Cerro de la Silla

Situado no norte do México, mais precisamente dentro da região metropolitana de Monterrey, terceira maior área urbana deste país da América do Norte. O Cerro de la Silla ou “Montanha da Cela” como poderia ser chamado em português ganhou este nome em questão ao seu formato, por parecer muito com uma cela utilizada nos cavalos.

O Cerro de la Silla é uma área que desde 26 de Abril de 1991 foi decretada área de proteção ambiental através do reconhecimento de monumento natural mediante um decreto presidencial. Contando assim com um  total de 6.309 hectares protegidas.

O Cerro de la Silla possui três principais picos, sendo cada um de diferente nível de dificuldade para chegar. Seus nomes são; Pico da Antena com 1.751 metros, Pico Norte com a mair altitude entre os três com 1.820 metros e o Pico Sul com 1.650m. Todos podem ser feitos em um dia de Hiking (Caminhada) Você levará em média de 7 a 9 horas para fazer todo o percurso de ida e volta. Por isso separe um dia para realizar a subida.

Pico da Antena

A partir da Rua Bosques da Pastora no município de Guadalupe na parte final da rua você chegará ao início do caminho que te levará ao pico da Antena e que também é parte do caminho que te levará ao pico Norte.

O caminho está muito bem marcado por que passa onde existe uma estrada que foi construída para a manutenção das antenas que estão no topo. Por esta questão é um caminho que você encontrará mais caminhantes e corredores de montanha pela facilidade de como o caminho está marcado.

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

Subindo o caminho, até um ponto já alto da montanha você encontrará com uma grande estrutura de concreto que hoje são as ruínas de um antigo teleférico, que no dia da sua inauguração teve um acidente com o rompimento de um cabo e desde então nunca mais foi reaberto. Chegando a este ponto, muitos já descem novamente. O teleférico é uma excelente opção para quando não se tem muito tempo ou o preparo físico que demanda os demais picos, assim que este trajeto pode ser feito em duas horas de caminhada.

Vista da região metropolitana de Monterrey desde o antigo teleférico abandonado.

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz
Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

Após horas de subida você passará por vários pontos de observação para a região metropolitana de Monterrey, cada uma um espetáculo a parte. E já ao finalizar a subida você se deparará com uma cerca onde se encontram as antenas, neste lugar não é permitida a entrada, assim que deve-se seguir pela cerca até chegar a um ponto na lateral com muitas pedras onde será seu ponto final e te proporcionará uma visão incrível de todo o outro lado com a cadeia de montanhas que fazem parte da reserva do Cerro de la Silla.

Foto de um dia com nuvens na cidade de Monterrey, vista pelo caminho ao pico das antenas.

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

Chegada ao cume do pico das antena, de aqui se pode deslumbrar todo o vale da Reserva Natural Escondito entre as montanhas.

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz
Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

Pico Norte visto desde o pico das antenas.

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

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Pico Norte

Pico de maior dificuldade, tomando o mesmo caminho para o pico da antena uma trilha a direita após passar o antigo teleférico, a trilha se torna um pequeno caminho que contorna grandes pedras, onde se pode mencionar o “Paso de los Elefates” local de gigantes pedras calcarias de onde pode ter uma excelente visão da região metropolitana de Monterrey.

Ao entrar na trilha para o pico norte se notará que se trata de um caminho muito mais fechado de vegetação e de subidas e baixadas em questão ao caminho muito pedregoso. Se encontrará marcações em pedras e algumas fitas coloridas em árvores, no entanto deve-se estar sempre atento pois existe uma possibilidade de perder-se, ainda mais caso seja a sua primeira vez. É muito recomendado ir com alguém que conheça o caminho previamente ou usar um GPS para ajudar a guiar-te.

Seguindo o caminho haverá um ponto em que será necessário perder elevação, este é o ponto em que se desce o vale entre o pico das antenas e o pico norte. Este vale apresenta uma vegetação muito diferente por ser um lugar de pouco sol e que preserva uma boa umidade em um clima que normalmente é semidesértico no norte do México

Caminho de subida após o vale entre o Pico da Antena e Pico Norte

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

Desde esse ponto será apenas subida já pela montanha do pico norte. Esse trecho consiste em um caminho que normalmente é feito em 1 hora e meia em média desde o bosque úmido do vale e a medida que se ganha altitude a vegetação se torna menor, até o ponto próximo ao pico que conta apenas com vegetação rasteira.

Próximo a alcançar o cume do Pico Norte, ao fundo tico da Antena.

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

Pico da Antena visto do Pico Norte.

O pico norte proporciona uma visão incrível em 360 graus de toda a região metropolitana, tudo isso ao lado de um grande abismo de rochas calcárias de tirar o fôlego. Tudo isso ainda com a possibilidade de ver toda outra cadeia de montanhas que no México é chamada de Sierra Madre, ela compeende grande parte do território mexicano, no entanto esta cadeia montanhosa  se estende desde a América Central até o Canadá cruzando por todo o país.

Chegada ao cume do Pico Norte

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

Vista da região metropolitana de Monterrey desde o cume

Cerro de la Silla - México
Cerro de la Silla – Foto: Lucas Schmitz
Cerro de la Silla - México
Cerro de la Silla – Foto: Lucas Schmitz

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Alimentação Vegana

Escrevi este texto com o intuito de auxiliar trilheiras(o) na hora de separar os alimentos e levar para as trilhas, como não encontrei nada na internet que falasse sobre alimentação vegana nas trilhas, resolvi então escrever sobre o que costumo levar em minhas viagens.

Se você parar pra pensar, rapidamente, em alimentos que você levaria pra trilha, provavelmente pensaria em itens práticos, de fácil cozimento (ou sem necessidade de cozinhar), e por aí vai. Então, dentro desses “pré-requisitos”, tranquilamente pensaria: Miojo (massa instantânea); bolacha recheada, chocolate e etc.

Porém, acredito que muitos trilheiros tem um propósito que vai bem além de simplesmente caminhar por aí. É uma forma de se conectar, um meio de se aproximar de algo latente que nos faz sentir mais vivos. É um jeito simples de perceber o divino em um nascer do sol, em gotas de orvalho ao acordar, em sentir sua essência de paz infinita e imperturbável apenas ao admirar uma grande e prateada lua no céu estrelado.

Mas aí você se pergunta: peraí, esse texto não era sobre alimentação vegana? Por que falar da natureza agora então? Justamente… Quando nos alimentamos adequadamente, de forma a não pesar no corpo, e sim nutrir, a gente sente que essa conexão que se busca fica bem mais fácil de alcançar.

No meu cotidiano busco conciliar minha rotina a um estilo de vida saudável. Sou instrutora e praticante de yoga. Sou vegana. Entendo a alimentação como algo fundamental na saúde física e mental. Não adianta apenas comer. É preciso se alimentar. E por que isso precisa ser mudado nos
momentos em que busco me aproximar da minha paz através do contato com a natureza?

Então quando comecei a trilhar, inciei minhas buscas de dicas de alimentação vegana nas trilhas e… praticamente NADA. Simplesmente não tem trilheira vegana. Ou elas estão escondidas (risos).

Mas aqui sigo na ideia de não apenas manter uma alimentação vegana, mas também saudável. Porque passar comendo pão e bolacha na trilha foge completamente do meu contexto de “se alimentar”. Passa a ser apenas “comer”.

Foi aí que resolvi escrever sobre isso. Vai que alguém hora dessas também tem essa mesma vibe? Não precisa ser vegana, mas simpatizar com a ideia de uma alimentação saudável e que dê energia para caminhar e concluir a trilha com sorriso no rosto, corpo e mente íntegros.

