Vale Europeu

Circuito de Cicloturismo do Vale Europeu/SC

Conhecendo o Vale Europeu de Cicloturismo

Vale Europeu é o primeiro circuito brasileiro, pensado e organizado para o cicloturismo, hoje uma realidade consolidada cuja fama atrai pessoas de todas as partes do país e até do exterior. Dependendo no roteiro escolhido, percorre-se seus mais de 300 km’s em aproximadamente uma semana, através de uma das regiões mais belas do estado de Santa Catarina – Brasil

Situado no Vale do rio Itajaí, o circuito inicia em Timbó e segue para Pomerode, e em sequência o roteiro clássico orienta na direção de Indaial, Ascurra, Apiúna, Rodeio, Benedito Novo, Dr. Pedrinho, Rio dos Cedros(Alto Cedros e Palmeiras).

O circuito Vale Europeu sempre priorizando o percurso por estradas secundárias, de baixa movimentação de veículos, e cuja beleza cênicas  naturais presenteiam o tempo todo com belas imagens quem se propõem a realizar esta jornada.

São pequenos rios, cachoeiras, a fauna e flora típicas da mata atlântica e dos campos de araucárias. Em cada povoado ou cidade é fácil apreciar a arquitetura típica com algumas construções centenárias muito bem conservadas, além disso, conhecer aspectos culturais e ser muito bem recebido pela hospitalidade da nossa gente tranquila do interior, e é claro, como não poderia deixar de ser,  provar da sensacional gastronomia local.

O circuito Vale Europeu inicia no centro de Timbó, exatamente junto ao restaurante Thapyoka, onde é feita também a inscrição no circuito por um pequeno valor que dá direito a receber um mapa da região, um guia do roteiro, com planilhas de orientação e altimetria, e ao final do circuito, um belo certificado de conclusão do circuito para ter como recordação.

A viagem

Por meados de maio do ano passado comecei a procurar um roteiro de viagem de bicicleta para fazer no inverno pois queria muito testar alguns equipamentos novos e também ter a experiência de pedalar com a bicicleta carregada no frio. Já tinha ouvido falar do Vale Europeu, através do meu amigo Ricardo Tavares, que havia realizado o circuito na primeira edição, isto a mais de dez anos atrás. Por conta desta conversa com meu amigo e também pela facilidade da logística, abracei a ideia de realizar a viagem.

Entrei em contato com meus parceiros de aventuras e apenas o Bruno Guimarães, que mora em Floripa, se interessou em fazer o Vale Europeu. Após uma rápida conversa por telefone, organizamos o pequeno desafio no mês de junho. Ajustamos a logística de transporte, as bicicletas, a lista de equipamentos e definimos o dia 8 de junho para pegar a estrada.

No nosso plano a ideia era, além de conhecer a região fazendo o circuito do Vale Europeu da maneira mais “roots” possível, acampando selvagem/camping’s estruturados e também fazendo todas as refeições com nossos equipamentos de cozinha.

Primeiro dia – Vale Europeu

Acordamos bem cedo, ainda escuro e às 6 horas da manhã, iniciamos a viagem de carro, saindo de minha casa em Imbituba, com destino ao ponto zero do circuito, na cidade de Timbó.

Vale Europeu

Por ser um dia de semana, perdemos muito tempo na região da grande Florianópolis/SC onde o trânsito é sempre muito complicado. Isto nos atrasou em mais de duas horas, fazendo com que chegássemos em Timbó quase ao meio-dia.

Sabendo que teríamos poucas horas de luz solar, tratamos de acelerar as coisas. Localizamos um lugar seguro para deixar o carro, corremos para o Thapyoka para formalizar nossas inscrições e feito isso, subimos nas bicicletas e seguimos a rota que estava carregada no GPS com destino a cidade de Pomerode.

Por conta da preocupação com o horário, não paramos para almoçar, tocamos direto e não demorou muito para darmos de cara com a primeira subida forte do circuito. Um bom teste para saber como estava meu preparo físico e também para ver em ação os equipamentos novos da bicicleta.

Foi neste momento em que o Bruno me alertou que o cambio traseiro da minha bicicleta estava muito próximo dos raios da roda. Ao parar para verificar, constatei que a gancheira (peça que fixa o câmbio traseiro) estava empenada para o lado de dentro, problema complicado que certamente aconteceu durante o transporte no carro. Não tendo como remediar ali, decidi seguir em frente tendo todo o cuidado de não usar as marchas mais leves, para não correr o risco de ver o câmbio traseiro se enroscar com os raios da roda e aí sim, ter uma grande dor de cabeça. Com esta situação, a solução foi rodar com 15 marchas apenas. Dureza!

Seguimos em frente sem mais surpresas e sempre por um belo caminho em meio ao Vale Europeu, e ao passo que nos aproximávamos de Pomerode, começamos a procurar algum lugar para acampar selvagem, mas sendo a região bastante povoada, não encontramos nenhum lugar legal e seguro.

Chegamos na cidade com o cair da tarde, e sem enrolar, fomos num posto de combustível para perguntar onde poderíamos encontrar uma pousada boa, bonita e barata para pernoitarmos, pois sabendo que o Circuito é para todos os bolsos, não era o nosso plano gastar muito numa diária de pousada. Recebemos a recomendação da Pousada Luiza, que ficava do outro lado da cidade e para lá tocamos sem parar, já no início da noite.

Ao chegar, fizemos nosso check in, descobrimos que não tinha café da manhã, mas até aí tudo bem, pois estávamos equipados e com alimento para as refeições. Após um banho demorado, fomos para a pequena cozinha da pousada e preparamos nosso jantar, conversamos um pouco e com o cansaço batendo, sem demorar fomos dormir.

Dados do dia:

  • Distância: 48.8 km
  • Ganho de Elevação: 570 m
  • Perda de Elevação: 565 m
  • Custos de hospedagem: R$ 50,00, sem café da manhã;

Segundo dia – Vale Europeu

Acordamos por volta das 7 horas, o dia estava bom e a temperatura agradável, preparamos o nosso café, montamos as tralhas nas bikes e seguimos para o pórtico de informações turísticas na estrada da cidade, para carimbar nossos passaportes do circuito do Vale Europeu pois no dia anterior, quando chegamos, o pórtico já estava fechado. Aproveitamos também para pegar algumas dicas e fazer uma foto para recordação e “bola pra frente”! Próxima parada: Indaial.

Efetivamente começamos nosso pedal deste dia quase às 11 horas, porém tranquilos pois nosso próximo destino estava próximo, algo em torno de 40 km’s.

Logo que sai da cidade, o caminho fica muito tranquilo. São pequenos sítios, casas, alguns pequenos povoados com igrejas, tudo no estilo alemão. Muito verde e ar puro.

Depois de mais de 23 km’s rodando nessas condições, chegamos novamente no asfalto. É a movimentadíssima SC 421, onde é preciso pedalar no acostamento cerca de 1 km para cruzar para o outro lado e aí então voltar para a tranquilidade.

Como já era praticamente meio-dia, decidimos parar no posto de combustível que fica localizado neste trecho da SC 421. Pedimos para os frentistas se poderíamos usar um cantinho numa sombra que tinha um murinho que servia perfeitamente como banco e fomos autorizados.

Vale Europeu

Agilizamos rapidamente uma super polenta com linguiça calabresa e dois litros de tang para hidratar.

Ficamos parados quase duas horas. Afinal, depois do almoço sempre cai bem uma “siesta” na sombra,

Por volta das 13:45 retomamos nossa jornada rumo a Indaial, que pelos nossos cálculos, chegaríamos em mais duas horas, rodando bem devagar para apreciar o visual e não se cansar.

Ao chegar na movimentada Indaial, fomos procurar uma bicicletaria pois o Bruno estava sem câmara de ar de reserva.

Resolvida essa questão técnica da bike do Bruno, demos uma voltinha pela cidade, seguindo adiante procurando um lugar para parar para um lanche da tarde e seguir em frente pois a nossa ideia era sair um pouco da cidade e localizar um lugarzinho tranquilo para acampar.

Rodamos, rodamos e nada. A região é muito habitada e não conseguimos encontrar um lugar bom. Neste momento, por volta das 17 horas, decidimos tocar para Rodeio, percorrendo uma distância de vinte e poucos quilômetros. Era tentar a sorte de encontrar um lugar bom para acampar por lá, um pouco antes da entrada da cidade.

Vale Europeu

O fim da tarde chegava rápido e como era quase inverno, escurece cedo e, por volta das seis e meia da tarde, bem na hora do rush, alcançamos movimentadíssima BR 470, onde teríamos que pedalar por quase 2 kms para chegar na cidade de Ascurra.

Neste trecho procuramos andar o mais rápido possível para sair daquele agito de trânsito pesado e entrar logo na cidade.

Como já estava escuro, passamos batido por Ascurra, seguindo nosso plano de tentar encontrar um local de acampamento neste trecho entre Ascurra e Rodeio. Sem sucesso.

