Cachoeira da Alegria

Cachoeira da Alegria

Se você é o tipo de pessoas igual a mim que não se contenta com os locais já explorados, está a procura de um destino novo para curtir o verão, então lhe apresento a Cachoeira da Alegria, localizada na cidade de Farroupilha/RS.

O nome da cascata surgiu em relação a um pequeno galpão selvagem dado como nome Rancho da Alegria que se encontra no local.

A Cachoeira da Alegria, é um destino totalmente inexplorado, está dentro de uma área particular nas margens da rodovia RS – 448, essa estrada liga as cidades de Farroupilha e Nova Roma do Sul/RS.

O arroio onde se localiza a cachoeira vem do distrito de Vila Jansen, pertencente a cidade de Farroupilha e cerca de uns 500 metros à frente da cachoeira é unido pelo rio 14, onde estes desaguam no grandioso Rio das Antas.

A geografia da Serra Gaúcha é propícia para a exploração de pequenas cascatas e cachoeiras, acreditamos que devem existir mais de 500 cachoeiras só na região da serra ainda inexploradas ou desconhecidas pela maioria das pessoas.

O atrativo natural é composto por pequenas quedas de água que formam uma linda cachoeira de águas geladas e cristalinas, o local é convidativo para banhar-se nas águas da Cachoeira da Alegria em dias de verão.

Cachoeira da Alegria
Foto: Luís H. Fritsch
Cachoeira da Alegria

Foto: Luís H. Fritsch
Cachoeira da Alegria

Foto: Luís H. Fritsch

Caso você deseje conhecer esse local, recomendamos a contratação de um guia que conheça a região, caso você vá sozinho ou com amigos, vá com cuidado.

Como o acesso à Cachoeira da Alegria se encontra ao lado da RS – 448, não há disponibilidade de estacionamento, pois a rodovia não prove de acostamento. Caso você vá com veiculo 4×4, você poderá descer pela trilha até o Rancho da Alegria.

Indicamos ir até o Gparque Farroupilha e acessar as trilhas que levam até a Cachoeira da Alegria e as outras belas cascatas existentes no Rio 14. Do Gparque até a Cachoeira da Alegria tem aproximadamente 12 quilômetros de trilhas ida e volta até chegar lá. 

Gparque Farroupilha
Foto: Luís H. Fritsch

Se você tem vontade de fazer essas trilhas, entre em contato com a gente! Temos um time de pessoas experientes para lhe conduzir pelas melhores trilhas da Serra Gaúcha.

Trip Montanha – Sul do Brasil

O Trip Montanha nasceu em 2011, quando o fundador, Cristian Stassun, iniciou uma rede de contatos no Facebook com o objetivo de desbravar Santa Catarina. Segundo ele, o grupo cresceu e muitos interessados em trilhar Santa Catarina eram de fora do estado. Criou-se uma rede muito forte, maior do que as associações e federações do estado, agregando pessoas e destinos do Rio Grande do Sul e do Paraná.

Trip Montanha - Sul do Brasil
Foto: Cristian Stassun
Trip Montanha - Sul do Brasil
Foto: Cristian Stassun

Esse grande grupo chamado Trip Montanha reúne os melhores homens e mulheres das atividades de trekking, hiking, bike, corrida, escalada, canoagem, espeleologia, canionismo e guias de turismo de aventura,  juntos descobrem técnicas, segredos de lugares, promoções de produtos, convites de eventos, novidades em tecnologia de fotografia e montanhismo e, principalmente, fortalecem a amizade entre essa galera toda.

Tenho a honra e o privilégio de fazer parte desse grupo de mais de 700 membros, com grandes feras, alguns engajados inclusive na diretoria das principais entidades de montanhismo do Sul do Brasil: FEMESC, ACEM, AJM, ASGEM e CPM.

Trip Montanha - Sul do Brasil
2° Encontrão Trip Montanha – Alfredo Wagner/SC – Foto: Luís H. Fritsch

O Encontrão Trip Montanha acontece todos os anos e reúne os membros do maior grupo de montanhistas do Sul do Brasil para trocar experiências, compartilhar o amor pela montanha, pelos trekkings e pelos esportes de aventura. São dois dias com atividades, palestras, cursos, acampamento, música ao vivo, boa comida e muita amizade.

 

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Realizado esse ano no Cânion Espraiado – Urubici/SC, contou com atividades de rapel com Carlos Eduardo Madona, o Kadu, grande fera do canionismo, da empresa EcoXperiences na incrível Cachoeira do Adão com 90 metros de altura, trilhas pelos cânions, cavalgada, pêndulo com a Natural Extremo  e quadriciclos do Rancho Montanha Urubici. Esse ano o Trekking RS esteve presente no evento, comigo, com o Luis H. Fritsch e o Marcio Masso. Foi simplesmente sensacional!

Os quadriciclos garantiram ainda mais diversão no Encontrão 2018

Trip Montanha - Sul do Brasil

O salto no pêndulo de maior altitude do Brasil, foi realizado pela primeira vez pela empresa Natural Extremo durante o Terceiro Encontrão Trip Montanha realizado nos dias 7 e 8 de julho desse ano.

