Cachoeira Maratá

Descubra Maratá

Maratá é uma cidade de origem alemã, distante cerca de 83,3 km da capital Porto Alegre/RS.

Um destino certo para quem gosta de conhecer cascatas, cachoeiras e ainda se divertir junto à natureza. Conhecida como a Capital das Belezas Naturais, a cidade oferece visitação ao Parque Municipal da Cascata Vitória, Parque da Cachoeira Maratá e Morro Ibiticã, entre outros locais que fazem referência a origem alemã.

Nós do Trekking RS, fizemos uma breve visita à cidade no último fim de semana e gostamos bastante dessa cidadezinha. Com certeza é um destino para voltar no verão para aproveitar mais.

A nossa primeira parada foi no Parque da Cachoeira Maratá, distante aproximadamente 1,5 km do centro da cidade, possui estrada pavimentada até o local.

O parque fica aberto todos os dias da semana nos horários das 8 às 22 horas na alta temporada e fora da temporada das 10 às 19 horas.

O que fazer em Maratá

No local é possível desfrutar de uma linda vista da cachoeira que leva o nome da cidade com aproximadamente 15 metros de altura, o parque conta ainda com churrasqueiras, mesas, banheiros com chuveiros quente, bar e uma enorme área de lazer.

Área de lazer
Foto: Luís H. Fritsch
Área de Lazer
Foto: Luís H. Fritsch
Parque da Cachoeira Maratá
Foto: Luís H. Fritsch
Parque da Cachoeira
Foto: Luís H. Fritsch

Além disso o parque dispõe de uma trilha que leva até a parte alta da cachoeira, uma pequena gruta e uma outra cachoeira um pouco menor, de beleza intocada.

Cachoeira em Maratá
Foto: Luís H. Fritsch
Cachoeira Maratá
Foto: Luís H. Fritsch

Para os aventureiros que gostam de acampar, o Parque da Cachoeira Maratá pode ser a oportunidade perfeita para aproveitar um fim de semana com tranquilidade e diversão junto com a família e amigos.

Tarifas

Na alta temporada os valores são de R$ 10,00 para o estacionamento, R$ 7,00 para passar o dia ou R$ 15,00 à diária no camping (já incluso estacionamento e taxa de visitação).

Mais informações

  • Parque da Cachoeira Maratá – (51) 99540-2616, falar com Dirce;
  • Prefeitura de Maratá – Site e Facebook.

Nosso passeio não parou por aí, mas isso já é assunto para outro texto.

No próximo post vou falar sobre o Parque Municipal Cascata Vitória, um lugar igualmente belo onde é possível fazer inúmeras atividades.

Cascata Vitória
Parque Municipal Cascata Vitória – Maratá/RS – Foto: Luís H. Fritsch

Explore novos destinos como cachoeiras, cascatas e lugares ainda intocados. Dentro do nosso site, temos inúmeras opções de destinos de tirar o fôlego. Descubra!

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trilhas e montanhas Igrejinha

4ª Etapa do Circuito Trilhas & Montanhas – Igrejinha

A cidade de Igrejinha foi sede da 4 ª Etapa do Circuito Trilhas & Montanhas – TRILHAS SERRA GRANDE, que ocorreu no último sábado (dia 29). A prova teve percursos de 5, 13,5 e 22 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas. E contou com a participação de mais de 800 atletas das mais variadas cidades do Rio Grande do Sul.

Igrejinha já foi palco de diversos eventos esportivos de ciclismo, mountain bike…corrida de aventura e pelo segundo ano consecutivo recebeu um evento do Circuito Trilhas & Montanhas, entrando assim no cenário do trail running gaúcho.

4 etapa Igrejinha
Créditos: Anelise Leite – Clic Run

Os grandes campeões foram:

Distância Curta

Camila Backes – Teutorunners – 28min05seg

Eric Goncalves Capovilla – Danivist – 22min40seg

Distância Média

Caciane Lucia Zonatto – Night Runners Gravatai – 1h29min

Rogerio Andretta – Danivist – 1h08min

Distância Longa

Daiane Dias – Born Run – 2h36min

Sidimar Pimentel Saraiva – Time TeM 2h10min

Classificação completa disponível em: https://www.3ctiming.com.br/17/resultado

Segundo Cristiano Saurin – um dos responsáveis pelos percursos, todas as distâncias foram planejadas com muito empenho e carinho para os atletas, as mesmas foram atualizadas em relação à edição de 2018, buscando assim explorar ainda mais as belezas da cidade de Igrejinha e os pontos turísticos.

trilhas e montanhas Igrejinha
Créditos: Sérgio Gutheil – Clic Run

A distância longa passou pelos principais pontos turísticos da cidade Morro Alto da Pedra, Morro da Cruz e Cascata da Solitária. Vale destacar que o Morro Alto da Pedra, já recebeu o Campeonato Gaúcho de Parapente e o Campeonato Brasileiro de Parapente.

“O Morro é o ponto mais alto da cidade com 745 metros de altimetria e tem uma belíssima visão do Vale do Paranhana e do Vale dos Sinos.” destaca Saurin.

trail Igrejinha
Créditos: Taís Zonotieli – Clic Run

“Sinto-me honrado em juntamente com a empresa L & E Eventos, ajudar a movimentar mais de 800 pessoas através do esporte. Isso me deixa muito feliz e emocionado, sou professor de Educação Física e isso me motiva cada vez mais, a desenvolver com paixão e dedicação este tipo de atividade que motiva e faz com que as pessoas saiam da sua zona de conforto, que busquem se desafiar a cada dia mais, e não só no esporte mas no seu dia-a-dia.” finaliza emocionado Cristiano Saurin.

O CTM tem sido repleto de muitas aventuras, superação e belíssimas histórias ao final de cada etapa. Algumas delas o amigo Nédson Ferreto Meira conta no seu canal 100Fôlego no Youtube, outras o Andre Silva divulga no canal CorrendocomAndre. E algumas eu conto aqui no site do Trekking RS.

Hoje conto um pouquinho da história da família Capovilla (Claudemir Capovilla, Jucilene Galves Gonçalves e Éric Gonçalves Capovilla), nesta etapa de Igrejinha Érick com apenas 19 anos foi o Campeão nos 5 quilômetros e Jucilene a Campeã em sua categoria, também na distância curta.

Esportes sempre estiveram presentes na vida da família, em 2012 Claudemir iniciou no mountain bike para fugir do sedentarismo e obesidade. Participou de alguns pedais com amigos e resolveu se aventurar em alguns campeonatos.

“Tive bons resultados e também vários tombos, básicos do esporte!” brinca Capovilla. Neste mesmo ano, ele também participou de algumas corridas de rua.

bike Igrejinha
Campeonato Gaúcho de Mountain Bike Maratona 2012 – 5ª Etapa – Garibaldi

Já a Jucilene (esposa de Capovilla), iniciou na natação com 9 anos, participou de alguns campeonatos e se manteve até os 12 anos. Em 2014 acompanhou o marido em algumas provas de mountain bike e obteve a 5ª Colocação na Categoria Feminina no Campeonato Gaúcho de Mountain Bike.

 E ano passado resolveu adentrar nas corridas. “Foi até inusitado, pois ela veio comigo e com o Érick para a Final do Campeonato Gaúcho de Corrida Trilhas & Montanhas em Rolante, estava chovendo muito naquele dia, e ela resolveu participar. Não deu outra, adorou tudo! O barro, as trilhas, a superação e veio querendo mais deste então.

atletas

O filho mais velho do casal, Érick, também sempre gostou muito de praticar esportes. Com 9 anos participou de algumas corridas na cidade de Bento Gonçalves, logo mais aos 14/15 anos participou de algumas etapas do Campeonato Gaúcho de Mountain Bike. E em 2018 pegou gosto pela corrida, inicialmente de rua, mas logo o trail run virou sua paixão.

