Serra da Veneza x Rio do Rastro

A travessia nada mais é que um percurso que realizamos em parceria com a empresa Sol de Indiada entre às Serras da Veneza e Rio do Rastro/SC.

A travessia foi realizada em 3 dias e duas noites, caminhamos cerca de 45 quilômetros entre campos e bordas dos cânions de Bom jardim da Serra no estado de Santa Catarina – Brasil.

As travessias realizadas pela empresa Sol de Indiada são indicadas para pessoas que estão iniciando no trekking, além das diversos tipos de pacotes oferecidos, o que mais chama a atenção é para o pacote completo, este inclui: translado de ida e volta, acompanhamento de guias experientes em todas as trilhas, apoios com veículos 4×4, alimentação inclusa e ainda a opção de você carregar a mochila cargueira ou de ataque.

Um detalhe interessante sobre a Sol de Indiada é que se você não tem barraca, saco de dormir ou mochilas, você pode contatar a empresa e alugar para a aventura.

Caminhar em lugares assim com uma empresa tão dedicada a seus clientes faz valer a pena a contratação de serviços assim, não é a toa que estávamos em cerca de 70 pessoas incluindo, motoristas especialistas em veículos 4×4, cozinheiros, guias e fotógrafos. Nessa viagem tinha pessoas de inúmeras cidades, sendo dos estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e claro aqui do Rio Grande do Sul.

A travessia começou no dia 7 de setembro, em pleno feriado da Independência, nesse primeiro dia caminhamos um pouco por trilhas e algumas estradas em meio aos campos de cima da serra, cruzávamos pequenos córregos e alguns campos de turfeiras até chegar nas bordas dos cânions.

O dia estava completamente ensolarado, temperatura próxima a 25 graus, céu azul e sem nenhuma nuvem, dia perfeito para contemplação de lindas paisagens.

A caminhada era de nível fácil sem grandes dificuldades, na borda dos cânions podíamos avistar uma linda vista dos grandiosos paredões rochosos e cristas que compõem os Aparados da Serra.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Neste primeiro dia de travessia caminhamos cerca de 15 quilômetros, eu levei apenas a mochila de ataque Mountain Hardwear 30L com o lanche de trilha, água, roupas e câmera fotográfica.

Caminhar nas bordas das serras é uma aventura maravilhosa, a cada subida de morro a vista muda, o cenário é outro, são visuais de tirar o fôlego.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Como boa parte das pessoas eram iniciantes em travessias, demoramos o dia todo para percorrer os 15 quilômetros de caminhada, mas chegamos no acampamento base a tempo de curtir o pôr do sol, enquanto montávamos as barracas.

O acampamento base nada mais era que uma fazenda perto do Rio Púlpito, com galpão e banheiros, só não havia luz no local.

Depois de encontrar o melhor lugar para acampar, montei a barraca e comecei a preparar o meu jantar, este foi, massa espaguete com molho bolonhesa e salame. Para as demais pessoas os cozinheiros prepararam um jantar de risoto com pêra e queijo gorgonzola, com suco de caixa de sabor uva e laranja. Para os vegetarianos e veganos tinha a opção de arroz e feijão. Só preparei o meu jantar pois não sou muito fã de queijo e nem de pêra. kkk

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Depois de todos jantar era hora de fazer aquela fogueira especial, com direito a roda de violão. No grupo havia dois violeiros que cantaram por cerca de duas horas musicas animadas de diversos estilos musicais como: gauchescas, reguee, sertanejo e rock n´ roll.

Fomos dormir cerca de 22:00 horas da noite, o frio era intenso, não ventava no local, o céu não continha nenhuma nuvem. Olhando para o céu, estava completamente brilhante, estávamos de fato em um hotel 1 milhão de estrelas.

No segundo dia acordei bem cedo, cerca de 6:00 horas da manhã, o sol ainda não havia nascido, ao sair da barraca lembro de ver pequenos pedaços de gelo no chão e em toda a barraca. Não sei qual era a temperatura naquele horário, mas tinha sensação de estar uns -3 graus. Era impossível deixar os dedos para fora dos bolsos da jaqueta, chegavam a doer de tanto frio.

