O que aguarda os atletas na 2ª Etapa do CGCTM 2019?!

No dia 16 de março (sábado), ocorre a 2ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas & Montanhas na Comunidade de Linha Müller no interior da cidade de Farroupilha.

Desde 2015 Linha Müller, apoia as corridas de trilhas e montanhas. “Tanto que existe no Ginásio da Comunidade uma exposição das camisas de todas as edições do evento que lá aconteceram, bem como das respectivas medalhas, mapas dos percursos e reportagens de jornais da cidade sobre as corridas.” relembra Samuel Polli, morador da Comunidade e um dos responsáveis pelos percursos.

Na última edição (2018) os atletas enfrentaram percursos extenuantes e muito calor, em alguns trechos a única opção era caminhar. O calor não dava trégua e como recompensa em diversos pontos os corredores eram recebidos pelos moradores locais com água gelada. Muitos paravam alguns minutos para “resfriar o radiador”.

Um dos pontos mais destacados pelos atletas foi o carinho que receberam ao longo do percurso, da querida Comunidade de Linha Müller.

Para o Trilhas do Salto Ventoso 2019, o evento contará com percursos de 7, 16 e 24 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas.

2ª Etapa do CGCTM 2019
Créditos: CGCTM

A prova terá nos seus três percursos variação de terrenos. Nos percursos médio e longo haverá passagem por rios – inevitavelmente os atletas vão molhar os pés e dependendo do nível de água da Cascata do Salto Ventoso, também existe a possibilidade do atleta s molhar com a nuvem d’água que evapora com a força da queda. Vale lembrar que os 3 percursos passarão pelo Salto Ventoso!

2ª Etapa do CGCTM 2019
Créditos: Adroir Fotográfo

“O ponto máximo da prova é a passagem pela Cascata do Salto Ventoso! É um momento único para o atleta que pode conciliar o prazer de correr junto a natureza e toda a sua grandiosidade e beleza.” acrescenta Polli.

Inscrições e maiores informações sobre a 2ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas & Montanhas 2019 – Trilhas do Salto Ventoso – Farroupilha/RS, disponível no site da Youmovin.

Linha Müller juntamente com a L&E Eventos Esportivos, está preparando um grandioso evento e cuidando de cada detalhe para que seja uma experiência incrível à todos os atletas e seus familiares. Na sede do evento terá toda estrutura para melhor acolher os atletas: delicioso almoço a partir das 10 h 30 min (reservas com Vanessa 54 99998-9961), lanches durante todo dia, estacionamento junto ao campo de futebol, vestiários com chuveiros quentes (tanto no ginásio, quanto no campo de futebol), parquinho infantil para as crianças.

Como chegar:

Mapa para chegar até o Parque Cascata do Salto Ventoso

2ª Etapa do CGCTM 2019

Review – Bastões de Caminhada Actos da AZTEQ!

Os bastões de caminhada Actos se bem utilizados, podem ser equipamentos com grande utilidade no Trail Running. No entanto, muita gente tem preconceito e acham que são peças inúteis.

bastões de caminhada Actos
Bastões de caminhada Actos – Azteq/Créditos: Clic Run

Sou adepta ao uso dos bastões de caminhada Actos desde o início do ano passado, quando comprei um par da marca AZTEQ, na Loja Patos do Sul. No entanto eu mesma confesso que antes disso achava uma frescura a utilização dos mesmos, mas comecei a mudar de ideia depois de ter uma experiência na Maratona do Vinho e observar de perto diversos corredores utilizarem este simples, porém revolucionário equipamento.

Amigos corredores me questionam, sobre quais são as vantagens de utilizar os bastões, durante o trail running. São muitas eu diria, mas as principais consistem em:

  • Proporcionar melhor equilíbrio e rendimento durante a corrida;
  • Diminuir (e muito) o esforço nas subidas, transferindo parte dele para os seus ombros, costas e braços. Reduzindo consideravelmente o stress nos joelhos e outras articulações;
  • Verificar a estabilidade do terreno antes de prosseguir e também para averiguar a presença de cobras ou outros animais, dependendo do local onde esteja correndo;
  • Auxiliar na travessia de cursos d’água.

Mas, para isso é preciso saber como usar o bastão! Não adianta em nada ter o equipamento e não saber usá-lo. Vejo muitas vezes as pessoas apenas os conduzindo, sem se apoiar de fato neles. Desta forma, ao invés do bastão melhorar o rendimento, ele apenas gera mais cansaço.

A primeira coisa a se fazer é saber como regular o bastão à sua altura. Ao contrário como pensam alguns, bastões não tem tamanho P, M e G; eles têm tamanho universal e servem para pessoas de todas as estaturas. É necessário, no entanto saber regular ele quanto a sua altura.

Para isso, existem algumas regras:

Primeira – os bastões devem ser da altura do alto da palma da mão, quando o braço está ao lado do corpo, com o antebraço estendido à sua frente e o cotovelo sendo mantido a 90 graus.

Segunda – existe, ainda, uma forma matemática e mais precisa de definir a altura do bastão. Obtenha sua altura em centímetros (cm). Agora, coloque sua altura em centímetros na seguinte fórmula:

ALTURA EM CM x 0,68

Exemplo: 167 cm x 0,68 = 113,56 ou 114 cm, como normalmente as marcações dos bastões são de 5 em 5 cm, deve-se ajustar pra o 5 ou 0 mais próximo, neste caso, 115 cm. O resultado será em centímetros a altura ideal do seu bastão.

