Panela Naturehike

Apresento a vocês a Panela Naturehike Heat Retention, um produto destinado para praticantes de montanhismo, trekking, cicloturismo e camping.

Esse modelo de panela é um pouco diferente dos conhecidos e geralmente encontrados no Brasil, a panela Naturehike, possui todas as características de uma panela normal de acampamento, o seu maior diferencial é dada por conter um pequenas aletas (conhecida como radiador) na parte de baixo onde é apoiada no fogareiro.

Esse “radiador” nada mais é que um intensificador de calor, sua principal função é distribuir melhor o calor no fundo da panela e reduzir em 30% a quantidade de combustível durante seu uso (dados segundo o fabricante), ainda estamos realizando testes que comprovem esse eficiência.

Panela Naturehike
Panela Naturehike

As panelas com o sistema de “radiador” são mais indicadas para pessoas que usam fogareiros de boca pequena, isto é, fogareiros que são muito parecidos com maçaricos. Caso você use um fogareiro assim já teve ter notado que ao preparar seu almoço ou jantar, o calor gerado pelo queimador do fogareiro é sempre maior no centro da panela, isso pode fazer com que as vezes você queime alguns alimentos durante o preparo (usando panelas normais).

Características Panela Naturehike – Heat Retention

A panela Naturehike tem capacidade de 1.5 L, é ideal para cozinhar para até duas pessoas, no kit completo é composto por uma panela, duas tigelas/xícaras, uma espátula e uma esponja especial para limpa-lá após o uso.

Panela Naturehike
Panela Naturehike
Panela Naturehike
Panela Naturehike
  • Material: Liga de Alumínio
  • Peso: 314 gramas (panela)
  • Peso: 54 gramas (tigela e espátula)
  • Tamanho: 15 cm x 13 cm
  • Capacidade: 1,5 litros
  • Origem: China

Site do fabricante

Ainda não terminamos os testes com esse modelo de panela Naturehike, mas já podemos analisar alguns pontos prós e contras, veja abaixo:

Prós

  • A panela é leve e prática de usar;
  • O cabo de sustentação da panela é dobrável;
  • Fácil acomodação do recipiente de gás dentro da panela, junto com seus acessórios;
  • Boa capacidade expressa em litros para duas pessoas;
  • Radiador integrado, aumenta a geração de calor e a economia de combustível.

Contras

  • A tampa da panela não tem abertura para escoar a água;
  • Não possui nível de medida de água na panela;
  • Difícil limpeza da parte externa da panela;
  • Não possuí teflon dentro da panela
  • Preço elevado.

Caso você queira adquirir esse produto, ele está disponível para compra na maioria da lojas outddor espalhadas pelo brasil, temos uma parcerias com a loja Patos do Sul localizada na cidade de Caxias do Sul/RS, converse com a proprietária Helen, ela terá todo prazer de lhe atender.

Valor: R$ 199,00 – Este valor pode variar de acordo com a variação do Dólar.

Por você ser nosso leitor você tem descontos especiais na loja Patos do Sul, entre em contato e negocie, lembre-se que para adquirir o desconto você terá que dizer que é nosso leitor.

Veja também outras avaliações da marca Naturehike clicando aqui!

Travesseiro Ultralight Aeros Naturehike

Se você é o tipo de pessoas que adora praticar aventuras na natureza, sem deixar o conforto de lado, então esse travesseiro Naturehike ultralight é para você.

Pesando cerca de 83 gramas e ultra compacto é um dos itens que não podem faltar dentro da sua mochila de aventura, para que possamos realmente aproveitar os dias na natureza, precisamos ter uma boa noite de sono.

Travesseiro Ultralight Aeros Naturehike

O travesseio Ultralight Aeros é construído com 80% em poliéster e 20% de TPU (termoplástico de Poliuretano), medindo cerca de 42 x 49 x 11 cm aberto e 10 x 6 cm fechado, é um travesseiro extremamente leve e durável.

Travesseiro Ultralight Aeros Naturehike

O travesseiro Ultralight Aeros Naturehike é facilmente inflado e desinflado graças a uma super válvula de dublo acionamento, isto quer dizer que, quando estiver inflando o travesseiro ele não esvaziará entre uma soprada e outra.

Como Funciona?

Abra a tampa da válvula e sopre o ar para dentro até que esteja totalmente inflado, caso queira maximizar o seu conforto, você só  precisa dar pequenos toques em um botão no meio da válvula para permitir a saída de ar, caso queira desinflar o travesseio aperte o botão por completo.

Travesseiro Ultralight Aeros Naturehike

Travesseiro Ultralight Aeros Naturehike

Avaliação completa

Já estamos usando esse modelo de travesseiro a cerca de 4 meses, em acampamentos, viagens de carro e ônibus e podemos dizer que é um item indispensável para usar em viagens, usar o travesseiro Ultralight Aeros é uma sensação tão boa que parece que estamos dormindo em casa.

O seu design anatômico possibilita maior conforto ao usuário, ao deitar no travesseiro dá para sentir um toque aveludado o que é muito bom, em dias frios esse revestimento ajuda a manter o corpo aquecido durante a noite.