Não demoramos para chegar em Rodeio que fica por volta de 5 kms de Ascurra e vendo nosso plano infalível falhar, fomos novamente num posto de combustível perguntar sobre pousadas na cidade. Os frentistas nos indicaram ao menos duas, sendo que na primeira que tentamos, como era dia de semana, estava fechada. Voltamos todo o caminho que tínhamos percorrido e após confirmar a localização da outra alternativa, tocamos para lá correndo pois a temperatura estava bem baixa e o cansaço começara a bater. Na segunda tentativa deu certo, estávamos salvos! Kkk

Chegamos na excelente Hospedaria Cama Café Stolf, onde pegamos um ótimo quarto e após um merecido banho quente, numa rápida conversa com a dona da pousada pedimos para usar a cozinha, e tendo o sinal verde, tratamos de fazer o nosso jantar e conversar um pouco antes de capotar na cama.

Dados do dia:

  • Distância: 75.5 km
  • Ganho de Elevação: 759 m
  • Perda de Elevação: 737 m
  • Custos de hospedagem: R$ 70,00, com ótimo café da manhã

Terceiro dia – Vale Europeu

Acordamos no horário de sempre, por volta das 7 horas, estava frio, no termômetro marcava 6 graus.

Arrumamos nossas coisas e só depois de deixar as bicicletas prontas, fomos tomar café.

Ao sairmos do nosso quarto, demos de cara com outras bicicletas, que eram de um pequeno grupo que estava fazendo o circuito porém com apoio. Na hora que o grupo apareceu, ficaram espantados, nem tanto pela carga nas nossas bicicletas, mas pelo fato de naquela friaca, tanto eu quanto o Bruno, estarmos de bermuda de ciclismo. Sim, estava frio, mas nós aqui do sul, estamos um pouco acostumados com isso e também sabíamos que com o decorrer das horas, a temperatura iria subir. Ainda assim, foi muito engraçado ver a cara da turma, principalmente as caras de espanto de um casal que era do Recife…kkk

Depois de tomar um generoso café e comer ao estilo “como se não houvesse amanhã”, resolvemos encarar a friaca que vinha junto com uma neblina densa e úmida.

Após sair da cidade, começa uma longa e quase constante subida em estrada de terra, que naquele momento e com aquela temperatura, vinha bem a calhar para aquecer o corpo.

Não demorou muito e alcançamos o famoso Caminho dos Anjos. Um conjunto de esculturas que como o nome sugere, representa anjos celestiais, e que naquele instante com a bruma densa da neblina, dava um ar de misterioso e mágico para aquele lugar singular e muito bonito.

Vale Europeu

Paramos alguns instantes na praça central do Caminho dos Anjos para tomar água, recuperar o fôlego e conversar com alguns jipeiros que estavam por ali e que ficaram curiosos ao nos verem com as bicicletas carregadas.

Por conta do frio, e a neblina seguir escondendo o sol, não demoramos muito tempo parados, pois não seria uma boa esfriar o corpo naquele momento. Tocamos em frente, morro acima. Para o alto e avante!!! Kkk

Como já dizia um antigo ditado da nação aborígene mountain biker:  “tudo que sobe, desce”, por volta das 11 horas, as coisas mudaram. Aquilo que antes era subida e neblina, se tornou uma longa descida e com um sol bastante agradável.

Passamos batidos pelo caminho que leva para a Tirolesa K2mil (a maior das Américas), pois não era nosso objetivo visitar este tipo de atrativo nesta nossa primeira incursão por aquelas bandas. Nós queríamos mesmo era rodar no estradão de terra, parar só para comer, descansar e se a sorte nos abençoasse, encontrar um lugar bacana para acampar selvagem.

Por volta das 13 horas, chegamos numa pequena localidade no município de Benedito Novo, onde aproveitamos para nos reabastecer de água apenas, decididos não parar naquele momento para almoçar.

Após um descidão bacana para testar suspensão, freios e a fixação da bagagem… kkk, chegamos na bifurcação que leva para a Pousada Campo do Zinco. Aproveitamos aquele momento para uma rápida parada e mastigar alguma coisa e seguir na outra direção, rumando para o centro de Benedito Novo.

Não demoramos muito para encontrar com o belíssimo Ribeirão Liberdade  que segue paralelo com a estradinha de terra. Esse foi um dos pontos altos para mim. A cada instante a estradinha nos presenteava com vistas muito bonitas do rio e do verde em seu redor.

Embora fosse cedo para parar, ativei meu radar para tentar localizar um lugar bacana para acampar antes da cidade, pois meus instintos diziam que era alí ou nunca..kkkk

Seguíamos bem devagar, curtindo o visual quando percebi uma pequena prainha no meio do ribeiro, com um enorme bambuzal. Imediatamente parei e fui investigar. Era como uma pequena ilha de pedras, bambus e com algumas clareiras.

Bingo! Após rodar apenas 31 kms e às 15 horas finalmente um lugar perfeito para acampar. Sem cerca, longe de casas e escondido de quem passa na estrada. Bastava apenas descer um barranco, atravessar as bicicletas empurrando com cuidado pois, embora raso, o fundo do ribeiro era muito irregular por ter muitas pedras soltas.

Escolhemos o lugar para montar as barracas e logo em seguida, fomos tratar de coletar e tratar a água para nos reabastecer e cozinhar nosso almoço/jantar.

Ao cair da noite, fizemos uma segunda refeição ao redor do fogão à lenha do Bruno e ficamos curtindo o momento com uma conversa divertida iluminada apenas pelo fogo e ao som dos grilos, sapos e outros moradores do lugar.

Vale Europeu

Esse era o grande momento que procurávamos. Ficar numa pousada com todo o conforto que se tem em casa é muito bom depois de um dia de pedal, mas abrir mão destas comodidades e em troca ganhar uma noite tranquila, com um fogo iluminar e aquecer no friozinho, céu estrelado, tendo a trilha sonora dos sons das águas e da bicharada ao redor, é uma coisa que pouca gente compreende,  mas para nós, sempre faz todo o sentido. Não e verdade?

Dados do dia:

  • Distância: 31.3 km
  • Ganho de Elevação: 934 m
  • Perda de Elevação: 600 m
  • Custos de hospedagem: R$ 0,00, Hotel um milhão de estrelas.

Quarto dia – Vale Europeu

O dia amanheceu nublado, sendo que durante a noite até caiu uma chuva fraca que não nos afetou pois montamos o acampamento em meio ao bambuzal.

Preparamos nosso café da manhã reforçado e sem muita pressa desmontamos o acampamento, deixando para montar as bagagens nas bicicletas só depois de atravessar o ribeiro e subir o barranco para voltar à estrada.

Retomamos nosso pedal pouco antes das nove horas da manhã e não demorou muito para perceber que a decisão do lugar de acampamento da noite anterior estava correta. Começaram a aparecer cercas, casas, sítios, cachorros e o belo ribeiro desapareceu.

Com uma hora de pedal, e após percorrer aproximadamente 12 kms, chegamos ao centro do município de Doutor Pedrinho e fomos logo procurar um mercado para reabastecer nossas provisões e cair com tudo no meio das gordices e porcarias açucaradas, pois sabíamos que dali para frente, na parte alta do circuito, praticamente não existe comércio nenhum.

Como era domingo, estava tendo uma prova de MTB, tipo cross country e foi engraçado, pois num dado momento aparecemos no meio do pelotão, ou melhor, o pelotão nos alcançou e foi muito divertido a galera cumprimentando e fazendo brincadeiras com a gente.

Aproveitamos também, já que havia um posto de controle da prova na cidade, para nos informar do caminho para o nosso próximo destino: Alto Cedros. Existem duas alternativas, a primeira que é via Gruta de Santo Antônio, que está ok e sinalizada e a segunda, via Cachoeira Véu de Noiva, um pouco mais longa e que por conta de uma obra na estrada não está sinalizada e momentaneamente fora do roteiro oficial. Após sabermos das condições da estrada em obras, e também por estarmos com o circuito carregado no nosso GPS, decidimos explorar o percurso da estrada em obras por ser mais roots e desafiador. Kkkk

Por volta das 11 horas, depois de carimbar nossos passaportes na Pousada e Hotel Dona Hilda, onde fomos muito bem recebidos com um delicioso café quente totalmente grátis, tomamos o nosso rumo num ritmo moderado pois sabíamos que esse seria um dia com muitas subidas.

A estrada não estava tão ruim, pois a obra já estava na fase de compactação do rípio com algumas poucas partes necessitando de mais atenção com a brita solta.

Logo que começa a subida, avistamos a placa que indica o mirante da cachoeira que dá nome a este trecho do circuito. Tentamos acessar a mesma, mas como havia uma porteira fechada, desistimos pois não tinha como chegar até a queda d’água com as bicicletas e deixar as mesmas na porteira não pareceu naquele momento uma boa ideia. Tocamos em frente.

A subida forte exigia bastante, e no meu caso, um esforço um pouco maior por conta do problema da gancheira empenada, que fazia ter de usar apenas cinco das oito marchas do cassete.

Este é o trecho menos povoado do circuito, e o que se tem pelo caminho são fazendas de gado e muitas plantações de pinus e eucaliptos. Não é um visual dos mais bacanas inicialmente, mas na medida em que se anda, a coisa melhora com as primeiras descidas que dão um pouco de adrenalina na brincadeira.

Ainda neste trecho, podemos dizer que é aqui a região mais fácil de acampar selvagem em meio aos pinos e eucaliptos ou até mesmo dormir numa casa abandonada com ar de filme de terror. Alguém curte essa última opção? Kkk

Depois de rodar mais um bom bocado no meio deste trecho, lá pelas tantas percebo que o Bruno ficou para trás… parei e como ele não apareceu, voltei um pouco e logo encontrei ele, com o pneu furado. Era a segunda vez que aconteceu, a primeira vez foi comigo no primeiro ou segundo dia da trip, não recordo bem.

