Última etapa Trilhas & Montanhas 2018

Localizada no Vale do Paranhana e também conhecida por ser a “Capital Nacional da Cuca”, a cidade de Rolante sediou a 7ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas & Montanhas – Cascatas e Montanhas e Final do CGCTM 2018, que ocorreu no último sábado (dia 24).

A prova teve percursos de 5, 16 e 29 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas. E contou com a participação de mais de 700 atletas de diversas cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina – Brasil.

O local da largada/chegada da prova foi o Caminho das Pipas, que está localizado no 4º Distrito de Rolante, numa localidade denominada como Boa Esperança. Seu trajeto é composto por sete propriedades rurais onde é possível experimentar e comprar, além dos vinhos, uma infinidade de produtos artesanais, como pães, cucas, salames, queijos e doces.

A Boa Esperança localiza-se a cerca de 17 quilômetros do Centro de Rolante e conta com uma população predominantemente italiana. E uma das principais características da comunidade é a hospitalidade. Na largada, durante o percurso, nos pontos de apoio, na chegada…na compra dos lanches, os atletas foram muito bem recepcionados com a alegria e o carinho da comunidade.

Fechando o calendário de provas do CGCTM 2018, os atletas puderam se divertir muito nos 3 percursos da prova, que foram marcados por muita chuva, barro, trilhas e belíssimos cenários do interior da cidade.

Trilhas
Créditos: Anelise Leite – ClicRun

Os corredores da distância longa “escalaram” o Parque Municipal da Asa Delta ou Morro Grande (como é popularmente conhecido) é o ponto culminante do município, com 841 metros de altitude, sendo utilizado tanto para contemplação e lazer, como para prática de atividades como asa delta e paraglider.

Trilhas
Créditos: Anelise Leite – ClicRun

Após 7 etapas, 7 grandes desafios, que ocorreram (respectivamente) nas cidade de: Farroupilha, Tupandi, Sério, Arroio do Meio, Nova Roma do Sul, Igrejinha e Rolante. Chegou ao fim o Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas & Montanhas 2018.

Trilhas
Créditos: Leonardo Kappel

Hoje, com mais de seis anos à frente da L&E Eventos Marketing Esportivo, Luís Leandro Grassel destaca a importância de terem sido pioneiro na realização de eventos esportivos de corridas em trilhas e montanhas no Estado e verem nos dias atuais que os vários eventos, grupos de corrida e principalmente o grande número de pessoas que correm Trail Run, vieram de seu fomento e difusão da modalidade esportiva.

“Mais um ano na história da Cultura Esportiva das Corridas em Trilhas (Trail Running) do RS. Assim como em 24/11/2012, encerrávamos a 1ª Edição do Circuito Trilhas & Montanhas – CTM 2012, agora em 24/11/2018, encerramos a 1ª Edição do Campeonato Gaúcho Corridas Trilhas & Montanhas – CGCTM 2018. Nosso muito obrigado a ACISA Rolante e Prefeitura Municipal de Rolante, através do Sr. Evandro Afonso Lembi, pela parceria na realização da 7ª Etapa do CGCTM 2018 – Trilhas Cascatas e Montanhas.“ – relembra e agradece Luis Leandro Grassel, Diretor Geral do Campeonato.

Nesta primeira edição do CGCTM 2018, foram diversas as Prefeituras, Entidades, Empresas e pessoas que trabalharam para a promoção e realização dos eventos. A todos elas nosso muito obrigado!

Mas não podemos deixar de fazer um agradecimento especial aos nossos “invisíveis e incansáveis trabalhadores” das etapas do CGCTM 2018. São eles:

Trilhas
Créditos: ClicRun

Equipe L&E Eventos Marketing Esportivo: Luis Leandro Grassel, Graziela Olszewski, Dieferson Umbelina, Duda Pires, Ivo Rohr, João Paulo Wildner Medina, Leonardo Berger, Leonardo Wink, Luis Felipe Soder, Márcio Reis, Nelia Teresinha, Patrícia Molz, Richard Klinger, Sara Dias, Victória Rocha, Walter Molz. Grandioso time! Responsável pelos percursos e sinalização; organização e entrega dos kits e premiações; staffs…e muito mais!

Enfermagem: Magda Chagas. Ela que cuidou de dezenas de atletas durante todas as etapas, com as suas “poções mágicas” e todo seu conhecimento.

Youmovin: Ivano Vargas e Luciana Vargas. Foram responsáveis por todas as inscrições das etapas!

3cTiming Cronometragem Eletronica: Clávison Zapelini e Clésia Mendes Zapelini. Eles vieram lá de Santa Catarina e ficaram responsáveis para organizar as classificações.

RP Sonorizações: Raphael e Patrícia. Responsáveis pelas fantásticas trilhas sonoras de cada etapa, que agitaram a galera.

ClicRun: Anelise Leite, Sérgo Gutheil, Alex Viana, Catiucha Rehbein, Daniela Souza, João Pedro Pedroso, Jon Hesse, Jonas Nunes, Max Peixoto, Muriel Plautz e Taís Zanotieli.  Essa galera é o máximo, eles ficaram durante horas e horas no sol, calor, chuva, barro…para registrar os nossos melhores momentos.

100Fôlego: Nédson Ferretto Meira. Quem não conhece ele?! Cara gente finíssima fez vídeos de todas as etapas e treinões do ano.

Baú do Esporte: Alex Sousa Vaz e Patrícia Zurchimitten Vaz. Casal querido por todos, sempre com os melhores produtos de vestuário, calçados…para os atletas.

Correndo com Andre Assessoria Esportiva: Andre Silva. Sempre filmando as etapas, motivando a galera, voltando pra dar força pros amigos!

