Portaledge – O camping extremo

No mundo do montanhismo e da escalada, muitas vezes, a aventura dura várias jornadas, os mas valentes (eu diria loucos) atrevem-se a dormir na metade de caminho tendo o vazio como piso, não há outro remédio que o de fazer um ninho pendente como os pássaros que fazem seus ninhos nas altas rochas. Este post mostra alguns exemplos destas barracas de campanha para escaladores.

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É preciso força mental pra dormir a 4 mil pés do chão sem entrar em pânico. É preciso muita destreza pra montar essas barracas, num sistema chamado “Portaledge”.

A prática, chamada de Portaledge, consiste em fixar na parede rochosa cordas que sustentam a barraca, própria para este tipo de acampamento. Como se estivessem no chão, os esportistas radicais descansam durante a noite, se recuperam e até cozinham e se alimentam para repor as energias.

Quem gosta de escaladas, principalmente os mais aventureiros que se arriscam em grandes montanhas, sabe que uma pausa para o descanso é necessária durante o roteiro. Às vezes, é preciso parar de repente em razão de acidentes e reveses no clima. Nesses casos, quando não há tempo para buscar abrigo, os alpinistas não perdem tempo e impressionam pela coragem: Armam a barraca suspensa, seja qual for a altura.

Houve dezenas de grandes viagens de escalada em outras áreas remotas, como o Himalaia, ou Antártica. Um dos pontos mais populares do mundo para o extremo camping é Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia.

Haja coragem para fazer tudo isso a 1.200 m do chão!

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O Parque Nacional Yosemite, este imenso vale escavado por geleiras no centro-leste da Califórnia, é uma fonte de inspiração para gerações de americanos e meca dos escaladores de alta performance. Há de tudo para todos. As famílias com crianças encontrarão amplas áreas para piquenique sob a sombra de paredes de granito clássicas, como o El Capitan e o Half Dome. Aqui você verá vários grupos dependurado-se em cordas e mosquetões — ou mesmo sem eles — abrindo novas vias ou explorando caminhos conhecidos até o topo. Os mais radicais fazem o caminho de volta praticando o base jump — proibido recomendado, diga-se de passagem. Quem quer curtir o Yosemite sem tanta adrenalina poderá abrir mão de muitas trilhas para caminhada em meio à floresta, com variada fauna, sequoias-gigantes, campos abertos e, principal atração da região, suas belas quedas d’água.

Mas isso não é tudo. A lista é longa: birdwatching, mountain bike, pesca e cavalgadas são atividades populares durante os meses quentes. No inverno, esqui e caminhadas guiadas na neve são as melhores opções.

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Via:
Edição: Luís H. Fritsch

A desafiadora Travessia Bairro Alto x Marco 22 PR, terceiro dia.

3º DIA: Quinta-feira 21/08/2014.

Acordamos assim que começou a clarear o dia. Tínhamos pressa, pois nosso objetivo era acampar na placa 2 do Ciririca, onde deveríamos encontrar o Sérgio Sampaio de SC, que estava fazendo a Travessia Fazenda do Bolinha x Graciosa.

Fizemos o café de dentro da barraca com uma bela vista do amanhecer.

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Assim que terminamos, peguei as minhas botas para calça-las e aproveitei para dar mais uma verificada no acampamento ao lado. Caí na risada com o que vi: a iglu desmontou com o vento. Fiquei imaginando os quatro socados naquela barraca capenga.

Mochilas arrumadas, partimos para o União e depois o Ibitirati. Estávamos com pouca água, somente o suficiente para molhar a boca.

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Pegamos a trilha perto da caixa do cume do PP para o União. Era uma descida um pouco íngreme e chatinha, ainda mais que de manhã fico completamente descoordenada para caminhar.

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Marcamos no GPS o cume do União e rumamos para o Ibitirati.

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A subida era bem tranquila, mas com mato bem fechado com arbusto com galhos finos que rasgavam a pele. Na real, nós já estávamos com a pele bem cortada devido especialmente às taquarinhas. Mas ali no Ibitirati foi um plus. Marcamos também o cume do Ibitirati (1850 metros), e tiramos fotos.

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Para entender o que são as escalaminhadas desta travessia!

Logo já estávamos de volta ao PP para assinar novamente o Livro do cume e registrar nossa ida aos outros picos do Maciço do Ibiteruçu, bem como a nossa meta de chegar ao Ciririca até o fim do dia.

Começamos a descer a trilha do PP para encontram o Fábio e o Marcelo.

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Ali perto deveríamos pegar a entrada da trilha até o Pico Camelos. Os nossos amigos optaram por não nos seguir e combinamos que eles iriam seguir o resto do roteiro do dia, partindo para o Itapiroca e mais adiante nos encontraríamos novamente.

Para “variar” o trajeto do GPS que o Tiago recebeu estava errado e foi muito difícil de encontrar a entrada da trilha. Deduzindo o local, entramos mato a dentro para achar a trilha para o Camelos. Por diversas vezes fiquei enroscada no meio da vegetação, isso que estava com a mochila menor. Imagina se fosse a grande!

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Novamente, depois de muito sobe e desce, encontramos a trilha bem batida que ia para o Camelos (1555 metros). Novamente, chegamos ao cume, tiramos fotos e registramos no GPS.

Não deixo de registrar a nossa decepção com o Camelos: pouca vista, ainda mais que perdemos um bom tempo tentando achar a sua trilha, além de ter conseguido mais uns ferimentos com o mato fechado da “trilha errada”.

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Para voltar à trilha do PP, pegamos a trilha batida certinha. Ela saía um pouco mais para cima de onde entramos, bem próxima à Casa de Pedra.

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Pelo visto, a entrada dessa trilha “oficial” do Camelos serve também de banheiro pela quantidade de papel higiênico que havia por ali.
De fato, o PP estava tapado por pedaços de papel higiênico até mesmo no cume. Isso foi algo que me deixou bastante chateada: a falta de educação das pessoas com a montanha.

Quando começamos a descer no sentido do Itapiroca, eu e o Tiago combinamos de não almoçar e fazer um rápido lanche para não perder tempo e conseguir cumprir nossa meta do dia. Como os guris foram na frente, provavelmente eles iriam almoçar antes de nos encontrar.

