Cachoeira Princesa dos Campos

A Cachoeira Princesa dos Campos é um atrativo localizado a cerca de 20 km do centro da cidade de Jaquirana/RS.

Antes de chegar a portaria da Princesa dos campos, podemos ver ao lado da estrada um mirante, onde temos a vista de todo o vale e também da majestosa cachoeira que dá o nome ao local.

Mirante Princesa dos Campos

O local funciona como um paradouro, administrado pelos proprietários do Parque das Cascatas/RS, para os viajantes que estão percorrendo o interior do Rio Grande do Sul, é possível parar e aproveitar as paisagens.

Acomodações Princesa dos Campos

Para quem gosta de conforto e requinte, a Princesa dos Campos, possui boas instalações, uma grande cabana com vista para o vale, um bar e ofurô para seus hospedes.

Para os mais aventureiros o local dispõe de área de camping, localizado próximo da Cascata da Princesinha (uma linda e extensa cascata), as áreas de camping possui boa estrutura para receber seus visitantes, com banheiros divididos por sexo, chuveiros quente, mesas, bancos e churrasqueiras em estilo rústico.

Trilhas a percorrer

Dentro da área da Princesa dos Campos é possível conhecer 5 (cinco) quedas de água que compõem a paisagem e instigam a gente a percorrer as trilhas bem demarcadas do local.

A trilha mais desafiadora é a que leva até a base da Cachoeira Princesa dos Campos, o caminho é um tanto íngreme, mas possui uma gigante escadaria de pedra e concreto com 150 degraus que facilita o acesso com qualquer condição climática. (Não recomendamos essa caminhada para pessoas com problemas de articulações ou problemas respiratórios).

Cachoeira Princesa dos Campos
Long Exposure Princesa dos Campos

Ainda na parte de baixo da propriedade, percorremos uma pequena trilha que leva a outra cachoeira, o caminho é bem marcado, passamos por uma pequena usina de energia antiga que está abandonada no meio da mata. Dali em diante começamos a entrar em um cenário de filme, em meio a trilha há enormes xaxins centenários com mais de 5 metros de altura.

Ao chegar na cachoeira a visão é bela, a água é cristalina e não contém vestígios de poluição. Ao lado direito da queda de água tem uma trilha que parecia levar na parte de cima da cachoeira, mas como a trilha estava muito lisa e embarrada, não quisemos trilhar esse caminho. Depois de tirar algumas fotos retornamos para a parte de cima da propriedade.

Cachoeira em Jaquirana/RS

Na parte de cima da Princesa dos Campos há mais 3 (três) quedas de água, a principal delas é a Cascata da Princesinha, uma linda e grandiosa cascata.

O dia estava cinzento, mas mesmo assim conseguimos capturar belas imagens, as águas do Arroio dos Novilhos estavam baixas, dava para ir tranquilamente até a base da cascata sem ao menos molhar o joelho. Como estava frio nesse dia, não chegamos muito perto, a água estava congelante.

Cachoeira da Princesinha
Princesa dos Campos

Descendo pelo leito do arroio temos mais duas quedas de água, estas não tão grandes assim, mas fazem da Princesa dos Campos um lugar muito atraente para quem gosta de curtir a natureza e fazer boas fotografias.

Trilhas e Cachoeiras

A Princesa dos Campos é um destino que com certeza iremos aproveitar mais no verão, por ser um pouco distante da cidade de Jaquirana/RS, o movimento no local é baixo.

Para você que procura novos destinos para conhecer, viajar com os amigos, este local é perfeito para um fim de semana aconchegante, seja se hospedando ou acampando no local.

Para mais informações sobre valores e taxas de visitação ligue para o contato (54) 99625-0706 ou acesse o página no Facebook.

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Cachoeira Maratá

Descubra Maratá

Maratá é uma cidade de origem alemã, distante cerca de 83,3 km da capital Porto Alegre/RS.

Um destino certo para quem gosta de conhecer cascatas, cachoeiras e ainda se divertir junto à natureza. Conhecida como a Capital das Belezas Naturais, a cidade oferece visitação ao Parque Municipal da Cascata Vitória, Parque da Cachoeira Maratá e Morro Ibiticã, entre outros locais que fazem referência a origem alemã.

Nós do Trekking RS, fizemos uma breve visita à cidade no último fim de semana e gostamos bastante dessa cidadezinha. Com certeza é um destino para voltar no verão para aproveitar mais.

A nossa primeira parada foi no Parque da Cachoeira Maratá, distante aproximadamente 1,5 km do centro da cidade, possui estrada pavimentada até o local.

O parque fica aberto todos os dias da semana nos horários das 8 às 22 horas na alta temporada e fora da temporada das 10 às 19 horas.

O que fazer em Maratá

No local é possível desfrutar de uma linda vista da cachoeira que leva o nome da cidade com aproximadamente 15 metros de altura, o parque conta ainda com churrasqueiras, mesas, banheiros com chuveiros quente, bar e uma enorme área de lazer.

Área de lazer
Foto: Luís H. Fritsch
Área de Lazer
Foto: Luís H. Fritsch
Parque da Cachoeira Maratá
Foto: Luís H. Fritsch
Parque da Cachoeira
Foto: Luís H. Fritsch

Além disso o parque dispõe de uma trilha que leva até a parte alta da cachoeira, uma pequena gruta e uma outra cachoeira um pouco menor, de beleza intocada.

Cachoeira em Maratá
Foto: Luís H. Fritsch
Cachoeira Maratá
Foto: Luís H. Fritsch

Para os aventureiros que gostam de acampar, o Parque da Cachoeira Maratá pode ser a oportunidade perfeita para aproveitar um fim de semana com tranquilidade e diversão junto com a família e amigos.

Tarifas

Na alta temporada os valores são de R$ 10,00 para o estacionamento, R$ 7,00 para passar o dia ou R$ 15,00 à diária no camping (já incluso estacionamento e taxa de visitação).

Mais informações

  • Parque da Cachoeira Maratá – (51) 99540-2616, falar com Dirce;
  • Prefeitura de Maratá – Site e Facebook.

Nosso passeio não parou por aí, mas isso já é assunto para outro texto.

No próximo post vou falar sobre o Parque Municipal Cascata Vitória, um lugar igualmente belo onde é possível fazer inúmeras atividades.

Cascata Vitória
Parque Municipal Cascata Vitória – Maratá/RS – Foto: Luís H. Fritsch

Explore novos destinos como cachoeiras, cascatas e lugares ainda intocados. Dentro do nosso site, temos inúmeras opções de destinos de tirar o fôlego. Descubra!

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Loft Moinho Rio Segredo

Hoje venho apresentar uma nova opção de hospedagem, o Loft Moinho Rio Segredo sendo um local ideal para quem gosta de paz, tranquilidade e conexão com a natureza.

O Loft Moinho Rio Segredo, localiza-se no interior do Município de Ipê – Rio Grande do Sul/ Brasil, aproximadamente 15 km do centro da cidade. Ipê é conhecida como a capital da agricultura orgânica.

O Moinho Rio Segredo nada mais é que uma grande casa antiga, transformada em residência, onde pessoas podem alugar por dia.

Acomodações Rio Segredo

Grande Casa Loft (2 andares)

Acomoda tranquilamente 12 pessoas com as seguintes comodidades: TV a cabo, aquecimento central, wi-fi, água quente, roupas de cama e banho.

Rústico, aconchegante com a tranquilidade e privacidade que todo hóspede procura. Local extremadamente tranquilo e seguro. A edificação dispõe (no andar térreo) de um ambiente de sala com fogão a lenha, dois banheiro; varanda com vista panorâmica da cachoeira do Rio Segredo. Cozinha industrial completa equipada com, geladeira, freezer, churrasqueira e fogão industrial. No segundo andar, com uma proposta inovadora, charmoso e exclusivo Moinho, comporta doze (12) pessoas, distribuídas em um (1) ambiente com 3 camas de casal e 4 de solteiro e 1 sofá cama.

