Trip Montanha – Sul do Brasil

O Trip Montanha nasceu em 2011, quando o fundador, Cristian Stassun, iniciou uma rede de contatos no Facebook com o objetivo de desbravar Santa Catarina. Segundo ele, o grupo cresceu e muitos interessados em trilhar Santa Catarina eram de fora do estado. Criou-se uma rede muito forte, maior do que as associações e federações do estado, agregando pessoas e destinos do Rio Grande do Sul e do Paraná.

Trip Montanha - Sul do Brasil
Foto: Cristian Stassun
Trip Montanha - Sul do Brasil
Foto: Cristian Stassun

Esse grande grupo chamado Trip Montanha reúne os melhores homens e mulheres das atividades de trekking, hiking, bike, corrida, escalada, canoagem, espeleologia, canionismo e guias de turismo de aventura,  juntos descobrem técnicas, segredos de lugares, promoções de produtos, convites de eventos, novidades em tecnologia de fotografia e montanhismo e, principalmente, fortalecem a amizade entre essa galera toda.

Tenho a honra e o privilégio de fazer parte desse grupo de mais de 700 membros, com grandes feras, alguns engajados inclusive na diretoria das principais entidades de montanhismo do Sul do Brasil: FEMESC, ACEM, AJM, ASGEM e CPM.

Trip Montanha - Sul do Brasil
2° Encontrão Trip Montanha – Alfredo Wagner/SC – Foto: Luís H. Fritsch

O Encontrão Trip Montanha acontece todos os anos e reúne os membros do maior grupo de montanhistas do Sul do Brasil para trocar experiências, compartilhar o amor pela montanha, pelos trekkings e pelos esportes de aventura. São dois dias com atividades, palestras, cursos, acampamento, música ao vivo, boa comida e muita amizade.

 

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Realizado esse ano no Cânion Espraiado – Urubici/SC, contou com atividades de rapel com Carlos Eduardo Madona, o Kadu, grande fera do canionismo, da empresa EcoXperiences na incrível Cachoeira do Adão com 90 metros de altura, trilhas pelos cânions, cavalgada, pêndulo com a Natural Extremo  e quadriciclos do Rancho Montanha Urubici. Esse ano o Trekking RS esteve presente no evento, comigo, com o Luis H. Fritsch e o Marcio Masso. Foi simplesmente sensacional!

Os quadriciclos garantiram ainda mais diversão no Encontrão 2018

Trip Montanha - Sul do Brasil

O salto no pêndulo de maior altitude do Brasil, foi realizado pela primeira vez pela empresa Natural Extremo durante o Terceiro Encontrão Trip Montanha realizado nos dias 7 e 8 de julho desse ano.

Veja o vídeo do rapel na Cachoeira do Adão 

O Encontrão Trip Montanha já tem inclusive local e data para a sua 4.ª edição. Será nos dias 6 e 7 de julho de 2019, nos cânions Boa Vista e Amola Faca em São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul.

Trip Montanha - Sul do Brasil
Cânion Boa Vista/RS – Foto: Luís H. Fritsch

Cânion Josafaz um lugar inóspito!

Tudo começou por convite de um velho amigo, integrante do Grupo de Escoteiros Almirante José de Araujo Filho – Garibaldi/RS, para fazer um trekking de aproximadamente 25 quilômetros pelo maior cânion da região dos Aparados da Serra, conhecido pelo nome Cânion Josafaz, possui 16 quilômetros de extensão e está além dos limites do Parque Nacional dos Aparados, localizado à cerca de 68 quilômetros da cidade de Cambará do Sul, pertencendo ao município de São Francisco de Paula/RS – Brasil.

A aventura foi realizada em conjunto com outros grupos escoteiros, assim promovendo maior integração entre os jovens da faixa etária de 15 a 18 anos, estes pertencentes ao Ramo: Sênior/Guia.

Saímos da cidade de Garibaldi/RS, por volta de 1:00 hora da manhã do dia 29/10/2016, com destino a São Francisco de Paula/RS e chegamos ao destino por volta das 6:00 horas da manhã. Nessa aventura estavam presentes 38 pessoas no total, incluindo o guia que foi contratado para acompanhar o trekking.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Após tomar um café da manhã especial no pé do cânion, era hora de começar a caminhada. Seriam aproximadamente 1.000 metros de altimetria acumulada, trilhando os caminhos por estradas antigas e trilhas construídas pelos antigos povos tropeiros. Estava eu com minha mochila cargueira pesando aproximadamente 13,6 kg, carregando tudo que era necessário para uma boa aventura. Na mochila havia colocado todos os equipamentos de camping, tais como: barraca, saco de dormir, isolante térmico, roupas extras, roupas para frio e ainda alguns alimentos.

Conforme subíamos avançando pela estrada, o cenário fazia nossos olhos brilharem. Muita vezes, em ocasiões como essa, podemos caminhar longos caminhos, mas é preciso seguir com calma para apreciar tudo que existe a nossa volta.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Na metade do trajeto, passamos por lindas cachoeiras totalmente despoluídas, isso é raro hoje em dia. Nelas sempre completávamos nossos cantis de água, seguindo uma das grandes lições que aprendi no Movimento Escoteiro durante os 14 anos que participei ativamente, de que nunca devemos tomar toda a água que carregamos até que encontremos uma fonte segura para reabastecer de água. Nessas cachoeiras e rios que corriam pelo caminho onde passávamos não tínhamos certeza se a água era potável ou não, na dúvida colocávamos pastilhas de cloro, que tem a função de matar as bactérias que possam existir na água.

Depois de aproximadamente 5 horas de caminhada morro a cima, chegamos ao topo do Cânion Josafaz. Efetuamos o reconhecimento do local a procura do melhor local para armar o acampamento. O clima nessa região é muito instável, uma hora tem um sol escaldante e em poucos momentos já está nublado. Na parte de cima do cânion existem alguns locais de banhados cobertos por vegetação do tipo Turfeiras, em outras existem longos campos de capim e alguns trechos de mata nativa. Para evitar maus bocados durante a noite, escolhemos uma clareira em meio a dois pedaços de mata nativa, assim caso ventasse durante a noite, estaríamos protegidos.

Depois de montado todo o acampamento e preparado o almoço, já alimentados e refeitos do cansaço, era hora  explorar a parte de cima deste cânion. A ideia era ir até o vértice do Josafaz, uma caminhada estafante, subindo e descendo morro através das estradas e trilhas que ali se formaram com as explorações dos veículos 4×4. O cenário é de tirar o folego, uma mistura única de campos e matas, cercado por rios totalmente despoluídos. A caminhada com aproximadamente 6 quilômetros de extensão tornava-se um pouco cansativa em razão do sol forte, porém em muitos momentos da caminhada era necessário colocar os casacos, daí passava-se uns 15 min e  nos obrigávamos a tirar os casacos, pois como disse anteriormente, o clima na região é muito instável.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Após algumas horas caminhando chegamos ao ponto culminante do nosso trekking no Vértice do Cânion Josafaz, ali a visão é incrivelmente linda, possui uma cachoeira que acredito ter mais de 200 metros e é dividida em duas partes. O Cânion Josafaz é ainda pouco explorado, um lugar inóspito, mas de extrema beleza e grandiosidade, com vasta mata atlântica em seu interior. Este local é perfeito para descansar, meditar e refrescar os pés na água cristalina que corre pelo rio.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Permanecemos ali durante algum tempo apreciando aquela beleza incrível, conversando e tirando algumas fotos. Momentos após, era hora de voltar para o acampamento e descansar um pouco. Durante a volta escolhemos cortar caminho, pois olhando de longe víamos uma linha reta, parecia ser fácil se não fosse pelos banhados! Encaramos o desafio e seguimos em frente, e por incrível que pareça, não encharquei as botas e o caminho de volta foi bem mais rápido em relação ao da ida, o que garantiu a nossa chegada antes do entardecer.

