Cachoeira da Alegria

Cachoeira da Alegria

Se você é o tipo de pessoas igual a mim que não se contenta com os locais já explorados, está a procura de um destino novo para curtir o verão, então lhe apresento a Cachoeira da Alegria, localizada na cidade de Farroupilha/RS.

O nome da cascata surgiu em relação a um pequeno galpão selvagem dado como nome Rancho da Alegria que se encontra no local.

A Cachoeira da Alegria, é um destino totalmente inexplorado, está dentro de uma área particular nas margens da rodovia RS – 448, essa estrada liga as cidades de Farroupilha e Nova Roma do Sul/RS.

O arroio onde se localiza a cachoeira vem do distrito de Vila Jansen, pertencente a cidade de Farroupilha e cerca de uns 500 metros à frente da cachoeira é unido pelo rio 14, onde estes desaguam no grandioso Rio das Antas.

A geografia da Serra Gaúcha é propícia para a exploração de pequenas cascatas e cachoeiras, acreditamos que devem existir mais de 500 cachoeiras só na região da serra ainda inexploradas ou desconhecidas pela maioria das pessoas.

O atrativo natural é composto por pequenas quedas de água que formam uma linda cachoeira de águas geladas e cristalinas, o local é convidativo para banhar-se nas águas da Cachoeira da Alegria em dias de verão.

Cachoeira da Alegria
Foto: Luís H. Fritsch
Cachoeira da Alegria

Foto: Luís H. Fritsch
Cachoeira da Alegria

Foto: Luís H. Fritsch

Caso você deseje conhecer esse local, recomendamos a contratação de um guia que conheça a região, caso você vá sozinho ou com amigos, vá com cuidado.

Como o acesso à Cachoeira da Alegria se encontra ao lado da RS – 448, não há disponibilidade de estacionamento, pois a rodovia não prove de acostamento. Caso você vá com veiculo 4×4, você poderá descer pela trilha até o Rancho da Alegria.

Indicamos ir até o Gparque Farroupilha e acessar as trilhas que levam até a Cachoeira da Alegria e as outras belas cascatas existentes no Rio 14. Do Gparque até a Cachoeira da Alegria tem aproximadamente 12 quilômetros de trilhas ida e volta até chegar lá. 

Gparque Farroupilha
Foto: Luís H. Fritsch

Se você tem vontade de fazer essas trilhas, entre em contato com a gente! Temos um time de pessoas experientes para lhe conduzir pelas melhores trilhas da Serra Gaúcha.

Cascata do Bordin

A Cascata do Bordin está localizada dentro da propriedade da família Bordin, no município de Flores da Cunha/RS – Brasil.

O acesso a parte de cima da Cascata do Bordin encontra-se fechada no momento, mas é possível contemplar a sua beleza pelos caminhos que levam a parte de baixo da queda de água.

Com aproximadamente 80 metros de altura, as águas dessa cascata despencam entre os paredões da serra gaúcha, formando inúmeras outras cachoeiras pelo caminho até chegar no Rio das Antas.

Há duas maneiras de conhecer esse atrativo turístico no interior da cidade de Flores da Cunha, à primeira delas é pelo Mirante Gelain, onde você pode visualizar boa parte dos vales e montanhas que compõem a serra gaucha, em uma vista panorâmica.

Cascata do Bordin
Crédito: Luís H. Fritsch
Cascata do Bordin
Crédito: Luís H. Fritsch
Cascata do Bordin
Crédito: Luís H. Fritsch

Para os mais aventureiros é possível descer até a base da cachoeira, e contemplar essa beleza natural por um outro ângulo.

A trilha que dá acesso a Cascata do Bordin está dentro do Mirante Gelain, falando com o administrador Marcos é possível percorrer o caminho sem auxílio de um guia especializado.

Recomendamos que para facilitar o trajeto até a queda de água você vá com alguma pessoa experiente em trilhas e que conheça a região, nunca vá sozinho fazer trilhas na natureza.

O caminho para a Cascata do Bordin possuí um grande desnível, já nos primeiros metros da trilha vem o primeiro desafio, passar por meio de uma fenda rochosa, seguindo pelo trajeto marcado você descerá margeando o paredão que fica do lado direito.

Logo em seguida vem o segundo desafio, descer uma trilha inclinada segurando uma corda (a corda está fixada ali sempre), logo após você terá que descer por uma escada fixada no paredão.

Se você sofre de problemas nas articulações, medo de altura ou problemas cardíacos não recomendamos fazer essa trilha.

Depois de descer a escada você verá uma bifurcação de trilhas, siga pelo lado esquerdo, neste trecho deve-se prestar muita a atenção, pois há pedras de todos os tamanhos, muito cuidado para não torcer o pé entre uma pedra e outra.