Bastões de caminhada Actos
Créditos: Anelise Leite / Clic Run

Se você tem os bastões, eles deverão servir como pontos de apoio como são suas pernas. Desta forma, você sempre tem mais locais para se apoiar e assim distribuir o peso do corpo. Para usá-los mais eficientemente como pontos de apoio, você deverá usar os bastões antecipando sua movimentação, ou seja, primeiramente mova os bastões e só depois suas pernas.

Agora que vocês já sabem os benefícios de usar os bastões e como usá-los corretamente, apresento os Bastões de caminhada Actos da AZTEQ.

Inovador, o ACTOS é para aqueles que precisam de um bastão de alta durabilidade e de fácil utilização paras as suas aventuras. Ele é leve (320 gramas) e resistente; produzido em duralumínio, com partes e peças em plástico ABS, ponteira em aço e empunhadura de TPR.

Bastões de caminhada Actos
Créditos: Jasmine Benato

Permite ajuste de altura, variando de 1,05 m até 1,35 m com ele montado, desmontado não passa dos 30 cm. Seu grande diferencial é o sistema com cabo de aço interno, que auxilia na rápida montagem.

Bastões de caminhada Actos
Créditos: Jasmine Benato

Formado por 4 estágios, com sistema de trava rápido e marcação em centímetros para regular a altura no quarto estágio. Além disso o modelo é acompanhado por uma pequena cinta de velcro que ajuda no armazenamento e alça para o punho.

Bastões de caminhada Actos
Créditos: Jasmine Benato

Para os novatos com bastões de caminhada Actos, vale lembrar que a fita de punho é mais importante do que a empunhadura em si. Se você segurar a empunhadura com força, o pulso ficará sobrecarregado “travando” os músculos do braço. Por isso, a força deve ser compensada entre o grip e a fita de punho.

Bastões de caminhada Actos
Créditos: Jasmine Benato

A melhor forma de segurar a fita de punho é encaixando-a no V da mão (por trás do polegar, passando pela costas e palma). É importante também, ajustar a altura da fita de forma a deixar as mãos na mesma direção (altura) da empunhadura.

Devemos ter o entendimento de que os bastões não vão nos tornar mais rápidos, mas sim, mais seguros e equilibrados, além de amenizar os impactos nas articulações e nos grupos musculares envolvidos diretamente na corrida.

Dica extra: apesar do bastão ser vendido de forma unitária, o ideal é o uso do par. Desta forma você fica ” 4 x 4″ e divide o peso de forma adequada.

Tudo sobre os bastões de caminhada

Existem vários estudos que demonstram que o esforço da caminhada usando bastões é mais repartido entre os diversos membros bem como pelo resto do corpo, sendo um fator importante na redução de cargas de força exercida sobre a coluna vertebral, nas costas e sobretudo nos joelhos. É sobretudo nas zonas de maior declive que a sua influência se faz sentir como fator de potencial equilíbrio do corpo e nos movimentos e da distribuição corporal do esforço. Em pisos mais irregulares ou com neve e gelo facilitam o equilíbrio e a progressão. Também contribuem para a manutenção de uma postura mais correta, contribuindo num ciclo respiratório mais intenso e ativação da circulação sanguínea.. Leia mais!

Chico, o treinador de grandes atletas de corrida!

Dedicamos uma grande parte das nossas vidas ao nosso trabalho, e embora algumas pessoas se conformem em sobreviver, outras fazem do seu trabalho uma forma de vida, conheça a história do mestre da corrida.

Certamente você já encontrou algumas dessas pessoas que amam o seu trabalho. São profissionais que dão o melhor de si mesmos como pessoas, sem descuidar dos aspectos mais importantes da sua profissão.

Conheci (virtualmente) o treinador/professor de Educação Física, Francisco Rainone Junior (48), no início do ano quando escrevi aqui no site uma matéria sobre a sua atleta Jasieli Tagliari Dalla Rosa – atual recordista feminina da TTT (Travessia Torres Tramandaí) com o tempo de 6h 56min.

Treinamento de Corrida
Foto: acervo pessoal

Desde então, comecei a acompanhar seu trabalho como treinador de alguns atletas e amigos em comum. E  fico impressionada com a forma como ambos se relacionam.

Chico, como é carinhosamente chamado pelos seus amigos e atletas, iniciou a sua carreira de treinador há 35 anos. Foi na escola com seu professor de Educação Física, que descobriu que amava correr e participar das aulas.

“Diversas aulas eram feitas correndo em volta do quarteirão do colégio, onde acabei me destacando como um bom atleta de velocidade e fui encaminhado para treinar no Sport Clube Internacional. Por lá havia um treinador que me ensinou muito e foi meu segundo pai…” 

Naquela época Francisco descobriu o que queria fazer e sabia quem um dia teria uma oportunidade. E esse dia chegou em 2003, quando o Gerente de uma academia o convidou para assumir o clube de corrida.

 “Nesta academia, havia um grupo de corrida em dois turnos (manhã e tarde) e o professor precisava orientar os treinos e correr junto com os alunos pelas ruas da cidade. Na época eram poucas academias que tinham clubes de corrida e existiam poucas assessorias de corrida e uma meia dúzia de treinadores na cidade.”, relembra Chico.

Foi assim que tudo começou, o clube de corrida deu certo, o mercado do running cresceu muito (tanto provas de asfalto como de trail). Francisco se tornou atleta de endurance na época e começou a correr ultramaratonas de esteira, asfalto e montanha.

“Como treinador e atleta começou uma procura pelo meu trabalho, de alunos e atletas para os mais diversos desafios. Assim me especializei em treinamento de ultra atletas e corredores de montanha.”