Veja o vídeo do rapel na Cachoeira do Adão 

O Encontrão Trip Montanha já tem inclusive local e data para a sua 4.ª edição. Será nos dias 6 e 7 de julho de 2019, nos cânions Boa Vista e Amola Faca em São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul.

Trip Montanha - Sul do Brasil
Cânion Boa Vista/RS – Foto: Luís H. Fritsch

Trilhas de Nova Roma – CGCTM 2018

A pequena cidade de Nova Roma do Sul foi sede da 5ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas – Trilhas de Nova Roma, que ocorreu no último sábado (dia 15). A prova teve percursos de 7, 12 e 29 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas.

O evento contou com a participação de mais de 600 atletas das mais variadas cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Escolhi (novamente) a distância longa nesta etapa e seus respectivos 29 quilômetros com 1.550 metros de altimetria acumulada.

Na época em que participava das Corridas de Aventura e Mountain Bike, treinei diversas vezes no interior da cidade de Nova Roma do Sul. Já havia passado de bicicleta por alguns pontos do percurso e sabia que o mesmo não seria nada fácil!

Na sexta-feira à noite resolvi postar esta foto nas redes sociais,

Trilhas de Nova Roma - CGCTM 2018

 

revelando alguns dos equipamentos que eu iria utilizar na prova. Dentre diversos comentários de boa prova, fiquei “assustada” quando li o comentário do amigo Odair Paravisi dizendo, “Esses bastões…acho que serão muito utilizados rsrs”. Vale lembrar que ele era um dos responsáveis pelo percurso desta quinta etapa.

Pensei que nada poderia ser pior do que a trilha da Lona Preta, a trilha do Beiço…nos 50 quilômetros do Trilhas do Morro Gaúcho (4ª Etapa do CGCTM). Ingênua eu…

Pontualmente às 13h30min foi dada a largada da distância longa. A previsão do tempo indicava muita chuva, mas o sol e calor era quem estava marcando presença do início ao fim da prova!

Trilhas de Nova Roma - CGCTM 2018
Créditos: Clic Run

 

Os primeiros quilômetros foram de declive, a famosa estrada que liga Nova Roma do Sul à Nova Pádua (via balsa), ali corri alguns metros com as amigas Angela Nunes, Leonice, Rosana…foi por aí também que uma corredora ficou chateada comigo. Pisei em uma poça de lama e respingou barro nela! (risos)

Em seguida, saimos do estradão e adentramos na minha parte favorita, as trilhas e subidas! Dali em diante foi um eterno sobe e desce pelas montanhas e trilhas do interior de Nova Roma do Sul, percurso desafiador até para os atletas mais experientes.

Na infinita subida do Cachoeirão, confesso que senti saudade do Morro Gaúcho – risos! E entendi o porque do Odair, ter comentado que os “bastões seriam muito utlizados”!

Diferente do I Trilhas Nova Roma que ocorreu em outubro do ano passado, e teve muito estradão – em minha opinião. Sabádo o que não faltou foi trilhas, passamos em meio à plantação de cana, pequenos riachos, trechos de single-tracks, além é claro de pontos turísticos da cidade como a Gruta Fiorense.

Trilhas de Nova Roma - CGCTM 2018
Créditos: Clic Run

Unanimidade entre os participantes as belezas naturais de Nova Roma do Sul, como o Mirante Zanella (foto), cascatas, grutas e a rica flora e fauna, foram destaques da 5ª Etapa do CGCTM 2018 – Trilhas de Nova Roma, além da perfeita organização do evento através da L & E Eventos Marketing Esportivo, Circuito Trilhas & Montanhas e Prefeitura de Nova Roma do Sul.

Trilhas de Nova Roma - CGCTM 2018
Créditos: Clic Run

 

Classificação da prova disponível em: 3ctiming

Cobertura fotográfica disponível em: Clicrun

Ainda esse ano mais duas etapas do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas estão com as inscrições abertas:

6ª Etapa – 20 de outubro – Trilhas Serra Grande – Igrejinha/RS

7ª Etapa – 24 de novembro – Cascatas e Montanhas – Rolante/RS

Maiores informações em: Youmovin

Galerias férreas abandonadas

Na Serra Gaúcha, mais precisamente nos municípios de Barão, São Pedro da Serra e Salvador do Sul no vale do Caí, estado do Rio Grande do Sul, existem lugares pouco conhecidos, perdidos em meio a mata e galerias que contam a história de parte das ferrovias que existiam no Sul do Brasil. E que a partir da década de setenta viu a sua maior decadência com o abandono da malha ferroviária e extinção de ramais.

Este foi o caso da linha que antigamente conectava Porto Alegre a Caxias do Sul, quando aberta em 1909, passava de Montenegro a parte alta da Serra pelos municípios de Maratá, Salvador do Sul, São Pedro da Serra e Barão chegando a Carlos Barbosa, onde hoje é a estação da Maria Fumaça. Porém nesta parte os trilhos seguem existentes até Caxias do Sul, no entanto se encontram totalmente abandonados e deteriorados em meio a vegetação.

