Cachoeira da Alegria

Cachoeira da Alegria

Se você é o tipo de pessoas igual a mim que não se contenta com os locais já explorados, está a procura de um destino novo para curtir o verão, então lhe apresento a Cachoeira da Alegria, localizada na cidade de Farroupilha/RS.

O nome da cascata surgiu em relação a um pequeno galpão selvagem dado como nome Rancho da Alegria que se encontra no local.

A Cachoeira da Alegria, é um destino totalmente inexplorado, está dentro de uma área particular nas margens da rodovia RS – 448, essa estrada liga as cidades de Farroupilha e Nova Roma do Sul/RS.

O arroio onde se localiza a cachoeira vem do distrito de Vila Jansen, pertencente a cidade de Farroupilha e cerca de uns 500 metros à frente da cachoeira é unido pelo rio 14, onde estes desaguam no grandioso Rio das Antas.

A geografia da Serra Gaúcha é propícia para a exploração de pequenas cascatas e cachoeiras, acreditamos que devem existir mais de 500 cachoeiras só na região da serra ainda inexploradas ou desconhecidas pela maioria das pessoas.

O atrativo natural é composto por pequenas quedas de água que formam uma linda cachoeira de águas geladas e cristalinas, o local é convidativo para banhar-se nas águas da Cachoeira da Alegria em dias de verão.

Cachoeira da Alegria
Foto: Luís H. Fritsch
Cachoeira da Alegria

Foto: Luís H. Fritsch
Cachoeira da Alegria

Foto: Luís H. Fritsch

Caso você deseje conhecer esse local, recomendamos a contratação de um guia que conheça a região, caso você vá sozinho ou com amigos, vá com cuidado.

Como o acesso à Cachoeira da Alegria se encontra ao lado da RS – 448, não há disponibilidade de estacionamento, pois a rodovia não prove de acostamento. Caso você vá com veiculo 4×4, você poderá descer pela trilha até o Rancho da Alegria.

Indicamos ir até o Gparque Farroupilha e acessar as trilhas que levam até a Cachoeira da Alegria e as outras belas cascatas existentes no Rio 14. Do Gparque até a Cachoeira da Alegria tem aproximadamente 12 quilômetros de trilhas ida e volta até chegar lá. 

Gparque Farroupilha
Foto: Luís H. Fritsch

Se você tem vontade de fazer essas trilhas, entre em contato com a gente! Temos um time de pessoas experientes para lhe conduzir pelas melhores trilhas da Serra Gaúcha.

Cachoeira do Peri

Mais um dia lindo de sol na bela praia de Campeche, onde o oceano de águas cristalinas atrai muitos para a beira-mar, acordamos cedinho para seguir um pouco mais em direção ao sul da ilha, mais especificamente na Lagoa do Peri, que integra um Parque Municipal localizado próximo à praia da Armação.

O Parque Municipal da Lagoa do Peri é uma reserva biológica, declarada como patrimônio natural. O parque possui 2.030 hectares de unidade de conservação e 20,3 km² de bacia hidrográfica.

A Lagoa do Peri é a maior lagoa de água doce da costa catarinense e possui aproximadamente 5,2 km² de extensão e 11 m de profundidade. Suas águas não são afetadas pelas oscilações da maré, por estar cerca de 3 m acima do nível do mar.

Iniciamos a trilha logo após o pórtico do Parque, seguindo pelas margens do lado esquerdo da lagoa. Há um restaurante logo na entrada, onde se pode aproveitar para comprar água ou algum lanche, pois durante o percurso até a cachoeira não há nenhum estabelecimento comercial.

Assim que estacionamos o carro, dois rapazes, Hermes e Fernando vieram conversar conosco, já nos perguntando: “vocês farão a trilha para a cachoeira?”. Não fica difícil perceber que somos pessoas aventureiras, pois, num lindo dia de sol, aparecer na lagoa vestindo calça comprida, botas e de mochila, só poderia ser para fazer trilha, visto que o comum é os visitantes estarem no local em trajes de banho.

Nossos novos amigos resolveram passar no restaurante para comprar água, foi quando o atendente explicou resumidamente por onde se deveria seguir para acessar a trilha, alertando para a presença de animais peçonhentos, principalmente cobras. O senhor advertiu a todos nós para termos muito cuidado, observando sempre onde pisamos, a fim de evitar acidentes com os referidos animais.

Partimos seguindo pela trilha próxima às margens da lagoa, percurso de nível fácil, sem desníveis de solo, nem obstáculos. Encontramos algumas teias de aranha, que facilmente desviamos.

Veja o mapa abaixo:

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Como a Lagoa do Peri ainda tem mata atlântica primária, pode-se encontrar o jacaré-de-papo-amarelo, mas, infelizmente, não tivemos essa sorte. O local também é berçário de lontras, macacos-prego e algumas aves, porém não conseguimos ver nenhum desses animais.

Seguimos pela trilha que em determinado ponto tem uma bifurcação, onde escolhemos seguir pela direita, levando em conta o senso de direção que dizia que deveríamos costear a lagoa. No caminho de volta descobrimos que pegamos o caminho mais longo, o caminho que seguia pela esquerda era mais perto e mais aberto e posteriormente as duas vias se encontravam novamente.

Após algum tempo de caminhada, o percurso segue por uma estrada de chão, com algumas moradias. No caminho encontramos mais duas pessoas, Yohana e Iuri, que também pretendiam ir à cachoeira, mas não tinham certeza do trajeto a ser seguido. A turma estava aumentando, já éramos em seis. Paramos para perguntar a um nativo se estávamos no caminho certo. O engraçado foi que nem chegamos a fazer a pergunta para ele já ir respondendo, “sigam pela estrada, quando chegarem no orelhão dobrem à direita e depois peguem à esquerda”. Foi o que fizemos.

Essa parte do percurso pode ser feita de carro ingressando por outro acesso. Chegamos num local às margens da lagoa onde há uma placa indicando para a trilha da cachoeira da Gurita. Para quem vai de carro até esse local, será ali que poderá deixar o carro estacionado.

Cachoeira do Peri

A partir desse ponto, inicialmente a trilha é de nível plano, de terreno argiloso, arenoso e com seixos. Mais adiante o nível passa a ser médio, com alguns declives e aclives, bem como obstáculos, como blocos de pedras, mas nada que não seja facilmente superado. Durante o trajeto há córregos de água limpa e potável que pode ser consumida. Sempre é bom aproveitar para encher as garrafas de água.

Cachoeira do Peri

Cachoeira do Peri

A vegetação de restinga encontra-se presente e pode ser observada uma flora diversificada. Nosso caminho ficou “colorido” com as belas borboletas que nos acompanhavam. Eram de vários tipos e cores brilhantes e vibrantes. Pena que nem todas queriam pousar para as fotos.

Cachoeira do Peri

Cachoeira do Peri

Cachoeira do Peri

A Trilha da Gurita tem como objetivo levar à cachoeira, com piscinas naturais de água cristalina e gelada. Após uma prazerosa caminhada, em companhia dos novos amigos, chegamos ao destino, onde alguns trilheiros já descansavam e se banhavam nas águas.

Importante levar lanche para ser degustado nas sombras das árvores nativas que se encontram nos arredores da cachoeira, o que se faz necessário para repor as energias gastas e encarar o retorno.

