Vivência Outdoor – 3ª edição – Floripa.

No último feriadão do Dia das Crianças, 12, 13 e 14 de outubro, tive o privilégio de participar do Vivência Outdoor e vou contar aqui, tudo que aconteceu nessa terceira edição  que rolou em Florianópolis. Foi sem dúvidas um grande encontro dos amantes e entusiastas das práticas de atividades outdoor e esportes de aventura.

Vivência Outdoor
foto: @luangesteira

Ano após ano, o Vivência Outdoor vem crescendo e se consolidando no calendário nacional de eventos relacionados aos esportes de aventura e atividades outdoor. Sempre com uma programação rica e diversificada, atrai cada vez mais gente que pensa e transpira aventura, quer seja como atividades de trabalho, lazer e/ou esportiva. O evento em si, é uma oportunidade ímpar de adquirir e ampliar conhecimento sobre diversas práticas, escutar histórias de grandes aventuras, descobrir novos roteiros e o mais importante: fazer novas amizades e multiplicar a rede de contatos com pessoas que encaram com seriedade e entusiasmo o cenário outdoor nacional.

Vivência Outdoor
foto: @luangesteira

Nesta terceira edição, a programação cheia e diversificada foi realmente muito interessante e divertida. Foram mais de uma dezena de atividades entre palestras, relatos, oficinas e uma sessão exclusiva de cinema outdoor sensacional. Entre uma coisa e outra, aquela pausa estratégica para um café e um bate papo com os participantes, sempre num clima descontraído. Em outras palavras, foi uma overdose, no bom sentido, de informação, conhecimento e diversão para aqueles que amam o universo das atividades outdoor.

Vivência Outdoor
foto: @luangesteira

Entre todas as atividades, que sem exceção foram muito boas, gostaria de destacar aquelas que eu mais gostei:

 – Caminho a Dois, mais de 4.000 km trilhados pela Pacific Crest Trail – Por: Bia Carvalho e Edinho Ramo.

– Caminho da Mata Atlântica, trilha de longo curso no Brasil – Por: Ivo Leonardo Schmitz

– Navegação Outdoor com GPS: Do Básico ao Avançado – Por: Renan Cavichi e Mario Nery

– Higiene Outdoor de Mínimo Impacto – Por: Ana Vivian e André Costa (Pedarilhos)

– Sete Cumes: Denali, o desafio no Alasca – Por: Hélio Fenrich

E não parou por aí, não. Toda a logística destes três dias de imersão foi muito boa. Para repor as energias e as calorias da galera, um excelente bufê com todas as refeições foi preparado com todo cuidado e muito bem organizado, com direito a uma noite de rodízio de pizzas e uma noite das massas. Chopp e cerveja artesanal também não faltaram para os paladares mais exigentes.

Vivência Outdoor
foto: @luangesteira

E como não poderia deixar de ser, para garantir o descanso da tribo outdoor reunida, uma aldeia de barracas NTK foi organizada no campo de futebol da Fazenda Três Meninas com o apoio logístico da Nautika.

Vivência Outdoor
foto: @luangesteira

Para fechar essa publicação, o Trekking RS teve um rápido bate papo com Luiza Campello, que é a mãe da criança, para saber mais sobre o passado, presente e o futuro do Vivência Outdoor.

Confira aqui, nosso bate papo com a Luiza:

O que é o VO?

O Vivência Outdoor é, sobretudo um encontro de pessoas que tem uma mesma paixão, a vida ao ar livre! É um evento onde essas pessoas podem se encontrar e trocar experiências, conhecimentos e fazer novas amizades. Essa é a essência do Vivência Outdoor.

Como surgiu a ideia, qual a motivação para criar o VO?

A ideia do Vivência Outdoor surgiu da necessidade de encontrar as pessoas ao vivo, para trocar informações e conhecimento. Como blogueira do FuiAcampar muitas vezes eu me sentia distante do público que lia os conhecimentos. Eu queria conhecer e falar com as pessoas ao vivo, não só no mundo virtual. E conversando com outros blogueiros da RBO (Rede de Blogs Outdoor) percebi que eles também tinham essa vontade, de estarmos todos ao vivo, juntos e compartilhando experiências olho-no-olho. Foi assim que surgiu a primeira edição do vivência, em 2016, em socorro. O evento foi mais amador, mas a mágica que aconteceu desses encontros foi tão incrível que tivemos que repetir para proporcionar isso para mais pessoas!

Qual o principal propósito do VO?

Acho que respondi essa pergunta na primeira! O propósito é permitir a troca de conhecimentos de experiências, mas, além disso, queremos fomentar o segmento outdoor no Brasil, inspirar as pessoas, dar conhecimento, criar aventureiros mais conscientes e responsáveis pelo seu planejamento e pelas suas ações.

Desde o primeiro VO, o que mudou?

A ideia central é a mesma, não mudou em nada! O que mudou foi uma evolução na execução de cada detalhe! Aprendemos sempre com os erros e procuramos melhorar em cada detalhe, alimentação, horários, crachá, sorteios…tudo foi surgindo e evoluindo baseado nas avaliações dos participantes. Levamos tudo em consideração, porque um evento com uma organização melhor facilita a harmonia e a energia positiva do evento. Outra coisa que vai mudar para a próxima edição é o propósito de ser itinerante, cada ano em um estado diferente.Queríamos fazer itinerante para proporcionar pessoas de outros estados mais distantes terem acesso mais fácil ao evento, mas percebemos que não houve mobilização que justificasse essa mudança de local, atingimos um público local muito restrito, acreditamos que no próximo ano voltaremos para o estado de São Paulo onde o evento é mais valorizado.