Com a extinção do ramal Montenegro a Carlos Barbosa, muito se perdeu. Porém aterros e cortes em pedras da antiga ferrovia seguem abandonados em meio a vegetação. Com a criação de grandes aterros para passagem da ferrovia nesta região de serra era necessário uma infraestrutura de drenagem de água e muros para a contenção da base. Diferente de hoje, com o largo uso de concreto, pontes e túneis mais elaborados, se utilizava como matéria-prima principalmente rochas, por sua abundância e custo baixo.

Galerias férreas abandonadas
Acervo Renan C. Mancuso. (Família Mancuso)

Construção de galeria fluvial da ferrovia por volta de 1904 a 1908

O interessante sobre as galerias é que cada uma que se encontra abaixo do caminho da antiga ferrovia apresenta características únicas, todas foram projetadas conforme a necessidade para a ferrovia em diferentes terrenos.

Nós do Trekking RS, mapeamos os principais pontos para se aventurar por trilhas que te levam até estes lugares.

Galerias férreas abandonadas
Principais pontos (Google Earth PRO)

Em vermelho o antigo trajeto da Ferrovia, pin’s verdes (principais pontos para se visitar).

Desta forma pode-se dividir em três principais trajetos que se pode percorrer para seu Hike (Caminhada):

Galerias de São Pedro da Serra e Barão/RS – Brasil

Caminho por estrada de chão a partir da rótula de acesso ao município de São Pedro da Serra na BR-470, esta estrada segue o antigo trajeto da ferrovia onde se encontram várias galerias, pode-se destacar duas de tamanho médio e três de grande porte entre outras de menor relevância.

Primeira galeria considerada de médio porte neste trajeto possui um lado que se encontra fechado por pedras que desceram da parte superior da montanha. Portanto nesta galeria se deve descer um vale íngreme até a parte inferior.

Galerias férreas abandonadas

Esta é a galeria de maior porte neste trajeto, para acessar você deve entrar na parte superior e sairá em um gigante muro de contenção que te deixará realmente impressionado.

Galerias férreas abandonadas

Logo após a grande galeria  existe outra que também é de grande porte, batizada como “galeria da Catedral” possui um sequencia de três arcos internos em diferentes níveis, que dão a impressão de um grande vão devido ao desnível acentuado de um lado a outro desta galeria.

Galerias férreas abandonadas

Mais informação deste caminho no vídeo:

Galerias próximas ao centro de Salvador do Sul/RS – Brasil

Neste trajeto curto você encontrará galerias próximas ao bairro liberdade todas muito próximas uma da outra, uma de grande porte e duas de porte médio.

Galerias férreas abandonadas

Galerias férreas abandonadas

Galerias férreas abandonadas
Aterro

Logo saindo da BR-470 a caminho da fenda, existe um aterro onde abaixo se encontra uma galeria muito seca e limpa.

Galerias férreas abandonadas

Galerias férreas abandonadas
Data de construção 1904

Galeria de médio porte com data de construção 1904 na pedra central. Se encontra a esquerda logo após a fenda talhada em rocha onde passava a ferrovia.

Caminho mapeado deste trajeto:

Desenvolvido por Wikiloc

Para mais informação desta trilha você encontrará no vídeo abaixo:

Galerias de Linha Bonita, próximas ao Túnel Ferroviário.

O Túnel de Linha Bonita em Salvador do Sul/RS – Brasil foi inaugurado no ano de 1909, possui 93 metros de comprimento, 5,70 metros de altura e 4,10 de largura, além do formato curvilíneo, expressão de uma arquitetura especial, única do gênero na América Latina.

Galerias férreas abandonadas

Galerias férreas abandonadas

Em cada lado das saídas deste túnel existem dois grandes aterros onde em um deles até é possível a prática de Rappel.

Já seguindo o caminho da ferrovia sentido sul, pela Rota Stein existe uma trilha em boas condições de 5 km pelo antigo traçado da ferrovia onde pode-se encontrar outras duas galerias de porte médio. Esta trilha está bem marcada pois ali também é utilizada para veículos off-road, assim que não apresenta desníveis elevados sendo uma caminhada de nível fácil.

Galerias férreas abandonadas

Salto do Segredo

Procurando um lugar tranquilo e ainda pouco conhecido pela maioria das pessoas, então você precisa conhecer o Salto do Segredo e a Cascata do Moinho.

Localizadas na cidade de São Pedro da Serra/RS – Brasil, divisa com a cidade de Salvador do Sul é possível fazer um Hiking (caminhada) até essas duas quedas de água.

A trilha tem aproximadamente 2,8 quilômetros de extensão, o seu começo se dá pela estrada branca como é conhecida, para acessar a cascata do Moinho você terá que deixar o seu veículo nas margens da estrada e percorrer até próximo a ponte do Arroio Boa Vista, onde existe uma pequena rua fechada por um arame. Não esqueça de pedir autorização para os moradores locais para acessar as cascatas.

A Trilha que leva a Cascata do Moinho e Salto do Segredo é de nível fácil, mas é preciso bastante atenção durante o percurso, a primeira construção que é avistada é um moinho antigo abandonado no meio na mata, abaixo dele se encontra a Cascata do Moinho, para descer até a sua base você terá que seguir em frente e dobrar em uma trilha à esquerda, haverá uma descida um tanto íngreme e com pedras lisas, em um dos pontos é necessário usar corda para se firmar.