Chegou a hora de relaxar e tomar um banho revigorante. Ou até simplesmente só sentar no topo da primeira queda e apreciar a paisagem. Seja qual for a opção escolhida, dará a sensação de que valeu a pena ir até lá.

Cachoeira do Peri

A queda de água tem cerca de 3 metros de altura. Tem uma pedra grande, na qual muitos subiram para pular na água. O ponto alto da Cachoeira do Peri é um enorme paredão com outra cachoeira no final.

Passamos algum tempo apreciando a beleza do lugar e, após nos refrescarmos em uma das piscinas naturais, tomamos o caminho de volta, sempre observando a natureza que contorna o percurso. Chamou atenção de todos uma árvore que caiu sobre o leito do rio, transformando-se em uma ponte natural.

Cachoeira do Peri

Considerando que o caminho tende a ser alagado em algumas épocas, bem como há travessias por riacho, aconselha-se ir com tênis a prova de água ou impermeável.

O melhor horário para fazer a trilha é pela parte da manhã, por ser de temperaturas mais amenas e, caso resolvam passar mais tempo curtindo a cachoeira, terá tempo suficiente para o retorno.

Vale lembrar que o parque tem horário de funcionamento e não é permitido acampar.

Trilha Costa da Lagoa

Após pesquisas na internet e conversa com moradores da ilha de Florianópolis, resolvemos fazer a trilha da Costa da Lagoa, chamada por alguns de trilha do Canto dos Araçás.

Seguimos de carro até o Canto dos Araçás e a partir do ponto 3 seguimos a pé. Pode-se ir de carro até o ponto 4, no entanto as ruas são estreitas, o que dificulta as manobras dos veículos e não há local para estacionamento. Vale esclarecer que “os pontos” referem-se aos trapiches   em que se pode pegar os barcos para deslocamento ao longo da costa da lagoa e vai até os Ratones (ponto 23).

A partir do ponto 4 o acesso somente é possível por trilha ou barco. O trajeto tem pouco declive e aclive, sendo predominantemente plano e bem marcado, podendo ser classificado como de nível fácil.

Durante o percurso passamos por várias vilas, algumas construções antigas, engenhos, restaurantes com comida típica à base de peixes e frutos do mar, lojinhas com souvenirs. O visitante que percorrer toda a costa da lagoa passará por sete vilas (Vila Verde, Praia Seca, Praia da Areia, Baixada, Centrinho, Praia do Sul e Saquinho).

Costa da Lagoa

A Costa da Lagoa ainda preserva a cultura dos seus primeiros colonizadores. Essa região foi tombada pelo município como área de preservação cultural. No lugar há um núcleo de pescadores e rendeiras que ainda vivem como nos antepassados. O que nos chamou bastante atenção foi o fato de que os moradores locais não possuem veículos automotivos, não vimos nem motocicletas. Os deslocamentos são feitos mediante utilização do transporte lacustre, que passa de hora em hora nos 23 pontos existentes na costa da Lagoa da Conceição.

Logo no início da trilha, próximo a uma residência, avistamos uma Cobra Jaracaca, com cerca de 1 metro de comprimento, que estava no meio da trilha, mas, ao perceber nossa proximidade, retornou para sua toca embaixo de uma pedra. Sempre temos cuidado e atenção nas trilhas, mas encontrar esse animal peçonhento serviu de alerta.

Costa da Lagoa

O caminho está cercado pela mata atlântica, com presença de uma rica flora e fauna. Um residente de uma das vilas, que cruzou por nós, disse ser bem frequente avistar macacos-prego, principalmente nos bambus, visto que se alimentam dos brotos dessa espécie de planta. Tínhamos esperança de conseguir vê-los, porém, somente ouvimos os sons de seus deslocamentos no alto dos bambuzais, sem conseguir enxergá-los.

Seguimos pela trilha, apreciando a paisagem e construções do local. Chegamos a um sobrado que foi construído pelos escravos em 1780, com óleo de baleia, barro e pedra. O casarão pertencia a Dona Loquinha, que faleceu há quase 30 anos. Atualmente está fechado e abandonado.

Costa da Lagoa

Logo após admirar esse imóvel que se tornou patrimônio história da Costa da Lagoa, levamos um susto ao nos depararmos com uma Cobra Caninana com cerca de 2 metros de comprimento e 10 centímetros de espessura na parte mais grossa. Essa cobra assusta mais pelo seu tamanho do que pelo perigo. Trata-se de uma serpente que pode atingir cerca de 2,5 metros de comprimento, é bastante rápida e ágil, mas não é peçonhenta. Alimenta-se principalmente de roedores e pequenas cobras. A caninana estava cruzando a trilha, mas ao perceber nossa presença, fez a volta e retornou para sua toca. Aguardamos uns instantes e seguimos em diante.

Costa da Lagoa

A partir de agora, a atenção foi redobrada, pois já havíamos encontrado duas cobras, e não demorou muito tempo para avistar um filhote de coral vermelha que se deslocava entre a vegetação ao lado da trilha. Não sabemos se era verdadeira ou falsa.

Durante o trajeto constatou-se uma flora preservada e, em vários pontos, é possível ter uma bela vista da Lagoa da Conceição. Num dos povoados, paramos para conversar com um senhor para informar sobre as cobras encontradas no decorrer do caminho. O morador local nos disse elas são encontradas com frequência, mas que não lembra de acidentes com tais animais, destacando que mora no local há mais de 10 anos.

Costa da Lagoa

Nosso destino final foi a cachoeira que se localiza próxima ao ponto 16. Uns 50 metros antes de chegar na cachoeira avistamos um filhote de Caninana que estava entrando debaixo de uma pedra. Era a quarta cobra avistada durante o dia.

A queda de água possui cerca de 8 metros de altura e a água cristalina e gelada refresca os visitantes nos dias quentes. Em época de pouca chuva a cachoeira fica com pouca água. Na parte inferior há uma piscina natural, aproveitada por muitos para os banhos.

Costa da Lagoa

Quando chegamos na cachoeira, havia cerca de 15 pessoas no local, que acreditamos terem vindo de barco, pois não avistamos ninguém fazendo a trilha, além de moradores locais e dois ciclistas argentinos. Resolvemos subir pelas pedras da cachoeira a fim de encontrar um lugar para descansar e fazer um lanche.

Subimos até chegar na base da queda de água, sempre com cuidado ao pisar nas pedras secas, pois as molhadas estavam muito lisas. Um nativo nos disse que são frequentes os acidentes com pessoas que sobem pelas pedras. No local há vários avisos pedindo atenção com as pedras escorregadias.

Chegando ao local escolhido para o descanso, fizemos nosso lanche e aproveitamos para admirar o lugar. Ali perto tinha uma pequena piscina natural que foi designada para o banho. A água não estava muito gelada e a imersão na água foi energizante.

Costa da Lagoa

Costa da Lagoa

Embora os alertas para tomar cuidado para não escorregar tenham sido intensos, presenciamos uma mulher descendo escorregando pelas pedras até determinado ponto, em que consegui segurá-la pelo braço. Presenciamos várias pessoas se arriscando ao subirem pela rocha da cachoeira molhada.

Após registros fotográficos e renovação das nossas energias nesse lugar maravilhoso, com uma água limpa e refrescante, resolvemos pegar o caminho de volta.

