Trekking Pico do Tabuleiro

A trilha do Pico do Tabuleiro está dentro do território do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro que é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza, com território distribuído pelos municípios catarinenses de Florianópolis, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas, São Bonifácio, São Martinho, Imaruí e Paulo Lopes.

Com uma área de 84 130 ha, Serra do Tabuleiro é a maior unidade de conservação de proteção integral do estado de Santa Catarina.

Origem: Wikipédia

As montanhas estão chamando e eu tenho que ir.

Essa foi mais uma daquelas pequenas aventuras que, de tempos em tempos, acontece de modo espontâneo. Sem grandes alardes ou planejamentos, bastando apenas um convite curto e grosso.

Durante uma tarde de trabalho no mês passado, entre uma tarefa e outra dos meus plantões, “pipocou” na minha telinha, uma notificação de mensagem.  Pensando eu que se tratava de mais alguma tarefa de trabalho, ao abrir a mensagem, fui surpreendido com um “Vamos subir o Tabuleiro?”. Era o convite do Fábio Almeida, que para quem não sabe, é o cara que faz acontecer o Pedal Nativo (site de cicloturismo e afins).

Sabendo do destino, a data e também quem estaria na empreitada, topei de imediato.

Estava formada então a trupe inédita: Fábio AlmeidaMário Nery e eu.

Sábado, dia 15 julho.

Coloquei o relógio para despertar bem mais cedo do que estou acostumando acordar. O plano era pegar o ônibus bem cedo e encontrar meus camaradinhas em Floripa e de lá, numa curta viagem de carro de pouco mais de uma hora, chegar ao ponto zero que fica junto do maneiríssimo Café do Tabuleiro.

Trilheiros no Tabuleiro

Ao chegarmos ao Café do Tabuleiro, por volta de 11 horas, sem demora, pegamos nossas mochilas cargueiras e entramos na trilha que começa ali mesmo.

A trilha e eu já éramos conhecidos. Em 2015, junto com mais dois amigos, fizemos em quatro dias a duríssima e até então quase desconhecida Travessia da Serra do Tabuleiro. (Quer saber como foi essa empreitada? clique aqui).

Uma longa subida em meio ao bambuzal

A trilha de um modo geral, não apresenta dificuldades técnicas, porém pode surpreender tornando-se um desafio bastante desgastante se a vegetação estiver alta e fechando o caminho. Daí é aquela coisa que só sabe quem já fez um clássico vara mato com uma mochila cargueira nas costas sendo agarrada quase que o tempo todo pelos bambuzinhos infernais.

O lado bom da trilha fechada é que podemos dizer que aproximadamente 80% do caminho está abrigado do sol. Isto é um grande alívio.

O tempo de caminhada varia bastante. Depende além das condições da trilha, do condicionamento físico e da carga que se está levando para o alto. Em média, a subida com cargueiras, leva algo entre quatro e seis horas. Sem carga, acredito que três horas são suficiente para alcançar o topo sem correria.

Iniciamos nossa subida tarde. Passava das onze horas, mas sabendo que tínhamos tempo de luz suficiente para chegar ao nosso objetivo, engatamos uma marcha lenta, pois apensar do inverno estar batendo na porta, o dia estava bastante quente, sendo assim, deveríamos administrar bem o consumo de água uma vez que só existem pontos de captação do precioso líquido no início da trilha.

Backpacker Tabuleiro

A alta temperatura, o peso das cargueiras e as datas de expedição das certidões de nascimento dos membros da trupe, foram as garantias da “sofrência”. Tal situação obrigava que em vários momentos déssemos pequenas paradas para tomar um ar, baixar a frequência cardíaca e beber alguns goles de água, antes que alguém tivesse um troço, ou um treco ou até mesmo um piripaque e com isto, fossemos obrigados a acionar o S.O.S no rastreador Spot. kkkk

Depois de percorrer pouco mais de seis quilômetros, em mais de cinco horas de trilha, o caminho estava abrindo e finalmente estavam superados os mais de mil e cem metros de subida.

Pico do Tabuleiro

Restava ainda por volta de uma hora de luz natural. Aproveitamos para descansar um pouco, comer algo e montarmos o nosso acampamento e logo em seguida, aproveitar um dos momentos altos de nossa pequena aventura de final de semana: um fantástico pôr do sol por detrás da Serra do Tabuleiro.

Camping Tabuleiro

Sob o céu que nos protege

Após apreciarmos uma espetacular viração do dia, a noite prometia ser boa. A ausência de vento e a temperatura agradável, foram a nossa garantia de um jantar saboroso e com um bate papo divertido sentados no chão, sob as estrelas e iluminados pela lua quase cheia.

Depois do momento relax total, e estando todos muito bem alimentodos com um saboroso prato de montanha preparado pelo chef Nery, era chegada a hora de recolher. O cansaço do dia de trilha e o friozinho ameno fizeram a turma dispersar, indo cada um para a sua barraca.

Cozinha de camping

Ainda ficamos de conversa fiada e rindo das câimbras que se manifestavam em alguns integrantes deste fabuloso time de aventureiros.

A noite foi longa, silenciosa e tranquila. Lembro-me de ter acordado algumas vezes com a claridade da lua iluminando a barraca. Nada que me impedisse de ter um bom descanso numa noite impecável no hotel um milhão de estrelas.

Camping Tabuleiro

Domingo, 16 de julho.

Pro dia nascer feliz

Por volta das seis horas, ainda bem escuro, escutei o barulho de um zíper de barraca abrindo e uma movimentação ao redor do nosso acampamento. Era o Mário que foi o primeiro corajoso a sair do conforto do saco de dormir para assistir ao sol nascer.

Após enrolar alguns minutos, e vendo um pequeno romper de claridade, também tomei coragem para sair da barraca. Não estava muito frio.

Serra do Tabuleiro

Calcei minhas botas, peguei minha câmera e fui ao encontro do Mário. Não demorou muito e o Fábio logo se juntou com ao grupo no ponto mais alto para assistirmos o espetacular show de cores que foi o nascer do sol naquela manhã de domingo.

Assim que o sol se ergueu no horizonte, dando-nos bom dia, voltamos ao acampamento para preparar o café e espantar de vez o sono e a preguiça.

Com a cafeína correndo no sangue, tratamos de desmontar o circo e pegar o rumo do nosso caminho de volta.

Pra baixo todo santo ajuda. Or not

A longa caminhada até o Café Tabuleiro, durou mais de quatro horas. O calor, a falta de água e a combinação do peso da mochila cargueira com a descida que parecia interminável, fez com que déssemos algumas paradas para descansar.

Ao chegar ao ponto de água, fizemos uma parada longa para hidratar, mastigar alguns biscoitos e dar uma refrescada. Faltava pouco agora.

Depois de matar a sede e descansar um pouco, demos jeito de fazer aquele esforço final.

Com pouco mais de meia hora, já estávamos novamente no Café Tabuleiro. Colocamos nossas mochilas no carro e fomos rapidamente saborear aquela tão sonhada Coca-Cola gelada e bater papo divertido com o pessoal do café.

Após nos despedirmos do pessoal do Café, seguimos direto para a casa do Fábio, onde ainda rolou um churrasquinho de confraternização. Mas isso já é outra história. kkk

Fim.

Dicas:

– A melhor época do ano é outono e inverno;

– O Café Tabuleiro possui estacionamento seguro ao custo de R$ 10,00;

– Use roupas compridas;

– Leve toda a água que irá precisar;

– A trilha, embora bem nítida, não possui nenhuma marcação. Tenha atenção;

– A trilha exige muito esforço. Esteja bem preparado fisicamente.

Mínimo Impacto

1 Planeje com antecedência sua aventura;

2 Caminhe na trilha;

3 Leve seu lixo embora;

4 Deixe tudo como encontrou;

5 Não faça fogueiras;

6 Respeite a vida selvagem;

7 Seja cordial com outros visitantes.

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Trekking no Vale da Utopia

Nossas aventuras pelo Vale da Utopia no estado de Santa Catarina – Brasil, foi uma aventura planejada de um ano para o outro, não por ser uma trilha difícil, nada disso, mas por precisar ter um tempo vago para fazer a travessia e poder aproveita-la ao máximo.

Trilhas Vale da Utopia

Existem duas trilhas para se chegar na Praia do Maço (Vale da Utopia), a mais rápida é pela praia da Pinheira e a outra um pouco mais extensa, começa pela Guarda do Embaú.

Como somos aventureiros e gostamos de desafios, resolvemos fazer a trilha mais extensa, uma aventura cercada por belas paisagens e um pouco menos visitada pela maioria das pessoas.

A travessia

Nossa caminhada começou por volta das 9:00 da manhã, quando deixamos nosso carro estacionado na Praia da Guarda do Embaú, saímos dali com nossas mochilas cargueiras nas costas e com vestimentas adequadas para o trekking, isto é, estávamos de bota, calça comprida, manga longa e bandana/chapéu.

Era feriadão de páscoa e todas as pessoas naquela praia estavam aproveitando o dia lindo de sol, lembro-me de as pessoas olharem para nós como se fossemos de outro mundo.

Guarda do Embaú
Trilha Vale da Utopia

De certa forma nós somos de outro mundo mesmo, onde não nos contentamos com a segurança, trabalhar o ano todo só para ter 30 dias de férias, somos de outro mundo, pois queremos ter o máximo de experiências em nossas vidas e chegar na velhice com mais sonhos realizados do que dinheiro no bolso.

