3º Dia: Pedra da Mina até o Pico dos Três Estados

O frio pode complicar as coisas. A dica é: vá bem preparado para o frio intenso em qualquer época do ano. Neste dia acordamos cedo, o vento lá fora continuava gelado, preparamos um café bem quente com leite condensado que é extremamente doce e faz o papel da mistura que seria com leite em pó, além disso, essa mistura é bastante calórica e energética. E o vento gelado soprava forte, há relatos que no inverno as temperaturas no alto da Pedra da Mina podem atingir até -10° centígrados. Tiramos mais algumas fotos do nascer do sol que aliás, foi novamente espetacular (dessa vez o nascer do sol foi atrás do Pico das Agulhas Negras no Parque Nacional do Itatiaia/RJ), fomos assinar o livro que fica numa caixa de metal fixado numa pedra no ponto mais alto, tiramos fotos lá também e partimos para o terceiro dia de travessia.

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Nascer do sol na Pedra da Mina

A descida da Pedra da Mina é uma caminhada íngreme sobre a rocha, é preciso ter cuidado na descida, em primeiro lugar pelo terreno que é muito acidentado e em segundo lugar porque os primeiros movimentos do dia ainda não são os mais eficientes. Neste momento o estoque de água já está ficando num nível perigoso, é preciso reabastecer, mas o próximo destino é o Vale do Ruah e na travessia deste trecho certamente encontraremos água. Na descida da Pedra da Mina é possível ter um panorama geral de todo Vale do Ruah, visto lá de cima parece um enorme gramado. Grande ilusão de ótica. Ao chegar no Vale do Ruah nos deparemos com tosseiras de capim de mais de 2 metros de altura onde é preciso muito cuidado ao atravessar, pois em muitos pontos a trilha simplesmente desaparece e existem buracos onde a gente também desaparece no meio do capim, sem falar que os movimentos não devem ser muito bruscos nesse trecho, pois o capim também é cortante.

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Topo da Pedra da Mina 2.798 metros

Bem no meio da travessia do Vale do Ruah encontramos a tão esperada água, um riacho que passa pelo meio das tosseiras com água muito limpa e gelada. Obviamente que neste ponto enchemos todos os reservatórios de água possíveis e enchemos também nossa “pança” com muita água, afinal, esse tipo de fartura na travessia da Serra Fina deve ser muito bem aproveitado. O trajeto do Vale do Ruah é um dos pontos altos da travessia, caminhamos por cerca de 1,5 horas por entre aquele capinzal alto, uma doideira total, o Paulo fez uma filmagem de cerca de 15 minutos com a GoPro para tentar mostrar o nível de dificuldade do trecho. Ali é muito fácil se perder e ficar andando em círculos, é preciso muita atenção e olhar no horizonte para continuar seguindo na trilha certa. A dica é ir de encontro ao Riacho que atravessa o vale e seguir pelas margens do mesmo até uma pequena montanha que fica à direita do riacho sentido Leste, ao subir nessa montanha pela trilha é possível visualizar todo Vale do Ruah e a Pedra da Mina que ficaram pra trás.

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Travessia do Vale do Ruah

Seguimos rumo ao Pico dos Três Estados, objetivo do dia, a caminhada segue pela Crista das montanhas logo após sair do Vale do Ruah. A Montanha à direita do Pico dos Três Estados é conhecida como Cupim de Boi pelo seu formato, é pra lá que nós vamos. A subida do Pico dos Três estados também é íngreme mas mais curta em relação à Pedra da Mina, subimos tranquilamente. Do Pico dos Três Estados conseguimos ver todo trajeto feito naquele dia e o Pico das Agulhas Negras logo atrás, à Leste. O melhor por do sol de todos os dias de travessia estava à nossa espera. Foi Sensacional!

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Pôr do sol no Pico dos Três Estados

Data do relato: 23 a 26/08/2013

Texto e Fotos: Cristiano Da Cruz

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Contato: www.indiadabuena.com.br

2º Dia: Capim Amarelo até a Pedra da Mina

Na Serra Fina é assim, você dorme cedo e acorda mais cedo ainda. No segundo dia acordamos pouco antes das 6 horas, esquentamos nosso café e contemplamos o nascer do Sol que naquele dia, apareceu bem atrás da Pedra da Mina. A noite não foi muito fria, mas o dia amanheceu gelado. Tiramos mais algumas fotos do nascer do sol e preparamos as coisas para botar o pé na trilha novamente. A descida do Capim Amarelo é difícil, longa e bastante íngreme, requer bastante cuidado porque as folhas secas que ficam na trilha tornam o terreno escorregadio. Na descida é perceptível que uma mochila bem organizada e no máximo na largura do corpo faz a diferença, pois em alguns trechos a trilha é bastante estreita e se não for assim a carga vai “enroscando” e “prendendo” por todos os lados.