Infelizmente o evento não deve mais ir até as pessoas mais distantes, quem estiver mais longe, vai ter que se mobilizar para ir até o evento. Não queríamos que fosse assim, mas foi mais um aprendizado que tivemos e precisamos tomar essa decisão para facilitar a logística para a organização e para a maioria do público interessado. Até cogitamos sair da região sudeste no futuro (talvez), mas o evento precisa estar bem mais maduro daí.

E quanto ao futuro, quais são os sonhos e projeções para os próximos VO?

A ideia do evento a princípio é se manter nessa mesma linha, promovendo encontros entre pessoas, inspirações para a vida, para as aventuras e conhecimento técnico.

Queremos evoluir sempre nos mínimos detalhes para a energia do evento fluir naturalmente e conectar as pessoas. É só isso…

Se todos que saírem do Vivência Outdoor estiverem se sentindo melhores, mais felizes, mais inspirados e conscientes de suas ações, cumprimos nossa missão! 🙂

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Se você leu tudo até aqui e quer saber mais sobre o Vivência Outdoor, a programação completa desde ano, anos anteriores e se inscrever para saber quando será o próximo, não perca tempo e clique aqui!

Trilhas no Santinho

Nossa viagem a Floripa mereceu uma ida ao norte leste da ilha para visitar nossos amigos Bruno e Ciane que moram no Costão do Santinho. Chegamos à tardinha do dia 1º de março e à noite já programamos a trilha do dia seguinte.

Acordamos cedinho para seguir rumo ao Morro das Aranhas, em companhia do Bruno, que nos mostrava o caminho. Iniciamos pelo lado direito do morro, cuja trilha origina dentro do Resort do Costão do Santinho.

Trilhas no Santinho

Inicialmente o percurso é bem marcado, concretado. Seguimos primeiramente até as dunas que ficam em meio à vegetação de mata. As árvores de pinos contracenando com as montanhas de areia dão um detalhe especial à paisagem.

Trilhas no Santinho

Faz-se necessário voltar um pedaço pela mesma trilha, pois a ida até as dunas é somente um desvio da trilha principal. O percurso continua plano por determinada distância até iniciarem as subidas, quando a trilha fica mais estreita, com alguns obstáculos no caminho, mas que são facilmente superados.

Encontramos algumas teias de aranha às margens do caminho. Deve-se prestar atenção antes de pisar e se apoiar em pedras, pois há presença de animais peçonhentos, principalmente cobras.

Todo o contorno do caminho tem uma flora preservada. Depois de algum tempo chegamos até a Praia do Moçambique, onde se pode tomar banho de mar para refrescar.

Trilhas no Santinho

Retornando para a trilha, seguimos adiante. Agora o trajeto passa a ter mais desníveis, exigindo, em alguns pontos, o auxílio das mãos para subir e descer das pedras e atenção para não escorregar caso o solo esteja molhado.

O gravatá está presente em abundância na vegetação do morro, contribuindo para a belo cenário. Em vários pontos é possível avistar o mar aberto, a orla, a ilha das aranhas, pescadores, bem como uma vista panorâmica da praia do Moçambique e do Santinho.

Trilhas no Santinho

Trilhas no Santinho

Trilhas no Santinho

Trilhas no Santinho

Já quase no final da trilha, na praia do Costão do Santinho, estão localizadas as inscrições rupestres, protegidas dos raios solares e vigiadas por câmeras de monitoramento.

A maior parte do percurso se dá em área exposta ao sol, motivo pelo qual aconselha-se o uso de boné e protetor solar. Importante levar água e algum lanche, pois não há nenhum estabelecimento durante o caminho.

Trilhas no Santinho

Trilhas no Santinho

Fizemos a trilha sem pressa, para poder observar e admirar todo o panorama. Chegamos no Costão do Santinho antes das 12 horas, por isso, resolvemos caminhar pela beira-mar na direção do morro dos Ingleses que fica do outro lado da faixa de areia.

O mar da praia do Costão do Santinho possui água limpa e cristalina, com ondas fortes em determinados trechos, atraindo banhistas e surfistas. Bem próximo à orla, uma região de dunas compõem a paisagem única dessa praia.

Chegamos até a encosta do morro, porém o tempo virou e a chuva desabou. Partimos, porém, algumas horas depois retornamos para subir até o Santinho que fica no Morro dos Ingleses.

A trilha tem aclive acentuado, mas sem obstáculos, podendo ser feita em cerca de trinta minutos. Vale muito a pena, pois a visão panorâmica da praia do Costão do Santinho é espetacular.

Trilhas no Santinho

Do mirante do Santinho, consegue-se ver a praia de Ingleses do outro lado, mas não se tem uma imagem muito ampla. Há uma trilha que contorna o Morro dos Ingleses pelo lado da praia dos Ingleses, mas essa aventura ficará para uma próxima oportunidade.

Caso você queira seguir essa trilha, abaixo encontra-se o mapa com todo o percurso realizado. O ponto verde no mapa é o início da trilha e o vermelho o ponto final (esquecemos de desligar o GPS e lembramos apenas na casa do nosso amigo Bruno..kkk).