Seguimos descendo rapidamente o PP. No último lance de via ferrata, apoiei a mão direita em um dos grampos, abri o braço esquerdo e apoiei a mão em uma outra que estava ao lado e… Lembra do ombro machucado? Pois é, senti uma forte fisgada nele. Daquele tipo de dor que reflete para o resto do braço. Soltei espontaneamente um “ai”. Em seguida a dor passou, foi só um “choque”.

Pegamos água no início da trilha para o Itapiroca. Que alívio! Com o clima seco e quase sem beber água desde a noite do dia seguinte, já estava sentindo muita falta deste liquido precioso.

A subida para o Itapiroca foi um “passeio”: bem aberta e fácil.

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Ficamos tagarelando e combinamos de chegar ao Ciririca ainda naquele dia nem que fosse à noite! E imaginamos onde estariam os guris. Naquelas alturas eles já deveriam estar bem longe devido a nossa demora para chegar ao Camelos.

Chegando na área de acampamento do Itapiroca encontramos o bastão de caminhada do Fábio atirado no chão. Pronto, o Fábio abandonou o bastão para diminuir o peso.

Que nada, assim que tivemos maior amplitude de visão pudemos ver o Fábio e o Marcelo sentados apoiados numa pedra, começando a abrir as mochilas. Eles ficaram nos olhando boquiabertos e exclamaram:
– Já? Mas nós recém chegamos! Achamos que vocês fossem demorar mais.

Decidimos em fazer um lanche ali mesmo para não perder mais tempo. Em seguida continuamos o nosso trajeto.

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Dali do topo do Itapiroca (1780 metros) já era possível enxergar os cumes do Tucum e Camapuã, meus dois primeiros cumes na Serra do Ibitiraquire.

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Não passaríamos por eles nessa travessia, mas guardo com carinho as lembranças daquela trilha, especialmente na companhia dos amigos, Daniela Faria, José Geraldo, Diele e Dalla Trekker.

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O cume seguinte seria o do Cerro Verde.

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No fundo do vale, para a subida ao cume, havia uma marcação com a fita da travessia “Alpha Crucis” realizada em 2012 por Élcio Douglas e Jurandir, considerada a travessia mais difícil do Brasil.

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No lugar chamado de Ombro Verde que antecede o cume do Cerro Verde é possível de ver a tarde a “face” no Pico Paraná.

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O cume do Cerro Verde (1618 metros), possui a melhor vista do maciço do Ibiteruçu e especialmente do Ciririca.

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O Ciririca é conhecido como o K2 paranaense e antes da travessia havia lido diversos relatos de ataques e travessias que passavam por ali. Diversas pessoas falavam das terríveis cordas e da rampa. Meu Deus!

Eu e o Fábio estávamos imaginando como seria a terrível rampa do K2 paranaense. Na nossa ideia deveria ser algo pior que a face leste do Ferraria pelos relatos. Bom, naquela altura da travessia já estávamos preparados para tudo. Mas a curiosidade sobre o K2 paranaense aguçava muito.

Depois do Cerro Verde, os próximos cumes seriam Meia Lua, Pico do Luar e Sirizinho.

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Eu, na minha expectativa infantil, estava louca para chegar nesses cumes. Os nomes me agradavam e imaginava uma vista maravilhosa da serra dos seus cumes. Que nada! Virado em mato espinhento.

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Quando estávamos chegamos ao Pico do Luar, o sol já estava se pondo.

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Quando começamos a descer o Sirizinho, pegamos nossas lanternas de cabeça. Pois estávamos dispostos a acampar nas placas do Ciririca ainda naquela noite, ainda mais que marcamos de encontrar o Sérgio naquela data.

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Próximo a base do Sirizinho, o mato estava bem fechado. E como já estava escuro, seguimos em ritmo mais lento, entre ataques de mosquitos e mais taquarinhas. Cuidando onde estávamos pisando para não cair em nenhuma greta.

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A trilha alternava entre pedras de rio e mato. O Fábio e o Marcelo que estavam com mochilas maiores, penavam para se desvencilhar das taquarinhas e dos galhos das plantas. Se de dia já era complicado, de noite era pior ainda! Então a todo momento virava para trás para ver se eles estavam vindo junto. Numa dessas “olhadas”, quando fui virar novamente o rosto para frente, um galho espinhento entrou no meu olho e um espinho ficou cravado no olho direito. Consegui tirar e em seguida passou a dor.

Para evitar que alguém se perdesse, quem ia na frente esperava o de trás aparecer e iluminava em direção do colega para que ele enxergasse a localização. Esse método também adotamos nos trechos de mato mais fechado.

Mas em um determinado trecho as fitas começaram a ficar escassas e íamos e voltávamos tentando encontrar a continuação da trilha. Mesmo navegando no GPS, o Tiago não encontrava o caminho já que o trajeto que tinha não era muito preciso. Andar no mato no escuro é algo bem complicado, ainda mais quando não se conhece o local. Não é uma prática muito recomendável.

Então chegamos em um determinado ponto e o mato se fechou novamente, o Tiago falou para voltar e pediu para que nós três tentássemos visualizar alguma trilha ou avisar uma fita.

Fiquei iluminando para as árvores até que enxerguei uma fita vermelha.
– Ali tem uma marcação de fita!
Exclamei apontando para uma árvore.
– Uhu! Achamos!
Eu e o Fábio comemoramos o meu “achado” batendo as mãos.
Mas o meu “achado” era na verdade uma clareira, provavelmente de um acampamento de alguém.

Como estava bem difícil encontrar a trilha naquela escuridão e seria desgastante continuar procurando sem resultados. Decidimos acampar ali mesmo naquela clareira. Local limpinho e com água por perto: perfeito! O espaço acomodava tranquilamente uma barraca e outras duas bem apertadas. Então nós decidimos bivacar já que o tempo estava bom.

Estendemos o footprint no chão e o sobreteto da barraca por cima dele para depois só colocamos o isolante. O Marcelo foi o único que preferiu montar a barraca, conseguindo um pequeno espaço irregular. O Fábio fez seu bivaque ao nosso lado. Fomos dormir logo depois que jantamos pelas 21:00.