Costa da Lagoa

A ideia inicial era voltar pela mesma trilha, mas como havíamos encontrado 4 cobras e não queríamos ariscar encontrar mais algumas,  resolvemos retornar de barco. Seguimos alguns metros até o ponto 17, onde aguardamos no trapiche a chegada da embarcação.

Costa da Lagoa

Nossa viagem de barco durou cerca de 30 minutos e o desembarque foi no ponto 3, onde tínhamos deixado o carro. Essas embarcações fazem o transporte diário de passageiros a um custo de R$ 11,00 por pessoa.

Para os aventureiros que pretendem fazer essa trilha vale lembrar que devem fazer uso de bota ou tênis, sendo aconselhável usar calça e tomar muito cuidado com os animais peçonhentos presentes no local. Importante usar protetor solar, repelente, boné, bem como levar água, pois a trilha tem aproximadamente 7,5km, com duração de 3h30min e nem sempre tem local para comprar algo. E não se esqueça do traje de banho para no final banhar-se na cachoeira. É uma trilha que, com certeza, vale a pena fazer.

Costa da Lagoa

Carnaventura, um carnaval nas alturas!

Carnaventura, um carnaval nas alturas!

Enquanto todos se preparavam para pular o carnaval nas cidades ou curtir na praia, resolvi apostar em algo diferente, o primeiro Carnaventura em Vespasiano Corrêa-RS, um evento de 4 dias (25/02 a 28/02) muito bem organizado pela empresa V13 Adventure. A proposta era clara, realizar um rapel por dia na linda e enigmática região da Ferrovia do Trigo/RS, com direito a gargalhadas, muita adrenalina e claro fazer novas amigos.

1° dia:

Conhecemos a cachoeira Rasga Diabo “simplesmente um monumento” esculpida pela natureza com  136 metros de altura e grande volume de água, uma das mais belas cachoeiras da serra gaúcha.  Depois do rapel nos dirigimos ao camping Paraíso Tropical, que além de uma ótima estrutura tem pessoas muito atenciosas que servem um café da manhã colonial para “nona” nenhuma colocar defeito. kkk

Carnaventura

2° dia:

Talvez o dia mais esperado para a maioria, a descida no mais alto viaduto das Américas e o 3° mais alto do mundo com seus 143 metros, adrenalina, emoção e admito um pouco de medo se misturavam com a satisfação de realizar um sonho que era conhecer aquele gigante.

Carnaventura

3° dia:

Foi a vez de realizar o rapel em um lugar bem inusitado, em uma caverna subterrânea abaixo da ferrovia do trigo que tem um nome nada convidativo “Garganta do Diabo”. De feio apenas o nome pois a pequena queda possui uma beleza exuberante acompanhada de um vento frio!!!

Carnaventura

4° dia:

A despedida foi marcada pelo rapel no conhecido viaduto “Mula Preta” de 98 metros de altura, a descida nesse lugar foi gratificante, não sei se pela soma daqueles 4 dias incríveis que passei rodeado de pessoas maravilhosas ou pelo lindo verde da mata que me esperava logo a baixo, melhor ficar com as duas opções!!!

Carnaventura

Foi sem dúvidas o carnaval mais louco e desafiador que já passei foram dias maravilhosos que ficarão na memória por muitos e muitos carnavais.

Cascatas e cachoeiras na Ferrovia do Trigo

Cachoeiras na Ferrovia do Trigo

Você já deve ter ouvido falar da Ferrovia do Trigo, localizada entre as cidades de Guaporé e Muçum/RS – Brasil. Um lugar com dezenas de viadutos gigantescos e túneis imensos, cercado por uma mata nativa completamente exuberante e cheia de vida.

O que venho relatar aqui nesta postagem é algo que talvez você não saiba ou nunca tenha ouvido falar.

Entre os vales e morros dessa ferrovia existem algumas cachoeiras, cascatas e rios que escorrem entre as matas. Mais precisamente junto ao maior viaduto ferroviário das Américas, o famoso Viaduto 13 (Viaduto do Exército).

Se você estiver na parte de baixo deste viaduto, as alternativas de banho de rio, cascatas e cachoeiras são inúmeras, junto ao Camping Paraíso Tropical existem três alternativas de passeio.

Primeira alternativa é banhar-se no rio ao lado do camping, em dias de calor recomendo muito, se caso você estiver com a sua família e amigos é um bom lugar para relaxar sem se desprender da vista maravilhosa do gigante das Américas.

Cachoeiras na Ferrovia

 

A segunda opção também está dentro da área do Camping Paraíso Tropical, mas está um pouco mais ao fundo, ali a uma pequena cascata com aproximadamente 4 metros de altura, um ótimo local para nadar, além disso é possível se jogar do alto da cascata e curtir do melhor jeito que quiser.

Cachoeiras na Ferrovia

 

Já a terceira alternativa é o Salto do Lambari, uma cachoeira com aproximadamente 60 metros de altura, com três quedas, onde que em cada queda forma-se um poço para tomar banho, um lugar simplesmente encantador, relaxante e tranquilo.

Chegamos ali com o a ajuda do instrutor e aventureiro Diego Bagnara, uns dos proprietários da V13 Adventure, empresa operadora de rapel no maior viaduto das Américas.

A trilha que leva até a base dessa cachoeira começa dentro da propriedade do Camping Paraíso Tropical, é uma trilha sem grandes obstáculos, antigamente essa passagem era usada como estrada para levar as pedras que não eram usadas na construção da ferrovia. Seguindo por essa antiga estrada, que hoje já pode ser chamada de trilha, pois a mata ali cresceu novamente e tomou conta do local.

Não recomendo fazer essa trilha sozinho, pois em algumas partes dessa trilha há bifurcações e se não tiver com um bom guia é bem possível se perder. Para melhor aproveitar essa aventura, agende sua visita com a empresa V13 Adventure, ela terá o prazer de levar você conhecer esse lugar ainda intocado, totalmente desconhecido pela maioria das pessoas com segurança e profissionalismo.

Cachoeiras na Ferrovia

 

Cascata do Maringá em Vila Maria

Apresento a vocês a Cascata do Maringá, destino maravilhoso para relaxar, acampar e aproveitar um fim de semana em família junto a natureza exuberante do interior do Rio Grande do Sul – Brasil.

A cidade de Vila Maria está localizada na Encosta Superior do Nordeste, na região da Produção, à 260 quilômetros de Porto Alegre. Possui altitude média de 580 metros acima do nível do mar. Faz divisa com os municípios de: Marau, Camargo, Nova Alvorada, Montauri, Casca e Santo Antônio do Palma.

Vila Maria resguarda em seu interior belezas naturais deslumbrantes, como a Cascata do Maringá, Monte Di Vedana, Cascata do Porongo, Refúgio Ecológico Colônia Paraíso e muitos outros atrativos que vão fazer você querer voltar lá para visitá-los. Acesse o site da prefeitura de Vila Maria para saber mais.

Neste post vou falar sobre a Cascata do Maringá, com 54 metros de altura é um local propício para a pratica do rapel, antigamente no local existia estruturas para acolher os turistas, que procuravam este tipo de esporte, hoje em dia não é mais possível. A empresa que operava o rapel e cuidava do local, cancelou os trabalhos na Cascata do Maringá.
Cascata do Maringá
Hoje em dia o local está aberto a visitação e contemplação, quem mantém o ponto turístico é a Prefeitura de Vila Maria/RS.

A Cascata do Maringá encontra-se dentro de uma área de Preservação Municipal, onde ali podemos encontrar uma usina geradora de energia construída em 1947, ainda em funcionamento.

