Cachoeira do Rio Bello

Cachoeira do Rio Bello

Andando pelo interior da cidade de Caxias do Sul/RS, descobri duas lindas cachoeiras, uma conhecida como Cachoeira do Rio Bello e a outra como Cascata do Teichmann, as duas um tanto desconhecidas pela maioria das pessoas.

Pra quem acha que Caxias do Sul é somente uma cidade de pedra e concreto, está enganado, se olharmos para o tamanho da área territorial pertencente a essa cidade, veremos que existem muitos vales, alguns profundos e selvagem e ainda inexplorados pela maioria.

Andando pela estrada Municipal do Vinho, no sentido Vale Real à Caxias do Sul, notamos um grande vale a direita, seguimos este vale e encontramos uma grandiosa cachoeira, com aproximadamente 40 metros de altura.

Cachoeira do Rio Bello

Ao lado da estrada tem um mirante, onde é possível avistar a cachoeira ao longe. Mas como não conseguimos apenas olhar de longe, seguimos devagar, olhando na beira da estrada se havia alguma trilha que ao menos levasse na parte de cima da Cachoeira do Rio Bello.

Então estacionei o carro ao lado de uma capelinha, e ali continha uma pequena trilha, segui por ela e cheguei na crista da cachoeira.

O local é “Bello” como seu próprio nome refere, com todo o cuidado do mundo, comecei a caminhar sobre as pedras da parte de cima da Cachoeira do Bello, a vista do rio para o despencar das águas cristalinas da cachoeira em direção ao vale é muito legal, estar naquele local fez com que sentisse uma ótima conexão com a natureza, uma sensação de paz imensa.

Cachoeira do Rio Bello
Cachoeira do Rio Bello

Fiquei ali por alguns instantes, olhando o despencar das águas e tentando registrar algumas imagens legais. Nisso chegou um morador local, perguntei a ele se havia alguma trilha que desse para acessar a parte de baixo da queda!

O morador, bem atencioso disse que a única trilha que ele conhece é vindo do Camping do Rio Bello por dentro do próprio rio, uma trilha de aproximadamente 6 horas entre ida e volta. Agradeci as informações, olhei para o relógio e já era metade da tarde, não daria para fazer a trilha nesse dia. Teria então que voltar um outro dia pela manhã com mais tempo para então explora-la!

Olhei o mapa e encontrei outra cachoeira não muito longe dali, peguei o carro e segui a estrada em direção a Caxias do Sul, logo depois de uma ponte de concreto, dobrei a direita e segui por ela, andei por algum tempo e me deparei com uma outra cachoeira belíssima.

Eram inúmeras quedas de água que faziam uma enorme cachoeira, difícil de acreditar que uma beleza daquela estava assim, tão perto da estrada. Foi só descer do carro e admirar a paisagem.

Cachoeira do Rio Bello
Cachoeira do Rio Bello

Enquanto estava ali fazendo algumas fotos, refleti um pouco sobre as viagens que já fiz ao longo de anos “turistando” por aí, e cheguei a conclusão que precisamos conhecer e explorar mais a serra gaúcha, temos uma rica diversidade de locais, que é possível fazer dezenas de atividades de Ecoturismo e turismo de aventura bem ao lado de nossas casas e por alguma razão não damos a devida atenção para isso.

Viajamos o mundo, carimbamos nossos passaportes, fizemos travessias gigantescas de trekking por serras, cânions e inúmeros lugares, sempre tentando achar locais onde tenhamos a melhor conexão com a natureza.

Aqui na serra gaúcha temos muitos locais selvagens ainda, que com certeza geram uma conexão muito boa com a natureza em sí. Precisamos ficar mais atentos a toda essa exuberância natural que temos em nossos municípios.

Se tiver que dar um conselho a todos que leem meus textos e postagens, digo-lhes que saiam para explorar locais diferentes, não se contentem apenas com o turismo que está pronto, lembre-se de sempre compartilhar conosco, com seus amigos os novos destinos que conhecer.

Cachoeira

Fico por aqui e até o próximo post, curtam, comentem e compartilhem esses destinos com seus amigos!

Trilhas Morro Gaúcho

Trilhas Morro Gaúcho!

A cidade de Arroio do Meio, foi sede da 3ª Etapa do Circuito Trilhas & Montanhas – Trilhas Morro Gaúcho, que ocorreu no último sábado, 4, com percursos de 5, 15, 25 e 54 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas. O evento contou com a participação de mais de 800 atletas.

Os grandes campeões foram do Trilhas do Morro Gaúcho:

Distância Curta (5 quilômetros) –

Camila Backes – Equipe Teutorunner – 39min29seg

Anderson Boll – Equipe Body e Mind – 32 min55seg

Distância Média (15 quilômetros) –

Zezilda Aparecida da Silva Simão – Equipe Inspirerun – 2h17min

Evandro Audibert – 1h38min

Distância Longa (25 quilômetros) –

Daiane Dias – Equipe Born Run – 3h23min

Sidimar Pimentel Saraiva – Equipe Time T e M – 3h02min

Distância Ultramaratona (54 quilômetros) –

Jasieli Tagliari Dalla Rosa – Equipe Team Ultra Chico – 8h02min *(3ª Colocada Geral)

(+41) Geovanna Boppre de Mendonca – Equipe Admovere/Faccat – 10h10min

Gabriel Kretschmer – Equipe Time T e M – 7h46min *(Bicampeão do Trilhas do Morro Gaúcho)

(+41) Rogério Andretta – Equipe Danivist Running – 7h56min

Classificação completa do Trilhas Morro Gaúcho disponível no site da 3C Timing.

Pelo segundo ano consecutivo tive a honra de participar da Ultramaratona. Não desmerecendo nenhuma das outras etapas do CTM, mas o Trilhas Morro Gaúcho é um dos melhores percursos do Campeonato, em minha opinião.

Trajeto este preparado com muito carinho e dedicação pelo seu Pedro Jung (Brutus do Gaúcho). Evento impecável em todos os sentidos (kits, sinalização, premiação…), graças ao profissionalismo e competência do Luis Leandro Grassel, João Paulo Wildner Medina e demais integrantes da empresa L & E Eventos e equipe CTM.

Trilhas Morro Gaúcho
Créditos: Clic Run

6:50 da manhã , minutos antes da largada chovia forte no local da prova. Acredito que os 100 atletas que enfrentariam os 54 quilômetros, ficaram tão felizes quanto eu com a chuva e o clima mais ameno do início do dia.