Deitei de barriga para cima e fiquei olhando o céu estrelado entre as árvores. E assim adormeci. Foi a melhor noite de toda a travessia!

Dados do 3º dia da travessia:
Distância: 9,65 Km a pé.
Altimetria: 1727 metros de aclive acumulado e 2178 metros de declive acumulado.

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Google Earth:

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Texto: Luciana Gomes Moro
Fotos e dados: Tiago de Pellegrini Korb
Site: www.clubetrekking.com.br

Relatos: 1°dia, 2°dia.

A desafiadora Travessia Bairro Alto x Marco 22 PR, segundo dia.

Acordamos em torno das 6:30, fazia um amanhecer muito bonito. Logo o Tiago saiu para fotografar o belo evento da natureza e a linda vista.

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Tomamos o café da manhã e partimos para o cume principal para assinar o livro. Depois seguimos para o Taipabuçu.

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Para você entender o nosso trajeto do dia anterior e dos próximos dias.

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Subindo o Taipa, encontramos um casal indo para o Ferraria:
– Mais uns desocupados fugindo para a montanha no meio da semana?
Brincou o homem.
– O trabalho permite, né!
Respondeu prontamente o Tiago. Paramos por pouco tempo para conversar e contamos sobre a nossa travessia, de onde viemos e para onde estávamos indo. Eles nos desejaram boa sorte e cada grupo seguiu para seu rumo.

Eu e o Tiago chegamos primeiro ao cume do Taipabuçu I, ficamos aguardando os guris chegarem. Enquanto isso, muitas fotos.

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Assim que chegaram, fomos assinar o caderno do cume no Taipabuçu II (1733 metros), por volta das 11:00, relatando sobre a nossa travessia. Para a minha surpresa, havia uma historinha do Tom e Ana.

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Depois seguimos para o Caratuva. Páramos para almoçar antes de chegar ao cume para aproveitar a agradável sombra do mato.

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Enquanto isso, ficava admirando a vegetação. Tinham bromélias lindíssimas que eu não cansava de olhar.

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Assim que almoçamos, continuamos a subida ao Caratuva, passando pela “Pedra da Faca”, que era uma pedra de formato diferente que obriga o montanhista a tirar a mochila, mesmo ela sendo pequena.

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Um trecho um pouco mais técnico é a canaleta no final da subida para o Caratuva.

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Tínhamos uma bela vista da parte que fizemos da travessia.

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Chegamos ao cume do Caratuva (1862 metros), em torno das 14:00, assinando novamente o caderno com o relato do nosso trajeto.

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Dali havia uma belíssima vista para o PP, onde deveríamos chegar ainda no mesmo dia.

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Na verdade, o ideal seria chegar ainda no Itapiroca naquele dia, mas a coisa não estava rendendo até lá. Era muito mato fechado, e os guris foram com cargueiras enormes, o que fez com que eles virassem vítimas constantes das terríveis taquarinhas.

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Saindo do Caratuva, deveríamos pegar a “Trilha da Conquista” para chegar ao Pico Paraná.

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Na verdade entramos ela, mas não conseguimos seguir na trilha já que estava quase fechada. O arquivo de GPS que o Tiago recebeu tinha erro de 80 metros da trilha original. Como pouca gente passa por lá, o mato tomou conta e foi uma “novela” para encontrar a trilha verdadeira. Subimos e descemos várias vezes, andamos de um lado para outro se embretando em mato cada vez mais fechado para tentar achá-la e nada.

Resolvemos então seguir a escassa marcação por fita e chegamos em outra trilha. Não era a Trilha da Conquista, mas nos levava onde queríamos, até a água próxima do A1 (Acampamento 1).

Chegando na água próxima ao A1, que preenchi os 3L do meu Streamer, fui seguindo rumo ao cume do PP (Pico Paraná), esperando que os demais me acompanhassem. Em seguida vieram.

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Nessa parte da travessia, não “desgrudava” os olhos do PP, ficava admirando o gigante em todos os seus ângulos. Estava realizando um sonho, pois sempre nas minhas idas a Curitiba, quando planejava ir ao Pico Paraná a previsão do tempo marcava chuva. Mas naquele dia não tinha sinal de chuva. O sol ardia e o tempo estava muito seco.

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O Tiago e eu fomos seguindo a trilha de modo empolgado, pois era a minha primeira vez no PP e a primeira dele com tempo bom. E assim fomos subindo pela trilha bem batida e admirando a vista, especialmente por onde já havíamos andado.

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O Fábio e o Marcelo estavam mais para trás. Quando atingimos a primeira via ferrata, eles estavam recém descendo para a via ferrata.

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O Marcelo estava no meio do trajeto entre o Fábio e nós dois. Quando avistamos o Marcelo, perguntamos o paradeiro do Fábio e ele nos avisou que ele decidiu acampar no A2 (Acampamento 2), devido à câimbra e iria fazer companhia ao amigo por ter pouquíssima água (lá tem uma bica d’água fraca).

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Então nós continuamos a subir ao cume racionando água. Como o ar estava seco demais, me descuidei e bebi água demais. Cada um de nós dois tinha um pouco mais de 1L para a janta e café da manhã. Além disso, na manhã do dia seguinte, faríamos ainda os cumes União e Ibitirati.

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Em meio ao caminho, encontramos mais 4 pessoas de Santa Catarina. Eles também iriam acampar no cume. Como estavam em ritmo mais lento, ultrapassamos eles e chegamos primeiro ao cume para escolher um local bem protegido para o nosso acampamento, visto que não levamos o dormitório da barraca, apenas o sobreteto e o footprint (em função da diminuição de peso e volume na mochila).

Quando chegamos ao cume, ainda pudemos aproveitar o pôr-do-sol.

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Escolhemos o canto para o nosso acampamento e fomos tirar fotos do entardecer de cima do ponto mais alto do sul do país.

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A sensação de estar ali no topo e ver o sol se pondo, as luzes das cidades lá longe são belíssimas.

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Depois da sessão de fotos, voltamos ao nosso cantinho para montar o acampamento. Logo que terminamos, chegou o grupo catarinense.
Muito prestativo, o Tiago foi ajudar o pessoal a encontrar espaço confortável para suas barracas:
– Aqui é um bom lugar, ali também tem…
– Mas é só uma barraca! Respondeu um dos catarinenses.