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Cachoeira do Peri

Mais um dia lindo de sol na bela praia de Campeche, onde o oceano de águas cristalinas atrai muitos para a beira-mar, acordamos cedinho para seguir um pouco mais em direção ao sul da ilha, mais especificamente na Lagoa do Peri, que integra um Parque Municipal localizado próximo à praia da Armação.

O Parque Municipal da Lagoa do Peri é uma reserva biológica, declarada como patrimônio natural. O parque possui 2.030 hectares de unidade de conservação e 20,3 km² de bacia hidrográfica.

A Lagoa do Peri é a maior lagoa de água doce da costa catarinense e possui aproximadamente 5,2 km² de extensão e 11 m de profundidade. Suas águas não são afetadas pelas oscilações da maré, por estar cerca de 3 m acima do nível do mar.

Iniciamos a trilha logo após o pórtico do Parque, seguindo pelas margens do lado esquerdo da lagoa. Há um restaurante logo na entrada, onde se pode aproveitar para comprar água ou algum lanche, pois durante o percurso até a cachoeira não há nenhum estabelecimento comercial.

Assim que estacionamos o carro, dois rapazes, Hermes e Fernando vieram conversar conosco, já nos perguntando: “vocês farão a trilha para a cachoeira?”. Não fica difícil perceber que somos pessoas aventureiras, pois, num lindo dia de sol, aparecer na lagoa vestindo calça comprida, botas e de mochila, só poderia ser para fazer trilha, visto que o comum é os visitantes estarem no local em trajes de banho.

Nossos novos amigos resolveram passar no restaurante para comprar água, foi quando o atendente explicou resumidamente por onde se deveria seguir para acessar a trilha, alertando para a presença de animais peçonhentos, principalmente cobras. O senhor advertiu a todos nós para termos muito cuidado, observando sempre onde pisamos, a fim de evitar acidentes com os referidos animais.

Partimos seguindo pela trilha próxima às margens da lagoa, percurso de nível fácil, sem desníveis de solo, nem obstáculos. Encontramos algumas teias de aranha, que facilmente desviamos.

Veja o mapa abaixo:

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Como a Lagoa do Peri ainda tem mata atlântica primária, pode-se encontrar o jacaré-de-papo-amarelo, mas, infelizmente, não tivemos essa sorte. O local também é berçário de lontras, macacos-prego e algumas aves, porém não conseguimos ver nenhum desses animais.

Seguimos pela trilha que em determinado ponto tem uma bifurcação, onde escolhemos seguir pela direita, levando em conta o senso de direção que dizia que deveríamos costear a lagoa. No caminho de volta descobrimos que pegamos o caminho mais longo, o caminho que seguia pela esquerda era mais perto e mais aberto e posteriormente as duas vias se encontravam novamente.

Após algum tempo de caminhada, o percurso segue por uma estrada de chão, com algumas moradias. No caminho encontramos mais duas pessoas, Yohana e Iuri, que também pretendiam ir à cachoeira, mas não tinham certeza do trajeto a ser seguido. A turma estava aumentando, já éramos em seis. Paramos para perguntar a um nativo se estávamos no caminho certo. O engraçado foi que nem chegamos a fazer a pergunta para ele já ir respondendo, “sigam pela estrada, quando chegarem no orelhão dobrem à direita e depois peguem à esquerda”. Foi o que fizemos.

Essa parte do percurso pode ser feita de carro ingressando por outro acesso. Chegamos num local às margens da lagoa onde há uma placa indicando para a trilha da cachoeira da Gurita. Para quem vai de carro até esse local, será ali que poderá deixar o carro estacionado.

Cachoeira do Peri

A partir desse ponto, inicialmente a trilha é de nível plano, de terreno argiloso, arenoso e com seixos. Mais adiante o nível passa a ser médio, com alguns declives e aclives, bem como obstáculos, como blocos de pedras, mas nada que não seja facilmente superado. Durante o trajeto há córregos de água limpa e potável que pode ser consumida. Sempre é bom aproveitar para encher as garrafas de água.

Cachoeira do Peri

Cachoeira do Peri

A vegetação de restinga encontra-se presente e pode ser observada uma flora diversificada. Nosso caminho ficou “colorido” com as belas borboletas que nos acompanhavam. Eram de vários tipos e cores brilhantes e vibrantes. Pena que nem todas queriam pousar para as fotos.

Cachoeira do Peri

Cachoeira do Peri

Cachoeira do Peri

A Trilha da Gurita tem como objetivo levar à cachoeira, com piscinas naturais de água cristalina e gelada. Após uma prazerosa caminhada, em companhia dos novos amigos, chegamos ao destino, onde alguns trilheiros já descansavam e se banhavam nas águas.

Importante levar lanche para ser degustado nas sombras das árvores nativas que se encontram nos arredores da cachoeira, o que se faz necessário para repor as energias gastas e encarar o retorno.

Chegou a hora de relaxar e tomar um banho revigorante. Ou até simplesmente só sentar no topo da primeira queda e apreciar a paisagem. Seja qual for a opção escolhida, dará a sensação de que valeu a pena ir até lá.

Cachoeira do Peri

A queda de água tem cerca de 3 metros de altura. Tem uma pedra grande, na qual muitos subiram para pular na água. O ponto alto da Cachoeira do Peri é um enorme paredão com outra cachoeira no final.

