Redução de peso em travessias de trekking

Trekking para inciantes, dicas sobre redução de peso em equipamentos.

Um dos maiores obstáculos do estilo de caminhada conhecido como Trekking na maioria das vezes não é apenas o terreno difícil, passar inúmeros dias acampando, mas sim, os equipamentos utilizados para a prática desse tipo de aventura.

A maioria das pessoas que começam a praticar trekking acham que isso se trata de um esporte elitizado, tendendo que os equipamentos sejam de alto valor monetário, pois não são encontrados facilmente no Brasil.

Isso não é verdade, vou explicar aqui nesse texto como você pode poupar um bom dinheiro e fazer um trekking de aproximadamente 5 dias, usando apenas uma mochila de 32L e mais alguns equipamentos indispensáveis.

Equipamentos

Na hora de escolher seus equipamentos, escolha por suas especificações técnicas primeiramente e não pelo seu preço, quando analisamos as especificações de cada produto podemos definir se o produto em questão é barato ou caro, sem isso é difícil fazer alguma comparação.

Outro detalhe interessante é estar atento as normas EN de cada equipamento, nesse caso escolha equipamentos com essa nomenclatura, porque são equipamentos fabricados para usos na Europa e testados em laboratório para que realmente possam atender as exigências, em outras palavras podemos dizer que, o produto irá entregar tudo o que promete, diferentemente do restante dos produtos similares não testados no mercado.

Você pode estar se perguntando! Os equipamentos com normas EN não são mais caros?

Sim, os equipamentos são mais caros, mas isso é subjetivo, pois são fabricados para realmente atender as exigências. Cito um exemplo para melhor entendimento:

Você pode optar por comprar um saco de dormir Deuter ou The North Face com norma (EN) com temperatura que variam entre +5° e -9°, este modelo será melhor e mais barato que se comprar um saco de dormir com faixas de temperatura entre 0 a -5° para usos aqui no Brasil. Caso a temperatura baixar durante a noite é só vestir um conjunto de roupas térmicas e resolvemos o problema.

Mochila de 32L

Existe no mercado nacional uma infinidade de marcas/modelos de mochilas, procure uma que tenha boas especificações técnicas e que seja muito confortável, pois você terá que carrega-la aproximadamente cinco dias consecutivos.

Mochila Guide 32L Lite Deuter

Redução de peso em travessias de trekking

Valor aproximado: R$ 833,00

Peso: 1,2kg

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Isolante Inflável

Os isolantes térmicos são muito importantes para termos uma boa noite de sono, este isola a temperatura corporal e mantém seu corpo seco, para assim ter uma noite sem desconfortos.

Isolante Ultra Light – Sea To Summit

Redução de peso em travessias de trekking

Valor aproximado:  R$ 533,00

Peso: 395g

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Saco de dormir

A dica aqui é se possível, usar um saco de dormir fabricado com plumas de ganso, pois possui melhor isolamento contra baixas temperaturas e é muito leve, mas geralmente estes são um pouco mais caros, mas posso dizer que compensa o investimento. Uso em minhas viagens o saco de dormir Deuter Trek Lite +3, este possui temperatura de conforto +7° e extrema -12°.

Temperaturas em sacos de dormir:

  • Temperatura de conforto é um dado para comparar uma boa noite de sono igual aquela que temos em nossas casas.
  • Temperatura limite, é aquela que você dorme usando poucas roupas.
  • Temperatura extrema é aquela que você dorme usando muitas roupas.

Por isso sempre compre o saco de dormir olhando a temperatura de conforto no máximo a de limite, nunca olhando para a extrema, olhar e entender os pontos importantes de cada equipamento é fundamental, poderá ser a diferença para poupar seu dinheiro.

Saco de dormir Trek Lite +3

Redução de peso em travessias de trekking

Valor aproximado:  R$ 929,00

Peso: 800g

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Barraca

As barracas são um dos pontos mais importantes que devemos prestar a atenção na hora da compra, pois ela será nosso abrigo durante todos os dias do trekking, use barracas (auto-portante) pois você poderá armar ela em qualquer terreno. Lembre-se que em um trekking a maioria dos acampamentos são selvagens, procure uma com uma boa coluna de água e resistente a ventos fortes.

As barracas para serem consideradas leves devem estar na faixa de 1 a 2 kg.

Barraca Cirus 2 NatureHike

Redução de peso em travessias de trekking

Valor aproximado: R$ 1.399,00

Peso: 1,84 kg

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Fogareiro/gás

O fogareiro será seu fogão durante os dias de travessias de trekking, é nele que você aquecerá todos seus alimentos e bebidas.

A dica é usar o fogareiro Azteq Spark, pois é leve, compacto e muito fácil de manusea-lo, além disso podemos condicionar ele dentro do estojo de transporte e guardar embaixo do cartucho de gás.

Fogareiro Spark Azteq

Redução de peso em travessias de trekking

Valor aproximado:  R$ 195,00

Peso: 87g

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 Kit de panelas

Recomendo usar o conjunto de panelas Azteq Trip, pois é muito leve, compacto, antiaderente e oferece um bom custo/benefício.

Conjunto de panelas Trip Azteq

Redução de peso em travessias de trekking

Valor aproximado: R$ 124,00

Peso: 260g

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Roupas

Em um trekking de muitos dias não é necessário levar uma muda de roupa por dia, pois isso aumentará o volume dentro de sua mochila e o seu peso final, se você respeitar o sistema de camadas, levará apenas o necessário para a sua aventura.

Hoje em dia as roupas técnicas são fabricadas para suportar até 5 dias em uso, isso quer dizer que você não precisará trocar de roupa todos os dias pois, possuem tecnologias avançadas anti-odor que permite que você use inúmeras vezes antes de lavar.

Equipamentos junto ao corpo:

Os equipamentos que estamos vestindo, calçando e usando também devem se juntar a essa conta, geralmente levamos um conjunto de roupas térmicas e mais um conjunto de anoraque (impermeável, respirável e corta-vento), ainda tem a bota de caminhada, meias, GPS de trilha, tudo isso gera um peso aproximado de 2 kg.

Se formos calcular o valor investido nessa breve lista de equipamentos vamos chegar a um total de R$ 4.013 reais sem contar aquilo que está em nosso corpo, isso não é um valor monstruoso, mas com tudo isso você consegue realmente aproveitar seus dias na natureza muito mais tranquilo e sem muito esforço, pois se somarmos todas as gramas dessa lista chegamos ao peso de 6,58 kg aproximadamente, isso é apenas dos equipamentos. Digamos que acrescentamos mais 1 litros de água e 1 kg de comida, dessa maneira temos boas condições de fazer qualquer travessia de trekking usando uma mochila leve e compacta pesando aproximadamente 10 kg.

Pontos importantes para se levar em consideração:

Geralmente a maioria dos aventureiros pensam que fazer trekking é levar uma mochila enorme, pesando cerca de 20 a 30 kg, mas não é bem assim, um erro comum aos praticantes iniciantes é comprar de cara uma mochila enorme e equipamentos muito baratos, de má qualidade e que você certamente irá trocar após um ano de uso, se contar todas essas trocas de equipamentos é vantagem sem dúvidas planejar suas comprar e comprar algo bom logo de cara, assim você evita surpresas desagradáveis durante suas aventuras de trekking.

Esse peso a mais que carregamos somente será sentido em subidas íngremes ou em inúmeros dias de caminhada, em um dia de travessia podemos dar aproximadamente 30.000 passos, então para que isso aconteça de forma tranquila, precisamos carregar o menor peso possível em nossas mochilas. Entenda que um caminhão de carga leva muito mais tempo para subir uma serra que um carro de passeio, isto é lógico, nas travessias de trekking isso acontece da mesma forma.

Quanto você for analisar todos os equipamentos que está levando em uma travessia, tenha o critério para definir quais equipamentos você tem e quantas utilidades ele tem, se este ter apenas uma utilidade, ele não deverá estar dentro da sua mochila.

Este texto tem o objetivo de ajudar você na escolha do equipamento certo, dando dicas e apontando as principais dificuldades nesse meio esportivo.

Esse artigo foi construído em trocas de conversar com o Tiago Korb, fundador do Clube Trekking Santa Maria/RS. Essa empresa possui larga experiencia em travessias de longa distância, dentre elas se destacam a maior travessia de montanhas do Brasil – Travessia Transmantiqueira, é realizada em 18 dias a pé e percorre a distância de 630 km.

Calendário de travessias 2017

Redução de peso em travessias de trekking
Foto: Clube Trekking Santa Maria

Travessias de longa distância em 2017

Selecionamos uma lista com mais de 20 travessias de longa distância para você aventureiro(a) realizar em 2017.

As aventuras ocorrerão em diferentes regiões do Brasil, Argentina e Chile.

Firmamos uma interessante parceria com a empresa Clube Trekking, onde obtivemos desconto de 10% para os interessados em participar das travessias e trekking do ano de 2017.