Depois de tirar algumas fotos alí na Guarda do Embaú, seguimos a trilha a esquerda da praia até chegar em uma bifurcação, está leva para a Pedra do Urubu, trilha fácil, sem maiores dificuldades para nós, no entanto para pessoas sem preparo físico a trilha pode ser um tanto difícil e exaustiva, lembro de encontrar pessoas pelo caminho reclamando da trilha, que era difícil e íngreme.

Seguimos até o cume da Pedra do Urubu, ao chegarmos na base da pedra, tinha umas 15 pessoas em fila, esperando para capturar uma foto. Fiquei um pouco chateado por este fato, esperamos a nossa vez, tiramos umas 3 fotos e retornamos para a bifurcação no início da trilha.

Pedra do Urubu SC
Guarda do Embaú

Dali em diante tínhamos dois caminhos à seguir, um deles seria pela beira do mar e outro seria em meio mata, um caminho muito bem marcado e bonito e o mais legal, não havia ninguém indo naquela direção. Optamos por esse!

Tínhamos uma dúvida em relação a esse caminho, pois como não havia pessoas transitando por ali, pensamos por um momento que a trilha não iria nos levar a lugar nenhum, podia ser muito bem uma trilha que acabasse logo à frente. Mesmo com a dúvida seguimos por ele. depois de uns 10 minutos de caminhada, encontramos uma bifurcação, seguimos para à esquerda e essa trilha nos levou para a Prainha – Guarda do Embaú.

Seguindo pela esquerda na Prainha chegasse ao Vale da Utopia, e se seguir para a direita, chegasse nas piscinas naturais da Guarda do Embaú.

Estávamos perto das 11:00 quando chegamos nas piscinas naturais, o local ali é lindo, sentamos ao lado de uma pedra grande, que proporcionava um pouco de sombra, retirei as botas, a parte de baixo da calça bermuda e me sentei na piscina.

Vale da Utopia
piscinas Vale da Utopia

Essa piscina nada mais é que algumas pedras na beira do mar, onde as ondas quebram em uma parede rochosa, a água respinga pelas pedras e as vezes essa água toda invade a costa, transformando em um grande piscina natural. É preciso ficar atento no local, pois algumas vezes as ondas batem tão forte na parede rochosa que escutamos um grande estrondo, a onda então avança sobre os paredões rochosos e inunda as piscinas, levando tudo que encontra pela frente.

Depois de curtir por cerca de umas 2 horas o local, tirarmos inúmeras fotos, vestimos nossos trajes de “trilheiros”colocamos a mochila nas costas e seguimos pela Prainha em direção ao Vale da Utopia.

Esse trecho entre a Prainha e a Praia Solita se chama trilha Costa de Pedras, como seu próprio nome diz, são muitas pedras gigantes na beira do mar, é necessário cruzar por cima destas pedras por aproximadamente 300 metros.

Ao se chegar em terra firme já estamos praticamente no começo da Trilha do Vale da Utopia. A visão desse ponto, podemos ver ao longe o costão de pedras que cruzamos e também o local das piscinas naturais.

Trilha Vale da Utopia

Trilha do Vale da Utopia

A trilha do Vale da Utopia começa exatamente neste ponto, começamos a subir um morro gramado em uma estrada bem demarcada que atravessa alguns potreiros, onde podemos ver muitas vacas e bois.

Ao começar a descer já temos a visão da Praia do Maço, conforme vamos nos aproximando já encontramos muitas pessoas com barracas armadas e curtindo o dia ali.

Era hora de escolher um local legal para acampar, olhamos alguns locais e encontramos um onde não havia ninguém ao nosso redor. Isso possibilitaria maior tranquilidade para nós, pois sabíamos que, o Vale da Utopia em si tinha deixado de ser um local de contemplação e tinha se tornado uma grande área de festas para as pessoas.

backpacker Vale da Utopia
Vale da Utopia

Depois de montar a barraca, organizar os equipamentos dentro, resolvemos descer até a beira da Praia do Maço. Ao chegar encontramos um barzinho que oferecia lanches, pasteis, café, refrigerante, cervejas e caipirinhas.

Pedimos uma caipira e ficamos ali curtindo o pôr do sol sem nenhuma pressa, o fim de tarde estava maravilhosamente perfeito, o clima estava agradável, capturei algumas imagens e voltamos para o nosso local de acampamento.

Bar Vale da Utopia
Vale da Utopia
Sunset Vale da Utopia

Estava quase escurecendo quando começamos a fazer o jantar, eu era o cozinheiro da rodada..kkk. O cardápio era massa com molho vermelho e calabresa, depois de algum tempo o jantar estava pronto, jantamos sob um céu limpo e cheio de estrelas brilhantes. Características estas de um hotel 1 bilhão de estrelas que só quem acampa entenderá.

Logo descemos até o barzinho novamente, dessa vez apenas para lavar a louça em uma pia improvisada ao lado do bar.

A noite estava realmente especial, pois além das estrelas brilhantes, podíamos ver a lua cheia, que clareava todo o Vale da Utopia, nem precisávamos usar as lanternas para encontrar nossa barraca na volta.

barraca Vale da Utopia

Ficamos um bom tempo ali olhando as estrelas e conversando, fiz algumas imagens noturnas e fomos dormir, afinal queríamos acordar cedo para ver o nascer do sol.

Nascer do sol no Vale da Utopia

Pulei do Saco de dormir as 5:30 da manhã, abri a barraca e olhei para fora, o dia estava limpo, ainda estava um pouco escuro, estava um pouco frio, mas nada com o que se preocupar.

Conforme foi passando o tempo o céu começou a ficar muito colorido, com cores amareladas, alaranjadas e avermelhadas muito vibrantes. É difícil descrever momentos assim, mas posso dizer que foi um dos mais lindos nascer do sol que já presenciei na vida.

Sunrise Vale da Utopia
Vale da Utopia

Quando o sol realmente apareceu no horizonte estávamos felizes e agradecidos ao mesmo tempo, consegui captar algumas imagens interessantes desse nascer do sol incrível.

Vale da Utopia

Conforme o sol ia subindo, nós arrumávamos os equipamentos dentro das mochilas, desmontamos a barraca, colocamos a mochila nas costas e seguimos a trilha que leva até a Praia da Pinheira.

Vale da Utopia

No meio do caminho existe um pequeno mirante, onde podemos ver a praia de cima e boa parte da orla da pinheira, lugar muito legal, com uma bela vista.

Vale da Utopia

Dali em diante seguimos o caminho marcado e chegamos até a beira da praia da Pinheira, colocamos as mochilas na areia e ficamos ali só curtindo um pouco.

A praia da Pinheira é um local belo, mas bem movimentado, para quem gosta de nadar ou se refrescar nas águas do mar pode ser uma boa alternativa, pois não há ondas nessa praia.

Praia da Pinheira

Depois de aproximadamente umas 2 horas, colocamos a mochila nas costas e seguimos para a Guarda do Embaú, dessa vez seguindo o caminho pela estrada, basicamente caminha-se 5 km, neste caminho podemos ver inúmeras pousadas, hostels em meio a natureza.

Ao chegar no nosso carro, ficamos felizes por completar mais essa aventura, pois a melhor coisa de todas as aventuras que fazemos é poder ir e voltar em segurança.

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Vale Europeu

Circuito de Cicloturismo do Vale Europeu/SC

Conhecendo o Vale Europeu de Cicloturismo

Vale Europeu é o primeiro circuito brasileiro, pensado e organizado para o cicloturismo, hoje uma realidade consolidada cuja fama atrai pessoas de todas as partes do país e até do exterior. Dependendo no roteiro escolhido, percorre-se seus mais de 300 km’s em aproximadamente uma semana, através de uma das regiões mais belas do estado de Santa Catarina – Brasil

Situado no Vale do rio Itajaí, o circuito inicia em Timbó e segue para Pomerode, e em sequência o roteiro clássico orienta na direção de Indaial, Ascurra, Apiúna, Rodeio, Benedito Novo, Dr. Pedrinho, Rio dos Cedros(Alto Cedros e Palmeiras).

O circuito Vale Europeu sempre priorizando o percurso por estradas secundárias, de baixa movimentação de veículos, e cuja beleza cênicas  naturais presenteiam o tempo todo com belas imagens quem se propõem a realizar esta jornada.

São pequenos rios, cachoeiras, a fauna e flora típicas da mata atlântica e dos campos de araucárias. Em cada povoado ou cidade é fácil apreciar a arquitetura típica com algumas construções centenárias muito bem conservadas, além disso, conhecer aspectos culturais e ser muito bem recebido pela hospitalidade da nossa gente tranquila do interior, e é claro, como não poderia deixar de ser,  provar da sensacional gastronomia local.

O circuito Vale Europeu inicia no centro de Timbó, exatamente junto ao restaurante Thapyoka, onde é feita também a inscrição no circuito por um pequeno valor que dá direito a receber um mapa da região, um guia do roteiro, com planilhas de orientação e altimetria, e ao final do circuito, um belo certificado de conclusão do circuito para ter como recordação.

A viagem

Por meados de maio do ano passado comecei a procurar um roteiro de viagem de bicicleta para fazer no inverno pois queria muito testar alguns equipamentos novos e também ter a experiência de pedalar com a bicicleta carregada no frio. Já tinha ouvido falar do Vale Europeu, através do meu amigo Ricardo Tavares, que havia realizado o circuito na primeira edição, isto a mais de dez anos atrás. Por conta desta conversa com meu amigo e também pela facilidade da logística, abracei a ideia de realizar a viagem.

Entrei em contato com meus parceiros de aventuras e apenas o Bruno Guimarães, que mora em Floripa, se interessou em fazer o Vale Europeu. Após uma rápida conversa por telefone, organizamos o pequeno desafio no mês de junho. Ajustamos a logística de transporte, as bicicletas, a lista de equipamentos e definimos o dia 8 de junho para pegar a estrada.