Salto do Segredo
Crédito: Luís H. Fritsch
Salto do Segredo
Crédito: Luís H. Fritsch
Salto do Segredo
Crédito: Luís H. Fritsch
Salto do Segredo
Crédito: Luís H. Fritsch

A queda de água possui aproximadamente 25 metros de altura, em dias de muito calor é possível banhar-se na cachoeira e no arroio, também há uma pequena trilha que leva para trás da Cascata do Moinho.

Salto do Segredo
Crédito: Luís H. Fritsch

Para acessar o Salto do Segredo é preciso retornar pela trilha principal e seguir a trilha para o lado direito, sega o caminho por onde antigamente era uma estrada para carroças.

Acompanhando o arroio Boa vista você verá a crista do Salto do Segredo, a trilha que segue para a base dessa queda de água é íngreme e possui inúmeras pedras soltas, deve tomar muito cuidado para não escorregar.

Já na base do Salto do Segredo a visão é de tirar o fôlego, um lugar tranquilo, com águas límpidas em meio a natureza ainda intocada, é de fato um lugar incrível para visitar com os amigos e família.

Salto do Segredo
Crédito: Luís H. Fritsch

O Salto do segredo é um local muito preservado, por isso quando fores visitar lembre-se de não deixar lixos, ajude a preservar lugares como este, assim as futuras gerações também poderão aproveitar dessa natureza incrível.

Abaixo o mapa de toda a trilha que percorremos:

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Morro Gaúcho a prova mais bruta

Arroio do Meio foi a sede da 4ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas – Trilhas do Morro Gaúcho/RS, que ocorreu no último sábado (dia 28). A prova teve percursos de 5.5, 17, 32 (2 pontos ITRA)* e 50 quilômetros (3 pontos ITRA)* de corrida em trilhas e montanhas.

*Trilhas do Morro Gaúcho, foi uma das primeiras provas do Rio Grande do Sul a pontuar pelo ITRA.

O evento contou com a participação de mais de 800 atletas, vindos de diversas cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e até Uruguai.

Quando comecei a correr, sempre achei fascinantes as longas distâncias. Na época, achava que o máximo que eu conseguiria chegar era uma meia maratona. Bobinha eu…

Um ano de corrida fiz minha primeira prova de montanha, e foi amor à primeira vista. Me apaixonei pela dificuldade do percurso e pelo visual, que transformavam a corrida em algo muito mais significativo pra mim do que simplesmente bater um tempo específico.

Estudando sobre, comecei a me familiarizar com as ultramaratonas e vi que era ali que meu desafio estava. Na época, o máximo que eu tinha corrido era a Maratona do Vinho 2018, cinco meses depois da minha primeira maratona, fui para os 50 km do Trilhas do Morro Gaúcho.

Morro Gaúcho a prova mais bruta
Morro Gaúcho – Créditos: ClicRun

O treinamento foi puxado! Longos que eu nunca tinha feito na vida, percursos, trilhas e montanhas que eu fazia pedalando passei a fazer correndo. Restrições alimentares, musculação, pilates…

A largada da ultramaratona mais “bruta” (difícil) do Rio Grande do Sul, foi às 7 horas da manhã, a prova tinha mais de 2.600 metros de altimetria acumulada. No Km 45 haveria um ponto de corte para os atletas que passassem por ali após às 16h30min. O tempo limite para completar o percurso eram 10 horas.

Minha estratégia: subir tranquila, descer forte e correr/trotar no plano.

Minha meta: completar a prova do Morro Gaúcho

A prova:

A maioria das subidas eram em caminho para apenas uma pessoa (single track, como dizem), muito difíceis. Sofri! Aliás, todo mundo sofreu! E as descidas íngremes, com muito barro, como se fosse sabão em um piso molhado. Ainda bem que corri com os bastões e pude descer várias delas “esquiando”!

Ahh…e as partes planas eram assim, mais barro, água e trilhas!

Morro Gaúcho a prova mais bruta
Morro Gaúcho – Créditos: ClicRun

Nos quilômetros iniciais estava correndo junto com a Saionara e a Edinéia (campeã e terceira colocada geral, respectivamente). Mas aí lembrei que era minha primeira ultramaratona e não queria “quebrar”.

Baixei o ritmo e fui seguindo…

Fui tranquila até o Km 22, onde encontrei a Magda Chagas e o Duda Piras no (segundo) ponto de hidratação. Parei alguns minutinhos para comer algo e dar umas risadas com a dupla.

Quando estava saindo a Magda disse:

– Daqui até o próximo ponto de hidratação (Km 35) vai ser puxado também!

Analisei rapidamente o gráfico de altimetria e certamente não seria nada fácil os próximos quilômetros. Por sorte fiz um amigo uruguaio, que foi comigo até o Km 29 (aproximadamente), me apoiando e incentivando, sem ele seria muito mais difícil.

