Waynapicchu a montanha jovem!

Hoje falarei um pouco sobre a minha experiencia e o privilégio de ter subido no topo da montanha de Waynapicchu, que traduzido do Quechua significa Montanha Jovem. Localizada a 2.667 metros acima do nível do mar, é com certeza um dos locais mais procurados pelos visitantes da cidadela de Machupicchu.

Para ter ideia da exclusividade que é dada a essa montanha, apenas 400 pessoas/dia, divididas em dois grupos de 200 pessoas cada, podem subir ao topo, com horários pré-estabelecidos. Para tanto, o bilhete deve ser adquirido com pelo menos um mês de antecedência, caso seja um aventureiro como eu e esteja sempre buscando novos desafios, essa trilha é para você!

Waynapicchu a montanha jovem!

Waynapicchu a montanha jovem!

Cheguei na  guarita que dá acesso a Montanha Waynapicchu por volta de 06 h 50 min, o bilhete de entrada que comprei era com o primeiro horário, pois logo no começo da tarde precisava pegar o trem de volta a Cusco. Com a guarita fechada ficava imaginando como seria a trilha, os perrengues que iria passar (pois tenho um certo medo de altura) acredito que combater nossos medos é a maneira que mais contribui para nossa evolução como pessoa.

A guarita abriu, o guarda do parque carimbou o bilhete e pediu para assinar um livro enorme, onde nele precisava preencher com o nome da pessoa, país, idade e o horário de entrada. Somente após tudo preenchido era possível realizar a trilha.

Na primeira parte da trilha, tive a impressão de estar passeando em um parque, as trilhas são largas, bem sinalizadas e com pequenos degraus em divididos em lances, a vista é incrível. Apos a subida de certa altitude, inicia uma descida um pouco íngreme e sinuosa, neste ponto, é possível avistar boa parte das trilhas (vídeo 1) que levam até o cume da montanha.

Waynapicchu landscape

Ao iniciar a trilha, uma das coisas que mais me chamou a atenção foi que também é possível fazer uma segunda trilha, na montanha de Huchupicchu, que é uma montanha bem mais baixa e localizada na frente da montanha Waynapicchu.

Video 1

O vídeo acima retrata a transição entre as montanhas de Huchupicchu para a Waynapicchu. A partir desse ponto, a subida se torna cada vez  mais íngreme e estreita, conforme ia caminhando tinha a sensação de estar subindo para as nuvens, durante todo o trajeto é possível visualizar pessoas acima  e outras abaixo, todas em direção ao cume, essa possibilidade de ver pessoas acima e abaixo de você é algo fascinante e ao mesmo tempo um pouco insano. A parte interessante da subida e das longas escadarias é que na maioria delas existe um corrimão feito de cabos de aço, estes são encrustados nas pedras, o que possibilita agarrar-se a ele o que causa segurança na subida. Os degraus possuem um bom espaçamento e há inúmeros pontos de paradas para descanso, para ter ideia do quanto cansa subir os inúmeros lances da escadaria, a cada dois lances, por dois motivos, obrigava-me a parar alguns minutos, um deles, certamente era para pegar fôlego, e o outro, para admirar a beleza do lugar e eternizar a vista através de imagens fotográficas.

Waynapicchu - caminhos pelo mundo

subindo a montanha de Waynapicchu

“O caminho é o que importa, não o seu fim. Se viajar depressa demais, vai perder aquilo que o fez viajar.” Louis L’Amour

Após inúmeras paradas e muitos  lances de escadaria atingi o primeiro mirante. Do local é possível avistar a cidadela de Machupicchu e as montanhas ao seu redor, estas que tem tons avermelhados o que deixa a vista muito mais incrível. Neste momento, agradeci por poder estar ali naquele lugar e poder desfrutar de toda aquela beleza natural. No mirante inicia uma sessão de escadaria totalmente vertical, só de olhar para cima já dava arrepios, neste trecho os degraus são pequenos e estreitos, logo que comecei a subir a sensação de medo  somada com a imensa vontade de chegar ao topo, me fez subir degrau por degrau sem olhar para baixo, alguns trechos desta subida contém corrimão, porém em outras partes, foi necessário se agarrar nas pedras da parte de cima. A escadaria é tão vertical que algumas vezes precisei subir de quatro pés, só para constar, calço número 38 e em relação aos degraus, o meu pé ficava apoiado somente pela metade, então na maioria das vezes subi de lado.

Vídeo 2

As escadas verticais de Waynapicchu

Atingir o cume é algo incrível, do alto temos uma visão 360° graus e um vista panorâmica de Machupicchu. O esforço empreendido para subir e a respiração ofegante na maioria do trajeto é compensada pela paisagem única do lugar. E foi neste ponto, exatamente no cume, que sentei em uma pedra  e fiquei apenas observando e agradecendo a oportunidade de poder estar ali.

No topo da montanha encontram-se algumas construções andinas que serviram como observatório astronômico, e também o Templo da Lua, construído em uma caverna natural.  Aproveitei para fazer algumas fotos, veja abaixo:

Primeiro mirante de Waynapicchu

Construções Andinas de Waynapicchu

Cume da montanha de Waynapicchu

Topo da montanha de Waynapicchu

Permanecemos cerca de 30 minutos no cume e é chegada a hora de iniciar a descida de retorno. Não sou o tipo de pessoa que gosta de descer montanhas, todo o tempo ficava imaginando, e de certa forma preocupado em como faria para descer aquela escadaria vertical, mas como a descida era obrigatória, com muito cuidado e atenção fui descendo degrau por degrau, com olhar fixo e atento a cada passo, pois não queria sofrer algum deslize. Entre subir e descer, foram aproximadamente 1 h e 45 min. No retorno à guarita, antes da saída, novamente se faz necessário assinar o livro e preencher a hora de retorno.

Guarita-Waynapicchu

Recomendações e conclusões importantes:

A trilha que leva à Montanha Waynapicchu é bastante estreita, íngreme e cansativa, caso você tenha algum problema nas articulações, sobre-peso, pânico de altura ou problemas cardíacos, não recomendo fazer essa aventura.

A caminhada, por sua vez, posso dizer que não é tão difícil como eu imaginava. Acredito que seja  de nível moderado, tornando-se assim, recomendada para pessoas que já praticam algum tipo de exercício físico.

Use calçados confortáveis e já pré amaciados, chapéu ou boné, protetor solar e repelente.

Ingresso Montanha Waynapicchu:

  • Altura: 2,693 m.s.n.m.
  • Localização: Norte da montanha de Machu Picchu.
  • Acesso: Da Cidade Inca de Machu Picchu, no Setor de Huayranas (Rocha Sagrada). Ingresso a partir do Casa Controle.
  • Bilhete de Ingresso: Ingresso Machu Picchu + Waynappichu.
  • Horários: Primeiro Grupo: 07:00 hrs. 08:00 hrs. – Segundo Grupo: 10:00 hrs. – 11:00 hrs.
  • Número de visitantes: 400 por dia, divididos em dois grupos de 200. Mostrar disponibilidade Waynappichu.
  • O tempo de caminhada: 1 hora e 30 minutos subida e da mesma forma para descida.
  • Grau de dificuldade: Media, penhascos, íngremes das montanhas, muitos passos (não recomendado para aqueles que sofrem de vertigem).
  • O que levar?: Sapatos antiderrapantes, protetor solar, repelente de insetos, capa de chuva (dependendo da época).
  • Atrações arqueológicas: Andinas, o Templo da Lua em uma caverna com amostras de nichos, vergas e fina cantaria.
  • Flora e fauna: Paisagem de selva, cercado por uma vegetação exuberante, um habitat importante para aves, borboletas, insetos, todos pertencentes à paisagem tropical.
  • Clima: Quente e úmido durante o dia, esfriando à noite. Estação seca: Maio-Outubro / Estação das chuvas: Novembro-Março.
  • Vantagens: Vista panorâmica do Cidade Inca, estradas, ruas, praças e delegacias.
  • Desvantagens: Precipícios, coberto por vegetação, caminho estreito.

Cânion Josafaz um lugar inóspito!

