Perito Moreno

Nossa viagem a Pantagônia não poderia deixar de incluir uma visita à cidade de El Calafate, onde se situa o famoso glaciar argentino, o Perito Moreno.

Antes de pousar em El Calafate, da janela do avião, víamos uma região desértica, com extensos tapetes vegetais de arbustos baixos, e não tínhamos ideia da beleza que se encontrava escondida nessa pequena cidade.

Perito Moreno

O Perito Moreno possui 5 quilômetros de largura e cerca de 60 metros de altura e é considerado uma das mais importantes reservas de água doce do mundo, sendo, inclusive, já chamado de “oitava maravilha do mundo”.

O glaciar está dentro do Parque Nacional do Glaciares, o qual possui 726.927 hectares e fica distante cerca de 80 km da cidade de El Calafate. A região toda encanta pela beleza dos bosques e montanhas presentes nos arredores.

Há, basicamente, três formas de conhecer o Perito Moreno:

  • da forma tradicional, ingressando no Parque e percorrendo pelas passarelas e mirantes, para visualizar a geleira bem de perto;
  • Safari Náutico, que consiste em navegação pelo Lago Rico a bordo de um barco, que chega bem próximo ao glaciar, onde se pode desfrutar de uma vista de baixo para cima e ter uma ideia da dimensão dessa geleira;
  • mini trekking, que consiste em caminhar diretamente na geleira.

Na cidade há várias agências de turismo que vendem os passeios, disponibilizando veículos que buscam no hotel, com acompanhamento de guia, que presta ao turista informações sobre os pontos turísticos. É possível fazer os passeios durante todo o ano, dependendo do clima que preferir.

Nosso passeio ao Perito Moreno já estava incluso no pacote de viagem que contratamos no Brasil, tanto o passeio de barco como a entrada no parque para percorrer pelas passarelas.

Caso não queira contratar uma agência de viagens, pode o turista ir por conta própria e comprar o ingresso de entrada no parque, cujos valores podem ser verificados no site. Os horários de funcionamento do parque também podem ser verificado no referido site.

A lotação contratada nos buscou no hotel bem cedinho para nos levar ao Glaciar Perito Moreno. Fizemos uma parada num mirante, de onde se pode ver a grandeza do glaciar, embora a vista fosse bem de longe. Nessa hora aumentava a ansiedade por embarcar no barco, que seria nossa primeira jornada.

Perito Moreno

Zarpamos em um barco confortável, com acomodações para todos permanecerem sentados na parte interna, fechado com vidro para proteger do vento. Esse passeio não exige esforço físico, dura cerca de uma hora e a recompensa é gratificante.

Mas ficar dentro do barco, observando sentado, não é para os aventureiros como nós, por isso ficamos na parte de cima e nas laterais da embarcação, de onde se conseguia ter uma visão melhor e sentir a emoção de estar tão perto da grandiosidade desse glaciar. Se tinha vento frio? Tinha, mas, quando se está num lugar encantador, nem o frio atrapalha!

Perito Moreno

À medida que o barco se aproxima da geleira, tem-se uma visão massiva do conjunto gigantesco dessa obra da natureza. Em vários pontos do lago flutuam blocos de gelo que se desprenderam.

Perito Moreno

Nos momentos de maior proximidade, fica bem visível que partes da geleira são de cor azul intenso, sendo que atingem essa tonalidade por serem compostas por um gelo mais compacto, sem bolhas de ar. A incidência dos raios solares deixa esse azul radiante.

Perito Moreno

Foram bons momentos navegando em frente ao glacial, sentindo uma sensação de paz e uma energia inexplicável. Foi uma experiência estonteante.

Após, seguimos para a próxima parada, onde a van nos deixou no estacionamento do parque para que seguíssemos em direção às passarelas. Logo na entrada do parque, há um painel que mostra os circuitos de passarelas, sendo cada um deles demarcado por cor diferente, conforme os níveis de dificuldade. Parte das passarelas passa pela vegetação presente no local. Fizemos todos os circuitos em menos de uma hora e a cada novo degrau que subíamos ou descíamos usufruíamos de uma visão do glaciar de ângulos diferentes.

Perito Moreno

Perito Moreno

Perito Moreno

A parada para o lanche, que tínhamos comprado na entrada do parque, foi num dos mirantes que fica bem em frente à geleira, onde há bancos para os turistas descansarem e apreciarem o Perito Moreno. Fazer uma parada ali também é uma boa oportunidade para se ver os rompimentos de partes do glacial, motivo pelo qual o local é chamado de zona de ruptura.

A geleira represa o lago argentino em alguns pontos, o que faz com que a pressão sobre o gelo provoque túneis e desabamentos nas bordas da geleira. São blocos de gelo que se desprendem e despencam de uma altura de até 60 metros e caem nas águas do lago, proporcionando aos turistas um espetáculo magnífico.

De vez em quando, é possível ouvir um trincar seguido por um estrondo seco até se ouvir o barulho mais intenso como se fosse um trovão. Muitas pessoas ficam na passarela observando, atentas a qualquer barulho vindo do glaciar, na espera de poderem presenciar esse fenômeno incrível.

Tivemos a oportunidade de ver alguns desprendimentos da geleira, o que provoca um som surpreendente, tanto na queda como ao imergir na água e vir à tona. Para conseguir registrar esse momento é imprescindível que se esteja atento e preparado. Foi possível registrar um pequeno vídeo de um desses momentos espetaculares.

Assista o vídeo:

Seguindo pelas passarelas de volta à entrada do parque, há uma trilha que permite que se chegue até o Lago Argentino, com a cor azul esverdeado, que contracena com as montanhas cobertas de gelo que se pode ver ao fundo.

Perito Moreno

Perito MorenoPerito Moreno

Perito Moreno

Como citado anteriormente, existe também a possibilidade de se caminhar sobre a geleira, desde que seja com acompanhamento de guias autorizados e mediante uso de sapatos e roupas adequadas, mas infelizmente não pudemos realizar essa atividade porque precisaríamos de mais um dia na cidade.

Viajamos em outubro, mês de temperaturas amenas e pouca chuva, no entanto, sempre será bom estar preparado para temperaturas baixas. Não esqueça de colocar na mochila roupa térmica, fleece, corta-vento, gorro e luvas.

Vale lembrar que ao viajar para qualquer parte da patagônia, será preferível estar munido da moeda local ou dólares, pois são raros os lugares que aceitam a moeda brasileira.

Com certeza a Patagônia é um dos lugares mais fascinantes do mundo, e o Perito Moreno faz parte dessa maravilha.

El Calafate

Cheguei em El Calafate no dia 19 de outubro de 2017, a primeira vista pensei, agora chequei realmente no fim do mundo, pois o aeroporto da cidade encontra-se um tanto longe, não consegui ao menos ver a cidade, percorrendo a estrada até o centro da cidade a paisagem é árida, sem muitas belezas, ao chegar em El Calafate fiquei surpreso com a arquitetura das casas e estabelecimentos comercias, a maioria das construções são de madeira, construídas a mão de um jeito um tanto minimalista.

El Calafate é uma cidadezinha de aproximadamente 20.000 habitantes que fica as margens do Lago Argentino, a cidade é toda voltada para o turismo, na avenida Libertador você encontra todas as agencias de turismo, lojas de equipamentos de aventuras, loja de suvenirs e artesanatos.

El Calafate

El Calafate

As agências de turismo possuem uma boa cartilha de pacotes, que te levam a conhecer o famoso Glaciar Perito Moreno, fazer cavalgadas, conhecer as estâncias, fazer trilhas ou trekking no Glaciar, passeios a cavalo, andar de barco pelos glaciares, enfrentar o medo de altura em uma tirolesa de 2.500 metros de distância ou até mesmo fazer uma aventura de 4×4 até o Parque Nacional Torres del Paine no Chile.

Caso você queira fazer todas estas aventuras citadas a cima separe um dia para cada aventura, pois os passeios saem do centro de El Calafate, a grande maioria destes passeios começam logo que amanhece e retorna a cidade ao anoitecer.

O primeiro passeio que fiz na cidade de El Calafate foi a pé, queria explorar a cidadezinha passo a passo, interagindo com seu povo e descobrindo por conta própria seus atrativos. O lugar escolhido foi a Reserva Ecológica Laguna Nimes que ficava a cerca de 4 quilômetros de distância do Hotel fazenda Kau Yatun onde estava hospedado, nesta reserva é possível contemplar duas lagunas, sendo a Nimes e a Laguna Negra, caso você for no inverno é possível patinar sobre o gelo, pois as duas lagunas ficam totalmente congeladas.

El Calafate

Na cidade existem boas opções de alimentação, mas são muita caras, as refeições na cidade de El Calafate podem custar R$ 50,00 até R$ 150,00 reais por refeição em estabelecimentos, então vá com bastante dinheiro, na maioria dos estabelecimentos são aceitos Dólares Americanos ou Pesos Argentinos, sendo que se você pagar em Dólar o seu troco será em Pesos, então fique esperto na hora de pagar o que consumiu, sempre pegue o ticket como comprovante, pois os argentinos podem cobrar você novamente em poucos minutos. kkk

O segundo dia na cidade de El Calafate, fomos conhecer o famoso Glaciar Perito Moreno, passear de barco pelo Rio Rico e contemplar a beleza do Glaciar por outro ângulo. Veja tudo que aconteceu nessa aventura, clique aqui.

