Cachoeira Princesa dos Campos

A Cachoeira Princesa dos Campos é um atrativo localizado a cerca de 20 km do centro da cidade de Jaquirana/RS.

Antes de chegar a portaria da Princesa dos campos, podemos ver ao lado da estrada um mirante, onde temos a vista de todo o vale e também da majestosa cachoeira que dá o nome ao local.

Mirante Princesa dos Campos

O local funciona como um paradouro, administrado pelos proprietários do Parque das Cascatas/RS, para os viajantes que estão percorrendo o interior do Rio Grande do Sul, é possível parar e aproveitar as paisagens.

Acomodações Princesa dos Campos

Para quem gosta de conforto e requinte, a Princesa dos Campos, possui boas instalações, uma grande cabana com vista para o vale, um bar e ofurô para seus hospedes.

Para os mais aventureiros o local dispõe de área de camping, localizado próximo da Cascata da Princesinha (uma linda e extensa cascata), as áreas de camping possui boa estrutura para receber seus visitantes, com banheiros divididos por sexo, chuveiros quente, mesas, bancos e churrasqueiras em estilo rústico.

Trilhas a percorrer

Dentro da área da Princesa dos Campos é possível conhecer 5 (cinco) quedas de água que compõem a paisagem e instigam a gente a percorrer as trilhas bem demarcadas do local.

A trilha mais desafiadora é a que leva até a base da Cachoeira Princesa dos Campos, o caminho é um tanto íngreme, mas possui uma gigante escadaria de pedra e concreto com 150 degraus que facilita o acesso com qualquer condição climática. (Não recomendamos essa caminhada para pessoas com problemas de articulações ou problemas respiratórios).

Cachoeira Princesa dos Campos
Long Exposure Princesa dos Campos

Ainda na parte de baixo da propriedade, percorremos uma pequena trilha que leva a outra cachoeira, o caminho é bem marcado, passamos por uma pequena usina de energia antiga que está abandonada no meio da mata. Dali em diante começamos a entrar em um cenário de filme, em meio a trilha há enormes xaxins centenários com mais de 5 metros de altura.

Ao chegar na cachoeira a visão é bela, a água é cristalina e não contém vestígios de poluição. Ao lado direito da queda de água tem uma trilha que parecia levar na parte de cima da cachoeira, mas como a trilha estava muito lisa e embarrada, não quisemos trilhar esse caminho. Depois de tirar algumas fotos retornamos para a parte de cima da propriedade.

Cachoeira em Jaquirana/RS

Na parte de cima da Princesa dos Campos há mais 3 (três) quedas de água, a principal delas é a Cascata da Princesinha, uma linda e grandiosa cascata.

O dia estava cinzento, mas mesmo assim conseguimos capturar belas imagens, as águas do Arroio dos Novilhos estavam baixas, dava para ir tranquilamente até a base da cascata sem ao menos molhar o joelho. Como estava frio nesse dia, não chegamos muito perto, a água estava congelante.

Cachoeira da Princesinha
Princesa dos Campos

Descendo pelo leito do arroio temos mais duas quedas de água, estas não tão grandes assim, mas fazem da Princesa dos Campos um lugar muito atraente para quem gosta de curtir a natureza e fazer boas fotografias.

Trilhas e Cachoeiras

A Princesa dos Campos é um destino que com certeza iremos aproveitar mais no verão, por ser um pouco distante da cidade de Jaquirana/RS, o movimento no local é baixo.

Para você que procura novos destinos para conhecer, viajar com os amigos, este local é perfeito para um fim de semana aconchegante, seja se hospedando ou acampando no local.

Para mais informações sobre valores e taxas de visitação ligue para o contato (54) 99625-0706 ou acesse o página no Facebook.

Se você gostou desse atrativo turístico que apresentamos neste post, deixe um comentário logo abaixo, não esqueça de compartilhar com seus amigos e siga-nos nas redes sociais – Instagram e Facebook. Até mais!

Cachoeira Maratá

Descubra Maratá

Maratá é uma cidade de origem alemã, distante cerca de 83,3 km da capital Porto Alegre/RS.

Um destino certo para quem gosta de conhecer cascatas, cachoeiras e ainda se divertir junto à natureza. Conhecida como a Capital das Belezas Naturais, a cidade oferece visitação ao Parque Municipal da Cascata Vitória, Parque da Cachoeira Maratá e Morro Ibiticã, entre outros locais que fazem referência a origem alemã.

Nós do Trekking RS, fizemos uma breve visita à cidade no último fim de semana e gostamos bastante dessa cidadezinha. Com certeza é um destino para voltar no verão para aproveitar mais.

A nossa primeira parada foi no Parque da Cachoeira Maratá, distante aproximadamente 1,5 km do centro da cidade, possui estrada pavimentada até o local.

O parque fica aberto todos os dias da semana nos horários das 8 às 22 horas na alta temporada e fora da temporada das 10 às 19 horas.

O que fazer em Maratá

No local é possível desfrutar de uma linda vista da cachoeira que leva o nome da cidade com aproximadamente 15 metros de altura, o parque conta ainda com churrasqueiras, mesas, banheiros com chuveiros quente, bar e uma enorme área de lazer.

Área de lazer
Foto: Luís H. Fritsch
Área de Lazer
Foto: Luís H. Fritsch
Parque da Cachoeira Maratá
Foto: Luís H. Fritsch
Parque da Cachoeira
Foto: Luís H. Fritsch

Além disso o parque dispõe de uma trilha que leva até a parte alta da cachoeira, uma pequena gruta e uma outra cachoeira um pouco menor, de beleza intocada.

Cachoeira em Maratá
Foto: Luís H. Fritsch
Cachoeira Maratá
Foto: Luís H. Fritsch

Para os aventureiros que gostam de acampar, o Parque da Cachoeira Maratá pode ser a oportunidade perfeita para aproveitar um fim de semana com tranquilidade e diversão junto com a família e amigos.

Tarifas

Na alta temporada os valores são de R$ 10,00 para o estacionamento, R$ 7,00 para passar o dia ou R$ 15,00 à diária no camping (já incluso estacionamento e taxa de visitação).

Mais informações

  • Parque da Cachoeira Maratá – (51) 99540-2616, falar com Dirce;
  • Prefeitura de Maratá – Site e Facebook.

Nosso passeio não parou por aí, mas isso já é assunto para outro texto.

No próximo post vou falar sobre o Parque Municipal Cascata Vitória, um lugar igualmente belo onde é possível fazer inúmeras atividades.

Cascata Vitória
Parque Municipal Cascata Vitória – Maratá/RS – Foto: Luís H. Fritsch

Explore novos destinos como cachoeiras, cascatas e lugares ainda intocados. Dentro do nosso site, temos inúmeras opções de destinos de tirar o fôlego. Descubra!

Se você gostou deste post, deixe um comentário aqui embaixo, não esqueça de compartilhar com seus amigos. Até o próximo post!

Mountain Series

Projeto Mountain Series não é apenas um evento de trilhas, mas sim uma experiência única, possibilitando aos nossos clientes vivenciar, alcançar e superar desafios.

Entretanto como já diz o nome, vamos trilhar inúmeras montanhas em sequência, caminhos que levam até os cumes mais altos do país, em alguns dias.

Unindo diversas atividades como: trekking, caminhada, escalada, rapel, acampamentos, hospedagem em refúgios de montanha, viagens de carro (road trip), fazem do Mountain Series um projeto grandioso.

Cumes Mountain Series

Cumes Mountain Series

O que mais chama a atenção no Mountain Series é o fato de você poder vir juntamente conosco em todos esses destinos, ou apenas participar de um evento ou outro. A escolha é sua!

Primeiramente faremos uma Road Trip – Viagem de carro, saindo do Rio Grande do Sul até a região sudeste do Brasil, onde se concentram a maioria dos cumes. Alguns deles são isolados, outros fazem parte de travessias de 1 a 4 dias.

Desafio Mountain Series

A nossa primeira travessia começara pela Serra da Mantiqueira, mais precisamente na Serra Fina, depois iremos ao Parque Nacional de Itatiaia, Escalavrado, Pico da Bandeira, Serra dos Órgãos, Pedra do Baú e por fim ao Parque Estadual Turístico Alto da Ribeira – Petar.

Todas esses destinos em um curto período de tempo fazem com que os participantes tenham um ótimo preparo físico e mental, por isso organizamos uma série de treinos específicos de força e resistência, para que você treine seu condicionamento físico. Veja aqui como funciona estes treinos.

Como posso me inscrever no Mountain Series

Há duas maneiras de você se inscrever no Mountain Series, a primeira delas é clicando nos eventos logo abaixo ou entrando em contato direto via Whatsapp 54 99117-9771, falar com Evandro Clunc.

A travessia mais difícil do Brasil
Serra Fina
31/ago à 7/set de 2019

A travessia mais difícil do Brasil

É aventura de verdade! Serão 4 dias de trekking com um nível de dificuldade que não é para iniciantes. São 3 pernoites na Montanha (selvagem mesmo) e 2 outros pernoites em um Hostel de Montanhistas… As grandes dificuldades, de fato, são a navegação, o terreno extremamente acidentado e a escassez de água ao longo do caminho, o que obriga os trekkers a levar peso extra na mochila depois de cada ponto de abastecimento.

Vem com a gente
O primeiro Parque Nacional do Brasil
Travessia Itatiaia
09 à 13/SET/2019

O primeiro Parque Nacional do Brasil

Vamos fazer a Travessia da Parte Alta do Itatiaia e mais uma descida de Serra chamada de: Travessia Ruy Braga como também é conhecida! O Parque Nacional do Itatiaia (PNI) é o Primeiro Parque Nacional do Brasil, criado em 14 de junho de 1937 (82 anos). O nome Itatiaia é de origem Tupi e significa: penhasco cheio de pontas, pedra pontuda. No interior do Parque encontram-se alguns dos picos mais altos do Brasil, beirando os 2800 metros de altitude.