Então comecei a pensar em alimentos que durem, não amassem facilmente, cozinhem rápido quando necessário o cozimento, sejam nutritivos e não pesem tanto. Ufa! A lista não pareceu facilmente preenchível no início. Mas aos poucos fui elaborando kits de almoço/janta, lanches e café da manhã que coubessem nesses requisitos que achei necessários para as aventuras. E aí achei bacana compartilhar algumas ideias, lembrando que estou sempre na busca e experimentando novas possibilidades de comidinhas bacanas pra acrescentar e variar os cardápios, principalmente em travessias.

Alimentação Vegana

Primeiramente, pensando no quesito “arroz”, como em trilhas a gente busca rápido cozimento, se não quiser utilizar aquele arroz pronto “Vapza”, o interessante é levar arroz branco ou basmati (um tipo de arroz muito utilizado na culinária indiana, delicioso por sinal). No meu dia-a-dia dou preferência ao arroz integral, mas na trilha ele acaba perdendo pontos pelo tempo maior de cozimento e economia de gás.

Dá para montar vários kits a partir desse simples ingrediente, como por exemplo risotos com inúmeras possibilidades: de amêndoas laminadas com damasco picado; tomate seco com temperos verdes; pêra com temperos (gosto de usar algo apimentado pra dar contraste quando uso frutas secas; o doce com pimenta fica delicioso); funghi ou algum outro cogumelo; etc. Faço também kit de arroz com lentilha rosa, que cozinha super rápido. Então cozinho os dois juntos, porque também busco usar o mínimo de panela possível (de um modo geral uso apenas uma). Junto do arroz dá pra acrescentar quinoa e/ou amaranto em grãos, que são ricos em proteínas. Também fica legal um arroz com sementes de abóbora e girassol descascadas, que são super nutritivas e ricas em proteínas. Ervilha seca é uma boa pedida pra cozinhar junto do arroz também, fica uma refeição completa.

Alimentação Vegana

Também há pouco descobri uma marca de produtos bem boa, que tem massas que cozinham super rápido e são hiper protéicas (tem de feijão azuki, feijão preto, soja, dentre outras). A marca é “Fit Food”. Não são produtos baratos, mas valem a pena, pois os ingredientes também são orgânicos.
Quando faço massa, procuro temperar com azeite de oliva e curry, dá um sabor legal.

Outros ingredientes que achei interessantes e com ótimo custo-benefício, são os grãos cozidos da marca “Camil”. Eles tem feijão, lentilha e outros produtos. Tem opção já temperada e não temperada. Particularmente prefiro a não temperada, pois gosto de dar o sabor que gosto com os temperos que estou acostumada. Ademais, dependendo da aventura, a escassez de água pode exigir que se dê uma maneirada nos temperos para não dar muita sede.

Recentemente comprei um produto que é uma seleta de legumes prontos para o consumo, temperados com sal. Não recordo a marca, mas acho uma opção interessante para consumo de legumes dependendo da trilha. Isso porque em travessias não tem como carregar legumes frescos na cargueira. Além da probabilidade de estragar e/ou amassar, é um peso e tanto. Então tem
essas opções deles prontos pra não deixar de comer alguns legumes ao longo da aventura.

Gosto de fazer em casa um tempero que é ótimo para levar nas trilhas e travessias, pois é um tempero nutritivo. Eu misturo gergelim, semente de abóbora, semente de girassol (todas descascadas) e sal. Torro levemente e trituro tudo junto. Fica delicioso e muito rico.

Bom… Até agora só falei de comidas para refeições mais elaboradas, mas sabemos que além do café da manhã, é importante ter alimentos nutritivos ao longo da trilha, então chegamos no momento de falar dos snacks!

Os snacks e o café da manhã faço com os mesmos ingredientes. Costumo levar frutas secas pela praticidade e por não estragarem como as frutas in natura (claro que adoraria ter frutas frescas ao longo da jornada, mas elas estragam muito fácil na cargueira. Dependendo da trilha, se for algo curto
dá pra levar com certeza). Dentre essas frutas, o mais comum é banana desidratada, tâmaras (prefito a tâmara Medjol, que dá mais saciedade), damasco, uva passa, coco seco, dentre outras. Tem várias, como manga, goiaba, pêra, … Mas acabo sempre levando as mesmas.

Sempre carrego comigo as oleaginosas, que são boas fontes de energia e gordura do bem, e super combinam com as frutas secas. Levo nozes, amêndoas, amendoim (também na versão doce – pé de moleque –, porque ninguém é de ferro), castanhas, avelã, e acho bem bom levar também aquelas
mesmas sementes que uso para fazer o tempero (abóbora e girassol descascadas), pois são proteicas.

E o velho – e às vezes considerado bandido – pão. Não deixo de comer. Opto pelas versões integrais, eu prefiro. Para passar no pão, gosto de levar pasta de amendoim e/ou tahine (pasta de gergelim), que são boas fontes de gordura e proteína. E levo também melado, acho a combinação ótima. Se quiser uma versão de sanduíche salgado, dá pra rechear com essas pastas e os legumes que falei antes, ou até mesmo aquele tempero caseiro de sementes. Fica bem gostoso. Ou misturar tudo (risos), na hora da fome a gente come o que vê pela frente!

Uma coisa bacana para os primeiros dias de travessia ou para trilhas mais curtas, é levar cenoura. Ela resiste bem e não amassa. Serve para o almoço/janta e também nos lanches. Eu adoro comer cenoura crua!

Pensando em uma opção mais fácil e ainda saudável, gosto muito das barra de cereal da marca Hart’s (busco patrocínio hahaha). Eles tem várias opções, todas de-li-ci-o-sas! São barras raw (sem cozimento, o que mantem o alimento com 100% de aproveitamento dos nutrientes) e tem umas especiais que são ricas em proteínas. E o melhor: todas veganas!

Enfim! Não sou nutricionista e estou longe disso. Sou apenas uma Yogue trilheira que gosta de manter a alimentação ao longo das trilhas e travessias na mesma linha e na mesma vibe de vida que levo: sempre em busca de saúde e bem-estar. As dicas que dou são baseadas na minha experiência, gosto e pesquisas que fiz. Cada um conhece seu corpo e o melhor sempre é estar atento e consciente naquilo que o próprio corpo pede.

Alimentação Vegana

Espero ter contribuído de alguma forma e auxiliado a galera que busca manter uma alimentação saudável também nas suas aventuras!

Até breve,
Manoela Pellenz Barbieri Schiavenin – Junho/2018

Cuidados e dicas na prática esportiva

Sabemos que a prática esportiva não é simplesmente acordar um dia e resolver ser um atleta. Praticar esportes necessita de um preparo antes, para conseguir aguentar toda a intensidade que um esforço físico proporciona. Muitas pessoas não possuem um físico adequado e nem um organismo preparado para a realização de alguns exercícios e acabam sofrendo lesões e contusões sérias. Outros acabam passando mal, tendo o conhecido mal súbito, que leva muitos atletas a morte.

“Tanto no verão quanto no inverno devemos fazer uma avaliação médica e física, não são obrigatórias, mas é interessante realizar essas avaliações, para identificar se existe algum problema físico ou de saúde que pode ser desencadeado durante a prática esportiva.” ressalta a enfermeira Magda Chagas, que desde 2012 trabalha na área da saúde esportiva.

prática esportiva
Créditos: Luis Leandro Grassel

Magda é também é coordenadora do setor da saúde do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas 2018. Após as duas primeiras etapas do campeonato que ocorreram em Farroupilha e Tupandi, e foram marcadas pelo calor excessivo e chuva torrencial – respectivamente. Conversamos sobre os principais problemas (referentes à saúde), que os atletas enfrentaram.

Segundo Magda, a quantidade excessiva de intercorrências gástricas, ocorridas na primeira etapa do campeonato em Farroupilha, estavam diretamente relacionadas ao calor excessivo. O corredor toma mais água, devido ao medo de desidratação e também para refrescar o corpo.