Eu, que estava na porta da barraca, espichei a cabeça para fora para dar uma olhada na barraca que serviria de abrigo para os quatro marmanjos. Era uma pequena iglu de tamanho máximo de 3/4 pessoas! Tive que fazer um esforço extra para não largar uma sonora gargalhada.

O Tiago voltou e fomos assinar o caderno do cume e tirar mais umas fotos. Naquela noite ventava bastante e a temperatura baixou para 4 ºC. Fiquei insistindo para voltar para a barraca devido ao frio.

Voltamos ao nosso acampamento e ficamos fechados dentro da barraca para nos proteger do vento. Ficamos batendo papo, lendo o planejamento da pernada do dia seguinte e contabilizando o que ainda havia de água. Além da janta e café da manhã, “sobrou” uma justa quantia para fazer chá para os dois. Tirei as botas, que já apresentava um rasgo na biqueira do pé esquerdo, mas nada para se preocupar, pois a estrutura interna se encontrava boa. O direito ainda estava intacto, por enquanto…

Enquanto isso, lá fora, nossos vizinhos faziam a maior festa, com muita conversação, álcool e até maconha. Quatro marmanjos bêbados em uma pequena barraca era a legitima festa do sagu, só bola!

Assim que começaram a organizar a janta, eles receberam uma “visita” e ouvimos um deles:
– Olha, um “rato da montanha” mexendo na nossa comida!
– Não, é um gambá!

Ouvindo isso, tratamos de proteger nossa comida. De repente ouvi um barulho de animal se movimentando e da barraca se movimentando.
– Tiago, cuidado! Tem um bicho ali fora. Espanta ele, senão ele vai na nossa comida.

O Tiago levantou-se para tentar afastar o bichinho e acabou derrubando a panela com o chá quente. Foi uma confusão! Era o Tiago abanando nas frestas da barraca e eu tentando levantar a panela Virou um pouco de água no footprint e o saco de dormir. Molhou um pouco na parte externa, mas foi apenas em um canto. Logo ele secou por completo por conta da baixa umidade do ar.

O animalzinho voltou a perturbar nossos vizinhos, que passaram a dar comida para ele. Comida e pão com uísque para ele inclusive. O que além de prejudicar o animal ainda acostuma a fauna local a ir em busca de mais comida nas barracas.

Colocamos tudo dentro dos sacos estanques, até o lixo, para impedir que o cheiro atraísse a desagradável visita. Deixamos para fora somente o material do preparo da janta.

Assim que começamos a fritar a calabresa, apareceu pela fresta da barraca uma carinha marrom muito bonitinha. Era o gambá, que depois fomos descobrir que, na verdade, era uma Cuíca. O Tiago voltou a afastá-la. Terminada a janta, viramos a panela para baixo e guardamos o resto do alimento.

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Durante o sono, qualquer barulho acordava achando que fosse a Cuíca fuçando nas nossas coisas, mas não, era o vento. Acho que o animalzinho foi dormir, graças ao trago que nossos vizinhos deram. Imagina a ressaca que o bicho teve depois!

Aquela foi uma noite longa, os vizinhos fazendo festa, o vento forte. Sonhei até com a Cuíca foi dormir conosco no saco de dormir.

Dados do 2º dia da travessia:
Distância: 11,24 Km a pé.
Altimetria: 1343 metros de aclive acumulado e 1210 metros de declive acumulado.

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Google Earth:

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Texto: Luciana Gomes Moro
Fotos e dados: Tiago de Pellegrini Korb
Site: www.clubetrekking.com.br

Relato do primeiro dia:

A desafiadora Travessia Bairro Alto x Marco 22 PR, 1° dia.

Conheça o Cânion Itaimbezinho

Itaimbezinho é um nome de origem Tupi-Guarani, ita significa pedra e Ai be afiada. Está localizado entre Cambará do Sul e Praia Grande, no Parque Nacional dos Aparados da Serra, a 18 Km da sede do município. O acesso ao parque é possível através da RS 429 ou pela SC 360, em uma estrada de chão batido.

Sua formação rochosa existe a pelo menos 130 milhões de anos e é um dos maiores do Brasil, sua extensão atinge 5.800 metros e uma largura que varia entre 200 e 600 metros. Sua profundidade máxima é de 720 metros. As paredes de cor amarelada e avermelhada são cobertas, de ponto em ponto, por vegetação baixa. Ao redor do cânion os pinheiros nativos completam a paisagem.

O Rio Perdizes desce as paredes rochosas para formar a cascata Véu de Noiva de uma beleza sem igual, esta cai de uma altura de 700 metros, produzindo uma bruma antes de atingir o fundo do cânion. No azulado do cânion, como gigantesca serpente, o Rio Boi se move preguiçosamente entre as pedras, formando uma série de caprichosas cachoeiras, que deslizam para o vizinho Estado de Santa Catarina.

O Parque Nacional dos Aparados da Serra é administrado pelo IBAMA, cuja sede está localizada no Parque. Lá é possível encontrar lanchonete, banheiros, estacionamento, espaço cultural, além de guias que auxiliam os turistas a realizarem as trilhas do local. São elas:

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Fonte: Renato Grimm

Trilhas:

Trilha do Vértice: a trilha inicia no centro de visitantes do Parque Nacional dos Amparados da Serra, em menos de uma hora de caminhada é possível alcançar a borda do cânion Itaimbezinho, chegando até a queda da cascata Andorinhas.

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Trilha do Vértice – Foto: Lucas Sironi
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Trilha do Vértice, ao fundo (Cachoeira Véu de noiva) – Foto: Luís H. Fritsch

Trilha do cotovelo: uma trilha leve de, aproximadamente, 6,3 quilômetros. A mesma leva até um mirante que proporciona uma visão geral do cânion. O último horário de saída para trilha é as 15:00 horas.

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Trilha do Cotovelo, vista do mirante – Foto: Lucas Sironi
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Trilha do Cotovelo, próximo ao mirante – Foto: Lucas Sironi
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Trilha do Cotovelo – Foto: Luís H. Fritsch

Trilha do Rio do Boi: consiste e em uma trilha longa e cansativa , são 8 quilômetros de ida e volta, podendo durar até 7 horas. É a única trilha que permite acesso no interior do cânion. Ela parte da cidade de Praia Grande. Há diversas travessias pelo rio do Boi, dependendo muito do nível do rio. Ao longo da trilha é possível tomar banhos em piscinas naturais de águas geladas.