Pontualmente às 7 horas foi dada a largada da ultramaratona. Ao meu redor atletas da elite do trail running gaúcho, grandes amigos, alguns conhecidos de outras provas e outros enfrentando pela primeira vez as trilhas Morro Gaúcho. Mas, todos com a mesma meta: concluir a prova!

Muitas trilhas, diversos riachos, alguns estradões e nove picos/montanhas imponentes compuseram o percurso da prova.

A chuva de alguns minutos antes da largada, logo cessou e deu lugar ao sol e um forte calor já nos quilômetros iniciais! Percorri trechos sozinha e outros com alguns atletas. Fui incentivada e incentivei…Fiz amigos que levarei para o resto da vida!

Trilhas Morro Gaúcho
Créditos: Clic Run – Alex Viana

No quilômetro 39 faltando cerca de 15 minutos para o corte (quilômetro 40), encontrei o atleta Ismael sentado em uma valeta e extremamente cansado. Tínhamos mais cerca de 1 quilômetro até chegar no ponto de corte…não pensei duas vezes e incentivei ele à seguir comigo.

Na entrada de uma trilha (ponto de corte) estava o staff Leonardo Wink e mais uns 3 ou 4 atletas, literalmente atirados, tentando recuperar a energia. Pensei em descansar um pouco também, mas resolvi iniciar a trilha e aproveitar o tempo.

Deste ponto em diante seguimos juntos somente eu e Ismael, subindo e descendo as trilhas e montanhas…em certo ponto ele comentou que era a sua estreia nas ultramaratonas. Veja aqui como foi a minha estreia em uma Ultramaratona.A partir dali resolvi que não iria “abandoná-lo” pelo percurso. Resolvi abrir mão da minha prova e ajuda-lo a concluir este grande desafio!

Nos últimos 5 ou 6 quilômetros a noite já se aproximava. Na última trilha a luz da lanterna (item obrigatório) nos guiou.

Estávamos muito cansados. Na última trilha, Ismael caminhava alguns metros e parava, eu incentivava ele à seguir, falei dezenas de vezes “Não fizemos tudo isso para desistir agora!”.

Assim que terminamos a subida dessa trilha, saímos em um estradão e encontramos 2 moradores locais de moto e quadriciclo que estavam trabalhando na prova. Os mesmos nos informaram que não faltavam mais muitos quilômetros para a chegada e que diversos atletas haviam levado o corte.

Estávamos dentro do tempo da prova. Iniciei um trote para ganhar algum tempo, mas o Ismael não conseguia acompanhar. Parei e lhe acompanhei caminhando.

Faltando pouco mais de 1 quilômetros para a chegada encontramos o Pedro Jung de quadriciclo. Para quem não sabe, é ele que monta o percurso da prova!

“Desistir jamais…Sigam, que eu vou de batedor! […]”

Vocês não fazem ideia da emoção que foi seguir esses quilômetros com seu Pedro, nos incentivando, contando histórias do percurso…

Seguimos entre exaustão, dores e lágrimas eu, Ismael e Pedro até a linha de chegada!

Hoje quase uma semana após os 54 quilômetros com 3.100m de altimetria acumulada do Trilhas do Morro Gaúcho, relembro ainda emocionada o que enfrentei durante as 12 horas de prova.

Trilhas Morro Gaúcho
Créditos: Clic Run – Max

Me sinto altruísta porque ajudei atletas em dificuldades, mas também me sinto humilde porque me deram a mão quando precisei. Os melhores momentos foram os mais humanos, os de deslumbramento perante a força da natureza.

Vida longa ao CTM…

CTM 2019 – Nota de esclarecimento:

Trilhas Morro Gaúcho

Deixamos de ser CGCTM 2019 e voltamos a ser CTM 2019.

Estamos dando um passo à frente para voltar a nossas origens, resgatando e valorizando o verdadeiro sentido do nosso trabalho desde 2012, que é correr nas trilhas e montanhas do Rio Grande do Sul.

A partir de agora, esta é a marca de nossos desafios, que traduz a essência e a tradição de se superar nas melhores trilhas, nas montanhas mais desafiadoras.

Tudo isto porque queremos estar cada vez mais alinhados com o que fazemos e com o espírito aventureiro de cada apaixonado por esta modalidade.


Circuito Trilhas & Montanhas 2019

Trilha

A ultramaratona mais “bruta” terá mais de 50k de trilha

Em menos de um mês centenas de atletas irão se desafiar na 3ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas & Montanhas – Trilhas do Morro Gaúcho. O evento ocorre no dia 04 de maio na cidade de Arroio do Meio, o mesmo contará com as distâncias de 5, 15, 25 e 54 km de trilha no mais verdadeiro trail running.

Tenho um carinho especial por esta etapa, ano passado fiz a minha estreia nas ultramaratonas, enfrentando o TRILHAS DO MORRO GAÚCHO, com seus (aproximadamente) 50 quilômetros e 2.600 metros de altimetria.

Trilha
Créditos: Clic Run

O treinamento foi puxado! Longos que eu nunca tinha feito na vida, percursos, trilhas e montanhas que eu fazia pedalando passei a fazer correndo. Mais…dieta, musculação e pilates, fizeram parte do “pacote do treinamento”.

Minha estratégia: subir tranquila, descer forte e correr/trotar no plano.

Minha meta: completar a prova.

A prova:

A maioria das subidas eram em caminho para apenas uma pessoa (single track, como dizem), muito difíceis. Sofri! Aliás, todo mundo sofreu! E as descidas ingrimes em trilha, com muito barro, como se fosse sabão em um piso molhado. Ainda bem que corri com os bastões e pude descer várias delas “esquiando”!

Trilha
Créditos: Clic Run

Mas, em meio a esse “sofrimento bom” – se é que me entendem. Existiu muita camaradagem, pois todos (atletas) se ajudam, todos se incentivam e todos apoiam todos. Porque todos sentem as mesmas dificuldades!

Me apaixonei pela dificuldade do percurso e pelo visual, que transformavam a corrida em trilha algo muito mais significativo pra mim do que simplesmente bater um tempo específico.