“Esse excesso de água e a postura dos corredores em aclives gerou náuseas, vômitos e dores gástricas, iniciando o processo de hiponatremia, condição metabólica caracterizada pela redução de sódio no sangue a níveis tão baixos que pode começar a aparecer letargia, náusea, dores abdominais, mudanças de humor…” explica Magda. Já outros corredores, tomaram cápsulas de sal e não respeitaram as 2/3 horas de exercício exaustivo e nem a correta reposição hídrica.

Já na segunda etapa do campeonato ocorrida na cidade de Tupandi, houve intercorrências devido a dores musculares, cãibras e fadigas e alguns casos piorando a questão clínica. “Devemos sempre lembrar que o glicogênio é uma reserva de glicose, que está no sangue e precisa ser quebrada. Portanto, para o corpo funcionar corretamente, é preciso ter energia, comer durante a prova. Os corredores devem sempre manter a reserva de glicogênio, buscando sempre o bom funcionamento do organismo durante e após as provas.” ressalta a enfermeira que estará presente em todas as etapas do CGCTM 2018.

E atenção… em todo e qualquer evento esportivo – ciclismo, corrida, futebol…entre outros; é imprescindível  que haja paramédicos no local, caso não houver é preciso ter alguém que saiba os primeiros socorros, para que em qualquer caso de emergência, possa agir e ajudar alguém que passe mal por causa da prática esportiva.

Vale ressaltar que o tempo é fator preponderante no salvamento efetivo de vidas. Em razão de que a grande maioria da população não detém conhecimento técnico na área de atendimento de emergência, costumeiramente nada é realizado entre o momento do ocorrido até a chegada das equipes de socorro. Tal lapso de tempo pode significar a diferença entre a vida ou a morte da pessoa.

Deserto de Namíbia

Durante nossa passagem pelo continente Africano, o segundo país que nos acolheu foi Namíbia. Para nossa surpresa, lindo, cheio de história e pessoas como tantos outros do continente, mas que por conta do destino nos recebeu como filhos.

A Namíbia, que até 1990 era parte da África do Sul é um dos países menos povoados do mundo e dono de uma variedade de paisagens de tirar o fôlego. Em uma de nossas visitas por lá, conhecemos o Deserto da Namíbia, o deserto mais antigo do mundo! Este deserto abriga diversas atrações e você pode ficar dias por lá e cada nova duna será surpreendente.

Nós queríamos muito conhecer este local por causa do Dead Valley, você já deve ter ouvido falar do vale com árvores mortas, é exatamente este. Nesta localidade, há milhares de anos atrás se situava o vale do rio Tsauchab que com o passar do tempo foi cortado por uma imensa duna, fato esse que veio a isolar algumas árvores de camélia que lá existiam, e por criar um micro clima extremamente seco no local, fez com que estas árvores fossem preservadas sem sofrer decomposição por mais de 900 anos, conferindo assim, uma paisagem muito diferente.

A segunda atração mais visitada deste deserto é a Duna Big Daddy, que muitos acreditam ser a maior duna de areia do mundo. Ela esta localizada exatamente ao lado do Dead Valley e você pode conhecer as duas atrações no mesmo dia. Olhando de baixo a Duna é linda e gigantesca, mas de cima é ainda mais linda, sem contar toda a vista do Vale que é possível contemplar do topo.

Para subir, reserve de 2 a 3 horas, pois dependendo da temperatura do dia é muito cansativo, e lembre se de fazer a caminhada bem cedo pela manhã. Quando nós visitamos o Deserto foi no mês de julho, as temperaturas estavam muito quentes durante o dia e a noite precisávamos de fogueira pra nos aquecermos. Nos organizamos para chegar ao parque antes dos portões abrirem para iniciar bem cedo nossa subida. Utilizamos a “trilha” por fora do Dead Valley, por ser mais curta, mas esta é mais íngreme. E a descida fizemos correndo pela borda da Duna que finalizava no Vale, assim caminhamos todo interior dele no período mais quente do dia, mas ainda assim é a melhor opção se você não quer perder nada.

Além dessas atrações, nós também visitamos a Duna 45, que não é tão alta quanto a Big Daddy, mas esta localizada entre outras dunas lindíssimas e no nascer do sol o contraste das sombras é um espetáculo.

Se você quiser desbravar esta e muitas outras atrações deste país lindíssimo, uma boa opção é realizar um turismo estilo Overland Safari. Neste tipo de turismo de aventura, você acampa todos os dias em um local diferente no mais autêntico estilo outdoor. Nós escolhemos a agência Acacia Africa para realizar nosso Overland Safari, e só temos elogios. Foram 35 dias montando e desmontando barracas estilo exército, e não vemos a hora de repetir tudo de novo!

Para mais histórias ou dicas de viagens e aventuras acesse faceboock/euvouepronto, Instagram @euvouepronto e Youtube/euvouepronto

Ficaremos muito contentes em te ajudar.

Lista de fotos:

Deserto de Namíbia
Por do sol no deserto da namíbia
Deserto de Namíbia
Duna 45 ao amanhecer
Deserto de Namíbia
Subida da duna Big Daddy
Deserto de Namíbia
Quase no topo da Big Daddy, abaixo o Dead Valley
Deserto de Namíbia
Vista do topo da Big Daddy contemplando o Dead Valley
Deserto de Namíbia
Uma das diversas árvores preservadas
Deserto de Namíbia
Sentados a sombra de mais de 900 anos
Deserto de Namíbia
Uma das paisagens icônicas do Dead Valley
Deserto de Namíbia
Na crista da Duna 45

Monte Roraima

O Monte Roraima atrai aventureiros, antropólogos, cientistas, biólogos, místicos e viajantes do mundo inteiro.

É um dos tepuis que formam o grande escudo das Guianas, ou Planalto das Guianas, localizado na tríplice fronteira entre Venezuela, Guiana e Brasil, com idade estimada em mais de 2 bilhões de anos.

Tepui é o nome dado às formações de topo plano e escarpas verticais e profundas que abundam nessa região.

Acredita-se que os tepuis tenham sido unidos a bilhões de anos atrás e a cisão deles tenha dado origem à bacia amazônica.

A expedição

Posso dizer que estive em outra dimensão nessa virada de ano… foram 10 dias de muita vivência, aprendizado, gratidão, reflexão, contemplação, conexão, emoção, energia, transformação… compartilhando e vivendo cada experiência!

Monte Roraima

1.º dia Monte Roraima – Brasil-Venezuela

A subida do Monte Roraima se dá pela Venezuela. Assim, antes de começar a caminhada, nos deslocamos de carro de Boa Vista até à Comunidade Pataitepuy.

Nosso grupo era formado por seis aventureiros: Kalhi, de Manaus, Juliana e Graci, de Boa Vista, Alex e Henry, de Curitiba, e eu, de Blumenau. Foi ótimo nosso entrosamento, tanto entre nós, quanto com nosso guia, Leo Tarolla, da Tarolla Tours e Brasil Norte Expedições e a equipe dele. Sensacional dividir esses dias com pessoas com as quais multiplicamos energia e conhecimento!

Depois de atravessar a fronteira, em Pacaraima, a primeira parada é em Santa Elena de Uairén, onde compramos moeda local – bolívar – e demos uma voltinha rápida pela cidade.

Monte Roraima

De lá, seguimos para nosso destino. A estrada até lá não deixa escolha para “sem emoção”… de terra, com muitos buracos e perais… a aventura é garantida! Como estava chovendo muito, a terra virou lama e nosso carro não conseguiu vencer a última subida antes de chegarmos. Tivemos que descer e seguir a pé até o local do nosso último pouso antes dos acampamentos.

Monte Roraima

A pousada estava sem energia e, assim, as lanternas e o banho gelado já entraram em cena um dia antes do previsto.

2.º dia Monte Roraima – Início da caminhada

Monte Roraima

Depois de um café da manhã com essa vista sensacional para os tepuis, fizemos o registro na entrada do Parque Nacional Canaima e começamos nossa caminhada. Seguimos por 15 quilômetros até o Rio Tek, onde fizemos a primeira travessia e seguimos por mais uns 2 quilômetros até o Rio Kukenan.