Peguei a maquina fotográfica e fui capturar umas fotos da barraca e da neblina que se mostrava subindo em meio aos campos, o céu alaranjado e meio magenta contrastava com as belas araucárias no local.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Às 7:00 horas da manhã o café estava servido, nele continha, tapioca feita na hora de inúmeros sabores, também havia pão, geleias de uva, figada e de abobora, café preto, café com leite e achocolatado, frutas, queijos, presuntos e sem falar que tinha um pote gigantesco de Nutella. Olhei para tudo aquilo e pensei, tá melhor que lá em casa..kkkk

Depois de comer um pouco de tudo e tomar umas 3 xícaras de café, fui até a barraca para organizar a mochila, preparar o lanche para trilha, desmontar a barraca e carregar tudo na mochila cargueira. A mochila que usei é uma Osprey Atmos 50 L estava pesando aproximadamente 12 kg, usei ela para testar o modelo e também para treinar o condicionamento físico.

Geralmente os iniciantes não estão muito acostumado a fazer travessias, demoram mais tempo para colocar tudo dentro da mochila, por esse motivo começamos a caminhar por volta de 9:00 horas da manhã.

A caminhada seguiu pelas bordas dos cânions, subíamos e descíamos morros, serpenteando as bordas, em determinados locais, parávamos para contemplar à vista, caminhar próximo as bordas é muito bom, pois em alguns momentos podemos sentir uma brisa gelada, fazia parecer que tinham ligado o ar condicionado, o sol continuava muito forte e o céu sem nuvens.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Ao meio dia paramos para almoçar em meio a um capão de pinos ilhotes, caminhar nessa região é engraçado, pois estamos sempre colocando o casaco e-o tirando, chega a fazer isso mais que 5 vezes ao dia. A temperatura também varia muito dependendo do horário do dia, as manhãs e as noites são congelantes, durante boa parte do dia é quente, mas em algumas vezes é possível que feche na neblina e tenhamos que por jaquetas e gorros.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Paulo Gerstner

Durante a tarde toda caminhamos perto das bordas dos cânions, por muitas vezes avistávamos cidades ao longe, como o dia estava perfeito era garantido a captura de fotos incríveis.

Conforme íamos caminhando começamos a adentrar dentro do Parque Eólico, a vista do lado direito que tínhamos eram das bordas e do lado esquerdo, campos verdejantes com os cata ventos no alto dos morros.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

No fim de tarde chegamos ao acampamento do Jorge, localizado bem perto do Cânion da Ronda em Bom Jardim da Serra/SC, o local conta com uma grande área para camping, um galpão enorme, banheiros divididos por sexo e energia elétrica.

Ali alguns aventureiros já escolhiam o melhor lugar para armar suas barracas, na cozinha os cozinheiros já faziam o jantar, neste dia o cardápio seria strogonoff de carne com arroz e batata palha. Na minha opinião essa é uma das melhores refeições para se fazer no acampamento.

O jantar foi servido cedo, todos nós estávamos com muita fome, após o jantar foi realizada uma surpresa para um dos guias e proprietário da empresa Sol de Indiada, era noite de confraternizar o aniversário do Evandro Clunc. Melhor que fazer aniversário é poder celebrar esse dia em meio a natureza em um local tão especial que é a travessia entre serras.

Depois de muitas felicitações, os violeiros roubaram a cena, e logo começou as musicas animadas, como estava um pouco preguiçoso fui me deitar e não fiquei até o final das cantorias.

Último dia de travessia

O sol ainda não tinha levantado, e eu já estava aposto com a maquina fotográfica capturando as belas imagens antes do sol nascer, nessa manhã o clima estava agradável, não estava muito frio em relação ao dia anterior.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Cada um arrumou suas coisas, acondicionando dentro de suas mochilas cargueiras e de ataque, eu pus tudo dentro da cargueira e separei apenas a maquina fotográfica, o lanche e a água para levar em minha mochila de ataque.