Regra para obtenção do desconto:

Esses 10% de desconto não são cumulativos, as inscrições devem ocorrer até a véspera de desconto. Para ser validado o desconto, deve-se enviar para a empresa Clube trekking a imagem a seguir:

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Imagem para validação do desconto.

Estatísticas sobre as travessias do ano de 2017:

Mais de 20 eventos de trekking de longa distância.
2.218,223 Km a pé.
91,682 Km pro céu (aclive acumulado).
96,343 Km pro inferno (declive acumulado).
97 dias de camping selvagem.
430.200 Kcal consumidas (57,3 Kg a menos).

Lista com os Trekking e travessias de 2017 realizadas pela empresa Clube Trekking

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1 – Expedição ao Cerro Plata na Argentina

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Informações básicas:
Quando: de 11/01 a 18/01/2017.
Distância total: 36,784 Km a pé, distância aferida por GPS.
Saída do Brasil: no dia 09/01 e com retorno ao país no dia 20/01/2017.
Nível do trekking: avançado com necessidade de equipamentos e vestuário para alta montanha.

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2 – Travessia Cruce de los Andes

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Informações básicas:
Quando: de 19/01 a 24/01/2017.
Distância total: 105,714 Km a pé, distância aferida por GPS.
Encontro na Argentina: no dia 19/01 e com chegada em Santiago no Chile no dia 24/01/2017.
Nível do trekking: avançado com necessidade de alguns equipamentos e vestuários para alta montanha.

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3 – Travessia das 25 cachoeiras em São Martinho da Serra RS

Informações básicas:
Horários: saída de Santa Maria RS às 06:40 do dia 11/02 e retorno à Santa Maria até às 20:40 do dia 12/02/2017.
Local da saída: esquina da avenida Borges de Medeiros com Silva Jardim em Santa Maria RS.
Distância: 32,434 Km a pé, distância aferida por GPS.
Nível da trilha: Intermediário 8, para participantes experientes e com bom preparo físico.
Índice UV: 13 (Extremo), use filtro solar.
Exposição ao sol: entre 50% e 75% do percurso.

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4 – Expedição ao Cerro Mercedário na Argentina

 

Informações básicas:
Quando: de 04/03 a 13/03/2017.
Distância total: 37,580 Km a pé, distância aferida por GPS.
Saída do Brasil: no dia 01/03 e com retorno ao país no dia 16/03/2017. Há duas vagas no carro 4×4 que sairá de SC e passará no RS.
Nível do trekking: avançado com necessidade de equipamentos e vestuários para alta montanha.

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5 – Travessia da Ferrovia do Trigo RS

Informações básicas:
Quando: de 01 a 02/04/2017.
Distância total: 53,285 Km a pé, distância aferida por GPS.
Vagas: 10 vagas para clientes.
Locais de saídas no dia 01/04: em Muçum RS às 07:30 ou em Guaporé RS às 08:30.
Horários das chegadas no dia 02/04: em Muçum RS até às 17:00 ou em Guaporé RS até às 21:30.
Nível do trekking: Intermediário 8.
Exposição ao sol: entre 75% e 90% do percurso.

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6 – Travessia Cânion Laranjeiras x Serra do Rio do Rastro SC

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Informações básicas:
Quando: de 14 a 16/04/2017 (feriadão de Páscoa).
Horários: encontro às 14:30 do dia 14/04 e o final do trekking será até às 15:00 do dia 16/04/2017.
Distância total: 37,420 Km a pé, distância aferida por GPS.
Vagas: máximo de 13 vagas para clientes.
Encontro: Mirante da Serra do Rio do Rastro em Bom Jardim da Serra SC

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7 – Travessia no Campo dos Padres SC

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Informações básicas:
Quando: de 21 a 23/04/2017 (feriadão de Tiradentes).
Distância total: 82,778 Km a pé, distância aferida por GPS.
Vagas: até 10 vagas para clientes.
Encontro: Graxaim EcoHostel em Urubici SC.
Nível do trekking: avançado.

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8 – Travessia dos 9 cumes na Serra do Ibitiraquire PR

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Informações básicas:
Quando: de 29/04 a 01/05/2017.
Distância total: 31,328 Km a pé, distância aferida por GPS.
Vagas: 6 vagas para clientes.
Encontro: em Curitiba PR no dia 29/04 às 06:30.
Nível do trekking: avançado.

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9 – Trekking no Caminho do Itupava e Conjunto Marumbi PR

Informações básicas:
Horários: saída às 07:00 do dia 02/05 e a chegada até às 19:30 do dia 03/05/2017.
Local da saída e retorno: Rodoferroviária de Curitiba PR.
Distâncias: Caminho do Itupava (13,629 Km), e Marumbi (10,346 Km). Distâncias aferidas por GPS.
Nível da trilha: Intermediário 9, para participantes experientes e com bom preparo físico.
Índice UV: 9 (Moderado), use filtro solar.
Exposição ao sol: entre 75% e 90% do percurso.

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10 – Travessia da Ferrovia TPS em Bento Gonçalves RS

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Informações básicas:
Quando: de 06 a 07/05/2017.
Distância total: 47,270 Km a pé, distância aferida por GPS.
Vagas: 10 vagas para clientes.
Local de saída no dia 06/05: saída às 07:00 no Restaurante e Lancheria Kibon (goo.gl/maps/txDee8S6jyM2), ao lado da Ponte Ernesto Dornelles em Bento Gonçalves RS.
Horário da chegada no dia 07/05: retorno ao mesmo local da saída até às 17:00.
Nível do trekking: Intermediário 7.
Exposição ao sol: entre 75% e 90% do percurso.

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11 – Travessia 360º na Serra do Cipó MG

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Informações básicas:
Quando: de 17/05 a 21/05/2017.
Distância total: 117,649 Km a pé, distância aferida por GPS.
Encontro e término do trekking: em Conceição do Mato Dentro MG.

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12 – Travessia Transmantiqueira Clássica

Informações básicas:
Quando: de 01 a 08/06/2017.
Distância total: 154,192 Km a pé, distância aferida por GPS.
Vagas: mínimo de 3 e máximo de 5 clientes.
Encontro: em Lorena SP.
Término do trekking: em Maromba, distrito de Visconde de Mauá RJ.
Pontos de captação de água: ao menos dois pontos por dia.
Pontos para compra da alimentação: a cada dois ou três dias teremos vendas para compra da alimentação durante a travessia.

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13 – Travessia Araçatuba PR x Monte Crista SC

Informações:
Horários: saída às 07:00 do dia 15/06 e a chegada até às 18:30 do dia 18/06/2017.
Local da saída e retorno: Jardim Botânico de Curitiba PR.
Distância total: 61,566 Km a pé, distância aferida por GPS.
Exposição ao sol: entre 75% e 90% do percurso.

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14 – Travessia Transmantiqueira 300 Km

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Informações básicas:
Quando: de 20/06 a 02/07/2017.
Distância total: 299,978 Km a pé, distância aferida por GPS.
Vagas: 5 vagas.
Encontro: em Lorena SP.
Término do trekking: Aiuruoca MG.
Nível do trekking: avançado.
Pontos de captação de água: ao menos dois pontos por dia.
Pontos para compra da alimentação: a cada dois ou três dias teremos vendas para compra da alimentação durante a travessia.

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15 – Travessia da Serra Fina em quatro dias

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Informações básicas:
Quando: de 04 a 07/07/2017.
Distância total: 30,226 Km a pé, distância aferida por GPS.
Vagas: 7 vagas para clientes.
Encontro: em Passa Quatro MG às 17:00 do dia 03/07.
Nível do trekking: avançado.
Pontos de captação de água: ao menos um ponto por dia.

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16 – Travessia da Serra Fina em dois dias

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Informações básicas:
Quando: de 08 a 09/07/2017.
Distância total: 30,226 Km a pé, distância aferida por GPS.
Vagas: 7 vagas para clientes.
Encontro: em Passa Quatro MG às 17:00 do dia 07/07.
Pontos de captação de água: ao menos um ponto por dia.

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17 – Travessia dos 14 cumes no PR

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Informações básicas:
Quando: de 19 a 23/07/2017.
Distância total: 55,554 Km a pé, distância aferida por GPS.
Encontro: em Curitiba PR no dia 19/06 às 06:00.

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18 – Travessia Transmantiqueira 630 Km

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Informações básicas:
Quando: de 01/08 a 18/08/2017.
Distância total: 630,436 Km a pé, distância aferida pelo software TrackMaker.

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19 – Travessia na Chapada Diamantina BA

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Informações básicas:
Quando: de 24 a 28/08/2017.
Distância total: 91,058 Km a pé, distância aferida por GPS.
Encontro para o trekking: em Lençóis BA.
Final do trekking em: Andaraí BA.

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20 – Travessia Cânion Laranjeiras x Serra do Rio do Rastro SC

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Informações básicas:
Quando: de 05 a 06/09/2017.
Distância total: 36,199 Km a pé, distância aferida por GPS.
Encontro: Mirante da Serra do Rio do Rastro em Bom Jardim da Serra SC.