Tudo começou por convite de um velho amigo, integrante do Grupo de Escoteiros Almirante José de Araujo Filho – Garibaldi/RS, para fazer um trekking de aproximadamente 25 quilômetros pelo maior cânion da região dos Aparados da Serra, conhecido pelo nome Cânion Josafaz, possui 16 quilômetros de extensão e está além dos limites do Parque Nacional dos Aparados, localizado à cerca de 68 quilômetros da cidade de Cambará do Sul, pertencendo ao município de São Francisco de Paula/RS – Brasil.

A aventura foi realizada em conjunto com outros grupos escoteiros, assim promovendo maior integração entre os jovens da faixa etária de 15 a 18 anos, estes pertencentes ao Ramo: Sênior/Guia.

Saímos da cidade de Garibaldi/RS, por volta de 1:00 hora da manhã do dia 29/10/2016, com destino a São Francisco de Paula/RS e chegamos ao destino por volta das 6:00 horas da manhã. Nessa aventura estavam presentes 38 pessoas no total, incluindo o guia que foi contratado para acompanhar o trekking.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Após tomar um café da manhã especial no pé do cânion, era hora de começar a caminhada. Seriam aproximadamente 1.000 metros de altimetria acumulada, trilhando os caminhos por estradas antigas e trilhas construídas pelos antigos povos tropeiros. Estava eu com minha mochila cargueira pesando aproximadamente 13,6 kg, carregando tudo que era necessário para uma boa aventura. Na mochila havia colocado todos os equipamentos de camping, tais como: barraca, saco de dormir, isolante térmico, roupas extras, roupas para frio e ainda alguns alimentos.

Conforme subíamos avançando pela estrada, o cenário fazia nossos olhos brilharem. Muita vezes, em ocasiões como essa, podemos caminhar longos caminhos, mas é preciso seguir com calma para apreciar tudo que existe a nossa volta.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Na metade do trajeto, passamos por lindas cachoeiras totalmente despoluídas, isso é raro hoje em dia. Nelas sempre completávamos nossos cantis de água, seguindo uma das grandes lições que aprendi no Movimento Escoteiro durante os 14 anos que participei ativamente, de que nunca devemos tomar toda a água que carregamos até que encontremos uma fonte segura para reabastecer de água. Nessas cachoeiras e rios que corriam pelo caminho onde passávamos não tínhamos certeza se a água era potável ou não, na dúvida colocávamos pastilhas de cloro, que tem a função de matar as bactérias que possam existir na água.

Depois de aproximadamente 5 horas de caminhada morro a cima, chegamos ao topo do Cânion Josafaz. Efetuamos o reconhecimento do local a procura do melhor local para armar o acampamento. O clima nessa região é muito instável, uma hora tem um sol escaldante e em poucos momentos já está nublado. Na parte de cima do cânion existem alguns locais de banhados cobertos por vegetação do tipo Turfeiras, em outras existem longos campos de capim e alguns trechos de mata nativa. Para evitar maus bocados durante a noite, escolhemos uma clareira em meio a dois pedaços de mata nativa, assim caso ventasse durante a noite, estaríamos protegidos.

Depois de montado todo o acampamento e preparado o almoço, já alimentados e refeitos do cansaço, era hora  explorar a parte de cima deste cânion. A ideia era ir até o vértice do Josafaz, uma caminhada estafante, subindo e descendo morro através das estradas e trilhas que ali se formaram com as explorações dos veículos 4×4. O cenário é de tirar o folego, uma mistura única de campos e matas, cercado por rios totalmente despoluídos. A caminhada com aproximadamente 6 quilômetros de extensão tornava-se um pouco cansativa em razão do sol forte, porém em muitos momentos da caminhada era necessário colocar os casacos, daí passava-se uns 15 min e  nos obrigávamos a tirar os casacos, pois como disse anteriormente, o clima na região é muito instável.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Após algumas horas caminhando chegamos ao ponto culminante do nosso trekking no Vértice do Cânion Josafaz, ali a visão é incrivelmente linda, possui uma cachoeira que acredito ter mais de 200 metros e é dividida em duas partes. O Cânion Josafaz é ainda pouco explorado, um lugar inóspito, mas de extrema beleza e grandiosidade, com vasta mata atlântica em seu interior. Este local é perfeito para descansar, meditar e refrescar os pés na água cristalina que corre pelo rio.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Permanecemos ali durante algum tempo apreciando aquela beleza incrível, conversando e tirando algumas fotos. Momentos após, era hora de voltar para o acampamento e descansar um pouco. Durante a volta escolhemos cortar caminho, pois olhando de longe víamos uma linha reta, parecia ser fácil se não fosse pelos banhados! Encaramos o desafio e seguimos em frente, e por incrível que pareça, não encharquei as botas e o caminho de volta foi bem mais rápido em relação ao da ida, o que garantiu a nossa chegada antes do entardecer.

Já no acampamento preparamos uma fogueira para assar alguns quilos de carne, fizemos um belo churrasco à moda antiga e batatas doces enroladas em papel alumínio jogadas na brasa. Não sei se era a fome que tínhamos ou o que, mas o gosto daquele churrasco, para mim, era o melhor que já havia comido. Depois do belo jantar realizou-se a cerimônia de Fogo de Conselho, cerimônia muito conhecida e praticada pelo  Movimento Escoteiro, pois ali é o lugar onde podemos sentar para ouvir histórias, relatos incríveis das pessoas  presentes sobre suas aventuras durante o dia. Esta cerimônia é realizada sempre na última noite de acampamento e é encerrada com a Canção da Despedida. Após a cerimônia de Fogo de Conselho, fomos todos deitar, precisávamos descansar e recompor as energias para o dia seguinte.

Na manhã seguinte depois do café da manhã, chegou a hora de desmanchar o acampamento, organizar os equipamentos e aprontar as mochilas, e retornar até o pé do cânion.

Na descida, senti muito mais o peso da minha mochila, pois ao descer além do nosso próprio peso corporal, temos ainda a mochila cargueira nas costas, todo esse peso fica apoiado sobre os joelhos, tornozelos e pés. Por isso, toda a descida foi realizada devagar, com o devido cuidado para não cair, pois nas trilhas dos antigos tropeiros tem inúmeras pedras soltas e é muito íngreme também, então todo o cuidado é necessário para voltar bem para casa.

Veja todas as fotos dessa incrível aventura, clique aqui.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Se você gostou do relato do trekking no Cânion Josafaz, deixe um comentário abaixo. Veja também o relato da Trilha no Cânion da Pedra clicando aqui.

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

Aloha Galeraaa, tenho o prazer de compartilhar um pouco com vocês do que foi o meu mochilão de 16 dias pela surpreendente Bolívia e o místico Peru com meus míseros R$ 2.300,00 reais, isso já incluindo passagem de ônibus é claro!

A escolha não foi somente pelo baixo custo da viagem, mas também por poder conhecer uma das 7 maravilhas do mundo Machupichu, acredito ser a Meca para qualquer mochileiro.

Como atualmente me encontro na fronteira com o Paraguai, tive a oportunidade de pensar em alternativas mais baratas para chegar ao país de Evo Morales. Fui até Assunção, capital paraguaia e de lá peguei um ônibus direto para Santa Cruz de La Sierra a um valor de 350 guaranis (aproximadamente R$ 250,00 reais) incluído as refeições pela empresa Transbolipar SRL.

Obs: Existe outra empresa que faz essa mesma linha (STEL turismo), com custos e estruturas praticamente iguais, aproximadamente 30 horas de viagem sem ar-condicionado e cruzando o chaco paraguaio e também cruzando os dedos para o ônibus não quebrar no meio do deserto. Assim  é essa região do Paraguai.

26.01

Parti de assunção com 4 horas de atraso, nesse meio tempo aproveitei para fazer amizade com duas equatorianas e um casal de franceses que fariam um roteiro parecido.

foto-1

27.01

Passei o dia no ônibus imaginando e contendo minha alegria em estar desbravando aquelas terras prometidas.