Para tudo, desmonta a bicicleta, troca a câmara de ar e bola para frente!

Vale Europeu

Depois de umas duas horas de muito sobe e desce, finalmente avistamos a placa que informa que estamos chegando em Rio dos Cedros e logo em seguida, num descidão, reencontramos com o grupo de ciclistas que conhecemos em Rodeio, que estavam chegando também quase juntos, porém via Gruta de Santo Antônio.

Cumprimentamos o pessoal e como ali estava complicado acampar selvagem pois para todo lado que se olha só se vê propriedades particulares. Então fomos em frente com eles até a beira do lago, onde eles ficaram de encontrar o Sr. Raulino, proprietário da Pousada da Família Duwe.

Não demorou muito e avistamos um barquinho cruzando o lago, e no remo, o Sr. Raulino. Como o pessoal já tinha reserva, eles foram primeiro, enquanto eu e o Bruno, pensávamos em alguma opção de camping.

Quando o Sr Raulino retornou para falar conosco, perguntamos para ele se havia algum camping pago aí nas proximidades e junto com uma negativa, ele já foi oferecendo o jardim da pousada para acampar e dizendo que podíamos usar um banheiro para tomar banho. No mesmo instante concordamos e de pronto Sr. Raulino já foi organizando nossas coisas no barco e enquanto fazia a travessia, ele comentou que iria chover na noite e se a gente quisesse, podíamos montar as barracas na garagem de um dos chalés. Nossa! Perfeito. Mas não parou aí, de imediato ele nos autorizou a usar a cozinha do chalé para fazer nossa janta. Nossa! Parte dois – Me belisca que eu estou sonhando! Em outras palavras, acampamos na garagem de um chalé só para nós.

Mas vocês pensam que a as surpresas acabaram aí? Nada! Já na noite, quando estávamos à mesa, jantando, conversando e olhando o mapa, aparece na porta o Sr. Raulino com duas tigelas com uma sobremesa de encher os olhos e como o Bruno estava impedido de comer doce, fiquei com as duas tigelas para mim. Pense numa criança que foi dormir feliz.

Vale Europeu

Dados do dia:

  • Distância: 50,9 km
  • Ganho de Elevação: 973 m
  • Perda de Elevação: 715 m
  • Custos de hospedagem: R$ 25,00, camping indoor na garagem e com sobremesa.

Quinto dia – Vale Europeu

Acordamos no mesmo horário de sempre e a chuva que estava sendo aguardada para a noite, não aconteceu. Tomamos nosso café reforçado, e aceleramos em desmontar as coisas e guardar tudo nos alforges para sermos os primeiros na travessia de barco.

Com um sol tímido e temperatura agradável, após tirar algumas fotos do Sr. Raulino fazendo a travessia com a galera, começamos nosso quinto dia de pedal, num ritmo moderado pois seria mais um dia com bastante subidas, sendo que neste dia existe duas opções de caminho: Via Mergulhão ou via Pedra Preta.

Perguntei para Sr. Raulino qual caminho ele achava mais bonito e seguindo a sua dica, tomamos o rumo mais longo, via Pedra Preta.

O dia bonito e a paisagem local eram uma combinação que animava bastante apesar do cansaço acumudalo de quatro dias de muitas subidas, mas a receita para não “quebrar” nesta hora é tocar num ritmo despacito, curtindo o momento e apreciando a paisagem repleta de araucárias.

Por volta do meio-dia, ao avistarmos um banco debaixo de uma árvore junto de um lago, decidimos parar para preparar nosso almoço e descansar um pouco. Ficamos parados uma hora.

Retomando nosso plano de voo seguimos em frente e após rodar 9 kms, avistamos a placa da Cachoeira Formosa e no mesmo instante lembrei das dicas que a Franciele Tais, ciclo viajante do Projeto Válvula, tinha me dado alguns dias antes da viagem. Ele recomendou muito conhecer a cachoeira e assim o fizemos.

Entramos na estradinha da fazenda que leva direto para o camping da Cachoeira Formosa.

Vale Europeu

O local estava completamente vazio, mas ao chegar na área de estacionamento, avistamos as bicicletas do grupo de ciclistas que seguiam no mesmo trecho que nós.

Fomos conhecer os dois mirantes, apreciar a beleza do lugar e fizemos algumas fotos e antes de seguir, tomamos um refrigerante para dar uma refrescada. Sem muita demora retomamos o pedal.

Após uma última subida, a coisa finalmente melhorou e começamos a descer direto quase o tempo todo até chegarmos ao belíssimo e muito bem cuidado Camping Península Palmeiras, nosso destino final para aquele dia.

Enquanto ninguém do camping aparecia, aproveitamos para tomar mais um refrigerante na lanchonete que tem ao lado da portaria do camping e não tardou muito para o dono nos receber, abrindo a porteira e dizendo que podíamos acampar em qualquer lugar, e como o camping estava vazio, excepcionalmente nos autorizou a organizar nossas barracas numa área coberta com churrasqueiras, mesa, pia e luz elétrica. Tudo nosso! Que beleza!!!!

Com o acampamento devidamente montado e de banho tomado, fomos apreciar o cair da tarde na beira do lago da barragem do Rio Bonito.

Vale Europeu

Foi um belo final de tarde de temperatura agradável, sem vento e nenhum barulho.

Um sentimento de paz e gratidão é a maior recordação que tenho agora ao descrever aquele momento que sem exagero, foi maravilhoso.

Ao escurecer, voltamos para nosso acampamento, fizemos o jantar e após uma rápida revisão nas bicicletas, fomos dormir.

Dados do dia:

  • Distância: 45.8 km
  • Ganho de Elevação: 811 m
  • Perda de Elevação: 840 m
  • Custos de hospedagem: R$ 20,00 – Camping.

Último dia no Vale Europeu

Mesma rotina dos dias anteriores porém neste manhã, demoramos mais que o normal para sair. Creio que um pouco pelo cansaço acumulado e também por ser o último dia da nossa viagem.

O céu nublado e a previsão de chuva nos deixavam em estado de alerta, mas como até aqui todas as previsões de chuva deram erradas, não estávamos colocando fé que iriamos nos molhar justo no último dia. Ledo engano.

Enquanto seguíamos nosso caminho praticamente plano por cerca de 20 kms, a chuva começou a se manifestar na forma de chuvisqueiros rápidos que iam e vinham, porém aumentando de intensidade a cada momento que passava.

Depois de uma pancadinha mais forte, numa descida, avistamos uma ponte coberta e corremos para lá pois o céu escuro mostrava que não tardaria para chegar uma pancada de chuva forte. Foi apenas o tempo de chegar na cobertura e desabou uma chuvarada bonita.

Como eram mais de 11 horas, e já tendo rodado quase a metade da distância para o dia, decidimos aproveitar a proteção da cobertura da ponte, que está interditada para carros, para fazer um almoço e esperar o tempo melhorar.

Vale Europeu

Uma hora e meia depois o tempo melhorou e voltou o sol, e estando nós alimentados, retomamos nosso pedal pelos últimos trinta e poucos quilómetros finais.

Ainda tinha a última subida, que na minha opinão, ainda que não fosse a maior, foi sem dúvidas a mais difícil e íngreme, em um intervalo de 5 kms, aproximadamente.

Vencida a última montanha, parecia que agora as coisas seriam tranquilas, no entanto, ao olharmos do alto na direção do vale onde fica a cidade de Timbó, a coisa não estava nada animadora. Céu escuro, totalmente fechado e com nuvens despejando água.

Preparamos o psicológico e começamos a descida de mais de 20 kms na certeza de que cedo ou tarde seríamos agraciados com aquela ducha grátis. Não deu outra.

No meio da descida a chuva nos pegou com tudo, e isso fez com que, por cautela, reduzíssemos nossa velocidade no meio daquela estrada que agora era barro e lama, com alguns trecho de descidas bastante fortes… era o tempo todo com as mãos “nos alicates” para não deixar o trem sair dos trilhos.kkk

Chegamos na área urbana de Timbó debaixo de muita chuva e lama, mas graças aos últimos quilômetros com calçamento, a água removeu toda a lama das bicicletas e das roupas. Estávamos totalmente ensopados, da cabeça aos pés e só não estávamos com frio por conta de estarmos em movimento.

Quando chegamos no ponto final, no restaurante Thapyoka, por volta das 15 horas, chovia muito mesmo e achamos melhor não entrar lá dentro para pegar nossos certificados de conclusão do circuito dado o nosso estado lastimável que lembrava cachorros de rua encharcados.

Vale Europeu

Chamamos a moça da recepção que gentilmente levou nossos passaportes para dentro e em alguns minutos voltou com nossos certificados personalizados. Uma bela recordação para guardar do Circuito do Vale Europeu.

P.s.: agora que mapeei os pontos mais “roots”, qualquer dia voltarei para fazer no esquema 100% acampando. Bora?

Considerações finais

O circuito do Vale  Europeu é em sua essência, pensado para o turismo. A estrutura muito bem organizada e toda voltada para o conforto e a comodidade onde, o cicloturista ao seguir o roteiro, pode sem grandes preocupações apreciar belos passeios e ainda, ao final de cada dia, desfrutar de toda a mordomia que achar conveniente.