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Trilha do Rio do Boi – Foto: Karen Couto
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Trilha do Rio do Boi – Foto: Tamara Viegas
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Início da Trilha do Rio do Boi

Aberto de terça a domingo, das 08h às 17h. Atenção: é proibido acampar, acender fogueira, fazer travessias e levar animais de estimação nos parques.

Ingresso: R$ 6,00 por pessoa. Criança até 7 anos não paga.

Estacionamento: R$ 5,00 (carros leves) / Ônibus: R$ 10,00.

Valores sujeitos a alterações. Confirme com a recepção do parque pelo telefone (54) 3251.1277 / 3504.5289 / 3251.1262.

O Parque Nacional dos Aparados da Serra

Localiza-se no município de Cambará do Sul, na Serra Gaúcha, em meio à região das Hortênsias. Depois de visitar o Itaimbezinho, outras opções estão disponíveis para o deleite dos olhos.
Os Cânions Fortaleza, Malacara e do Faxinalzinho não perdem em beleza. Em São José dos Ausentes o Monte Negro, o Morro Agudo e o Cachoeirão dos Rodrigues aliam a prática do Ecoturismo com a tradição Gaúcha nas Casas de fazenda. Em Bom Jesus e Jaquirana a paisagem dos Campos de Cima da Serra proporcionam momentos mágicos.
O frio é um atrativo extra, chegando no inverno a temperaturas abaixo de zero com ocorrência frequente de geada, podendo nevar. No verão a temperatura situa-se por volta dos 22º C. Em toda região há concentração de araucárias, com sub-bosques de pinheiro-bravo, aroeira e carvalho.
As formações campestres ocorrem em partes onduladas do planalto.
O Lobo-Guará, o Puma americano, a jaguatirica, o Guaraxaim-do-campo, o Urubu-Rei, a Gralha Azul e a Curicaca são representantes da fauna local.

Placa do Parque Nacional da Serra. Dt. mai.2006 Dt. Válida 00/04/2006
Placa do Parque Nacional de Aparatos da Serra
Edição: Luís H. Fritsch

Colecionando pores do sol!

Como se coleciona pôr do sol?
Vá em cada cidade, estado ou pais e procure o lugar mais lindo onde o sol se põe.
Fotografe,coloque o nome do lugar e eternize em algum lugar.
Na memoria a gente esquece a grandeza dos detalhes e os tons exatos das cores.
Por isso fotografe!

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Lago dos Padres – Farroupilha/RS – Foto: Marcio Basso
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Morro do Diabo – Carlos Barbosa/RS – Foto: Marcio Basso
Trekking RS
Morro do Tigre – Alto Feliz/RS – Foto: Luís H. Fritsch
Trekking RS
Morro Moreno – Vila Velha/ES – Foto: Luís H. Fritsch
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Praia do Rosa Sul/SC – Foto: Lucas Sironi
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Vespasiano Corrêa/RS – Foto: Marcio Basso
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Proximidades ao Santuário de Caravaggio – Farroupilha/RS – Foto: Marcio Basso
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Rodovia dos Romeiros – Farroupilha/RS – Foto: Marcio basso
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Próximo ao centro – Farroupilha/RS – Foto: Luís H. Fritsch
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Estrada do Imigrante – Caxias do Sul/RS – Foto: Luís H. Fritsch
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Rodovia dos Romeiros – Farroupilha/RS – Foto: Luís H. Fritsch
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Rodovia dos Romeiros – Farroupilha/RS – Foto: Luís H. Fritsch
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Proximidades ao Santuário de Caravaggio – Farroupilha/RS – Foto: Luís H. Fritsch
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Proximidades ao Santuário de Caravaggio – Farroupilha/RS – Foto: Luís H. Fritsch
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Rodovia dos Romeiros – Farroupilha/RS – Foto: Luís H. Fritsch
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Rodovia dos Romeiros – Farroupilha/RS – Foto: Luís H. Fritsch
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Rodovia dos Romeiros – Farroupilha/RS – Foto: Luís H. Fritsch
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Usina do Gasômetro – Porto Alegre/RS – Brasil – Foto: Luís H. Fritsch
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Usina do Gasômetro – Porto Alegre/RS – Brasil – Foto: Luís H. Fritsch
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Usina do Gasômetro – Porto Alegre/RS – Brasil – Foto: Luís H. Fritsch
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Rodovia dos Romeiros – Farroupilha/RS – Foto: Luís H. Fritsch
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Santuário de Caravaggio – Farroupilha/RS – Foto: Luís H. Fritsch

45 Trilhas de Caminhadas com as Melhores Vistas do Mundo

Você não precisa ser um andarilho aventureiro para apreciar a beleza destas 45 trilhas espalhadas pelo mundo:

1. Annapurna Circuit, Nepal

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Entre as 160 a 200 quilômetros de caminhada leva você através de selvas e montanhas, por cachoeiras, através de plantações de arroz, e entre as aldeias incríveis, o que torna este circuito um dos mais populares.

2. Kungsleden, Suécia

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“A trilha rei”, da Suécia proporciona ao caminhante até 270 quilômetros de intocada natureza européia. Bônus: No inverno, a pista de caminhada se transforma numa pista de esqui.

3. Zillertal Alpes, Áustria

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Com uma variedade de circuitos de caminhadas em uma infinidade de altitudes, os Alpes Zillertal na Áustria tem algo para todos em todos os níveis de habilidade. Experimente o Berliner Höhenweg, o essencial de 7 dias, de 65 quilômetros de caminhada.

4. Croagh Patrick, Irlanda

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Uma parte do ritual religioso de passagem para duas partes de  caminhada na montanha Irish , a 5 quilômetros até Croagh Patrick leva apenas cerca de 4,5 horas de ida e volta, mas dá o caminhante vista incrível da Irlanda ao longo deste caminho incrivelmente popular.