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Acampamento no Capim Amarelo

A Foto ao lado mostra o nascer do sol no Alto do Capim Amarelo comigo na sombra apontando para o Topo da Pedra da Mina. Partimos pro segundo dia de travessia seguindo pelo trajeto marcado no GPS. O segundo dia é considerado o mais “duro” da travessia, apesar da pouca diferença de altitude do Alto do Capim Amarelo e da Pedra da Mina, as grandes variações do trajeto são o maior obstáculo, muitas descidas e subidas, capim alto, trilha escorregadia, pedras na trilha, sol forte à frente, e o terreno muito acidentado. Em grande parte do trajeto é possível visualizar a Pedra da Mina, nosso objetivo do dia. Seguimos pela trilha de subidas e descidas e nos deparamos com a primeira escalaminhada da travessia, um trecho depois da descida do Capim Amarelo e após atravessar uma trilha na Mata, neste trecho é preciso tomar muito cuidado, pois o peso da mochila acaba nos puxando para trás e como a subida tem alto grau de inclinação, uma queda neste trecho rolando morro abaixo poderia gerar ferimentos graves. Então, aqui todo cuidado é pouco.

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Nascer do sol no Capim Amarelo

Paramos para almoçar um pouco antes da subida da Pedra da Mina já na expectativa de encontrar água logo à frente para nos reabastecer. Após o almoço continuamos no trajeto rumo à Pedra da Mina. Na foto ao lado o visual de um trecho de capim que é preciso atravessar a caminho da Pedra da Mina. Além deste ponto, há no mínimo outros 5 trechos de capim alto bastante parecidos. Chegando próximo à base da Grande Montanha reabastecemos nossa água num riacho que fica à direita da trilha e iniciamos a forte subida.

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Caminho para a Pedra da Mina

Após a subida da Pedra da Mina a ordem é aguardar outra vez o por do sol, só que agora a 2.798 metros de altitude, se o tempo estiver bom o espetáculo é garantido (Foto ao Lado). Após o por do sol o vento gelado tomou conta do ambiente, nossa sorte ter encontrado local para o acampamento na baixada da montanha no lado Sul, isso amenizou um pouco os efeitos do vento gelado. Neste dia fizemos o esperado arroz com linguiça e para dar um toque especial na receita, misturamos uma dose de milho com ervilha que o Paulo levou. Ficou Muito Bom! Após a fartura do jantar e devido ao frio intenso, optamos por ir descansar mais cedo, assim, logo após às 19 horas nós já estávamos dentro das barracas. Boa Noite Gurizada!

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Pôr do sol na Pedra da Mina

Data do relato: 23 a 26/08/2013

Texto e Fotos: Cristiano Da Cruz

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Contato: www.indiadabuena.com.br

JetBoil Flash – O fogareiro pessoal

JetBoil  Flash – O fogareiro pessoal

Se você é um aventureiro, gosta de trilhar novos caminhos, ou é uma pessoa que está sempre preparada para colocar o pé na estrada, deve estar acostumado a preparar alimentos rapidamente, e na maioria das vezes, de forma improvisada. Todos nós temos uma maneira de preparar os alimentos do lado de fora da cozinha, pelo simples fato de que, alimentos preparados ao ar livre tem um gosto melhor.

Por isso, é necessário conhecer equipamentos que garantam segurança, conforto e praticidade. Ao fazer uma caminhada, ou em algum acampamento, certamente  não se pode levar o fogão de casa e todos os utensílios domésticos. Também é inviável, todas as vezes, fazer um fogo de chão para preparar os alimentos. Desta forma, apresentaremos um fogareiro que vai superar suas expectativas.