Já no acampamento preparamos uma fogueira para assar alguns quilos de carne, fizemos um belo churrasco à moda antiga e batatas doces enroladas em papel alumínio jogadas na brasa. Não sei se era a fome que tínhamos ou o que, mas o gosto daquele churrasco, para mim, era o melhor que já havia comido. Depois do belo jantar realizou-se a cerimônia de Fogo de Conselho, cerimônia muito conhecida e praticada pelo  Movimento Escoteiro, pois ali é o lugar onde podemos sentar para ouvir histórias, relatos incríveis das pessoas  presentes sobre suas aventuras durante o dia. Esta cerimônia é realizada sempre na última noite de acampamento e é encerrada com a Canção da Despedida. Após a cerimônia de Fogo de Conselho, fomos todos deitar, precisávamos descansar e recompor as energias para o dia seguinte.

Na manhã seguinte depois do café da manhã, chegou a hora de desmanchar o acampamento, organizar os equipamentos e aprontar as mochilas, e retornar até o pé do cânion.

Na descida, senti muito mais o peso da minha mochila, pois ao descer além do nosso próprio peso corporal, temos ainda a mochila cargueira nas costas, todo esse peso fica apoiado sobre os joelhos, tornozelos e pés. Por isso, toda a descida foi realizada devagar, com o devido cuidado para não cair, pois nas trilhas dos antigos tropeiros tem inúmeras pedras soltas e é muito íngreme também, então todo o cuidado é necessário para voltar bem para casa.

Veja todas as fotos dessa incrível aventura, clique aqui.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Se você gostou do relato do trekking no Cânion Josafaz, deixe um comentário abaixo. Veja também o relato da Trilha no Cânion da Pedra clicando aqui.

Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

Minha história com os cânions de Santa Catarina começou em 2014, quando na companhia dos amigos Gean Cenci e Marcelo Casarin, tentei realizar a travessia do Parque Nacional de São Joaquim, de Urubici à Bom Jardim da Serra. O parque é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral da natureza, localizado nas regiões serrana e sul do estado de Santa Catarina, com território distribuído pelos municípios de Bom Jardim da Serra, Grão Pará, Lauro Müller, Orleans e Urubici.

Foi criado em 6 de julho de 1961 com o intuito de proteger os remanescentes de matas de araucárias, somando-se à relevância das terras, flora, fauna e belezas naturais, encontradas nos seus 49.300 hectares. De relevo bastante irregular, com altitude variando entre 300m e 1.822m, o parque encampa desde paisagens campestres a grandes furnas e encostas recobertas de mata nativa, com grandes desfiladeiros. As maiores altitudes ficam na região nordeste do parque, sendo que o ápice está no Morro da Igreja, em Urubici, com 1.822m. Atualmente está sob administração do ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – e fechado para quaisquer atividades de ecoturismo, exceto visitação ao Morro da Igreja, mediante autorização.

Naquele ano, o clima instável combinado com um dos invernos mais quentes e chuvosos da história da região, fez com que abortássemos a atividade. Tentamos até uma pernoite no Cânion Laranjeiras – ponto de fácil acesso a partir da cidade de Bom Jardim da Serra, próximo da conhecida Fazenda Santa Cândida – porém a viração, fenômeno muito comum por lá em que o encontro das massas de ar fria e quente se transforma numa espessa neblina, atrapalhou. Daquele ano para cá tentei esta travessia outras duas vezes, sem sucesso. Era necessário ficar de olho no clima! Dias frios, com temperaturas negativas e pouca previsão de chuvas / neve são os ideais.

Como as atividades no parque estão proibidas, fechamos o grupo para a travessia do Cânion Laranjeiras ao Mirante da Serra do Rio do Rastro: Eu, Gean, Tiago e Julian. Nos dias 16 e 17 de abril, realizamos uma caminhada de entrosamento do grupo – a subida de Monte Claro, em Veranópolis – para nos conhecermos e acertar os detalhes da travessia. Gean não pode comparecer; subi na companhia dos novos e bons amigos, Julian fez belas fotos e aproveitamos demais a beleza da região.

Definimos o feriadão de 21 de abril para uma primeira tentativa, porém ao acompanharmos diariamente a previsão do tempo, vimos que a atividade não seria proveitosa. A segunda tentativa foi marcada para o feriadão de 26 de maio, novamente sem sucesso. Aquele clima abaladiço parecia não querer dar trégua! Tiago – iniciante em travessias maiores e no trekking – impaciente, queria ir a todo custo; ainda não havia saboreado a frustração de tentativas falhas. Combinou a travessia com um grupo de amigos de Carazinho, cidade onde mora, mas acabaram desistindo de última hora.

Já não víamos mais a possibilidade de realizar a travessia com o grupo. Além do clima impiedoso, Julian precisava conciliar sua saída com o trabalho, já estava devendo horas à empresa. A quem sabe esperar ensejo, tudo vem a seu tempo e desejo. Santo Antônio é padroeiro da cidade de Bento Gonçalves, onde Julian reside, venerado pela comunidade nos dias 13 de junho, neste ano, uma segunda-feira. Esta era a oportunidade! Julian poderia ir e nós também! Surpresa boa ao consultar a previsão do tempo: temperaturas negativas, vento predominante oeste, zero chance de chuva!

Ronaldo Coutinho, meteorologista da agência Climaterra da cidade de São Joaquim em Santa Catarina, confirmou a previsão que tanto aspirávamos. Tratamos de organizar as tralhas, acertamos a carona com Julian e partimos com destino à Bom Jardim da Serra no sábado, dia 11 de junho, às 4h depois de um reforçado café da madrugada. Pegamos Tiago em Vacaria, cidade convergente às nossas saídas. Pelo caminho, um misto das brumas matinais e da geada transformava a paisagem pitoresca das planuras dos campos de cima da serra.

Chegamos no mirante da Serra do Rio do Rastro às 11 h da manhã e, enquanto esperávamos a carona de Seu Miguel para a Fazenda Santa Cândida, contemplamos a beleza da serra e organizamos as mochilas. O vento estava implacável, de cortar os ossos! Uma pequena amostra do que teríamos pela frente nos próximos dias. Miguel demorou à chegar. A ida à fazenda foi lenta e cheia de sacolejo em virtude da estrada esburacada e abundante em pedras. A fazenda estava em total solidão, batemos na casa e chamamos, ninguém atendeu. O traslado saiu por R$40,00 cada. Coletamos água, fizemos algumas fotos e demos início à caminhada. Andamos uns 300 m e encontramos Seu Assis à cavalo, caseiro da fazenda, voltando para casa. Trocamos uma ideia e continuamos a empreitada.

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

Terreno úmido e escorregadio, vegetação cobrindo a bota e o vento frio castigando a cada passo. Coletamos água de um pequeno riacho e em poucos minutos adentramos na borda do Cânion Laranjeiras. A paisagem descortinava-se e exibia as elevadas escarpas rochosas formadoras do cânion. Sentamos à borda de uma pedra quase que em suspensão e fizemos algumas fotos.

Bordejamos pela trilha até o mirante principal de onde tivemos vistas espetaculares da cadeia montanhosa da Serra das Laranjeiras. No mirante notamos a presença de lixo e sinais de fogueira. Sério isso? Em pleno século 21 ainda existem pessoas sem a mínima noção sobre aventura consciente e práticas de mínimo impacto ambiental?

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

Do Laranjeiras seguimos rumo leste, por uma longa baixada encharcada. Tiago devia estar com medo de sujar ou estragar as botas novas, parou para calçar uma bota de borracha que cobre boa parte da canela. Não queria molhar os pés, mas a má transpiração das outras botas também os encharcava. Gean também usou botas de borracha, ele sim não queria estragar sua Timberland. Vai entender!