O café começou a ser servido e como sempre tinha inúmeras opções, era como estar em um hotel, estava tudo perfeito.

Após o café era hora de botar as mochilas nas costas e seguir de ônibus até próximo as bordas de onde iria começar a caminhada propriamente dita, nosso destino final seria a famosa Serra do Rio do Rastro/SC, lembro do guia informar que caminharíamos um pouco mais rápido do que nos outros dias, pois ele tinha reservado um almoço no restaurante Mensageiro da Montanha, tínhamos que chegar lá no máximo às 14:00 horas.

Neste último trecho de caminhada a visão que tínhamos era de tirar o fôlego, as montanhas pareciam estarem uma em cima das outras, caminhar por esse trecho é muito belo, a todo tempo essa vista muda e encanta a cada passo dado.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Capturamos muitas fotografias, de muitos ângulos diferentes até que chegamos no Cânion da Ronda, ali podemos avistar os morros que formam a Serra do Rio do Rastro, é uma outra visão de um dos atrativos mais visitados do estado de Santa Catarina.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Do Cânion da Ronda em diante seguimos de ônibus até o mirante e restaurante Mensageiro da Montanha.

Ao chegar no mirante da Serra do Rio do Rastro, vimos que havia inúmeros turistas, então antes de ir lá capturar umas fotos da serra, resolvemos almoçar.

O restaurante serve todo o tipo de comida, o atendimento é muito bom, vale a pena o investimento, além do restaurante, há também uma pequena lojinha com artesanato e lembranças deste lugar incrível.

Depois de nos servirmos inúmeras vezes, era hora de ir contemplar a Serra do Rio do Rastro, enquanto fazíamos a digestão no sol. Assim terminou mais uma travessia de trekking entre as serras.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Veja também:

Explore as estradas da Serra Catarinense

O melhor trekking do sul do Brasil

Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

Cachoeira do Peri

Mais um dia lindo de sol na bela praia de Campeche, onde o oceano de águas cristalinas atrai muitos para a beira-mar, acordamos cedinho para seguir um pouco mais em direção ao sul da ilha, mais especificamente na Lagoa do Peri, que integra um Parque Municipal localizado próximo à praia da Armação.

O Parque Municipal da Lagoa do Peri é uma reserva biológica, declarada como patrimônio natural. O parque possui 2.030 hectares de unidade de conservação e 20,3 km² de bacia hidrográfica.

A Lagoa do Peri é a maior lagoa de água doce da costa catarinense e possui aproximadamente 5,2 km² de extensão e 11 m de profundidade. Suas águas não são afetadas pelas oscilações da maré, por estar cerca de 3 m acima do nível do mar.

Iniciamos a trilha logo após o pórtico do Parque, seguindo pelas margens do lado esquerdo da lagoa. Há um restaurante logo na entrada, onde se pode aproveitar para comprar água ou algum lanche, pois durante o percurso até a cachoeira não há nenhum estabelecimento comercial.

Assim que estacionamos o carro, dois rapazes, Hermes e Fernando vieram conversar conosco, já nos perguntando: “vocês farão a trilha para a cachoeira?”. Não fica difícil perceber que somos pessoas aventureiras, pois, num lindo dia de sol, aparecer na lagoa vestindo calça comprida, botas e de mochila, só poderia ser para fazer trilha, visto que o comum é os visitantes estarem no local em trajes de banho.

Nossos novos amigos resolveram passar no restaurante para comprar água, foi quando o atendente explicou resumidamente por onde se deveria seguir para acessar a trilha, alertando para a presença de animais peçonhentos, principalmente cobras. O senhor advertiu a todos nós para termos muito cuidado, observando sempre onde pisamos, a fim de evitar acidentes com os referidos animais.