“Sempre incentivamos ele no que se sentia mais a vontade, nunca o pressionamos a manter algo que ele não se sentisse confortável. E ele acabou adentrando ao trail, na cara e na coragem, com muita força de vontade e convicto de que é isso que ele realmente curte.” Finaliza orgulhoso o pai.

Claudemir fez a sua estreia no trail na primeira Etapa do Circuito Trilhas & Montanhas – Trilhas do Salto Ventoso em 2017, em Farroupilha onde obteve a 1ª colocação em sua categoria. E em pouco tempo toda a família foi se apaixonando pelo Circuito.

Trilhas e Montanhas Atletas

O próximo desafio de pai e filho será em agosto a La Mission, já Jucilene pretende para o próximo ano iniciar nos trajetos médios do Circuito Trilhas & Montanhas.

O Circuito Trilhas & Montanhas 2019, chegou a sua metade com a Etapa de Igrejinha, em agosto, ocorre a V Etapa – Trilhas Arcoverde, na cidade de Carlos Barbosa. Foram meses e meses de muito trabalho e dedicação da empresa L&E Eventos Marketing Esportivo e equipe do CTM, para proporcionar aos atletas um campeonato de alto nível.

Inscrições e maiores informações sobre as próximas etapas no site da Youmovin.

Mountain Series

Projeto Mountain Series não é apenas um evento de trilhas, mas sim uma experiência única, possibilitando aos nossos clientes vivenciar, alcançar e superar desafios.

Entretanto como já diz o nome, vamos trilhar inúmeras montanhas em sequência, caminhos que levam até os cumes mais altos do país, em alguns dias.

Unindo diversas atividades como: trekking, caminhada, escalada, rapel, acampamentos, hospedagem em refúgios de montanha, viagens de carro (road trip), fazem do Mountain Series um projeto grandioso.

Cumes Mountain Series

Cumes Mountain Series

O que mais chama a atenção no Mountain Series é o fato de você poder vir juntamente conosco em todos esses destinos, ou apenas participar de um evento ou outro. A escolha é sua!

Primeiramente faremos uma Road Trip – Viagem de carro, saindo do Rio Grande do Sul até a região sudeste do Brasil, onde se concentram a maioria dos cumes. Alguns deles são isolados, outros fazem parte de travessias de 1 a 4 dias.

Desafio Mountain Series

A nossa primeira travessia começara pela Serra da Mantiqueira, mais precisamente na Serra Fina, depois iremos ao Parque Nacional de Itatiaia, Escalavrado, Pico da Bandeira, Serra dos Órgãos, Pedra do Baú e por fim ao Parque Estadual Turístico Alto da Ribeira – Petar.

Todas esses destinos em um curto período de tempo fazem com que os participantes tenham um ótimo preparo físico e mental, por isso organizamos uma série de treinos específicos de força e resistência, para que você treine seu condicionamento físico. Veja aqui como funciona estes treinos.

Como posso me inscrever no Mountain Series

Há duas maneiras de você se inscrever no Mountain Series, a primeira delas é clicando nos eventos logo abaixo ou entrando em contato direto via Whatsapp 54 99117-9771, falar com Evandro Clunc.

A travessia mais difícil do Brasil
Serra Fina
31/ago à 7/set de 2019

A travessia mais difícil do Brasil

É aventura de verdade! Serão 4 dias de trekking com um nível de dificuldade que não é para iniciantes. São 3 pernoites na Montanha (selvagem mesmo) e 2 outros pernoites em um Hostel de Montanhistas… As grandes dificuldades, de fato, são a navegação, o terreno extremamente acidentado e a escassez de água ao longo do caminho, o que obriga os trekkers a levar peso extra na mochila depois de cada ponto de abastecimento.

Vem com a gente
O primeiro Parque Nacional do Brasil
Travessia Itatiaia
09 à 13/SET/2019

O primeiro Parque Nacional do Brasil

Vamos fazer a Travessia da Parte Alta do Itatiaia e mais uma descida de Serra chamada de: Travessia Ruy Braga como também é conhecida! O Parque Nacional do Itatiaia (PNI) é o Primeiro Parque Nacional do Brasil, criado em 14 de junho de 1937 (82 anos). O nome Itatiaia é de origem Tupi e significa: penhasco cheio de pontas, pedra pontuda. No interior do Parque encontram-se alguns dos picos mais altos do Brasil, beirando os 2800 metros de altitude.

Vem com a gente
Parque Nacional do Itatiaia
Travessia Ruy Braga
14/SET/2019

Parque Nacional do Itatiaia

Vamos fazer a Travessia da Parte Alta do Itatiaia e mais uma descida de Serra chamada de: Travessia Ruy Braga como também é conhecida! O Parque Nacional do Itatiaia (PNI) é o Primeiro Parque Nacional do Brasil, criado em 14 de junho de 1937 (82 anos). O nome Itatiaia é de origem Tupi e significa: penhasco cheio de pontas, pedra pontuda. No interior do Parque encontram-se alguns dos picos mais altos do Brasil, beirando os 2800 metros de altitude.

Vem com a gente
Parque Nacional da Serra dos Órgãos
Escalavrado
15/set/2019

Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Está localizada no PARNASO (Parque Nacional da Serra dos Órgãos). O Parnaso é o terceiro Parque Nacional mais antigo do País, criado em 30 de novembro de 1939 (79 anos). O Escalavrado é considerado uma caminhada semipesada com duração que pode variar de 2,5 a 3,5 horas. O cuidado neste local deve ser redobrado, pois grande parte da trilha é exposta. Um caminho na Rocha, onde vamos utilizar equipamentos de vertical por segurança e basicamente é só subida! Porém com uma distância de aproximadamente 4000 metros entre Ida e Volta.

Vem com a gente
Terceiro mais alto do Brasil
Pico da Bandeira
17/set à 18/set/2019

Terceiro mais alto do Brasil

Localizado na Serra do Caparaó, na divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, o Parque Nacional do Caparaó é um dos ícones do montanhismo no Brasil e abriga o terceiro ponto mais alto do País. O Pico da Bandeira, que tem 2.891 metros de altitude, mas vem seguido de perto do Pico 2 ou Pico do Cruzeiro, com 2.852 metros, o Pico do Calçado com 2.849 metros e o Pico do Calçado Mirim com 2.818 metros. Logo mais abaixo fica o Pico do Cristal, com 2.770 metros que fica exclusivamente em território mineiro. Serão 3 dias de trekking com um nível de dificuldade que não é para iniciantes.

Vem com a gente
Parque Nacional Serra dos Órgãos
Travessia Petro x Tere
20 à 22/set/2019

Parque Nacional Serra dos Órgãos

A Travessia Petrópolis Teresópolis ou Petro x Tere como também é conhecida! É considerada a travessia mais bonita do Brasil. Está localizada no PARNASO (Parque Nacional da Serra dos Órgãos) em meio a exuberância da Mata Atlântica entre as cidades serranas de Petrópolis, Guapimirim e Teresópolis. Com muitas subidas e descidas íngremes é considerada uma caminhada difícil e possui cerca de 30 km ligando os municípios de Petrópolis e Teresópolis. Geralmente é realizada em três dias.