Trekking RS: Jasmine Benato. Essa sou eu (risos) convocada pelo Luis para ser a Editora do CGCTM 2018. Ao final de cada etapa contei um pouquinho do que passamos pelos percursos. Das superações, conquistas, amizades…

Trilhas
Créditos: ClicRun

Juntos Fomos e Seremos + Fortes Sempre!! Vida longa ao CGCTM….

Bermuda ou Bretelle

Bermuda ou Bretelle?


Bermuda ou Bretelle? Em algum momento da sua vida de ciclista você fará esta pergunta! Independentemente do seu nível, amador, competitivo ou recreativo, esta questão será levantada. Ao discutir com seus amigos, várias opiniões surgirão.

Bermuda ou Bretelle
Bermuda 3D Compress TD Fem. 2018 – Créditos: CURTLO BR
Bermuda ou Bretelle
Bretelle 3D Compress Fem. 2018 – Créditos: CURTLO BR

Para produzir esta matéria contei com a ajuda da empresa CURTLO BR que me cedeu dois modelos dos melhores vestuários nacionais: Bermuda 3D Compress Fem. e Bretelle 3D Compress Fem. O objetivo desta ação foi ter disponível os dois tipos de vestimentas em questão, ambas com excelente qualidade, e testá-las nas mais exigentes condições para verificar os prós e contras de cada uma.

Atualmente, a CURTLO é detentora de um portfólio de,aproximadamente, 230 itens, sem contar as variações de cores e tamanhos. São produtos que variam de bolsa de selim, até mochila cargueira, passando pelo desenvolvimento de peças técnicas de vestuário que privilegiam amantes das atividades ao ar livre, montanhistas e bikers. Além de ser uma das principais marcas do mercado outdoor no Brasil.

Inicialmente é muito importante saber escolher o produto certo. Infelizmente é impossível ter bermudas ou bretelles de qualidade com preços baixos. Mas, pode confiar…estes itens são muito duráveis e o investimento em marcas de qualidade vale à pena.

As duas características principais que devem ser levadas em consideração na hora que escolher seu modelo são as tecnologias empregadas no tecido e no forro, e a modelagem da peça…sim, a modelagem! Ou você acha que um atleta do Brasil Rideou do Tour de France, usam qualquer lycra com forro?

O Bretelle 3D Compress da Curtlo BR, por exemplo, é produzido com tecido Compress®, construção que permite elasticidade de 360º para acompanhar os movimentos dos músculos. E possui costuras planas (flat) que evitam o incômodo no contato com a pele.

Bermuda ou Bretelle
Créditos: CURTLO BR

Eu testei este modelo justamente por esta característica e o que chamou a atenção foi em que momento algum fica tecido “sobrando”. O que acontece é que de acordo com os movimentos, as áreas onde há maior exigência da elasticidade (por exemplo, a região das costas numa posição race) compensam e esticam a parte frontal, que numa bermuda comum apresentaria dobras.

A textura e sistema de entrelaçamento das fibras que compõem o tecido garantem esta característica, além de uma perfeita compressão e passagem de ar. Tudo isso é proporcionado pela modelagem, que acompanha exatamente o formato do corpo do ciclista. Diferente de bermudas comuns que são retilíneas desconsiderando as curvas.

MULHERES! Este fator merece atenção especial…assim como não é possível utilizar um jeans masculino, também não é aconselhável vestir equipamentos que não sejam produzidos exclusivamente para nós. A Curtlo produz modelos específicos para o “body” feminino.

Além disso, os bretelles femininos possuem forro especial para nós e um sistema de “feiche” na parte traseira, o que facilita sua retirada mesmo com a camisa.

Bermuda Ou Bretelle
Créditos: CURTLO BR

A tecnologia mais importante na hora de escolher bermuda ou o bretelle é a empregada no forro. Afinal é ele que suportará toda a pressão que o corpo fará sobre o selim.

Um modelo adequado de forro deve, além de cobrir com folga todas as áreas de contato, possuir variações de densidades de acordo com as partes de maior atrito. Numa pedalada de 1 ou 1 hora e meia este fator pode passar despercebido. Mas experimente passar 3, 4 horas em cima da bike com uma bermuda “baratinha”! Você vai se arrepender.

Forros muito duros ou grossos sem variações de densidades podem interferir na vascularização, ou seja, na circulação sanguínea. Além de, em casos extremos, provocar dormência nos membros inferiores e região do quadril, a má circulação irá dificultar o transporte de oxigênio para as pernas afetando drasticamente no seu desempenho.

Fiz diversos treinos entre estradas e trilhas da região de Veranópolis na Serra Gaúcha e dei muita atenção para a forração do meu bretelle.

Este forro foi projetado para pedaladas de longa duração, tanto para ciclismo quanto MTB. Revestido em tecido poliamida que proporciona conforto, durabilidade e liberdade de movimento; além de ótima respirabilidade e gerenciamento da umidade. Sua construção ergonômica em tridensidade permite amortecimento nas áreas de maior pressão e conforto anatômico nas demais partes.

Bermuda ou Bretelle
Créditos: CURTLO BR

Por exemplo, na região das nádegas a espessura do forro é maior (região onde ficamos mais tempo em contato) e entre as pernas é menor (região onde há mais atrito devido ao movimento das pedaladas). Isto reduz a fadiga e dores na parte traseira e impede assaduras entre as pernas, fundamental para o desempenho em condições extremas.

Independente de usar bermuda ou bretelle, duas coisas irão maximizar ainda mais seus benefícios:não utilizar roupas de baixo para evitar atritos, e utilizar algum produto contra assaduras. Uso e recomendo os produtos da empresa Solifes!

