Cachoeiras Desconhecidas

Há cerca de 200 metros da ponte de ferro histórica sobre o Rio das Antas, divisa dos municípios de Farroupilha e Nova Roma do Sul/RS, resolvemos partir para mais uma aventura em busca de Cachoeiras desconhecidas e inexploradas.

A entrada para a subida pelo leito do rio localiza-se em Nova Roma do Sul/RS – Brasil, na estrada de terra que dá acesso ao famoso Cachoeirão. Vale lembrar que esse tipo de atividade sempre deve ser feita com acompanhamento de guia que tenha experiência e conhecimento profissional para orientar acerca dos procedimentos a serem adotados pelos aventureiros.

Cachoeiras Desconhecidas
Ponte que determina o inicio do percurso das Cachoeiras Desconhecidas

Como em qualquer trilha pelo leito do rio recomenda-se o uso de tênis ou bota com boa aderência e roupas confortáveis e de secagem rápida. Considerando que há subidas que exigem esforço dos membros inferiores e superiores o alongamento antes e depois da trilha tem significativa importância.

Inicialmente o percurso é fácil, sem grandes dificuldades de se passar pelas pedras. Em determinados pontos recomenda-se que a travessia de certos pontos seja feito pela água para que se tenha maior segurança em firmar os passos entre as pedras, evitando dessa forma pisar sobre as pedras lisas e escorregadias.

Cachoeiras Desconhecidas

Cachoeiras Desconhecidas

Em determinados pontos existe a possibilidade de se avançar a trilha por terra, às margens da mata nativa presente no local, dos dois lados do leito do rio. Importante ter bastante cuidado e atenção ao pisar no mato, pois podem existir animais peçonhentos, principalmente cobras. Deve-se evitar colocar as mãos nas plantas, pois é bastante comum serem encontradas plantas da família da Urtiga, que têm componentes tóxicos que causam queimação e coceira. Recomendamos usar luvas para proteger suas mãos de possíveis contatos com animais e plantas indesejáveis.

Caso entre em contato acidentalmente com esse tipo de planta, não se deve coçar no local e colocar o mais rápido possível a região atingida nas águas das Cachoeiras. Lagartas tóxicas de diferentes espécies também podem estar sobre as folhas ou troncos das árvores e não devem ser tocadas.

Após percorrer alguns metros o trajeto começa a apresentar certo grau de dificuldade, havendo necessidade de se escalar pedras maiores. Para quem tem experiência a escalada é tranquila, e quem tem algum medo de altura pode fazer uso de corda de segurança, bem como contar com o apoio dos amigos que sempre oferecem uma mão para ajudar.

Em certo ponto encontramos uma aranha, mas bastou desviar do ninho dela e passar mais adiante, pois ela estava no habitat dela e não oferece nenhum risco caso não se sinta ameaçada. Impressionante o tamanho do grilo encontrado em uma das pedras, visto ser bem maior dos que comumente vemos.

Cachoeiras Desconhecidas
Aranha Caranguejeira encontrada em seu habitat natural.
Cachoeiras Desconhecidas
Grilo encontrado em uma das pedras.

A subida continuou constantemente, sendo um tanto cansativa, e merecendo uma parada para um lanche e hidratação. Além do descanso, vale muito a pena fazer uma pausa para apreciar as belas paisagens, pois a natureza encanta em todos os seus aspectos, sem falar na energia vitalizante que o local inspira, isso compensa todo esforço enfrentado para chegar até ali.

São várias as quedas de água encontradas durante o percurso, algumas menores e outras maiores, cada uma com sua singularidade e beleza.

Cachoeiras Desconhecidas

Essa aventura não se esgota no presente post, em breve terá a continuidade do relato com mais informações e fotos das Cachoeiras encontradas nessa trilha.

Trilha da Capelinha

Às margens da ERS 448, que liga Farroupilha a Nova Roma do Sul/RS – Brasil, há uma Capelinha abandonada, resolvemos fazer a trilha optando pela subida da corredeira do rio em busca de uma cascata maior.

Inicialmente recomenda-se que esse tipo de trilha seja feito por pessoas experientes ou que haja acompanhamento de um guia que possa orientar sobre os cuidados necessários nessa modalidade de aventura.

Trilha da Capelinha

A Trilha da Capelinha é de nível médio, mas pode se tornar perigosa por ser no meio de pedras, com água mais profunda em determinados locais, bem como podem ser encontrados animais peçonhentos como cobras e aranhas. Como ali a presença desses animais é mais rara, não há necessidade de proteção para as pernas, basta ter atenção e cuidado na caminhada, para evitar picadas.

Trata-se de trilha de constante subida, o que a torna cansativa, exigindo preparo físico de quem resolver encarar essa atividade. Durante praticamente todo o trajeto se caminha na sombra, pois o leito do rio é cercado por uma flora nativa e densa.

Trilha da Capelinha

Em alguns trechos o percurso tem certa facilidade, porém em outros requer muito cuidado por conter pedras lisas e escorregadias. Os mais experientes conseguem atravessar sem molhar os pés passando sobre as pedras maiores, no entanto, aos iniciantes recomenda-se que sejam bem cautelosos, sendo preferível passar pela água com segurança do que pular de uma pedra para outra, o que pode ocasionar quedas, e consequentemente fraturas ou batida de cabeça nas pedras.

Trilha da Capelinha

Certos trechos são mais difíceis, exigindo escalada pelas pedras ou passagem na água com certa profundidade, sendo essa última apenas aconselhada para os que sabem nadar. Para maior segurança na escalada sobre as pedras maiores o uso de corda de auxílio tem extrema importância.

Percorrer essa trilha de pedras irregulares não é para qualquer um, exigindo muita atenção a cada passo para que não ocorra nenhum acidente. As mãos são usadas em grande parte da trilha para nos apoiarmos nas pedras. Em vários pontos há pequenas quedas de água que tornam a caminhada maravilhosa e valem cada minuto de esforço. Presentes no local, também, piscinas naturais, com águas limpas e geladas, onde é possível banhar-se.

Trilha da Capelinha

Não há exigência de treino específico para realizar a Trilha da Capelinha, porém, recomenda-se preparo físico e alongamento antes de depois da trilha, para evitar lesões e dores musculares no dia seguinte.

O uso de tênis ou bota é indispensável, bem como roupas confortáveis e de secagem rápida. Importante levar água ou filtro para água e lanche para trilha. Quem for alérgico a picadas de insetos deve fazer uso de repelente.

Trilha da Capelinha

Vale destacar que esse tipo de trilha não deve ser feito em dias de chuva ou após ter chovido, visto que as pedras ficam mais escorregadias, o leito do rio mais cheio e podem ocorrer as trombas d’água.

Percorremos a trilha até determinado ponto onde a passagem se tornou mais complicada e, diante do adiantado da hora, resolvemos voltar e retornar em outro dia. Aguarde, em breve, mais relatos e fotos sobre a Trilha da Capelinha.