Praia de Naufragados

Há um bom tempo essa travessia de trekking na Praia de Naufragados estava em meus planos,  por falta de meios, de companhia ou tempo ficava adiando a exploração dessa praia, localizada no extremo sul da Ilha de Florianópolis/SC.

Em conversas com alguns amigos decidimos que iríamos fazer essa aventura nos dias 3 e 4 de Março de 2018, mas tínhamos alguns empecílios em relação a trilha.

A grande maioria das pessoas fazem essa trilha começando pela costa oste da ilha de Florianópolis, saindo de Caieira até a Praia de Naufragados, este é um caminho de trilhas abertas, bem sinalizadas, com aproximadamente 50 minutos de duração. Ao meu ver essa caminhada seria muito fácil, nosso grupo de amigos queria algo mais desafiador. Pensando assim, sabíamos que havia uma trilha antiga que começava na Praia da Solidão, passava pela Praia do Saquinho e chegava na Praia de Naufragados, com aproximadamente 10 quilômetros de extensão.

Então resolvemos buscar mais informações sobre essa trilha, conversamos com moradores locais, amigos/conhecidos do mundo virtual e todos diziam que essa trilha existia de fato, mas não sabiam se ela se encontrava aberta/transitável.

O segundo passo da busca de informações era procurar mapas, trilhas que pudessem ser anexadas no GPS de trilha, para que assim conseguíssemos seguir, sem que ficássemos perdidos pelo caminho.

Encontramos um mapa muito bom no site Wikiloc, que mostrava o início da trilha em Açores até Naufragados, e retornava pelo lado oeste da ilha passando pela Caieira e cruzando do oeste para o leste até o fim do caminho na Praia da Solidão. Abaixo o mapa dessa trilha:

Praia de Naufragados

Altimetria de Naufragados
Distância percorrida: 13 km; Acúmulo de subida: 841 m; Acúmulo de descida: 870 m.

No dia 3 de Março as 10 h 10 min  da manhã iniciamos a trilha, seguindo usando um aparelho GPS Garmim eTrax 20, o início da trilha é tranquila, construída de concreto sem obstáculos, algumas subidas e descidas, seguindo assim até a praia do Saquinho, dali em diante seguimos a trilha propriamente dita, essa estava em boas condições, em alguns pontos a mata fechava quase por completa, mas sem grandes dificuldades, não precisamos nem ao menos retirar o facão da mochila. A trilha segue praticamente toda por dentro da mata nativa e em pequenas partes é possível visualizar a costa e o mar.

Praia de Naufragados

Praia de Naufragados

Praia de Naufragados

Durante a trilha, conversávamos sobre essa praia. Como seria incrível acampar por ali, praia deserta, apenas nós e a natureza. Enfim depois de algumas horas de trilhas, cruzando córregos, subindo e descendo morros chegamos na orla de Naufragados.

A primeira impressão não foi das melhores

A praia estava tomada por banhistas, pessoas que chegavam ali de todos os lados, uns vinham através de embarcações, outros pela trilha que começa na Caieira, uma praia que tinha tudo para ser linda e preservada, estava tomada por pessoas, ouvindo músicas em alto som, bebendo, fazendo algazarras e deixando lixo em tudo que é canto da praia. Chegar e ver tudo aquilo acontecendo na frente de meus olhos foi muito triste.

Conforme caminhávamos pela areia, chegando no rio que desaguá na Praia de Naufragados, mais pessoas estavam a banhar-se no rio, nas margens mais lixos jogados ali. Acredito que estavam na praia/rio aproximadamente mais de 200 pessoas.

Isso gera uma degradação do local muito intensa, os órgãos públicos deveriam tomar precauções para combater esse tipo de atrocidades feitas na natureza.

Olhávamos para as nuvens que vinham a nosso encontro e parecia que estava prestes a ter um temporal, logo seguimos pelas margens do rio, procurando um lugar seguro para montar o acampamento, o local escolhido foi em meio a vegetação de árvores perto do rio, em um pequeno espaço que cabiam não mais que 4 barracas.

Praia de Naufragados

Praia de Naufragados

Conforme as nuvens se aproximavam, os banhistas iam embora, deixando a praia cada vez menos ocupada, lá pelas 18 h já não havia mais que 20 pessoas na praia, armamos nosso acampamento e fomos tomar aquele banho de rio maravilhoso, a água estava morna e apenas ouvíamos o barulho do vento e alguns pássaros cantando.

Junto as nuvens de chuva o sol caia no horizonte lentamente, deixando apenas algumas cores refletidas nas águas do rio.

Praia de Naufragados

Depois do pôr do sol começou a cair uma chuva fraca, conforme ia passando o tempo a chuva ficou mais intensa, resolvemos então dar uma cochilada dentro da barraca. Passado cerca de uma hora, era hora de fazer o jantar. Após nos alimentarmos bem, a chuva começou novamente e fomos dormir.

Dia 4 de Março de 2018, levantamos cedo, por volta de 6:30 da manhã, preparamos o café da manhã, desmontamos o acampamento, organizamos as nossas mochilas e começamos a nossa trilha de volta à civilização.

O caminho que iríamos percorrer seriam de aproximadamente de 10 quilômetros, a trilha indicava para o lado direito da Praia de Naufragados. Este caminho leva até o farol e ao porto.

Praia de Naufragados

À primeira vista, o farol de Naufragados se encontra totalmente abandonado, a placa que contém informações sobre o farol encontra-se inteiramente degradada. Fiquei chateado ao encontrar todo esse descaso com um ponto turístico tão importante do estado de Santa Catarina/Brasil.

Praia de Naufragados

Seguimos em direção à Praia da Caieira, onde de lá iríamos procurar uma antiga trilha que faz a travessia do lado oste para o leste, assim terminando o trekking na Praia do Saquinho.

Ao chegarmos na Caieira, o clima estava chuvoso, aos poucos a chuva ia aumentando cada vez mais, tentamos encontrar a trilha, mas sem sucesso, resolvemos então conversar com os moradores locais, para saber se alguém sabia a respeito dessa trilha. Conversando com um ou outro morador, encontramos o proprietário das terras que dava acesso ao começo dessa trilha antiga, ele nos disse que a trilha existia mesmo, mas há muito tempo ninguém passava por lá, certamente estaria totalmente fechada pelo mato.