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21 – Travessia 10 Cânions do Sul

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Informações básicas:
Quando: de 05 a 10/09/2017.
Distância total: 131,053 Km a pé, distância aferida por GPS.
Encontro: Mirante da Serra do Rio do Rastro em Bom Jardim da Serra SC.

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22 – Travessia Serra do Rio do Rastro SC x Serra da Rocinha RS

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Informações básicas:
Quando: de 07 a 10/09/2017.
Distância total: 92,854 Km a pé, distância aferida por GPS.
Encontro: Pousada Capão Bonito próximo da Serra do Rio do Rastro em Bom Jardim da Serra SC.

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23 – Trekking 360º em Torres del Paine

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Informações básicas:
Quando: de 01/11 a 15/11/2017.
Distância total: 133,414 Km a pé, distância aferida por GPS.
Saída do Brasil: no dia 01/11 e com retorno ao país no dia 15/11.

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24 – Travessia dos cânions Piruva e Queda Livre em Ivorá RS

Informações:
Horários: saída às 06:15 do dia 09/12 e retorno à Santa Maria até às 19:30 do dia 10/12/2017.
Local da saída: Estação Rodoviária de Santa Maria RS.
Distância: 31,723 Km a pé, distância aferida por GPS.
Exposição ao sol: entre 50% e 75% do percurso.

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Kayatrekking, Treinamento Teórico e Prático

8º Evento – Treinamento Teórico e Prático em Kayatrekking (Trekking + Kayaking).

Descrição:

O Clube Trekking criou uma combinação unindo o trekking a uma fantástica aventura de caiaque: o KAYATREKKING!!!

Venha fazer parte de um treinamento completo na modalidade Kayatrekking. Oferecemos um curso de 03 horas e um treinamento prático de 04 horas, onde a equipe realizará uma mini-expedição de caiaque pelo Rio Guaíba até uma ilha de mata nativa, e desembarcará para fazer um trekking exploratório.

Informações:

Datas:  21 de agosto (TURMA 1) e 04 de setembro (TURMA 2).

Horário e local de encontro: encontro às 07:00 em frente ao Studio Pilates, localizado na Rua Barão do Amazonas, 1050, bairro Jardim Botânico, em Porto Alegre.

Saiba como chegar clicando aqui:

OBS: Não haverá o evento em caso de chuva forte (pluviosidade acima de 10 mmm), a ser confirmado nas vésperas do evento.

Solicite mais informações pelos contatos:

Marcelo Nava – (54) 8172 – 4825

Marcos Mairesse – (51) 9103 – 4932

E-mail: – info@clubetrekking.com.br ou mjanava@gmail.com

Participantes:

► 12 vagas são oferecidas para este evento (6 participantes em cada turma)

O que levar (sugestão):

► Garrafa de água com no mínimo 1 Litro ou Mochilha de Hidratação;

► Almoço e lanches rápidos.

► protetor solar e labial.

► boné ou chapéu.

► câmera digital

► documento com foto.

► agasalho para o retorno.

► Roupas confortáveis para a prática da remada e do trekking. Sugere-se levar um par de chinelos e uma bota ou tênis confortável para o trekking;

► Roupa e meias de neoprene (usadas no surf ou mergulho) são opcionais. Quem tiver, pode levar;

► Bloco de anotações e caneta para o curso teórico.

PARTICIPE VOCÊ TAMBÉM DAS ATIVIDADES DO CLUBE TREKKING SANTA MARIA E CLUBE TREKKING SERRA GAÚCHA E VIVA EXPERIÊNCIAS ÚNICAS E DIFERENCIADAS!

8º Evento - Treinamento Teórico e Prático em Kayatrekking (Trekking + Kayaking).

8º Evento - Treinamento Teórico e Prático em Kayatrekking (Trekking + Kayaking).

Investimento:

► APENAS R$ 140,00

O que inclui:
– curso de 03 horas;

– mini-expedição de caiaque + trekking (04 horas);

– caiaques e coletes salva-vidas;

– Certificado de conclusão.

Pagamento:

Diretamente no Local:  Studio Pilates, na Rua Barão do Amazonas, 1050, bairro Jardim Botânico, em Porto Alegre, com Marcos Mairesse, das 09:00 às 17:00, segunda à sexta.

Saiba como chegar clicando aqui:

Depósito ou Transferência Bancária: Pode-se escolher entre realizar o pagamento pelos bancos Caixa Econômica Federal ou pelo HSBC, conforme segue abaixo:

Banco: HSBC (código do banco: 399)

CONTA CORRRENTE

Agência: 0252

CC: 02203-03

Titular: Marcelo J A Nava

CPF: 942.553.690-20

Banco: CAIXA (código do banco: 104)

CONTA POUPANÇA 

Agência: 0474

CC: 00087445-0

Titular: Marcelo Jose A Nava

CPF: 942.553.690-20

Após o depósito ou transferência, enviar o comprovante para o e-mail info@clubetrekking.com.br,  colocando em cópia mjanava@gmail.com

Conteúdo Programático do Curso:

– Tipos de caiaque, remos, acessórios;

– Cinesiologia da remada;

– Conceitos básicos de hidrodinâmica e projeto de caiaques;

– Oceanografia e Meteorologia aplicada ao Kayaking;

– Navegação e orientação em meio líquido;

– Comunicações no kayaking;

– Expedições em lagoas, rios e oceano;

– Planejamento de expedições e travessias;

– Integração do kayaking com o trekking.

VENHA DESFRUTAR DE UMA GRANDE AVENTURA, COM MUITO CONHECIMENTO, BELAS PAISAGENS, MATA NATIVA E AS ÁGUAS LIMPAS DE UMA LINDA REGIÃO DO GUAÍBA!

8º Evento - Treinamento Teórico e Prático em Kayatrekking (Trekking + Kayaking).

8º Evento - Treinamento Teórico e Prático em Kayatrekking (Trekking + Kayaking).

Currículo dos organizadores:

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Marcelo Nava:  mergulhador e Oficial da Marinha Mercante do Brasil. Possui graduação e mestrado em engenharia, sendo especialista em ambientes extremos. Experiência na área naval e aeroespacial. Pratica há mais de 20 anos atividades e esportes de aventura. Certificado pela Outward Bound como instrutor outdoor de atividades ao ar livre.

 

 

marcosMarcos Mairesse:   possui graduação em Educação Física (CFREF 012825-G/RS) e especialização em treinamento desportivo pela SOGIPA. Formação em treinamento funcional, Pilates e reeducação postural global. Certificado pela American Canoe Association em fundamentos de canoagem oceânica. Pratica há mais de 15 anos atividades e esportes de aventura.

 

Contatos:

Marcelo Nava – (54) 8172 – 4825

Marcos Mairesse – (51) 9103 – 4932

E-mail: – info@clubetrekking.com.br ou mjanava@gmail.com

Mochila Futura Vário 45+10 SL – Avaliação

Mochila Futura Vário 45+10 SL – Avaliação

Vamos apresentar neste post uma avaliação completa da mochila  Deuter – Futura Vário, equipamento versátil, destinado para pessoas que buscam melhor conforto, praticidade e baixo peso em suas aventuras.

Normalmente, os aventureiros quando desejam comprar a primeira mochila, o questionamento feito é qual o tipo e o tamanho ideal a ser comprado. Neste caso, minha recomendação é para  comprar a mochila conforme as atividades que o aventureiro pretende desenvolver. Caso seja fazer trekking ou uma viagem pelo mundo, o ideal é optar por um equipamento que seja confortável, leve, compacto e possível de carregar, é claro.

Podemos notar que algumas pessoas, na maioria das vezes por falta de informações e conhecimento no assunto, compram mochilas realmente enormes, pois seguem a lógica, que quanto maior for a mochila mais coisas pode-se levar dentro, entretanto esquecem que elas terão que carregar este peso todo nas costas, muitas vezes por inúmeros dias.

Para que isso não aconteça, vamos apresentar todas as características sobre a mochila Futura Vário, bem como curiosidades, pontos positivos e negativos possibilitando a você conhecer este modelo antes mesmo de ir à loja comprar.

Construção e tecnologias:

A mochila Deuter Futura Vário apresenta em sua construção materiais leves e duráveis como os tecidos Deuter – Ripstop 210 / Deuter – Super-Polytex apresentados na parte externa, e na parte interna, é revestida com material Poliuretano (PU) atribuindo maior resistência à água.

Futura Vário

O equipamento conta ainda com inúmeras tecnologias que aumentam o conforto de seus usuários.

Veja abaixo o que cada uma delas proporciona:

tecnologia
Fonte: Deuter

Curiosidades:

SL Womens Fit System
O sistema SL (SLim Fit) foi desenvolvido para que mulheres e pessoas de até 1,70 m possam usar a mochila da forma adequada, uma vez que todas as regulagens se ajustarão de forma adequada e eficiente. Fonte: Deuter

Características:

Diferentemente de outras mochilas encontradas no mercado nacional, esta possui dois compartimentos para colocação do reservatório de água, estando um no compartimento interno, com capacidade de 3 litros, e o outro, na parte externa no lado direito da mochila, com capacidade para 2 litros. Assim, possibilita em caso de travessias muito longas, levar até 5 litros de água ou optar pelo uso de um o outro compartimento, conforme a necessidade.