O Fogareiro JetBoil Flash em pouco mais de dois minutos possibilita duas xícaras de água fervente para o café, sopa instantânea ou uma refeição liofilizada.  Foi projetado para ser uma das soluções mais seguras para cozinhar ao ar livre. Possui uma base super estável, sistema de isolamento de calor e proteção para as mãos, tampa que impede derrames acidentais, além de um indicador de calor com mudança de cor que sinaliza quando o conteúdo está quente. Equipado com sistema de acendimento automático e uma proteção no queimador para manter a chama protegida das intempéries do tempo, aquece de forma consistente até a última gota de combustível (gás). Acompanha suporte para outros tipos de panela. Não acompanha cartucho de gás.

O referido fogareiro pode ser encontrado em qualquer loja de equipamentos de aventura ao redor do mundo, entretanto, no Brasil, isso pode ser um pouco mais complicado, pois o produto começou recentemente a ser vendido aqui. Ele é fabricado em vários tamanhos diferentes e a escolha vai depender de suas necessidades.

O kit é composto de um queimador, uma panela, lata de combustível, tampa, copo, anel de fluxo, e estabilizador de solo.

A lata de combustível é composta por propano, unidade de gás isobutano comprimido, que é o combustível utilizado para o aquecimento.

JetBoil  FlashO queimador, é uma configuração única, com um dispositivo de acendimento automático. A lata de  combustível pode simplesmente ser parafusada na parte inferior do queimador. A panela possui capacidade de armazenamento de 4 xícaras de água e é envolta em neoprene para que você possa cozinhar seus alimentos sem se queimar. A tampa se encaixa no topo e o estabilizador se fixa no solo, assim atribuindo a lata de combustível perfeita estabilidade para todo o conjunto. Está incluído um estabilizador de panela, e ainda acompanha suporte para outros tipos de panelas e frigideiras.

JetBoil  Flash
Queimador único com ignição automática
JetBoil  Flash
Lata de combustível padrão.
JetBoil  Flash
Montado e pronto para uso

Então, por que escolher este fogão? Por diversas razões: Todas as partes do fogão, incluindo o combustível,  se encaixam no interior da panela; Quando ele está montado, o  fogareiro JetBoil Flash é realmente compacto e estando todas as partes em um só recipiente, nada vai se perder. Seu diferencial é o fato de poder colocar a panela, ou a frigideira, em cima e ela não se deslocar. Todos  nós já passamos por situações, quando estamos fazendo aquela comida boa, a panela desliza sobre o fogareiro e assim toda a comida vai ao chão. Outro detalhe que faz esse fogareiro ser incrível, é que você pode mover o conjunto todo (fogão, gás e panela) enquanto ele está aceso e assim evitar queimaduras, por causa do material Neoprene envolvente da panela.

JetBoil  Flash
A panela fica estabilizada junto ao fogareiro
JetBoil  Flash
Como ficam os componentes todos agrupados, junto a panela
JetBoil  Flash
Tudo dentro e pronto para transportar

Outra questão realmente interessante sobre este fogão, é que, o fundo da panela tem barbatanas pequenas e divertidas que agem como um permutador de calor, isso significa que ele distribui melhor o calor gerado pela queima do combustível. O queimador aquece o vaso e as aletas atuam para distribuir e concentrar o calor para toda a parte inferior do vaso, não apenas no centro, onde a chama é dirigida. Isto significa que você ferve muito mais rápido e consome menos combustível. Assim você não tem que carregar muitas latas de combustível em sua viagem. O fabricante JetBoil chama o conjunto de “anel de fluxo”.

JetBoil  Flash
Permutador de calor – anel de fluxo

O fogareiro JetBoil Flash vai ferver duas xícaras de água em menos de três minutos, as vezes ele é tão rápido que demora apenas 90 segundos para ferver. O que vai variar a velocidade de cozimento dos alimentos é a temperatura do ar ambiente, temperatura da água e altitude. A minha experiência com fogões de acampamento o tempo de fervura com este tipo de fogareiro é extremamente rápido e o consumo de combustível é muito baixo.

Para aumentar a sua funcionalidade a JetBoil, criou um suporte adicional que possibilita a colocação de qualquer tipo de panela para preparo de alimento, não sendo obrigatório o uso da própria panela do conjunto original. Você pode remover a panela JetBoil Flash e instalar o suporte de panela e utilizar qualquer panela ou frigideira padrão. Um pacote realmente versátil. Ajuste global, realmente cinco estrelas. Todo esse equipamento tem construções rígidas e fortes, assim você pode pendurar na parte externa da mochila sem medo de quebrar.

