Cobertura online – Ciclotrekking

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Cobertura Online – CicloTrekking

 

Olá galera aqui quem fala com vocês é Luís H. Fritsch, estou aqui para relatar os últimos acontecimentos sobre a viagem do Edson Maia / Ciclotrekking.

#3 Podcast – Ciclotrekking

#2 Podcast – Ciclotrekking

Itinerário Ciclotrekking

A viagem começou exatamente no dia 12 de Outubro de 2019, saindo da cidade de Porto Alegre às 6:00 horas da manhã com destino a Rio Grande/RS via ônibus, o Edson desembarcou às 11:00 horas e por volta do 12:00 hs já começou a pedalada.

Neste primeiro trecho Edson percorreu cerca de 75 km com tempo nublado, com pouco vento mas as condições meteorológicas mostravam chuva à frente, conforme ia pedalando via alguns relâmpagos no horizonte, decidiu que iria parar para montar acampamento, mas como não havia um ponto bom de parada continuou sua pedalada até mais ou menos 17:00 hs da tarde, onde encontrou um local bom para fazer um acampamento selvagem em uma área ao lado da rodovia entre as cidades de Rio Grande e Santa Vitória do Palmar/RS.

Primeiro acampamento selvagem – Ciclotrekking

Depois de armar a barraca e organizar os equipamentos começou a chover forte, ventou também e relampejou estendendo assim por toda a noite, Edson relata que foi uma primeira noite complicada.

Na manhã do dia 13 de Outubro o dia amanheceu nublado, depois de desmontar a barraca e organizar os equipamentos, Edson seguiu viagem, neste dia ele atravessou a Reserva Ecológica do Taim (principal reserva do Rio Grande do Sul) percorrendo muitos quilômetros pedalando com chuva forte.

Ciclotrekking – Pra lá do Fim do Mundo

Neste mesmo dia Edson pedalou algumas horas a noite, pois não encontrava um local apropriado para montar o acampamento, lembrou que à frente havia uma boa parada e seguiu pedalando até onde continha um posto de combustíveis e um posto policial abandonado.

Chegou por volta de 20:00 hs da noite totalizando um percurso de 98 km, no posto de combustíveis tomou um banho quente e dali seguiu até o posto policial abandonado para montar acampamento, dentro desse posto policial o Edson decidiu fazer apenas um bivak, estendeu o isolante térmico e o saco de dormir e quando passou desodorante, dali em diante começou o primeiro grande perrengue da viagem.

“Ao passar desodorante apareceu umas 10 (dez) abelhas no local, não sabendo se ali continha mais abelhas, entrou para dentro do saco de dormir fugindo das abelhas e quando se deu conta havia entrado duas em seu saco de dormir, depois de tomar duas ferroadas conseguiu matar essas duas abelhas. Edson relembra que ouvia barulho fora do saco de dormir, decidiu então que iria dormir sem fazer o jantar”.

Na manhã seguinte acordou dia 14 de Outubro de 2019, saiu do saco de dormir e percebeu que todas as abelhas estavam mortas, por sorte dele havia feito frio a noite isso teria matado as abelhas.

Depois de ter ajeitado todos os equipamentos, seguiu viagem percorrendo 85 km com ventos laterais que o empurravam para fora da rodovia, chegou na Barra do Chuy por volta 17:00 horas e logo encontrou um camping estruturado chamado Route 66.

Fonte: Onde Acampar
Camping Route 66

Hoje dia 17 de Outubro de 2019, Edson está completando 3 (três) dias de descanso no camping Route 66, pretendendo sair amanhã dia 18 de Outubro de 2019 com destino à cidade de La Coronilla, depois Punta del Diabo.

Até o presente momento estas são as últimas informações que temos aqui sobre o Ciclotrekking, até o próximo post!

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Faltando alguns dias para começar a expedição Ciclotrekking – Pra lá do Fim do Mundo, Edson Maia fala o motivo de sua expedição e nos conta um pouco dos trajetos que irá percorrer até chegar ao extremo sul da América do Sul. Ouça o primeiro podcast dessa aventura e comente!

#1 Podcast – Ciclotrekking

A data já está marcada, o Ciclotrekking – Pra lá do fim do mundo começará oficialmente no dia 12 de Outubro de 2019.

Edson Maia de maneira solo e autossuficiente irá percorrer o cone Sul da América do Sul em uma viagem dividida em três etapas.

Começará pelo Rio Grande do Sul (cidade de Chuí ou Cassino, em Rio Grande), passa por toda a extensão do litoral uruguaio até chegar na cidade de Buenos Aires, onde seguirá de ônibus até Bariloche.

A segunda etapa da viagem intenta explorar alguns dos principais pontos de aventura na Patagônia Chilena e Argentina, tendo como ponto mais extremo da expedição a Isla Navarino, no Chile.