Vem com a gente
Parque Nacional do Itatiaia
Travessia Ruy Braga
14/SET/2019

Parque Nacional do Itatiaia

Vamos fazer a Travessia da Parte Alta do Itatiaia e mais uma descida de Serra chamada de: Travessia Ruy Braga como também é conhecida! O Parque Nacional do Itatiaia (PNI) é o Primeiro Parque Nacional do Brasil, criado em 14 de junho de 1937 (82 anos). O nome Itatiaia é de origem Tupi e significa: penhasco cheio de pontas, pedra pontuda. No interior do Parque encontram-se alguns dos picos mais altos do Brasil, beirando os 2800 metros de altitude.

Vem com a gente
Parque Nacional da Serra dos Órgãos
Escalavrado
15/set/2019

Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Está localizada no PARNASO (Parque Nacional da Serra dos Órgãos). O Parnaso é o terceiro Parque Nacional mais antigo do País, criado em 30 de novembro de 1939 (79 anos). O Escalavrado é considerado uma caminhada semipesada com duração que pode variar de 2,5 a 3,5 horas. O cuidado neste local deve ser redobrado, pois grande parte da trilha é exposta. Um caminho na Rocha, onde vamos utilizar equipamentos de vertical por segurança e basicamente é só subida! Porém com uma distância de aproximadamente 4000 metros entre Ida e Volta.

Vem com a gente
Terceiro mais alto do Brasil
Pico da Bandeira
17/set à 18/set/2019

Terceiro mais alto do Brasil

Localizado na Serra do Caparaó, na divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, o Parque Nacional do Caparaó é um dos ícones do montanhismo no Brasil e abriga o terceiro ponto mais alto do País. O Pico da Bandeira, que tem 2.891 metros de altitude, mas vem seguido de perto do Pico 2 ou Pico do Cruzeiro, com 2.852 metros, o Pico do Calçado com 2.849 metros e o Pico do Calçado Mirim com 2.818 metros. Logo mais abaixo fica o Pico do Cristal, com 2.770 metros que fica exclusivamente em território mineiro. Serão 3 dias de trekking com um nível de dificuldade que não é para iniciantes.

Vem com a gente
Parque Nacional Serra dos Órgãos
Travessia Petro x Tere
20 à 22/set/2019

Parque Nacional Serra dos Órgãos

A Travessia Petrópolis Teresópolis ou Petro x Tere como também é conhecida! É considerada a travessia mais bonita do Brasil. Está localizada no PARNASO (Parque Nacional da Serra dos Órgãos) em meio a exuberância da Mata Atlântica entre as cidades serranas de Petrópolis, Guapimirim e Teresópolis. Com muitas subidas e descidas íngremes é considerada uma caminhada difícil e possui cerca de 30 km ligando os municípios de Petrópolis e Teresópolis. Geralmente é realizada em três dias.

Vem com a Gente
Bauzinho, baú e Ana Chata
Travessia Pedra do Baú
23 e 24/set/2019

Bauzinho, baú e Ana Chata

O Roteiro foi chamado carinhosamente por nós de Volta da Pedra do Baú, passa em meio de Trilhas pela mata, subindo e descendo Vias Ferratas fixadas na Rocha Gnaissicas da Serra da Mantiqueira exatamente por: Bauzinho, Pedra do Baú e Ana Chata. Localiza-se no município de São Bento do Sapucaí, estado de São Paulo, Brasil. O ponto culminante é a Pedra do Baú (altitude de 1964 metros), conhecido por abrigar algumas rotas de escalada esportiva.

Vem com a gente
Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira
Petar
25 e 26/set/2019

Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira

O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) é considerado uma das Unidades de Conservação mais importantes do mundo. É considerado hoje um patrimônio da humanidade, reconhecido pela UNESCO. Vamos explorar o Núcleo Santana! Lá vamos conhecer: – A Caverna de Santana, -A Trilha do Betari (Caverna Água Suja, Caverna do Cafezal e cachoeiras das Andorinhas e do Beija-flor) – E a trilha do Morro-Preto Couto (Caverna do Morro-Preto, cachoeira do Couto e Caverna do Couto).

Vem com a Gente

Investimento

 Aqui vai uma dica muito interessante! Como estaremos organizando os eventos em sequência isto é, um após o outro, vale muito a pena você se inscrever em mais de um evento, pois isso diminui gastos de deslocamento, fazendo você poupar um bom dinheiro e conhecer mais destinos.

Por participar do Mountain Series, você ganha descontos especiais na compra de qualquer equipamento outdoor na loja Patos do Sul/RS – Entregas para todo o país.

Curtlo BR

Nossa equipe

Nosso time é formado por 4 (quatro) pessoas, sendo 2 (dois) guias de montanha, 1 (um) fotógrafo e 1 (um) especialista em Marketing Digital/Suporte.

Faremos uma cobertura online do Mountain Series aqui no site, comunicando também nas mídias sociais onde somos atuantes;

Teremos uma equipe profissional de fotografia e filmagem com drone, com edições diárias no evento e publicações ao vivo nas  mídias sociais;

Postagens semanais aqui no site e na Sol de Indiada, com o intuito de relatar a experiência obtida pelos participantes durante cada evento.

Se você gostou do nosso projeto, então comente aqui embaixo, compartilhe com seus amigos e venha encarar esse desafio com a gente!

Trekking no Vale da Utopia

Nossas aventuras pelo Vale da Utopia no estado de Santa Catarina – Brasil, foi uma aventura planejada de um ano para o outro, não por ser uma trilha difícil, nada disso, mas por precisar ter um tempo vago para fazer a travessia e poder aproveita-la ao máximo.

Trilhas Vale da Utopia

Existem duas trilhas para se chegar na Praia do Maço (Vale da Utopia), a mais rápida é pela praia da Pinheira e a outra um pouco mais extensa, começa pela Guarda do Embaú.

Como somos aventureiros e gostamos de desafios, resolvemos fazer a trilha mais extensa, uma aventura cercada por belas paisagens e um pouco menos visitada pela maioria das pessoas.

A travessia

Nossa caminhada começou por volta das 9:00 da manhã, quando deixamos nosso carro estacionado na Praia da Guarda do Embaú, saímos dali com nossas mochilas cargueiras nas costas e com vestimentas adequadas para o trekking, isto é, estávamos de bota, calça comprida, manga longa e bandana/chapéu.

Era feriadão de páscoa e todas as pessoas naquela praia estavam aproveitando o dia lindo de sol, lembro-me de as pessoas olharem para nós como se fossemos de outro mundo.

Guarda do Embaú
Trilha Vale da Utopia

De certa forma nós somos de outro mundo mesmo, onde não nos contentamos com a segurança, trabalhar o ano todo só para ter 30 dias de férias, somos de outro mundo, pois queremos ter o máximo de experiências em nossas vidas e chegar na velhice com mais sonhos realizados do que dinheiro no bolso.

Depois de tirar algumas fotos alí na Guarda do Embaú, seguimos a trilha a esquerda da praia até chegar em uma bifurcação, está leva para a Pedra do Urubu, trilha fácil, sem maiores dificuldades para nós, no entanto para pessoas sem preparo físico a trilha pode ser um tanto difícil e exaustiva, lembro de encontrar pessoas pelo caminho reclamando da trilha, que era difícil e íngreme.

Seguimos até o cume da Pedra do Urubu, ao chegarmos na base da pedra, tinha umas 15 pessoas em fila, esperando para capturar uma foto. Fiquei um pouco chateado por este fato, esperamos a nossa vez, tiramos umas 3 fotos e retornamos para a bifurcação no início da trilha.

Pedra do Urubu SC
Guarda do Embaú

Dali em diante tínhamos dois caminhos à seguir, um deles seria pela beira do mar e outro seria em meio mata, um caminho muito bem marcado e bonito e o mais legal, não havia ninguém indo naquela direção. Optamos por esse!

Tínhamos uma dúvida em relação a esse caminho, pois como não havia pessoas transitando por ali, pensamos por um momento que a trilha não iria nos levar a lugar nenhum, podia ser muito bem uma trilha que acabasse logo à frente. Mesmo com a dúvida seguimos por ele. depois de uns 10 minutos de caminhada, encontramos uma bifurcação, seguimos para à esquerda e essa trilha nos levou para a Prainha – Guarda do Embaú.

Seguindo pela esquerda na Prainha chegasse ao Vale da Utopia, e se seguir para a direita, chegasse nas piscinas naturais da Guarda do Embaú.

Estávamos perto das 11:00 quando chegamos nas piscinas naturais, o local ali é lindo, sentamos ao lado de uma pedra grande, que proporcionava um pouco de sombra, retirei as botas, a parte de baixo da calça bermuda e me sentei na piscina.

Vale da Utopia
piscinas Vale da Utopia

Essa piscina nada mais é que algumas pedras na beira do mar, onde as ondas quebram em uma parede rochosa, a água respinga pelas pedras e as vezes essa água toda invade a costa, transformando em um grande piscina natural. É preciso ficar atento no local, pois algumas vezes as ondas batem tão forte na parede rochosa que escutamos um grande estrondo, a onda então avança sobre os paredões rochosos e inunda as piscinas, levando tudo que encontra pela frente.

Depois de curtir por cerca de umas 2 horas o local, tirarmos inúmeras fotos, vestimos nossos trajes de “trilheiros”colocamos a mochila nas costas e seguimos pela Prainha em direção ao Vale da Utopia.

Esse trecho entre a Prainha e a Praia Solita se chama trilha Costa de Pedras, como seu próprio nome diz, são muitas pedras gigantes na beira do mar, é necessário cruzar por cima destas pedras por aproximadamente 300 metros.

Ao se chegar em terra firme já estamos praticamente no começo da Trilha do Vale da Utopia. A visão desse ponto, podemos ver ao longe o costão de pedras que cruzamos e também o local das piscinas naturais.

Trilha Vale da Utopia

Trilha do Vale da Utopia

A trilha do Vale da Utopia começa exatamente neste ponto, começamos a subir um morro gramado em uma estrada bem demarcada que atravessa alguns potreiros, onde podemos ver muitas vacas e bois.

Ao começar a descer já temos a visão da Praia do Maço, conforme vamos nos aproximando já encontramos muitas pessoas com barracas armadas e curtindo o dia ali.