28.01

Cheguei em Santa Cruz as 04:00 horas e fui direto para um hotel na frente do terminal bimodal da cidade para tirar apenas um cochilo, pois queria estar em pé as 08:00 horas para embarcar no primeiro ônibus para La paz. O balde de água fria veio logo quando cheguei e percebi que só teria a tarde para aproveitar, então para ganhar tempo comprei passagem para Cochabamba, metade do caminho. A passagem saiu 80 BOL (aproximadamente R$ 50,00 reais) com duração de 11 horas, cheguei lá no inicio da noite, devorei um tradicional Pollo com papas e logo as 21:15 estava subindo ao ônibus novamente, este me levaria finalmente a tão esperada La Paz.

29.01

Cheguei na capital La paz  às 05:00 horas da matina e fui direto ao Hostel Loki onde havia feito a reserva, recomendo muito, além de ótima estrutura e localização o albergue promove festas todas as noites com os mais variados temas, sem contar as bebidas!A diária custou entorno de 55 BOL (aproximadamente R$ 35,00 reais), o único fator negativo é não contar com uma cozinha para se fazer a própria comida o que deixa as refeições mais caras.

Depois de deixar a mochila no hostel fui bater perna pela cidade, a primeira parada foi o Mirador Killi Killi nas proximidades do centro, a entrada é gratuita e da para ter uma boa vista da cidade de La paz e das montanhas que a rodeiam. Passando pela bela Plaza Murilo e o Museu Nacional Etnográfico pode-se entender um pouco da cultura local e suas mudanças com o passar dos anos, o custo da entrada é 20 BOL. (R$ 12,50 reais).

A próxima parada foi a Calle Sangarnaga onde se encontra os melhores câmbios e passeios, com o melhor custo-benefício da cidade. Meu final de tarde foi no tradicional Mercado de las Brujas, lá é evidenciado o quanto nossa cultura sul americana é rica com uma variedade de cores e cheiros exóticos.

Como o dinheiro estava curto por um mau planejamento, tive que deixar a visita ao Salar de Uyuni para outro momento e acabei comprando os passeios mais baratos que encontrei.

30.01

Depois de ter feito amizade com outro brasileiro no hostel e ter bebido tudo e mais um pouco na festa na noite anterior, cedo estava em pé para conhecer o grandioso Monte Chacaltaya e o Valle de la luna, o custo total do passeio foi de 120 BOL. (aproximadamente R$ 75,00 reais) com guia e as 2 entradas incluídas.

Os 5.400 metros de altitude do Chacaltaya são superados em menos de 1 hora, o desafio foi mesmo respirar e caminhar ao mesmo tempo, acredito que além do mal da altitude o suco de cevada que tomei na noite anterior colaborou e muito para o cansaço e a dor de cabeça que sentia. Era um sonho chegar até o pico daquela montanha e apesar de não ver neve na quantidade que desejava, a beleza daquele lugar é inigualável.

Depois de passar um frio de renguear cusco no meio das montanhas fomos ao sul da cidade onde fazia mais de 25ºC no Valle de La luna, algo bem menos emocionante e bonito, mas como estava incluído valeu a pena.

 Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

31.01

Meu 3º dia em La paz foi reservado para conhecer o antigo povoado pré inca de Tiwanaku, entrada, guia e almoço custava 190 BOL. (R$ 120,00 reais), um ótimo lugar pra quem gosta de história e se interessa pela cultura local. No almoço após o passeio experimentei carne de llama e truta, pois já não aguentava mais comer frango.

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

01.02

Deixei La Paz para trás e fui em busca do azul enigmático do lago Titicaca, a viagem até Copacabana é de 4 horas e a passagem custa 30 BOL (R$ 19,00 reais). Chegando lá fiquei em um hostal em frente ao famoso lago com diária pelos mesmos 30 BOL. Larguei a Mochila e fui explorar o belo lugar. Como estava com um casal argentino que conheci no Chacaltaya, resolvemos subir o Monte do Calvário, parte mais alta da pequena cidade. A vista lá de cima é incrível recomendo subir e ver toda a beleza do lago navegável de maior altitude do mundo com 3.812 metros de altitude em média. Na volta não perdemos tempo e compramos a passagem para a Isla del Sol para fazer a trilha de 7 km do Norte ao Sul da Ilha por 35 BOL. (R$ 22,00 reais).

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

02.02

Saímos de Copacabana com a embarcação às 08:30 e chegamos na parte norte da ilha aproximadamente 2 horas depois, meus amigos ficaram acampando pelo lado norte e eu segui a trilha até o sul da ilha. Me deparei com as paisagens mais lindas que já vi. Lugar incrível e com uma vibe fantástica, com certeza superou minhas expectativas. As 15 h e 30 minutos a embarcação já se encontrava no pequeno porto do sul da ilha para a volta a Copacabana que tem uma duração menor, as 17 horas estava em terra firme para fazer um lanche rápido e subir no próximo ônibus com  destino a capital Inca, Cusco! A empresa Titicaca cobrou 110 BOL. (R$ 65) por aproximadamente 11 horas de viagem.

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

03.02

As 5h e 30 minutos estava em solo Inca e corri para o meu hostel, mais uma vez o Loki de Cusco. Tomei café fui mais uma vez bater pernas, agora no centro histórico de Cusco. A cidade é organizada e limpa situação bem diferente da vizinha Bolívia, na avenida El sol encontrei os melhores câmbios e venda de passeios com as agencias mais baratas da redondeza. Também é o lugar certo para encontrar artesanato local e claro pechinchar muito! Comprei na prefeitura da cidade um passaporte para o Valle sagrado dos incas (Pisac, Ollataytambo e Chinchero), cidades aos arredores de cusco onde haviam antigas civilizações desse místico país e pagando por volta de 70 Soles (R$ 100,00 reais).

A noite foi reservada para conhecer as baladas de cusco que por sinal não se cobra a entrada e por isso fiz um tour, comecei no Mama África, passando pelo El Templo e terminando na Chango. Literalmente tem para todos os gostos.

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

04.02

Passei o dia conhecendo as belas cidades incas, o passeio com guia e almoço custo 45 Soles (R$ 65,00 reais), as entradas mais o guia não são baratos mais vale muito a pena. Foi incrível conhecer tudo isso, mas claro vá antes de conhecer Machupichu, para não desanimar!

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

05.02

O 3º dia na capital inca foi para relaxar depois da correria dos últimos dia, acordei mais tarde que o normal e saí para conhecer o Convento de Santo Domingo por 10 Soles (R$ 15,00 reais), caminhar pelo mercado público de San Pedro e o Museu Pré-colombiano com entrada de 20 soles (R$30,00 reais). Nesse último achei a entrada cara pelo que oferecia, com certeza não é prioridade como passeio aos arredores de Cusco, Plaza das Armas é realmente belíssima além do centro histórico da cidade.

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

06.02

É hora de se despedir dêsse linda cidade e seguir rumo a água quente, última cidade antes de Machupichu, claro da forma mais barata possivel ea maneira escolhida foi ir de van até a hidroelétrica e de lã seguir a pé por 9 quilômetros sobre a linha férrea ! Comprei a Passagem na Av. El Sol no centro de Cusco por 70 soles (R $ 100) incluindo a volta 2 dias depois.

A trilha foi muito cansativa pra mim pois estava carregando quase 15 quilogramas, mas a paisagem é recompensadora, levei aproximadamente 3 horas para chegar finalmente ao destino, Hostel Supertramp foi a cama mais cara que dormi na viagem 36 Soles (R$ 52,00 reais), mas no meio daquela selva não existe nada barato mesmo. Depois que cheguei da trilha só pensava em cair na cama para no outro dia realizar meu sonho de conhecer a cidade sagrada!

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

07.02

Acordei cedo para aproveitar intensamente cada segundo do dia, o ingresso para Machupichu já havia comprado 20 dias antes da viagem, mas o do ônibus para chegar até o Parque Nacional comprei um dia antes por 12 Dólares, aproximadamente 30 min. de subida até a entrada da cidade sagrada. Passei as catracas e fui correndo subir o grandioso Wuaynapicchu, recomendo que compre o ingresso para a subida no grupo 2 às 09:30, pois antes desse horário a visão fica totalmente comprometida lá de cima.