Vem com a Gente
Bauzinho, baú e Ana Chata
Travessia Pedra do Baú
23 e 24/set/2019

Bauzinho, baú e Ana Chata

O Roteiro foi chamado carinhosamente por nós de Volta da Pedra do Baú, passa em meio de Trilhas pela mata, subindo e descendo Vias Ferratas fixadas na Rocha Gnaissicas da Serra da Mantiqueira exatamente por: Bauzinho, Pedra do Baú e Ana Chata. Localiza-se no município de São Bento do Sapucaí, estado de São Paulo, Brasil. O ponto culminante é a Pedra do Baú (altitude de 1964 metros), conhecido por abrigar algumas rotas de escalada esportiva.

Vem com a gente
Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira
Petar
25 e 26/set/2019

Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira

O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) é considerado uma das Unidades de Conservação mais importantes do mundo. É considerado hoje um patrimônio da humanidade, reconhecido pela UNESCO. Vamos explorar o Núcleo Santana! Lá vamos conhecer: – A Caverna de Santana, -A Trilha do Betari (Caverna Água Suja, Caverna do Cafezal e cachoeiras das Andorinhas e do Beija-flor) – E a trilha do Morro-Preto Couto (Caverna do Morro-Preto, cachoeira do Couto e Caverna do Couto).

Vem com a Gente

Investimento

 Aqui vai uma dica muito interessante! Como estaremos organizando os eventos em sequência isto é, um após o outro, vale muito a pena você se inscrever em mais de um evento, pois isso diminui gastos de deslocamento, fazendo você poupar um bom dinheiro e conhecer mais destinos.

Por participar do Mountain Series, você ganha descontos especiais na compra de qualquer equipamento outdoor na loja Patos do Sul/RS – Entregas para todo o país.

Curtlo BR

Nossa equipe

Nosso time é formado por 4 (quatro) pessoas, sendo 2 (dois) guias de montanha, 1 (um) fotógrafo e 1 (um) especialista em Marketing Digital/Suporte.

Faremos uma cobertura online do Mountain Series aqui no site, comunicando também nas mídias sociais onde somos atuantes;

Teremos uma equipe profissional de fotografia e filmagem com drone, com edições diárias no evento e publicações ao vivo nas  mídias sociais;

Postagens semanais aqui no site e na Sol de Indiada, com o intuito de relatar a experiência obtida pelos participantes durante cada evento.

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Loft Moinho Rio Segredo

Hoje venho apresentar uma nova opção de hospedagem, o Loft Moinho Rio Segredo sendo um local ideal para quem gosta de paz, tranquilidade e conexão com a natureza.

O Loft Moinho Rio Segredo, localiza-se no interior do Município de Ipê – Rio Grande do Sul/ Brasil, aproximadamente 15 km do centro da cidade. Ipê é conhecida como a capital da agricultura orgânica.

O Moinho Rio Segredo nada mais é que uma grande casa antiga, transformada em residência, onde pessoas podem alugar por dia.

Acomodações Rio Segredo

Grande Casa Loft (2 andares)

Acomoda tranquilamente 12 pessoas com as seguintes comodidades: TV a cabo, aquecimento central, wi-fi, água quente, roupas de cama e banho.

Rústico, aconchegante com a tranquilidade e privacidade que todo hóspede procura. Local extremadamente tranquilo e seguro. A edificação dispõe (no andar térreo) de um ambiente de sala com fogão a lenha, dois banheiro; varanda com vista panorâmica da cachoeira do Rio Segredo. Cozinha industrial completa equipada com, geladeira, freezer, churrasqueira e fogão industrial. No segundo andar, com uma proposta inovadora, charmoso e exclusivo Moinho, comporta doze (12) pessoas, distribuídas em um (1) ambiente com 3 camas de casal e 4 de solteiro e 1 sofá cama.

Studio Moinho Rio Segredo

Acomoda tranquilamente 2 pessoas com as seguintes comodidades: aquecimento central, wi-fi, água quente, roupas de cama e banho.

O pequeno Studio rústico, tem entrada independente, é equipado com mini cozinha, cama queen, banheiro, e tem a metragem de 11,25m2
Ideal para casal, que procura descanso em zona rural, junto a natureza, e que goste de aventura.

Tarifas de hospedagem

  • Grande Casa Loft (2 andares): Aproximadamente R$ 180,00 por noite;
  • Moinho Rio Segredo: Aproximadamente R$ 115,00 por noite.

Consulte valores exatos acessando o site da residência.

Recomendo desfrutar alguns dias nesse lugar incrível, para quem gosta de sair da rotina, descansar e respirar novos ares, tanto no Loft, quanto no Studio Rio Segredo valem muito a pena.

Local ideal para fazer ensaios fotográficos, festas de amigos, casamentos, encontros de família, dia dos namorados e outros.

Abaixo uma seleção especial de muitas imagens que fiz durante dois dias que fiquei hospedado no Studio, veja abaixo:

Studio Rio Segredo
Residência Rio Segredo
Fotografia
Hospedagem Rio Segredo
Cascata Rio Segredo
Fotografia Rio Segredo

Se você assim como eu adora conhecer lugares diferentes, então tenho certeza que este local fara você realmente relaxar, sair da rotina de maneira saudável.

Está procurando destinos exuberantes aqui no Rio Grande do Sul, trilhas inexploradas ou parques de aventura então clique aqui!

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Trekking Pico do Tabuleiro

A trilha do Pico do Tabuleiro está dentro do território do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro que é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza, com território distribuído pelos municípios catarinenses de Florianópolis, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas, São Bonifácio, São Martinho, Imaruí e Paulo Lopes.

Com uma área de 84 130 ha, Serra do Tabuleiro é a maior unidade de conservação de proteção integral do estado de Santa Catarina.

Origem: Wikipédia

As montanhas estão chamando e eu tenho que ir.

Essa foi mais uma daquelas pequenas aventuras que, de tempos em tempos, acontece de modo espontâneo. Sem grandes alardes ou planejamentos, bastando apenas um convite curto e grosso.

Durante uma tarde de trabalho no mês passado, entre uma tarefa e outra dos meus plantões, “pipocou” na minha telinha, uma notificação de mensagem.  Pensando eu que se tratava de mais alguma tarefa de trabalho, ao abrir a mensagem, fui surpreendido com um “Vamos subir o Tabuleiro?”. Era o convite do Fábio Almeida, que para quem não sabe, é o cara que faz acontecer o Pedal Nativo (site de cicloturismo e afins).

Sabendo do destino, a data e também quem estaria na empreitada, topei de imediato.

Estava formada então a trupe inédita: Fábio AlmeidaMário Nery e eu.

Sábado, dia 15 julho.

Coloquei o relógio para despertar bem mais cedo do que estou acostumando acordar. O plano era pegar o ônibus bem cedo e encontrar meus camaradinhas em Floripa e de lá, numa curta viagem de carro de pouco mais de uma hora, chegar ao ponto zero que fica junto do maneiríssimo Café do Tabuleiro.

Trilheiros no Tabuleiro

Ao chegarmos ao Café do Tabuleiro, por volta de 11 horas, sem demora, pegamos nossas mochilas cargueiras e entramos na trilha que começa ali mesmo.

A trilha e eu já éramos conhecidos. Em 2015, junto com mais dois amigos, fizemos em quatro dias a duríssima e até então quase desconhecida Travessia da Serra do Tabuleiro. (Quer saber como foi essa empreitada? clique aqui).