Se você procura um local sossegado para tomar um banho de cascata, fazer um churrasco em família ou com seus amigos e ainda fazer umas trilhas divertidas, então você precisa conhecer este lugar.

As trilhas levam até a parte de cima da queda, o trajeto é um pouco extenso, a única dificuldade é a subida íngreme, tomar cuidado com o grande número de pedras soltas existente durante o caminho. Na parte de cima da queda de água, tem outras cachoeiras menores e uma piscina natural, vale muito a pena o passeio.

Cascata do Maringá

Estrutura:

Junto a Cascata do Maringá existe a opção de realizar um acampamento selvagem, este é gratuito, mas é necessário pedir autorização para a Prefeitura de Vila Maria/RS, no local existem algumas estruturas, mas estas estão em estado precário, os banheiros não possuem luz e muito menos chuveiros, a unica opção de banho é um cano pendurado na parede que saí água fria. No local também não existe pontos de água potável, você terá que levar toda a água necessária para passar o dia ou o fim de semana.

Cascata do Maringá
Em relação ao solo, este é bem pedregoso e ruim de colocar os espeques da barraca. Neste caso recomendo levar uma barraca que seja auto-portante (fica armada sem a necessidade de espeques).

Quando estava montando a barraca me arrependi de ter levado a barraca Azteq Nepal, pois não é auto-portante, consegui depois de muito esforço colocar os espeques cerca de 10 cm no solo.
Conclusões finais:

O local é lindo e exuberante, perfeito para pessoas que gostam de boas aventuras, caso você queira visitar o local, esteja munido de roupas para trilhas e para banhos de rio, água potável, repelente, protetor solar e calçados adequados. Caso você for fazer as trilhas, recomendo usar calçado fechado e calça comprida, isso irá lhe ajudar a se proteger dos mosquitos ou de qualquer outro animal que esteja no trajeto, lembrando que no verão é muito fácil cruzar com aranhas caranguejeiras e cobras, fique atento.

Se você gosta de encarar desafios e grandes aventuras, praticar o rapel será uma ótima ideia, no local não há operadores de turismo de aventura, mas você pode contatar com a empresa Outdoor Rapel, montar um grupo e se divertir nos 54 metros da Cascata do Maringá, existe duas possibilidades de descida, uma delas é pelo meio da cascata junto a queda de água e a outra pela parede do lado esquerdo.

Cascata do Maringá

Cascata do Maringá

Cascata do Maringá

Grutão dos Índios na Serra Gaúcha

O Grutão dos Índios é um ponto turístico em meio a região da serra gaúcha, ainda pouco explorado pela maioria das pessoas. O local é perfeito para quem gosta de relaxar, acampar ou até mesmo passar um fim de semana em família, no local também pode ser realizado atividades de rapel.

O ponto Turístico está localizado dentro de uma propriedade particular, o proprietário costuma cobrar uma taxa irrisória para as pessoas passarem o dia e acamparem. O local não possui infraestrutura para camping, por isso para as pessoas que querem praticar o campismo no local devem ficar atentas, pois não há estrutura, assim é considerada como camping selvagem. Embora localizada dentro de uma propriedade, cabe aqui mencionar que você terá que levar todos os seus pertences, equipamentos e alimentos.

Grutão dos Índios

Trilha de acesso ao  Grutão dos Índios:

O acesso ao Grutão dos Índios é realizado através de uma pequena trilha, cujo trajeto é um pouco íngreme e com pedras soltas pelo caminho, não recomendamos realizar a trilha sem o uso de calçados apropriados.

Na parte inferior do Grutão dos Índios tem uma cascata com aproximadamente 20 metros, um poço para banho e um pequeno espaço religioso, neste local os antigos índios bugres faziam suas cerimonias.

Para pessoas que gostam de fotografia de paisagens é um excelente local para aperfeiçoar as técnicas fotográficas de longa exposição, veja a imagem abaixo:

Grutão dos Índios

Curiosidades:

O local já foi palco da 2ª Etapa do Campeonato Gaúcho de Corrida de Aventura de 2016, onde mais de 100 competidores desafiaram seus limites físicos para atingir seus objetivos na Corrida de Aventura. A prova foi dividida em 6 modalidades: orientação, corrida, canyoning, rapel, mountain bike e boia cross. Leia mais.

Grutão dos Índios

 

Como chegar:

O Grutão dos Índios fica a 7,5 quilômetros do centro de Santa Lúcia do Piaí, distrito pertencente à Caxias do Sul/RS. Para quem parte de Caxias do Sul via Bairro Cruzeiro são 19 quilômetros, passando por São Luis da 6ª Légua.

Para entender melhor veja o mapa abaixo ou clique aqui.

Cânion Josafaz um lugar inóspito!

Tudo começou por convite de um velho amigo, integrante do Grupo de Escoteiros Almirante José de Araujo Filho – Garibaldi/RS, para fazer um trekking de aproximadamente 25 quilômetros pelo maior cânion da região dos Aparados da Serra, conhecido pelo nome Cânion Josafaz, possui 16 quilômetros de extensão e está além dos limites do Parque Nacional dos Aparados, localizado à cerca de 68 quilômetros da cidade de Cambará do Sul, pertencendo ao município de São Francisco de Paula/RS – Brasil.

A aventura foi realizada em conjunto com outros grupos escoteiros, assim promovendo maior integração entre os jovens da faixa etária de 15 a 18 anos, estes pertencentes ao Ramo: Sênior/Guia.

Saímos da cidade de Garibaldi/RS, por volta de 1:00 hora da manhã do dia 29/10/2016, com destino a São Francisco de Paula/RS e chegamos ao destino por volta das 6:00 horas da manhã. Nessa aventura estavam presentes 38 pessoas no total, incluindo o guia que foi contratado para acompanhar o trekking.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Após tomar um café da manhã especial no pé do cânion, era hora de começar a caminhada. Seriam aproximadamente 1.000 metros de altimetria acumulada, trilhando os caminhos por estradas antigas e trilhas construídas pelos antigos povos tropeiros. Estava eu com minha mochila cargueira pesando aproximadamente 13,6 kg, carregando tudo que era necessário para uma boa aventura. Na mochila havia colocado todos os equipamentos de camping, tais como: barraca, saco de dormir, isolante térmico, roupas extras, roupas para frio e ainda alguns alimentos.

Conforme subíamos avançando pela estrada, o cenário fazia nossos olhos brilharem. Muita vezes, em ocasiões como essa, podemos caminhar longos caminhos, mas é preciso seguir com calma para apreciar tudo que existe a nossa volta.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Na metade do trajeto, passamos por lindas cachoeiras totalmente despoluídas, isso é raro hoje em dia. Nelas sempre completávamos nossos cantis de água, seguindo uma das grandes lições que aprendi no Movimento Escoteiro durante os 14 anos que participei ativamente, de que nunca devemos tomar toda a água que carregamos até que encontremos uma fonte segura para reabastecer de água. Nessas cachoeiras e rios que corriam pelo caminho onde passávamos não tínhamos certeza se a água era potável ou não, na dúvida colocávamos pastilhas de cloro, que tem a função de matar as bactérias que possam existir na água.