Agora que detalhei as duas características mais importantes na escolha da bermuda e/ou bretelle, vou falar sobre as diferenças entre um e outro.

BERMUDAS:

As bermudas são sim mais baratas e é muito bom ter alguma disponível. Afinal nem todo pedal é treinamento ou competição! Você não precisa usar bretelle quando for dar um giro recreativo com amigos por exemplo. Por serem mais baratas, possuir algumas garante economias já que você não precisará utilizar bretelles (bem mais caros) em todos os treinos. Você poderá deixar para usar eles somente em treinos mais duros ou competições.

BRETELLES:

Quem usa um bretelle não quer usar outra coisa! Apesar de um pouco mais caros que as bermudas, as boas marcações tão duráveis que o investimento acaba compensando. O ajuste deles ao corpo e a sensação de conforto justificam.

As alças garantem que o equipamento ficará ajustado ao corpo e não se movimentará, ou seja, o forro ficará sempre no lugar certo.

Bermuda ou Bretelle
Crédito: Device Filmes

Além disso, vale lembrar que…

A construção helicoidal (formato de uma mola) do tecido envolve a perna do ciclista e garante uma compressão confortável,flexível e preventiva; pois o sangue flui mais rápido aumentando sua circulação. Atenuando assim, as dores musculares provenientes dos microtrauma se reduzindo a fadiga muscular durante e após o uso.

Realmente a resistência às fadigas melhora bastante. Testei esta tecnologia em diversos treinos, onde também percebi que a compressão e estabilização muscular proporcionada por ela mantem a energia por mais tempo.

Em provas e treinos longos, não é possível repor o protetor solar de 2 em 2 horas conforme orientação. Portanto escolher equipamentos com proteção UV é fundamental. Tecidos anti-bactericidas e repelentes de umidade inibem a formação de fungos e consequentes lesões.

Pensando nisso a Curtlo produz bermudas e bretelles que propiciam a troca térmica; e a textura interna do tecido favorece o microclima interno estável e a redução do efeito úmido colante em contato com a pele.

Portanto, qual usar?

Não há uma opinião formada sobre só este ou aquele. Eu mesma possuo diversas bermudas e bretelles. Quando busco máxima performance utilizo bretelles sem dúvida. Quando vou fazer uma pedalada mais recreativa, realizar um treinamento curto…utilizo as bermudas que são mais práticas.

Mantenho uma linha premium de bretelles da Curtlo que só utilizo em treinos longos e técnicos (e futuramente em competições). Bermudas possuo algumas do modelo 3D Compress mais avançadas e várias outras mais simples para “bater no dia a dia”.

A principal dica, portanto não é sobre usar bretelles ou bermudas, e sim saber escolher a marca e modelo que lhe proporcionará maior conforto e principalmente desempenho.

Lembrando que a bermuda ou o bretelle não são o único fator que deve ser avaliado para evitar as dores, que também podem estar relacionadas com altura, formato e posição do selim. Mas mesmo com o selim mais apropriado para seu corpo, uma bermuda ou bretelle ruim pode colocar tudo a perder.

Morro Gaúcho a prova mais bruta

Arroio do Meio foi a sede da 4ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas – Trilhas do Morro Gaúcho/RS, que ocorreu no último sábado (dia 28). A prova teve percursos de 5.5, 17, 32 (2 pontos ITRA)* e 50 quilômetros (3 pontos ITRA)* de corrida em trilhas e montanhas.

*Trilhas do Morro Gaúcho, foi uma das primeiras provas do Rio Grande do Sul a pontuar pelo ITRA.

O evento contou com a participação de mais de 800 atletas, vindos de diversas cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e até Uruguai.

Quando comecei a correr, sempre achei fascinantes as longas distâncias. Na época, achava que o máximo que eu conseguiria chegar era uma meia maratona. Bobinha eu…

Um ano de corrida fiz minha primeira prova de montanha, e foi amor à primeira vista. Me apaixonei pela dificuldade do percurso e pelo visual, que transformavam a corrida em algo muito mais significativo pra mim do que simplesmente bater um tempo específico.

Estudando sobre, comecei a me familiarizar com as ultramaratonas e vi que era ali que meu desafio estava. Na época, o máximo que eu tinha corrido era a Maratona do Vinho 2018, cinco meses depois da minha primeira maratona, fui para os 50 km do Trilhas do Morro Gaúcho.

Morro Gaúcho a prova mais bruta
Morro Gaúcho – Créditos: ClicRun

O treinamento foi puxado! Longos que eu nunca tinha feito na vida, percursos, trilhas e montanhas que eu fazia pedalando passei a fazer correndo. Restrições alimentares, musculação, pilates…

A largada da ultramaratona mais “bruta” (difícil) do Rio Grande do Sul, foi às 7 horas da manhã, a prova tinha mais de 2.600 metros de altimetria acumulada. No Km 45 haveria um ponto de corte para os atletas que passassem por ali após às 16h30min. O tempo limite para completar o percurso eram 10 horas.

Minha estratégia: subir tranquila, descer forte e correr/trotar no plano.

Minha meta: completar a prova do Morro Gaúcho

A prova:

A maioria das subidas eram em caminho para apenas uma pessoa (single track, como dizem), muito difíceis. Sofri! Aliás, todo mundo sofreu! E as descidas íngremes, com muito barro, como se fosse sabão em um piso molhado. Ainda bem que corri com os bastões e pude descer várias delas “esquiando”!

Ahh…e as partes planas eram assim, mais barro, água e trilhas!

Morro Gaúcho a prova mais bruta
Morro Gaúcho – Créditos: ClicRun

Nos quilômetros iniciais estava correndo junto com a Saionara e a Edinéia (campeã e terceira colocada geral, respectivamente). Mas aí lembrei que era minha primeira ultramaratona e não queria “quebrar”.