A trilha segue assim até chegar em um ponto onde é necessário prender uma corda para descer com mais segurança, dali em diante a trilha leva até a base de uma pequena cachoeira de aproximadamente 6 metros de altura.

Para acessar a Cascata do Bordin, você terá que cruzar o rio, muito cuidado nesta hora, pois a passagem se dá entre essa cachoeira de 6 metros e um tobogã natural gigante de águas cristalinas que descem em velocidade formando uma outra cascata de mais de 30 metros de altura aproximadamente. Para sua maior segurança, recomendamos esticar uma corda de um lado a outro do arroio.

Cascata do Bordin
Crédito: Luís H. Fritsch

A Trilha segue na margem direita do arroio, subindo um caminho através de pedras gigantescas e lisas, muito cuidado para não escorregar e vir a sofrer alguma torção.

Ao chegar na Cascata do Bordin, o visual é de tirar o fôlego, águas cristalinas despencam pelo paredão cerca de 80 metros, estar ali presenciando o poder das águas nôs faz pensar o quanto somos pequenos em relação a natureza que nos cerca.

Cascata do Bordin
Crédito: Luís H. Fritsch

A trilha toda é de nível moderado, pois a inúmeras pedras lisas e soltas, em alguns pontos é necessário segurar-se em árvores e usar cordas para apoio.

Lembre-se de sempre estar com calçados adequados para trilhas e pré amaciados, aqui em nosso site você pode conhecer os melhores calçados para trilhas e aventuras, acesse.

Cascata do Bordin
Tênis Salomon Speedcross 4 – Crédito: Luís H. Fritsch

Ferrovia do Vinho abandonada

Depois de um bom tempo de planejamento e busca por informação na rede, decidimos fazer uma trilha que nos permitisse conhecer o máximo dos principais túneis e viadutos abandonados da Ferrovia do Vinho em Bento Gonçalves.

Por imagens do Google Maps e OpenRailwayMap marcamos os principais pontos e decidimos nosso trajeto sem ter a certeza de que seria viável ou não em questão das condições de abandono da ferrovia.

Iniciamos nosso trajeto as 6:00 horas da manhã a partir da ponte Ernesto Dornelles, famosa por seus arcos sobre o Rio das Antas, e que conecta os municípios de Bento Gonçalves e Veranópolis no Rio Grande do Sul. Deixamos o carro em frente ao restaurante que se encontra próximo a ponte e seguimos nosso caminho.

Tomando uma estrada de paralelepípedo logo se pode entrar a direita em uma fenda talhada em rocha, aí está um túnel da Ferrovia Tronco Principal Sul (TPS). Tomando a esquerda seguimos pelos trilhos aproximadamente 5 km até chegar ao Túnel Y, neste ponto duas ferrovias se juntam a TPS e a Ferrovia do Vinho, que desde 1992 está desativada desde que o trem turístico Maria Fumaça passou a operar entre as cidades de Carlos Barbosa e Bento Gonçalves.

Ferrovia do Vinho abandonada

Ferrovia do Vinho abandonada

Aproveitamos para seguir até a ponte ferroviária que cruza o Rio das Antas ainda pela TPS, já tinha amanhecido e a visão era espetacular, dos vales e da casa de máquinas da central hidrelétrica.

Ferrovia do Vinho abandonada

Ferrovia do Vinho abandonada

Após tomarmos umas fotos e vídeos, decidimos regressar ao túnel Y, mas agora tomando a saída para a Ferrovia do Vinho. A primeira impressão que tivemos ao sair do túnel era que não seria possível seguir, pois o começo da trilha apresenta muitas quedas de barreira e consequentemente alagamentos em certas partes, porém o lugar demonstrava rastro de que trilheiros com suas motos passavam por aí, então seguimos. O caminho apresentou melhoras e nos deu motivação para seguir adiante.

Ferrovia do Vinho abandonada

Ferrovia do Vinho abandonada

Andamos por vários quilômetros até chegarmos próximo ao primeiro túnel da ferrovia do vinho após o túnel em Y, este possui um comprimento de 514 m, e passa por debaixo do povoado de São Luiz das Antas que no passado era uma vila militar.

Passando o túnel seguimos pelos trilhos perdidos entre a vegetação, barro e pedras até encontrar com a estrada que dá acesso a São Luiz das Antas. Neste ponto decidimos subir pela estrada até o povoado, para seguir pelos trilhos da segunda volta que a ferrovia dá no morro para poder ganhar altitude, até porque seguir pelos trilhos naquele ponto não foi uma opção pelo tempo que teríamos e sua condição, porém é um possível caminho para uma trilha futura, ou um trekking de 2 dias pois existem, pelo menos, outros 2 túneis neste trajeto.