5. Kalalau Trail, Kauai, Havaí, Estados Unidos

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Tão bonito quanto perigoso, os 35 quilômetros de caminhada de ida e volta em Kauai entra na lista em 2 categorias: “melhor circuito de caminhada” e “mais perigoso circuito de caminhadas”.

6. Trilha Inca, no Peru

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Impossível listar 45 circuitos sem mencionar a trilha Inca. Classicamente abrangendo de Cusco a Machu Picchu, a Trilha Inca leva uma média de 4 à 5 dias para ser concluída, onde os aventureiros passam por aldeias e ruínas a partir de 2.804 metros e indo além dos 4,206 metros acima do nível do mar.

7. Tongariro Circuito Norte, North Island, Nova Zelândia

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Eles não chamam de “A grande caminhada da Nova Zelândia” à toa! Quatro dias irá levá-lo por 50 quilômetros ao redor do Monte Ngauruhoe nesta rota Kiwi lendária.

8. Desert Trek para Petra, Jordânia

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Por ser atrativo ponto turístico, empresas de turismo tornaram incrivelmente fácil para visitar este deserto. Você poderia seguir o caminho coxo, em um ônibus de turismo com ar condicionado parando em um estacionamento improvisado, ou você pode embarcar por 81 quilômetros, 7 dias de aventura cruzando o deserto de Petra com lindas paisagens.

9. Haute Route, França-Suíça

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Uma das mais famosas rotas de esqui / montanhismo de todos os tempos, a Haute Route leva quase duas semanas para conquistar os 112 quilômetros de Chamonix, França até Zermatt, na Suíça.

10. Costa Oeste Trail, British Columbia, Canadá

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Abrangendo a costa sudoeste da ilha de Vancouver, os 75 quilômetros da trilha foram originalmente esculpida em 1907 para ajudar no resgate de sobreviventes de um naufrágio ao longo da costa. Hoje é uma das rotas mais famosas de mochileiros no país.

11. Sentiero Azzurro, Cinque Terre, Itália

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Esta incrível caminhada leva você ao longo da deslumbrante costa italiana Ocidental, e é composta por quatro trechos de caminho que liga cinco cidades em torno de 12 quilômetros de trilhas.

12. Grindelwald, Suíça

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Claro que pode ser um pouco sobre o lado turístico, mas Grindelwald possui algumas das melhores caminhadas para iniciantes na Suíça. Com 186 quilômetros de trilhas para escolher (alguns tão curto como uma hora de caminhada, enquanto outras rotas que levam vários dias), você vai encontrar um circuito ideal para toda a família.

13. Tiger Leaping Gorge, China

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Caminhar pela trilha de 217 kms através do Tiger Leaping Gorge é dito ser incrivelmente desafiadora (particularmente durante a estação chuvosa, quando setores inteiros da trilha são inundadas), e extremamente gratificante ( os caminhantes passam por cachoeiras e através de uma variedade de micro-ecossistemas).

14. Parque Nacional de Sarek, Suécia

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A localização perfeita para os caminhantes experientes e aventureiros, o Parque Nacional de Sarek é famoso por seus 760 quilômetros quadrados de terreno sem marcação e selvagem para explorar. Segundo site de viagensoficial da Suécia: “Você pode cantar em voz alta, correr nu, ter monólogos com você mesmo, e ninguém vai notar.”

15. Polar Route, Groenlândia

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Também conhecido como o Arctic Circle Trail, este caminho de 160 quilômetros ao longo da costa da Groenlândia, que se inicia em Kangerlussuaq, e passa pela segunda maior geleira do mundo a caminho de um dos portos mais remotas do mundo, Sisimiut.

16. North Drakensberg Traverse, África do Sul

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Outro deve-ter para entusiastas ao ar livre e caminhadas, Drakensberg Traverse da África do Sul é amplamente considerado como um dos melhores circuitos de caminhadas no mundo. A trilha de 65 quilômetros fica na fronteira entre a África do Sul e o Reino do Lesoto, em toda o belo deserto Africano.

17. Appalachian Trail, Estados Unidos

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Se há uma trilha para testar a sua perícia como um alpinista e sua força mental, o Appalachian Trail é isso.Os 3.540 quilômetros de caminhada em solo americano atravessam 14 estados sobre todos os tipos de terreno, e certamente não é para os fracos de corpo e alma.

18. Rim-to-Rim Grand Canyon, Arizona, EUA

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Enganosamente perigoso, o poderoso Grand Canyon é um deserto dos sonhos na lista de destino de muitas pessoas, e pode ser cortado em várias trilhas diferentes, tanto para o canyon do rio, e de volta para a borda oposta. De maio a setembro, o candidato deve ter muita cautela , pois é frequente o número de aventureiros que perdem suas vidas devido ao imenso calor.

19. Bay of Fires, Tasmânia, Austrália

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Esta incrível jornada de 4 dias ao longo da linda costa leste da Tasmânia é limitada nas extremidades por Binalong Bay e Eddystone Point.

20. Chilkoot Trail, Alasca e Yukon, EUA e Canadá

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Um local histórico nacional do Canadá e famosa percurso da corrida do ouro, o Chilkoot Trail estende desde Dyea, Alaska até Bennett 53 quilômetros ao norte, ao longo do rio Taiya.

21. Tour de Mont Blanc, França

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Circunavegar os 169 quilômetros em torno da base do Mont Blanc, o Tour de Mont Blanc é um clássico de 11 dias de caminhada, mas a trilha também é executada de forma competitiva por maratonistas normalmente dentro de um período de 24 horas.

22. Montanhas da Lua, Uganda

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Também conhecida como as Montanhas Rwenzori, estes picos isolados e relativamente desconhecidos e profundos em Uganda são o lar de algumas das melhores caminhadas da África e últimas geleiras permanentes, rodeado por florestas cobertas de musgo e vastas planícies.

23. Overland Track, Austrália

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Fechado dentro do Parque Nacional de Cradle Mountain-Lake St. Clair da Tasmânia, a 51 quilômetros de Overland Track, que se estende a partir de Cradle Mountain ao Lago St. Clair é um dos passeios no mato mais populares da Austrália.

24. Yosemite Grand Traverse, Califórnia, Estados Unidos

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A ocasional trilha de 8 dias, 96 quilômetros através de um dos maiores parques da América, o Yosemite Grand Traverse tipicamente inclui summiting Half-Dome, e seguindo a famosa trilha de John Muir.