Futura Vário

O ajuste das alças é de fácil manuseio, atrás no painel telado no costado da mochila, contém informações de ajustes dado pelas letras L, M, S e XS, sendo que a letra L é para usuários mais altos e as letras XS, para pessoas de estatura mais baixas, deste modo pode-se regular a mochila da melhor forma possível em torno do nosso corpo. Esta nomenclatura é dada pelo padrão da marca Deuter e o sistema Vari-Quick de ajuste da altura das alças.

Futura Vário

Para fazer o ajuste é muito simples, afrouxe a tira vermelha atrás do costado da mochila, subindo ou descendo as alças até encontrar a letra desejada, depois certifique-se que a tira vermelha esteja apertada.

Vídeo explicativo de como ajustar a mochila cargueira

As alças e a barrigueira dessa mochila são completamente anatômicas. As alças são construídas com material conhecido como 3D AirMesh que facilita a eliminação do suor gerado pelo nosso corpo.

Futura Vário

A barrigueira móvel acompanha todos os movimentos do corpo dando mais estabilidade à mochila. Duas hastes centrais de alumínio são o coração do sistema, e transferem todo o peso para a barrigueira fazendo com que a mochila seja extremamente confortável, mesmo com muito peso.

Futura Vário

Além disso, o ajuste da barrigueira é feito para frente, facilitando seu uso.

Junto à barrigueira possui um bolso fechado por zíper em cada lado, isso facilita bastante em uma viagem ou até mesmo em um trekking de fim de semana, pois ali é possível guardar pequenos objetos, tais como: celular, documentos, dinheiro e até mesmo barras de cereais.

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Também conta com fitas de compressão nas duas laterais para possibilitar maior estabilidade da carga dentro da mochila, assim tornando-a muito mais segura ao transpassar obstáculos.

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Olhando para a imagem acima, podemos ver que possui também um local para colocar objetos pequenos, como lanterna, bússola ou até mesmo um cantil reserva de água. Tais itens, ficam muito bem presos pela fita de compressão impedindo assim a perda de objetos.

A mochila é dividida em 2 compartimentos:

O primeiro, é onde colocamos a maior parte de nossas roupas e equipamentos, com abertura normal pela parte de cima da mochila. Para aumentar ainda mais este espaço a mochila conta com um avanço, chamado de tampa telescópica, bastante útil e com ajuste fácil  e rápido.

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O segundo compartimento, fica localizado na base da mochila, local que é indicado para colocar itens pesados, como saco de dormir, panelas e alimentos. No teste, colocamos o Saco de dormir Trek Lite +3 Deuter e ainda sobrou  um bom espaço, podendo colocar mais alguns itens dentro.

Futura Vário

Os dois compartimentos são separados por uma tampa que pode ser fechada por zíper. A vantagem de usar sempre dois compartimentos, ao invés de  apenas um é que podemos organizar melhor os itens que colocamos dentro da mochila facilitando a localização de determinado item em caso de urgência.

Futura Vário

O que torna a linha de Mochilas Futura Vário especial é, que além de contar com todos os itens de uma mochila tradicional, ela ainda contém uma segunda abertura na parte externa, pois caso você guarde algum item no fundo da mochila, com este sistema de abertura, é só abrir a tampa frontal e pegar o item que precisa sem que seja necessário retirar todos os seus equipamentos de dentro dela.

Futura Vário
Foto: Internet

A mochila Futura Vario 45+10 L, possui mais dois bolsos localizados no capuz da mochila, um do lado de fora, que serve para guardar pequenos objetos de fácil acesso. Já o outro bolso, fica na parte interna do capuz, os dois são fechados por zíperes.

No capuz também possui uma etiqueta SOS, a marca Deuter, segue esse padrão em suas mochilas, todas elas contém essa especificação para situações de emergência, veja nas fotos a seguir:

Futura Vário Futura Vário

Futura Vário

Características:

Peso: 2030 g
Capacidade: 45 litros
Material: Deuter-Ripstop 210 / Deuter-Super-Polytex
Dimensões: 74 / 34 / 28 cm

Onde comprar:

Com certeza essa mochila é perfeita para quem busca praticidade, conforto, tecnologia e baixo peso. Todavia, tudo isso também tem um custo, neste caso essa mochila se encontra com preço na faixa média de R$ 1.000 reais. É possível encontrá-la nas principais lojas de aventura espalhadas pelo Brasil, sugerimos antes de comprar qualquer modelo de mochila cargueira, ir a uma loja e experimentar.

Calçados impermeáveis, como cuidar!

Calçados impermeáveis, como cuidar!

Os calçados representam um dos mais importantes equipamentos aos amantes das Atividades ao Ar Livre, fundamentais nas práticas mais variadas. Em escala similar, também são os equipos que mais sofrem desgaste, tanto pelas duras condições ambientais em que são utilizados quanto pela alta pressão que recebem durante as atividades.

E os modelos impermeáveis representam o que há de mais moderno para a sua aventura, em especial os “transpiráveis”, detentores de tecnologias como a Goretex®, com membranas especiais que garantem a total impermeabilidade e respirabilidade do produto. Daí a necessidade de certos cuidados especiais.

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Estes produtos são desenvolvidos principalmente para serem usados em terrenos úmidos ou encharcados (trilhas com riachos, lama, poças d’água, etc), mas não para atividades exclusivamente aquáticas. Desta forma, um dos maiores cuidados que devemos ter com os calçados impermeáveis e transpiráveis é o de não permitir a entrada de água em seu interior, pois a sua construção (especialmente dos que possuem membrana) é desenvolvida para expelir a umidade interna do calçado como vapor e de forma gradual – basicamente o suor. A grosso modo, ao “forçar” a passagem de grande quantidade de partículas de água simultaneamente para o exterior do calçado, alargando os poros da membrana, pode-se danificar o sistema de impermeabilização de forma irreversível.

Portanto, se por descuido você encharcar seu calçado (uma pisada acidental em um córrego, por exemplo), deixe o produto descansar até a sua completa secagem, de preferência à sombra e de cabeça para baixo, para acelerar o escorrer da água. Por garantia, uma boa dica para travessias de vários dias é levar na mochila um par de sandálias ou chinelos, que podem ser utilizados nestas situações imprevistas, preservando assim um produto tão técnico e valoroso.

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Outro cuidado refere-se ao couro das botas impermeáveis, que deve ser mantido bem lubrificado, sempre seguindo as normas dos fabricantes e com o uso de produtos impermeabilizantes – em geral cremes e spray. Tais produtos, em conjunto com a membrana e os demais materiais que compõem o corpo do calçado, auxiliam na durabilidade da impermeabilização, aumentam a resistência do produto à sujeira e ainda evitam que o produto se sature quando molhado (fique pesado e encharcado).

Com cuidados regulares à base destes produtos os poros de canalização de umidade não se fecharão e o calçado se manterá flexível, não permitindo que o couro e a borracha endureçam e rachem. Mas atenção, somente utilize produtos especialmente desenvolvidos para estes fins, que não obstruem o sistema de transpiração nem afetam o controle climático obtido com a membrana. Também existem produtos para serem aplicados nos cadarços, tornando-os mais duráveis e resistentes à água e, conseqüentemente, mais leves quando molhados.

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Lembrando que as membranas Goretex® são totalmente impermeáveis e transpiráveis, não dependentes do uso de produtos específicos para proteção e impermeabilização.

Evite lavar o seu calçado desnecessariamente para prolongar a sua estrutura original. De vez em quando, tire a palmilha e limpe o seu interior, para remover o sal proveniente do suor excessivo, que pode manchar e enrijecer o couro. Se não estiver muito sujo, apenas remova a sujeira acumulada com um pano ou esponja úmida. Já os calçados com tecnologia Goretex® necessitam de um outro cuidado especial para recuperar sua eficiência: ao menos uma vez por ano, encha-os com água e deixe-os descansar uma noite para que os poros da membrana que estiverem saturados com sal sejam desobstruídos.

O método de lavagem varia um pouco entre as marcas, podendo variar do uso de água fria à morna, por exemplo. Portanto, siga sempre as orientações recomendadas no manual do produto. De forma geral: lave sempre a mão, sem torcer, evite escovar e não use sabão. Se necessário, use uma escova macia e sabão neutro. Evite também o contato com produtos químicos em geral, altamente agressivos ao calçado. Em contato com estes materiais, lave imediatamente. A secagem deve ser feita sempre à sombra, de preferência à noite e em local ventilado, pois os raios ultravioletas e demais fontes de calor ressecam o couro e a borracha. Jamais utilize máquina de secar ou aparelho de microondas para secar o calçado! A cola usada no solado pode ser termo-reativada a partir de temperaturas superiores à 60ºC, amolecendo e descolando.