Chegando a São Luiz das Antas avistamos os trilhos da segunda volta da ferrovia e  perguntamos aos locais que vivem na antiga estação de trem como poderíamos seguir até o próximo túnel e os dois viadutos. Nos informaram que deveríamos apenas seguir pelos trilhos e que era possível pois há uma trilha neste trajeto.

Ferrovia do Vinho abandonada

Ainda próximo a vila, caminhamos um trajeto com muito lixo e água que apresentava coloração estranha devido ao povoado que está na parte superior da ferrovia, caminhamos um bom trajeto  até então depararmos com o túnel, o de número 3, que possui 599 m de distância. Logo na saída já está um viaduto, o maior em comprimento de todo o trajeto de Bento Gonçalves a Jabuticaba. Este lugar é incrível para descansar e apreciar os vales e as montanhas talhadas pelos rios daquela região. O local também faz questionar o porque de tanto dinheiro público investido na década de 40 com a ferrovia e o porque de ela estar assim atualmente, sendo que ainda consta na página do governo como uma ferrovia ativa.

Ferrovia do Vinho abandonada

Logo após um descanso e almoço sobre os trilhos do viaduto, decidimos seguir até o próximo viaduto que apresenta menores dimensões, mas que, no entanto, possui uma cascata muito próxima que se encontra escondida entre a vegetação, a visão e o sentimento de estar em contato com a natureza são incríveis.

A seguir visitarmos este último viaduto, decidimos que era hora de voltar para o carro que havíamos deixado perto da ponte, regressamos até o primeiro viaduto que havíamos visitado e tomamos a descida para a cachaçaria Casa Bucco, no entanto é uma propriedade privada, assim que é muito importante ligar com antecedência para a cachaçaria para avisar que vão descer e passar pela propriedade, fazendo isso não há problema, são muito receptivos.

Ferrovia do Vinho abandonada

Ferrovia do Vinho abandonada

Assim, terminando um caminho de 19 km chegamos novamente ao nosso ponto de partida com um enorme sentimento de satisfação em passar por todos estes lugares de tirar o fôlego e que nos fazem perceber que não se precisa de muito para ser feliz, basta sair da zona de conforto e desbravar estes lugares desconhecidos pela maioria das pessoas.

 

Para acompanhar este caminho, veja o vídeo com os principais momentos deste percurso:

Rio 14

Você já ouviu falar do Rio 14, este não é um rio normal, pois em boa parte dele é possível encontrar lindas cascatas, cachoeiras e cenários de tirar o fôlego.

O rio 14 está localizado no interior do município de Farroupilha/RS, mais precisamente na localidade de Vila Jansen/Mato Perso. O rio faz divisa com a cidade de Nova pádua e Flores da Cunha/RS.

No local o que chama mais atenção são as inúmeras piscinas naturais que se formam com o despencar das águas cristalinas das cachoeiras e cascatas, locais propícios para nadar e saltar do topo das quedas de água.

Para quem não é muito chegado em nadar em rios ou sofre de algum trauma de infância, o local conta ainda com inúmeras trilhas, podendo ser realizadas a pé, de bicicleta, motos ou Jeep´s.

As cascatas e cachoeiras estão muito próximas uma das outras, nos fins de semana é possível encontrar muitas pessoas no local, geralmente essas pessoas vão no inicio da manhã para aproveitar melhor o dia. Fazer um churrasco na beira do Rio 14 pode ser uma experiência diferente, essa atividade pode ser feita tranquilamente em família.

No mapa abaixo você pode ver todas as quedas de água e os caminhos para se chegar em cada uma delas, veja abaixo:

Cachoeiras Rio 14

Para chegar nas cachoeiras e cascatas é pelo GParque Farroupilha, caminha-se aproximadamente uns 500 m até se chegar na Cachoeira 1 (veja no mapa), a trilha é de nível fácil, mas é recomendada para pessoas que já pratiquem certos exercícios físicos.

Informações sobre o GParque Farroupilha/2018

Entrada no parque  R$ 5,00 reais por pessoa e não é liberada a entrada com bebidas!

É possível fazer as trilhas até o Rio 14 sem custos adicionais, além disso o parque disponibiliza outras atividades e um ambiente tranquilo e sossegado para você aproveitar o máximo o seu fim de semana.

Seguem as atividades cobradas à parte:

  • Piscina 10,00
  • Tirolesa 15,00
  • Rapel 50,00
  • Escalada 20,00
  • Churrasqueira 15,00
  • Camping 10,00

As atividades são por ordem de chegada.

Horários de funcionamento:

O GParque Farroupilha funciona somente nos finais de semana. Sábado e Domingo das 9 às 18 horas.
Este ano não está sendo oferecido almoços ou o café.

