Cape Epic 2018

Fundada em 2004, a Cape Epic que atualmente tem o patrocínio Absa, é uma corrida anual de cross-country stage race (XCS), e é considerada o maior evento do mundo nesta modalidade, sob a chancela da União Internacional de Ciclismo (UCI).

A Absa Cape Epic 2018 ocorreu durante os dias 18 a 25 de março na região de Western Cape, na África do Sul. O evento contou com a participação de 1.300 atletas de mais de 50 nacionalidades.

Cape Epic 2018

Em oito dias de prova, os atletas percorreram 653 quilômetros com 13.530 metros de altimetria acumulada, em condições extremas de terreno e temperatura.

Os competidores largaram em duplas e tiveram que pedalar juntos durante todo o percurso da prova – em etapas diárias. Dentre as 17 duplas com integrantes brasileiros que participaram desta edição da competição, 15 completaram a ultramaratona, e um atleta brasileiro terminou sozinho (individual finisher).

Uma das duplas brasileiras foi composta pelo Administrador de Infraestrura de TI Francisco Rotta Muller(38), natural de Novo Hamburgo/RS e pelo Empresário Mateus Merlo Zandoná(39), natural de Casca/RS.

Cape Epic 2018

“A vontade de um dia na vida poder competir uma Cape Epic é algo que vai surgindo na medida em que se vai conhecendo provas com características semelhantes e tendo a oportunidade de competir em algumas.” comenta Francisco.

A ideia inicial de competir a Cape Epic, surgiu há anos atrás, quando a dupla (Francisco Rotta Muller e Henrique Schoenardie) estavam participando do Desafio dos Rochas, que serviu como preparação para o Brasil Ride 2015. A partir dali, Chico começou a investigar as provas de mesmo porte pelo Brasil e mundo e começou a sonhar.

“No final do ano passado, eu e o Mateus competimos a Three Race Bike Ultramarathon, em São Chico/RS, e na sequência correríamos a Brasil Ride, porém devido a uma lesão durante a primeira competição, meu parceiro não pode recuperar-se em tempo e então nossa participação será em outubro deste ano (2018).” relembra o atleta.

A partir dali, foi surgindo à ideia de irem para a África do Sul, para competirem na Cape Epic. “E pra gente, tendo a vontade de ir, corre-se atrás do que é necessário para viabilizar os objetivos.”

Há alguns anos Chico e Mateus, vivem uma rotina muito bem planejada para dar conta dos treinos, família e trabalho. Sempre haverá alguns sacrifícios em algumas áreas e o equilíbrio demora um pouco para ser encontrado, mas para tudo se dá um jeito.

Hoje o trabalho do Chico possibilita certa flexibilidade nos horários, o que lhe permite trabalhar nos turnos da tarde e noite em alguns dias e em outros iniciar a jornada de trabalho mais tarde na manhã. “Assim consigo treinar cedo, antes do trabalho e voltar alguns dias mais cedo pra casa, podendo ficar um tempo com a família.”

Extremamente disciplinados nos treinos e com vasta experiência no mountain bike, Francisco estreou na Cape Epic e Mateus esteve pela segunda vez na prova. A prova é composta por 8 etapas, a primeira é o prologo e na sequência vem os estágios 1 ao 7, somando 653 quilômetros no total com 13.530 metros de altimetria.

“Os terrenos enfrentados foram principalmente formados por pedregulhos, em certas partes lembrava pedra lascada. Muita poeira, devido ao clima super seco, quase desértico. A partir do estágio 5 foi onde as trilhas mais legais e fluídas apareceram, o que tornou o desafio um pouco menos maçante” relembra a dupla, que viveu uma grande experiência na Cape Epic.

A prova foi dividida da seguinte forma:

Prologo – 20 km, transcorreu tudo muito bem. A dupla colou um bom ritmo e rodaram com segurança para não arriscarem demais.

Estágio 1 – 110 Km, precisaram parar três vezes para reparar um pneu, devido a furos e rasgos sofridos em função do terreno pedregoso. Estavam muito bem fisicamente, mas perderam cerca de 30 minutos na função.

Estágio 2 – 106 Km, neste estágio apenas 1 furo, mas em poucos minutos foi resolvido.

Estágio 3 – 122 Km, o dia mais longo e aniversário do Chico também. Conseguiram colocar um ritmo muito forte e constante durante todo o tempo.