Studio Moinho Rio Segredo

Acomoda tranquilamente 2 pessoas com as seguintes comodidades: aquecimento central, wi-fi, água quente, roupas de cama e banho.

O pequeno Studio rústico, tem entrada independente, é equipado com mini cozinha, cama queen, banheiro, e tem a metragem de 11,25m2
Ideal para casal, que procura descanso em zona rural, junto a natureza, e que goste de aventura.

Tarifas de hospedagem

  • Grande Casa Loft (2 andares): Aproximadamente R$ 180,00 por noite;
  • Moinho Rio Segredo: Aproximadamente R$ 115,00 por noite.

Consulte valores exatos acessando o site da residência.

Recomendo desfrutar alguns dias nesse lugar incrível, para quem gosta de sair da rotina, descansar e respirar novos ares, tanto no Loft, quanto no Studio Rio Segredo valem muito a pena.

Local ideal para fazer ensaios fotográficos, festas de amigos, casamentos, encontros de família, dia dos namorados e outros.

Abaixo uma seleção especial de muitas imagens que fiz durante dois dias que fiquei hospedado no Studio, veja abaixo:

Studio Rio Segredo
Residência Rio Segredo
Fotografia
Hospedagem Rio Segredo
Cascata Rio Segredo
Fotografia Rio Segredo

Se você assim como eu adora conhecer lugares diferentes, então tenho certeza que este local fara você realmente relaxar, sair da rotina de maneira saudável.

Está procurando destinos exuberantes aqui no Rio Grande do Sul, trilhas inexploradas ou parques de aventura então clique aqui!

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Cascata do Paraíso

Cascata do Paraíso

Cascata do Paraíso está localizada na linha Forromeco, pertencente a cidade de Carlos Barbosa, distante aproximadamente 16 km da cidade de Farroupilha e 11 km do município de São Vendelino/RS.

A Cascata do Paraíso está dentro de uma propriedade particular, por isso é muito bem cuidada e preservada pelo proprietário, Sr. Eduardo, um porto alegrense muito gente boa que tivemos o privilégio de conhecer.

Para manter a estrutura intacta e as trilhas organizadas, o proprietário cobra uma taxa de R$ 10,00 por pessoa para passar o dia no local.

O que fazer na Cascata do Paraíso

Dentro da propriedade há cerca de três quedas de água, onde em cada uma delas forma-se um grande poço para banhos, a profundidade entre eles variam de 3 a 8 metros, caso você não saiba nadar não é recomendado entrar na água.

Para quem gosta de nadar ou se refrescar nas águas da cascata, esse lugar é propício para isso.

Para quem gosta de capturar belas imagens assim como eu, o local é propício para isso, os caminhos e trilhas são bem sinalizados e de fácil acesso para a maioria das pessoas.

Cascata do Paraíso
Crédito: Luís H. Fritsch
Cascata do Paraíso
Crédito: Luís H. Fritsch
Cascata do Paraíso
Crédito: Luís H. Fritsch
Cascata do Paraíso
Crédito: Luís H. Fritsch
Cascata do Paraíso
Crédito: Luís H. Fritsch

Dentro da sua propriedade ele não aceita que entre com bebidas alcoólicas, mas é possível fazer um churrasco com os amigos e/ou família, as churrasqueiras são feitas de maneira natural, usando pedras do próprio rio.

Horários de visitação

Para aproveitar melhor a paisagem, recomendamos ir durante a semana, mas caso você não consiga ir nestes dias, ir aos finais de semana também pode ser legal.

Em dias de muito calor e finais de semana principalmente a Cascata do Paraíso costuma ficar lotada, se você é o tipo de pessoa que gosta de paz e tranquilidade, ir nos sábados e domingos talvez não seja a melhor opção.

A propriedade está aberta para todos que quiserem visita-lá, das 9:00 horas até às 18:00, todos os dias da semana.

Como chegar na Cascata do Paraíso

Cascata do Paraíso

Link do Google Maps

Outros destinos nas proximidades

A região da Serra Gaúcha possui muitos atrativos naturais, pois possui uma geografia interessante, rodeada de grandes vales, matas e cascatas.

Se você tem vontade de conhecer outros lugares de belezas naturais exuberantes, recomendamos conhecer também a Cascata do Salto Ventoso na cidade de Farroupilha, distante aproximadamente 10 km da Cascata do Paraíso.

Cascata do Paraíso
Salto Ventoso – Crédito: Luís H. Fritsch

Caso você goste de locais altos e com uma vista esplendida da cidade de São Vendelino, recomendamos conhecer o Morro do Diabo, localizado aproximadamente 9 km da Cascata do Paraíso.

Cascata do Paraíso
Morro do Diabo – Crédito: Marcio Basso

O local é propício para esportes de Voo livre como paraglider e parapente ou também um ótimo local para se curtir o pôr do sol, concluindo assim o passeio pelo interior da Serra Gaúcha

Laranjeiras x Funil

Travessia Laranjeiras x Funil

A travessia Laranjeiras x Funil é uma aventura pela bordas dos cânions do estado de Santa Catarina, mais precisamente na cidade de Bom jardim da Serra.

A travessia de trekking foi realizada pela empresa Sol de Indiada, uma grande parceira a anos do Trekking RS, nessa edição fomos convidados a fotografar e relatar a experiencia.

A Sol de indiada tem como objetivo proporcionar a aventura para todos, pensando nisso cria travessia de trekking para todos os níveis, desde iniciantes nas aventuras como atletas de alto rendimento.

A travessia era composta por três pacotes diferentes:

  • Opção 1 – Estava incluso nesse pacote: apoio 4×4, alimentação (almoço/jantar), traslado, 2 guias, fotos do evento e a opção de você poder levar a sua mochila cargueira se quiser. (Ideal para iniciantes).
  • Opção 2 – Estava incluso no pacote: 2 guias, almoço e jantar, fotos do evento e traslado.
  • Opção 3 – Estava incluso no pacote: 2 guias e fotos do evento.
Laranjeiras x Funil

Já realizamos inúmeras travessia pelas bordas dos cânions entre os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, quem acompanha o nosso site sabe, mas essa travessia posso dizer que é uma das mais belas que já percorri pelos campos de altitude.

Primeiro dia

O primeiro dia da travessia Laranjeiras x Funil começou com o dia ensolarado, não havia uma nuvem se quer no céu, caminhar em dias ensolarados nos permite tirar fotos belas, mas o calor nos castigava durante o caminho.

A primeira impressão que temos sobre os campos de altitude é que ao olhar de longe, parece muito com um “campo de golfe”kkk. A vegetação presente nos dá uma falsa sensação que será fácil trilhar esses caminhos.

Na prática não é bem isso que acontece, pois em grande parte desses campos existe uma espécie de musgo conhecida como Turfas (a turfa é um material de origem vegetal, parcialmente decomposto, encontrado em camadas, geralmente em regiões pantanosas e também sob montanhas (turfa de altitude). É formada principalmente por Sphagnum (esfagno, grupo de musgos) e Hypnum, mas também de juncos, árvores etc).

Nesses casos vale muito a pena ter calçados impermeáveis e respiráveis e pré amaciados para que seus pés não sofram tanto ao passar por estes obstáculos. Veja os modelos que recomendamos!

Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil

Esse primeiro dia de travessia Laranjeiras x Funil tinha aproximadamente 15 km, não foi algo tão complicado de se fazer, pois as vistas que tínhamos recompensava a cada passo dado.

O grupo formado para a travessia Laranjeiras x Funil era uma mistura de atletas, apreciadores da natureza e iniciantes, todos formavam uma grande família aventureira, pessoas com muitas histórias interessantes, trocávamos experiencias incríveis, como se já nos conhecêssemos a anos, nem parecia que estávamos no primeiro dia de trekking apenas.