Travesseiro Ultralight Aeros Naturehike

Um detalhe interessante sobre o modelo é que, ao ser inflado o travesseiro pode ficar inúmeros dias sem esvaziar, a válvula tem funcionamento perfeito, sem deixar vazar ar pela válvula.

Outro ponto positivo sobre o travesseiro Aeros é a sua capacidade de compactação, quando colocado dentro do seu saco de armazenamento tende a ser menor que a palma de uma mão.

Aí você deve estar pensando! Com todas estas qualidades de materiais, peso e compactação o preço deve ser alto?

Este modelo de travesseiro foi adquirido em parceria com a loja Patos do Sul, na loja você encontra esse produto pelo valor de R$ 99,00 reais, este valor pode mudar de acordo com a variação do Dólar, lembrando que a marca Naturehike é chinesa e importada para o Brasil através da Alta Montanha.

Travesseiro Ultralight Aeros Naturehike

Em todas as nossas avaliações não achamos nenhum ponto negativo no travesseiro Ultralight Aeros Naturehike, ele de fato é um equipamento que proporciona muito conforto no camping e viagens, além de ser muito leve,prático e durável.

Deserto de Namíbia

Durante nossa passagem pelo continente Africano, o segundo país que nos acolheu foi Namíbia. Para nossa surpresa, lindo, cheio de história e pessoas como tantos outros do continente, mas que por conta do destino nos recebeu como filhos.

A Namíbia, que até 1990 era parte da África do Sul é um dos países menos povoados do mundo e dono de uma variedade de paisagens de tirar o fôlego. Em uma de nossas visitas por lá, conhecemos o Deserto da Namíbia, o deserto mais antigo do mundo! Este deserto abriga diversas atrações e você pode ficar dias por lá e cada nova duna será surpreendente.

Nós queríamos muito conhecer este local por causa do Dead Valley, você já deve ter ouvido falar do vale com árvores mortas, é exatamente este. Nesta localidade, há milhares de anos atrás se situava o vale do rio Tsauchab que com o passar do tempo foi cortado por uma imensa duna, fato esse que veio a isolar algumas árvores de camélia que lá existiam, e por criar um micro clima extremamente seco no local, fez com que estas árvores fossem preservadas sem sofrer decomposição por mais de 900 anos, conferindo assim, uma paisagem muito diferente.

A segunda atração mais visitada deste deserto é a Duna Big Daddy, que muitos acreditam ser a maior duna de areia do mundo. Ela esta localizada exatamente ao lado do Dead Valley e você pode conhecer as duas atrações no mesmo dia. Olhando de baixo a Duna é linda e gigantesca, mas de cima é ainda mais linda, sem contar toda a vista do Vale que é possível contemplar do topo.

Para subir, reserve de 2 a 3 horas, pois dependendo da temperatura do dia é muito cansativo, e lembre se de fazer a caminhada bem cedo pela manhã. Quando nós visitamos o Deserto foi no mês de julho, as temperaturas estavam muito quentes durante o dia e a noite precisávamos de fogueira pra nos aquecermos. Nos organizamos para chegar ao parque antes dos portões abrirem para iniciar bem cedo nossa subida. Utilizamos a “trilha” por fora do Dead Valley, por ser mais curta, mas esta é mais íngreme. E a descida fizemos correndo pela borda da Duna que finalizava no Vale, assim caminhamos todo interior dele no período mais quente do dia, mas ainda assim é a melhor opção se você não quer perder nada.

Além dessas atrações, nós também visitamos a Duna 45, que não é tão alta quanto a Big Daddy, mas esta localizada entre outras dunas lindíssimas e no nascer do sol o contraste das sombras é um espetáculo.

Se você quiser desbravar esta e muitas outras atrações deste país lindíssimo, uma boa opção é realizar um turismo estilo Overland Safari. Neste tipo de turismo de aventura, você acampa todos os dias em um local diferente no mais autêntico estilo outdoor. Nós escolhemos a agência Acacia Africa para realizar nosso Overland Safari, e só temos elogios. Foram 35 dias montando e desmontando barracas estilo exército, e não vemos a hora de repetir tudo de novo!

Para mais histórias ou dicas de viagens e aventuras acesse faceboock/euvouepronto, Instagram @euvouepronto e Youtube/euvouepronto

Ficaremos muito contentes em te ajudar.

Lista de fotos:

Deserto de Namíbia
Por do sol no deserto da namíbia
Deserto de Namíbia
Duna 45 ao amanhecer
Deserto de Namíbia
Subida da duna Big Daddy
Deserto de Namíbia
Quase no topo da Big Daddy, abaixo o Dead Valley
Deserto de Namíbia
Vista do topo da Big Daddy contemplando o Dead Valley
Deserto de Namíbia
Uma das diversas árvores preservadas
Deserto de Namíbia
Sentados a sombra de mais de 900 anos
Deserto de Namíbia
Uma das paisagens icônicas do Dead Valley
Deserto de Namíbia
Na crista da Duna 45

Trilhas no Santinho

Nossa viagem a Floripa mereceu uma ida ao norte leste da ilha para visitar nossos amigos Bruno e Ciane que moram no Costão do Santinho. Chegamos à tardinha do dia 1º de março e à noite já programamos a trilha do dia seguinte.