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Para evitar a proliferação de fungos e bactérias e preservar a vida útil dos calçados, sempre que possível evite usá-lo em dias seguidos, permitindo a secagem do suor absorvido pelo couro durante este intervalo. Troque de meias diariamente e retire as palmilhas do calçado para ventilar ao final do dia.

Caso o seu calçado apresente algum defeito, entre em contato com o fabricante para acionar a garantia ou solicitar conserto especializado, evitando reparos inadequados e pouco duráveis. Companheiro de muitas aventuras, seu calçado merece os melhores cuidados para continuar lhe proporcionando momentos incríveis por muitos e muitos anos.

Autorizado a duplicação do post por: Clube Trekking Santa Maria.

A desafiadora Travessia Bairro Alto x Marco 22 PR, último dia.

5º DIA: Sábado 23/08/2014.

Não demorei muito para levantar, pois os passarinhos e a claridade não deixavam mais dormir. Tomamos nosso café e guardamos os equipamentos na mochila mais rapidamente do que nos dias anteriores. Tínhamos que fazer render aquele sábado para chegar a tempo para encontrar o nosso resgate.

Descemos a Garganta 235 e logo chegamos ao rio Mãe Catira.

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E por trilha, chegamos à falha geográfica do Diabásio. Este, por sua vez, um verdadeiro espetáculo da natureza, consistindo em um paredão de rocha que se estende por dezenas de quilômetros e coberto por lindo musgo verde. Maravilhado, o Tiago tirou várias fotos. Enquanto isso, segui um pouco à frente para vistoriar aquele incrível local.

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Logo à frente vinham dois rapazes vindo do sentido da Graciosa. Quando chegaram mais perto, pude reconhecer Élcio Douglas e Jurandir Constantino, duas feras do montanhismo, que realizaram a grande travessia Alpha Crucis (a mais difícil do Brasil). Foi uma grande surpresa encontrá-los ali, na verdade, foi uma agradável surpresa para todos.

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O nosso grupo ficou conversando com eles por uns bons minutos, sobre a nossa travessia, sobre aquele lugar maravilhoso no qual estávamos, Alpha Crucis, Farinha Seca e entre outros. O Élcio nos falou que também passou pelo Sérgio, que estava a uns 20 minutos a frente de nós. E nos informou que faltavam apenas umas três horas para chegar até a Graciosa. Ficamos super felizes com a notícia, pois era um pouco mais de 10:00 da manhã e estávamos com muita sobra de tempo até o nosso resgate.

Tiramos fotos com nossos amigos para registrar o momento e em seguida nos despedimos deles que estavam indo abrir a trilha para o Morro Tangará. Espero, em breve, poder prestigiar a trilha nova.

Em pouco tempo chegamos ao topo da cachoeira Mãe Catira e descemos pela sua esquerda.

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Essa cachoeira é muito bonita, possuindo cerca de 25 metros. O Tiago se posicionou na sua frente para tirar fotos. Eu pedi uma foto minha olhando para ela. Fui escolhendo cuidadosamente as pedras que ia pisar para chegar na posição certa, pois algumas ali estavam um sabão.

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Logo apareceu o Marcelo, que também pediu uma foto. Na pressa, acabou escorregando em uma pedra. A risada foi geral.
Na sequência chegou o Fábio, que também queria foto em frente à cachoeira. Ele conseguiu cair em alto estilo na mesma pedra em que o Marcelo escorregou.

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Mais adiante da cachoeira, haviam poços muito bons para banho (dica do Élcio) e como tínhamos tempo de sobra até o resgate, resolvemos curtir um pouco o local e tomar um banho.

Tirei a bota e coloquei o pé na água. Ela estava muito gelada! No relógio do Tiago a temperatura da água era de 12 graus! Apesar dos quatro dias sem banho, não me encorajava mergulhar com roupa e tudo naquela água gelada. O jeito foi ir aos poucos. Almoçamos ali mesmo.

Depois de quase duas horas descansando retomamos a trilha rumo ao final de nossa travessia. Faltavam somente 9 Km até o Marco 22 da Estrada da Graciosa. E a trilha era bem marcada e bem fácil de caminhar. Além disso, passava por uma mata atlântica nativa muito linda. Haviam xaxins gigantescos, arvores de troncos grossos, cogumelos de proporções anormais. Assim enchemos nossos olhos com a belíssima mata no trecho final de nossa travessia.

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Chegamos ao Marco 22 da Graciosa por volta das 15:00. Se não tivéssemos feito aquela longa pausa no Mãe Catira, teríamos terminado em torno das 13:00.

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A estrada da Graciosa estava bem movimentada e cada carro que cruzava por nós dava uma buzinadinha ou as pessoas gritavam para nós.

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Assim que chegamos no primeiro Recando, local combinado para o resgate enviamos uma mensagem para a Sandra avisando que havíamos concluído a travessia. Mandei uma mensagem para a minha mãe ir preparando o rango.

Enquanto esperávamos nossa amiga nos resgatar, eu e o Marcelo compramos água de coco. Assim que cada um terminou, resolvemos aproveitar a poupa do fruto, enfiando o canivete pelo buraco do coco e puxando as lascas com as mãos. Umas senhoras turistas que estavam na fila do banheiro nos assistiam apavoradas a nossa fome.

A dificuldade da travessia nos fez crescer, tanto na pratica do montanhismo, tal qual como pessoas. Uma experiência ímpar. Mesmo tendo sido uma travessia bem difícil, na minha opinião foi a melhor que já fiz!

Esta foi a nossa homenagem do Clube Trekking Santa Maria RS para a Semana da Montanha do Paraná 2014. Uma bela travessia e sem dúvida uma das mais difíceis do país.

Agradecemos especialmente as pessoas que tornaram essa travessia uma experiência em sucesso:
A Sandra Elize (Mulheres na Montanha), pela ótima logística que nos proporcionou para que tivéssemos êxito.
Elcio Douglas, pelos roteiros de trekking, paciência em tirar todas as dúvidas e pela abertura da trilha do Colina Verde até o Marco 22 junto com o Mildo Junior e Jurandir Constantino.
Getulio Rainer Vogetta (Associaçãoão Montanhistas de Cristo), sempre muitíssimo prestativo seja pela ajuda com todo roteiro e as dezenas de dicas e informações sobre a travessia.
Também Geraldo Protzek e ao Natan Fabricio Loureiro Lima (Nas Nuvens Montanhismo) pela disposição em ajudar e retirar dúvidas.

Dados do 5º dia da travessia:
Distância: 10,2 Km a pé.
Altimetria: 694 metros de aclive acumulado e 936 metros de declive acumulado.

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Google Earth:

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Dados finais da Travessia Bairro Alto x Marco 22 PR:
Distância total: 48,30 Km a pé.
Aclive acumulado total: 6566 metros
Declive acumulado total: 5888 metros

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Texto: Luciana Gomes Moro
Fotos e dados: Tiago de Pellegrini Korb
Site: www.clubetrekking.com.br

A desafiadora Travessia Bairro Alto x Marco 22 PR, quarto dia

4º DIA: Sexta-feira 22/08/2014.

Acordamos assim que começou a clarear o dia. Tomamos o café e arrumamos as coisas na mochila rapidamente. O fato de ter bivacado ajudou muito na questão da agilidade para guardar o equipamento.

Com pressa, saímos a procura da continuação da trilha, que encontramos a uns 90º de desvio de onde estávamos indo na noite anterior.

Descemos mais em direção ao vale do Siri. O mato era bem fechado e começaram a surgir várias fendas bem profundas.

Se tivéssemos percorrido essa trilha no escuro, possivelmente alguém cairia em alguma delas, e um resgate ali é bem complicado. No fim, foi uma benção não achar a continuidade da trilha no dia anterior.

Assim prosseguíamos com cuidado. O Tiago estava mais a frente abrindo a trilha, e nós três logo atrás, se desvencilhando das taquarinhas e cuidando as gretas ao mesmo tempo. Começamos a brincar com a situação, encarando a dificuldade da travessia com bom humor, pois quem não é habituado à atividade ou aqueles que não conhecem aquela Serra, não imaginam o que passamos. Então ficávamos ironizando, imaginando os comentários inocentes daqueles que depois só veriam as fotos: que lindo o “passeio” de vocês! Ou então: que “caminhada” linda; faço caminhadas nos finais das tardes, tenho condições de fazer uma dessas? Dá para levar o meu filho de 7 anos? E a listagem de frases continuava. O Marcelo ainda criou a classificação de trilha não recomendada para madames.

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Haviam trechos em que o mato estava tão cerrado, que não era mais possível enxergava mais o Tiago, nem mesmo descobrir por onde ele havia passado. Então chamava por ele para identificar o lado que ele estava. Quando ainda a dúvida perpetuava, perguntava:
– Direita ou esquerda?

Em uma parte ele dobrou a esquerda e fui seguindo seu rastro. De repente, deparei com uma “rede” de raízes finas que cobriam uma greta. O rasto dele passava por ali, mas será mesmo que passou por cima daquela greta? A rede talvez aguentasse meu peso, mas e os guris que além de serem mais pesados, estavam de cargueira?