Sem palavras para descrever o misticismo daquele lugar, renovei as baterias e respirei fundo para agradecer a realização de mais um sonho.

Voltei para a cidade a pé pelas escadas para preservar meus últimos trocados, chegando no hostel ainda em êxtase tentei dormir cedo para encarar a trilha de volta a hidroelétrica logo pela manhã.
Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

Mochilão de 16 dias pela Bolívia e Peru

08.02

Saindo do hostel quase as 11 horas e depois um bom café da manhã, cheguei bem desgastado da hidroelétrica as 14:30 para voltar a Cusco, chegando de volta a capital Inca as 20 horas e corri para a rodoviária da cidade. Para a minha decepção só haveria passagem para o outro dia e claro já garanti a minha para não ter surpresas.

09.02

A passagem mais barata que encontrei até La Paz foi a 80 Soles ( R$ 115,00 reais) com aproximadamente 18 horas de viagem pela empresa San Luís, teve uma troca de ônibus na cidade de Puno e depois seguimos de volta a capital Boliviana.

10.02

Cheguei em solo boliviano as 16 horas e depois segui a Cochabamba pela empresa El dorado por 60 BOL. ( R$ 36,00 reais).

11.02

Madrugando em Cochabamba às 5:00 horas e como o personagem “The Flash” embarcando as 05h e 30 minutos para Santa Cruz de La Sierra por 80 BOL. (R$ 47,00 reais) pela empresa Santa Cruz. Cheguei ao destino final da viagem as 16 horas com quase nada no bolso mais cheio de histórias pra contar e com o coração mais leve. Dormi no hotel mais barato que encontrei na frente da rodoviária por 40 BOL. (R$ 24,00 reais), depois de passar 2 dias pulando de ônibus em ônibus só precisava mesmo é de uma cama boa.

12.02

Pela mesma empresa que comecei a viagem (Transbolipar S.R.L) ás 19 horas, parti de volta a capital paraguaia, com um sentimento indescritível de dever cumprido e sonho realizado.

Cusco, uma cidade para mochileiros!

Cusco é, provavelmente, uma das cidades peruanas mais conhecidas no exterior. Não porque se trate de uma metrópole, na verdade não há mais que 300.000 mil habitantes nesta cidade que também é a Capital de uma província e de uma região homônimas. O grande reconhecimento internacional de Cusco se dá pela sua riqueza histórica e cultural. Segundo alguns achados arqueológicos, a região do Vale Urubamba, onde Cusco está situada, é habitada desde o terceiro milênio antes de Cristo.

Cusco, uma cidade para mochileiros

Conheci a cidade de Cusco e me encantei com a tamanha beleza, sua história e a cultura está representada em todos os lugares, desde as praças, as ruas, construções e artesanatos. Cada pedacinho dessa cidade tem uma  história para ser conhecida. Andei muitas vezes pela cidade a pé e de ônibus e algumas vezes de táxi, no centro da cidade é possível encontrar quase tudo que quiser, desde lojas de artesanato, restaurantes, farmácias, hotéis, empresas de turismo e ecoturismo de aventuras, mas o que mais me chamou a atenção foi as lojas de equipamentos de aventura, em apenas uma avenida chamada pelo nome de Av. El Sol, encontrei mais de 10 lojas que vendiam equipamentos para esportes de aventuras, destes equipamentos, os que mais me chamou a atenção foram os preços, em relação ao Brasil eram muito mais baratos, e não eram quaisquer equipamentos, as marcas que encontrei por lá são conhecidas mundialmente, tais como: Black Diamond, Petzl, The North Face, Columbia, Sea to Summit. Para ter ideia dos valores dos produtos, os bastões de caminhada custavam cerca de 40 Soles e uma mochila de 60L Black Diamond custava 600 soles, convertido para reais equivale a 582 reais aproximadamente. No Brasil a mesma mochila custa cerca de 1.000 reais.

Cusco, uma cidade para mochileiros
Av. El Sol

Na cidade de Cusco existem restaurantes para todos os tipos de gostos e sabores, a comida típica é chamada pelo nome de Cuy, o prato feito com carne de porquinho da Índia é tradicional, especialmente nessa região. Esse alimento era consumido pelos incas como fonte de proteína, para complementar a dieta a base de batatas e milhos. A cabeça do animal, símbolo de sorte, era comida pelo patriarca. As crianças comiam as patas, enquanto as mulheres comiam o corpo. Hoje em dia, normalmente a carne é assada e servida cortada, sem a cabeça.

Cusco, comida típica

Eu no entanto não experimentei muitas culinárias diferentes, pois como nosso organismo não está acostumado com a grande quantidade de temperos usados pelos peruanos, as vezes podemos passar maus bocados, preferi não correr o risco de ter que ficar no hotel com algum problema estomacal, me alimentei com aquilo que conhecia sobre alimentos saudáveis. Falando em alimentos saudáveis, você sabia que no Peru não é produzido alimentos transgênicos? Nenhum tipo de agrotóxico é usado nas plantações, posso afirmar com todas as letras que as frutas e verduras, bem como toda a culinária peruana tem um sabor incrível.

Estando no Peru, não podemos  deixar de experimentar o refrigerante Inca Kola, uma vez que o Peru é o único país latino americano onde a Coca-Cola não é líder de mercado. O refrigerante mais consumido no país é o Inca Kola. A bebida tem uma coloração amarela viva e é feita de lúcia-lima, planta nativa da América do Sul.

Cusco - Inka Kola

A Plaza de Armas é o marco de todo o Centro Histórico e concentra as construções mais impactantes de Cusco e os principais serviços voltados para o visitante, como casas de câmbio, restaurantes, bares, pub´s e agências de turismo. Ali o colonizador espanhol Francisco Pizarro declarou a conquista da cidade, e o lugar era considerado um importante setor cerimonial. Conhecida entre os incas como lugar de encontro ( “Huacaypata”, no original inca).

Cusco - Plaza de Armas
Plaza de Armas

Se caso você estiver viajando sozinho ou mesmo acompanhado e esteja sempre em busca de fazer novas amizades, a Plaza de Armas é lugar certo para você ir, durante a noite toda a praça é rodeada por bares e pub´s, nestes lugares há ritmos para todos os gostos. Em toda a viagem conheci pessoas de todas as partes do mundo, uma pessoa em especial (conheci voltando de Machupicchu no trem, uma viagem de quatro horas aproximadamente), uma Mexicana muito alegre, divertida e simpática. Na penúltima noite antes de embarcar para o Brasil, resolvemos ir a um destes bares ao entorno da Plaza de Armas. Primeiramente fomos em um bar onde tocava musicas de rock dos anos 80 e 90, o lugar era em uma casa que parecia ter sido abandonada, não era muito decorada, mas enfim, lá tinha uma banda local fazendo show ao vivo, tocando os maiores sucessos daqueles tempos, ficamos ali, dançamos, rimos e conhecemos inúmeras outras pessoas de muitas outras nacionalidades.

Cusco, uma cidade para mochileiros

Depois de algum tempo ali, resolvemos ir procurar outro lugar, que apresentasse um ritmo mais interessante, andamos por alguns metros pelo entorno da praça e nos deparamos com que um barzinho incrível, ali entramos e existiam 3 portas e cada porta continha uma festa diferente, em uma tinha musica estilo Reguee, e nas outras duas era eletrônica, sendo uma delas de música latina, optamos pela terceira porta. Pensem em uma festa incrível, bebidas baratas e gente de tudo que era país, lá estávamos eu, a Mexicana e mais duas amigas dela, uma Colombiana e a outra Equatoriana. As festas na cidade de Cusco são praticamente muito baratas, e falando nas que presenciei eram de entrada gratuita, só pagava aquilo que consumia.

Estar em um país desconhecido, sozinho durante a noite, com pessoas que talvez tenha conhecido em poucas horas seja loucura, mas posso dizer que estas amizades que fiz em todos os locais onde estive no Peru são o que realmente dão um significado, um sentido em conhecer um local tão exuberante, mítico e fantástico. Se você viajar sozinho ou mesmo acompanhado, não deixe de conhecer as pessoas locais e os estrangeiros, todos estão ali por algum motivo, este motivo ou significado é que faz a vida ser maravilhosa, se jogue no desconhecido, vá de coração aberto para sentir tudo que o Peru tem para lhe oferecer, certamente você encontrará mais pessoas para lhe ajudar do que pessoas que poderão fazer mal a você.