Da baixada era necessário transpor uma elevação no sentido sul para alcançar as áreas mais elevadas do circuito. Esta elevação era composta por um emaranhado de mata nebular de difícil passeio, nas partes baixa e média, e uma densa plantação de pinus elliottii, na parte mais alta. Conforme subíamos, vistas de tirar o fôlego! Observamos as longínquas montanhas da Serra do Maruim e do Morro da Igreja, em Urubici (nossa visão cobria as torres do Cindacta 2).

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

O vento nos repreendia impiedosamente! Mal conseguíamos equilibrar os passos. O sol já nos alertava sobre seu repouso, era hora de procurar um local abrigado para pernoite. Atravessamos o pior charco da travessia, atolávamos até o joelho açoitados pela ventania insana que soprava de oeste com sensação térmica registrada em -18.3ºC. Num capão elevado eu e Gean miramos ao longe uma direção sensata à seguir e um possível local abrigado daquele turbilhão. Rasgamos outro penoso trecho de mata nebular, aclive abaixo, e chegamos em outro pequeno charco tomando o sentido oeste para pouso na base das encostas montanhosas, abrigados do vento.

Descemos para o fundo de um pequeno vale irrigado por um modesto riacho de águas límpidas e montamos as barracas num singelo espaço plano. A noite caiu rapidamente e com ela o frio avassalador. Dividi a barraca com Gean, Julian emprestou a sua, pois minha tenda para duas pessoas estava emprestada e não chegaria em tempo; ele dividiu com Tiago. Coletamos água para a janta e café da manhã, organizamos a bagunça, vesti os agasalhos em pluma de ganso, enchi o isolante térmico e entrei no saco de dormir, também de pluma. Acalentamos aquela noite fria com muita sopa, chá, chocolates e boas risadas. A parceria estava boa demais! Os amigos não se abateram frente àquela situação. Noite bem dormida.

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

O dia raiou sereno e frio, a temperatura mínima registrada durante a noite foi de -6.2 º C e até então, este era o dia mais frio do ano. As barracas amanheceram com uma fina camada de gelo no sobre-teto. Saboreamos um delicioso e quentinho café a base de sopas, chás, grãos e cereais. Meu cappuccino estava no ponto! O trabalho mais difícil daquela manhã foi lavar a louça com as gélidas águas do regato. Incrível foi ver a água dos cantis congelando! Arrumei a mochila e seguimos a peregrinação.

O vento sussurrava calmo, frio porém. Usei balaclava e agasalho de pluma boa parte da manhã. Numa coxilha mais elevada avistamos a direção a ser seguida, predominantemente sul. Igual ao dia anterior cortamos outro penoso trecho de mata nebular e um longo campo encharcado. Nos deparamos com vários córregos congelados e em poucos minutos estávamos trilhando por uma das mais belas paisagens de toda a travessia! Vistas para as cidades de Orleans, Guatá, Lauro Müller, Tubarão e partes do litoral, incluindo a faixa de areia de algumas praias. O clima estava esplendoroso!

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

Julian entrou em transe ao fotografar uma cascata congelada num cânion próximo enquanto eu e Tiago, bem acomodados sobre um seixo, apreciávamos aquele panorama. Uma profusão de verdes enchia a vista somada àquele firmamento desanuviado: estava no paraíso! Depois de algumas fotos, continuamos por uma trilha de gado muito boa de se andar, batida, seca e longa, finalizando no capão onde paramos para almoçar, situado à base de um cânion que antecede o conhecido Funil. Protegidos do vento, saboreamos um longo e merecido lanche com um magnífico visual. Pensei comigo mesmo: você é um cara sortudo e privilegiado!

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

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Comi bastante, precisava repor as energias para a árdua subida que nos aguardava. Nada de muita conversa, concentração e fôlego eram os companheiros do momento. Ao alçarmos o topo avistei um bando de quatis procurando comida. Julian foi ao encontro do grupo para fotos e, mesmo sorrateiro, afugentou todos que corriam em desespero para longe dos estranhos invasores. Era possível avistar boa parte do trajeto que havíamos percorrido no dia incluindo o Cânion do Funil. Uma trilha batida percorria a extensão do cânion e passava em meio à outros fios de água, ainda congelados em plena tarde ensolarada. Julian avistou a formação de um arco-íris numa cachoeira que descia do Funil e que ainda estava congelada.

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

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A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

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Naquela elevação o sinal de celular era forte, percebi que Gean mudou de expressão e atitude ao ler algumas mensagens. De início não quis comentar o assunto mas antes de descermos para o Funil pedi que me contasse o que estava acontecendo, mencionou que as fortes geadas ameaçavam toda a produção de hortaliças de sua empresa. O frio mostrou as caras em Veranópolis que, por coincidência, também registrou as temperaturas mais baixas do ano até então.

Gean trabalha sozinho, toca o recente negócio próprio por conta, tem ajuda da família mas é o detentor de todo conhecimento de suas culturas hidropônicas. Estava em completo dilema! Continuar a travessia? Retornar para tentar salvar a produção do mês e atender seus clientes? A notícia já havia minado sua animação pelo restante da jornada e mesmo decidindo por continuar, seus pensamentos estariam no negócio e em seus fiéis clientes.

Como ainda havia esperança em salvar a produção, optamos por andar até o curral que fica próximo ao Funil e entramos em contato com Miguel para que viesse nos recolher. A decisão foi triste mas apoiada por todos. Restavam aproximadamente 12km para finalizar a travessia porém seria necessária mais uma pernoite. Com a definição abraçada pelo grupo chegaríamos em casa na noite daquele dia e, com isso, Gean teria tempo de trabalhar em prol de sua carta de clientes, naquele momento muito mais importante do que a caminhada.

Em pouco tempo Miguel chegou, ajeitamos as mochilas e fomos de carona até o Funil. Outro lugar fantástico repleto de formações rochosas indecifráveis. Miguel nos contou muito sobre o cânion, sobre as tentativas de escalada ao Funil e sobre os causos da região. Fizemos algumas fotos e logo estávamos na estrada que leva ao mirante da Serra do Rio do Rastro, empacados e inertes naquele trânsito apinhado de turistas das mais diversas localidades.

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

A Congelante Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

Ali mesmo, no meio da rodovia, liberamos seu Miguel, pegamos as mochilas e Julian seguiu na companhia de Gean até o mirante onde havíamos deixado o carro. Eu e Tiago ficamos ali no acostamento trocando de roupa e descansando. Minutos depois carregamos as mochilas e demos início ao retorno todos quietos, sem muita conversa, num mistifório de tristeza, pelo abandono da travessia, e de cansaço.

Em boa parte do caminho parecia que minha cabeça iria explodir de tanta dor, fui descobrir mais tarde que era fome! Paramos para jantar em Vacaria no único restaurante que encontramos aberto no domingo à noite em pleno dia dos namorados. Era simples e desajeitado mas com um atendimento pra lá de especial e uma comida saborosa! Tiago pegou seu carro e seguiu para Carazinho, a despedida foi animada.

Chegamos em Veranópolis às 23h; eu e Julian seguimos para o conforto de nossas casas, Gean virou a noite trabalhando e o resultado foi melhor do que o esperado: apenas 25% de perda na produção! A decisão foi sensata visto que a segunda-feira do dia 13 de junho foi o dia mais frio até então. O retorno antecipado garantiu todo mês de luta e compromisso de Gean. Embora fora dos planos iniciais tudo valeu a pena e superou as expectativas. Gratificante demais estar inserido e ligado àquela natureza exuberante na companhia do grande amigo Gean e na presença marcante dos queridos parceiros de aventura Julian e Tiago. Envolvimento foi a palavra-chave dessa jornada!

Bons ventos!

Texto: Edver Carraro

Mochila High Sierra Col 35L – Avaliação

Mochila High Sierra Col 35L – Avaliação

Apresento a vocês a mochila High Sierra Col 35L, testei toda a sua funcionalidade em um trekking de quatro dias na Travessia pelas Bordas dos Cânions no estado de Santa Catarina, neste post mostrarei todas as suas características, apontando seus pontos positivos, negativos, bem como a opinião sobre a mochila.