No Km 35 reencontrei a Magda e o Duda no então, terceiro ponto de abastecimento. Ali eu já não estava mais tão “feliz” o sono e uma leve dor nas panturrilhas estavam começando a me castigar. Mas aquela altura não poderia desistir da prova.

Lembrei dos últimos meses, do quanto foi árduo conciliar o trabalho, faculdade…casa e muitos treinos. Levantei e comecei novamente, animada, mas cansada, as pernas já não eram mais as mesmas, a cabeça parecia uma locadora de vídeos, a cada trilha um filme diferente, isso quando não rodava uns dois ou três filmes ao mesmo tempo. Segui firme, subindo forte as montanhas, e algumas poucas vezes, um trote nas descidas.

Lá pelo Km 36 encontrei a curitibana Christiane, ela estava um pouco enjoada e fraca, ofereci a minha Coca-Cola à ela, conversamos um pouco e seguimos as escaladas. Mas tinha uma coisa que não saia da minha cabeça: a Trilha do Beiço! Ouvi horrores sobre ela, em que quilômetro ela estaria?!

Hora eu puxava a Christiane, hora ela me puxava…não lembro ao certo em que Km eu acabei me afastando dela e cheguei na temida Trilha do Beiço. Tive o privilégio de fazer o seu percurso na parceria do Nédson do Canal 100 Fôlego e lá no finalzinho saber o porquê de “Trilha do Beiço”!

Após caminhadas, escaladas e pequenas pausas para ao menos respirar, vencemos a Trilha do Beiço…Que alívio! Segui com o Nédson por mais alguns trechos até a trilha da descida da cachoeira (não lembro o nome dela, rs) ali a Christiane conseguiu nos alcançar. Fiquei aliviada quando a vi, pois sabia que não estava bem.

Novamente seguimos juntas, era incrível nossa sintonia. Parecia que éramos amigas de longa data!

Achei que a Trilha da Lona Preta era difícil, depois vi que a do Beiço era muito pior…Mas o que era aquela escalada com cordas na cachoeira?! Rs Aquilo me lembrou o tempo em que fazia corrida de aventura.

Não sei como, de que forma…saímos correndo – ou melhor tentando correr – após a escalada, com receio de levar o corte no Km 45. Dessa vez a Christiane puxava. Em certos pontos ouvíamos música lá longe…no local da largada/chegada e aquilo era muito motivador.

Para minha surpresa, chegando no Km 44 encontrei a Analucia, naquele momento o cansaço foi embora e uma alegria imensa tomou conta de mim. Conheci Ana a alguns meses atrás na primeira etapa do CGCTM em Farroupilha e desde então sempre nos ajudamos nas provas. E ali, não podia ser diferente…

Paramos no km 45 que era o último ponto de abastecimento e também ponto de corte, o staff Leonardo nos informou que os últimos 5 km da prova haviam sido cancelados para a segurança dos atletas. Então nos restavam somente mais uns 700 metros até a tão sonhada linha de chegada.

Morro Gaúcho a prova mais bruta
Morro Gaúcho – Créditos: ClicRun

Seguimos juntas eu e Ana, esses últimos metros que na verdade pareciam quilômetros. E cruzamos quase juntas a linha de chegada, que na verdade é um marco que vai muito além da medida de tempo registrada entre a sirene da largada e a última passada. Suor, esforço, sacrifício, dor, renúncias, dedicação, comprometimento, amor e paixão são alguns de seus sinônimos.

Christiane a curitibana que correu comigo alguns quilômetros e conclui a prova alguns minutinhos na minha frente, me aguardava após a linha de chegada. Sorridente e “ultrafeliz” com nossas conquistas. Lá também estavam tantos outros amigos que fiz durante o percurso.

Na minha estreia em ultramaratona, o pórtico de chegada foi a visão mais desejada durante o percurso de aproximadamente 50 Km com mais de 2.600m de altimetria acumulada, ele é na verdade, a concretização de todo um processo que vai do início da preparação à realização de um sonho. É o registro de um momento cuja lembrança irá transcender por anos a fio.

Mas não estive sozinha nesta recente trajetória de corredora. Desde muito antes do Trilhas do Morro Gaúcho, tive ao meu lado grandes apoiadores: CURTLO BR, Patos do Sul, Casa Natural Serra, Academia Performance Fitness e Vera Bike. Que sempre me incentivaram a ser exatamente quem eu sou, fazer o que me faz feliz e não ter medo de sonhar.

Trilhas do Morro Gaúcho, foi mais uma grande etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas, graças ao profissionalismo das equipes da L&E Eventos, Brutus do Gaúcho, ClicRun, 3cTiming e Youmovin que fizeram um evento impecável em todos os sentidos.

3ª etapa Trilhas e Montanhas 2018

A pequena e simpática cidade de Sério, intitulada como a Serra do Vale por situar-se na parte alta do Vale do Taquari no Rio Grande do Sul, foi sede da 3ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas.

Trilhas Serra do Vale ocorreu no último sábado (26) e teve percursos de 6, 14 e 28 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas. O evento contou com a participação de mais de 500 atletas.