No nosso plano a ideia era, além de conhecer a região fazendo o circuito do Vale Europeu da maneira mais “roots” possível, acampando selvagem/camping’s estruturados e também fazendo todas as refeições com nossos equipamentos de cozinha.

Primeiro dia – Vale Europeu

Acordamos bem cedo, ainda escuro e às 6 horas da manhã, iniciamos a viagem de carro, saindo de minha casa em Imbituba, com destino ao ponto zero do circuito, na cidade de Timbó.

Vale Europeu

Por ser um dia de semana, perdemos muito tempo na região da grande Florianópolis/SC onde o trânsito é sempre muito complicado. Isto nos atrasou em mais de duas horas, fazendo com que chegássemos em Timbó quase ao meio-dia.

Sabendo que teríamos poucas horas de luz solar, tratamos de acelerar as coisas. Localizamos um lugar seguro para deixar o carro, corremos para o Thapyoka para formalizar nossas inscrições e feito isso, subimos nas bicicletas e seguimos a rota que estava carregada no GPS com destino a cidade de Pomerode.

Por conta da preocupação com o horário, não paramos para almoçar, tocamos direto e não demorou muito para darmos de cara com a primeira subida forte do circuito. Um bom teste para saber como estava meu preparo físico e também para ver em ação os equipamentos novos da bicicleta.

Foi neste momento em que o Bruno me alertou que o cambio traseiro da minha bicicleta estava muito próximo dos raios da roda. Ao parar para verificar, constatei que a gancheira (peça que fixa o câmbio traseiro) estava empenada para o lado de dentro, problema complicado que certamente aconteceu durante o transporte no carro. Não tendo como remediar ali, decidi seguir em frente tendo todo o cuidado de não usar as marchas mais leves, para não correr o risco de ver o câmbio traseiro se enroscar com os raios da roda e aí sim, ter uma grande dor de cabeça. Com esta situação, a solução foi rodar com 15 marchas apenas. Dureza!

Seguimos em frente sem mais surpresas e sempre por um belo caminho em meio ao Vale Europeu, e ao passo que nos aproximávamos de Pomerode, começamos a procurar algum lugar para acampar selvagem, mas sendo a região bastante povoada, não encontramos nenhum lugar legal e seguro.

Chegamos na cidade com o cair da tarde, e sem enrolar, fomos num posto de combustível para perguntar onde poderíamos encontrar uma pousada boa, bonita e barata para pernoitarmos, pois sabendo que o Circuito é para todos os bolsos, não era o nosso plano gastar muito numa diária de pousada. Recebemos a recomendação da Pousada Luiza, que ficava do outro lado da cidade e para lá tocamos sem parar, já no início da noite.

Ao chegar, fizemos nosso check in, descobrimos que não tinha café da manhã, mas até aí tudo bem, pois estávamos equipados e com alimento para as refeições. Após um banho demorado, fomos para a pequena cozinha da pousada e preparamos nosso jantar, conversamos um pouco e com o cansaço batendo, sem demorar fomos dormir.

Dados do dia:

  • Distância: 48.8 km
  • Ganho de Elevação: 570 m
  • Perda de Elevação: 565 m
  • Custos de hospedagem: R$ 50,00, sem café da manhã;

Segundo dia – Vale Europeu

Acordamos por volta das 7 horas, o dia estava bom e a temperatura agradável, preparamos o nosso café, montamos as tralhas nas bikes e seguimos para o pórtico de informações turísticas na estrada da cidade, para carimbar nossos passaportes do circuito do Vale Europeu pois no dia anterior, quando chegamos, o pórtico já estava fechado. Aproveitamos também para pegar algumas dicas e fazer uma foto para recordação e “bola pra frente”! Próxima parada: Indaial.

Efetivamente começamos nosso pedal deste dia quase às 11 horas, porém tranquilos pois nosso próximo destino estava próximo, algo em torno de 40 km’s.

Logo que sai da cidade, o caminho fica muito tranquilo. São pequenos sítios, casas, alguns pequenos povoados com igrejas, tudo no estilo alemão. Muito verde e ar puro.

Depois de mais de 23 km’s rodando nessas condições, chegamos novamente no asfalto. É a movimentadíssima SC 421, onde é preciso pedalar no acostamento cerca de 1 km para cruzar para o outro lado e aí então voltar para a tranquilidade.

Como já era praticamente meio-dia, decidimos parar no posto de combustível que fica localizado neste trecho da SC 421. Pedimos para os frentistas se poderíamos usar um cantinho numa sombra que tinha um murinho que servia perfeitamente como banco e fomos autorizados.

Vale Europeu

Agilizamos rapidamente uma super polenta com linguiça calabresa e dois litros de tang para hidratar.

Ficamos parados quase duas horas. Afinal, depois do almoço sempre cai bem uma “siesta” na sombra,

Por volta das 13:45 retomamos nossa jornada rumo a Indaial, que pelos nossos cálculos, chegaríamos em mais duas horas, rodando bem devagar para apreciar o visual e não se cansar.

Ao chegar na movimentada Indaial, fomos procurar uma bicicletaria pois o Bruno estava sem câmara de ar de reserva.

Resolvida essa questão técnica da bike do Bruno, demos uma voltinha pela cidade, seguindo adiante procurando um lugar para parar para um lanche da tarde e seguir em frente pois a nossa ideia era sair um pouco da cidade e localizar um lugarzinho tranquilo para acampar.

Rodamos, rodamos e nada. A região é muito habitada e não conseguimos encontrar um lugar bom. Neste momento, por volta das 17 horas, decidimos tocar para Rodeio, percorrendo uma distância de vinte e poucos quilômetros. Era tentar a sorte de encontrar um lugar bom para acampar por lá, um pouco antes da entrada da cidade.

Vale Europeu

O fim da tarde chegava rápido e como era quase inverno, escurece cedo e, por volta das seis e meia da tarde, bem na hora do rush, alcançamos movimentadíssima BR 470, onde teríamos que pedalar por quase 2 kms para chegar na cidade de Ascurra.

Neste trecho procuramos andar o mais rápido possível para sair daquele agito de trânsito pesado e entrar logo na cidade.

Como já estava escuro, passamos batido por Ascurra, seguindo nosso plano de tentar encontrar um local de acampamento neste trecho entre Ascurra e Rodeio. Sem sucesso.

Não demoramos para chegar em Rodeio que fica por volta de 5 kms de Ascurra e vendo nosso plano infalível falhar, fomos novamente num posto de combustível perguntar sobre pousadas na cidade. Os frentistas nos indicaram ao menos duas, sendo que na primeira que tentamos, como era dia de semana, estava fechada. Voltamos todo o caminho que tínhamos percorrido e após confirmar a localização da outra alternativa, tocamos para lá correndo pois a temperatura estava bem baixa e o cansaço começara a bater. Na segunda tentativa deu certo, estávamos salvos! Kkk

Chegamos na excelente Hospedaria Cama Café Stolf, onde pegamos um ótimo quarto e após um merecido banho quente, numa rápida conversa com a dona da pousada pedimos para usar a cozinha, e tendo o sinal verde, tratamos de fazer o nosso jantar e conversar um pouco antes de capotar na cama.

Dados do dia:

  • Distância: 75.5 km
  • Ganho de Elevação: 759 m
  • Perda de Elevação: 737 m
  • Custos de hospedagem: R$ 70,00, com ótimo café da manhã

Terceiro dia – Vale Europeu

Acordamos no horário de sempre, por volta das 7 horas, estava frio, no termômetro marcava 6 graus.

Arrumamos nossas coisas e só depois de deixar as bicicletas prontas, fomos tomar café.

Ao sairmos do nosso quarto, demos de cara com outras bicicletas, que eram de um pequeno grupo que estava fazendo o circuito porém com apoio. Na hora que o grupo apareceu, ficaram espantados, nem tanto pela carga nas nossas bicicletas, mas pelo fato de naquela friaca, tanto eu quanto o Bruno, estarmos de bermuda de ciclismo. Sim, estava frio, mas nós aqui do sul, estamos um pouco acostumados com isso e também sabíamos que com o decorrer das horas, a temperatura iria subir. Ainda assim, foi muito engraçado ver a cara da turma, principalmente as caras de espanto de um casal que era do Recife…kkk

Depois de tomar um generoso café e comer ao estilo “como se não houvesse amanhã”, resolvemos encarar a friaca que vinha junto com uma neblina densa e úmida.

Após sair da cidade, começa uma longa e quase constante subida em estrada de terra, que naquele momento e com aquela temperatura, vinha bem a calhar para aquecer o corpo.

Não demorou muito e alcançamos o famoso Caminho dos Anjos. Um conjunto de esculturas que como o nome sugere, representa anjos celestiais, e que naquele instante com a bruma densa da neblina, dava um ar de misterioso e mágico para aquele lugar singular e muito bonito.

Vale Europeu

Paramos alguns instantes na praça central do Caminho dos Anjos para tomar água, recuperar o fôlego e conversar com alguns jipeiros que estavam por ali e que ficaram curiosos ao nos verem com as bicicletas carregadas.

Por conta do frio, e a neblina seguir escondendo o sol, não demoramos muito tempo parados, pois não seria uma boa esfriar o corpo naquele momento. Tocamos em frente, morro acima. Para o alto e avante!!! Kkk

Como já dizia um antigo ditado da nação aborígene mountain biker:  “tudo que sobe, desce”, por volta das 11 horas, as coisas mudaram. Aquilo que antes era subida e neblina, se tornou uma longa descida e com um sol bastante agradável.