Hoje ele treina 50 atletas na Assessoria Team Ultra Chico e cerca de 30 na academia Cia Athletica, entre iniciantes e Ultramaratonistas.

Treinamento de Corrida
Foto: acervo pessoal

Quando questionado sobre as conquistas de seus atletas, e a que mais tenham lhe marcado, Chico é rápido em responder:

“Não existe uma que marcou mais! Todos os atletas que se dedicam, priorizam seu tempo e seu esforço físico e mental ao treinar; chegam ao seu objetivo, transformam sua vida, vivem com saúde e felizes…Quando eles concluem provas, seja qual for a distância, acabam me emocionando e me fazendo muito feliz!”

Recentemente Francisco passou por um problema de saúde e seus atletas prestaram lindas homenagens. Mostrando que além do vínculo profissional, existe uma grande afeição. Perguntei ao Chico o que essa “união” representa a ele:

“Eu diria que representa uma família, uma grande e valiosa parte da minha vida, meus atletas são pessoas extraordinárias, preciso estar sempre mais com eles. Transmitem-me uma energia e carinho que não tem tamanho e estiveram em uma corrente de orações que me deram uma força gigante nesse meu maior desafio até hoje, que foi a cirurgia cardíaca. Não tenho palavras para agradecer a eles.”

Outra grande e valiosa parte da vida, do treinador é sua companheira Vivi Souza. Em um feriado de carnaval, enquanto muitos festejavam e brindavam em festas e folias, Vivi foi com seu grupo de corrida fazer um treino de morro, já previamente combinado com sua treinadora Aline e o treinador Francisco – que até então, ela só conhecia por nome.

“A partir daí veio um convite para um treino, convite para uma prova…e devagar, com muito carinho e alguns quilômetros, foi nascendo um belo e verdadeiro sentimento. Vamos completar dois anos juntos, pouco tempo, mas de uma cumplicidade, cuidado, amor e querer bem de ambas as partes.”  relembra Vivi.

Treinamento de Corrida
Foto: acervo pessoal

Chico é um treinador responsável, dedicado e atencioso. Que pensa, estuda, elabora, planeja…cada detalhe, para o crescimento e evolução de seus atletas! Grande conhecedor da teoria e prática deste mundão das corridas, que se emociona e vibra com as conquistas pessoais de cada um.

Segundo Vivi – e sem dúvidas toda a sua família, amigos, atletas… – Chico é:

“Um atleta cheio de histórias pessoais, que prende as pessoas no olhar com tamanha experiência e conhecimentos quando relata suas aventuras que carregam km´s de emoções. Um homem sincero e guerreiro, que já atravessou situações difíceis, mas sempre soube dar a volta por cima com um sorriso largo no rosto e um coração que pulsa e vibra pelas vitorias e conquistas, mas sobre tudo pelo recomeço, pela hombridade, generosidade, gratidão e alegria de viver neste mundo do esporte que tanto o faz feliz. Hoje vejo no Chico uma fortaleza, seguro de si, da sua profissão e de seus valores.”

Treinamento de Corrida
Foto: acervo pessoal

“Amar a vida através do trabalho é partilhar do segredo mais íntimo da vida.” – Khalil Gibran –

Morro Gaúcho a prova mais bruta

Arroio do Meio foi a sede da 4ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas – Trilhas do Morro Gaúcho/RS, que ocorreu no último sábado (dia 28). A prova teve percursos de 5.5, 17, 32 (2 pontos ITRA)* e 50 quilômetros (3 pontos ITRA)* de corrida em trilhas e montanhas.

*Trilhas do Morro Gaúcho, foi uma das primeiras provas do Rio Grande do Sul a pontuar pelo ITRA.

O evento contou com a participação de mais de 800 atletas, vindos de diversas cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e até Uruguai.

Quando comecei a correr, sempre achei fascinantes as longas distâncias. Na época, achava que o máximo que eu conseguiria chegar era uma meia maratona. Bobinha eu…

Um ano de corrida fiz minha primeira prova de montanha, e foi amor à primeira vista. Me apaixonei pela dificuldade do percurso e pelo visual, que transformavam a corrida em algo muito mais significativo pra mim do que simplesmente bater um tempo específico.

Estudando sobre, comecei a me familiarizar com as ultramaratonas e vi que era ali que meu desafio estava. Na época, o máximo que eu tinha corrido era a Maratona do Vinho 2018, cinco meses depois da minha primeira maratona, fui para os 50 km do Trilhas do Morro Gaúcho.

Morro Gaúcho a prova mais bruta
Morro Gaúcho – Créditos: ClicRun

O treinamento foi puxado! Longos que eu nunca tinha feito na vida, percursos, trilhas e montanhas que eu fazia pedalando passei a fazer correndo. Restrições alimentares, musculação, pilates…

A largada da ultramaratona mais “bruta” (difícil) do Rio Grande do Sul, foi às 7 horas da manhã, a prova tinha mais de 2.600 metros de altimetria acumulada. No Km 45 haveria um ponto de corte para os atletas que passassem por ali após às 16h30min. O tempo limite para completar o percurso eram 10 horas.

Minha estratégia: subir tranquila, descer forte e correr/trotar no plano.

Minha meta: completar a prova do Morro Gaúcho

A prova:

A maioria das subidas eram em caminho para apenas uma pessoa (single track, como dizem), muito difíceis. Sofri! Aliás, todo mundo sofreu! E as descidas íngremes, com muito barro, como se fosse sabão em um piso molhado. Ainda bem que corri com os bastões e pude descer várias delas “esquiando”!

