Barraca de Trekking, como cuidar!

Nesta postagem irei explanar sobre os cuidados que você deve tomar antes, durante e no retorno do acampamento, alguns cuidados básicos para a sua barraca de trekking durar mais tempo.

Para ficar mais fácil o entendimento, cito abaixo uma lista com 10 itens essenciais para aumentar a vida útil da sua barraca.

1- Como acondicionar a barraca dentro da mochila cargueira

Todos nós sabemos que as barracas costumam vir bem empacotadas com todas as suas partes dentro de um saco que facilita o transporte. Sempre conferir se todas as partes da barraca (Footprint, estacas, varetas, quarto e sobreteto) estão na sacola antes de ir para uma aventura.

  • A dica é você organizar a barraca dentro da mochila de maneira muito mais inteligente, pensando sempre em evitar que suas partes se danifiquem, para isso sugiro organizar da seguinte forma: Coloque o footprint (piso extra), quarto e sobreteto dentro da sacola de transporte, as varetas e estacas (espeques acomode na parte externa da mochila. Caso você venha escorregar ou cair durante a trilha, como as partes estão separadas evitará que ocorra rasgos ou furos tanto no sobre teto, quanto nas áreas do dormitório.
Barraca de Trekking

2 – Proteja sempre o piso da sua barraca de trekking

O piso é uma das partes mais importantes de uma barraca, cuidar dessa parte garante 50% mais de vida útil, isso porque a grande maioria das pessoas monta em lugares indevidos como em solos pedregosos ou em matas fechadas, podem ocorrer rasgos ou furos no piso e vir a entrar água ou formigas, isso seria um grande problema em um acampamento.

  • Para evitar esses problemas algumas marcas desenvolveram os Footprint (piso extra), ele tem a principal função de impedir que você venha a furar o piso da sua barraca.
  • Caso a sua tenda não tenha o footprint, você pode improvisar usando uma lona embaixo da barraca, certifique-se que essa lona extra seja do tamanho do quarto da sua barraca, nunca coloque uma lona que seja maior, pois em dias de chuvas poderá formar poças nessa lona.
Barraca de Trekking
Crédito: Fui Acampar

3 – Evite montar a barraca com sol forte

O sol é um elemento da natureza que sempre está presente em nossas vidas, assim como nós temos que nos proteger e não ficar muito expostos aos raios do sol, a barraca também funciona assim.

Lembre-se que a barraca é construída para ser a sua segunda casa na montanha e durar inúmeros anos, em grande parte das barracas temos as costuras seladas eletronicamente, espalhadas por toda a barraca. Se a barraca vier a passar muito tempo sob o sol forte, poderá acontecer de derreter a cola que impermeabiliza as costuras e assim fazer com que venha descosturar-se em casos graves.

  • Sempre monte a barraca em fins de tarde e desmonte logo pela manhã, assim você evita que a barraca sofra algum dano pelo sol.
  • Caso você esteja em um travessia de trekking, onde você ficará em um acampamento base, a dica é você armar um pequeno toldo em cima da barraca, isso irá protegê-la muito mais, evitando que o sol agrida as costuras da sua tenda.
Barraca de Trekking

4 – Use os esticadores da sua barraca de trekking

Você já deve ter notado que em todos os modelos de barracas, quando adquiridas novas, vem com pequenos cordeletes, estes têm funções que interferem diretamente não só na barraca como um todo, mas sim nas varetas.

Usar esses cordeletes aumentam a vida útil da sua barraca consideravelmente, tem como função deixar a barraca mais estável em situações de ventos fortes ou climas desfavoráveis,  não usá-los pode comprometer a vida útil das varetas da barraca, fazendo com que a vareta em si absorva todos os impactos gerado pelo clima instável.

Sempre que for montar a sua barraca de trekking, certifique-se de prender todos os pontos, inclusive os cordeletes, pois em algumas situações você está no acampamento e o tempo está bom, ao você dormir o tempo muda e começa piorar, aí você terá que levantar e ajeitar tudo novamente para que a barraca não rasgue com a ventania.

Barraca de Trekking


5 – Não deixe restos de comida nos avanços da barraca

Em alguns picos e montanhas do Brasil, existem animais selvagens que circulam durante a noite, e não estou falando de animais de grande porte, mas sim de ratos e formigas. Em uma das principais travessias de trekking do Brasil, conhecida como Serra Fina, há inúmeros ratos que a noite atacam as barracas dos aventureiros em busca de alimentos, fazendo muitas vezes furos ou rasgos nos tecidos da barraca.

  • Para evitar que isso aconteça, sugiro sempre limpar os equipamentos de cozinha e guardar muito bem os restos de comida, não deixe perto da sua barraca durante a noite, os animais pequenos podem fazer grandes estragos em seus equipamentos.
Barraca de Trekking

6 – Usar estacas (espeques) adequados

Você deve estar se perguntando, oq os espeques tem a ver com a vida útil da barraca? Tem tudo a ver! Pois todas as barracas necessitam seu uso, quando acampamos em locais como grama e terra os espeques da nossa barraca são muito bons, caso você venha a acampar na areia ou neve por exemplo, você deverá ter estacas mais longas, isto é de 25 à 30 centímetros aproximadamente, isso dará maior firmeza para a sua barraca e evitará que o espeque desprenda do solo.

Geralmente o que mais acontece nas praias é você não usar o espeque adequado e no meio da noite o espeque se soltar e a lona do sobre teto ficar se debatendo contra o dormitório, isso poderá danificar muito o conjunto todo, fazendo sua barraca durar menos.

Barraca de Trekking

7- Use sabão adequado para lavar a sua barraca de trekking

Para aumentar ainda mais a vida útil da sua barraca, você precisa manter ela sempre limpa após voltar de uma trilha ou travessia de trekking, caso esteja muito suja é recomendado lavar usando sabão ou detergente neutro isto é, que não tenha glicerina em sua composição.

A Glicerina agride o tecido, retirando mais que apenas a sujeira, as vezes, nos piores dos casos pode acontecer de sair a própria selagem do material, fazendo com que não seja mais tão impermeável. Caso não encontre o sabão neutro, pode-se lavar usando água pura, procurar não esfregar o tecido com escovas ou derivados.

  • Sempre que você tiver que lavar a barraca, lembre-se de usar sabão neutro e deixar secar na sombra, nunca no sol para não acontecer o que foi citado no “item 3”.