Depois de muito caminhar e contemplar belezas incríveis, chegamos no nosso primeiro acampamento, uma fazenda no meio do nada, mas que tinha o necessário para que pudéssemos acampar com segurança.

A Parte da Organização responsável pelo Apoio na Cozinha e no Traslado de equipamentos que precisa seguir em veículos 4×4… já estava com a base montada e já preparando a comida para quem preferiu ter isso incluso. O local de acampamento, tinha opção de chuveiro quente, água potável e um galpão para apoio.

Para os aventureiros que não tinham contratado a opção mais completa, chegaram no acampamento, armaram as barracas e já começaram a fazer o jantar. Eu estava em meio à esse grupo, assim eu aproveitei em testar algumas receitas novas de comida, equipamentos no acampamento!

Depois de todos jantados era hora de curtir uma fogueira com a galera, estar em uma roda de amigos, junto ao local tão especial assim, faz a gente pensar o que realmente é uma “rede social”. Ficamos alí conversando e rindo, entre piadas e histórias, parávamos para observar o céu estrelado, de onde estávamos conseguíamos ver boa parte da Via Láctea. Aos poucos cada um foi se recolhendo para sua barracas e assim fomos todos dormir.

Segundo dia

O segundo dia da travessia Laranjeiras x Funil amanheceu tímido, a neblina ia desaparecendo conforme o sol ia subindo pelo horizonte, as barracas estavam tão molhadas que parecia que tinha chovido durante a noite. A manhãzinha estava um tanto fria por ainda estarmos no verão.

A galera levantou cheio de energias, era hora do café da manhã, desmontar acampamento e voltar a andar mais alguns quilômetros.

Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil

O trekking desse segundo dia iria nos levar para o Cânion do Funil, um lugar de uma beleza natural intocada, o percurso não era difícil, mas tinha muitas “turfas pelo caminho, cruzadas de córregos e caminhadas por dentro de matas nebulares. O céu continuava azul, mas dessa vez com umas nuvens, eu prefiro particularmente prefiro dias assim, pois dão mais profundidade para as fotografias.

Lembro-me de caminhar pelas bordas e ver constantemente o nosso próximo acampamento, a cada passo dado as montanhas pareciam que ficavam maiores e mais verticais.

Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil

Próximo do meio dia paramos para almoçar junto a um pequeno córrego de água, onde continha um pequeno poço para banho. Para os mais destemidos, arriscaram um banho naquela água gelada, enquanto outros faziam seus lanches de trilha, enquanto conversavam entre si.

Nessa hora já estávamos bem perto no vértice do Cânion do Funil, aproximadamente trinta minutos de caminhada até chegar no local do acampamento.

O Cânion do Funil possui uma formação incrivelmente linda e diferente do que estamos acostumados. Com protuberantes picos em formato de funil invertido, que rompem o chão e atingem imponentes alturas, cobertos pela floresta densa. Lembra as montanhas de Tianzi, da China, cenário do filme Avatar.

Chegamos ao acampamento por volta de 15:00 da tarde, o dia estava belo, as nuvens começavam a se aglomerar, já mostrando que teríamos chuva no fim de tarde ou a noite.

Logo que cheguei já comecei a montar a barraca, e como de costume sempre procuro o lugar mais incrível para acomodar a minha casa de montanha (barraca), o local escolhido por mim era nada mais, nada menos do que uns 5 metros da borda.

Dois motivos me levaram a escolher esse local para montar a barraca, o primeiro deles era pela vista incrível que iria ter na manhã do dia seguinte, pois o sol iria nascer e dar de frente na porta da barraca, poder abrir a porta e ver aquela imensidão de montanhas. O segundo motivo era que eu precisa testar a nova barraca Naturehike Mongar 2 Ultralight.

Não recomendo que pessoas sem experiencia e sem uma barraca técnica apropriada monte a barraca na beirada de cânions, pois a noite o vento geralmente muda de direção e se você não estiver bem preparado, a sua noite pode ser catastrófica.

Depois de ter montado a casa de montanha era hora de se sentar naquele novo quintal e apenas apreciar à vista, aproveitei para fazer aquele café especial para assim curtir o visual com um pouco mais de conforto.

Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil

Aos poucos a neblina ia chegando de mansinho, ia impedindo aquela visão deslumbrante, era hora então de começar a cozinhar o jantar. A refeição escolhida era: Arroz, feijão e salame, logo que comecei a cozinhar já começou a pingar, logo percebi que a chuva iria ser longa e demorada, continuei cozinhando.

Como a barraca Mongar não tem muito espaço para cozinhar em seu avanço usei a barraca do guia da aventura, uma MSR Hubba Hubba NX com avanço que estava ao lado da minha, ali pude cozinhar de maneira tranquila, sem correr riscos de queimar a barraca e ainda abrigado da chuva.

Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil

Depois de jantar, recolhi todos objetos, guardei dentro do avanço da minha barraca e fui até onde estavam a galera toda reunida. A chuva não dava trégua, foi uma ótima oportunidade também para testar a nova Jaqueta Columbia Ex Eco Down Outdry Extreme, confeccionada em penas /plumas de pato e membrana impermeável. A jaqueta foi incrivelmente eficiente naquela situação, não passou uma gota de água para o interior e o suor gerado foi dissipado, deixando apenas uma sensação de conforto e calor.

Choveu por cerca de 4 à 5 horas interruptamente, a organização do evento montou um grande toldo perto dos carros 4×4, onde alí estavam todos os participantes, conversando, rindo e compartilhando experiencias.

Nessas horas vale muito ter equipamentos de qualidade, alumas pessoas do grupo com equipamentos mais simples, tiveram que se adaptar para conseguir dormir, mas com a ajuda da organização, não tiveram problemas maiores !

Lá por volta de 22:30 minutos a galera começou a se dissipar, cada um foi indo para a sua barraca e eu e o guia também começamos a ir para nossas barracas, pois estavam lá na borda do cânion.

Cheguei na barraca, verifiquei para ver se estava tudo tranquilo, e estava tudo em ordem! Nada de água no interior da barraca. Era hora de descansar para o dia seguinte.

Terceiro dia

Na manhã do terceiro dia da travessia Laranjeiras x Funil , acordei por volta de 5:45 da manhã, abri a porta da barraca e olhei para fora, havia uma grande camada de neblina e não enxergava nada. Voltei a dormir! Aproximadamente uns 40 min depois, abri a porta da barraca novamente e lá estava o sol subindo no horizonte e mandando embora aquela neblina espessa. Logo me aprontei, saí da barraca e comecei a fotografar, momento muito belo, o sol refletia nas rochas do cânion do Funil, quanto mais o sol brilhava, mais mudava as cores no horizonte, as montanhas começaram a ganhar um tom alaranjado, nem parecia que na noite passada havia chovido tanto.

Laranjeiras x Funil

Mas tem um ditado que diz “depois da tempestade, sempre virá um sol maravilhoso”. Estar ali e poder contemplar aquela beleza é algo que vale cada passo dado para se chegar até ali, sempre digo que precisamos enfrentar o frio, para desfrutar do calor, precisamos também ficar cerca de 5 horas na chuva, para assim poder olhar o amanhecer, o sol e aquela beleza toda com um olhar de “gratidão”. Sempre agradeço ao universo por me dar a oportunidade de ver e viver momento como aquele. Pois são estes momentos que vamos lembrar lá no final da nossa vida e não os dias que passamos atrás de uma mesa trabalhando no escritório.

Depois de capturar imagens de tudo que foi ângulo possível, tava na hora de fazer o café da manhã, desmontar a barraca, colocar tudo dentro da mochila e seguir em frente.

Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil

Nesse último dia da travessia Laranjeiras x Funil, estávamos todos muito animados para concluir a travessia, o dia estava belo, ventava um pouco, nossa caminhada seria de aproximadamente 3 horas até chegar ao ponto final que seria a Serra do Rio do Rastro, uma das estradas mais belas e desafiadoras do mundo.

A paisagem continuava linda, a cada passo dado fortalecíamos ainda mais nossos laços de amizades, afinal estávamos no terceiro dia juntos e todos tinham muita experiencia para compartilhar.

Assim são os amigos trilheiros, sempre com muitas histórias engraçadas, lições de vida que nos ensina a sermos pessoas melhores a cada dia que passa.

O terceiro dia, foi muito parecido com um passeio no parque, o terreno era fácil de caminhar, sem grandes subidas ou descidas.

Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil

Ao chegarmos na rodovia SC- 390 a sensação era de dever cumprido, todos estavam muito motivados, teve gente que de tão motivado que estava, começou a correr sem parar, com as mochilas cargueiras nas costas até chegar no restaurante Mensageiro da Montanha, localizado junto ao Mirante da Serra do Rio do Rastro.

Esse restaurante é maravilhoso, conta com uma infinidade de alimentos, para todos os tipos de gostos e paladares, recomendo ir nesse local, pois é possível se servir quantas vezes quiser e o valor é atrativo!

Depois de todos terem almoçado era hora de entrar na van e retornar para Caxias do Sul/RS. Durante o trajeto de retorno, conversamos muito sobre os pontos altos da travessia, o que cada um colheu de novas experiencias e os novos aprendizados obtidos.

Uma travessia de trekking sempre irá nos proporcionar muitas amizades legais, alguns eu já conhecia, mas outros se tornaram grandes amigos. Nada como uma boa viagem para conhecer as pessoas que estão com a gente. Estou aguardando a próxima para que todos possamos nos reencontrar!

eventos

Cerro de la Silla

Situado no norte do México, mais precisamente dentro da região metropolitana de Monterrey, terceira maior área urbana deste país da América do Norte. O Cerro de la Silla ou “Montanha da Cela” como poderia ser chamado em português ganhou este nome em questão ao seu formato, por parecer muito com uma cela utilizada nos cavalos.

O Cerro de la Silla é uma área que desde 26 de Abril de 1991 foi decretada área de proteção ambiental através do reconhecimento de monumento natural mediante um decreto presidencial. Contando assim com um  total de 6.309 hectares protegidas.

O Cerro de la Silla possui três principais picos, sendo cada um de diferente nível de dificuldade para chegar. Seus nomes são; Pico da Antena com 1.751 metros, Pico Norte com a mair altitude entre os três com 1.820 metros e o Pico Sul com 1.650m. Todos podem ser feitos em um dia de Hiking (Caminhada) Você levará em média de 7 a 9 horas para fazer todo o percurso de ida e volta. Por isso separe um dia para realizar a subida.

Pico da Antena

A partir da Rua Bosques da Pastora no município de Guadalupe na parte final da rua você chegará ao início do caminho que te levará ao pico da Antena e que também é parte do caminho que te levará ao pico Norte.

O caminho está muito bem marcado por que passa onde existe uma estrada que foi construída para a manutenção das antenas que estão no topo. Por esta questão é um caminho que você encontrará mais caminhantes e corredores de montanha pela facilidade de como o caminho está marcado.

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

Subindo o caminho, até um ponto já alto da montanha você encontrará com uma grande estrutura de concreto que hoje são as ruínas de um antigo teleférico, que no dia da sua inauguração teve um acidente com o rompimento de um cabo e desde então nunca mais foi reaberto. Chegando a este ponto, muitos já descem novamente. O teleférico é uma excelente opção para quando não se tem muito tempo ou o preparo físico que demanda os demais picos, assim que este trajeto pode ser feito em duas horas de caminhada.

Vista da região metropolitana de Monterrey desde o antigo teleférico abandonado.

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

Após horas de subida você passará por vários pontos de observação para a região metropolitana de Monterrey, cada uma um espetáculo a parte. E já ao finalizar a subida você se deparará com uma cerca onde se encontram as antenas, neste lugar não é permitida a entrada, assim que deve-se seguir pela cerca até chegar a um ponto na lateral com muitas pedras onde será seu ponto final e te proporcionará uma visão incrível de todo o outro lado com a cadeia de montanhas que fazem parte da reserva do Cerro de la Silla.

Foto de um dia com nuvens na cidade de Monterrey, vista pelo caminho ao pico das antenas.

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

Chegada ao cume do pico das antena, de aqui se pode deslumbrar todo o vale da Reserva Natural Escondito entre as montanhas.

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

Pico Norte visto desde o pico das antenas.

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

Powered by Wikiloc

Pico Norte

Pico de maior dificuldade, tomando o mesmo caminho para o pico da antena uma trilha a direita após passar o antigo teleférico, a trilha se torna um pequeno caminho que contorna grandes pedras, onde se pode mencionar o “Paso de los Elefates” local de gigantes pedras calcarias de onde pode ter uma excelente visão da região metropolitana de Monterrey.

Ao entrar na trilha para o pico norte se notará que se trata de um caminho muito mais fechado de vegetação e de subidas e baixadas em questão ao caminho muito pedregoso. Se encontrará marcações em pedras e algumas fitas coloridas em árvores, no entanto deve-se estar sempre atento pois existe uma possibilidade de perder-se, ainda mais caso seja a sua primeira vez. É muito recomendado ir com alguém que conheça o caminho previamente ou usar um GPS para ajudar a guiar-te.

Seguindo o caminho haverá um ponto em que será necessário perder elevação, este é o ponto em que se desce o vale entre o pico das antenas e o pico norte. Este vale apresenta uma vegetação muito diferente por ser um lugar de pouco sol e que preserva uma boa umidade em um clima que normalmente é semidesértico no norte do México

Caminho de subida após o vale entre o Pico da Antena e Pico Norte

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

Desde esse ponto será apenas subida já pela montanha do pico norte. Esse trecho consiste em um caminho que normalmente é feito em 1 hora e meia em média desde o bosque úmido do vale e a medida que se ganha altitude a vegetação se torna menor, até o ponto próximo ao pico que conta apenas com vegetação rasteira.

Próximo a alcançar o cume do Pico Norte, ao fundo tico da Antena.

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

Pico da Antena visto do Pico Norte.

O pico norte proporciona uma visão incrível em 360 graus de toda a região metropolitana, tudo isso ao lado de um grande abismo de rochas calcárias de tirar o fôlego. Tudo isso ainda com a possibilidade de ver toda outra cadeia de montanhas que no México é chamada de Sierra Madre, ela compeende grande parte do território mexicano, no entanto esta cadeia montanhosa  se estende desde a América Central até o Canadá cruzando por todo o país.

Chegada ao cume do Pico Norte

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

Vista da região metropolitana de Monterrey desde o cume

Cerro de la Silla - México
Cerro de la Silla – Foto: Lucas Schmitz

Cerro de la Silla - México
Cerro de la Silla – Foto: Lucas Schmitz

Powered by Wikiloc

Cascata do Bordin

A Cascata do Bordin está localizada dentro da propriedade da família Bordin, no município de Flores da Cunha/RS – Brasil.

O acesso a parte de cima da Cascata do Bordin encontra-se fechada no momento, mas é possível contemplar a sua beleza pelos caminhos que levam a parte de baixo da queda de água.

Com aproximadamente 80 metros de altura, as águas dessa cascata despencam entre os paredões da serra gaúcha, formando inúmeras outras cachoeiras pelo caminho até chegar no Rio das Antas.

Há duas maneiras de conhecer esse atrativo turístico no interior da cidade de Flores da Cunha, à primeira delas é pelo Mirante Gelain, onde você pode visualizar boa parte dos vales e montanhas que compõem a serra gaucha, em uma vista panorâmica.

