Benefícios de viajar com uma mochila

Antes de começarmos realmente a falar dos benefícios de viajar de mochila, precisamos conhecer alguns fatos importantes na história dos mochileiros. Deste o tempo dos primeiros viajantes, os primatas, já usavam um certo tipo de mochila para organizar seus pertences e assim se deslocarem até um outro ponto ainda inexplorado.

Nas décadas de 1950 e 1960 nos Estados Unidos, começou-se o movimento de mochileiros, pessoas que buscavam o novo, o inusitado, com uma enorme vontade de explorar o desconhecido, procurando novas culturas, maneiras diferentes de trabalhar, buscando diferentes objetivos em suas vidas que diferisse de todos os demais.

Esse grande movimento mochileiro espalhou-se pelos quatro cantos do mundo e se tornou um estilo de viagem para algumas pessoas. Os mochileiros em si não são somente aquelas pessoas que fazem grandes viagens, passam meses longe de casa, viajando com a mochila nas costas. São aqueles que saem nas férias ou em algum fim de semana para qualquer lugar que queiram, carregando com eles a inseparável e companheira mochila.

Você deve estar se perguntando quais são os reais benefícios de viajar com uma mochila, onde esta, as vezes tem um peso de 10 a 30 kg e a pessoa tem que carrega-la  nas costas em uma viagem? Não seria melhor por tudo em uma mala grande, deixar no hotel e sair só com aquilo que necessita?

Geralmente a pessoa que viaja desta maneira, viaja despreocupada, de mãos livres e coração aberto. Ela não está nenhum pouco preocupada com o lugar onde vai passar a noite, aí que vem a resposta para as duas perguntas anteriores!

Essa pessoa precisa estar com todas as suas coisas em um único lugar, perto o suficiente para que possa usufruir de seus pertences a qualquer hora do dia. Talvez essa pessoa não queira passar a noite em um hotel caro, talvez prefira ficar em um hostel, quem sabe até um camping, onde estes são mais simples, pode até ser menos aconchegantes. A troca de experiencias e o convívio direto com outros viajantes, que estão nesses hostels ou campings são uma das coisas que mais dão um real sentido a uma viagem. Estar em contato com pessoas a maior parte do seu dia, pode fazer você se conhecer melhor, conhecer melhor as pessoas, quem sabe até mesmo fazer uma nova amizade.

Benefícios de viajar com uma mochila
Foto: Divulgaão

 

Listo abaixo alguns dos benefícios de viajar de mochila, assim você poderá entender melhor essa maneira de viajar:

    • Você vai carregar somente as coisas necessárias para a sua viagem (sem colocar coisas supérfluas) pois terá que carregar nas costas durante todo a sua viagem;
    • Você se torna uma pessoa mais simples e organizada com suas coisas;
    • Valoriza todas as coisas que você tem de maneira simples;
    • Opta por roupas leves e muito confortáveis, ao invés de roupas caras e pesadas;
    • Tem a liberdade de escolher se você vai ir a algum lugar ou não;
    • Melhora a saúde e aumenta a resistência corporal, pois estará fazendo exercícios físicos a todo momento;
    • Sabe que todos os seus sonhos cabem dentro de uma mochila.

Acredito que tudo que realmente necessitamos de bens materiais cabem em uma mochila, tudo o que não caber ali dentro não é assim tão necessário e importante para nossas vidas. Eu sempre viajei de mochila, em todos os destinos que visitei, sempre a mochila foi a minha maior companheira de viagem. Um mochileiro de verdade sabe que nunca viaja só, nunca viaja com muitas coisas, mas as coisas que carrega consigo são mais importantes que tudo, pois definem como ele realmente é como pessoa.

Pedra da Naja, trilha até o cume!

Pedra da Naja, trilha até o cume!

A atividade originou-se depois de algumas conversas entre amigos, fomos convidados a conhecer o Refúgio Ecológico Sonho do Montanhista e as trilhas que levam ao Morro dos Cavalos e a Pedra da Naja.

Saímos da cidade de Farroupilha/RS com destino primeiramente a cidade de Feliz/RS na região dos Vales da serra gaúcha, para a primeira parada, pegar a terceira integrante da aventura, depois de acomodar todas as bagagens era hora de pegar a estrada novamente, agora sim com destino ao Refúgio Ecológico Sonho do Montanhista – Catupi/RS.

Durante todo o trajeto a chuva não deu trégua, ao olhar para o horizonte e ver aquele céu acinzentado, tínhamos a sensação que o fim de semana seria regado de muita chuva e frio. A cada quilômetro rodado ficávamos ansiosos para chegar e logo armar as barracas.

Conforme íamos se aproximando do Refúgio a beleza do por do sol chamava nossa atenção, ali é uma região bastante conhecida por produzir grandes quantidades de carvão vegetal, conforme olhávamos o sol ir desaparecendo no horizonte, as fumaças no ar subindo e um pequeno espaço de céu azul, nos dizia que seria um fim de semana incrível. Paramos ali um pouco para apreciar aquele momento, sentimento de muita gratidão e felicidade.

Refúgio Ecológico Sonho do Montanhista

A estrada de acesso ao refúgio é íngreme e possui inúmeras pedras soltas, ali tivemos algumas dificuldades para subir, mas devagar fomos contornando os obstáculos e subimos, fomos muito bem recebidos pelo proprietário Paulo Menezes, onde nos ajudou a levar as mochilas e os materiais de camping para a área de acampamento.

Refúgio Ecológico Sonho do Montanhista

Montamos as barracas ao lado da outra bem pertinho do refúgio, perto da cozinha e da fogueira, assim tornando mais fácil na hora de dormir e acordar.

Depois organizamos todos equipamentos o restante da galera chegou, vindos um de cada lugar diferente do estado, amigos que conheci ao longo de muitas aventuras pelo Rio Grande do Sul e fora dele, amizades unida pela paixão pela natureza, jeito simples de aproveitar a vida.

A galera chegou tão empolgada que logo a Carla, proprietária e cozinheira oficial do refúgio preparou a janta para todos aqueles aventureiros que chegaram loucos de fome, enquanto os alimentos eram cozinhados ascendemos uma fogueira e ficamos ali contando as histórias de nossas aventuras por aí e relembrando outras tantas vezes que estivemos juntos.

Refúgio Ecológico Sonho do Montanhista

Estar ali com amigos que a gente gosta é uma sensação que não tem preço, enquanto o fogo ia queimando os galhos e as lenhas, estávamos todos ali jantando em roda de uma fogueira majestosa, a cima de nós a luz do luar que aparecia em meio ao céu nublado, já dava para ter uma pequena ideia do clima do dia seguinte. Mas isso em si não nos preocupava, podia chover, fazer frio, estávamos todos ali determinados a percorrer as trilhas sem dar desculpas.

Sempre ouvi falar que precisamos experimentar o frio para valorizar o calor, experimentar a chuva na cara para assim valorizar o sol, e tantas outras coisas que acontecem durante um fim de semana na natureza, tudo isso faz com que possamos aprender e valorizar as coisas simples da vida.

Depois do jantar chegou a hora de abrir as garrafas de vinho, ficar ao lado de quem a gente gosta e contar piadas, rir, ouvimos as histórias do Morro do Iê-Iê, assombrações e lendas da região, acho muito interessante saber de tudo isso, assim podemos valorizar mais o lugar e as pessoas, são pequenas histórias contadas ao meio da noite que fazem as vezes um acampamento normal tornar-se incrível. Após algumas garrafas tomadas era hora de cair na cama, quer dizer, entrar na barraca e dormir.

Paulo proprietário do refúgio e nosso guia da trilha avisou que tínhamos que levantar lá pelas oito horas da manhã, tomar café. A saída iria ser as 09h30min.