Neste ano os atletas irão se desafiar em um percurso de 54 quilômetros com 3.100 metros de altimetria,  conforme o mapa abaixo:

Trilha
Créditos: CGCTM 2019

Tempo Limite:

ITRA – 10 horas

CGCTM – 11h30min

Corte Único no Km 40 às 16 horas:

Todos os participantes que neste ponto da prova, passarem a partir de 16h00min01s, serão ORIENTADOS a se dirigirem diretamente para a chegada e no momento de cruzarem a linha de chegada, será adicionado ao seu tempo, mais 3 horas.

(Este adicionamento de 3 horas, é necessário pois ainda encontrará no percurso participantes que não levaram corte (16 horas) e ainda estão percorrendo a totalidade do percurso).

Equipamentos Indispensáveis:

  • Casaco/agasalho, para proteção de chuva e frio;
  • Lanterna de cabeça;
  • Kit Primeiros Socorros (escolha de itens pessoal);
  • Aparelho celular;
  • Equipamento de hidratação (mochila, cinto…).

ATENÇÃO: o percurso é de grande dificuldade física e de difícil acesso para socorro e regaste.

É de extrema importância para a saúde e segurança física do participante, o mesmo fazer a sua avaliação pessoal e de condicionamento físico para a distância.

Kit da prova (ultramaratona):

  • Camiseta
  • Viseira T&M;
  • Camiseta Finisher 54 Km;
  • Medalha Finisher;
  • Número de peito;
  • Medalha;
  • Sachê carbogel;
  • Snack Saudável;
  • Cerveja Raiz Trail;
  • Eco copo 300 ml.
Trilha
Créditos: CGCTM 2019
Cascata do Paraíso

Cascata do Paraíso

Cascata do Paraíso está localizada na linha Forromeco, pertencente a cidade de Carlos Barbosa, distante aproximadamente 16 km da cidade de Farroupilha e 11 km do município de São Vendelino/RS.

A Cascata do Paraíso está dentro de uma propriedade particular, por isso é muito bem cuidada e preservada pelo proprietário, Sr. Eduardo, um porto alegrense muito gente boa que tivemos o privilégio de conhecer.

Para manter a estrutura intacta e as trilhas organizadas, o proprietário cobra uma taxa de R$ 10,00 por pessoa para passar o dia no local.

O que fazer na Cascata do Paraíso

Dentro da propriedade há cerca de três quedas de água, onde em cada uma delas forma-se um grande poço para banhos, a profundidade entre eles variam de 3 a 8 metros, caso você não saiba nadar não é recomendado entrar na água.

Para quem gosta de nadar ou se refrescar nas águas da cascata, esse lugar é propício para isso.

Para quem gosta de capturar belas imagens assim como eu, o local é propício para isso, os caminhos e trilhas são bem sinalizados e de fácil acesso para a maioria das pessoas.

Cascata do Paraíso
Crédito: Luís H. Fritsch
Cascata do Paraíso
Crédito: Luís H. Fritsch
Cascata do Paraíso
Crédito: Luís H. Fritsch
Cascata do Paraíso
Crédito: Luís H. Fritsch
Cascata do Paraíso
Crédito: Luís H. Fritsch

Dentro da sua propriedade ele não aceita que entre com bebidas alcoólicas, mas é possível fazer um churrasco com os amigos e/ou família, as churrasqueiras são feitas de maneira natural, usando pedras do próprio rio.

Horários de visitação

Para aproveitar melhor a paisagem, recomendamos ir durante a semana, mas caso você não consiga ir nestes dias, ir aos finais de semana também pode ser legal.

Em dias de muito calor e finais de semana principalmente a Cascata do Paraíso costuma ficar lotada, se você é o tipo de pessoa que gosta de paz e tranquilidade, ir nos sábados e domingos talvez não seja a melhor opção.

A propriedade está aberta para todos que quiserem visita-lá, das 9:00 horas até às 18:00, todos os dias da semana.

Como chegar na Cascata do Paraíso

Cascata do Paraíso

Link do Google Maps

Outros destinos nas proximidades

A região da Serra Gaúcha possui muitos atrativos naturais, pois possui uma geografia interessante, rodeada de grandes vales, matas e cascatas.

Se você tem vontade de conhecer outros lugares de belezas naturais exuberantes, recomendamos conhecer também a Cascata do Salto Ventoso na cidade de Farroupilha, distante aproximadamente 10 km da Cascata do Paraíso.

Cascata do Paraíso
Salto Ventoso – Crédito: Luís H. Fritsch

Caso você goste de locais altos e com uma vista esplendida da cidade de São Vendelino, recomendamos conhecer o Morro do Diabo, localizado aproximadamente 9 km da Cascata do Paraíso.

Cascata do Paraíso
Morro do Diabo – Crédito: Marcio Basso

O local é propício para esportes de Voo livre como paraglider e parapente ou também um ótimo local para se curtir o pôr do sol, concluindo assim o passeio pelo interior da Serra Gaúcha

Trilhas do Salto Ventoso

Trilhas do Salto Ventoso

Linha Müller, comunidade do interior de Farroupilha, no Rio Grande do Sul, foi sede da segunda etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas & Montanhas 2019 – Trilhas do Salto Ventoso.

Trilhas do Salto Ventoso ocorreu no último sábado, dia 16 e teve percursos de 7, 16 e 24 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas. O Evento contou com a participação de mais de 800 atletas, vindos de diversas cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

“É uma honra estar sediando pelo quinto ano consecutivo um evento deste porte. Temos um dos mais belos cartões postais do RS e de quebra o interior da região de Linha Müller possui ótimas trilhas.” Destaca Vanessa Borsoi, moradora da Comunidade e uma das responsáveis pelos percursos da prova.

Percursos extenuantes aliados ao calor do final de semana, exigiram técnica e muita resistência dos atletas. Eles enfrentaram aclives e declives acentuados, em alguns trechos a única opção era caminhar.

Atleta da equipe BTR (Bento Trail Runners), Josemar Gomes Nunes estreou no Circuito Trilhas & Montanhas em 2015 no Salto Ventoso e confessa que foi amor à primeira vista. Sábado o corredor voltou para Salto Ventoso e resolveu encarar a distância longa da prova.

“Minha prova foi boa! Poderia ter sido melhor, pois treinei muito para essa corrida […] mas estou feliz com meu desempenho – é a minha terceira corrida na distância longa! Agora é ajuntar os cacos e focar para a próxima etapa.”