Ahh…e as partes planas eram assim, mais barro, água e trilhas!

Morro Gaúcho a prova mais bruta
Morro Gaúcho – Créditos: ClicRun

Nos quilômetros iniciais estava correndo junto com a Saionara e a Edinéia (campeã e terceira colocada geral, respectivamente). Mas aí lembrei que era minha primeira ultramaratona e não queria “quebrar”.

Baixei o ritmo e fui seguindo…

Fui tranquila até o Km 22, onde encontrei a Magda Chagas e o Duda Piras no (segundo) ponto de hidratação. Parei alguns minutinhos para comer algo e dar umas risadas com a dupla.

Quando estava saindo a Magda disse:

– Daqui até o próximo ponto de hidratação (Km 35) vai ser puxado também!

Analisei rapidamente o gráfico de altimetria e certamente não seria nada fácil os próximos quilômetros. Por sorte fiz um amigo uruguaio, que foi comigo até o Km 29 (aproximadamente), me apoiando e incentivando, sem ele seria muito mais difícil.

No Km 35 reencontrei a Magda e o Duda no então, terceiro ponto de abastecimento. Ali eu já não estava mais tão “feliz” o sono e uma leve dor nas panturrilhas estavam começando a me castigar. Mas aquela altura não poderia desistir da prova.

Lembrei dos últimos meses, do quanto foi árduo conciliar o trabalho, faculdade…casa e muitos treinos. Levantei e comecei novamente, animada, mas cansada, as pernas já não eram mais as mesmas, a cabeça parecia uma locadora de vídeos, a cada trilha um filme diferente, isso quando não rodava uns dois ou três filmes ao mesmo tempo. Segui firme, subindo forte as montanhas, e algumas poucas vezes, um trote nas descidas.

Lá pelo Km 36 encontrei a curitibana Christiane, ela estava um pouco enjoada e fraca, ofereci a minha Coca-Cola à ela, conversamos um pouco e seguimos as escaladas. Mas tinha uma coisa que não saia da minha cabeça: a Trilha do Beiço! Ouvi horrores sobre ela, em que quilômetro ela estaria?!

Hora eu puxava a Christiane, hora ela me puxava…não lembro ao certo em que Km eu acabei me afastando dela e cheguei na temida Trilha do Beiço. Tive o privilégio de fazer o seu percurso na parceria do Nédson do Canal 100 Fôlego e lá no finalzinho saber o porquê de “Trilha do Beiço”!

Após caminhadas, escaladas e pequenas pausas para ao menos respirar, vencemos a Trilha do Beiço…Que alívio! Segui com o Nédson por mais alguns trechos até a trilha da descida da cachoeira (não lembro o nome dela, rs) ali a Christiane conseguiu nos alcançar. Fiquei aliviada quando a vi, pois sabia que não estava bem.

Novamente seguimos juntas, era incrível nossa sintonia. Parecia que éramos amigas de longa data!

Achei que a Trilha da Lona Preta era difícil, depois vi que a do Beiço era muito pior…Mas o que era aquela escalada com cordas na cachoeira?! Rs Aquilo me lembrou o tempo em que fazia corrida de aventura.

Não sei como, de que forma…saímos correndo – ou melhor tentando correr – após a escalada, com receio de levar o corte no Km 45. Dessa vez a Christiane puxava. Em certos pontos ouvíamos música lá longe…no local da largada/chegada e aquilo era muito motivador.

Para minha surpresa, chegando no Km 44 encontrei a Analucia, naquele momento o cansaço foi embora e uma alegria imensa tomou conta de mim. Conheci Ana a alguns meses atrás na primeira etapa do CGCTM em Farroupilha e desde então sempre nos ajudamos nas provas. E ali, não podia ser diferente…

Paramos no km 45 que era o último ponto de abastecimento e também ponto de corte, o staff Leonardo nos informou que os últimos 5 km da prova haviam sido cancelados para a segurança dos atletas. Então nos restavam somente mais uns 700 metros até a tão sonhada linha de chegada.

Morro Gaúcho a prova mais bruta
Morro Gaúcho – Créditos: ClicRun

Seguimos juntas eu e Ana, esses últimos metros que na verdade pareciam quilômetros. E cruzamos quase juntas a linha de chegada, que na verdade é um marco que vai muito além da medida de tempo registrada entre a sirene da largada e a última passada. Suor, esforço, sacrifício, dor, renúncias, dedicação, comprometimento, amor e paixão são alguns de seus sinônimos.

Christiane a curitibana que correu comigo alguns quilômetros e conclui a prova alguns minutinhos na minha frente, me aguardava após a linha de chegada. Sorridente e “ultrafeliz” com nossas conquistas. Lá também estavam tantos outros amigos que fiz durante o percurso.

Na minha estreia em ultramaratona, o pórtico de chegada foi a visão mais desejada durante o percurso de aproximadamente 50 Km com mais de 2.600m de altimetria acumulada, ele é na verdade, a concretização de todo um processo que vai do início da preparação à realização de um sonho. É o registro de um momento cuja lembrança irá transcender por anos a fio.

Mas não estive sozinha nesta recente trajetória de corredora. Desde muito antes do Trilhas do Morro Gaúcho, tive ao meu lado grandes apoiadores: CURTLO BR, Patos do Sul, Casa Natural Serra, Academia Performance Fitness e Vera Bike. Que sempre me incentivaram a ser exatamente quem eu sou, fazer o que me faz feliz e não ter medo de sonhar.