Manhã do sehundo dia:

Acordamos em torno de 8 horas da manhã, o céu estava nublado, mas parecia que não iria chover muito durante o dia, tiramos os apetrechos da barraca e logo começamos a ferver a água para o café, sentamos todos em baixo dos galpões do refúgio conversando e imaginando como seria a trilha, o que íamos levar, quanto de água e quais alimentos levaríamos junto.

Após o café, o nosso guia chamou todos para uma breve reunião antes da saída para a trilha, nos entregou folhetos com dicas básicas sobre como proceder nas trilhas em geral, todos os tópicos servem como um alerta para cada praticante de aventuras, minimizar os estragos nas áreas naturais, sempre tentando ser o mais ecológico possível sem ferir a natureza.

Refúgio Ecológico Sonho do Montanhista

Depois de discutirmos alguns tópicos, colocamos as mochilas nas costas e o Paulo disse, que esse grupo era especial, pois era o primeiro grupo comercial a fazer a trilha da Pedra da Naja inteira até o cume. Sentimos lisonjeados por estar naquele grupo tão especial.

O grupo era formado por nove pessoas, dentre elas estava eu – Luís H. Fritsch, Marcio Basso, Luciane Pohlmann, Thaís Almeida, Fabinho Oliveira, Júlio Cézar, Jenilson Barros, Daniel Gomes e o guia Paulo Menezes. E não podemos esquecer do companheiro do guia o Pernudo (o mascote do reúgio).

Inicio da trilha

Saímos do refúgio caminhando para o lado oeste em uma pequena estrada de terra, a cerca de uns 100 metros já estávamos dentro da trilha propriamente dita, o local continha uma grande quantidade de capim alto, encharcado pela chuva e umidade que estava no lugar.

Pedra da Naja

Conforme íamos progredindo na trilha as paisagens de da fauna e da flora iam mudando, estávamos subindo em direção ao Morro dos Cavalos, uma subida um tanto íngreme, mas encantadora, a cada passo que dávamos éramos submetidos a desafiar a lei da gravidade, tendo que se pendurar em arvores e pedras, o guia nos disse que a trilha em si era fácil, mas havia muitas partes técnicas, onde teríamos que escalar as rochas.

Pedra da Naja

Depois de encarar essa subida íngreme chegamos na primeira gruta, essa possuía uma espécie de sala de reunião, continha uma mesa e cadeiras feitas com pedras, todas as cadeiras distribuídas de maneira circular em torno da mesa. O guia nos contou que antigamente os índios da região faziam cerimonias e alguns sacrifícios, era o lugar onde levavam as mulheres para satisfaze-los e depois as retiravam a vida.

Pedra da Naja

Pedra da Naja

Passamos um tempo ali conversando, rindo e nos alimentando, enquanto isso o guia dizia que teríamos que escalar um bom trecho, pois precisávamos chegar ao cume deste morro.

O primeiro grande obstáculo foi subir uma parede com cerca de 4 metros usando apenas uma corda, para mim e para os outros que possuem relativamente medo de altura, era um desafio tremendo, depois de alguns encorajamentos e empurrões, conseguimos superar o desafio, sentamos para descansar e agradecemos aos amigos e principalmente ao guia por estar ali sempre nos apoiando.

Pedra da Naja
Pedra da Naja

Depois de muita trilha e escalaminhada, chegamos ao cume do Morro dos Cavalos, uma vista fantástica dos arredores, muito compensador. Do alto do morro podíamos ver o próximo destino que seria o cume da Pedra da Naja.

Pedra da Naja

Pedra da Naja

Pedra da Naja

Para se chegar ao Cume Pedra da Naja o roteiro seria por cima da crista do Morro dos Cavalos até chegar no destino desejado, mas mesmo assim o guia nos disse que não seria tão fácil assim, então de mochilas nas costas seguimos em fila indiana, passamos por inúmeras áreas com mata densa, espinhos e muitas pedras lisas, depois de alguns minutos passados chegamos a uma outra gruta, ali o guia nos disse que era interessante deixar as mochilas, pois o local onde tínhamos que passar era bastante apertado.

Pedra da Naja

Pedra da Naja

O local de fato era apertado, tivemos que praticamente rastejar para conseguir passar, era uma fenda enorme entre um paredão de pedra e outro, cerca de 5 a 7 metros de comprimento, depois subimos uma parede com auxílio de cordas e enfim alcançamos o objetivo. Estávamos no Cume Pedra da Naja, local de beleza singular, ali tínhamos pouco espaço para ficar todos juntos e posar para uma foto, então em vez disso escrevemos em um caderno, nesse, escrevemos cada um uma frase com data , para assim quando o segundo grupo de aventureiros chegar até aqui, encontre os manuscritos.

Pedra da Naja
Assinatura do Pernudo (Mascote) – Cume Pedra da Naja
Pedra da Naja
Cume Pedra da Naja

No momento que alcançamos o Cume Pedra da Naja muitos de nós nos emocionamos, estar ali, com um grupo de amigos, tão maluco por aventuras e ter a honra de poder cumprir esse desafio, não há preço que pague. Com toda a certeza pude vivenciar uma frase que aprecio muito. “A felicidade não está no caminho que leva a algum lugar. A felicidade é o próprio caminho”.

Deixamos o caderno em um pote impermeável e depois de alguns minutos começamos a trilha de volta ao Refúgio Ecológico Sonho do Montanhista.

Veja aqui todas as fotos dessa aventura inesquecível:

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Uma vez por ano, vá a algum lugar onde nunca esteve antes. Dalai Lama

Expo Motor Home Show Primeira Edição

Em visita a Expo Motor Home Show realizada em 25, 26 e 27 de Novembro de 2016, realizada na Cidade de Novo Hamburgo/RS, estivemos em busca de novos conhecimentos a respeito de opções nas áreas de Camping.

Desde barracas automotivas, reboques, trailers, motor home. Algumas horas que renderam histórias de experiências pessoais, dos próprios fabricantes e usuários dos produtos.

E de prêmio pela nossa visita, alimentamos nossos sonhos e esperanças de um dia também colocar o pé na estrada, sendo possível viver de forma simples ou com um pouco de conforto.

Conhecemos nesta visita o casal de aventureiro Max Fercondini e Amanda Richter, que viveram 180 dias a bordo de um motor home fabricado pela Motor Trailer, modelo MTB850S, eles percorreram 21 mil quilômetros por 6 países.

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Este casal estavam na exposição divulgando o livro no qual descrevem sua aventura, diversas situações que foram vividas pelo casal ao longo da viagem, com dicas, informações, relatos pessoais e os bastidores dessa aventura. Uma ótima referência para quem quer conhecer mais a América do Sul, independente do meio de locomoção que utilizar. Mais informações sobre esta aventura podem ser acessadas na página oficial do Sobre Rodas, onde também é possível adquirir o livro digital ou impresso.

Expo Motor Home-travel
Fonte: Google

Nesta mesma visita, estávamos em busca de equipamentos que pudessem facilitar a nossa vida como aventureiros, que embora não fosse o principal foco da exposição, também existiam opções que nos deixaram com os olhos brilhando.

Visitamos o estande da Blue Camping, fornecedora de barracas de Teto Automotivo e toldos para veículos Off Road e passeio, da cidade de Blumenau/SC. Conversamos com o proprietário que nos deu uma aula sobre a utilização da barraca de teto que estaremos divulgando em breve. Aguarde!

Expo Motor Home-blue-camping-barraca

Também visitamos o estande da Itu Trailer, fabricante de reboques e trailers para campismo da cidade de Itu/SP. A empresa produz reboques que se transformam em  casas ambulantes e confortáveis, como o Palomino Tent Trailer, um reboque que duplica o seu tamanho quando aberto.