Era hora de escolher um local legal para acampar, olhamos alguns locais e encontramos um onde não havia ninguém ao nosso redor. Isso possibilitaria maior tranquilidade para nós, pois sabíamos que, o Vale da Utopia em si tinha deixado de ser um local de contemplação e tinha se tornado uma grande área de festas para as pessoas.

backpacker Vale da Utopia
Vale da Utopia

Depois de montar a barraca, organizar os equipamentos dentro, resolvemos descer até a beira da Praia do Maço. Ao chegar encontramos um barzinho que oferecia lanches, pasteis, café, refrigerante, cervejas e caipirinhas.

Pedimos uma caipira e ficamos ali curtindo o pôr do sol sem nenhuma pressa, o fim de tarde estava maravilhosamente perfeito, o clima estava agradável, capturei algumas imagens e voltamos para o nosso local de acampamento.

Bar Vale da Utopia
Vale da Utopia
Sunset Vale da Utopia

Estava quase escurecendo quando começamos a fazer o jantar, eu era o cozinheiro da rodada..kkk. O cardápio era massa com molho vermelho e calabresa, depois de algum tempo o jantar estava pronto, jantamos sob um céu limpo e cheio de estrelas brilhantes. Características estas de um hotel 1 bilhão de estrelas que só quem acampa entenderá.

Logo descemos até o barzinho novamente, dessa vez apenas para lavar a louça em uma pia improvisada ao lado do bar.

A noite estava realmente especial, pois além das estrelas brilhantes, podíamos ver a lua cheia, que clareava todo o Vale da Utopia, nem precisávamos usar as lanternas para encontrar nossa barraca na volta.

barraca Vale da Utopia

Ficamos um bom tempo ali olhando as estrelas e conversando, fiz algumas imagens noturnas e fomos dormir, afinal queríamos acordar cedo para ver o nascer do sol.

Nascer do sol no Vale da Utopia

Pulei do Saco de dormir as 5:30 da manhã, abri a barraca e olhei para fora, o dia estava limpo, ainda estava um pouco escuro, estava um pouco frio, mas nada com o que se preocupar.

Conforme foi passando o tempo o céu começou a ficar muito colorido, com cores amareladas, alaranjadas e avermelhadas muito vibrantes. É difícil descrever momentos assim, mas posso dizer que foi um dos mais lindos nascer do sol que já presenciei na vida.

Sunrise Vale da Utopia
Vale da Utopia

Quando o sol realmente apareceu no horizonte estávamos felizes e agradecidos ao mesmo tempo, consegui captar algumas imagens interessantes desse nascer do sol incrível.

Vale da Utopia

Conforme o sol ia subindo, nós arrumávamos os equipamentos dentro das mochilas, desmontamos a barraca, colocamos a mochila nas costas e seguimos a trilha que leva até a Praia da Pinheira.

Vale da Utopia

No meio do caminho existe um pequeno mirante, onde podemos ver a praia de cima e boa parte da orla da pinheira, lugar muito legal, com uma bela vista.

Vale da Utopia

Dali em diante seguimos o caminho marcado e chegamos até a beira da praia da Pinheira, colocamos as mochilas na areia e ficamos ali só curtindo um pouco.

A praia da Pinheira é um local belo, mas bem movimentado, para quem gosta de nadar ou se refrescar nas águas do mar pode ser uma boa alternativa, pois não há ondas nessa praia.

Praia da Pinheira

Depois de aproximadamente umas 2 horas, colocamos a mochila nas costas e seguimos para a Guarda do Embaú, dessa vez seguindo o caminho pela estrada, basicamente caminha-se 5 km, neste caminho podemos ver inúmeras pousadas, hostels em meio a natureza.

Ao chegar no nosso carro, ficamos felizes por completar mais essa aventura, pois a melhor coisa de todas as aventuras que fazemos é poder ir e voltar em segurança.

Se curtiu esse relato, deixe um comentário, curta nossa página no Instagram e Facebook e não deixe de compartilhar essa aventura com seus amigos.

sacos de dormir

Como escolher um saco de dormir

Essa é uma pergunta que muitas pessoas me fazem e por isso resolvi criar uma postagem específica sobre sacos de dormir.

A primeira coisa que você deve levar em consideração na horas de escolher o saco de dormir ideal, é saber para qual atividade você pretende usa-lo. Geralmente todas as pessoas respondem a mesma resposta! Quero um saco de dormir que seja bom para tudo.

Sabemos que não existe produto no mundo outdoor que supra todas as nossas exigências e necessidades, seria ótimo se tivéssemos condições de ter inúmeros sacos de dormir, para diferentes aplicações. Mas geralmente não temos essa condição para tanto.

Abaixo explico as principais diferenças entre os sacos de dormir existentes no mercado, desde seus diversos formatos,materiais, temperaturas, tamanhos e medidas, tudo bem detalhado para que entenda um pouco mais sobre o assunto. Dessa forma na hora de analisar entre um modelo e outro você consiga escolher qual é o melhor para a sua aplicação!

Tipos de sacos de dormir

Dormir

Existem basicamente três tipos de sacos de dormir no mundo outdoor, sendo eles:

O Mumia (sarcófago), estes é mais leve e produz mais aquecimento, mais estreito nos pés do que nos ombros, possui capuz e cordas de ajustes, no entanto é o que mais impede o movimento corporal (mais usado hoje no mundo).

O Retangular, este não são desenhados para moldar o corpo, conservam menos calor, ocupam mais espaço dentro da mochila, pesa mais, é mais barato.

Dormir

O Semi Retangular, este é mais afunilado que o modelo retangular, mas não tão junto como o sarcófago, possui boa liberdade de movimentos, mas deixa a desejar na geração de calor.

Sintéticos ou Plumas, qual escolher?

Sacos de dormir de fibra sintéticas

  • Ideal para seu usado em lugares úmidos;
  • Ideal para uso no Brasil;
  • São mais baratos em relação aos de penas;
  • Mantém 70% do aquecimento se estiver molhado;
  • Possui secagem rápida;
  • Mais pesado e com menor taxa de compressão;
  • Leva mais tempo para aquecer o usuário;
  • Não evapora a umidade do corpo.

Sacos de dormir de plumas

  • Ideal para em regiões frias no Brasil e atividades de alta montanha;
  • Proporciona alto nível de aquecimento;
  • Baixo peso e alta compressão;
  • São mais caros;
  • Possui vida útil maior, se bem cuidado;
  • Trasporta bem a umidade do corpo para fora;
  • Não aquece bem quando molhado;

Outras considerações feitas pelo amigo Mario Nery

Mas como se dá o aquecimento? O aquecimento proporcionado pelo saco de dormir funciona através de um processo de retenção do ar quente entre os filamentos das penas – o mesmo acontece com algumas fibras sintéticas. A diferença entre o sintético e a pena de canso está no fato de que a pena tem uma capacidade de retenção maior, principalmente as penas de alta qualidade.

Os sacos tem uma porcentagem de mistura das penas, que deve ser sempre mais alta na quantidade de penas de ganso e menor na quantidade de outras penas. A porcentagem ideal desta mistura fica em 90/10, ou seja, 90% para penas de ganso e 10% para outras penas menores. Outras porcentagens como 70/30 ou 50/50 representam sacos com menor capacidade de aquecimento e custo mais baixo!

Temperaturas dos sacos de dormir

Em boa parte dos sacos de dormir você encontrará faixas de temperatura que são expressas por, temperatura de conforto, limite e extremo. Para que você entenda cada uma delas vou explicar separadamente abaixo:

Temperatura de Conforto

Temperatura de conforto nada mais é que a temperatura que você se sente confortável e dorme muito bem na sua cama em sua casa.

Temperatura Limite

Essa temperatura indica que você está em seu limite de aquecimento, isso é, que você precisará dormir com algumas roupas para se sentir aquecido.

Temperatura Extrema

O seu nome já diz tudo, é uma condição extrema de aquecimento corporal, nesses casos você precisará usar muitas camadas de roupas para se manter aquecido e assim conseguir dormir.

Quando for adquirir um saco de dormir, sempre opte por produtos que tenham as faixas de temperatura inseridas nos produtos, isto te dará uma segurança a mais.

Vale mencionar aqui também que as marcas Deuter e The North Face fazem testes em laboratório para certificar seus sacos de dormir que são seguros e atendem os requisitos e conformidade com as normas europeias.

Tamanhos e medidas

Dormir

Você sabia que existem sacos de dormir para homens e mulheres, isto porque em uma pesquisa científica já comprovada, dizem que uma mulher sente mais frio que um homem em um valor de aproximadamente 5°C.

Geralmente a principal diferença entre os sacos de dormir de homens e mulheres é o seu tamanho, isso porque os femininos precisão ser mais justos para poder oferecer um maior poder de aquecimento.

Quanto menos bolsões de ar tiver entre o corpo do usuário e o saco de dormir, mais ele manterá o aquecimento corporal.

Pensando nisso muitos fabricantes desenvolvem sacos de dormir para cada gênero, com medidas diferentes entre um e outro. Algumas marcas usam a sigla “SL” para determinar a diferença de tamanhos, sendo estes menores que os normais.

Sacos de dormir indicados

Dormir

Abaixo mostrarei alguns sacos de dormir que considero bons para usar em suas atividades.

1- Saco de dormir sintético Dream Lite 500 Deuter, um saco de dormir super pequeno e leve, perfeito para ser usado em climas amenos, com temperaturas entre 13ºC e 10ºC.

sacos de dormir

Pesa aproximadamente 600 gramas, sendo uns dos mais leves do mundo, possui o valor de R$ 450,00 em média

2- Saco de dormir Sintético Super Pluma Gelo Trilhas e Rumos é indicado para temperaturas de até -15ºC, construído em nylon ripstop e nylon acetinado.

sacos de dormir

Pesa aproximadamente 2,160 kg e possui valor aproximado de R$ 390,00.

3- Saco de dormir Astro Pro 400 Deuter, construído com plumas de ganso 90/10 com fill power de 650 cuin, sua capacidade térmica é de: conforto +2ºC, limite -4ºC e Extrema -20°C.

sacos de dormir

Pesa aproximadamente 1.040 gramas e possui valor aproximado de R$ 1.599,00.