Nos reunimos e resolvemos abortar o restante da caminhada, logo encontramos uma parada de ônibus, pegamos o ônibus urbano com sentido ao Terminal Rodoviário TIRIO Tavares e depois pegamos outro ônibus até a praia de Açores, que fica ao lado da Praia da Solidão. A passagem custou R$ 4,20 por pessoa, sendo que pagamos 1 passagem apenas por pessoa para ir até o terminal e de lá pegamos outro ônibus até Açores sem pagar nada a mais, isto é. Caso você não saia do terminal rodoviário, é possível ir do norte até o sul da ilha de Florianópolis pagando apenas uma passagem de ônibus.

Praia de Naufragados

Praia do Gravatá

No leste da ilha de Florianópolis, em meio às movimentadas praias de Joaquina e Mole, há uma praia paradisíaca chamada Gravatá. Essa praia é totalmente preservada e pouco movimentada, pois o acesso se dá somente por trilha.

Considerando que na SC-406 não há local para estacionamento, deixamos o carro na Lagoa da Conceição e seguimos por uma trilha ao lado direito do Bar do Boni. Seguimos por esse caminho, que tem uma subida bem íngreme, até chegar à rodovia. Esse trajeto é concretado e passa por moradias locais.

Após atravessar a SC, iniciamos a trilha para a praia do Gravatá. Os primeiros metros, em torno de 40, são de subida acentuada e piso de concreto, mas logo em seguida segue-se por uma trilha de terra. Logo no início da trilha conversamos com uma moradora que disse ser bem comum encontrar cobras da espécie coral, motivo pelo qual é prudente fazer o trajeto usando calçados fechados.

A trilha é bem aberta e de nível fácil, cercada pela vegetação local. O  nome da praia se dá por causa da planta gravatá que está por toda parte e consiste numa espécie de bromélia, com folhas fibrosas e com espinhos.

Seguindo pelo caminho, logo em seguida, do lado esquerdo, há a Rampa Praia Mole, uma área utilizada pelos praticantes de parapente e asa-delta. O local proporciona uma bela vista da praia Mole e praia da Galheta. Aproveitamos para fazer uma parada para beber água e admirar a paisagem.

Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch
Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch

Muitos moradores de Santa Catarina não conhecem essa bela praia, nem imaginam a beleza que está tão próxima a eles. Seguimos pela trilha e após alguns minutos, pudemos visualizar a primeira imagem dessa praia encantadora que contracenava com o céu azul. A primeira coisa que veio em mente: “encontramos o paraíso”.

Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch
Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch

A praia tem uma pequena extensão de areia, aproximadamente 60 metros. O mar tem uma coloração esverdeada e ondas calmas. Há uma casinha de madeira pertencente aos pescadores da região e que estava fechada durante o tempo que estivemos lá.

Banhar-se nas águas cristalinas proporciona uma sensação de refrescância, de estímulo e renovação, algo energizante. São inúmeros os peixinhos que se pode ver nas águas claras e quentes desse pequeno refúgio. Com certeza podemos chamar o local de “caribe brasileiro”.

Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch

Segundo os biólogos, ao nascer do sol é possível avistar lontras na praia, que são carnívoros que comem basicamente peixes.

Após um banho de mar relaxante e um breve descanso para apreciar a beleza do lugar, seguimos em frente. A trilha segue até o costão da ponta do gravatá. O trajeto continua fácil e ao chegar na ponta do gravatá, tem-se  uma vista da praia da Joaquina. Há uma grande pedra no alto que exige um certo exercício de escalada.

Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch
Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch
Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch

No caminho de volta, quase no final da trilha, encontramos um pequeno lagarto que, ao nos avistar, escondeu-se no meio da vegetação da mata atlântica. Ficamos alguns minutos aguardando ele voltar para a trilha,  para fazermos um registro fotográfico, mas provavelmente só saiu do esconderijo quando nos afastamos.

Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch

O percurso da trilha dura cerca de 30 minutos. Como não há infraestrutura no local, aconselha-se levar água e lanche. Vale muito a pena caminhar alguns metros para passar um tempo desfrutando dessa maravilha da natureza e dessa praia quase intocada.

Como chegar: Abaixo você vê o mapa dessa trilha, caso queira segui-la com seu celular será necessário baixar o aplicativo Wikiloc e adquirir um plano mensal ou anual para ter total autonomia de seguir essa trilha e muitas outras.

Mapa da Trilha

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Desafio dos Rochas

O Desafio dos Rochas é um evento de mountain bike que alia o prazer de competir, de vivenciar a cultura e as tradições alemãs, unir a família ao esporte e apreciar a gastronomia típica local.

O Desafio surgiu em 2013, quando a família Rocha teve a ideia de realizar um passeio ciclístico um pouco mais “aventureiro” na data de aniversário da loja Twins Bike Shop. “Ao colocarmos no facebook umas fotos e uma enquete do que o pessoal achava em realizar esse pedal, começamos a nos surpreender com as diversas perguntas de onde seria esta prova, quando seria e assim por diante.” relembra José Carlos, gerente da Twins Bike Shop.

A partir daquele momento tiveram a certeza que poderiam criar algo maior, se reuniram para ter a opinião dos 6 membros da família Rocha e dali decidiram realizar uma tentativa que acabou dando certo. Em 2018 partem para sexta edição do Desafio dos Rochas.

Desafio dos Rochas

O evento é planejado com muita atenção e carinho por toda família Rocha e comunidade de Pomerode. “Muitos amigos adotaram o evento como seu, algo incrível. Todos se uniram em prol de fazer um grande evento que já não é mais só da família Rocha, mas sim feito por uma comunidade apaixonada em receber a todos em sua grande casa chamada Pomerode.” destaca José Carlos.

Ao longo desses 5 anos de desafio a família Rocha, encarou alguns problemas. Entre eles a busca de parceiros para idealizar o evento, autorizações de passagem em propriedades particulares, entre outros.

O processo de organizar e planejar um evento esportivo requer cuidado e atenção em vários aspectos, desde a ideia inicial, o projeto real, evento e pós- evento. E é natural ao longo desse processo surgirem alguns problemas.