Baixei o ritmo e fui seguindo…

Fui tranquila até o Km 22, onde encontrei a Magda Chagas e o Duda Piras no (segundo) ponto de hidratação. Parei alguns minutinhos para comer algo e dar umas risadas com a dupla.

Quando estava saindo a Magda disse:

– Daqui até o próximo ponto de hidratação (Km 35) vai ser puxado também!

Analisei rapidamente o gráfico de altimetria e certamente não seria nada fácil os próximos quilômetros. Por sorte fiz um amigo uruguaio, que foi comigo até o Km 29 (aproximadamente), me apoiando e incentivando, sem ele seria muito mais difícil.

No Km 35 reencontrei a Magda e o Duda no então, terceiro ponto de abastecimento. Ali eu já não estava mais tão “feliz” o sono e uma leve dor nas panturrilhas estavam começando a me castigar. Mas aquela altura não poderia desistir da prova.

Lembrei dos últimos meses, do quanto foi árduo conciliar o trabalho, faculdade…casa e muitos treinos. Levantei e comecei novamente, animada, mas cansada, as pernas já não eram mais as mesmas, a cabeça parecia uma locadora de vídeos, a cada trilha um filme diferente, isso quando não rodava uns dois ou três filmes ao mesmo tempo. Segui firme, subindo forte as montanhas, e algumas poucas vezes, um trote nas descidas.

Lá pelo Km 36 encontrei a curitibana Christiane, ela estava um pouco enjoada e fraca, ofereci a minha Coca-Cola à ela, conversamos um pouco e seguimos as escaladas. Mas tinha uma coisa que não saia da minha cabeça: a Trilha do Beiço! Ouvi horrores sobre ela, em que quilômetro ela estaria?!

Hora eu puxava a Christiane, hora ela me puxava…não lembro ao certo em que Km eu acabei me afastando dela e cheguei na temida Trilha do Beiço. Tive o privilégio de fazer o seu percurso na parceria do Nédson do Canal 100 Fôlego e lá no finalzinho saber o porquê de “Trilha do Beiço”!

Após caminhadas, escaladas e pequenas pausas para ao menos respirar, vencemos a Trilha do Beiço…Que alívio! Segui com o Nédson por mais alguns trechos até a trilha da descida da cachoeira (não lembro o nome dela, rs) ali a Christiane conseguiu nos alcançar. Fiquei aliviada quando a vi, pois sabia que não estava bem.

Novamente seguimos juntas, era incrível nossa sintonia. Parecia que éramos amigas de longa data!

Achei que a Trilha da Lona Preta era difícil, depois vi que a do Beiço era muito pior…Mas o que era aquela escalada com cordas na cachoeira?! Rs Aquilo me lembrou o tempo em que fazia corrida de aventura.

Não sei como, de que forma…saímos correndo – ou melhor tentando correr – após a escalada, com receio de levar o corte no Km 45. Dessa vez a Christiane puxava. Em certos pontos ouvíamos música lá longe…no local da largada/chegada e aquilo era muito motivador.

Para minha surpresa, chegando no Km 44 encontrei a Analucia, naquele momento o cansaço foi embora e uma alegria imensa tomou conta de mim. Conheci Ana a alguns meses atrás na primeira etapa do CGCTM em Farroupilha e desde então sempre nos ajudamos nas provas. E ali, não podia ser diferente…

Paramos no km 45 que era o último ponto de abastecimento e também ponto de corte, o staff Leonardo nos informou que os últimos 5 km da prova haviam sido cancelados para a segurança dos atletas. Então nos restavam somente mais uns 700 metros até a tão sonhada linha de chegada.

Morro Gaúcho a prova mais bruta
Morro Gaúcho – Créditos: ClicRun

Seguimos juntas eu e Ana, esses últimos metros que na verdade pareciam quilômetros. E cruzamos quase juntas a linha de chegada, que na verdade é um marco que vai muito além da medida de tempo registrada entre a sirene da largada e a última passada. Suor, esforço, sacrifício, dor, renúncias, dedicação, comprometimento, amor e paixão são alguns de seus sinônimos.

Christiane a curitibana que correu comigo alguns quilômetros e conclui a prova alguns minutinhos na minha frente, me aguardava após a linha de chegada. Sorridente e “ultrafeliz” com nossas conquistas. Lá também estavam tantos outros amigos que fiz durante o percurso.

Na minha estreia em ultramaratona, o pórtico de chegada foi a visão mais desejada durante o percurso de aproximadamente 50 Km com mais de 2.600m de altimetria acumulada, ele é na verdade, a concretização de todo um processo que vai do início da preparação à realização de um sonho. É o registro de um momento cuja lembrança irá transcender por anos a fio.

Mas não estive sozinha nesta recente trajetória de corredora. Desde muito antes do Trilhas do Morro Gaúcho, tive ao meu lado grandes apoiadores: CURTLO BR, Patos do Sul, Casa Natural Serra, Academia Performance Fitness e Vera Bike. Que sempre me incentivaram a ser exatamente quem eu sou, fazer o que me faz feliz e não ter medo de sonhar.

Trilhas do Morro Gaúcho, foi mais uma grande etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas, graças ao profissionalismo das equipes da L&E Eventos, Brutus do Gaúcho, ClicRun, 3cTiming e Youmovin que fizeram um evento impecável em todos os sentidos.

Wine Run 2017 aconteceu em Bento Gonçalves/RS

A paisagem do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, emoldurou mais uma vez a sexta meia maratona do vinho – denominada Caixa Wine Run – Vale dos Vinhedos – no sábado 20/04/2017.