Por outro lado, ainda que não seja uma aventura desafiadora, não se engane, o circuito exige sim um preparo físico mínimo para ser concluído. Além disto, as estradas de terra e a altimetria combinadas com uma condição climática ruim, podem tornar aquilo que deveria ser um tranquilo passeio de bicicleta, num perrenguezinho para levar de recordação e contar para os netos.

O mais legal do Circuito é que ele tem todos os atributos que eu considero interessantes para quem quer ter a sua primeira experiência com o cicloturismo: um roteiro organizado com mapa, pontos de apoio e rotas bem sinalizadas. Fatores que facilitam muito para quem quer começar e não tem a prática ou não quer se envolver em organizar questões complexas de logística.

Aos mais experientes, também é uma ótima e divertida opção, principalmente se estiver autossuficiente, ainda que seja um pouco complicado encontrar áreas para acampar, as rotas e a altimetria de cada dia, se apresentam como pequenos desafios. E é claro, com um pouco de atenção, desprendimento e o faro para encontrar lugares, é possível sim fazer praticamente todo o roteiro acampando.

Para ter mais informações sobre o Circuito do Vale Europeu, clique aqui.

Comparativo de Barracas Naturehike

Hoje venho apresentar um comparativo detalhado entre as barracas Star River 2 X Mongar Ultralight 2 da marca Naturehike.

Aqui no nosso site já escrevemos sobre os dois modelos em destaque, caso você tenha alguma dúvida na hora de escolher entre um modelo ou outro, esse comparativo irá lhe ajudar.

Barraca Star River Ultralight 2

  • Dimensões:
  • Externa: 2,15 x 2,61 metros
  • Interna (quarto): 1,31 x 1,10 x 2,15 metros
  • Embalagem: 45 x 15 cm
  • Avanço: 65 cm
  • Janela: 1
  • Varetas: Alumínio 7001
  • Sobre teto e quarto: Nylon 210 T
  • Piso: Polyester oxford 150 D
  • Capacidade Coluna D’água: 3000 mm
  • Impressão de Pé – 120 g
  • Cordeletes e Varetas – 200 g
  • Máximo (Barraca, sobreteto, Varetas, Espeques, Cordeletes e FootPrint) – aprox. 2.373 kg

Barraca Mongar Ultralight 2

  • Capacidade: 2 pessoas
  • Peso aproximado com footprint: 2.020 g
  • Barraca: 1.700 g
  • Espeques e cordeletes: 200 g
  • Footprint: 120 g
  • Dimensões: 210 x 135 x 100 C x L x A
  • Avance: 60 cm x 2
  • Janelas: 2
  • Pack: 50 x 15 cm
  • Coluna d’água piso: 4.000mm
  • Coluna d´água teto: 4.000mm
  • Varetas: Alumínio 7001
  • Sobreteto e quarto: Nylon 20D

Opinião

Nossa

Barraca Star River Ultralight 2

Pontos positivos

  • Tecido Nylon 210 T
  • Coluna de água 3.000 mm
  • Costuras seladas eletronicamente
  • Engates de rápido ajuste
  • Estabilizadores laterais
  • Amplo espaço interno para duas pessoas
  • Duas portas grandes com abertura em “U”
  • É possível sentar na barraca sem encostar a cabeça no teto
  • Suporte para lanterna
  • Varetas em alumínio 7001
  • Espeques em alumínio
  • independente
  • Possui footprint (piso extra)
  • É possível comprar no Brasil
  • Amplo avanços laterais

Barraca Mongar Ultralight 2

Pontos positivos

  • Tecido Nylon 20 D
  • Coluna de água 4.000 mm
  • Costuras seladas eletronicamente
  • Presilhas em alumínio para maior durabilidade
  • Estabilizadores laterais
  • Possui presilha/ilhós para prender nas pontas da vareta central
  • Amplo espaço interno para duas pessoas
  • É possível sentar na barraca sem encostar a cabeça no teto
  • Suporte para lanterna
  • 3 porta objetos amplos
  • Varetas em alumínio 7001
  • Espeques em alumínio
  • independente
  • Possui footprint (piso extra)
  • É possível adicionar avanço extra (vendido separadamente)

Pontos Negativos

  • Não possui presilha/ilhós para prender nas pontas da vareta central
  • As pontas das varetas não são roscadas nas varetas
  • Não é possível adicionar avanços extras
  • Bolsos internos pequenos
  • Peso 2.373 kg (completa)
  • Valor R$ 1.379,00

 

Pontos Negativos

  • As pontas da vareta não são roscadas nas varetas
  • Não pode ser comprada no Brasil (importação oficial)
  • Portas pequenas com abertura em “D”
  • Peso 2.020 kg (completa)
  • Valor R$ 1.499,00

Diferenças na montagem

A barraca Star River Ultralight 2 pode ser montada de duas formas apenas, sendo a primeira com sobre teto e footprint (piso extra – vendido separadamente) e a segunda de maneira completa.

A barraca Mongar Ultralight 2 pode ser montada de três formas, sendo a primeira apenas com o sobre teto, a segunda com sobre teto e footprint  (piso extra – vendido separadamente) e a terceira de maneira completa.

Assista o vídeo completo de montagem dos dois modelos de barraca

Abaixo você pode conferir uma galeria com as melhores fotos capturadas por nossas lentes, mostrando alguns detalhes interessantes de cada modelo em diferentes locais.

Conclusão

O comparativo tem como principal função ajudar você na escolha da sua próxima casa de montanha, mas isso dependerá de você escolher qual dessas duas barracas é melhor para a atividade que você vai realizar.

A Mongar tem 373 gramas a menos, mas nem por isso o modelo Star River pode ser considerada ruim, pois a uma grande diferença de materiais entre elas e medidas.

O que podemos dizer sobre os dois modelos comparados é que a barraca Star River Ultralight 2 é mais adequada para climas frios e a Mongar Ultralight 2 para climas quentes.

Ainda estamos avaliando os dois modelos, no feriado de carnaval levaremos as duas barracas para uma travessia de trekking de três dias pela borda dos cânions Laranjeiras e Funil no estado de Santa Catarina/Brasil, lá poderemos analisar e comprovar todas as suas características de aerodinâmica, impermeabilidade, qualidade dos materiais e muitos outros aspectos.

Se você gostou desse comparativo, deixe um comentário logo abaixo! Caso você queira ver outros comparativos iguais a estes, compartilhe com a gente os produtos que você gostaria de ver aqui no site.

Barraca Mongar

Barraca Mongar 2 Naturehike

Hoje venho apresentar a barraca Mongar 2 da marca chinesa Naturehike, adquirimos este modelo fora do Brasil para assim poder fazer a avaliação completa.

A barraca Mongar 2 é destinada para usuários que vão fazer atividades como: montanhismo, travessias de trekking, cicloturismo ou até mesmo acampamentos em família.

Primeiras impressões

O modelo que estamos avaliando está destacado no site da naturehike como modelo novo, pois é composta por duas cores verde e cinza, muito diferente das vendidas nacionalmente, que geralmente são de uma cor somente, ou é verde ou cinza apenas.

Confeccionada toda ela em Nylon 20D com revestimento em silicone, conta com vareta em alumínio 7001, footprint (piso extra) e espeques também em alumínio, todas as suas costuras são seladas eletronicamente.

A barraca Mongar 2 é bastante leve, pesa cerca de 1.700 gramas (Sobre teto, dormitório e vareta) e 2.020 gramas no total (Sobre teto, dormitório, vareta, footprint, espeques e cordeletes).

A vareta é dividida em duas partes, sendo formada por dois “Y” e mais uma vareta que cruza em seu centro, garantindo assim maior firmeza. Cada parte da vareta é unida por um elástico especial.

Barraca Mongar

O dormitório é construído com uma tela respirável muito fina, que impede a entrada de qualquer inseto, possui duas portas com abertura em “D”,em seu interior conta com 3 porta objetos, sendo 1 na parte superior bem amplo e mais um em cada lado próximo ao piso da barraca.

Barraca Mongar
Dormitório em tecido Mesh B3.
Barraca Mongar
Barraca Mongar

A Barraca Mongar 2 acomoda perfeitamente 2 pessoas mais alguns equipamentos, se a mochila cargueira for de grande capacidade é possível acomoda-la nos avanços laterais, estes possuem cerca de 70 cm de comprimento aproximadamente.

O modelo conta com duas janelas amplas que fazem com que o ar circule dentro da barraca, permitindo a troca de ar.

Barraca Mongar
Barraca Mongar

Para maior firmeza em climas desfavoráveis e rajadas de vento a barraca Mongar 2 tem quatro cordeletes de sustentação, localizados próximos as janelas.

Características do Fabricante:

  • Capacidade: 2 pessoas
  • Peso aproximado com footprint: 2.020 g
  • Barraca: 1.700 g
  • Espeques e cordeletes: 200 g
  • Footprint: 120 g
  • Dimensões: 210 x 135 x 100 C x Lx A
  • Avance: 60 cm x 2
  • Pack: 50 x 15 cm
  • Coluna d’água piso: 4.000mm
  • Coluna d´água teto: 4.000mm
  • Varetas: Alumínio 7001
  • Sobre teto e quarto: Nylon 20D

Montando a barraca Mongar 2

Essa barraca foi construída de maneira inteligente, tornando-a mais fácil e rápida de montar do que a grande maioria das barracas vendidas nacionalmente.