Trilhas do Salto Ventoso
Créditos: Clic Run – Anelise Leite

Para o micro empresário caxiense, Rogério Andretta da equipe Danivist que conquistou o 3º Lugar Geral na distância média, o evento teve vários pontos positivos os principais segundo ele foram a grande quantidade de trilhas, sinalizações e infraestrutura da prova.

“Foi muito bom rever amigos e conhecer outros tantos corredores que dividem comigo esse gosto por correr em trilhas! Seguimos em frente com foco e sem lesões que as boas notícias virão…” complementa Andretta, que no CGCTM 2018 correu todas as etapas na distância longa e sempre figurou entre a elite do trail running, conquistando diversos pódios gerais.

Trilhas do Salto Ventoso
Créditos: Clic Run

A prova foi considerada um sucesso por diversos atletas e acessórias esportivas, que não pouparam elogios durante o evento. Isso só foi possível graças a um trabalho em equipe que muitas vezes não é notado pela maioria.

Desde a primeira edição (2015) do Trilhas do Salto Ventoso a Comunidade de Linha Müller, partiu do princípio que deveriam ter um serviço de atendimento aos visitantes de excelência. E que não seria apenas “mais uma corrida de trilhas”.

“Tínhamos que agregar algo além…deixar nossa marca! Fazendo a junção corrida + festa de ‘colônia’, conseguimos proporcionar aos atletas e familiares: almoço típico, deliciosos lanches, vestiário com chuveiros, parque infantil…e a já tradicional cordialidade dos moradores.” Relembra emocionado o casal Samuel Maikel Polli e Vanessa Borsoi.

Trilhas do Salto Ventoso
Créditos: acervo pessoal

 “Nosso muito obrigado à Comunidade Linha Müller, Prefeitura Municipal de FarroupilhaParque Salto Ventoso, Equipe L&E Eventos Ltda. e demais apoiadores; que acreditaram e não mediram esforços na promoção deste evento de Turismo de Eventos Esportivos na Natureza, a onde além de fomentar e difundir a prática esportiva, certamente é um grande gerador de emprego e renda diretamente e indiretamente.” acrescenta Luis Leandro Grassel, coordenador geral do CGCTM.

Classificação completa disponível em 3ctiming

Fotos oficiais do evento em clicrun

Calendário e inscrições das próximas etapas em Youmovin

Três Cachoeiras

Sempre buscamos novas opções de trilhas, destinos e opções de lazer para os nossos leitores, e essa matéria não é diferente, estivemos presentes no 1º passeio da nova Rota Turística Caminho dos Vales e das Águas na cidade de Três cachoeiras no dia 12 de Dezembro/2018.

Passeio este que contou com aproximadamente 20 pessoas, dentre elas estavam presentes, gestores de agências de viagens, empresários locais, alguns moradores e claro nós do Trekking RS.

O Município de Três Cachoeiras localiza-se distante cerca de 165 km da capital Porto Alegre, cerca de 36 km da cidade de Torres/RS e afastada aproximadamente 20 km da cidade de Três Forquilhas, onde lá também é possível percorrer o Caminho dos Vales e das Águas, veja!

Três Cachoeiras é uma cidade pequena, mas muito cativante e bela, a história conta que em 1605, missionários jesuítas viajaram do Rio de Janeiro para cá com o objetivo de catequizá-los e protegê-los da ação dos bandeirantes paulistas que vinham ao Sul capturá-los para o trabalho escravo nas fazendas de São Paulo. A origem do nome de Três Cachoeiras deu-se, possivelmente, nesta época, de 1605 a 1615, por viajantes paulistas que encontraram três cachoeiras, distantes entre si cerca de 80 metros e localizadas ao Norte da sede do município, na encosta do morro mais tarde denominado “dos Pereira”. Leia a história completa.

O primeiro passeio por Três Cachoeiras começou pelo centro da cidade, mais precisamente pela Casa do Artesão Raízes da Arte, o local conta com inúmeros artigos artesanais feitos pelos moradores local, alguns deles são decorativos, outros contam histórias da cidade.

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch
Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

O segundo local escolhido foi uma propriedade rural, onde é possível desfrutar de um piquenique em meio a um bosque, perto dali encontra-se um córrego com águas cristalinas que encantam e animam tomar aquele banho de rio.

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch
Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

Depois de cerca de 40 minutos no local, nos deslocamos para dois atrativos de tirar o fôlego, estes são: o Poço das Andorinhas e o Poço dos Morcegos, locais de beleza intacta que enchem os olhos, as águas são totalmente cristalinas e próprias para banho.

No local existem duas trilhas uma para a direita que dá ao Poço dos Morcegos e outra à esquerda leva até o Poço das Andorinhas. As duas trilhas podem ser percorridas por todas as idades, os caminhos são bem marcados e de beleza singular, caminha-se aproximadamente cinco minutos em meio a mata atlântica para acessar as quedas de água.

Para fotógrafos o local é propício para realização de ensaios fotográficos e nós conseguimos capturar belas imagens desses locais, veja a seguir!

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch
Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch
Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

Depois de aproveitar bem os locais era hora de seguir em frente, a próxima parada seria no Moinho de Pedra, este é um dos únicos que ainda funcionam na cidade de Três Cachoeiras, construído artesanalmente, usa materiais como madeira e pedra em sua construção, antigamente este moinho funcionava com água, hoje em dia ele foi adaptado para trabalhar usando energia elétrica.

A construção do moinho é tão minimalista que além de transformar grãos de milho em farinha, ele separa a casca do milho da farinha, é incrível ver funcionando, ver estas coisas nos dias de hoje é algo inacreditável. Se você for visitar a cidade de Três Cachoeiras, não pode deixar de visitar esse Moinho de Pedra.

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

Já era hora de visitar outro local, a Casa da Tia Laura, este seria o lugar do nosso almoço, o atrativo conta com um restaurante temático, todo decorado com objetos antigos e rústicos, o local faz com que retornemos aos tempos antigos sem perder a sofisticação dos tempos modernos.

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch
Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch
Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

Além do acolhedor restaurante a Casa da Tia Laura possui acomodações belíssimas, bem incrementadas para que seus hospedes tenham a melhor experiência.

Aos arredores da propriedade há uma grande área de campos abertos com algumas árvores da espécie Figueira, uma dessas árvores possui mais de 200 anos, é uma grandiosa árvore que faz com que eu me sinta pequeno diante da tamanha grandeza de seus galhos.