3ª etapa Trilhas e Montanhas 2018

Faltando menos de um mês para a prova a coordenação geral do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas 2018, recebeu a informação através da Administração Municipal de Teutônia, de que a 3ª Etapa do CGCTM 2018 não poderia mais ocorrer naquela cidade.

“Foi complexo! Já estava tudo preparado, os três percursos, estrutura e logística do evento e o principal, apoio da prefeitura em alguns itens. Mas graças ao belíssimo trabalho que o Circuito Trilhas & Montanhas vem fazendo desde 2012, as portas por onde ele passa, ficam abertas e desta forma a Prefeitura Municipal de Sério, que já tinha sido parceria nas edições 2014, 2015, 2016 e 2017, foi solidária e abriu as portas novamente para a realização da edição 2018.” comenta Luís Leandro Grassel, Coordenador Geral do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas.

Já na semana do evento, veio a grave nacional dos caminhoneiros, que certamente foi uma surpresa muito maior que a troca de local da etapa. “Não tínhamos mais tempo hábil para revermos outra data para transferência, desta forma fomos obrigados a mantermos a data e realizar a etapa. Queríamos a participação de todos os inscritos, mas devido à falta de combustível nos postos, tivemos uma quebra de 25% dos participantes na etapa.” relembra Luís.

A Secretária de Turismo da cidade de Sério, Carla Ferri explica, “Muito foi questionado e estudado a possibilidade de transferir o evento em virtude da greve, falta de combustível e tudo mais. Mas na organização de eventos deste nível, não é tão simples transferir, pois os insumos para o almoço já estavam sendo preparados, Brigada Militar e equipe acionadas, o pessoal da feira de produtos estavam com tudo fresquinho…e também o ginásio de esportes onde ocorreu o evento não estaria disponível nos próximos finais de semana.”

Graças à seriedade e profissionalismo da cidade de Sério, da L&E Eventos e demais envolvidos na organização da etapa; as adversidades foram superadas e a 3ª Etapa do CGCTM – Trilhas Serra do Vale foi um sucesso, o número de participantes representou 75% do previsto, um dia lindo, percursos maravilhosos e brutos.

3ª etapa Trilhas e Montanhas 2018

Segundo Luís Leandro Grassel a “fórmula mágica” desse sucesso foi a união, a atitude e a vontade de todos os inscritos que de uma forma ou outra (carona, ônibus, moto…) compareceram à 3ª Etapa e fizeram ela acontecer. “Novamente queremos deixar claro e entendido, que ficamos muito tristes com aqueles que não puderam participar, mas a transferência para outra data, seria algo mais difícil para todos ‘organização e atletas’, devido à datas disponíveis para ambos lados.”

3ª etapa Trilhas e Montanhas 2018

Nota:

“Em nome da Administração Municipal e de toda comunidade de Sério, agradecemos a todos os atletas que puderam se fazer presentes, sabemos e entendemos a dificuldade que todos tiveram e a estes que não puderam comparecer, esperamos que na próxima edição possam vir e desfrutar do que Sério oferece aos seus visitantes, boa gastronomia, receptividade e muita natureza exuberante!”

Carla Ferri – Secretária de Turismo

2ª Etapa Tupandi CGCTM 2018

Tupandi foi sede da segunda etapa do CGCTM 2018 no sábado, dia 21 de abril, com percursos de 5,5, 15 e 28 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas. O evento contou com a participação de aproximadamente 800 atletas.

A primeira etapa do Campeonato ocorreu em Farroupilha e foi marcada pelo forte calor, já em Tupandi temperatura agradável e chuva torrencial durante todo o percurso. Clique aqui para ver a matéria completa.

“As duas etapas tiveram um alto grau de dificuldade, trajetos duros, subidas intermináveis, mas sem dúvida a etapa de Farroupilha foi a mais desgastante. O sol estava judiando, o ar pesado e quente, não tinha vento. Briguei com o psicológico todo instante, vi pessoas fortes e experientes desistindo ao longo do caminho e isso me desestimulava. É ai que entra a magia do trail, os moradores locais ao longo do trajeto ofereciam água gelada em copos, em panelas, mangueiras para nos molharmos, gritavam e incentivavam…isso não tem preço!” relembra a farmacêutica-bioquímica Viviane Piletti Arcari (41), corredora a cerca de quatro anos e atleta do grupo BTR (Bento Trail Runners).

2ª etapa Tupandi CGCTM 2018
Foto: Clic Run – Viviane

Vivi relembra que desde a sua estreia nas corridas de trail sempre adorou a sensação de liberdade e de estar junto à natureza. “Corrida vicia! No trail running, temos o silêncio ensurdecedor da mata, a insistente busca pela resistência e autocontrole. Os trajetos são sempre brutos. Passo os dez quilômetros iniciais jurando que nunca mais farei isso e me perguntando o porquê de tanto sofrimento. Nunca é fácil, mas logo após vem um sentimento enorme de superação. E as amizades que encontramos ao longo do caminho fazem disso uma grande festa.