Mas, em contrapartida ao longo desses anos de desafio muitas foram as alegrias para a família Rocha. “É recompensador ver a quantidade de novos amigos que criamos nesta jornada, ver como a cidade e comunidade tem aceitado o evento e os ciclistas, ver as famílias unidas no evento. Levar um pouco da nossa tradição alemã para os vários cantos do Brasil e poder mostrar as belezas escondidas da nossa cidade para o Brasil e o mundo.” Porém, José ressalta que tudo isso só é possível graças a ajuda de parceiros que acreditam no evento, a família e amigos que se unirão para fazer deste um grande evento.

Desafio dos Rochas

Para 2018 a família Rocha está preparando um evento ainda mais festivo, novos circuitos, novas trilhas, novos visuais da cidade, um final de semana repleto de atrações para ciclistas, familiares e amigos e uma estrutura mais aprimorada para atender a todos com o máximo de conforto e segurança.

Desafio dos Rochas

Torres del Paine

Em nossa viagem a Argentina, conhecemos Ushuaia e El Calafate, aproveitamos para comprar um passeio de El Calafate até o Chile, para conhecer um pouco da patagônia chilena, mais precisamente um lugar que sempre fez parte dos meus sonhos, Torres del Paine.

Da cidade de El Calafate até Torres del Paine são cerca de 260 km, ou seja, mais de 3 horas de viagem, por isso a condução saiu bem cedinho. O veículo utilizado foi um caminhão/ônibus 4×4 da empresa South Road, que é o mais indicado para estrada que utilizamos, de menor distância, pela Ruta 40.

Ao sair da Argentina rumo ao Chile foi necessário passar pela aduana argentina e posteriormente na aduana chilena, onde as mochilas passaram por scanner, ressaltando-se que não se pode ingressar no Chile com alimentos perecíveis, sob pena de multa.

O Parque Nacional Torres del Paine está localizado na Região de Magalhães ao sul da patagônia chilena e possui 227.298 hectares. Foi criado em 1959 e declarado Reserva da Biosfera pela Unesco em 1978, sendo famoso pelas formações rochosas dos picos do conjunto de montanhas, principalmente as torres de granito e os cuernos, ou “chifres”, que podem ser vistos de quase todas as áreas do parque, e em conjunto com os belos lagos, rios, a fauna e flora, criam uma paisagem deslumbrante.

No dia 27-12-2011 o Parque Nacional Torres del Paine sofreu as consequências de um incêndio que durou cerca de 10 dias e atingiu aproximadamente 7% de sua área, destruindo vegetações e matando animais. O vento existente na região contribuiu para o alastramento do fogo. Como a catástrofe foi de grandes proporções o parque ficou fechado por alguns dias.

Os troncos queimados, ainda presentes no local, são testemunhas  silenciosas dessa tragédia que destruiu milhares de hectares verdes. Mas, mesmo assim, a visão é linda e os caules secos passaram a integrar o cenário.

Torres del Paine

Torres del Paine

A preservação do parque é visível em todos os aspectos, havendo constante vigilância por parte dos guardas-florestais. Os visitantes devem respeitar as regras para evitar desastres ambientais. Por exemplo, em alguns locais é proibido o uso de fogareiro por haver alta probabilidade de incêndio. Descarte em locais inadequados, de produtos que possam poluir o ambiente, também são vedados.

Para ingressar no parque o visitante paga o valor de U$35,00 e pode lá permanecer por prazo indeterminado, só pagando novamente a taxa quando sair e quiser retornar. Nas palavras de nosso guia “pode ficar lá por quanto tempo quiser, pode até ficar para sempre”.

Entre setembro e abril é a melhor época para visitação ao parque, pois no inverno as temperaturas são abaixo de zero e com muitas nevascas, o que impede as atividades ao ar livre. Vale dizer, que mesmo indo nas épocas de temperaturas mais amenas, o corta-vento, o fleece, as roupas impermeáveis, o gorro, a luva, são itens indispensáveis.

O parque impressiona a todos pela sua beleza singular e é considerado um dos lugares prediletos dos aventureiros que adoram acampar e fazer trilhas.

Em alguns pontos do percurso víamos guanacos, que são camelídeos nativos das regiões áridas e montanhosas, mamíferos da família das lhamas e encontrados em grande número na região da patagônia chilena.

Torres del Paine

O lugar escolhido para o almoço não poderia ter sido melhor, próximo a uma queda de água que contracenava com as montanhas geladas ao fundo. Na verdade, nosso almoço era um lanche fornecido pela agência de viagem, mas muito saboroso. Fazer uma refeição em meio a natureza, no estilo piquenique, tem seu valor.

Torres del Paine

Durante o trajeto, ao nos aproximarmos do destino, da janela do ônibus, já era possível ver ao longe as famosas torres. Fizemos nossa primeira parada para apreciar as belas paisagens da patagônia chilena. Dentro de um contexto de montanhas geladas, tínhamos a primeira imagem das torres, embora ainda distantes.

Seguindo adiante fizemos uma parada na Laguna Amarga, aqui sim tínhamos uma visão perfeita das torres que são um dos cartões-postais do Chile. A Laguna Amarga completa a paisagem com todo o seu esplendor.

Torres del Paine

Torres del Paine

Torres del Paine

Essa lagoa de cor verde azulado, localizada nas encostas de Cerro Toro, recebeu esse nome devido ao alto pH. Presentes nessa lagoa estromatólitos de carbonato de cálcio, que são formações rochosas de carbonato de cálcio, encontradas em poucos lugares do mundo, como nos solares de lama e em algumas lagoas australianas.

Ver os picos de Torres del Paine bem de frente para a Laguna Amarga, proporcionou uma sensação de paz, alegria, satisfação, e a certeza de que um passeio maravilhoso estava só começando.

Uma breve parada no Mirador del Nordenskjold para admirarmos os Cuernos del Paine e o lago de cor verde azulado. O Lago Nordenskjold possui uma profundidade de 200 metros, o que permite a navegação e a prática de outras práticas esportivas.

A fauna e a flora são diversificadas, destacando-se vegetações coloridas que parecem flores e são características do local devido ao clima, consistindo numa espécie de arbusto bem rígido.