Viaje sem medo de ser feliz!

Uruguai Road Trip

Chegou o dia de mais uma aventura… Uma aventura sonhada.. Depois de 4 visitas ao Uruguai chega o dia de seguir meu próprio caminho. Um roteiro desenhado na minha mente. Somente linhas traçadas em um mapa. Desde 2010 várias idas e vindas entre o Brasil e o hermoso Uruguai. E a vontade de realizar a grande trip.

Uruguai Road Trip

Chegar ao Uruguai por Barra do Quaraí/Bella Union. Descer o mapa até Colônia de Sacramento e seguir costeando o rio da Prata até Punta del Este. Subir pelo litoral e seguir até Chuy, visitar as cidades pelo caminho, poder parar, olhar o sol, apreciar o mar, entender a história deste nobre e humilde país.

No primeiro dia seguiremos até Uruguaiana, para uma breve visita a Passo de Los Libres na Argentina. Afinal, temos um destino, o que não quer dizer que temos que seguir uma linha reta. Você faz sua aventura, você faz seu caminho. Não depende de ter companhia, depende única e exclusivamente da sua vontade junto a um bom planejamento. Eu e o Márcio seguiremos viagem até Uruguaiana. Mochilas gêmeas aventureiras.

Uruguai Road Trip

Quando contei sobre a viagem, a pergunta foi: quando a gente vai? Resposta nas próximas férias! Montamos o roteiro, com base no meu mapa mental. Utilizamos o Google Maps para traçar a rota principal e realizamos a busca por campings nos pontos de parada. De pensar que há anos atrás eu viajava com um simples mapa rodoviário tamanho gigante. Volta e meia parava na beira da rodovia para pedir informações e abria o mapa no capô do carro para verificar as opção de rota nas tantas vezes que me perdi no caminho.

As vezes sentia medo de não achar o caminho mas sempre encontrei pessoas de bem que me ajudavam a voltar a rota correta. O espírito aventureiro sempre fala mais alto nessas horas. O sorriso no rosto é um ótimo cartão de visita.

Até breve. Márcio e Lu.

Acompanhe a nossa aventura acessando a fanpage: Trekking RS ou pelas Hashtag: #trekkingrs #caminhospelomundo #brasileirosnouruguai #uruguairoadtrip

Uruguai Road Trip
Chegando a Santa Maria/RS – Brasil

Segundo dia 13/10/2016

Acordamos cedo, o que possibilitou a linda vista do nascer do sol as margens do Rio Uruguai. Com suas águas turvas, em função da chuva da noite, mas ao mesmo tempo brilhante e encantador. A opção era seguir viagem rumo ao Uruguai ou dar uma passadinha no outro país vizinho, a Argentina. Rumo a Passo de Los Libres, passamos a ponte Brasil x Argentina e chegamos a Aduana Argentina.

 

Uruguai Road Trip - Uruguaina
Nascer do sol em Uruguaiana – 13/10/2016

Sugestão: caso visitem a Argentina, via terrestre, tenham o mínino de coisas possível no carro, pois terão que descarregar e mostrar tudo que estão carregando.

Passeamos pela cidade, uma cidade simples, hospitaleira a maneira Argentina, mas percebe-se que o povo tem sofrido bastante com os problemas econômicos do país, os preços estão nas alturas e você só pode trocar moeda em bancos ou com os cambistas que ficam ao longo da estrada, entre a ponte e o Centro da cidade. Permanecemos não mais que 4 horas e retornamos a Uruguaiana para seguir viagem. Na volta o carro não foi revistado.

Uruguai Road Trip
Passo De Los Libres – Argentina – 13/10/2016
Uruguai Road Trip
Passo De Los Libres – Argentina – 13/10/2016

Seguimos até Barra do Quaraí e passamos a alfândega Uruguaia em Bella Union sem problemas. Somente abrimos o porta malas para que o fiscal olhasse e ele mesmo já nos encaminhou para a migração. Seguimos até Termas del Arapey, famoso balneário de águas termais uruguaio, onde nos instalamos no camping. A avaliação do local e maiores informações serão descritos em outro post, pois o local oferece várias opções. O camping oferece um lindo por do sol. Onde somente os apreciadores da natureza podem ver!

Uruguai Road Trip
Termas del Arapey – Uruguai – 13/10/2016
Uruguai Road Trip
Termas del Arapey – Uruguai – 13/10/2016

Cascata das Andorinhas um lugar mágico!

Visitar a Cascata das Andorinhas era um sonho guardado há muito tempo dentro da minha cabeça, cada imagem que eu via nas redes sociais e fotografias tiradas por fotógrafos profissionais faziam meu coração vibrar de tal forma, que isso aos poucos foi instigando o desejo de estar lá.

Demorei algum tempo para conhecer essa cascata, pois acredito que existe sempre um momento certo para conhecermos certos lugares, às vezes o que nos impede não é apenas o dinheiro ou a falta de coragem. Penso que um dos pontos fortes que influenciam uma viagem é estar de mente tranquila e espiritualizada, fazendo assim você chegar a determinado lugar e vivenciar todos os sentidos e as imensas sensações que um novo destino pode proporcionar.

A Cascata das Andorinhas leva este nome em razão da grande quantidade desta espécie de aves que habitam o local. O ambiente natural é cercado por rochas onde pode ser praticado o esporte Rapel.

Para chegar a Cascata das Andorinhas é muito fácil, está localizada a 20 Km do Centro. Existem inúmeras placas que indicam o caminho a ser percorrido para se chegar até ela. Seguimos o caminho por estrada de terra e conforme íamos avançando pela estrada de carro, notamos que a estrada sofre estreitamento  aumentando a dificuldade no percurso. Assim, resolvemos parar, deixar o carro ao lado da estrada e seguir a pé.

Coordenadas geográficas: 29°34’14.2″S+50°28’53.4″W

Colocamos a mochila nas costas e seguimos pela trilha anteriormente demarcada. A dúvida gerada nesse caminho é que ao andar pequena distância depara-se com uma bifurcação na trilha com dois sentidos, para a direita e para a esquerda. Do lado direito, parece direcionar para cima do morro, e do lado esquerdo acompanha o rio. Decidimos ir pela qual acompanha o rio, pois levamos em consideração que geralmente as cascatas ficam junto aos rios!

Cascata das Andorinhas

A trilha em si não tem grandes desafios, todas as pessoas podem percorre-la desde que, munidos de água e com calçados adequados, tem cerca de 1,5 quilômetros de extensão medido do local de estacionamento até a entrada da “caverna”, onde se descortina a Cascata das Andorinhas. O terreno é úmido e um pouco escorregadio, possui muitas raízes de árvores, onde as vezes precisávamos agarra-las para não sofrer nenhum tombo. Durante a trilha é preciso cruzar duas vezes sobre o pequeno rio até chegar a cascata.

Ao chegar, a vista é de tirar o fôlego! Fiquei estasiado com tanta beleza, as paredes ao lado da Cascata das Andorinhas pareciam ter sido esculpidas por alguém, permaneci ali olhando aquelas marcas, riscos sobre a pedra e imaginando que foram feitas pelo tempo ou pela água. Certamente  tudo isso era inundado antigamente. O desenho estampado nas paredes lembram as antigas cavernas ocupadas pelos primatas.

Cascata das Andorinhas

Cascata das Andorinhas

O local é tão magnífico que parece que estamos em um cenário de filme, uma beleza quase indescritível de retratar. Naquele local,  a sensação de paz, tranquilidade e liberdade é  inexplicável. Quanto mais eu permanecia ali, mais queria ficar apenas admirando cada detalhe de suas paredes, não queria ir embora. Chegamos por volta de 11:00 horas da manhã e permanecemos admirando até as 14:00 horas da tarde. Geralmente, quando estamos em um lugar onde nos sentimos bem as horas passam muito rápido. Ao nos darmos conta, já era hora de voltar para o carro. o horário de almoço já estava atrasado, precisávamos almoçar e ir até o próximo destino que seria a Cascata do Chuvisqueiro na cidade de Riozinho/RS – Brasil. Visita essa que contarei a vocês no próximo post.