Sobre a marca:

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High Sierra é uma empresa Canadense especializada em equipamentos de viagem de aventura. Oferece linhas versáteis, sob medida, para entusiastas e praticantes de atividades ao ar livre, viajantes, estudantes e profissionais que procuram a escolha inteligente em mochilas duráveis e funcionais.

Essa mochila conhecida como mochila de ataque, usada por muitas pessoas, é uma mochila pequena, leve e muito funcional, ela tem quase todas as características de uma mochila cargueira, não deixando nada a desejar.

Construção e tecnologias:

Construída com materiais de primeira linha. tais como: Ripstop Hexagonal 250 D e 300 D, este material é extremamente forte, usado principalmente nas mochilas de uso militar, de fato ela é bastante forte e robusta.

Mochila High Sierra

Geralmente, as mochilas vendidas no mercado nacional possuem regulagens de altura das alças, ao contrário da maioria das mochilas vendidas fora do brasil que não possuem essa regulagem. Os fabricantes então mensuram as medidas por tamanhos do tipo P, M ou G, assim cada usuário contará sempre com o a anatomia perfeita.

O costado da mochila Col 35L é bastante robusto, encaixa perfeitamente nas costas, gerando alto conforto. Durante o teste, com a mochila totalmente carregada ou com quase nada de peso, o costado mostrou-se bem eficaz, o suor gerado pelo corpo foi incrivelmente retirado, impedindo assim que minhas costas ficassem encharcadas durante os 20 quilômetros percorridos no segundo dia de trekking pelas bordas dos Cânions em Santa Catarina – Brasil.

Mochila High Sierra

Ao vestir a mochila as alças encaixam perfeitamente, dando segurança e mobilidade de movimentos, o fechamento da tira peitoral possui ajustes individuais,  podendo colocar mais para baixo ou para cima conforme a necessidade do usuário.

Também podemos ver nas alças alguns elos de fita elástica que tem inúmeras aplicações. Podemos colocar a mangueira do cantil de hidratação ou até pendurar um GPS, além disso ainda possui duas argolas plásticas para prender outros itens, como talvez uma lanterna, ou uma bussola.

Mochila High Sierra

A Barrigueira possui um acolchoado muito forte e ao mesmo tempo incrivelmente confortável, sendo ajustada de maneira uniforme, pois o fechamento é feito por um sistema de roldanas, isso facilita muito na hora de fechar a barrigueira em torno do corpo.

Também é composta por fitas de compressão em suas laterais, que firmam toda a carga no interior da mochila deixando-a bem presa e impossibilitando que se movimente durante as trilhas.

Nas laterais, também possui saídas para mangueira do cantil de hidratação nos dois lados, além de um pequeno bolso em cada lateral, nestes cabem exatamente um cantil de 900 ml de água, ou é possivel colocar qualquer outro objeto que desejar, lembrando que estes bolsos não possuem fechamento.

Mochila High Sierra

O local de armazenamento do cantil de hidratação está localizado na parte interna da mochila, em um compartimento separado do restantes dos equipamentos, este é bem amplo podendo acomodar dois cantis de água de 2 L cada, ou um de até 4 litros.

Na parte frontal da mochila podemos ver inúmeros elos, estes servem para pendurar pequenos objetos, tais como: chaves, canivete, ou até mosquetões e equipamentos de escalada. Também possui um espaço destinado para um bastão de caminhada.

Mochila High Sierra

Na parte de cima do capuz, possui um bolso com fechamento por zíper onde é possível guardar itens como documentos, capa de chuva, alimentos e alguns outros objetos que necessitam estar a fácil acesso.

Abrindo o capuz a primeira coisa que vemos é uma etiqueta com procedimentos de socorro para situações de emergência.

Mochila High Sierra

A mochila High Sierra Col 35 L, possui apenas um compartimento de carga, sendo esse composto por tampa telescópica, isso quer dizer que ,torna-se expansível dependendo da quantidade de equipamentos que se carregue.

Na parte interna existe apenas um bolso separado para o cantil de hidratação, que já citei acima, o espaço restante serve para colocar roupas e alimentos para caminhadas de apenas um dia.

Características conforme fabricante:

Medidas: 61 x 33 x 21

Material: Ripstop Hexagonal 250 D e 300 D

Peso: 1.360 g

Garantia: Vitalícia contra defeitos de fabricação

Usei essa mochila na Travessia pelas Bordas dos Cânions/SC por quatro dias. No primeiro dia a quilometragem foi de 13 quilômetros de subida, no segundo percorri 20 quilômetros passando por matas nebulares, no terceiro o percurso foi de 17 quilômetros e no último dia 13 quilômetros, em todos estes dias de trekking carreguei uma média de 7 quilos por dia.

A mochila se mostrou extremamente forte nas caminhadas em áreas de mata nebular onde há muitos galhos e espinhos que encostam na mochila, se fosse um material menos robusto, certamente aconteceria algum rasgo ou estrago na mochila, e não ocorreu nada. Isso fez perceber o quanto a construção hexagonal é importante e a densidade do material também tem um bom impacto na resistência a estragos. Durante a travessia também subimos encostas íngremes, muitas vezes tendo que agarrar-se a árvores e pedras, em todos os movimentos que fiz a mochila ficou incrivelmente parada no meu corpo, as regulagens da barrigueira funcionaram perfeitamente, dando completa sensação de segurança e livre movimentação.

Mochila High Sierra
Foto: Paulo e Karine
Mochila High Sierra
Foto: Ronaldo Somacal
Mochila High Sierra
Foto: Paulo e Karine
Mochila High Sierra
Foto: Paulo e Karine

Na minha opinião, não existem pontos negativos neste modelo de mochila, todas as partes cumprem seu papel perfeitamente, já os pontos positivos são inúmeros: muito resistente, anatômica, versátil e leve.

A mochila foi cedida pela empresa Sol de Indiada para testes em uma das suas atividades de aventura na cidade de Urubici/SC, analisei todos seus pontos e os coloquei a prova nos 4 dias de travessia, tendo ficado muito satisfeito com os resultados.

Caso deseje comprar esse modelo de mochila acesse o site da marca High Sierra, ou você pode comprar na Amazon, clicando aqui, os preços são entre $70 a $100 dólares, esses valores podem variar de acordo com a valorização ou desvalorização do Dólar.

Trilha Cânion da Pedra/SC – Brasil

trilha Cânion da Pedra/SC – Brasil

Fomos convidados a participar da trilha Cânion da Pedra, por nosso amigo Luiz Fernando Soares, guia credenciado do Parque Nacional da Serra Geral/SC – Brasil, e proprietário da empresa de Turismo Receptivo Tec Tur, após receber o convite encaminhamos ofício aos diretores do parque, para assim poder relatar, fotografar e fazer filmagens no interior do Cânion da Pedra.

Com todos estes pré-requisitos formalizados, chegou a hora de cair na estrada, viajar até a cidade de Sombrio/SC, onde ficaríamos hospedados no Camping e Pousada Família Lopes, e  no dia seguinte fazer a trilha no interior do Cânion da pedra.

O começo do dia 10 de Janeiro de 2015 foi assim, solo encharcado, céu nebuloso, enquanto abrimos a barraca fomos presenteados com o sol que aparecia de mansinho entre a espessa camada de nuvens.

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Foto: Marcio Basso
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Foto: Luís H. Fritsch

Após tomar um café da manhã especial na Pousada, partimos pela rodovia SC – 449 em direção a Jacinto Machado/SC, localizada a 21 quilômetros da cidade de Sombrio/SC, passamos pelo centro de Jacinto Machado e seguimos por estrada de terra até uma propriedade particular, onde é possível deixar os carros.