Quando avistei o Rio Kukenan com o Monte Roraima ao fundo fiquei de boca aberta, literalmente! Lindo demais!!!

Monte Roraima

Monte Roraima

Atravessamos e deixamos nossas coisas no acampamento pra tomar um banho no rio. Foi maravilhoso!!! O Leo (nosso guia) e eu descemos o rio um pouco nadando e um pouco como se fosse um bóia cross, mas sem bóia, claro… kkķkkk… piscinas fantásticas com vista para o Matawi e para o Roraima! Alguns ralados e machucados depois (hehe), voltamos para o acampamento para almoçar. Já eram umas 16h mais ou menos.

Mais tarde, o Alex, a Kalhi e eu saímos para um ataque na trilha em direção ao Monte Roraima. Ainda estava claro, mas a lua já estava linda! Curtimos o entardecer e voltamos para o acampamento. Acabei não resistindo a um banho noturno no rio Kukenan… maravilhoso! Depois nos reunimos todos, ficamos conversando e jantamos uma sopa de abóbora com orégano silvestre que colhemos na trilha.

3.º dia Monte Roraima – Rio Kukenan ao Acampamento Base

Arrumamos nossas coisas e saímos em direção ao pé do Monte Roraima. Foram 9 km com algumas subidas, mas ainda de trilha bem aberta.

11h da manhã já estávamos no acampamento base. Ficamos conversando um pouco e aí fui tomar banho de rio… água geladíssima da montanha: delícia!!! Depois almoçamos e estiquei um pouco as pernas na rede (obrigada pelo empréstimo @leotarolla hehe).

Monte Roraima

O tempo estava bem limpo anunciando que veríamos um pôr-do-sol arrasador… saímos caminhando procurando um bom lugar para contemplá-lo. Subimos um pequeno monte com pedras mais altas e decidimos que seria o melhor lugar. Mas, eis que no horizonte se formaram nuvens enormes e só vimos a chuva caindo mais ao longe, o que foi tão lindo quanto o pôr-do-sol que imaginamos… senão mais! De volta ao acampamento nosso guia nos esperava com um chocolate quente! Foi um dia bem tranquilo para nos prepararmos para o dia seguinte: dia de finalmente subir ao topo.

Monte Roraima

4.° dia Monte Roraima –  A subida

5h da manhã e o acampamento já estava movimentado… grupos fazendo café, desmontando acampamento, arrumando equipamentos. Chegou o tão esperado dia da subida ao topo!!! Logo de cara a subida é quase vertical, mas os degraus formados naturalmente tornam a subida menos árdua.

Monte Roraima

A trilha é lindíssima e cheia de energia! Quando chegamos no ponto tão próximo do paredão que é possível toca-lo, a emoção é inevitável!

Seguindo por mais algumas subidas chegamos ao mirante de onde se avista o “passo de lágrimas”, uma trilha estreita colada nos paredões do tepui, onde a água que cai do topo nos molha suavemente conforme o vento a faz dançar… A conexão nessa passagem foi absurda! O sentimento foi: “só de ter vindo até aqui já valeu tudo!”

Monte Roraima

Mas, ainda tínhamos mais subida pela frente. Mais um pouco de escalaminhada e chegamos ao topo! Nos abraçamos emocionados pela conquista… a impressão é de que entramos em outra dimensão… é diferente de tudo!!! Não tenho palavras pra descrever…

Monte Roraima

Paramos um pouco, mas logo a chuva e o frio nos fez voltar a caminhar até nosso refúgio, chamado “Filhos do Sol”, lugar deslumbrante e mágico!!! A chuva não parou mais. Ficamos no refúgio cuidando das bolhas, unhas, dores e machucados uns dos outros…hehe… No meu caso foi de um tombo na subida quando tentei subir numa pedra mais alta e acabei escorregando. Machuquei um pouco os braços, a perna direita e o rosto, mas só a mão direita que doía demais (ainda dói, aliás, hehe). Passei uma pomada anti-inflamatória, outra pra dor e por fim uma pomada pra cavalo… mas continuava doendo… Não me importei muito com a dor, mas com o fato de não ter força na mão… até pra abrir o zíper da barraca estava difícil. Só pensei: que seja só dor e que eu acorde bem amanhã!!!

5.° dia Monte Roraima – Começando a desbravar o Monte

Já saímos com as cargueiras porque depois seguiríamos para outro refúgio. Passamos por lugares lindíssimos… paisagens de tirar o fôlego!!!

Depois de mais algum tempo caminhando, chegamos ao nosso refúgio para a noite da virada. Incrustado num dos paredões do Roraima e próximo ao Vale dos Cristais e a um poço de água cristalina e gelada… simplesmente magnífico! Deixamos as cargueiras e saímos para conhecer o Vale dos Cristais e o Ponto da Tríplice Fronteira entre Venezuela, Guiana e Brasil.

Monte Roraima
Vale dos Cristais

Monte Roraima

Na volta, já tomei aquele banho no poço próximo ao acampamento e colocamos as espumantes lá pra gelar (sim, eu levei uma espumante na mochila desde Blumenau ;P).

Mais tarde saímos para ver um mirante com vista para o Roraiminha e para a floresta da parte baixa. Sensacional!!!

Monte Roraima

Voltando para o refúgio, quase na chegada, começou a chover. Já cheguei ensopada e corri pra colocar uma roupa seca. Pra minha alegria, o Leo nos serviu chá quente!!! Infelizmente a chuva não parou. Meu plano de ver estrelas cadentes na noite de réveillon foi adiado. Mas nada tirou a alegria da nossa noite … jantamos, brindamos e celebramos a virada com muita energia compartilhada!!! GRATIDÃO!!!

Monte Roraima

Monte Roraima

6.° dia Monte Roraima – A tão sonhada Proa?

Estava ansiosa por hoje… dia de ir para o Lago Gladys e para a Proa!!! Enfrentamos muita chuva e frio até chegar ao Lago Gladys, mas as paisagens, rios, plantas, pântanos, pedras e tudo mais que vimos no caminho valeu cada passo.

Monte Roraima

Monte Roraima

Chegamos ao lago, que estava totalmente encoberto. Mas, em menos de um minuto, o nevoeiro se dissipou e pudemos contemplar sua beleza. Mas ele é tímido… logo se cobriu novamente… foi o tempo de contemplar e tirar algumas fotos!

Monte Roraima
Lago Gladys

O frio era intenso naquela manhã. Seguimos em direção à Proa com muito vento e tempo bem fechado. Chegamos na descida do Vale. Montadas as cordas, o @leotarolla e o @alexandro.kenordasilva desceram. Ficamos na expectativa (tremendo de frio… Hehe). Voltaram com a triste notícia de que não conseguiríamos ir até à Proa… além de estar faltando uma chapeleta do outro lado do Vale, as condições climáticas eram péssimas. Infelizmente só nos restava pegar o caminho de volta para o refúgio. Paramos pra ver os destroços de um helicóptero da globo que caiu no Monte faz alguns anos. Na volta um bom banho bem gelado e uma surpresa deliciosa no acampamento: pipoca!

Monte Roraima

7.° dia Monte Roraima – Explorando o desconhecido

Mais um amanhecer com chuva no Monte Roraima… Nosso café da manhã teve a famosa arepa, uma espécie de pão de farinha de milho feito no fogareiro. Adorei!

Arrumamos nossas coisas e partimos de volta em direção ao refúgio “Filhos do Sol”. No caminho passamos novamente pelo Vale dos Cristais e pelo ponto tríplice. Depois avançamos para conhecer “el fosso”, um poço lindíssimo com uma cachoeira magnífica!