Passamos algum tempo apreciando a beleza do lugar e, após nos refrescarmos em uma das piscinas naturais, tomamos o caminho de volta, sempre observando a natureza que contorna o percurso. Chamou atenção de todos uma árvore que caiu sobre o leito do rio, transformando-se em uma ponte natural.

Cachoeira do Peri

Considerando que o caminho tende a ser alagado em algumas épocas, bem como há travessias por riacho, aconselha-se ir com tênis a prova de água ou impermeável.

O melhor horário para fazer a trilha é pela parte da manhã, por ser de temperaturas mais amenas e, caso resolvam passar mais tempo curtindo a cachoeira, terá tempo suficiente para o retorno.

Vale lembrar que o parque tem horário de funcionamento e não é permitido acampar.

Morro da Coroa

Chegar até a orla da Lagoinha do Leste já concretiza o objetivo de muitos, porém, subir até o Morro da Coroa proporciona uma vista panorâmica dessa praia selvagem, isolada e de beleza singular.

A subida até o Morro da Coroa é íngreme e um tanto cansativa, mas nada que exija demasiado esforço. A trilha é bem marcada, com algumas pedras que facilmente são ultrapassadas. O uso de bastão de caminhada auxilia no trajeto.

Quando se chega no ponto em que se consegue avistar toda a orla e a lagoa que fica atrás da restinga, surge a certeza que valeu muito a pena chegar até ali. Impossível ir embora sem tirar belas fotos. Os registros fotográficos falam por si, demonstram o quão bela é a imagem vista do lugar.

Morro da Coroa

Morro da Coroa

Ainda, é possível subir um pouco mais, até o topo do morro, e a visão fica mais ampla. Sentar um pouco para descansar e vislumbrar-se com a paisagem proporciona uma sensação de paz, felicidade, conquista.

Morro da Coroa

Morro da Coroa

Quem for a Lagoinha do Leste não pode deixar de subir a trilha até o topo do morro. A vista lá de cima é espetacular. Deu vontade de ficar no lugar por mais tempo, no entanto, tínhamos todo o caminho de volta pelas praias do Matadeiro e Armação para chegar até o carro e estava prestes a anoitecer. A descida é tranquila, mas como existem pedrinhas soltas, aconselha-se certo cuidado para não escorregar e cair.

Acesse o link e descubra os caminhos que levam a uma das praia mais belas de Florianópolis, a Lagoinha do Leste.

Como adoramos visualizar a natureza e o mar de lugares altos, em outro dia de nossa estadia em Florianópolis, partimos rumo ao Morro do Lampião, na praia de Campeche.

O acesso se dá pela rua Pau de Canela, que em determinado ponto tem uma estrada de chão que mais adiante sobe para o morro. Trata-se de uma via estreita, com várias pedras pontiagudas, o que impossibilita a subida com veículo. Caso restem dúvidas sobre o local de entrada para o morro, basta perguntar para algum morador, pois quase todos sabem orientar e indicar a direção a ser seguida, ou acesse este link.

O aclive é leve, sem obstáculos no meio do caminho. Claro que um bastão de caminhada sempre ajuda. Segue-se por essa estrada até chegar em um pequeno espaço aberto onde tem uma antena.

A partir dali, deve-se seguir por uma trilha pela mata, que leva até uma pedra que propicia uma vista das praias de Campeche e da Joaquina, e das lagoas da Conceição e Pequena.

O destino almejado era a Pedra do Urubu, que proporciona uma visão panorâmica em 360 graus. A pedra gigante tem em média 2,5 metros e inclinação de uns 60 graus. Foi possível subir sem corda, mas é preciso um pouco de coragem. O ideal seria estar munido de corda para maior segurança.

Do topo da pedra do urubu tem-se uma vista privilegiada das praias ao leste, dos bairros e via expressa sul, das lagoas ao leste e norte, do aeroporto ao oeste. Mesmo que exija um pouco de esforço para subir, o cenário impressiona e recompensa.

Morro do Lampião

Alguns nativos falaram que o pôr-do-sol visto da pedra do urubu surpreende por sua beleza, porém, como o tempo estava instável, com grande probabilidade de chuva, decidimos descer antes do anoitecer.

Morro do Lampião

Morro do Lampião

Somos apaixonados pelos morros e montanhas que nos oportunizam  uma visibilidade maior das belezas naturais, o que nos inspira a chegar no topo, afinal, “cada um terá a vista da montanha que subir”.

Trilha Costa da Lagoa

Após pesquisas na internet e conversa com moradores da ilha de Florianópolis, resolvemos fazer a trilha da Costa da Lagoa, chamada por alguns de trilha do Canto dos Araçás.

Seguimos de carro até o Canto dos Araçás e a partir do ponto 3 seguimos a pé. Pode-se ir de carro até o ponto 4, no entanto as ruas são estreitas, o que dificulta as manobras dos veículos e não há local para estacionamento. Vale esclarecer que “os pontos” referem-se aos trapiches   em que se pode pegar os barcos para deslocamento ao longo da costa da lagoa e vai até os Ratones (ponto 23).

A partir do ponto 4 o acesso somente é possível por trilha ou barco. O trajeto tem pouco declive e aclive, sendo predominantemente plano e bem marcado, podendo ser classificado como de nível fácil.