Expo Motor Home
Fechado Fonte: Google
Expo Motor Home-palomino-camping-itu-trailer
Aberto

Como aventureiros que somos, a Expo Motor Home superou nossas expectativas, proporcionando novoas conhecimentos, novas ideias no quesito conforto em viagens. Podemos estar confortáveis em qualquer lugar, seja em uma rede, barraca, trailer ou motor home, o que vai determinar o quão confortável uma viagem poderá ser, será a maneira como encaramos nossa vida, isso reflete em nossas viagens e destinos. Viaje de coração aberto para sentir tudo que uma boa viagem pode proporcionar.

Fotos: Marcio Basso

Waynapicchu a montanha jovem!

Hoje falarei um pouco sobre a minha experiencia e o privilégio de ter subido no topo da montanha de Waynapicchu, que traduzido do Quechua significa Montanha Jovem. Localizada a 2.667 metros acima do nível do mar, é com certeza um dos locais mais procurados pelos visitantes da cidadela de Machupicchu.

Para ter ideia da exclusividade que é dada a essa montanha, apenas 400 pessoas/dia, divididas em dois grupos de 200 pessoas cada, podem subir ao topo, com horários pré-estabelecidos. Para tanto, o bilhete deve ser adquirido com pelo menos um mês de antecedência, caso seja um aventureiro como eu e esteja sempre buscando novos desafios, essa trilha é para você!

Waynapicchu a montanha jovem!

Waynapicchu a montanha jovem!

Cheguei na  guarita que dá acesso a Montanha Waynapicchu por volta de 06 h 50 min, o bilhete de entrada que comprei era com o primeiro horário, pois logo no começo da tarde precisava pegar o trem de volta a Cusco. Com a guarita fechada ficava imaginando como seria a trilha, os perrengues que iria passar (pois tenho um certo medo de altura) acredito que combater nossos medos é a maneira que mais contribui para nossa evolução como pessoa.

A guarita abriu, o guarda do parque carimbou o bilhete e pediu para assinar um livro enorme, onde nele precisava preencher com o nome da pessoa, país, idade e o horário de entrada. Somente após tudo preenchido era possível realizar a trilha.

Na primeira parte da trilha, tive a impressão de estar passeando em um parque, as trilhas são largas, bem sinalizadas e com pequenos degraus em divididos em lances, a vista é incrível. Apos a subida de certa altitude, inicia uma descida um pouco íngreme e sinuosa, neste ponto, é possível avistar boa parte das trilhas (vídeo 1) que levam até o cume da montanha.

Waynapicchu landscape

Ao iniciar a trilha, uma das coisas que mais me chamou a atenção foi que também é possível fazer uma segunda trilha, na montanha de Huchupicchu, que é uma montanha bem mais baixa e localizada na frente da montanha Waynapicchu.

Video 1

O vídeo acima retrata a transição entre as montanhas de Huchupicchu para a Waynapicchu. A partir desse ponto, a subida se torna cada vez  mais íngreme e estreita, conforme ia caminhando tinha a sensação de estar subindo para as nuvens, durante todo o trajeto é possível visualizar pessoas acima  e outras abaixo, todas em direção ao cume, essa possibilidade de ver pessoas acima e abaixo de você é algo fascinante e ao mesmo tempo um pouco insano. A parte interessante da subida e das longas escadarias é que na maioria delas existe um corrimão feito de cabos de aço, estes são encrustados nas pedras, o que possibilita agarrar-se a ele o que causa segurança na subida. Os degraus possuem um bom espaçamento e há inúmeros pontos de paradas para descanso, para ter ideia do quanto cansa subir os inúmeros lances da escadaria, a cada dois lances, por dois motivos, obrigava-me a parar alguns minutos, um deles, certamente era para pegar fôlego, e o outro, para admirar a beleza do lugar e eternizar a vista através de imagens fotográficas.

Waynapicchu - caminhos pelo mundo

subindo a montanha de Waynapicchu

“O caminho é o que importa, não o seu fim. Se viajar depressa demais, vai perder aquilo que o fez viajar.” Louis L’Amour

Após inúmeras paradas e muitos  lances de escadaria atingi o primeiro mirante. Do local é possível avistar a cidadela de Machupicchu e as montanhas ao seu redor, estas que tem tons avermelhados o que deixa a vista muito mais incrível. Neste momento, agradeci por poder estar ali naquele lugar e poder desfrutar de toda aquela beleza natural. No mirante inicia uma sessão de escadaria totalmente vertical, só de olhar para cima já dava arrepios, neste trecho os degraus são pequenos e estreitos, logo que comecei a subir a sensação de medo  somada com a imensa vontade de chegar ao topo, me fez subir degrau por degrau sem olhar para baixo, alguns trechos desta subida contém corrimão, porém em outras partes, foi necessário se agarrar nas pedras da parte de cima. A escadaria é tão vertical que algumas vezes precisei subir de quatro pés, só para constar, calço número 38 e em relação aos degraus, o meu pé ficava apoiado somente pela metade, então na maioria das vezes subi de lado.

Vídeo 2

As escadas verticais de Waynapicchu

Atingir o cume é algo incrível, do alto temos uma visão 360° graus e um vista panorâmica de Machupicchu. O esforço empreendido para subir e a respiração ofegante na maioria do trajeto é compensada pela paisagem única do lugar. E foi neste ponto, exatamente no cume, que sentei em uma pedra  e fiquei apenas observando e agradecendo a oportunidade de poder estar ali.

No topo da montanha encontram-se algumas construções andinas que serviram como observatório astronômico, e também o Templo da Lua, construído em uma caverna natural.  Aproveitei para fazer algumas fotos, veja abaixo:

Primeiro mirante de Waynapicchu

Construções Andinas de Waynapicchu

Cume da montanha de Waynapicchu

Topo da montanha de Waynapicchu

Permanecemos cerca de 30 minutos no cume e é chegada a hora de iniciar a descida de retorno. Não sou o tipo de pessoa que gosta de descer montanhas, todo o tempo ficava imaginando, e de certa forma preocupado em como faria para descer aquela escadaria vertical, mas como a descida era obrigatória, com muito cuidado e atenção fui descendo degrau por degrau, com olhar fixo e atento a cada passo, pois não queria sofrer algum deslize. Entre subir e descer, foram aproximadamente 1 h e 45 min. No retorno à guarita, antes da saída, novamente se faz necessário assinar o livro e preencher a hora de retorno.

Guarita-Waynapicchu

Recomendações e conclusões importantes:

A trilha que leva à Montanha Waynapicchu é bastante estreita, íngreme e cansativa, caso você tenha algum problema nas articulações, sobre-peso, pânico de altura ou problemas cardíacos, não recomendo fazer essa aventura.

A caminhada, por sua vez, posso dizer que não é tão difícil como eu imaginava. Acredito que seja  de nível moderado, tornando-se assim, recomendada para pessoas que já praticam algum tipo de exercício físico.

Use calçados confortáveis e já pré amaciados, chapéu ou boné, protetor solar e repelente.