25. Zion Narrows, Utah, Estados Unidos

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Quinta Melhor Aventura americana segunda a National Geographic, a caminhada Zion Narrows é curta (5,7 quilômetros), mas absolutamente embalado com algumas das cores mais incríveis e formações de terra que Utah tem para oferecer.

26. Queen Charlotte Track, Nova Zelândia

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Um circuito incrivelmente bem estabelecido na região de Marlborough da Nova Zelândia, o Queen Charlotte Track exige um sacrifício de cerca de 3 à 5 dias de seu tempo, mas oferece o incrível cenário da Nova Zelândia ao longo dos 70 quilômetros de Ship Cove para Anakiwa.

27. Everest Base Camp Trek, Nepal

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Da Base Camp, você pode receber a vista como prêmio. Mas chegar lá não é nenhum piquenique, uma vez que tanto a face Norte e campos da face sul ficam a cerca de 5,181 metros ou mais, e levam quase uma semana de caminhada cansativa para chegar. 

28. Fitz Roy Trek, Patagônia, Argentina

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Um dos principais montes da Patagônia na Argentina, o Monte Fitzroy pode ser experimentado através de um número de rotas diferentes, dependendo de quanto tempo você tem (e média 65 quilômetros de comprimento).

29. Monte Kilimanjaro, na Tanzânia

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Até agora, os caminhos que levam ao cume do Monte Kilimanjaro são um território muito desafiador, mas isso não impede o rebanho de caminhantes de tentar chegar ao topo da montanha mais alta, e olhar  para o mundo de 19.341 pés acima do nível do mar. Caminhadas até o topo geralmente levam entre 5 à 8 dias, dependendo da dificuldade do percurso e da quantidade de tempo alocado para aclimatação.

30. Simien Mountains National Park, Etiópia

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As planícies de Simien Mountains National Park, na Etiópia são marcados com quilômetros de trilhas para caminhadas, o principal meio de vencer o deserto etíope.

31. Circuito Torres del Paine , Chile

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Apenas 2.400 quilômetros ao sul de Santiago encontra-se a principal trilha de caminhada do Chile: uma caminhada de 52 quilômetros, 10 dias circunavegando a cordilheira Torres del Paine.

32. Muliwai Trail, Hawaii

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Aclamado como a caminhada mais rigorosa do Havaí, os 29 quilômetros da trilha Muliwai irá levá-lo através do vale de Waipi’o, Waimanu Valley, e uma incrível praia de areia preta.

33. Laugavegurinn Trail, Islândia

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Poucas trilhas no mundo irá levá-lo a partir de uma região que ostenta nascentes de água quente para um vale de geleiras em uma caminhada 54 quilômetros através de todos os tipos de paisagens. Por estas razões, a Islândia Laugavegurinn Trail é uma obrigação para os amantes da natureza.

34. Long Range Traverse, Newfoundland, Canadá

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Para obter uma autorização para caminhar pelo circuito de 21 quilômetros na tundra canadense, você realmente tem que passar por um teste escrito provando suas habilidades de navegação.

35. Cape Wrath Trail, Escócia

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Amplamente considerado como rota de caminhada mais brutal do Reino Unido, os 200 quilômetros da Escócia Cape Wrath Trail te tornará um alpinista experiente, levando cerca de 20 dias para ser concluído.

36. Israel National Trail, Israel

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Que melhor maneira de ver o país inteiro de Israel, do que caminhar ~ 600 quilômetros de trilha que atravessa toda ela, a partir da fronteira com o Líbano a norte do Mar Vermelho?

37. Santa Cruz Trek, Cordillera Blanca, Peru

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Um dos passeios mais populares no Peru da Trilha Inca, o Santa Cruz Trail exigirá 4 dias de caminhada moderadamente agressiva em troca de uma vista única de lagos, montanhas e rios do Peru e dos Andes.

38. Gunung Rinjani, Indonésia

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A caminhada até os 3,725 metros de altitude do Monte Rinjani, o segundo maior vulcão ativo na Indonésia, é possível embora desafiador, e levará, em média, cerca de 3 à 4 dias.

39. Pays Dogon, Mali

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Talvez surpreendentemente, Pays Dogon não só surge na lista das “melhores trilhas do mundo”, mas também tende a se classificar muito bem. As rotas no sertão através do país, Dogon possui muitas aldeias isoladas que permaneceram praticamente no mesmo durante o milênio passado.

40. Cordillera Apolobamba, Bolívia

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Contígua à fronteira com o Peru, os 65 quilômetros da Cordillera Apolobamba na Bolívia raramente é atravessada, tornando-se um local incrível para experimentar fauna endêmicas e ameaçadas de extinção durante a caminhada de 5 dias.

41. Bibbulmun Track, Austrália

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Batizado com o nome dos povos indígenas de Perth, na Austrália, o percurso de 623 quilômetros é um dos melhores passeios de longa caminhada do mundo e leva cerca de 6 à 8 semanas para ser concluído.

42. Buckskin Gulch, Utah

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Uma das maiores dia-caminhada de Utah, os 13 quilômetros de Buckskin Gulch constituem um dos cânions mais longo e mais profunda fenda do mundo.

43. Jomolhari, Butão

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Levando entre 8 à 12 dias, a caminhada Jomolhari no Butão passa por ruínas e monumentos, uma vez que segue um caminho esculpido há vários séculos, e é rica em cultura e história.

44. Tonquin Valley, Montanhas Rochosas canadenses, Alberta, Canadá

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Aventurar-se por lugares como o Sul Jasper Gama e Amethyst Lake, uma coisa é certa sobre a caminhada Tonquin Valley: ele vai ser visualmente deslumbrante.

45. Yoshida Trail, o Monte Fuji, no Japão

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A incrivelmente popular trilha de ida e volta do Monte Fuji, no Japão tem cerca de 14,5 quilômetros de caminhadas e pode ser cumprida em cerca de 9 horas.