Cascatas e Cachoeiras do Rio 14 

A primeiramente Cachoeira é a de número 1, esse local é perfeito para fazer um churrasco em família, pois a cachoeira possui águas cristalinas e uma linda piscina natural, onde o seu poço não passa de 2 metros de profundidade em dias de muita chuva.

Cachoeiras Rio 14

Cachoeiras Rio 14

Seguindo a trilha você chegará na Cascata 2, essa é uma ótima opção para quem gosta de nadar, saltar do alto da cascata pode ser uma alternativa para os mais aventureiros, o poço da cascata possui boa profundidade e ampla piscina natural.

Cachoeiras Rio 14

A Cachoeira 3 é uma corredeira propriamente dita, para quem gosta de tirar fotos e contemplar a paisagem esse lugar pode ser bem agradável, mas não tente tomar um banho nessa cachoeira, pois o risco de alguém se machucar é alto, em cachoeiras com corredeiras não se deve brincar, fique atento.

Cachoeiras Rio 14

Da Cachoeira 3 até a de número 1 você só terá que descer o rio, até a cascata 3 existem trilhas demarcadas, após essa, você deve seguir pelo leito do rio propriamente dito.

Recomendamos que esteja munido com um cantil de água potável, tênis/botas confortáveis e pré amaciados e roupas confortáveis, pois o caminho até a Cachoeira 1 é um tanto escorregadia e muito perigosa, caso você tenha problemas físicos, não recomendamos conhecer a Cachoeira 1.

A Cachoeira 1 é a mais perigosa deste rio, não subestime a força da mãe natureza, esse atrativo possui belas corredeiras que levam diretamente para uma queda de mais de 10 metros de altura. Não tende saltar no poço dessa cachoeira, algumas pessoas já perderam a vida aqui, pois o poço não é muito fundo, além de possuir gigantescas pedras no fundo. A Cachoeira 1 está ali apenas para contemplação dos aventureiros.

Cachoeiras Rio 14 Cachoeiras Rio 14

Você deve estar se perguntando sobre a Cascata de número 5? Essa é o maior atrativo com aproximadamente 60 metros de altura, para chegar é muito fácil, possui trilhas que levam até ela e pode ter certeza que todo esse caminho vale a pena trilhar.

Cachoeiras Rio 14

O caminho que leva a Cascata 5 é por dentro da mata nativa, por isso é preciso ir com cautela, pois você poderá encontrar animais peçonhentos pelo caminho, como cobras Jararacas, aranhas e plantas da família da Urtiga, essas plantas podem dar alergias e cosseira, caso venha a encostar nessa planta é recomendado que ponha a mão diretamente na água corrente e evite coçar.

Rio 14

No local a também inúmeras borboletas, conforme a época do ano é possível ver uma infinidade desses animais, fique de olhos bem abertos e encante-se com a fauna e a flora desse lugar.

Rio 14

Rio 14

Rio 14

O vídeo abaixo, captado por uma de nossas lentes, mostra um pequeno cardume de peixes curiosos.

Ficou com vontade de conhecer esse lugar incrível, então arruma a mochila, convide seus amigos e bora aproveitar um fim de semana de muita aventura nesse paraíso a céu aberto.

Trilha da Capelinha

Às margens da ERS 448, que liga Farroupilha a Nova Roma do Sul/RS – Brasil, há uma Capelinha abandonada, resolvemos fazer a trilha optando pela subida da corredeira do rio em busca de uma cascata maior.

Inicialmente recomenda-se que esse tipo de trilha seja feito por pessoas experientes ou que haja acompanhamento de um guia que possa orientar sobre os cuidados necessários nessa modalidade de aventura.

Trilha da Capelinha

A Trilha da Capelinha é de nível médio, mas pode se tornar perigosa por ser no meio de pedras, com água mais profunda em determinados locais, bem como podem ser encontrados animais peçonhentos como cobras e aranhas. Como ali a presença desses animais é mais rara, não há necessidade de proteção para as pernas, basta ter atenção e cuidado na caminhada, para evitar picadas.

Trata-se de trilha de constante subida, o que a torna cansativa, exigindo preparo físico de quem resolver encarar essa atividade. Durante praticamente todo o trajeto se caminha na sombra, pois o leito do rio é cercado por uma flora nativa e densa.

Trilha da Capelinha

Em alguns trechos o percurso tem certa facilidade, porém em outros requer muito cuidado por conter pedras lisas e escorregadias. Os mais experientes conseguem atravessar sem molhar os pés passando sobre as pedras maiores, no entanto, aos iniciantes recomenda-se que sejam bem cautelosos, sendo preferível passar pela água com segurança do que pular de uma pedra para outra, o que pode ocasionar quedas, e consequentemente fraturas ou batida de cabeça nas pedras.