O que a torna especial é o fato que em todos os lados da barraca, tanto no footprint como no dormitório e no sobre teto, possuem presilhas feitas inteiramente em alumínio, isso possibilita um acerto na montagem, garantindo maior leveza e durabilidade para o modelo.

Barraca Mongar
Barraca Mongar
Presilha da vareta central.

A barraca Mongar 2 pode ser montada de três maneiras diferentes, sendo apenas com o sobre teto, com footprint e sobre teto e de maneira completa. Veja as imagens abaixo:

Barraca Mongar
Montagem apenas com vareta e sobre teto.
Barraca Mongar
Montagem com footprint, vareta e sobre teto.
Barraca Mongar
Montagem completa.

Assista o vídeo da montagem completa

Acessórios

Para este modelo a dois acessórios disponíveis vendidos separadamente, o primeiro deles é o Footprint (Piso extra). O segundo é um avanço extra que possui as seguintes características:

  • Tecido: Nylon 20D
  • Peso com embalagem: 680 gramas
  • Capacidade 1/2 pessoas
  • Vareta: Alumínio
  • Coluna de água: 3.000 mm
  • Três estações
  • Medidas: 180 x 210 cm (comprimento x largura)
  • Pacote: 10 x 10 cm
Barraca Mongar
Fonte: Naturehike
Barraca Mongar
Fonte: Naturehike

Ainda iremos fazer alguns testes com esse modelo de barraca, mas já podemos adiantar que a barraca Mongar 2 nos agradou imensamente.

Nos próximos meses estaremos indo para uma travessia de trekking pelos Cânions Laranjeiras e Funil no estado de Santa Catarina, lá terminaremos a nossa avaliação e postaremos todos os pontos positivos e negativos dessa barraca, junto com fotos incríveis. Vem com a gente!

Também realizaremos dois comparativos, o primeiro sendo entre a barraca Mongar e Star River 2 e o segundo entre a Mongar 2 e a MSR Hubba Hubba NX.

Panela Alpha Pot Sea To Summit

Hoje venho apresentar a panela Alpha Pot da marca Australiana Sea to Summit, uma das mais leves e duráveis do mercado nacional.

A linha Alpha Pot é composta por quatro tamanhos diferentes sendo: 1.2 L, 1.9 L, 2.7 L, 3.7 L. o modelo tem tudo que uma boa panela de camping tem que ter, ela é robusta e ao mesmo tempo leve, muito fácil de usar e de lavar.

Fonte: Sea To Summit

Conta com escala graduada na parte interna e externa, cabo giratório com trava de segurança e tampa com orifícios para escorrer macarrão.

Panela Alpha Pot Sea To Summit
Panela Alpha Pot Sea To Summit

Nós estamos avaliando o modelo Apha Pot 1.9 L há cerca de 5 meses, desde o começo dos nossos testes a panela Sea To Summit, mostrou-se muito boa em todos os aspectos.

Cozinhamos com ela macarrão, fritamos ovos, bifes e ainda fizemos muitas vezes strogonoff, é uma panela que atendeu as nossas expectativas. Recomendamos!

A capacidade de 1.9 L é ideal para cozinhar para 2/3 pessoas, acima disso recomendamos uma maior.

Detalhes dos modelos Alpha Pot

A panela Alpha Pot possui cabo de silicone que garante melhor acabamento e segurança ao manusear a panela enquanto você cozinha. Vale mencionar que essa panela conta ainda com um sistema de segurança no cabo chamado de Pivot-Lock ™ , essa inovadora tecnologia permite que o usuário possa cozinhar sem medo de por ventura o cabo se soltar da panela ou dobrar durante o cozimento dos alimentos. Veja no vídeo abaixo:


Panela Alpha Pot pode ser integrada a outros Kit’s da Sea to Summit, como o Delta Light CampSet 4.4 ou Alpha Set 2.1, otimizando ainda mais seu jogo de cozinha, possibilitando o uso por mais números de pessoas, sendo ideal para expedições.

Todos os produtos Sea to Summit você encontra na loja parceira Patos do Sul, localizada em Caxias do Sul/RS.

Por você ser nosso leitor, garantimos um desconto especial em todos os produtos de camping que forem adquiridos na loja Patos do Sul.

Confira outras avaliações de equipamentos outdoor aqui em nosso site, já avaliamos inúmeros produtos, como: barracas, sacos de dormir, fogareiros, roupas, mochilas e outros.

Barraca de Trekking, como cuidar!

Nesta postagem irei explanar sobre os cuidados que você deve tomar antes, durante e no retorno do acampamento, alguns cuidados básicos para a sua barraca de trekking durar mais tempo.

Para ficar mais fácil o entendimento, cito abaixo uma lista com 10 itens essenciais para aumentar a vida útil da sua barraca.

1- Como acondicionar a barraca dentro da mochila cargueira

Todos nós sabemos que as barracas costumam vir bem empacotadas com todas as suas partes dentro de um saco que facilita o transporte. Sempre conferir se todas as partes da barraca (Footprint, estacas, varetas, quarto e sobreteto) estão na sacola antes de ir para uma aventura.

  • A dica é você organizar a barraca dentro da mochila de maneira muito mais inteligente, pensando sempre em evitar que suas partes se danifiquem, para isso sugiro organizar da seguinte forma: Coloque o footprint (piso extra), quarto e sobreteto dentro da sacola de transporte, as varetas e estacas (espeques acomode na parte externa da mochila. Caso você venha escorregar ou cair durante a trilha, como as partes estão separadas evitará que ocorra rasgos ou furos tanto no sobre teto, quanto nas áreas do dormitório.
Barraca de Trekking

2 – Proteja sempre o piso da sua barraca de trekking

O piso é uma das partes mais importantes de uma barraca, cuidar dessa parte garante 50% mais de vida útil, isso porque a grande maioria das pessoas monta em lugares indevidos como em solos pedregosos ou em matas fechadas, podem ocorrer rasgos ou furos no piso e vir a entrar água ou formigas, isso seria um grande problema em um acampamento.

  • Para evitar esses problemas algumas marcas desenvolveram os Footprint (piso extra), ele tem a principal função de impedir que você venha a furar o piso da sua barraca.
  • Caso a sua tenda não tenha o footprint, você pode improvisar usando uma lona embaixo da barraca, certifique-se que essa lona extra seja do tamanho do quarto da sua barraca, nunca coloque uma lona que seja maior, pois em dias de chuvas poderá formar poças nessa lona.
Barraca de Trekking
Crédito: Fui Acampar

3 – Evite montar a barraca com sol forte

O sol é um elemento da natureza que sempre está presente em nossas vidas, assim como nós temos que nos proteger e não ficar muito expostos aos raios do sol, a barraca também funciona assim.

Lembre-se que a barraca é construída para ser a sua segunda casa na montanha e durar inúmeros anos, em grande parte das barracas temos as costuras seladas eletronicamente, espalhadas por toda a barraca. Se a barraca vier a passar muito tempo sob o sol forte, poderá acontecer de derreter a cola que impermeabiliza as costuras e assim fazer com que venha descosturar-se em casos graves.

  • Sempre monte a barraca em fins de tarde e desmonte logo pela manhã, assim você evita que a barraca sofra algum dano pelo sol.
  • Caso você esteja em um travessia de trekking, onde você ficará em um acampamento base, a dica é você armar um pequeno toldo em cima da barraca, isso irá protegê-la muito mais, evitando que o sol agrida as costuras da sua tenda.
Barraca de Trekking

4 – Use os esticadores da sua barraca de trekking

Você já deve ter notado que em todos os modelos de barracas, quando adquiridas novas, vem com pequenos cordeletes, estes têm funções que interferem diretamente não só na barraca como um todo, mas sim nas varetas.

Usar esses cordeletes aumentam a vida útil da sua barraca consideravelmente, tem como função deixar a barraca mais estável em situações de ventos fortes ou climas desfavoráveis,  não usá-los pode comprometer a vida útil das varetas da barraca, fazendo com que a vareta em si absorva todos os impactos gerado pelo clima instável.

Sempre que for montar a sua barraca de trekking, certifique-se de prender todos os pontos, inclusive os cordeletes, pois em algumas situações você está no acampamento e o tempo está bom, ao você dormir o tempo muda e começa piorar, aí você terá que levantar e ajeitar tudo novamente para que a barraca não rasgue com a ventania.

Barraca de Trekking


5 – Não deixe restos de comida nos avanços da barraca

Em alguns picos e montanhas do Brasil, existem animais selvagens que circulam durante a noite, e não estou falando de animais de grande porte, mas sim de ratos e formigas. Em uma das principais travessias de trekking do Brasil, conhecida como Serra Fina, há inúmeros ratos que a noite atacam as barracas dos aventureiros em busca de alimentos, fazendo muitas vezes furos ou rasgos nos tecidos da barraca.

  • Para evitar que isso aconteça, sugiro sempre limpar os equipamentos de cozinha e guardar muito bem os restos de comida, não deixe perto da sua barraca durante a noite, os animais pequenos podem fazer grandes estragos em seus equipamentos.
Barraca de Trekking

6 – Usar estacas (espeques) adequados

Você deve estar se perguntando, oq os espeques tem a ver com a vida útil da barraca? Tem tudo a ver! Pois todas as barracas necessitam seu uso, quando acampamos em locais como grama e terra os espeques da nossa barraca são muito bons, caso você venha a acampar na areia ou neve por exemplo, você deverá ter estacas mais longas, isto é de 25 à 30 centímetros aproximadamente, isso dará maior firmeza para a sua barraca e evitará que o espeque desprenda do solo.