Acordamos cedinho para seguir rumo ao Morro das Aranhas, em companhia do Bruno, que nos mostrava o caminho. Iniciamos pelo lado direito do morro, cuja trilha origina dentro do Resort do Costão do Santinho.

Trilhas no Santinho

Inicialmente o percurso é bem marcado, concretado. Seguimos primeiramente até as dunas que ficam em meio à vegetação de mata. As árvores de pinos contracenando com as montanhas de areia dão um detalhe especial à paisagem.

Trilhas no Santinho

Faz-se necessário voltar um pedaço pela mesma trilha, pois a ida até as dunas é somente um desvio da trilha principal. O percurso continua plano por determinada distância até iniciarem as subidas, quando a trilha fica mais estreita, com alguns obstáculos no caminho, mas que são facilmente superados.

Encontramos algumas teias de aranha às margens do caminho. Deve-se prestar atenção antes de pisar e se apoiar em pedras, pois há presença de animais peçonhentos, principalmente cobras.

Todo o contorno do caminho tem uma flora preservada. Depois de algum tempo chegamos até a Praia do Moçambique, onde se pode tomar banho de mar para refrescar.

Trilhas no Santinho

Retornando para a trilha, seguimos adiante. Agora o trajeto passa a ter mais desníveis, exigindo, em alguns pontos, o auxílio das mãos para subir e descer das pedras e atenção para não escorregar caso o solo esteja molhado.

O gravatá está presente em abundância na vegetação do morro, contribuindo para a belo cenário. Em vários pontos é possível avistar o mar aberto, a orla, a ilha das aranhas, pescadores, bem como uma vista panorâmica da praia do Moçambique e do Santinho.

Trilhas no Santinho

Trilhas no Santinho

Trilhas no Santinho

Trilhas no Santinho

Já quase no final da trilha, na praia do Costão do Santinho, estão localizadas as inscrições rupestres, protegidas dos raios solares e vigiadas por câmeras de monitoramento.

A maior parte do percurso se dá em área exposta ao sol, motivo pelo qual aconselha-se o uso de boné e protetor solar. Importante levar água e algum lanche, pois não há nenhum estabelecimento durante o caminho.

Trilhas no Santinho

Trilhas no Santinho

Fizemos a trilha sem pressa, para poder observar e admirar todo o panorama. Chegamos no Costão do Santinho antes das 12 horas, por isso, resolvemos caminhar pela beira-mar na direção do morro dos Ingleses que fica do outro lado da faixa de areia.

O mar da praia do Costão do Santinho possui água limpa e cristalina, com ondas fortes em determinados trechos, atraindo banhistas e surfistas. Bem próximo à orla, uma região de dunas compõem a paisagem única dessa praia.

Chegamos até a encosta do morro, porém o tempo virou e a chuva desabou. Partimos, porém, algumas horas depois retornamos para subir até o Santinho que fica no Morro dos Ingleses.

A trilha tem aclive acentuado, mas sem obstáculos, podendo ser feita em cerca de trinta minutos. Vale muito a pena, pois a visão panorâmica da praia do Costão do Santinho é espetacular.

Trilhas no Santinho

Do mirante do Santinho, consegue-se ver a praia de Ingleses do outro lado, mas não se tem uma imagem muito ampla. Há uma trilha que contorna o Morro dos Ingleses pelo lado da praia dos Ingleses, mas essa aventura ficará para uma próxima oportunidade.

Caso você queira seguir essa trilha, abaixo encontra-se o mapa com todo o percurso realizado. O ponto verde no mapa é o início da trilha e o vermelho o ponto final (esquecemos de desligar o GPS e lembramos apenas na casa do nosso amigo Bruno..kkk).

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El Calafate

Cheguei em El Calafate no dia 19 de outubro de 2017, a primeira vista pensei, agora chequei realmente no fim do mundo, pois o aeroporto da cidade encontra-se um tanto longe, não consegui ao menos ver a cidade, percorrendo a estrada até o centro da cidade a paisagem é árida, sem muitas belezas, ao chegar em El Calafate fiquei surpreso com a arquitetura das casas e estabelecimentos comercias, a maioria das construções são de madeira, construídas a mão de um jeito um tanto minimalista.

El Calafate é uma cidadezinha de aproximadamente 20.000 habitantes que fica as margens do Lago Argentino, a cidade é toda voltada para o turismo, na avenida Libertador você encontra todas as agencias de turismo, lojas de equipamentos de aventuras, loja de suvenirs e artesanatos.

El Calafate

El Calafate

As agências de turismo possuem uma boa cartilha de pacotes, que te levam a conhecer o famoso Glaciar Perito Moreno, fazer cavalgadas, conhecer as estâncias, fazer trilhas ou trekking no Glaciar, passeios a cavalo, andar de barco pelos glaciares, enfrentar o medo de altura em uma tirolesa de 2.500 metros de distância ou até mesmo fazer uma aventura de 4×4 até o Parque Nacional Torres del Paine no Chile.

Caso você queira fazer todas estas aventuras citadas a cima separe um dia para cada aventura, pois os passeios saem do centro de El Calafate, a grande maioria destes passeios começam logo que amanhece e retorna a cidade ao anoitecer.