Contou com 1,2 mil corredores de todo o país, que percorreram os 21 quilômetros da prova, divididos nas categorias Individual e Dupla. O percurso misturou diversos tipos de terrenos – com pisos de terra, cascalho, asfalto e paralelepípedos, além de subidas e descidas acentuadas – passando ao lado de parreirais e vinícolas, por pequenas igrejas e casas antigas que marcam a forte presença da colonização italiana.

Para alguns, o objetivo era superar seus limites, já outros aproveitavam o visual de tirar o fôlego e chegavam a parar nas subidas ou descidas para admirar os vales ainda verdes, mesmo com a chegada do outono, sem se preocupar com seu tempo na prova.

Ano passado corri a Wine Run na categoria dupla mista. Fiquei responsável pelo primeiro trecho com 11,5 quilômetros e considerado pela maioria dos atletas o mais “sofrido”. Gostei tanto do sofrimento que esse ano resolvi encarar os 21 km – sendo a minha estreia oficial em meia maratona.

Confesso que pensar em correr 21 km no início me assustava um pouco. Você acaba duvidando do que é capaz em alguns momentos, mas aprendi com a corrida que somos muito mais fortes do que imaginamos e podemos ir muito além do nosso objetivo.

O sábado da corrida finalmente chegou, agora não tinha mais treinos e nem treinador, agora era comigo. A largada da prova foi às 9 horas na Vinícola Grand Legado, tempo nublado e temperatura agradável. Ao meu redor centenas de corredores animados, alguns como eu fazendo a primeira meia maratona. Energia gostosa, sabe?

Dada a largada e à medida que passava pelo percurso via os fotógrafos e as pessoas que moravam ali sentadas nos jardins acompanhando e vibrando por nós. Era emocionante. Por mais que você ali naquele momento seja apenas mais um corredor, essa torcida te faz sentir especial.

Por ser uma prova com grande variação de altimetria resolvi que não forçaria o ritmo no início, já que essa era minha primeira meia maratona.

O único trecho relativamente plano são os primeiros 2 km de prova. Em seguida temos um declive acentuado de quase 5 Km. Mas…tudo que desce, sobe… 😀 e foi assim até a marca dos 11,5 Km subidas…subidas e subidas.

No quilômetro 11,5 no final de uma subida de quase 4 km era o local de revezamento das duplas. Ano passado ali foi o meu final, e sábado ao passar por ali me emocionei e naquele instante a ficha caiu e percebi que eu realmente completaria uma meia maratona! Dali em diante o percurso foi um interminável sobe e desce.

Durante praticamente toda a prova não deixei o rendimento de outros atletas interferirem no meu desempenho. Corri dando atenção a três fatores muito importantes na corrida: postura correta, respiração controlada e hidratação sem erro.

Eu definiria a corrida como espetacular, foi uma estreia maravilhosa e jamais vou me esquecer da minha primeira Meia Maratona. As paisagens lindas, o clima entre os corredores, a parceria, a sensação de superar seus limites e conseguir completar um percurso maravilhoso! Só quem corre sabe!

Wine Run 2017 aconteceu em Bento Gonçalves/RS
Créditos: Foco Radical

Finalizei a prova com o tempo de 2 h 32 min, conquistando o 2º Lugar na Categoria 18 a 24 anos e a 44ª Colocação Geral Feminina em um total de 145 corredoras. Esse é o momento em que você vê o resultado de toda sua dedicação e trabalho! É o momento de ver que seu objetivo foi atingido. É uma experiência que recomendo a todos!

Informações e classificação da Wine Run: Resultados

Camping Cascata do Porongo

O Camping Cascata do Porongo está localizado aproximadamente quatro quilômetros do centro da cidade de Vila Maria/RS, a estrada que leva até o local é de terra, mas está em boas condições de trafegabilidade.

Ao chegar no camping a um portão, onde fica o porteiro cobrando a entrada de casa visitante, o valor é de R$ 5,00 reais por pessoas para passar o dia e R$ 25,00 reais para acampar.

Estrutura:

As estruturas do camping são ótimas, as barracas ficam montadas em lugar plano e com grama, existem muitas árvores que proporcionam sombra na maior parte do dia. Além disso o local conta ainda com banheiros masculino e feminino, chuveiros de água quente, churrasqueiras, cozinha compartilhada, bar, luz 220 volts, restaurante, piscina infantil e campo de futebol. O camping é muito organizado, limpo e possui lixeiras em todos os lugares.

O que fazer:

O grande atrativo deste local e a Cascata do Porongo, com 31 metros de altura é de fato um lugar perfeito para quem busca o contato direto com a natureza pura, o rio que banha a cascata possui águas límpidas.

Para chegar até a base da Cascata do Porongo é preciso andar cerca de 150 metros, atravessando uma pinguela e seguindo por uma trilha demarcada chega-se em sua base, ali recomenda-se entrar e refrescar-se no rio e na queda de água ou até mesmo sentar nas pedras e ficar apenas observando.

Cascata do Porongo

Cascata do Porongo

 

 

Caso você queira fazer trilhas, recomendo fazer a trilha até a crista da Cascata do Porongo, a trilha contém aproximadamente 300 metros de extensão e é um pouco difícil, mas devagar e com cuidado podemos transpassar os obstáculos, estes são pedras soltas e alguns limos entorno das pedras.

Do alto a vista compensa todo o esforço, é possível ver boa parte da queda de água, sentar na borda da crista e tirar inúmeras fotografias, ali também é possível praticar o esporte rapel, para isso é preciso conversar com a organização do camping.

Você pode combater seu medo de altura, saiba como!

Um dia lindo de sol pede que você aventure-se, que você observe o mundo de todos os ângulos possíveis.