Ingresso Montanha Waynapicchu:

  • Altura: 2,693 m.s.n.m.
  • Localização: Norte da montanha de Machu Picchu.
  • Acesso: Da Cidade Inca de Machu Picchu, no Setor de Huayranas (Rocha Sagrada). Ingresso a partir do Casa Controle.
  • Bilhete de Ingresso: Ingresso Machu Picchu + Waynappichu.
  • Horários: Primeiro Grupo: 07:00 hrs. 08:00 hrs. – Segundo Grupo: 10:00 hrs. – 11:00 hrs.
  • Número de visitantes: 400 por dia, divididos em dois grupos de 200. Mostrar disponibilidade Waynappichu.
  • O tempo de caminhada: 1 hora e 30 minutos subida e da mesma forma para descida.
  • Grau de dificuldade: Media, penhascos, íngremes das montanhas, muitos passos (não recomendado para aqueles que sofrem de vertigem).
  • O que levar?: Sapatos antiderrapantes, protetor solar, repelente de insetos, capa de chuva (dependendo da época).
  • Atrações arqueológicas: Andinas, o Templo da Lua em uma caverna com amostras de nichos, vergas e fina cantaria.
  • Flora e fauna: Paisagem de selva, cercado por uma vegetação exuberante, um habitat importante para aves, borboletas, insetos, todos pertencentes à paisagem tropical.
  • Clima: Quente e úmido durante o dia, esfriando à noite. Estação seca: Maio-Outubro / Estação das chuvas: Novembro-Março.
  • Vantagens: Vista panorâmica do Cidade Inca, estradas, ruas, praças e delegacias.
  • Desvantagens: Precipícios, coberto por vegetação, caminho estreito.

Cânion Josafaz um lugar inóspito!

Tudo começou por convite de um velho amigo, integrante do Grupo de Escoteiros Almirante José de Araujo Filho – Garibaldi/RS, para fazer um trekking de aproximadamente 25 quilômetros pelo maior cânion da região dos Aparados da Serra, conhecido pelo nome Cânion Josafaz, possui 16 quilômetros de extensão e está além dos limites do Parque Nacional dos Aparados, localizado à cerca de 68 quilômetros da cidade de Cambará do Sul, pertencendo ao município de São Francisco de Paula/RS – Brasil.

A aventura foi realizada em conjunto com outros grupos escoteiros, assim promovendo maior integração entre os jovens da faixa etária de 15 a 18 anos, estes pertencentes ao Ramo: Sênior/Guia.

Saímos da cidade de Garibaldi/RS, por volta de 1:00 hora da manhã do dia 29/10/2016, com destino a São Francisco de Paula/RS e chegamos ao destino por volta das 6:00 horas da manhã. Nessa aventura estavam presentes 38 pessoas no total, incluindo o guia que foi contratado para acompanhar o trekking.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Após tomar um café da manhã especial no pé do cânion, era hora de começar a caminhada. Seriam aproximadamente 1.000 metros de altimetria acumulada, trilhando os caminhos por estradas antigas e trilhas construídas pelos antigos povos tropeiros. Estava eu com minha mochila cargueira pesando aproximadamente 13,6 kg, carregando tudo que era necessário para uma boa aventura. Na mochila havia colocado todos os equipamentos de camping, tais como: barraca, saco de dormir, isolante térmico, roupas extras, roupas para frio e ainda alguns alimentos.

Conforme subíamos avançando pela estrada, o cenário fazia nossos olhos brilharem. Muita vezes, em ocasiões como essa, podemos caminhar longos caminhos, mas é preciso seguir com calma para apreciar tudo que existe a nossa volta.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Na metade do trajeto, passamos por lindas cachoeiras totalmente despoluídas, isso é raro hoje em dia. Nelas sempre completávamos nossos cantis de água, seguindo uma das grandes lições que aprendi no Movimento Escoteiro durante os 14 anos que participei ativamente, de que nunca devemos tomar toda a água que carregamos até que encontremos uma fonte segura para reabastecer de água. Nessas cachoeiras e rios que corriam pelo caminho onde passávamos não tínhamos certeza se a água era potável ou não, na dúvida colocávamos pastilhas de cloro, que tem a função de matar as bactérias que possam existir na água.

Depois de aproximadamente 5 horas de caminhada morro a cima, chegamos ao topo do Cânion Josafaz. Efetuamos o reconhecimento do local a procura do melhor local para armar o acampamento. O clima nessa região é muito instável, uma hora tem um sol escaldante e em poucos momentos já está nublado. Na parte de cima do cânion existem alguns locais de banhados cobertos por vegetação do tipo Turfeiras, em outras existem longos campos de capim e alguns trechos de mata nativa. Para evitar maus bocados durante a noite, escolhemos uma clareira em meio a dois pedaços de mata nativa, assim caso ventasse durante a noite, estaríamos protegidos.

Depois de montado todo o acampamento e preparado o almoço, já alimentados e refeitos do cansaço, era hora  explorar a parte de cima deste cânion. A ideia era ir até o vértice do Josafaz, uma caminhada estafante, subindo e descendo morro através das estradas e trilhas que ali se formaram com as explorações dos veículos 4×4. O cenário é de tirar o folego, uma mistura única de campos e matas, cercado por rios totalmente despoluídos. A caminhada com aproximadamente 6 quilômetros de extensão tornava-se um pouco cansativa em razão do sol forte, porém em muitos momentos da caminhada era necessário colocar os casacos, daí passava-se uns 15 min e  nos obrigávamos a tirar os casacos, pois como disse anteriormente, o clima na região é muito instável.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Após algumas horas caminhando chegamos ao ponto culminante do nosso trekking no Vértice do Cânion Josafaz, ali a visão é incrivelmente linda, possui uma cachoeira que acredito ter mais de 200 metros e é dividida em duas partes. O Cânion Josafaz é ainda pouco explorado, um lugar inóspito, mas de extrema beleza e grandiosidade, com vasta mata atlântica em seu interior. Este local é perfeito para descansar, meditar e refrescar os pés na água cristalina que corre pelo rio.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Permanecemos ali durante algum tempo apreciando aquela beleza incrível, conversando e tirando algumas fotos. Momentos após, era hora de voltar para o acampamento e descansar um pouco. Durante a volta escolhemos cortar caminho, pois olhando de longe víamos uma linha reta, parecia ser fácil se não fosse pelos banhados! Encaramos o desafio e seguimos em frente, e por incrível que pareça, não encharquei as botas e o caminho de volta foi bem mais rápido em relação ao da ida, o que garantiu a nossa chegada antes do entardecer.

Já no acampamento preparamos uma fogueira para assar alguns quilos de carne, fizemos um belo churrasco à moda antiga e batatas doces enroladas em papel alumínio jogadas na brasa. Não sei se era a fome que tínhamos ou o que, mas o gosto daquele churrasco, para mim, era o melhor que já havia comido. Depois do belo jantar realizou-se a cerimônia de Fogo de Conselho, cerimônia muito conhecida e praticada pelo  Movimento Escoteiro, pois ali é o lugar onde podemos sentar para ouvir histórias, relatos incríveis das pessoas  presentes sobre suas aventuras durante o dia. Esta cerimônia é realizada sempre na última noite de acampamento e é encerrada com a Canção da Despedida. Após a cerimônia de Fogo de Conselho, fomos todos deitar, precisávamos descansar e recompor as energias para o dia seguinte.

Na manhã seguinte depois do café da manhã, chegou a hora de desmanchar o acampamento, organizar os equipamentos e aprontar as mochilas, e retornar até o pé do cânion.

Na descida, senti muito mais o peso da minha mochila, pois ao descer além do nosso próprio peso corporal, temos ainda a mochila cargueira nas costas, todo esse peso fica apoiado sobre os joelhos, tornozelos e pés. Por isso, toda a descida foi realizada devagar, com o devido cuidado para não cair, pois nas trilhas dos antigos tropeiros tem inúmeras pedras soltas e é muito íngreme também, então todo o cuidado é necessário para voltar bem para casa.

Veja todas as fotos dessa incrível aventura, clique aqui.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Se você gostou do relato do trekking no Cânion Josafaz, deixe um comentário abaixo. Veja também o relato da Trilha no Cânion da Pedra clicando aqui.

Dicas úteis para o primeiro acampamento

Venho através desse texto trazer algumas dicas úteis para você que nunca acampou, ou que talvez não tenha experiencia com os equipamentos de camping.