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Caverna Indígena em Veranópolis/RS

Para chegarmos até a caverna indígena é preciso subir o vale do Rio das Antas pela RST 470 em direção a Veranópolis. A estrada é muito bonita, com curvas, vegetação densa e mirantes que possibilitam a visão para  um dos principais rios da região serrana. A sinalização para o acesso da caverna é praticamente inexistente, as poucas placas que encontrei estavam escondidas pelo mato que cercava a rodovia.

Caverna Indígena em Veranópolis/RS
Foto: Luís H. Fritsch
Os vestígios encontrados no local da gruta, indicam a habitação de índios Kaingangs há aproximadamente 2.000 anos atrás. Quando cheguei na entrada da caverna não imaginei que o interior dela pudesse ser tão grande, a largura da caverna é de 28 metros e a profundidade é de 67 metros repletos de túneis e passagens internas.
Caverna Indígena em Veranópolis/RS
Foto: Luís H. Fritsch

A gruta é de rocha vulcânica e foi formada devido a erosão dos ventos e das chuvas durante milhões de anos. Dentro da caverna a penumbra é total, por isso, antes de visitar o interior da gruta o visitante deve ligar o interruptor das luzes internas que fica na entrada e após a visita deve desligá-lo novamente.

Caverna Indígena em Veranópolis/RS
Foto: Luís H. Fritsch
Caverna Indígena em Veranópolis/RS
Foto: Luís H. Fritsch
Caverna Indígena em Veranópolis/RS
Foto: Luís H> Fritsch

A visita ao local não tem custo nenhum, a descida até a entrada da Caverna Indígena é feita por uma trilha na mata, são cerca de 500 metros, mas a trilha não é perigosa, nos trechos mais íngremes foram construídas escadas para facilitar a locomoção dos visitantes.

Caverna Indígena em Veranópolis/RS
Foto: Luís H. Fritsch
Caverna Indígena em Veranópolis/RS
Foto: Luís H. Fritsch
Caverna Indígena em Veranópolis/RS
Foto: Luís H. Fritsch
Caverna Indígena em Veranópolis/RS
Foto: Luís H. Fritsch

Escrito por: Rui Romanini

Parque Cascata da Usina Farroupilha – RS

Parque Cascata da Usina Farroupilha – RS

Parque Cascata da Usina, criado no ano de 1922  e localizada na cidade de Farroupilha, a primeira Usina e Barragem Hidrelétrica  ganhou uma cara nova. Hoje conhecida como o Parque Cascata da Usina, ela esta ativa a mais de 12 anos proporcionando lazer, camping e pesca, a todos os moradores e turistas.  O ambiente permite som moderado até as 22 horas, para garantir  o bem estar e lazer das demais pessoas que fazem uso do parque para seu lazer.

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O Parque além de uma área ampla, proporciona lazer e bem estar. Hoje ela  conta  com cinco quiosque; 30 churrasqueiras com mesas e bancos ao ar livre; campo de futebol; quadra de vôlei; banheiros com chuveiro; água de poço artesiano; represa com mini cascata, bares e segurança 24 horas.

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parque cascata da usina

LOCALIZAÇÃO:

Rua linha 30, 2º Distrito de Farroupilha

Distância do centro da Cidade: 13 Km

Distância de Caxias do Sul: 26 Km

Distância de Porto Alegre – RS: 124 Km

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HORÁRIO DE ATENDIMENTO:

Sábado, Domingo e Feriados: 07:00 às 19:00

Valor do Parque por pessoa: R$ 12,00

Valor do quiosque por dia: R$ 30,00

Crianças até cinco anos a entrada é gratuita.

Escrito por: Marcio Basso / Patrícia de Cesaro

Hotel Fazenda Pampas com suítes em pipas de vinho.

Hotel Fazenda Pampas com suítes em pipas de vinho.

Hotel Fazenda Pampas, na divisa entre Gramado e Canela, proporciona aos clientes a experiência de se hospedar em pipas de vinho. O Hotel Fazenda Pampas transformou 14 barricas de 100 mil litros de vinho em verdadeiros apartamentos de três andares com todo o conforto e privacidade que os turistas mais exigentes procuram. “Queremos transformar a estadia em uma experiência inesquecível”, afirma o diretor-executivo do empreendimento, Gabriel Werner Knapp.

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As pipas foram adquiridas em vinícolas gaúchas como Garibaldi e Aurora. Depois de reformadas, ficaram com 90 metros quadrados (m²), contando um banheiro construído e anexado à barrica. Outros dois hotéis semelhantes na Europa usam barricas bem menores – de 14 mil litros no Hotel De Vrouwe van Stavoren, em Stavoren, na Holanda, e de 20 m², no estilo quitinete, em Saint- Emilion (Château Vieux Lartigue), na França. “Não há nada parecido no mundo. Temos as maiores suítes-pipas do planeta”, orgulha Gabriel Knapp.

Hotel fazenda

O requinte rústico e o conforto são as marcas das “cabanas” instaladas em um morro dentro de 15 hectares do Hotel Fazenda Pampas, à beira de lagos e com a companhia de cavalos, emas, lhamas, ovelhas, entre outros animas. Neste tipo de hospedagem, é possível inclusive levar seu animal de estimação.

Hotel fazenda

No primeiro piso, fica a sala de estar, com sofá, TV de LED, cozinha com mesa e cadeiras, além do banheiro. O quarto fica segundo andar, com cama de casal, TV de LED de 42 polegadas e climatizador. A cobertura, com uma vista privilegiada da região entre Gramado e Canela, serve com um mirante com cadeiras e tapetes.

Hotel fazenda

Hotel fazenda

Das 20 pipas projetadas, 14 estão prontas para o uso. Há três pipas duplas, na horizontal, para atender pessoas com limitação em subir escadas. “É um sucesso. Os hospedes que gostam de maior privacidade e buscam uma experiência única acabam preferindo ficar nas pipas”, comenta Gabriel Knapp.

Afora a vivência inusitada de dormir – e viver – numa barrica que já armazenou vinhos, o Hotel Fazenda Pampas oferece passeios a cavalo e o contato com uma boa diversidade de animais.

Hotel fazenda

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Contato:

E-mail: reservas@hoteispampas.com.br

Telefone: (54) 3278.0030

Mais informações no site: www.hoteispampas.com.br/snw/

Fonte: .DOC Assessoria

Coordenadas Geográficas: 29°21’40.9″S 50°50’18.2″W