Viajando de gol 1.0 pela América do Sul

Viajando de gol 1.0 pela América do Sul, escrito por nosso amigo Lucas Macalister, é a prova real que você não precisa muito para fazer aquela viagem dos seus sonhos, basta apenas ter vontade e realmente sair da sua zona de conforto.

Em dezembro de 2015 Lucas e mais dois amigos: Anderson Kovalski  e  Evandro Vogel realizaram um sonho, fazer uma Road Trip (viagem de carro) pela América do Sul, veja abaixo o seu relato de viagem.

Saímos de Novo Hamburgo/RS – Brasil a bordo de um Gol 1.0 com o objetivo de conhecer a maior quantidade de lugares em 30 dias, gastando o mínimo possível, os dias que parávamos para dormir eram na maioria das vezes em campings, postos de combustíveis e até mesmo em um lugar qualquer no meio do nada, foram poucas vezes que nos hospedamos de fato, cozinhávamos a nossa própria comida durante a viagem.

gol 1.0 pela América do Sul
Roteiro da Viagem

A viagem se tornou uma experiência bem roots, viajávamos como se fossemos caminhoneiros, falando em caminhoneiros, inúmeros deles nos ajudaram, ficamos sem gasolina em meio a Patagônia, os novos amigos caminhoneiros nos doaram querosene para colocar no carro 😂 no qual conseguimos rodar cerca de 30 quilômetros até o próximo posto.

Ushuaia na Argentina foi uma experiência incrível, aqueles picos nevados, o sol lá se põe às 22 horas e nasce por volta das 4:30 da manhã, estes são momentos únicos.

gol 1.0 pela América do Sul
Ushuaia/Argentina
gol 1.0 pela América do Sul
Ushuaia/Argentina

El Chaltén na Argentina, capital nacional do Trekking ficamos em um hostel na qual estava com lotação máxima e conseguimos lugar para acampar no pátio, a noite fomos socializar com o pessoal ao lado de uma lareira tomando um chimarrão, juntamente ali com o pessoal havia um cachorro Buldogue, este ficava o tempo todo querendo carinho, na parte de dentro estava quentinho, no lado de fora era muito frio. Ali também tinha um pessoal preparando os equipamentos para escalar no dia seguinte e um outro grupo cantando e tocando violão ao redor de uma fogueira.

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El Chaltén/Argentina
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El Chaltén/Argentina
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El Chaltén/Argentina

Saímos de El Chaltén com destino a Torres del Paine no Chile, lugar mais lindo de toda a viagem, lugar de trilhas com as melhores paisagens que já vi, lugar que acredito ser o mais indispensável para conhecer na Patagônia.

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Torres del Paine/Chile
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Torres del Paine/Chile
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Torres del Paine/Chile

Passamos por diversos lugares no caminho, estradas com paisagens magnificas, Bariloche linda demais. No dia 30 de dezembro vimos que daria pra passar o ano novo em Santiago no Chile, lembro que chegamos na Aduana Argentina/Chile pelas 18 horas e estava fechado, só pela manhã abriria, então acampamos ao pé do Vulcão Lanín, ao lado de um lago repleto de peixes e vários coelhos em volta das barracas. No dia seguinte levantamos atrasados, depois de nos ajeitar seguimos viagem rumo a Santiago.

Chegamos por volta das 23 horas no centro da cidade, não conhecíamos nada, diversas ruas bloqueadas por causa do ano novo até que um guarda viu que estávamos perdidos, abriu o bloqueio e deixou a gente estacionar perto da praça que teria os shows de fogos, o ano novo foi incrível, conhecemos muita gente e fizemos várias festas juntos pela cidade. Nos dias seguintes conhecemos a capital, Vinã del Mar e Valparaiso.

Era hora de partir para o Deserto do Atacama, chegamos em San Pedro de Atacama parecíamos que estávamos em Marte, lugar com uma geologia estranha, o deserto mais alto do mundo, clima seco, dias com calor de 40°C graus e noites com frio de 5°C graus, por falar em noite, lá é onde você verá o céu mais estrelado possível e é o lugar onde tem o a maior rede de telescópios do mundo, o ALMA. Encontramos um camping muito esquisito, parecia que estávamos num alojamento do exército no Iraque 😂, conhecemos pessoas de várias partes do mundo. O próximo destino era Cuzco no Peru.

gol 1.0 pela América do Sul
Deserto do Atacama/Chile
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Deserto do Atacama/Chile

Viajar de carro pelo peru é demais, campos e montanhas e vilarejos, uma imensidão de verdes e azuis, estar em Cuzco te deixa com um sentimento espiritual muito bom, sei lá, não sei explicar, a capital do império inca te insere num contexto cultural incrível. Numa certa noite resolvemos ir numa balada aos redores da Plaza de Armas no Centro Histórico de Cuzco, chegando lá encontrei um amigo da minha primeira viagem ao Peru, Welington Silva que estava com um grupo de brasileiros, no dia estava frio e deixamos nossos casacos em uma mesa junto com dois demais do grupo, quando decidimos ir embora nossos casacos aviam sumidos e com a chave do carro dentro😂 . Foi onde começou o desespero, não encontrávamos um chaveiro para nos ajudar, depois de dois dias com a ajuda do Harry Corrimayta, um amigo e proprietário do hostel que estávamos hospedados, conseguimos um chaveiro para fazer uma chave codificada.

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Cuzco/Peru
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Cuzco/Peru

Saindo de Cuzco com boas e mas lembranças a próxima parada foi o Lago Titicaca em Puno/Peru, lago navegável mais alto do mundo, onde o povo Uros vive até hoje em ilhas artificiais feitas de capim. Depois de conhecer bem o local o próximo destino era a Bolívia, na manhã de começar a viagem novamente pegamos nossas bagagens e colocamos no carro que estava estacionado em frente ao hostel, uma rua movimentada cheia de comerciantes na rua e andamos a pé até uma padaria para comprarmos nosso café da manhã, demoramos 10 minutos e no retorno começou o desespero parte 2, arrombaram nosso carro e roubaram nossas compras, notebook, um ipad e duas câmeras que eram uma @gopro e uma @nikon profissional com todas as fotos da trip que já eram milhares de fotos e vídeos dos mais de 20 dias percorridos.

Com todo o ocorrido ficamos desanimados, perdemos um dia na delegacia. Lá conhecemos inúmeras pessoas  que também haviam sido roubados, dentre eles estavam um casal de brasileiros, uma família de colombianos e um cara chamado Libardo Martinez estava fazendo uma viagem parecida, ele tinha passado pelo Salar de Uyuni na qual seria o nosso próximos destinos e nos falou que as condições das estradas até la eram péssimas e a partir daquele momento decidimos encerrar a viagem. Percorremos alguns locais da Bolívia sendo: a capital La Paz, Cochabamba e Santa Cruz de La Sierra, até chegarmos finalmente no Brasil em Corumbá no Mato Grosso do Sul e comer aquele Xis tudo para comemorar que havíamos conseguido sair da Bolívia depois de ter que pagar diversas propinas para que os policiais corruptos nos deixassem prosseguir para casa.

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Corumbá/Brasil

Fiz esse resumo da viagem para ficar guardado o que vivenciamos, foram 30 dias de viagem, mais de 18 mil quilômetros de muitos perrengues, mas não me arrependo de nenhum dia, conhecemos algumas das paisagens mais lindas que já havia visto.

Devido ao roubo de quase todas nossas fotos, restam restaram apenas recordações. Agradeço a os meus amigos de viagem que me aguentaram viajar junto com “poucas” brigas e também as pessoas que nos ajudaram pelo caminho. Desejo que este post inspire algumas pessoas a viajar, que mostre que não precisa o melhor carro, ser rico, ser formado, estar casado… para poder viajar.

“Existe um mito de que tempo é dinheiro. Na realidade, tempo é mais precioso que dinheiro. É um recurso não renovável. Uma vez que você o gasta, e se você o usou mal, ele se foi para sempre.” Neil Fiore.

*as fotos postadas são as poucas que conseguimos salvar em nossos celulares.

Cerro Torre no Netflix

O filme desenvolvido pela empresa Red Bull Mídia House conta a história do atleta David Lama, um dos maiores escaladores da atualidade, o filme Cerro Torre se passa em meio a região patagônica, um lugar conhecido como El Chalten, aqui o escalador busca ser o primeiro homem a escalar a montanha Cerro Torre com 3.128 metros de altitude no estilo livre.

Cerro Torre no Netflix

Se você é apaixonado por escaladas em ambientes naturais, com certeza esse filme trará muitas inspirações, além de mostrar a escalada em si.

O filme está presente no Netflix, confira!

Acesse nossa página sobre filmes e livros e encante-se!

100% Veganos e seus equipamentos outdoor

Você sabia que a cada ano as empresas do mundo outdoor estão se preocupando mais em construir equipamentos confiáveis, resististes, duráveis e 100% veganos (sem a necessidade de usar matéria prima de origem animal) pesquisando achei o site Vegan Outddor Adventure, um site especializado em equipamentos veganos para atividades ao ar livre.

100% Veganos

Jessica Ryle, fundadora deste projeto, sempre procurou equipamentos de aventura neste estilo, então fez uma busca de campo, afim de achar produtos que atendessem as necessidades dos aventureiros em geral, além disso, que fossem fabricados com o pensamento de não usar materiais de origem animal. Essa busca incessante por estes tipos de equipamentos, gerou uma grande banco de dados, no site esse banco de dados está disponível para você olhar.

