REVIEW – Mochila Arc’Teryx Axios 50 Men’s Tall

REVIEW – Mochila Arc’Teryx Axios 50 Men’s Tall

A mochila é equipamento indispensável à vida do trekker. Poderia até afirmar que ela ocupa o topo da lista de itens mais importantes, sendo a responsável por uma série de fatores consideráveis na sua aventura. No intuito de auxiliar aos que desejam adquirir um novo equipamento, quero deixar aqui minhas impressões sobre a Arc’Teryx Axios 50, minha nova companheira de aventuras.

 

 

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  • Peso: 1.250g
  • Preço: R$525,00 (R$929,00 com impostos de importação)
  • Cores disponíveis: Preto e Laranja
  • Capacidade: 53 litros + 10 litros (corpo principal + bolso frontal)
  • Tamanhos disponíveis: Regular (Torsos de 45.5cm – 50.5cm) e Tall (Torsos de 50.5cm – 55.5cm)
  • Materiais: Spacermesh™, 100D Invista HT Mini Ripstop™, 420D Invista HT Plain Weave, EV®50 Perforated Foam, Hypalon™, 210D Ripstorm™, 840D Stretch Mesh, AeroForm™, 6061 Aluminum Stays.

A marca dispensa maiores apresentações. A Axios foi desenvolvida aos olhos da linha Bora, uma das mais conceituadas e carro-chefe da empresa em mochilas para travessias. Impressiona pela sua leveza e alta impermeabilidade, aliada à tecnologia empregada em sua construção.

Num primeiro momento, confesso que a capacidade volumétrica da mesma me surpreendeu e foi o primeiro ponto positivo que notei em comparação à outras que havia visto e com minha ACT Lite 50+10 da Deuter. O corpo principal é maior, mesmo tendo formato contrário à Deuter (triângulo invertido). A qualidade dos materiais também é um ponto perceptível e ganha destaque ao tecido, similar ao silnylon para conferir impermeabilidade ao conjunto, juntamente com as costuras reforçadas. No corpo principal, não há alças para o transporte de bastões de caminhada, mas os mesmos podem ser colocados nas laterais da mochila e presos com o auxílio das tiras de compressão.

Fivelas em poliamida e tiras bem localizadas, dão bom suporte e estrutura à carga. Nada de bolsos laterais, apenas os inferiores em mesh para o transporte de cantis e um frontal que comporta aproximadamente 10l. Achei uma boa sacada da marca, já que das duas que tive com bolsos laterais, nunca usei os mesmos. Um zíper amplo instalado na lateral permite acesso fácil ao interior da mochila, sem a necessidade de se abrir a tampa (outras marcas utilizam zíper frontal). Ela não é bipartida e não possui zíper inferior; outra boa ideia, pois os antigos ficaram sempre fechados.

Falando em tampa, achei a mesma muito grande, com bom espaço para se guardar diversos itens. Bolsos amplos e com zíperes impermeáveis são um ponto positivo e a mesma pode ser destacada para ser transportada separadamente. Achei que ela poderia ser um pouco mais côncava, para “abraçar” melhor o corpo da mochila, porém se fosse muito mais arqueada, não teria tanta capacidade de armazenamento.

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A barrigueira anatomicamente estruturada e com ajustes, me pareceu um pouco fraca e desuniforme com a proposta da mochila, mas muito confortável. Seu formato côncavo interno, permite bom ajuste ao corpo e facilita os movimentos. O que não gostei foi a falta de um bolso para se levar canivete, dinheiro ou câmera digital (estava acostumado às outras). Outro ponto negativo é a falta de ajustes na altura das alças. Quando você compra essa mochila, precisa medir seu torso e analisar em qual tamanho ele se encaixa para poder comparar com a tabela de medidas do fabricante. Achei um pouco arriscado, mas depois de me informar bem, desencanei.

As alças revestidas em tecido telado são anatômicas, de bom tamanho e facilitam a dissipação do suor quando em uso. Possuem tira peitoral ajustável (comprimento e altura) e removível, tiras tensionadoras que estabilizam a carga e regulagem de posição. Possuem também pontos para fixação de objetos como GPS e mangueira do sistema de hidratação (bolso no corpo principal). Micro “daisy-chains” localizadas nas laterais da mochila podem ser utilizadas para se pendurar cordas, mosquetões e até mesmo a roupa molhada.

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O costado merece uma nota à parte e é o ponto forte do equipamento. Construído em AeroForm, ele se ajusta e acompanha o formato do seu corpo a cada passo, ficando sempre rente e colado em suas costas. Essa construção permite bom fluxo de ar entre a mochila e seu corpo, reduzindo consideravelmente a temperatura e a transpiração. O sistema de sustentação em alumínio 6061, consegue transferir boa parte do peso para a barrigueira, tornando a mochila muito mais confortável.

Enfim, era exatamente o que procurava para minhas andanças. Peço desculpas pelas fotos, pois como estava com preguiça de mexer nos equipamentos, enchi a mochila com um cobertor. Consegui reduzir o peso, tamanho e aumentar a qualidade de meus equipamentos. Queria uma boa mochila para acompanhar essa evolução e encontrei na Axios 50 todas as características que buscava. Materiais empregados e construção de excelente qualidade aliam confiabilidade, leveza e conforto ao conjunto.

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Esta foi somente uma impressão inicial ao receber e analisar o produto. Foi um tanto quanto sucinta, mas com o tempo e nos trekkings, novas opiniões surgirão e na medida do possível atualizarei este tópico.

Link para o site do fabricante: Arc’Teryx Axios 50

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Texto e fotos: Edver Carraro
Site: Edver Carraro

REVIEW – Barraca Lightwave T0 Trek

REVIEW – Barraca Lightwave T0 Trek

Para os que não conhecem, a Lightwave foi fundada em 2002 por Carol McDermott, alpinista neozelandês residente na França e Grã-Bretanha. Seu principal objetivo na criação da marca, foi o de fornecer um equipamento tecnológico, de alta qualidade e com uma abordagem funcional para os entusiastas do alpinismo e trekking, sem deixar de lado o custo-benefício. Dentre a gama de produtos da Lightwave, destaco a barraca t0 Trek. Do tipo túnel, para uma pessoa, é um dos abrigos solo 4 estações mais resistentes e leves disponível atualmente no mercado. Seu interior confere bom espaço para a área da cabeça e ombros, mesmo tendo o formato abobadal.

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Falando em design, as varetas de alumínio DAC de 8.5mm tem formato de abóbada, conferindo excelente aerodinâmica e resistência à estrutura. Um diferencial interessante é a separação de cores que a marca faz (varetas e quarto interno) para que o trekker consiga distinguir bem a posição correta das varetas (cinza na frontal e amarelo na traseira). Para auxiliar o reforço da barraca, velcros fixados ao sobreteto garantem firmeza na união das varetas com o quarto interno. Espeques de titânio pesando 12g cada, são responsáveis pela fixação da tenda ao solo juntamente com a ancoragem suplementar formada por 4 cordeletes reflexíveis de alta tração.

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A barraca interna possui bolsos para auxiliar na acomodação de objetos e espaço generoso. Consegue suportar usuários de até 2m de altura. O piso em nylon 90-denier tem impermeabilidade de 5.000mm em testes hidrostáticos e uma borda aproximada de 10cm de altura que se une com o quarto interno mantendo toda e qualquer chuva fora da barraca. A ventilação, estrategicamente posicionada, auxilia a circulação de ar e remove boa parte da condensação no interior da tenda; uma pequena tela em mesh localizada na parte superior da porta, recebe o ar externo e o transporta até outra tela mesh localizada no fundo da barraca. O sobreteto, também em nylon 40-denier confere 5.000mm de impermeabilidade e quase tocando o chão, em conjunto com as costuras seladas, deixam a chuva do lado de fora. A área da varanda tem bom espaço, o suficiente para guardar equipamentos molhados e cozinhar em tempo ruim.

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Um ponto importante a se observar é que a tenda do tipo túnel difere das tendas do tipo geodésicas ou semi. Apesar de bom espaço interno e fácil montagem elas requerem um bom e firme local para instalação já que os espeques mantém as tendas de pé. A t0 Trek é ideal para caminhadas e trekking em solo, em contrapartida, seu espaço permite a acomodação de casais que utilizam a barraca em maratonas de montanha e eventos similares. Enfim, é uma barraca de 4 estações adequada para a maioria dos climas e regiões. Mesmo em clima brasileiro onde a umidade é alta, seu uso foi aprovado. Para regiões mais extremas ou para os que preferem mais espaço, pode-se optar pela versão com vestíbulo estendido.

  • Sobreteto: 520g
  • Barraca interna: 540g
  • Varetas: 260g
  • Acessórios: 220g
  • Peso total: 1.540g
  • Preço médio: R$750,00 e pode ser encontrada somente nos países da Europa.

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O modelo Lightwave t10 Trek é sucessor da t0 Trek e foi melhorada, mas a Lightwave manteve o conceito da barraca.

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Texto e fotos: Edver Carraro
Site: Edver Carraro

Parque Nacional Lá Reunion

Parque Nacional Lá Reunion

O Parque Nacional de Lá Reunion está localizado no Oceano Índico, a Sudoeste da ilha de Madagascar, é um destino tão incrível que foi declarado Patrimônio Natural da UNESCO.

Vá para o leste de Madagascar no Oceano Índico e você vai chegar na Ilha da Reunião. Fiel ao seu nome, esta ilha francesa une pessoas de diferentes origens – europeia, Africana, chinesa e indiana, e que vivem em perfeita harmonia. Mas isso não é a única coisa especial sobre este destino mágico. Dotada de um clima tropical deslumbrante, a encantadora ilha oferece grande variedade condizente com um continente com montanhas, praias e vulcões, todos embalados em um destino. Cheio de ar fresco, água limpa, fauna e flora surpreendentes. Dispõe de uma história colonial notável que está profundamente enraizada na sua cultura, alem de rico Patrimônio arquitetônico.