8- Evite lavar a barraca muitas vezes

A sua barraca funciona como uma jaqueta de membrana impermeável, isso é, quanto mais você lavar, menos impermeável ela será. Quando digo “lavar” me refiro a você apenas limpar usando um pano úmido e depois deixar secar na sombra, evite lavar a sua barraca com a mangueira ou lava jato.

9- Não guarde a barraca molhada

Esse erro acontece frequentemente entre os aventureiros e praticantes de campismo inexperientes, nunca de-se guardar a barraca com seus tecidos molhados, pois ao passar inúmeros dias fechada em sua sacola de transporte, pode vir a mofar, furar e até mesmo rasgar o tecido.

10- Não deixe sua barraca secar montada

Quando você tiver que deixar a sua barraca secar em casa, a dica é desmontar e pendurar no varal, pois se ficar armada, poderá sobrecarregar as presilhas ou elásticos que são presos na vareta.

Barraca de Trekking

Curiosidades

  • Se usar todos os finais de semana, a barraca durará aproximadamente 1 ano;
  • Se vier a usar apenas uma vez por mês, a barraca durará aproximadamente 2 anos;
  • Se usar duas vezes por ano, a barraca durará aproximadamente 3 anos;
  • Se você não fizer uso da barraca, ela durará no máximo 4 anos.

Conheça a mais nova barraca de trekking da Naturehike, conhecida como Star River 2.

Barraca de Trekking

Depois destas inúmeras dicas sobre como aumentar a vida útil de uma barraca de trekking, esperamos que o texto tenha ajudado você e sanado algumas de suas dúvidas, caso ainda tenha alguma, deixe um comentário logo abaixo, se gostou do texto compartilhe com seus amigos.

Barraca Naturehike Star River 2

Barraca Naturehike Star River 2

Hoje vamos apresentar as primeiras impressões sobre a barraca Star River 2 da marca chinesa Naturehike, a barraca é desenvolvida para atender diversos públicos do mundo outdoor como praticantes de montanhismo, escalada, trekking e cicloturismo.

Obtivemos a barraca Star River 2 através da loja parceira Patos do Sul, vale ressaltar que todos os produtos da Naturehike são importados oficialmente pela loja Alta Montanha diretamente da China.

Primeiras impressões

A barraca possuí um design diferente das conhecidas aqui no Brasil, por outro lado, são muito parecidas com as barracas das marcas MSR e Big Agnes fabricadas nos Estados Unidos.

A Star River 2 acomoda tranquilamente 2 pessoas mais duas mochilas cargueiras de tamanho médio em seu quarto, possui duas portas com formato em “U” e um avanço de aproximadamente 65 cm para cada lado. Em situações de emergência é possível dormir em até 3 pessoas dentro da barraca.

Barraca Naturehike Star River 2

A vareta é construída de maneira inteligente e interligadas em três partes, confeccionada em alumínio 7001, dessa maneira garante maior agilidade na hora de montar ou desmontar a barraca.

Barraca Naturehike Star River 2

Um detalhe interessante sobre esse modelo de barraca é que acompanha o Foot Print, este nada mais é que um segundo piso para a barraca, pode ser usado para proteger o chão da barraca em solo pedregoso.

Características conforme fabricante

  • Dimensões:
    • Externa: 2,15 x 2,61 metros
    • Interna (quarto): 1,31 x 1,10 x 2,15 metros
    • Pacote: 45 x 15 cm
    • Avanço: 65 cm
  • Varetas: Alumínio 7001
  • Sobreteto e quarto: Nylon 210T
  • Piso: Polyester oxford 150D
  • Capacidade Coluna D’água: 3000mm
  • Peso: 
    • Foot Print – 0.120 kg
    • Cordeletes e Varetas – 0.200 kg
    • Máximo (Barraca, Sobreteto, Varetas, Espeques, Cordeletes e FootPrint) – aprox. 2.373 kg
  • Capacidade: 2 pessoas
  • Valor aproximado: R$ 1.349,90

Acima você notou que a barraca Star River 2 não é uma das barracas mais leves do mercado nacional, pesando mais de 2kg não pode ser considerada ultralight, no entanto ela tem esse peso para poder aguentar mais em situações adversas como rajadas de vento ou grandes volumes de chuva.

Barraca Naturehike Star River 2

Como montar a barraca

A grande maioria das barracas vendidas nacionalmente são montadas por completas, sendo armadas com dormitório e sobre teto, no entanto a Star River 2 tem um diferencial importante, à duas maneiras para se montar a barraca, conforme for a necessidade do usuário.

O modelo conta com clipes e fivelas nos quatro lados da barraca, isso garante maior agilidade na hora de montar e desmontar.

Montagem 1

Caso a sua necessidade seja ter apenas um abrigo para chuvas ou uma tenda de verão, essa primeira maneira irá lhe encantar.

Barraca Naturehike Star River 2

Montagem 2

Nessa tipo de montagem você irá monta-lá por completa, isto é, usando o Footprint (piso extra) + Dormitório e Sobre-teto.

Barraca Naturehike Star River 2

Para facilitar ainda mais a montagem da barraca, a marca Naturehike preocupou-se de identificar a vareta com duas cores específicas, sendo azul para o lado onde fica a cabeça do usuário e cinza onde fica os pés.

Barraca Naturehike Star River 2
Barraca Naturehike Star River 2

Um dos pontos negativos que observamos durante a montagem, é o fato de o sobre teto não possuir local especifico para acomodar as pontas da vareta central isto é, as pontas da vareta ficam totalmente encostadas no sobre teto (quando montado somente com footprint e sobre teto). Notamos também que a Naturehike reforçou o local onde as pontas da vareta ficam apoiadas, sugerimos para que nos próximos modelos a marca repense melhor a construção dessa barraca.

Detalhes

Para facilitar a montagem do quarto, a Star River conta com presilhas de acrílico que prendem na vareta da barraca, tornando mais rápida e fácil a montagem/desmontagem, possui 3 porta objetos sendo um em cada lado e outro na parte superior. O quarto também conta com gancho para prender a lanterna, localizado no centro da barraca.

Possui zíperes duplos nas duas portas, isso facilita a abertura tanto internamente como externamente, Vale mencionar também que os zíperes possuem lapelas isto é, facilitam o manuseio com luvas.

A barraca conta com uma ampla janela, que possibilita a circulação do ar no interior do dormitório. Ainda estamos realizando testes para comprovar a circulação do ar dentro do quarto, aconselhamos a marca desenvolver para a próxima geração do modelo Star River 2 uma segunda janela de ar, pois acreditamos que em situações adversas de clima o modelo atual pode vir há condensar.