Geralmente o que mais acontece nas praias é você não usar o espeque adequado e no meio da noite o espeque se soltar e a lona do sobre teto ficar se debatendo contra o dormitório, isso poderá danificar muito o conjunto todo, fazendo sua barraca durar menos.

Barraca de Trekking

7- Use sabão adequado para lavar a sua barraca de trekking

Para aumentar ainda mais a vida útil da sua barraca, você precisa manter ela sempre limpa após voltar de uma trilha ou travessia de trekking, caso esteja muito suja é recomendado lavar usando sabão ou detergente neutro isto é, que não tenha glicerina em sua composição.

A Glicerina agride o tecido, retirando mais que apenas a sujeira, as vezes, nos piores dos casos pode acontecer de sair a própria selagem do material, fazendo com que não seja mais tão impermeável. Caso não encontre o sabão neutro, pode-se lavar usando água pura, procurar não esfregar o tecido com escovas ou derivados.

  • Sempre que você tiver que lavar a barraca, lembre-se de usar sabão neutro e deixar secar na sombra, nunca no sol para não acontecer o que foi citado no “item 3”.

8- Evite lavar a barraca muitas vezes

A sua barraca funciona como uma jaqueta de membrana impermeável, isso é, quanto mais você lavar, menos impermeável ela será. Quando digo “lavar” me refiro a você apenas limpar usando um pano úmido e depois deixar secar na sombra, evite lavar a sua barraca com a mangueira ou lava jato.

9- Não guarde a barraca molhada

Esse erro acontece frequentemente entre os aventureiros e praticantes de campismo inexperientes, nunca de-se guardar a barraca com seus tecidos molhados, pois ao passar inúmeros dias fechada em sua sacola de transporte, pode vir a mofar, furar e até mesmo rasgar o tecido.

10- Não deixe sua barraca secar montada

Quando você tiver que deixar a sua barraca secar em casa, a dica é desmontar e pendurar no varal, pois se ficar armada, poderá sobrecarregar as presilhas ou elásticos que são presos na vareta.

Barraca de Trekking

Curiosidades

  • Se usar todos os finais de semana, a barraca durará aproximadamente 1 ano;
  • Se vier a usar apenas uma vez por mês, a barraca durará aproximadamente 2 anos;
  • Se usar duas vezes por ano, a barraca durará aproximadamente 3 anos;
  • Se você não fizer uso da barraca, ela durará no máximo 4 anos.

Conheça a mais nova barraca de trekking da Naturehike, conhecida como Star River 2.

Barraca de Trekking

Depois destas inúmeras dicas sobre como aumentar a vida útil de uma barraca de trekking, esperamos que o texto tenha ajudado você e sanado algumas de suas dúvidas, caso ainda tenha alguma, deixe um comentário logo abaixo, se gostou do texto compartilhe com seus amigos.

Barraca Naturehike Star River 2

Barraca Naturehike Star River 2

Hoje vamos apresentar as primeiras impressões sobre a barraca Star River 2 da marca chinesa Naturehike, a barraca é desenvolvida para atender diversos públicos do mundo outdoor como praticantes de montanhismo, escalada, trekking e cicloturismo.

Obtivemos a barraca Star River 2 através da loja parceira Patos do Sul, vale ressaltar que todos os produtos da Naturehike são importados oficialmente pela loja Alta Montanha diretamente da China.

Primeiras impressões

A barraca possuí um design diferente das conhecidas aqui no Brasil, por outro lado, são muito parecidas com as barracas das marcas MSR e Big Agnes fabricadas nos Estados Unidos.

A Star River 2 acomoda tranquilamente 2 pessoas mais duas mochilas cargueiras de tamanho médio em seu quarto, possui duas portas com formato em “U” e um avanço de aproximadamente 65 cm para cada lado. Em situações de emergência é possível dormir em até 3 pessoas dentro da barraca.

Barraca Naturehike Star River 2

A vareta é construída de maneira inteligente e interligadas em três partes, confeccionada em alumínio 7001, dessa maneira garante maior agilidade na hora de montar ou desmontar a barraca.

Barraca Naturehike Star River 2

Um detalhe interessante sobre esse modelo de barraca é que acompanha o Foot Print, este nada mais é que um segundo piso para a barraca, pode ser usado para proteger o chão da barraca em solo pedregoso.

Características conforme fabricante

  • Dimensões:
    • Externa: 2,15 x 2,61 metros
    • Interna (quarto): 1,31 x 1,10 x 2,15 metros
    • Pacote: 45 x 15 cm
    • Avanço: 65 cm
  • Varetas: Alumínio 7001
  • Sobreteto e quarto: Nylon 210T
  • Piso: Polyester oxford 150D
  • Capacidade Coluna D’água: 3000mm
  • Peso: 
    • Foot Print – 0.120 kg
    • Cordeletes e Varetas – 0.200 kg
    • Máximo (Barraca, Sobreteto, Varetas, Espeques, Cordeletes e FootPrint) – aprox. 2.373 kg
  • Capacidade: 2 pessoas
  • Valor aproximado: R$ 1.349,90

Acima você notou que a barraca Star River 2 não é uma das barracas mais leves do mercado nacional, pesando mais de 2kg não pode ser considerada ultralight, no entanto ela tem esse peso para poder aguentar mais em situações adversas como rajadas de vento ou grandes volumes de chuva.

Barraca Naturehike Star River 2

Como montar a barraca

A grande maioria das barracas vendidas nacionalmente são montadas por completas, sendo armadas com dormitório e sobre teto, no entanto a Star River 2 tem um diferencial importante, à duas maneiras para se montar a barraca, conforme for a necessidade do usuário.

O modelo conta com clipes e fivelas nos quatro lados da barraca, isso garante maior agilidade na hora de montar e desmontar.

Montagem 1

Caso a sua necessidade seja ter apenas um abrigo para chuvas ou uma tenda de verão, essa primeira maneira irá lhe encantar.

Barraca Naturehike Star River 2

Montagem 2

Nessa tipo de montagem você irá monta-lá por completa, isto é, usando o Footprint (piso extra) + Dormitório e Sobre-teto.

Barraca Naturehike Star River 2

Para facilitar ainda mais a montagem da barraca, a marca Naturehike preocupou-se de identificar a vareta com duas cores específicas, sendo azul para o lado onde fica a cabeça do usuário e cinza onde fica os pés.

Barraca Naturehike Star River 2
Barraca Naturehike Star River 2

Um dos pontos negativos que observamos durante a montagem, é o fato de o sobre teto não possuir local especifico para acomodar as pontas da vareta central isto é, as pontas da vareta ficam totalmente encostadas no sobre teto (quando montado somente com footprint e sobre teto). Notamos também que a Naturehike reforçou o local onde as pontas da vareta ficam apoiadas, sugerimos para que nos próximos modelos a marca repense melhor a construção dessa barraca.

Detalhes

Para facilitar a montagem do quarto, a Star River conta com presilhas de acrílico que prendem na vareta da barraca, tornando mais rápida e fácil a montagem/desmontagem, possui 3 porta objetos sendo um em cada lado e outro na parte superior. O quarto também conta com gancho para prender a lanterna, localizado no centro da barraca.

Possui zíperes duplos nas duas portas, isso facilita a abertura tanto internamente como externamente, Vale mencionar também que os zíperes possuem lapelas isto é, facilitam o manuseio com luvas.

A barraca conta com uma ampla janela, que possibilita a circulação do ar no interior do dormitório. Ainda estamos realizando testes para comprovar a circulação do ar dentro do quarto, aconselhamos a marca desenvolver para a próxima geração do modelo Star River 2 uma segunda janela de ar, pois acreditamos que em situações adversas de clima o modelo atual pode vir há condensar.

Em breve faremos a avaliação completa da barraca, explicando e mostrando todos os detalhes desse modelo, siga-nos no Youtube para acompanhar todas as novidades sobre equipamentos outdoor.

Se você gostou das nossas primeiras impressões da barraca Star River 2, deixe um comentário logo abaixo. Veja também outras avaliações da marca Naturehike clicando aqui.

Caso você tenha interesse em adquirir esse modelo de barraca, podemos lhe ajudar! A loja Patos do Sul é nossa parceira e sempre nos atendem muito bem, para você que é nosso leitor, tem descontos especiais na compra dessa barraca, entre em contato diretamente com a proprietária da loja, pelo conato (54) 99976-2073, falar com Helen.

Parque Estadual do Marumbi/PR

O Parque Estadual do Marumbi é um complexo de montanhas localizadas na Serra do Mar no estado do Paraná, região sul do Brasil.

A minha aventura começou no dia 31 de Agosto/2018, na cidade de Caxias do Sul/RS, fui convidado pela empresa de Turismo de Aventuras Sol de Indiada a fazer o que é hoje a trilha mais difícil do Brasil, realizada em um dia.

Saímos da cidade de Caxias do Sul por volta de 2:30 horas da manhã de sexta feira com 3 carros, a primeira parada foi para o café da manhã em Lages/SC, nada melhor que tomar aquele café da manhã especial vendo o sol nascer.