Partimos seguindo pela trilha próxima às margens da lagoa, percurso de nível fácil, sem desníveis de solo, nem obstáculos. Encontramos algumas teias de aranha, que facilmente desviamos.

Veja o mapa abaixo:

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Como a Lagoa do Peri ainda tem mata atlântica primária, pode-se encontrar o jacaré-de-papo-amarelo, mas, infelizmente, não tivemos essa sorte. O local também é berçário de lontras, macacos-prego e algumas aves, porém não conseguimos ver nenhum desses animais.

Seguimos pela trilha que em determinado ponto tem uma bifurcação, onde escolhemos seguir pela direita, levando em conta o senso de direção que dizia que deveríamos costear a lagoa. No caminho de volta descobrimos que pegamos o caminho mais longo, o caminho que seguia pela esquerda era mais perto e mais aberto e posteriormente as duas vias se encontravam novamente.

Após algum tempo de caminhada, o percurso segue por uma estrada de chão, com algumas moradias. No caminho encontramos mais duas pessoas, Yohana e Iuri, que também pretendiam ir à cachoeira, mas não tinham certeza do trajeto a ser seguido. A turma estava aumentando, já éramos em seis. Paramos para perguntar a um nativo se estávamos no caminho certo. O engraçado foi que nem chegamos a fazer a pergunta para ele já ir respondendo, “sigam pela estrada, quando chegarem no orelhão dobrem à direita e depois peguem à esquerda”. Foi o que fizemos.

Essa parte do percurso pode ser feita de carro ingressando por outro acesso. Chegamos num local às margens da lagoa onde há uma placa indicando para a trilha da cachoeira da Gurita. Para quem vai de carro até esse local, será ali que poderá deixar o carro estacionado.

Cachoeira do Peri

A partir desse ponto, inicialmente a trilha é de nível plano, de terreno argiloso, arenoso e com seixos. Mais adiante o nível passa a ser médio, com alguns declives e aclives, bem como obstáculos, como blocos de pedras, mas nada que não seja facilmente superado. Durante o trajeto há córregos de água limpa e potável que pode ser consumida. Sempre é bom aproveitar para encher as garrafas de água.

Cachoeira do Peri

Cachoeira do Peri

A vegetação de restinga encontra-se presente e pode ser observada uma flora diversificada. Nosso caminho ficou “colorido” com as belas borboletas que nos acompanhavam. Eram de vários tipos e cores brilhantes e vibrantes. Pena que nem todas queriam pousar para as fotos.

Cachoeira do Peri

Cachoeira do Peri

Cachoeira do Peri

A Trilha da Gurita tem como objetivo levar à cachoeira, com piscinas naturais de água cristalina e gelada. Após uma prazerosa caminhada, em companhia dos novos amigos, chegamos ao destino, onde alguns trilheiros já descansavam e se banhavam nas águas.

Importante levar lanche para ser degustado nas sombras das árvores nativas que se encontram nos arredores da cachoeira, o que se faz necessário para repor as energias gastas e encarar o retorno.

Chegou a hora de relaxar e tomar um banho revigorante. Ou até simplesmente só sentar no topo da primeira queda e apreciar a paisagem. Seja qual for a opção escolhida, dará a sensação de que valeu a pena ir até lá.

Cachoeira do Peri

A queda de água tem cerca de 3 metros de altura. Tem uma pedra grande, na qual muitos subiram para pular na água. O ponto alto da Cachoeira do Peri é um enorme paredão com outra cachoeira no final.

Passamos algum tempo apreciando a beleza do lugar e, após nos refrescarmos em uma das piscinas naturais, tomamos o caminho de volta, sempre observando a natureza que contorna o percurso. Chamou atenção de todos uma árvore que caiu sobre o leito do rio, transformando-se em uma ponte natural.

Cachoeira do Peri

Considerando que o caminho tende a ser alagado em algumas épocas, bem como há travessias por riacho, aconselha-se ir com tênis a prova de água ou impermeável.