Após cruzar por lancha o Canal de Beagle e chegar em Ushuaia, inicia-se o terceiro trecho da viagem, que tem o Norte como rumo, percorrendo assim o desértico trecho da costa litorânea da Patagônia Argentina e posteriormente o retorno ao Brasil.

Além da cicloviagem em si, várias atividades de trekking e hiking nos principais parques nacionais  serão feitas durante a jornada, tanto no Chile como na Argentina.

Confira o projeto completo online Ciclotrekking, clicando aqui!

Perfil do aventureiro

online Ciclotrekking
Foto: Arquivo pessoal

Edson Maia tem 49 anos e é natural da cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Amante da natureza e entusiasta das práticas ao ar livre, é colunista deste portal e influencer da rede colaborativa AventureBox, onde periodicamente gera conteúdos de mídia relacionados com atividades outdoors tais como: Montanhismo, trekking, hiking, acampamentos e ciclismo. Respeita e acredita no poder transformador da natureza, atendendo sempre às regras do Mínimo Impacto em ambientes naturais, em qualquer que seja a atividade.

Agradecimentos

Não podemos deixar de agradecer as nossos patrocinadores e apoiadores: Filipe Flop, Poli Marcas e Patentes, Trekking RS, AventureBox, Solo Outdoor e Travel e Patos do Sul, sem eles não seria possível realizar esse sonho.

online Ciclotrekking

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Trekking Pico do Tabuleiro

A trilha do Pico do Tabuleiro está dentro do território do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro que é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza, com território distribuído pelos municípios catarinenses de Florianópolis, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas, São Bonifácio, São Martinho, Imaruí e Paulo Lopes.

Com uma área de 84 130 ha, Serra do Tabuleiro é a maior unidade de conservação de proteção integral do estado de Santa Catarina.

Origem: Wikipédia

As montanhas estão chamando e eu tenho que ir.

Essa foi mais uma daquelas pequenas aventuras que, de tempos em tempos, acontece de modo espontâneo. Sem grandes alardes ou planejamentos, bastando apenas um convite curto e grosso.

Durante uma tarde de trabalho no mês passado, entre uma tarefa e outra dos meus plantões, “pipocou” na minha telinha, uma notificação de mensagem.  Pensando eu que se tratava de mais alguma tarefa de trabalho, ao abrir a mensagem, fui surpreendido com um “Vamos subir o Tabuleiro?”. Era o convite do Fábio Almeida, que para quem não sabe, é o cara que faz acontecer o Pedal Nativo (site de cicloturismo e afins).

Sabendo do destino, a data e também quem estaria na empreitada, topei de imediato.

Estava formada então a trupe inédita: Fábio AlmeidaMário Nery e eu.

Sábado, dia 15 julho.

Coloquei o relógio para despertar bem mais cedo do que estou acostumando acordar. O plano era pegar o ônibus bem cedo e encontrar meus camaradinhas em Floripa e de lá, numa curta viagem de carro de pouco mais de uma hora, chegar ao ponto zero que fica junto do maneiríssimo Café do Tabuleiro.

Trilheiros no Tabuleiro

Ao chegarmos ao Café do Tabuleiro, por volta de 11 horas, sem demora, pegamos nossas mochilas cargueiras e entramos na trilha que começa ali mesmo.

A trilha e eu já éramos conhecidos. Em 2015, junto com mais dois amigos, fizemos em quatro dias a duríssima e até então quase desconhecida Travessia da Serra do Tabuleiro. (Quer saber como foi essa empreitada? clique aqui).

Uma longa subida em meio ao bambuzal

A trilha de um modo geral, não apresenta dificuldades técnicas, porém pode surpreender tornando-se um desafio bastante desgastante se a vegetação estiver alta e fechando o caminho. Daí é aquela coisa que só sabe quem já fez um clássico vara mato com uma mochila cargueira nas costas sendo agarrada quase que o tempo todo pelos bambuzinhos infernais.

O lado bom da trilha fechada é que podemos dizer que aproximadamente 80% do caminho está abrigado do sol. Isto é um grande alívio.

O tempo de caminhada varia bastante. Depende além das condições da trilha, do condicionamento físico e da carga que se está levando para o alto. Em média, a subida com cargueiras, leva algo entre quatro e seis horas. Sem carga, acredito que três horas são suficiente para alcançar o topo sem correria.

Iniciamos nossa subida tarde. Passava das onze horas, mas sabendo que tínhamos tempo de luz suficiente para chegar ao nosso objetivo, engatamos uma marcha lenta, pois apensar do inverno estar batendo na porta, o dia estava bastante quente, sendo assim, deveríamos administrar bem o consumo de água uma vez que só existem pontos de captação do precioso líquido no início da trilha.