Depois de aproximadamente 5 horas de caminhada morro a cima, chegamos ao topo do Cânion Josafaz. Efetuamos o reconhecimento do local a procura do melhor local para armar o acampamento. O clima nessa região é muito instável, uma hora tem um sol escaldante e em poucos momentos já está nublado. Na parte de cima do cânion existem alguns locais de banhados cobertos por vegetação do tipo Turfeiras, em outras existem longos campos de capim e alguns trechos de mata nativa. Para evitar maus bocados durante a noite, escolhemos uma clareira em meio a dois pedaços de mata nativa, assim caso ventasse durante a noite, estaríamos protegidos.

Depois de montado todo o acampamento e preparado o almoço, já alimentados e refeitos do cansaço, era hora  explorar a parte de cima deste cânion. A ideia era ir até o vértice do Josafaz, uma caminhada estafante, subindo e descendo morro através das estradas e trilhas que ali se formaram com as explorações dos veículos 4×4. O cenário é de tirar o folego, uma mistura única de campos e matas, cercado por rios totalmente despoluídos. A caminhada com aproximadamente 6 quilômetros de extensão tornava-se um pouco cansativa em razão do sol forte, porém em muitos momentos da caminhada era necessário colocar os casacos, daí passava-se uns 15 min e  nos obrigávamos a tirar os casacos, pois como disse anteriormente, o clima na região é muito instável.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Após algumas horas caminhando chegamos ao ponto culminante do nosso trekking no Vértice do Cânion Josafaz, ali a visão é incrivelmente linda, possui uma cachoeira que acredito ter mais de 200 metros e é dividida em duas partes. O Cânion Josafaz é ainda pouco explorado, um lugar inóspito, mas de extrema beleza e grandiosidade, com vasta mata atlântica em seu interior. Este local é perfeito para descansar, meditar e refrescar os pés na água cristalina que corre pelo rio.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Permanecemos ali durante algum tempo apreciando aquela beleza incrível, conversando e tirando algumas fotos. Momentos após, era hora de voltar para o acampamento e descansar um pouco. Durante a volta escolhemos cortar caminho, pois olhando de longe víamos uma linha reta, parecia ser fácil se não fosse pelos banhados! Encaramos o desafio e seguimos em frente, e por incrível que pareça, não encharquei as botas e o caminho de volta foi bem mais rápido em relação ao da ida, o que garantiu a nossa chegada antes do entardecer.

Já no acampamento preparamos uma fogueira para assar alguns quilos de carne, fizemos um belo churrasco à moda antiga e batatas doces enroladas em papel alumínio jogadas na brasa. Não sei se era a fome que tínhamos ou o que, mas o gosto daquele churrasco, para mim, era o melhor que já havia comido. Depois do belo jantar realizou-se a cerimônia de Fogo de Conselho, cerimônia muito conhecida e praticada pelo  Movimento Escoteiro, pois ali é o lugar onde podemos sentar para ouvir histórias, relatos incríveis das pessoas  presentes sobre suas aventuras durante o dia. Esta cerimônia é realizada sempre na última noite de acampamento e é encerrada com a Canção da Despedida. Após a cerimônia de Fogo de Conselho, fomos todos deitar, precisávamos descansar e recompor as energias para o dia seguinte.

Na manhã seguinte depois do café da manhã, chegou a hora de desmanchar o acampamento, organizar os equipamentos e aprontar as mochilas, e retornar até o pé do cânion.

Na descida, senti muito mais o peso da minha mochila, pois ao descer além do nosso próprio peso corporal, temos ainda a mochila cargueira nas costas, todo esse peso fica apoiado sobre os joelhos, tornozelos e pés. Por isso, toda a descida foi realizada devagar, com o devido cuidado para não cair, pois nas trilhas dos antigos tropeiros tem inúmeras pedras soltas e é muito íngreme também, então todo o cuidado é necessário para voltar bem para casa.

Veja todas as fotos dessa incrível aventura, clique aqui.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Se você gostou do relato do trekking no Cânion Josafaz, deixe um comentário abaixo. Veja também o relato da Trilha no Cânion da Pedra clicando aqui.

Riozinho um pequeno paraíso natural

Riozinho é uma cidade localizada a 133 quilômetros da capital Porto Alegre, Rio Grande do Sul – Brasil. Colonizada no ano de 1875 por cerca de 200 famílias de imigrantes húngaros, poloneses, prussianos e suecos, as quais acolheram, mais tarde, a vinda de famílias de origem alemã e italiana. O nome do lugar se deu por existir um pequeno rio que divide a cidade em duas partes.

A cidade de Riozinho também é conhecida pelas suas lindas paisagens naturais, na qual a Cascata do Chuvisqueiro tem o maior destaque turístico da cidade, neste local as principais empresas de turismo e agencias de viagem, trazem aventureiros de todas as partes do Brasil, para desfrutar dessas belezas e também para praticar o esporte de aventura conhecido como Rapel. A queda da cascata tem aproximadamente 80 metros de altura, isso garante muitas emoções para os aventureiros que se desafiam a descer pela parede de pedra ou mesmo junto a queda de água. Com certeza é uma aventura inesquecível.

Além dessa incrível cascata a outra queda de água para conhecer e se divertir nos dias de verão, é conhecida como Cascata das Três Quedas, aqui é possível refrescar-se junto as três piscinas naturais providas de cada queda de água. Estas cascatas você não vai encontrar nos mapas turísticos da cidade de Riozinho/RS, mas vale a pena ir conhecer e desbravar as trilhas que a compõe, para chegar a este local é fácil e rápido, a trilha que leva até a base da terceira queda é tranquila sem grandes esforços, qualquer pessoa pode faze-la. O começo dessa trilha se dá no Camping Cascata do Chuvisqueiro, para acessa-lá converse com a direção do camping.

Riozinho um pequeno paraíso natural

Caso você queira explorar as quedas da parte de cima, suba pela estrada de terra e encontrará uma trilha que leva as quedas superiores. A trilha não é longa, mas é de certa forma um pouco complicada e íngreme, possui inúmeras pedras soltas e algumas árvores caídas pelo caminho.

Coordenadas Geográficas da Cascata das Três Quedas: 29°35’23.4″S+50°25’32.6″W

Na parte de cima a queda de água tem aproximadamente 5 metros de altura, para quem gosta de apreciar um salto dentro do rio, ali é uma ótima local para isso. Estando ali ainda tem a possibilidade de subir mais uma trilha que leva a algumas piscinas naturais um pouco mais rasas, caso decida ir com sua família, ali com certeza é um belo lugar para passar a tarde.

Riozinho um pequeno paraíso natural

Riozinho um pequeno paraíso natural

Sempre que for a um local novo, explore ele por completo, as vezes os lugares menos turísticos são aqueles mais incríveis, pois são menos impactados pelo homem e garantem uma beleza surpreendente!

Caso queira percorrer essas trilhas esteja munido de água e calçado fechado.

Para saber outras informações sobre a cidade, acesse o site da Prefeitura de Riozinho/RS – Brasil, clicando aqui!

Travessia Lapinha X Tabuleiro, Serra do Espinhaço – MG

Já faz alguns meses, que em um certo dia comum como outro qualquer, ao entrar no meu Facebook me deparei com a publicação de uma música em uma das páginas relacionadas a esportes de aventura e travessia que eu sigo. Como sou um cara que curte muito música, fiquei curioso para saber o que dizia aquele post “meio” fora de contexto. A música era “Canto pras Travessias” do até então, para mim desconhecido Bernardo do Espinhaço. Comecei a assistir o vídeo, aquela torrente de sons e imagens mexeram comigo de uma forma que não tive muita escolha, fui obrigado a pesquisar essa tal de Lapinha x Tabuleiro que em um dado momento era citada na belíssima letra, e quanto mais descobria maior era o inexorável desejo de arrumar tempo e de alguma forma fazer essa travessia. E foi o que eu fiz, pois como diz o ditado: “Quem quer, dá um jeito”.