O melhor horário para fazer a trilha é pela parte da manhã, por ser de temperaturas mais amenas e, caso resolvam passar mais tempo curtindo a cachoeira, terá tempo suficiente para o retorno.

Vale lembrar que o parque tem horário de funcionamento e não é permitido acampar.

Morro da Coroa

Chegar até a orla da Lagoinha do Leste já concretiza o objetivo de muitos, porém, subir até o Morro da Coroa proporciona uma vista panorâmica dessa praia selvagem, isolada e de beleza singular.

A subida até o Morro da Coroa é íngreme e um tanto cansativa, mas nada que exija demasiado esforço. A trilha é bem marcada, com algumas pedras que facilmente são ultrapassadas. O uso de bastão de caminhada auxilia no trajeto.

Quando se chega no ponto em que se consegue avistar toda a orla e a lagoa que fica atrás da restinga, surge a certeza que valeu muito a pena chegar até ali. Impossível ir embora sem tirar belas fotos. Os registros fotográficos falam por si, demonstram o quão bela é a imagem vista do lugar.

Morro da Coroa

Morro da Coroa

Ainda, é possível subir um pouco mais, até o topo do morro, e a visão fica mais ampla. Sentar um pouco para descansar e vislumbrar-se com a paisagem proporciona uma sensação de paz, felicidade, conquista.

Morro da Coroa

Morro da Coroa

Quem for a Lagoinha do Leste não pode deixar de subir a trilha até o topo do morro. A vista lá de cima é espetacular. Deu vontade de ficar no lugar por mais tempo, no entanto, tínhamos todo o caminho de volta pelas praias do Matadeiro e Armação para chegar até o carro e estava prestes a anoitecer. A descida é tranquila, mas como existem pedrinhas soltas, aconselha-se certo cuidado para não escorregar e cair.

Acesse o link e descubra os caminhos que levam a uma das praia mais belas de Florianópolis, a Lagoinha do Leste.

Como adoramos visualizar a natureza e o mar de lugares altos, em outro dia de nossa estadia em Florianópolis, partimos rumo ao Morro do Lampião, na praia de Campeche.

O acesso se dá pela rua Pau de Canela, que em determinado ponto tem uma estrada de chão que mais adiante sobe para o morro. Trata-se de uma via estreita, com várias pedras pontiagudas, o que impossibilita a subida com veículo. Caso restem dúvidas sobre o local de entrada para o morro, basta perguntar para algum morador, pois quase todos sabem orientar e indicar a direção a ser seguida, ou acesse este link.

O aclive é leve, sem obstáculos no meio do caminho. Claro que um bastão de caminhada sempre ajuda. Segue-se por essa estrada até chegar em um pequeno espaço aberto onde tem uma antena.

A partir dali, deve-se seguir por uma trilha pela mata, que leva até uma pedra que propicia uma vista das praias de Campeche e da Joaquina, e das lagoas da Conceição e Pequena.

O destino almejado era a Pedra do Urubu, que proporciona uma visão panorâmica em 360 graus. A pedra gigante tem em média 2,5 metros e inclinação de uns 60 graus. Foi possível subir sem corda, mas é preciso um pouco de coragem. O ideal seria estar munido de corda para maior segurança.

Do topo da pedra do urubu tem-se uma vista privilegiada das praias ao leste, dos bairros e via expressa sul, das lagoas ao leste e norte, do aeroporto ao oeste. Mesmo que exija um pouco de esforço para subir, o cenário impressiona e recompensa.

Morro do Lampião

Alguns nativos falaram que o pôr-do-sol visto da pedra do urubu surpreende por sua beleza, porém, como o tempo estava instável, com grande probabilidade de chuva, decidimos descer antes do anoitecer.

Morro do Lampião

Morro do Lampião

Somos apaixonados pelos morros e montanhas que nos oportunizam  uma visibilidade maior das belezas naturais, o que nos inspira a chegar no topo, afinal, “cada um terá a vista da montanha que subir”.