Passamos batidos pelo caminho que leva para a Tirolesa K2mil (a maior das Américas), pois não era nosso objetivo visitar este tipo de atrativo nesta nossa primeira incursão por aquelas bandas. Nós queríamos mesmo era rodar no estradão de terra, parar só para comer, descansar e se a sorte nos abençoasse, encontrar um lugar bacana para acampar selvagem.

Por volta das 13 horas, chegamos numa pequena localidade no município de Benedito Novo, onde aproveitamos para nos reabastecer de água apenas, decididos não parar naquele momento para almoçar.

Após um descidão bacana para testar suspensão, freios e a fixação da bagagem… kkk, chegamos na bifurcação que leva para a Pousada Campo do Zinco. Aproveitamos aquele momento para uma rápida parada e mastigar alguma coisa e seguir na outra direção, rumando para o centro de Benedito Novo.

Não demoramos muito para encontrar com o belíssimo Ribeirão Liberdade  que segue paralelo com a estradinha de terra. Esse foi um dos pontos altos para mim. A cada instante a estradinha nos presenteava com vistas muito bonitas do rio e do verde em seu redor.

Embora fosse cedo para parar, ativei meu radar para tentar localizar um lugar bacana para acampar antes da cidade, pois meus instintos diziam que era alí ou nunca..kkkk

Seguíamos bem devagar, curtindo o visual quando percebi uma pequena prainha no meio do ribeiro, com um enorme bambuzal. Imediatamente parei e fui investigar. Era como uma pequena ilha de pedras, bambus e com algumas clareiras.

Bingo! Após rodar apenas 31 kms e às 15 horas finalmente um lugar perfeito para acampar. Sem cerca, longe de casas e escondido de quem passa na estrada. Bastava apenas descer um barranco, atravessar as bicicletas empurrando com cuidado pois, embora raso, o fundo do ribeiro era muito irregular por ter muitas pedras soltas.

Escolhemos o lugar para montar as barracas e logo em seguida, fomos tratar de coletar e tratar a água para nos reabastecer e cozinhar nosso almoço/jantar.

Ao cair da noite, fizemos uma segunda refeição ao redor do fogão à lenha do Bruno e ficamos curtindo o momento com uma conversa divertida iluminada apenas pelo fogo e ao som dos grilos, sapos e outros moradores do lugar.

Vale Europeu

Esse era o grande momento que procurávamos. Ficar numa pousada com todo o conforto que se tem em casa é muito bom depois de um dia de pedal, mas abrir mão destas comodidades e em troca ganhar uma noite tranquila, com um fogo iluminar e aquecer no friozinho, céu estrelado, tendo a trilha sonora dos sons das águas e da bicharada ao redor, é uma coisa que pouca gente compreende,  mas para nós, sempre faz todo o sentido. Não e verdade?

Dados do dia:

  • Distância: 31.3 km
  • Ganho de Elevação: 934 m
  • Perda de Elevação: 600 m
  • Custos de hospedagem: R$ 0,00, Hotel um milhão de estrelas.

Quarto dia – Vale Europeu

O dia amanheceu nublado, sendo que durante a noite até caiu uma chuva fraca que não nos afetou pois montamos o acampamento em meio ao bambuzal.

Preparamos nosso café da manhã reforçado e sem muita pressa desmontamos o acampamento, deixando para montar as bagagens nas bicicletas só depois de atravessar o ribeiro e subir o barranco para voltar à estrada.

Retomamos nosso pedal pouco antes das nove horas da manhã e não demorou muito para perceber que a decisão do lugar de acampamento da noite anterior estava correta. Começaram a aparecer cercas, casas, sítios, cachorros e o belo ribeiro desapareceu.

Com uma hora de pedal, e após percorrer aproximadamente 12 kms, chegamos ao centro do município de Doutor Pedrinho e fomos logo procurar um mercado para reabastecer nossas provisões e cair com tudo no meio das gordices e porcarias açucaradas, pois sabíamos que dali para frente, na parte alta do circuito, praticamente não existe comércio nenhum.

Como era domingo, estava tendo uma prova de MTB, tipo cross country e foi engraçado, pois num dado momento aparecemos no meio do pelotão, ou melhor, o pelotão nos alcançou e foi muito divertido a galera cumprimentando e fazendo brincadeiras com a gente.

Aproveitamos também, já que havia um posto de controle da prova na cidade, para nos informar do caminho para o nosso próximo destino: Alto Cedros. Existem duas alternativas, a primeira que é via Gruta de Santo Antônio, que está ok e sinalizada e a segunda, via Cachoeira Véu de Noiva, um pouco mais longa e que por conta de uma obra na estrada não está sinalizada e momentaneamente fora do roteiro oficial. Após sabermos das condições da estrada em obras, e também por estarmos com o circuito carregado no nosso GPS, decidimos explorar o percurso da estrada em obras por ser mais roots e desafiador. Kkkk

Por volta das 11 horas, depois de carimbar nossos passaportes na Pousada e Hotel Dona Hilda, onde fomos muito bem recebidos com um delicioso café quente totalmente grátis, tomamos o nosso rumo num ritmo moderado pois sabíamos que esse seria um dia com muitas subidas.

A estrada não estava tão ruim, pois a obra já estava na fase de compactação do rípio com algumas poucas partes necessitando de mais atenção com a brita solta.

Logo que começa a subida, avistamos a placa que indica o mirante da cachoeira que dá nome a este trecho do circuito. Tentamos acessar a mesma, mas como havia uma porteira fechada, desistimos pois não tinha como chegar até a queda d’água com as bicicletas e deixar as mesmas na porteira não pareceu naquele momento uma boa ideia. Tocamos em frente.

A subida forte exigia bastante, e no meu caso, um esforço um pouco maior por conta do problema da gancheira empenada, que fazia ter de usar apenas cinco das oito marchas do cassete.

Este é o trecho menos povoado do circuito, e o que se tem pelo caminho são fazendas de gado e muitas plantações de pinus e eucaliptos. Não é um visual dos mais bacanas inicialmente, mas na medida em que se anda, a coisa melhora com as primeiras descidas que dão um pouco de adrenalina na brincadeira.

Ainda neste trecho, podemos dizer que é aqui a região mais fácil de acampar selvagem em meio aos pinos e eucaliptos ou até mesmo dormir numa casa abandonada com ar de filme de terror. Alguém curte essa última opção? Kkk

Depois de rodar mais um bom bocado no meio deste trecho, lá pelas tantas percebo que o Bruno ficou para trás… parei e como ele não apareceu, voltei um pouco e logo encontrei ele, com o pneu furado. Era a segunda vez que aconteceu, a primeira vez foi comigo no primeiro ou segundo dia da trip, não recordo bem.

Para tudo, desmonta a bicicleta, troca a câmara de ar e bola para frente!

Vale Europeu

Depois de umas duas horas de muito sobe e desce, finalmente avistamos a placa que informa que estamos chegando em Rio dos Cedros e logo em seguida, num descidão, reencontramos com o grupo de ciclistas que conhecemos em Rodeio, que estavam chegando também quase juntos, porém via Gruta de Santo Antônio.

Cumprimentamos o pessoal e como ali estava complicado acampar selvagem pois para todo lado que se olha só se vê propriedades particulares. Então fomos em frente com eles até a beira do lago, onde eles ficaram de encontrar o Sr. Raulino, proprietário da Pousada da Família Duwe.

Não demorou muito e avistamos um barquinho cruzando o lago, e no remo, o Sr. Raulino. Como o pessoal já tinha reserva, eles foram primeiro, enquanto eu e o Bruno, pensávamos em alguma opção de camping.

Quando o Sr Raulino retornou para falar conosco, perguntamos para ele se havia algum camping pago aí nas proximidades e junto com uma negativa, ele já foi oferecendo o jardim da pousada para acampar e dizendo que podíamos usar um banheiro para tomar banho. No mesmo instante concordamos e de pronto Sr. Raulino já foi organizando nossas coisas no barco e enquanto fazia a travessia, ele comentou que iria chover na noite e se a gente quisesse, podíamos montar as barracas na garagem de um dos chalés. Nossa! Perfeito. Mas não parou aí, de imediato ele nos autorizou a usar a cozinha do chalé para fazer nossa janta. Nossa! Parte dois – Me belisca que eu estou sonhando! Em outras palavras, acampamos na garagem de um chalé só para nós.

Mas vocês pensam que a as surpresas acabaram aí? Nada! Já na noite, quando estávamos à mesa, jantando, conversando e olhando o mapa, aparece na porta o Sr. Raulino com duas tigelas com uma sobremesa de encher os olhos e como o Bruno estava impedido de comer doce, fiquei com as duas tigelas para mim. Pense numa criança que foi dormir feliz.

Vale Europeu

Dados do dia:

  • Distância: 50,9 km
  • Ganho de Elevação: 973 m
  • Perda de Elevação: 715 m
  • Custos de hospedagem: R$ 25,00, camping indoor na garagem e com sobremesa.

Quinto dia – Vale Europeu

Acordamos no mesmo horário de sempre e a chuva que estava sendo aguardada para a noite, não aconteceu. Tomamos nosso café reforçado, e aceleramos em desmontar as coisas e guardar tudo nos alforges para sermos os primeiros na travessia de barco.

Com um sol tímido e temperatura agradável, após tirar algumas fotos do Sr. Raulino fazendo a travessia com a galera, começamos nosso quinto dia de pedal, num ritmo moderado pois seria mais um dia com bastante subidas, sendo que neste dia existe duas opções de caminho: Via Mergulhão ou via Pedra Preta.

Perguntei para Sr. Raulino qual caminho ele achava mais bonito e seguindo a sua dica, tomamos o rumo mais longo, via Pedra Preta.