O primeiro passeio que fiz na cidade de El Calafate foi a pé, queria explorar a cidadezinha passo a passo, interagindo com seu povo e descobrindo por conta própria seus atrativos. O lugar escolhido foi a Reserva Ecológica Laguna Nimes que ficava a cerca de 4 quilômetros de distância do Hotel fazenda Kau Yatun onde estava hospedado, nesta reserva é possível contemplar duas lagunas, sendo a Nimes e a Laguna Negra, caso você for no inverno é possível patinar sobre o gelo, pois as duas lagunas ficam totalmente congeladas.

El Calafate

Na cidade existem boas opções de alimentação, mas são muita caras, as refeições na cidade de El Calafate podem custar R$ 50,00 até R$ 150,00 reais por refeição em estabelecimentos, então vá com bastante dinheiro, na maioria dos estabelecimentos são aceitos Dólares Americanos ou Pesos Argentinos, sendo que se você pagar em Dólar o seu troco será em Pesos, então fique esperto na hora de pagar o que consumiu, sempre pegue o ticket como comprovante, pois os argentinos podem cobrar você novamente em poucos minutos. kkk

O segundo dia na cidade de El Calafate, fomos conhecer o famoso Glaciar Perito Moreno, passear de barco pelo Rio Rico e contemplar a beleza do Glaciar por outro ângulo. Veja tudo que aconteceu nessa aventura, clique aqui.

Viajando de gol 1.0 pela América do Sul

Viajando de gol 1.0 pela América do Sul, escrito por nosso amigo Lucas Macalister, é a prova real que você não precisa muito para fazer aquela viagem dos seus sonhos, basta apenas ter vontade e realmente sair da sua zona de conforto.

Em dezembro de 2015 Lucas e mais dois amigos: Anderson Kovalski  e  Evandro Vogel realizaram um sonho, fazer uma Road Trip (viagem de carro) pela América do Sul, veja abaixo o seu relato de viagem.

Saímos de Novo Hamburgo/RS – Brasil a bordo de um Gol 1.0 com o objetivo de conhecer a maior quantidade de lugares em 30 dias, gastando o mínimo possível, os dias que parávamos para dormir eram na maioria das vezes em campings, postos de combustíveis e até mesmo em um lugar qualquer no meio do nada, foram poucas vezes que nos hospedamos de fato, cozinhávamos a nossa própria comida durante a viagem.

gol 1.0 pela América do Sul
Roteiro da Viagem

A viagem se tornou uma experiência bem roots, viajávamos como se fossemos caminhoneiros, falando em caminhoneiros, inúmeros deles nos ajudaram, ficamos sem gasolina em meio a Patagônia, os novos amigos caminhoneiros nos doaram querosene para colocar no carro 😂 no qual conseguimos rodar cerca de 30 quilômetros até o próximo posto.

Ushuaia na Argentina foi uma experiência incrível, aqueles picos nevados, o sol lá se põe às 22 horas e nasce por volta das 4:30 da manhã, estes são momentos únicos.

gol 1.0 pela América do Sul
Ushuaia/Argentina
gol 1.0 pela América do Sul
Ushuaia/Argentina

El Chaltén na Argentina, capital nacional do Trekking ficamos em um hostel na qual estava com lotação máxima e conseguimos lugar para acampar no pátio, a noite fomos socializar com o pessoal ao lado de uma lareira tomando um chimarrão, juntamente ali com o pessoal havia um cachorro Buldogue, este ficava o tempo todo querendo carinho, na parte de dentro estava quentinho, no lado de fora era muito frio. Ali também tinha um pessoal preparando os equipamentos para escalar no dia seguinte e um outro grupo cantando e tocando violão ao redor de uma fogueira.

gol 1.0 pela América do Sul
El Chaltén/Argentina
gol 1.0 pela América do Sul
El Chaltén/Argentina
gol 1.0 pela América do Sul
El Chaltén/Argentina

Saímos de El Chaltén com destino a Torres del Paine no Chile, lugar mais lindo de toda a viagem, lugar de trilhas com as melhores paisagens que já vi, lugar que acredito ser o mais indispensável para conhecer na Patagônia.

gol 1.0 pela América do Sul
Torres del Paine/Chile
gol 1.0 pela América do Sul
Torres del Paine/Chile
gol 1.0 pela América do Sul
Torres del Paine/Chile

Passamos por diversos lugares no caminho, estradas com paisagens magnificas, Bariloche linda demais. No dia 30 de dezembro vimos que daria pra passar o ano novo em Santiago no Chile, lembro que chegamos na Aduana Argentina/Chile pelas 18 horas e estava fechado, só pela manhã abriria, então acampamos ao pé do Vulcão Lanín, ao lado de um lago repleto de peixes e vários coelhos em volta das barracas. No dia seguinte levantamos atrasados, depois de nos ajeitar seguimos viagem rumo a Santiago.

Chegamos por volta das 23 horas no centro da cidade, não conhecíamos nada, diversas ruas bloqueadas por causa do ano novo até que um guarda viu que estávamos perdidos, abriu o bloqueio e deixou a gente estacionar perto da praça que teria os shows de fogos, o ano novo foi incrível, conhecemos muita gente e fizemos várias festas juntos pela cidade. Nos dias seguintes conhecemos a capital, Vinã del Mar e Valparaiso.