Lá Reunion

Há uma abundância de lugares para visitar em Reunion mas o Piton de la Fournaise (2632 metros) está no topo da lista. Traçando sua formação há 300.000 anos, é um dos vulcões mais ativos do mundo. Mas  as erupções Fournaise são consideradas seguras porque é um vulcão “efusivo”. A melhor parte é que você pode realmente ficar muito perto da ação sem estar em risco.

Lá Reunion

Lá Reunion

Por esse motivo, um fluxo constante de aventureiros e turistas reúnem-se  para caminhar nas partes remotas da ilha, andar de bicicleta através da extensa rede de trilhas e fazer rapel na garganta, e, claro, visualizar as vistas espetaculares a partir da janela de um helicóptero.
Cerca de 40% da ilha, ou cerca de 100.000 hectares, é declarado parque nacional que inclui as duas montanhas mais altas da ilha.

Situada na costa sudeste da África, esta ilha vulcânica é uma das 27 regiões pertencentes à França. As paisagens de montanha são semelhantes as do Havaí. E suas águas costeiras são o lar de golfinhos, tartarugas marinhas e recifes de corais tropicais.

Lá Reunion

Como faço para chegar em Lá Reunion?
Air Austral opera voos voos diretos de Joanesburgo para St Denis Reunion, duas vezes por semana (quintas e domingos). Voos custam a partir de € 370 retorno (aproximadamente R$ 1.600 reais). Se você está na Europa, Air Austral voa também de Paris. Há também voos regulares para as ilhas Maurícias e Reunion, deste modo a combinação dos dois destinos na ilha é uma opção viável.

Onde se hospedar?
Há poucas opções de hotéis  de 3 a 5 estrelas na ilha, porém,  se você estiver viajando com um orçamento limitado, para realmente economizar em hospedagem, confira as opções de camping. É livre para acampar em qualquer lugar dentro do Parque Nacional gratuitamente, contanto que você monte sua barraca durante o dia! A opção perfeita para os caminhantes.

Como a maioria dos sites de hotéis possuem como língua a francesa, a maneira mais prática é enviando um e-mail para Reunion Island Turismo (reunionisland.za@atout-france.fr) com as suas necessidades.

Preciso falar francês?
Não, você não precisa, mas seria muito mais fácil se falasse. Fora das principais áreas turísticas poucas pessoas entendem muito Inglês.  Uma dica é levar um livro com frases em Francês ou baixar um aplicativo no seu celular.

Como faço para dar a volta?
A melhor maneira de viajar a ilha é alugando um carro, entretanto os veículos são fabricados com o volante para dirigir no lado direito, como na Europa. Você vai precisar de uma carteira de motorista internacional. Um carro pequeno 1,4L vai custar em média 100 a 250 reais por dia. A infra-estrutura rodoviária é excelente.

O serviço de táxis abrange as principais vias da ilha, portanto se você desejar visitar e conhecer os lugares mais remotos, eu sugiro que você contrate um carro. Os táxis são super caros, por isso,  uma dica aqui seria pegar algumas caronas.

Sobrevoando a ilha de Lá Reunion

Dicas para fazer seu dinheiro render em Cusco e Machu Picchu

Dicas para fazer seu dinheiro render em Cusco e Machu Picchu

Como em todo lugar que visitamos, é sempre bom estar atento aos valores das coisas que vamos comprar, e Cusco não é diferente. Segue abaixo algumas dicas bem bacanas que vai te fazer economizar uma boa grana para investir em muito mais coisas bacanas não só em Cusco, mas em todas as cidades lindas do Peru! Quer fazer sua grana render nessa cidade encantadora e cheia dos produtos maravilhosos?! Então veja algumas dicas para se dar bem!

Dicas para fazer seu dinheiro render
Loja em Cusco com milhões de Souvenires

1º Se você gostou de um produto, não compre de primeira – Anote o endereço, ou pegue a referencia da loja que tem o produto, só por precaução de caso você não achar o produto depois de uma boa caminhada, o que é praticamente impossível. Larga de preguiça, coloque essas pernas pra andar (pra já ir treinando para Machu Picchu), memorize ou anote os preços que encontrar, pois é praticamente inevitável não achar algo idêntico na próxima loja! Os  peruanos tem um feeling danado pra turistas e são espertos quanto a concorrência, então certamente você vai encontrar o que gostou em vários lugares, e por preços variados.

Dicas para fazer seu dinheiro render
Há várias opções de presente na cidade

2º Pechinche, Pechinche e Pechinche – Se tem uma dica que é garantida funcionar pra ter aquele descontinho é pechinchar, em quase todos os lugares que fomos tivemos a impressão de que os valores iniciais não eram de fato os valores dos produtos… Mas é claro que se colasse de primeiro, eles não ofereciam o desconto! Rsrs … Muitas vezes nós diziamos: –“No, no , muy caro” ( Não, não, muito caro), e virávamos as costas, e rapidamente eles faziam uma contra proposta e mudavam de ideia do valor inicial… haha, era bem assim… O segredo lá é pechinchar pelo menos umas 3 vezes no mínimo, e ter argumentos que encontrou mais em conta com a mesma qualidade tal produto ou serviço. Chore mesmo, põem esse talento brasileiro pra negociar, que você vai economizar uma boa grana.

Dicas para fazer seu dinheiro render
É comum ver artesãos criando ao ar livre. Mas não pense que seus artesanatos custam pouco. Vale a tentativa de pechinchar.

3º Se tiver que comer fora, saiba escolher o restaurante – Cusco é uma cidade de culinária muito rica, você encontra uma variedade de alimentos maravilhosos e saborosos, mas nem por isto precisa gastar muito para comer bem! Claro que se você quer passar um dia comendo num restaurante finíssimo vale muito a pena. Mas não vá gastar toda grana! Você pode economizar pra ter experiências em lugares magníficos e comer bem mesmo assim. Existe lugares no centro de Cusco (sim, não é preciso se acabar de andar pra encontrar estes lugares) que você come muito bem com muito pouco! Com direito em muitas vezes a Prato de entrada que geralmente é  sopa,  petiscos peruanos (nachos) ou batatas fritas + Prato principal que pode ser salada, arroz, frango ou carne, batata, molhinho temperado ou ainda macarronada, e pra completar você ganha a bebida  que também é a escolha,  podendo ser refrigerante ou o famoso pisco! E isto tudo por em média 8 a 12 reais. Dependendo do lugar e da quantidade de comida que vem e que você come, você ainda consegue até dividir o prato com alguém, caso não esteja fazendo a viagem sozinho. Já pensou?! Ahh e pizza lá você encontra muito barato também! É uma das opções que você come bem e é deliciosamente gratificante!

Dicas para fazer seu dinheiro render
Jantar maravilhoso pagando pouco na Rua Procuradores em Cusco.

4º Acampe, Fique em quartos compartilhados, Couchsurfing ou Wwoofs  – Neste tópico disponibilizamos quatro opções que você poderá escolher conforme seu objetivo e vibe! Tá afim de curtir o país e ficar confortáveleconomizar? Então que tal ficar num hostel?! Você pode ficar em quarto privado o que será bem mais em conta que um hotel no centro de Cusco, ou se quer economizar mais ainda e não se importa, pode dividir um quarto com uma galera e ainda fazer amizades, quartos compartilhados são ótimos por isto, você conhece gente bacana e ainda segura uma graninha! Se você já tem equipamentos para acampar, vale a pena dar uma busca em lugares na internet pra isto, afinal, você só vai precisar gastar praticamente com comida, ou se optar por um camping o custo será certamente bem mais em conta que um hostel. Couchsurfing é um site onde você encontra várias pessoas que oferecem lugar pra você ficar gratuitamente, as vezes é um quarto, ou um quarto compartilhado, dependendo das condições, lá você pode combinar diretamente com a pessoa, o dia certinho que pretende ir e quanto tempo quer ficar. No próprio site você pode conhecer um pouquinho sobre a pessoa: quem ela já recebeu e a reputação dela. O que não quer dizer que todo mundo lá tem boas intenções. Por isso é preciso pesquisar muito bem! Quando for dar uma olhada dê preferência pelas pessoas que tem muitas indicações positivas e que fazem sempre isto pra não cair numa furada. E como toda casa tem leis, é preciso respeitar algumas regras, leia atentamente as condições que a pessoa exige e não vá fazer feio, afinal você é um convidado, e não vai precisar pagar nada por isto. As estadias nas casas dessas pessoas não incluem alimentação, mas geralmente algumas fazem um “almocinho” ou uma social para te conhecer melhor, afinal você ta vindo de fora, e assim como quer conhecer o país dela, ela quer conhecer o seu e o que te levou a essa aventura. Este é um meio de fazer uma bela amizade na sua viagem e ainda receber dicas bacanas de lugares que você pode visitar! Wwoof é um outro site, que conecta pessoas que querem viajar, mas ao invés de pessoas, são organizações nacionais com o objetivo bacanérrimo de ter sua ajuda com trabalhos voluntários. Neste programa você oferece seu trabalho em troca de estadia, é como se pagasse sua estadia ali, mas assim como o Couchsurfing, você precisa ler tudo direitinho e se informar sobre o tipo de trabalho, carga horária, lugares que tem essas organizações e se estão disponíveis a recebê-lo. Assim antes de ir você combina as condições e já vai ciente das suas obrigações. É uma ótima oportunidade de conhecer mais sobre as pessoas, trabalho, condições econômicas, e ainda aprender a valorizar a cultura do país!