Sentei e em uma pedra e fui passando cuidadosamente até que meu pé tocou uma pedra embaixo da rede de raízes.

Achando que nós estávamos demorando para passar o Tiago incentivava:
– Vamos lá pessoal! É travessia pesada!
E a resposta era uniforme:
– Capaz, nem percebemos…

Ao passo que saímos do vale vimos o Conjunto Marumbi.

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Em seguida encontramos a ligação da trilha “por baixo” do Ciririca. Fiquei super feliz, pois subir o Ciririca era um sonho antigo.

Começamos a subir o K2 paranaense e num trecho o Tiago foi verificar o GPS e falou que faltavam cerca de 200 metros para o cume. Então logo chegaria a temível rampa.

Atingimos um ponto em que havia bastante pedra exposta. O Tiago consultou novamente o GPS e olhou pra mim:
– Lu, isso aqui é a rampa!
– Essa barbada aqui?
Respondi surpresa.

O bicho papão estava desmascarado. A tal rampa que tinha lido em vários que era um terror, era na verdade uma barbada. Subi a rampa rindo e em determinadas partes em pé.

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Logo chegamos ao cume do Ciririca (1705 metros), e depois seguimos para as placas, onde a vista estava o caderno do cume e a vista era mais bela.

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Muitas pessoas fazem a “caveira” do Ciririca, dizem que é muito difícil, que a rampa é muito perigosa, que é o K2 paranaense. Mas não concordo com nada disso. A trilha, além de não ser tão difícil, é muito bonita. A subida da face leste do Ferraria é mais difícil, merecendo o título de K2 paranaense.

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Veja nesta foto aérea por onde estávamos andando neste dia.

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Começamos a descer o Ciririca no sentido dos Agudos e Colina Verde.

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A descidinha era bem lisa, mas bastante divertida. Nada como os arbustos e taquarinhas para dar um apoio. Apesar de bastante lisos, os trechos com corda foram bem tranquilos de descer.

Durante a descida dá para ver o avião do antigo Banco Bamerindus que se chocou na serra em 1989.

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Chegamos no Colina Verde perto das 12:00 e o Tiago decidiu atacar os Agudos Lontra (1416 metros), e Cotia (1464 metros). Eu e os outros dois guris decidimos espera-lo, pois o ritmo dele de caminhada era mais rápido e tínhamos pressa de chegar ainda na Garganta 235 até o fim do dia. Marcamos o ponto de encontro para o almoço na água mais próxima.

Eu, o Fábio e o Marcelo seguimos na direção da água e o Tiago rumou para o Agudo Lontra.

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Esperamos por ele no ponto combinado por quase uma hora. Enquanto isso, aproveitando a água corrente e limpa, recarregamos os refis de água, passamos água no rosto e ficamos tagarelando.

De repente retorna o Tiago e pergunto como foi de Trilha ao Agudo Lontra.
– Uma…
Ele responde com cara de poucos amigos. Caímos na risada.
– Não tinha trilha. Só mato, espinho e um calor terrível para pouca vista.

Almoçamos ali mesmo e logo continuamos a descer para atingir o rio Forquilha ainda no início da tarde, passando por uma transição entre os campos de altitude e a mata Atlântica.

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O rio era muito bonito, com pedras gigantescas tapadas por musgos. Parecia cena de filme.

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Logo que começamos a pisar nas pedras inteiriças, eu andava com cautela, pois nas trilhas em leito de arroio daqui da região Central do Rio Grande do Sul, se aprende que não se deve pisar nas pedras inteiras. O basalto, a rocha daqui da região, é liso e quando molha é praticamente impossível ficam em pé nele. Na travessia que estávamos fazendo na Serra do Ibitiraquire, a rocha predominante é o granito, que possui grande aderência.

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Ganhando confiança no granito, saltava de pedra em pedra, sempre cuidando para não molhar a bota. Havia mais um dia de travessia e o estado dela não era dos melhores, então não estava muito confiante em deixa-la molhada.

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Saindo do rio Forquilha, seguimos uma trilha subindo até a Garganta 235, que fica entre os Morros Tangará e Cotoxós. Agora um pouco mais aberto que aqueles que passamos nos últimos dois dias.

Primeiro descemos mais um pouco, chegando a uma parte em que teríamos que saltar sobre uma fenda que havia no meio do Caminho. Era uma fenda de mais ou menos um metro de largura e para chegar ao outro lado era necessário saltar para uma pedra que estava no outro lado da fenda, em um plano mais baixo em relação ao outro. O detalhe era que a pedra de aterrizagem era inclinada, então teria que acertar o seu ponto mais alto. Os guris pularam primeiro. Eu fiquei duvidando da minha capacidade, com medo de saltar menos que o necessário e acabar caindo na fenda.

Então o Tiago se posicionou na beira da pedra para me segurar caso desse alguma zebra. Saltei e da beira da pedra de onde estava e cheguei a extremidade daquela do outro lado. Estava duvidando da minha capacidade à toa. Minha impulsão vai muito bem, obrigada. O problema é que o Tiago me segurou mesmo estando tudo sob controle. E segurou justamente o braço esquerdo, aquele lesionado. No momento em que coloquei os pés no chão, senti uma dor muito forte no ombro. Por reflexo, me agachei e levei a mão ao ombro esquerdo. Ele saiu do lugar novamente, se deslocando um pouco para frente.

Fiquei curvada esperando que aliviasse a dor e lentamente empurrava o ombro para o lugar. E ele voltou! Que alívio. A dor diminuiu, mas continuou intensa, limitando um pouco os movimentos do braço esquerdo.

Assim começamos a subir para chegar até a Garganta. Eu ia mais para trás, caminhando lentamente e cuidando como me apoiava nas árvores para subir. Acredito que levamos no máximo 20 minutos até a caixa da Garganta 235.

Sentei no tronco em frente à caixa e peguei o caderno, no qual fiz um breve relato de nossa jornada. Havia a assinatura do nosso amigo Sérgio Sampaio. Provavelmente ele tenha passado ali uma hora antes do que nós.

O Tiago e o Fábio foram pra a outra ponta da Garganta para tentar algum sinal de celular, e o Marcelo sentou ao meu lado para também assinar o caderno.
– Já são 17:40 e lá para baixo o mato está bem fechado além de ser bem inclinado. Acho melhor acamparmos aqui. Anunciou o Tiago.

Para mim foi um alívio, pois a dor no meu ombro não deu trégua e descer tentando usar um braço com movimentos limitados seria bem complicados. Como não tinha levado anti-inflamatório, peguei dois comprimidos com o Marcelo, deixando o segundo para tomar antes de dormir.

Começamos a ajeitar outro bivaque. Isso até virou piada! Levamos as barracas para deitar em cima delas. Parecia coisa de quem não sabia armar uma.

Me aconcheguei sentando em cima da barraca, com as costas em uma pedra. Logo preparamos uma panelada de chá para se aquecer antes da janta.

Aquela noite foi longa. O local que acampamos não era muito confortável e por diversas vezes acordei com sons de animais. Um inclusive um chegou bem próximo à minha cabeça. Fiquei imaginando se fosse outra cuíca… Espero que sim.

Dados do 4º dia da travessia:
Distância: 10,45 Km a pé.
Altimetria: 1064 metros de aclive acumulado e 1349 metros de declive acumulado.

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Google Earth:

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Texto: Luciana Gomes Moro
Fotos e dados: Tiago de Pellegrini Korb
Site: www.clubetrekking.com.br

A desafiadora Travessia Bairro Alto x Marco 22 PR, terceiro dia.

3º DIA: Quinta-feira 21/08/2014.

Acordamos assim que começou a clarear o dia. Tínhamos pressa, pois nosso objetivo era acampar na placa 2 do Ciririca, onde deveríamos encontrar o Sérgio Sampaio de SC, que estava fazendo a Travessia Fazenda do Bolinha x Graciosa.

Fizemos o café de dentro da barraca com uma bela vista do amanhecer.

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Assim que terminamos, peguei as minhas botas para calça-las e aproveitei para dar mais uma verificada no acampamento ao lado. Caí na risada com o que vi: a iglu desmontou com o vento. Fiquei imaginando os quatro socados naquela barraca capenga.

Mochilas arrumadas, partimos para o União e depois o Ibitirati. Estávamos com pouca água, somente o suficiente para molhar a boca.

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Pegamos a trilha perto da caixa do cume do PP para o União. Era uma descida um pouco íngreme e chatinha, ainda mais que de manhã fico completamente descoordenada para caminhar.

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Marcamos no GPS o cume do União e rumamos para o Ibitirati.

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A subida era bem tranquila, mas com mato bem fechado com arbusto com galhos finos que rasgavam a pele. Na real, nós já estávamos com a pele bem cortada devido especialmente às taquarinhas. Mas ali no Ibitirati foi um plus. Marcamos também o cume do Ibitirati (1850 metros), e tiramos fotos.

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Para entender o que são as escalaminhadas desta travessia!