Depois de muita pesquisa, peguei algumas informações importantes, com o agora meu amigo Bernardo, comecei a montar meu roteiro, escolher o melhor equipamento, ver o clima da região e etc… Confesso que fiquei tão obstinado por fazer essa travessia de maneira solitária que nem avisei o pessoal do pequeno grupo de trekking que faço parte até que estivesse com tudo pronto, ou seja, passagens compradas e o “plano de voo” estabelecido.

Algo em meu íntimo, como que um instinto primitivo, dizia para fazer a travessia solo, numa “vibe” intimista e porque não dizer transcendental e ao realizar a travessia, percebi que essa “voz interior” estava certa. Então, depois desta rápida introdução, senta que lá vem história.

Prelúdio para a Travessia:

“Controle é uma ilusão”

Nesse instante em que começo a organizar em minha mente de maneira lógica o relato, a primeira coisa que vem a cabeça é aquela frase que sentencia perfeitamente o sentimento ao recordar: “controle é uma ilusão”.
Por mais que você pesquise, planeje e organize algo, às vezes você será surpreendido por fatos, coisas ou pessoas que irão simplesmente jogar por terra tudo o que você estabeleceu no seu plano. Isso pode ser trágico ou cômico, se é que você me entende.

Digo isto, pois logo de início, tive alguns problemas que provocaram um atraso de um dia no início da travessia, começando ainda em Porto Alegre, com o aeroporto fechado na hora da partida do meu voo, depois a perda da conexão, o cancelamento de outro voo, atraso e mais atraso para chegar a capital Belo Horizonte/MG – Brasil, de onde sairia o ônibus para Santana do Riacho, que tendo apenas dois horários de partida, acabei perdendo-o. Todo esse efeito dominó fez com que eu fosse obrigado a pernoitar em BH (Belo Horizonte) na casa de uma amiga e partir somente no dia seguinte cedo da manhã.

No dia seguinte, acordei muito cedo, para falar a verdade dormi muito bem, de alguma forma que não sei explicar, estava muito tranqüilo apesar do tropeço inicial, peguei um táxi e fui para a rodoviária de BH, de onde às 7 horas e 30 minutos partiria o ônibus que me deixaria muito próximo do meu “primeiro ponto”.

Depois de mais de 3 horas de estrada, subindo a serra e parando várias vezes, cheguei finalmente em Santana do Riacho, ponto final do ônibus mas ainda distante cerca de 10 quilômetros da Lapinha.

Ao chegar em Santana do Riacho, dia de domingo, quase na hora do almoço, cidade quase deserta, fui confirmar com o cobrador do ônibus onde eu pegava o outro ônibus para a Lapinha pois eu tinha a informação de que haviam alguns horários em alguns dias da semana e no caso do domingo também. Mais uma surpresa! Segundo o cobrador, já tinha alguns anos que não havia mais a linha Santana do Riacho x Lapinha da Serra, o rapaz ainda tentou um contato com um moto táxi que me levasse até a Lapinha, mas no domingo ao meio dia era difícil achar algum transporte.

Pensei bastante e decidi fazer com minhas próprias pernas o mesmo trecho, passei em um mercado, comprei 2 litros de água, liguei o GPS e pedi gentilmente que ele me indicasse o caminho, sendo que durante o início da caminhada, sempre que eu encontrava com alguém, perguntava de táxi ou carona mas sempre sem sucesso, até que num dado momento, já saindo da cidade, parei para falar com rapaz que se prontificou, mediante um acerto financeiro me levar até lá. Negociamos um desconto e fomos até Lapinha, onde finalmente cheguei por volta das 14 horas, sendo que fui direto ao camping que tinha em vista.

Agora sim! Acampamento montado, fiz um rápido almoço descansei um pouco e sem muita demora aproveitei o belo final de tarde para dar uma volta até o lago e poder sentir a paz e tranquilidade do lugar.

Travessia Lapinha X Tabuleiro - Serra do Espinhaço
Lago nos arredores da Lapinha

Depois do belo passeio, voltei ao camping, tratei de tomar um banho e logo que escureceu, fui fazer a minha janta, neste instante. Escrevendo aqui, volto a lembrar da frase “controle é uma ilusão”, pois enquanto eu estava na cozinha do camping jantando e conversando com dois aventureiros que conheci, mal sabia eu que, no mesmo momento, parte daquilo que seria meu café da manhã, estava sendo roubado de dentro do avanço da minha barraca por uma quadrilha de quatro patas. Dei mole para alguns meliantes que roubaram meu pote de leite em pó. É mole?

Travessia Lapinha X Tabuleiro - Serra do Espinhaço
Um dos meliantes que saquearam minha comida! kkk

Bom, diante da perda irremediável, tratei de pensar no plano B para o café da manhã, e a solução seria fazer o mingau de aveia, que deveria ter leite, agora numa versão improvisada e extra light com água. Tudo bem, eu pensei, vai que fica bom!

Fui dormir relativamente cedo para descansar bem, pois queria acordar às 6 horas para tomar café, desmontar o acampamento e organizar tudo na mochila com tranquilidade e colocar o pé na trilha às 8 horas.

Primeiro dia:

Conforme determinei para mim mesmo, levantei com o dia ainda um pouco escuro, às 6 horas da manhã, não estava tão frio quanto no meio da madrugada onde senti um pouco a temperatura baixa. Sem dar chance para a preguiça, de imediato saí do saco de dormir e fui fazer meu café com mingau de aveia com água e logo em seguida desmontei a barraca e guardei todas as tralhas na mochila cargueira. Não sei exatamente se foi o foco na missão ou a falta de parceria, mas ao contrário de outras, consegui sair até antes do previsto que era às 7 horas e 40 minutos.

O dia estava meio estranho, um vento forte de leste para oeste, sendo que o leste aparentava estar bastante fechado, enquanto ao olhar para oeste, o tempo estava limpo, fiquei atento a este detalhe importante, pois inicialmente pretendia fazer a travessia via Pico da Lapinha e Pico do Breu, este último o ponto mais alto de toda a região. Na medida em que fui seguindo o caminho apontado pelo GPS, parecia que o vento não só ficava mais forte como trazia uma nebulosidade baixa e úmida, que em alguns momentos parecia um chuvisqueiro bastante fino e escondia o topo da serra. Por conta disto, resolvi ir bem devagar para tentar entender o clima, se o tempo ficaria bom ou não, mas na medida em que começava a subida, a coisa não deu nenhum sinal de melhora e por estar sabendo que a subida até o Breu possui alguns trechos que exigem atenção devido a muitas pedras soltas, bem como o grau de inclinação, tomei a decisão de não seguir por aquele caminho, foi um tanto frustrante, mas a possibilidade de ter que encarar aquela subida com chuva e sozinho parecia um risco que não valia a pena ser corrido. Nesse momento dei meia volta, desci até perto do lago, e mudei o tracklog do GPS para a trilha tradicional, mais fácil e sem dúvida mais segura.