Backpacker Tabuleiro

A alta temperatura, o peso das cargueiras e as datas de expedição das certidões de nascimento dos membros da trupe, foram as garantias da “sofrência”. Tal situação obrigava que em vários momentos déssemos pequenas paradas para tomar um ar, baixar a frequência cardíaca e beber alguns goles de água, antes que alguém tivesse um troço, ou um treco ou até mesmo um piripaque e com isto, fossemos obrigados a acionar o S.O.S no rastreador Spot. kkkk

Depois de percorrer pouco mais de seis quilômetros, em mais de cinco horas de trilha, o caminho estava abrindo e finalmente estavam superados os mais de mil e cem metros de subida.

Pico do Tabuleiro

Restava ainda por volta de uma hora de luz natural. Aproveitamos para descansar um pouco, comer algo e montarmos o nosso acampamento e logo em seguida, aproveitar um dos momentos altos de nossa pequena aventura de final de semana: um fantástico pôr do sol por detrás da Serra do Tabuleiro.

Camping Tabuleiro

Sob o céu que nos protege

Após apreciarmos uma espetacular viração do dia, a noite prometia ser boa. A ausência de vento e a temperatura agradável, foram a nossa garantia de um jantar saboroso e com um bate papo divertido sentados no chão, sob as estrelas e iluminados pela lua quase cheia.

Depois do momento relax total, e estando todos muito bem alimentodos com um saboroso prato de montanha preparado pelo chef Nery, era chegada a hora de recolher. O cansaço do dia de trilha e o friozinho ameno fizeram a turma dispersar, indo cada um para a sua barraca.

Cozinha de camping

Ainda ficamos de conversa fiada e rindo das câimbras que se manifestavam em alguns integrantes deste fabuloso time de aventureiros.

A noite foi longa, silenciosa e tranquila. Lembro-me de ter acordado algumas vezes com a claridade da lua iluminando a barraca. Nada que me impedisse de ter um bom descanso numa noite impecável no hotel um milhão de estrelas.

Camping Tabuleiro

Domingo, 16 de julho.

Pro dia nascer feliz

Por volta das seis horas, ainda bem escuro, escutei o barulho de um zíper de barraca abrindo e uma movimentação ao redor do nosso acampamento. Era o Mário que foi o primeiro corajoso a sair do conforto do saco de dormir para assistir ao sol nascer.

Após enrolar alguns minutos, e vendo um pequeno romper de claridade, também tomei coragem para sair da barraca. Não estava muito frio.

Serra do Tabuleiro

Calcei minhas botas, peguei minha câmera e fui ao encontro do Mário. Não demorou muito e o Fábio logo se juntou com ao grupo no ponto mais alto para assistirmos o espetacular show de cores que foi o nascer do sol naquela manhã de domingo.

Assim que o sol se ergueu no horizonte, dando-nos bom dia, voltamos ao acampamento para preparar o café e espantar de vez o sono e a preguiça.

Com a cafeína correndo no sangue, tratamos de desmontar o circo e pegar o rumo do nosso caminho de volta.

Pra baixo todo santo ajuda. Or not

A longa caminhada até o Café Tabuleiro, durou mais de quatro horas. O calor, a falta de água e a combinação do peso da mochila cargueira com a descida que parecia interminável, fez com que déssemos algumas paradas para descansar.

Ao chegar ao ponto de água, fizemos uma parada longa para hidratar, mastigar alguns biscoitos e dar uma refrescada. Faltava pouco agora.

Depois de matar a sede e descansar um pouco, demos jeito de fazer aquele esforço final.

Com pouco mais de meia hora, já estávamos novamente no Café Tabuleiro. Colocamos nossas mochilas no carro e fomos rapidamente saborear aquela tão sonhada Coca-Cola gelada e bater papo divertido com o pessoal do café.

Após nos despedirmos do pessoal do Café, seguimos direto para a casa do Fábio, onde ainda rolou um churrasquinho de confraternização. Mas isso já é outra história. kkk

Fim.

Dicas:

– A melhor época do ano é outono e inverno;

– O Café Tabuleiro possui estacionamento seguro ao custo de R$ 10,00;

– Use roupas compridas;

– Leve toda a água que irá precisar;

– A trilha, embora bem nítida, não possui nenhuma marcação. Tenha atenção;

– A trilha exige muito esforço. Esteja bem preparado fisicamente.

Mínimo Impacto

1 Planeje com antecedência sua aventura;

2 Caminhe na trilha;

3 Leve seu lixo embora;

4 Deixe tudo como encontrou;

5 Não faça fogueiras;

6 Respeite a vida selvagem;

7 Seja cordial com outros visitantes.

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