4 – Saco de dormir The North Face Inferno é ideal para expedições a locais com temperaturas extremas. Ele faz parte da coleção Summit Serie.

sacos de dormir

O Inferno tem isolamento térmico em plumas de ganso 850 fill down, formato sarcófago, para proporcionar o máximo de conforto, e capacidade para suportar bem temperaturas de até -40ºC.

sacos de dormir

Pesa aproximadamente 1.758 gramas e possui valor aproximado de R$ 3.990,00.

Conclusão

O saco de dormir é um equipamento essencial para a maioria das atividades que envolve pernoite em albergues ou barracas, no caso do uso em um acampamento você deve escolher produtos de qualidade, pois são estes equipamentos que farão você ter uma boa noite de sono.

Nas regiões frias do Brasil como na Serra Catarinense e no alto da Mantiqueira é comum pegarmos temperaturas negativas nos acampamentos, invista em um bom saco de dormir, a qualidade e a segurança de bons produtos garantem que a sua aventura seja satisfatória, porque afinal, ninguém quer passar frio durante uma viagem ou qualquer perrengue em ocasião da condição climática.

Espero que este texto tenha lhe proporcionado um pouco mais de conhecimento sobre o assunto, assim na hora de escolher o seu primeiro saco de dormir ou o próximo, você escolherá pela sua especificidade e não apenas pelo seu valor monetário!

Vale Europeu

Circuito de Cicloturismo do Vale Europeu/SC

Conhecendo o Vale Europeu de Cicloturismo

Vale Europeu é o primeiro circuito brasileiro, pensado e organizado para o cicloturismo, hoje uma realidade consolidada cuja fama atrai pessoas de todas as partes do país e até do exterior. Dependendo no roteiro escolhido, percorre-se seus mais de 300 km’s em aproximadamente uma semana, através de uma das regiões mais belas do estado de Santa Catarina – Brasil

Situado no Vale do rio Itajaí, o circuito inicia em Timbó e segue para Pomerode, e em sequência o roteiro clássico orienta na direção de Indaial, Ascurra, Apiúna, Rodeio, Benedito Novo, Dr. Pedrinho, Rio dos Cedros(Alto Cedros e Palmeiras).

O circuito Vale Europeu sempre priorizando o percurso por estradas secundárias, de baixa movimentação de veículos, e cuja beleza cênicas  naturais presenteiam o tempo todo com belas imagens quem se propõem a realizar esta jornada.

São pequenos rios, cachoeiras, a fauna e flora típicas da mata atlântica e dos campos de araucárias. Em cada povoado ou cidade é fácil apreciar a arquitetura típica com algumas construções centenárias muito bem conservadas, além disso, conhecer aspectos culturais e ser muito bem recebido pela hospitalidade da nossa gente tranquila do interior, e é claro, como não poderia deixar de ser,  provar da sensacional gastronomia local.

O circuito Vale Europeu inicia no centro de Timbó, exatamente junto ao restaurante Thapyoka, onde é feita também a inscrição no circuito por um pequeno valor que dá direito a receber um mapa da região, um guia do roteiro, com planilhas de orientação e altimetria, e ao final do circuito, um belo certificado de conclusão do circuito para ter como recordação.

A viagem

Por meados de maio do ano passado comecei a procurar um roteiro de viagem de bicicleta para fazer no inverno pois queria muito testar alguns equipamentos novos e também ter a experiência de pedalar com a bicicleta carregada no frio. Já tinha ouvido falar do Vale Europeu, através do meu amigo Ricardo Tavares, que havia realizado o circuito na primeira edição, isto a mais de dez anos atrás. Por conta desta conversa com meu amigo e também pela facilidade da logística, abracei a ideia de realizar a viagem.

Entrei em contato com meus parceiros de aventuras e apenas o Bruno Guimarães, que mora em Floripa, se interessou em fazer o Vale Europeu. Após uma rápida conversa por telefone, organizamos o pequeno desafio no mês de junho. Ajustamos a logística de transporte, as bicicletas, a lista de equipamentos e definimos o dia 8 de junho para pegar a estrada.

No nosso plano a ideia era, além de conhecer a região fazendo o circuito do Vale Europeu da maneira mais “roots” possível, acampando selvagem/camping’s estruturados e também fazendo todas as refeições com nossos equipamentos de cozinha.

Primeiro dia – Vale Europeu

Acordamos bem cedo, ainda escuro e às 6 horas da manhã, iniciamos a viagem de carro, saindo de minha casa em Imbituba, com destino ao ponto zero do circuito, na cidade de Timbó.

Vale Europeu

Por ser um dia de semana, perdemos muito tempo na região da grande Florianópolis/SC onde o trânsito é sempre muito complicado. Isto nos atrasou em mais de duas horas, fazendo com que chegássemos em Timbó quase ao meio-dia.

Sabendo que teríamos poucas horas de luz solar, tratamos de acelerar as coisas. Localizamos um lugar seguro para deixar o carro, corremos para o Thapyoka para formalizar nossas inscrições e feito isso, subimos nas bicicletas e seguimos a rota que estava carregada no GPS com destino a cidade de Pomerode.

Por conta da preocupação com o horário, não paramos para almoçar, tocamos direto e não demorou muito para darmos de cara com a primeira subida forte do circuito. Um bom teste para saber como estava meu preparo físico e também para ver em ação os equipamentos novos da bicicleta.

Foi neste momento em que o Bruno me alertou que o cambio traseiro da minha bicicleta estava muito próximo dos raios da roda. Ao parar para verificar, constatei que a gancheira (peça que fixa o câmbio traseiro) estava empenada para o lado de dentro, problema complicado que certamente aconteceu durante o transporte no carro. Não tendo como remediar ali, decidi seguir em frente tendo todo o cuidado de não usar as marchas mais leves, para não correr o risco de ver o câmbio traseiro se enroscar com os raios da roda e aí sim, ter uma grande dor de cabeça. Com esta situação, a solução foi rodar com 15 marchas apenas. Dureza!

Seguimos em frente sem mais surpresas e sempre por um belo caminho em meio ao Vale Europeu, e ao passo que nos aproximávamos de Pomerode, começamos a procurar algum lugar para acampar selvagem, mas sendo a região bastante povoada, não encontramos nenhum lugar legal e seguro.

Chegamos na cidade com o cair da tarde, e sem enrolar, fomos num posto de combustível para perguntar onde poderíamos encontrar uma pousada boa, bonita e barata para pernoitarmos, pois sabendo que o Circuito é para todos os bolsos, não era o nosso plano gastar muito numa diária de pousada. Recebemos a recomendação da Pousada Luiza, que ficava do outro lado da cidade e para lá tocamos sem parar, já no início da noite.

Ao chegar, fizemos nosso check in, descobrimos que não tinha café da manhã, mas até aí tudo bem, pois estávamos equipados e com alimento para as refeições. Após um banho demorado, fomos para a pequena cozinha da pousada e preparamos nosso jantar, conversamos um pouco e com o cansaço batendo, sem demorar fomos dormir.

Dados do dia:

  • Distância: 48.8 km
  • Ganho de Elevação: 570 m
  • Perda de Elevação: 565 m
  • Custos de hospedagem: R$ 50,00, sem café da manhã;

Segundo dia – Vale Europeu

Acordamos por volta das 7 horas, o dia estava bom e a temperatura agradável, preparamos o nosso café, montamos as tralhas nas bikes e seguimos para o pórtico de informações turísticas na estrada da cidade, para carimbar nossos passaportes do circuito do Vale Europeu pois no dia anterior, quando chegamos, o pórtico já estava fechado. Aproveitamos também para pegar algumas dicas e fazer uma foto para recordação e “bola pra frente”! Próxima parada: Indaial.

Efetivamente começamos nosso pedal deste dia quase às 11 horas, porém tranquilos pois nosso próximo destino estava próximo, algo em torno de 40 km’s.

Logo que sai da cidade, o caminho fica muito tranquilo. São pequenos sítios, casas, alguns pequenos povoados com igrejas, tudo no estilo alemão. Muito verde e ar puro.

Depois de mais de 23 km’s rodando nessas condições, chegamos novamente no asfalto. É a movimentadíssima SC 421, onde é preciso pedalar no acostamento cerca de 1 km para cruzar para o outro lado e aí então voltar para a tranquilidade.

Como já era praticamente meio-dia, decidimos parar no posto de combustível que fica localizado neste trecho da SC 421. Pedimos para os frentistas se poderíamos usar um cantinho numa sombra que tinha um murinho que servia perfeitamente como banco e fomos autorizados.

Vale Europeu

Agilizamos rapidamente uma super polenta com linguiça calabresa e dois litros de tang para hidratar.

Ficamos parados quase duas horas. Afinal, depois do almoço sempre cai bem uma “siesta” na sombra,

Por volta das 13:45 retomamos nossa jornada rumo a Indaial, que pelos nossos cálculos, chegaríamos em mais duas horas, rodando bem devagar para apreciar o visual e não se cansar.

Ao chegar na movimentada Indaial, fomos procurar uma bicicletaria pois o Bruno estava sem câmara de ar de reserva.

Resolvida essa questão técnica da bike do Bruno, demos uma voltinha pela cidade, seguindo adiante procurando um lugar para parar para um lanche da tarde e seguir em frente pois a nossa ideia era sair um pouco da cidade e localizar um lugarzinho tranquilo para acampar.

Rodamos, rodamos e nada. A região é muito habitada e não conseguimos encontrar um lugar bom. Neste momento, por volta das 17 horas, decidimos tocar para Rodeio, percorrendo uma distância de vinte e poucos quilômetros. Era tentar a sorte de encontrar um lugar bom para acampar por lá, um pouco antes da entrada da cidade.

Vale Europeu

O fim da tarde chegava rápido e como era quase inverno, escurece cedo e, por volta das seis e meia da tarde, bem na hora do rush, alcançamos movimentadíssima BR 470, onde teríamos que pedalar por quase 2 kms para chegar na cidade de Ascurra.

Neste trecho procuramos andar o mais rápido possível para sair daquele agito de trânsito pesado e entrar logo na cidade.

Como já estava escuro, passamos batido por Ascurra, seguindo nosso plano de tentar encontrar um local de acampamento neste trecho entre Ascurra e Rodeio. Sem sucesso.