Em pouco mais de uma hora já estava percorrendo o caminho, sempre montanha acima, apreciando a paisagem que no oeste era um dia lindo e a leste o oposto com céu fechado e muita neblina, além é claro do vento que não dava folga nenhuma.

Meu plano era ir até a Prainha e montar um acampamento selvagem por lá para passar a noite, pois quando pesquisava sobre a travessia, vi em alguns relatos que algumas pessoas acamparam por lá, pois o lugar é lindo e existe água em abundância. Depois de muita subida e pegar uma descida num campo aberto onde, cheguei a pegar um chuvisqueiro, por volta das 11 horas e 30 minutos, cheguei ao que deveria ser meu destino final para aquele dia, mas ao cruzar uma cerca com uma porteira, me deparei com uma placa que proibia acampamento no local e assim sendo, como manda a boa prática, resolvi abortar a ideia. Fiquei ali algum tempo descansando e curtindo o visual, até este instante não havia visto ninguém na trilha, até que escutei vozes ao longe e depois de alguns minutos encontrei com uma dupla do outro lado do rio que me perguntaram onde dava para atravessar. Como eu também não sabia, fui procurar o ponto mais raso, e parecia que em todos os lugares, seria necessário tirar as botas para cruzar com água na altura das canelas ou um pouco mais, porém ao adentrar no mato que existe na trilha, apareceu uma espécie de barragem natural onde dava para passar tranquilamente sem ter que tirar as botas. Logo que atravessei, parei um pouco para conversar com os rapazes que estavam voltando, pois tentaram fazer a travessia em dois dias, mas por conta do peso das mochilas, e também por terem deixado o carro na Lapinha não teriam tempo suficiente para tanto. Foi o que eu entendi. Nos despedimos e seguimos nossos caminhos opostos.

Com mais uma hora e meia de caminhada, depois de pegar um chuvisqueiro, abriu o sol e cheguei na casa da dona Ana Benta, onde seria minha primeira pernoite. Era quase uma hora da tarde, e logo fui recepcionado por um cachorrinho, a casa estava meio aberta, bati palmas, gritei mas ninguém apareceu, fiquei um tempo ali, quando de repente chegou de moto o Lucas, que é sobrinho da falecida Dna. Ana Benta. É ele quem agora cuida da casa, da pequena horta e de alguns animais, mas tem dias que ele fica na cidade, deixando a casa fechada com um aviso que autoriza as pessoas a usarem uma área coberta e um banheiro atrás da casa durante as paradas para acampar ali.

Travessia Lapinha X Tabuleiro - Serra do Espinhaço
Casa de Dona Ana Benta

Sem muita demora, tratei de fazer um lanche rápido e começar o ritual de montagem do meu acampamento num gramadinho muito bom na frente da casa, por conta disto, resolvi também dar uma relaxada, escutando uma musiquinha é o cair da tarde quando decidi ir tomar banho e trocar de roupa. Na casa, existe uma caldeira que aquece a água do chuveiro e quem faz travessia sabe que banho quente no meio da trilha é um luxo que não se dispensa, foi bom demais, pois como era apenas eu, não havia a preocupação de não exceder em 5 minutos o tempo, coisa que deve ser observada quando tem mais gente acampada, pois a caldeira é pequena e se alguém fica muito tempo no banho, o próximo pode ter que encarar a água fria.

Anoiteceu rápido e surpreendentemente o vento havia parado e o céu estava limpíssimo e muito estrelado proporcionando um espetáculo a mais.

Depois de curtir o céu estrelado, fui fazer minha janta e conversar um pouco com o Lucas. Depois de muito papo, ele se recolheu e eu fui dar jeito de lavar meus utensílios de cozinha. Foi neste instante que algo aconteceu. Lembra do inicio do relato? Aquela parada de que não temos o controle da situação? E você lembra que citei cachorros?

Enquanto eu lavava minhas coisas, aquele “ser humaninho” lazarento de quatro patas, simplesmente subiu na mesa da área e sem cerimônia, levou uma sacola com dois, sim, eu disse dois pacotes de lingüiça que eram digamos assim, 90% de toda a proteína que eu tinha. Pronto! Agora, além da aveia com água, minhas refeições seriam basicamente arroz liofilizado com purê de batata também liofilizado, não fosse por uma única lata de atum que nesse instante comecei a guardar como a jóia da coroa, só rindo mesmo. Vacilei duas vezes para os saqueadores de quatro patas da Lapinha x Tabuleiro!

Depois desta, fui dormir.

Resumo do primeiro dia:

Distância percorrida: 12,3 quilômetros
Acumulo de subida: 620 metros
Acumulo de descida: 400 metros

Segundo dia:

Sabendo que este dia teria uma caminhada curta até o próximo ponto de apoio, coloquei o despertador para às 7 horas e sem muita pressa, fui tomar meu café da manhã com mingau extra light. Depois de desmontar todo o acampamento sem pressa, coloquei o pé na trilha novamente, pouco antes das 9 horas da manhã e mais uma vez o dia amanhecera com céu fechado e muita neblina que em vários instantes virava um chuvisqueiro, mas nada de mais, apenas coloquei minha jaqueta anorak e segui em frente.

A trilha segue muito tranquila, praticamente sem grandes desníveis, apenas em um trecho ou outro que eu me deparava com alguma subida ou descida, o que exigia um pouco mais de atenção era apenas a navegação por conta da neblina que deixava o horizonte oculto na bruma.

Como estimei, em menos de 3 horas já estava chegando na casa da Dona Maria, onde fui muito bem recebido pela própria dona Maria que me deixou muito a vontade, para escolher qualquer lugar para montar minha barraca.

Travessia Lapinha X Tabuleiro - Serra do Espinhaço
Casa de Dona Maria

Com o acampamento montado, tratei de fazer um almoço rápido pois como havia chegado cedo, tive a ideia de fazer a trilha da cachoeira do Tabuleiro na tarde, indo apenas com a mochila de ataque, mas mais uma vez fui surpreendido, aquela neblina com chuvisqueiro simplesmente se transformou numa chuva fraca que foi gradualmente aumentando, foi só o tempo de almoçar, limpar o equipamento de cozinha e cair dentro da barraca, e de pronto a chuva mostrou para que veio e assim foi até início da madrugada. Simplesmente não saí mais da barraca, fiz o jantar e fiquei escutando música até pegar no sono. Não reclamei da chuva embora ela tivesse forçado a mudança de plano, pois ainda que um pouco forte em alguns momentos, não tinha muito vento, e o barulho dela era como música para dormir. Relaxei e aproveitei o momento e uma ótima noite de sono.

Resumo do segundo dia:

Distância percorrida: 9 quilômetros
Acumulo de subida: 340 metros
Acumulo de descida: 350 metros

Terceiro Dia:

Acordei 6 horas da manhã, coloquei a cara para fora da barraca para ver o tempo e mais uma vez o dia estava bastante fechado e um pouco mais frio, o lado bom era que a chuva tinha parado e não havia praticamente nada de vento. A exemplo do jantar da noite anterior que foi abaixo de chuva, fiz meu café da manhã no avanço da barraca pois tudo estava molhado lá do lado de fora e tão logo terminei de comer, saí da toca para esticar o esqueleto, lavar a bagunça da cozinha e mais importante de tudo, tentar fazer uma previsão do tempo pois tinha que ir de qualquer maneira na cachoeira.