Torres del Paine

Torres del Paine

Torres del Paine

Nosso próximo ponto foi nas margens do belo Lago Pehoé, de águas cristalinas, localizado próximo à Villa Cerro Castillo. O lago de cor verde-esmeralda e a flora exuberante, com uma bela vista para os Cuernos del Paine, formam uma imagem paisagística espetacular.

Torres del Paine

Torres del Paine

Iniciamos uma caminhada próxima ao Mirador Cuernos. Nessa hora estava garoando e tinha um pouco de vento, mas nada que nos desanimasse ou tornasse a vista panorâmica menos bela. O guia explicou inúmeras coisas sobre tudo existente no local, porém, nessa hora ficou um tanto complicado para quem não entende espanhol.

Um caminho simples, mas de beleza paradisíaca, sempre com visibilidade para as montanhas geladas. As fotos mostram a beleza, mas a emoção de estar nesse lugar encantador é algo eletrizante. Os “Cuernos del Paine” são formações rochosas que parecem ter sido esculpidas.

Torres del Paine

A chuva deu uma trégua e seguimos nossa caminhada em direção a uma cachoeira: o Salto Grande, que tem 10 metros de altura. O vento frio continuava, motivo pelo qual o casaco e o gorro foram fundamentais.

A água originária do Lado Nordenskjöld flui com grande força em direção ao Lago Pehoé formando o Salto Grande. Suas águas são de um verde turquesa, que impressionam pela linda coloração. A queda de água em tons verde e branco deixa a imagem da foto fascinante.

Torres del Paine

Torres del Paine

Torres del Paine

O parque Torres del Paine tem belezas inexplicáveis, não só as torres de granito e os cuernos, mas sim toda a geografia com suas florestas virgens, os lagos de águas limpas e cores intensas, os animais silvestres, a gostosa sensação de sentir os ventos, dentre inúmeras outras coisas que tornam o lugar simplesmente deslumbrante.

Torres del Paine foi matéria recente das reportagens especiais do  Fantástico 360 graus. Confira:

Como podem verificar no mapa abaixo conhecemos apenas uma pequena parte desse lindo parque, pois nosso passeio foi somente de um dia, mas valeu a pena, ficando a vontade de retornar e explorar o que não foi possível conhecer.

Os aventureiros adoram esse lugar por ser possível fazer caminhadas de longa duração por mais de 250 quilômetros de trilhas, passando por planícies, margens de lagos, montanhas e geleiras. As duas caminhadas mais famosas são os circuitos W e O, que permitem chegar à base das torres.

Uma de nossas próximas aventuras será fazer os circuitos W e O, que consiste em trekking de 7 a 10 dias, exigindo preparo físico e disposição, mas certamente passar esse tempo num lugar tão espetacular será recompensador. Mas isso será matéria de uma próxima postagem.

Mochilas Thule

Sabemos que hoje em dia as atividades ao ar livre são um nicho de mercado grandioso, as grandes empresas do mundo outdoor competem entre si para trazer as melhores tecnologias da atualidade a seus produtos, visando aumentar a durabilidade, conforto e leveza de seus equipamentos, conheça as novas mochilas Thule!

A Thule surgiu no Brasil há cerca de 20 anos e a 4 anos fazem mochilas técnicas, mas traz consigo uma experiência de mais de 76 anos fabricando produtos de alta qualidade. A marca é de origem Sueca, tem como missão trazê-lo para mais perto do mundo e de sua paixão pela vida. É um grupo internacional de pessoas unidas pela paixão em ajudar famílias ativas e entusiastas de atividades ao ar livre.

Neste breve texto trazemos a vocês novidades que irão desembarcar por aqui nos próximos meses, lembrando que a marca já inovou algumas de suas mochilas no final do ano de 2017, melhorou ainda mais os modelos de mochilas Guidepost e Capstone.

Mochilas Thule

Mochilas Thule

Neste ano de 2018 estão previstas grandes novidades, vamos começar falando um pouco da mochila Thule Versant, essa foi redesenhada em seu capuz e ganhou uma nova cor, no site oficial da marca já é possível ver as fotos de apresentação desse modelo. Abaixo é possível ver as alterações entre os modelos antigo/novo:

Mochilas Thule

Outra novidade são as atualizações no design das mochilas Thule Stir, essas até o momento vinham com capacidades expressas em litros de: 15L, 20L e 35L, as capacidades não mudaram, mas foram acrescentadas duas outras capacidades sendo uma de 18L e outra com 28L, até então esses dois modelos apresentam imagens e vídeos no site oficial. Não sabemos se os outros modelos já consolidados no mercado passarão por essa mudança também.

Mudanças essas que podemos notar no vídeo a seguir:

A Thule irá trazer ao mercado brasileiro uma linha de mochilas de hidratação, sabemos que há três opções de modelos, veja abaixo:

Mochilas Thule Vital 8L + Hydrapak 2,5L

Mochilas Thule

Mochilas Thule Vital 6L + Hydrapak 2,5L

Mochilas Thule

Mochilas Thule Vital 3L + Hydrapak 1,75L

Mochilas Thule

Nós da empresa Trekking RS usamos e recomendamos os produtos Thule, para qual for a sua próxima aventura, em nosso site trekkingrs.com já testamos, avaliamos e escrevemos sobre alguns produtos, tendo sempre como foco manter a transparência de maneira clara e imparcial. Somos formadores de opinião, por isso, disponibilizamos nossas fotos, experiências e conclusões para o nosso público leitor, que hoje alcança mais de  250 mil usuários, em mais de 130 países do mundo. Somos um canal já consolidado na internet e um dos maiores sites do Brasil, com conteúdos diversificados no segmento de atividades ao ar livre.

Quer saber sobre aventuras, esportes e equipamentos. Então fique atento, estamos sempre trazendo grandes novidades para você.

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Carlos Santalena fala sobre Monte Everest

A palestra aconteceu nessa última terça feira, dia 14 de novembro na loja de equipamentos de aventura Big Wall, Carlos Santalena que em 2 vezes alcançou o topo do mundo e José Eduardo Sartor Filho apresentaram a maior montanha do mundo, o Monte Everest, para um pequeno grupo de pessoas, neste evento estavam presentes a proprietária da Big Wall, alguns clientes, nós do Trekking RS e mais alguns amigos.