O dia bonito e a paisagem local eram uma combinação que animava bastante apesar do cansaço acumudalo de quatro dias de muitas subidas, mas a receita para não “quebrar” nesta hora é tocar num ritmo despacito, curtindo o momento e apreciando a paisagem repleta de araucárias.

Por volta do meio-dia, ao avistarmos um banco debaixo de uma árvore junto de um lago, decidimos parar para preparar nosso almoço e descansar um pouco. Ficamos parados uma hora.

Retomando nosso plano de voo seguimos em frente e após rodar 9 kms, avistamos a placa da Cachoeira Formosa e no mesmo instante lembrei das dicas que a Franciele Tais, ciclo viajante do Projeto Válvula, tinha me dado alguns dias antes da viagem. Ele recomendou muito conhecer a cachoeira e assim o fizemos.

Entramos na estradinha da fazenda que leva direto para o camping da Cachoeira Formosa.

Vale Europeu

O local estava completamente vazio, mas ao chegar na área de estacionamento, avistamos as bicicletas do grupo de ciclistas que seguiam no mesmo trecho que nós.

Fomos conhecer os dois mirantes, apreciar a beleza do lugar e fizemos algumas fotos e antes de seguir, tomamos um refrigerante para dar uma refrescada. Sem muita demora retomamos o pedal.

Após uma última subida, a coisa finalmente melhorou e começamos a descer direto quase o tempo todo até chegarmos ao belíssimo e muito bem cuidado Camping Península Palmeiras, nosso destino final para aquele dia.

Enquanto ninguém do camping aparecia, aproveitamos para tomar mais um refrigerante na lanchonete que tem ao lado da portaria do camping e não tardou muito para o dono nos receber, abrindo a porteira e dizendo que podíamos acampar em qualquer lugar, e como o camping estava vazio, excepcionalmente nos autorizou a organizar nossas barracas numa área coberta com churrasqueiras, mesa, pia e luz elétrica. Tudo nosso! Que beleza!!!!

Com o acampamento devidamente montado e de banho tomado, fomos apreciar o cair da tarde na beira do lago da barragem do Rio Bonito.

Vale Europeu

Foi um belo final de tarde de temperatura agradável, sem vento e nenhum barulho.

Um sentimento de paz e gratidão é a maior recordação que tenho agora ao descrever aquele momento que sem exagero, foi maravilhoso.

Ao escurecer, voltamos para nosso acampamento, fizemos o jantar e após uma rápida revisão nas bicicletas, fomos dormir.

Dados do dia:

  • Distância: 45.8 km
  • Ganho de Elevação: 811 m
  • Perda de Elevação: 840 m
  • Custos de hospedagem: R$ 20,00 – Camping.

Último dia no Vale Europeu

Mesma rotina dos dias anteriores porém neste manhã, demoramos mais que o normal para sair. Creio que um pouco pelo cansaço acumulado e também por ser o último dia da nossa viagem.

O céu nublado e a previsão de chuva nos deixavam em estado de alerta, mas como até aqui todas as previsões de chuva deram erradas, não estávamos colocando fé que iriamos nos molhar justo no último dia. Ledo engano.

Enquanto seguíamos nosso caminho praticamente plano por cerca de 20 kms, a chuva começou a se manifestar na forma de chuvisqueiros rápidos que iam e vinham, porém aumentando de intensidade a cada momento que passava.

Depois de uma pancadinha mais forte, numa descida, avistamos uma ponte coberta e corremos para lá pois o céu escuro mostrava que não tardaria para chegar uma pancada de chuva forte. Foi apenas o tempo de chegar na cobertura e desabou uma chuvarada bonita.

Como eram mais de 11 horas, e já tendo rodado quase a metade da distância para o dia, decidimos aproveitar a proteção da cobertura da ponte, que está interditada para carros, para fazer um almoço e esperar o tempo melhorar.

Vale Europeu

Uma hora e meia depois o tempo melhorou e voltou o sol, e estando nós alimentados, retomamos nosso pedal pelos últimos trinta e poucos quilómetros finais.

Ainda tinha a última subida, que na minha opinão, ainda que não fosse a maior, foi sem dúvidas a mais difícil e íngreme, em um intervalo de 5 kms, aproximadamente.

Vencida a última montanha, parecia que agora as coisas seriam tranquilas, no entanto, ao olharmos do alto na direção do vale onde fica a cidade de Timbó, a coisa não estava nada animadora. Céu escuro, totalmente fechado e com nuvens despejando água.

Preparamos o psicológico e começamos a descida de mais de 20 kms na certeza de que cedo ou tarde seríamos agraciados com aquela ducha grátis. Não deu outra.

No meio da descida a chuva nos pegou com tudo, e isso fez com que, por cautela, reduzíssemos nossa velocidade no meio daquela estrada que agora era barro e lama, com alguns trecho de descidas bastante fortes… era o tempo todo com as mãos “nos alicates” para não deixar o trem sair dos trilhos.kkk

Chegamos na área urbana de Timbó debaixo de muita chuva e lama, mas graças aos últimos quilômetros com calçamento, a água removeu toda a lama das bicicletas e das roupas. Estávamos totalmente ensopados, da cabeça aos pés e só não estávamos com frio por conta de estarmos em movimento.

Quando chegamos no ponto final, no restaurante Thapyoka, por volta das 15 horas, chovia muito mesmo e achamos melhor não entrar lá dentro para pegar nossos certificados de conclusão do circuito dado o nosso estado lastimável que lembrava cachorros de rua encharcados.

Vale Europeu

Chamamos a moça da recepção que gentilmente levou nossos passaportes para dentro e em alguns minutos voltou com nossos certificados personalizados. Uma bela recordação para guardar do Circuito do Vale Europeu.

P.s.: agora que mapeei os pontos mais “roots”, qualquer dia voltarei para fazer no esquema 100% acampando. Bora?

Considerações finais

O circuito do Vale  Europeu é em sua essência, pensado para o turismo. A estrutura muito bem organizada e toda voltada para o conforto e a comodidade onde, o cicloturista ao seguir o roteiro, pode sem grandes preocupações apreciar belos passeios e ainda, ao final de cada dia, desfrutar de toda a mordomia que achar conveniente.

Por outro lado, ainda que não seja uma aventura desafiadora, não se engane, o circuito exige sim um preparo físico mínimo para ser concluído. Além disto, as estradas de terra e a altimetria combinadas com uma condição climática ruim, podem tornar aquilo que deveria ser um tranquilo passeio de bicicleta, num perrenguezinho para levar de recordação e contar para os netos.

O mais legal do Circuito é que ele tem todos os atributos que eu considero interessantes para quem quer ter a sua primeira experiência com o cicloturismo: um roteiro organizado com mapa, pontos de apoio e rotas bem sinalizadas. Fatores que facilitam muito para quem quer começar e não tem a prática ou não quer se envolver em organizar questões complexas de logística.

Aos mais experientes, também é uma ótima e divertida opção, principalmente se estiver autossuficiente, ainda que seja um pouco complicado encontrar áreas para acampar, as rotas e a altimetria de cada dia, se apresentam como pequenos desafios. E é claro, com um pouco de atenção, desprendimento e o faro para encontrar lugares, é possível sim fazer praticamente todo o roteiro acampando.

Para ter mais informações sobre o Circuito do Vale Europeu, clique aqui.

Jaqueta Outdry

Jaqueta Outdry EX Eco Down – Columbia

Hoje venho aqui apresentar a jaqueta Outdry da marca americana Columbia, adquiri esse modelo de jaqueta para usar nas minhas próximas atividades de montanha na América do Sul.

A Jaqueta Outdry EX Eco Down é um produto que pode ser considerado técnico pois é construída para ser usada em situações extremas de vento, chuva e frio.

Características

A Jaqueta Outdry EX Eco Down Columbia é construída com 100% poliamida tanto na frente quanto nas costas, o forro é construído com 100% poliéster e o aquecimento se dá por 90% em plumas de pato e 10% de penas de pato.

O isolamento térmico dessa jaqueta é testado e aprovado via certificação internacional RDS Certifed, em sua construção usa plumas de pato com a densidade de 700 Fill Power Down, isso quer dizer que quanto maior for este número, maior é a capacidade de isolamento corporal.

A Jaqueta Outdry EX Eco Down Columbia trás consigo também a renomada tecnologia Outdry Extreme conhecida mundialmente, essa membrana está presente em toda parte externa da jaqueta, sendo 100% impermeável e respirável com costuras seladas.

A jaqueta conta também com capuz, dois bolsos frontais grandes e mais quatro bolsos internos.

O zíper de abertura frontal e dos dois bolsos externos possuem lapela para guardar o carrinho do zíper e também cordinhas para melhor manuseio com luvas.

Todos os zíperes são YKK, lembrando que estes são os melhores do mundo, pois não quebram e não trancam nunca.

A jaqueta Outdry EX Eco Down conta basicamente com dois ajustes, sendo um no capuz e outro na barra da cintura, os dois ajustes tem como função aumentar o conforto do usuário e garantir melhor isolamento térmico.

Especificações do fabricante

  • OutDRY™ Extreme ECO: Impermeável e respirável com costuras totalmente seladas.
  • Contém 100% de tramas reciclavel.
  • Tecido sem corante.
  • Membrana Outdry Extreme Sem PFC (Membrana sustentável).
  • Costura externa selada com tape.
  • Isolamento com plumas: 700 fll.
  • Certifcado padrão de responsabilidade – RDS certifed down.
  • Capuz embutido e ajustável.
  • Bolsos frontais com ziper.
  • Ajuste com cordão na barra.
  • Corpo: 100% Poliamida.
  • Forro: 100% Recycled Poliester.
  • Isolamento térmico: 700 Fill Power Down
  • Isolamento térmico, RDS Certifed

Onde comprar

Este produto pode ser adquirido na loja Samburá na cidade de Caxias do Sul/RS ou diretamente no site da Columbia Brasil.