Monte Roraima
El Fosso

Pegamos chuva por todo o caminho. Chegamos ensopados e eu tremendo de frio… hehe. De repente, eis que apareceu o sol. Ainda molhada, arrumei minhas coisas e fui pro rio mais próximo tomar banho e lavar minha calça, meias e bota. Voltei para o refúgio e coloquei tudo no sol, inclusive eu, hehe…

Com o céu finalmente aberto, eu estava querendo muito ir pra alguma borda. Falei com o Enzo e ele disse que estávamos muito longe. Então, ele me levou para subir na formação que era o “teto” do nosso refúgio… a vista lá de cima é sensacional! Até passou a tristeza de não ir para as bordas.

Monte Roraima

Depois descemos para ir até um lago próximo e no caminho tivemos o privilégio de ver algumas flores raras e o sapinho negro endêmico do Monte Roraima (Oreophrynella quelchii).

Monte Roraima

De lá subimos em outra formação bem mais alta ainda não explorada, com direito à uma escalada sensacional !!! Como fomos os primeiros a conquistar aquele lugar incrível, fizemos um totem no topo e o batizamos. Dava até pra ver o Maverick (ponto mais alto do Monte Roraima) de lá, e também o nosso acampamento.

Monte Roraima

Descemos para ver o pôr-do-sol lá do refúgio, mas as nuvens voltaram a fechar o céu. Desci até o rio para buscar água pra mim e para as meninas. já estava bem frio nessa hora. Entrei na barraca pra escrever um pouco. Depois nos reunimos para jantar e conversar. E a chuva voltou!

8.° dia Monte Roraima – Energia Vital

Mais um amanhecer com chuva…

Saímos um pouco mais tarde na esperança de que a chuva parasse, mas, chovia e parava, chovia e parava o tempo todo… e o frio estava mais intenso! Passamos por outra área do Roraima com cristais espalhados por toda parte… conhecemos um grupo que estava acampado num refúgio próximo, conversamos um pouco e seguimos para um local de especial energia… quando estávamos bem próximos, as lágrimas brotaram… a energia transbordava… de dentro pra fora e de fora pra dentro. Que maravilhamento compartilhar dessa energia! Segundo nosso guia, estávamos num dos pontos de intersecção de energia do Universo.

Monte Roraima

Não queria mais sair dali, mas tínhamos que seguir…

Nosso objetivo: as jacuzzis e as ventanas! Fomos primeiro até às Ventanas. Queria muito ver as bordas, mas estava tudo encoberto… podíamos ver o vento trazendo a umidade pra cima. Estava muito frio!

Monte Roraima

Saímos em direção às jacuzzis e tivemos a graça do sol por alguns instantes. Eram as piscinas mais lindas que já vi… o banho foi irresistível! Por mais frio que esteja, não perca esse banho por nada!

Monte Roraima

Monte Roraima

Monte Roraima

De lá seguimos para o Maverick, o ponto mais alto do Monte Roraima (2.875m). A parte baixa estava encoberta, mas o topo estava aberto e pudemos ver quase todo o Roraima lá de cima… belíssimo!

Monte Roraima

Descemos em direção a uma das cavernas do Monte Roraima… é uma gruta incrível com muitos líquens de várias cores! Avançamos até uma galeria imensa onde apagamos as lanternas e ficamos alguns minutos na escuridão e no silêncio do lugar!

Monte Roraima

Monte Roraima

Quando saímos da gruta já estava bem mais frio. Seguimos até o acampamento contemplando o entardecer…

Monte Roraima

Coloquei uma roupa seca e sai pra ver as estrelas. Finalmente uma noite de céu limpo! Mas, como sempre, no Roraima o tempo muda o tempo todo e logo o céu se fechou novamente. Energizada pelo dia magnífico, nem senti fome e acabei não jantando aquela noite… antes de dormir dei mais uma espiadinha no céu, mas ele continuava escondido.

9.° dia Monte Roraima – Início da descida

Acordei umas 5h e pude sentir uma claridade vindo de fora da barraca. Abri rapidamente para espiar e lá estava ela… a lua… plena! Tirei algumas fotos da barraca mesmo, mas logo me troquei para sair e contemplar a lua e o nascer do sol. Foi espetacular!

Monte Roraima

Monte Roraima

Pena que era o dia de começar a descida. Tomamos café e saímos do nosso refúgio. Paramos em um mirante lindo onde pudemos contemplar um pouco das bordas antes das nuvens cobrirem tudo novamente. Começamos a descida. Fomos até o acampamento base onde paramos pra almoçar. O calor estava absurdo! Hora de seguir… Quando chegamos na travessia do Rio Kukenan, escorreguei numa das pedras e caí no rio, o que naquele calor foi ótimo, mas seguir toda molhada nem tanto… hehe… Depois de mais alguns quilômetros, chegamos no acampamento do Rio Tek para nossa última noite antes da caminhada final. Já estava anoitecendo, mas ainda fui pro rio tomar aquele banho! Até nadei um pouco. Voltei para o acampamento no escuro já. A noite estava linda demais! Nada de nuvens… só estrelas!

Pude finalmente ver uma estrela cadente! Ficamos admirando o céu por um tempo sem fim… até que começaram a diminuir seu brilho para dar lugar à luz da lua que se pré-anunciava por detrás do Monte Roraima. E ali ficamos esperando por ela. Nasceu linda, cheia, enorme e brilhante! Foi espetacular!

Jantamos e até tomamos cerveja que vendiam ali no acampamento. Cerveja quente, claro, mas lá isso não importa muito. A noite estava tão linda que não dava vontade de dormir, mas, no dia seguinte ainda teríamos um bom trecho pela frente.

10.º dia Monte Roraima – Hora de voltar

Estava muito difícil pra mim escrever sobre o 10.º dia. E agora sei o porquê. É como se escrever sobre o último dia fizesse encerrar o que eu não queria que acabasse… que foi a mesma sensação que tive durante todo o último dia da caminhada.

Amanheceu um dia lindo e bem quente desde cedo. Arrumamos nossas coisas, tomamos o café da manhã e partimos.

O Monte Roraima estava totalmente limpo… nada de nuvens, nem nevoeiro… juro que deu vontade de subi-lo novamente.

Monte Roraima

Com o calor intenso, pude ver vários calangos pelo caminho.

A cada passo o Monte Roraima ficava um pouco mais distante.

Chegamos na Comunidade Paraitepuy e logo nos reunimos com outros grupos… alguns chegando, outros indo embora como nós. Tanto a compartilhar!

Bebemos algumas merecidas cervejas venezuelanas (dessa vez geladas :D) enquanto esperávamos a Graci e a Kalhi chegarem.

Monte Roraima

Muita conversa depois, hora da despedida. De lá fomos para outra comunidade para almoçar e comprar artesanato local antes de regressarmos à Boa Vista.

180.000 bolívars = salada, arroz, frango e banana frita.

+ 3.000 bolívars = 1 cerveja venezuelana.

Monte Roraima

Monte Roraima

Mas, se você não tiver bolívars, não se preocupe. Todos os lugares aceitavam reais também.

De lá fomos até Santa Helena, onde nos despedimos do Henry e do Alex, que ficaram na Venezuela para uma trip até Salto Ángel.

Nós, as meninas, fomos com o Leo até Pacaraima, atravessamos a fronteira para o Brasil e ali pegamos um táxi até Boa Vista.

O pôr-do-sol estava espetacular!

Monte Roraima

Chegamos em Boa Vista por volta de 19h30. Tomei um banho quente tão feliz (depois de 10 dias de banho gelado) na casa da Graci (MUITO OBRIGADA, Graci!). Arrumei o mochilão para a viagem e logo a Ju e a Kalhi chegaram para darmos uma última volta na cidade e comer alguma coisa num barzinho de karaokê famoso da cidade, o Pit Stop. Lugar muito gostoso com mesas ao ar livre e comida muito boa! Obrigada por tudo, meninas! 

