carro do Centro Náutico Faé/SC até Goio Ên/RS.

Centro Náutico Faé

Tirolesa Interestadual
Ponto de Partida

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Tirolesa Interestadual
Ponto de Chegada

Aos olhos de quem vê, parece ser uma decida vertiginosa, quase não conseguindo ver seu término, dependendo do peso da pessoa durante a decida pode-se chegar a marca dos 100 km/h de velocidade. A sensação de medo, pavor e adrenalina são sentimentos constantes que fazem muitas pessoas desistir já na hora da saída.

” Vai. E se der medo, vai com medo mesmo” 

Tirolesa Interestadual

Nosso grande amigo e parceiro de aventuras Luciano Bresolin, esteve na tirolesa e nos disponibilizou os videos de sua decida.

Já imaginou descer os 1.300 metros da Tirolesa Interestadual, usando uma bicicleta, veja o vídeo abaixo:

O Centro Náutico Faé disponibiliza infraestrutura necessária para os visitantes, composto por: bar, lanchonete, cabanas e mercado. O casal Rogério e Fabiane Faé administram o local a cerca de 15 anos. Para quem quiser passar o fim de semana, curtir a natureza ou quem sabe apenas só relaxar, no lugar é disponibilizado cabanas para quatro pessoas.

Contato:

Como chegar:

Coordenadas: 27º16’51.1″S 52º41’17.3″W

Sem título

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