Você observa, mas as vezes, parece que falta alguma coisa. Que você poderia ver mais, aproveitar mais. Ver o dia, a paisagem, sob um ângulo diferente.

Você visita lugares, vê pessoas praticarem esportes que te causam arrepios, não por ser um esporte inseguro, não é isso, mas por você não conhecer a segurança que envolve a prática dele.

Falo tudo isso para contextualizar o que muitas pessoas sentem na prática do esportes conhecido como rapel, deixam de praticar por medo de que ocorra algum acidente, não se sentem seguros. Assim eu me sentia, nunca havia tido a coragem de praticar rapel, pois tenho muito medo de altura, de ficar em pânico e travar na hora H.  Eu não conseguia subir em uma escadinha de 5 degraus em casa, para terem ideia.

Sendo assim, defini um objetivo: Enfrentar o medo de altura praticando esse esporte. O que para mim, requer conhecer os equipamentos e os itens de segurança que envolvem a prática do rapel.

Decidi fazer um curso de rapel oferecido pela Outdoor Equipamentos, aprendi sobre a segurança do esporte, cordas, nós, ancoragem, freios, cadeirinhas e primeiros socorros. Pratiquei ascensão. E depois de toda esta teoria a tão esperada descida.

Você pode combater seu medo de altura, saiba como!

Eu tremi, podem ter certeza, mesmo sabendo a teoria, a certeza de que tudo daria certo e de que era somente questão de me concentrar no que fazia e curtir, demorou a chegar. Na primeira descida, com toda a orientação dos instrutores, desci apavorada, quando pus os pés no chão, pulei, saltitei, gritei: Consegui!!!

Você pode combater seu medo de altura, saiba como!

Você pode combater seu medo de altura, saiba como!

Você pode combater seu medo de altura, saiba como!

Para uma pessoa que teme tanto a altura quanto eu, foi uma vitória muito importante.

A primeira vez para tudo é sempre a mais difícil, ainda mais quando se tem medo. A segunda já achei mais fácil e desci mais tranquila.

Se você teme alguma coisa, busque uma forma segura de enfrentar este medo. No meu caso o curso foi muito importante para enfraquecer o medo. O medo, muitas vezes, se mostra além do que realmente é, porque potencializamos, damos força a algo que é pequeno dentro de nós.

Se você se prepara para algo, o medo dá lugar a coragem, você faz o que quer e supera.

Você pode praticar qualquer esporte, o importante é praticar com segurança. Curso para prática de esporte não é ‘dinheiro posto fora’, como muitos dizem. É adquirir conhecimento para que você possa utilizar em outros momentos da sua vida.

Não faça de um simples monte de areia, um Everest. Vença seus medos, um pouquinho por dia. Sinta-se livre!

Lutz Eichholz o aventureiro monociclista

Você já deve ter ouvido falar de Lutz Eichholz, nascido na cidade de Kaiserslautern na Alemanha, este aventureiro é conhecido por ser campeão mundial por quatro vezes, usando um monociclo.

Lutz gosta de praticar o seu esporte em terreno alpino, sempre à procura de novos obstáculos e desafios. Já percorreu inúmeros lugares ao redor do mundo, dentre todos estes lugares, destaca-se principalmente as montanhas da Malásia, Suíça, Itália, Marrocos, Alemanha, Nova Zelândia, Islândia e Irã onde aqui, realizou um feito inédito. Bateu o recorde mundial descendo a montanha Monte Damavand de 5.671 metros.

Apesar dos enormes problemas com a atitude, lesões e a instabilidade da equipe e do tempo entre 40° e -7° célsius, Lutz Eichholz foi incrível, batendo o recorde de descida da montanha. Nunca antes alguém com um monociclo tentou descer uma montanha tão alta.

“Em alguns pontos eu me senti tão ruim que eu pensei que teria que desistir. No entanto, este projeto é tão importante para mim que eu consegui superar meus limites ainda mais do que o esperado “. Lutz Eichholz

Lutz Eichholz

Sua última aventura aconteceu no deserto mais seco do mundo, o Atacama, no Chile. Juntamente com o montanhista Tobias Kleckl e sua namorada Giulia Tessari o objetivo era escalar uma montanha de 6000 metros em Passo San Fransisco e depois descer usando seu monociclo.

Eles tentaram 4 vezes, mas cada vez falhava algum de seus equipamentos, devido à natureza áspera da região. Depois de tantas tentativas Lutz e seus amigos entenderam que não era o momento certo.

Enquanto estava ali a mais de 4000 metros, Lutz encontrou a inspiração para um novo objetivo: encontrar a linha perfeita no deserto de Atacama. subiu então no seu monociclo e começou a decida, enquanto ele descia, Giulia capturava as belas imagens e vídeos com sua câmera e o resultado é um filme impressionante chamado de”La Linea Perfecta”(A linha Perfeita).

Para saber mais sobre as aventuras de Lutz Eichholz, acesse sua pagina na internet, através deste link.

Refúgio Ecológico Sonho do Montanhista

Refúgio Ecológico Sonho do Montanhista

O Refúgio Ecológico Sonho do Montanhista, está localizado ao lado do famoso Morro do Yeye, localidade de Catupi, na cidade de Tabaí/RS. Algumas pessoas, talvez nunca tenham ouvido falar deste morro, mas ele é muito conhecido pelos montanhistas gaúchos e escaladores da região metropolitana.

O significado do nome deste morro é explicado em entrevista exclusiva feita pela empresa Perspectiva Filmes, que você pode assistir abaixo :

O proprietário do Refúgio Ecológico, conhecido como Paulo Menezes, que é um escalador nato, instrutor de escalada na Associação dos Montanhistas de Esteio – AMES. Ele é uma pessoa de jeito simples e coração grande, um apaixonado pela natureza, ecologia e claro, o montanhismo.