2ª etapa Tupandi CGCTM 2018
Foto: Clic Run – Viviane

“Foram duas provas bem distintas. Em Tupandi, a largada foi subindo até o quilômetro 1,8, com trechos de barro escorregadio, devido à quantidade de chuva, mas com temperatura agradável para correr. Fui administrando os morros, pois 75% do ganho de elevação estava até o quilômetro 12 e depois só diversão, com trilhas muito boas para correr.  Na parte final do quilômetro 22 em diante era praticamente descendo em estradão e depois na finaleira, últimos 1,5 quilômetros de asfalto, onde pude passar o atleta que estava em primeiro da minha categoria e me tornar campeão.” comenta o empresário Rodrigo Marcelo Brandeli (49) de Garibaldi.

2ª etapa Tupandi CGCTM 2018
Foto: Rodrigo
2ª etapa Tupandi CGCTM 2018
Foto: Clic Run – Rodrigo
2ª etapa Tupandi CGCTM 2018
Rodrigo

Unanimidade entre os participantes o clima agradável, chuva, trajetos bem demarcados…foram destaques da segunda etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas & Montanhas ocorrida em Tupandi, além da perfeita organização do evento através da L & E Eventos Marketing Esportivo e demais envolvidos na etapa.

“O clima estava perfeito, como gostamos! Prova sensacional, como todas as etapas do Circuito Trilhas & Montanhas que participo desde 2015. Aos futuros participantes a principal dica é DIVIRTAM-SE, nos dias atribulados que vivemos nada melhor e mais saudável que passar algumas horas junto à natureza e dando boas risadas com os amigos” finaliza Viviane.

Primeira etapa Trilhas & Montanhas 2018

Linha Müller, comunidade do interior de Farroupilha, no Rio Grande do Sul, foi sede da abertura do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas & Montanhas 2018.

Trilhas do Salto Ventoso ocorreu no último sábado, dia 17 e teve percursos de 6, 13 e 27 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas. O evento contou com a participação de mais de 800 atletas.

“Chegamos à 4ª edição no Salto Ventoso e chegamos também ao título de maior evento ‘número de inscritos’ no segmento de Corridas em Trilhas & Montanhas/Trail Run no RS e certamente no sul do País. Mais uma vez comprovamos que a palavra sucesso só vem antes da palavra trabalho no dicionário.”, destaca João Paulo Wildner Medina, coordenador de percurso/logística do CGCTM 2018.

Percursos extenuantes aliados ao calor de quase 40 graus do final de semana, exigiram técnica e muita resistência dos atletas. “Esperava um percurso técnico que para meu treinamento atual era ideal, mas jamais esperava um clima daqueles. Porém, precisamos estar preparados pra tudo!” comenta Jasieli Tagliari Dalla Rosa, que em 3h11min completou o percurso de 27 quilômetros se consagrando campeã geral feminina.

Trilhas & Montanhas 2018
Jasieli Tagliari Dalla/Foto: Clicrun

Os atletas encararam aclives e declives acentuados, em alguns trechos a única opção era caminhar. O calor não dava trégua e como recompensa em diversos pontos os corredores eram recebidos pelos moradores locais com água gelada e muita alegria. Muitos pararam alguns minutos para “resfriar o radiador”.

Presente nas corridas do Circuito Trilhas & Montanhas desde 2012, Simone Winter resume a prova em poucas palavras: Percurso desafiador e próprio para superação.

Trilhas & Montanhas 2018
Simone/Foto: Clicrun

“O carinho que se recebeu ao longo do percurso, seja da querida comunidade que nos acolheu ou dos parceiros de muitas outras trilhas, areias e asfaltos juntos, faz muita diferença em uma prova difícil…e essa etapa foi exatamente assim.” relembra a corredora.

Em sua terceira prova de trail running, Odair Paravisi conseguiu correr entre os atletas de elite. “Bebi água dos riachos pra economizar a água da minha mochila de hidratação, além de que naquele calor decidi que ‘perder’ alguns segundos me refrescando nos rios seria fundamental e de fato pra mim foi decisivo.”

Após o 15º quilômetro Odair teve consciência que podia brigar pelo pódio geral masculino no percurso longo. Imprimiu um ritmo mais forte, caminhou nas íngremes subidas, lutou contra fortes dores e cãibras nos quilômetros finais da prova e conquistou a 5ª colocação geral masculina no percurso longo.

“Provas assim exigem um grau de consciência e autocontrole muito elevado, o preparo psicológico é importantíssimo. Eu fui muito além do que eu imaginei, acho que cheguei ao meu limite…se não ultrapassei. E essa sensação de vitória sobre meus limites, acho que é a resposta pra minha pergunta, ‘por que fazer isso comigo mesmo?’ “ reflete Odair.

A primeira etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas & Montanhas, foi considerada um sucesso por atletas e acessórias esportivas, que não pouparam elogios durante o evento. Isso só foi possível graças a um trabalho em equipe que muitas vezes não é notado pela maioria.

Trilhas & Montanhas 2018
Foto: Luis Leandro Grassel

“Nosso muito obrigado à Comunidade Linha Müller, Prefeitura Municipal de Farroupilha, Parque Salto Ventoso, CAIXA e Equipe L&E Eventos Ltda., que acreditaram e não mediram esforços na promoção deste evento de Turismo de Eventos Esportivos na Natureza, a onde além de fomentar e difundir a prática esportiva, certamente é um grande gerador de emprego e renda diretamente e indiretamente.” acrescenta Luis Leandro Grassel, coordenador geral do CGCTM.