Não demoramos para chegar em Rodeio que fica por volta de 5 kms de Ascurra e vendo nosso plano infalível falhar, fomos novamente num posto de combustível perguntar sobre pousadas na cidade. Os frentistas nos indicaram ao menos duas, sendo que na primeira que tentamos, como era dia de semana, estava fechada. Voltamos todo o caminho que tínhamos percorrido e após confirmar a localização da outra alternativa, tocamos para lá correndo pois a temperatura estava bem baixa e o cansaço começara a bater. Na segunda tentativa deu certo, estávamos salvos! Kkk

Chegamos na excelente Hospedaria Cama Café Stolf, onde pegamos um ótimo quarto e após um merecido banho quente, numa rápida conversa com a dona da pousada pedimos para usar a cozinha, e tendo o sinal verde, tratamos de fazer o nosso jantar e conversar um pouco antes de capotar na cama.

Dados do dia:

  • Distância: 75.5 km
  • Ganho de Elevação: 759 m
  • Perda de Elevação: 737 m
  • Custos de hospedagem: R$ 70,00, com ótimo café da manhã

Terceiro dia – Vale Europeu

Acordamos no horário de sempre, por volta das 7 horas, estava frio, no termômetro marcava 6 graus.

Arrumamos nossas coisas e só depois de deixar as bicicletas prontas, fomos tomar café.

Ao sairmos do nosso quarto, demos de cara com outras bicicletas, que eram de um pequeno grupo que estava fazendo o circuito porém com apoio. Na hora que o grupo apareceu, ficaram espantados, nem tanto pela carga nas nossas bicicletas, mas pelo fato de naquela friaca, tanto eu quanto o Bruno, estarmos de bermuda de ciclismo. Sim, estava frio, mas nós aqui do sul, estamos um pouco acostumados com isso e também sabíamos que com o decorrer das horas, a temperatura iria subir. Ainda assim, foi muito engraçado ver a cara da turma, principalmente as caras de espanto de um casal que era do Recife…kkk

Depois de tomar um generoso café e comer ao estilo “como se não houvesse amanhã”, resolvemos encarar a friaca que vinha junto com uma neblina densa e úmida.

Após sair da cidade, começa uma longa e quase constante subida em estrada de terra, que naquele momento e com aquela temperatura, vinha bem a calhar para aquecer o corpo.

Não demorou muito e alcançamos o famoso Caminho dos Anjos. Um conjunto de esculturas que como o nome sugere, representa anjos celestiais, e que naquele instante com a bruma densa da neblina, dava um ar de misterioso e mágico para aquele lugar singular e muito bonito.

Vale Europeu

Paramos alguns instantes na praça central do Caminho dos Anjos para tomar água, recuperar o fôlego e conversar com alguns jipeiros que estavam por ali e que ficaram curiosos ao nos verem com as bicicletas carregadas.

Por conta do frio, e a neblina seguir escondendo o sol, não demoramos muito tempo parados, pois não seria uma boa esfriar o corpo naquele momento. Tocamos em frente, morro acima. Para o alto e avante!!! Kkk

Como já dizia um antigo ditado da nação aborígene mountain biker:  “tudo que sobe, desce”, por volta das 11 horas, as coisas mudaram. Aquilo que antes era subida e neblina, se tornou uma longa descida e com um sol bastante agradável.

Passamos batidos pelo caminho que leva para a Tirolesa K2mil (a maior das Américas), pois não era nosso objetivo visitar este tipo de atrativo nesta nossa primeira incursão por aquelas bandas. Nós queríamos mesmo era rodar no estradão de terra, parar só para comer, descansar e se a sorte nos abençoasse, encontrar um lugar bacana para acampar selvagem.

Por volta das 13 horas, chegamos numa pequena localidade no município de Benedito Novo, onde aproveitamos para nos reabastecer de água apenas, decididos não parar naquele momento para almoçar.

Após um descidão bacana para testar suspensão, freios e a fixação da bagagem… kkk, chegamos na bifurcação que leva para a Pousada Campo do Zinco. Aproveitamos aquele momento para uma rápida parada e mastigar alguma coisa e seguir na outra direção, rumando para o centro de Benedito Novo.

Não demoramos muito para encontrar com o belíssimo Ribeirão Liberdade  que segue paralelo com a estradinha de terra. Esse foi um dos pontos altos para mim. A cada instante a estradinha nos presenteava com vistas muito bonitas do rio e do verde em seu redor.

Embora fosse cedo para parar, ativei meu radar para tentar localizar um lugar bacana para acampar antes da cidade, pois meus instintos diziam que era alí ou nunca..kkkk

Seguíamos bem devagar, curtindo o visual quando percebi uma pequena prainha no meio do ribeiro, com um enorme bambuzal. Imediatamente parei e fui investigar. Era como uma pequena ilha de pedras, bambus e com algumas clareiras.

Bingo! Após rodar apenas 31 kms e às 15 horas finalmente um lugar perfeito para acampar. Sem cerca, longe de casas e escondido de quem passa na estrada. Bastava apenas descer um barranco, atravessar as bicicletas empurrando com cuidado pois, embora raso, o fundo do ribeiro era muito irregular por ter muitas pedras soltas.

Escolhemos o lugar para montar as barracas e logo em seguida, fomos tratar de coletar e tratar a água para nos reabastecer e cozinhar nosso almoço/jantar.

Ao cair da noite, fizemos uma segunda refeição ao redor do fogão à lenha do Bruno e ficamos curtindo o momento com uma conversa divertida iluminada apenas pelo fogo e ao som dos grilos, sapos e outros moradores do lugar.

Vale Europeu

Esse era o grande momento que procurávamos. Ficar numa pousada com todo o conforto que se tem em casa é muito bom depois de um dia de pedal, mas abrir mão destas comodidades e em troca ganhar uma noite tranquila, com um fogo iluminar e aquecer no friozinho, céu estrelado, tendo a trilha sonora dos sons das águas e da bicharada ao redor, é uma coisa que pouca gente compreende,  mas para nós, sempre faz todo o sentido. Não e verdade?

Dados do dia:

  • Distância: 31.3 km
  • Ganho de Elevação: 934 m
  • Perda de Elevação: 600 m
  • Custos de hospedagem: R$ 0,00, Hotel um milhão de estrelas.

Quarto dia – Vale Europeu

O dia amanheceu nublado, sendo que durante a noite até caiu uma chuva fraca que não nos afetou pois montamos o acampamento em meio ao bambuzal.

Preparamos nosso café da manhã reforçado e sem muita pressa desmontamos o acampamento, deixando para montar as bagagens nas bicicletas só depois de atravessar o ribeiro e subir o barranco para voltar à estrada.

Retomamos nosso pedal pouco antes das nove horas da manhã e não demorou muito para perceber que a decisão do lugar de acampamento da noite anterior estava correta. Começaram a aparecer cercas, casas, sítios, cachorros e o belo ribeiro desapareceu.

Com uma hora de pedal, e após percorrer aproximadamente 12 kms, chegamos ao centro do município de Doutor Pedrinho e fomos logo procurar um mercado para reabastecer nossas provisões e cair com tudo no meio das gordices e porcarias açucaradas, pois sabíamos que dali para frente, na parte alta do circuito, praticamente não existe comércio nenhum.

Como era domingo, estava tendo uma prova de MTB, tipo cross country e foi engraçado, pois num dado momento aparecemos no meio do pelotão, ou melhor, o pelotão nos alcançou e foi muito divertido a galera cumprimentando e fazendo brincadeiras com a gente.

Aproveitamos também, já que havia um posto de controle da prova na cidade, para nos informar do caminho para o nosso próximo destino: Alto Cedros. Existem duas alternativas, a primeira que é via Gruta de Santo Antônio, que está ok e sinalizada e a segunda, via Cachoeira Véu de Noiva, um pouco mais longa e que por conta de uma obra na estrada não está sinalizada e momentaneamente fora do roteiro oficial. Após sabermos das condições da estrada em obras, e também por estarmos com o circuito carregado no nosso GPS, decidimos explorar o percurso da estrada em obras por ser mais roots e desafiador. Kkkk

Por volta das 11 horas, depois de carimbar nossos passaportes na Pousada e Hotel Dona Hilda, onde fomos muito bem recebidos com um delicioso café quente totalmente grátis, tomamos o nosso rumo num ritmo moderado pois sabíamos que esse seria um dia com muitas subidas.

A estrada não estava tão ruim, pois a obra já estava na fase de compactação do rípio com algumas poucas partes necessitando de mais atenção com a brita solta.

Logo que começa a subida, avistamos a placa que indica o mirante da cachoeira que dá nome a este trecho do circuito. Tentamos acessar a mesma, mas como havia uma porteira fechada, desistimos pois não tinha como chegar até a queda d’água com as bicicletas e deixar as mesmas na porteira não pareceu naquele momento uma boa ideia. Tocamos em frente.

A subida forte exigia bastante, e no meu caso, um esforço um pouco maior por conta do problema da gancheira empenada, que fazia ter de usar apenas cinco das oito marchas do cassete.

Este é o trecho menos povoado do circuito, e o que se tem pelo caminho são fazendas de gado e muitas plantações de pinus e eucaliptos. Não é um visual dos mais bacanas inicialmente, mas na medida em que se anda, a coisa melhora com as primeiras descidas que dão um pouco de adrenalina na brincadeira.

Ainda neste trecho, podemos dizer que é aqui a região mais fácil de acampar selvagem em meio aos pinos e eucaliptos ou até mesmo dormir numa casa abandonada com ar de filme de terror. Alguém curte essa última opção? Kkk

Depois de rodar mais um bom bocado no meio deste trecho, lá pelas tantas percebo que o Bruno ficou para trás… parei e como ele não apareceu, voltei um pouco e logo encontrei ele, com o pneu furado. Era a segunda vez que aconteceu, a primeira vez foi comigo no primeiro ou segundo dia da trip, não recordo bem.

Para tudo, desmonta a bicicleta, troca a câmara de ar e bola para frente!

Vale Europeu

Depois de umas duas horas de muito sobe e desce, finalmente avistamos a placa que informa que estamos chegando em Rio dos Cedros e logo em seguida, num descidão, reencontramos com o grupo de ciclistas que conhecemos em Rodeio, que estavam chegando também quase juntos, porém via Gruta de Santo Antônio.