Outro detalhe que não pode ser passado despercebido desta Figueira centenária, é o fato de possuir sobre seus galhos centenas de bromélias e flores que cresceram ali por conta própria. A natureza de fato é grandiosa e nos faz sentirmos insignificantes perto de toda essa beleza.

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

Não há preço que pague à experiência de deitarmos embaixo de uma árvore dessa magnitude, depois de um belo almoço caseiro.

Ali perto da Casa da Tia Laura encontra-se a Casa da Colonização, local com inúmeras histórias dos primeiros imigrantes italianos que chegaram a cidade de Três Cachoeiras, histórias dos Tropeiros que construíram cetenas de quilômetros de estradas onde eram levados suas produções agrícolas para trocar por mantimentos em outras cidades.

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

Você sabia que os Tropeiros construíram uma estrada que ligava a cidade de Três Cachoeiras à cidade de Caxias do Sul e o tempo de percurso demorava aproximadamente 30 dias para percorrer tal distância.

Ao lado da Casa da Colonização, encontra-se a primeira igreja construída totalmente de madeira pelo imigrantes. Hoje em dia a igreja foi reformada, as únicas peças originais que restaram são as janelas e a porta fabricadas a mão.

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

Depois de conhecer tantas histórias legais sobre os primeiros imigrantes era hora de irmos a outro atrativo, o Alambique conhecido como 3º Gole, este é um dos poucos alambiques que restaram na cidade de Três Cachoeiras, o proprietário e produtor da Cachaça 3º Gole, nos contou sobre como é produzido a cachaça, e posso dizer a vocês, não é bem assim fabricar cachaça..kkk

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

Provamos a cachaça e é muito boa, forte e saborosa, gostei tanto que até adquiri uma garrafa para degustar nos invernos aqui na Serra Gaúcha.

Este passeio com certeza foi incrível, teve muita diversidade no roteiro, provamos muitas delícias e nos encantamos com as histórias locais. Acreditamos que o Caminho dos Vales e das Águas em Três Cachoeiras é um roteiro turístico maravilhoso para todas as idades e deve ser conhecido e desfrutado ao máximo por todas as pessoas que ali vier.

Veja todas as fotos dessa incrível experiencia que foi o 1º passeio pelo Caminho dos Vales e das Águas em Três Cachoeiras. Acesse o nosso álbum no Flickr.

Caso você queira desfrutar desse incrível roteiro turístico pode contatar a Prefeitura Municipal de Três Cachoeiras ou as agências locais: Esmeralda Turismo, contato: (51) 9 9142-5790 e Paulão Transportes, contato: (51) 9 9987-1825.

Caso você seja da região da Serra Gaúcha e queira conhecer os encantos desse roteiro a empresa Sol de Indiada está credenciada para levar você até estes atrativos.

Última etapa Trilhas & Montanhas 2018

Localizada no Vale do Paranhana e também conhecida por ser a “Capital Nacional da Cuca”, a cidade de Rolante sediou a 7ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas & Montanhas – Cascatas e Montanhas e Final do CGCTM 2018, que ocorreu no último sábado (dia 24).

A prova teve percursos de 5, 16 e 29 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas. E contou com a participação de mais de 700 atletas de diversas cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina – Brasil.

O local da largada/chegada da prova foi o Caminho das Pipas, que está localizado no 4º Distrito de Rolante, numa localidade denominada como Boa Esperança. Seu trajeto é composto por sete propriedades rurais onde é possível experimentar e comprar, além dos vinhos, uma infinidade de produtos artesanais, como pães, cucas, salames, queijos e doces.

A Boa Esperança localiza-se a cerca de 17 quilômetros do Centro de Rolante e conta com uma população predominantemente italiana. E uma das principais características da comunidade é a hospitalidade. Na largada, durante o percurso, nos pontos de apoio, na chegada…na compra dos lanches, os atletas foram muito bem recepcionados com a alegria e o carinho da comunidade.

Fechando o calendário de provas do CGCTM 2018, os atletas puderam se divertir muito nos 3 percursos da prova, que foram marcados por muita chuva, barro, trilhas e belíssimos cenários do interior da cidade.

Trilhas
Créditos: Anelise Leite – ClicRun

Os corredores da distância longa “escalaram” o Parque Municipal da Asa Delta ou Morro Grande (como é popularmente conhecido) é o ponto culminante do município, com 841 metros de altitude, sendo utilizado tanto para contemplação e lazer, como para prática de atividades como asa delta e paraglider.

Trilhas
Créditos: Anelise Leite – ClicRun

Após 7 etapas, 7 grandes desafios, que ocorreram (respectivamente) nas cidade de: Farroupilha, Tupandi, Sério, Arroio do Meio, Nova Roma do Sul, Igrejinha e Rolante. Chegou ao fim o Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas & Montanhas 2018.

Trilhas
Créditos: Leonardo Kappel

Hoje, com mais de seis anos à frente da L&E Eventos Marketing Esportivo, Luís Leandro Grassel destaca a importância de terem sido pioneiro na realização de eventos esportivos de corridas em trilhas e montanhas no Estado e verem nos dias atuais que os vários eventos, grupos de corrida e principalmente o grande número de pessoas que correm Trail Run, vieram de seu fomento e difusão da modalidade esportiva.

“Mais um ano na história da Cultura Esportiva das Corridas em Trilhas (Trail Running) do RS. Assim como em 24/11/2012, encerrávamos a 1ª Edição do Circuito Trilhas & Montanhas – CTM 2012, agora em 24/11/2018, encerramos a 1ª Edição do Campeonato Gaúcho Corridas Trilhas & Montanhas – CGCTM 2018. Nosso muito obrigado a ACISA Rolante e Prefeitura Municipal de Rolante, através do Sr. Evandro Afonso Lembi, pela parceria na realização da 7ª Etapa do CGCTM 2018 – Trilhas Cascatas e Montanhas.“ – relembra e agradece Luis Leandro Grassel, Diretor Geral do Campeonato.

Nesta primeira edição do CGCTM 2018, foram diversas as Prefeituras, Entidades, Empresas e pessoas que trabalharam para a promoção e realização dos eventos. A todos elas nosso muito obrigado!