Em seu site é possível encontrar botas para trekking, jaquetas para frio, sacos de dormir e outros produtos de marcas conceituadas no mercado internacional, como: The North Face, Patagonia, Marmot e muitas outras, totalmente livre de materiais de origem animal.

Separamos aqui alguns produtos avaliados pelo site, para que você conheça:

100% Veganos

O Arc’teryx Bora Mid GTX é impermeável e respirável com solas Vibram e adaptação Fit forros independentes que se adaptam aos pés para um ajuste personalizado sem pontos de pressão.

 

 

100% Veganos

Mountain Hardwear HyperLamina Torch
* Temperatura Classificação: 3° F
* Thermal  isolamento
* Peso: 3 lbs 4 oz

 

 

100% Veganos

The North Face ThermoBall Triclimate 3-em-1 Jacket
* Waterproof
* respirável
* DryVent costura selada

 

 

 

 

100% Veganos

Altra Lone Peak 3.0  Projetado para enfrentar os terreno mais difíceis, os tênis de trail-running foram inspirados por uma das montanhas mais rochosas, ásperas da Cordilheira Wasatch.

 

 

100% Veganos

 

O La Sportiva Oxygym é respirável, durável e lavável.

 

 

 

Além de o site ter uma lista enorme com inúmeros equipamentos 100% veganos para prática de esportes ao ar livre, ainda é possível conferir alguns review de equipamentos como mochilas.

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Trekking Torres del Paine nos circuitos W+O

Trekking no Parque Nacional Torres del Paine – Circuito Completo (W+O)

Primeiro dia:

Portaria Laguna Amarga até Camping Seron.

O dia começou cedo com uma trip de ônibus de pouco mais de 4 horas, partindo de Puerto Natales até a portaria do parque na Laguna Amarga. Fizemos nosso registro, pagamos as taxas, assistimos uma rápida palestra, que nos informou de tudo o que poderíamos e não poderíamos fazer no parque. Cabe um alerta aqui: a fiscalização é extremamente rigorosa com quem vacilar. São restrições quanto a locais de acampamento e mais importante que isto, quanto ao uso do fogo.

Cumprindo o rito necessário, estávamos liberados, eu e o Filipe, para começar nossa jornada de 8 dias pelo circuito completo.

Andamos uns 500 metros, se não estou errado e chegamos em uma ponte que eu apelidei de “a ponte mágica” pois é nela que aparentemente a coisa começa verdadeiramente.

Primeiro dia começamos com todo o gás e com as mochilas igualmente com todo o gás, ou melhor, com todo o peso..kkk… O tempo ajudou bastante, tinha um sol e a temperatura estava agradável.

Neste dia a trilha é bem tranquila com poucas subidas e um visual alucinante do Rio Paine sempre nos acompanhando ao lado.

Com pouco mais de 6 horas de trekking, algumas paradas para lanche e para curtir o visual, chegamos ao Camping Seron que estava bem vazio. Montamos acampamento e tratamos de jantar e  por volta das 22 h e 30 min com luz ainda, caímos para dentro da barraca.

Os dias na Patagônia durante o verão são muito longos e isto é um fator favorável para o trekkking. Pode-se estender o dia e ficar despreocupado com problemas relativos tais como o trekking noturno. Neste dia andamos  17 quilômetros.

Segundo dia:

Camping Seron até Refúgio Dickson

Começamos a caminhada por volta das 9 h e 30 min, após uma noite de ventos fortes que atrapalharam um pouco o sono. Por volta das 12 h e 30 min chegamos em um refúgio de Guarda Parques, onde fomos autorizados a cozinhar (é proibido fazer qualquer tipo de fogo na trilha e isto inclui fogareiros). Depois de ter cozinhado os alimentos, ficamos ali descansando e trocando algumas ideias com o guarda parque, gente finíssima e por volta das 14 horas, colocamos os pés na trilha novamente e mantivemos até às 17 h e 30 min, quando chegamos no Dickson.

Neste dia andamos 19 quilômetros.

Terceiro dia:

Refúgio Dickson até Camping Los Perros

Depois de uma noite mais tranquila por conta de estarmos melhores abrigados do vento,  sem pressa, começamos o trekking por volta das 10 h e 30 min, pois sabíamos que a distância era menor, tendo apenas uma subida constante que no final do dia, um aclive de 150 até 550 metros acima do nível do mar. Bem tranquilo, chegamos a Los Peros um pouco depois das 16 horas. Neste dia não paramos para almoço, apenas fomos beliscando algumas guloseimas e dando pequenas pausas de descanso.

Neste dia andamos 13 quilômetros.

Quarto dia:

O quarto dia! Esse sim, considerado o mais difícil e de fato foi assim.

Estávamos cientes que este seria o dia mais cascudo e por conta disto começamos mais cedo,  pouco depois das 8:30 já estávamos a caminho do topo do Paso John Gardner que fica a uma altitude de 1200 metros. Foram quase 5 quilômetros só de subida, primeiro num bosque e logo em seguida a paisagem foi mudando. Começou a aparecer neve entre as árvores e depois somem as árvores e o que se tem é apenas uma montanha com muita pedra solta, neve e vento forte. Demoramos cerca de quatro horas para alcanças o topo e avistar pela primeira vez o fantástico Glaciar Grey.

Quando você pensa que o pior já passou, vem a interminável descida, sempre acompanhada de ventos impetuosos que nem sempre sopram na mesma direção, fato este, que exige sempre muita atenção para não ser arremessado para algum lugar perigoso.

Por volta das 14 horas, chegamos finalmente no Camping Paso, que não era nosso destino final. Paramos ali apenas para almoçar e um descanso de pouco mais de uma hora. Neste ponto, por conta da falta de bastões de caminhada, meu joelho direito já estava detonado e só foi piorando até o final da trilha que neste dia só terminou às 19 h e 30 min. É como se diz aqui no Rio Grande do Sul: cheguei na “capa da gaita”, mas cheguei. Kkkk Ver o Refúgio Grey foi uma felicidade só, depois de tudo que passamos.

Tirando o perrengue, este é um dos dias de visuais mais alucinantes por conta do Paso John Gardner e do Glaciar Grey, sempre nos acompanhando do lado direito. No Refúgio Grey, começamos  o caminho W do circuito, já conseguimos ver bem mais pessoas nas trilhas e nos pontos de parada.

Distância percorrida:  16 quilômetros, com um acumulo de subida de 1.450 metros e um acumulo de descida de 1.920 metros.

Quinto dia:

Refúgio Grey até Acampamento Italiano

Já refeitos, graças ao bom Deus, desmontamos o acampamento, tomamos um café reforçado e colocamos os pés na trilha novamente. Passava das 8 h e 30 min quando começamos a caminhada e andamos tranquilamente até o Refúgio Paine Grande, onde paramos para almoçar e descansar um pouco.

Seguindo em frente, devagar e bem tranquilos, pois a trilha tem poucas variações de aclive e declive, embora ela seja longa. Chegamos ao nosso destino quase 20 h e 30 min ainda com o céu claro.

Distância percorrida:  19 quilômetros.

Sexto dia:

Acampamento Italiano até Refúgio Los Cuernos

O sexto dia começa com um ataque até o mirante Britânico, passando pelo Vale Del francês.  Cerca de 3 horas de caminhada para subir, é um bate e volta. Por isso, deixamos todo nossos equipamentos no Camping Italiano e subimos apenas com uma pequena mochila com lanche e água. Nesta brincadeira subimos e descemos  800 metros em pouco mais de 11 quilômetros no total. Tanto a trilha do vale como do mirante são muito lindas e valem as 6 horas deste bate e volta.

Chegando de volta ao Camping Italiano, tratamos de almoçar e colocar os pés na trilha para completar o dia, chegarmos ao nosso destino final: o Refúgio Los Cuernos, distante 5.5 quilômetros do Italiano.

Este dia, ou melhor, esta noite,  quando chegamos no Los Cuernos, devido a lotação com acampamento, nós tivemos muita dificuldade de encontrar um local legal para acampar. Depois de muita procura, encontramos um lugar aparentemente ruim, numa baixada dentro de um pequeno bosque e bem ao lado de uma montanha de galhos de árvores que foram podados. Coisa do destino ou a mão de Deus, como gosto de dizer, foi a nossa sorte, pois nessa noite rolou um vento monstruoso e quase que o tempo todo. Quando foi pela manhã, ao irmos fazer o nosso café no refúgio,  ficamos sabendo que a galera que estava acampada no lugar “bom” tinha passado pelo maior perrengue. Era barraca voando, vareta quebrando e muitos tiveram que correr para o refúgio no meio da noite e ficar por ali amontoados no chão. Ainda bem que não choveu e nem rolou neve.

Distância percorrida:  16.5 quilômetros.

Sétimo dia:

Refúgio Los Cuernos até Acampamento Torres

Neste dia, lembro de ter acordado com uma dor no coração por saber que a nossa aventura estava se encaminhando para o seu final. Enrolamos um monte para sair e começamos nossa jornada às 11 horas da manhã.

A trilha é longa e como de costume, tudo é muito lindo e selvagem, uma subida constante que começa suave e vai ficando mais complicada, a medida que vamos nos aproximando do Acampamento Chileno, onde paramos para almoçar e depois seguimos em frente até o objetivo final: Acampamento Torres, onde chegamos por volta das 20 h e 30 min.