Uma longa subida em meio ao bambuzal

A trilha de um modo geral, não apresenta dificuldades técnicas, porém pode surpreender tornando-se um desafio bastante desgastante se a vegetação estiver alta e fechando o caminho. Daí é aquela coisa que só sabe quem já fez um clássico vara mato com uma mochila cargueira nas costas sendo agarrada quase que o tempo todo pelos bambuzinhos infernais.

O lado bom da trilha fechada é que podemos dizer que aproximadamente 80% do caminho está abrigado do sol. Isto é um grande alívio.

O tempo de caminhada varia bastante. Depende além das condições da trilha, do condicionamento físico e da carga que se está levando para o alto. Em média, a subida com cargueiras, leva algo entre quatro e seis horas. Sem carga, acredito que três horas são suficiente para alcançar o topo sem correria.

Iniciamos nossa subida tarde. Passava das onze horas, mas sabendo que tínhamos tempo de luz suficiente para chegar ao nosso objetivo, engatamos uma marcha lenta, pois apensar do inverno estar batendo na porta, o dia estava bastante quente, sendo assim, deveríamos administrar bem o consumo de água uma vez que só existem pontos de captação do precioso líquido no início da trilha.

Backpacker Tabuleiro

A alta temperatura, o peso das cargueiras e as datas de expedição das certidões de nascimento dos membros da trupe, foram as garantias da “sofrência”. Tal situação obrigava que em vários momentos déssemos pequenas paradas para tomar um ar, baixar a frequência cardíaca e beber alguns goles de água, antes que alguém tivesse um troço, ou um treco ou até mesmo um piripaque e com isto, fossemos obrigados a acionar o S.O.S no rastreador Spot. kkkk

Depois de percorrer pouco mais de seis quilômetros, em mais de cinco horas de trilha, o caminho estava abrindo e finalmente estavam superados os mais de mil e cem metros de subida.

Pico do Tabuleiro

Restava ainda por volta de uma hora de luz natural. Aproveitamos para descansar um pouco, comer algo e montarmos o nosso acampamento e logo em seguida, aproveitar um dos momentos altos de nossa pequena aventura de final de semana: um fantástico pôr do sol por detrás da Serra do Tabuleiro.

Camping Tabuleiro

Sob o céu que nos protege

Após apreciarmos uma espetacular viração do dia, a noite prometia ser boa. A ausência de vento e a temperatura agradável, foram a nossa garantia de um jantar saboroso e com um bate papo divertido sentados no chão, sob as estrelas e iluminados pela lua quase cheia.

Depois do momento relax total, e estando todos muito bem alimentodos com um saboroso prato de montanha preparado pelo chef Nery, era chegada a hora de recolher. O cansaço do dia de trilha e o friozinho ameno fizeram a turma dispersar, indo cada um para a sua barraca.

Cozinha de camping

Ainda ficamos de conversa fiada e rindo das câimbras que se manifestavam em alguns integrantes deste fabuloso time de aventureiros.

A noite foi longa, silenciosa e tranquila. Lembro-me de ter acordado algumas vezes com a claridade da lua iluminando a barraca. Nada que me impedisse de ter um bom descanso numa noite impecável no hotel um milhão de estrelas.

Camping Tabuleiro

Domingo, 16 de julho.

Pro dia nascer feliz

Por volta das seis horas, ainda bem escuro, escutei o barulho de um zíper de barraca abrindo e uma movimentação ao redor do nosso acampamento. Era o Mário que foi o primeiro corajoso a sair do conforto do saco de dormir para assistir ao sol nascer.

Após enrolar alguns minutos, e vendo um pequeno romper de claridade, também tomei coragem para sair da barraca. Não estava muito frio.

Serra do Tabuleiro

Calcei minhas botas, peguei minha câmera e fui ao encontro do Mário. Não demorou muito e o Fábio logo se juntou com ao grupo no ponto mais alto para assistirmos o espetacular show de cores que foi o nascer do sol naquela manhã de domingo.

Assim que o sol se ergueu no horizonte, dando-nos bom dia, voltamos ao acampamento para preparar o café e espantar de vez o sono e a preguiça.

Com a cafeína correndo no sangue, tratamos de desmontar o circo e pegar o rumo do nosso caminho de volta.

Pra baixo todo santo ajuda. Or not

A longa caminhada até o Café Tabuleiro, durou mais de quatro horas. O calor, a falta de água e a combinação do peso da mochila cargueira com a descida que parecia interminável, fez com que déssemos algumas paradas para descansar.

Ao chegar ao ponto de água, fizemos uma parada longa para hidratar, mastigar alguns biscoitos e dar uma refrescada. Faltava pouco agora.

Depois de matar a sede e descansar um pouco, demos jeito de fazer aquele esforço final.

Com pouco mais de meia hora, já estávamos novamente no Café Tabuleiro. Colocamos nossas mochilas no carro e fomos rapidamente saborear aquela tão sonhada Coca-Cola gelada e bater papo divertido com o pessoal do café.

Após nos despedirmos do pessoal do Café, seguimos direto para a casa do Fábio, onde ainda rolou um churrasquinho de confraternização. Mas isso já é outra história. kkk

Fim.

Dicas:

– A melhor época do ano é outono e inverno;

– O Café Tabuleiro possui estacionamento seguro ao custo de R$ 10,00;

– Use roupas compridas;

– Leve toda a água que irá precisar;

– A trilha, embora bem nítida, não possui nenhuma marcação. Tenha atenção;

– A trilha exige muito esforço. Esteja bem preparado fisicamente.

Mínimo Impacto

1 Planeje com antecedência sua aventura;

2 Caminhe na trilha;

3 Leve seu lixo embora;

4 Deixe tudo como encontrou;

5 Não faça fogueiras;

6 Respeite a vida selvagem;

7 Seja cordial com outros visitantes.

Veja também outros destinos em Santa Catarina/Brasil

Trekking no Vale da Utopia

Nossas aventuras pelo Vale da Utopia no estado de Santa Catarina – Brasil, foi uma aventura planejada de um ano para o outro, não por ser uma trilha difícil, nada disso, mas por precisar ter um tempo vago para fazer a travessia e poder aproveita-la ao máximo.

Trilhas Vale da Utopia

Existem duas trilhas para se chegar na Praia do Maço (Vale da Utopia), a mais rápida é pela praia da Pinheira e a outra um pouco mais extensa, começa pela Guarda do Embaú.

Como somos aventureiros e gostamos de desafios, resolvemos fazer a trilha mais extensa, uma aventura cercada por belas paisagens e um pouco menos visitada pela maioria das pessoas.

A travessia

Nossa caminhada começou por volta das 9:00 da manhã, quando deixamos nosso carro estacionado na Praia da Guarda do Embaú, saímos dali com nossas mochilas cargueiras nas costas e com vestimentas adequadas para o trekking, isto é, estávamos de bota, calça comprida, manga longa e bandana/chapéu.

Era feriadão de páscoa e todas as pessoas naquela praia estavam aproveitando o dia lindo de sol, lembro-me de as pessoas olharem para nós como se fossemos de outro mundo.

Guarda do Embaú
Trilha Vale da Utopia

De certa forma nós somos de outro mundo mesmo, onde não nos contentamos com a segurança, trabalhar o ano todo só para ter 30 dias de férias, somos de outro mundo, pois queremos ter o máximo de experiências em nossas vidas e chegar na velhice com mais sonhos realizados do que dinheiro no bolso.