Sabemos que precisaria inúmeras horas para falar apenas do Monte Everest, mas em duas horas aproximadamente de palestra, Eduardo e Carlos foram muito claros nas explicações, quando questionados.

Carlos Santalena

Eduardo começou a palestra por volta de 20:00 horas falando sobre o Nepal, país este que faz fronteira com a Índia e China, possui a maior aglomerado de montanhas do planeta, muito conhecido como Himalaia, ali se encontra as montanhas mais alta do mundo.

Eduardo explanou por cerca de 1 hora o trekking de 9 dias até o acampamento base do Monte Everest, sobre os graus de dificuldade dessa atividade, riscos, e a beleza regional do lugar. No site da empresa Grade 6, você encontra essa atividade, com todos seus dados específicos e detalhados.

Carlos Santalena

Carlos Santalena

Carlos Santalena

Depois da explicação de Eduardo sobre o trekking até o Campo Base do Monte Everest, Carlos Santalena, falou sobre o trajeto, dificuldade e outros fatos que envolvem a subida até o cume do Monte Everest, alguns assuntos me chamaram a atenção: o valor da permissão para poder subir até o cume do Monte Everest é de US$ 10.000 Dólares, um valor um tanto salgado, este é pago para apenas você ter acesso ao cume. Outra detalhe que também chamou a minha atenção é a quantidade de ciclos de aclimatação, são 4 ciclos, estes tem a função de te ajudar a superar os efeitos da altitude, quanto mais tempo você ficar nestes ciclos, melhor seu corpo se adaptará em grandes altitudes.

Além disso a expedição ao Everest pode durar até 50 dias, e custar aproximadamente 200 mil reais.

Depois de muitas perguntas feitas e respondidas, com a maior clareza possível, a empresa Grade 6 sorteou alguns brindes, estes eram: uma mochila Thule Capstone de 32 litros e dois livros.

Carlos Santalena

Carlos Santalena usa a Mochila Thule Capstone 32L para chegar ao cume do Everest, a cerca de 3 anos usando de maneira intensiva, a mochila continua muito boa.

Nós do Trekking RS usamos os equipamentos Thule desde a sua chegada ao Brasil, pois são leves, bonitos e possuem uma longa vida útil, aqui no nosso site você pode conferir algumas avaliações destes produtos, acesse!

Tentei explicar de uma maneira clara e sucinta a palestra de 2 horas de duração na loja Big Wall em Porto Alegre/RS, para aqueles que por alguma razão não puderam estar presentes neste belo evento.

Caso você queira estar informado sobre tudo que está acontecendo de aventura na região sul do Brasil, acesse nossa página no Facebook, ali postamos diariamente, assuntos interessantes, e eventos que irão acontecer em nossa região.

Criúva uma cidade de muitas belezas naturais

A localidade de Criúva é reconhecida como o lado campeiro da cidade de Caxias do Sul, o distrito de Criúva teve sua origem na época do tropeirismo e foi inspirado no nome da árvore típica da região.

Criúva uma cidade de muitas belezas naturais

 

Além da vasta cultura trazida pelos tropeiros a localidade de Criúva é privilegiada pelas belezas naturais de seu interior: são cascatas, rios, matas nativas, flora e o maior recurso hídrico potável do município.

O distrito fazia parte do município de São Francisco de Paula até 1954, quando foi anexado à Caxias do Sul. Seus primeiros moradores, depois dos índios, foram os portugueses. Mais tarde, outros imigrantes sobretudo italianos foram responsáveis pela miscigenação existente hoje no local.

Turismo de aventura:

Há apenas uma empresa de turismo que explora o turismo na localidade de Criúva. Seus principais pontos turísticos são a Cachoeira da Mulada, Ponte dos Korff, Cânion Palaquinho, nestes locais é possível fazer inúmeras atividades de aventuras, desde pequenas trilhas até grandes caminhadas, trekking, canyoning e muito outras.

A Criúva Operadora é uma agência familiar composta por Guadalupe Traslatti Pante e pelos seus pais Átilas Pante e Cláudia Traslatti.

Cachoeira da Mulada:

A cachoeira da Mulada é um dos principais pontos turísticos da localidade, pois sua queda de aguá chega medir aproximadamente 200 metros de extensão, em meio a lindos campos verdejantes, a cachoeira se destaca pela sua beleza exuberante.

Criúva uma cidade de muitas belezas naturais

Ponte do Korff

A ponte do Korff foi a primeira ponte construída sobre o Rio das Antas, ligando Caxias do Sul com Vacaria, com o objetivo de transportar mercadorias ao centro do país e vice-versa. Foi declarada patrimônio histórico e cultural do Estado do Rio Grande do Sul no ano de 2006. O início de sua construção aconteceu em 1901 e foi inaugurada em 15 de fevereiro de 1907.

A ponte não possui parafusos e foi montada com rebites. Tem 108 metros de comprimento e 19,6 metros de altura. O assoalho é de madeira e os pilares são de pedra.

Criúva uma cidade de muitas belezas naturais

Cânion Palaquinho

Distante cerca de 90 quilômetros do centro de Caxias do Sul, na Serra, a Unidade de Conservação Municipal de Proteção Integral Monumento Natural Palanquinho, criada oficialmente em novembro do ano passado no distrito de Criúva, tem como atração principal o Cânion Palanquinho.

Para ter acesso aos cânions é preciso ir até o centro de Criúva, seguir por São Jorge da Mulada e enfrentar mais 18 quilômetros de estrada de chão. A última placa indicativa do lugar, com a inscrição “Kênio”, foi feita por um morador para suprir a falta de sinalização.

Os roteiros pelos cânions vão desde uma caminhada de 20 minutos pela superfície até trilha de 17 quilômetros pelo seu interior.

Criúva - Cânion Palaquinho

Os pacotes de turismo de aventura contemplam diversos pontos turísticos de Criúva, com preços que vão de R$ 30,00 a R$ 150,00 reais por pessoa, acessíveis a todas as idades e condicionamento físico, incluí a comunidade em seus programas turísticos.