Esse camping é, para mim, o mais “roots” numa atmosfera meio hippie. Pouca estrutura e os guarda parques tinham outra “vibe”, se é que dá para entender, não que fosse um acampamento de doidão, nada disto. Era o astral da galera mesmo. Foi o lugar que mais curti neste sentido.

A distância percorrida neste dia foi 17.3 quilômetros e um acumulo de subida de 1.350 metros aproximadamente.

Oitavo dia:

Acampamento Torres até Hotel Las Torres

O último dia começou com tempo fechado e uma chuvinha fina, fato que me desmotivou de subir até o mirante das Torres.  Fiquei pelo acampamento, algo me dizia que não valeria a pena ir até lá. O meu brother de indiada Filipe, resolveu arriscar e deu com os burros na água. De fato, estava fechado e não deu para ver nada das torres.

Desmontamos o acampamento, tomamos um café reforçado e demos início a nossa derradeira ladeira abaixo, e em pouco mais de 3 horas completamos o trilha até nosso destino final que era a luxuosa Hosteria las Torres, local de onde pegaríamos um ônibus de volta para Puerto Natales.

Distância percorrida: 8 quilômetros.

Considerações finais:

O circuito completo (W+O) é realmente algo fantástico em todos os sentidos. Foram cerca de 110 quilômetros com vistas únicas. Sem sombra de dúvidas o circuito Torres del Paine é a Meca do trekking na América do Sul, tinha gente de todos os lugares do mundo, e isto também é uma experiência interessante.

O clima é uma incógnita sempre. Num mesmo dia pode rolar de tudo mesmo. A única constante mesmo é o vento, sempre forte a muito forte…kkkk

Vou ter que voltar lá um dia qualquer, pois não consegui ver as Torres em virtude do tempo ruim. Alguém topa? Hahaha

Dicas:

Indispensável levar bastões de caminhada. Passei perrengue por falta deles.

Dentro do parque tudo que você for comprar é muito caro, portanto, é recomendado um bom planejamento do que diz respeito às refeições.  Levamos alimentos liofilizados, frutas desidratadas, castanhas do Pará, aveia em flocos, leite em pó, café e suco Tang. Essa foi a base de nossa alimentação. Tudo pensado para diminuir o máximo o peso da mochila cargueira.

Fizemos em oito dias, mas vou dizer que é bom ter mais um ou dois dias para poder aproveitar melhor a viagem, fazendo mais paradas, ou ainda, no caso da trilha estar fechada por mau tempo, não correr o risco de perder voo e assim por diante.

Veja todas as fotos desse trekking em Torres del Paine nos circuitos W+O:

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Patagônia, um sonho de criança!

Patagônia, um sonho de criança!

Todos nós temos algum sonho guardado na memória, eu não sou diferente, desde muito jovem pratico atividades ao ar livre, com o passar dos anos a paixão pela natureza em si só tem aumentado. Quando criança adorava sair caminhar pelo interior, pelas matas e rios na região da serra gaúcha, com o passar do tempo, eu percebi o quanto tenho apreço para as coisas simples da vida.

Não sei dizer a quanto tempo tenho a região patagônica dentro da minha cabeça, lugar de incalculáveis belezas naturais. Quando abro o navegador da internet, e vejo as fotos deste lugar tão incrível, logo me imagino nesta imensidão, caminhando pelas trilhas, explorando todo o dia um lugar diferente. Sonho tão intenso este, que seria o lugar onde gostaria de morar. Muitas pessoas que conheço e converso, sempre dizem que tem dúvidas sobre o lugar onde elas querem viver quando se aposentarem, sempre existem duas possibilidades, morar na beira do mar ou em uma casa na beira do lago, no interior de uma cidadezinha pouco badalada, eu já prefiro sonhar e almejar morar na Patagônia.

Como posso ser atraído por um lugar que nunca estive e ter tanto carinho e apreciação por um lugar tão inóspito e de beleza tão pura, a cada ano que passa minha vontade de ir e explorar estas terras só aumenta. Muitas pessoas me perguntam o motivo dessa paixão, não sei explicar, só sei que vou ir, sei que esse sonho está próximo e logo se tornará realidade.

Por algum tempo venho acumulando fotografias, relatos de amigos que fizeram viagens para lá, e muitas outras informações sobre toda a região da Patagônia, compartilho com vocês aqui um pouco da minha paixão!

Abaixo as fotos que me inspiram:

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Esse vídeo feito pela produtora LoungeV, mostra essas paisagens em uma qualidade surpreendente, com 4k de resolução.

Com uma natureza mística e atraente, a região tem de sobra diversidade e beleza que impressionam até mesmo aos mais experimentados.
Na região dos Andes, reinam os esportes de inverno, a pesca esportiva, a navegação por glaciares milenares, trekking por gelos continentares, acampamento, escalada, montanhismo, na qual, a ritmo forte, cresce uma impressionante oferta para o turista: hotéis de até 5 estrelas, estâncias, simples ou luxuosas pousadas, refúgios e cabanas.

Ao leste, a costa atlântica atinge sua máxima glória na Península Valdez , espécie de mega zoológico natural ao que os elefantes marinhos, os pinguins, os lobos do mar e, sobretudo, as baleias francas austrais, chegam a cada ano para acasalar ou ter suas crias.

No extremo sul, no fim do mundo e separada do continente, sobressai a Ilha Grande da Terra do Fogo, com seus parques e centro de esqui, também ponto de partida para cruzeiros a Antártida.

É possível praticar as seguintes atividades em toda a Patagônia: pesca, esqui, montanhismo, cavalgadas, trekking, caça, golf, excursões em 4X4, navegação, observação de flora e fauna, mergulho, safáris fotográficos, visita a grutas rupestres, parques nacionais, glaciares, fósseis de dinossauros, bosques de árvores únicas no mundo, inclusive petrificadas, museus, estâncias de campo, etc… E sem falar no excelente mundo gastronômico que você vai desfrutar depois de um extasiante dia de aventuras na Patagônia.

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Se você gosta de colocar a mochila nas costas e desbravar o mundo, veja a seguir uma das diversas trilhas que podemos fazer nesse lugar tão mágico.

Huella Andina:

Huella Andina (Pegada Andina) é a primeira trilha de grande trajeto da Argentina e abrange um total de 577 km. Une Villa Pehuenia e a zona do Lago Aluminé, em Neuquén, com a área de Baguilt, na província de Chubut. Passa pelas imediações das localidades de Junín de los Andes, San Martín de los Andes, Villa Traful, Villa La Angostura, San Carlos de Bariloche, El Bolsón, Lago Puelo, Epuyén, Cholila e Esquel. Um percurso que atravessa, ainda, os parques nacionais Lanín, Nahuel Huapi, Arrayanes, Lago Puelo e Los Alerces, reservas provinciais, terras estatais e privadas.

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O silêncio que reina na trilha é interrompido somente pelo cantar dos pássaros e pela queda d’água de alguma cascata refrescante que convida ao descanso. A imensidão da paisagem torna cada passo uma oportunidade para contemplar a beleza da natureza, para sentir a brisa fresca da Patagônia no rosto e simplesmente, respirar o ar mais puro. Todas as trilhas conduzem a um lugar: o reencontro consigo mesmo.

Para a montagem da rota central foram utilizados caminhos e trilhas preexistentes, com o intuito de valorizar os recursos naturais e culturais por meio de uma atividade de baixo impacto ambiental. Os trechos da trilha conectam as principais localidades turísticas da área, garantindo a disponibilidade de serviços de hospedagem e outros serviços turísticos de todo tipo.

Algumas fotos da trilha Huella Andina:

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Como chegar a Patagônia:

Localizada na América do Sul, a Patagônia possui ótima conectividade tanto por via aérea quanto terrestre e marítima.

Por via aérea:
De Buenos Aires, capital da República Argentina, saem voos a todos os destinos turísticos da Patagônia com alta frequência diária. Atualmente as companhias aéreas que conectam o sul argentino são: Aerolíneas Argentinas, LAN Airlines, Andes Líneas Aéreas.

Por terra:
Com carro particular: o trajeto mais conveniente para chegar à Patagônia dependerá do ponto de partida. Existem duas rodovias extensas que atravessam a região de norte a sul – a Ruta Nacional Nro 3 e a Ruta Nacional Nro 40 . Na seção de Circuitos sugerimos alguns percursos tomando estas rodovias como eixo. Deverá levar em consideração que, se for transitar pela região no inverno, as estradas costumam estar nevadas, motivo pelo qual será preciso tomar as precauções pertinentes.

Para informar-se sobre o estado das rodovias, sugerimos acessar: www.vialidad.gov.ar

De ônibus:
Existem múltiplas opções para chegar à Patagônia utilizando ônibus de longa distância. Há uma grande quantidade de empresas que conectam os destinos da região saindo de todas as cidades do país. Também é grande a oferta de serviços entre localidades patagônicas, o que permite conhecer vários destinos em uma mesma viagem.