Depois de tirar algumas fotos alí na Guarda do Embaú, seguimos a trilha a esquerda da praia até chegar em uma bifurcação, está leva para a Pedra do Urubu, trilha fácil, sem maiores dificuldades para nós, no entanto para pessoas sem preparo físico a trilha pode ser um tanto difícil e exaustiva, lembro de encontrar pessoas pelo caminho reclamando da trilha, que era difícil e íngreme.

Seguimos até o cume da Pedra do Urubu, ao chegarmos na base da pedra, tinha umas 15 pessoas em fila, esperando para capturar uma foto. Fiquei um pouco chateado por este fato, esperamos a nossa vez, tiramos umas 3 fotos e retornamos para a bifurcação no início da trilha.

Pedra do Urubu SC
Guarda do Embaú

Dali em diante tínhamos dois caminhos à seguir, um deles seria pela beira do mar e outro seria em meio mata, um caminho muito bem marcado e bonito e o mais legal, não havia ninguém indo naquela direção. Optamos por esse!

Tínhamos uma dúvida em relação a esse caminho, pois como não havia pessoas transitando por ali, pensamos por um momento que a trilha não iria nos levar a lugar nenhum, podia ser muito bem uma trilha que acabasse logo à frente. Mesmo com a dúvida seguimos por ele. depois de uns 10 minutos de caminhada, encontramos uma bifurcação, seguimos para à esquerda e essa trilha nos levou para a Prainha – Guarda do Embaú.

Seguindo pela esquerda na Prainha chegasse ao Vale da Utopia, e se seguir para a direita, chegasse nas piscinas naturais da Guarda do Embaú.

Estávamos perto das 11:00 quando chegamos nas piscinas naturais, o local ali é lindo, sentamos ao lado de uma pedra grande, que proporcionava um pouco de sombra, retirei as botas, a parte de baixo da calça bermuda e me sentei na piscina.

Vale da Utopia
piscinas Vale da Utopia

Essa piscina nada mais é que algumas pedras na beira do mar, onde as ondas quebram em uma parede rochosa, a água respinga pelas pedras e as vezes essa água toda invade a costa, transformando em um grande piscina natural. É preciso ficar atento no local, pois algumas vezes as ondas batem tão forte na parede rochosa que escutamos um grande estrondo, a onda então avança sobre os paredões rochosos e inunda as piscinas, levando tudo que encontra pela frente.

Depois de curtir por cerca de umas 2 horas o local, tirarmos inúmeras fotos, vestimos nossos trajes de “trilheiros”colocamos a mochila nas costas e seguimos pela Prainha em direção ao Vale da Utopia.

Esse trecho entre a Prainha e a Praia Solita se chama trilha Costa de Pedras, como seu próprio nome diz, são muitas pedras gigantes na beira do mar, é necessário cruzar por cima destas pedras por aproximadamente 300 metros.

Ao se chegar em terra firme já estamos praticamente no começo da Trilha do Vale da Utopia. A visão desse ponto, podemos ver ao longe o costão de pedras que cruzamos e também o local das piscinas naturais.

Trilha Vale da Utopia

Trilha do Vale da Utopia

A trilha do Vale da Utopia começa exatamente neste ponto, começamos a subir um morro gramado em uma estrada bem demarcada que atravessa alguns potreiros, onde podemos ver muitas vacas e bois.

Ao começar a descer já temos a visão da Praia do Maço, conforme vamos nos aproximando já encontramos muitas pessoas com barracas armadas e curtindo o dia ali.

Era hora de escolher um local legal para acampar, olhamos alguns locais e encontramos um onde não havia ninguém ao nosso redor. Isso possibilitaria maior tranquilidade para nós, pois sabíamos que, o Vale da Utopia em si tinha deixado de ser um local de contemplação e tinha se tornado uma grande área de festas para as pessoas.

backpacker Vale da Utopia
Vale da Utopia

Depois de montar a barraca, organizar os equipamentos dentro, resolvemos descer até a beira da Praia do Maço. Ao chegar encontramos um barzinho que oferecia lanches, pasteis, café, refrigerante, cervejas e caipirinhas.

Pedimos uma caipira e ficamos ali curtindo o pôr do sol sem nenhuma pressa, o fim de tarde estava maravilhosamente perfeito, o clima estava agradável, capturei algumas imagens e voltamos para o nosso local de acampamento.

Bar Vale da Utopia
Vale da Utopia
Sunset Vale da Utopia

Estava quase escurecendo quando começamos a fazer o jantar, eu era o cozinheiro da rodada..kkk. O cardápio era massa com molho vermelho e calabresa, depois de algum tempo o jantar estava pronto, jantamos sob um céu limpo e cheio de estrelas brilhantes. Características estas de um hotel 1 bilhão de estrelas que só quem acampa entenderá.

Logo descemos até o barzinho novamente, dessa vez apenas para lavar a louça em uma pia improvisada ao lado do bar.

A noite estava realmente especial, pois além das estrelas brilhantes, podíamos ver a lua cheia, que clareava todo o Vale da Utopia, nem precisávamos usar as lanternas para encontrar nossa barraca na volta.

barraca Vale da Utopia

Ficamos um bom tempo ali olhando as estrelas e conversando, fiz algumas imagens noturnas e fomos dormir, afinal queríamos acordar cedo para ver o nascer do sol.

Nascer do sol no Vale da Utopia

Pulei do Saco de dormir as 5:30 da manhã, abri a barraca e olhei para fora, o dia estava limpo, ainda estava um pouco escuro, estava um pouco frio, mas nada com o que se preocupar.

Conforme foi passando o tempo o céu começou a ficar muito colorido, com cores amareladas, alaranjadas e avermelhadas muito vibrantes. É difícil descrever momentos assim, mas posso dizer que foi um dos mais lindos nascer do sol que já presenciei na vida.

Sunrise Vale da Utopia
Vale da Utopia

Quando o sol realmente apareceu no horizonte estávamos felizes e agradecidos ao mesmo tempo, consegui captar algumas imagens interessantes desse nascer do sol incrível.

Vale da Utopia

Conforme o sol ia subindo, nós arrumávamos os equipamentos dentro das mochilas, desmontamos a barraca, colocamos a mochila nas costas e seguimos a trilha que leva até a Praia da Pinheira.

Vale da Utopia

No meio do caminho existe um pequeno mirante, onde podemos ver a praia de cima e boa parte da orla da pinheira, lugar muito legal, com uma bela vista.

Vale da Utopia

Dali em diante seguimos o caminho marcado e chegamos até a beira da praia da Pinheira, colocamos as mochilas na areia e ficamos ali só curtindo um pouco.

A praia da Pinheira é um local belo, mas bem movimentado, para quem gosta de nadar ou se refrescar nas águas do mar pode ser uma boa alternativa, pois não há ondas nessa praia.

Praia da Pinheira

Depois de aproximadamente umas 2 horas, colocamos a mochila nas costas e seguimos para a Guarda do Embaú, dessa vez seguindo o caminho pela estrada, basicamente caminha-se 5 km, neste caminho podemos ver inúmeras pousadas, hostels em meio a natureza.

Ao chegar no nosso carro, ficamos felizes por completar mais essa aventura, pois a melhor coisa de todas as aventuras que fazemos é poder ir e voltar em segurança.

Se curtiu esse relato, deixe um comentário, curta nossa página no Instagram e Facebook e não deixe de compartilhar essa aventura com seus amigos.