Classificação completa disponível em 3ctiming

Fotos oficiais do evento em clicrun

Calendário e inscrições das próximas etapas em Youmovin

A história fantásticas de Lili Barros

Uma história fantástica sobre garra e determinação de uma ciclista, Lili Barros completou a primeira etapa do Campeonato Gaúcho de Mountain Bike 2018 realizada na cidade de Nova Petrópolis/RS com a bicicleta nas costas!

No domingo dia 18 de Fevereiro, ocorreu a primeira etapa do Campeonato Gaúcho de Mountain, na cidade de Nova Petrópolis. Com um percurso de aproximadamente 42 km e 1.300 metros de altimetria acumulada.

O trajeto desafiador com declives e aclives acentuados, diversas trilhas, aliados ao forte calor exigiram muita técnica, força e resistência dos atletas presentes.

Em meio a ciclistas que tiveram problemas mecânicos, quedas… optaram por desistir da prova, houve um grande exemplo de garra e determinação da atleta Lili Barros da equipe Acinp da cidade de Nova Prata/RS.

Conheça a atleta:

À cerca de dois anos Lili inclui o ciclismo na sua rotina para ter uma vida mais saudável e por gostar da sensação de liberdade que a bicicleta proporciona. Encantou-se tanto pelo esporte que em 2017 resolveu começar a competir.

Quando questiona sobre a prova mais importante até o momento, ela é humilde e comenta, “Não tenho uma prova que considere mais importante, tenho objetivos para o futuro, mas acho que a prova que eu mais me preparei foi o Desafio da Serra do Rio do Rastro”. A atleta se consagrou Campeã Geral Feminina da prova.

Foto: Arquivo pessoal de Lili Barros

Lili sempre teve dois trabalhos um durante o dia e outro a noite, quando resolveu se dedicar aos treinos, largou o de dia e trabalha só a noite, tendo o dia todo livre para treinar.

Além da grande disponibilidade de horário, ela tem um super apoio em casa, ”Meu marido é meu maior incentivador, muitas vezes deixamos de fazer coisas que “casais normais” fazem pra ele me acompanhar em provas e/ou treinos (ele vai de moto – risos)…costumo dizer que ele acredita mais em mim do que eu mesma.”

Nova Petrópolis:

Lili não conhecia o trajeto, mas sabia que a prova seria difícil. Nervosismo à flor da pele e adrenalina a milhão, mais uma vez ela foi tranquilizada pelo seu companheiro, que dizia “Vai lá e faz o que tu sabe, só isso!”

No 6º quilômetro de prova ela teve a primeira queda, não conseguiu fazer uma curva fechada e as britas soltas fizeram a bicicleta derrapar. Prontamente levantou, olhou os braços esfolados e a bermuda rasgada e seguiu em frente, sem perder muito tempo.

Porém com a queda a gancheira da bicicleta entortou e a correia caia constantemente, Lili perdeu muito tempo até perceber que não dava para baixar marcha e ela teria que enfrentar todas as subidas pedalando pesado mesmo.

“Consegui fazer uma prova de recuperação e ficar na 3ª colocação, faltando 10 quilômetros para o fim da prova, em uma trilha tive a segunda queda. A roda pegou numa pedra e literalmente fez um oito, me jogou longe, bati forte o ombro e a cabeça (santo capacete), fiquei tonta, mas de imediato o primeiro pensamento era levantar rápido e continuar, foi quando eu olhei pra roda e nem empurrar dava.”, relembra emocionada.

Com o ombro esquerdo doendo bastante, Lili só conseguia carregar a bike no braço direito e faltavam quase dez quilômetros para concluir a prova. Chorou de raiva e dor, pensou em desistir…

Lili Barros
Foto: FGC – Federação Gaúcha de Ciclismo

“Confesso que fiquei até com raiva de Deus, (sempre que saio para pedalar faço uma oração pedindo proteção, nunca peço para ganhar, somente proteção), mas lá no meio do mato mesmo pedi perdão, afinal apesar de estar esfolada dos pés a cabeça eu não quebrei nada. Foram duas quedas feias e eu estava ali inteira, então eu vi que Deus me protegeu mesmo.” relembra a atleta.

Ao longo desses dez quilômetros Lili, recebeu muito incentivo, fez novos amigos que lhe deram forças…isso foi essencial para ela concluir a prova. Mesmo perdendo posições, acabou a prova em 5º Lugar Feminino Elite.

Lili Barros
Foto: FGC – Federação Gaúcha de Ciclismo
Lili Barros
Foto: FGC – Federação Gaúcha de Ciclismo

A atleta agradece…

“A minha família, ao meu marido Antonio e aos meu patrocinadores Cassio 12, Dika Vidros, Mix Lanches, Conffiare, Academia Clínica Fitness, Tonho Bikes, a minha equipe Acinp, ao meu treinador Gabriel Salgado (Cycle Team) e a todos que torcem por mim.