Por mar:
Uma opção que oferece uma perspectiva diferente da Patagônia são os cruzeiros turísticos. Há uma grande variedade de opções para embarcar em um navio em Buenos Aires ou no Chile e visitar diversos portos da região, tendo acesso aos atrativos turísticos dessas localidades. No verão pode-se chegar inclusive à Antártida

Expresso Patagônico – La Trochita

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O Velho Expresso Patagônico é um trem de rastro estreito, estilo Decauville. Chegou a Esquel no ano 1945 e suas locomotoras datam de 1922. Alguma vez cumpriu uma função social e comercial; hoje é parte de um circuito turístico que valoriza o patrimônio ferroviário da Argentina. Seu traçado tem 400 km de extensão e comunica as cidades de Ing. Jacobacci, no Estado de Rio Negro com Esquel, no Estado de Chubut.

A locomotora empreende a marcha e enquanto os trilhos se afastam das montanhas, a paisagem da Patagônia rural ganha um lugar predominante. O percurso termina, 18 km depois, em Nahuel Pan, onde uma comunidade mapuche-tehuelche o recebe no Museu das Culturas Originarias e na Casa das Artesanais. A volta será por volta do meio-dia, junto a um chocolate quente no belíssimo carro-bar em ‘La Trochita’, um trem onde viajam passageiros… e lendas.

Dados úteis: Durante o verão o trem sai às quartas-feiras e aos sábados; no inverno, somente aos sábados. Em ambos os casos tem uma única frequência diária. Para saber acesse Patagônia Express.

Se você busca uma conexão a mais com a natureza e consigo mesmo, este é o seu lugar, descubra!

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 Veja também: Greater Patagonian Trail – A trilha mais longa da América do Sul

Texto: Luís H. Fritsch

REVIEW – Mochila Arc’Teryx Axios 50 Men’s Tall

REVIEW – Mochila Arc’Teryx Axios 50 Men’s Tall

A mochila é equipamento indispensável à vida do trekker. Poderia até afirmar que ela ocupa o topo da lista de itens mais importantes, sendo a responsável por uma série de fatores consideráveis na sua aventura. No intuito de auxiliar aos que desejam adquirir um novo equipamento, quero deixar aqui minhas impressões sobre a Arc’Teryx Axios 50, minha nova companheira de aventuras.

 

 

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  • Peso: 1.250g
  • Preço: R$525,00 (R$929,00 com impostos de importação)
  • Cores disponíveis: Preto e Laranja
  • Capacidade: 53 litros + 10 litros (corpo principal + bolso frontal)
  • Tamanhos disponíveis: Regular (Torsos de 45.5cm – 50.5cm) e Tall (Torsos de 50.5cm – 55.5cm)
  • Materiais: Spacermesh™, 100D Invista HT Mini Ripstop™, 420D Invista HT Plain Weave, EV®50 Perforated Foam, Hypalon™, 210D Ripstorm™, 840D Stretch Mesh, AeroForm™, 6061 Aluminum Stays.

A marca dispensa maiores apresentações. A Axios foi desenvolvida aos olhos da linha Bora, uma das mais conceituadas e carro-chefe da empresa em mochilas para travessias. Impressiona pela sua leveza e alta impermeabilidade, aliada à tecnologia empregada em sua construção.

Num primeiro momento, confesso que a capacidade volumétrica da mesma me surpreendeu e foi o primeiro ponto positivo que notei em comparação à outras que havia visto e com minha ACT Lite 50+10 da Deuter. O corpo principal é maior, mesmo tendo formato contrário à Deuter (triângulo invertido). A qualidade dos materiais também é um ponto perceptível e ganha destaque ao tecido, similar ao silnylon para conferir impermeabilidade ao conjunto, juntamente com as costuras reforçadas. No corpo principal, não há alças para o transporte de bastões de caminhada, mas os mesmos podem ser colocados nas laterais da mochila e presos com o auxílio das tiras de compressão.

Fivelas em poliamida e tiras bem localizadas, dão bom suporte e estrutura à carga. Nada de bolsos laterais, apenas os inferiores em mesh para o transporte de cantis e um frontal que comporta aproximadamente 10l. Achei uma boa sacada da marca, já que das duas que tive com bolsos laterais, nunca usei os mesmos. Um zíper amplo instalado na lateral permite acesso fácil ao interior da mochila, sem a necessidade de se abrir a tampa (outras marcas utilizam zíper frontal). Ela não é bipartida e não possui zíper inferior; outra boa ideia, pois os antigos ficaram sempre fechados.

Falando em tampa, achei a mesma muito grande, com bom espaço para se guardar diversos itens. Bolsos amplos e com zíperes impermeáveis são um ponto positivo e a mesma pode ser destacada para ser transportada separadamente. Achei que ela poderia ser um pouco mais côncava, para “abraçar” melhor o corpo da mochila, porém se fosse muito mais arqueada, não teria tanta capacidade de armazenamento.

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A barrigueira anatomicamente estruturada e com ajustes, me pareceu um pouco fraca e desuniforme com a proposta da mochila, mas muito confortável. Seu formato côncavo interno, permite bom ajuste ao corpo e facilita os movimentos. O que não gostei foi a falta de um bolso para se levar canivete, dinheiro ou câmera digital (estava acostumado às outras). Outro ponto negativo é a falta de ajustes na altura das alças. Quando você compra essa mochila, precisa medir seu torso e analisar em qual tamanho ele se encaixa para poder comparar com a tabela de medidas do fabricante. Achei um pouco arriscado, mas depois de me informar bem, desencanei.

As alças revestidas em tecido telado são anatômicas, de bom tamanho e facilitam a dissipação do suor quando em uso. Possuem tira peitoral ajustável (comprimento e altura) e removível, tiras tensionadoras que estabilizam a carga e regulagem de posição. Possuem também pontos para fixação de objetos como GPS e mangueira do sistema de hidratação (bolso no corpo principal). Micro “daisy-chains” localizadas nas laterais da mochila podem ser utilizadas para se pendurar cordas, mosquetões e até mesmo a roupa molhada.

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O costado merece uma nota à parte e é o ponto forte do equipamento. Construído em AeroForm, ele se ajusta e acompanha o formato do seu corpo a cada passo, ficando sempre rente e colado em suas costas. Essa construção permite bom fluxo de ar entre a mochila e seu corpo, reduzindo consideravelmente a temperatura e a transpiração. O sistema de sustentação em alumínio 6061, consegue transferir boa parte do peso para a barrigueira, tornando a mochila muito mais confortável.

Enfim, era exatamente o que procurava para minhas andanças. Peço desculpas pelas fotos, pois como estava com preguiça de mexer nos equipamentos, enchi a mochila com um cobertor. Consegui reduzir o peso, tamanho e aumentar a qualidade de meus equipamentos. Queria uma boa mochila para acompanhar essa evolução e encontrei na Axios 50 todas as características que buscava. Materiais empregados e construção de excelente qualidade aliam confiabilidade, leveza e conforto ao conjunto.

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Esta foi somente uma impressão inicial ao receber e analisar o produto. Foi um tanto quanto sucinta, mas com o tempo e nos trekkings, novas opiniões surgirão e na medida do possível atualizarei este tópico.

Link para o site do fabricante: Arc’Teryx Axios 50

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Texto e fotos: Edver Carraro
Site: Edver Carraro

Review – Jaqueta Parkha Andes II

Review – Jaqueta Parkha Andes II 

Quem nunca olhou o guarda roupa e falou: Preciso de uma jaqueta impermeável e que aqueça?

Eu passei por esse problema durante muitos anos, desde o meu ingresso ao movimento escoteiro, ocorrido em 2006. Nos acampamentos, e  principalmente no inverno, sempre tinha que levar mais roupas em razão das baixas temperaturas. O pior, era quando estava frio e chovia, colocar somente a capa de chuva não se apresentava a melhor solução, até protegeria da umidade e assim não me molhar, entretanto passaria frio. Convivi com essas dificuldades  até o ano de  2012.

Após me afastar do escotismo, já no ano de 2013,  comecei a praticar trekking e a dificuldade com o clima de inverno voltou, porém foi mais rápido para solucionar, pois já sabia que realmente necessitava de uma jaqueta/abrigo que aquecesse, fosse impermeável e respirável. A após muita pesquisa, identifiquei como adequada para o esperado a jaqueta Parkha Andes II. Adquiri e passei a usar em julho de 2013 e logo percebi que havia feito uma escolha sucedida.

Vamos falar sobre Abrigo Parkha Andes II, tamanho G.

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O que me levou a comprar a Parkha Andes 2?

A jaqueta é ideal pra regiões de frio ou até mesmo pra alta montanha onde é exigido muito esforço físico, pois disponibiliza um sistema de respirabilidade de 3.000 mm. Além disso,  ela é 3 em 1, jaqueta, forro interno (fleece) de manga longa e capuz, sem contar que a impermeabilidade é de 3.000 mm de coluna de água. Já testei em uma caminhada sob a  chuva e foi bem tranquilo, não me molhei e nem cheguei a suar.

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O abrigo Parkha Andes II, também possui colar de aquecimento.

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Possui dois bolsos na parte externa localizados na região peitoral, cada qual com espaço de armazenamento relativamente grande, para se ter uma noção do espaço de apenas um bolso, pode ser coloca uma lata de refrigerante de 350 ml e ainda sobrando espaço.

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Na manga esquerda, possui outro bolso, espaçoso, com zíper, onde pode se colocar facilmente um celular, ou até outros objetos uteis. Na imagem apresentada abaixo, o bolso está apenas com a metade do zíper aberto.