Onde almoçar:

É impressionante como um lugar tão pequeno pode ter tantos atrativos. A Casa verde é um exemplo de simplicidade e bom gosto, com culinária simples apresenta em seu cardápio campeiro os seguintes pratos: Arroz, feijão, polenta, abóbora, carne de panela, batata cozida e saladas.

Criúva uma cidade de muitas belezas naturais

O grande diferencial é que tudo é feito num fogão à lenha feito pela proprietária, dona Cláudia. Tô falando da comida e do fogão. Isso mesmo, ela própria fez o fogão.

Caso você queira provar as delicias feitas neste local único é preciso fazer agendamento prévio, com cerca de 24 horas de antecedência pelo Telefone (54) 3267-8255.

Onde acampar:

O Camping Balneário e Coqueiros fica na localidade de São Jorge da Mulada, distrito de Criúva. Para saber mais acesse o site Onde Acampar.

Waynapicchu a montanha jovem!

Hoje falarei um pouco sobre a minha experiencia e o privilégio de ter subido no topo da montanha de Waynapicchu, que traduzido do Quechua significa Montanha Jovem. Localizada a 2.667 metros acima do nível do mar, é com certeza um dos locais mais procurados pelos visitantes da cidadela de Machupicchu.

Para ter ideia da exclusividade que é dada a essa montanha, apenas 400 pessoas/dia, divididas em dois grupos de 200 pessoas cada, podem subir ao topo, com horários pré-estabelecidos. Para tanto, o bilhete deve ser adquirido com pelo menos um mês de antecedência, caso seja um aventureiro como eu e esteja sempre buscando novos desafios, essa trilha é para você!

Waynapicchu a montanha jovem!

Waynapicchu a montanha jovem!

Cheguei na  guarita que dá acesso a Montanha Waynapicchu por volta de 06 h 50 min, o bilhete de entrada que comprei era com o primeiro horário, pois logo no começo da tarde precisava pegar o trem de volta a Cusco. Com a guarita fechada ficava imaginando como seria a trilha, os perrengues que iria passar (pois tenho um certo medo de altura) acredito que combater nossos medos é a maneira que mais contribui para nossa evolução como pessoa.

A guarita abriu, o guarda do parque carimbou o bilhete e pediu para assinar um livro enorme, onde nele precisava preencher com o nome da pessoa, país, idade e o horário de entrada. Somente após tudo preenchido era possível realizar a trilha.

Na primeira parte da trilha, tive a impressão de estar passeando em um parque, as trilhas são largas, bem sinalizadas e com pequenos degraus em divididos em lances, a vista é incrível. Apos a subida de certa altitude, inicia uma descida um pouco íngreme e sinuosa, neste ponto, é possível avistar boa parte das trilhas (vídeo 1) que levam até o cume da montanha.

Waynapicchu landscape

Ao iniciar a trilha, uma das coisas que mais me chamou a atenção foi que também é possível fazer uma segunda trilha, na montanha de Huchupicchu, que é uma montanha bem mais baixa e localizada na frente da montanha Waynapicchu.

Video 1

O vídeo acima retrata a transição entre as montanhas de Huchupicchu para a Waynapicchu. A partir desse ponto, a subida se torna cada vez  mais íngreme e estreita, conforme ia caminhando tinha a sensação de estar subindo para as nuvens, durante todo o trajeto é possível visualizar pessoas acima  e outras abaixo, todas em direção ao cume, essa possibilidade de ver pessoas acima e abaixo de você é algo fascinante e ao mesmo tempo um pouco insano. A parte interessante da subida e das longas escadarias é que na maioria delas existe um corrimão feito de cabos de aço, estes são encrustados nas pedras, o que possibilita agarrar-se a ele o que causa segurança na subida. Os degraus possuem um bom espaçamento e há inúmeros pontos de paradas para descanso, para ter ideia do quanto cansa subir os inúmeros lances da escadaria, a cada dois lances, por dois motivos, obrigava-me a parar alguns minutos, um deles, certamente era para pegar fôlego, e o outro, para admirar a beleza do lugar e eternizar a vista através de imagens fotográficas.

Waynapicchu - caminhos pelo mundo

subindo a montanha de Waynapicchu

“O caminho é o que importa, não o seu fim. Se viajar depressa demais, vai perder aquilo que o fez viajar.” Louis L’Amour

Após inúmeras paradas e muitos  lances de escadaria atingi o primeiro mirante. Do local é possível avistar a cidadela de Machupicchu e as montanhas ao seu redor, estas que tem tons avermelhados o que deixa a vista muito mais incrível. Neste momento, agradeci por poder estar ali naquele lugar e poder desfrutar de toda aquela beleza natural. No mirante inicia uma sessão de escadaria totalmente vertical, só de olhar para cima já dava arrepios, neste trecho os degraus são pequenos e estreitos, logo que comecei a subir a sensação de medo  somada com a imensa vontade de chegar ao topo, me fez subir degrau por degrau sem olhar para baixo, alguns trechos desta subida contém corrimão, porém em outras partes, foi necessário se agarrar nas pedras da parte de cima. A escadaria é tão vertical que algumas vezes precisei subir de quatro pés, só para constar, calço número 38 e em relação aos degraus, o meu pé ficava apoiado somente pela metade, então na maioria das vezes subi de lado.

Vídeo 2

As escadas verticais de Waynapicchu

Atingir o cume é algo incrível, do alto temos uma visão 360° graus e um vista panorâmica de Machupicchu. O esforço empreendido para subir e a respiração ofegante na maioria do trajeto é compensada pela paisagem única do lugar. E foi neste ponto, exatamente no cume, que sentei em uma pedra  e fiquei apenas observando e agradecendo a oportunidade de poder estar ali.

No topo da montanha encontram-se algumas construções andinas que serviram como observatório astronômico, e também o Templo da Lua, construído em uma caverna natural.  Aproveitei para fazer algumas fotos, veja abaixo:

Primeiro mirante de Waynapicchu

Construções Andinas de Waynapicchu

Cume da montanha de Waynapicchu

Topo da montanha de Waynapicchu

Permanecemos cerca de 30 minutos no cume e é chegada a hora de iniciar a descida de retorno. Não sou o tipo de pessoa que gosta de descer montanhas, todo o tempo ficava imaginando, e de certa forma preocupado em como faria para descer aquela escadaria vertical, mas como a descida era obrigatória, com muito cuidado e atenção fui descendo degrau por degrau, com olhar fixo e atento a cada passo, pois não queria sofrer algum deslize. Entre subir e descer, foram aproximadamente 1 h e 45 min. No retorno à guarita, antes da saída, novamente se faz necessário assinar o livro e preencher a hora de retorno.