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Dicas para fazer seu dinheiro render

5º Faça cambio consciente – Este é um dos tópicos que você mais deve ficar atento! Nós aconselhamos trocar o dinheiro sempre com antecedência da época de alta temporada de viajar (aquela famosa pesquisa diária no jornal pra ver quando o dólar está baixo e valendo a pena), então se você está planejando viajar, faça isso! Caso por algum motivo, não foi possível você fazer um planejamento, já está em Cusco e precisa trocar seu dinheiro (seja ele em dólar pra soles, ou real pra soles), é preciso tomar cuidado pra não cair no velho truque do dinheiro falso. Vá em casas de câmbio e pesquise o preço! E quando digo: pesquise, é pra não parar na terceira casa de câmbio. Lá as coisas são muito negociáveis e até na hora de trocar seu dinheiro é possível pechinchar. Portanto pesquise em várias casas de câmbio e use o mesmo método dos produtos, anote a referência do endereço e preço que conseguiu negociando, para somente depois selecionar o lugar que vai trocar o seu dinheiro. NUNCA, JAMAIS, troque seu dinheiro com pessoas que não conhece, mesmo que a oferta seja tentadora (nunca sabemos quem tem boas ou más intenções, você não vai querer pegar um bolo de dinheiro falso e passar perrengue por alguns centavos a menos)… Previna-se sempre, utilize lugares legalizados!

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Moeda peruana: soles

6º Opte por táxi – Não imaginou que ia ter um tópico deste? Pois é! Precisa dar um pulo rápido em algum lugar e além de grana quer poupar tempo, então aproveite, os táxis. No Peru não há taxímetro e o valor da corrida é acertado com o motorista antes de entrar no carro, portanto fique esperto , como em qualquer lugar do mundo, aproveite seu dom de negociante, uma choradinha aqui e outra ali, o famosos arredondamento de soles (moeda local). As tarifas são bem mais em conta do que a do nosso país, portanto pra quem está acostumado a pagar 20 a 25 reais de uma quadra a outra, em Cusco é possível pagar bem menos que a metade, em torno de 5,00 a 10,00 reais para lugares próximos. Além de agilizar alguns momentos da sua viagem, é bem divertido até pra ver como o hábito deles dirigirem nas vielas estreitas da cidade. Mas não os subestimem! Os taxistas são muito ágeis e habilidosos e não desperdiçam o tempo da profissão.

Dicas para fazer seu dinheiro render
Um dos graciosos modelos de Táxis que se pode encontrar no Peru

7º Escolha o Boleto Turístico de Cusco – Você vai comprar um. Não importa se quer economizar ou não. Este é um dos valores que vai valer a pena você investir. O boleto te da direito a 16 atrações turísticas na cidade de Cusco, e nas proximidades. Cada vez que você visita um dos lugares, eles fazem um furinho indicando que você esteve no local. Na parte da frente, ele indica os lugares cuja entrada já está paga. No verso, possui indicações dos horários de abertura e fechamento de cada lugar. No mapa é possível ver indicado onde estão os museus da cidade aos quais o boleto dá direito de entrada gratuita. É um dos valores que você vai pagar que vale muito apena, afinal é cerca de R$130 reais o boleto por 16 passeio. Ou seja, menos de 10 reais por passeio!

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Boleto Turístico de Cusco. Uma ótima aquisição para ver as inúmeras atrações da cidade.

8º Você não precisa dormir em Machu Picchu para conhecer Machu Picchu! – É isso aí! Se você tem que economizar sua grana para o próximo país, mas não quer deixar passar nenhum detalhe da cidade Inca mais exuberante, pode ficar despreocupado que não é necessário se sujeitar as luxuosidades muitas vezes exorbitantes que Águas Calientes possui para hospedagem. Nossa sugestão é: pernoite em Ollantaytambo! E agende sua passagem de trem para o horário mais cedo que tiver que vai sair da cidade. Nós por exemplo: pegamos o trem as 05:30 (cá entre nós, vale a pena se dedicar um dia pelo menos da sua viagem para ver a neblina em outro país e principalmente muito agradável para se viajar de trem). Pegou o trem cedinho?!… Ahhh então ótimo! Agora é só relaxar com a vista maravilhosa que se tem até chegar a Águas Calientes (2 horas +/- de viagem)… Ao chegar em Águas Calientes você vai reparar que a cidade é totalmente voltada pro comércio (óbvio né, afinal fica a 45 minutinhos para Machu Picchu), então se quer comprar souvenirs, não vá gastar toda grana lá, há muitos lugares em Cusco que você encontra os mesmos agrados de viagens por menos da metade do preço até… Aproveite mais pra conhecer a cidade, as belezas naturais, até porque sua bagagem deve ser a menor possível pra quando for subir pra Machu Picchu. Você vai ter em média cerca de 9h pra conhecer Machu Picchu até a hora de regresso do próximo trem, e acredite apesar de estonteantemente enorme é possível ir até Huayna Picchu e voltar com essas horas! Então se o lema é economizar para  a próxima viagem, você vai conseguir fazer uma economia e tanto partindo de Ollantaytambo para Águas Calientes, até então subir pra Machu Picchu!

Dicas para fazer seu dinheiro render
Vista do maravilhoso vilarejo de Ollantaytambo. É como estar submerso em montanhas.

9º É estudante?! Se deu bem! – A carteirinha de estudante internacional ISIC dá desconto em muitos passeios, como no caso do Vale Sagrado de Cusco, no Peru. Aconselhamos a sempre andar com a carteirinha, uma cópia do histórico escolar e uma foto 3×4, pois para uso de certos descontos é preciso preencher formulários e comprovar sua atividade. Se você não quer andar com os papéis, pode deixar anexado no seu e-mail, assim quando precisar é só acessar e gastar alguns centavos para imprimir. Para quem não tem privilégios de estudante, vale recorrer ao fato de ser sul-americano. Sim, ser brasileiro, por si só, pode reduzir o preço do passeio. Pergunte sempre.

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Carteira Internacional do Estudante (ISIC – Exemplo)

10º Pesquise a melhor opção de trem para ir a Machu Picchu – Sua passagem de trem pode ter variantes conforme horários e dias de semana. Se o intuito é economizar ir a Machu Picchu nos dias de semana podem valer mais a pena do que nos finais de semana, sem contar que há menos contingente de pessoas que optam por estes dias, tornando o passeio as vezes mais agradável. Há também variações de preços com as duas empresas responsáveis pelo transporte: Peru Rail e Inca Rail. Pesquise a melhor opção de horário, diaspreços, prepare a mochila e manda vê no seu passeio!

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Trem esperando pelos passageiros. E nós ansiosos para embarcar nessa viagem.
Dicas para fazer seu dinheiro render
Nós, cedo da matina, no trem partindo para Águas Calientes.
Texto e fotos: Jumpers

Calça Viedma Feminina – Conquista

Calça Viedma Feminina – Conquista

Hoje vamos apresentar um produto indispensável para a maioria dos aventureiros, a calça impermeável e respirável Viedma Feminina, da marca Conquista Montanhismo,  mostrando suas principais características e tecnologias, pontos positivos e negativos.

Desenvolvida para a prática de montanhismo, fabricada em tecido impermeável e respirável, com costuras seladas, oferecendo assim proteção completa contra frio, chuva e vento.

Características:

Construída em material importado Raintech com costuras seladas, possui 2.000 mm de coluna de água, isso faz com que essa calça se torne um produto 100% impermeável e respirável.

Calça

Calça

Possui abertura de trinta centímetros na lateral com zíper e lapela para evitar a entrada de água, fechamento total por velcro, facilitando o vestir sem a retirada do calçado. Pode ser usada com o zíper lateral totalmente aberto, somente presa com os velcros, dobrando-a, transformando assim em uma bermuda , em dias mais quentes.

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Para aumentar o conforto interno, na parte superior da calça contém um tecido macio e bem confortável, este tecido ajuda a isolar o frio, mantendo assim seu corpo aquecido.

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Possui botão de pressão para fazer o fechamento em torno da cintura. Vem com elástico na parte traseira, cinto de regulagem e zíper, possuindo também passadores para uso de cintos convencionais, tornando assim o ajuste fácil e rápido.

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Conta ainda com um pequeno bolso,localizado acima do joelho esquerdo, com zíper de fechamento e lapela para evitar a entrada de água, sendo ideal para guardar celular ou outro objeto pequeno.

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Detalhes:

Os zíperes laterais contam ainda com puxadores, isso facilita o ajuste, caso você estiver usando luvas.

Calça

Tecnologias:

As costuras são totalmente seladas com fita de PVC colada termicamente, também conta com resinagem interna e hidro-repelente externo, garantindo 100% impermeabilidade e impedindo o tecido de encharcar.

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Como já falamos, este modelo possui coluna de água referente a 2.000 mm. Pergunta-se: como é dada essa medida de impermeabilidade?

A seguir podemos ver em uma imagem concedida pela nossa parceira, Luiza Campello – Blog Fui Acampar, saiba mais!

colunadagua_fuiacamparPara que seja considerado impermeável, um tecido deve suportar no mínimo 1500 mm de Coluna de Água, segundo os padrões internacionais. Ou seja, todos os tecidos com Coluna de Água menor que isso não são exatamente impermeáveis. Até podem resistir a uma chuva fraca ou fina, mas não por muito tempo.

Especificações:

Marca: Conquista Montanhismo

Tecido: Raintech

Tamanhos: PP, P, M, G

Pesos: PP: 355 g, P: 385 g, M: 425 g, G: 455 g

Impermeabilidade: 2.000 mm de coluna de água

Costuras: Seladas

Avaliação final:

Testei essa calça na Região sul do Brasil, na serra Gaúcha, com temperaturas varriando de 0° a 10° graus, posso dizer que este modelo me agradou bastante, pois é muito leve e compacto, apresentou um enorme poder de aquecimento. Nas situações em que me expus ao vento e chuvas, ela cumpriu sua função. Em todos os testes, ela apresentou um único ponto negativo, que foi na questão de respirabilidade, ao fazer atividades que geraram grande esforço físico, a parte interna da calça não retirou  completamente o suor gerado pelo corpo, fazendo assim sentir molhado por dentro.

Pontos Positivos: Leve, compacta, possui boa impermeabilidade e conforto ao usuário.

Pontos Negativos: Condensa muito fácil.