Estágio 4 – 111 Km (etapa rainha), segundo a dupla foi o estágio mais duro, terreno pesado, com muita areia e bem pedregoso. Exigiu bastante preparo, foi fundamental prestar atenção ao ritmo para não passar do ponto e quebrar.

Estágio 5 – 39 Km (contra relógio), ocorreu uma queda. Em uma descida veloz, Chico acabou caindo, apesar de velocidade apenas algumas escoriações pelo corpo.

Estágio 6 – 76 Km, um track repleto de trilhas. “Lá pelo quilômetro 34 as mulheres líderes da categoria ‘mulheresUCI’ do time Specialized nos passaram. Impressionante o ritmo delas. Conseguimos acompanha-las por cerca de um minuto” brinca a dupla.

Estágio 7 – 70 Km, o último dia foi extremamente duro. “Pedalamos na ponta das sapatilhas, evitando riscos desnecessários. Foi o dia de concluir o maior desafio da vida no mountain bike. Sensação indescritível!”

Cape Epic 2018

Cape Epic 2018

Cape Epic 2018

Cape Epic 2018

Cape Epic 2018

“Poder competir em um evento deste porte, vivenciar a rotina das equipes e atletas profissionais – melhores do mundo, conhecer pessoas de diversas nacionalidades e ainda a cultura local, é algo que só nos enriquece como seres humanos. É algo que não se perde jamais.

A prova é duríssima e são inúmeros cuidados e planejamento necessário para ser feito, buscando chegar em uma condição física excelente, bem de saúde, com equipamento 100% em condições, para minimizar problemas.

Cape Epic 2018

Cape Epic 2018

Recomendamos demais, para quem tem um sonho no esporte, buscar este, com muita dedicação e disciplina. Vale muito a pena!”

Travessia Torres Tramandaí – TTT

Mais de três mil participantes divididos em quatro categorias (ultramaratona, duplas, quartetos e octetos) participaram da 14ª edição da Travessia Torres Tramandaí – TTT, que movimentou o Litoral Norte no último dia 27 de janeiro de 2018.

O destaque feminino na ultramaratona TTT foi Jasieli Tagliari Dalla Rosa, que percorreu aproximadamente 82 quilômetros em 6 h 56 min e bateu o recorde feminino em quase 25 minutos, tempo anterior que era de Daniela Santarosa 7 h 21 min.

Disciplina, dedicação, estratégias, planejamento, trabalho duro, humildade e um treinador com vasta experiência em ultramaratonas. Essa foi a “fórmula mágica” que Jasieli usou para conquistar o lugar mais alto do pódio.

TTT
Foto: Foco Radical

“Prezo pelo trabalho duro, por executar os treinos do jeito que o treinador manda, de escutar o corpo, de conhecer os limites e saber explorá-los. Sou bem novata no mundo das corridas, tenho um ano e meio de competições e um ano com o treinador Francisco Tito de Porto Alegre.” ressalta a campeã.

A TTT é uma prova que necessita planejamento e estratégia, Francisco (treinador) foi audacioso e traçou vários planos, inclusive o de quebra de record da prova.

A prova

A dupla…Jasi havia combinado com o amigo Willian Bordin (ultramaratonista com experiência) largarem juntos no mesmo ritmo, e assim foram por quase 40 quilômetros. Na parceria, no silêncio…

O trio…a partir do quilômetro 21, Juliane Zan passou a acompanhá-los de bicicleta. “Durante o percurso procurei não falar muito para não tirar o foco deles. Perguntava somente se estavam bem e se queriam água/gatorade. Estávamos logo atrás da primeira colocada (Daniela Santarosa) e nos aproximávamos cada vez mais.” relembra Juli.

TTT
Foto: Foco Radical

As ultrapassagens…Jasi tinha seu planejamento e estava tudo dentro do esperado, próximo ao quilômetro 40, Juli e Will ficaram para trás e ela manteve seu ritmo e ultrapassou a primeira colocada.

“As duas estavam no nosso campo de visão, até que vimos a segunda colocada ultrapassar a Jasi. A partir deste momento não avistávamos mais elas.” recorda Willian.