Trilha da Capelinha

Certos trechos são mais difíceis, exigindo escalada pelas pedras ou passagem na água com certa profundidade, sendo essa última apenas aconselhada para os que sabem nadar. Para maior segurança na escalada sobre as pedras maiores o uso de corda de auxílio tem extrema importância.

Percorrer essa trilha de pedras irregulares não é para qualquer um, exigindo muita atenção a cada passo para que não ocorra nenhum acidente. As mãos são usadas em grande parte da trilha para nos apoiarmos nas pedras. Em vários pontos há pequenas quedas de água que tornam a caminhada maravilhosa e valem cada minuto de esforço. Presentes no local, também, piscinas naturais, com águas limpas e geladas, onde é possível banhar-se.

Trilha da Capelinha

Não há exigência de treino específico para realizar a Trilha da Capelinha, porém, recomenda-se preparo físico e alongamento antes de depois da trilha, para evitar lesões e dores musculares no dia seguinte.

O uso de tênis ou bota é indispensável, bem como roupas confortáveis e de secagem rápida. Importante levar água ou filtro para água e lanche para trilha. Quem for alérgico a picadas de insetos deve fazer uso de repelente.

Trilha da Capelinha

Vale destacar que esse tipo de trilha não deve ser feito em dias de chuva ou após ter chovido, visto que as pedras ficam mais escorregadias, o leito do rio mais cheio e podem ocorrer as trombas d’água.

Percorremos a trilha até determinado ponto onde a passagem se tornou mais complicada e, diante do adiantado da hora, resolvemos voltar e retornar em outro dia. Aguarde, em breve, mais relatos e fotos sobre a Trilha da Capelinha.

Acampar em uma cascata pode ser uma alternativa nesse verão

Já pensou em acampar em uma cachoeira, parece estranho dizer isso, mas existe este lugar e ele está pertinho de nós.

A Serra Gaúcha é uma região encantadora, possui vales, cascatas, cachoeiras, e inúmeras outras opções de lazer, aqui no nosso site, você pode conhecer boa parte destes atrativos. Mas vamos ao que interessa, você já pensou em acampar em uma cachoeira? Se a resposta for sim, então você tem que conhecer a Cascata do Borela.

Este atrativo é um tanto inexplorado pela maioria das pessoas que moram nessa região, é um cenário de uma beleza natural intocada, a cascata localizada no município de Nova Pádua/RS – Brasil.

A Cascata do Borela está dentro de uma propriedade particular, por isso deve-se pedir permissão para chegar até o local. A trilha que leva até a base da cascata é um trecho curto de aproximadamente 300 metros, caminha-se em meio a mata por um caminho antigo, cercado por belas árvores, pedras enormes e pequenas quedas de água.

acampar na serra gaúcha
Foto: Eduardo Bassotto

A trilha em si é de nível fácil, recomendamos essa caminhada para pessoas que praticam atividades físicas regularmente, tenha em mente que trilhar esse caminho não é assim tão simples, em muitas vezes você terá que transpassar obstáculos, isso é, subir e descer de pedras lisas, agarrar-se em árvores, molhar os pés.

Ao chegar na base da Cascata do Borela, nôs surpreendemos com a altura, são 60 metros de queda livre, ali forma-se uma piscina com água cristalina, o que é ótimo nos dias de calor.

acampar na serra gaúcha

acampar na serra gaúcha

Caso você queira acampar no local, o mais indicado é em meio a cascata, neste local existe um platô gigante, que pode acomodar umas 10 barracas aproximadamente, o solo porém é de pedra, então sugerimos levar uma barraca auto-portante, isso é, uma barraca que consiga ficar armada sem o uso de espeques.

Vale ressaltar que esse local não tem nenhuma infraestrutura disponível, então vá precavido!

acampar na serra gaúcha

Para quem é mais corajoso é possível praticar rapel, na crista da cascata tem inúmeros pinos, que facilitam a ancoragem das cordas. Mas esteja sempre atendo com as questões de segurança, não pratique esse esporte sem conhecer o trabalho da empresa que irá realiza-lo. Nós do Trekking RS, recomendamos a empresa parceira Sol de Indiada e a Adrenalina Vertical para a execução das atividades de rapel nesse atrativo.

acampar na serra gaúcha

acampar na serra gaúcha

Achou interessante e quer conhecer esse lugar incrível com seus próprios olhos, então entre em contato com a gente, nós te levamos!

acampar na serra gaúcha

Na trilha das Gêmeas Gigantes

A trilha das Gêmeas Gigantes é a maior do Parque das 8 Cachoeiras, sendo ela toda auto guiada, percorre um caminho com inúmeras belezas naturais ainda intocadas e dezenas de pequenas cascatas fazem deste local um espetáculo único.