A pé por cima da Ponte dos Arcos

Percorremos a pé alguns dos principais caminhos turísticos e alguns não tão turísticos assim, para trazer a você leitor as melhores dicas e maneiras de aproveitar o passeio na cidade de Veranópolis, conhecida como a Terra da Longevidade. Vamos mostrar alguns atrativos no entorno da Ponte dos Arcos que com certeza vão fazer você levantar do sofá e colocar o pé na estrada.

O primeiro deles é a Ponte Ernesto Dornelles, conhecida como “Ponte do Rio das Antas ou Ponte dos Arcos” – Divisa entre os municípios de Bento Gonçalves e Veranópolis. Levou 10 anos para ser construída, foi inaugurada em 31 de agosto de 1952.

Ponte dos Arcos

Era considerada a terceira maior ponte do mundo em arcos isolados e a primeira ponte com arcos paralelos do mundo. Não possui pilares apoiados no leito do rio, sua extensão é de 277 metros aproximadamente.

Uma dica para as pessoas que querem aproveitar melhor essa experiência de passar pela ponte é cruza-lá a pé por cima de seus arcos, com certeza é uma experiencia incrível, mas também desafiadora. Caso você tenha algum pavor de altura não recomendo fazer essa travessia.

Ponte dos Arcos

Caso esteja passando a noite também é uma bela oportunidade para parar o seu veículo e contemplar o céu estrelado.

Ponte dos Arcos

Além dessa fantástica obra da engenharia, ao lado direito da ponte no sentido Bento Gonçalves à Veranópolis possui uma estrada pavimentada que leva para a linha férrea e um túnel escuro e extenso, onde passam por ali, trens de carga da empresa América Latina Logística – ALL, caso visite este lugar, esteja ciente que poderá encontrar algum trem passando por ali em todos os horários do dia.

Ponte dos Arcos

Nas proximidades destes dois lugares existem ainda algumas lanchonetes na beira da rodovia e um local bem interessante chamada pelo nome de Casa Bucco, conhecido  por sua linha de bebidas destiladas artesanais, além disso oferece junto a suas estruturas um restaurante, pousada e um roteiro de eco-turismo.

Ponte dos Arcos

 

Está localizada às margens do Rio das Antas, próximo à Ponte dos Arcos na rodovia RSC 470, entre Bento Gonçalves e Veranópolis, na Serra Gaúcha, num ambiente envolto de mata, penhascos e o rio, isto é, num ambiente calmo, tranqüilo, excelente para o descanso e relaxamento das tensões do dia-a-dia.

Caso você busque tranquilidade, lazer e uma boa aventura vá para a cidade de Veranópolis, Rio grande do Sul – Brasil a cidade possui atrativos turísticos para todos os gostos, localizada a 170 quilômetros da capital do Estado, Porto Alegre. De clima subtropical, a 705 metros de altitude.

Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

Minha história com os cânions de Santa Catarina começou em 2014, quando na companhia dos amigos Gean Cenci e Marcelo Casarin, tentei realizar a travessia do Parque Nacional de São Joaquim, de Urubici à Bom Jardim da Serra. O parque é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral da natureza, localizado nas regiões serrana e sul do estado de Santa Catarina, com território distribuído pelos municípios de Bom Jardim da Serra, Grão Pará, Lauro Müller, Orleans e Urubici.

Foi criado em 6 de julho de 1961 com o intuito de proteger os remanescentes de matas de araucárias, somando-se à relevância das terras, flora, fauna e belezas naturais, encontradas nos seus 49.300 hectares. De relevo bastante irregular, com altitude variando entre 300m e 1.822m, o parque encampa desde paisagens campestres a grandes furnas e encostas recobertas de mata nativa, com grandes desfiladeiros. As maiores altitudes ficam na região nordeste do parque, sendo que o ápice está no Morro da Igreja, em Urubici, com 1.822m. Atualmente está sob administração do ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – e fechado para quaisquer atividades de ecoturismo, exceto visitação ao Morro da Igreja, mediante autorização.

Naquele ano, o clima instável combinado com um dos invernos mais quentes e chuvosos da história da região, fez com que abortássemos a atividade. Tentamos até uma pernoite no Cânion Laranjeiras – ponto de fácil acesso a partir da cidade de Bom Jardim da Serra, próximo da conhecida Fazenda Santa Cândida – porém a viração, fenômeno muito comum por lá em que o encontro das massas de ar fria e quente se transforma numa espessa neblina, atrapalhou. Daquele ano para cá tentei esta travessia outras duas vezes, sem sucesso. Era necessário ficar de olho no clima! Dias frios, com temperaturas negativas e pouca previsão de chuvas / neve são os ideais.

Como as atividades no parque estão proibidas, fechamos o grupo para a travessia do Cânion Laranjeiras ao Mirante da Serra do Rio do Rastro: Eu, Gean, Tiago e Julian. Nos dias 16 e 17 de abril, realizamos uma caminhada de entrosamento do grupo – a subida de Monte Claro, em Veranópolis – para nos conhecermos e acertar os detalhes da travessia. Gean não pode comparecer; subi na companhia dos novos e bons amigos, Julian fez belas fotos e aproveitamos demais a beleza da região.

Definimos o feriadão de 21 de abril para uma primeira tentativa, porém ao acompanharmos diariamente a previsão do tempo, vimos que a atividade não seria proveitosa. A segunda tentativa foi marcada para o feriadão de 26 de maio, novamente sem sucesso. Aquele clima abaladiço parecia não querer dar trégua! Tiago – iniciante em travessias maiores e no trekking – impaciente, queria ir a todo custo; ainda não havia saboreado a frustração de tentativas falhas. Combinou a travessia com um grupo de amigos de Carazinho, cidade onde mora, mas acabaram desistindo de última hora.

Já não víamos mais a possibilidade de realizar a travessia com o grupo. Além do clima impiedoso, Julian precisava conciliar sua saída com o trabalho, já estava devendo horas à empresa. A quem sabe esperar ensejo, tudo vem a seu tempo e desejo. Santo Antônio é padroeiro da cidade de Bento Gonçalves, onde Julian reside, venerado pela comunidade nos dias 13 de junho, neste ano, uma segunda-feira. Esta era a oportunidade! Julian poderia ir e nós também! Surpresa boa ao consultar a previsão do tempo: temperaturas negativas, vento predominante oeste, zero chance de chuva!

Ronaldo Coutinho, meteorologista da agência Climaterra da cidade de São Joaquim em Santa Catarina, confirmou a previsão que tanto aspirávamos. Tratamos de organizar as tralhas, acertamos a carona com Julian e partimos com destino à Bom Jardim da Serra no sábado, dia 11 de junho, às 4h depois de um reforçado café da madrugada. Pegamos Tiago em Vacaria, cidade convergente às nossas saídas. Pelo caminho, um misto das brumas matinais e da geada transformava a paisagem pitoresca das planuras dos campos de cima da serra.

Chegamos no mirante da Serra do Rio do Rastro às 11 h da manhã e, enquanto esperávamos a carona de Seu Miguel para a Fazenda Santa Cândida, contemplamos a beleza da serra e organizamos as mochilas. O vento estava implacável, de cortar os ossos! Uma pequena amostra do que teríamos pela frente nos próximos dias. Miguel demorou à chegar. A ida à fazenda foi lenta e cheia de sacolejo em virtude da estrada esburacada e abundante em pedras. A fazenda estava em total solidão, batemos na casa e chamamos, ninguém atendeu. O traslado saiu por R$40,00 cada. Coletamos água, fizemos algumas fotos e demos início à caminhada. Andamos uns 300 m e encontramos Seu Assis à cavalo, caseiro da fazenda, voltando para casa. Trocamos uma ideia e continuamos a empreitada.