Era hora de partir para o Deserto do Atacama, chegamos em San Pedro de Atacama parecíamos que estávamos em Marte, lugar com uma geologia estranha, o deserto mais alto do mundo, clima seco, dias com calor de 40°C graus e noites com frio de 5°C graus, por falar em noite, lá é onde você verá o céu mais estrelado possível e é o lugar onde tem o a maior rede de telescópios do mundo, o ALMA. Encontramos um camping muito esquisito, parecia que estávamos num alojamento do exército no Iraque 😂, conhecemos pessoas de várias partes do mundo. O próximo destino era Cuzco no Peru.

gol 1.0 pela América do Sul
Deserto do Atacama/Chile
gol 1.0 pela América do Sul
Deserto do Atacama/Chile

Viajar de carro pelo peru é demais, campos e montanhas e vilarejos, uma imensidão de verdes e azuis, estar em Cuzco te deixa com um sentimento espiritual muito bom, sei lá, não sei explicar, a capital do império inca te insere num contexto cultural incrível. Numa certa noite resolvemos ir numa balada aos redores da Plaza de Armas no Centro Histórico de Cuzco, chegando lá encontrei um amigo da minha primeira viagem ao Peru, Welington Silva que estava com um grupo de brasileiros, no dia estava frio e deixamos nossos casacos em uma mesa junto com dois demais do grupo, quando decidimos ir embora nossos casacos aviam sumidos e com a chave do carro dentro😂 . Foi onde começou o desespero, não encontrávamos um chaveiro para nos ajudar, depois de dois dias com a ajuda do Harry Corrimayta, um amigo e proprietário do hostel que estávamos hospedados, conseguimos um chaveiro para fazer uma chave codificada.

gol 1.0 pela América do Sul
Cuzco/Peru
gol 1.0 pela América do Sul
Cuzco/Peru

Saindo de Cuzco com boas e mas lembranças a próxima parada foi o Lago Titicaca em Puno/Peru, lago navegável mais alto do mundo, onde o povo Uros vive até hoje em ilhas artificiais feitas de capim. Depois de conhecer bem o local o próximo destino era a Bolívia, na manhã de começar a viagem novamente pegamos nossas bagagens e colocamos no carro que estava estacionado em frente ao hostel, uma rua movimentada cheia de comerciantes na rua e andamos a pé até uma padaria para comprarmos nosso café da manhã, demoramos 10 minutos e no retorno começou o desespero parte 2, arrombaram nosso carro e roubaram nossas compras, notebook, um ipad e duas câmeras que eram uma @gopro e uma @nikon profissional com todas as fotos da trip que já eram milhares de fotos e vídeos dos mais de 20 dias percorridos.

Com todo o ocorrido ficamos desanimados, perdemos um dia na delegacia. Lá conhecemos inúmeras pessoas  que também haviam sido roubados, dentre eles estavam um casal de brasileiros, uma família de colombianos e um cara chamado Libardo Martinez estava fazendo uma viagem parecida, ele tinha passado pelo Salar de Uyuni na qual seria o nosso próximos destinos e nos falou que as condições das estradas até la eram péssimas e a partir daquele momento decidimos encerrar a viagem. Percorremos alguns locais da Bolívia sendo: a capital La Paz, Cochabamba e Santa Cruz de La Sierra, até chegarmos finalmente no Brasil em Corumbá no Mato Grosso do Sul e comer aquele Xis tudo para comemorar que havíamos conseguido sair da Bolívia depois de ter que pagar diversas propinas para que os policiais corruptos nos deixassem prosseguir para casa.

gol 1.0 pela América do Sul
Corumbá/Brasil

Fiz esse resumo da viagem para ficar guardado o que vivenciamos, foram 30 dias de viagem, mais de 18 mil quilômetros de muitos perrengues, mas não me arrependo de nenhum dia, conhecemos algumas das paisagens mais lindas que já havia visto.

Devido ao roubo de quase todas nossas fotos, restam restaram apenas recordações. Agradeço a os meus amigos de viagem que me aguentaram viajar junto com “poucas” brigas e também as pessoas que nos ajudaram pelo caminho. Desejo que este post inspire algumas pessoas a viajar, que mostre que não precisa o melhor carro, ser rico, ser formado, estar casado… para poder viajar.

“Existe um mito de que tempo é dinheiro. Na realidade, tempo é mais precioso que dinheiro. É um recurso não renovável. Uma vez que você o gasta, e se você o usou mal, ele se foi para sempre.” Neil Fiore.

*as fotos postadas são as poucas que conseguimos salvar em nossos celulares.

Conheça as trilhas da Terra do Fogo

Começamos o passeio pelo Parque Nacional Terra do Fogo no dia 17 de Outubro de 2017, nele pudemos contemplar alguns dos atrativos mais importantes do parque.