De lá, as meninas me deixaram no aeroporto, onde esperei meu vôo com saída 1h da manhã para Brasília. No caso, já estava no 11.º dia (rsrs…) Depois Brasília – São Paulo. E, por fim, São Paulo – Joinville, onde minha mãe e meu irmão me buscaram para retornar a Blumenau.

Foi uma experiência única! Como já disse, desejo que cada um possa realizar algum dia!

Check-list Monte Roraima

Vou deixar aqui algumas sugestões de itens que considerei indispensáveis nessa trip.

Na hora de preparar seu mochilão, lembre de levar:

  • alguns pares de meia extra porque elas vão molhar! E pé molhado por muito tempo dá bolha e pode fazer cair suas unhas se for um dia de caminhada intensa em descidas, por exemplo;
  • uma corda para fazer varal e alguns grampos de roupa;
  • protetor solar;
  • repelente;
  • desodorante;
  • embalagem pequena de shampoo e condicionador e sabonete (você consegue comprar todos sem nenhum aditivo químico em farmácias – lembre que você está indo para um lugar de preservação);
  • declive;
  • lenços umedecidos;
  • papel higiênico (a equipe do guia fornecia, mas é bom ter alguma reserva);
  • boné ou viseira;
  • gorro para frio;
  • óculos de sol;
  • anorak (ou anoraque) – jaqueta com capuz impermeável para os momentos de chuva e frio;
  • roupa quente para dormir;
  • um par de luvas;
  • toalha de secagem rápida;
  • isolante térmico e colchonete (ou, melhor ainda, se você tiver o isolante térmico de ar fininho inflável, que já serve de isolante e colchonete e ocupa pouco espaço);
  • saco de dormir;
  • roupas leves para as caminhadas;
  • roupas íntimas;
  • roupas de banho;
  • um casaco tipo fleece (é bem quentinho e não pesa);
  • bandana (é um ótimo coringa que você pode usar no pescoço se estiver muito frio ou na cabeça pra proteger do sol. Ou ainda para prender o cabelo);
  • amarradores de cabelo, se você tiver cabelo comprido, claro;
  • sobre calçados, é algo pessoal, mas o ideal é ir só com a sua bota ou tênis de caminhada já no pé e levar só um chinelo para usar no acampamento. E isso é fundamental, não esqueça: sempre que puder, deixe os pés ao ar livre;
  • garrafa de água (2L é o ideal);
  • clorin (purificador de água);
  • kit com algodão, esparadrapo, curativos, agulha, cortador de unha;
  • eventuais remédios se você está acostumado a tomar (para dor, vômito, febre, algum anti-alérgico) – eu sempre levo própolis em spray pra eventual dor de garganta e a pomada de própolis para eventual corte ou ferimento (é um cicatrizante natural);
  • vaselina sólida ou creme para assaduras para passar nos pés ou em alguma outra região do corpo se você tiver problema com assaduras;
  • lanterna de cabeça e lanterna de mão pequena (leve pilhas extras);
  • carregador portátil para as baterias do celular, máquina fotográfica e outros eletrônicos se você levar;
  • lanches de trilha (as refeições principais são fornecidas pela equipe contratada);
  • se você gosta como eu, indico levar vitamina C efervescente. Além de fazer bem pra saúde, é uma delícia. Pode tomar uma por dia;
  • sacolas para roupa suja;
  • se você estiver vindo de longe como eu, lembre de deixar uma muda de roupa limpa para a volta.

Lembre de levar suas roupas e o saco de dormir dentro de sacos impermeáveis. Isso além da capa que protege a mochila. É mais seguro se cair alguma chuva mais intensa.

Lembre também que o comprovante da vacina da febre amarela deve ser internacionalizado em qualquer posto da ANVISA antes de entrar na Venezuela.

Acho que é isso! Lembrando que qualquer dúvida ou sugestão estou sempre a disposição. Podem me chamar no Instagram ou no Facebook.

Aproveite cada passo dessa viagem!

Redução de peso em travessias de trekking

Trekking para inciantes, dicas sobre redução de peso em equipamentos.

Um dos maiores obstáculos do estilo de caminhada conhecido como Trekking na maioria das vezes não é apenas o terreno difícil, passar inúmeros dias acampando, mas sim, os equipamentos utilizados para a prática desse tipo de aventura.

A maioria das pessoas que começam a praticar trekking acham que isso se trata de um esporte elitizado, tendendo que os equipamentos sejam de alto valor monetário, pois não são encontrados facilmente no Brasil.

Isso não é verdade, vou explicar aqui nesse texto como você pode poupar um bom dinheiro e fazer um trekking de aproximadamente 5 dias, usando apenas uma mochila de 32L e mais alguns equipamentos indispensáveis.

Equipamentos

Na hora de escolher seus equipamentos, escolha por suas especificações técnicas primeiramente e não pelo seu preço, quando analisamos as especificações de cada produto podemos definir se o produto em questão é barato ou caro, sem isso é difícil fazer alguma comparação.

Outro detalhe interessante é estar atento as normas EN de cada equipamento, nesse caso escolha equipamentos com essa nomenclatura, porque são equipamentos fabricados para usos na Europa e testados em laboratório para que realmente possam atender as exigências, em outras palavras podemos dizer que, o produto irá entregar tudo o que promete, diferentemente do restante dos produtos similares não testados no mercado.

Você pode estar se perguntando! Os equipamentos com normas EN não são mais caros?

Sim, os equipamentos são mais caros, mas isso é subjetivo, pois são fabricados para realmente atender as exigências. Cito um exemplo para melhor entendimento:

Você pode optar por comprar um saco de dormir Deuter ou The North Face com norma (EN) com temperatura que variam entre +5° e -9°, este modelo será melhor e mais barato que se comprar um saco de dormir com faixas de temperatura entre 0 a -5° para usos aqui no Brasil. Caso a temperatura baixar durante a noite é só vestir um conjunto de roupas térmicas e resolvemos o problema.

Mochila de 32L

Existe no mercado nacional uma infinidade de marcas/modelos de mochilas, procure uma que tenha boas especificações técnicas e que seja muito confortável, pois você terá que carrega-la aproximadamente cinco dias consecutivos.

Mochila Guide 32L Lite Deuter

Redução de peso em travessias de trekking

Valor aproximado: R$ 833,00

Peso: 1,2kg

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Isolante Inflável

Os isolantes térmicos são muito importantes para termos uma boa noite de sono, este isola a temperatura corporal e mantém seu corpo seco, para assim ter uma noite sem desconfortos.

Isolante Ultra Light – Sea To Summit

Redução de peso em travessias de trekking

Valor aproximado:  R$ 533,00

Peso: 395g

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Saco de dormir

A dica aqui é se possível, usar um saco de dormir fabricado com plumas de ganso, pois possui melhor isolamento contra baixas temperaturas e é muito leve, mas geralmente estes são um pouco mais caros, mas posso dizer que compensa o investimento. Uso em minhas viagens o saco de dormir Deuter Trek Lite +3, este possui temperatura de conforto +7° e extrema -12°.

Temperaturas em sacos de dormir:

  • Temperatura de conforto é um dado para comparar uma boa noite de sono igual aquela que temos em nossas casas.
  • Temperatura limite, é aquela que você dorme usando poucas roupas.
  • Temperatura extrema é aquela que você dorme usando muitas roupas.

Por isso sempre compre o saco de dormir olhando a temperatura de conforto no máximo a de limite, nunca olhando para a extrema, olhar e entender os pontos importantes de cada equipamento é fundamental, poderá ser a diferença para poupar seu dinheiro.

Saco de dormir Trek Lite +3

Redução de peso em travessias de trekking

Valor aproximado:  R$ 929,00

Peso: 800g

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Barraca

As barracas são um dos pontos mais importantes que devemos prestar a atenção na hora da compra, pois ela será nosso abrigo durante todos os dias do trekking, use barracas (auto-portante) pois você poderá armar ela em qualquer terreno. Lembre-se que em um trekking a maioria dos acampamentos são selvagens, procure uma com uma boa coluna de água e resistente a ventos fortes.