Cascata do Bordin
Crédito: Luís H. Fritsch

Cascata do Bordin
Crédito: Luís H. Fritsch

Cascata do Bordin
Crédito: Luís H. Fritsch

Para os mais aventureiros é possível descer até a base da cachoeira, e contemplar essa beleza natural por um outro ângulo.

A trilha que dá acesso a Cascata do Bordin está dentro do Mirante Gelain, falando com o administrador Marcos é possível percorrer o caminho sem auxílio de um guia especializado.

Recomendamos que para facilitar o trajeto até a queda de água você vá com alguma pessoa experiente em trilhas e que conheça a região, nunca vá sozinho fazer trilhas na natureza.

O caminho para a Cascata do Bordin possuí um grande desnível, já nos primeiros metros da trilha vem o primeiro desafio, passar por meio de uma fenda rochosa, seguindo pelo trajeto marcado você descerá margeando o paredão que fica do lado direito.

Logo em seguida vem o segundo desafio, descer uma trilha inclinada segurando uma corda (a corda está fixada ali sempre), logo após você terá que descer por uma escada fixada no paredão.

Se você sofre de problemas nas articulações, medo de altura ou problemas cardíacos não recomendamos fazer essa trilha.

Depois de descer a escada você verá uma bifurcação de trilhas, siga pelo lado esquerdo, neste trecho deve-se prestar muita a atenção, pois há pedras de todos os tamanhos, muito cuidado para não torcer o pé entre uma pedra e outra.

A trilha segue assim até chegar em um ponto onde é necessário prender uma corda para descer com mais segurança, dali em diante a trilha leva até a base de uma pequena cachoeira de aproximadamente 6 metros de altura.

Para acessar a Cascata do Bordin, você terá que cruzar o rio, muito cuidado nesta hora, pois a passagem se dá entre essa cachoeira de 6 metros e um tobogã natural gigante de águas cristalinas que descem em velocidade formando uma outra cascata de mais de 30 metros de altura aproximadamente. Para sua maior segurança, recomendamos esticar uma corda de um lado a outro do arroio.

Cascata do Bordin
Crédito: Luís H. Fritsch

A Trilha segue na margem direita do arroio, subindo um caminho através de pedras gigantescas e lisas, muito cuidado para não escorregar e vir a sofrer alguma torção.

Ao chegar na Cascata do Bordin, o visual é de tirar o fôlego, águas cristalinas despencam pelo paredão cerca de 80 metros, estar ali presenciando o poder das águas nôs faz pensar o quanto somos pequenos em relação a natureza que nos cerca.

Cascata do Bordin
Crédito: Luís H. Fritsch

A trilha toda é de nível moderado, pois a inúmeras pedras lisas e soltas, em alguns pontos é necessário segurar-se em árvores e usar cordas para apoio.

Lembre-se de sempre estar com calçados adequados para trilhas e pré amaciados, aqui em nosso site você pode conhecer os melhores calçados para trilhas e aventuras, acesse.

Cascata do Bordin
Tênis Salomon Speedcross 4 – Crédito: Luís H. Fritsch

Salto do Segredo

Procurando um lugar tranquilo e ainda pouco conhecido pela maioria das pessoas, então você precisa conhecer o Salto do Segredo e a Cascata do Moinho.

Localizadas na cidade de São Pedro da Serra/RS – Brasil, divisa com a cidade de Salvador do Sul é possível fazer um Hiking (caminhada) até essas duas quedas de água.

A trilha tem aproximadamente 2,8 quilômetros de extensão, o seu começo se dá pela estrada branca como é conhecida, para acessar a cascata do Moinho você terá que deixar o seu veículo nas margens da estrada e percorrer até próximo a ponte do Arroio Boa Vista, onde existe uma pequena rua fechada por um arame. Não esqueça de pedir autorização para os moradores locais para acessar as cascatas.

A Trilha que leva a Cascata do Moinho e Salto do Segredo é de nível fácil, mas é preciso bastante atenção durante o percurso, a primeira construção que é avistada é um moinho antigo abandonado no meio na mata, abaixo dele se encontra a Cascata do Moinho, para descer até a sua base você terá que seguir em frente e dobrar em uma trilha à esquerda, haverá uma descida um tanto íngreme e com pedras lisas, em um dos pontos é necessário usar corda para se firmar.

Salto do Segredo
Crédito: Luís H. Fritsch

Salto do Segredo
Crédito: Luís H. Fritsch

Salto do Segredo
Crédito: Luís H. Fritsch

Salto do Segredo
Crédito: Luís H. Fritsch

A queda de água possui aproximadamente 25 metros de altura, em dias de muito calor é possível banhar-se na cachoeira e no arroio, também há uma pequena trilha que leva para trás da Cascata do Moinho.

Salto do Segredo
Crédito: Luís H. Fritsch

Para acessar o Salto do Segredo é preciso retornar pela trilha principal e seguir a trilha para o lado direito, sega o caminho por onde antigamente era uma estrada para carroças.

Acompanhando o arroio Boa vista você verá a crista do Salto do Segredo, a trilha que segue para a base dessa queda de água é íngreme e possui inúmeras pedras soltas, deve tomar muito cuidado para não escorregar.

Já na base do Salto do Segredo a visão é de tirar o fôlego, um lugar tranquilo, com águas límpidas em meio a natureza ainda intocada, é de fato um lugar incrível para visitar com os amigos e família.

Salto do Segredo
Crédito: Luís H. Fritsch

O Salto do segredo é um local muito preservado, por isso quando fores visitar lembre-se de não deixar lixos, ajude a preservar lugares como este, assim as futuras gerações também poderão aproveitar dessa natureza incrível.

Abaixo o mapa de toda a trilha que percorremos:

Powered by Wikiloc

Fotografia outdoor

Hoje começo uma nova sessão de postagens, mostrando algumas imagens de fotografia outdoor que registrei com o passar dos anos, juntamente com algumas dicas importantes que me ajudaram nesse processo de aprendizagem neste ramo da fotografia.

Para você que está começando no mundo da fotografia outdoor, vou mostrar algumas dicas importantes, para ajudar você a melhorar o seu olhar fotográfico, não importando o seu estilo fotográfico, mas sim o processo de captação de uma imagem.

Dica 1 – Busque o máximo de informações

Caso você queira saber, nunca estudei de maneira formal a fotografia outdoor, sempre busquei informações sobre funcionamento do equipamento, procurei aprender técnicas de fotografias usando a internet, as ferramenta do Google, Youtube e conversando com fotógrafos experientes. Alias estou neste meio a cerca de 2 anos apenas.

Se você está começando na área da fotografia, recomendo estudar  usando a internet e conversando com pessoas deste meio, deixe para investir em estudos aprofundados quando tiver certeza do nicho de mercado que quer trabalhar.

Lembra-se, para capturar uma boa imagem você não precisa ter um equipamento caro, mas sim um olhar apurado. 

Dica 2 – Pratique incansavelmente

Treine o seu olhar fotográfico por inúmeras vezes, em variados cenários, com muita luz ou baixa luminosidade, treine o quanto conseguir, quando você alcançar o seu objetivo com a fotografia tente melhora-lá ainda mais.

Crie fotografias outdoor que sejam magníficas a ponto de cativar não apenas o seu olhar, mas sim de inúmeras pessoas.

Dica 3 – Crie sua própria obra de arte

Seja original com suas fotos, não copie imagens ou representações, use a sua criatividade, o seu olhar apurado, a sua técnica fotográfica para compor uma imagem que lhe represente.

Não seja uma cópia de um fotógrafo, faça algo diferente e crie suas próprias obras de arte!