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

Terreno úmido e escorregadio, vegetação cobrindo a bota e o vento frio castigando a cada passo. Coletamos água de um pequeno riacho e em poucos minutos adentramos na borda do Cânion Laranjeiras. A paisagem descortinava-se e exibia as elevadas escarpas rochosas formadoras do cânion. Sentamos à borda de uma pedra quase que em suspensão e fizemos algumas fotos.

Bordejamos pela trilha até o mirante principal de onde tivemos vistas espetaculares da cadeia montanhosa da Serra das Laranjeiras. No mirante notamos a presença de lixo e sinais de fogueira. Sério isso? Em pleno século 21 ainda existem pessoas sem a mínima noção sobre aventura consciente e práticas de mínimo impacto ambiental?

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

Do Laranjeiras seguimos rumo leste, por uma longa baixada encharcada. Tiago devia estar com medo de sujar ou estragar as botas novas, parou para calçar uma bota de borracha que cobre boa parte da canela. Não queria molhar os pés, mas a má transpiração das outras botas também os encharcava. Gean também usou botas de borracha, ele sim não queria estragar sua Timberland. Vai entender!

Da baixada era necessário transpor uma elevação no sentido sul para alcançar as áreas mais elevadas do circuito. Esta elevação era composta por um emaranhado de mata nebular de difícil passeio, nas partes baixa e média, e uma densa plantação de pinus elliottii, na parte mais alta. Conforme subíamos, vistas de tirar o fôlego! Observamos as longínquas montanhas da Serra do Maruim e do Morro da Igreja, em Urubici (nossa visão cobria as torres do Cindacta 2).

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

O vento nos repreendia impiedosamente! Mal conseguíamos equilibrar os passos. O sol já nos alertava sobre seu repouso, era hora de procurar um local abrigado para pernoite. Atravessamos o pior charco da travessia, atolávamos até o joelho açoitados pela ventania insana que soprava de oeste com sensação térmica registrada em -18.3ºC. Num capão elevado eu e Gean miramos ao longe uma direção sensata à seguir e um possível local abrigado daquele turbilhão. Rasgamos outro penoso trecho de mata nebular, aclive abaixo, e chegamos em outro pequeno charco tomando o sentido oeste para pouso na base das encostas montanhosas, abrigados do vento.

Descemos para o fundo de um pequeno vale irrigado por um modesto riacho de águas límpidas e montamos as barracas num singelo espaço plano. A noite caiu rapidamente e com ela o frio avassalador. Dividi a barraca com Gean, Julian emprestou a sua, pois minha tenda para duas pessoas estava emprestada e não chegaria em tempo; ele dividiu com Tiago. Coletamos água para a janta e café da manhã, organizamos a bagunça, vesti os agasalhos em pluma de ganso, enchi o isolante térmico e entrei no saco de dormir, também de pluma. Acalentamos aquela noite fria com muita sopa, chá, chocolates e boas risadas. A parceria estava boa demais! Os amigos não se abateram frente àquela situação. Noite bem dormida.

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

O dia raiou sereno e frio, a temperatura mínima registrada durante a noite foi de -6.2 º C e até então, este era o dia mais frio do ano. As barracas amanheceram com uma fina camada de gelo no sobre-teto. Saboreamos um delicioso e quentinho café a base de sopas, chás, grãos e cereais. Meu cappuccino estava no ponto! O trabalho mais difícil daquela manhã foi lavar a louça com as gélidas águas do regato. Incrível foi ver a água dos cantis congelando! Arrumei a mochila e seguimos a peregrinação.

O vento sussurrava calmo, frio porém. Usei balaclava e agasalho de pluma boa parte da manhã. Numa coxilha mais elevada avistamos a direção a ser seguida, predominantemente sul. Igual ao dia anterior cortamos outro penoso trecho de mata nebular e um longo campo encharcado. Nos deparamos com vários córregos congelados e em poucos minutos estávamos trilhando por uma das mais belas paisagens de toda a travessia! Vistas para as cidades de Orleans, Guatá, Lauro Müller, Tubarão e partes do litoral, incluindo a faixa de areia de algumas praias. O clima estava esplendoroso!

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

Julian entrou em transe ao fotografar uma cascata congelada num cânion próximo enquanto eu e Tiago, bem acomodados sobre um seixo, apreciávamos aquele panorama. Uma profusão de verdes enchia a vista somada àquele firmamento desanuviado: estava no paraíso! Depois de algumas fotos, continuamos por uma trilha de gado muito boa de se andar, batida, seca e longa, finalizando no capão onde paramos para almoçar, situado à base de um cânion que antecede o conhecido Funil. Protegidos do vento, saboreamos um longo e merecido lanche com um magnífico visual. Pensei comigo mesmo: você é um cara sortudo e privilegiado!

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

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Comi bastante, precisava repor as energias para a árdua subida que nos aguardava. Nada de muita conversa, concentração e fôlego eram os companheiros do momento. Ao alçarmos o topo avistei um bando de quatis procurando comida. Julian foi ao encontro do grupo para fotos e, mesmo sorrateiro, afugentou todos que corriam em desespero para longe dos estranhos invasores. Era possível avistar boa parte do trajeto que havíamos percorrido no dia incluindo o Cânion do Funil. Uma trilha batida percorria a extensão do cânion e passava em meio à outros fios de água, ainda congelados em plena tarde ensolarada. Julian avistou a formação de um arco-íris numa cachoeira que descia do Funil e que ainda estava congelada.

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

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A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

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Naquela elevação o sinal de celular era forte, percebi que Gean mudou de expressão e atitude ao ler algumas mensagens. De início não quis comentar o assunto mas antes de descermos para o Funil pedi que me contasse o que estava acontecendo, mencionou que as fortes geadas ameaçavam toda a produção de hortaliças de sua empresa. O frio mostrou as caras em Veranópolis que, por coincidência, também registrou as temperaturas mais baixas do ano até então.

Gean trabalha sozinho, toca o recente negócio próprio por conta, tem ajuda da família mas é o detentor de todo conhecimento de suas culturas hidropônicas. Estava em completo dilema! Continuar a travessia? Retornar para tentar salvar a produção do mês e atender seus clientes? A notícia já havia minado sua animação pelo restante da jornada e mesmo decidindo por continuar, seus pensamentos estariam no negócio e em seus fiéis clientes.

Como ainda havia esperança em salvar a produção, optamos por andar até o curral que fica próximo ao Funil e entramos em contato com Miguel para que viesse nos recolher. A decisão foi triste mas apoiada por todos. Restavam aproximadamente 12km para finalizar a travessia porém seria necessária mais uma pernoite. Com a definição abraçada pelo grupo chegaríamos em casa na noite daquele dia e, com isso, Gean teria tempo de trabalhar em prol de sua carta de clientes, naquele momento muito mais importante do que a caminhada.

Em pouco tempo Miguel chegou, ajeitamos as mochilas e fomos de carona até o Funil. Outro lugar fantástico repleto de formações rochosas indecifráveis. Miguel nos contou muito sobre o cânion, sobre as tentativas de escalada ao Funil e sobre os causos da região. Fizemos algumas fotos e logo estávamos na estrada que leva ao mirante da Serra do Rio do Rastro, empacados e inertes naquele trânsito apinhado de turistas das mais diversas localidades.

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

Ali mesmo, no meio da rodovia, liberamos seu Miguel, pegamos as mochilas e Julian seguiu na companhia de Gean até o mirante onde havíamos deixado o carro. Eu e Tiago ficamos ali no acostamento trocando de roupa e descansando. Minutos depois carregamos as mochilas e demos início ao retorno todos quietos, sem muita conversa, num mistifório de tristeza, pelo abandono da travessia, e de cansaço.

Em boa parte do caminho parecia que minha cabeça iria explodir de tanta dor, fui descobrir mais tarde que era fome! Paramos para jantar em Vacaria no único restaurante que encontramos aberto no domingo à noite em pleno dia dos namorados. Era simples e desajeitado mas com um atendimento pra lá de especial e uma comida saborosa! Tiago pegou seu carro e seguiu para Carazinho, a despedida foi animada.