O Parque Nacional Terra do fogo possui uma área de aproximadamente 63.000 hectares e é banhado pelo Canal de Beagle, localiza-se a 12 quilômetros afastado da cidade de Ushuaia, sendo que apenas está disponível para uso público cerca de 3% de toda a área, nesta pequena parte que pudemos conhecer estão alguns dos atrativos mais importantes e belos do parque.

Atividades permitidas dentro do Parque Nacional Terra do Fogo:

Terra do Fogo

Dentro do parque está disponível quatro áreas de camping selvagem, sendo que em todos existem áreas já delimitadas para fazer a comida, é recomendável que você use seu fogareiro, caso não tenha esse equipamento, é possível fazer um pequeno fogo apenas para cozinhar seus alimentos.

Localização dos campings:

Camping 1 localiza-se ao lado do Rio Pipo;

Camping 2 localiza-se perto da Bahia Ensenada Zaratiegui;

Camping 3  e 4 localiza-se perto do Rio Lapataia.

Caso queira explorar o parque a pé, existe quatro caminhos demarcados para que você contemple da melhor forma possível toda a beleza desse enorme atrativo. Abaixo listamos alguns caminhos já demarcados e permitidos.

Caminho Pampa Alta

Neste caminho você percorre cerca de 4,9 quilômetros onde é possível contemplar o ponto panorâmico, o Canal de Beagle e o vale do Rio Pipo, o trecho começa perto da Bahia Ensenada, percorrendo um caminho até o Camping 1 do Rio Pipo.

Dificuldade: Média

Duração: Uma hora até o ponto Panorâmico

Caminho Costera 

Caminhada de 8 quilômetros pela costa marinha, cruzando florestas de Guindo e  Canelo, acesso pela Ensenada ou na junção do Lago Roca na Ruta 3.

Dificuldade: Média

Duração: Quatro Horas

Caminho Hito XXIV

Caminhada com cerca de 7 quilômetros pela margem do Rio Roca até  o limite internacional entre Argentina/Chile.

Dificuldade: Média

Duração: 3 horas ida e volta

Cerro Guanaco

Do alto do cume Guanaco é possível apreciar uma maravilhosa vista da Cordilheira Fueguina e suas turferas. É acessado pelo caminho Hito XXIV, depois de atravessar o Guanaco há um desvio sinalizado na direita. Toda a rota é em acessão por encostas íngremes, toda a trilha tem 8 quilômetros no total.

Dificuldade: Alta

Duração: 8 horas ida e volta

Caminhadas no setor de Lapataia

Terra do Fogo

Passeio na Ilha

Uma trilha com aproximadamente 600 metros de distância pelo Arquipélago Cormorantes, passando pelas margens do Rio Lapataia e Ovando. Boa oportunidade de observar aves aquáticas.

Dificuldade: Baixa

Laguna Negra

Trilha de aproximadamente 950 metros de distância, onde é possível ver uma Turfa em formação.

Dificuldade: Baixa

Mirador Lapataia

Um caminho de aproximadamente 1 quilômetro que leva ao Turbal, podendo ser uma boa alternativa para acessar a Bahia Lapataia, transitando por um bosque de Lenga.

Del Turbal

Circuito alternativo para a Ruta 3 e acessa a Bahia Lapataia. É possível observar antigas moradias de castores rodeados de Turfas. Se conecta com o caminho que leva a castorera.

Distância: 2 km

Dificuldade: Baixa

Castorera

Com distância de 400 metros ida e volta a reserva de Castores, é possível acessar pela Ruta 3 e rastrear o caminho dos castores pelo lado direito, vendo assim o impacto causado por esta espécie exótica.

Dificuldade: Baixa

Caminho de la Baliza

Caminho com 1,5 quilômetros de ida e volta, onde é possível ver um farol, localizado no limite da reserva natural, podendo ver também uma Castorera ativa.

Dificuldade: Baixa

Na nossa visita ao Parque Nacional Terra do Fogo, contemplamos inúmeras paisagens, sendo de montanhas geladas, trilhas em meio a bosques verdejantes, caminhamos também pelas passarelas da Bahia Lapataia que possuem uma vista de tirar o fôlego e percorremos no passeio de 40 minutos aproximadamente no Trem do Fim do Mundo.

Abaixo você poderá ver as nossas melhores fotos desse atrativo turístico tão magnífico de Ushuaia.

Terra do Fogo
Estação do Trem do Fim do Mundo – Ferrocarril Austral
Terra do Fogo
Laguna Verde

Terra do Fogo

Terra do Fogo
Bahia Lapataia
Terra do Fogo
Bahia Lapataia
Terra do Fogo
Bahia Lapataia – Puerto Arias
Terra do Fogo
Senda del Mirador
Terra do Fogo
Trem do Fim do Mundo

Cânion Boa Vista um lugar incrível

Tivemos a oportunidade de conhecer todas as faces do Cânion Boa Vista, um ponto turístico tão pouco explorado pela maioria das pessoas, estar lá e caminhar em seu entorno renderam momentos incríveis e fotografias magníficas.

Conhecemos o Cânion Boa Vista através da empresa parceira Sol de Indiada, fazendo um trekking de quatro dias pelas bordas dos cânions mais lindos do sul do Brasil. Na travessia caminhamos aproximadamente 80 km, no terceiro dia da nossa travessia cruzamos do Cânion Amola Faca até o Cânion Boa vista, onde pudemos contemplar todo seu esplendor.