A primeira coisa que pensamos quando vamos acampar é onde vamos dormir, geralmente procuramos gastar o menos possível em uma barraca, mas isso as vezes é um erro grande que cometemos, pois barracas muito baratas, às vezes, podem sair caras.

Digo isso, pois já vi um grande número de pessoas indo a lugares, às vezes selvagens e passar por maus bocados por escolher a barraca mais barata possível. Pense comigo por um instante, quando saímos de nossas casas para nos aventurar em um local desconhecido, queremos trazer boas recordações, não é mesmo? Para que isso aconteça você tem que tomar algumas precauções, uma delas e a mais importante, é qual a barraca escolher. Para ter uma aventura saudável e inesquecível precisamos dormir bem e acordar feliz.

Para não pecar na hora de escolher a barraca para a sua aventura, analise os dados meteorológicos do local onde você vai acampar, busque o maior número de informações sobre o seu destino, pois assim saberá qual será o equipamento que será necessário adquirir, para não passar por situações indesejadas durante o acampamento.

A barraca que vemos na imagem abaixo é uma das mais baratas encontradas no mercado nacional, desenvolvida para usar em climas quentes em regiões de praia.

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A primeira coisa que deve ser levado em consideração na escolha de uma barraca são seus dados técnicos e não o seu valor, a barraca apresentada a cima conta com a seguinte especificação técnica:

Marca Mor
Capacidade (pessoas) 3 pessoas
Composição/Material Poliéster, piso em polietileno e varetas em fibra de vidro.
Cor Azul e amarela
Porta dupla Não
Tela mosquiteiro Não
Bolso para guardar objetos Não
Tipo de sobreteto Não informado pelo fornecedor
Conteúdo da Embalagem 1 Barraca Iglu
Dimensões aproximadas do produto (cm) – AxLxP 2×1,6×1,1m
Peso líq. aproximado do produto (kg) 2kg

Todas as informações divulgadas, bem como os benefícios e resultados do produto são de responsabilidade exclusiva do Fabricante/Fornecedor.

Caso você adquira uma barraca deste modelo, esteja ciente que ela foi desenvolvida para climas quentes, onde não haja insetos. O modelo não conta com mosquiteiro, isso é terrível, pois na natureza sempre existes mosquitos, aranhas e outros animais. Outro detalhe que deve ser levado em consideração, é a quantidade de chuva que essa barraca suporta, cerca de 300 mm de coluna de água (resistência à chuva), isso é praticamente nada, para ter uma ideia, o padrão internacional de coluna de água menciona que para uma barraca poder ser considerada impermeável, tem que suportar no minimo 1.500 mm de coluna de água, então este modelo de barraca tem seu uso descartado em lugares onde possa chover.

Dicas úteis no camping:

Após ter comprado a sua barraca, a dica é você montar antes de ir viajar, pois a pior coisa que pode acontecer é chegar no acampamento e durante a montagem perceber que falta alguma parte, ou que a barraca veio com algum defeito de fabricação. Então seja prudente e monte a barraca antes de ir viajar, assim você  se assegura de que tudo está em ordem e não possui defeitos.

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Para escolher o melhor local para montar a barraca é muito fácil: escolha lugares que sejam planos, sem muitas pedras e que não emposse água. Uma boa dica, é antes de colocar as varetas, você deitar sobre o quarto da sua barraca para saber se não há buracos no terreno ou raízes que possam lhe incomodar durante a noite, dessa maneira é possível constatar se existe alguma inclinação no terreno.

Para fixa-la ao solo use os espeques em ângulo de 45° graus, com essa angulação a barraca fica mais estável e segura, e caso vente durante a noite a barraca vai continuar firme, impedindo que levante. Prenda também os elásticos ou cordinhas de estabilização, isso deixará  todo o conjunto mais estável, mesmo em climas desfavoráveis.

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Outra dica interessante, é você sempre  ter junto na mochila uma lona para por por cima da barraca, pois geralmente a maioria das barracas não contam com um avanço de área, em dias chuvosos pode ficar ruim para cozinhar, além disso é possível usar para diminuir os efeitos do sol escaldante em algumas regiões brasileiras. Nas barracas que possuem grande impermeabilidade como a barraca Nepal, não é indicado armar a barraca ou deixa-la montada sobre o sol forte, pois o calor pode descolar suas costuras (geralmente as barracas impermeáveis possuem costuras seladas eletronicamente), o que não seria uma boa ideia.

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Se você estiver procurando por locais de camping, hospedagens ou até mesmo acampamentos selvagens, aqui no site é possível encontrar tudo o que procura, acesse os links abaixo:

Onde, quando e como acampar;

Camping selvagem;

7 dicas para acampar na praia.

Após ler estas dicas, e por ventura ainda surgir alguma dúvida, deixe um comentário na aba logo abaixo, ficarei grato e feliz em compartilhar meus conhecimentos com você e trocar experiências sobre acampamentos.

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

Aloha Galeraaa, tenho o prazer de compartilhar um pouco com vocês do que foi o meu mochilão de 16 dias pela surpreendente Bolívia e o místico Peru com meus míseros R$ 2.300,00 reais, isso já incluindo passagem de ônibus é claro!

A escolha não foi somente pelo baixo custo da viagem, mas também por poder conhecer uma das 7 maravilhas do mundo Machupichu, acredito ser a Meca para qualquer mochileiro.

Como atualmente me encontro na fronteira com o Paraguai, tive a oportunidade de pensar em alternativas mais baratas para chegar ao país de Evo Morales. Fui até Assunção, capital paraguaia e de lá peguei um ônibus direto para Santa Cruz de La Sierra a um valor de 350 guaranis (aproximadamente R$ 250,00 reais) incluído as refeições pela empresa Transbolipar SRL.

Obs: Existe outra empresa que faz essa mesma linha (STEL turismo), com custos e estruturas praticamente iguais, aproximadamente 30 horas de viagem sem ar-condicionado e cruzando o chaco paraguaio e também cruzando os dedos para o ônibus não quebrar no meio do deserto. Assim  é essa região do Paraguai.

26.01

Parti de assunção com 4 horas de atraso, nesse meio tempo aproveitei para fazer amizade com duas equatorianas e um casal de franceses que fariam um roteiro parecido.

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27.01

Passei o dia no ônibus imaginando e contendo minha alegria em estar desbravando aquelas terras prometidas.

28.01

Cheguei em Santa Cruz as 04:00 horas e fui direto para um hotel na frente do terminal bimodal da cidade para tirar apenas um cochilo, pois queria estar em pé as 08:00 horas para embarcar no primeiro ônibus para La paz. O balde de água fria veio logo quando cheguei e percebi que só teria a tarde para aproveitar, então para ganhar tempo comprei passagem para Cochabamba, metade do caminho. A passagem saiu 80 BOL (aproximadamente R$ 50,00 reais) com duração de 11 horas, cheguei lá no inicio da noite, devorei um tradicional Pollo com papas e logo as 21:15 estava subindo ao ônibus novamente, este me levaria finalmente a tão esperada La Paz.

29.01

Cheguei na capital La paz  às 05:00 horas da matina e fui direto ao Hostel Loki onde havia feito a reserva, recomendo muito, além de ótima estrutura e localização o albergue promove festas todas as noites com os mais variados temas, sem contar as bebidas!A diária custou entorno de 55 BOL (aproximadamente R$ 35,00 reais), o único fator negativo é não contar com uma cozinha para se fazer a própria comida o que deixa as refeições mais caras.

Depois de deixar a mochila no hostel fui bater perna pela cidade, a primeira parada foi o Mirador Killi Killi nas proximidades do centro, a entrada é gratuita e da para ter uma boa vista da cidade de La paz e das montanhas que a rodeiam. Passando pela bela Plaza Murilo e o Museu Nacional Etnográfico pode-se entender um pouco da cultura local e suas mudanças com o passar dos anos, o custo da entrada é 20 BOL. (R$ 12,50 reais).