Mas não podemos deixar de fazer um agradecimento especial aos nossos “invisíveis e incansáveis trabalhadores” das etapas do CGCTM 2018. São eles:

Trilhas
Créditos: ClicRun

Equipe L&E Eventos Marketing Esportivo: Luis Leandro Grassel, Graziela Olszewski, Dieferson Umbelina, Duda Pires, Ivo Rohr, João Paulo Wildner Medina, Leonardo Berger, Leonardo Wink, Luis Felipe Soder, Márcio Reis, Nelia Teresinha, Patrícia Molz, Richard Klinger, Sara Dias, Victória Rocha, Walter Molz. Grandioso time! Responsável pelos percursos e sinalização; organização e entrega dos kits e premiações; staffs…e muito mais!

Enfermagem: Magda Chagas. Ela que cuidou de dezenas de atletas durante todas as etapas, com as suas “poções mágicas” e todo seu conhecimento.

Youmovin: Ivano Vargas e Luciana Vargas. Foram responsáveis por todas as inscrições das etapas!

3cTiming Cronometragem Eletronica: Clávison Zapelini e Clésia Mendes Zapelini. Eles vieram lá de Santa Catarina e ficaram responsáveis para organizar as classificações.

RP Sonorizações: Raphael e Patrícia. Responsáveis pelas fantásticas trilhas sonoras de cada etapa, que agitaram a galera.

ClicRun: Anelise Leite, Sérgo Gutheil, Alex Viana, Catiucha Rehbein, Daniela Souza, João Pedro Pedroso, Jon Hesse, Jonas Nunes, Max Peixoto, Muriel Plautz e Taís Zanotieli.  Essa galera é o máximo, eles ficaram durante horas e horas no sol, calor, chuva, barro…para registrar os nossos melhores momentos.

100Fôlego: Nédson Ferretto Meira. Quem não conhece ele?! Cara gente finíssima fez vídeos de todas as etapas e treinões do ano.

Baú do Esporte: Alex Sousa Vaz e Patrícia Zurchimitten Vaz. Casal querido por todos, sempre com os melhores produtos de vestuário, calçados…para os atletas.

Correndo com Andre Assessoria Esportiva: Andre Silva. Sempre filmando as etapas, motivando a galera, voltando pra dar força pros amigos!

Trekking RS: Jasmine Benato. Essa sou eu (risos) convocada pelo Luis para ser a Editora do CGCTM 2018. Ao final de cada etapa contei um pouquinho do que passamos pelos percursos. Das superações, conquistas, amizades…

Trilhas
Créditos: ClicRun

Juntos Fomos e Seremos + Fortes Sempre!! Vida longa ao CGCTM….

Bermuda ou Bretelle

Bermuda ou Bretelle?


Bermuda ou Bretelle? Em algum momento da sua vida de ciclista você fará esta pergunta! Independentemente do seu nível, amador, competitivo ou recreativo, esta questão será levantada. Ao discutir com seus amigos, várias opiniões surgirão.

Bermuda ou Bretelle
Bermuda 3D Compress TD Fem. 2018 – Créditos: CURTLO BR
Bermuda ou Bretelle
Bretelle 3D Compress Fem. 2018 – Créditos: CURTLO BR

Para produzir esta matéria contei com a ajuda da empresa CURTLO BR que me cedeu dois modelos dos melhores vestuários nacionais: Bermuda 3D Compress Fem. e Bretelle 3D Compress Fem. O objetivo desta ação foi ter disponível os dois tipos de vestimentas em questão, ambas com excelente qualidade, e testá-las nas mais exigentes condições para verificar os prós e contras de cada uma.

Atualmente, a CURTLO é detentora de um portfólio de,aproximadamente, 230 itens, sem contar as variações de cores e tamanhos. São produtos que variam de bolsa de selim, até mochila cargueira, passando pelo desenvolvimento de peças técnicas de vestuário que privilegiam amantes das atividades ao ar livre, montanhistas e bikers. Além de ser uma das principais marcas do mercado outdoor no Brasil.

Inicialmente é muito importante saber escolher o produto certo. Infelizmente é impossível ter bermudas ou bretelles de qualidade com preços baixos. Mas, pode confiar…estes itens são muito duráveis e o investimento em marcas de qualidade vale à pena.

As duas características principais que devem ser levadas em consideração na hora que escolher seu modelo são as tecnologias empregadas no tecido e no forro, e a modelagem da peça…sim, a modelagem! Ou você acha que um atleta do Brasil Rideou do Tour de France, usam qualquer lycra com forro?

O Bretelle 3D Compress da Curtlo BR, por exemplo, é produzido com tecido Compress®, construção que permite elasticidade de 360º para acompanhar os movimentos dos músculos. E possui costuras planas (flat) que evitam o incômodo no contato com a pele.

Bermuda ou Bretelle
Créditos: CURTLO BR

Eu testei este modelo justamente por esta característica e o que chamou a atenção foi em que momento algum fica tecido “sobrando”. O que acontece é que de acordo com os movimentos, as áreas onde há maior exigência da elasticidade (por exemplo, a região das costas numa posição race) compensam e esticam a parte frontal, que numa bermuda comum apresentaria dobras.

A textura e sistema de entrelaçamento das fibras que compõem o tecido garantem esta característica, além de uma perfeita compressão e passagem de ar. Tudo isso é proporcionado pela modelagem, que acompanha exatamente o formato do corpo do ciclista. Diferente de bermudas comuns que são retilíneas desconsiderando as curvas.

MULHERES! Este fator merece atenção especial…assim como não é possível utilizar um jeans masculino, também não é aconselhável vestir equipamentos que não sejam produzidos exclusivamente para nós. A Curtlo produz modelos específicos para o “body” feminino.

Além disso, os bretelles femininos possuem forro especial para nós e um sistema de “feiche” na parte traseira, o que facilita sua retirada mesmo com a camisa.

Bermuda Ou Bretelle
Créditos: CURTLO BR

A tecnologia mais importante na hora de escolher bermuda ou o bretelle é a empregada no forro. Afinal é ele que suportará toda a pressão que o corpo fará sobre o selim.

Um modelo adequado de forro deve, além de cobrir com folga todas as áreas de contato, possuir variações de densidades de acordo com as partes de maior atrito. Numa pedalada de 1 ou 1 hora e meia este fator pode passar despercebido. Mas experimente passar 3, 4 horas em cima da bike com uma bermuda “baratinha”! Você vai se arrepender.