Chegamos em Veranópolis às 23h; eu e Julian seguimos para o conforto de nossas casas, Gean virou a noite trabalhando e o resultado foi melhor do que o esperado: apenas 25% de perda na produção! A decisão foi sensata visto que a segunda-feira do dia 13 de junho foi o dia mais frio até então. O retorno antecipado garantiu todo mês de luta e compromisso de Gean. Embora fora dos planos iniciais tudo valeu a pena e superou as expectativas. Gratificante demais estar inserido e ligado àquela natureza exuberante na companhia do grande amigo Gean e na presença marcante dos queridos parceiros de aventura Julian e Tiago. Envolvimento foi a palavra-chave dessa jornada!

Bons ventos!

Texto: Edver Carraro

Céu estrelado no Morro do Tigre

Sábado estava frio, o céu estava meio nublado, mas um pouco estrelado, a temperatura em torno de 8° graus, próximo às 18 horas. Estava eu, acomodada junto ao fogão a lenha, tomando um chimarrão quentinho e saboreando paçoquinhas. Uma ótima pedida para uma tarde fria.

Surgiu o convite do Marcio, para ir até Alto Feliz, ver o fim de tarde no cume do Morro do Tigre. Coloquei mais algumas camadas de roupa, uma jaqueta. Meus pensamentos me diziam, “vamos ir até lá e a neblina vai encobrir tudo”.

E realmente, no caminho era o que representava. Ao chegar no topo, fiquei muito surpresa. A neblina avançava e cobria as cidades em volta, inclusive tive o privilégio de ver cobrir a cidade de Feliz, local onde escolhi morar e aos poucos, as cidades do entorno também. Foi lindo!

Céu estrelado no Morro do Tigre
Foto: Marcio Basso – Data: 18 de junho de 2016

E com a neblina cobrindo o entorno do morro, a lua e suas amigas estrelas estavam ali, dando um show de beleza para nós. Com a neblina querendo chegar ao topo, a lua refletia suas cores. Posso dizer que todas as vezes que presenciei a lua ou o céu estrelado, foi sempre diferente de todas as outras vezes.

Céu estrelado no Morro do Tigre
Foto: Marcio Basso – Data: 18 de junho de 2016

A pergunta que sempre faço nestas ocasiões é: como deixamos esses momentos passarem? Todos os dias a lua e as estrelas se apresentam e nós não contemplamos sua beleza.

Desta pergunta, surge outra: E nos dias de lua nova ou nublados?

Podemos não vê-la, mas ela está lá, repousando, pronta para mostrar seu espetáculo, assim que lhe for dada a oportunidade. E nós, quando nos daremos a oportunidade de parar e contemplar os presentes que o Universo tem para nos oferecer?

Somente nós podemos criar estes momentos.  Somente nós podemos criar nossas aventuras e fazer de cada uma a melhor experiência possível.

Sendo assim, saia da sua zona de conforto. Não importa o frio, a neblina, o momento será sempre único.

Pêndulo em Arroio do Meio

Pêndulo em Arroio do Meio

O município de Arroio do Meio é um típico município do Vale do Taquari: ao pé da serra, é rodeado por grandes elevações, os chamados morros, e, para realçar a beleza local, é irrigado por vários rios e arroios de todos os portes que descem das encostas e da Serra Gaúcha. A cidade recebe este nome pois está situada junto ao Arroio com este nome, cuja denominação é devido ao seu posicionamento entre o Arroio Forqueta e o Arroio Grande.

Através do amigo Brian Dias fomos convidados a participar e relatar a experiência de praticar o pêndulo, um esporte de aventura pouco conhecido, mas que proporciona muita adrenalina.

O pêndulo, também conhecido no Brasil como Rope Swing, ou Pêndulo Humano, ou ainda como Rope Jump, é uma atividade muito parecida com o Bungee Jump, ou Ioiô Humano. A pessoa pula de uma ponte, ou outra plataforma, amarrada em uma corda não elástica, ou um cabo de aço, e ai fica balançando de um lado para o outro até parar. Imagine um grande balanço!

Assista o vídeo abaixo:

O esporte é oferecido pela empresa OFF Aventura, principal operadora do esporte de aventura na cidade de Arroio do Meio/RS. Realizado na ponte de ferro que liga os municípios de Lajeado e Arroio do Meio/RS – Brasil. A referida ponte foi construída no ano de 1939 e por muitos anos foi o único meio utilizado para se chegar ao município vizinho. Toda a estrutura da ponte foi trazida da Alemanha. A ponte sofreu uma grande reforma no final do ano de 2006, início do ano de 2007, revitalizando este ponto turístico.

Arroio do Meio
Ponte de Ferro construída no ano de 1939 – Foto: Internet
Arroio do Meio
Arroio do Meio/RS – Brasil – Foto: Luís H. Fritsch
Arroio do Meio
Arroio do Meio/RS – Brasil – Foto: Luís H. Fritsch

Informações:

  • A prática dessa atividade de aventura é recomendada para pessoas que não possuam problemas de saúde, a idade mínima para o salto é de 8 anos, para pessoas menores de 18 anos o salto é realizado apenas com autorização dos responsáveis;
  • O valor da atividade é de R$ 40,00 reais e dá direito a 2 saltos, pois no primeiro apenas sente-se medo, já na segunda vez é que os esportistas se apaixonam por essa aventura um tanto insana;
  • O pêndulo é disponibilizado uma vez por mês ou com grupos pré-agendados;
  • A altura da ponte varia entre 30 a 35 metros de acordo com o nível do rio.

Contato:

  • Para saber mais, contate diretamente com a empresa OFF Aventura, pelo contato:  (51) 9286-3386

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Relato da aventura em Arrio do Meio

O dia começou muito frio, aos poucos o céu foi abrindo e surgiu o sol. O céu azul e as nuvens de cor branca davam a sensação de profundidade nas fotografias capturadas, isso significava que seria um belo dia para curtir com os amigos. Conosco estavam presentes no eventos três empresas parceiras: OFF Aventura, V13 Adventure e Outdoor Equipamentos, todos juntos, unidos pela paixão pelos esportes de aventura.

Conforme os organizadores iam ajustando e organizando as cordas e equipamentos para a prática do pêndulo, ficávamos estasiados com a altura e com o vento gelado que passava entre a ponte de forma congelante. O passar dos minutos impregnavam nos expectadores sensações de pavor, medo e de adrenalina que tomavam conta dos pensamentos. Depois de algum tempo ali esperando, começou-se a rodada de saltos individuais, acredito que a grande maioria de pessoas que estavam ali parados observando, nunca tinham feito nada tão insano e maluco em suas vidas.

Pouco a pouco, as pessoas iam colocando os equipamentos tais como: cadeirinha, capacete, mosquetão e todos os materiais apropriados para a prática desse esporte, e ficavam em uma fila esperando para, literalmente, se jogar da ponte de ferro. Só de assistir já dá um frio na barriga, uma sensação de pavor indescritível, só estando lá para saber.

No meu caso, fiquei na parte de baixo apenas observando cada salto, fotografando e tentando combater meu próprio medo de altura. Para todas as pessoas que me conhecem sabem que possuo grande aversão a altura, mas muitas vezes pratico os esportes de aventura sem maiores problemas, como diz aquela frase – “Se der medo, vai com medo mesmo”.

Depois de tirar centenas de fotografias fui desafiado a ir lá e fazer meu salto. Subi até o alto da ponte, coloquei todos os equipamentos necessários e na “hora H”, simplesmente desisti. Nessa hora meu corpo travou, as pessoas que estavam ali incentivando devem ter notado que eu não estava no meu melhor dia, não me sentia corajoso o bastante para aceitar aquele desafio.

Acredito que o mais importante em nossas aventuras não é fazer tudo, só porque alguém diz que é legal, mas precisamos estar conscientes sobre nosso corpo e mente, para aí sim, poder enfrentar os desafios que vierem. Não posso dizer que não irei voltar lá e saltar, talvez eu vá algum outro dia, com um pouco mais de coragem.

Alias já fiz pêndulo, sei como é a sensação de queda livre, se jogar no vazio e não conseguir ouvir seus próprios gritos de felicidade. Caso queira saber mais sobre a minha primeira experiencia nesse esporte tão louco clique aqui.

Galeria de fotos:

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Resumimos toda essa experiencia louca em um vídeo, assista!