A família que cuida do lugar é apoiada pela direção do Parque Nacional da Serra Geral, prestando ajuda aos guias credenciados do parque, oferecendo resgate em caso de emergências e  também cuidam da manutenção da trilha no interior do Cânion da Pedra. A propriedade é o único acesso à trilha que leva ao interior do Cânion, por isso a família cobra uma taxa de cinco reais por pessoa para entrar na propriedade, um valor irrisório, com a finalidade de colaborar com a família local.

O local tem beleza singular, cercada pelos enormes paredões dos cânions, por campos abertos e gramados gigantescos. Estar ali olhando para tudo aquilo, é indescritível, mesmo com o céu nebuloso e com um pouco de neblina sobre os campos, a beleza era fascinante. O lugar é inspirador trazendo muita paz e tranquilidade, quanto mais olhávamos, mais tínhamos vontade de começar a trilha.

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Trilha Cânion da Pedra – Foto: Marcio Basso
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Trilha Cânion da Pedra – Foto: Luís H. Fritsch
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Trilha Cânion da Pedra – Foto: Marcio Basso

Antes de nos aventurar pelas trilhas do Cânion da Pedra, caminhamos dentro da propriedade em direção a trilha, o guia que estava conosco parou, fez todos se alongarem, explicou os pontos que deveríamos prestar atenção na trilha e nos cedeu polainas protetoras contra picadas de cobras e animais peçonhentos que poderíamos encontrar no decorrer da trilha. As Polainas são de uso obrigatório em trilhas dentro dos Cânions. Também, passou outras instruções de como caminhar e colocar o pé sobre as pedras lisas da maneira mais segura possível, comentou um pouco sobre o uso dos bastões de caminhada em trilhas e por último, disse que era bastante precavido perante a segurança de cada um, iria ser chato algumas vezes, mas isso seria importante para uma trilha bem sucedida.

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Trilha Cânion da Pedra – Foto: Luís H. Fritsch

Depois de todas as instruções recebidas, era hora de por em prática todas as instruções e começar a trilha que teria duração de 8 horas, sendo boa parte dentro do rio. As condições para essa trilha eram médias, pois havia risco de chuva, o leito do rio já tinha subido em torno de 60 centímetros na noite passada, então seria uma trilha complicada, teríamos que ter atenção redobrada e muito cuidado onde colocar o pé, pois a formação rochosa no local é formada por pedras redondas, isso impede boa parte da estabilização do solado do calçado. Com o rio um pouco acima do normal, certamente as pedras estariam boa parte encobertas pela água, isso aumenta muito o risco de quedas durante a trilha dentro do rio.

Na primeira parte da trilha, andamos entre a mata nativa atravessando pequenos córregos e plantações,  parte que exigia bastante equilíbrio e tração, pois a trilha era completamente escorregadia. Parávamos muitas vezes para ajudar os outros caminhantes a transpassar algum obstáculo, evitando assim deslizes durante o trajeto.

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Trilha Cânion da Pedra – Foto: Marcio Basso
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Trilha Cânion da Pedra – Foto: Luís H. Fritsch
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Trilha Cânion da Pedra – Foto: Luís H. Fritsch

Após concluir essa primeira parte, chegamos ao Rio Pai José, sentamos nas pedras em torno do rio para a primeira parada de descano. Nesse momento começamos a entender porque essa trilha é uma das mais difíceis do Parque Nacional da Serra Geral. Muitas vezes eramos obrigados a nos segurar em árvores e até caminhar de quatro em alguns pontos pois estava muito escorregadio, o terreno se apresentava muito lamacento e encharcado.

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Trilha Cânion da Pedra – Foto: Luís H. Fritsch
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Trilha Cânion da Pedra – Foto: Luís H. Fritsch

Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi a qualidade da água que corria pelo rio, era incrivelmente cristalina, muito gelada. O guia nos disse que podíamos abastecer nossas garrafas de água sem nenhum problema, uma vez que a água é 100% potável.

Acredito que caminhar em um lugar como esse, com uma beleza intacta e ainda poder desfrutar da água é uma experiência que todo mundo deve ter um dia, essa é uma boa história para contarmos às gerações futuras.

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Trilha Cânion da Pedra – Foto: Luís H. Fritsch

Prosseguindo, continuamos a subir o rio, de fato as pedras eram muito escorregadias, fazíamos correntes humanas para atravessar de um lado a outro do rio, evitando algum tombo por parte dos caminhantes. Caminhamos por um bom tempo até chegar ao primeiro poço, este possui profundidade de sete metros. Nessa altura da trilha já era praticamente meio dia, retiramos os lanches da mochila, compartilhamos uns aos outros os alimentos, alguns resolveram dar um mergulho no poço e aproveitar a água cristalina para relaxar um pouco.

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Trilha Cânion da Pedra – Foto: Luís H. Fritsch
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Trilha Cânion da Pedra – Foto: Luís H. Fritsch
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Trilha Cânion da Pedra – Foto: Luís H. Fritsch
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Trilha Cânion da Pedra – Foto: Luís H. Fritsch

Após a parada para almoço e relaxamento nas águas geladas do Cânion da Pedra, continuamos a subir, a cada passo a dificuldade ia aumentando, as pedras do rio e as quedas de água eram maiores, mais intensas, fazendo a gente caminhar com mais cautela. Conforme íamos contornando os obstáculos que surgiam a nossa frente, a trilha nos fazia ter a certeza que estávamos de fato em um lugar inóspito, que qualquer deslise em falso poderia comprometer a trilha toda e causar grandes lesões. Nessas horas, ter bom preparo físico, saber onde colocar os pés, posicionar as mão e o corpo, fazem toda a diferença para manter o equilíbrio corporal e evitar danos a nós mesmos.

Em função dessas dificuldades fica clara a obrigatoriedade de um guia ao fazer a trilha, pois como o próprio guia informou no início do trajeto, iria ser chato em tudo aquilo que comprometesse a nossa segurança durante as oito horas de percurso. Com atenção permanente ele cuidou de cada detalhe, cada passo que dávamos, inúmeras vezes se ouvia sua voz dizendo: “Não vai por ali; vem por aqui; aperta novamente as polainas; e muitas outras coisas!

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Trilha Cânion da Pedra – Foto: Luís H. Fritsch
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Trilha Cânion da Pedra – Foto: Luís H. Fritsch
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Trilha Cânion da Pedra – Foto: Luís H. Fritsch

Conforme ganhávamos  experiencia em caminhar sobre esse leito rochoso do Rio Pai José, avançávamos  o percurso  até chegarmos em um ponto da trilha chamado de “Brete”, lugar com paredões verticais de aproximadamente 25 metros de altura, largura de uns 4 metros, onde contém um pequeno poço de água entre os dois paredões, cerca de um  1 metro de profundidade. Lembro do guia contar a história deste lugar, dizendo que ali era uma trilha usada pelos antigos tropeiros e essa é a única passagem para conhecer a cachoeira Anna Schiratta, com queda de 70 metros de altura.

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Trilha Cânion da Pedra – Foto: Luís H. Fritsch
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Trilha Cânion da Pedra – Foto: Luís H. Fritsch
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Trilha Cânion da Pedra – Foto: Luís H. Fritsch
Trilha Cânion da Pedra
Trilha Cânion da Pedra – Cachoeira Anna Schiratta – Foto: Luís H. Fritsch

Características da trilha:

  • Extensão: 4.500 metros;
  • Profundidade máxima no interior do Cânion: 750 metros;
  • Profundidade média no interior do Cânion: 600 metros;
  • Largura: 2.500 metros;
  • Grau de dificuldade: Alto (exige bom condicionamento físico);
  • Vegetação: Mata Atlântica Submontana, Montana e Nebular;
  • Geomorfologia: Formação Serra Geral.