Cachoeira do Rio Bello

Cachoeira do Rio Bello

Andando pelo interior da cidade de Caxias do Sul/RS, descobri duas lindas cachoeiras, uma conhecida como Cachoeira do Rio Bello e a outra como Cascata do Teichmann, as duas um tanto desconhecidas pela maioria das pessoas.

Pra quem acha que Caxias do Sul é somente uma cidade de pedra e concreto, está enganado, se olharmos para o tamanho da área territorial pertencente a essa cidade, veremos que existem muitos vales, alguns profundos e selvagem e ainda inexplorados pela maioria.

Andando pela estrada Municipal do Vinho, no sentido Vale Real à Caxias do Sul, notamos um grande vale a direita, seguimos este vale e encontramos uma grandiosa cachoeira, com aproximadamente 40 metros de altura.

Cachoeira do Rio Bello

Ao lado da estrada tem um mirante, onde é possível avistar a cachoeira ao longe. Mas como não conseguimos apenas olhar de longe, seguimos devagar, olhando na beira da estrada se havia alguma trilha que ao menos levasse na parte de cima da Cachoeira do Rio Bello.

Então estacionei o carro ao lado de uma capelinha, e ali continha uma pequena trilha, segui por ela e cheguei na crista da cachoeira.

O local é “Bello” como seu próprio nome refere, com todo o cuidado do mundo, comecei a caminhar sobre as pedras da parte de cima da Cachoeira do Bello, a vista do rio para o despencar das águas cristalinas da cachoeira em direção ao vale é muito legal, estar naquele local fez com que sentisse uma ótima conexão com a natureza, uma sensação de paz imensa.

Cachoeira do Rio Bello
Cachoeira do Rio Bello

Fiquei ali por alguns instantes, olhando o despencar das águas e tentando registrar algumas imagens legais. Nisso chegou um morador local, perguntei a ele se havia alguma trilha que desse para acessar a parte de baixo da queda!

O morador, bem atencioso disse que a única trilha que ele conhece é vindo do Camping do Rio Bello por dentro do próprio rio, uma trilha de aproximadamente 6 horas entre ida e volta. Agradeci as informações, olhei para o relógio e já era metade da tarde, não daria para fazer a trilha nesse dia. Teria então que voltar um outro dia pela manhã com mais tempo para então explora-la!

Olhei o mapa e encontrei outra cachoeira não muito longe dali, peguei o carro e segui a estrada em direção a Caxias do Sul, logo depois de uma ponte de concreto, dobrei a direita e segui por ela, andei por algum tempo e me deparei com uma outra cachoeira belíssima.

Eram inúmeras quedas de água que faziam uma enorme cachoeira, difícil de acreditar que uma beleza daquela estava assim, tão perto da estrada. Foi só descer do carro e admirar a paisagem.

Cachoeira do Rio Bello
Cachoeira do Rio Bello

Enquanto estava ali fazendo algumas fotos, refleti um pouco sobre as viagens que já fiz ao longo de anos “turistando” por aí, e cheguei a conclusão que precisamos conhecer e explorar mais a serra gaúcha, temos uma rica diversidade de locais, que é possível fazer dezenas de atividades de Ecoturismo e turismo de aventura bem ao lado de nossas casas e por alguma razão não damos a devida atenção para isso.

Viajamos o mundo, carimbamos nossos passaportes, fizemos travessias gigantescas de trekking por serras, cânions e inúmeros lugares, sempre tentando achar locais onde tenhamos a melhor conexão com a natureza.

Aqui na serra gaúcha temos muitos locais selvagens ainda, que com certeza geram uma conexão muito boa com a natureza em sí. Precisamos ficar mais atentos a toda essa exuberância natural que temos em nossos municípios.

Se tiver que dar um conselho a todos que leem meus textos e postagens, digo-lhes que saiam para explorar locais diferentes, não se contentem apenas com o turismo que está pronto, lembre-se de sempre compartilhar conosco, com seus amigos os novos destinos que conhecer.

Cachoeira

Fico por aqui e até o próximo post, curtam, comentem e compartilhem esses destinos com seus amigos!

Expedición Guaraní

Expedición Guaraní 2019

A Expedición Guaraní é uma corrida criada por e para corredores de aventura. Portanto, o objetivo principal da organização do evento foi realizar uma prova técnica e exigente para as equipes líderes, mas também dinâmica e acessível para os mais lentos.

As rotas foram cheias de contrastes, pois percorreram terrenos muito variados, como montanhas, matas, rios sinuosos…na região de Itapúa no Paraguai.

“A Expedición Guaraní nasceu em 2014, da ideia de Gustavo Borgognon de fazer uma prova de nível mundial em seu país. Me “associei” a ele e em 2015 foi realizada a primeira edição.” comenta Urtzi Iglesias Mota, diretor técnico da prova.

A prova é uma corrida de aventura em que diferentes modalidades esportivas são combinadas. Mountain biketrekking, natação, caiaque e orientação foram as principais na EG 2019.

Os participantes percorreram cerca de 500 quilômetros em alguns dos locais mais bonitos do Paraguai durante os dias 30 de março e 06 de abril. Navegaram por rios sinuosos; embora o país não tenha montanhas altas, eles chegaram a alguns dos picos mais altos do Paraguai. Pedalaram e correram centenas de quilômetros por trilhas e estradas de areia e lama; e escalaram locais de uma beleza surreal.

Ano passado contei aqui um pouco do que a equipe Columbia Montrail, composta pelo casal brasileiro Camila Nicolau e Guilherme Pahl, pelo inglês Nick Gracie e pelo espanhol Jon Ander Arambalza; enfrentou durante 81 horas para se sagrar a grande campeã naquele ano.

Neste ano conto a história dos grandes amigos Silvana Menegon, Charles Pierre Silva, Douglas Kroetz e Jonas Junckes, que compuseram a equipe Lagartixa Adventure.

Créditos: Ralphie Zotti

Os quatro atletas já haviam participado da Expedición Guaraní, Jonas participou de todas as edições anteriores. Silvana, Charles e Douglas fizeram a sua segunda participação e embora todos sejam da mesma equipe, está foi a primeira competição que correram nesta formação.

O caminho até a Expedición Guaraní…

Após um ano repleto de muitas provas, a equipe Lagartixa Adventure se sagrou campeã no Circuito Brasileiro Spot de Corrida de Aventura 2018 e garantiu vaga para a etapa do mundial no Paraguai, a Expedición Guaraní.

Silvana relata que a prova começa bem antes da corrida em si. “Poucos dias de descanso após a última etapa do Circuito Brasileiro iniciamos os treinos focando o Guaraní. A formação da equipe seria: Jonas, Japa, Alexandre e eu.

Porém, na primeira etapa do Circuito Brasileiro (Kraft Race) o Japa rompeu os ligamentos do tornozelo e o Douglas foi escalado para substituí-lo. Na segunda etapa (Gralha Azul) o Alexandre contraiu leptospirose e o Charles foi escalado para substituí-lo duas semanas antes da prova.”

As duas semanas que antecederam a prova foram de muitos preparativos, estudo de logística e testes. Como a prova teria cerca de 5 quilômetros de natação, o plano da equipe era levar o Packraft jogar tudo dentro, saltar os quatro atletas para dentro e remar com palmares.

“Estávamos muito animados, porém no último informativo descobrimos que nosso plano foi em vão, pois o Packraft foi proibido. Outras logísticas, outros planos…e vamos lá!” relembra Silvana.

Viagem até o Paraguai…

Quarta-feira (27/03/19), Silvana, Jonas e Charles se direcionaram até a casa do Douglas para na madrugada de quinta partirem em direção a Assuncão no Paraguai.