Durante o percurso passamos por várias vilas, algumas construções antigas, engenhos, restaurantes com comida típica à base de peixes e frutos do mar, lojinhas com souvenirs. O visitante que percorrer toda a costa da lagoa passará por sete vilas (Vila Verde, Praia Seca, Praia da Areia, Baixada, Centrinho, Praia do Sul e Saquinho).

Costa da Lagoa

A Costa da Lagoa ainda preserva a cultura dos seus primeiros colonizadores. Essa região foi tombada pelo município como área de preservação cultural. No lugar há um núcleo de pescadores e rendeiras que ainda vivem como nos antepassados. O que nos chamou bastante atenção foi o fato de que os moradores locais não possuem veículos automotivos, não vimos nem motocicletas. Os deslocamentos são feitos mediante utilização do transporte lacustre, que passa de hora em hora nos 23 pontos existentes na costa da Lagoa da Conceição.

Logo no início da trilha, próximo a uma residência, avistamos uma Cobra Jaracaca, com cerca de 1 metro de comprimento, que estava no meio da trilha, mas, ao perceber nossa proximidade, retornou para sua toca embaixo de uma pedra. Sempre temos cuidado e atenção nas trilhas, mas encontrar esse animal peçonhento serviu de alerta.

Costa da Lagoa

O caminho está cercado pela mata atlântica, com presença de uma rica flora e fauna. Um residente de uma das vilas, que cruzou por nós, disse ser bem frequente avistar macacos-prego, principalmente nos bambus, visto que se alimentam dos brotos dessa espécie de planta. Tínhamos esperança de conseguir vê-los, porém, somente ouvimos os sons de seus deslocamentos no alto dos bambuzais, sem conseguir enxergá-los.

Seguimos pela trilha, apreciando a paisagem e construções do local. Chegamos a um sobrado que foi construído pelos escravos em 1780, com óleo de baleia, barro e pedra. O casarão pertencia a Dona Loquinha, que faleceu há quase 30 anos. Atualmente está fechado e abandonado.

Costa da Lagoa

Logo após admirar esse imóvel que se tornou patrimônio história da Costa da Lagoa, levamos um susto ao nos depararmos com uma Cobra Caninana com cerca de 2 metros de comprimento e 10 centímetros de espessura na parte mais grossa. Essa cobra assusta mais pelo seu tamanho do que pelo perigo. Trata-se de uma serpente que pode atingir cerca de 2,5 metros de comprimento, é bastante rápida e ágil, mas não é peçonhenta. Alimenta-se principalmente de roedores e pequenas cobras. A caninana estava cruzando a trilha, mas ao perceber nossa presença, fez a volta e retornou para sua toca. Aguardamos uns instantes e seguimos em diante.

Costa da Lagoa

A partir de agora, a atenção foi redobrada, pois já havíamos encontrado duas cobras, e não demorou muito tempo para avistar um filhote de coral vermelha que se deslocava entre a vegetação ao lado da trilha. Não sabemos se era verdadeira ou falsa.

Durante o trajeto constatou-se uma flora preservada e, em vários pontos, é possível ter uma bela vista da Lagoa da Conceição. Num dos povoados, paramos para conversar com um senhor para informar sobre as cobras encontradas no decorrer do caminho. O morador local nos disse elas são encontradas com frequência, mas que não lembra de acidentes com tais animais, destacando que mora no local há mais de 10 anos.

Costa da Lagoa

Nosso destino final foi a cachoeira que se localiza próxima ao ponto 16. Uns 50 metros antes de chegar na cachoeira avistamos um filhote de Caninana que estava entrando debaixo de uma pedra. Era a quarta cobra avistada durante o dia.

A queda de água possui cerca de 8 metros de altura e a água cristalina e gelada refresca os visitantes nos dias quentes. Em época de pouca chuva a cachoeira fica com pouca água. Na parte inferior há uma piscina natural, aproveitada por muitos para os banhos.

Costa da Lagoa

Quando chegamos na cachoeira, havia cerca de 15 pessoas no local, que acreditamos terem vindo de barco, pois não avistamos ninguém fazendo a trilha, além de moradores locais e dois ciclistas argentinos. Resolvemos subir pelas pedras da cachoeira a fim de encontrar um lugar para descansar e fazer um lanche.

Subimos até chegar na base da queda de água, sempre com cuidado ao pisar nas pedras secas, pois as molhadas estavam muito lisas. Um nativo nos disse que são frequentes os acidentes com pessoas que sobem pelas pedras. No local há vários avisos pedindo atenção com as pedras escorregadias.

Chegando ao local escolhido para o descanso, fizemos nosso lanche e aproveitamos para admirar o lugar. Ali perto tinha uma pequena piscina natural que foi designada para o banho. A água não estava muito gelada e a imersão na água foi energizante.

Costa da Lagoa

Costa da Lagoa

Embora os alertas para tomar cuidado para não escorregar tenham sido intensos, presenciamos uma mulher descendo escorregando pelas pedras até determinado ponto, em que consegui segurá-la pelo braço. Presenciamos várias pessoas se arriscando ao subirem pela rocha da cachoeira molhada.

Após registros fotográficos e renovação das nossas energias nesse lugar maravilhoso, com uma água limpa e refrescante, resolvemos pegar o caminho de volta.