Cumprimentamos o pessoal e como ali estava complicado acampar selvagem pois para todo lado que se olha só se vê propriedades particulares. Então fomos em frente com eles até a beira do lago, onde eles ficaram de encontrar o Sr. Raulino, proprietário da Pousada da Família Duwe.

Não demorou muito e avistamos um barquinho cruzando o lago, e no remo, o Sr. Raulino. Como o pessoal já tinha reserva, eles foram primeiro, enquanto eu e o Bruno, pensávamos em alguma opção de camping.

Quando o Sr Raulino retornou para falar conosco, perguntamos para ele se havia algum camping pago aí nas proximidades e junto com uma negativa, ele já foi oferecendo o jardim da pousada para acampar e dizendo que podíamos usar um banheiro para tomar banho. No mesmo instante concordamos e de pronto Sr. Raulino já foi organizando nossas coisas no barco e enquanto fazia a travessia, ele comentou que iria chover na noite e se a gente quisesse, podíamos montar as barracas na garagem de um dos chalés. Nossa! Perfeito. Mas não parou aí, de imediato ele nos autorizou a usar a cozinha do chalé para fazer nossa janta. Nossa! Parte dois – Me belisca que eu estou sonhando! Em outras palavras, acampamos na garagem de um chalé só para nós.

Mas vocês pensam que a as surpresas acabaram aí? Nada! Já na noite, quando estávamos à mesa, jantando, conversando e olhando o mapa, aparece na porta o Sr. Raulino com duas tigelas com uma sobremesa de encher os olhos e como o Bruno estava impedido de comer doce, fiquei com as duas tigelas para mim. Pense numa criança que foi dormir feliz.

Vale Europeu

Dados do dia:

  • Distância: 50,9 km
  • Ganho de Elevação: 973 m
  • Perda de Elevação: 715 m
  • Custos de hospedagem: R$ 25,00, camping indoor na garagem e com sobremesa.

Quinto dia – Vale Europeu

Acordamos no mesmo horário de sempre e a chuva que estava sendo aguardada para a noite, não aconteceu. Tomamos nosso café reforçado, e aceleramos em desmontar as coisas e guardar tudo nos alforges para sermos os primeiros na travessia de barco.

Com um sol tímido e temperatura agradável, após tirar algumas fotos do Sr. Raulino fazendo a travessia com a galera, começamos nosso quinto dia de pedal, num ritmo moderado pois seria mais um dia com bastante subidas, sendo que neste dia existe duas opções de caminho: Via Mergulhão ou via Pedra Preta.

Perguntei para Sr. Raulino qual caminho ele achava mais bonito e seguindo a sua dica, tomamos o rumo mais longo, via Pedra Preta.

O dia bonito e a paisagem local eram uma combinação que animava bastante apesar do cansaço acumudalo de quatro dias de muitas subidas, mas a receita para não “quebrar” nesta hora é tocar num ritmo despacito, curtindo o momento e apreciando a paisagem repleta de araucárias.

Por volta do meio-dia, ao avistarmos um banco debaixo de uma árvore junto de um lago, decidimos parar para preparar nosso almoço e descansar um pouco. Ficamos parados uma hora.

Retomando nosso plano de voo seguimos em frente e após rodar 9 kms, avistamos a placa da Cachoeira Formosa e no mesmo instante lembrei das dicas que a Franciele Tais, ciclo viajante do Projeto Válvula, tinha me dado alguns dias antes da viagem. Ele recomendou muito conhecer a cachoeira e assim o fizemos.

Entramos na estradinha da fazenda que leva direto para o camping da Cachoeira Formosa.

Vale Europeu

O local estava completamente vazio, mas ao chegar na área de estacionamento, avistamos as bicicletas do grupo de ciclistas que seguiam no mesmo trecho que nós.

Fomos conhecer os dois mirantes, apreciar a beleza do lugar e fizemos algumas fotos e antes de seguir, tomamos um refrigerante para dar uma refrescada. Sem muita demora retomamos o pedal.

Após uma última subida, a coisa finalmente melhorou e começamos a descer direto quase o tempo todo até chegarmos ao belíssimo e muito bem cuidado Camping Península Palmeiras, nosso destino final para aquele dia.

Enquanto ninguém do camping aparecia, aproveitamos para tomar mais um refrigerante na lanchonete que tem ao lado da portaria do camping e não tardou muito para o dono nos receber, abrindo a porteira e dizendo que podíamos acampar em qualquer lugar, e como o camping estava vazio, excepcionalmente nos autorizou a organizar nossas barracas numa área coberta com churrasqueiras, mesa, pia e luz elétrica. Tudo nosso! Que beleza!!!!

Com o acampamento devidamente montado e de banho tomado, fomos apreciar o cair da tarde na beira do lago da barragem do Rio Bonito.

Vale Europeu

Foi um belo final de tarde de temperatura agradável, sem vento e nenhum barulho.

Um sentimento de paz e gratidão é a maior recordação que tenho agora ao descrever aquele momento que sem exagero, foi maravilhoso.

Ao escurecer, voltamos para nosso acampamento, fizemos o jantar e após uma rápida revisão nas bicicletas, fomos dormir.

Dados do dia:

  • Distância: 45.8 km
  • Ganho de Elevação: 811 m
  • Perda de Elevação: 840 m
  • Custos de hospedagem: R$ 20,00 – Camping.

Último dia no Vale Europeu

Mesma rotina dos dias anteriores porém neste manhã, demoramos mais que o normal para sair. Creio que um pouco pelo cansaço acumulado e também por ser o último dia da nossa viagem.

O céu nublado e a previsão de chuva nos deixavam em estado de alerta, mas como até aqui todas as previsões de chuva deram erradas, não estávamos colocando fé que iriamos nos molhar justo no último dia. Ledo engano.

Enquanto seguíamos nosso caminho praticamente plano por cerca de 20 kms, a chuva começou a se manifestar na forma de chuvisqueiros rápidos que iam e vinham, porém aumentando de intensidade a cada momento que passava.

Depois de uma pancadinha mais forte, numa descida, avistamos uma ponte coberta e corremos para lá pois o céu escuro mostrava que não tardaria para chegar uma pancada de chuva forte. Foi apenas o tempo de chegar na cobertura e desabou uma chuvarada bonita.

Como eram mais de 11 horas, e já tendo rodado quase a metade da distância para o dia, decidimos aproveitar a proteção da cobertura da ponte, que está interditada para carros, para fazer um almoço e esperar o tempo melhorar.

Vale Europeu

Uma hora e meia depois o tempo melhorou e voltou o sol, e estando nós alimentados, retomamos nosso pedal pelos últimos trinta e poucos quilómetros finais.

Ainda tinha a última subida, que na minha opinão, ainda que não fosse a maior, foi sem dúvidas a mais difícil e íngreme, em um intervalo de 5 kms, aproximadamente.

Vencida a última montanha, parecia que agora as coisas seriam tranquilas, no entanto, ao olharmos do alto na direção do vale onde fica a cidade de Timbó, a coisa não estava nada animadora. Céu escuro, totalmente fechado e com nuvens despejando água.

Preparamos o psicológico e começamos a descida de mais de 20 kms na certeza de que cedo ou tarde seríamos agraciados com aquela ducha grátis. Não deu outra.

No meio da descida a chuva nos pegou com tudo, e isso fez com que, por cautela, reduzíssemos nossa velocidade no meio daquela estrada que agora era barro e lama, com alguns trecho de descidas bastante fortes… era o tempo todo com as mãos “nos alicates” para não deixar o trem sair dos trilhos.kkk

Chegamos na área urbana de Timbó debaixo de muita chuva e lama, mas graças aos últimos quilômetros com calçamento, a água removeu toda a lama das bicicletas e das roupas. Estávamos totalmente ensopados, da cabeça aos pés e só não estávamos com frio por conta de estarmos em movimento.

Quando chegamos no ponto final, no restaurante Thapyoka, por volta das 15 horas, chovia muito mesmo e achamos melhor não entrar lá dentro para pegar nossos certificados de conclusão do circuito dado o nosso estado lastimável que lembrava cachorros de rua encharcados.

Vale Europeu

Chamamos a moça da recepção que gentilmente levou nossos passaportes para dentro e em alguns minutos voltou com nossos certificados personalizados. Uma bela recordação para guardar do Circuito do Vale Europeu.

P.s.: agora que mapeei os pontos mais “roots”, qualquer dia voltarei para fazer no esquema 100% acampando. Bora?

Considerações finais

O circuito do Vale  Europeu é em sua essência, pensado para o turismo. A estrutura muito bem organizada e toda voltada para o conforto e a comodidade onde, o cicloturista ao seguir o roteiro, pode sem grandes preocupações apreciar belos passeios e ainda, ao final de cada dia, desfrutar de toda a mordomia que achar conveniente.

Por outro lado, ainda que não seja uma aventura desafiadora, não se engane, o circuito exige sim um preparo físico mínimo para ser concluído. Além disto, as estradas de terra e a altimetria combinadas com uma condição climática ruim, podem tornar aquilo que deveria ser um tranquilo passeio de bicicleta, num perrenguezinho para levar de recordação e contar para os netos.

O mais legal do Circuito é que ele tem todos os atributos que eu considero interessantes para quem quer ter a sua primeira experiência com o cicloturismo: um roteiro organizado com mapa, pontos de apoio e rotas bem sinalizadas. Fatores que facilitam muito para quem quer começar e não tem a prática ou não quer se envolver em organizar questões complexas de logística.

Aos mais experientes, também é uma ótima e divertida opção, principalmente se estiver autossuficiente, ainda que seja um pouco complicado encontrar áreas para acampar, as rotas e a altimetria de cada dia, se apresentam como pequenos desafios. E é claro, com um pouco de atenção, desprendimento e o faro para encontrar lugares, é possível sim fazer praticamente todo o roteiro acampando.

Para ter mais informações sobre o Circuito do Vale Europeu, clique aqui.

Comparativo de Barracas Naturehike

Hoje venho apresentar um comparativo detalhado entre as barracas Star River 2 X Mongar Ultralight 2 da marca Naturehike.