Essa caminhada deve ser realizada por pessoas com um bom preparo físico, pois a trilha é percorrida por dentro da mata nativa, com inúmeros degraus, uns construídos pelo parque e outros naturais, grande parte do trajeto caminhamos pela lama, por cima de pedras lisas e raízes.

Durante o trajeto podemos ver inúmeras placas que direcionam para outras cachoeiras do parque, o caminho é muito bem sinalizado, nos lugares onde há perigo de quedas, a sempre um arame, uma corrente ou uma escada para nos ajudar, toda a trilha é demarcada pela cor amarela, pintadas nas pedras e árvores, em alguns locais possui ainda, flechas para mostrar a melhor direção a percorrer, evitando assim que os caminhantes se percam dentro da mata.

Para chegar na cachoeira das Gêmeas Gigantes é preciso caminhar por dentro do leito do rio, cruzando-o aproximadamente vinte e duas vezes, nestas cruzadas, podemos nos deparar com água até os joelhos, deve-se prestar a atenção para não sofrer escorregões, pois na grande maioria das vezes as pedras tendem a ser extremamente lisas.

Para pessoas que gostam de fazer fotos de longa exposição em ambientes naturais, essa trilha é um vislumbre, a cada cruzada do rio é possível ver lugares incríveis para se capturar belas imagens. Compartilhamos com vocês um pouco da nossa paixão das fotografias de paisagem.

Todas as fotos capturadas nessa trilha foram tiradas usando uma maquina Nikon D90, filtro Hoya ND 1000/3.0 10 Stops e depois ajustadas em programa de edição de fotografia. Nossas fotos são capturadas de maneira artística, tentamos manter as cores o mais próximo do real para que você consiga ver a beleza deste lugar como ele realmente é.

Gêmeas Gigantes
Na trilha das Gêmeas Gigantes
Gêmeas Gigantes
Na trilha das Gêmeas Gigantes
Gêmeas Gigantes
Na trilha das Gêmeas Gigantes

A caminhada tem aproximadamente 8 quilômetros de extensão, sendo possível faze-la em cinco horas. Começamos a trilha por volta de 09:50 horas da manhã no dia 25 de novembro de 2017, chegamos nas Gêmeas Gigantes por volta de 12 horas e 20 minutos em sua base.

Gêmeas Gigantes
Cachoeira das Gêmeas Gigantes

Às 14 horas começou a chover, estávamos em meio a trilha de volta, neste momento só queríamos sair o mais rápido possível das margens do rio, pois sabemos que quando chove muito em um local onde há rios, podem ocorrer “rolos de água”, isto é! São grandes volumes de água que se deslocam em velocidade rio abaixo, levando tudo aquilo que encontra.

Chegamos por volta das 16 horas e 30 minutos no Parque das 8 Cachoeiras, a chuva nos impediu de conhecer o restante das cachoeiras, mas mesmo assim pudemos fazer inúmeras fotos de qualidade e ter experiencias incríveis.

Gêmeas Gigantes
Vista do Vale

O Parque das 8 Cachoeiras e das Gêmeas Gigantes é um lugar que recomendamos a todos conhecerem, possui uma beleza intocada, trilhas organizadas e muito bem sinalizadas. No parque ainda é possível se hospedar nas lindas cabanas com vista para o vale, apartamentos aconchegantes ou para os mais aventureiros, ficar no camping. Todos estes meios de hospedagens são muito bem organizados, possui chuveiro quente para os campistas, sala de jogos com cozinha compartilhada e restaurante.

Para chegar ao Parque das 8 Cachoeiras é muito fácil, está localizado na cidade de São Francisco de Paula/RS – Brasil, na Rua moinho Velho, 817 – Bairro São Bernardo.

Para mais informações sobre tarifas de hospedagem, trilhas e demais atividades, consulte o site do Parque das 8 Cachoeiras.

Se você gostou do nosso relato, então compartilhe com seus amigos e viva experiencias únicas!

I Trilhas Nova Roma na Serra Gaúcha

A pequena cidade de Nova Roma do Sul, foi sede do I TRILHAS NOVA ROMA no último sábado, 28, com percursos de 5,5, 11 e 21 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas. O evento contou com a participação de 352 atletas.

Além de estimular e incentivar a prática de atividades físicas, a corrida também apoiou a causa do Outubro Rosa, concedendo desconto de 50% no valor da inscrição para o público feminino, e lembrando os participantes de que a prática regular de exercícios físicos é o melhor preventivo para o Câncer de Mama.