JetBoil  Flash

O único inconveniente do produto é o seu custo aqui no Brasil, que  pode variar ente R$ 600 a 800 reais. Não esqueça que o produto vem em conjunto (fogão e panela). O valor pode ser um pouco elevado em relação aos outros produtos vendidos nacionalmente.

Em contrapartida ao preço no Brasil, a tecnologia e a eficiência deste fogareiro vai te surpreender!

Outra coisa legal sobre a linha JetBoil é que fabricam diversos acessórios que complementam o fogareiro, como panelas maiores, potes padrão,  peças e até mesmo um kit para pendurar o fogareiro dentro de uma barraca, veja mais em www.jetboil.com.

Especificações:

1 Litro
104 mm x 180 mm
480 g
Panela de 1 litro com neoprene para manter a temperatura dos alimentos e evitar queimaduras, com o Flash indicador de calor, sistema que muda de cor conforme a temperatura, queimador em aço inox e acendedor automático, Copo de medição e protetor da base da panela.
Este incrível fogareiro você encontra na loja de nossos parceiros!
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Contato:

Fone: +55 (54) 3213.5131

vendas@guenoa.com.br

https://www.guenoa.com.br/

Veja o primeiro relato de uma das travessias mais difíceis do Brasil – Serra Fina

Há algum tempo já vinha pensando em fazer a travessia da Serra Fina, ouvia inúmeras histórias e a vontade de encarar o desafio era cada vez maior até que chegou a nossa hora. Desde 2012 estava juntando informações e estudando o percurso e em Agosto de 2013 o desafio foi superado. A travessia foi realizada nos dias 23, 24, 25 e 26/08/2013 debaixo de céu azul, noites frias e estreladas com os Amigos Paulo Adair Manjabosco de Garibaldi e Samuel Tolbach de Livramento.Todo conteúdo aqui descrito foi baseado nas informações levantadas e estudadas antes e durante o trajeto que realizamos na Serra da Mantiqueira. Quero agradecer antecipadamente ao amigo Tiago Korb de Santa Maria por ter nos fornecido cópia do Mapa e informações muito importantes sobre a Travessia.

A Serra Fina é uma parte da Serra da Mantiqueira, por sua vez uma das mais importantes cadeias de montanhas do Brasil. Situa-se em sua quase totalidade na divisa entre os estados de Minas Gerais (município de Passa Quatro), São Paulo e Rio de Janeiro. É vizinha ao Maciço de Itatiaia, onde se situam o Parque Nacional de Itatiaia e o Pico das Agulhas Negras; os dois maciços são visíveis entre si. A Serra Fina tem um dos maiores desníveis topográficos do território brasileiro e a quinta mais alta montanha do Brasil: a Pedra da Mina (2.798 metros). Na extremidade leste da Serra Fina, também se destaca o Pico dos Três Estados (2.665 metros), em cujo topo está o ponto tríplice onde se unem as divisas dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

Fonte: (http://pt.wikipedia.org/wiki/Serra_Fina).

A Serra Fina é considerada por muitos montanhistas a travessia mais difícil do Brasil, inclusive, servindo de treino para quem pretende escalar montanhas maiores que ficam fora do Brasil como o Everest (Himalaia, Tibet/Nepal) e o Aconcágua (Cordilheira dos Andes, Argentina). A “Serra Fina” tem esse nome devido ao formato da Travessia que em grande parte do trajeto ocorre pelas “cristas” das montanhas que em alguns pontos chegam a apenas 1 metro de largura. A Travessia é considerada a mais difícil do Brasil, não somente pelo relevo, pelas trilhas fechadas, pelo trechos de capim alto e fechado e pelos desníveis que passam de 1.000 metros por dia, mas pela escassez de água durante a travessia que na sua forma mais tradicional dura cerca de 3 a 5 dias. Por isso, se faz necessário carregar bastante água em grande parte do trajeto o que torna a bagagem ainda mais pesada.