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Normalmente, se faz necessário outros bolsos, e inclusive maiores. Por isso, em seu designer, a jaqueta possui ainda dois bolsos de rede na parte interna.

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Possui ainda, um bolso na parte interna na altura do peito, com tamanho pouco maior que uma lata de refrigerante de 350 ml, neste você pode guardar documentos e outros objetos pessoais.

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Por último, possui dois bolsos na parte da frente, para colocação das mãos, estes possuem um tecido flecce internamente, para assim aumentar o aquecimento de suas mãos. No bolso esquerdo possui uma fita com presilha plástica para guardar a chave, ou algum outro objeto, que esteja seguro e você não queira perder.

Jaqueta

Jaqueta

O casaco interno (fleece 200g/M2) é destacável, possui três fitas com botão de pressão na parte interna da jaqueta, localizados um próximo à gola, e um em cada manga, próximos ao punho, que servem para prender o forro interno e para facilitar o uso da Parkha completa, evitando que fique desconfortável. O forro possui dois bolsos na parte externa e alças de fitas nos punhos e gola, para facilitar  sua acoplagem à jaqueta.

Jaqueta

Jaqueta

O forro interno também pode ser usado com a jaqueta preso somente às fitas, ou seja, mesmo sem estar acoplado aos zíperes.

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A Parkha Andes disponibiliza um cinto elástico na cintura, fechando o cinto se obtêm maior isolação em casos de frio intenso.

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O capuz da jaqueta é afixado por um zíper e quatro botões  de pressão, sendo eles dois em cada lado, por isso pode ser destacável.

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As mangas, além de possuir elástico, também possui um velcro, que pode ser ajustado para obtenção de isolamento maior em dias de chuva, ou frio intenso. Possui ainda, cordões de elástico com travas no capuz, na gola e abaixo do cinto elástico.

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Além da jaqueta possibilitar respirabilidade de 3000 mm por 24 horas, ela disponibiliza dois zíperes sob as axilas auxiliando na respirabilidade e em caso de chuva evita a condensação do suor.

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A Parkha Andes 2 disponibiliza cordões reflexivos, durante a noite, localizados na frente, nas costas e no capuz.

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Especificações:

  • Fabricante: Trilhas e Rumos
  • Tamanho: G
  • Comprimento: 79 cm
  • Circunferência: 130 cm
  • Manga: 62 cm
  • Peso: 1,7 Kg

Conclusão:

Após dois anos de uso, posso dizer aos aventureiros, foi uma excelente compra. Pois correspondeu as expectativas atendendo os requisitos quanto à respirabilidade, impermeabilidade e aquecimento.

Na questão da impermeabilidade, já fiz alguns trekkings em dias de chuva por longas horas. Também testei com uma mangueira de água e o resultado foi satisfatório. Até o momento, não obtive problemas. A mesma possui corta vento para  manter o calor do corpo, sendo que a respirabilidade ajuda evitar o suor.

No meu ponto de vista, o único defeito da jaqueta é o volume que ela tem, dificultando armazená-la na mochila, pois em minha cargueira ocupa quase meia mochila. Mas para isso a solução é a utilização de saco de compressão, pois seu tamanho e volume pode ser reduzido pela metade, ou até mais.

A verdadeira utilização da Parkha Andes é para alta montanha, mas também pode-se utilizar em regiões onde as temperaturas são baixas, exemplo é na região sul do Brasil, onde eu resido, pois as temperaturas minimas aqui variam de -6ºC a 3ºC. Considerando  que eu sou bastante friolento, normalmente preciso estar muito bem agasalhado para não sofrer frio, após a aquisição da jaqueta, tenho usado apenas um camiseta sob a jaqueta completa.

O valor da Parkha Andes II, varia de R$ 400,00 a R$ 800,00 reais, dependendo da loja.

Recomendações:

Ideal não lavar, apenas limpar com pano úmido, usando no máximo detergente ou sabão, ambos neutros. Cuidados necessários para manter a impermeabilidade e a durabilidade da jaqueta por mais tempo.

Cordón del Plata: a meca do montanhismo argentino

Cordón del Plata: a meca do montanhismo argentino

A primeira coisa que chama atenção é o calor infernal. É uma manhã particularmente sufocante em Mendoza. Há dois dias saí da úmida cidade de Joinville, em Santa Catarina, com chuva borrifando no para-brisa do ônibus. Frio e desconforto debaixo do ar-condicionado. E agora aqui, em pleno sol e ar seco da cidade Argentina.
 
É quase meio-dia de uma quarta-feira escaldante de janeiro quando o motorista anuncia a chegada na Estación Terminal de Ómnibus. Finalmente! Foram aproximadamente dois mil e seiscentos quilômetros desde que saí do Brasil. Uma viagem em que o tempo repousava às margens da minha imaginação que fantasiava cenários desconhecidos.
 
Já no portal de desembarque defronto com outra novidade na atmosfera mendocina: o cheiro cosmopolita. Posso sentir o cheiro nômade que emana dos italianos, estadunidenses, alemães, colombianos e peruanos. O cheiro desse ambiente, porém, é um tanto diferente. Posso sentir a textura cultural, isto é, a identidade de cada viajante. É cheiro de suor, de aventura e de aromas que florescem de nativos e forasteiros. Esse cheiro me conscientiza que sou apenas um, entre tantos outros peregrinos de passagem pelas estações do mundo.
 
E finalmente, a descoberta mais esperada, as montanhas. A Cordilheira dos Andes. Como ela combina com esta paisagem, com esta cidade, com esses cheiros! Como se homem e montanha fossem uma unidade só, indissolúveis. No meio destes picos nevados de rochas e gelo o homem também é um intruso, sedento por alguns minutos de prazer no topo das colinas. Entretanto, essa sede o faz mover com naturalidade e resistência. Segue num ritmo determinado pela paixão. Um ritmo sem pressa, pois não se é possível conseguir tudo na vida.
 
Vim para Mendoza por um motivo especial. Aprendi que ter uma meta é algo positivo, pois a pessoa se dirige para aquele objetivo até alcançá-lo. Entretanto, penetrar num país desconhecido pode trazer muitas surpresas – boas e ruins. Estou aqui na condição de jornalista de aventura e para conhecer o Parque Provincial Cordón del Plata, na região de Vallecitos. Um destino que espero (im) paciente há meses. A região é cercada por uma vasta cadeia de montanhas, que traz no cardápio picos de 3.500 a 5.900 metros de altitude.
 
Mendoza está situada aos pés da Cordilheira dos Andes e se destaca como importante região produtora de vinho e azeitona. A cidade também é repleta de espaços arborizados, onde as pessoas passam o dia caminhando ou sentadas à sombra das árvores. Canais hidráulicos ladeados de álamos formam artérias que cruzam a cidade, permitindo a irrigação e o cultivo, especialmente da uva.
 
A viagem até aqui foi uma excursão por um reino interminável de estrada.  Os incômodos durante toda noite – pois saí de Buenos Aires antes do entardecer do dia anterior – me deixou esgotado. É verão e eu estou há dois dias sem tomar banho. O suor acumulado durante esse período me deixou com cheiro de suor velho e azedo. Estou completamente coberto por uma armadura de sujeira.
 
Sento-me para descansar, bebo o resto da água que sobrou em minha garrafa e assisto a movimentação de pessoas na estação de ônibus. Procuro o que escrever em meu caderno de anotações. Olho em volta, surgem as primeiras ideias: “Estou em Mendoza e observo os prédios. Eles são altos,estão pintados de branco. Árvores gigantes largam folhas pelo chão. O vento as levam para longe…” Enquanto escrevo, levo as mãos ao nariz. Cheiram a transpiração. Distraio-me com o barulho vindo do lado de fora.  Nada mais sai, estou sem inspiração. Deve ser a ligeira fome.
 
Paro por um instante, inclino a cabeça e reparo uma senhora de meia-idade que senta ao meu lado. Ela abre um lenço onde guarda um pão velho e alguns pedaços de mortadela. Dá para sentir o odor do trapo em que embrulha o alimento. Come um pouco e permanece sentada, até o instante em que alguém aparece às suas costas. Ela levanta num sobressalto ao constatar a criatura atrás dela. “Holaaaa!”, falou a criatura. A senhora gira a cabeça em sentido anti-horário, o bastante para verificar que se trata de alguém familiar. Irmã? Sei lá. Imagino. Elas se cumprimentam, eu só observo. Não dá para compreender o que dizem – não sou de ouvir conversa alheia, mas fiquei interessado em saber quem são elas. Pura curiosidade. Elas se afastam, parecem querer ir embora. A senhora segura a única mala que carrega, ergue com determinação e segue pelo corredor da estação. Em poucos minutos, ela e a criatura se misturam a multidão.
 
Eu ainda não me decidi entre as duas opções possíveis de locomoção: ônibus ou táxi? A princípio, penso em ir de ônibus, mas o desconhecimento da região me faz desistir do propósito. Mesmo que soubesse o trajeto, encarar a difícil tarefa de dividir o apertado espaço de um coletivo seria um desastre nas condições em que me encontro. Se não sabem, carrego cerca de 25 quilos de equipamentos para montanhismo.
 
Ir de táxi parece ser mais simples. Basta acenar com a mão para que um deles se aproxime. Aqui esses veículos são pretos e as portas são pintadas de amarelo. Também existe o “remis”. Diferentemente do táxi tradicional, o remis não têm marcação e se assemelham a um carro particular. Um número pintado de amarelo e uma antena no porta-malas é a maneira de identificá-los.
 