A trilha durou cerca de oito horas. O percurso foi de grande dificuldade, alguns momentos difíceis, porém foram de muita emoção e adrenalina. A natureza é de grande diversidade  e  de paisagens belíssimas o que compensa o cansaço e o esforço para atingir o seu final. Uma experiência fascinante, vale a pena. Recomendo a todos trilhar esse caminho.

Texto: Luís H. Fritsch

Urubici, explore e descubra!

Urubici, explore e descubra!

É praticamente impossível chegar a Urubici sem parar para observar a quantidade enorme de belezas naturais, suas majestosas colinas com seu ar misterioso e saudável, despertando sensações de paz e tranqüilidade.

Terra presenteada pela mãe natureza com uma visão que cativa e uma paisagem deslumbrante, onde o silêncio das matas de araucária é quebrado apenas pelo som das estonteantes cachoeiras e cascatas, pelo uivo do vento tocando as encostas da serra e pelo canto dos pássaros que pousam sobre essas riquezas.

Além do privilégio destas paisagens naturais, Urubici é também uma das cidades mais frias do País, o que a torna ainda mais bela, pois, no inverno, é comum ocorrer fortes geadas e neve que cobrem de branco este cartão postal. Está se transformando em ponto de encontro dos adeptos de esportes radicais, entre eles, o rapel, o parapente, a asa delta e o cross de moto e jeep.Urubici, Capital das Hortaliças e Belezas Naturais, possui ainda: O ponto mais alto habitado do Sul do Brasil; O único Parque Nacional de Conservação Ambiental do Estado; As principais nascentes do Rio Uruguai que são o Rio Canoas e o Rio Pelotas; O maior número de cachoeiras, quedas d’água e cascatas do Sul do Brasil. São mais de 80; A temperatura mais baixa registrada no País: 17º C negativos, em junho de 1996. Informação da Prefeitura Municipal de Urubici.

Pedra Furada vista do Morro da Igreja

A Pedra Furada é uma das muitas maravilhas de nossa região. Como a força da natureza é deslumbrante! A Pedra possui uma abertura com mais de 30 metros de diâmetro . Imponente e de uma beleza impar , meio Mística e envolta em lendas da região,a Pedra Furada atrai turistas de todos os cantos do Brasil e do mundo. Com certeza , quem vem à Urubici obrigatoriamente precisa conhecer a Pedra Furda!

Urubici
Foto: Luís H. Fritsch
Urubici
Foto: Luís H. Fritsch

 

Formação rochosa como uma escultura natural em forma de janela medindo aproximadamente 30 metros de circunferência. É comum baixas temperaturas mesmo no verão, levar agasalhos, melhor período para visitação é das 09:00 horas às 16:00 horas, para a visualização deve-se caminhar 20 metros do local onde se para o carro no alto do Morro da Igreja até a borda à direita junto ao cânion.

Como chegar: Distante a apenas 29 quilômetros do centro da cidade. O acesso possui 13 quilômetros de estrada de chão batido e o restante do percurso é asfaltado.Pode ser vista do Alto do Morro da Igreja,mas está dentro do terreno de propriedade da Aeronáutica.Acesso somente com permissão da Aeronáutica e por trilhas guiadas.

Localização: No alto do Morro da Igreja, situado nas divisas dos municípios, Orleans, B. Jardim da Serra e Urubici, é ponto habitado mais alto do estado de Santa Catarina – Brasil.

Cascata Véu de Noiva

A Cascata Véu de Noiva , assim como muitas outras cascatas da região , é deslumbrante! Tem o formato de um véu , o que deu origem ao seu nome. Com aproximadamente 60 metros de altura, suas águas geladas descem por paredão de basalto cercada de mata nativa. Um dos pontos mais visitados da cidade. Nos dias quentes de verão é possível deliciar-se em suas águas , que descem até um lago no pé da cascata.

A cachoeira está localizada no Parque Nacional de São Joaquim, porém, o único acesso é através de uma propriedade particular, que oferece ao turista uma estrutura simples, mas acolhedora e agradável.

Para chegar à cachoeira, precisa pagar uma taxa simbólica e caminhar por 300 metros em uma estrada de terra que leva à parte baixa da queda, onde há uma piscina natural e pode-se tomar banhos.

Local ideal para prática de rapel principalmente para iniciantes. Taxa de visitação de R$ 2,00 por pessoa.

Informações: www.urubiciveudenoiva.com.br

Urubici
Foto: Luís H. Fritsch

 

Como chegar: Á partir do centro são 12 km de estrada de chão batido até a entrada do Morro da Igreja , depois são mais 6 km de acesso asfaltado, na subida para o morro da Igreja , até a entrada á direita , são mais 1.500 metros até a Cascata.

Localização: A Cascata Véu de noiva , está localizada na subida do Morro da Igreja , á 18 km do centro de Urubici.

Cânion do Espraiado

O Cânion do Espraiado está localizado na parte sul do Campo dos Padres. Esta região está indicada para ser o mais novo Parque Nacional catarinense. Devido a sua magnífica formação escarpada e a sua cachoeira principal, de quase 90 metros de queda, o Cânion do Espraiado é um dos principais atrativos de Urubici e o destino mais procurado pelos amantes das caminhadas em lugares de grande beleza cênica. Este lugar ainda conserva alguns bosques de araucárias, alem de uma fauna rica e variada, com destaque para o Leão Baio ou Puma Americano.

Urubici
Cânion Espraiado. Ao fundo, a Serra do Corvo Branco no município de Urubici/SC – Brasil

Nível do trajeto: médio, com caminhada de até 12 km. Necessidade de 2 dias.

Como chegar: São 30 quilômetros pela SC-439 no sentido Serra do Corvo Branco, ate o começo da trilha. Daqui são mais 9 km de uma belíssima caminhada até o cânion. A volta e feita pelo mesmo caminho.

Localização: A 40 quilômetros da cidade de Urubici, na região do Campo dos Padres e a uma altitude de 1600 metros.

Serra do Corvo Branco

A Serra do Corvo Branco, que fica ao longo da mesma rodovia que dá acesso à estrada do Morro da Igreja. No início da serra, a estrada passa pelo meio de dois enormes paredões de 90 metros de altura, num local que é considerado o maior corte em rocha arenítica do Brasil. A estrada estreita e as curvas que surgem logo em seguida, descendo a serra, deixam o cenário ainda mais interessante.

Urubici

Urubici

A serra recebe este nome devido a uma ave de rara beleza, conhecida como Urubu-rei. Esta ave, de plumagem branca e alguns detalhes coloridos, desconhecida pelos habitantes locais, foi apelidada erroneamente de corvo, originando o nome Corvo Branco.

Localização: Rodovia Estadual SC-370, estrada que liga os municípios de Urubici e Grão Pará, por cerca de 56,5 km, sendo que a diferença de altitude entre as duas cidades é de 805 metros (Grão Pará 110 m e Urubici 915 m acima do nível do mar).

Cachoeira do Avencal

A queda com 100 metros impressiona o turista que vai à parte alta e chega ao mirante (é possível chegar de carro até este ponto). Há também uma tirolesa para os mais aventureiros; mas não há infra-estrutura de serviços como restaurante ou lanchonete. Os adeptos a caminhadas podem chegar à parte baixa da queda por um trilha; mas é recomendado a contratação de um guia de ecoturismo na cidade.

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Foto: Luís H. Fritsch
Urubici
Foto: Luís H. Fritsch

Informações: www.pousadacascatadoavencal.com.br

Como chegar: Aproximadamente a uns 8 km do centro. O acesso é fácil e asfaltado.

Localização: No Morro do Avencal.

Ficou com vontade de conhecer, então inscreva-se no site de nossos parceiros: Novo Norte Turismo

Novo Norte

Assista o vídeo da nossa viagem a Urubici/SC – Brasil

Veja mais: Trekking RS, na inauguração da maior tirolesa das Américas.

Cambará do Sul em 2 dias… Gastando pouco!