É de fundamental importância planejar a alimentação em relação ao uso de água para o seu preparo. Nós planejamos nossa alimentação seguindo o padrão de 3 refeições diárias da seguinte forma: café da manhã (Café e Leite em Pó ou Todinho, Pães e Aveia), para o almoço optamos por lanches rápidos (Pães, Sardinha, Atum, Azeitonas, Sucos em Caixinha), para o jantar (arroz com linguiça massa miojo, lentilha e feijão pré-cozidos). Assim, como haviam pontos de água antes do Capim Amarelo e da Pedra a Mina optamos pela massa no primeiro dia e pelo arroz com linguiça no segundo, a lentilha e o feijão deixamos para o terceiro dia por serem refeições que não necessitavam de água para sua preparação, além disso, a água obtida após a descida da Pedra da Mina tinha que durar até o final da travessia. Levamos também lanches leves como barras de cereal, frutas secas, rapaduras e torones.

A travessia exige excelente preparo físico, equipamentos apropriados e boas noções de orientação terrestre, pois existem vários pontos do trajeto onde há bifurcações e trilhas onde perde-se facilmente a noção da direção correta que deve ser seguida. O trajeto é bastante variado, alternando entre trechos com trilhas, mata, pedras, capim alto, muitas taquareiras, trechos de pura rocha, muito sol e com visuais espetaculares. A principal característica é sem dúvida o desnível do terreno que em 90% do percurso é subindo ou descendo, essa peculiaridade, aliada ao peso da mochila cargueira torna o caminho bastante desgastante e complicado.

O tempo foi nosso amigo mais uma vez, nos 4 dias de travessia não caiu uma gota de chuva sequer, os dias eram abertos e quentes com visual perfeito em todas direções e as noites eram bastante frias, em alguns trechos mais difíceis da travessia o tempo estava nublado, o que também contribuiu para evitar o desgaste devido ao calor do sol. A noite que passamos acampados na Pedra da Mina, registramos temperatura abaixo de Zero e geada do lado de fora das barracas. Mas Bah Tchê! Que Frio!

Literalmente, os “pontos altos” da travessia são a chegada no Capim Amarelo após subir quase 1.200 metros onde temos um visual 360 graus das montanhas e de onde já é possível visualizar grande parte do trajeto do dia seguinte, inclusive a Pedra da Mina que é o ponto de maior altitude do percurso e o Pico dos Três Estados. Em todos estes 3 pontos citados acima, é possível visualizar o trajeto realizado no dia anterior e o próximo que deve ser seguido.

Levei 4 baterias reservas para a câmera fotográfica, pois além do desafio de realizar a travessia, considero muito importante registrar os melhores momentos e os locais por onde passamos, sem contar o fato de gostar muito de fotografar a natureza e contemplar as belíssimas paisagens da Serra da Mantiqueira.

Fizemos o percurso tradicional que é realizado em 3 a 5 dias e é distribuído da seguinte forma:

1º Dia (Cor VERDE): Toca do Lobo até o Alto do Capim Amarelo. Saída de cerca de 1.400 até 2.570 metros, uma subida curta e íngreme de quase 1.200 metros. No primeiro dia há 2 pontos de água bastante acessíveis. O primeiro logo na saída em frente à Toca do Lobo e o segundo aproximadamente 1.770 metros na subida no lado direito da Trilha. Dá pra ouvir o barulho da água na subida e o ponto é fácilmente encontrado. Aqui aconselha-se encher todos os reservatórios.

2º Dia (Cor VERMELHA): Capim Amarelo até Pedra da Mina. Saída de 2.570 até 2.798 metros, com inúmeras descidas e subidas, sendo a última a mais forte. No segundo dia a diferença de altura entre o ponto de saída e o ponto de chegada é de apenas 228 metros, no entanto, devido ao grande número de subidas e descidas, o desnível acumulado chega quase novamente aos 1.200 metros. Importante comentar também que antes da subida da Pedra da Mina há outros dois pontos onde é possível encontrar água para reabastecer.

3º Dia (Cor AZUL): Pedra da Mina até a Pico dos Três Estados. Saída de 2.798 até 2.665, passando pelo vale do Ruah e Morro Cupim de Boi. O Vale do Ruah é um dos pontos mais impressionantes da travessia, trata-se de uma planície logo após uma descida de 300 metros partindo da Pedra da Mina onde é preciso atravessar toceiras de capim alto e cortante que em alguns trechos podem chegar a mais de 2 metros de altura. No solo, alguns trechos com erosão fazem o “índio” desaparecer totalmente no meio do capim. Vale citar também que no meio do vale do Ruah há um riacho onde é possível reabastecer à água. Importante saber que este é o último ponto de água até praticamente o final da Travessia.