Segundo Luís Leandro Grassel da L & E Eventos Marketing Esportivo, “Quase 75% dos inscritos eram mulheres. Certamente no segmento de corridas em trilhas e montanhas, foi o evento no País, com maior número de inscritas mulheres x número total de inscritos.”

Trilhas Nova Roma

Corredora a cerca de um ano e meio Edinéia Fenner, se consagrou campeã geral feminina no percurso de 21Km com o tempo de 02h07min. “I Trilhas Nova Roma, foi uma experiência marcante em provas de trilhas, num percurso deslumbrante e desafiador. Ser campeã me motiva ainda mais, tanto pela dificuldade do percurso quanto pelo alto nível das outras corredoras, mas tudo dentro de uma competição saudável.” destaca a atleta.

Já no geral masculino, o grande campeão foi Odair Paravisi corredor desde os 18 anos, chegou à prova sabendo que podia brigar por uma boa posição, mas receoso por não ter nenhuma experiência em trilhas e montanhas. “Resolvi usar como estratégia tentar manter a velocidade da corrida de rua, principalmente na largada. E deu certo, consegui abrir uma pequena vantagem até a gruta e então resolvi que a descida seria o tudo ou nada.”

Com mais 8 quilômetros de estradão e subida, “só conseguia pensar numa coisa ‘não liderei até aqui pra entregar no fim, vai que dá’, repeti isso incansavelmente e ficava me imaginando cruzando a linha de chegada, isso me dava um grande ânimo”. Relembra Odair que com o tempo de 01h41min, cruzou a linha de chegada.

Quando questionado sobre a primeira experiência de correr em trilhas e montanhas o atleta conta entusiasmado, “Foi fantástico, durante o percurso eu pensava ‘Tá nascendo aqui uma nova paixão’, eu trabalho como condutor de turismo de aventura, a natureza é o ambiente que mais me sinto a vontade, com certeza vou participar de mais provas assim.”

Trilhas Nova Roma

Unanimidade entre os participantes as belezas naturais de Nova Roma do Sul, como o Cachoeirão, cascatas, grutas e a rica flora e fauna, foram destaques do I Trilhas Nova Roma, além da perfeita organização do evento através da L & E Eventos Marketing Esportivo, Circuito Trilhas & Montanhas e Prefeitura Municipal de Nova Roma do Sul.

Para fechar o calendário de 2017 com chave de ouro nas trilhas e montanhas temos o Night Run – Salto Ventoso. Evento que será à noite e percorrerá de fato trilhas, locais na área rural sem iluminação. Desta forma possibilitando de fato uma corrida mais desafiadora e de superação em relação a um ambiente de natureza e sem iluminação.

Trekking não é caminhada leve, não se engane!

Trekking não é caminhada leve, não se engane! Tenho notado nos últimos tempos um grande aumento no número de pessoas praticando esportes de aventura, como  trekking, corridas de aventura, corridas de montanhas, ciclismo, rapel, cascading, cânionismo e muitos outros.

Em todas essas atividades citadas acima, os participantes são expostos a inúmeras situações perigosas como quedas ocasionadas em locais escorregadios ou aclives/declives acentuados, picadas de insetos ou animais peçonhentos, mordida de cachorro, arranhões, alergias devido a flora e fauna, afogamento, hipotermia ou hipertermia dependendo das condições climáticas, entre outros. Portanto, é necessário atenção e seguir à risca as informações que o condutor repassar sobre a segurança no local.

Não cito tudo isso para lhe desmotivar, mas sim para que você fique atento na hora de pratica-las.

Dicas para praticar boas aventuras

DICA 1: Antes de contratar sua aventura, busque saber mais sobre a empresa, seus registros, certificados e cursos.

DICA 2: Pratique atividades com empresas especializadas no assunto, aqui na região sul podemos encontrar inúmeras empresas que oferecem serviços destinados ao turismo de aventura, rural, vertical e muitos outros.

Conheça as empresas parceiras: Sol de Indiada, Clube Trekking Santa Maria, Outdoor Equipamentos e Tec tur.

DICA 3: Cuidado para não comprar “gato por lebre” digo isso pois inúmeras empresas usam a palavra TREKKING para vender uma caminhada de aproximadamente seis horas de duração. Lembrando que a modalidade Trekking é um estilo de caminhada que possui pernoite em barracas, lugares selvagens, geralmente sem nenhuma infraestrutura.

Fique atento, caso você ouvir ou ver a palavra Trekking estampada em um banner anunciada por aí, aqui no Rio Grande do Sul isso tem acontecido frequentemente, vejo inúmeros anúncios em sites, redes sociais oferecendo a trilha Rio do Boi como Trekking no Rio do Boi, ou trekking pelas colônias da serra gaúcha, não se engane.