Há muito tempo pretendia conhecer esse lugar, tão perto de casa e tão singular…Enfim esse dia chegou fomos entre os dias 27/02 e 28/02/15!27/02 – Saímos de Taquari-RS em direção a Cambará do Sul às 6h e 20min e chegamos as 10h e 30min, uma viagem tranquila pela serra de aproximadamente 280 km…Chegamos e fomos direto para a pousada agendada www.itaimbeleza.tur.br, bem simples tipo uma casa de família; A Lorena a dona é muito atenciosa, dormimos em um beliche por 50 reais a diária com café da manhã (simples mas muito bom, o bolo caseiro de laranja é espetacular).
De lá passamos no mercado para comer alguma coisa, pois no parque não há nada! Percorremos 18 quilômetros por uma estrada de chão em direção ao Parque Nacional Aparatos da Serra para conhecer o Cânion Itaimbezinho e fazer as 2 trilhas: Trilha do vértice (visão de frente do Cânion) e do Cotovelo (visão das bordas do Cânion). A entrada do parque custava 9 reais por pessoa e logo que você passa o pórtico enxerga o estacionamento, fomos em direção ao centro de informações do parque e lá uma moça te explica como funciona as trilha e as durações de cada uma. Escolhemos fazer primeiro a do vértice mais curta com duração de 45 min, a cada mirante uma nova surpresa, o lugar realmente é lindo, uma verdadeira obra de Deus! De todas elas a terceira parada foi a melhor, com vista das 2 cachoeiras.

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Terceiro Mirante

Depois de terminarmos a trilha do vértice em aproximadamente 30 minutos, fomos conhecer a trilha do cotovelo que leva aproximadamente 1 hora e 30 minutos, a grande diferença da primeira é que você anda praticamente metade da trilha em mata fechada, tendo a incrível visão dos cânions nos 600 metros finais. Vale muito a pena!!!

A volta é sempre feita pelo mesmo lugar que se foi, é de fácil acesso e para todas as idades. Acredito que o parque poderia melhorar sua infraestrutura quanto aos mirantes e placas de sinalização, há muito a ser explorado!

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Primeiro Mirante Trilha do Cotovelo

Era quase 13 horas da tarde e fomos em direção ao Parque Nacional da Serra Geral, para conhecer o Cânion Fortaleza (o Maior da América Latina) do centro da cidade fica aproximadamente 25 quilômetros e essa sim é uma estrada complicada (10 quilômetros de asfalto e o resto estrada de chão muito ruim), eram poucos os carros de passeio que se arriscavam a passar, e por sorte não tivemos problemas!

A entrada é grátis e o parque funciona das 08:00 às 18:30; Apesar de ser menos estruturado que o primeiro é o mais belo e com paisagens de tirar o folego, as trilhas são: do Mirante (a melhor de todas, uma das paisagens mais linda que já vi), Borda do cânion, cachoeira do Tigre Preto e Pedra do segredo.

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Borda do cânion Fortaleza

A trilha da pedra do segredo é uma continuação da trilha da cachoeira do Tigre preto, e para chegar na pedra não há outra maneira se não atravessar o lajeado beirando a cachoeira do Tigre preto. Se deve tomar muito cuidado pois quando está muito cheio, as pedras ficam submersas e escorregadiças, precisa de muita atenção. Como fomos sem nenhum guia e a única placa que indicava o caminho para a pedra era pequena e escondida não a encontramos e fomos para a pousada descansar um pouco…
A noite fomos jantar no galpão costaneira, local tradicionalista de farta e boa comida com preço bem acessível, 20 reais buffet livre(sem carne) e 37 reais com carne com queijo servido em uma chapa que ficava na nossa mesa, além do ótimo atendimento.

28/02 – Nesse dia estava marcado fazermos a trilha do Rio do Boi, a principal trilha do interior do cânion que começa em Praia Grande-SC, estava tudo acertando com a empresa www.expedicaokaingang.com.br, na noite anterior recebemos um e-mail informando que não poderíamos fazer a trilha porque o nível da água estava muito alta. A decepção foi grande a expectativa de encontrarmos outras atividades para preencher a lacuna foi maior e visitamos as 3 empresas de turismo da cidade, com a esperança de nos encaixar em alguma atividade programada…mas nada!!!
OBS: Todas as atividades são muito caras se forem feitas em poucas pessoas e como estávamos em 2 nossa única opção era entrar em um grupo já existente para o valor ficar mais acessível.
Resolvemos então voltar ao cânion Fortaleza para encontrar enfim a pedra do segredo, o nível da água estava mais alto que no dia anterior e a neblina era muito grande as 9 horas da manhã, mas nada disso diminuiu nossa vontade de chegar lá…..e conseguimos!!!

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Trilha da pedra do segredo
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A famosa “pedra do segredo”

Antes das 11 horas da manhã estávamos fazendo o check out na pousada quando a proprietária nos falou da cachoeira dos Venâncio, no início confesso que não me animei, mas depois que ela mostrou as fotos do lugar e disse que era a cachoeira mais bonita da região, sem pensar fomos pra lá. É uma área particular a 14 quilômetros do centro de Cambará do Sul/RS, uma estrada de chão bem cuidada, o percurso tem um custo de 7 reais por pessoa com direito a 2 horas de permanência no local. Foi uma maravilhosa Surpresa, a cachoeira é linda além de toda estrutura com mesas e churrasqueira no local; Muitas famílias estavam acampando no lugar, pessoas de todas as idades tomando banho naquelas águas transparentes e renovadoras, as 4 quedas superaram nossas expectativas. Valeu muito a visita!Zoom in (real dimensions: 1600 x 1200)

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Cascata dos Venâncios
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Cascata dos Venâncios

Foi uma viagem espetacular, nunca vou esquecer daqueles paredões e daquele vento forte no rosto quando estava na beira do Maior cânion da América Latina!

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Cânion Fortaleza – Trilha do Mirante
Relato escrito por nosso leitor Isaac Ferro.
Data do relato: Março/2015
Fotos e texto: Isaac Ferro.

 

Conheça o Cânion Itaimbezinho

Itaimbezinho é um nome de origem Tupi-Guarani, ita significa pedra e Ai be afiada. Está localizado entre Cambará do Sul e Praia Grande, no Parque Nacional dos Aparados da Serra, a 18 Km da sede do município. O acesso ao parque é possível através da RS 429 ou pela SC 360, em uma estrada de chão batido.

Sua formação rochosa existe a pelo menos 130 milhões de anos e é um dos maiores do Brasil, sua extensão atinge 5.800 metros e uma largura que varia entre 200 e 600 metros. Sua profundidade máxima é de 720 metros. As paredes de cor amarelada e avermelhada são cobertas, de ponto em ponto, por vegetação baixa. Ao redor do cânion os pinheiros nativos completam a paisagem.

O Rio Perdizes desce as paredes rochosas para formar a cascata Véu de Noiva de uma beleza sem igual, esta cai de uma altura de 700 metros, produzindo uma bruma antes de atingir o fundo do cânion. No azulado do cânion, como gigantesca serpente, o Rio Boi se move preguiçosamente entre as pedras, formando uma série de caprichosas cachoeiras, que deslizam para o vizinho Estado de Santa Catarina.

O Parque Nacional dos Aparados da Serra é administrado pelo IBAMA, cuja sede está localizada no Parque. Lá é possível encontrar lanchonete, banheiros, estacionamento, espaço cultural, além de guias que auxiliam os turistas a realizarem as trilhas do local. São elas:

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Fonte: Renato Grimm

Trilhas:

Trilha do Vértice: a trilha inicia no centro de visitantes do Parque Nacional dos Amparados da Serra, em menos de uma hora de caminhada é possível alcançar a borda do cânion Itaimbezinho, chegando até a queda da cascata Andorinhas.