Trilhas do Morro Gaúcho, foi mais uma grande etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas, graças ao profissionalismo das equipes da L&E Eventos, Brutus do Gaúcho, ClicRun, 3cTiming e Youmovin que fizeram um evento impecável em todos os sentidos.

Salomon S-LAB SENSE 6 SG

Dentro da vasta linha de calçados da marca utilizo o SpeedCross 3, SpeedCross 4 e atualmente o Salomon S-Lab Sense 6 SG nos meus treinos e provas de trail running pelo Rio Grande do Sul.

Adquiri todos eles com a Helen Hertzog proprietária da loja Patos do Sul em Caxias do Sul.

A Salomon tem sido uma marca dominante no mundo do trail running há anos. Da próxima vez que você estiver em uma trilha ou corrida de montanha, olhe para baixo – é muito provável que você veja a maioria das pessoas usando Salomons como seu calçado favorito.

Segundo a Salomon o calçado é “Desenhado por atletas e para atletas. Calçado profissional de alta performance. Confie nos seus sentidos e corra livremente com o S-LAB SENSE 6! Versão softground para terrenos mais macios.”

Meu S-LAB SENSE 6 SG, já percorreu diversos quilômetros de trilhas, desde os terrenos úmidos e lamacentos da região de Veranópolis, até os declives e aclives acentuados das provas do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas.

Ele foi criado para estar assim…

Salomon S-LAB SENSE 6 SG

Trajado de marcas de batalha! Lama, folhas, riscos…cobrindo o preto e vermelho distintivo.

O S-LAB SENSE 6 SG é:

  • leve, pesa apenas 225 gramas;
  • altamente respirável; e
  • drena a água de forma eficaz – em terenos molhados.

Possui malha superior anti-detritos que se estende dos lados da língua e se fixa à sola do calçado. A malha funciona muito bem, impedindo a entrada de detritos e lama; e evita que a sujeira fique presa entre o pé e a palmilha.

Salomon S-LAB SENSE 6 SG

Enquanto a combinação das tecnologias EndoFit ™ (construção parecida com uma meia, encontrada na parte superior do calçado) e SensiFit ™ (camadas finas de tecido encontradas nas laterais do calçado); envolvem seus pés com segurança e conforto para uma melhor estabilidade e ajuste geral.

A parte superior também possui a tecnologia Quicklace System, que fornece um laço rápido e preciso.

Salomon S-LAB SENSE 6 SG

Já a sola do calçado é fabricada com a tecnologia tração úmida premium Contagrip para uma excelente aderência. A designação soft-ground (SG) no nome do calçado significa que ele é mais adequado para trilhas enlameadas.

Salomon S-LAB SENSE 6 SG

Sua entressola é composta de:

  • Enchimento EnergyCell+, esse tipo de amortecimento proporciona excelente retorno energético e é super durável;
  • Espuma EVA Compacta de dupla densidade. EVA é frequentemente usada em tênis de corrida em função das suas propriedades úteis: flexibilidade, durabilidade e amortecimento; e
  • Filme Profeel que aumenta a estabilidade. E permite que os corredores sintam o movimento do calçado ao mesmo tempo em que proporciona proteção, contra os obstáculos das técnicas trilhas.

Daniel Gohl é empresário, founder da Raiz Trail e corredor. Ele também utiliza o S-LAB em diversos treinos e provas de trail running, e comenta:

“Além de leve e transpirável o S-LAB tem ótima vasão de água em treinos molhados. O sistema Endofit utilizado no modelo é perfeito para manter o tênis leve mesmo em dias com muita chuva ou treinos com muita travessia de córregos e rios.”

Salomon S-LAB SENSE 6 SG
Créditos: Arquivo Pessoal

“A malha anti-detritos é muito funcional! Mantém o pé sempre sem a presença de pedrinhas e não atrapalha em nada o conforto para calçá-lo.

Além disso, possui uma biqueira resistente, o contagrip (solado) é seguro em qualquer tipo de terreno e o calcanhar reforçado na medida certa.

Para quem tem velocidade, consciência corporal e gosta de tênis que respeita a sua pisada, o S-LAB é o modelo ideal para encarar as trilhas e montanhas em todos os locais.” completa Gohl.

Resumindo…o S-LAB SENSE 6 SG é ultra leve, ágil e surpreendentemente confortável. É um tênis que garante velocidade, um calçado que reage melhor quando sua cabeça está baixa e sua frequência cardíaca é alta!

Salomon Speedcross 4

Para correr em trilhas e montanhas é necessário treino, dedicação e coragem, mas estar preparado com roupas e principalmente calçados certos faz toda a diferença, pensando nisso, a marca Salomon desenvolveu o tênis Speedcross. Ele é o parceiro ideal para você encarar os seus desafios com maior conforto e segurança.

Sobre a marca:

A Salomon nasceu em 1947 na pequena cidade de Annecy, fruto do trabalho de Francois Salomon e seu filho George. Durante seus mais de 60 anos de existência, o empenho da Salomon em criar design’s inovadores e sua paixão pelos esportes de montanha criaram uma vasta gama de novos e revolucionários conceitos em calçados, vestuário, equipamentos para snowboard, corridas de aventura, alpinismo…Atualmente os produtos da Salomon são vendidos em mais de 160 países e a marca se tornou ícone mundial em esportes de montanha.

Avaliação:

Já faz alguns anos que utilizo os modelos Speedcross 3 e 4 em diversos treinos e provas, além de conforto e segurança os modelos tem uma qualidade que todo corredor procura: durabilidade!

Speedcross

Diversos amigos me perguntam: “Mine, qual a melhor versão do Speedcross?”