Caminhar nas regiões dos cânions é uma experiência que recomendamos a todos, a cada passo a paisagem muda, uma hora é possível olhar os cânions ao longe, noutra hora já estamos na borda, a paisagem é deslumbrante, uma sensação de liberdade indescritível.

Caminhando pela borda podemos enxergar as enormes fendas, em certos pontos a altimetria chega perto dos 1.000 metros ou mais, ao mesmo tempo que sentimos uma sensação de paz, o medo apimenta ainda mais a nossa experiência, todos esses sentimentos fazem com que tenhamos um olhar mais cauteloso, entendendo assim que precisamos continuar preservando a natureza.

O Cânion Boa Vista é um dos lugares mais lindos que já tivemos a oportunidade de acampar, abaixo você pode ver algumas fotos capturadas nessa aventura inesquecível!

Cânion Boa Vista

Cânion Boa Vista

Depois de caminhar boa parte do dia, estava na hora de escolher um bom lugar para armar as barracas, escolhemos acampar em um platô, ali tínhamos uma vista de quase 360° graus do Cânion Boa Vista, era incrivelmente maravilhoso estar ali curtindo aquele momento único.

Precisamos agradecer todas as vezes que temos a oportunidade de contemplar momentos mágicos, a natureza nos deu um grande presente que vamos nos lembrar todas as vezes que estivermos acampados com nossas barracas.

Cânion Boa Vista

Para festejar todos estes bons momentos abrimos uma garrafa de vinho e brindamos, ficamos ali olhando as estrelas, a magnífica Via Láctea e o grandioso Cânion Boa Vista.

Cânion Boa Vista

Cânion Boa Vista

Como o seu próprio nome diz é uma boa vista, um colírio para os olhos daqueles que se aventuram por essa região.

Para chegar ao atrativo é muito fácil, percorra uma estrada de chão por 40 km até chegar na Pousada Ecológica dos Cannyons,  e caminhe cerca de 300 metros até a borda do cânion Boa Vista, veja no mapa clicando aqui.

Cachoeirão destaca-se por sua imponência

Em meio aos vales da Serra Gaúcha encontramos uma das corredeiras mais alucinantes do Vale do Rio das Antas, conhecido como Cachoeirão, este ponto turístico é um dos mais belos da região serrana, localizado a cerca de 160 quilômetros da Capital Porto Alegre e cerca de 50 quilômetros de Caxias do Sul/RS.

O que fazer:

O local é aberto ao público, lá é possível fazer um churrasco com os amigos, família ou até mesmo pequenas trilhas, conforme for o nível do Rio das Antas é possível chegar bem próximo das corredeiras.

Cachoeirão destaca-se por sua imponência
Parte de cima do Cachoeirão
Cachoeirão destaca-se por sua imponência
Parte de baixo do Cachoeirão

Importante

O Rio das Antas é um dos rios mais belos da região serrana, mas não se engane, ele também é um dos mais perigosos também. Próximo ao Cachoeirão a uma Usina Hidrelétrica de Castro Alves, que conforme a sua necessidade abre suas comportas e libera milhões de litros de água, isso pode fazer o leito do rio subir inúmeros metros em poucos minutos, então antes de se aventurar em torno do Cachoeirão, certifique-se que o nível do rio esteja bem baixo, assim evitando ser surpreendido com o aumento repentino de água. 

Cachoeirão destaca-se por sua imponência
Usina Hidrelétrica Castro Alves

Além da visita de carro no local, ainda é possível descer essas corredeiras usando botes infláveis, esse esporte é conhecido como Rafting, a empresa que opera esse esporte no local é a Cia Aventura, possuem experiencia de mais de 10 anos na prática desse esporte, sendo referência no Brasil.

Para praticar esse esporte é necessário ter no mínimo oito anos de idade, os passeios duram em média 2 h e 30 minutos e percorrem o Rio das Antas por 8,5 km, passando pelo belo e imponente Cachoeirão. O esporte é praticado por no mínimo seis pessoas e no máximo 55 pessoas. Caso você se interessou pela prática acesse o site do Cia Aventura – Eco Parque.

Além disso é possível fazer algumas pequenas trilhas no entorno do Cachoeirão, deixe o carro no pequeno estacionamento perto do atrativo e siga a direita, margeando o rio, este caminho levará você para o meio das corredeiras, esteja sempre munido de calçados confortáveis, roupas compridas, água, repelente e protetor solar.

Como chegar:

Para chegar ao Cachoeirão é muito fácil, existem duas formas, a primeira delas é pela RS – 448, está é uma estrada asfaltada, bastante sinuosa, mas bela, durante o trajeto podemos contemplar algumas belas cachoeiras e a linda geografia da região da Serra Gaúcha. São aproximadamente 30 km do centro de Farroupilha/RS até a Ponte de Ferro que faz divisa com a cidade de Nova Roma do Sul/RS.