Em breve faremos a avaliação completa da barraca, explicando e mostrando todos os detalhes desse modelo, siga-nos no Youtube para acompanhar todas as novidades sobre equipamentos outdoor.

Se você gostou das nossas primeiras impressões da barraca Star River 2, deixe um comentário logo abaixo. Veja também outras avaliações da marca Naturehike clicando aqui.

Caso você tenha interesse em adquirir esse modelo de barraca, podemos lhe ajudar! A loja Patos do Sul é nossa parceira e sempre nos atendem muito bem, para você que é nosso leitor, tem descontos especiais na compra dessa barraca, entre em contato diretamente com a proprietária da loja, pelo conato (54) 99976-2073, falar com Helen.

Parque Estadual do Marumbi/PR

O Parque Estadual do Marumbi é um complexo de montanhas localizadas na Serra do Mar no estado do Paraná, região sul do Brasil.

A minha aventura começou no dia 31 de Agosto/2018, na cidade de Caxias do Sul/RS, fui convidado pela empresa de Turismo de Aventuras Sol de Indiada a fazer o que é hoje a trilha mais difícil do Brasil, realizada em um dia.

Saímos da cidade de Caxias do Sul por volta de 2:30 horas da manhã de sexta feira com 3 carros, a primeira parada foi para o café da manhã em Lages/SC, nada melhor que tomar aquele café da manhã especial vendo o sol nascer.

Embarcamos nos carros e seguimos viagem, rumo ao Paraná, descemos a Serra da Graciosa e paramos para almoçar no restaurante Casa da Graciosa na cidade de Quatro Barras/PR. Recomendo muito esse local, simples, aconchegante e muito bom.

Dali em diante seguimos para a Estação Ferroviária Engenheiro Lange, a estrada que leva para a estação é um tanto íngreme, não recomendada para veículos sem tração 4×4, essa estrada também faz parte do final do Caminho de Itupava.

Na estação Lange era hora de tirar as mochilas dos veículos 4×4 e colocar nas costas, seguir por uma trilha demarcada em meio a mata até a Estação Marumbi, a trilha tem aproximadamente 1000 metros de distância, um caminho fácil, mas muito bonito.

Já na estação do Marumbi, deixamos as mochilas cargueiras na administração da estação e seguimos com as mochilas de ataque para explorar o primeiro caminho, a trilha do Rochedinho. Essa trilha é nível fácil, sem grandes obstáculos, mas é necessário atenção de quem a percorre, pois em alguns pontos você passa por algumas cristas de montanha um pouco íngremes e vertiginosas.

Parque Estadual do Marumbi/PR
Crédito: Luís H. Fritsch

Do alto do Morro Rochedinho é possível avistar as estações de trem e boa parte do complexo do Marumbi, a paisagem compensa o esforço da caminhada.

Lembre-se sempre de avisar os funcionários da administração do parque o lugar que você vai e quantas pessoas vão com você, isso é primordial para manter a segurança de todos dentro do Parque Nacional do Marumbi.

Parque Estadual do Marumbi/PR
Crédito: Luís H. Fritsch

Parque Estadual do Marumbi/PR
Crédito: Luís H. Fritsch

Parque Estadual do Marumbi/PR
Crédito: Luís H. Fritsch

Depois de tirar algumas fotos no alto do Morro do Rochedinho, descemos por uma outra trilha que dá acesso ao famoso Viaduto do Carvalho (Viaduto que liga os túneis 4 e 5 da ferrovia Paranaguá-Curitiba. Assentado sobre 5 pilares de alvenaria e em curva, sua posição faz parecer que o trem flutua no vazio. É um dos cartões postais mais famosos do estado).

Parque Estadual do Marumbi/PR
Crédito: Luís H. Fritsch

Dali em diante seguimos pela estrada de ferro até a estação Marumbi, montamos as barracas, jantamos e por volta das 9:00 já estávamos todos acomodados para dormir.

Trilha do Pico Marumbi, considerada a trilha mais difícil do Brasil realizada em um dia!

Acordamos por volta de 5:00 horas da manhã, tomamos aquele café especial sem pressa, arrumamos as mochilas de ataque. Dentro da minha, continha cerca de 5 litros de água, 2 batatas doces, 200 gramas de amendoim, barras de cereais, de vestuário continha uma blusa x-power Solo Polartec e um corta vento Fearless Conquista Montanhismo, também levei 2 maquinas fotográficas para registar a aventura e lanterna de cabeça.

Às 7:00 da manhã demos início a caminhada, lembro de o guia Evandro Clunc falar assim “caminhe como um velho, chegue como um novo” tínhamos que caminhar devagar, mas progressivamente.

A trilha que escolhemos fazer foi a Noroeste (vermelha) para subir e alcançar os seguintes pontos: Abrolhos (1200 metros), Ponta do Tigre (1400 metros), Gigante (1497 metros) e Olimpo (1539 metros de altitude). A descida seria realizada pela trilha Frontal (Branca), veja o mapa abaixo para entender as trilhas:

Parque Estadual do Marumbi/PR

A trilha possui inúmeros trechos de escalaminhada, vias ferrata, cordas e correntes de fixação, além de tudo isso a muita vegetação aos arredores das trilhas, em alguns pontos é necessário agarrar-se nas raízes e arvores para subir ou descer algum obstáculo.

Parque Estadual do Marumbi/PR
Crédito: Karine Grison

Chegamos no Abrolhos em cerca de 2:30 horas de duração, uma subida um tanto inclinada, passando por cristas de morros e paredões gigantescos, a visão que se tem lá do alto (1200 metros de altitude) é incrivelmente linda, pode se falar que é recompensadora depois de tantos degraus e esforço físico para se chegar até lá.

Parque Estadual do Marumbi/PR
Crédito: Luís H. Fritsch

Parque Estadual do Marumbi/PR
Crédito: Luís H. Fritsch

Após alguns minutos retornamos a trilha vermelha com sentido a Ponta do Tigre, nessa parte da subida você passa pelo vale das lágrimas e chega na Catedral (tem este nome em função de um conjunto de pedras gigantescas encaixadas uma nas outras, formando uma especie de gruta enorme e imponente, neste local fizemos uma parada estratégica para repor energias.

Depois de muita subida, combatendo o medo de altura, enfrentando todo o terreno acidentado desse trajeto, chegamos a Ponta do Tigre, local onde escolhemos para almoçar.