Logo já estávamos de volta ao PP para assinar novamente o Livro do cume e registrar nossa ida aos outros picos do Maciço do Ibiteruçu, bem como a nossa meta de chegar ao Ciririca até o fim do dia.

Começamos a descer a trilha do PP para encontram o Fábio e o Marcelo.

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Ali perto deveríamos pegar a entrada da trilha até o Pico Camelos. Os nossos amigos optaram por não nos seguir e combinamos que eles iriam seguir o resto do roteiro do dia, partindo para o Itapiroca e mais adiante nos encontraríamos novamente.

Para “variar” o trajeto do GPS que o Tiago recebeu estava errado e foi muito difícil de encontrar a entrada da trilha. Deduzindo o local, entramos mato a dentro para achar a trilha para o Camelos. Por diversas vezes fiquei enroscada no meio da vegetação, isso que estava com a mochila menor. Imagina se fosse a grande!

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Novamente, depois de muito sobe e desce, encontramos a trilha bem batida que ia para o Camelos (1555 metros). Novamente, chegamos ao cume, tiramos fotos e registramos no GPS.

Não deixo de registrar a nossa decepção com o Camelos: pouca vista, ainda mais que perdemos um bom tempo tentando achar a sua trilha, além de ter conseguido mais uns ferimentos com o mato fechado da “trilha errada”.

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Para voltar à trilha do PP, pegamos a trilha batida certinha. Ela saía um pouco mais para cima de onde entramos, bem próxima à Casa de Pedra.

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Pelo visto, a entrada dessa trilha “oficial” do Camelos serve também de banheiro pela quantidade de papel higiênico que havia por ali.
De fato, o PP estava tapado por pedaços de papel higiênico até mesmo no cume. Isso foi algo que me deixou bastante chateada: a falta de educação das pessoas com a montanha.

Quando começamos a descer no sentido do Itapiroca, eu e o Tiago combinamos de não almoçar e fazer um rápido lanche para não perder tempo e conseguir cumprir nossa meta do dia. Como os guris foram na frente, provavelmente eles iriam almoçar antes de nos encontrar.

Seguimos descendo rapidamente o PP. No último lance de via ferrata, apoiei a mão direita em um dos grampos, abri o braço esquerdo e apoiei a mão em uma outra que estava ao lado e… Lembra do ombro machucado? Pois é, senti uma forte fisgada nele. Daquele tipo de dor que reflete para o resto do braço. Soltei espontaneamente um “ai”. Em seguida a dor passou, foi só um “choque”.

Pegamos água no início da trilha para o Itapiroca. Que alívio! Com o clima seco e quase sem beber água desde a noite do dia seguinte, já estava sentindo muita falta deste liquido precioso.

A subida para o Itapiroca foi um “passeio”: bem aberta e fácil.

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Ficamos tagarelando e combinamos de chegar ao Ciririca ainda naquele dia nem que fosse à noite! E imaginamos onde estariam os guris. Naquelas alturas eles já deveriam estar bem longe devido a nossa demora para chegar ao Camelos.

Chegando na área de acampamento do Itapiroca encontramos o bastão de caminhada do Fábio atirado no chão. Pronto, o Fábio abandonou o bastão para diminuir o peso.

Que nada, assim que tivemos maior amplitude de visão pudemos ver o Fábio e o Marcelo sentados apoiados numa pedra, começando a abrir as mochilas. Eles ficaram nos olhando boquiabertos e exclamaram:
– Já? Mas nós recém chegamos! Achamos que vocês fossem demorar mais.

Decidimos em fazer um lanche ali mesmo para não perder mais tempo. Em seguida continuamos o nosso trajeto.

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Dali do topo do Itapiroca (1780 metros) já era possível enxergar os cumes do Tucum e Camapuã, meus dois primeiros cumes na Serra do Ibitiraquire.

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Não passaríamos por eles nessa travessia, mas guardo com carinho as lembranças daquela trilha, especialmente na companhia dos amigos, Daniela Faria, José Geraldo, Diele e Dalla Trekker.

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O cume seguinte seria o do Cerro Verde.

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No fundo do vale, para a subida ao cume, havia uma marcação com a fita da travessia “Alpha Crucis” realizada em 2012 por Élcio Douglas e Jurandir, considerada a travessia mais difícil do Brasil.

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No lugar chamado de Ombro Verde que antecede o cume do Cerro Verde é possível de ver a tarde a “face” no Pico Paraná.

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O cume do Cerro Verde (1618 metros), possui a melhor vista do maciço do Ibiteruçu e especialmente do Ciririca.

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O Ciririca é conhecido como o K2 paranaense e antes da travessia havia lido diversos relatos de ataques e travessias que passavam por ali. Diversas pessoas falavam das terríveis cordas e da rampa. Meu Deus!

Eu e o Fábio estávamos imaginando como seria a terrível rampa do K2 paranaense. Na nossa ideia deveria ser algo pior que a face leste do Ferraria pelos relatos. Bom, naquela altura da travessia já estávamos preparados para tudo. Mas a curiosidade sobre o K2 paranaense aguçava muito.

Depois do Cerro Verde, os próximos cumes seriam Meia Lua, Pico do Luar e Sirizinho.

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Eu, na minha expectativa infantil, estava louca para chegar nesses cumes. Os nomes me agradavam e imaginava uma vista maravilhosa da serra dos seus cumes. Que nada! Virado em mato espinhento.

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Quando estávamos chegamos ao Pico do Luar, o sol já estava se pondo.

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Quando começamos a descer o Sirizinho, pegamos nossas lanternas de cabeça. Pois estávamos dispostos a acampar nas placas do Ciririca ainda naquela noite, ainda mais que marcamos de encontrar o Sérgio naquela data.

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Próximo a base do Sirizinho, o mato estava bem fechado. E como já estava escuro, seguimos em ritmo mais lento, entre ataques de mosquitos e mais taquarinhas. Cuidando onde estávamos pisando para não cair em nenhuma greta.

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A trilha alternava entre pedras de rio e mato. O Fábio e o Marcelo que estavam com mochilas maiores, penavam para se desvencilhar das taquarinhas e dos galhos das plantas. Se de dia já era complicado, de noite era pior ainda! Então a todo momento virava para trás para ver se eles estavam vindo junto. Numa dessas “olhadas”, quando fui virar novamente o rosto para frente, um galho espinhento entrou no meu olho e um espinho ficou cravado no olho direito. Consegui tirar e em seguida passou a dor.

Para evitar que alguém se perdesse, quem ia na frente esperava o de trás aparecer e iluminava em direção do colega para que ele enxergasse a localização. Esse método também adotamos nos trechos de mato mais fechado.

Mas em um determinado trecho as fitas começaram a ficar escassas e íamos e voltávamos tentando encontrar a continuação da trilha. Mesmo navegando no GPS, o Tiago não encontrava o caminho já que o trajeto que tinha não era muito preciso. Andar no mato no escuro é algo bem complicado, ainda mais quando não se conhece o local. Não é uma prática muito recomendável.

Então chegamos em um determinado ponto e o mato se fechou novamente, o Tiago falou para voltar e pediu para que nós três tentássemos visualizar alguma trilha ou avisar uma fita.

Fiquei iluminando para as árvores até que enxerguei uma fita vermelha.
– Ali tem uma marcação de fita!
Exclamei apontando para uma árvore.
– Uhu! Achamos!
Eu e o Fábio comemoramos o meu “achado” batendo as mãos.
Mas o meu “achado” era na verdade uma clareira, provavelmente de um acampamento de alguém.

Como estava bem difícil encontrar a trilha naquela escuridão e seria desgastante continuar procurando sem resultados. Decidimos acampar ali mesmo naquela clareira. Local limpinho e com água por perto: perfeito! O espaço acomodava tranquilamente uma barraca e outras duas bem apertadas. Então nós decidimos bivacar já que o tempo estava bom.

Estendemos o footprint no chão e o sobreteto da barraca por cima dele para depois só colocamos o isolante. O Marcelo foi o único que preferiu montar a barraca, conseguindo um pequeno espaço irregular. O Fábio fez seu bivaque ao nosso lado. Fomos dormir logo depois que jantamos pelas 21:00.

Deitei de barriga para cima e fiquei olhando o céu estrelado entre as árvores. E assim adormeci. Foi a melhor noite de toda a travessia!

Dados do 3º dia da travessia:
Distância: 9,65 Km a pé.
Altimetria: 1727 metros de aclive acumulado e 2178 metros de declive acumulado.

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Google Earth:

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Texto: Luciana Gomes Moro
Fotos e dados: Tiago de Pellegrini Korb
Site: www.clubetrekking.com.br

Relatos: 1°dia, 2°dia.

A desafiadora Travessia Bairro Alto x Marco 22 PR, segundo dia.

Acordamos em torno das 6:30, fazia um amanhecer muito bonito. Logo o Tiago saiu para fotografar o belo evento da natureza e a linda vista.

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Tomamos o café da manhã e partimos para o cume principal para assinar o livro. Depois seguimos para o Taipabuçu.