Há cerca de 3 anos, depois de muitas idas e vindas ao Morro Yeye, Paulo resolveu que queria morar perto deste lugar tão exuberante, comprou uma área de terra  distante 80 metros  do Morro para assim poder passar os fins de semana junto a natureza, fazendo o que mais ama, que é escalar.

Juntamente com a Associação de Montanhistas de Esteio, Paulo ergueu ao pé do Morro Yeye algumas estruturas simples para acomodar os amigos montanhistas e praticantes de escalada. Tudo no refúgio é construído de maneira artesanal, de certa forma simples, ecológica e um tanto minimalista.

Caso você busque conexões com a natureza exuberante, recomendo visitar este local em todas as épocas do ano, até mesmo para quem não é praticante de esportes como escalada, podendo desfrutar de trilhas encantadoras que levam ao Morro dos Cavalos e ao cume da Naja.

Infraestrutura:

O Local conta com amplas áreas de camping, galpão, bar,cozinha compartilhada, banheiros compartilhados e chuveiros ecológicos.

No bar você encontra bebidas para a venda e também lanches e refeições mediante agendamento.

O chuveiro ecológico para quem nunca ouvido falar, é uma espécie de barraca fechada por lona em todos os lados, dentro possui um balde e um chuveiro na ponta, caso fores usar, poderá esquentar a água no fogão e largar dentro do balde, ou encher de água em temperatura ambiente, tomando banho confortavelmente.

Valores:

Existem duas opções de camping, a primeira delas o valor é de R$ 12,00 reais por pessoa, isso dá direito ao uso apenas do banheiro e o chuveiro ecológico.

A segunda opção o valor é de R$ 18,00 reais e dá direito a usar a iluminação do local, juntamente com o chuveiro ecológico, banheiros, galpão e a cozinha compartilhada.

Atividades disponíveis:

Escalada com dificuldade entre 4° a  8° graus: R$ 60,00 por pessoa, grupo minimo de 1 pessoa e máximo de 4 pessoas.

Rapel : R$ 50,00 por pessoa, grupo minimo de 4 pessoas

Trilhas com orientador a combinar, o valor conforme a trilha é para grupo com no máximo de 12 pessoas!!

Veja algumas fotos:

Refúgio Ecológico

Refúgio Ecológico

Refúgio Ecológico

Refúgio Ecológico

Refúgio Ecológico

Contato:

Telefone: (51) 8654-9166

Facebook: Refúgio Ecológico Sonho do Montanhista

E-mail: : refugiosonhodomontanhista@outloolok.com

Como chegar: 

o Refúgio pertence a localidade de Catupi, na cidade de Tabaí/RS. Distante 81 quilômetros da capital Porto Alegre/RS.

Ao chegar na localidade de Catupi/RS, acesse a rótula na BR – 287 no sentido Catupi/Montenegro, depois da loja Zomer Móveis vire a esquerda e siga até o fim da estrada asfaltada. Veja no mapa abaixo como chegar ao Refúgio Ecológico Sonho do Montanhista.

Mapa – Coordenadas: 29°38’15.4″S+51°39’22.8″W

mapa refúgio

Link: Google Maps

Pêndulo em Arroio do Meio

Pêndulo em Arroio do Meio

O município de Arroio do Meio é um típico município do Vale do Taquari: ao pé da serra, é rodeado por grandes elevações, os chamados morros, e, para realçar a beleza local, é irrigado por vários rios e arroios de todos os portes que descem das encostas e da Serra Gaúcha. A cidade recebe este nome pois está situada junto ao Arroio com este nome, cuja denominação é devido ao seu posicionamento entre o Arroio Forqueta e o Arroio Grande.

Através do amigo Brian Dias fomos convidados a participar e relatar a experiência de praticar o pêndulo, um esporte de aventura pouco conhecido, mas que proporciona muita adrenalina.

O pêndulo, também conhecido no Brasil como Rope Swing, ou Pêndulo Humano, ou ainda como Rope Jump, é uma atividade muito parecida com o Bungee Jump, ou Ioiô Humano. A pessoa pula de uma ponte, ou outra plataforma, amarrada em uma corda não elástica, ou um cabo de aço, e ai fica balançando de um lado para o outro até parar. Imagine um grande balanço!

Assista o vídeo abaixo:

O esporte é oferecido pela empresa OFF Aventura, principal operadora do esporte de aventura na cidade de Arroio do Meio/RS. Realizado na ponte de ferro que liga os municípios de Lajeado e Arroio do Meio/RS – Brasil. A referida ponte foi construída no ano de 1939 e por muitos anos foi o único meio utilizado para se chegar ao município vizinho. Toda a estrutura da ponte foi trazida da Alemanha. A ponte sofreu uma grande reforma no final do ano de 2006, início do ano de 2007, revitalizando este ponto turístico.

Arroio do Meio
Ponte de Ferro construída no ano de 1939 – Foto: Internet

Arroio do Meio
Arroio do Meio/RS – Brasil – Foto: Luís H. Fritsch

Arroio do Meio
Arroio do Meio/RS – Brasil – Foto: Luís H. Fritsch

Informações:

  • A prática dessa atividade de aventura é recomendada para pessoas que não possuam problemas de saúde, a idade mínima para o salto é de 8 anos, para pessoas menores de 18 anos o salto é realizado apenas com autorização dos responsáveis;
  • O valor da atividade é de R$ 40,00 reais e dá direito a 2 saltos, pois no primeiro apenas sente-se medo, já na segunda vez é que os esportistas se apaixonam por essa aventura um tanto insana;
  • O pêndulo é disponibilizado uma vez por mês ou com grupos pré-agendados;
  • A altura da ponte varia entre 30 a 35 metros de acordo com o nível do rio.