Parque Estadual do Marumbi/PR
Crédito: Evandro Clunc

Sentado em um gigante bloco de pedra, avistamos o Abrolhos, podíamos ver pessoas no alto daquele morro como se fossem “cabeças de percevejo”, isto nos faz pensar, o quanto somos pequenos diante dessa grandiosidade da natureza chamado Marumbi. Devemos preservar ao máximo lugares como este, para que um dia nossos filhos possam se aventurar por lugares de tirar o fôlego como são estas montanhas paranaenses.

Parque Estadual do Marumbi/PR
Crédito: Luís H. Fritsch

Cerca de 30 minutos depois seguíamos para o Gigante e Olimpo, notei que o caminho entre a Ponta do Tigre e o Olimpo era um pouco menos íngreme, mas o corpo já apresentava sintomas de cansaço. Ao chegar no cume de 1539 metros, fiquei aliviado, estava no alto do Marumbi, metade do percurso estava feito, ficamos ali por cerca de 20 minutos, a neblina era intensa, não avistamos nada além de nós mesmos.

Parque Estadual do Marumbi/PR
Crédito: Luís H. Fritsch

Era hora de continuar, agora seria o trajeto todo de descida, aí você se pergunta! “Agora ficou fácil, na descida todo o santo ajuda”. Digo a vocês, descer trilhas é muito mais difícil que subir, pois na descida todo o seu peso + mochila com carga está apoiada em suas pernas, joelhos e pés, é preciso tomar muito cuidado ao transpassar obstáculos, sejam eles de via ferrata, degraus ou pedras lisas, pois é muito fácil ocorrer lesões, descemos tranquilamente pela trilha Frontal (Branca).

O caminho de volta é bem mais curto do que o da ida, mas é mais íngreme, é necessário muito cuidado nas vias ferrata, desci devagar, olhando em cada lugar onde afirmar os pés, mãos e combatendo constantemente o meu medo de altura.

Parque Estadual do Marumbi/PR
Crédito: Evandro Clunc

Essa aventura não deve ser realizada por pessoas sem preparo físico, não é indicada para pessoas com problemas de articulações ou sobrepeso. Para aqueles que querem se desafiar e combater seus medos essa é a trilha perfeita para você testar seus limites físicos e psicológicos.

Chegamos no acampamento por volta de 18:30 minutos, foram cerca de 6:30 minutos subindo e 5:00 descendo, isso em 11, 42 quilômetros, posso dizer com todas as convicções que essa trilha pode ser considerada a mais difícil do Brasil realizada em um dia.

Desbravando o Complexo Marumbi/PR


Caso você tenha interesse em fazer essa aventura com a gente, inscreva-se na edição 2019!

Estância Pé da Serra

Apresento a vocês um dos lugares mais belos do Sul do Brasil, localizado ao Pé da Serra do Rio do Rastro, essa que é uma das mais lindas estradas do mundo.

A Estância Pé da Serra está localizada na cidade de Lauro Miller/SC, conta com uma ampla infraestrutura para atender os mais diversos públicos, desde atividade com escolas, escoteiros, viajantes, aventureiros, montanhistas e claro com a família toda.

Estância Pé da Serra
Crédito: Luís H. Fritsch

Estância Pé da Serra
Crédito: Luís H. Fritsch

Estância Pé da Serra
Crédito: Luís H. Fritsch

Estrutura:

O local possui diversos tipos de acomodações, dentre eles estão, camping estruturado e casas rusticas feitas de madeira nobre que acomodam inúmeras pessoas.

A estância conta ainda com banheiros masculino e feminino divididos, chuveiros quentes, cozinha completa e geladeira em todas as acomodações.

Esportes e Lazer:

Na estância Pé da Serra a inúmeras opções de lazer, podendo o turista fazer diversas trilhas em meio a mata atlântica, uma delas leva à uma cachoeira escondida de aproximadamente 100 metros de altura, as trilhas são bem marcadas, caso você não se sinta seguro de percorre-las sozinho, a funcionários que podem lhe acompanhar.

No lugar também é possível fazer turismo rural, passeios de quadriciclo e pesca esportiva.

Para quem gosta de andar de bike, o local é perfeito para aventurar-se pelas estradas coloniais sempre com vista das cristas e montanhas da Serra Geral.

Estância Pé da Serra
Crédito: Luís H. Fritsch

Estância Pé da Serra
Crédito: Luís H. Fritsch

Estância Pé da Serra
Crédito: Luís H. Fritsch

O que mais chama a atenção na estância Pé da Serra é o visual que se tem principalmente no amanhecer e fins de tarde, a fazenda está a cerca de 750 metros de altitude, de onde é possível ver grande parte da Serra Geral e a famosa Serra do Rio do Rastro.

Se você é uma pessoa que procura um bom lugar para passar os fins de semana, recomendamos conhecer e se encantar com a estância Pé da Serra!

Informações de contato:

Para mais informações você confere no site Estância Pé da Serra, converse com o proprietário Mercilo João Rigor.- pelo contato via e-mail: contato@estanciapedaserra.com.

Telefone: (48) 9-9166-9223

Alimentação Vegana

Escrevi este texto com o intuito de auxiliar trilheiras(o) na hora de separar os alimentos e levar para as trilhas, como não encontrei nada na internet que falasse sobre alimentação vegana nas trilhas, resolvi então escrever sobre o que costumo levar em minhas viagens.

Se você parar pra pensar, rapidamente, em alimentos que você levaria pra trilha, provavelmente pensaria em itens práticos, de fácil cozimento (ou sem necessidade de cozinhar), e por aí vai. Então, dentro desses “pré-requisitos”, tranquilamente pensaria: Miojo (massa instantânea); bolacha recheada, chocolate e etc.

Porém, acredito que muitos trilheiros tem um propósito que vai bem além de simplesmente caminhar por aí. É uma forma de se conectar, um meio de se aproximar de algo latente que nos faz sentir mais vivos. É um jeito simples de perceber o divino em um nascer do sol, em gotas de orvalho ao acordar, em sentir sua essência de paz infinita e imperturbável apenas ao admirar uma grande e prateada lua no céu estrelado.

Mas aí você se pergunta: peraí, esse texto não era sobre alimentação vegana? Por que falar da natureza agora então? Justamente… Quando nos alimentamos adequadamente, de forma a não pesar no corpo, e sim nutrir, a gente sente que essa conexão que se busca fica bem mais fácil de alcançar.