4º Dia (Cor AMARELA): Pico dos Três Estados até o Sítio do Pierre na BR 354. Saída de 2.665 até 1.530, passando pelo alto dos Ivos, uma descida de quase 1.200 metros.

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Antes de iniciar a aventura, é de extrema importância realizar um planejamento minucioso do trajeto, equipamentos, alimentação, água, acampamentos, sem contar que a previsão do tempo também é fundamental, pois com o tempo bom os visuais de todo o trajeto compensam qualquer esforço.

Em vários trechos da caminhada é comum encontrar fitas vermelhas e amarelas amarradas em pontos de fácil visibilidade, além disso, existem também tótens feitos de pedras que orientam os principais pontos da travessia, portanto, se encontrar tótens e/ou fitas presas nas árvores, sorria, você está no caminho certo. Mas não se engane que a travessia se torna simples ou fácil por conta disso, jamais pense em realizar a travessia se não tiver nenhuma experiência e bons equipamentos, assim, o mais recomendável é ir com alguém que conheça o trajeto e/ou tenha ótimas noções de orientação terrestre.

A temporada ideal para realização da travessia é nos meses mais frios que vão desde Abril até o final de Agosto, caso contrário, às fortes chuvas irão atrapalhar a travessia e prejudicar bastante o visual. Tivemos a sorte grande de passar 4 dias na Serra Fina com tempo bom e aberto, nos 3 acampamentos realizados o espetáculo do por e do nascer do sol foram experiências e imagens sem dúvida inesquecíveis.

A seguir vou descrever nossa experiência dia a dia na Travessia da Serra Fina e saliento novamente a importância de planejar, planejar e planejar tudo, cercando-se de todas as informações possíveis antes de iniciar a aventura.

Data do relato: 23 a 26/08/2013

Texto e Fotos: Cristiano Da Cruz

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Contato: www.indiadabuena.com.br

Baseado em uma incrível história real – Everest

Sinopse:

Inspirado nos incríveis acontecimentos em torno da montanha mais alta do mundo, Everest documenta a inspiradora jornada de dois diferentes grupos de expedição que são desafiados além de seus limites quando são acometidos por uma das maiores avalanches já registradas. Com a coragem testada por um dos fenômenos mais severos do planeta, os escaladores terão que enfrentar obstáculos quase impossíveis em busca de sobrevivência. A aventura épica é estrelada por Jason Clarke, Josh Brolin, John Hawkes, Robin Wright, Michael Kelly, Sam Worthington, Keira Knightley, Emily Watson e Jake Gyllenhaal.

O filme está previsto para lançamento em 18 de setembro de 2015.

As filmagens aconteceram na base do Everest, no Nepal e ainda nos alpes Italiano,  na Cinecittà Studios, em Roma e no Pinewood Studios, no Reino Unido, a Universal vai distribuir o filme Everest em todo o mundo.

Veja algumas imagens do filme:

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Foto: Divulgação
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Foto: Divulgação
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Foto: Divulgação
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Foto: Divulgação
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Foto: Divulgação
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Foto: Divulgação

Assista o Trailer Oficial:

Texto e fotos: www.everesteoficial.com.br
Edição: Luís H. Fritsch

Mundo outdoor e suas novas tecnologias

Mundo outdoor e suas novas tecnologias

O mundo outdoor melhorou muito em termos tecnológicos, antigamente eramos forçados a ficar em casa ao lado do fogão a lenha, pois a condição climática não estava favorável para nossas aventuras, já hoje em dia não existe mais a possibilidade de darmos alguma desculpa e não ir fazer aquela trilha no fim de semana, pode estar chovendo, estar frio ou mesmo calor.

Tecnologia GORE-TEX®

Mundo outdoor

A membrana de tecnologia GORE-TEX® é durável, impermeável e à prova de vento, combinada com produtos duradouros, de respirabilidade otimizada e que maximizam a proteção e conforto de seus usuários.

Ideal para uma grande variedade de atividades ao ar livre, a membrana GORE-TEX® está ligada apenas ao tecido exterior. O benefício: o forro separado dentro melhora o conforto e versatilidade. Esta construção pode ser combinada com um isolamento, mantendo seco e quente.

Saiba mais sobre essa membrana:

Membrana GORE-TEX® tem mais de 1,4 bilhões de poros por centímetro quadrado.