Já nos primeiros quilômetros um pneu cortado. Logo adiante, já na Argentina a equipe seguiu por um caminho errado e perderam algum tempo retornando para o trajeto certo. Mas…após alguns percalços e 18 horas de viagem, às 23h50min finalmente chegaram ao Resort Yacht.

A prova…

A prova teria cerca de 500 quilômetros. Com dois pontos bastante desgastantes segundo a equipe, um trekking de 94 quilômetros e uma canoagem de 120 quilômetros.

Expedición Guaraní
Expedición Guaraní 2019 – Dia 1

Foram incansáveis 110 horas de prova, passando por trilhas, planícies, cerros, cruzando lago a nado, remando…Tivemos uma navegação precisa, conseguimos andar junto por três dias com uma das melhores equipes do mundo (Columbia Vidaraid), lembrando que essa prova era uma etapa do mundial. Jamais, desde a largada abandonamos o posto de segundo colocado e a cada transição a vibração do povo e dos Staffs nos contagiava. […] publicou em suas redes sociais o atleta Charles, da equipe Lagartixa Adventure.

[…]Enfretamos um trekking durríssimo de 94 quilômetros em 52 horas, quase que a metade da prova só nele. Nos machucamos, um espinho atravessou meu dedo de um lado a outro, Silvana teve 6 picadas de vespa na face, Douglas teve uma forte queda (fugindo das vespas); fora outros ferimentos conquistados a cada quilômetro. continua Charles.

A conoagem…

Por volta das 00h30min da sexta-feira a equipe Lagartixa Adventure iniciou o trecho de 120 quilômetros de canoagem. Segundo eles foram intermináveis horas remando e remando…

“Quando veio o final da tarde, algo estranho estava acontecendo…Parecia que já havia terminado a corrida! Eu estava num sonho, somente vendo a cabeça da Sil com o capuz do anorack…

Eu chamei pelo Charles para tentar tocar nele e no Douglas para ver se era real o que estava acontecendo. E logo que toquei neles, começei um choro intenso. Já não sabia mais onde eu estava! Passei a responsabilidade de navegar ao Douglas e ele rumou por mais uns 10 quilômetros, e eu ali quase sem reação, remando por uma hora ou mais.

Em seguida veio um aviso de que iríamos parar na margem do rio, para nos aquecer. Fui retirado da água pelo Charles e pela Sil, Douglas fazia o fogo. O vento batia e eu tremia e me batia também…” relembra emocionado Jonas. Neste ponto da prova o resgate foi acionado e a Expedición Guaraní 2019 acabou para a equipe Lagartixa Adventure.

“Falar de vitórias é muito fácil, ter que abandonar a prova faltando 10km de canoagem dos 110km já percorridos, foi uma decisão mais fácil ainda, pois estava em jogo a vida de um parceiro nosso, um cara que se doou demais nessa prova e talvez tenha pagado o preço. Três míseras horas de sono nesse período inteiro fez nosso colega alucinar, confundir-se mentalmente até uma crise de hipotermia. Procuramos uma margem segura e ali iniciamos os procedimentos de cuidado e resgate. A organização foi impecável a partir do momento que foi acionada e no final deu tudo certo.
Tristes com o resultado? Nada, ter ajudado nosso atleta a sair desse quadro foi a maior conquista, aliado ao reconhecimento de todo público local, corredores, organização, familiares, pessoal que acompanhava on line e uma conversa pós prova com Camila Nicolau e Guilherme Pahl, ídolos das corridas de aventura, nos motivaram ainda mais.” resume o corredor Charles.

Expedición Guaraní no Paraguai foi a segunda etapa do Campeonato Mundial de Corrida de Aventura 2019, e segundo o relato de diversas equipes presentes foi também a mais difícil na história de 5 anos desta corrida.

Os lugares do pódio foram tomados por atletas do Brasil, Uruguai e Paraguai. Outras nacionalidades que tomaram parte foram Espanha, EUA, México, Reino Unido, Equador, Colômbia e Argentina.

Cerro de la Viga – México

Em Arteaga, município do Estado de Coahuila, norte do México há uma região considerada como um parque de diversão para os montanhistas, principalmente para aqueles que buscam a preparação para subida aos vulcões mexicanos. Entre inúmeros vales da Sierra Madre Ocidental, vários picos se erguem a altitudes acima dos três mil metros, um deles é o popularmente chamado Cerro de la Viga, ou Cerro San Rafael, como também é conhecido.

Com uma altura de 3700 metros em relação ao nível do mar, está na lista deste estado com um dos picos mais altos que não são vulcões do México.

O acesso a base da montanha não é difícil, e de carro está a poucos quilômetros da capital Saltillo e a 115 km da região metropolitana de Monterrey. Por boas rodovias chegando a um pequeno povoado chamado Los Lírios pode-se deixar o carro próximo a base em uma igreja, o lugar é considerado seguro. Neste ponto a altura já é de aproximadamente 2500 metros.

Cerro de la Viga
Cerro de la Viga


Cerro de la Viga

Desta forma, não é obrigatório, mas é aconselhado acampar um dia antes da subida para que o corpo possa se acostumar com a altitude antes de iniciar o ascenso da montanha. Acampamos na base da montanha,  o local não tem custo e no entanto nenhuma infraestrutura, o que na minha opinião é o que se espera quando se busca um maior contato com a natureza

É importante tomar em conta que nessa região no norte do México é o habitat natural do Urso Negro, deve-se tomar cuidado com alimentos que possam ser um atrativo para eles, ainda mais em épocas secas em que eles buscam o alimento junto aos humanos.

Cerro de la Viga

Despertamos cedo com o nascer do sol para tomar uma café e prepararmos tudo para a subida de 4km. Saímos as 8 da manhã do acampamento ao pé da montanha iniciando por uma estrada até começar a trilha. Logo no início o caminho apresenta uma grande inclinação. 

Cerro de la Viga
Cerro de la Viga
Cerro de la Viga

Apesar do início da trilha apresentar uma inclinação mais acentuada, todo o terreno em si tem um ganho altimétrico de 1.200 metros. O caminho começa com uma vegetação de arbustos, típicos de região semi desértica e a medida que se vai subindo os pinos vão tomando conta.

Cerro de la Viga
Cerro de la Viga

O interessante é que o México possui uma grande variedade de habitats naturais, de florestas úmidas, desertos e semi-desertos a bosques de coníferas. Sabe aquelas florestas de filmes americanos? Pois bem! O México também tem.

Cerro de la Viga
Cerro de la Viga
Cerro de la Viga

A medida que se vai subindo, é impossível não ficar impressionado com as cadeias de montanhas e a vegetação ao redor. É provável que se escute o som das águias e do vento nos ramos dos pinos com o seu som peculiar. Se você tiver sorte, ou não, quem sabe topa com um urso negro.

Cerro de la Viga

Já passando os três mil metros, pode ser que sinta a respiração um pouco mais ofegante, o que gera um maior cansaço, e uma possível dor de cabeça. Isso pode variar muito dependendo do organismo de cada pessoa e sua condição física.

Cerro de la Viga

Chegando já na parte alta da montanha poderá ver ambos lados, este ponto chama a atenção pelas árvores secas em uma grande extensão do outro lado do Cerro de La Viga. Isso se deve a um incêndio que ocorreu a uns anos, e como o lugar é muito seco e rochoso ainda demorará muitos anos para que se recupere esta área.