O céu embora fechado não mostrava cara de chuva e então decidi fazer o ataque até a cachoeira, mas antes, tratei de organizar e guardar todo o equipamento na cargueira com exceção da barraca que estava molhada ainda… Deixei-a montada com a cargueira dentro na esperança de na volta estar seca e poder guardar sem o inconveniente do sobre teto molhado.

A trilha até a cachoeira é uma descida bastante aberta com predomínio de campos rupestres e rochas. No decorrer da caminhada, o tempo foi melhorando, não chegando ao ponto de abrir sol entre as nuvens, mas ao menos a chuva e a neblina tinham ido embora, graças a Deus, pois meu medo era justamente não ter visibilidade por conta da neblina e perder o ponto alto do espetáculo da travessia que é a cachoeira do Tabuleiro e sua queda de 273 metros de altura.

Travessia Lapinha X Tabuleiro - Serra do Espinhaço
Céu fechado no caminho para a cachoeira

Na medida em que se vai caminhando, o penhasco do parque começa a aparecer e logo se escuta o som da água, mas ainda não é a nossa estrela principal, é apenas o rio Santo Antônio e suas pequenas quedas que correm na direção de um mini cânion que termina na queda de 273 metros.

Travessia Lapinha X Tabuleiro - Serra do Espinhaço
Dentro do cânion que termina na queda da cachoeira.

O cânion em si já é um espetáculo que vale toda a caminhada, e ao passo que avanço, seguindo o curso da água, após uma curva, dá para ver um horizonte mais distante que sugere estar perto daquilo que vim buscar. Após caminhar mais ou menos uns 500 metros dentro do cânion, cruzando de uma margem para a outra, buscando o melhor caminho, finalmente chegamos ao topo da gigantesca cachoeira do Tabuleiro. Um visual de beleza ímpar que faz o coração disparar por conta da adrenalina que dá ao se aproximar da borda e olhar para baixo. É fantástico mesmo. Mas não se engane, não estamos num parquinho de diversão, é preciso muita atenção e cuidado nesse trecho de aproximação da cachoeira devido ao terreno acidentado e por vezes escorregadio. Qualquer descuido pode ter consequências perigosas e um resgate ali, pode demorar muito ou, no meu caso sozinho, nem chegar. Todo o cuidado não é exagero.

Travessia Lapinha X Tabuleiro - Serra do Espinhaço
A queda de 273 metros!

Depois do êxtase do encontro com tamanha beleza, é hora de voltar, e tudo que desce, tem que subir. Sendo assim, tratei de tomar bastante água, fazer um lanche para recarregar minha bateria e começar o retorno por praticamente o mesmo caminho.

Depois foi cerca de 4 horas e meia e mais de 12 quilômetros, voltei ao acampamento, e como previsto, o vento se encarregou de secar minha barraca. Então pensei rápido e defini que não almoçaria ali, e tocaria direto para a Sede do parque, o que daria mais uma hora e meia ou duas horas de caminhada agora só morro abaixo o tempo todo.
Na medida em que se vai descendo a trilha, é possível ver de longe a cachoeira do lado direito e em frente o povoado do Tabuleiro, suas casas e a bela igrejinha no alto. E quando menos se espera a Sede do parque já está diante dos olhos, indicando que o final da travessia se aproxima e sem muita demora estamos lá.

Chegando à Sede, fui direto conversar com um dos monitores que me recebeu com muita atenção e cordialidade. E após juntar algumas informações importantes, sobre comida e principalmente sobre transporte para Conceição do Mato Dentro, distantes 19 quilômetros, ao invés de pernoitar ali no camping do parque, decidi ir para o povoado e procurar o hostel que fica bem na saída para a cidade, o que facilitaria uma carona ou pegar o ônibus.

Resumo do terceiro dia:

Distância percorrida: 18,5 quilômetros
Acumulo de subida: 690 metros
Acumulo de descida: 1160 metros

Terminada a travessia, tive que caminhar pouco mais de 3 km até o hostel, passando pelo centro do povoado do Tabuleiro, onde já tratei de localizar um mercado e poder repor minhas provisões que foram saqueadas pelos meliantes de quatro patas da travessia.

Considerações finais:

Apesar de ter pegado um tempo não muito bom, pude apreciar muito da beleza da travessia e sentir intensamente a energia boa daquele lugar criado por Deus.

Foram muitos momentos de contemplação e introspecção que se deram de forma simultâneas, gerando uma torrente de sensações e pensamentos que diante de tanta beleza invadiam o meu íntimo a partir do momento em que me desconectei de tudo e foquei meu coração e minha mente apenas naqueles momentos. Foi para mim, uma experiência que transcendeu o âmbito de uma aventura outdoor simplesmente, e era exatamente isto que eu estava buscando ali.

Ao fazer a travessia em dias de semana, praticamente não cruzei com quase ninguém, apenas um par de pessoas por dia, sendo que no último dia, só fui falar com alguém só na sede do parque.

Tecnicamente falando, não é uma travessia que exige um esforço físico demasiado, podemos considerar fácil neste aspecto, mas por outro lado, a navegação exige muita atenção ainda mais se o tempo estiver fechado com neblina.

Diria que é uma travessia de grau de dificuldade moderado.

Com certeza irei voltar um dia novamente!

Dicas e informações úteis:

Melhor época:

Outono e inverno, pela baixa quantidade de chuvas.

Como chegar:

De Belo Horizonte para Lapinha da Serra.

Ônibus para Santana do Riacho:

Diariamente: às 7:30 e às 15:30;
Valor da passagem em julho/2016: R$ 40,30 reais;
Empresa: Saritur.

Táxi de Santana do Riacho para Lapinha: R$ 70,00 reais;

Aqui cabe salientar que não existe táxi oficial, o negócio é perguntar na praça quem pode levar, ou se não quiser gastar, ir para a estradinha e tentar a sorte com uma carona.

Do Tabuleiro para Belo Horizonte

Ônibus para Conceição do Mato Dentro:

Segundas, quartas e sextas: horário 8:00 horas;
Valor da passagem em julho/2016: R$ 6,00 reais;

Ônibus de Conceição do Mato Dentro para Belo Horizonte:

Vários horários, mas o que melhor se encaixa com o ônibus que vem do Tabuleiro é o do horário das 09h30min.
Valor da passagem em julho/2016: R$ 54,55 reais;
Empresa: Serro.

Hospedagem:

Existem muitas opções de hospedagem, tanto na Lapinha como no Tabuleiro, desde campings até pousadas mais sofisticadas;

Na Lapinha, fiquei no Camping das Bromélias, local bem estruturado com boas duchas e uma cozinha coletiva igualmente boa;

Valor de R$ 20,00 reais;

No Tabuleiro, fui direto para o Tabuleiro Eco Hostel, onde fiquei com um quarto coletivo só para mim pelo fato de ser dia de semana;

Além de quartos coletivos bastante confortáveis, possui suítes e uma bela área de camping;

Tirando a cozinha coletiva que achei “fraquinha”, o resto está dentro do que se espera, com um atendimento muito atencioso e um belo café da manhã;

Valor de R$ 60,00 reais (quarto coletivo com café da manhã).

Galeria de fotos da travessia:

Travessia Lapinha X Tabuleiro - Serra do Espinhaço Travessia Lapinha X Tabuleiro - Serra do Espinhaço

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