Curiosidades

Quer saber mais sobre as regras do sistema de gestão da segurança de turismo de aventura então acesse o site da ABETA (Associação Brasileira das Empresas de Eco Turismo e Turismo de Aventura).

Este artigo tem a função de alertar e informar você que busca fazer atividades de aventura com total segurança e profissionalismo. Se você gostou ou não desse texto, deixe um comentário logo abaixo.

Cachoeirão destaca-se por sua imponência

Em meio aos vales da Serra Gaúcha encontramos uma das corredeiras mais alucinantes do Vale do Rio das Antas, conhecido como Cachoeirão, este ponto turístico é um dos mais belos da região serrana, localizado a cerca de 160 quilômetros da Capital Porto Alegre e cerca de 50 quilômetros de Caxias do Sul/RS.

O que fazer:

O local é aberto ao público, lá é possível fazer um churrasco com os amigos, família ou até mesmo pequenas trilhas, conforme for o nível do Rio das Antas é possível chegar bem próximo das corredeiras.

Cachoeirão destaca-se por sua imponência
Parte de cima do Cachoeirão
Cachoeirão destaca-se por sua imponência
Parte de baixo do Cachoeirão

Importante

O Rio das Antas é um dos rios mais belos da região serrana, mas não se engane, ele também é um dos mais perigosos também. Próximo ao Cachoeirão a uma Usina Hidrelétrica de Castro Alves, que conforme a sua necessidade abre suas comportas e libera milhões de litros de água, isso pode fazer o leito do rio subir inúmeros metros em poucos minutos, então antes de se aventurar em torno do Cachoeirão, certifique-se que o nível do rio esteja bem baixo, assim evitando ser surpreendido com o aumento repentino de água. 

Cachoeirão destaca-se por sua imponência
Usina Hidrelétrica Castro Alves

Além da visita de carro no local, ainda é possível descer essas corredeiras usando botes infláveis, esse esporte é conhecido como Rafting, a empresa que opera esse esporte no local é a Cia Aventura, possuem experiencia de mais de 10 anos na prática desse esporte, sendo referência no Brasil.

Para praticar esse esporte é necessário ter no mínimo oito anos de idade, os passeios duram em média 2 h e 30 minutos e percorrem o Rio das Antas por 8,5 km, passando pelo belo e imponente Cachoeirão. O esporte é praticado por no mínimo seis pessoas e no máximo 55 pessoas. Caso você se interessou pela prática acesse o site do Cia Aventura – Eco Parque.

Além disso é possível fazer algumas pequenas trilhas no entorno do Cachoeirão, deixe o carro no pequeno estacionamento perto do atrativo e siga a direita, margeando o rio, este caminho levará você para o meio das corredeiras, esteja sempre munido de calçados confortáveis, roupas compridas, água, repelente e protetor solar.

Como chegar:

Para chegar ao Cachoeirão é muito fácil, existem duas formas, a primeira delas é pela RS – 448, está é uma estrada asfaltada, bastante sinuosa, mas bela, durante o trajeto podemos contemplar algumas belas cachoeiras e a linda geografia da região da Serra Gaúcha. São aproximadamente 30 km do centro de Farroupilha/RS até a Ponte de Ferro que faz divisa com a cidade de Nova Roma do Sul/RS.

Cachoeirão destaca-se por sua imponência
Belas paisagens na RS 448

Ao chegar na ponte de ferro dobre a direita, passando por um barzinho e siga por aproximadamente 7,5 km, a estrada que leva até o Cachoeirão é de terra, possui inúmeras pedras soltas, mas com cuidado e devagar chega-se lá com segurança. Esteja atento, geralmente em dias de chuva a estrada fica muito embarrada e escorregadia, a também dois obstáculos significativos em dias de muita chuva, pois entre os Vales e o Rio das Antas, forma-se alguns córregos, então em alguns trechos e possível nos deparar com um pequeno rio atravessando a estrada. Não recomendo ir em dias chuvosos.

A outra forma de chegar ao Cachoeirão é pelo Município de Nova Pádua/RS, o trajeto é de aproximadamente 10 km e termina no Rio das Antas, ali tem a Balsa que disponibiliza um serviço de passagem para o outro lado do rio. Depois siga por aproximadamente 4 km margeando o rio (neste caso o rio estará a esquerda).

Dica:

Se você gosta de pedalar, recomendo muito este passeio. Saia da cidade de Caxias do Sul/RS em direção a Nova Pádua/RS, siga até a Balsa, atravesse, passe pelo Cachoeirão e suba até a cidade de Farroupilha, ou vice-versa, com certeza é uma bela e encantadora travessia.

Além desse atrativo a cidade de Nova Roma do Sul possui outras belezas naturais como: Gruta Fiorese e Cascata Salto Escondido, essas você confere aqui no site.

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