Embarcamos nos carros e seguimos viagem, rumo ao Paraná, descemos a Serra da Graciosa e paramos para almoçar no restaurante Casa da Graciosa na cidade de Quatro Barras/PR. Recomendo muito esse local, simples, aconchegante e muito bom.

Dali em diante seguimos para a Estação Ferroviária Engenheiro Lange, a estrada que leva para a estação é um tanto íngreme, não recomendada para veículos sem tração 4×4, essa estrada também faz parte do final do Caminho de Itupava.

Na estação Lange era hora de tirar as mochilas dos veículos 4×4 e colocar nas costas, seguir por uma trilha demarcada em meio a mata até a Estação Marumbi, a trilha tem aproximadamente 1000 metros de distância, um caminho fácil, mas muito bonito.

Já na estação do Marumbi, deixamos as mochilas cargueiras na administração da estação e seguimos com as mochilas de ataque para explorar o primeiro caminho, a trilha do Rochedinho. Essa trilha é nível fácil, sem grandes obstáculos, mas é necessário atenção de quem a percorre, pois em alguns pontos você passa por algumas cristas de montanha um pouco íngremes e vertiginosas.

Parque Estadual do Marumbi/PR
Crédito: Luís H. Fritsch

Do alto do Morro Rochedinho é possível avistar as estações de trem e boa parte do complexo do Marumbi, a paisagem compensa o esforço da caminhada.

Lembre-se sempre de avisar os funcionários da administração do parque o lugar que você vai e quantas pessoas vão com você, isso é primordial para manter a segurança de todos dentro do Parque Nacional do Marumbi.

Parque Estadual do Marumbi/PR
Crédito: Luís H. Fritsch

Parque Estadual do Marumbi/PR
Crédito: Luís H. Fritsch

Parque Estadual do Marumbi/PR
Crédito: Luís H. Fritsch

Depois de tirar algumas fotos no alto do Morro do Rochedinho, descemos por uma outra trilha que dá acesso ao famoso Viaduto do Carvalho (Viaduto que liga os túneis 4 e 5 da ferrovia Paranaguá-Curitiba. Assentado sobre 5 pilares de alvenaria e em curva, sua posição faz parecer que o trem flutua no vazio. É um dos cartões postais mais famosos do estado).

Parque Estadual do Marumbi/PR
Crédito: Luís H. Fritsch

Dali em diante seguimos pela estrada de ferro até a estação Marumbi, montamos as barracas, jantamos e por volta das 9:00 já estávamos todos acomodados para dormir.

Trilha do Pico Marumbi, considerada a trilha mais difícil do Brasil realizada em um dia!

Acordamos por volta de 5:00 horas da manhã, tomamos aquele café especial sem pressa, arrumamos as mochilas de ataque. Dentro da minha, continha cerca de 5 litros de água, 2 batatas doces, 200 gramas de amendoim, barras de cereais, de vestuário continha uma blusa x-power Solo Polartec e um corta vento Fearless Conquista Montanhismo, também levei 2 maquinas fotográficas para registar a aventura e lanterna de cabeça.

Às 7:00 da manhã demos início a caminhada, lembro de o guia Evandro Clunc falar assim “caminhe como um velho, chegue como um novo” tínhamos que caminhar devagar, mas progressivamente.

A trilha que escolhemos fazer foi a Noroeste (vermelha) para subir e alcançar os seguintes pontos: Abrolhos (1200 metros), Ponta do Tigre (1400 metros), Gigante (1497 metros) e Olimpo (1539 metros de altitude). A descida seria realizada pela trilha Frontal (Branca), veja o mapa abaixo para entender as trilhas:

Parque Estadual do Marumbi/PR

A trilha possui inúmeros trechos de escalaminhada, vias ferrata, cordas e correntes de fixação, além de tudo isso a muita vegetação aos arredores das trilhas, em alguns pontos é necessário agarrar-se nas raízes e arvores para subir ou descer algum obstáculo.

Parque Estadual do Marumbi/PR
Crédito: Karine Grison

Chegamos no Abrolhos em cerca de 2:30 horas de duração, uma subida um tanto inclinada, passando por cristas de morros e paredões gigantescos, a visão que se tem lá do alto (1200 metros de altitude) é incrivelmente linda, pode se falar que é recompensadora depois de tantos degraus e esforço físico para se chegar até lá.

Parque Estadual do Marumbi/PR
Crédito: Luís H. Fritsch

Parque Estadual do Marumbi/PR
Crédito: Luís H. Fritsch

Após alguns minutos retornamos a trilha vermelha com sentido a Ponta do Tigre, nessa parte da subida você passa pelo vale das lágrimas e chega na Catedral (tem este nome em função de um conjunto de pedras gigantescas encaixadas uma nas outras, formando uma especie de gruta enorme e imponente, neste local fizemos uma parada estratégica para repor energias.

Depois de muita subida, combatendo o medo de altura, enfrentando todo o terreno acidentado desse trajeto, chegamos a Ponta do Tigre, local onde escolhemos para almoçar.

Parque Estadual do Marumbi/PR
Crédito: Evandro Clunc

Sentado em um gigante bloco de pedra, avistamos o Abrolhos, podíamos ver pessoas no alto daquele morro como se fossem “cabeças de percevejo”, isto nos faz pensar, o quanto somos pequenos diante dessa grandiosidade da natureza chamado Marumbi. Devemos preservar ao máximo lugares como este, para que um dia nossos filhos possam se aventurar por lugares de tirar o fôlego como são estas montanhas paranaenses.

Parque Estadual do Marumbi/PR
Crédito: Luís H. Fritsch

Cerca de 30 minutos depois seguíamos para o Gigante e Olimpo, notei que o caminho entre a Ponta do Tigre e o Olimpo era um pouco menos íngreme, mas o corpo já apresentava sintomas de cansaço. Ao chegar no cume de 1539 metros, fiquei aliviado, estava no alto do Marumbi, metade do percurso estava feito, ficamos ali por cerca de 20 minutos, a neblina era intensa, não avistamos nada além de nós mesmos.

Parque Estadual do Marumbi/PR
Crédito: Luís H. Fritsch

Era hora de continuar, agora seria o trajeto todo de descida, aí você se pergunta! “Agora ficou fácil, na descida todo o santo ajuda”. Digo a vocês, descer trilhas é muito mais difícil que subir, pois na descida todo o seu peso + mochila com carga está apoiada em suas pernas, joelhos e pés, é preciso tomar muito cuidado ao transpassar obstáculos, sejam eles de via ferrata, degraus ou pedras lisas, pois é muito fácil ocorrer lesões, descemos tranquilamente pela trilha Frontal (Branca).

O caminho de volta é bem mais curto do que o da ida, mas é mais íngreme, é necessário muito cuidado nas vias ferrata, desci devagar, olhando em cada lugar onde afirmar os pés, mãos e combatendo constantemente o meu medo de altura.

Parque Estadual do Marumbi/PR
Crédito: Evandro Clunc

Essa aventura não deve ser realizada por pessoas sem preparo físico, não é indicada para pessoas com problemas de articulações ou sobrepeso. Para aqueles que querem se desafiar e combater seus medos essa é a trilha perfeita para você testar seus limites físicos e psicológicos.

Chegamos no acampamento por volta de 18:30 minutos, foram cerca de 6:30 minutos subindo e 5:00 descendo, isso em 11, 42 quilômetros, posso dizer com todas as convicções que essa trilha pode ser considerada a mais difícil do Brasil realizada em um dia.

Desbravando o Complexo Marumbi/PR


Caso você tenha interesse em fazer essa aventura com a gente, inscreva-se na edição 2019!

Estância Pé da Serra

Apresento a vocês um dos lugares mais belos do Sul do Brasil, localizado ao Pé da Serra do Rio do Rastro, essa que é uma das mais lindas estradas do mundo.

A Estância Pé da Serra está localizada na cidade de Lauro Miller/SC, conta com uma ampla infraestrutura para atender os mais diversos públicos, desde atividade com escolas, escoteiros, viajantes, aventureiros, montanhistas e claro com a família toda.

Estância Pé da Serra
Crédito: Luís H. Fritsch

Estância Pé da Serra
Crédito: Luís H. Fritsch

Estância Pé da Serra
Crédito: Luís H. Fritsch

Estrutura:

O local possui diversos tipos de acomodações, dentre eles estão, camping estruturado e casas rusticas feitas de madeira nobre que acomodam inúmeras pessoas.

A estância conta ainda com banheiros masculino e feminino divididos, chuveiros quentes, cozinha completa e geladeira em todas as acomodações.

Esportes e Lazer:

Na estância Pé da Serra a inúmeras opções de lazer, podendo o turista fazer diversas trilhas em meio a mata atlântica, uma delas leva à uma cachoeira escondida de aproximadamente 100 metros de altura, as trilhas são bem marcadas, caso você não se sinta seguro de percorre-las sozinho, a funcionários que podem lhe acompanhar.

No lugar também é possível fazer turismo rural, passeios de quadriciclo e pesca esportiva.

Para quem gosta de andar de bike, o local é perfeito para aventurar-se pelas estradas coloniais sempre com vista das cristas e montanhas da Serra Geral.

Estância Pé da Serra
Crédito: Luís H. Fritsch

Estância Pé da Serra
Crédito: Luís H. Fritsch

Estância Pé da Serra
Crédito: Luís H. Fritsch

O que mais chama a atenção na estância Pé da Serra é o visual que se tem principalmente no amanhecer e fins de tarde, a fazenda está a cerca de 750 metros de altitude, de onde é possível ver grande parte da Serra Geral e a famosa Serra do Rio do Rastro.