As barracas para serem consideradas leves devem estar na faixa de 1 a 2 kg.

Barraca Cirus 2 NatureHike

Redução de peso em travessias de trekking

Valor aproximado: R$ 1.399,00

Peso: 1,84 kg

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Fogareiro/gás

O fogareiro será seu fogão durante os dias de travessias de trekking, é nele que você aquecerá todos seus alimentos e bebidas.

A dica é usar o fogareiro Azteq Spark, pois é leve, compacto e muito fácil de manusea-lo, além disso podemos condicionar ele dentro do estojo de transporte e guardar embaixo do cartucho de gás.

Fogareiro Spark Azteq

Redução de peso em travessias de trekking

Valor aproximado:  R$ 195,00

Peso: 87g

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 Kit de panelas

Recomendo usar o conjunto de panelas Azteq Trip, pois é muito leve, compacto, antiaderente e oferece um bom custo/benefício.

Conjunto de panelas Trip Azteq

Redução de peso em travessias de trekking

Valor aproximado: R$ 124,00

Peso: 260g

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Roupas

Em um trekking de muitos dias não é necessário levar uma muda de roupa por dia, pois isso aumentará o volume dentro de sua mochila e o seu peso final, se você respeitar o sistema de camadas, levará apenas o necessário para a sua aventura.

Hoje em dia as roupas técnicas são fabricadas para suportar até 5 dias em uso, isso quer dizer que você não precisará trocar de roupa todos os dias pois, possuem tecnologias avançadas anti-odor que permite que você use inúmeras vezes antes de lavar.

Equipamentos junto ao corpo:

Os equipamentos que estamos vestindo, calçando e usando também devem se juntar a essa conta, geralmente levamos um conjunto de roupas térmicas e mais um conjunto de anoraque (impermeável, respirável e corta-vento), ainda tem a bota de caminhada, meias, GPS de trilha, tudo isso gera um peso aproximado de 2 kg.

Se formos calcular o valor investido nessa breve lista de equipamentos vamos chegar a um total de R$ 4.013 reais sem contar aquilo que está em nosso corpo, isso não é um valor monstruoso, mas com tudo isso você consegue realmente aproveitar seus dias na natureza muito mais tranquilo e sem muito esforço, pois se somarmos todas as gramas dessa lista chegamos ao peso de 6,58 kg aproximadamente, isso é apenas dos equipamentos. Digamos que acrescentamos mais 1 litros de água e 1 kg de comida, dessa maneira temos boas condições de fazer qualquer travessia de trekking usando uma mochila leve e compacta pesando aproximadamente 10 kg.

Pontos importantes para se levar em consideração:

Geralmente a maioria dos aventureiros pensam que fazer trekking é levar uma mochila enorme, pesando cerca de 20 a 30 kg, mas não é bem assim, um erro comum aos praticantes iniciantes é comprar de cara uma mochila enorme e equipamentos muito baratos, de má qualidade e que você certamente irá trocar após um ano de uso, se contar todas essas trocas de equipamentos é vantagem sem dúvidas planejar suas comprar e comprar algo bom logo de cara, assim você evita surpresas desagradáveis durante suas aventuras de trekking.

Esse peso a mais que carregamos somente será sentido em subidas íngremes ou em inúmeros dias de caminhada, em um dia de travessia podemos dar aproximadamente 30.000 passos, então para que isso aconteça de forma tranquila, precisamos carregar o menor peso possível em nossas mochilas. Entenda que um caminhão de carga leva muito mais tempo para subir uma serra que um carro de passeio, isto é lógico, nas travessias de trekking isso acontece da mesma forma.

Quanto você for analisar todos os equipamentos que está levando em uma travessia, tenha o critério para definir quais equipamentos você tem e quantas utilidades ele tem, se este ter apenas uma utilidade, ele não deverá estar dentro da sua mochila.

Este texto tem o objetivo de ajudar você na escolha do equipamento certo, dando dicas e apontando as principais dificuldades nesse meio esportivo.

Esse artigo foi construído em trocas de conversar com o Tiago Korb, fundador do Clube Trekking Santa Maria/RS. Essa empresa possui larga experiencia em travessias de longa distância, dentre elas se destacam a maior travessia de montanhas do Brasil – Travessia Transmantiqueira, é realizada em 18 dias a pé e percorre a distância de 630 km.

Calendário de travessias 2017

Redução de peso em travessias de trekking
Foto: Clube Trekking Santa Maria

Palomino Tent Trailer

Hoje escrevo sobre o Palomino Tent Trailer, este chamou a minha atenção na Primeira edição da Expo Motor Home 2016, sediada na cidade de Novo Hamburgo/RS, na feira foi apresentada inúmeras opções de casas sobre rodas, tais como: trailers, motor home’s, barracas automotivas e os reboques.

Neste post venho apresentar o reboque Palomino Tent Trailer 8 LTD, este modelo pode ser uma boa opção para você que adora fazer viagens de carro, as famosas “road trips”, sendo uma boa alternativa para os viajantes que não tem muito poder aquisitivo, mas tem o sonho de viajar ou passar algum tempo na estrada, sem se desprender do conforto de sua casa.

Sobre a Empresa:

A empresa fundada no ano de 1989, tem como principal objetivo a diminuição da distância entre a fábrica e seus consumidores, com o passar dos anos, devido a um aumento de produtos neste segmento como trailers e motor home’s, logo se tornou uma importante referência na atuação de assistência técnica e reformadora destes tipos de veículos.

A Itu Trailler localizada na cidade de Itu/SP é fabricante e fornecedora de trailers atuante no mercado brasileiro, além disso é possível encontrar em seu site veículos novos, usados, acessórios e peças deste segmento para que você encontre a melhor opção para fazer a viagem dos seus sonhos.

Mais informações podem ser obtidas no website Itu Trailler.

Apresentação do modelo:

Acomoda até 6 pessoas, possui revestimento interno laminado, acabamento externo em Gel Coat, teto em Fibra de vidro sem emendas, chassi de aço estampado, espera para botijão de gás, 4 sapatas manuais de apoio,  escada de porta retrátil, estepe, porta de entrada com tela mosqueteiro, claraboia com exaustor, janelas com mosquiteiros, duas camas com colchão de alta densidade, sofá, bancada com armário, iluminação em LED, geladeira, fogão que pode ser instalado na parte interna ou externa da barraca, alarme com detectores de fumaça e gás. Possui também um toldo externo, que pode ser aberto para ampliar o espaço e o conforto da sua acampamento. Este reboque pode ser transportado por automóveis a partir de 1.6 cilindradas.

Este modelo pode fazer a sua viagens dos sonhos tornar-se realidade.

Fotos internas do modelo Palomino 8 LTD:

Palomino Trailer Tent

Opcionais:

– Ar condicionado 13.500 BTU;

– Stereo AM / FM, Azul toque;

-Rodas de Alumínio.

A montagem pode ser realizada em menos de 15 minutos por apenas uma pessoa. Veja o vídeo:

Esta é uma opção para aqueles que gostam de se aventurar, mas ao mesmo tempo, necessitam de um bom espaço e conforto e não estão dispostos a adquirir um motor home ou dormir em barracas.

Galeria de fotos:

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Especificações técnicas:

– Tara (peso do Reboque): 740 kg

– PBT (peso bruto total): 1.174 kg

– Capacidade de carga: 435 kg

– Altura da carroceria elevada: 2,4 m

– Comprimento total aberto: 5,10 m

– Comprimento total fechado: 3,90 m

– Altura da carroceria fechada: 1,30 m

– Largura: 2,20 m

Expo Motor Home Show Primeira Edição

Em visita a Expo Motor Home Show realizada em 25, 26 e 27 de Novembro de 2016, realizada na Cidade de Novo Hamburgo/RS, estivemos em busca de novos conhecimentos a respeito de opções nas áreas de Camping.