No meu cotidiano busco conciliar minha rotina a um estilo de vida saudável. Sou instrutora e praticante de yoga. Sou vegana. Entendo a alimentação como algo fundamental na saúde física e mental. Não adianta apenas comer. É preciso se alimentar. E por que isso precisa ser mudado nos
momentos em que busco me aproximar da minha paz através do contato com a natureza?

Então quando comecei a trilhar, inciei minhas buscas de dicas de alimentação vegana nas trilhas e… praticamente NADA. Simplesmente não tem trilheira vegana. Ou elas estão escondidas (risos).

Mas aqui sigo na ideia de não apenas manter uma alimentação vegana, mas também saudável. Porque passar comendo pão e bolacha na trilha foge completamente do meu contexto de “se alimentar”. Passa a ser apenas “comer”.

Foi aí que resolvi escrever sobre isso. Vai que alguém hora dessas também tem essa mesma vibe? Não precisa ser vegana, mas simpatizar com a ideia de uma alimentação saudável e que dê energia para caminhar e concluir a trilha com sorriso no rosto, corpo e mente íntegros.

Então comecei a pensar em alimentos que durem, não amassem facilmente, cozinhem rápido quando necessário o cozimento, sejam nutritivos e não pesem tanto. Ufa! A lista não pareceu facilmente preenchível no início. Mas aos poucos fui elaborando kits de almoço/janta, lanches e café da manhã que coubessem nesses requisitos que achei necessários para as aventuras. E aí achei bacana compartilhar algumas ideias, lembrando que estou sempre na busca e experimentando novas possibilidades de comidinhas bacanas pra acrescentar e variar os cardápios, principalmente em travessias.

Primeiramente, pensando no quesito “arroz”, como em trilhas a gente busca rápido cozimento, se não quiser utilizar aquele arroz pronto “Vapza”, o interessante é levar arroz branco ou basmati (um tipo de arroz muito utilizado na culinária indiana, delicioso por sinal). No meu dia-a-dia dou preferência ao arroz integral, mas na trilha ele acaba perdendo pontos pelo tempo maior de cozimento e economia de gás.

Dá para montar vários kits a partir desse simples ingrediente, como por exemplo risotos com inúmeras possibilidades: de amêndoas laminadas com damasco picado; tomate seco com temperos verdes; pêra com temperos (gosto de usar algo apimentado pra dar contraste quando uso frutas secas; o doce com pimenta fica delicioso); funghi ou algum outro cogumelo; etc. Faço também kit de arroz com lentilha rosa, que cozinha super rápido. Então cozinho os dois juntos, porque também busco usar o mínimo de panela possível (de um modo geral uso apenas uma). Junto do arroz dá pra acrescentar quinoa e/ou amaranto em grãos, que são ricos em proteínas. Também fica legal um arroz com sementes de abóbora e girassol descascadas, que são super nutritivas e ricas em proteínas. Ervilha seca é uma boa pedida pra cozinhar junto do arroz também, fica uma refeição completa.

Também há pouco descobri uma marca de produtos bem boa, que tem massas que cozinham super rápido e são hiper protéicas (tem de feijão azuki, feijão preto, soja, dentre outras). A marca é “Fit Food”. Não são produtos baratos, mas valem a pena, pois os ingredientes também são orgânicos.
Quando faço massa, procuro temperar com azeite de oliva e curry, dá um sabor legal.

Outros ingredientes que achei interessantes e com ótimo custo-benefício, são os grãos cozidos da marca “Camil”. Eles tem feijão, lentilha e outros produtos. Tem opção já temperada e não temperada. Particularmente prefiro a não temperada, pois gosto de dar o sabor que gosto com os temperos que estou acostumada. Ademais, dependendo da aventura, a escassez de água pode exigir que se dê uma maneirada nos temperos para não dar muita sede.

Recentemente comprei um produto que é uma seleta de legumes prontos para o consumo, temperados com sal. Não recordo a marca, mas acho uma opção interessante para consumo de legumes dependendo da trilha. Isso porque em travessias não tem como carregar legumes frescos na cargueira. Além da probabilidade de estragar e/ou amassar, é um peso e tanto. Então tem
essas opções deles prontos pra não deixar de comer alguns legumes ao longo da aventura.

Gosto de fazer em casa um tempero que é ótimo para levar nas trilhas e travessias, pois é um tempero nutritivo. Eu misturo gergelim, semente de abóbora, semente de girassol (todas descascadas) e sal. Torro levemente e trituro tudo junto. Fica delicioso e muito rico.

Bom… Até agora só falei de comidas para refeições mais elaboradas, mas sabemos que além do café da manhã, é importante ter alimentos nutritivos ao longo da trilha, então chegamos no momento de falar dos snacks!

Os snacks e o café da manhã faço com os mesmos ingredientes. Costumo levar frutas secas pela praticidade e por não estragarem como as frutas in natura (claro que adoraria ter frutas frescas ao longo da jornada, mas elas estragam muito fácil na cargueira. Dependendo da trilha, se for algo curto
dá pra levar com certeza). Dentre essas frutas, o mais comum é banana desidratada, tâmaras (prefito a tâmara Medjol, que dá mais saciedade), damasco, uva passa, coco seco, dentre outras. Tem várias, como manga, goiaba, pêra, … Mas acabo sempre levando as mesmas.

Sempre carrego comigo as oleaginosas, que são boas fontes de energia e gordura do bem, e super combinam com as frutas secas. Levo nozes, amêndoas, amendoim (também na versão doce – pé de moleque –, porque ninguém é de ferro), castanhas, avelã, e acho bem bom levar também aquelas
mesmas sementes que uso para fazer o tempero (abóbora e girassol descascadas), pois são proteicas.

E o velho – e às vezes considerado bandido – pão. Não deixo de comer. Opto pelas versões integrais, eu prefiro. Para passar no pão, gosto de levar pasta de amendoim e/ou tahine (pasta de gergelim), que são boas fontes de gordura e proteína. E levo também melado, acho a combinação ótima. Se quiser uma versão de sanduíche salgado, dá pra rechear com essas pastas e os legumes que falei antes, ou até mesmo aquele tempero caseiro de sementes. Fica bem gostoso. Ou misturar tudo (risos), na hora da fome a gente come o que vê pela frente!

Uma coisa bacana para os primeiros dias de travessia ou para trilhas mais curtas, é levar cenoura. Ela resiste bem e não amassa. Serve para o almoço/janta e também nos lanches. Eu adoro comer cenoura crua!