Com o passar dos anos venho acumulando fotografias de viagens em minha coleção pessoal, e por muito tempo guardei elas apenas para mim. Mas já passou da hora de trazer essas imagens para vocês, querido público leitor. Abaixo seguem algumas fotografias capturadas pelas minhas andanças por este mundão:

Fotografia outdoor
Mirante Gelain – Flores da Cunha/RS – Brasil

Fotografia outdoor
Parque das 8 Cachoeiras – São Francisco de Paula/RS – Brasil

Fotografia outdoor
Ushuaia – Argentina

Fotografia outdoor
Cânion Espraiado – Urubici/SC – Brasil

Fotografia outdoor
Pôr do sol em Farroupilha/RS – Brasil

Fotografia outdoor
Machupicchu – Cusco – Peru

Fotografia outdoor
Cascata das Andorinhas/RS – Brasil

Fotografia outdoor
Cânion Boa Vista – São José dos Ausentes/RS – Brasil

Fotografia outdoor
Ferrovia do Trigo – Vespasiano Corrêa/RS – Brasil

Fotografia outdoor
Morro Moreno – Vila Venha/ES – Brasil

Fotografia outdoor
Cascata Salto Ventoso – Farroupilha/RS – Brasil

Fotografia outdoor
Pôr do sol em El Calafete – Argentina

Essas são apenas algumas das imagens que captei nos últimos tempos, nos próximos posts, falarei sobre equipamentos fotográficos, acessórios e como você pode registrar fotos incríveis investindo pouco dinheiro, mostrarei uma galeria especial de cada lugar que visitei. Aguardem por essa nova série de postagens interessantes!

Monte Roraima

O Monte Roraima atrai aventureiros, antropólogos, cientistas, biólogos, místicos e viajantes do mundo inteiro.

É um dos tepuis que formam o grande escudo das Guianas, ou Planalto das Guianas, localizado na tríplice fronteira entre Venezuela, Guiana e Brasil, com idade estimada em mais de 2 bilhões de anos.

Tepui é o nome dado às formações de topo plano e escarpas verticais e profundas que abundam nessa região.

Acredita-se que os tepuis tenham sido unidos a bilhões de anos atrás e a cisão deles tenha dado origem à bacia amazônica.

A expedição

Posso dizer que estive em outra dimensão nessa virada de ano… foram 10 dias de muita vivência, aprendizado, gratidão, reflexão, contemplação, conexão, emoção, energia, transformação… compartilhando e vivendo cada experiência!

Monte Roraima

1.º dia Monte Roraima – Brasil-Venezuela

A subida do Monte Roraima se dá pela Venezuela. Assim, antes de começar a caminhada, nos deslocamos de carro de Boa Vista até à Comunidade Pataitepuy.

Nosso grupo era formado por seis aventureiros: Kalhi, de Manaus, Juliana e Graci, de Boa Vista, Alex e Henry, de Curitiba, e eu, de Blumenau. Foi ótimo nosso entrosamento, tanto entre nós, quanto com nosso guia, Leo Tarolla, da Tarolla Tours e Brasil Norte Expedições e a equipe dele. Sensacional dividir esses dias com pessoas com as quais multiplicamos energia e conhecimento!

Depois de atravessar a fronteira, em Pacaraima, a primeira parada é em Santa Elena de Uairén, onde compramos moeda local – bolívar – e demos uma voltinha rápida pela cidade.

Monte Roraima

De lá, seguimos para nosso destino. A estrada até lá não deixa escolha para “sem emoção”… de terra, com muitos buracos e perais… a aventura é garantida! Como estava chovendo muito, a terra virou lama e nosso carro não conseguiu vencer a última subida antes de chegarmos. Tivemos que descer e seguir a pé até o local do nosso último pouso antes dos acampamentos.

Monte Roraima

A pousada estava sem energia e, assim, as lanternas e o banho gelado já entraram em cena um dia antes do previsto.

2.º dia Monte Roraima – Início da caminhada

Monte Roraima

Depois de um café da manhã com essa vista sensacional para os tepuis, fizemos o registro na entrada do Parque Nacional Canaima e começamos nossa caminhada. Seguimos por 15 quilômetros até o Rio Tek, onde fizemos a primeira travessia e seguimos por mais uns 2 quilômetros até o Rio Kukenan.

Quando avistei o Rio Kukenan com o Monte Roraima ao fundo fiquei de boca aberta, literalmente! Lindo demais!!!

Monte Roraima

Monte Roraima

Atravessamos e deixamos nossas coisas no acampamento pra tomar um banho no rio. Foi maravilhoso!!! O Leo (nosso guia) e eu descemos o rio um pouco nadando e um pouco como se fosse um bóia cross, mas sem bóia, claro… kkķkkk… piscinas fantásticas com vista para o Matawi e para o Roraima! Alguns ralados e machucados depois (hehe), voltamos para o acampamento para almoçar. Já eram umas 16h mais ou menos.

Mais tarde, o Alex, a Kalhi e eu saímos para um ataque na trilha em direção ao Monte Roraima. Ainda estava claro, mas a lua já estava linda! Curtimos o entardecer e voltamos para o acampamento. Acabei não resistindo a um banho noturno no rio Kukenan… maravilhoso! Depois nos reunimos todos, ficamos conversando e jantamos uma sopa de abóbora com orégano silvestre que colhemos na trilha.

3.º dia Monte Roraima – Rio Kukenan ao Acampamento Base

Arrumamos nossas coisas e saímos em direção ao pé do Monte Roraima. Foram 9 km com algumas subidas, mas ainda de trilha bem aberta.

11h da manhã já estávamos no acampamento base. Ficamos conversando um pouco e aí fui tomar banho de rio… água geladíssima da montanha: delícia!!! Depois almoçamos e estiquei um pouco as pernas na rede (obrigada pelo empréstimo @leotarolla hehe).

Monte Roraima

O tempo estava bem limpo anunciando que veríamos um pôr-do-sol arrasador… saímos caminhando procurando um bom lugar para contemplá-lo. Subimos um pequeno monte com pedras mais altas e decidimos que seria o melhor lugar. Mas, eis que no horizonte se formaram nuvens enormes e só vimos a chuva caindo mais ao longe, o que foi tão lindo quanto o pôr-do-sol que imaginamos… senão mais! De volta ao acampamento nosso guia nos esperava com um chocolate quente! Foi um dia bem tranquilo para nos prepararmos para o dia seguinte: dia de finalmente subir ao topo.

Monte Roraima

4.° dia Monte Roraima –  A subida

5h da manhã e o acampamento já estava movimentado… grupos fazendo café, desmontando acampamento, arrumando equipamentos. Chegou o tão esperado dia da subida ao topo!!! Logo de cara a subida é quase vertical, mas os degraus formados naturalmente tornam a subida menos árdua.

Monte Roraima

A trilha é lindíssima e cheia de energia! Quando chegamos no ponto tão próximo do paredão que é possível toca-lo, a emoção é inevitável!

Seguindo por mais algumas subidas chegamos ao mirante de onde se avista o “passo de lágrimas”, uma trilha estreita colada nos paredões do tepui, onde a água que cai do topo nos molha suavemente conforme o vento a faz dançar… A conexão nessa passagem foi absurda! O sentimento foi: “só de ter vindo até aqui já valeu tudo!”

Monte Roraima

Mas, ainda tínhamos mais subida pela frente. Mais um pouco de escalaminhada e chegamos ao topo! Nos abraçamos emocionados pela conquista… a impressão é de que entramos em outra dimensão… é diferente de tudo!!! Não tenho palavras pra descrever…

Monte Roraima

Paramos um pouco, mas logo a chuva e o frio nos fez voltar a caminhar até nosso refúgio, chamado “Filhos do Sol”, lugar deslumbrante e mágico!!! A chuva não parou mais. Ficamos no refúgio cuidando das bolhas, unhas, dores e machucados uns dos outros…hehe… No meu caso foi de um tombo na subida quando tentei subir numa pedra mais alta e acabei escorregando. Machuquei um pouco os braços, a perna direita e o rosto, mas só a mão direita que doía demais (ainda dói, aliás, hehe). Passei uma pomada anti-inflamatória, outra pra dor e por fim uma pomada pra cavalo… mas continuava doendo… Não me importei muito com a dor, mas com o fato de não ter força na mão… até pra abrir o zíper da barraca estava difícil. Só pensei: que seja só dor e que eu acorde bem amanhã!!!