Valor aproximado: R$ 1.749,00

Avaliação completa

Avaliei a jaqueta Outdry EX Eco Down na última travessia de trekking que fiz em uma das regiões mais frias da serra catarinense, mais precisamente nas bordas dos cânions Laranjeiras e Funil.

A serra catarinense foi o lugar ideal para testar o modelo, pois nas regiões dos cânions as temperaturas tendem a serem baixas tanto na parte da manhã, quanto na parte da noite, outro detalhe que faz toda a diferença é o fato de ser muito úmido e por contar com mudanças repentinas no clima.

Durante a travessia pelas bordas pude comprovar a capacidade de isolamento térmico e a impermeabilidade dessa jaqueta, no segundo dia da travessia choveu por cerca de quatro horas interruptamente, notei que a jaqueta mesmo estando molhada, o frio e a umidade não passou para o lado de dentro da jaqueta, fazendo que eu me sentisse muito confortável.

Procurei também conversar com o guia experiente Freddy Duclerc, nascido em Santiago no Chile e que atualmente mora em São Paulo/Brasil.

Freddy conseguiu cumes representativos ao longo de sua carreira como: Aconcágua 6962m (Argentina), Ojos del Salado 6893m (Chile), Huascaran 6768m (Peru), Tocllaraju 6034m (Peru), Ishinca 5530m (Ishinca), Urus 5497m (Peru), Pisco 5750m (Peru), Chipicalqui 6354m (Peru), Diablo Mudo 5450m (Peru), Cerro Plata 5968m (Argentina), San Valentin 3910m (Chile), Huayna Potosi 6088m (Bolivia), Marmolejo 6108m (Chile), El Plomo 5450m (Chile), Tupungato 6570m (Chile), entre outros. Veja mais!

Com toda essa experiencia em montanhas, Freddy tem total compreensão de falar sobre a jaqueta Outdry EX Eco Down, pois a usa em boa parte das montanhas que guia pela América do Sul.

Depoimento de Freddy Duclerc

“Muito boa a fusão de Impermeável com um casaco de aquecimento, usei nas Travessias Cerro Castillo e Navarino no Chile, cumpriu seu papel de maneira perfeita, aqueceu, reteve calor e liberou evaporação em equilíbrio… Usei no Brasil na Serra Fina, Serra dos Órgaos e Papagaio. Também cheguei aos Cumes do Cerro Plomo 5450 m e San José 5856 m, este último com muito vento e para minha surpresa foi perfeito na proteção de -15ºC, com 2 camadas por baixo, no momento que saímos do campo base até o cume. Considero a jaqueta Outdry EX Eco Down da Columbia um equipamento leve.

Se você gostou da nossa avaliação completa, deixe um comentário logo abaixo, veja também mais avaliações de produtos aqui em nosso site. Acesse!

Trip Montanha – Sul do Brasil

O Trip Montanha nasceu em 2011, quando o fundador, Cristian Stassun, iniciou uma rede de contatos no Facebook com o objetivo de desbravar Santa Catarina. Segundo ele, o grupo cresceu e muitos interessados em trilhar Santa Catarina eram de fora do estado. Criou-se uma rede muito forte, maior do que as associações e federações do estado, agregando pessoas e destinos do Rio Grande do Sul e do Paraná.

Trip Montanha - Sul do Brasil
Foto: Cristian Stassun

Trip Montanha - Sul do Brasil
Foto: Cristian Stassun

Esse grande grupo chamado Trip Montanha reúne os melhores homens e mulheres das atividades de trekking, hiking, bike, corrida, escalada, canoagem, espeleologia, canionismo e guias de turismo de aventura,  juntos descobrem técnicas, segredos de lugares, promoções de produtos, convites de eventos, novidades em tecnologia de fotografia e montanhismo e, principalmente, fortalecem a amizade entre essa galera toda.

Tenho a honra e o privilégio de fazer parte desse grupo de mais de 700 membros, com grandes feras, alguns engajados inclusive na diretoria das principais entidades de montanhismo do Sul do Brasil: FEMESC, ACEM, AJM, ASGEM e CPM.

Trip Montanha - Sul do Brasil
2° Encontrão Trip Montanha – Alfredo Wagner/SC – Foto: Luís H. Fritsch

O Encontrão Trip Montanha acontece todos os anos e reúne os membros do maior grupo de montanhistas do Sul do Brasil para trocar experiências, compartilhar o amor pela montanha, pelos trekkings e pelos esportes de aventura. São dois dias com atividades, palestras, cursos, acampamento, música ao vivo, boa comida e muita amizade.

 

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Realizado esse ano no Cânion Espraiado – Urubici/SC, contou com atividades de rapel com Carlos Eduardo Madona, o Kadu, grande fera do canionismo, da empresa EcoXperiences na incrível Cachoeira do Adão com 90 metros de altura, trilhas pelos cânions, cavalgada, pêndulo com a Natural Extremo  e quadriciclos do Rancho Montanha Urubici. Esse ano o Trekking RS esteve presente no evento, comigo, com o Luis H. Fritsch e o Marcio Masso. Foi simplesmente sensacional!

Os quadriciclos garantiram ainda mais diversão no Encontrão 2018

Trip Montanha - Sul do Brasil

O salto no pêndulo de maior altitude do Brasil, foi realizado pela primeira vez pela empresa Natural Extremo durante o Terceiro Encontrão Trip Montanha realizado nos dias 7 e 8 de julho desse ano.

Veja o vídeo do rapel na Cachoeira do Adão 

O Encontrão Trip Montanha já tem inclusive local e data para a sua 4.ª edição. Será nos dias 6 e 7 de julho de 2019, nos cânions Boa Vista e Amola Faca em São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul.

Trip Montanha - Sul do Brasil
Cânion Boa Vista/RS – Foto: Luís H. Fritsch

Maior pêndulo do Brasil

O maior pêndulo do Brasil em altitude está localizado junto a um dos mais belos cartões postais do estado de Santa Catarina, mais precisamente no Cânion Espraiado, localizado a cerca de 30 quilômetros do centro do município de Urubici em meio a Serra Catarinense.

Sou apaixonada pelo Cânion Espraiado, foi amor a primeira subida… Hehe… e já se vão 11 anos desde então. Lugar de extrema paz e extrema adrenalina ao mesmo tempo! Não me canso de contemplar esse desenho vivo de Deus, no qual ele parece ter esculpido cada borda, cada contorno de montanha e cada leito de rio.

Imagem do Cânion Espraiado durante o Encontrão TRIP MONTANHA 2018

Maior pêndulo do Brasil

Maior pêndulo do Brasil

Entenda como é montado o maior pêndulo do Brasil

Montado de maneira inovadora, o  maior pêndulo do Brasil em altitude é montado com fitas dinâmicas de slackline. O sistema principal e de backup ficam presos em sólidas ancoragens instaladas nas rochas.

O participante salta com duas cordas dinâmicas presas a ele. Estas, por sua vez, ficam presas em uma placa entre os slacklines. As duas cordas ancoradas na cadeirinha do participante são dinâmicas também, isto é, são as mesmas usadas em escaladas. Isso garante maior elasticidade, sendo imperceptível o tranco gerado ao esticar a corda, fazendo com que os corajosos que se desafiam a saltar tenham uma experiência extremamente radical e “suave” ao mesmo tempo! Adrenalina da queda livre sem o tranco das fitas.

Usando equipamentos específicos e com total segurança, a @naturalextremobrasil conseguiu montar esse pêndulo inédito no Brasil, com 80 metros de queda a uma altura de 350 metros do fundo do cânion.

Durante a preparação, vestindo os equipamentos de segurança, até a hora de saltar não senti medo em nenhum momento! Os meninos da @naturalextremobrasil são muito feras! Foi extraordinário ver o Cânion Espraiado de outros ângulos, estar dentro dele, vendo os paredões imponentes de frente.

Veja o vídeo do meu salto

 

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De outros ângulos… 🙃❤🏞⛰🤘😜 . E esse foi o maior pêndulo já realizado no Brasil … dentro do Canion Espraiado, esse desenho de Deus que eu amo de paixão!!! . A @naturalextremobrasil montou toda estrutura com highline com toda segurança. Não senti medo em nenhum momento! Vocês são muito feras!!! SENSACIONAL!!! 🙌 . Valeu @rafa.bridi @angelomaragno . @jake_gules @canionespraiado @tripmontanha @naturalextremobrasil @ecoxperiences . #energiavital #amorsempre #tudonoplaneta #canion #vivaintensamente #adrenalinadas #semlimitesaventura #penduradanoplaneta #highline #pendulo #canionespraiado #urubici #santacatarina #brasil #trekkingrs #trilhando #gratidao #naturalextremobrasil

Uma publicação compartilhada por Di Schaldach (@dianneschaldach) em

GRATIDÃO por poder participar!

GRATIDÃO à equipe do NATURAL EXTREMO: Rafael Bridi, Angelo Maragno, Fylipe Weickert, Chico Amorin e André Nabuco.

Caso você tenha interesse em viver essa experiência única, então acesse o site Natural Extremo. Lá você encontra todas as informações sobre a prática dessa atividade radical extrema e extraordinária!

VIVA com a intensidade que a vida merece… PLENA!

Serra da Veneza x Rio do Rastro

A travessia nada mais é que um percurso que realizamos em parceria com a empresa Sol de Indiada entre às Serras da Veneza e Rio do Rastro/SC.