A próxima parada foi a Calle Sangarnaga onde se encontra os melhores câmbios e passeios, com o melhor custo-benefício da cidade. Meu final de tarde foi no tradicional Mercado de las Brujas, lá é evidenciado o quanto nossa cultura sul americana é rica com uma variedade de cores e cheiros exóticos.

Como o dinheiro estava curto por um mau planejamento, tive que deixar a visita ao Salar de Uyuni para outro momento e acabei comprando os passeios mais baratos que encontrei.

30.01

Depois de ter feito amizade com outro brasileiro no hostel e ter bebido tudo e mais um pouco na festa na noite anterior, cedo estava em pé para conhecer o grandioso Monte Chacaltaya e o Valle de la luna, o custo total do passeio foi de 120 BOL. (aproximadamente R$ 75,00 reais) com guia e as 2 entradas incluídas.

Os 5.400 metros de altitude do Chacaltaya são superados em menos de 1 hora, o desafio foi mesmo respirar e caminhar ao mesmo tempo, acredito que além do mal da altitude o suco de cevada que tomei na noite anterior colaborou e muito para o cansaço e a dor de cabeça que sentia. Era um sonho chegar até o pico daquela montanha e apesar de não ver neve na quantidade que desejava, a beleza daquele lugar é inigualável.

Depois de passar um frio de renguear cusco no meio das montanhas fomos ao sul da cidade onde fazia mais de 25ºC no Valle de La luna, algo bem menos emocionante e bonito, mas como estava incluído valeu a pena.

 Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

31.01

Meu 3º dia em La paz foi reservado para conhecer o antigo povoado pré inca de Tiwanaku, entrada, guia e almoço custava 190 BOL. (R$ 120,00 reais), um ótimo lugar pra quem gosta de história e se interessa pela cultura local. No almoço após o passeio experimentei carne de llama e truta, pois já não aguentava mais comer frango.

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

01.02

Deixei La Paz para trás e fui em busca do azul enigmático do lago Titicaca, a viagem até Copacabana é de 4 horas e a passagem custa 30 BOL (R$ 19,00 reais). Chegando lá fiquei em um hostal em frente ao famoso lago com diária pelos mesmos 30 BOL. Larguei a Mochila e fui explorar o belo lugar. Como estava com um casal argentino que conheci no Chacaltaya, resolvemos subir o Monte do Calvário, parte mais alta da pequena cidade. A vista lá de cima é incrível recomendo subir e ver toda a beleza do lago navegável de maior altitude do mundo com 3.812 metros de altitude em média. Na volta não perdemos tempo e compramos a passagem para a Isla del Sol para fazer a trilha de 7 km do Norte ao Sul da Ilha por 35 BOL. (R$ 22,00 reais).

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

02.02

Saímos de Copacabana com a embarcação às 08:30 e chegamos na parte norte da ilha aproximadamente 2 horas depois, meus amigos ficaram acampando pelo lado norte e eu segui a trilha até o sul da ilha. Me deparei com as paisagens mais lindas que já vi. Lugar incrível e com uma vibe fantástica, com certeza superou minhas expectativas. As 15 h e 30 minutos a embarcação já se encontrava no pequeno porto do sul da ilha para a volta a Copacabana que tem uma duração menor, as 17 horas estava em terra firme para fazer um lanche rápido e subir no próximo ônibus com  destino a capital Inca, Cusco! A empresa Titicaca cobrou 110 BOL. (R$ 65) por aproximadamente 11 horas de viagem.

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

03.02

As 5h e 30 minutos estava em solo Inca e corri para o meu hostel, mais uma vez o Loki de Cusco. Tomei café fui mais uma vez bater pernas, agora no centro histórico de Cusco. A cidade é organizada e limpa situação bem diferente da vizinha Bolívia, na avenida El sol encontrei os melhores câmbios e venda de passeios com as agencias mais baratas da redondeza. Também é o lugar certo para encontrar artesanato local e claro pechinchar muito! Comprei na prefeitura da cidade um passaporte para o Valle sagrado dos incas (Pisac, Ollataytambo e Chinchero), cidades aos arredores de cusco onde haviam antigas civilizações desse místico país e pagando por volta de 70 Soles (R$ 100,00 reais).

A noite foi reservada para conhecer as baladas de cusco que por sinal não se cobra a entrada e por isso fiz um tour, comecei no Mama África, passando pelo El Templo e terminando na Chango. Literalmente tem para todos os gostos.

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

04.02

Passei o dia conhecendo as belas cidades incas, o passeio com guia e almoço custo 45 Soles (R$ 65,00 reais), as entradas mais o guia não são baratos mais vale muito a pena. Foi incrível conhecer tudo isso, mas claro vá antes de conhecer Machupichu, para não desanimar!

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

05.02

O 3º dia na capital inca foi para relaxar depois da correria dos últimos dia, acordei mais tarde que o normal e saí para conhecer o Convento de Santo Domingo por 10 Soles (R$ 15,00 reais), caminhar pelo mercado público de San Pedro e o Museu Pré-colombiano com entrada de 20 soles (R$30,00 reais). Nesse último achei a entrada cara pelo que oferecia, com certeza não é prioridade como passeio aos arredores de Cusco, Plaza das Armas é realmente belíssima além do centro histórico da cidade.

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

06.02

É hora de se despedir dêsse linda cidade e seguir rumo a água quente, última cidade antes de Machupichu, claro da forma mais barata possivel ea maneira escolhida foi ir de van até a hidroelétrica e de lã seguir a pé por 9 quilômetros sobre a linha férrea ! Comprei a Passagem na Av. El Sol no centro de Cusco por 70 soles (R $ 100) incluindo a volta 2 dias depois.

A trilha foi muito cansativa pra mim pois estava carregando quase 15 quilogramas, mas a paisagem é recompensadora, levei aproximadamente 3 horas para chegar finalmente ao destino, Hostel Supertramp foi a cama mais cara que dormi na viagem 36 Soles (R$ 52,00 reais), mas no meio daquela selva não existe nada barato mesmo. Depois que cheguei da trilha só pensava em cair na cama para no outro dia realizar meu sonho de conhecer a cidade sagrada!

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

07.02

Acordei cedo para aproveitar intensamente cada segundo do dia, o ingresso para Machupichu já havia comprado 20 dias antes da viagem, mas o do ônibus para chegar até o Parque Nacional comprei um dia antes por 12 Dólares, aproximadamente 30 min. de subida até a entrada da cidade sagrada. Passei as catracas e fui correndo subir o grandioso Wuaynapicchu, recomendo que compre o ingresso para a subida no grupo 2 às 09:30, pois antes desse horário a visão fica totalmente comprometida lá de cima.

Sem palavras para descrever o misticismo daquele lugar, renovei as baterias e respirei fundo para agradecer a realização de mais um sonho.

Voltei para a cidade a pé pelas escadas para preservar meus últimos trocados, chegando no hostel ainda em êxtase tentei dormir cedo para encarar a trilha de volta a hidroelétrica logo pela manhã.
Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

08.02

Saindo do hostel quase as 11 horas e depois um bom café da manhã, cheguei bem desgastado da hidroelétrica as 14:30 para voltar a Cusco, chegando de volta a capital Inca as 20 horas e corri para a rodoviária da cidade. Para a minha decepção só haveria passagem para o outro dia e claro já garanti a minha para não ter surpresas.

09.02

A passagem mais barata que encontrei até La Paz foi a 80 Soles ( R$ 115,00 reais) com aproximadamente 18 horas de viagem pela empresa San Luís, teve uma troca de ônibus na cidade de Puno e depois seguimos de volta a capital Boliviana.