Nessa indecisão, vacilando entre uma opção e outra, passa meia hora. Logo passa uma hora, uma hora e quinze minutos… Um momento, um táxi se aproxima. Aceno! O motorista desce o vidro, me cumprimenta e pergunta: “A dónde vás?”. Me curvo para vê-lo melhor através da janela. “Hotel Íbis”, respondo. “Guaymallen?”, pergunta. “Sí, Guaymallen!”, repito triunfante. Ele, sem mais nada dizer, abre a porta e eu entro.
 
Sento-me ao lado do motorista. Minha bagagem fica no porta-malas. Saímos em silêncio. Claro, tento puxar assunto: “Qué tan caliente está aquí, no? Faz quase quarenta graus no início da tarde! “Sí, infernal…”, disse, e com isso a conversa acabou mesmo antes de ter começado. Seguimos adiante.
 
Em menos de 15 minutos chegamos nas proximidades do hotel, próximo a uma rodovia movimentada de Mendoza, a MRN7. O taxista conduz o carro até a entrada do prédio. Uma sensação de alívio, pois estou com fome e cansado. Vejo o taxímetro: 26 pesos argentinos. Saco 30 pesos da carteira e entrego a ele, que procura trocados em meio a moedas e notas amassadas. “No es necessário, es para usted”, digo. Ele sorri e agradece. Despeço-me com um “gracias-senõr”.
 
Meu quarto no hotel consiste em uma cama e um banheiro. Há uma televisão, uma cadeira próxima à janela e um espelho preso à parede. Sobre à cama, lençóis limpos e dois travesseiros. A primeira parte da minha missão será passar uma noite aqui e, amanhã, comprar mantimentos para a expedição na montanha.
 
São quatro horas da tarde. Tento compensar o cansaço da viagem com um cochilo, mas não consigo. Minhas pupilas estão minúsculas. Estou impotente para fazer qualquer outro tipo de tarefa. Fecho os olhos, mas só consigo cair num leve estupor. Fico assim até o fim da tarde.
 
A noite amena em Mendoza concede uma atmosfera solene ao hotel quase vazio.  O clima está para uma “loira” bem gelada. No térreo, junto à recepção, o restaurante é composto por cerca de dez mesas de madeira. Três delas estão ocupadas – executivos, engomadinhos, mulheres de salto alto e crianças birrentas.
 
Normalmente não me sinto à vontade em hotéis e lugares formais, mas, como eu já estava aqui, não poderia deixar de aproveitar. Sento-me em uma cadeira e começo a ler as mensagens no meu celular. Na TV, presa à parede, passa alguns noticiários locais – acidentes, assassinatos, prisões, política…
 
A bartender é uma mulher de mais ou menos da minha idade. Espero ela vir até a minha mesa. Enquanto isso, um casal deu uma risada a duas mesas adiante. Volto para o meu celular, vejo que não há nenhuma mensagem. Aceno e a bartender se aproxima. “Una cerveza”, peço empolgado. “Qual?”, questiona ela. Não há muitas opções na prateleira. Garrafas alemãs, americanas, brasileiras e argentinas fazem parte do cardápio. “Humm…”, deslizo o polegar no cardápio procurando uma opção. “Una Budweiser!”, respondo dando um sorriso discreto.
 
A garota volta e me traz na bandeja um copo e uma longneck coberta por um suor gelado. Ela pousa a bandeja sobre a mesa, curva-se diante de mim e enche a taça com o puro malte. Ergo o copo e dou um vasto gole. Sinto o amargo líquido descer pela goela abaixo. Em poucos minutos, a bebida perde rapidamente a frescura e a úmida consistência.
 
Não resisto e peço outra – uma nacional, desta vez. Quilmes? “El sabor del encuentro”, diz o rótulo. Vamos ver se é boa. Uma música se dilui em meio volume no alto-falante preso ao teto. É algo como “the green eyes…yeah the spotlight…shines upon you…” ColdPlay, minha banda favorita.
 
Enquanto beberico minha gelada, corro os olhos para a parede e vejo uma pequena adega com tintos e brancos alcoólicos, feitos para degustar com classe. Mas não adianta querer me convencer que um Cabernet Sauvignon não irá afetar o meu bolso. Por enquanto me submeto de bom grado ao caldo espumante do fino malte. Ok, eu abro o jogo: os preços contrariam o meu orçamento de viagem. Só tenho dinheiro para ir e voltar da expedição, sem regalias ou gastos extras. Também não estou para fazer cena, nem para beber vinho. Quem sabe, na próxima vez.
 
Faço as contas do tempo que me tomaria beber outra cerveja, mas, na verdade, as minhas pálpebras, com ajuda das garrafas anteriores, estão pesadas como chumbo. Sinto-me cansado e exausto. “La cuenta, por favor”. Vou dormir, pois amanhã será um longo dia.
 
“Somos o resultado dos livros que lemos, das viagens que fazemos e das pessoas que amamos.” Airton Ortiz
 
É preciso reconhecer que não será uma tarefa fácil chegar até o meu principal objetivo: Vallecitos, a 2.900 metros de altitude. Serão 80 quilômetros por uma estrada que segue a sudoeste, em direção a pré-cordilheira. Em Vallecitos, os montanhistas têm à disposição vários refúgios com infraestrutura para alimentação, banho e pernoites onde nin-guém, ninguém mesmo, vai embora sem conhecer o Refúgio Mausy, conhecido pelo atendimento excepcional. E foi trocando e-mails com o Mausy, que conheci Peter, meu motorista, um mês antes de ir para Mendoza.
 
Suponho que a essa altura ele esteja em direção ao hotel. Mas enquanto não chega, fico próximo a recepção, inquieto. Às 7h23 uma camionete Isuzu, cinza e tracionada estaciona próximo a entrada do prédio. Dá para ver que dentro do veículo está um senhor olhando firmemente em direção ao que será, talvez, seu único cliente: eu.
 
Ele está vestindo jeans e uma camisa azul, usa um colete vermelho e botas pretas desgastadas. Sua idade é traída por uma cabeça calva e um bigode orgulhoso, sobre o qual uma verruga marca o lado direito do rosto. O homem se aproxima da ampla porta de vidro que abre para a recepção, entra, olha para mim e, de início, não diz nada. Claro, isso me deixou ainda mais curioso. Será que é ele? A imagem que vejo agora nada se parece com o perfil do homem com barba grisalha e amarfanhada, estilo dirigente sindical, de camisa polo bordô e com quatro quilos a mais, que tracei pela internet.
 
Eu, já impaciente, me antecipo: “Peter?”, pergunto com uma entonação amigável. Ele abre um largo sorriso, estende a mão direita e soletra meu nome: “Jo-na-tar!”. Sim, é ele, concluo. Em seguida, partimos.
 
Estou curioso para conhecer Vallecitos, mas o caso hoje é diferente. Diferente em quê? Sabes bem o que quero dizer. Sei que vou sozinho, e nem é bom pensar. Eu poderia ter escolhido fazer uma viagem para França, um país seguro, com turistas almofadinhas, arranha-céus, restaurantes e parques, mas trata-se de um lugar artificial. Quero conhecer cidades latino-americanas, com vista para a Cordilheira dos Andes, para a Patagônia, Machu Picchu, Cataratas do Iguaçu e Chapada Diamantina. De outra forma, como poderia conhecer o país em que vivo? Ou, melhor ainda, este continente?
 
Contudo, não foi tão fácil chegar até aqui. Minha namorada, Rosemeri, foi a primeira a protestar e a se revoltar com a minha viagem para Mendoza. Na opinião dela, alguém que tem a ideia de escalar uma montanha acima dos cinco mil metros deveria ser considerado louco. Ela tentou me persuadir e me alertar: “Você pode morrer ou se perder…”. De certa forma, ela tinha razão. Mas observe as pessoas atravessando a rua, é uma loucura também, talvez tão perigoso quanto escalar uma montanha.
 
As pessoas que conheço não demonstraram muito entusiasmo pelo meu projeto. Em primeiro lugar, existiam dificuldades práticas – como chegar? Foram quase 40 horas de viagem; embarque e desembarque em rodoviárias; horas de espera e paciência, muita paciência. Como se locomover? Onde ficar? Ainda houve o problema de levar a bagagem com os equipamentos. Há! Há! Há! Há! Que escolha! Talvez tivesse me isolado dentro de um quarto de hotel! Isolar-se? Impensável. Há! Deixa esse assunto pra lá.  Vamos nos divertir.
 
Saímos de Mendoza a quase uma hora e, após alguns quilômetros, penetramos num clima mais ameno. Ao meu lado direito, o sol compunha a represa de Potrerillos, que abastece a região de Mendoza. Esse “embalse”, como eles chamam por aqui, é uma imensa barragem de águas azul turquesa. Peter conta que dependendo da época do ano, a tonalidade desse lago muda de cor. “El buena parte del anõ son de color verde”, disse.
 
Avançamos a mais de 70 por hora, e o céu está azul e cintilante. Deixo o vento frio que vem dos Andes soprar na minha orelha direta. É suave e a sensação é ótima. Mas não para Peter, que assoa o nariz e vocifera. Parece estar resfriado. Fecho um pouco a janela do carro, deixando apenas uma pequena fresta. Passo então observar a paisagem apenas através da janela.
 