Pensando em uma opção mais fácil e ainda saudável, gosto muito das barra de cereal da marca Hart’s (busco patrocínio hahaha). Eles tem várias opções, todas de-li-ci-o-sas! São barras raw (sem cozimento, o que mantem o alimento com 100% de aproveitamento dos nutrientes) e tem umas especiais que são ricas em proteínas. E o melhor: todas veganas!

Enfim! Não sou nutricionista e estou longe disso. Sou apenas uma Yogue trilheira que gosta de manter a alimentação ao longo das trilhas e travessias na mesma linha e na mesma vibe de vida que levo: sempre em busca de saúde e bem-estar. As dicas que dou são baseadas na minha experiência, gosto e pesquisas que fiz. Cada um conhece seu corpo e o melhor sempre é estar atento e consciente naquilo que o próprio corpo pede.

Espero ter contribuído de alguma forma e auxiliado a galera que busca manter uma alimentação saudável também nas suas aventuras!

Até breve,
Manoela Pellenz Barbieri Schiavenin – Junho/2018

Barraca Windy NTK

Hoje vamos falar sobre uma das barracas mais baratas vendidas no mercado nacional, a barraca Windy da marca NTK (Nautika Lazer).

Em parceria com a loja Extreme Outdoor, realizamos nesse último fim de semana uma breve avaliação deste modelo em meio ao evento do Trip Montanha, que aconteceu no Cânion Espraiado na cidade de Urubici/SC.

Primeiras impressões:

A barraca Windy é destinada para pessoas iniciantes no mundo das aventuras, recomendada para camping, travessia de trekking ou cicloturismo.

O modelo Windy 1 é totalmente autoportante, fabricado com tecido 100% poliéster com tratamento impermeabilizante de  poliuretano que garantem cerca de 2.500 milímetros de coluna de água no sobre teto e piso, o quarto é destinado para apenas 1 pessoa e seus equipamentos, possui tela mosquiteiro ultra fino e uma única porta.

Barraca Windy NTK

Barraca Windy NTK

Barraca Windy NTK

Conta com 3 varetas de fibra de vidro de maior diâmetro, interligadas por elástico interno e fabricadas com material 100% virgem com sistema NANO-FIBER.

O piso no entanto é fabricado de poliéster de alta resistência, anti-fungos e sem costuras.

Especificações técnicas:

  • Medidas: 2,5m x 1,5m x 85cm
  • Peso: 1,9kg
  • Material:
  • Sobre teto: 100% poliéster impermeabilizado com poliuretano 2.500 mm de coluna d’água com retardante de fogo padrão CPAI-84
  • Estrutura: Varetas de fibra de vidro de maior diâmetro, interligadas por elástico interno e fabricadas com material 100% virgem com sistema NANO-FIBER
  • Dormitório: 100% poliéster respirável para máximo conforto e durabilidade
  • Tela: Mosquiteiro de poliéster super fino (NO SEE –UM) que evita até os menores insetos e mosquitos
  • Piso: Poliéster de alta resistência, anti-fungos e sem costuras, evita qualquer vazamento de água
  • Cor: verde limão
  • Coluna d’água: 2500mm
  • Costuras seladas: SIM
  • Acesso: 1 porta com tela mosquiteiro
  • Sobre teto com ventilação

Barraca Windy NTK

Onde comprar: Loja Extreme Outdoor

Durante a montagem da barraca Windy estava anoitecendo e ventando, senti um pouco de dificuldade em montar a estrutura, pois os passantes de varetas são totalmente feitos com uma telinha e são contínuos do começo ao fim.

Barraca Windy NTK

Barraca Windy NTK

O sobre teto é preso na estrutura através de cordinhas, essas são amarradas nas varetas, particularmente não gosto muito deste tipo de amarração, pois em situações de muito vento ou chuva, a montagem é lenta, se tiver usando luvas então é bem mais complicado.

Depois de montada, fixada e esticada em todos os lados, a barraca Windy é muito estável contra ventos, possui boa aerodinâmica.

Barraca Windy NTK

Acredito que o fabricante apenas podia melhorar as  cordinhas de fixação da barraca, pois elas não são reflexivas, isso pode ser um ponto desfavorável, pois ao se afastar da barraca, não é possível enxerga-lás, se não termos cuidado na hora de entrar ou sair da barraca é bem capas de tropeçar em algum dos esticadores e vir a danificar a barraca.

O quarto/mosquiteiro é muito parecido com um sarcófago, na sua maior largura tem aproximadamente 85 cm e de comprimento cerca de 2,5 m, isso é muito bom para acomodar seus pertences dentro da barraca com segurança.

Conta com um avanço de aproximadamente 50 cm, onde é possível acomodar fogareiro, panelas, botas e mochila de 30 litros. Não é recomendado usar o avanço para cozinhar os alimentos.

Barraca Windy NTK

Armamos a barraca e não dormimos dentro, apenas deixamos para ver como ela se comportava em locais com ventos fortes, nesta próxima semana estaremos fazendo a travessia da Ponta da Juatinga/RJ em 7 dias de trekking, nesta viagem poderemos tirar outras conclusões sobre esse modelo de barraca e em breve estaremos fazendo a avaliação final, aguardem!

Base Camp Naturehike

A cerca de alguns dias recebemos alguns produtos da marca Chinesa Naturehike, através da loja parceira Patos do Sul, para que possamos avaliar sua eficiência e tecnologias empregadas, dentre os equipamentos recebemos o Fogareiro Base Camp e o protetor de vento Wind Shield.

Sobre a marca:

Fundada em 2005, a Naturehike é uma marca de produtos para atividades ao ar livre. Segue um conceito de “light outdoor travel” e tem como compromisso desenvolver produtos leves e de alta qualidade. É uma empresa especializada em pesquisa e desenvolvimento, design e fabricação de equipamentos outdoor. Nosso mercado compreende produtos para hiking, escalada, camping e outras atividades ao ar livre.

A marca Naturehike entrou no cenário nacional de produtos para atividades ao ar livre a pouco tempo, desde seu inicio trouxe grandes produtos e tecnologias, coisas que só eram vistas fora do Brasil.

Um exemplo disso são as barracas, elas possuem grande praticidade em sua montagem, materiais de primeira linha são usados em sua fabricação e seu preço é competitivo em relação a grandes marcas mundiais. Já tivemos a oportunidade de avaliar a Barraca Cirrus 2, clique aqui e conheça todos os seus detalhes.