Ao chegarem na plataforma, em torno do quilômetro 58, começaram a caminhar, assim Willian conseguia se alimentar e se hidratar. Nos quilômetros seguintes o casal encontrou alguns corredores e apoiadores e avistaram a Daniela Santarosa, neste momento tiveram a certeza de que a Jasi estava na primeira colocação.

Reta final…estreante na TTT, Jasi sempre ouviu falar que depois da Plataforma de Atlântida que começa a prova. “Realmente a partir dali você sente que precisa correr mais com o coração/mente do que com as pernas. Encontrei um rapaz nos últimos 16 quilômetros que estava treinando e me acompanhou até o final, assim consegui manter um ritmo forte até a linha de chegada.” comenta a nova campeã da Travessia Torres Tramandaí.

TTT
Foto: Foco Radical

Além do grande apoio do Willian e Juliane, Jasi contou com o suporte do marido, filho e treinador em pontos marcados.

Agradecimentos

“Estou em um momento que tenho medo até de agradecer e esquecer de alguém, porque foi tanta gente que me ajudou a estar nessa prova. Seja na torcida, no suporte, através de mensagens.

Mas, vamos lá…meu treinador Francisco Tito que acreditou que eu era capaz com um ano e pouco de corrida, e me transformou em ultramaratonista. Minha família que aguentou o tranco dos treinos e viajou na brincadeira dando apoio na prova.

Meu amigo e médico Tarciso Rossato que estudou a suplementação e alimentação da prova junto com a esposa Patrícia. As empresas da minha cidade que me auxiliaram nos custos da prova e a empresa Sulboro de Porto Alegre.

A minha cidade Trindade do Sul que viveu uma final de copa do mundo – risos -, pois com seis mil habitantes todo mundo se conhece. A Prefeitura que me liberou do trabalho e está me apoiando em todas as competições.

Pessoal da Cia Atlhetica de Porto Alegre, pessoal da BTR (Bento Trail Runners)…enfim toda galera que gritou, torceu, vibrou! Nunca pensei viver esse momento, e não falo em ganhar pódio, falo em ganhar pessoas, ganhar experiências, ganhar amizades…isso não tem preço.” finaliza emocionada Jasieli.

TTT
Foto: Foco Radical

100% Veganos e seus equipamentos outdoor

Você sabia que a cada ano as empresas do mundo outdoor estão se preocupando mais em construir equipamentos confiáveis, resististes, duráveis e 100% veganos (sem a necessidade de usar matéria prima de origem animal) pesquisando achei o site Vegan Outddor Adventure, um site especializado em equipamentos veganos para atividades ao ar livre.

100% Veganos

Jessica Ryle, fundadora deste projeto, sempre procurou equipamentos de aventura neste estilo, então fez uma busca de campo, afim de achar produtos que atendessem as necessidades dos aventureiros em geral, além disso, que fossem fabricados com o pensamento de não usar materiais de origem animal. Essa busca incessante por estes tipos de equipamentos, gerou uma grande banco de dados, no site esse banco de dados está disponível para você olhar.

Em seu site é possível encontrar botas para trekking, jaquetas para frio, sacos de dormir e outros produtos de marcas conceituadas no mercado internacional, como: The North Face, Patagonia, Marmot e muitas outras, totalmente livre de materiais de origem animal.

Separamos aqui alguns produtos avaliados pelo site, para que você conheça:

100% Veganos

O Arc’teryx Bora Mid GTX é impermeável e respirável com solas Vibram e adaptação Fit forros independentes que se adaptam aos pés para um ajuste personalizado sem pontos de pressão.

 

 

100% Veganos

Mountain Hardwear HyperLamina Torch
* Temperatura Classificação: 3° F
* Thermal  isolamento
* Peso: 3 lbs 4 oz

 

 

100% Veganos

The North Face ThermoBall Triclimate 3-em-1 Jacket
* Waterproof
* respirável
* DryVent costura selada

 

 

 

 

100% Veganos

Altra Lone Peak 3.0  Projetado para enfrentar os terreno mais difíceis, os tênis de trail-running foram inspirados por uma das montanhas mais rochosas, ásperas da Cordilheira Wasatch.

 

 

100% Veganos

 

O La Sportiva Oxygym é respirável, durável e lavável.

 

 

 

Além de o site ter uma lista enorme com inúmeros equipamentos 100% veganos para prática de esportes ao ar livre, ainda é possível conferir alguns review de equipamentos como mochilas.

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