Este e outros produtos da marca Conquista Montanhismo você encontra na loja de nossos parceiros.

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Contato:

Fone: +55 (54) 3213.5131

vendas@guenoa.com.br

Review – Jaqueta Parkha Andes II

Review – Jaqueta Parkha Andes II 

Quem nunca olhou o guarda roupa e falou: Preciso de uma jaqueta impermeável e que aqueça?

Eu passei por esse problema durante muitos anos, desde o meu ingresso ao movimento escoteiro, ocorrido em 2006. Nos acampamentos, e  principalmente no inverno, sempre tinha que levar mais roupas em razão das baixas temperaturas. O pior, era quando estava frio e chovia, colocar somente a capa de chuva não se apresentava a melhor solução, até protegeria da umidade e assim não me molhar, entretanto passaria frio. Convivi com essas dificuldades  até o ano de  2012.

Após me afastar do escotismo, já no ano de 2013,  comecei a praticar trekking e a dificuldade com o clima de inverno voltou, porém foi mais rápido para solucionar, pois já sabia que realmente necessitava de uma jaqueta/abrigo que aquecesse, fosse impermeável e respirável. A após muita pesquisa, identifiquei como adequada para o esperado a jaqueta Parkha Andes II. Adquiri e passei a usar em julho de 2013 e logo percebi que havia feito uma escolha sucedida.

Vamos falar sobre Abrigo Parkha Andes II, tamanho G.

Jaqueta

O que me levou a comprar a Parkha Andes 2?

A jaqueta é ideal pra regiões de frio ou até mesmo pra alta montanha onde é exigido muito esforço físico, pois disponibiliza um sistema de respirabilidade de 3.000 mm. Além disso,  ela é 3 em 1, jaqueta, forro interno (fleece) de manga longa e capuz, sem contar que a impermeabilidade é de 3.000 mm de coluna de água. Já testei em uma caminhada sob a  chuva e foi bem tranquilo, não me molhei e nem cheguei a suar.

Jaqueta

O abrigo Parkha Andes II, também possui colar de aquecimento.

Jaqueta

Possui dois bolsos na parte externa localizados na região peitoral, cada qual com espaço de armazenamento relativamente grande, para se ter uma noção do espaço de apenas um bolso, pode ser coloca uma lata de refrigerante de 350 ml e ainda sobrando espaço.

Jaqueta

Na manga esquerda, possui outro bolso, espaçoso, com zíper, onde pode se colocar facilmente um celular, ou até outros objetos uteis. Na imagem apresentada abaixo, o bolso está apenas com a metade do zíper aberto.

Jaqueta

Normalmente, se faz necessário outros bolsos, e inclusive maiores. Por isso, em seu designer, a jaqueta possui ainda dois bolsos de rede na parte interna.

Jaqueta

Possui ainda, um bolso na parte interna na altura do peito, com tamanho pouco maior que uma lata de refrigerante de 350 ml, neste você pode guardar documentos e outros objetos pessoais.

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Por último, possui dois bolsos na parte da frente, para colocação das mãos, estes possuem um tecido flecce internamente, para assim aumentar o aquecimento de suas mãos. No bolso esquerdo possui uma fita com presilha plástica para guardar a chave, ou algum outro objeto, que esteja seguro e você não queira perder.

Jaqueta

Jaqueta

O casaco interno (fleece 200g/M2) é destacável, possui três fitas com botão de pressão na parte interna da jaqueta, localizados um próximo à gola, e um em cada manga, próximos ao punho, que servem para prender o forro interno e para facilitar o uso da Parkha completa, evitando que fique desconfortável. O forro possui dois bolsos na parte externa e alças de fitas nos punhos e gola, para facilitar  sua acoplagem à jaqueta.

Jaqueta

Jaqueta

O forro interno também pode ser usado com a jaqueta preso somente às fitas, ou seja, mesmo sem estar acoplado aos zíperes.

Jaqueta

Jaqueta

A Parkha Andes disponibiliza um cinto elástico na cintura, fechando o cinto se obtêm maior isolação em casos de frio intenso.

Jaqueta

Jaqueta

O capuz da jaqueta é afixado por um zíper e quatro botões  de pressão, sendo eles dois em cada lado, por isso pode ser destacável.

Jaqueta

As mangas, além de possuir elástico, também possui um velcro, que pode ser ajustado para obtenção de isolamento maior em dias de chuva, ou frio intenso. Possui ainda, cordões de elástico com travas no capuz, na gola e abaixo do cinto elástico.

Jaqueta

Jaqueta

Além da jaqueta possibilitar respirabilidade de 3000 mm por 24 horas, ela disponibiliza dois zíperes sob as axilas auxiliando na respirabilidade e em caso de chuva evita a condensação do suor.

Jaqueta

A Parkha Andes 2 disponibiliza cordões reflexivos, durante a noite, localizados na frente, nas costas e no capuz.

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Especificações:

  • Fabricante: Trilhas e Rumos
  • Tamanho: G
  • Comprimento: 79 cm
  • Circunferência: 130 cm
  • Manga: 62 cm
  • Peso: 1,7 Kg

Conclusão:

Após dois anos de uso, posso dizer aos aventureiros, foi uma excelente compra. Pois correspondeu as expectativas atendendo os requisitos quanto à respirabilidade, impermeabilidade e aquecimento.

Na questão da impermeabilidade, já fiz alguns trekkings em dias de chuva por longas horas. Também testei com uma mangueira de água e o resultado foi satisfatório. Até o momento, não obtive problemas. A mesma possui corta vento para  manter o calor do corpo, sendo que a respirabilidade ajuda evitar o suor.

No meu ponto de vista, o único defeito da jaqueta é o volume que ela tem, dificultando armazená-la na mochila, pois em minha cargueira ocupa quase meia mochila. Mas para isso a solução é a utilização de saco de compressão, pois seu tamanho e volume pode ser reduzido pela metade, ou até mais.

A verdadeira utilização da Parkha Andes é para alta montanha, mas também pode-se utilizar em regiões onde as temperaturas são baixas, exemplo é na região sul do Brasil, onde eu resido, pois as temperaturas minimas aqui variam de -6ºC a 3ºC. Considerando  que eu sou bastante friolento, normalmente preciso estar muito bem agasalhado para não sofrer frio, após a aquisição da jaqueta, tenho usado apenas um camiseta sob a jaqueta completa.

O valor da Parkha Andes II, varia de R$ 400,00 a R$ 800,00 reais, dependendo da loja.

Recomendações:

Ideal não lavar, apenas limpar com pano úmido, usando no máximo detergente ou sabão, ambos neutros. Cuidados necessários para manter a impermeabilidade e a durabilidade da jaqueta por mais tempo.

Qual é o melhor calçado para suas aventuras?

Bota ou tênis de trilha, qual é o melhor calçado para suas aventuras? Esta é uma questão importante e que você deve prestar muita atenção para ter uma viagem bem sucedida. Não se esqueça que os pés farão todo o trabalho duro da viagem.

Quando você começa a fazer trilhas junto a natureza, não precisa necessariamente estar com calçados apropriados, existem trilhas que são relativamente fáceis para se caminhar nelas, e pode ser com qualquer tipo de calçado, você é quem vai definir qual é o melhor para suas necessidades

Hoje em dia, existe no mercado, vários tipos de calçados destinados a qualquer tipo de aventura. Dos mais baratos até os mais caros, com valores que variam de 150 a 1000 reais, ou até mais que isso.

Esqueça os antigos coturnos, nem os militares gostam de usá-los. Procure por calçados que possuam tecnologias modernas, isso lhe garantirá melhor performance e conforto.

Tênis para caminhadas e trilhas

Para todos os tipos de atividades, os calçados mais utilizados são os tênis de trilhas. Aí, você deve se perguntar, qual é a diferença? A diferença entre um calçado normal e um específico para trilha, são os compostos usados na fabricação que geralmente são robustos, leves e com grande poder de absorção de impactos.

Geralmente são usados por aventureiros em corridas de aventuras, caminhadas leves e de curta duração.

Botas – Cano alto – Médio – Baixo, veja algumas diferenças:

Se formos analisar as botas, por exemplo, existem botas cano alto, médio ou baixo, más daí nos perguntamos, porque isso é tão importante? A diferença no tamanho do cano ajuda a manter sua pisada estável, garantido melhor segurança e evitando torções no tornozelo. Quando se está portando uma mochila cargueira pesando entre 15 a 20 kg, fazendo uma travessia grande, o melhor é usar botas de cano alto ou médio, isso dará mais segurança à cada pisada.

Alguns aventureiros escolhem botas cano alto para usar em lugares alagados, pois a altura do cano influencia bastante na questão da impermeabilidade, em contra partida, se você estiver usando meias finas juntamente com uma bota cano alto, é possível que surjam “bolhas e machucados” entre a parte do tornozelo e a canela, dependendo da trilha ou travessia, isso pode ser um grande incomodo. Outro detalhe das botas de cano alto, é que são mais rígidas, ela mantem seu tornozelo quase que totalmente parado, isso é ponto positivo, mas também impede a movimentação em lugares acidentados durante as trilhas.

As botas de cano médio, geralmente são as mais usadas pela maioria dos aventureiros, pois são mais confortáveis que uma bota de cano baixo e mais práticas que as de cano alto, geralmente possuem medidas de 15 a 20 centímetros de altura do cano. São fáceis de encontrar no mercado.

As de baixo cano, são muito semelhantes a um tênis comum, o que difere, são os materiais empregados, que por sua vez são mais robustos, geralmente são usadas em trilhas leves de até um dia, com  o mínimo desnível, não portando mochilas cargueiras.

Não existe regras que dizem qual bota é melhor ou pior, tudo vai se resumir ao quanto de conforto você quer em suas aventuras.