A travessia foi realizada em 3 dias e duas noites, caminhamos cerca de 45 quilômetros entre campos e bordas dos cânions de Bom jardim da Serra no estado de Santa Catarina – Brasil.

As travessias realizadas pela empresa Sol de Indiada são indicadas para pessoas que estão iniciando no trekking, além das diversos tipos de pacotes oferecidos, o que mais chama a atenção é para o pacote completo, este inclui: translado de ida e volta, acompanhamento de guias experientes em todas as trilhas, apoios com veículos 4×4, alimentação inclusa e ainda a opção de você carregar a mochila cargueira ou de ataque.

Um detalhe interessante sobre a Sol de Indiada é que se você não tem barraca, saco de dormir ou mochilas, você pode contatar a empresa e alugar para a aventura.

Caminhar em lugares assim com uma empresa tão dedicada a seus clientes faz valer a pena a contratação de serviços assim, não é a toa que estávamos em cerca de 70 pessoas incluindo, motoristas especialistas em veículos 4×4, cozinheiros, guias e fotógrafos. Nessa viagem tinha pessoas de inúmeras cidades, sendo dos estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e claro aqui do Rio Grande do Sul.

A travessia começou no dia 7 de setembro, em pleno feriado da Independência, nesse primeiro dia caminhamos um pouco por trilhas e algumas estradas em meio aos campos de cima da serra, cruzávamos pequenos córregos e alguns campos de turfeiras até chegar nas bordas dos cânions.

O dia estava completamente ensolarado, temperatura próxima a 25 graus, céu azul e sem nenhuma nuvem, dia perfeito para contemplação de lindas paisagens.

A caminhada era de nível fácil sem grandes dificuldades, na borda dos cânions podíamos avistar uma linda vista dos grandiosos paredões rochosos e cristas que compõem os Aparados da Serra.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Neste primeiro dia de travessia caminhamos cerca de 15 quilômetros, eu levei apenas a mochila de ataque Mountain Hardwear 30L com o lanche de trilha, água, roupas e câmera fotográfica.

Caminhar nas bordas das serras é uma aventura maravilhosa, a cada subida de morro a vista muda, o cenário é outro, são visuais de tirar o fôlego.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Como boa parte das pessoas eram iniciantes em travessias, demoramos o dia todo para percorrer os 15 quilômetros de caminhada, mas chegamos no acampamento base a tempo de curtir o pôr do sol, enquanto montávamos as barracas.

O acampamento base nada mais era que uma fazenda perto do Rio Púlpito, com galpão e banheiros, só não havia luz no local.

Depois de encontrar o melhor lugar para acampar, montei a barraca e comecei a preparar o meu jantar, este foi, massa espaguete com molho bolonhesa e salame. Para as demais pessoas os cozinheiros prepararam um jantar de risoto com pêra e queijo gorgonzola, com suco de caixa de sabor uva e laranja. Para os vegetarianos e veganos tinha a opção de arroz e feijão. Só preparei o meu jantar pois não sou muito fã de queijo e nem de pêra. kkk

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Depois de todos jantar era hora de fazer aquela fogueira especial, com direito a roda de violão. No grupo havia dois violeiros que cantaram por cerca de duas horas musicas animadas de diversos estilos musicais como: gauchescas, reguee, sertanejo e rock n´ roll.

Fomos dormir cerca de 22:00 horas da noite, o frio era intenso, não ventava no local, o céu não continha nenhuma nuvem. Olhando para o céu, estava completamente brilhante, estávamos de fato em um hotel 1 milhão de estrelas.

No segundo dia acordei bem cedo, cerca de 6:00 horas da manhã, o sol ainda não havia nascido, ao sair da barraca lembro de ver pequenos pedaços de gelo no chão e em toda a barraca. Não sei qual era a temperatura naquele horário, mas tinha sensação de estar uns -3 graus. Era impossível deixar os dedos para fora dos bolsos da jaqueta, chegavam a doer de tanto frio.

Peguei a maquina fotográfica e fui capturar umas fotos da barraca e da neblina que se mostrava subindo em meio aos campos, o céu alaranjado e meio magenta contrastava com as belas araucárias no local.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Às 7:00 horas da manhã o café estava servido, nele continha, tapioca feita na hora de inúmeros sabores, também havia pão, geleias de uva, figada e de abobora, café preto, café com leite e achocolatado, frutas, queijos, presuntos e sem falar que tinha um pote gigantesco de Nutella. Olhei para tudo aquilo e pensei, tá melhor que lá em casa..kkkk

Depois de comer um pouco de tudo e tomar umas 3 xícaras de café, fui até a barraca para organizar a mochila, preparar o lanche para trilha, desmontar a barraca e carregar tudo na mochila cargueira. A mochila que usei é uma Osprey Atmos 50 L estava pesando aproximadamente 12 kg, usei ela para testar o modelo e também para treinar o condicionamento físico.

Geralmente os iniciantes não estão muito acostumado a fazer travessias, demoram mais tempo para colocar tudo dentro da mochila, por esse motivo começamos a caminhar por volta de 9:00 horas da manhã.

A caminhada seguiu pelas bordas dos cânions, subíamos e descíamos morros, serpenteando as bordas, em determinados locais, parávamos para contemplar à vista, caminhar próximo as bordas é muito bom, pois em alguns momentos podemos sentir uma brisa gelada, fazia parecer que tinham ligado o ar condicionado, o sol continuava muito forte e o céu sem nuvens.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Ao meio dia paramos para almoçar em meio a um capão de pinos ilhotes, caminhar nessa região é engraçado, pois estamos sempre colocando o casaco e-o tirando, chega a fazer isso mais que 5 vezes ao dia. A temperatura também varia muito dependendo do horário do dia, as manhãs e as noites são congelantes, durante boa parte do dia é quente, mas em algumas vezes é possível que feche na neblina e tenhamos que por jaquetas e gorros.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Paulo Gerstner

Durante a tarde toda caminhamos perto das bordas dos cânions, por muitas vezes avistávamos cidades ao longe, como o dia estava perfeito era garantido a captura de fotos incríveis.

Conforme íamos caminhando começamos a adentrar dentro do Parque Eólico, a vista do lado direito que tínhamos eram das bordas e do lado esquerdo, campos verdejantes com os cata ventos no alto dos morros.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

No fim de tarde chegamos ao acampamento do Jorge, localizado bem perto do Cânion da Ronda em Bom Jardim da Serra/SC, o local conta com uma grande área para camping, um galpão enorme, banheiros divididos por sexo e energia elétrica.

Ali alguns aventureiros já escolhiam o melhor lugar para armar suas barracas, na cozinha os cozinheiros já faziam o jantar, neste dia o cardápio seria strogonoff de carne com arroz e batata palha. Na minha opinião essa é uma das melhores refeições para se fazer no acampamento.

O jantar foi servido cedo, todos nós estávamos com muita fome, após o jantar foi realizada uma surpresa para um dos guias e proprietário da empresa Sol de Indiada, era noite de confraternizar o aniversário do Evandro Clunc. Melhor que fazer aniversário é poder celebrar esse dia em meio a natureza em um local tão especial que é a travessia entre serras.

Depois de muitas felicitações, os violeiros roubaram a cena, e logo começou as musicas animadas, como estava um pouco preguiçoso fui me deitar e não fiquei até o final das cantorias.

Último dia de travessia

O sol ainda não tinha levantado, e eu já estava aposto com a maquina fotográfica capturando as belas imagens antes do sol nascer, nessa manhã o clima estava agradável, não estava muito frio em relação ao dia anterior.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Cada um arrumou suas coisas, acondicionando dentro de suas mochilas cargueiras e de ataque, eu pus tudo dentro da cargueira e separei apenas a maquina fotográfica, o lanche e a água para levar em minha mochila de ataque.

O café começou a ser servido e como sempre tinha inúmeras opções, era como estar em um hotel, estava tudo perfeito.

Após o café era hora de botar as mochilas nas costas e seguir de ônibus até próximo as bordas de onde iria começar a caminhada propriamente dita, nosso destino final seria a famosa Serra do Rio do Rastro/SC, lembro do guia informar que caminharíamos um pouco mais rápido do que nos outros dias, pois ele tinha reservado um almoço no restaurante Mensageiro da Montanha, tínhamos que chegar lá no máximo às 14:00 horas.

Neste último trecho de caminhada a visão que tínhamos era de tirar o fôlego, as montanhas pareciam estarem uma em cima das outras, caminhar por esse trecho é muito belo, a todo tempo essa vista muda e encanta a cada passo dado.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Capturamos muitas fotografias, de muitos ângulos diferentes até que chegamos no Cânion da Ronda, ali podemos avistar os morros que formam a Serra do Rio do Rastro, é uma outra visão de um dos atrativos mais visitados do estado de Santa Catarina.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Do Cânion da Ronda em diante seguimos de ônibus até o mirante e restaurante Mensageiro da Montanha.

Ao chegar no mirante da Serra do Rio do Rastro, vimos que havia inúmeros turistas, então antes de ir lá capturar umas fotos da serra, resolvemos almoçar.

O restaurante serve todo o tipo de comida, o atendimento é muito bom, vale a pena o investimento, além do restaurante, há também uma pequena lojinha com artesanato e lembranças deste lugar incrível.

Depois de nos servirmos inúmeras vezes, era hora de ir contemplar a Serra do Rio do Rastro, enquanto fazíamos a digestão no sol. Assim terminou mais uma travessia de trekking entre as serras.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Veja também:

Explore as estradas da Serra Catarinense

O melhor trekking do sul do Brasil

Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

Estância Pé da Serra

Apresento a vocês um dos lugares mais belos do Sul do Brasil, localizado ao Pé da Serra do Rio do Rastro, essa que é uma das mais lindas estradas do mundo.