Esses poros são 20.000 vezes menor do que uma gota de água, mas 700 vezes maior que uma molécula de vapor de água. Devido a isto, a água não pode penetrar a partir de (vapor de água) no exterior e suor pode facilmente escapar para o exterior através da membrana. Isso garante que GORE-TEX® permanece água e à prova de vento, mas respirável.

Para garantir a resistência do tempo absoluto, produtos GORE-TEX® são empregadas com tecnologia GORE-SEAM® TAPE para selar mesmo os minúsculos furos na peça GORE-TEX® causado pelo processo de costura.

Para atender às exigências especiais da ampla gama de aplicações – dos quais o mais exigente é o motociclismo – GORE-TEX® tem desenvolvido diversas tecnologias de membranas, que são utilizados em determinados produtos.

Ensaio do produto:
Garantido para mantê-lo seco ™
Cada novo protótipo do produto GORE-TEX® é colocada através de testes extremamente rigorosos nos laboratórios Gore. E não é apenas a membrana GORE-TEX® que é testado, todo o vestuário e seus componentes de material exterior, isolamento, membrana e forro tem que provar sua excelência nas condições mais difíceis.

Mundo outdoor - gore-tex

Cada nova peça GORE-TEX® é submetido a acelerada “mundo real” do tipo teste de laboratório equivalente a muitos milhares de horas de uso, passando pela Sala de chuva, bem como o conforto e teste de frio, antes de ser liberado para produção .

É este procedimento rigoroso controle de qualidade que diferencia GORE-TEX® de outras membranas de clima no mercado e torna o único garantido para mantê-lo seco.

Tecnologia Polartec®

Mundo outdoor - Polartec

Por falta de informação, muita gente trata com desconfiança os diferentes materiais que são comumente chamados de Fleece, o que é bem compreensível dada à inundação de produtos de baixo preço e mínima qualidade.

Hoje vamos separa o joio do trigo e falar mais a fundo sobre a tecnologia Polartec, o supra-sumo dos fleeces.

Projetados para estresse agudo, os tecidos Polartec são resistentes ao rompimento das fibras e possuem tecnologia anti-pilling (evitam formação de bolinhas). A utilização e lavagem intensas podem provocar o desbotamento da cor, mas não a perda de suas propriedades. O aspecto de produto envelhecido é o principal motivo de substituição e não propriamente o desgaste do produto.

Também chamado de CCF, “Climate Control Fabrics”, o principal atributo do Polartec é manter o corpo seco e aquecido, propiciando conforto em qualquer situação. A alta capacidade de exportar o suor, aliada à resistência à penetração de água, evita que o corpo fique úmido e sofra com o frio e uma eventual hipotermia. Por isso é considerado mais que uma vestimenta, um equipamento de termo-regulação.

Ainda há várias tecnologias disponíveis na vasta variação de materiais Polaterc, como proteção UV, proteção à formação de odores, repelência de água e até resistência ao fogo.

Clique aqui e saiba mais: www.polartec.com/technologies

Mundo outdoor - Polartec

A utilização combinada do Polartec com produtos compostos de algodão, Lycra, Nylon e afins, pode potencializar suas capacidades. Portanto, não é recomendado o uso do Polartec como segunda-pele.

De acordo com a temperatura e umidade, convém utilizar como cobertura principal sobre roupas mais finas, ou ainda de forma intermediária com agasalhos mais densos por cima, para o caso de frio extremo. Sozinho o Polartec apresenta proteção segura como corta-vento e excelente desempenho contra umidade, adequado para temperaturas acima de 5ºC com relativo conforto, até temperaturas amenas de meia estação.

Tecnologia Cordura®

Mundo outdoor - Cordura

Cordura é a marca registrada da InvistaTM para tecidos de altíssima durabilidade. Os Tecidos Cordura são produzidos com fios de poliamida 6.6 de alta tenacidade, com resistência à ruptura muito acima da média dos tecidos existentes no mercado.

Cordura apresenta altíssima resistência nos itens abrasão, rasgamento e perfuração, além de não formar pilling (bolinhas). O tecido Cordura, que pode ser tinto ou estampado, é leve, fácil de lavar, seca rapidamente, não mofa e mantém aparência de novo por muito mais tempo. Quando submetido a acabamento de resinas ou Teflon , pode adquirir características de repelência a água, óleo, retardante de chamas, etc.