Se você é uma pessoa que procura um bom lugar para passar os fins de semana, recomendamos conhecer e se encantar com a estância Pé da Serra!

Informações de contato:

Para mais informações você confere no site Estância Pé da Serra, converse com o proprietário Mercilo João Rigor.- pelo contato via e-mail: contato@estanciapedaserra.com.

Telefone: (48) 9-9166-9223

Alimentação Vegana

Escrevi este texto com o intuito de auxiliar trilheiras(o) na hora de separar os alimentos e levar para as trilhas, como não encontrei nada na internet que falasse sobre alimentação vegana nas trilhas, resolvi então escrever sobre o que costumo levar em minhas viagens.

Se você parar pra pensar, rapidamente, em alimentos que você levaria pra trilha, provavelmente pensaria em itens práticos, de fácil cozimento (ou sem necessidade de cozinhar), e por aí vai. Então, dentro desses “pré-requisitos”, tranquilamente pensaria: Miojo (massa instantânea); bolacha recheada, chocolate e etc.

Porém, acredito que muitos trilheiros tem um propósito que vai bem além de simplesmente caminhar por aí. É uma forma de se conectar, um meio de se aproximar de algo latente que nos faz sentir mais vivos. É um jeito simples de perceber o divino em um nascer do sol, em gotas de orvalho ao acordar, em sentir sua essência de paz infinita e imperturbável apenas ao admirar uma grande e prateada lua no céu estrelado.

Mas aí você se pergunta: peraí, esse texto não era sobre alimentação vegana? Por que falar da natureza agora então? Justamente… Quando nos alimentamos adequadamente, de forma a não pesar no corpo, e sim nutrir, a gente sente que essa conexão que se busca fica bem mais fácil de alcançar.

No meu cotidiano busco conciliar minha rotina a um estilo de vida saudável. Sou instrutora e praticante de yoga. Sou vegana. Entendo a alimentação como algo fundamental na saúde física e mental. Não adianta apenas comer. É preciso se alimentar. E por que isso precisa ser mudado nos
momentos em que busco me aproximar da minha paz através do contato com a natureza?

Então quando comecei a trilhar, inciei minhas buscas de dicas de alimentação vegana nas trilhas e… praticamente NADA. Simplesmente não tem trilheira vegana. Ou elas estão escondidas (risos).

Mas aqui sigo na ideia de não apenas manter uma alimentação vegana, mas também saudável. Porque passar comendo pão e bolacha na trilha foge completamente do meu contexto de “se alimentar”. Passa a ser apenas “comer”.

Foi aí que resolvi escrever sobre isso. Vai que alguém hora dessas também tem essa mesma vibe? Não precisa ser vegana, mas simpatizar com a ideia de uma alimentação saudável e que dê energia para caminhar e concluir a trilha com sorriso no rosto, corpo e mente íntegros.

Então comecei a pensar em alimentos que durem, não amassem facilmente, cozinhem rápido quando necessário o cozimento, sejam nutritivos e não pesem tanto. Ufa! A lista não pareceu facilmente preenchível no início. Mas aos poucos fui elaborando kits de almoço/janta, lanches e café da manhã que coubessem nesses requisitos que achei necessários para as aventuras. E aí achei bacana compartilhar algumas ideias, lembrando que estou sempre na busca e experimentando novas possibilidades de comidinhas bacanas pra acrescentar e variar os cardápios, principalmente em travessias.

Primeiramente, pensando no quesito “arroz”, como em trilhas a gente busca rápido cozimento, se não quiser utilizar aquele arroz pronto “Vapza”, o interessante é levar arroz branco ou basmati (um tipo de arroz muito utilizado na culinária indiana, delicioso por sinal). No meu dia-a-dia dou preferência ao arroz integral, mas na trilha ele acaba perdendo pontos pelo tempo maior de cozimento e economia de gás.

Dá para montar vários kits a partir desse simples ingrediente, como por exemplo risotos com inúmeras possibilidades: de amêndoas laminadas com damasco picado; tomate seco com temperos verdes; pêra com temperos (gosto de usar algo apimentado pra dar contraste quando uso frutas secas; o doce com pimenta fica delicioso); funghi ou algum outro cogumelo; etc. Faço também kit de arroz com lentilha rosa, que cozinha super rápido. Então cozinho os dois juntos, porque também busco usar o mínimo de panela possível (de um modo geral uso apenas uma). Junto do arroz dá pra acrescentar quinoa e/ou amaranto em grãos, que são ricos em proteínas. Também fica legal um arroz com sementes de abóbora e girassol descascadas, que são super nutritivas e ricas em proteínas. Ervilha seca é uma boa pedida pra cozinhar junto do arroz também, fica uma refeição completa.

Também há pouco descobri uma marca de produtos bem boa, que tem massas que cozinham super rápido e são hiper protéicas (tem de feijão azuki, feijão preto, soja, dentre outras). A marca é “Fit Food”. Não são produtos baratos, mas valem a pena, pois os ingredientes também são orgânicos.
Quando faço massa, procuro temperar com azeite de oliva e curry, dá um sabor legal.

Outros ingredientes que achei interessantes e com ótimo custo-benefício, são os grãos cozidos da marca “Camil”. Eles tem feijão, lentilha e outros produtos. Tem opção já temperada e não temperada. Particularmente prefiro a não temperada, pois gosto de dar o sabor que gosto com os temperos que estou acostumada. Ademais, dependendo da aventura, a escassez de água pode exigir que se dê uma maneirada nos temperos para não dar muita sede.

Recentemente comprei um produto que é uma seleta de legumes prontos para o consumo, temperados com sal. Não recordo a marca, mas acho uma opção interessante para consumo de legumes dependendo da trilha. Isso porque em travessias não tem como carregar legumes frescos na cargueira. Além da probabilidade de estragar e/ou amassar, é um peso e tanto. Então tem
essas opções deles prontos pra não deixar de comer alguns legumes ao longo da aventura.

Gosto de fazer em casa um tempero que é ótimo para levar nas trilhas e travessias, pois é um tempero nutritivo. Eu misturo gergelim, semente de abóbora, semente de girassol (todas descascadas) e sal. Torro levemente e trituro tudo junto. Fica delicioso e muito rico.

Bom… Até agora só falei de comidas para refeições mais elaboradas, mas sabemos que além do café da manhã, é importante ter alimentos nutritivos ao longo da trilha, então chegamos no momento de falar dos snacks!

Os snacks e o café da manhã faço com os mesmos ingredientes. Costumo levar frutas secas pela praticidade e por não estragarem como as frutas in natura (claro que adoraria ter frutas frescas ao longo da jornada, mas elas estragam muito fácil na cargueira. Dependendo da trilha, se for algo curto
dá pra levar com certeza). Dentre essas frutas, o mais comum é banana desidratada, tâmaras (prefito a tâmara Medjol, que dá mais saciedade), damasco, uva passa, coco seco, dentre outras. Tem várias, como manga, goiaba, pêra, … Mas acabo sempre levando as mesmas.

Sempre carrego comigo as oleaginosas, que são boas fontes de energia e gordura do bem, e super combinam com as frutas secas. Levo nozes, amêndoas, amendoim (também na versão doce – pé de moleque –, porque ninguém é de ferro), castanhas, avelã, e acho bem bom levar também aquelas
mesmas sementes que uso para fazer o tempero (abóbora e girassol descascadas), pois são proteicas.

E o velho – e às vezes considerado bandido – pão. Não deixo de comer. Opto pelas versões integrais, eu prefiro. Para passar no pão, gosto de levar pasta de amendoim e/ou tahine (pasta de gergelim), que são boas fontes de gordura e proteína. E levo também melado, acho a combinação ótima. Se quiser uma versão de sanduíche salgado, dá pra rechear com essas pastas e os legumes que falei antes, ou até mesmo aquele tempero caseiro de sementes. Fica bem gostoso. Ou misturar tudo (risos), na hora da fome a gente come o que vê pela frente!

Uma coisa bacana para os primeiros dias de travessia ou para trilhas mais curtas, é levar cenoura. Ela resiste bem e não amassa. Serve para o almoço/janta e também nos lanches. Eu adoro comer cenoura crua!

Pensando em uma opção mais fácil e ainda saudável, gosto muito das barra de cereal da marca Hart’s (busco patrocínio hahaha). Eles tem várias opções, todas de-li-ci-o-sas! São barras raw (sem cozimento, o que mantem o alimento com 100% de aproveitamento dos nutrientes) e tem umas especiais que são ricas em proteínas. E o melhor: todas veganas!

Enfim! Não sou nutricionista e estou longe disso. Sou apenas uma Yogue trilheira que gosta de manter a alimentação ao longo das trilhas e travessias na mesma linha e na mesma vibe de vida que levo: sempre em busca de saúde e bem-estar. As dicas que dou são baseadas na minha experiência, gosto e pesquisas que fiz. Cada um conhece seu corpo e o melhor sempre é estar atento e consciente naquilo que o próprio corpo pede.

Espero ter contribuído de alguma forma e auxiliado a galera que busca manter uma alimentação saudável também nas suas aventuras!

Até breve,
Manoela Pellenz Barbieri Schiavenin – Junho/2018