Também existem botas feitas de materiais sintéticos e outras de couros, antigamente todos os aventureiros normalmente optavam por usar botas de couro, por serem mais robustas, porém hoje em dia, são mais procuradas as botas de tecido, por possuírem mais flexibilidade de movimento do que o couro. O principal problema das botas de couro, é que conforme for seu uso, elas podem rasgar em determinados lugares. Já as de tecidos por serem maleáveis são mais duradouras.

Botas impermeáveis/respiráveis:

As botas impermeáveis e respiráveis, possuem tecnologias que impedem a entrada de água, mantendo os pés secos. São respiráveis por possuírem membranas que tiram o suor de seus pés, uma vez que não basta, ao calçado, apenas  ser impermeável, pois se o suor não sair dos seus pés, ainda você estará com os pés molhados.

A mágica do tecido respirável está no tamanho das moléculas de vapor do suor e das moléculas de água. O tecido é composto por vários pequenos poros que são menores do que a molécula de água (assim eles impedem sua entrada), porém os poros são grandes para as moléculas de vapor, que conseguem atravessar sem problemas o tecido em direção ao exterior e gerar assim um efeito de regulação térmica para o corpo. Fonte: TrekkingBrasil

Botas duplas

São aquelas botas rígidas e robustas utilizadas em alta montanha. Um bota dupla precisa ser impermeável e isolar os pés do frio, ao mesmo tempo em que ela tem que respirar para que o suor não encharque os mesmos. Existem três tipos de botas duplas:

Botas semi-rígidas: São botas mais leves e desenhadas para altitudes alpinas. Sua vantagem, além do peso, é que elas podem ser usadas também na aproximação.

Botas Rígidas: São botas bastante robustas e seguras para os Andes. Contudo, são um grande problema para serem carregadas na aproximação, porém é um mal necessário.

Botas “Overboot”: São as botas polainas, muito boas, porém enormes e pesadas. Desenhadas para escaladas no Himalaia ou em locais muito frios, como no Alaska.

Os valores dos produtos são relativos

Os calçados, que por sua vez são mais baratos, na grande maioria das vezes não apresentam algumas tecnologias importantes. Não que isso os torne um calçado ruim, quando comecei a fazer aventuras por aí, não tinha nenhum equipamento técnico para faze-las ou coisas do tipo, conforme foi passando o tempo, aprendi sobre as tecnologias empregadas nos calçados, e assim para melhorar meu conforto nas caminhadas de pequena e grande duração, comecei a investir mais na área de equipamentos técnicos (com tecnologia). A tecnologia empregada no calçado é que determina o valor, assim quanto melhor a tecnologia, maior será o preço.

Quando você for comprar um tênis ou uma bota para suas aventuras, preste atenção nas tecnologias empregadas nos calçados outddor, pois cada tipo de calçado têm uma aplicação diferente.

Qual é o calçado mais indicado para trekking?

Acreditamos que o calçado mais recomendável é uma bota de cano médio confortável, respirável e impermeável, com solados que unem vários tipos de compostos, isso quer dizer que você tem mais tração, e menos deslizes na trilha.

 

Cordón del Plata: a meca do montanhismo argentino

Cordón del Plata: a meca do montanhismo argentino

A primeira coisa que chama atenção é o calor infernal. É uma manhã particularmente sufocante em Mendoza. Há dois dias saí da úmida cidade de Joinville, em Santa Catarina, com chuva borrifando no para-brisa do ônibus. Frio e desconforto debaixo do ar-condicionado. E agora aqui, em pleno sol e ar seco da cidade Argentina.
 
É quase meio-dia de uma quarta-feira escaldante de janeiro quando o motorista anuncia a chegada na Estación Terminal de Ómnibus. Finalmente! Foram aproximadamente dois mil e seiscentos quilômetros desde que saí do Brasil. Uma viagem em que o tempo repousava às margens da minha imaginação que fantasiava cenários desconhecidos.
 
Já no portal de desembarque defronto com outra novidade na atmosfera mendocina: o cheiro cosmopolita. Posso sentir o cheiro nômade que emana dos italianos, estadunidenses, alemães, colombianos e peruanos. O cheiro desse ambiente, porém, é um tanto diferente. Posso sentir a textura cultural, isto é, a identidade de cada viajante. É cheiro de suor, de aventura e de aromas que florescem de nativos e forasteiros. Esse cheiro me conscientiza que sou apenas um, entre tantos outros peregrinos de passagem pelas estações do mundo.
 
E finalmente, a descoberta mais esperada, as montanhas. A Cordilheira dos Andes. Como ela combina com esta paisagem, com esta cidade, com esses cheiros! Como se homem e montanha fossem uma unidade só, indissolúveis. No meio destes picos nevados de rochas e gelo o homem também é um intruso, sedento por alguns minutos de prazer no topo das colinas. Entretanto, essa sede o faz mover com naturalidade e resistência. Segue num ritmo determinado pela paixão. Um ritmo sem pressa, pois não se é possível conseguir tudo na vida.
 
Vim para Mendoza por um motivo especial. Aprendi que ter uma meta é algo positivo, pois a pessoa se dirige para aquele objetivo até alcançá-lo. Entretanto, penetrar num país desconhecido pode trazer muitas surpresas – boas e ruins. Estou aqui na condição de jornalista de aventura e para conhecer o Parque Provincial Cordón del Plata, na região de Vallecitos. Um destino que espero (im) paciente há meses. A região é cercada por uma vasta cadeia de montanhas, que traz no cardápio picos de 3.500 a 5.900 metros de altitude.
 
Mendoza está situada aos pés da Cordilheira dos Andes e se destaca como importante região produtora de vinho e azeitona. A cidade também é repleta de espaços arborizados, onde as pessoas passam o dia caminhando ou sentadas à sombra das árvores. Canais hidráulicos ladeados de álamos formam artérias que cruzam a cidade, permitindo a irrigação e o cultivo, especialmente da uva.
 
A viagem até aqui foi uma excursão por um reino interminável de estrada.  Os incômodos durante toda noite – pois saí de Buenos Aires antes do entardecer do dia anterior – me deixou esgotado. É verão e eu estou há dois dias sem tomar banho. O suor acumulado durante esse período me deixou com cheiro de suor velho e azedo. Estou completamente coberto por uma armadura de sujeira.
 
Sento-me para descansar, bebo o resto da água que sobrou em minha garrafa e assisto a movimentação de pessoas na estação de ônibus. Procuro o que escrever em meu caderno de anotações. Olho em volta, surgem as primeiras ideias: “Estou em Mendoza e observo os prédios. Eles são altos,estão pintados de branco. Árvores gigantes largam folhas pelo chão. O vento as levam para longe…” Enquanto escrevo, levo as mãos ao nariz. Cheiram a transpiração. Distraio-me com o barulho vindo do lado de fora.  Nada mais sai, estou sem inspiração. Deve ser a ligeira fome.
 
Paro por um instante, inclino a cabeça e reparo uma senhora de meia-idade que senta ao meu lado. Ela abre um lenço onde guarda um pão velho e alguns pedaços de mortadela. Dá para sentir o odor do trapo em que embrulha o alimento. Come um pouco e permanece sentada, até o instante em que alguém aparece às suas costas. Ela levanta num sobressalto ao constatar a criatura atrás dela. “Holaaaa!”, falou a criatura. A senhora gira a cabeça em sentido anti-horário, o bastante para verificar que se trata de alguém familiar. Irmã? Sei lá. Imagino. Elas se cumprimentam, eu só observo. Não dá para compreender o que dizem – não sou de ouvir conversa alheia, mas fiquei interessado em saber quem são elas. Pura curiosidade. Elas se afastam, parecem querer ir embora. A senhora segura a única mala que carrega, ergue com determinação e segue pelo corredor da estação. Em poucos minutos, ela e a criatura se misturam a multidão.
 
Eu ainda não me decidi entre as duas opções possíveis de locomoção: ônibus ou táxi? A princípio, penso em ir de ônibus, mas o desconhecimento da região me faz desistir do propósito. Mesmo que soubesse o trajeto, encarar a difícil tarefa de dividir o apertado espaço de um coletivo seria um desastre nas condições em que me encontro. Se não sabem, carrego cerca de 25 quilos de equipamentos para montanhismo.
 
Ir de táxi parece ser mais simples. Basta acenar com a mão para que um deles se aproxime. Aqui esses veículos são pretos e as portas são pintadas de amarelo. Também existe o “remis”. Diferentemente do táxi tradicional, o remis não têm marcação e se assemelham a um carro particular. Um número pintado de amarelo e uma antena no porta-malas é a maneira de identificá-los.
 
Nessa indecisão, vacilando entre uma opção e outra, passa meia hora. Logo passa uma hora, uma hora e quinze minutos… Um momento, um táxi se aproxima. Aceno! O motorista desce o vidro, me cumprimenta e pergunta: “A dónde vás?”. Me curvo para vê-lo melhor através da janela. “Hotel Íbis”, respondo. “Guaymallen?”, pergunta. “Sí, Guaymallen!”, repito triunfante. Ele, sem mais nada dizer, abre a porta e eu entro.
 
Sento-me ao lado do motorista. Minha bagagem fica no porta-malas. Saímos em silêncio. Claro, tento puxar assunto: “Qué tan caliente está aquí, no? Faz quase quarenta graus no início da tarde! “Sí, infernal…”, disse, e com isso a conversa acabou mesmo antes de ter começado. Seguimos adiante.
 
Em menos de 15 minutos chegamos nas proximidades do hotel, próximo a uma rodovia movimentada de Mendoza, a MRN7. O taxista conduz o carro até a entrada do prédio. Uma sensação de alívio, pois estou com fome e cansado. Vejo o taxímetro: 26 pesos argentinos. Saco 30 pesos da carteira e entrego a ele, que procura trocados em meio a moedas e notas amassadas. “No es necessário, es para usted”, digo. Ele sorri e agradece. Despeço-me com um “gracias-senõr”.
 