Primeiras impressões

O Fogareiro Base Camp, é um item indispensável para todo o aventureiro autônomo, alguns detalhes nos chamou a atenção como: o queimador é de tamanho grande e possui cerca de 3500 w de força, as hastes de sustentação permitem usar diferentes tipos de panelas, conta com três (03) pés articulados para maior estabilização ao solo e também uma mangueira de combustível que mantém o gás afastado do queimador cerca de 30 à 35 centímetros para maior segurança dos usuários.

Base Camp

O Fogareiro é construído com materiais duráveis como aço inoxidável, liga de alumínio e cobre, possui um tamanho de 15 x 15 centímetros aberto e 10,5 x 9 x 6 centímetros fechado, pesando aproximadamente 290 gramas, é facilmente guardado dentro de um estojo de plástico que acompanha o produto.

Base Camp

A válvula desse fogareiro está localizada junto a rosca onde o cartucho de gás é roscado, isso garante maior segurança na hora de opera-lo, o fogareiro Base Camp Naturehike também conta com acendedor automático, o que facilita muito o seu uso.

Base Camp

Base Camp

Base Camp

Especificações técnicas

  • Material: aço Inoxidável, liga de alumínio, cobre
  • Tamanho dobrando: 10.5 x 9 x 6 cm
  • Tamanho aberto: 15 x 15 cm
  • Força do fogo: 3500w
  • Peso: 290 gramas
  • Acompanha estojo de plástico

Outro item indispensável para usar em conjunto com o Fogareiro Base Camp é o protetor de vento Wind Shield Naturehike, tem a função primeiramente de impedir que o fogareiro apague ou perca eficiência em situações de ventos fortes, fazendo com que você poupe mais gás.

protetor de vento Wind Shield Naturehike

O protetor de vento é dobrável, constituído de 8 partes interligadas feitas com liga de alumínio, pesa cerca de 200 gramas. Possui as seguintes medidas: 67 x 24 cm (aberto) e 24 x 8,5 x 1,5 cm (fechado).

protetor de vento Wind Shield Naturehike

Conta também com duas hastes que se unem, isso garante mais estabilidade ao conjunto.

Outro detalhe interessante é as arestas na parte de baixo das laminas, estas tem duas funções, a primeira é de auxiliar a passagem da mangueira que liga o fogareiro com o cartucho de gás. A segunda função é para melhorar suas fixação ao solo (em terrenos lamacentos é possível enterrar as laminas do protetor, aumentando assim a eficácia de todo o conjunto).

protetor de vento Wind Shield Naturehike

protetor de vento Wind Shield Naturehike

No vídeo abaixo é possível ver como usar o fogareiro e o protetor de vento

Na loja Patos do Sul você encontra estes dois produtos essenciais para o seu acampamento.

Caso você tenha mais alguma dúvida sobre esses dois equipamentos, escreva um comentário logo abaixo:

Praia de Naufragados

Há um bom tempo essa travessia de trekking na Praia de Naufragados estava em meus planos,  por falta de meios, de companhia ou tempo ficava adiando a exploração dessa praia, localizada no extremo sul da Ilha de Florianópolis/SC.

Em conversas com alguns amigos decidimos que iríamos fazer essa aventura nos dias 3 e 4 de Março de 2018, mas tínhamos alguns empecílios em relação a trilha.

A grande maioria das pessoas fazem essa trilha começando pela costa oste da ilha de Florianópolis, saindo de Caieira até a Praia de Naufragados, este é um caminho de trilhas abertas, bem sinalizadas, com aproximadamente 50 minutos de duração. Ao meu ver essa caminhada seria muito fácil, nosso grupo de amigos queria algo mais desafiador. Pensando assim, sabíamos que havia uma trilha antiga que começava na Praia da Solidão, passava pela Praia do Saquinho e chegava na Praia de Naufragados, com aproximadamente 10 quilômetros de extensão.

Então resolvemos buscar mais informações sobre essa trilha, conversamos com moradores locais, amigos/conhecidos do mundo virtual e todos diziam que essa trilha existia de fato, mas não sabiam se ela se encontrava aberta/transitável.

O segundo passo da busca de informações era procurar mapas, trilhas que pudessem ser anexadas no GPS de trilha, para que assim conseguíssemos seguir, sem que ficássemos perdidos pelo caminho.

Encontramos um mapa muito bom no site Wikiloc, que mostrava o início da trilha em Açores até Naufragados, e retornava pelo lado oeste da ilha passando pela Caieira e cruzando do oeste para o leste até o fim do caminho na Praia da Solidão. Abaixo o mapa dessa trilha:

Praia de Naufragados

Altimetria de Naufragados
Distância percorrida: 13 km; Acúmulo de subida: 841 m; Acúmulo de descida: 870 m.

No dia 3 de Março as 10 h 10 min  da manhã iniciamos a trilha, seguindo usando um aparelho GPS Garmim eTrax 20, o início da trilha é tranquila, construída de concreto sem obstáculos, algumas subidas e descidas, seguindo assim até a praia do Saquinho, dali em diante seguimos a trilha propriamente dita, essa estava em boas condições, em alguns pontos a mata fechava quase por completa, mas sem grandes dificuldades, não precisamos nem ao menos retirar o facão da mochila. A trilha segue praticamente toda por dentro da mata nativa e em pequenas partes é possível visualizar a costa e o mar.

Praia de Naufragados

Praia de Naufragados

Praia de Naufragados

Durante a trilha, conversávamos sobre essa praia. Como seria incrível acampar por ali, praia deserta, apenas nós e a natureza. Enfim depois de algumas horas de trilhas, cruzando córregos, subindo e descendo morros chegamos na orla de Naufragados.

A primeira impressão não foi das melhores

A praia estava tomada por banhistas, pessoas que chegavam ali de todos os lados, uns vinham através de embarcações, outros pela trilha que começa na Caieira, uma praia que tinha tudo para ser linda e preservada, estava tomada por pessoas, ouvindo músicas em alto som, bebendo, fazendo algazarras e deixando lixo em tudo que é canto da praia. Chegar e ver tudo aquilo acontecendo na frente de meus olhos foi muito triste.

Conforme caminhávamos pela areia, chegando no rio que desaguá na Praia de Naufragados, mais pessoas estavam a banhar-se no rio, nas margens mais lixos jogados ali. Acredito que estavam na praia/rio aproximadamente mais de 200 pessoas.

Isso gera uma degradação do local muito intensa, os órgãos públicos deveriam tomar precauções para combater esse tipo de atrocidades feitas na natureza.