Difícil responder essa pergunta – risos. Os dois possuem diversas qualidades e – ao meu ver – algumas pequenas falhas. Visualmente são muito parecidos, mas após diversos quilômetros rodados com os mesmos, escolho a versão 4 como a melhor!

Speedcross 3/4
Comparativo tênis Salomon Speedcross 3 x Speedcross 4

O Speedcross 4 é leve, altamente amortecido e com uma aderência totalmente agressiva. Composto de diversas tecnologias e algumas mudanças em relação ao seu antecessor, são elas:

Contagrip (solado): na última versão do modelo as travas são mais grossas. Uma combinação de borrachas que resultam na adaptação do solado às irregularidades que as diferentes superfícies de uma única trilha podem apresentar. Eu diria que o solado do Speedcross 4 beira a perfeição, pois oferece, segurança, tração e fantástica aderência nas trilhas;

Speedcross

– Endofit: membrana em neoprene que abraça o pé separando-o do cabedal interno. Essa tecnologia aumenta a sensibilidade ao terreno e melhora o ajuste do calçado juntamente com o sistema Sensifit que envolve o pé e proporciona um ajuste preciso e seguro.

Speedcross

– Quicklace: cadarço em kvelar altamente resistente. Ao puxar o sistema de fixação do cadarço, o ajuste acontece de forma uniforme e segura.

Ortholite: a palminha combina uma espuma Ortholite específica com um contraforte de EVA criando um entorno mais fresco, seco e acolchoado debaixo dos pés;

– Reforços: os desafios de uma trilha resultam em um desgaste acelerado do calçado. Mas pensando nisso, a fabricante incluiu reforços quase imperceptíveis que, além de compor o design do modelo, protege as extremidades do tênis: na biqueira e no contraforte do calcanhar podemos notar uma porção extra de borracha que protege e reforça estas peças.

Speedcross

Speedcross

Speedcross

Após muitas tecnologias e qualidades – ao meu ver – o uso de uma trama de malhas muito fechadas no modelo 4, traz pouca ventilação ao calçado e dificulta a eliminação do suor nos pés durante a trilha. Correr com os pés encharcados morro acima ou morro abaixo, pode dificultar o desempenho, gerar insegurança e no meu caso as temidas bolhas.

Caso você queira encomendar o seu Salomon, só entrar em contato com a loja Patos do Sul ou fale diretamente com a Helen Hertog, proprietária da loja pelo telefone (54)3228.1100 e/ou whatsapp (54)99976.2073

Primeira etapa Trilhas & Montanhas 2018

Linha Müller, comunidade do interior de Farroupilha, no Rio Grande do Sul, foi sede da abertura do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas & Montanhas 2018.

Trilhas do Salto Ventoso ocorreu no último sábado, dia 17 e teve percursos de 6, 13 e 27 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas. O evento contou com a participação de mais de 800 atletas.

“Chegamos à 4ª edição no Salto Ventoso e chegamos também ao título de maior evento ‘número de inscritos’ no segmento de Corridas em Trilhas & Montanhas/Trail Run no RS e certamente no sul do País. Mais uma vez comprovamos que a palavra sucesso só vem antes da palavra trabalho no dicionário.”, destaca João Paulo Wildner Medina, coordenador de percurso/logística do CGCTM 2018.

Percursos extenuantes aliados ao calor de quase 40 graus do final de semana, exigiram técnica e muita resistência dos atletas. “Esperava um percurso técnico que para meu treinamento atual era ideal, mas jamais esperava um clima daqueles. Porém, precisamos estar preparados pra tudo!” comenta Jasieli Tagliari Dalla Rosa, que em 3h11min completou o percurso de 27 quilômetros se consagrando campeã geral feminina.

Trilhas & Montanhas 2018
Jasieli Tagliari Dalla/Foto: Clicrun

Os atletas encararam aclives e declives acentuados, em alguns trechos a única opção era caminhar. O calor não dava trégua e como recompensa em diversos pontos os corredores eram recebidos pelos moradores locais com água gelada e muita alegria. Muitos pararam alguns minutos para “resfriar o radiador”.

Presente nas corridas do Circuito Trilhas & Montanhas desde 2012, Simone Winter resume a prova em poucas palavras: Percurso desafiador e próprio para superação.

Trilhas & Montanhas 2018
Simone/Foto: Clicrun

“O carinho que se recebeu ao longo do percurso, seja da querida comunidade que nos acolheu ou dos parceiros de muitas outras trilhas, areias e asfaltos juntos, faz muita diferença em uma prova difícil…e essa etapa foi exatamente assim.” relembra a corredora.

Em sua terceira prova de trail running, Odair Paravisi conseguiu correr entre os atletas de elite. “Bebi água dos riachos pra economizar a água da minha mochila de hidratação, além de que naquele calor decidi que ‘perder’ alguns segundos me refrescando nos rios seria fundamental e de fato pra mim foi decisivo.”

Após o 15º quilômetro Odair teve consciência que podia brigar pelo pódio geral masculino no percurso longo. Imprimiu um ritmo mais forte, caminhou nas íngremes subidas, lutou contra fortes dores e cãibras nos quilômetros finais da prova e conquistou a 5ª colocação geral masculina no percurso longo.

“Provas assim exigem um grau de consciência e autocontrole muito elevado, o preparo psicológico é importantíssimo. Eu fui muito além do que eu imaginei, acho que cheguei ao meu limite…se não ultrapassei. E essa sensação de vitória sobre meus limites, acho que é a resposta pra minha pergunta, ‘por que fazer isso comigo mesmo?’ “ reflete Odair.