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Para você entender o nosso trajeto do dia anterior e dos próximos dias.

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Subindo o Taipa, encontramos um casal indo para o Ferraria:
– Mais uns desocupados fugindo para a montanha no meio da semana?
Brincou o homem.
– O trabalho permite, né!
Respondeu prontamente o Tiago. Paramos por pouco tempo para conversar e contamos sobre a nossa travessia, de onde viemos e para onde estávamos indo. Eles nos desejaram boa sorte e cada grupo seguiu para seu rumo.

Eu e o Tiago chegamos primeiro ao cume do Taipabuçu I, ficamos aguardando os guris chegarem. Enquanto isso, muitas fotos.

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Assim que chegaram, fomos assinar o caderno do cume no Taipabuçu II (1733 metros), por volta das 11:00, relatando sobre a nossa travessia. Para a minha surpresa, havia uma historinha do Tom e Ana.

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Depois seguimos para o Caratuva. Páramos para almoçar antes de chegar ao cume para aproveitar a agradável sombra do mato.

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Enquanto isso, ficava admirando a vegetação. Tinham bromélias lindíssimas que eu não cansava de olhar.

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Assim que almoçamos, continuamos a subida ao Caratuva, passando pela “Pedra da Faca”, que era uma pedra de formato diferente que obriga o montanhista a tirar a mochila, mesmo ela sendo pequena.

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Um trecho um pouco mais técnico é a canaleta no final da subida para o Caratuva.

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Tínhamos uma bela vista da parte que fizemos da travessia.

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Chegamos ao cume do Caratuva (1862 metros), em torno das 14:00, assinando novamente o caderno com o relato do nosso trajeto.

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Dali havia uma belíssima vista para o PP, onde deveríamos chegar ainda no mesmo dia.

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Na verdade, o ideal seria chegar ainda no Itapiroca naquele dia, mas a coisa não estava rendendo até lá. Era muito mato fechado, e os guris foram com cargueiras enormes, o que fez com que eles virassem vítimas constantes das terríveis taquarinhas.

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Saindo do Caratuva, deveríamos pegar a “Trilha da Conquista” para chegar ao Pico Paraná.

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Na verdade entramos ela, mas não conseguimos seguir na trilha já que estava quase fechada. O arquivo de GPS que o Tiago recebeu tinha erro de 80 metros da trilha original. Como pouca gente passa por lá, o mato tomou conta e foi uma “novela” para encontrar a trilha verdadeira. Subimos e descemos várias vezes, andamos de um lado para outro se embretando em mato cada vez mais fechado para tentar achá-la e nada.

Resolvemos então seguir a escassa marcação por fita e chegamos em outra trilha. Não era a Trilha da Conquista, mas nos levava onde queríamos, até a água próxima do A1 (Acampamento 1).

Chegando na água próxima ao A1, que preenchi os 3L do meu Streamer, fui seguindo rumo ao cume do PP (Pico Paraná), esperando que os demais me acompanhassem. Em seguida vieram.

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Nessa parte da travessia, não “desgrudava” os olhos do PP, ficava admirando o gigante em todos os seus ângulos. Estava realizando um sonho, pois sempre nas minhas idas a Curitiba, quando planejava ir ao Pico Paraná a previsão do tempo marcava chuva. Mas naquele dia não tinha sinal de chuva. O sol ardia e o tempo estava muito seco.

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O Tiago e eu fomos seguindo a trilha de modo empolgado, pois era a minha primeira vez no PP e a primeira dele com tempo bom. E assim fomos subindo pela trilha bem batida e admirando a vista, especialmente por onde já havíamos andado.

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O Fábio e o Marcelo estavam mais para trás. Quando atingimos a primeira via ferrata, eles estavam recém descendo para a via ferrata.

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O Marcelo estava no meio do trajeto entre o Fábio e nós dois. Quando avistamos o Marcelo, perguntamos o paradeiro do Fábio e ele nos avisou que ele decidiu acampar no A2 (Acampamento 2), devido à câimbra e iria fazer companhia ao amigo por ter pouquíssima água (lá tem uma bica d’água fraca).

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Então nós continuamos a subir ao cume racionando água. Como o ar estava seco demais, me descuidei e bebi água demais. Cada um de nós dois tinha um pouco mais de 1L para a janta e café da manhã. Além disso, na manhã do dia seguinte, faríamos ainda os cumes União e Ibitirati.

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Em meio ao caminho, encontramos mais 4 pessoas de Santa Catarina. Eles também iriam acampar no cume. Como estavam em ritmo mais lento, ultrapassamos eles e chegamos primeiro ao cume para escolher um local bem protegido para o nosso acampamento, visto que não levamos o dormitório da barraca, apenas o sobreteto e o footprint (em função da diminuição de peso e volume na mochila).

Quando chegamos ao cume, ainda pudemos aproveitar o pôr-do-sol.

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Escolhemos o canto para o nosso acampamento e fomos tirar fotos do entardecer de cima do ponto mais alto do sul do país.

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A sensação de estar ali no topo e ver o sol se pondo, as luzes das cidades lá longe são belíssimas.

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Depois da sessão de fotos, voltamos ao nosso cantinho para montar o acampamento. Logo que terminamos, chegou o grupo catarinense.
Muito prestativo, o Tiago foi ajudar o pessoal a encontrar espaço confortável para suas barracas:
– Aqui é um bom lugar, ali também tem…
– Mas é só uma barraca! Respondeu um dos catarinenses.

Eu, que estava na porta da barraca, espichei a cabeça para fora para dar uma olhada na barraca que serviria de abrigo para os quatro marmanjos. Era uma pequena iglu de tamanho máximo de 3/4 pessoas! Tive que fazer um esforço extra para não largar uma sonora gargalhada.

O Tiago voltou e fomos assinar o caderno do cume e tirar mais umas fotos. Naquela noite ventava bastante e a temperatura baixou para 4 ºC. Fiquei insistindo para voltar para a barraca devido ao frio.

Voltamos ao nosso acampamento e ficamos fechados dentro da barraca para nos proteger do vento. Ficamos batendo papo, lendo o planejamento da pernada do dia seguinte e contabilizando o que ainda havia de água. Além da janta e café da manhã, “sobrou” uma justa quantia para fazer chá para os dois. Tirei as botas, que já apresentava um rasgo na biqueira do pé esquerdo, mas nada para se preocupar, pois a estrutura interna se encontrava boa. O direito ainda estava intacto, por enquanto…

Enquanto isso, lá fora, nossos vizinhos faziam a maior festa, com muita conversação, álcool e até maconha. Quatro marmanjos bêbados em uma pequena barraca era a legitima festa do sagu, só bola!

Assim que começaram a organizar a janta, eles receberam uma “visita” e ouvimos um deles:
– Olha, um “rato da montanha” mexendo na nossa comida!
– Não, é um gambá!

Ouvindo isso, tratamos de proteger nossa comida. De repente ouvi um barulho de animal se movimentando e da barraca se movimentando.
– Tiago, cuidado! Tem um bicho ali fora. Espanta ele, senão ele vai na nossa comida.

O Tiago levantou-se para tentar afastar o bichinho e acabou derrubando a panela com o chá quente. Foi uma confusão! Era o Tiago abanando nas frestas da barraca e eu tentando levantar a panela Virou um pouco de água no footprint e o saco de dormir. Molhou um pouco na parte externa, mas foi apenas em um canto. Logo ele secou por completo por conta da baixa umidade do ar.

O animalzinho voltou a perturbar nossos vizinhos, que passaram a dar comida para ele. Comida e pão com uísque para ele inclusive. O que além de prejudicar o animal ainda acostuma a fauna local a ir em busca de mais comida nas barracas.

Colocamos tudo dentro dos sacos estanques, até o lixo, para impedir que o cheiro atraísse a desagradável visita. Deixamos para fora somente o material do preparo da janta.

Assim que começamos a fritar a calabresa, apareceu pela fresta da barraca uma carinha marrom muito bonitinha. Era o gambá, que depois fomos descobrir que, na verdade, era uma Cuíca. O Tiago voltou a afastá-la. Terminada a janta, viramos a panela para baixo e guardamos o resto do alimento.

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Durante o sono, qualquer barulho acordava achando que fosse a Cuíca fuçando nas nossas coisas, mas não, era o vento. Acho que o animalzinho foi dormir, graças ao trago que nossos vizinhos deram. Imagina a ressaca que o bicho teve depois!

Aquela foi uma noite longa, os vizinhos fazendo festa, o vento forte. Sonhei até com a Cuíca foi dormir conosco no saco de dormir.

Dados do 2º dia da travessia:
Distância: 11,24 Km a pé.
Altimetria: 1343 metros de aclive acumulado e 1210 metros de declive acumulado.

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Google Earth:

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Texto: Luciana Gomes Moro
Fotos e dados: Tiago de Pellegrini Korb
Site: www.clubetrekking.com.br

Relato do primeiro dia:

A desafiadora Travessia Bairro Alto x Marco 22 PR, 1° dia.