Forros muito duros ou grossos sem variações de densidades podem interferir na vascularização, ou seja, na circulação sanguínea. Além de, em casos extremos, provocar dormência nos membros inferiores e região do quadril, a má circulação irá dificultar o transporte de oxigênio para as pernas afetando drasticamente no seu desempenho.

Fiz diversos treinos entre estradas e trilhas da região de Veranópolis na Serra Gaúcha e dei muita atenção para a forração do meu bretelle.

Este forro foi projetado para pedaladas de longa duração, tanto para ciclismo quanto MTB. Revestido em tecido poliamida que proporciona conforto, durabilidade e liberdade de movimento; além de ótima respirabilidade e gerenciamento da umidade. Sua construção ergonômica em tridensidade permite amortecimento nas áreas de maior pressão e conforto anatômico nas demais partes.

Bermuda ou Bretelle
Créditos: CURTLO BR

Por exemplo, na região das nádegas a espessura do forro é maior (região onde ficamos mais tempo em contato) e entre as pernas é menor (região onde há mais atrito devido ao movimento das pedaladas). Isto reduz a fadiga e dores na parte traseira e impede assaduras entre as pernas, fundamental para o desempenho em condições extremas.

Independente de usar bermuda ou bretelle, duas coisas irão maximizar ainda mais seus benefícios:não utilizar roupas de baixo para evitar atritos, e utilizar algum produto contra assaduras. Uso e recomendo os produtos da empresa Solifes!

Agora que detalhei as duas características mais importantes na escolha da bermuda e/ou bretelle, vou falar sobre as diferenças entre um e outro.

BERMUDAS:

As bermudas são sim mais baratas e é muito bom ter alguma disponível. Afinal nem todo pedal é treinamento ou competição! Você não precisa usar bretelle quando for dar um giro recreativo com amigos por exemplo. Por serem mais baratas, possuir algumas garante economias já que você não precisará utilizar bretelles (bem mais caros) em todos os treinos. Você poderá deixar para usar eles somente em treinos mais duros ou competições.

BRETELLES:

Quem usa um bretelle não quer usar outra coisa! Apesar de um pouco mais caros que as bermudas, as boas marcações tão duráveis que o investimento acaba compensando. O ajuste deles ao corpo e a sensação de conforto justificam.

As alças garantem que o equipamento ficará ajustado ao corpo e não se movimentará, ou seja, o forro ficará sempre no lugar certo.

Bermuda ou Bretelle
Crédito: Device Filmes

Além disso, vale lembrar que…

A construção helicoidal (formato de uma mola) do tecido envolve a perna do ciclista e garante uma compressão confortável,flexível e preventiva; pois o sangue flui mais rápido aumentando sua circulação. Atenuando assim, as dores musculares provenientes dos microtrauma se reduzindo a fadiga muscular durante e após o uso.

Realmente a resistência às fadigas melhora bastante. Testei esta tecnologia em diversos treinos, onde também percebi que a compressão e estabilização muscular proporcionada por ela mantem a energia por mais tempo.

Em provas e treinos longos, não é possível repor o protetor solar de 2 em 2 horas conforme orientação. Portanto escolher equipamentos com proteção UV é fundamental. Tecidos anti-bactericidas e repelentes de umidade inibem a formação de fungos e consequentes lesões.

Pensando nisso a Curtlo produz bermudas e bretelles que propiciam a troca térmica; e a textura interna do tecido favorece o microclima interno estável e a redução do efeito úmido colante em contato com a pele.

Portanto, qual usar?

Não há uma opinião formada sobre só este ou aquele. Eu mesma possuo diversas bermudas e bretelles. Quando busco máxima performance utilizo bretelles sem dúvida. Quando vou fazer uma pedalada mais recreativa, realizar um treinamento curto…utilizo as bermudas que são mais práticas.

Mantenho uma linha premium de bretelles da Curtlo que só utilizo em treinos longos e técnicos (e futuramente em competições). Bermudas possuo algumas do modelo 3D Compress mais avançadas e várias outras mais simples para “bater no dia a dia”.

A principal dica, portanto não é sobre usar bretelles ou bermudas, e sim saber escolher a marca e modelo que lhe proporcionará maior conforto e principalmente desempenho.

Lembrando que a bermuda ou o bretelle não são o único fator que deve ser avaliado para evitar as dores, que também podem estar relacionadas com altura, formato e posição do selim. Mas mesmo com o selim mais apropriado para seu corpo, uma bermuda ou bretelle ruim pode colocar tudo a perder.

Trilha das Represas Abandonadas

Na parte alta do Vale do Caí mais precisamente na divisa entre os municípios gaúchos de São Pedro da Serra e Salvador do Sul/RS – Brasil, em meio a mata, um lugar conta a história hoje quase que esquecida,  que já foi referência de modernidade para a região quando construída na década de trinta.

Em um período que a energia elétrica era ainda para poucos no sul do Brasil, na região serrana em um pequeno povoado, luzes brilhavam do alto de uma montanha. Se tratava do seminário jesuíta Santo Inácio de Loyola, que hoje segue imponente no alto do município de Salvador do Sul, no entanto não desempenha mais a função que tinha no passado.

Naquele período após o padre Primus sair por suas aventuras encontrou um vale rochoso com grande inclinação e um volume considerável de água. Após análises, os jesuítas colocaram em prática o projeto da construção de uma hidrelétrica que se constituía na construção de duas represas e uma casa de máquinas. E assim após a construção, começaram a  produzir sua própria energia, o que se estendeu por muitos anos.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Até que, com a chegada da rede elétrica, mais moderna e eficiente como conhecemos hoje, a porta da casa de máquinas foi fechada, e deixada para atrás. E assim com o tempo, lentamente a natureza foi tomando de volta a sua característica selvagem antes da chegada dos imigrantes.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Nós do Trekkingrs fomos lá atrás dessa história contata pelos mais velhos em busca da trilha das represas perdidas para compartilhar esta informação como todos nossos seguidores aventureiros que estão buscando novos destinos para explorar.

A partir da Rua Carlos Edvino Specht que se encontra no centro de São Pedro da Serra, você deverá descer aproximadamente cinco minutos de caminhada até o ponto em que a rua passa pela descida do arroio. Neste ponto uma pequena trilha não muito visível te levará até a parte baixa do arroio.

Já neste ponto você estará na parte de atrás do lago da primeira represa, o lago com o passar dos anos recebeu muitos sedimentos que desceram da parte altado município.