Meu quarto no hotel consiste em uma cama e um banheiro. Há uma televisão, uma cadeira próxima à janela e um espelho preso à parede. Sobre à cama, lençóis limpos e dois travesseiros. A primeira parte da minha missão será passar uma noite aqui e, amanhã, comprar mantimentos para a expedição na montanha.
 
São quatro horas da tarde. Tento compensar o cansaço da viagem com um cochilo, mas não consigo. Minhas pupilas estão minúsculas. Estou impotente para fazer qualquer outro tipo de tarefa. Fecho os olhos, mas só consigo cair num leve estupor. Fico assim até o fim da tarde.
 
A noite amena em Mendoza concede uma atmosfera solene ao hotel quase vazio.  O clima está para uma “loira” bem gelada. No térreo, junto à recepção, o restaurante é composto por cerca de dez mesas de madeira. Três delas estão ocupadas – executivos, engomadinhos, mulheres de salto alto e crianças birrentas.
 
Normalmente não me sinto à vontade em hotéis e lugares formais, mas, como eu já estava aqui, não poderia deixar de aproveitar. Sento-me em uma cadeira e começo a ler as mensagens no meu celular. Na TV, presa à parede, passa alguns noticiários locais – acidentes, assassinatos, prisões, política…
 
A bartender é uma mulher de mais ou menos da minha idade. Espero ela vir até a minha mesa. Enquanto isso, um casal deu uma risada a duas mesas adiante. Volto para o meu celular, vejo que não há nenhuma mensagem. Aceno e a bartender se aproxima. “Una cerveza”, peço empolgado. “Qual?”, questiona ela. Não há muitas opções na prateleira. Garrafas alemãs, americanas, brasileiras e argentinas fazem parte do cardápio. “Humm…”, deslizo o polegar no cardápio procurando uma opção. “Una Budweiser!”, respondo dando um sorriso discreto.
 
A garota volta e me traz na bandeja um copo e uma longneck coberta por um suor gelado. Ela pousa a bandeja sobre a mesa, curva-se diante de mim e enche a taça com o puro malte. Ergo o copo e dou um vasto gole. Sinto o amargo líquido descer pela goela abaixo. Em poucos minutos, a bebida perde rapidamente a frescura e a úmida consistência.
 
Não resisto e peço outra – uma nacional, desta vez. Quilmes? “El sabor del encuentro”, diz o rótulo. Vamos ver se é boa. Uma música se dilui em meio volume no alto-falante preso ao teto. É algo como “the green eyes…yeah the spotlight…shines upon you…” ColdPlay, minha banda favorita.
 
Enquanto beberico minha gelada, corro os olhos para a parede e vejo uma pequena adega com tintos e brancos alcoólicos, feitos para degustar com classe. Mas não adianta querer me convencer que um Cabernet Sauvignon não irá afetar o meu bolso. Por enquanto me submeto de bom grado ao caldo espumante do fino malte. Ok, eu abro o jogo: os preços contrariam o meu orçamento de viagem. Só tenho dinheiro para ir e voltar da expedição, sem regalias ou gastos extras. Também não estou para fazer cena, nem para beber vinho. Quem sabe, na próxima vez.
 
Faço as contas do tempo que me tomaria beber outra cerveja, mas, na verdade, as minhas pálpebras, com ajuda das garrafas anteriores, estão pesadas como chumbo. Sinto-me cansado e exausto. “La cuenta, por favor”. Vou dormir, pois amanhã será um longo dia.
 
“Somos o resultado dos livros que lemos, das viagens que fazemos e das pessoas que amamos.” Airton Ortiz
 
É preciso reconhecer que não será uma tarefa fácil chegar até o meu principal objetivo: Vallecitos, a 2.900 metros de altitude. Serão 80 quilômetros por uma estrada que segue a sudoeste, em direção a pré-cordilheira. Em Vallecitos, os montanhistas têm à disposição vários refúgios com infraestrutura para alimentação, banho e pernoites onde nin-guém, ninguém mesmo, vai embora sem conhecer o Refúgio Mausy, conhecido pelo atendimento excepcional. E foi trocando e-mails com o Mausy, que conheci Peter, meu motorista, um mês antes de ir para Mendoza.
 
Suponho que a essa altura ele esteja em direção ao hotel. Mas enquanto não chega, fico próximo a recepção, inquieto. Às 7h23 uma camionete Isuzu, cinza e tracionada estaciona próximo a entrada do prédio. Dá para ver que dentro do veículo está um senhor olhando firmemente em direção ao que será, talvez, seu único cliente: eu.
 
Ele está vestindo jeans e uma camisa azul, usa um colete vermelho e botas pretas desgastadas. Sua idade é traída por uma cabeça calva e um bigode orgulhoso, sobre o qual uma verruga marca o lado direito do rosto. O homem se aproxima da ampla porta de vidro que abre para a recepção, entra, olha para mim e, de início, não diz nada. Claro, isso me deixou ainda mais curioso. Será que é ele? A imagem que vejo agora nada se parece com o perfil do homem com barba grisalha e amarfanhada, estilo dirigente sindical, de camisa polo bordô e com quatro quilos a mais, que tracei pela internet.
 
Eu, já impaciente, me antecipo: “Peter?”, pergunto com uma entonação amigável. Ele abre um largo sorriso, estende a mão direita e soletra meu nome: “Jo-na-tar!”. Sim, é ele, concluo. Em seguida, partimos.
 
Estou curioso para conhecer Vallecitos, mas o caso hoje é diferente. Diferente em quê? Sabes bem o que quero dizer. Sei que vou sozinho, e nem é bom pensar. Eu poderia ter escolhido fazer uma viagem para França, um país seguro, com turistas almofadinhas, arranha-céus, restaurantes e parques, mas trata-se de um lugar artificial. Quero conhecer cidades latino-americanas, com vista para a Cordilheira dos Andes, para a Patagônia, Machu Picchu, Cataratas do Iguaçu e Chapada Diamantina. De outra forma, como poderia conhecer o país em que vivo? Ou, melhor ainda, este continente?
 
Contudo, não foi tão fácil chegar até aqui. Minha namorada, Rosemeri, foi a primeira a protestar e a se revoltar com a minha viagem para Mendoza. Na opinião dela, alguém que tem a ideia de escalar uma montanha acima dos cinco mil metros deveria ser considerado louco. Ela tentou me persuadir e me alertar: “Você pode morrer ou se perder…”. De certa forma, ela tinha razão. Mas observe as pessoas atravessando a rua, é uma loucura também, talvez tão perigoso quanto escalar uma montanha.
 
As pessoas que conheço não demonstraram muito entusiasmo pelo meu projeto. Em primeiro lugar, existiam dificuldades práticas – como chegar? Foram quase 40 horas de viagem; embarque e desembarque em rodoviárias; horas de espera e paciência, muita paciência. Como se locomover? Onde ficar? Ainda houve o problema de levar a bagagem com os equipamentos. Há! Há! Há! Há! Que escolha! Talvez tivesse me isolado dentro de um quarto de hotel! Isolar-se? Impensável. Há! Deixa esse assunto pra lá.  Vamos nos divertir.
 
Saímos de Mendoza a quase uma hora e, após alguns quilômetros, penetramos num clima mais ameno. Ao meu lado direito, o sol compunha a represa de Potrerillos, que abastece a região de Mendoza. Esse “embalse”, como eles chamam por aqui, é uma imensa barragem de águas azul turquesa. Peter conta que dependendo da época do ano, a tonalidade desse lago muda de cor. “El buena parte del anõ son de color verde”, disse.
 
Avançamos a mais de 70 por hora, e o céu está azul e cintilante. Deixo o vento frio que vem dos Andes soprar na minha orelha direta. É suave e a sensação é ótima. Mas não para Peter, que assoa o nariz e vocifera. Parece estar resfriado. Fecho um pouco a janela do carro, deixando apenas uma pequena fresta. Passo então observar a paisagem apenas através da janela.
 
Um dos pontos de acesso a Vallecitos é Luján de Cuyo, uma província Argentina de 130 mil habitantes. Por ser uma das maiores produtoras de vinho do país, é comum, ao longo do caminho, encontrar plantações de uva. Como se não bastasse, a região é cercada por uma paisagem de tirar o fôlego.
 
Enquanto eu e Peter conversamos, a estrada, antes interminavelmente reta, passa agora junto de quinas de desertos de areia, arbustos espinhosos e tufos amarelos de vegetação. Um grupo de casas marca aproximação em território habitado. Depois de percorrer toda a estrada principal, entramos numa estrada secundária, de terra, que ganha altitude à medida que avançamos. Agora a viagem se torna uma excursão em direção a Vallecitos. Ambos os lados da estrada estão cobertos por uma vegetação rasteira e semidesértica.
 
Vallecitos acolhe todos os anos milhares de forasteiros que chegam para se aventurar e serve de ponto de partida para uma das mecas do alpinismo e do trekking argentino. Cerros como Vallecitos (5.500m), Rincón (5.300m) e Lomas Amarillas (5.100m) são apenas alguns dos picos que atraem os alpinistas.
 
Agora meus olhos turvados pela emoção se detêm a uma única e tão longamente esperada imagem, a inconfundível cabana do Refúgio Mausy, incrustada entre as montanhas andinas. Desço do carro, e com um solavanco vigoroso Peter me ajuda a retirar a mochila do bagageiro e a levá-la até a entrada do Mausy, onde recostada à porta, está Vanessa – uma mulher de cabelos tingidos de loiro, na faixa de 36 anos e responsável pelo refúgio. Ela pergunta se eu preciso de um quarto, respondo que não. Talvez me deleite esta noite com o céu estrelado nas tranquilas pradarias e vales dos Andes.
 
Antes, porém, será preciso superar os flashes de um sol implacável de verão.  Retiro da mochila o protetor solar e aplico uma espessa camada no rosto, braços e pernas. Inevitavelmente, dou agora os primeiros passos para alcançar o acampamento Las Veguitas, aproximadamente 3.200 metros de altitude. A trilha transcorre sempre às margens do Arroyo Blanco, um emaranhado de águas esbranquiçadas que correm velozmente sobre um leito pedregoso até chegar a bacia de Potrerillos. Depois de uma primeira subida, consigo ver quase todas as voltas do córrego.
 