5.° dia Monte Roraima – Começando a desbravar o Monte

Já saímos com as cargueiras porque depois seguiríamos para outro refúgio. Passamos por lugares lindíssimos… paisagens de tirar o fôlego!!!

Depois de mais algum tempo caminhando, chegamos ao nosso refúgio para a noite da virada. Incrustado num dos paredões do Roraima e próximo ao Vale dos Cristais e a um poço de água cristalina e gelada… simplesmente magnífico! Deixamos as cargueiras e saímos para conhecer o Vale dos Cristais e o Ponto da Tríplice Fronteira entre Venezuela, Guiana e Brasil.

Monte Roraima
Vale dos Cristais

Monte Roraima

Na volta, já tomei aquele banho no poço próximo ao acampamento e colocamos as espumantes lá pra gelar (sim, eu levei uma espumante na mochila desde Blumenau ;P).

Mais tarde saímos para ver um mirante com vista para o Roraiminha e para a floresta da parte baixa. Sensacional!!!

Monte Roraima

Voltando para o refúgio, quase na chegada, começou a chover. Já cheguei ensopada e corri pra colocar uma roupa seca. Pra minha alegria, o Leo nos serviu chá quente!!! Infelizmente a chuva não parou. Meu plano de ver estrelas cadentes na noite de réveillon foi adiado. Mas nada tirou a alegria da nossa noite … jantamos, brindamos e celebramos a virada com muita energia compartilhada!!! GRATIDÃO!!!

Monte Roraima

Monte Roraima

6.° dia Monte Roraima – A tão sonhada Proa?

Estava ansiosa por hoje… dia de ir para o Lago Gladys e para a Proa!!! Enfrentamos muita chuva e frio até chegar ao Lago Gladys, mas as paisagens, rios, plantas, pântanos, pedras e tudo mais que vimos no caminho valeu cada passo.

Monte Roraima

Monte Roraima

Chegamos ao lago, que estava totalmente encoberto. Mas, em menos de um minuto, o nevoeiro se dissipou e pudemos contemplar sua beleza. Mas ele é tímido… logo se cobriu novamente… foi o tempo de contemplar e tirar algumas fotos!

Monte Roraima
Lago Gladys

O frio era intenso naquela manhã. Seguimos em direção à Proa com muito vento e tempo bem fechado. Chegamos na descida do Vale. Montadas as cordas, o @leotarolla e o @alexandro.kenordasilva desceram. Ficamos na expectativa (tremendo de frio… Hehe). Voltaram com a triste notícia de que não conseguiríamos ir até à Proa… além de estar faltando uma chapeleta do outro lado do Vale, as condições climáticas eram péssimas. Infelizmente só nos restava pegar o caminho de volta para o refúgio. Paramos pra ver os destroços de um helicóptero da globo que caiu no Monte faz alguns anos. Na volta um bom banho bem gelado e uma surpresa deliciosa no acampamento: pipoca!

Monte Roraima

7.° dia Monte Roraima – Explorando o desconhecido

Mais um amanhecer com chuva no Monte Roraima… Nosso café da manhã teve a famosa arepa, uma espécie de pão de farinha de milho feito no fogareiro. Adorei!

Arrumamos nossas coisas e partimos de volta em direção ao refúgio “Filhos do Sol”. No caminho passamos novamente pelo Vale dos Cristais e pelo ponto tríplice. Depois avançamos para conhecer “el fosso”, um poço lindíssimo com uma cachoeira magnífica!

Monte Roraima
El Fosso

Pegamos chuva por todo o caminho. Chegamos ensopados e eu tremendo de frio… hehe. De repente, eis que apareceu o sol. Ainda molhada, arrumei minhas coisas e fui pro rio mais próximo tomar banho e lavar minha calça, meias e bota. Voltei para o refúgio e coloquei tudo no sol, inclusive eu, hehe…

Com o céu finalmente aberto, eu estava querendo muito ir pra alguma borda. Falei com o Enzo e ele disse que estávamos muito longe. Então, ele me levou para subir na formação que era o “teto” do nosso refúgio… a vista lá de cima é sensacional! Até passou a tristeza de não ir para as bordas.

Monte Roraima

Depois descemos para ir até um lago próximo e no caminho tivemos o privilégio de ver algumas flores raras e o sapinho negro endêmico do Monte Roraima (Oreophrynella quelchii).

Monte Roraima

De lá subimos em outra formação bem mais alta ainda não explorada, com direito à uma escalada sensacional !!! Como fomos os primeiros a conquistar aquele lugar incrível, fizemos um totem no topo e o batizamos. Dava até pra ver o Maverick (ponto mais alto do Monte Roraima) de lá, e também o nosso acampamento.

Monte Roraima

Descemos para ver o pôr-do-sol lá do refúgio, mas as nuvens voltaram a fechar o céu. Desci até o rio para buscar água pra mim e para as meninas. já estava bem frio nessa hora. Entrei na barraca pra escrever um pouco. Depois nos reunimos para jantar e conversar. E a chuva voltou!

8.° dia Monte Roraima – Energia Vital

Mais um amanhecer com chuva…

Saímos um pouco mais tarde na esperança de que a chuva parasse, mas, chovia e parava, chovia e parava o tempo todo… e o frio estava mais intenso! Passamos por outra área do Roraima com cristais espalhados por toda parte… conhecemos um grupo que estava acampado num refúgio próximo, conversamos um pouco e seguimos para um local de especial energia… quando estávamos bem próximos, as lágrimas brotaram… a energia transbordava… de dentro pra fora e de fora pra dentro. Que maravilhamento compartilhar dessa energia! Segundo nosso guia, estávamos num dos pontos de intersecção de energia do Universo.

Monte Roraima

Não queria mais sair dali, mas tínhamos que seguir…

Nosso objetivo: as jacuzzis e as ventanas! Fomos primeiro até às Ventanas. Queria muito ver as bordas, mas estava tudo encoberto… podíamos ver o vento trazendo a umidade pra cima. Estava muito frio!

Monte Roraima

Saímos em direção às jacuzzis e tivemos a graça do sol por alguns instantes. Eram as piscinas mais lindas que já vi… o banho foi irresistível! Por mais frio que esteja, não perca esse banho por nada!

Monte Roraima

Monte Roraima

Monte Roraima

De lá seguimos para o Maverick, o ponto mais alto do Monte Roraima (2.875m). A parte baixa estava encoberta, mas o topo estava aberto e pudemos ver quase todo o Roraima lá de cima… belíssimo!

Monte Roraima

Descemos em direção a uma das cavernas do Monte Roraima… é uma gruta incrível com muitos líquens de várias cores! Avançamos até uma galeria imensa onde apagamos as lanternas e ficamos alguns minutos na escuridão e no silêncio do lugar!

Monte Roraima

Monte Roraima

Quando saímos da gruta já estava bem mais frio. Seguimos até o acampamento contemplando o entardecer…

Monte Roraima

Coloquei uma roupa seca e sai pra ver as estrelas. Finalmente uma noite de céu limpo! Mas, como sempre, no Roraima o tempo muda o tempo todo e logo o céu se fechou novamente. Energizada pelo dia magnífico, nem senti fome e acabei não jantando aquela noite… antes de dormir dei mais uma espiadinha no céu, mas ele continuava escondido.

9.° dia Monte Roraima – Início da descida

Acordei umas 5h e pude sentir uma claridade vindo de fora da barraca. Abri rapidamente para espiar e lá estava ela… a lua… plena! Tirei algumas fotos da barraca mesmo, mas logo me troquei para sair e contemplar a lua e o nascer do sol. Foi espetacular!