Contato:

  • Para saber mais, contate diretamente com a empresa OFF Aventura, pelo contato:  (51) 9286-3386

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Curta a página da OFF Aventura no Facebook, e fique atento para as próximas aventuras!

Relato da aventura em Arrio do Meio

O dia começou muito frio, aos poucos o céu foi abrindo e surgiu o sol. O céu azul e as nuvens de cor branca davam a sensação de profundidade nas fotografias capturadas, isso significava que seria um belo dia para curtir com os amigos. Conosco estavam presentes no eventos três empresas parceiras: OFF Aventura, V13 Adventure e Outdoor Equipamentos, todos juntos, unidos pela paixão pelos esportes de aventura.

Conforme os organizadores iam ajustando e organizando as cordas e equipamentos para a prática do pêndulo, ficávamos estasiados com a altura e com o vento gelado que passava entre a ponte de forma congelante. O passar dos minutos impregnavam nos expectadores sensações de pavor, medo e de adrenalina que tomavam conta dos pensamentos. Depois de algum tempo ali esperando, começou-se a rodada de saltos individuais, acredito que a grande maioria de pessoas que estavam ali parados observando, nunca tinham feito nada tão insano e maluco em suas vidas.

Pouco a pouco, as pessoas iam colocando os equipamentos tais como: cadeirinha, capacete, mosquetão e todos os materiais apropriados para a prática desse esporte, e ficavam em uma fila esperando para, literalmente, se jogar da ponte de ferro. Só de assistir já dá um frio na barriga, uma sensação de pavor indescritível, só estando lá para saber.

No meu caso, fiquei na parte de baixo apenas observando cada salto, fotografando e tentando combater meu próprio medo de altura. Para todas as pessoas que me conhecem sabem que possuo grande aversão a altura, mas muitas vezes pratico os esportes de aventura sem maiores problemas, como diz aquela frase – “Se der medo, vai com medo mesmo”.

Depois de tirar centenas de fotografias fui desafiado a ir lá e fazer meu salto. Subi até o alto da ponte, coloquei todos os equipamentos necessários e na “hora H”, simplesmente desisti. Nessa hora meu corpo travou, as pessoas que estavam ali incentivando devem ter notado que eu não estava no meu melhor dia, não me sentia corajoso o bastante para aceitar aquele desafio.

Acredito que o mais importante em nossas aventuras não é fazer tudo, só porque alguém diz que é legal, mas precisamos estar conscientes sobre nosso corpo e mente, para aí sim, poder enfrentar os desafios que vierem. Não posso dizer que não irei voltar lá e saltar, talvez eu vá algum outro dia, com um pouco mais de coragem.

Alias já fiz pêndulo, sei como é a sensação de queda livre, se jogar no vazio e não conseguir ouvir seus próprios gritos de felicidade. Caso queira saber mais sobre a minha primeira experiencia nesse esporte tão louco clique aqui.

Galeria de fotos:

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Resumimos toda essa experiencia louca em um vídeo, assista!

Tirolesa Interestadual – RS/SC de 1.300 Metros

Tirolesa Interestadual – RS/SC de 1.300 Metros

Todos nós estamos acostumados atravessar estados de carro, ônibus, bicicleta ou a pé entre muitas outras maneiras, o ser humano sempre tenta inovar, buscar novos meios de fazer a mesma tarefa. Já imaginou poder atravessar de um estado para o outro usando uma tirolesa? Se isso já passou pela sua cabeça, fique tranquilo, agora é possível atravessar do estado do Rio Grande do sul para Santa Catarina – Brasil.

O nome do atrativo já diz tudo, Tirolesa Interestadual com aproximadamente 1.300 metros de comprimentos, passa por cima do Rio Uruguai, ligando as cidades de Goio Ên/RS a Chapecó/SC.

A plataforma de lançamento da tirolesa está localizada na cidade gaúcha de Goio Ên/RS, em uma casinha no alto de um morro e seu término fica localizado junto a o Centro Náutico Faé já no estado de Santa Catarina.

O custo para essa aventura é de apenas R$ 40,00 reais, já incluído o deslocamento de volta, este é feito de carro do Centro Náutico Faé/SC até Goio Ên/RS.

Centro Náutico Faé

Tirolesa Interestadual
Ponto de Partida

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Tirolesa Interestadual
Ponto de Chegada

Aos olhos de quem vê, parece ser uma decida vertiginosa, quase não conseguindo ver seu término, dependendo do peso da pessoa durante a decida pode-se chegar a marca dos 100 km/h de velocidade. A sensação de medo, pavor e adrenalina são sentimentos constantes que fazem muitas pessoas desistir já na hora da saída.

” Vai. E se der medo, vai com medo mesmo” 

Tirolesa Interestadual

Nosso grande amigo e parceiro de aventuras Luciano Bresolin, esteve na tirolesa e nos disponibilizou os videos de sua decida.

Já imaginou descer os 1.300 metros da Tirolesa Interestadual, usando uma bicicleta, veja o vídeo abaixo:

O Centro Náutico Faé disponibiliza infraestrutura necessária para os visitantes, composto por: bar, lanchonete, cabanas e mercado. O casal Rogério e Fabiane Faé administram o local a cerca de 15 anos. Para quem quiser passar o fim de semana, curtir a natureza ou quem sabe apenas só relaxar, no lugar é disponibilizado cabanas para quatro pessoas.

Contato:

Como chegar:

Coordenadas: 27º16’51.1″S 52º41’17.3″W

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