A Estância Pé da Serra está localizada na cidade de Lauro Miller/SC, conta com uma ampla infraestrutura para atender os mais diversos públicos, desde atividade com escolas, escoteiros, viajantes, aventureiros, montanhistas e claro com a família toda.

Estância Pé da Serra
Crédito: Luís H. Fritsch

Estância Pé da Serra
Crédito: Luís H. Fritsch

Estância Pé da Serra
Crédito: Luís H. Fritsch

Estrutura:

O local possui diversos tipos de acomodações, dentre eles estão, camping estruturado e casas rusticas feitas de madeira nobre que acomodam inúmeras pessoas.

A estância conta ainda com banheiros masculino e feminino divididos, chuveiros quentes, cozinha completa e geladeira em todas as acomodações.

Esportes e Lazer:

Na estância Pé da Serra a inúmeras opções de lazer, podendo o turista fazer diversas trilhas em meio a mata atlântica, uma delas leva à uma cachoeira escondida de aproximadamente 100 metros de altura, as trilhas são bem marcadas, caso você não se sinta seguro de percorre-las sozinho, a funcionários que podem lhe acompanhar.

No lugar também é possível fazer turismo rural, passeios de quadriciclo e pesca esportiva.

Para quem gosta de andar de bike, o local é perfeito para aventurar-se pelas estradas coloniais sempre com vista das cristas e montanhas da Serra Geral.

Estância Pé da Serra
Crédito: Luís H. Fritsch

Estância Pé da Serra
Crédito: Luís H. Fritsch

Estância Pé da Serra
Crédito: Luís H. Fritsch

O que mais chama a atenção na estância Pé da Serra é o visual que se tem principalmente no amanhecer e fins de tarde, a fazenda está a cerca de 750 metros de altitude, de onde é possível ver grande parte da Serra Geral e a famosa Serra do Rio do Rastro.

Se você é uma pessoa que procura um bom lugar para passar os fins de semana, recomendamos conhecer e se encantar com a estância Pé da Serra!

Informações de contato:

Para mais informações você confere no site Estância Pé da Serra, converse com o proprietário Mercilo João Rigor.- pelo contato via e-mail: contato@estanciapedaserra.com.

Telefone: (48) 9-9166-9223

Desafio dos Rochas 2018

Pomerode conhecida como a cidade mais alemã do Brasil foi palco (mais uma vez) do Desafio dos Rochas que ocorreu nos dias 21 e 22 de abril e reuniu 1.150 ciclistas de 10 estados brasileiros e de 3 países Uruguai, Portugal e Canadá.

Desafio dos Rochas 2018
Foto: Monique Renne

A prova foi dividida em 3 circuitos:

  • Pró – 98,6 Km com 3.000 m de altimetria (aproximadamente) e 6 trilhas;
  • Sport – 64 Km com 1.400 m de altimetria (aproximadamente) e 5 trilhas; e
  • Amador – 31,8 Km com 560 m de altimetria (aproximadamente) e 1 trilha.

No Desafio dos Rochas, são testados todos os teus limites físicos e psicológicos. Os atletas enfrentaram trilhas técnicas, descidas e subidas íngremes, sol escaldante, empurra bike – variando conforme o preparo físico do ciclista…entre outros obstáculos. O evento é considerado uma das provas de Mountain Bike mais difíceis do Brasil.

Desafio dos Rochas 2018
Foto: Cesar Delong I Pedal

A prova é planejada com muita atenção e carinho por toda família Rocha e comunidade de Pomerode. “Muitos amigos adotaram o evento como seu, algo incrível. Todos se uniram em prol de fazer um grande evento que já não é mais só da família Rocha, mas sim feito por uma comunidade apaixonada em receber a todos em sua grande casa chamada Pomerode.” destaca José Carlos, membro da família Rocha.

Desafio dos Rochas 2018
Foto: Cesar Delong I Pedal

Ao final de cada edição do Desafio dos Rochas a organização se atem a ouvir as sugestões/dicas dos ciclistas para as próximas edições. Ano passado, infelizmente o clima (chuva) deixou algumas trilhas muito técnicas e diversos trechos viraram empurra bike. Independentemente do clima algumas trilhas estavam difíceis até para os atletas da elite.

Nesse ano os circuitos foram remodelados e novas trilhas surgiram. Diferente da edição anterior as trilhas estavam muito mais limpas e fluídas, deixando a prova mais rápida segundo o feedback  de diversos atletas.

Desafio dos Rochas 2018
Foto: Cesar Delong I Pedal

Outra grande modificação foi trazer à prova de volta para o Teatro Municipal de Pomerode no centro da cidade. Isso agradou muito os atletas e seus familiares que puderam curtir muito mais a cidade mais alemã do Brasil.

Além de todos os atrativos da cidade e do evento, ao longo do final de semana o público pode participar de diversos bate-papos e whorkshops com grandes atletas como Lucio Otávio (Audax Team), Francisco Rotta Muller, Luana Machado, entre outros.

Desafio dos Rochas 2018
Foto: Cesar Delong I Pedal

“É recompensador ver a quantidade de novos amigos que criamos nesta jornada, ver como a cidade e comunidade tem aceitado o evento e os ciclistas, ver as famílias unidas no evento. Levar um pouco da nossa tradição alemã para os vários cantos do Brasil e poder mostrar as belezas escondidas da nossa cidade para o Brasil e o mundo.” Porém, José Carlos Rocha ressalta que tudo isso só é possível graças a ajuda de parceiros que acreditam no evento, a família e amigos que se unirão para fazer deste um grande evento.

No link abaixo um pouco do que rolou no 6º Desafio dos Rochas, produção de Root Rider TV.

Trilhas no Santinho

Nossa viagem a Floripa mereceu uma ida ao norte leste da ilha para visitar nossos amigos Bruno e Ciane que moram no Costão do Santinho. Chegamos à tardinha do dia 1º de março e à noite já programamos a trilha do dia seguinte.

Acordamos cedinho para seguir rumo ao Morro das Aranhas, em companhia do Bruno, que nos mostrava o caminho. Iniciamos pelo lado direito do morro, cuja trilha origina dentro do Resort do Costão do Santinho.

Trilhas no Santinho

Inicialmente o percurso é bem marcado, concretado. Seguimos primeiramente até as dunas que ficam em meio à vegetação de mata. As árvores de pinos contracenando com as montanhas de areia dão um detalhe especial à paisagem.

Trilhas no Santinho

Faz-se necessário voltar um pedaço pela mesma trilha, pois a ida até as dunas é somente um desvio da trilha principal. O percurso continua plano por determinada distância até iniciarem as subidas, quando a trilha fica mais estreita, com alguns obstáculos no caminho, mas que são facilmente superados.

Encontramos algumas teias de aranha às margens do caminho. Deve-se prestar atenção antes de pisar e se apoiar em pedras, pois há presença de animais peçonhentos, principalmente cobras.

Todo o contorno do caminho tem uma flora preservada. Depois de algum tempo chegamos até a Praia do Moçambique, onde se pode tomar banho de mar para refrescar.

Trilhas no Santinho

Retornando para a trilha, seguimos adiante. Agora o trajeto passa a ter mais desníveis, exigindo, em alguns pontos, o auxílio das mãos para subir e descer das pedras e atenção para não escorregar caso o solo esteja molhado.

O gravatá está presente em abundância na vegetação do morro, contribuindo para a belo cenário. Em vários pontos é possível avistar o mar aberto, a orla, a ilha das aranhas, pescadores, bem como uma vista panorâmica da praia do Moçambique e do Santinho.

Trilhas no Santinho

Trilhas no Santinho

Trilhas no Santinho

Trilhas no Santinho

Já quase no final da trilha, na praia do Costão do Santinho, estão localizadas as inscrições rupestres, protegidas dos raios solares e vigiadas por câmeras de monitoramento.

A maior parte do percurso se dá em área exposta ao sol, motivo pelo qual aconselha-se o uso de boné e protetor solar. Importante levar água e algum lanche, pois não há nenhum estabelecimento durante o caminho.

Trilhas no Santinho

Trilhas no Santinho

Fizemos a trilha sem pressa, para poder observar e admirar todo o panorama. Chegamos no Costão do Santinho antes das 12 horas, por isso, resolvemos caminhar pela beira-mar na direção do morro dos Ingleses que fica do outro lado da faixa de areia.

O mar da praia do Costão do Santinho possui água limpa e cristalina, com ondas fortes em determinados trechos, atraindo banhistas e surfistas. Bem próximo à orla, uma região de dunas compõem a paisagem única dessa praia.

Chegamos até a encosta do morro, porém o tempo virou e a chuva desabou. Partimos, porém, algumas horas depois retornamos para subir até o Santinho que fica no Morro dos Ingleses.

A trilha tem aclive acentuado, mas sem obstáculos, podendo ser feita em cerca de trinta minutos. Vale muito a pena, pois a visão panorâmica da praia do Costão do Santinho é espetacular.

Trilhas no Santinho

Do mirante do Santinho, consegue-se ver a praia de Ingleses do outro lado, mas não se tem uma imagem muito ampla. Há uma trilha que contorna o Morro dos Ingleses pelo lado da praia dos Ingleses, mas essa aventura ficará para uma próxima oportunidade.

Caso você queira seguir essa trilha, abaixo encontra-se o mapa com todo o percurso realizado. O ponto verde no mapa é o início da trilha e o vermelho o ponto final (esquecemos de desligar o GPS e lembramos apenas na casa do nosso amigo Bruno..kkk).

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