A rota me leva para uma paisagem montanhosa e imponente, de tirar o fôlego. Alguns metros adiante, a trilha dá uma guinada para esquerda, serpenteando por um chão de cascalho graúdo até que, finalmente, me leva ao acampamento Veguitas. O local é composto por uma gramínea que cresce sobre um vale verde e pedregoso, de onde é possível coletar água de várias nascentes e fazer ascensões ao Cerro San Bernardo, a 4.150 metros de altitude, ou avançar para acampamentos superiores, como Piedra Grande, a 3.550 metros. Passarei esta noite aqui, cercado por paredões de montanhas.
 
Leve e sem pressa, deito-me agora sobre meu isolante térmico e aprecio o lugar. Ao norte se encontra Cerro Vallecitos; e ao sul, Cerro el Plata, escondido nos ombros do Cerro Lomas Amarillas. O céu está limpo, quase sem vento, de modo que dá para sentir a tranquilidade do lugar.
 
Eu preciso descansar, mas por quanto tempo? O desejo irreversível de seguir em frente ocupa minha mente impaciente. Ao avançar um pouco sobre as saliências do acampamento, observo três corredores atravessando velozmente a minha frente. Um deles, com não mais do que uns 35 anos, veste camiseta e short de lycra, óculos escuros e uma bandana azul-marinho com listras brancas. Ele, e outros dois homens, correm sobre a trilha pedregosa que conduz morro acima.
 
Armo minha barraca ao redor de uma pirca (cerca de pedras) para me proteger do vento. Tiro então as botas, novinhas, e as deixo ao lado da mochila. Assim que o sol se esconde atrás do cume do Cerro Vallecitos, a temperatura cai abruptamente. Finalmente, anoitece. Do acampamento, se avista as luzes da cidade de Mendoza. A escuridão parece envolver os espaços de uma cidade que dorme e que, pouco a pouco, é inundada por um brilho espectral. Desligo, então, a luz frontal presa à minha cabeça e fico enredado no simples prazer de contemplar o lugar.
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Dias atrás, uma lâmpada nua iluminava o quarto enegrecido e solitário do hotel. Na tevê passava Discovery Channel e NetGeo. E agora aqui, com uma torrada nas mãos e enfiado dentro do meu saco de dormir, observo através do feixe frágil da minha barraca que lá fora faz muito frio, um frio que, para ser sincero, não é tão perturbador assim. Eu mal me lembro da última vez que vi um céu tão claro como este, turbulento e gélido.
 
Uaaaah! O sono e o cansaço me invadem e fica difícil manter-se acordado. Eu me pergunto se meus vizinhos estão tão empolgados quanto eu. Do lado de fora da minha janela, ouço passos que são executados por alpinistas que regressam dos acampamentos superiores. São passos velozes, como se alguém descesse descontroladamente morro abaixo. Isso faz ofuscar qualquer outra vontade de ir lá fora.
 
“Nada é maior do que o prazer de uma nova descoberta.” Waldemar Niclevicz
 
Brrrr… Que frio! Engatinho para fora da barraca e percebo que minha mochila, que ficara exposta ao relento à noite toda, está coberta por uma fina camada de gelo. A água do meu cantil, supostamente liquida, está congelada.  Antes de tomar uma ducha de água fria no rosto que me ajude a despertar, preparo meu café da manhã: bolachas, chocolate e chá de ervas.
 
Me debruço sobre as instruções do próximo destino, impressas numa folha detalhando a logística: seguir à margem direta do Arroyo Blanco, em direção nordeste, por cerca de uma hora até chegar em Piedra Grande, onde farei meu segundo acampamento.
 
Enquanto arrumo a mochila para seguir adiante, fico sabendo numa conversa com um alpinista que aquele grupo de rapazes de ontem eram maratonistas que faziam grosso treinamento para participar de uma ultramaratona. As pessoas que treinam nesta região, vale dizer, a grande maioria estão se preparando para encarar montanhas mais exigentes, como o Aconcágua, a mais alta das Américas, com 6.962 metros de altura. O que não é o meu caso, pois meu objetivo está a 4.300 metros de altitude, em El Salto.
 
O sol implacável da manhã adverte que será um dia difícil, de longa caminhada pelas trilhas. Assim, às saias do desconhecido, despeço-me de Veguitas com um “hasta la vista” e começo a dirigir meus passos para Piedra Grande.  Com três quartos do caminho percorrido, a rota segue por uma trilha que se distancia do Arroyo Blanco. Mais acima, o caminho leva até a base de uma gigantesca rocha, tão grande quanto um carro e marcada por várias placas em homenagem a montanhistas que morreram na tentativa de conquistar as montanhas da região.
 
Ficarei aqui desde que, é claro, tenha espaço no aglomerado de barracas amontoadas próximas umas das outras. O lugar é movimentado, repleto de alpinistas, trekkers e turistas – todos a caminho do acampamento El Salto, ainda três a quatro horas de distância montanha acima.
 
“Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir.” Amyr Klink
 
São oito horas da manhã e estou a caminho do meu último destino, El Salto. A região recebe esse nome – Salto D’água – por causa de uma cascata que se forma pelas águas do degelo dos Andes e de outras nascentes. Sua base é um imenso mirante, de onde dá para avistar a represa de Potrerillos e a cidade de Mendoza. O local é considerado acampamento base para ascensão aos cerros Plata e Vallecitos.
Cordón del Plata
 
Para chegar lá, será preciso percorrer três horas de trilha batida, pulando obstáculos de enormes blocos rochosos e escorregadio. Por causa desse terreno difícil, à primeira vista, nenhum ser humano adivinharia que ali existe um lugar chamado  “infiernillo”.
 
Enquanto minhas botas mastigam as pedras soltas da trilha, a paisagem vai ficando cada vez mais árida e exuberante. Num determinado momento, uma mula cinzenta e magra desce com dificuldade o estreito caminho. O condutor chicoteia vigorosamente o animal para forçá-lo ir adiante, fazendo o coitado caminhar apavorado. Depois de esperar alguns minutos, reinicio a subida.
 
Estou a vinte metros verticais de Salto D’água. Agora há apenas um obstáculo que me separa do meu objetivo final: uma saliência íngreme de pedras soltas. Procuro não cometer nenhum erro, contudo, embora bem fisicamente, minha preocupação é com dois montanhistas que descem e procuram evitar o declive escorregadio. A salvação, conforme observo, será subir cravando na encosta com a ponta das botas. Após alguns minutos de trabalho arriscado, chego em El Salto, são e salvo.
 
Sento-me agora numa pedra e observo a aldeia feita de casebres de náilon. São umas sete ou oito delas. O lugar impressiona! Dou conta de que escalar as montanhas do Parque Provincial Cordón del Plata não requerem técnicas ortodoxas de alpinismo, mas, por outro lado, exige uma disposição física e disciplinada de buscar objetivos.  No meu caso, uma meta não tão virtuosa: apenas o culto a natureza e a experiência enaltecedora da aventura. 
Texto e fotos: Jonatar Evaristo

Saco de Dormir Trek Lite +3ºC – Deuter

Saco de Dormir Trek Lite +3ºC – Deuter

Apresentaremos nesse post um saco de dormir da marca Alemã Deuter – Trek Lite +3º C , mostrando suas características, pontos positivos e negativos. Este equipamento é recomendado para montanhistas, escoteiros, para uso em refúgios, ciclismo, viagens de moto, ou para uso em montanha em noites frias durante a primavera ou verão.

Contudo, antes de começar a falar sobre este equipamento essencial, saiba a diferença entre Pluma de Ganso e Fibra Sintética:

Pluma de Ganso: A pluma é mais leve, resiste mais, se compacta e se expande mais, com isso isolando melhor do frio, comparando com as fibras sintéticas. Contudo, a pluma perde todas suas qualidades e fica mais pesada quando se molha.

Fibras sintéticas: As principais vantagens das fibras sintéticas sobre a pluma de ganso, estão no preço e na resistência maior à água. A qualidade delas avança a cada ano, mas ainda não chegou à capacidade que a pluma de ganso tem.

Características:

Suas medidas  são de 205 x 75 x 48 cm (aberto) e 13 x 30 cm (fechado) e seu peso é de apenas 800 gramas, isso faz desse saco de dormir um dos mais leves do mercado.

Saco de Dormir

Saco de Dormir

Para entender melhor o que estamos falando sobre as medidas desse saco de dormir, colocamos ele ao lado de uma garrafa de refrigerante de dois litros.

Saco de Dormir

Sua capacidade térmica é de +7°(conforto) +3°(limite) à -12°(extrema), o fabricante garante até -14° em usos extremos. sendo recomendado para uso em temperaturas de frio moderado como as encontradas em montanhas brasileiras de até 2.000 metros.

Saco de Dormir

Possui a camada interna com recheio em Plumas de Ganso, que é o melhor isolante térmico existente. Além disso, a pluma de ganso é mais leve e, além de ser mais compacta, também se expande mais e isola melhor do frio comparando com as fibras sintéticas.

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As plumas de ganso utilizadas pelas Deuter são de proporção 80/20, ou seja, 80% plumas e 20% outras penas pequenas, o que faz deste saco de dormir extremamente leve e pequeno. Na construção do saco de dormir Trek Lite os tecidos, interno e externo, são conectados por divisórias retas. As câmaras em H criadas por estas divisórias retangulares são preenchidas com pluma de ganso que pode expandir-se para realizar o sua função de isolamento por completo.

Saco de Dormir

Construção:

As câmaras na forma H onde ficam as plumas são costuradas três a três, para evitar deslocamento das plumas e consequente diminuição da eficiência. Usado nos sacos de dormir Trek Lite 250 e 300 Deuter.