Desde barracas automotivas, reboques, trailers, motor home. Algumas horas que renderam histórias de experiências pessoais, dos próprios fabricantes e usuários dos produtos.

E de prêmio pela nossa visita, alimentamos nossos sonhos e esperanças de um dia também colocar o pé na estrada, sendo possível viver de forma simples ou com um pouco de conforto.

Conhecemos nesta visita o casal de aventureiro Max Fercondini e Amanda Richter, que viveram 180 dias a bordo de um motor home fabricado pela Motor Trailer, modelo MTB850S, eles percorreram 21 mil quilômetros por 6 países.

Expo Motor Home-sobre-rodas-america

Este casal estavam na exposição divulgando o livro no qual descrevem sua aventura, diversas situações que foram vividas pelo casal ao longo da viagem, com dicas, informações, relatos pessoais e os bastidores dessa aventura. Uma ótima referência para quem quer conhecer mais a América do Sul, independente do meio de locomoção que utilizar. Mais informações sobre esta aventura podem ser acessadas na página oficial do Sobre Rodas, onde também é possível adquirir o livro digital ou impresso.

Expo Motor Home-travel
Fonte: Google

Nesta mesma visita, estávamos em busca de equipamentos que pudessem facilitar a nossa vida como aventureiros, que embora não fosse o principal foco da exposição, também existiam opções que nos deixaram com os olhos brilhando.

Visitamos o estande da Blue Camping, fornecedora de barracas de Teto Automotivo e toldos para veículos Off Road e passeio, da cidade de Blumenau/SC. Conversamos com o proprietário que nos deu uma aula sobre a utilização da barraca de teto que estaremos divulgando em breve. Aguarde!

Expo Motor Home-blue-camping-barraca

Também visitamos o estande da Itu Trailer, fabricante de reboques e trailers para campismo da cidade de Itu/SP. A empresa produz reboques que se transformam em  casas ambulantes e confortáveis, como o Palomino Tent Trailer, um reboque que duplica o seu tamanho quando aberto.

Expo Motor Home
Fechado Fonte: Google
Expo Motor Home-palomino-camping-itu-trailer
Aberto

Como aventureiros que somos, a Expo Motor Home superou nossas expectativas, proporcionando novoas conhecimentos, novas ideias no quesito conforto em viagens. Podemos estar confortáveis em qualquer lugar, seja em uma rede, barraca, trailer ou motor home, o que vai determinar o quão confortável uma viagem poderá ser, será a maneira como encaramos nossa vida, isso reflete em nossas viagens e destinos. Viaje de coração aberto para sentir tudo que uma boa viagem pode proporcionar.

Fotos: Marcio Basso

Dicas úteis para o primeiro acampamento

Venho através desse texto trazer algumas dicas úteis para você que nunca acampou, ou que talvez não tenha experiencia com os equipamentos de camping.

A primeira coisa que pensamos quando vamos acampar é onde vamos dormir, geralmente procuramos gastar o menos possível em uma barraca, mas isso as vezes é um erro grande que cometemos, pois barracas muito baratas, às vezes, podem sair caras.

Digo isso, pois já vi um grande número de pessoas indo a lugares, às vezes selvagens e passar por maus bocados por escolher a barraca mais barata possível. Pense comigo por um instante, quando saímos de nossas casas para nos aventurar em um local desconhecido, queremos trazer boas recordações, não é mesmo? Para que isso aconteça você tem que tomar algumas precauções, uma delas e a mais importante, é qual a barraca escolher. Para ter uma aventura saudável e inesquecível precisamos dormir bem e acordar feliz.

Para não pecar na hora de escolher a barraca para a sua aventura, analise os dados meteorológicos do local onde você vai acampar, busque o maior número de informações sobre o seu destino, pois assim saberá qual será o equipamento que será necessário adquirir, para não passar por situações indesejadas durante o acampamento.

A barraca que vemos na imagem abaixo é uma das mais baratas encontradas no mercado nacional, desenvolvida para usar em climas quentes em regiões de praia.

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A primeira coisa que deve ser levado em consideração na escolha de uma barraca são seus dados técnicos e não o seu valor, a barraca apresentada a cima conta com a seguinte especificação técnica:

Marca Mor
Capacidade (pessoas) 3 pessoas
Composição/Material Poliéster, piso em polietileno e varetas em fibra de vidro.
Cor Azul e amarela
Porta dupla Não
Tela mosquiteiro Não
Bolso para guardar objetos Não
Tipo de sobreteto Não informado pelo fornecedor
Conteúdo da Embalagem 1 Barraca Iglu
Dimensões aproximadas do produto (cm) – AxLxP 2×1,6×1,1m
Peso líq. aproximado do produto (kg) 2kg

Todas as informações divulgadas, bem como os benefícios e resultados do produto são de responsabilidade exclusiva do Fabricante/Fornecedor.

Caso você adquira uma barraca deste modelo, esteja ciente que ela foi desenvolvida para climas quentes, onde não haja insetos. O modelo não conta com mosquiteiro, isso é terrível, pois na natureza sempre existes mosquitos, aranhas e outros animais. Outro detalhe que deve ser levado em consideração, é a quantidade de chuva que essa barraca suporta, cerca de 300 mm de coluna de água (resistência à chuva), isso é praticamente nada, para ter uma ideia, o padrão internacional de coluna de água menciona que para uma barraca poder ser considerada impermeável, tem que suportar no minimo 1.500 mm de coluna de água, então este modelo de barraca tem seu uso descartado em lugares onde possa chover.

Dicas úteis no camping:

Após ter comprado a sua barraca, a dica é você montar antes de ir viajar, pois a pior coisa que pode acontecer é chegar no acampamento e durante a montagem perceber que falta alguma parte, ou que a barraca veio com algum defeito de fabricação. Então seja prudente e monte a barraca antes de ir viajar, assim você  se assegura de que tudo está em ordem e não possui defeitos.

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Para escolher o melhor local para montar a barraca é muito fácil: escolha lugares que sejam planos, sem muitas pedras e que não emposse água. Uma boa dica, é antes de colocar as varetas, você deitar sobre o quarto da sua barraca para saber se não há buracos no terreno ou raízes que possam lhe incomodar durante a noite, dessa maneira é possível constatar se existe alguma inclinação no terreno.

Para fixa-la ao solo use os espeques em ângulo de 45° graus, com essa angulação a barraca fica mais estável e segura, e caso vente durante a noite a barraca vai continuar firme, impedindo que levante. Prenda também os elásticos ou cordinhas de estabilização, isso deixará  todo o conjunto mais estável, mesmo em climas desfavoráveis.

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Outra dica interessante, é você sempre  ter junto na mochila uma lona para por por cima da barraca, pois geralmente a maioria das barracas não contam com um avanço de área, em dias chuvosos pode ficar ruim para cozinhar, além disso é possível usar para diminuir os efeitos do sol escaldante em algumas regiões brasileiras. Nas barracas que possuem grande impermeabilidade como a barraca Nepal, não é indicado armar a barraca ou deixa-la montada sobre o sol forte, pois o calor pode descolar suas costuras (geralmente as barracas impermeáveis possuem costuras seladas eletronicamente), o que não seria uma boa ideia.

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Se você estiver procurando por locais de camping, hospedagens ou até mesmo acampamentos selvagens, aqui no site é possível encontrar tudo o que procura, acesse os links abaixo:

Onde, quando e como acampar;

Camping selvagem;

7 dicas para acampar na praia.

Após ler estas dicas, e por ventura ainda surgir alguma dúvida, deixe um comentário na aba logo abaixo, ficarei grato e feliz em compartilhar meus conhecimentos com você e trocar experiências sobre acampamentos.