Voluntariado pela África do Sul

Olá, somos um casal do Sul do Brasil que decidiu criar uma nova filosofia de vida, cair no mundo fazendo voluntariado, ajudando pessoas e várias causas e de bônus, conhecer o mundo.

Depois de muitos anos sonhando com essa possibilidade, decidimos que 2017 seria o ano de colocar em prática este ideal. Ainda no Brasil decidimos que iríamos dedicar 5 anos nesta jornada e assim dedicaríamos um ano em cada um dos 5 Continentes. Escolhemos o continente mãe para dar início, a África e por questões de logística, o país seria a África do Sul.

A idéia foi tomando forma conforme íamos conversando e decidindo o que fazer, o foco é ajudar qualquer instituição que realmente necessita de mão de obra, afinal, dinheiro já é algo que não nos pertence mais. Ajuda humanitária, ambiental, social, famílias, organizações, ou qualquer boa ação será contemplada.

Durante as nossas pesquisas, descobrimos que existe uma indústria por trás do voluntariado aqui na África e que essa indústria é voltada para o público europeu que tem 2 a 4 semanas de férias, escolar ou do trabalho, e que a maioria das ONGs cobram valores altíssimos por estadia, alimentação e a oportunidade de ajudar. Trabalhos maravilhosos são ofertados ao custo de U$50,00 em média, por dia por pessoa, mas se você quer trabalhar com tubarões brancos, por exemplo, esse custo chega a U$100,00.

Dentro da nossa realidade isso estava completamente fora de cogitação, ficamos um pouco chateados pois eram trabalhos que gostaríamos de fazer , mas a ideia é trocar estadia e alimentação por trabalho. Acabamos partindo para 3 ferramentas dentro desta filosofia, WWOOF (plataforma de fazendas com produção orgânica), HelpX (plataforma com um pouco de tudo, mas voltada para causas sociais) e o famoso Workaway (plataforma voltada para trabalhos em hotéis e hostels, ótimo para quem quer conhecer o mundo sem gastar muito). Dentro destas plataformas acabamos encontrando as NPO (Non-Profit Organization) e estas organizações trabalham da forma como gostaríamos e então, ficamos super felizes.

O primeiro projeto foi escolhido desta forma, o Amapondo Children’s Project, é um projeto que ajuda duas escolas na cidade de Port Saint Johns. Pronto, passagens compradas, primeiro projeto escolhido e com o aceite, era hora de se despedir e arrumar as malas.

Não sabíamos nada sobre essa cidade, só que era na região litorânea. Que surpresa agradável, a cidade é pequena e as praias são lindas, ficamos empolgados pois tudo corria bem. Nossa ajuda foi na pré escola de um dos vilarejos próximos a praia. Para saber mais sobre Voluntariado pela África do Sul e ver mais fotos, clique aqui.

Voluntariado

Voluntariado

Voluntariado

Voluntariado

Voluntariado

Voluntariado

Depois de um mês neste projeto era hora de partir para outro local, fomos convidados para ajudar na bio-construção de uma casa com blocos de feno e argila, o local foi a cidade de Baardskeerdersbos, 20 km de Gansbaai e 180 km de Cape Town. Neste local conseguimos aproveitar bem os dias de folga. Para saber sobre o Voluntariado pela África do Sul mais e ver mais fotos, clique aqui.

Nosso terceiro projeto, agora na área animal, ajudamos a cuidar de cavalos resgatados. Foi em uma cidade próxima a Cape Town, o que nos permitiu dar um pulinho por lá de vez enquanto. Para saber mais e ver mais fotos, clique aqui.

Como só recebemos três meses para ficar na África do Sul, é hora de ir embora… Passamos bons tempos por aqui, conhecemos pessoas maravilhosas, lindos projetos e nos identificamos com cada um de um modo diferente…

Sem datas a cumprir, sem prazos ou agenda, vamos definindo o próximo projeto e a próxima parada de acordo com as necessidades, livres, afinal o nome que demos a nossa nova vida é “Projeto Espírito Livre- Voluntários pelo Mundo”.