10.02

Cheguei em solo boliviano as 16 horas e depois segui a Cochabamba pela empresa El dorado por 60 BOL. ( R$ 36,00 reais).

11.02

Madrugando em Cochabamba às 5:00 horas e como o personagem “The Flash” embarcando as 05h e 30 minutos para Santa Cruz de La Sierra por 80 BOL. (R$ 47,00 reais) pela empresa Santa Cruz. Cheguei ao destino final da viagem as 16 horas com quase nada no bolso mais cheio de histórias pra contar e com o coração mais leve. Dormi no hotel mais barato que encontrei na frente da rodoviária por 40 BOL. (R$ 24,00 reais), depois de passar 2 dias pulando de ônibus em ônibus só precisava mesmo é de uma cama boa.

12.02

Pela mesma empresa que comecei a viagem (Transbolipar S.R.L) ás 19 horas, parti de volta a capital paraguaia, com um sentimento indescritível de dever cumprido e sonho realizado.

Uruguai Road Trip

Chegou o dia de mais uma aventura… Uma aventura sonhada.. Depois de 4 visitas ao Uruguai chega o dia de seguir meu próprio caminho. Um roteiro desenhado na minha mente. Somente linhas traçadas em um mapa. Desde 2010 várias idas e vindas entre o Brasil e o hermoso Uruguai. E a vontade de realizar a grande trip.

Uruguai Road Trip

Chegar ao Uruguai por Barra do Quaraí/Bella Union. Descer o mapa até Colônia de Sacramento e seguir costeando o rio da Prata até Punta del Este. Subir pelo litoral e seguir até Chuy, visitar as cidades pelo caminho, poder parar, olhar o sol, apreciar o mar, entender a história deste nobre e humilde país.

No primeiro dia seguiremos até Uruguaiana, para uma breve visita a Passo de Los Libres na Argentina. Afinal, temos um destino, o que não quer dizer que temos que seguir uma linha reta. Você faz sua aventura, você faz seu caminho. Não depende de ter companhia, depende única e exclusivamente da sua vontade junto a um bom planejamento. Eu e o Márcio seguiremos viagem até Uruguaiana. Mochilas gêmeas aventureiras.

Uruguai Road Trip

Quando contei sobre a viagem, a pergunta foi: quando a gente vai? Resposta nas próximas férias! Montamos o roteiro, com base no meu mapa mental. Utilizamos o Google Maps para traçar a rota principal e realizamos a busca por campings nos pontos de parada. De pensar que há anos atrás eu viajava com um simples mapa rodoviário tamanho gigante. Volta e meia parava na beira da rodovia para pedir informações e abria o mapa no capô do carro para verificar as opção de rota nas tantas vezes que me perdi no caminho.

As vezes sentia medo de não achar o caminho mas sempre encontrei pessoas de bem que me ajudavam a voltar a rota correta. O espírito aventureiro sempre fala mais alto nessas horas. O sorriso no rosto é um ótimo cartão de visita.

Até breve. Márcio e Lu.

Acompanhe a nossa aventura acessando a fanpage: Trekking RS ou pelas Hashtag: #trekkingrs #caminhospelomundo #brasileirosnouruguai #uruguairoadtrip

Uruguai Road Trip
Chegando a Santa Maria/RS – Brasil

Segundo dia 13/10/2016

Acordamos cedo, o que possibilitou a linda vista do nascer do sol as margens do Rio Uruguai. Com suas águas turvas, em função da chuva da noite, mas ao mesmo tempo brilhante e encantador. A opção era seguir viagem rumo ao Uruguai ou dar uma passadinha no outro país vizinho, a Argentina. Rumo a Passo de Los Libres, passamos a ponte Brasil x Argentina e chegamos a Aduana Argentina.

 

Uruguai Road Trip - Uruguaina
Nascer do sol em Uruguaiana – 13/10/2016

Sugestão: caso visitem a Argentina, via terrestre, tenham o mínino de coisas possível no carro, pois terão que descarregar e mostrar tudo que estão carregando.

Passeamos pela cidade, uma cidade simples, hospitaleira a maneira Argentina, mas percebe-se que o povo tem sofrido bastante com os problemas econômicos do país, os preços estão nas alturas e você só pode trocar moeda em bancos ou com os cambistas que ficam ao longo da estrada, entre a ponte e o Centro da cidade. Permanecemos não mais que 4 horas e retornamos a Uruguaiana para seguir viagem. Na volta o carro não foi revistado.

Uruguai Road Trip
Passo De Los Libres – Argentina – 13/10/2016
Uruguai Road Trip
Passo De Los Libres – Argentina – 13/10/2016

Seguimos até Barra do Quaraí e passamos a alfândega Uruguaia em Bella Union sem problemas. Somente abrimos o porta malas para que o fiscal olhasse e ele mesmo já nos encaminhou para a migração. Seguimos até Termas del Arapey, famoso balneário de águas termais uruguaio, onde nos instalamos no camping. A avaliação do local e maiores informações serão descritos em outro post, pois o local oferece várias opções. O camping oferece um lindo por do sol. Onde somente os apreciadores da natureza podem ver!

Uruguai Road Trip
Termas del Arapey – Uruguai – 13/10/2016
Uruguai Road Trip
Termas del Arapey – Uruguai – 13/10/2016

Tríplice Fronteira – Brasil, Argentina e Paraguai

Fala galera… Hoje tenho a incumbência de contar pra vocês o que na minha humilde opinião é um lugar de belezas naturais e diversidade cultural único em nosso país, nada mais e nada menos do que Foz do Iguaçu-PR, que além de ser conhecida por ser a terra das cataratas é também a porta de entrada da tríplice fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai) com uma diversidade cultural incrível.

Sem mais delongas, a cidade de Foz do Iguaçu tem uma ampla variedade de hotéis e hostel muito bem localizados (centro da cidade) para todos os gostos e bolsos e também conta com transporte publico de qualidade a um preço justo R$ 3,20 a passagem para os destinos mais procurados: Cataratas, Parque das Aves, Museu de cera, Aeroporto e Itaipu. Há também em vários pontos no centro da cidade paradas de ônibus internacionais que levam você e sua mochila para as cidades de Puerto Iguazu na Argentina por aproximadamente R$ 13,00 e Ciudad del Este no Paraguai  por R$ 5,00. Os ônibus funcionam todos os dias até as 19:00 horas com uma frequência menor em finais de semana e feriados, mas que valem toda a espera. Vai por mim!

No Parque Nacional do Iguaçu, você conhecerá uma das 7 novas maravilhas do mundo, o ingresso custa R$ 33,00 reais para brasileiros com preços diferenciados para sul americanos e estrangeiros de outros continentes, Só conhecendo para entender o que as cataratas realmente representam.

Tríplice Fronteira - Brasil, Argentina e Paraguai

Tríplice Fronteira - Brasil, Argentina e Paraguai

Outro lugar encantador que fica a poucos metros do parque nacional é o Parque das Aves, refúgio de animais com beleza sem igual que teriam como destino o tráfico internacional onde foram resgatados e protegidos por biólogos e pesquisadores da região. O parque proporciona contato com animas que dificilmente teríamos oportunidade em outros lugares. O custo do ingresso custa R$ 24,00 reais e com descontos para estudantes e pessoas acima dos 60 anos. Vale muito!

Tríplice Fronteira - Brasil, Argentina e Paraguai

A Usina Itaipu Binacional (BRA-PAR) também é uma ótima opção para quem esta com mais tempo e dinheiro também. Cada passeio tem o seu valor e você pode fazer seu cronograma no momento da compra do ingresso, para aproveitar o máximo é recomendado um dia inteiro. Recomendo: Visita panorâmica R$ 27,00 e Refugio biológico R$ 20,00 por pessoa.