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Fonte: Deuter

O tecido externo Pro Lite RS 30 é um nylon ripstop ultra-fino, muito suave ao toque e extremamente leve. É um tecido muito fino, mas oferece grande estabilidade e resistência à abrasão, graças à sua estrutura ripstop. O tecido Pro Lite RS é durável e de secagem rápida.

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Pro Lite RS 30

Ajustes:

Ao abrirmos o saco de dormir, logo podemos ver o zíper com fechamento por velcro, garantindo assim que ele não se abra durante a noite. Outro detalhe que ele possui é uma etiqueta costurada ao lado do zíper com informações sobre as faixas de temperatura suportáveis.

Saco de Dormir
Podemos ver o zíper com fechamento por velcro, garantindo assim que ele se abra durante a noite

Saco de Dormir
Faixas de temperaturas.

Possuí zíper YKK de duplo curso que pode ser aberto por dentro ou por fora e permite acoplamento com outro saco de dormir, caso você tenha uma namorada, poderá transformar este saco de dormir em um saco duplo para casal, tornando seu acampamento muito mais prazeroso. Outro detalhe interessante sobre o zíper, que ele possui revestimento interno, assim impedindo que entre em contato direto com sua pele, aumentando ainda mais o conforto ao dormir.

Saco de Dormir
Zíper duplo.

Saco de Dormir
Revestimento interno, assim impedindo que entre em contato direto com sua pele.

Falando ainda sobre o zíper podemos notar que na parte interna do saco de dormir, próximo aos pés, possui uma capa para o zíper, o que é isso? Têm a função de proteger o final do zíper, impedindo assim que sofra algum dano ou se abra durante a noite.

Saco de Dormir

No compartimento interno, possui bolso com fechamento por velcro, podendo ser guardado itens de valor ou seu celular, juntamente com este bolso, tem uma etiqueta com as especificações do produto.

Saco de Dormir
Bolso interno com etiqueta de aviso.

Também possui capuz com ajustes de abertura e fechamento, com a função de melhorar a capacidade de aquecimento corporal e faz com que você consiga ajustar de maneira perfeita em torno do seu pescoço. Por ele ser um saco de dormir com grande poder de isolamento térmico conta ainda com um colar de aquecimento que ajuda na retenção do ar no interior do saco de dormir.

Saco de Dormir
Ajustes do capuz e colar de aquecimento.

Externamente o saco de dormir conta com duas alças pequenas, localizadas perto dos pés, servem para pendurar, assim impedindo que as plumas amassem quando você não estiver usando-o.

Saco de Dormir

Especificações:

  • Peso total: 800 g
  • Peso do Enchimento: 250 g
  • Largura do Ombro: 75 cm
  • Largura nos pés: 48 cm
  • Comprimento: 205 cm
  • Altura máxima do usuário: 1,85 m
  • Dimensões fechado: 13 x 30 cm
  • Enchimento: Pluma de ganso de alta qualidade 80/20
  • Tecido interno: PRO lite 50 / 100% Polyester
  • Tecido externo: PRO lite RS 30 / 100% Nylon

Conclusão:

Ao testarmos este equipamento na serra gaúcha, com temperaturas entre 0° graus a 10° graus, notamos que tem um grande poder de aquecimento, mantendo bem a temperatura corporal, a movimentação durante a noite é bastante fácil, o zíper funciona muito bem, sem ocorrer trancos. Caso você queira um equipamento confiável, leve, compacto e com grande capacidade térmica, esse com certeza dará conta do recado.

Pontos positivos: Leve e compacto, grande poder de aquecimento.

Pontos negativos: O valor do produto pode varias de R$ 650 reais a R$ 800 reais, dependendo do lugar que comprar.

Recomendações, cuidados e dicas:

Pode ser usado em regiões frias no sul do Brasil, mas de preferencia em lugares que possuem baixa umidade, em montanhas de até 2.000 metros de altitude e com frio moderado.

Para manter a qualidade das plumas quando você não esteja usando o equipamento, o ideal é mante-lo aberto, fora do saco de compressão, isso garantirá maior vida útil ao seu saco de dormir, impedindo assim que as plumas amassem e prejudicando seu poder de aquecimento.

O ideal para manter o saco de dormir sempre seco, é usar um saco estanque ao transportar, isso garante uma impermeabilidade extra, pois sabemos que ele é construído com Plumas de Ganso, e essas plumas não podem molhar, pois se não sua capacidade térmica cairá consideravelmente, tornando ele muito mais pesado.

Caso você necessite de um maior poder de aquecimento, mas não quer comprar um saco de dormir mais pesado e volumoso, uma opção é utilizar o Trek Lite +3 em conjunto com o  Liner Thermolite Reactor Extreme*, o qual te oferecerá um grande incremento de temperatura.

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*Fibra leve que combina polímero termicamente eficiente com microfibra oca que esquenta rapidamente e retém o calor. Resulta em tecidos bem ventilados que retiram a umidade em contato com a pele, permitindo assim sua evaporação. Este tecido é utilizado no Liner Thermolite® Reactor Extreme. Fonte: Sea to Summit.

Infle de ar o saco de dormir antes de usar! O que isola a temperatura, ou seja faz com que o saco de dormir lhe aqueça, é o ar que fica dentro das fibras sintéticas, portanto antes de entrar no seu saco de dormir o infle de ar para que as fibras se encham. Fonte: Deuter

Na hora de guardar o saco de dormir, o correto é ir  amassando-o para dentro do saco de compressão, dessa forma se evita vincos que poderiam danificar o enchimento. Fonte: Deuter

Assista o vídeo:

Onde comprar:

A compra do  Saco de Dormir Trek Lite +3ºC da Deuter pode ser efetuada na loja Guenoa Bikes e Apetrechos para Aventura.

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Contato:

Fone: +55 (54) 3213.5131

vendas@guenoa.com.br

https://www.guenoa.com.br/

Texto e fotos: Luís H. Fitsch

Tênis XA PRO 3D ULTRA 2 GTX – Salomon

Um dos calçados mais versáteis do planeta, o tênis XA PRO 3D ULTRA 2 GTX ® apresenta uma mistura única de leveza, durabilidade, estabilidade e proteção para correr e caminhar rápido em terrenos acidentados e trilhas técnicas

Conheça o tênis XA PRO 3D ULTRA 2 GTX – Salomon

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Veja detalhes desse incrível tênis para corridas e tecnologias empregadas:

1- Material superior:

Respirável, malha de secagem rápida e couro sintético para a estabilidade.

Tênis

2- Membrana Gore-Tex:

A membrana de tecnologia GORE-TEX® é durável, impermeável e à prova de vento, combinada com materiais duradouros, otimizada e maximiza a proteção e conforto de seus usuários.

Tênis

3-Biqueira:

Feito de borracha à prova de choque (TPU).

Tênis

4- Tecnologia Sensifit:

Permite uma acomodação precisa e dinâmica dos pés, tanto nas laterais como na parte dianteira, áreas que mais se contraem e se expandem durante a corrida. Estabilidade perfeita com pouco peso.

Tênis

5-Ajuste do tênis – Tecnologia Qicklace:

Os cadarços são feitos de Kevlar, um material resistente ao desgaste. Possui passadores de plástico e uma trava plástica, fazendo um ajuste rápido e preciso, a sobra do cadarço é guardado em um bolso telado na parte superior da lingueta.

Tênis

6- Solado – Tecnologia Contagrip:

Proporciona maior estabilidade em todas as direções, combina com diferentes materiais que possibilitam mais flexibilidade e dureza, para uma mistura perfeita de aderência e durabilidade.

Tênis

7- Língua:

Está ligada à parte superior impedindo que pedras e água penetrem no interior do calçado.

Tênis

8- Entressola A:

Permite o movimento e ainda minimiza o perigo de torção. Possui controle de pronação (elemento estabilizador que evita a torção do pé para dentro) absorvendo os movimentos laterais, em particular quando descendente, a fim de evitar danos no joelho.

Tênis

9- Entressola B – Tecnologia Energy Cell 2:

Maior amortecimento devido a espuma EVA com material reciclado. Perfeito para a absorção de choques e resiliência (capacidade do material para se recuperar).

Tênis

10- 3D avançado Chassis:

Chassis avançado 3D entre a sola e a entressola maximizando a estabilidade, gerenciamento de energia e proteção durante cada pisada.

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11- Palmilha – Tecnologia Ortholite: 

Construída em poliuretano (PU) e borracha reciclada, criando um produto com uma excelente resistência, sendo leve e respirável, tem ainda proteção contra a transpiração e os odores desagradáveis ​​provocados pela umidade, permitindo que o ar passe através da bota e o excesso de calor e umidade seja extraído para fora do calçado, ainda é anti-microbial, propiciando um ambiente mais saudável a seus pés.

Tênis

É um equipamento indicado a todos que desejam começar a se aventurar em corridas de trilhas (trail running), prática de trekking e atividades de natureza em todos os níveis de atleta, sendo uma boa escolha para quem é experiente na modalidade.

12- Alça de Ajuste:

Tem a função de ajudar ao calçar o calçado e é uma boa opção para guarda-lo.

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História da Marca:

A Marca Salomon nasceu em 1947 no coração dos Alpes franceses e berço do alpinismo moderno. Impulsionada por uma paixão pelo esqui e design inovação, Francois Salomon e seu filho George projetaram e aperfeiçoaram grande parte do primeiro equipamento de esqui moderno. Durante os 60 anos seguintes, o compromisso da Salomon de design inovador e paixão por esportes de montanha criou uma vasta gama de novos conceitos revolucionários em botas, esquis e roupas e trouxe soluções inovadoras para calçados, vestuário e equipamentos para caminhadas, corridas de aventura, montanhismo e trail running .

Este e outros produtos da marca francesa Salomon, você encontra na loja de nossos parceiros:

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Contato:

Fone: +55 (54) 3213.5131

vendas@guenoa.com.br

https://www.guenoa.com.br/

Texto e fotos: Luís H. Fritsch