Olhávamos para as nuvens que vinham a nosso encontro e parecia que estava prestes a ter um temporal, logo seguimos pelas margens do rio, procurando um lugar seguro para montar o acampamento, o local escolhido foi em meio a vegetação de árvores perto do rio, em um pequeno espaço que cabiam não mais que 4 barracas.

Praia de Naufragados

Praia de Naufragados

Conforme as nuvens se aproximavam, os banhistas iam embora, deixando a praia cada vez menos ocupada, lá pelas 18 h já não havia mais que 20 pessoas na praia, armamos nosso acampamento e fomos tomar aquele banho de rio maravilhoso, a água estava morna e apenas ouvíamos o barulho do vento e alguns pássaros cantando.

Junto as nuvens de chuva o sol caia no horizonte lentamente, deixando apenas algumas cores refletidas nas águas do rio.

Praia de Naufragados

Depois do pôr do sol começou a cair uma chuva fraca, conforme ia passando o tempo a chuva ficou mais intensa, resolvemos então dar uma cochilada dentro da barraca. Passado cerca de uma hora, era hora de fazer o jantar. Após nos alimentarmos bem, a chuva começou novamente e fomos dormir.

Dia 4 de Março de 2018, levantamos cedo, por volta de 6:30 da manhã, preparamos o café da manhã, desmontamos o acampamento, organizamos as nossas mochilas e começamos a nossa trilha de volta à civilização.

O caminho que iríamos percorrer seriam de aproximadamente de 10 quilômetros, a trilha indicava para o lado direito da Praia de Naufragados. Este caminho leva até o farol e ao porto.

Praia de Naufragados

À primeira vista, o farol de Naufragados se encontra totalmente abandonado, a placa que contém informações sobre o farol encontra-se inteiramente degradada. Fiquei chateado ao encontrar todo esse descaso com um ponto turístico tão importante do estado de Santa Catarina/Brasil.

Praia de Naufragados

Seguimos em direção à Praia da Caieira, onde de lá iríamos procurar uma antiga trilha que faz a travessia do lado oste para o leste, assim terminando o trekking na Praia do Saquinho.

Ao chegarmos na Caieira, o clima estava chuvoso, aos poucos a chuva ia aumentando cada vez mais, tentamos encontrar a trilha, mas sem sucesso, resolvemos então conversar com os moradores locais, para saber se alguém sabia a respeito dessa trilha. Conversando com um ou outro morador, encontramos o proprietário das terras que dava acesso ao começo dessa trilha antiga, ele nos disse que a trilha existia mesmo, mas há muito tempo ninguém passava por lá, certamente estaria totalmente fechada pelo mato.

Nos reunimos e resolvemos abortar o restante da caminhada, logo encontramos uma parada de ônibus, pegamos o ônibus urbano com sentido ao Terminal Rodoviário TIRIO Tavares e depois pegamos outro ônibus até a praia de Açores, que fica ao lado da Praia da Solidão. A passagem custou R$ 4,20 por pessoa, sendo que pagamos 1 passagem apenas por pessoa para ir até o terminal e de lá pegamos outro ônibus até Açores sem pagar nada a mais, isto é. Caso você não saia do terminal rodoviário, é possível ir do norte até o sul da ilha de Florianópolis pagando apenas uma passagem de ônibus.

Praia de Naufragados

Mirante Gelain na Serra Gaúcha

Inaugurado em 1996, na primeira administração do ex-prefeito Renato Cavagnoli, o Mirante Gelain está numa propriedade doada pela família de Armindo Gelain. Anos depois foi construído um quiosque com estrutura para lanches.

Atualmente o local é administrado pelo Sr. Marcos, gaúcho porto-alegrense que trabalhou durante muito tempo na área de hotelaria, fazendo todos os tipos de trabalhos dentro dessa área, morou em muitas cidades ao longo de sua vida, passou cerca de 13 anos percorrendo os quatro cantos do planeta com sua bicicleta, hospedando-se em casas de família, campings e alguns outros lugares que nem imaginamos, conheceu culturas diferentes, costumes, artes, especiarias culinárias, línguas e fez grandes amizades em todos os lugares que passou.

Atualmente por motivos de saúde, ele não viaja mais neste estilo nômade, mas encontrou seu lugar em um dos principais pontos turísticos da cidade de Flores da Cunha/RS – Brasil.

Infraestrutura:

  • Bar/Restaurante
  • Banheiro
  • Estacionamento

O Mirante Gelain é o ponto de encontro para muitos aventureiros da região e fora dela, dali é possível fazer inúmeras trilhas que passam por cenários deslumbrante, cachoeiras e cascatas com águas cristalinas compõem a maioria do trajeto. Informe-se sobre as trilhas e faça novas aventuras!

Mirante Gelain na Serra Gaúcha

Mirante Gelain na Serra Gaúcha

Mirante Gelain na Serra Gaúcha

Mirante Gelain na Serra Gaúcha

Do alto no Mirante Gelain, podemos ver um vale totalmente coberto de mata nativa exuberante, o Rio das Antas passando no pé dos morros proporcionam uma vista de tirar o fôlego. Além disso o lugar é considerado o Parque de Montanhismo na serra gaúcha, possuindo mais de trinta vias de escalada com variados níveis de dificuldade e boa geografia para a prática de rapel.

Mirante Gelain na Serra Gaúcha

Mirante Gelain na Serra Gaúcha

O Mirante Gelain é o lugar perfeito para saborear variados pratos típicos da região e do mundo, o proprietário Marcos, morou em centenas de países ao redor do mundo, possui larga experiencia no preparo de todos os tipos de alimentos, aqui com certeza você poderá desfrutar de alimentação diferente, exóticos e preparadas por um excelente chefe de cozinha. Para saborear todas estas delicias é necessário contatar o Mirante Gelain, pois só serve as refeições de almoço e jantar com agendamento prévio.

Mirante Gelain na Serra Gaúcha

 

Como chegar:

O Mirante Gelain e a Cascata Bordin ficam no Travessão Alfredo Chaves – Flores da Cunha/RS – Brasil, com acesso pela VRS-814, sentido Nova Pádua.

Localizado a 161 km de Porto Alegre – RS – Brasil.

Mirante Gelain na Serra Gaúcha

Mais informações e agendamento de visitas pelo telefone (54) 98147 – 9534 ou pela página do Facebook.

Se você é mochileiro, viajante ou apenas gosta de conhecer lugares incríveis, então o Mirante Gelain é o lugar perfeito para você viver aventuras únicas.