Tipos de Cordura:
Os tecidos Cordura podem ser produzidos com fios lisos, tipo 210 den*, 280 den, 420 den, 630 den e 840 den, texturizados a ar tipo 500 den, 750 den e 1000 den ou com ambos. Os fios lisos apresentam maior resistência à ruptura por tração e são mais brilhantes, enquanto o diferencial dos texturizados é a resistência à abrasão, são menos brilhantes e têm, portanto, uma aparência menos sintética e mais próxima à lona.
Diferentemente do significado de Cordura da época em que a marca pertencia à Dupont, atualmente todos os tecidos feitos com fios de poliamida de alta tenacidade da InvistaTM são chamados de Cordura. Porém, o tecido original que consagrou a marca e até hoje é mundialmente reconhecido por ser o mais resistente à abrasão, é o produzido com o fio texturizado.

* den = unidade que representa o peso em gramas de 9000 m de fio, que a grosso modo determina a espessura do fio. Por exemplo, 9000 m de um fio de 500 den pesam 500g.

Resistência à Abrasão:
Cordura 1000 é:
20x mais resistente que o Algodão
10x mais resistente que a Lã
4x mais resistente que o Nylon 400
3x mais resistente que o Poliéster 600

Mundo outdoor - Cordura

Mundo outdoor - Cordura

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Clique aqui e saiba mais: www.cordura.com

Tecnologia Vibram®

Mundo outdoor - Vibram

Solados de tecnologia italiana com massa de borracha e compostos especiais, atualmente é a mais renomada fabricante de solados do mundo, com mais de 60 anos de experiência e tradição.

Nos últimos anos, a Vibram® concentrou suas pesquisas em Design Biomecânico, com a colaboração da ETH University, de Zurique e dos milhares de clientes homologados no mundo.

Os solados aperfeiçoaram no controle de tração e na resistência do material para maior segurança. São solados flexíveis, aderentes, duráveis e com design biomecânico para melhorar a sensibilidade dos pés com o ambiente de uso.

Presente no dia a dia de corredores de montanha, trekkeiros, escaladores e em praticantes de esportes de montanha, o solado vibram é conhecido, e reconhecido, por fazer parte dos calçados e até mesmo se confunde com a história dos esportes.

A marca também é conhecida por ser a pioneira nos tênis modelos “FiveFingers” que incentivou o movimento “Barefoot running”.

Mundo outdoor - Vibram FiveFinghers
Calçados Vibram® FiveFinghers

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Hotel no topo de montanha oferece hospedagem grátis para quem conseguir chegar até lá

No topo da montanha Foronon del Buinz, à 2.531 metros acima do nível do mar, existe um hotel disposto a abrigar quem o consegue alcançar e, pela altura, nota-se que não deve ser uma tarefa fácil. Com vista panorâmica para os Alpes Julien, na Itália, o hotel homônimo do arquiteto italiano Giovanni Pesamosca fica na trilha Ceria-Merlone e acaba por servir de refúgio para os alpinistas corajosos.

O design em forma de capela foi pensado para não acumular neve em sua superfície, tendo ainda a abertura virada para o sul, onde bate o sol que deverá derreter o gelo acumulado durante o inverno. A elevada altitude trouxe um trabalho extra na hora da construção, já que os materiais tiveram de ser transportados de helicóptero em mais de 18 viagens. Já a estrutura contou com a ajuda de 12 trabalhadores e voluntários de resgate para ficar pronta em apenas um dia.

O hotel oferece até nove colchões gratuitos aos aventureiros que chegarem cansados lá em cima. A cabana foi encomendada a Giovanni pela família do alpinista Luca Vuerich, que morreu em uma avalanche em 2010.

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Todas as fotos: © Flavio Pesamosca

Fonte: via

 

Indiada Buena – Aventuras

Indiada Buena – Aventuras

Site: www.indiadabuena.com.br

E-mail: indiadabuenabg@gmail.com

Facebook: Indiada Buena Aventuras

Instagram: @indiadabuena

Proprietário: Cristiano da Cruz

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Contatos: (54) 9173-7277 (Vivo) / (54) 9113-1417 (Claro)
Guia Credenciado CADASTUR: 23.024889.96-1
Relatos da Travessia Serra Fina:

Guenoa Bikes e Apetrechos para Aventura

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Contato: (54) 3213-5131

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