Cerro de la Viga
Cerro de la Viga

Seguindo a esquerda ainda em direção ao cume, diferente de outras montanhas, esta possui um abrigo e aparatos de monitoramento, como também uma torre de metal. Quando íamos subindo, muitos montanhistas iam descendo com suas mochilas cargueiras após passarem a noite ali.

Cerro de la Viga

Vista sobre a torre de observação a 3717 metros

Cerro de la Viga

Cerro de la Viga pode ser visitada todo o ano, o que se deve tomar em conta é que entre os meses de Dezembro a Fevereiro, quando no hemisfério norte é inverno as temperaturas costumam ser negativas durante as noites. Também é muito provável que encontrará neve na parte mais alta da montanha, principalmente entre a floresta de pinos.

Vídeo do caminho realizado até o cume do Cerro de la Viga – México!

Mapa da trilha Cerro de la Viga

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Descubra outros caminhos pelo México

Conheça também o Cerro de la Silla, situado no norte do México, mais precisamente dentro da região metropolitana de Monterrey, terceira maior área urbana deste país da América do Norte. O Cerro de la Silla ou “Montanha da Cela” como poderia ser chamado em português ganhou este nome em questão ao seu formato, por parecer muito com uma cela utilizada nos cavalos.

O Cerro de la Silla possui três principais picos, sendo cada um de diferente nível de dificuldade para chegar. Seus nomes são; Pico da Antena com 1.751 metros, Pico Norte com a mair altitude entre os três com 1.820 metros e o Pico Sul com 1.650m. Todos podem ser feitos em um dia de Hiking (Caminhada) Você levará em média de 7 a 9 horas para fazer todo o percurso de ida e volta. Por isso separe um dia para realizar a subida… Leia mais!

Trilha das Represas Abandonadas

Na parte alta do Vale do Caí mais precisamente na divisa entre os municípios gaúchos de São Pedro da Serra e Salvador do Sul/RS – Brasil, em meio a mata, um lugar conta a história hoje quase que esquecida,  que já foi referência de modernidade para a região quando construída na década de trinta.

Em um período que a energia elétrica era ainda para poucos no sul do Brasil, na região serrana em um pequeno povoado, luzes brilhavam do alto de uma montanha. Se tratava do seminário jesuíta Santo Inácio de Loyola, que hoje segue imponente no alto do município de Salvador do Sul, no entanto não desempenha mais a função que tinha no passado.

Naquele período após o padre Primus sair por suas aventuras encontrou um vale rochoso com grande inclinação e um volume considerável de água. Após análises, os jesuítas colocaram em prática o projeto da construção de uma hidrelétrica que se constituía na construção de duas represas e uma casa de máquinas. E assim após a construção, começaram a  produzir sua própria energia, o que se estendeu por muitos anos.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Até que, com a chegada da rede elétrica, mais moderna e eficiente como conhecemos hoje, a porta da casa de máquinas foi fechada, e deixada para atrás. E assim com o tempo, lentamente a natureza foi tomando de volta a sua característica selvagem antes da chegada dos imigrantes.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Nós do Trekkingrs fomos lá atrás dessa história contata pelos mais velhos em busca da trilha das represas perdidas para compartilhar esta informação como todos nossos seguidores aventureiros que estão buscando novos destinos para explorar.

A partir da Rua Carlos Edvino Specht que se encontra no centro de São Pedro da Serra, você deverá descer aproximadamente cinco minutos de caminhada até o ponto em que a rua passa pela descida do arroio. Neste ponto uma pequena trilha não muito visível te levará até a parte baixa do arroio.

Já neste ponto você estará na parte de atrás do lago da primeira represa, o lago com o passar dos anos recebeu muitos sedimentos que desceram da parte altado município.

Nesse ponto deve-se ladear o lago pela parte esquerda até então chegar a parte alta da represa. É possível caminhar por cima dela de um lado a outro. Também no ponto central há uma escada de barras de metal para poder acessar a parte inferior da represa que consiste em uma grande base de pedras colocadas em diferentes níveis para formar toda a grande estrutura da represa. Com o vertedouro superior, onde não era o leito do arroio, oferece hoje uma cascata que foi criada com a construção da represa.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz
Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz
Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Seguimos nosso caminho para poder chegar até a segunda represa e a casa de máquinas. Desde lugar em diante prepare-se para molhar seus pés para um hike em grande parte pelo arroio. Como o vale é estreito, grande parte do caminho deve ser feito dessa forma.

Após uns minutos de caminhada pelo arroio você chegará a uma queda d’água. Não é possível acessar a parte baixa pelo arroio, a não ser que seja por rapel. Deve-se tomar uma trilha a direita para acessar uma parte mais alta ao lado da cascata e logo descer mais a frente.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Já na parte inferior da cascata, o caminho segue pelo curso do arroio. Este é um trecho mais extenso descendo por grandes pedras e zonas com o vale mais aberto. Até então chegar a um lugar que você perceberá o remanso do arroio, isso significa que chegaste a última represa. Tome uma trilha a direita para seguir até a base.

A segunda represa apresenta um assoreamento quase que completo do seu lago original. Em alguns anos será apenas um arroio e já não haverá mais o lago. No entanto, seguirá a queda de água da represa, uma mistura de pedras e tijolos maciços incríveis. Aproveite a para escutar o barulho da água e aproveitar solidão ao seu redor.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Observando a direita no caminho do arroio, vários pedaços de tubos de metal estão deteriorando-se em meio da floresta. Consiste na tubulação que canalizava a água da segunda represa até a planta geradora de energia.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Assim, seguindo o curso do arroio, se chegará a uma parte aberta do arroio de pura rocha. E mais a frente um grande desnível onde água se canaliza e desaparece morro abaixo em uma fenda Este ponto batizado como “saboneteira” é um ponto onde a pedra está pendida à fenda do arroio, no entanto, todo esta parte é muito lisa por isso o nome. Se deve tomar muito cuidado, e tomar uma trilha a direita, passando por cima dos tubos de metal.

Já subindo aproximadamente cinquenta metros acima do arroio estará a antiga estrada que levava a casa de máquinas. Seguindo este pequeno caminho, hoje fechado pela mata, é importante seguir até o vale próximo a queda de água. Neste ponto uma antiga escada de tijolos te guiará pela borda da fenda. E neste momento se encontrará a antiga usina hidrelétrica aí, perdida em meio ao vale.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz
Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz
Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Grande parte do maquinário segue no local. O telhado dá a impressão que caiu a poucos anos, também é possível descer uma escada pequena, dentro da estrutura, no entanto a sensação é de que as paredes ou o chão que já apresentam grande rachaduras podem colapsar a qualquer momento.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Mantenha a estrutura como está. É importante zelar pelo pela estrutura enquanto segue seu deterioro lento, permita que mais pessoas possam conhecer. Tome seu tempo, aproveite o lugar, relaxe e tire suas fotos, pois após um descanso você terá que voltar. É uma boa opção voltar pela antiga estrada da casa de máquinas, será meia hora de caminhada até a Rua Padre Piva em frente ao um posto de gasolina já na área urbana de São Pedro da Serra.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz
Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz
Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Compartilhamos também o mapa dessa rota no wikiloc e um vídeo para você planejar a sua trilha e não ter a chance de se perder.

https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/trilha-da-represa-abandonada-sao-pedro-da-serra-rs-rota-circular-29708823

Sobre a trilha, o que certamente te marcará é o fato de ser um lugar é único, histórico, de aventura e muito contato com a natureza, ela que não é vilã nesta história, apenas está recuperando o que já era dela em toda sua plenitude.