Aqui no nosso site já escrevemos sobre os dois modelos em destaque, caso você tenha alguma dúvida na hora de escolher entre um modelo ou outro, esse comparativo irá lhe ajudar.

Barraca Star River Ultralight 2

  • Dimensões:
  • Externa: 2,15 x 2,61 metros
  • Interna (quarto): 1,31 x 1,10 x 2,15 metros
  • Embalagem: 45 x 15 cm
  • Avanço: 65 cm
  • Janela: 1
  • Varetas: Alumínio 7001
  • Sobre teto e quarto: Nylon 210 T
  • Piso: Polyester oxford 150 D
  • Capacidade Coluna D’água: 3000 mm
  • Impressão de Pé – 120 g
  • Cordeletes e Varetas – 200 g
  • Máximo (Barraca, sobreteto, Varetas, Espeques, Cordeletes e FootPrint) – aprox. 2.373 kg

Barraca Mongar Ultralight 2

  • Capacidade: 2 pessoas
  • Peso aproximado com footprint: 2.020 g
  • Barraca: 1.700 g
  • Espeques e cordeletes: 200 g
  • Footprint: 120 g
  • Dimensões: 210 x 135 x 100 C x L x A
  • Avance: 60 cm x 2
  • Janelas: 2
  • Pack: 50 x 15 cm
  • Coluna d’água piso: 4.000mm
  • Coluna d´água teto: 4.000mm
  • Varetas: Alumínio 7001
  • Sobreteto e quarto: Nylon 20D

Opinião

Nossa

Barraca Star River Ultralight 2

Pontos positivos

  • Tecido Nylon 210 T
  • Coluna de água 3.000 mm
  • Costuras seladas eletronicamente
  • Engates de rápido ajuste
  • Estabilizadores laterais
  • Amplo espaço interno para duas pessoas
  • Duas portas grandes com abertura em “U”
  • É possível sentar na barraca sem encostar a cabeça no teto
  • Suporte para lanterna
  • Varetas em alumínio 7001
  • Espeques em alumínio
  • independente
  • Possui footprint (piso extra)
  • É possível comprar no Brasil
  • Amplo avanços laterais

Barraca Mongar Ultralight 2

Pontos positivos

  • Tecido Nylon 20 D
  • Coluna de água 4.000 mm
  • Costuras seladas eletronicamente
  • Presilhas em alumínio para maior durabilidade
  • Estabilizadores laterais
  • Possui presilha/ilhós para prender nas pontas da vareta central
  • Amplo espaço interno para duas pessoas
  • É possível sentar na barraca sem encostar a cabeça no teto
  • Suporte para lanterna
  • 3 porta objetos amplos
  • Varetas em alumínio 7001
  • Espeques em alumínio
  • independente
  • Possui footprint (piso extra)
  • É possível adicionar avanço extra (vendido separadamente)

Pontos Negativos

  • Não possui presilha/ilhós para prender nas pontas da vareta central
  • As pontas das varetas não são roscadas nas varetas
  • Não é possível adicionar avanços extras
  • Bolsos internos pequenos
  • Peso 2.373 kg (completa)
  • Valor R$ 1.379,00

 

Pontos Negativos

  • As pontas da vareta não são roscadas nas varetas
  • Não pode ser comprada no Brasil (importação oficial)
  • Portas pequenas com abertura em “D”
  • Peso 2.020 kg (completa)
  • Valor R$ 1.499,00

Diferenças na montagem

A barraca Star River Ultralight 2 pode ser montada de duas formas apenas, sendo a primeira com sobre teto e footprint (piso extra – vendido separadamente) e a segunda de maneira completa.

A barraca Mongar Ultralight 2 pode ser montada de três formas, sendo a primeira apenas com o sobre teto, a segunda com sobre teto e footprint  (piso extra – vendido separadamente) e a terceira de maneira completa.

Assista o vídeo completo de montagem dos dois modelos de barraca

Abaixo você pode conferir uma galeria com as melhores fotos capturadas por nossas lentes, mostrando alguns detalhes interessantes de cada modelo em diferentes locais.

Conclusão

O comparativo tem como principal função ajudar você na escolha da sua próxima casa de montanha, mas isso dependerá de você escolher qual dessas duas barracas é melhor para a atividade que você vai realizar.

A Mongar tem 373 gramas a menos, mas nem por isso o modelo Star River pode ser considerada ruim, pois a uma grande diferença de materiais entre elas e medidas.

O que podemos dizer sobre os dois modelos comparados é que a barraca Star River Ultralight 2 é mais adequada para climas frios e a Mongar Ultralight 2 para climas quentes.

Ainda estamos avaliando os dois modelos, no feriado de carnaval levaremos as duas barracas para uma travessia de trekking de três dias pela borda dos cânions Laranjeiras e Funil no estado de Santa Catarina/Brasil, lá poderemos analisar e comprovar todas as suas características de aerodinâmica, impermeabilidade, qualidade dos materiais e muitos outros aspectos.

Se você gostou desse comparativo, deixe um comentário logo abaixo! Caso você queira ver outros comparativos iguais a estes, compartilhe com a gente os produtos que você gostaria de ver aqui no site.

Barraca Mongar

Barraca Mongar 2 Naturehike

Hoje venho apresentar a barraca Mongar 2 da marca chinesa Naturehike, adquirimos este modelo fora do Brasil para assim poder fazer a avaliação completa.

A barraca Mongar 2 é destinada para usuários que vão fazer atividades como: montanhismo, travessias de trekking, cicloturismo ou até mesmo acampamentos em família.

Primeiras impressões

O modelo que estamos avaliando está destacado no site da naturehike como modelo novo, pois é composta por duas cores verde e cinza, muito diferente das vendidas nacionalmente, que geralmente são de uma cor somente, ou é verde ou cinza apenas.

Confeccionada toda ela em Nylon 20D com revestimento em silicone, conta com vareta em alumínio 7001, footprint (piso extra) e espeques também em alumínio, todas as suas costuras são seladas eletronicamente.

A barraca Mongar 2 é bastante leve, pesa cerca de 1.700 gramas (Sobre teto, dormitório e vareta) e 2.020 gramas no total (Sobre teto, dormitório, vareta, footprint, espeques e cordeletes).

A vareta é dividida em duas partes, sendo formada por dois “Y” e mais uma vareta que cruza em seu centro, garantindo assim maior firmeza. Cada parte da vareta é unida por um elástico especial.

Barraca Mongar

O dormitório é construído com uma tela respirável muito fina, que impede a entrada de qualquer inseto, possui duas portas com abertura em “D”,em seu interior conta com 3 porta objetos, sendo 1 na parte superior bem amplo e mais um em cada lado próximo ao piso da barraca.

Barraca Mongar
Dormitório em tecido Mesh B3.
Barraca Mongar
Barraca Mongar

A Barraca Mongar 2 acomoda perfeitamente 2 pessoas mais alguns equipamentos, se a mochila cargueira for de grande capacidade é possível acomoda-la nos avanços laterais, estes possuem cerca de 70 cm de comprimento aproximadamente.

O modelo conta com duas janelas amplas que fazem com que o ar circule dentro da barraca, permitindo a troca de ar.

Barraca Mongar
Barraca Mongar

Para maior firmeza em climas desfavoráveis e rajadas de vento a barraca Mongar 2 tem quatro cordeletes de sustentação, localizados próximos as janelas.

Características do Fabricante:

  • Capacidade: 2 pessoas
  • Peso aproximado com footprint: 2.020 g
  • Barraca: 1.700 g
  • Espeques e cordeletes: 200 g
  • Footprint: 120 g
  • Dimensões: 210 x 135 x 100 C x Lx A
  • Avance: 60 cm x 2
  • Pack: 50 x 15 cm
  • Coluna d’água piso: 4.000mm
  • Coluna d´água teto: 4.000mm
  • Varetas: Alumínio 7001
  • Sobre teto e quarto: Nylon 20D

Montando a barraca Mongar 2

Essa barraca foi construída de maneira inteligente, tornando-a mais fácil e rápida de montar do que a grande maioria das barracas vendidas nacionalmente.

O que a torna especial é o fato que em todos os lados da barraca, tanto no footprint como no dormitório e no sobre teto, possuem presilhas feitas inteiramente em alumínio, isso possibilita um acerto na montagem, garantindo maior leveza e durabilidade para o modelo.

Barraca Mongar
Barraca Mongar
Presilha da vareta central.

A barraca Mongar 2 pode ser montada de três maneiras diferentes, sendo apenas com o sobre teto, com footprint e sobre teto e de maneira completa. Veja as imagens abaixo:

Barraca Mongar
Montagem apenas com vareta e sobre teto.
Barraca Mongar
Montagem com footprint, vareta e sobre teto.
Barraca Mongar
Montagem completa.

Assista o vídeo da montagem completa

Acessórios

Para este modelo a dois acessórios disponíveis vendidos separadamente, o primeiro deles é o Footprint (Piso extra). O segundo é um avanço extra que possui as seguintes características:

  • Tecido: Nylon 20D
  • Peso com embalagem: 680 gramas
  • Capacidade 1/2 pessoas
  • Vareta: Alumínio
  • Coluna de água: 3.000 mm
  • Três estações
  • Medidas: 180 x 210 cm (comprimento x largura)
  • Pacote: 10 x 10 cm
Barraca Mongar
Fonte: Naturehike
Barraca Mongar
Fonte: Naturehike

Ainda iremos fazer alguns testes com esse modelo de barraca, mas já podemos adiantar que a barraca Mongar 2 nos agradou imensamente.

Nos próximos meses estaremos indo para uma travessia de trekking pelos Cânions Laranjeiras e Funil no estado de Santa Catarina, lá terminaremos a nossa avaliação e postaremos todos os pontos positivos e negativos dessa barraca, junto com fotos incríveis. Vem com a gente!

Também realizaremos dois comparativos, o primeiro sendo entre a barraca Mongar e Star River 2 e o segundo entre a Mongar 2 e a MSR Hubba Hubba NX.

Panela Alpha Pot Sea To Summit

Hoje venho apresentar a panela Alpha Pot da marca Australiana Sea to Summit, uma das mais leves e duráveis do mercado nacional.