Costa da Lagoa

A ideia inicial era voltar pela mesma trilha, mas como havíamos encontrado 4 cobras e não queríamos ariscar encontrar mais algumas,  resolvemos retornar de barco. Seguimos alguns metros até o ponto 17, onde aguardamos no trapiche a chegada da embarcação.

Costa da Lagoa

Nossa viagem de barco durou cerca de 30 minutos e o desembarque foi no ponto 3, onde tínhamos deixado o carro. Essas embarcações fazem o transporte diário de passageiros a um custo de R$ 11,00 por pessoa.

Para os aventureiros que pretendem fazer essa trilha vale lembrar que devem fazer uso de bota ou tênis, sendo aconselhável usar calça e tomar muito cuidado com os animais peçonhentos presentes no local. Importante usar protetor solar, repelente, boné, bem como levar água, pois a trilha tem aproximadamente 7,5km, com duração de 3h30min e nem sempre tem local para comprar algo. E não se esqueça do traje de banho para no final banhar-se na cachoeira. É uma trilha que, com certeza, vale a pena fazer.

Costa da Lagoa

Praia de Naufragados

Há um bom tempo essa travessia de trekking na Praia de Naufragados estava em meus planos,  por falta de meios, de companhia ou tempo ficava adiando a exploração dessa praia, localizada no extremo sul da Ilha de Florianópolis/SC.

Em conversas com alguns amigos decidimos que iríamos fazer essa aventura nos dias 3 e 4 de Março de 2018, mas tínhamos alguns empecílios em relação a trilha.

A grande maioria das pessoas fazem essa trilha começando pela costa oste da ilha de Florianópolis, saindo de Caieira até a Praia de Naufragados, este é um caminho de trilhas abertas, bem sinalizadas, com aproximadamente 50 minutos de duração. Ao meu ver essa caminhada seria muito fácil, nosso grupo de amigos queria algo mais desafiador. Pensando assim, sabíamos que havia uma trilha antiga que começava na Praia da Solidão, passava pela Praia do Saquinho e chegava na Praia de Naufragados, com aproximadamente 10 quilômetros de extensão.

Então resolvemos buscar mais informações sobre essa trilha, conversamos com moradores locais, amigos/conhecidos do mundo virtual e todos diziam que essa trilha existia de fato, mas não sabiam se ela se encontrava aberta/transitável.

O segundo passo da busca de informações era procurar mapas, trilhas que pudessem ser anexadas no GPS de trilha, para que assim conseguíssemos seguir, sem que ficássemos perdidos pelo caminho.

Encontramos um mapa muito bom no site Wikiloc, que mostrava o início da trilha em Açores até Naufragados, e retornava pelo lado oeste da ilha passando pela Caieira e cruzando do oeste para o leste até o fim do caminho na Praia da Solidão. Abaixo o mapa dessa trilha:

Praia de Naufragados

Altimetria de Naufragados
Distância percorrida: 13 km; Acúmulo de subida: 841 m; Acúmulo de descida: 870 m.

No dia 3 de Março as 10 h 10 min  da manhã iniciamos a trilha, seguindo usando um aparelho GPS Garmim eTrax 20, o início da trilha é tranquila, construída de concreto sem obstáculos, algumas subidas e descidas, seguindo assim até a praia do Saquinho, dali em diante seguimos a trilha propriamente dita, essa estava em boas condições, em alguns pontos a mata fechava quase por completa, mas sem grandes dificuldades, não precisamos nem ao menos retirar o facão da mochila. A trilha segue praticamente toda por dentro da mata nativa e em pequenas partes é possível visualizar a costa e o mar.

Praia de Naufragados

Praia de Naufragados

Praia de Naufragados

Durante a trilha, conversávamos sobre essa praia. Como seria incrível acampar por ali, praia deserta, apenas nós e a natureza. Enfim depois de algumas horas de trilhas, cruzando córregos, subindo e descendo morros chegamos na orla de Naufragados.

A primeira impressão não foi das melhores

A praia estava tomada por banhistas, pessoas que chegavam ali de todos os lados, uns vinham através de embarcações, outros pela trilha que começa na Caieira, uma praia que tinha tudo para ser linda e preservada, estava tomada por pessoas, ouvindo músicas em alto som, bebendo, fazendo algazarras e deixando lixo em tudo que é canto da praia. Chegar e ver tudo aquilo acontecendo na frente de meus olhos foi muito triste.

Conforme caminhávamos pela areia, chegando no rio que desaguá na Praia de Naufragados, mais pessoas estavam a banhar-se no rio, nas margens mais lixos jogados ali. Acredito que estavam na praia/rio aproximadamente mais de 200 pessoas.

Isso gera uma degradação do local muito intensa, os órgãos públicos deveriam tomar precauções para combater esse tipo de atrocidades feitas na natureza.

Olhávamos para as nuvens que vinham a nosso encontro e parecia que estava prestes a ter um temporal, logo seguimos pelas margens do rio, procurando um lugar seguro para montar o acampamento, o local escolhido foi em meio a vegetação de árvores perto do rio, em um pequeno espaço que cabiam não mais que 4 barracas.

Praia de Naufragados

Praia de Naufragados

Conforme as nuvens se aproximavam, os banhistas iam embora, deixando a praia cada vez menos ocupada, lá pelas 18 h já não havia mais que 20 pessoas na praia, armamos nosso acampamento e fomos tomar aquele banho de rio maravilhoso, a água estava morna e apenas ouvíamos o barulho do vento e alguns pássaros cantando.