Monte Roraima

Monte Roraima

Pena que era o dia de começar a descida. Tomamos café e saímos do nosso refúgio. Paramos em um mirante lindo onde pudemos contemplar um pouco das bordas antes das nuvens cobrirem tudo novamente. Começamos a descida. Fomos até o acampamento base onde paramos pra almoçar. O calor estava absurdo! Hora de seguir… Quando chegamos na travessia do Rio Kukenan, escorreguei numa das pedras e caí no rio, o que naquele calor foi ótimo, mas seguir toda molhada nem tanto… hehe… Depois de mais alguns quilômetros, chegamos no acampamento do Rio Tek para nossa última noite antes da caminhada final. Já estava anoitecendo, mas ainda fui pro rio tomar aquele banho! Até nadei um pouco. Voltei para o acampamento no escuro já. A noite estava linda demais! Nada de nuvens… só estrelas!

Pude finalmente ver uma estrela cadente! Ficamos admirando o céu por um tempo sem fim… até que começaram a diminuir seu brilho para dar lugar à luz da lua que se pré-anunciava por detrás do Monte Roraima. E ali ficamos esperando por ela. Nasceu linda, cheia, enorme e brilhante! Foi espetacular!

Jantamos e até tomamos cerveja que vendiam ali no acampamento. Cerveja quente, claro, mas lá isso não importa muito. A noite estava tão linda que não dava vontade de dormir, mas, no dia seguinte ainda teríamos um bom trecho pela frente.

10.º dia Monte Roraima – Hora de voltar

Estava muito difícil pra mim escrever sobre o 10.º dia. E agora sei o porquê. É como se escrever sobre o último dia fizesse encerrar o que eu não queria que acabasse… que foi a mesma sensação que tive durante todo o último dia da caminhada.

Amanheceu um dia lindo e bem quente desde cedo. Arrumamos nossas coisas, tomamos o café da manhã e partimos.

O Monte Roraima estava totalmente limpo… nada de nuvens, nem nevoeiro… juro que deu vontade de subi-lo novamente.

Monte Roraima

Com o calor intenso, pude ver vários calangos pelo caminho.

A cada passo o Monte Roraima ficava um pouco mais distante.

Chegamos na Comunidade Paraitepuy e logo nos reunimos com outros grupos… alguns chegando, outros indo embora como nós. Tanto a compartilhar!

Bebemos algumas merecidas cervejas venezuelanas (dessa vez geladas :D) enquanto esperávamos a Graci e a Kalhi chegarem.

Monte Roraima

Muita conversa depois, hora da despedida. De lá fomos para outra comunidade para almoçar e comprar artesanato local antes de regressarmos à Boa Vista.

180.000 bolívars = salada, arroz, frango e banana frita.

+ 3.000 bolívars = 1 cerveja venezuelana.

Monte Roraima

Monte Roraima

Mas, se você não tiver bolívars, não se preocupe. Todos os lugares aceitavam reais também.

De lá fomos até Santa Helena, onde nos despedimos do Henry e do Alex, que ficaram na Venezuela para uma trip até Salto Ángel.

Nós, as meninas, fomos com o Leo até Pacaraima, atravessamos a fronteira para o Brasil e ali pegamos um táxi até Boa Vista.

O pôr-do-sol estava espetacular!

Monte Roraima

Chegamos em Boa Vista por volta de 19h30. Tomei um banho quente tão feliz (depois de 10 dias de banho gelado) na casa da Graci (MUITO OBRIGADA, Graci!). Arrumei o mochilão para a viagem e logo a Ju e a Kalhi chegaram para darmos uma última volta na cidade e comer alguma coisa num barzinho de karaokê famoso da cidade, o Pit Stop. Lugar muito gostoso com mesas ao ar livre e comida muito boa! Obrigada por tudo, meninas! 

De lá, as meninas me deixaram no aeroporto, onde esperei meu vôo com saída 1h da manhã para Brasília. No caso, já estava no 11.º dia (rsrs…) Depois Brasília – São Paulo. E, por fim, São Paulo – Joinville, onde minha mãe e meu irmão me buscaram para retornar a Blumenau.

Foi uma experiência única! Como já disse, desejo que cada um possa realizar algum dia!

Check-list Monte Roraima

Vou deixar aqui algumas sugestões de itens que considerei indispensáveis nessa trip.

Na hora de preparar seu mochilão, lembre de levar:

  • alguns pares de meia extra porque elas vão molhar! E pé molhado por muito tempo dá bolha e pode fazer cair suas unhas se for um dia de caminhada intensa em descidas, por exemplo;
  • uma corda para fazer varal e alguns grampos de roupa;
  • protetor solar;
  • repelente;
  • desodorante;
  • embalagem pequena de shampoo e condicionador e sabonete (você consegue comprar todos sem nenhum aditivo químico em farmácias – lembre que você está indo para um lugar de preservação);
  • declive;
  • lenços umedecidos;
  • papel higiênico (a equipe do guia fornecia, mas é bom ter alguma reserva);
  • boné ou viseira;
  • gorro para frio;
  • óculos de sol;
  • anorak (ou anoraque) – jaqueta com capuz impermeável para os momentos de chuva e frio;
  • roupa quente para dormir;
  • um par de luvas;
  • toalha de secagem rápida;
  • isolante térmico e colchonete (ou, melhor ainda, se você tiver o isolante térmico de ar fininho inflável, que já serve de isolante e colchonete e ocupa pouco espaço);
  • saco de dormir;
  • roupas leves para as caminhadas;
  • roupas íntimas;
  • roupas de banho;
  • um casaco tipo fleece (é bem quentinho e não pesa);
  • bandana (é um ótimo coringa que você pode usar no pescoço se estiver muito frio ou na cabeça pra proteger do sol. Ou ainda para prender o cabelo);
  • amarradores de cabelo, se você tiver cabelo comprido, claro;
  • sobre calçados, é algo pessoal, mas o ideal é ir só com a sua bota ou tênis de caminhada já no pé e levar só um chinelo para usar no acampamento. E isso é fundamental, não esqueça: sempre que puder, deixe os pés ao ar livre;
  • garrafa de água (2L é o ideal);
  • clorin (purificador de água);
  • kit com algodão, esparadrapo, curativos, agulha, cortador de unha;
  • eventuais remédios se você está acostumado a tomar (para dor, vômito, febre, algum anti-alérgico) – eu sempre levo própolis em spray pra eventual dor de garganta e a pomada de própolis para eventual corte ou ferimento (é um cicatrizante natural);
  • vaselina sólida ou creme para assaduras para passar nos pés ou em alguma outra região do corpo se você tiver problema com assaduras;
  • lanterna de cabeça e lanterna de mão pequena (leve pilhas extras);
  • carregador portátil para as baterias do celular, máquina fotográfica e outros eletrônicos se você levar;
  • lanches de trilha (as refeições principais são fornecidas pela equipe contratada);
  • se você gosta como eu, indico levar vitamina C efervescente. Além de fazer bem pra saúde, é uma delícia. Pode tomar uma por dia;
  • sacolas para roupa suja;
  • se você estiver vindo de longe como eu, lembre de deixar uma muda de roupa limpa para a volta.

Lembre de levar suas roupas e o saco de dormir dentro de sacos impermeáveis. Isso além da capa que protege a mochila. É mais seguro se cair alguma chuva mais intensa.

Lembre também que o comprovante da vacina da febre amarela deve ser internacionalizado em qualquer posto da ANVISA antes de entrar na Venezuela.

Acho que é isso! Lembrando que qualquer dúvida ou sugestão estou sempre a disposição. Podem me chamar no Instagram ou no Facebook.

Aproveite cada passo dessa viagem!