Cachoeirão destaca-se por sua imponência
Belas paisagens na RS 448

Ao chegar na ponte de ferro dobre a direita, passando por um barzinho e siga por aproximadamente 7,5 km, a estrada que leva até o Cachoeirão é de terra, possui inúmeras pedras soltas, mas com cuidado e devagar chega-se lá com segurança. Esteja atento, geralmente em dias de chuva a estrada fica muito embarrada e escorregadia, a também dois obstáculos significativos em dias de muita chuva, pois entre os Vales e o Rio das Antas, forma-se alguns córregos, então em alguns trechos e possível nos deparar com um pequeno rio atravessando a estrada. Não recomendo ir em dias chuvosos.

A outra forma de chegar ao Cachoeirão é pelo Município de Nova Pádua/RS, o trajeto é de aproximadamente 10 km e termina no Rio das Antas, ali tem a Balsa que disponibiliza um serviço de passagem para o outro lado do rio. Depois siga por aproximadamente 4 km margeando o rio (neste caso o rio estará a esquerda).

Dica:

Se você gosta de pedalar, recomendo muito este passeio. Saia da cidade de Caxias do Sul/RS em direção a Nova Pádua/RS, siga até a Balsa, atravesse, passe pelo Cachoeirão e suba até a cidade de Farroupilha, ou vice-versa, com certeza é uma bela e encantadora travessia.

Além desse atrativo a cidade de Nova Roma do Sul possui outras belezas naturais como: Gruta Fiorese e Cascata Salto Escondido, essas você confere aqui no site.

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Vale Sagrado e seus encantos

Vale sagrado é um dos lugares mais lindos que já visitei, para todos os lados é possível ver paisagens ainda intocadas, grandes cadeias de montanhas e enormes plantações.

Como seu próprio nome já diz, o lugar é sagrado mesmo, pude contemplar esse espetáculo da natureza em dois momentos diferentes, momentos estes que fizeram a minha ida ao Peru ser grandiosa e espetacular.

A primeira ida ao Vale grado foi de ônibus, conheci um dos sítios arqueológicos mais imponentes de todo Império Inca, chamado de Ollantaytambo, este possui uma arquitetura incrivelmente preservada, é a única cidade da era inca ainda habitada.  Situado na parte sul a aproximadamente 90 quilômetros a noroeste da cidade de Cusco.

Vale Sagrado

Vale Sagrado

Vale Sagrado

Melhor que apenas ficar olhando pela janela do ônibus a paisagem é poder contemplar um pôr do sol e um nascer do sol em um dos locais mais incríveis do Peru, o Vale Sagrado sem dúvida alguma é um lugar tranquilo, mistico e completamente enigmático, lembro-me de chegar no hotel um pouco antes do sol baixar no horizonte, este hotel que era muito lindo e harmonioso, tinha um jardim enorme com uns bancos de madeira em meio as árvores, sentei em um deles e fiquei apenas observando atentamente as montanhas mudarem de cor, conforme o sol ia baixando, sem comentários está linda obra da natureza que é o Vale Sagrado dos Incas.

Vale Sagrado

Vale Sagrado

Fiquei ali tirando algumas fotos e aguardando as estrelas aparecerem no céu, e ao poucos elas foram aparecendo e iluminando todo o cenário. Tentei por alguns instantes capturar algumas imagens deste momento, mas sem muito sucesso, estava muito claro no local, então as fotos não ficarão aquelas coisas. kkk

Vale Sagrado

Na manhã seguinte, levantei cedinho pois queria ter a chance de contemplar o sol nascer, mais um vez fiquei admirado com tamanha beleza, o sol nascia devagar, mas radiante, aos poucos a luz amarelada e avermelhada, contrastava com o céu azul, fazendo eu me sentir completamente maravilhado e empolgado para colocar a mochila nas costas e seguir para a estação do trem.

Vale Sagrado

O segundo momento de contemplação deste lugar fascinante, foi o deslocamento de trem até a cidade de Aguas Calientes, porta de entrada para a cidadela de Machupicchu.

O caminho realizado pela empresa responsável pela concessão ferroviária é a PeruRail, a estrada de ferro percorre em meio aos vales, atravessando pontes e margeando o rio Urubamba, a cada curva as paisagens mudam, as montanhas começam a ficar íngremes e estonteantes, com certeza é um lugar único, conforte o sol se move, cria uma coloração intensa nas montanhas que contrasta com o azul do céu.

Vale Sagrado

Vale Sagrado

A vista de dentro do trem é incrivelmente linda, os vagões possuem amplas janelas nas laterais e algumas janelas no teto, em alguns trechos o trem atravessa paredões gigantescos de pedra, os túneis do Peru são um pouco diferente dos túneis que temos aqui no Brasil, as aberturas de ventilação são construídas na parte de cima do teto dos túneis, lembro-me de ficar olhando pelas janelas sob o teto do trem, com certeza uma das viagens mais divertidas que fiz de trem.


O tempo de percurso dentro do trem é de duas horas aproximadamente entre o Vale Sagrado dos Incas até a cidade de Aguas Calientes. Uma viagem que recomendo muito. Veja o mapa do trajeto abaixo:

Vale Sagrado

Se quiser fazer uma viagem emocionante, recomendo muito visitar o Peru, passe alguns dias nesse lugar e aposto todas as minhas fichas que você voltará completamente diferente do que quando começou a viagem! 😉