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Trilha do Vértice – Foto: Lucas Sironi
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Trilha do Vértice, ao fundo (Cachoeira Véu de noiva) – Foto: Luís H. Fritsch

Trilha do cotovelo: uma trilha leve de, aproximadamente, 6,3 quilômetros. A mesma leva até um mirante que proporciona uma visão geral do cânion. O último horário de saída para trilha é as 15:00 horas.

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Trilha do Cotovelo, vista do mirante – Foto: Lucas Sironi
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Trilha do Cotovelo, próximo ao mirante – Foto: Lucas Sironi
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Trilha do Cotovelo – Foto: Luís H. Fritsch

Trilha do Rio do Boi: consiste e em uma trilha longa e cansativa , são 8 quilômetros de ida e volta, podendo durar até 7 horas. É a única trilha que permite acesso no interior do cânion. Ela parte da cidade de Praia Grande. Há diversas travessias pelo rio do Boi, dependendo muito do nível do rio. Ao longo da trilha é possível tomar banhos em piscinas naturais de águas geladas.

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Trilha do Rio do Boi – Foto: Karen Couto
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Trilha do Rio do Boi – Foto: Tamara Viegas
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Início da Trilha do Rio do Boi

Aberto de terça a domingo, das 08h às 17h. Atenção: é proibido acampar, acender fogueira, fazer travessias e levar animais de estimação nos parques.

Ingresso: R$ 6,00 por pessoa. Criança até 7 anos não paga.

Estacionamento: R$ 5,00 (carros leves) / Ônibus: R$ 10,00.

Valores sujeitos a alterações. Confirme com a recepção do parque pelo telefone (54) 3251.1277 / 3504.5289 / 3251.1262.

O Parque Nacional dos Aparados da Serra

Localiza-se no município de Cambará do Sul, na Serra Gaúcha, em meio à região das Hortênsias. Depois de visitar o Itaimbezinho, outras opções estão disponíveis para o deleite dos olhos.
Os Cânions Fortaleza, Malacara e do Faxinalzinho não perdem em beleza. Em São José dos Ausentes o Monte Negro, o Morro Agudo e o Cachoeirão dos Rodrigues aliam a prática do Ecoturismo com a tradição Gaúcha nas Casas de fazenda. Em Bom Jesus e Jaquirana a paisagem dos Campos de Cima da Serra proporcionam momentos mágicos.
O frio é um atrativo extra, chegando no inverno a temperaturas abaixo de zero com ocorrência frequente de geada, podendo nevar. No verão a temperatura situa-se por volta dos 22º C. Em toda região há concentração de araucárias, com sub-bosques de pinheiro-bravo, aroeira e carvalho.
As formações campestres ocorrem em partes onduladas do planalto.
O Lobo-Guará, o Puma americano, a jaguatirica, o Guaraxaim-do-campo, o Urubu-Rei, a Gralha Azul e a Curicaca são representantes da fauna local.

Placa do Parque Nacional da Serra. Dt. mai.2006 Dt. Válida 00/04/2006
Placa do Parque Nacional de Aparatos da Serra
Edição: Luís H. Fritsch

Conheça o Cânion Fortaleza!

Conheça o Cânion Fortaleza!

O Cânion Fortaleza é o principal atrativo do Parque Nacional da Serra Geral. Criado em 1992, o Parque possui 17,5 km 2. O acesso é feito pela C S-012, estrada que é uma continuidade da avenida principal de Cambará do Sul, a Getúlio Vargas. O Parque é administrado pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. O Fortaleza possui 7,5 km de extensão e, em alguns pontos, possui até 900 metros de altura. O nome se deve ao formato de sua estrutura geológica que lembra uma fortaleza.

No Cânion Fortaleza é possível realizar três trilhas. São elas: Mirante do Fortaleza (3,2 km), Cachoeira do Tigre Preto (2 km) e Pedra do Segredo (2,7 km). O acompanhamento de guia/condutor na parte de cima não é obrigatório. Porém, para um passeio mais atrativo e seguro sugerimos a contratação de um profissional. Confira os detalhes de cada trilha:

Cânion Fortaleza

Cânion Fortaleza

Trilha do Mirante
Apresenta um percurso de 3 km (ida e volta). Nesta caminhada é possível observar 95% do Cânion Fortaleza. Em dias claros é possível enxergar parte da planície catarinense e parte do litoral gaúcho. A subida, até o topo, é feita em 1 h 30 min. Aproveite para sentar nas pedras e curtir a vista panorâmica dos paredões e se encantar com o caminho traçado pelo Rio da Pedra, que corre na parte de baixo.

Cânion Fortaleza

Cânion Fortaleza
Vista do alto do Mirante

 Trilha da Cachoeira do Tigre Preto

Esta caminhada apresenta um percurso de 3 km (ida e volta). Nela é possível observar 10% do Cânion Fortaleza e as três quedas d´agua da Cachoeira do Tigre Preto. Antes de visualizar a cachoeira de frente é preciso passar por cima dela. Um lajeado possibilita a caminhada. Seguindo a trilha contemple toda a beleza da cachoeira de frente. A queda d’água têm 400 metros de altura. Quem tiver disposição pode seguir em frente e conhecer a misteriosa Pedra do Segredo.

Cânion Fortaleza
Trilha que leva a Cachoeira do Tigre Preto
Cânion Fortaleza
Cachoeira do Tigre Preto

 Trilha da Pedra do Segredo

Seguindo a trilha da Cachoeira do Tigre Preto é possível chegar até a Pedra do Segredo. A pedra chama a atenção por suas características geológicas. É formada por um bloco monolítico de cinco metros de altura e de aproximadamente 30 toneladas. Mas, o que encanta mesmo os visitantes é o fato dessa grandiosa pedra estar equilibrada em uma base de apenas cinquenta centímetros.

Cânion Fortaleza

Cânion Fortaleza
Vista do Cânion Fortaleza e Pedra do Segredo
Cânion Fortaleza
Pedra do Segredo

 ÓRGÃO RESPONSÁVEL

* ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.

DIAS E HORÁRIOS DE VISITAÇÃO
* Aberto diariamente, das 8h às 17h. Saiba que o Parque Nacional da Serra Geral fecha às 18h e todos os visitantes precisam sair neste horário. Durante a vigência do horário de verão, o Cânion fica aberto até às 18h e a permanência é permitida até às 20h.

DISTÂNCIA
* Do centro de Cambará do Sul (RS): 23,8 km

COMO CHEGAR
* O acesso é via Cambará do Sul (RS). O percurso possui 23,8 km sendo 9,2 km de estrada de terra.

TRANSPORTE PÚBLICO
* Não há ônibus para o atrativo.

INGRESSO / ESTACIONAMENTO
* Entrada e estacionamento gratuitos.

INFRAESTRUTURA
Há um banheiro público no posto de fiscalização do ICMBio, que fica na entrada do Parque.

GUIAS / CONDUTORES
* Na parte alta,  o acompanhamento de guia / condutor não é obrigatório, porém, para que o visitante realize um passeio mais seguro e atrativo sugerimos a contratação de um profissional.

IMPORTANTE
É proibido acampar, acender fogueira, levar bichos de estimação e alimentar animais silvestres, como o graxaim e a gralha-azul.

DICAS
* Use roupas leves e confortáveis, assim como, tênis ou calçados apropriados para caminhadas.
* Leve protetor solar e repelente.
* Obtenha previamente informações sobre as condições da estrada de acesso ao Parque.

CONTATOS ÚTEIS

Parques Nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral
Telefones: (54) 3251.1277 / (54) 3251.1262
Email: parnaaparadosdaserra@icmbio.gov.br
Twitter: http://twitter.com/PNAS_PNSG
Skype: pn.aparadosdaserra.serrageral

Casa do Turista
Telefone: (54) 3251.1320

Secretaria Municipal de Turismo
Telefone: (54) 3251.1557
Email: turismocambara@tca.com.br

Fonte: http://www.cambaraonline.com.br/

Coordenadas Geográficas: 29°03’44.5″S 49°59’15.9″W