Junto as nuvens de chuva o sol caia no horizonte lentamente, deixando apenas algumas cores refletidas nas águas do rio.

Praia de Naufragados

Depois do pôr do sol começou a cair uma chuva fraca, conforme ia passando o tempo a chuva ficou mais intensa, resolvemos então dar uma cochilada dentro da barraca. Passado cerca de uma hora, era hora de fazer o jantar. Após nos alimentarmos bem, a chuva começou novamente e fomos dormir.

Dia 4 de Março de 2018, levantamos cedo, por volta de 6:30 da manhã, preparamos o café da manhã, desmontamos o acampamento, organizamos as nossas mochilas e começamos a nossa trilha de volta à civilização.

O caminho que iríamos percorrer seriam de aproximadamente de 10 quilômetros, a trilha indicava para o lado direito da Praia de Naufragados. Este caminho leva até o farol e ao porto.

Praia de Naufragados

À primeira vista, o farol de Naufragados se encontra totalmente abandonado, a placa que contém informações sobre o farol encontra-se inteiramente degradada. Fiquei chateado ao encontrar todo esse descaso com um ponto turístico tão importante do estado de Santa Catarina/Brasil.

Praia de Naufragados

Seguimos em direção à Praia da Caieira, onde de lá iríamos procurar uma antiga trilha que faz a travessia do lado oste para o leste, assim terminando o trekking na Praia do Saquinho.

Ao chegarmos na Caieira, o clima estava chuvoso, aos poucos a chuva ia aumentando cada vez mais, tentamos encontrar a trilha, mas sem sucesso, resolvemos então conversar com os moradores locais, para saber se alguém sabia a respeito dessa trilha. Conversando com um ou outro morador, encontramos o proprietário das terras que dava acesso ao começo dessa trilha antiga, ele nos disse que a trilha existia mesmo, mas há muito tempo ninguém passava por lá, certamente estaria totalmente fechada pelo mato.

Nos reunimos e resolvemos abortar o restante da caminhada, logo encontramos uma parada de ônibus, pegamos o ônibus urbano com sentido ao Terminal Rodoviário TIRIO Tavares e depois pegamos outro ônibus até a praia de Açores, que fica ao lado da Praia da Solidão. A passagem custou R$ 4,20 por pessoa, sendo que pagamos 1 passagem apenas por pessoa para ir até o terminal e de lá pegamos outro ônibus até Açores sem pagar nada a mais, isto é. Caso você não saia do terminal rodoviário, é possível ir do norte até o sul da ilha de Florianópolis pagando apenas uma passagem de ônibus.

Praia de Naufragados

Praia do Gravatá

No leste da ilha de Florianópolis, em meio às movimentadas praias de Joaquina e Mole, há uma praia paradisíaca chamada Gravatá. Essa praia é totalmente preservada e pouco movimentada, pois o acesso se dá somente por trilha.

Considerando que na SC-406 não há local para estacionamento, deixamos o carro na Lagoa da Conceição e seguimos por uma trilha ao lado direito do Bar do Boni. Seguimos por esse caminho, que tem uma subida bem íngreme, até chegar à rodovia. Esse trajeto é concretado e passa por moradias locais.

Após atravessar a SC, iniciamos a trilha para a praia do Gravatá. Os primeiros metros, em torno de 40, são de subida acentuada e piso de concreto, mas logo em seguida segue-se por uma trilha de terra. Logo no início da trilha conversamos com uma moradora que disse ser bem comum encontrar cobras da espécie coral, motivo pelo qual é prudente fazer o trajeto usando calçados fechados.

A trilha é bem aberta e de nível fácil, cercada pela vegetação local. O  nome da praia se dá por causa da planta gravatá que está por toda parte e consiste numa espécie de bromélia, com folhas fibrosas e com espinhos.

Seguindo pelo caminho, logo em seguida, do lado esquerdo, há a Rampa Praia Mole, uma área utilizada pelos praticantes de parapente e asa-delta. O local proporciona uma bela vista da praia Mole e praia da Galheta. Aproveitamos para fazer uma parada para beber água e admirar a paisagem.

Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch
Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch

Muitos moradores de Santa Catarina não conhecem essa bela praia, nem imaginam a beleza que está tão próxima a eles. Seguimos pela trilha e após alguns minutos, pudemos visualizar a primeira imagem dessa praia encantadora que contracenava com o céu azul. A primeira coisa que veio em mente: “encontramos o paraíso”.

Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch
Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch

A praia tem uma pequena extensão de areia, aproximadamente 60 metros. O mar tem uma coloração esverdeada e ondas calmas. Há uma casinha de madeira pertencente aos pescadores da região e que estava fechada durante o tempo que estivemos lá.

Banhar-se nas águas cristalinas proporciona uma sensação de refrescância, de estímulo e renovação, algo energizante. São inúmeros os peixinhos que se pode ver nas águas claras e quentes desse pequeno refúgio. Com certeza podemos chamar o local de “caribe brasileiro”.

Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch

Segundo os biólogos, ao nascer do sol é possível avistar lontras na praia, que são carnívoros que comem basicamente peixes.

Após um banho de mar relaxante e um breve descanso para apreciar a beleza do lugar, seguimos em frente. A trilha segue até o costão da ponta do gravatá. O trajeto continua fácil e ao chegar na ponta do gravatá, tem-se  uma vista da praia da Joaquina. Há uma grande pedra no alto que exige um certo exercício de escalada.

Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch
Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch
Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch

No caminho de volta, quase no final da trilha, encontramos um pequeno lagarto que, ao nos avistar, escondeu-se no meio da vegetação da mata atlântica. Ficamos alguns minutos aguardando ele voltar para a trilha,  para fazermos um registro fotográfico, mas provavelmente só saiu do esconderijo quando nos afastamos.

Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch

O percurso da trilha dura cerca de 30 minutos. Como não há infraestrutura no local, aconselha-se levar água e lanche. Vale muito a pena caminhar alguns metros para passar um tempo desfrutando dessa maravilha da natureza e dessa praia quase intocada.

Como chegar: Abaixo você vê o mapa dessa trilha, caso queira segui-la com seu celular será necessário baixar o aplicativo Wikiloc e adquirir um plano mensal ou anual para ter total autonomia de seguir essa trilha e muitas outras.

Mapa da Trilha

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Lagoinha do Leste

Os turistas a consideram a mais bonita da Ilha, os moradores do Sul da Ilha garantem que ela é a mais misteriosa de Florianópolis, os ecologistas a defendem como se fosse a última praia do mundo, descubra a Lagoinha do Leste.

Seja qual for a opinião sobre a Lagoinha do Leste, ela é única. A praia ainda preserva as características de quando os primeiros imigrantes aportaram nestas terras. A Lagoinha, como é carinhosamente chamada pelos ilhéus, impressiona seus visitantes com sua beleza, seu ar selvagem e seus mistérios.

Lagoinha do Leste

Praia de mar aberto e águas cristalinas localizada no Sul da Ilha, a Lagoinha fica espremida entre dois costões que entram no oceano, formando quase uma pequena enseada de pouco mais que um quilômetro. Atrás, uma vasta Mata Atlântica garante a sensação de se estar voltando no tempo. A praia tem a companhia de uma lagoa, que dá nome ao lugar, próxima ao costão esquerdo. De águas quentes e escuras, a lagoa se esconde atrás da restinga, tendo origem num rio que nasce no morro.

Lagoinha do Leste

Mesmo isolada – só se chega a pé ou de barco -, a Lagoinha recebe muitos visitantes no verão. Eles percorrem a trilha secular e usam a praia para nadar, mergulhar e surfar. Como os grandes balneários da Ilha, a Lagoinha do Leste já sente os primeiros efeitos da exploração.

A praia é perfeita para acampar, já que, além da beleza, ainda conta com uma boa infraestrutura. Ou seja, tem bastante sombra e água potável, junto ao costão direito. O único problema, diz a lenda, são as bruxas que volta e meia a utilizam para seus rituais.

Lagoinha do Leste

Lagoinha do Leste

Lagoinha do Leste

Conheça a trilha que leva para a Lagoinha do Leste

A melhor maneira de se chegar à Lagoinha do Leste é pela Praia do Matadeiro, voltando pelo Pântano do Sul. Assim, enfrenta-se o trecho mais pesado primeiro, deixando para a volta, quando se está inevitavelmente mais cansado, o Morro do Pântano do Sul. Como em toda trilha extensa, é bom começar a caminhada na parte da manhã, pois sobra mais tempo para aproveitar a paisagem e a praia.

Lagoinha do Leste

A partir do costão direito da Praia do Matadeiro acaba a areia e surge a trilha. Os primeiros 30 minutos de caminhada são os mais difíceis e cansativos. É preciso fazer subidas íngremes e, em alguns pontos, o mato é um pouco fechado. No meio do caminho há água, um córrego corta a trilha e oferece água fresca e sombra. Depois deste trecho, o caminho é tranqüilo, sem subidas e de uma beleza incrível, revelando a cada momento uma nova e fascinante paisagem. Durante uma hora e meia a trilha margeia os costões, passando pela Ponta do Quebra-Remo, Ponta do Facão e Ponta da Lagoinha.

Na Ponta do Facão, um rochedo de mais de 15 metros guarda uma pequena caverna banhada pelas águas. Para chegar até lá é preciso um pouco de coragem, já que você terá que descer pela encosta até o mar. Ultrapassando a Ponta da Lagoinha, chega-se à praia.

Lagoinha do Leste

A volta se dá pelo costão direito, subindo a trilha que sai no Pântano do Sul. Ela é mais fácil e mais rápida que a do Matadeiro, porém não é tão atraente. São cerca de 50 minutos de caminhada para subir e descer o morro que separa a praia do Pântano do Sul. A subida é íngreme, mas a trilha é aberta e não oferece nenhum obstáculo. Na maior parte do tempo as árvores oferecem uma boa sombra.

O momento mais bonito é quando se avista a praia do alto do morro.

Lagoinha do Leste

Mapa das trilhas que levam a lagoinha do leste

Lagoinha do Leste

Informações importantes:

  • Nível de dificuldade: moderado;
  • Atrativos: lagoa, vista panorâmica, praia, fonte d’água, Mata Atlântica;
  • Tempo: 2 ele 50 min;
  • Início: Costão direito da Praia do Matadeiro;
  • Fim: Pântano do Sul, na rua Manoel Pedro de Oliveira;
  • Principal dificuldade: Extensa, subida íngreme;
  • Como chegar: Seguir em frente, a partir do costão direito da Praia do Matadeiro.