A linha Alpha Pot é composta por quatro tamanhos diferentes sendo: 1.2 L, 1.9 L, 2.7 L, 3.7 L. o modelo tem tudo que uma boa panela de camping tem que ter, ela é robusta e ao mesmo tempo leve, muito fácil de usar e de lavar.

Fonte: Sea To Summit

Conta com escala graduada na parte interna e externa, cabo giratório com trava de segurança e tampa com orifícios para escorrer macarrão.

Panela Alpha Pot Sea To Summit
Panela Alpha Pot Sea To Summit

Nós estamos avaliando o modelo Apha Pot 1.9 L há cerca de 5 meses, desde o começo dos nossos testes a panela Sea To Summit, mostrou-se muito boa em todos os aspectos.

Cozinhamos com ela macarrão, fritamos ovos, bifes e ainda fizemos muitas vezes strogonoff, é uma panela que atendeu as nossas expectativas. Recomendamos!

A capacidade de 1.9 L é ideal para cozinhar para 2/3 pessoas, acima disso recomendamos uma maior.

Detalhes dos modelos Alpha Pot

A panela Alpha Pot possui cabo de silicone que garante melhor acabamento e segurança ao manusear a panela enquanto você cozinha. Vale mencionar que essa panela conta ainda com um sistema de segurança no cabo chamado de Pivot-Lock ™ , essa inovadora tecnologia permite que o usuário possa cozinhar sem medo de por ventura o cabo se soltar da panela ou dobrar durante o cozimento dos alimentos. Veja no vídeo abaixo:


Panela Alpha Pot pode ser integrada a outros Kit’s da Sea to Summit, como o Delta Light CampSet 4.4 ou Alpha Set 2.1, otimizando ainda mais seu jogo de cozinha, possibilitando o uso por mais números de pessoas, sendo ideal para expedições.

Todos os produtos Sea to Summit você encontra na loja parceira Patos do Sul, localizada em Caxias do Sul/RS.

Por você ser nosso leitor, garantimos um desconto especial em todos os produtos de camping que forem adquiridos na loja Patos do Sul.

Confira outras avaliações de equipamentos outdoor aqui em nosso site, já avaliamos inúmeros produtos, como: barracas, sacos de dormir, fogareiros, roupas, mochilas e outros.

Barraca de Trekking, como cuidar!

Nesta postagem irei explanar sobre os cuidados que você deve tomar antes, durante e no retorno do acampamento, alguns cuidados básicos para a sua barraca de trekking durar mais tempo.

Para ficar mais fácil o entendimento, cito abaixo uma lista com 10 itens essenciais para aumentar a vida útil da sua barraca.

1- Como acondicionar a barraca dentro da mochila cargueira

Todos nós sabemos que as barracas costumam vir bem empacotadas com todas as suas partes dentro de um saco que facilita o transporte. Sempre conferir se todas as partes da barraca (Footprint, estacas, varetas, quarto e sobreteto) estão na sacola antes de ir para uma aventura.

  • A dica é você organizar a barraca dentro da mochila de maneira muito mais inteligente, pensando sempre em evitar que suas partes se danifiquem, para isso sugiro organizar da seguinte forma: Coloque o footprint (piso extra), quarto e sobreteto dentro da sacola de transporte, as varetas e estacas (espeques acomode na parte externa da mochila. Caso você venha escorregar ou cair durante a trilha, como as partes estão separadas evitará que ocorra rasgos ou furos tanto no sobre teto, quanto nas áreas do dormitório.
Barraca de Trekking

2 – Proteja sempre o piso da sua barraca de trekking

O piso é uma das partes mais importantes de uma barraca, cuidar dessa parte garante 50% mais de vida útil, isso porque a grande maioria das pessoas monta em lugares indevidos como em solos pedregosos ou em matas fechadas, podem ocorrer rasgos ou furos no piso e vir a entrar água ou formigas, isso seria um grande problema em um acampamento.

  • Para evitar esses problemas algumas marcas desenvolveram os Footprint (piso extra), ele tem a principal função de impedir que você venha a furar o piso da sua barraca.
  • Caso a sua tenda não tenha o footprint, você pode improvisar usando uma lona embaixo da barraca, certifique-se que essa lona extra seja do tamanho do quarto da sua barraca, nunca coloque uma lona que seja maior, pois em dias de chuvas poderá formar poças nessa lona.
Barraca de Trekking
Crédito: Fui Acampar

3 – Evite montar a barraca com sol forte

O sol é um elemento da natureza que sempre está presente em nossas vidas, assim como nós temos que nos proteger e não ficar muito expostos aos raios do sol, a barraca também funciona assim.

Lembre-se que a barraca é construída para ser a sua segunda casa na montanha e durar inúmeros anos, em grande parte das barracas temos as costuras seladas eletronicamente, espalhadas por toda a barraca. Se a barraca vier a passar muito tempo sob o sol forte, poderá acontecer de derreter a cola que impermeabiliza as costuras e assim fazer com que venha descosturar-se em casos graves.

  • Sempre monte a barraca em fins de tarde e desmonte logo pela manhã, assim você evita que a barraca sofra algum dano pelo sol.
  • Caso você esteja em um travessia de trekking, onde você ficará em um acampamento base, a dica é você armar um pequeno toldo em cima da barraca, isso irá protegê-la muito mais, evitando que o sol agrida as costuras da sua tenda.
Barraca de Trekking

4 – Use os esticadores da sua barraca de trekking

Você já deve ter notado que em todos os modelos de barracas, quando adquiridas novas, vem com pequenos cordeletes, estes têm funções que interferem diretamente não só na barraca como um todo, mas sim nas varetas.

Usar esses cordeletes aumentam a vida útil da sua barraca consideravelmente, tem como função deixar a barraca mais estável em situações de ventos fortes ou climas desfavoráveis,  não usá-los pode comprometer a vida útil das varetas da barraca, fazendo com que a vareta em si absorva todos os impactos gerado pelo clima instável.

Sempre que for montar a sua barraca de trekking, certifique-se de prender todos os pontos, inclusive os cordeletes, pois em algumas situações você está no acampamento e o tempo está bom, ao você dormir o tempo muda e começa piorar, aí você terá que levantar e ajeitar tudo novamente para que a barraca não rasgue com a ventania.

Barraca de Trekking


5 – Não deixe restos de comida nos avanços da barraca

Em alguns picos e montanhas do Brasil, existem animais selvagens que circulam durante a noite, e não estou falando de animais de grande porte, mas sim de ratos e formigas. Em uma das principais travessias de trekking do Brasil, conhecida como Serra Fina, há inúmeros ratos que a noite atacam as barracas dos aventureiros em busca de alimentos, fazendo muitas vezes furos ou rasgos nos tecidos da barraca.

  • Para evitar que isso aconteça, sugiro sempre limpar os equipamentos de cozinha e guardar muito bem os restos de comida, não deixe perto da sua barraca durante a noite, os animais pequenos podem fazer grandes estragos em seus equipamentos.
Barraca de Trekking

6 – Usar estacas (espeques) adequados

Você deve estar se perguntando, oq os espeques tem a ver com a vida útil da barraca? Tem tudo a ver! Pois todas as barracas necessitam seu uso, quando acampamos em locais como grama e terra os espeques da nossa barraca são muito bons, caso você venha a acampar na areia ou neve por exemplo, você deverá ter estacas mais longas, isto é de 25 à 30 centímetros aproximadamente, isso dará maior firmeza para a sua barraca e evitará que o espeque desprenda do solo.

Geralmente o que mais acontece nas praias é você não usar o espeque adequado e no meio da noite o espeque se soltar e a lona do sobre teto ficar se debatendo contra o dormitório, isso poderá danificar muito o conjunto todo, fazendo sua barraca durar menos.

Barraca de Trekking

7- Use sabão adequado para lavar a sua barraca de trekking

Para aumentar ainda mais a vida útil da sua barraca, você precisa manter ela sempre limpa após voltar de uma trilha ou travessia de trekking, caso esteja muito suja é recomendado lavar usando sabão ou detergente neutro isto é, que não tenha glicerina em sua composição.

A Glicerina agride o tecido, retirando mais que apenas a sujeira, as vezes, nos piores dos casos pode acontecer de sair a própria selagem do material, fazendo com que não seja mais tão impermeável. Caso não encontre o sabão neutro, pode-se lavar usando água pura, procurar não esfregar o tecido com escovas ou derivados.

  • Sempre que você tiver que lavar a barraca, lembre-se de usar sabão neutro e deixar secar na sombra, nunca no sol para não acontecer o que foi citado no “item 3”.

8- Evite lavar a barraca muitas vezes

A sua barraca funciona como uma jaqueta de membrana impermeável, isso é, quanto mais você lavar, menos impermeável ela será. Quando digo “lavar” me refiro a você apenas limpar usando um pano úmido e depois deixar secar na sombra, evite lavar a sua barraca com a mangueira ou lava jato.

9- Não guarde a barraca molhada

Esse erro acontece frequentemente entre os aventureiros e praticantes de campismo inexperientes, nunca de-se guardar a barraca com seus tecidos molhados, pois ao passar inúmeros dias fechada em sua sacola de transporte, pode vir a mofar, furar e até mesmo rasgar o tecido.

10- Não deixe sua barraca secar montada

Quando você tiver que deixar a sua barraca secar em casa, a dica é desmontar e pendurar no varal, pois se ficar armada, poderá sobrecarregar as presilhas ou elásticos que são presos na vareta.

Barraca de Trekking

Curiosidades

  • Se usar todos os finais de semana, a barraca durará aproximadamente 1 ano;
  • Se vier a usar apenas uma vez por mês, a barraca durará aproximadamente 2 anos;
  • Se usar duas vezes por ano, a barraca durará aproximadamente 3 anos;
  • Se você não fizer uso da barraca, ela durará no máximo 4 anos.

Conheça a mais nova barraca de trekking da Naturehike, conhecida como Star River 2.

Barraca de Trekking

Depois destas inúmeras dicas sobre como aumentar a vida útil de uma barraca de trekking, esperamos que o texto tenha ajudado você e sanado algumas de suas dúvidas, caso ainda tenha alguma, deixe um comentário logo abaixo, se gostou do texto compartilhe com seus amigos.