Guarita-Waynapicchu

Recomendações e conclusões importantes:

A trilha que leva à Montanha Waynapicchu é bastante estreita, íngreme e cansativa, caso você tenha algum problema nas articulações, sobre-peso, pânico de altura ou problemas cardíacos, não recomendo fazer essa aventura.

A caminhada, por sua vez, posso dizer que não é tão difícil como eu imaginava. Acredito que seja  de nível moderado, tornando-se assim, recomendada para pessoas que já praticam algum tipo de exercício físico.

Use calçados confortáveis e já pré amaciados, chapéu ou boné, protetor solar e repelente.

Ingresso Montanha Waynapicchu:

  • Altura: 2,693 m.s.n.m.
  • Localização: Norte da montanha de Machu Picchu.
  • Acesso: Da Cidade Inca de Machu Picchu, no Setor de Huayranas (Rocha Sagrada). Ingresso a partir do Casa Controle.
  • Bilhete de Ingresso: Ingresso Machu Picchu + Waynappichu.
  • Horários: Primeiro Grupo: 07:00 hrs. 08:00 hrs. – Segundo Grupo: 10:00 hrs. – 11:00 hrs.
  • Número de visitantes: 400 por dia, divididos em dois grupos de 200. Mostrar disponibilidade Waynappichu.
  • O tempo de caminhada: 1 hora e 30 minutos subida e da mesma forma para descida.
  • Grau de dificuldade: Media, penhascos, íngremes das montanhas, muitos passos (não recomendado para aqueles que sofrem de vertigem).
  • O que levar?: Sapatos antiderrapantes, protetor solar, repelente de insetos, capa de chuva (dependendo da época).
  • Atrações arqueológicas: Andinas, o Templo da Lua em uma caverna com amostras de nichos, vergas e fina cantaria.
  • Flora e fauna: Paisagem de selva, cercado por uma vegetação exuberante, um habitat importante para aves, borboletas, insetos, todos pertencentes à paisagem tropical.
  • Clima: Quente e úmido durante o dia, esfriando à noite. Estação seca: Maio-Outubro / Estação das chuvas: Novembro-Março.
  • Vantagens: Vista panorâmica do Cidade Inca, estradas, ruas, praças e delegacias.
  • Desvantagens: Precipícios, coberto por vegetação, caminho estreito.

Thule Versant 50L – Testes no Peru

Apresento a vocês a nova mochila cargueira Thule Versant 50L, testei toda a sua funcionalidade na última viagem que fiz ao Peru, lá conheci muitos parques arqueológicos nas cidades de Lima, Cusco, Valle Sagrado, Machupicchu e a montanha Wuaynapicchu. Pude testar todas as tecnologias empregadas no produto durante 10 dias viajando pelo Peru com esta mochila nas costas. Neste post mostrarei todas as suas características, tecnologias empregadas, pontos positivos e negativos para que você conheça o produto antes mesmo de ir à loja efetuar a compra.

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Sobre a marca:

Thule-logo

A Thule é uma empresa Sueca, criada em 1942 que tem como missão trazê-lo para mais perto do mundo e de sua paixão pela vida. É um grupo internacional de pessoas unidas pela paixão em ajudar famílias ativas e entusiastas de atividades ao ar livre.

Site da marca no Brasil: www.thule.com

Tecnologias empregadas:

As mochilas da marca Thule sempre me chamaram a atenção, pois além de serem leves e ao mesmo tempo robustas são muito práticas, posso dizer que realmente esse modelo, Versant 50L, é útil para quase todos os tipos de viagens e aventuras, pois não é uma mochila muito grande, mas ao mesmo tempo não é pequena.

A Thule Versant 50 L é fabricada com tecidos cordura 420D e nylon 100D, que são materiais bem leves e bem fortes, muito difícil rasgar. Para testar isso despachei a mochila pelo compartimento de bagagem do avião sem embalar com aqueles sacos plásticos encontrados nos aeroportos, mesmo sabendo que as pessoas que carregam e descarregam os aviões não são lá muito cuidadosas com nossas malas e mochilas. Durante todos os translados também não usei proteção na mochila, voltei para casa com ela apenas um pouco suja, mas sem sinal de rasgos ou algum fio à amostra, isso me satisfez muito.

Thule Versant

A mochila apresenta dois ajustes de regulagem, o primeiro deles é a regulagem de altura das alças, podendo aumentar ou diminuir em até 12 centímetros a altura das alças. Para fazer o ajuste das alças é muito fácil, 1 – solte a fita compressora; 2 – levante o costado; 3 – posiciona para o tamanho desejado; 4 – abaixe o costado; Uma maneira fácil e rápida de ajustar as alças, com isso o ajuste fica perfeito no seu corpo.

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Ajuste das alças

A novidade nessa linha de mochilas cargueiras Thule Versant é o ajuste na barrigueira de até 10 centímetros, isso melhora muito o conforto quando você  coloca-a nas costas, com essa tecnologia a mochila fica mais firme em torno do quadril.

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Para ajustar é muito fácil também, vou explicar passo a passo: 1 – puxe o elo da barrigueira para cima e ajuste conforme o tamanho desejado; 2 – prenda um velcro no outro para manter a medida estável; 3 – coloque a ponta do elo de ajuste dentro do compartimento da barrigueira. Pronto, agora a barrigueira já está ajustada.

A mochila Thule Versant é principalmente usada para trekkings de 3 a 5 dias e viagens do tipo “mochilão”, eis que seu tamanho é ideal para acondicionar todos os equipamentos necessário para uma boa aventura. Conta com medidas de altura de 69 cm, largura: 38 cm e profundidade: 34 cm, no total fica 141 cm, esse total é importante você saber, pois em algumas viagens só é permitido embarcar com mochilas de até 157 cm no total. Como exemplo dessa exigência, cito a viagem de trem entre o Valle Sagrado dos Incas para Aguas Calientes, no Peru, onde escolhi para testar o produto.