A primeira etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas & Montanhas, foi considerada um sucesso por atletas e acessórias esportivas, que não pouparam elogios durante o evento. Isso só foi possível graças a um trabalho em equipe que muitas vezes não é notado pela maioria.

Trilhas & Montanhas 2018
Foto: Luis Leandro Grassel

“Nosso muito obrigado à Comunidade Linha Müller, Prefeitura Municipal de Farroupilha, Parque Salto Ventoso, CAIXA e Equipe L&E Eventos Ltda., que acreditaram e não mediram esforços na promoção deste evento de Turismo de Eventos Esportivos na Natureza, a onde além de fomentar e difundir a prática esportiva, certamente é um grande gerador de emprego e renda diretamente e indiretamente.” acrescenta Luis Leandro Grassel, coordenador geral do CGCTM.

Classificação completa disponível em 3ctiming

Fotos oficiais do evento em clicrun

Calendário e inscrições das próximas etapas em Youmovin

Trilhas & Montanhas 2018

No dia 17 de março (sábado), ocorre a abertura do Campeonato Gaúcho de Corrida em Trilhas & Montanhas na Comunidade de Linha Müller no interior de Farroupilha.

Desde 2015 Linha Müller, apoia as corridas de trilhas e montanhas. “Tanto que existe no Ginásio da Comunidade uma exposição das camisas de todas as edições do evento que lá aconteceram, bem como das respectivas medalhas, mapas dos percursos e reportagens de jornais da cidade sobre as corridas.” relembra Samuel Polli, morador da Comunidade e um dos responsáveis pelos percursos.

Para o Trilhas do Salto Ventoso 2018, Samuel destaca que serão novos caminhos, com poucas repetições de trechos das edições anteriores.

O evento contará com percursos de:

  • 6 km com 200m de altimetria
  • 12 Km com 410m de altimetria e
  • 26 Km com 1070m de altimetria.

Premiação por faixa etária de 5 em 5 anos e geral até o quinto colocado. Mais informações em Youmovin

Trilhas & Montanhas

A prova terá nos seus três percursos variação de terrenos. Nos percursos médio e longo haverá passagem por rios – inevitavelmente os atletas vão molhar os pés e dependendo do nível de água da Cascata do Salto Ventoso, também existe a possibilidade do atleta se molhar com a nuvem d’água que evapora com a força da queda.

“O ponto máximo da prova é a passagem pela Cascata do Salto Ventoso! É um momento único para o atleta que pode conciliar o prazer de correr junto a natureza e toda a sua grandiosidade e beleza.” acrescenta Vanessa Borsoi, também moradora da Comunidade de Linha Müller e responsável pelos percursos.

Segundo Samuel e Vanessa, o percurso curto é tranquilo. A maior dificuldade será a largada, subindo morro, sendo o primeiro quilômetro o mais difícil. Já nos percursos médio e longo os atletas farão o mesmo trecho até o sexto quilômetro, aonde ocorre à divisão de categorias.

“O pessoal da prova longa vai passar por trechos bem desafiadores, bastante inclinados.” ressalta o casal.

Trilhas & Montanhas

Linha Müller juntamente com a L&E Eventos Esportivos, está preparando um grandioso evento e cuidando de cada detalhe para que seja uma experiência incrível à todos os atletas e seus familiares. Na sede do evento terá toda estrutura para melhor acolher os atletas: delicioso almoço a partir das 10 h 30 min, lanches durante todo dia, estacionamento junto ao campo de futebol, vestiários com chuveiros quentes (tanto no ginásio, quanto no campo de futebol), parquinho infantil para as crianças.

Girardi Trail Run 3ª Etapa

Cada vez mais pessoas optam por correr fora da estrada, e trocam o asfalto pelas trilhas e montanhas. O famoso Trail Running, modalidade que atrai atletas de todas as categorias, incluindo de elite, teve aumento gigantesco de adesão, que pode ser explicado pelo componente “natureza” e até mesmo algo espiritual, ligado à experiência de correr em trilhas.

Prova disso foi a 3ª Etapa do Girardi Trail Run, que ocorreu no último sábado (dia 12/08/2017), na pequena cidade de Monte Belo do Sul/RS, propriamente dito Capela de Santa Bárbara. O evento contou com cerca de 120 corredores entre as cidades de Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Farroupilha, Porto Alegre, Veranópolis…entre outras. Foram percorridos três trajetos: 6 km, 13 km e 21 km, com aproximadamente 220 m+, 500 m+ e 880 m+, respectivamente, sem tempo limite de duração.

Trail
Girardi Running Store

Trail não implica obrigatoriamente apenas em correr. Trail implica em técnicas de corridas e caminhadas em pisos que podem variar entre a lama, água, pedras soltas, raízes… Implica sempre ser destemido perante os desafiantes desfiladeiros ou as lamacentas e escorregadias margens de cursos de água, onde normalmente se revela difícil manter o corpo na posição ereta.  Aqui, o segredo é deixar o corpo ir, tentando equilibra-lo sem cair, enquanto os pés se precipitam trilha abaixo, firmando o solo apenas por alguns segundos. E quando pensar que finalmente há uns quilômetros de corrida rápida, provavelmente é apenas um pequeno terreno de transição para outra trilha. Para que você entenda melhor o que é o Trail, quando olhar para uma montanha, imagina como seria fazer uma estradinha até o topo com a maior inclinação possível, porque será esse normalmente o trajeto que um “desenhador” de trilhas escolheria.