Nesse ponto deve-se ladear o lago pela parte esquerda até então chegar a parte alta da represa. É possível caminhar por cima dela de um lado a outro. Também no ponto central há uma escada de barras de metal para poder acessar a parte inferior da represa que consiste em uma grande base de pedras colocadas em diferentes níveis para formar toda a grande estrutura da represa. Com o vertedouro superior, onde não era o leito do arroio, oferece hoje uma cascata que foi criada com a construção da represa.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz
Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz
Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Seguimos nosso caminho para poder chegar até a segunda represa e a casa de máquinas. Desde lugar em diante prepare-se para molhar seus pés para um hike em grande parte pelo arroio. Como o vale é estreito, grande parte do caminho deve ser feito dessa forma.

Após uns minutos de caminhada pelo arroio você chegará a uma queda d’água. Não é possível acessar a parte baixa pelo arroio, a não ser que seja por rapel. Deve-se tomar uma trilha a direita para acessar uma parte mais alta ao lado da cascata e logo descer mais a frente.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Já na parte inferior da cascata, o caminho segue pelo curso do arroio. Este é um trecho mais extenso descendo por grandes pedras e zonas com o vale mais aberto. Até então chegar a um lugar que você perceberá o remanso do arroio, isso significa que chegaste a última represa. Tome uma trilha a direita para seguir até a base.

A segunda represa apresenta um assoreamento quase que completo do seu lago original. Em alguns anos será apenas um arroio e já não haverá mais o lago. No entanto, seguirá a queda de água da represa, uma mistura de pedras e tijolos maciços incríveis. Aproveite a para escutar o barulho da água e aproveitar solidão ao seu redor.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Observando a direita no caminho do arroio, vários pedaços de tubos de metal estão deteriorando-se em meio da floresta. Consiste na tubulação que canalizava a água da segunda represa até a planta geradora de energia.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Assim, seguindo o curso do arroio, se chegará a uma parte aberta do arroio de pura rocha. E mais a frente um grande desnível onde água se canaliza e desaparece morro abaixo em uma fenda Este ponto batizado como “saboneteira” é um ponto onde a pedra está pendida à fenda do arroio, no entanto, todo esta parte é muito lisa por isso o nome. Se deve tomar muito cuidado, e tomar uma trilha a direita, passando por cima dos tubos de metal.

Já subindo aproximadamente cinquenta metros acima do arroio estará a antiga estrada que levava a casa de máquinas. Seguindo este pequeno caminho, hoje fechado pela mata, é importante seguir até o vale próximo a queda de água. Neste ponto uma antiga escada de tijolos te guiará pela borda da fenda. E neste momento se encontrará a antiga usina hidrelétrica aí, perdida em meio ao vale.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz
Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz
Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Grande parte do maquinário segue no local. O telhado dá a impressão que caiu a poucos anos, também é possível descer uma escada pequena, dentro da estrutura, no entanto a sensação é de que as paredes ou o chão que já apresentam grande rachaduras podem colapsar a qualquer momento.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Mantenha a estrutura como está. É importante zelar pelo pela estrutura enquanto segue seu deterioro lento, permita que mais pessoas possam conhecer. Tome seu tempo, aproveite o lugar, relaxe e tire suas fotos, pois após um descanso você terá que voltar. É uma boa opção voltar pela antiga estrada da casa de máquinas, será meia hora de caminhada até a Rua Padre Piva em frente ao um posto de gasolina já na área urbana de São Pedro da Serra.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz
Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz
Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Compartilhamos também o mapa dessa rota no wikiloc e um vídeo para você planejar a sua trilha e não ter a chance de se perder.

https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/trilha-da-represa-abandonada-sao-pedro-da-serra-rs-rota-circular-29708823

Sobre a trilha, o que certamente te marcará é o fato de ser um lugar é único, histórico, de aventura e muito contato com a natureza, ela que não é vilã nesta história, apenas está recuperando o que já era dela em toda sua plenitude.

Cachoeira da Alegria

Cachoeira da Alegria

Se você é o tipo de pessoas igual a mim que não se contenta com os locais já explorados, está a procura de um destino novo para curtir o verão, então lhe apresento a Cachoeira da Alegria, localizada na cidade de Farroupilha/RS.

O nome da cascata surgiu em relação a um pequeno galpão selvagem dado como nome Rancho da Alegria que se encontra no local.

A Cachoeira da Alegria, é um destino totalmente inexplorado, está dentro de uma área particular nas margens da rodovia RS – 448, essa estrada liga as cidades de Farroupilha e Nova Roma do Sul/RS.

O arroio onde se localiza a cachoeira vem do distrito de Vila Jansen, pertencente a cidade de Farroupilha e cerca de uns 500 metros à frente da cachoeira é unido pelo rio 14, onde estes desaguam no grandioso Rio das Antas.

A geografia da Serra Gaúcha é propícia para a exploração de pequenas cascatas e cachoeiras, acreditamos que devem existir mais de 500 cachoeiras só na região da serra ainda inexploradas ou desconhecidas pela maioria das pessoas.

O atrativo natural é composto por pequenas quedas de água que formam uma linda cachoeira de águas geladas e cristalinas, o local é convidativo para banhar-se nas águas da Cachoeira da Alegria em dias de verão.

Cachoeira da Alegria
Foto: Luís H. Fritsch
Cachoeira da Alegria

Foto: Luís H. Fritsch
Cachoeira da Alegria

Foto: Luís H. Fritsch

Caso você deseje conhecer esse local, recomendamos a contratação de um guia que conheça a região, caso você vá sozinho ou com amigos, vá com cuidado.

Como o acesso à Cachoeira da Alegria se encontra ao lado da RS – 448, não há disponibilidade de estacionamento, pois a rodovia não prove de acostamento. Caso você vá com veiculo 4×4, você poderá descer pela trilha até o Rancho da Alegria.

Indicamos ir até o Gparque Farroupilha e acessar as trilhas que levam até a Cachoeira da Alegria e as outras belas cascatas existentes no Rio 14. Do Gparque até a Cachoeira da Alegria tem aproximadamente 12 quilômetros de trilhas ida e volta até chegar lá. 

Gparque Farroupilha
Foto: Luís H. Fritsch

Se você tem vontade de fazer essas trilhas, entre em contato com a gente! Temos um time de pessoas experientes para lhe conduzir pelas melhores trilhas da Serra Gaúcha.