Tríplice Fronteira - Brasil, Argentina e Paraguai

Pra quem procura um lugar de paz e tranquilidade para relaxar ou meditar o templo budista é o lugar certo, pois é afastado do centro da cidade e dos principais pontos turísticos mas vale muito a pena o lugar é lindo e a vibe é muito boa e claro o melhor de tudo é que a entrada é gratuita! Recomendo ir cedo com alguém que já conheça o lugar ou com o ônibus turístico pois é um caminho que não esta muito sinalizado, mas nada que uma boa e velha bússola  não resolva….brincadeira!

Tríplice Fronteira - Brasil, Argentina e Paraguai

Tríplice Fronteira - Brasil, Argentina e Paraguai

Já que estamos falando em religião, Foz do Iguaçu abriga a maior comunidade muçulmana do Brasil, aproximadamente 20 mil pessoas vindas principalmente do Líbano e claro também é a maior mesquita. É muito comum ver mulheres usando véu nas ruas e encontrar pessoas falando árabe na fila do banco ou mercado. Se está curioso para conhecer um pouco mais da cultura árabe a mesquita que se encontra na zona central da cidade está aberta a visitação de segunda à sexta das 09:00 às 11:30 e 14:00 até 17:30 horas e nos sábados 09:00 as 11:30 com entrada gratuita.

Tríplice Fronteira - Brasil, Argentina e Paraguai

Para encerrar, não posso deixar de citar a vida noturna da cidade que além de contar com restaurantes de comida árabe, japonesa, italiana, espanhola e mexicana tem ótimos PUB´s e casa de show com atrações nacionais.

Recomendo: Amarantha Pub, Zeppelin old bar, Taj bar, Woods e Ono music hall.

Dica:

Se for usar o transporte público da cidade recomendo que baixe o aplicativo buzao foz, nele você encontra horários e destinos de todas as linhas disponíveis. Linhas mais procuradas – Linha 120: Museu de cera, shopping palladium, Aeroporto, Parque das Aves e Parque Nacional do Iguaçu e Linha 75: Usina Itaipu.

Puerto Iguazu – ARG é uma cidade que muitas vezes é deixada de lado por grande parte dos brasileiros, tem como enfoque principal o Ecoturismo e a sustentabilidade contrastando com uma charmosa e eletrizante vida noturna.

Começamos com a principal atração turística desse lugar, as cataratas do lado argentino, sim nossos hermanos ficaram com a maior parte das quedas e também da incomparável Garganta Del Diablo. A entrada tem um preço mais salgado que a brasileira, cerca de 200 pesos argentinos, aproximadamente R$ 50,00 reais por visitante, mas posso garantir que vale cada centavo investido nessa aventura, pois o contato com plantas e animais é ainda mais intenso e surpreendente, além de poder percorrer praticamente toda extensão do parque em um trem que sai da estação a cada 10 minutos. A visita em ambos lados, tanto do brasileiro quanto do Argentino é fundamental para ter uma ideia melhor da força grandiosa que representa as cataratas, garanto que não haverá arrependimentos no final do passeio.

Tríplice Fronteira - Brasil, Argentina e Paraguai

Um passeio pelo marco das 3 fronteiras é algo que não pode faltar, um lugar lindo repleto de verde  e com uma  estrutura para caminhar e praticar esportes ao ar livre.

Quem gosta de frio, vai encontrar no Ice Bar um refugio perfeito em meio a floresta tropical, se trata de um bar onde pode chegar a -10 graus onde tudo é feito de gelo, parede, sofá, copos e esculturas. Cada grupo pode permanecer cerca de 25 min. no local e recebe um casaco térmico para não morrer de frio nesse mini Alaska. Um detalhe de extrema importância é OPEN BAR ou seja você pode tomar todas as bebidas que puder nesses poucos minutos sem pagar nenhum tostão…mas com um frio desses qual é a pessoa que se anima a tomar um fardo de cerveja.

Parada obrigatória aos visitantes é na tradicional feirinha que acontece todos os dias depois das 17 horas no centro da cidade onde se pode encontrar uma ótima variedade e qualidade de vinhos, queijos e azeitonas oriundos da cidade Argentina de Mendoza e claro comer a famosa empanada argentina, que é realmente uma delicia.

O comércio da cidade é baseado em artesanato local, sorvetes naturais e ótimos restaurantes que ficam abertos até altas horas da noite, sem falar no famoso cassino e free shop na entrada da cidade.

Recomendo: The living Room,Quita penas resto Bar, Casanova nightclub e Brook Iguazu.

Tríplice Fronteira - Brasil, Argentina e Paraguai

A realidade criada por um viajante

Certa vez escutei uma frase que dizia assim: “O pensamento cria a nossa realidade”. No primeiro momento, não entendi muito bem o significado dessas palavras, entretanto como tudo na vida, para que algo aconteça temos que experimentar, me coloquei como uma cobaia de mim mesmo, não que não acreditava que isso era verdade, mas tentei por algum tempo viver dessa maneira, criar pensamentos bons para que isso se tornasse uma realidade.

Comecei pensando em muitas coisas, que eu mesmo não via uma ligação, uma maneira de aquilo acontecer, sabe aqueles sonhos que você têm e que as vezes parecem impossíveis de acontecer?  Estes sonhos que ficam guardados lá no fundo da nossa mente, e que por alguma razão a nossa vida vai passando e eles vão se afastando, e as vezes parecem que nunca serão mais do que apenas sonhos.

Mas posso dizer, que as poucos fui me colocando a prova com os meus pensamentos e fazendo eles serem a única coisas certa a fazer. Muitas vezes ficava pensando por horas, dias e as vezes até meses, percebi com isso, que quanto mais a gente pensa em algo, mais aquilo vai ganhando um sentido, parece que vamos nos aproximando cada vez mais da realidade. Essa aproximação da realidade acredito que pode ser chamada de sonho, pois se podemos sonhar, podemos também realizar.

realidade

Desde criança, sempre fui completamente apaixonado pela natureza, aventuras e viagens. Acredito, que cada tropeço e cada conquista que acumulei me trouxeram uma boa dose de entendimento. São estes entendimentos que compartilho com vocês neste texto.

– Nunca acreditei que trabalhar em local fechado fosse a única maneira de ter sucesso e felicidade – Que faculdade nunca iria dizer o quanto você sabe ou conhece sobre determinado assunto – Ninguém pode dizer o que você tem que fazer ou limitar seus pensamentos só porque elas foram condicionadas a viver daquela forma.

Quando enxergamos que o trabalho, a faculdade e as opiniões alheias não norteiam nossa vida, aí que vem a liberdade! Essa liberdade de poder pensar, sonhar e criar um mundo da sua maneira sem nada para atrapalhar é incrível. Quando estamos totalmente livres é muito mais fácil transformar nossos pensamentos em realidade.

Depois de analisar alguns sonhos, você determina uma meta para que eles aconteçam, uma data e a cada dia que passa esse sonho vai se tornando cada vez mais real, você começa a viver de tal forma como sonhou e quando você vê isso já se tornou realidade e você nem percebeu.

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Este texto, é apenas para motivar você a arriscar mais, procurar realmente aquilo que ama fazer, pois o tempo vai passar de qualquer forma, você fazendo aquilo que quer ou fazendo aquilo que outras pessoas querem que você faça.

Repense a maneira que você está trilhando na sua vida, pois os caminhos são imensos, você pode optar por ficar na sua zona de conforto ou sair dela. Não espere o melhor momento, não espere juntar dinheiro, pois desde o momento que nascemos estamos morrendo um pouquinho por dia!

Se for para dar uma boa dica, digo para você: Atreva-se a viver de verdade, do seu jeito, sem dar bola para outras pessoas.