Depois de ajustada, a mochila, se encaixa muito bem no corpo sendo bem anatômica, o que torna muito prático seu uso. Além disso, é muito leve atingindo 1,86 kg no total, incluindo a capa de chuva.

Conta ainda com duas fitas de compressão  bem distribuídas em cada lado, mantendo a carga  estabilizada dentro da mochila. Um detalhe que vale mencionar, nas fitas de compressão da parte de cima tem um local para fixar os bastões de caminhada, ficando um para cada lado, assim equilibrando todo o conjunto já que a fita prende o bastão através de uma alça de velcro mantendo-o firme.

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Compartimentos e bolsos:

A mochila Thule Versant 50L conta com uma variedade de compartimentos, tanto do lado externo quanto interno. Na parte externa, existem 5 compartimentos e 1 bolso, o primeiro compartimento que cito é um compartimento grande, de tecido telado localizado frontalmente, este tem fechamento por clipe de mochila. Logo abaixo, fica o compartimento da capa de chuva, identificado com a palavra Raincover, este é fechado por zíper. Nas laterais tem dois compartimentos onde é possível colocar garrafas de água ou algum outro equipamento que necessite estar em fácil acesso para a sua aventura. Vale mencionar que os dois compartimentos possuem elásticos na suas extremidades, para firmar e estabilizar os objetos que ali forem colocados. Além disso, um destes compartimentos possui um zíper para acomodar objetos maiores que funciona como um extensor,  podendo com isso aumentar seu volume de carga.

O bolso está localizado na barrigueira ao lado esquerdo com fechamento por zíper, onde é possível colocar pequenos objetos, tais como, uma bussola ou barras de cereais. No lado oposto, tem um ultimo compartimento, este é construído de material impermeável, com fechamento parecido com os sacos estanques, onde você pode guardar os seus documentos e o celular. Por ser removível,  pode ser retirado e acondicionado dentro da mochila.

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Compartimento estanque, localizado do lado esquerdo da barrigueira.

A mochila Thule Versant 50L conta com duas aberturas, a tradicional conhecida pela parte de cima que é telescópica, isso quer dizer que pode ser aumentada e ajustada para melhor organização dos equipamentos, e outra frontal em U, com uma ampla abertura, diferente da modelo Guidepost 75L, já que o fabricante remodelou o tipo de abertura, possibilitando uma grande abertura, melhorando o condicionamento dos equipamentos no interior da mochila.

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Na parte interna da mochila possui um compartimento bem amplo para armazenar os equipamentos e para acomodar um reservatório de água de até 3 litros, que poderá ser afixado por um pequeno clipe de mochila. Já no lado externo, possui um símbolo de gota de água mostrando onde a mangueira do reservatório deve sair.

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Acredito que uma das melhores tecnologias empregadas no equipamento é a possibilidade de dispor, de forma fácil e ágil, de uma segunda mochila. Neste modelo, como já conhecemos nas mochilas da marca Thule, o capuz da mochila é facilmente transformado em uma pequena mochila de ataque. Na viagem pelo Peru , essa possibilidade me foi muito útil, pois ali colocava as câmeras, acessórios fotográficos e ainda consegui por alguns outros itens importantes,  como capa de chuva, gorro, luvas e mais algumas barras de cereais.

Num primeiro momento, o capuz parece pequeno, mas depois de usa-lo como mochila alternativa, concluí que é do tamanho certo para levar tudo que necessitamos.

O Capuz possuí 3 bolsos fechados por zíper, um deles é bem amplo, já os outros um pouco menores. Vale mencionar que as alças da mochila de ataque são marcadas com numerações 1, 2 e 3, estes números auxiliam o ajuste das alças no capuz, as alças são colocadas nos próprios clipes da mochila de manuseio fácil e rápido.

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Thule Versant 50l
Montanha Wuaynapicchu
Thule Versant 50l
No topo da Montanha Wuaynapicchu

Também é interessante mencionar que a parte de baixo da mochila conta com a tecnologia Stormguard, isto combina uma capa de chuva parcial juntamente com um forro internamente impermeável, criando assim uma bolsa totalmente impermeável. A capa de chuva pode ser usada de duas maneiras, a primeira delas é como o fabricante menciona(vide imagem dica 1),  e a outra maneira é colocando sob toda a mochila( vide imagem dica 2).

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Tecnologia Stormguard, isto combina uma capa de chuva parcial juntamente com um forro internamente impermeável.

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Especificações técnicas:

Sexo Masculino
Uso Viagem de vários dias
Durante a noite
Material Cordura 420D, 100D nylon
Volume (l) 50 l
Altura (cm) 69 cm
Largura (cm) 38 cm
Profundidade (cm) 34 cm
Peso (kg) 1,86 kg
Cor micado

Vídeo de apresentação:

Conclusões finais:

Recomendo e indico o uso da mochila Thule Versant 50L.  Com certeza, superou minhas expectativas ao ser minha companheira durante os 10 dias de viagem ao Peru. Testei todas as suas funcionalidades e tecnologias nas trilhas e andanças que fiz. A mochila é facilmente ajustada no corpo, o que fez a minha viagem ser realmente prazerosa, não tive nenhum problema com o produto. Se fosse para mudar algo nesse equipamento sugeriria que as alças fossem mais acolchoadas, pois quando ela está totalmente carregada as alças podem machucar um pouco os ombros e a região do peito.

A pequena mochila de ataque não é tão pequena quanto parece, nela consegui levar tudo que precisava para subir a montanha de Wuaynapicchu, de modo seguro e confortavel.

A mochila Thule Versant 50L tem o custo aproximado de R$ 1.600,00 (um mil e seiscentos reais), valor este que parece um pouco alto, mas como o produto é importado, os valores de impostos taxados na entrada do país, fazem com que o valor no Brasil se eleve. Mas posso dizer a vocês que mochila sempre será um investimento e não um gasto, por isso opte por modelos que sejam leves, confortáveis e duráveis. Afinal, nenhum viajante deseja ficar com dores após o trekking.

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Essa mochila foi fornecida para testes pela loja de nossos parceiros Guenoa Bikes e Apetrechos para a Aventuras, localizada na cidade de Caxias do Sul/RS – Brasil.

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