Sábado em Monte Belo teve de tudo um pouco, trilhas técnicas, trilhas de velocidade, estradões, barro, cachorros, raios, chuva – ou melhor umas gotinhas (risos), subidas fortes e paisagens de tirar o fôlego. No trail as lutas são constantes com tudo. O terreno, a trilha que teima em não nos facilitar a corrida, as cãibras, as dores musculares, os arranhões…e acredite em mim, não há prova ou treino que não termine sem trazer um pouco do percurso marcado no corpo.

O trail é acima de tudo, uma atividade de sofrimento. Quem não estiver preparado para sofrer não se dá bem com o Trail Running! Mas, em meio a esse “sofrimento bom” – se é que me entende. Existe muita camaradagem, pois todos se ajudam, todos se incentivam e todos apoiam todos. Porque todos sentem as mesmas dificuldades!

Trail
Foto: Tomaz Paniz

E depois o que fica são os bons momentos, os que nos fazem sentir grandes, enormes perante os desafios. Aqueles que nos fazem sentir altruístas porque ajudamos um atleta em dificuldades, ou os que nos fazem mais humildes porque nos deram a mão quando mais precisávamos. Os melhores momentos são mesmo os mais humanos, os de deslumbramento perante a força da natureza. E essa força, no trail, somos nós!

Não posso finalizar o texto sem deixar os parabéns à:

  • Girardi Running Store (Daniel Girardi), por acreditarem/incentivarem a galera do Trail;
  • BTR – Bento Trail Runners (Sirlesio Carboni Jr. e equipe), pela camaradagem, escolha dos percursos e acolhida aos corredores;
  • Comunidade de Santa Bárbara, pela acolhida, pelo café da manhã e almoço sensacional; e demais envolvidos na 3ª Etapa do Girardi Trail Run.

Vida longa ao Trail Running!

Wine Run 2017 aconteceu em Bento Gonçalves/RS

A paisagem do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, emoldurou mais uma vez a sexta meia maratona do vinho – denominada Caixa Wine Run – Vale dos Vinhedos – no sábado 20/04/2017.

Contou com 1,2 mil corredores de todo o país, que percorreram os 21 quilômetros da prova, divididos nas categorias Individual e Dupla. O percurso misturou diversos tipos de terrenos – com pisos de terra, cascalho, asfalto e paralelepípedos, além de subidas e descidas acentuadas – passando ao lado de parreirais e vinícolas, por pequenas igrejas e casas antigas que marcam a forte presença da colonização italiana.

Para alguns, o objetivo era superar seus limites, já outros aproveitavam o visual de tirar o fôlego e chegavam a parar nas subidas ou descidas para admirar os vales ainda verdes, mesmo com a chegada do outono, sem se preocupar com seu tempo na prova.

Ano passado corri a Wine Run na categoria dupla mista. Fiquei responsável pelo primeiro trecho com 11,5 quilômetros e considerado pela maioria dos atletas o mais “sofrido”. Gostei tanto do sofrimento que esse ano resolvi encarar os 21 km – sendo a minha estreia oficial em meia maratona.

Confesso que pensar em correr 21 km no início me assustava um pouco. Você acaba duvidando do que é capaz em alguns momentos, mas aprendi com a corrida que somos muito mais fortes do que imaginamos e podemos ir muito além do nosso objetivo.

O sábado da corrida finalmente chegou, agora não tinha mais treinos e nem treinador, agora era comigo. A largada da prova foi às 9 horas na Vinícola Grand Legado, tempo nublado e temperatura agradável. Ao meu redor centenas de corredores animados, alguns como eu fazendo a primeira meia maratona. Energia gostosa, sabe?

Dada a largada e à medida que passava pelo percurso via os fotógrafos e as pessoas que moravam ali sentadas nos jardins acompanhando e vibrando por nós. Era emocionante. Por mais que você ali naquele momento seja apenas mais um corredor, essa torcida te faz sentir especial.

Por ser uma prova com grande variação de altimetria resolvi que não forçaria o ritmo no início, já que essa era minha primeira meia maratona.

O único trecho relativamente plano são os primeiros 2 km de prova. Em seguida temos um declive acentuado de quase 5 Km. Mas…tudo que desce, sobe… 😀 e foi assim até a marca dos 11,5 Km subidas…subidas e subidas.

No quilômetro 11,5 no final de uma subida de quase 4 km era o local de revezamento das duplas. Ano passado ali foi o meu final, e sábado ao passar por ali me emocionei e naquele instante a ficha caiu e percebi que eu realmente completaria uma meia maratona! Dali em diante o percurso foi um interminável sobe e desce.

Durante praticamente toda a prova não deixei o rendimento de outros atletas interferirem no meu desempenho. Corri dando atenção a três fatores muito importantes na corrida: postura correta, respiração controlada e hidratação sem erro.

Eu definiria a corrida como espetacular, foi uma estreia maravilhosa e jamais vou me esquecer da minha primeira Meia Maratona. As paisagens lindas, o clima entre os corredores, a parceria, a sensação de superar seus limites e conseguir completar um percurso maravilhoso! Só quem corre sabe!

Wine Run 2017 aconteceu em Bento Gonçalves/RS
Créditos: Foco Radical

Finalizei a prova com o tempo de 2 h 32 min, conquistando o 2º Lugar na Categoria 18 a 24 anos e a 44ª Colocação Geral Feminina em um total de 145 corredoras. Esse é o momento em que você vê o resultado de toda sua dedicação e trabalho! É o momento de ver que seu objetivo foi atingido. É uma experiência que recomendo a todos!

Informações e classificação da Wine Run: Resultados