Um dos pontos de acesso a Vallecitos é Luján de Cuyo, uma província Argentina de 130 mil habitantes. Por ser uma das maiores produtoras de vinho do país, é comum, ao longo do caminho, encontrar plantações de uva. Como se não bastasse, a região é cercada por uma paisagem de tirar o fôlego.
 
Enquanto eu e Peter conversamos, a estrada, antes interminavelmente reta, passa agora junto de quinas de desertos de areia, arbustos espinhosos e tufos amarelos de vegetação. Um grupo de casas marca aproximação em território habitado. Depois de percorrer toda a estrada principal, entramos numa estrada secundária, de terra, que ganha altitude à medida que avançamos. Agora a viagem se torna uma excursão em direção a Vallecitos. Ambos os lados da estrada estão cobertos por uma vegetação rasteira e semidesértica.
 
Vallecitos acolhe todos os anos milhares de forasteiros que chegam para se aventurar e serve de ponto de partida para uma das mecas do alpinismo e do trekking argentino. Cerros como Vallecitos (5.500m), Rincón (5.300m) e Lomas Amarillas (5.100m) são apenas alguns dos picos que atraem os alpinistas.
 
Agora meus olhos turvados pela emoção se detêm a uma única e tão longamente esperada imagem, a inconfundível cabana do Refúgio Mausy, incrustada entre as montanhas andinas. Desço do carro, e com um solavanco vigoroso Peter me ajuda a retirar a mochila do bagageiro e a levá-la até a entrada do Mausy, onde recostada à porta, está Vanessa – uma mulher de cabelos tingidos de loiro, na faixa de 36 anos e responsável pelo refúgio. Ela pergunta se eu preciso de um quarto, respondo que não. Talvez me deleite esta noite com o céu estrelado nas tranquilas pradarias e vales dos Andes.
 
Antes, porém, será preciso superar os flashes de um sol implacável de verão.  Retiro da mochila o protetor solar e aplico uma espessa camada no rosto, braços e pernas. Inevitavelmente, dou agora os primeiros passos para alcançar o acampamento Las Veguitas, aproximadamente 3.200 metros de altitude. A trilha transcorre sempre às margens do Arroyo Blanco, um emaranhado de águas esbranquiçadas que correm velozmente sobre um leito pedregoso até chegar a bacia de Potrerillos. Depois de uma primeira subida, consigo ver quase todas as voltas do córrego.
 
A rota me leva para uma paisagem montanhosa e imponente, de tirar o fôlego. Alguns metros adiante, a trilha dá uma guinada para esquerda, serpenteando por um chão de cascalho graúdo até que, finalmente, me leva ao acampamento Veguitas. O local é composto por uma gramínea que cresce sobre um vale verde e pedregoso, de onde é possível coletar água de várias nascentes e fazer ascensões ao Cerro San Bernardo, a 4.150 metros de altitude, ou avançar para acampamentos superiores, como Piedra Grande, a 3.550 metros. Passarei esta noite aqui, cercado por paredões de montanhas.
 
Leve e sem pressa, deito-me agora sobre meu isolante térmico e aprecio o lugar. Ao norte se encontra Cerro Vallecitos; e ao sul, Cerro el Plata, escondido nos ombros do Cerro Lomas Amarillas. O céu está limpo, quase sem vento, de modo que dá para sentir a tranquilidade do lugar.
 
Eu preciso descansar, mas por quanto tempo? O desejo irreversível de seguir em frente ocupa minha mente impaciente. Ao avançar um pouco sobre as saliências do acampamento, observo três corredores atravessando velozmente a minha frente. Um deles, com não mais do que uns 35 anos, veste camiseta e short de lycra, óculos escuros e uma bandana azul-marinho com listras brancas. Ele, e outros dois homens, correm sobre a trilha pedregosa que conduz morro acima.
 
Armo minha barraca ao redor de uma pirca (cerca de pedras) para me proteger do vento. Tiro então as botas, novinhas, e as deixo ao lado da mochila. Assim que o sol se esconde atrás do cume do Cerro Vallecitos, a temperatura cai abruptamente. Finalmente, anoitece. Do acampamento, se avista as luzes da cidade de Mendoza. A escuridão parece envolver os espaços de uma cidade que dorme e que, pouco a pouco, é inundada por um brilho espectral. Desligo, então, a luz frontal presa à minha cabeça e fico enredado no simples prazer de contemplar o lugar.
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Dias atrás, uma lâmpada nua iluminava o quarto enegrecido e solitário do hotel. Na tevê passava Discovery Channel e NetGeo. E agora aqui, com uma torrada nas mãos e enfiado dentro do meu saco de dormir, observo através do feixe frágil da minha barraca que lá fora faz muito frio, um frio que, para ser sincero, não é tão perturbador assim. Eu mal me lembro da última vez que vi um céu tão claro como este, turbulento e gélido.
 
Uaaaah! O sono e o cansaço me invadem e fica difícil manter-se acordado. Eu me pergunto se meus vizinhos estão tão empolgados quanto eu. Do lado de fora da minha janela, ouço passos que são executados por alpinistas que regressam dos acampamentos superiores. São passos velozes, como se alguém descesse descontroladamente morro abaixo. Isso faz ofuscar qualquer outra vontade de ir lá fora.
 
“Nada é maior do que o prazer de uma nova descoberta.” Waldemar Niclevicz
 
Brrrr… Que frio! Engatinho para fora da barraca e percebo que minha mochila, que ficara exposta ao relento à noite toda, está coberta por uma fina camada de gelo. A água do meu cantil, supostamente liquida, está congelada.  Antes de tomar uma ducha de água fria no rosto que me ajude a despertar, preparo meu café da manhã: bolachas, chocolate e chá de ervas.
 
Me debruço sobre as instruções do próximo destino, impressas numa folha detalhando a logística: seguir à margem direta do Arroyo Blanco, em direção nordeste, por cerca de uma hora até chegar em Piedra Grande, onde farei meu segundo acampamento.
 
Enquanto arrumo a mochila para seguir adiante, fico sabendo numa conversa com um alpinista que aquele grupo de rapazes de ontem eram maratonistas que faziam grosso treinamento para participar de uma ultramaratona. As pessoas que treinam nesta região, vale dizer, a grande maioria estão se preparando para encarar montanhas mais exigentes, como o Aconcágua, a mais alta das Américas, com 6.962 metros de altura. O que não é o meu caso, pois meu objetivo está a 4.300 metros de altitude, em El Salto.
 
O sol implacável da manhã adverte que será um dia difícil, de longa caminhada pelas trilhas. Assim, às saias do desconhecido, despeço-me de Veguitas com um “hasta la vista” e começo a dirigir meus passos para Piedra Grande.  Com três quartos do caminho percorrido, a rota segue por uma trilha que se distancia do Arroyo Blanco. Mais acima, o caminho leva até a base de uma gigantesca rocha, tão grande quanto um carro e marcada por várias placas em homenagem a montanhistas que morreram na tentativa de conquistar as montanhas da região.
 
Ficarei aqui desde que, é claro, tenha espaço no aglomerado de barracas amontoadas próximas umas das outras. O lugar é movimentado, repleto de alpinistas, trekkers e turistas – todos a caminho do acampamento El Salto, ainda três a quatro horas de distância montanha acima.
 
“Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir.” Amyr Klink
 
São oito horas da manhã e estou a caminho do meu último destino, El Salto. A região recebe esse nome – Salto D’água – por causa de uma cascata que se forma pelas águas do degelo dos Andes e de outras nascentes. Sua base é um imenso mirante, de onde dá para avistar a represa de Potrerillos e a cidade de Mendoza. O local é considerado acampamento base para ascensão aos cerros Plata e Vallecitos.
Cordón del Plata
 
Para chegar lá, será preciso percorrer três horas de trilha batida, pulando obstáculos de enormes blocos rochosos e escorregadio. Por causa desse terreno difícil, à primeira vista, nenhum ser humano adivinharia que ali existe um lugar chamado  “infiernillo”.
 
Enquanto minhas botas mastigam as pedras soltas da trilha, a paisagem vai ficando cada vez mais árida e exuberante. Num determinado momento, uma mula cinzenta e magra desce com dificuldade o estreito caminho. O condutor chicoteia vigorosamente o animal para forçá-lo ir adiante, fazendo o coitado caminhar apavorado. Depois de esperar alguns minutos, reinicio a subida.
 
Estou a vinte metros verticais de Salto D’água. Agora há apenas um obstáculo que me separa do meu objetivo final: uma saliência íngreme de pedras soltas. Procuro não cometer nenhum erro, contudo, embora bem fisicamente, minha preocupação é com dois montanhistas que descem e procuram evitar o declive escorregadio. A salvação, conforme observo, será subir cravando na encosta com a ponta das botas. Após alguns minutos de trabalho arriscado, chego em El Salto, são e salvo.
 
Sento-me agora numa pedra e observo a aldeia feita de casebres de náilon. São umas sete ou oito delas. O lugar impressiona! Dou conta de que escalar as montanhas do Parque Provincial Cordón del Plata não requerem técnicas ortodoxas de alpinismo, mas, por outro lado, exige uma disposição física e disciplinada de buscar objetivos.  No meu caso, uma meta não tão virtuosa: apenas o culto a natureza e a experiência enaltecedora da aventura. 
Texto e fotos: Jonatar Evaristo