Cascata do Paraíso

Cascata do Paraíso

Cascata do Paraíso está localizada na linha Forromeco, pertencente a cidade de Carlos Barbosa, distante aproximadamente 16 km da cidade de Farroupilha e 11 km do município de São Vendelino/RS.

A Cascata do Paraíso está dentro de uma propriedade particular, por isso é muito bem cuidada e preservada pelo proprietário, Sr. Eduardo, um porto alegrense muito gente boa que tivemos o privilégio de conhecer.

Para manter a estrutura intacta e as trilhas organizadas, o proprietário cobra uma taxa de R$ 10,00 por pessoa para passar o dia no local.

O que fazer na Cascata do Paraíso

Dentro da propriedade há cerca de três quedas de água, onde em cada uma delas forma-se um grande poço para banhos, a profundidade entre eles variam de 3 a 8 metros, caso você não saiba nadar não é recomendado entrar na água.

Para quem gosta de nadar ou se refrescar nas águas da cascata, esse lugar é propício para isso.

Para quem gosta de capturar belas imagens assim como eu, o local é propício para isso, os caminhos e trilhas são bem sinalizados e de fácil acesso para a maioria das pessoas.

Cascata do Paraíso
Crédito: Luís H. Fritsch
Cascata do Paraíso
Crédito: Luís H. Fritsch
Cascata do Paraíso
Crédito: Luís H. Fritsch
Cascata do Paraíso
Crédito: Luís H. Fritsch
Cascata do Paraíso
Crédito: Luís H. Fritsch

Dentro da sua propriedade ele não aceita que entre com bebidas alcoólicas, mas é possível fazer um churrasco com os amigos e/ou família, as churrasqueiras são feitas de maneira natural, usando pedras do próprio rio.

Horários de visitação

Para aproveitar melhor a paisagem, recomendamos ir durante a semana, mas caso você não consiga ir nestes dias, ir aos finais de semana também pode ser legal.

Em dias de muito calor e finais de semana principalmente a Cascata do Paraíso costuma ficar lotada, se você é o tipo de pessoa que gosta de paz e tranquilidade, ir nos sábados e domingos talvez não seja a melhor opção.

A propriedade está aberta para todos que quiserem visita-lá, das 9:00 horas até às 18:00, todos os dias da semana.

Como chegar na Cascata do Paraíso

Cascata do Paraíso

Link do Google Maps

Outros destinos nas proximidades

A região da Serra Gaúcha possui muitos atrativos naturais, pois possui uma geografia interessante, rodeada de grandes vales, matas e cascatas.

Se você tem vontade de conhecer outros lugares de belezas naturais exuberantes, recomendamos conhecer também a Cascata do Salto Ventoso na cidade de Farroupilha, distante aproximadamente 10 km da Cascata do Paraíso.

Cascata do Paraíso
Salto Ventoso – Crédito: Luís H. Fritsch

Caso você goste de locais altos e com uma vista esplendida da cidade de São Vendelino, recomendamos conhecer o Morro do Diabo, localizado aproximadamente 9 km da Cascata do Paraíso.

Cascata do Paraíso
Morro do Diabo – Crédito: Marcio Basso

O local é propício para esportes de Voo livre como paraglider e parapente ou também um ótimo local para se curtir o pôr do sol, concluindo assim o passeio pelo interior da Serra Gaúcha

Três Cachoeiras

Sempre buscamos novas opções de trilhas, destinos e opções de lazer para os nossos leitores, e essa matéria não é diferente, estivemos presentes no 1º passeio da nova Rota Turística Caminho dos Vales e das Águas na cidade de Três cachoeiras no dia 12 de Dezembro/2018.

Passeio este que contou com aproximadamente 20 pessoas, dentre elas estavam presentes, gestores de agências de viagens, empresários locais, alguns moradores e claro nós do Trekking RS.

O Município de Três Cachoeiras localiza-se distante cerca de 165 km da capital Porto Alegre, cerca de 36 km da cidade de Torres/RS e afastada aproximadamente 20 km da cidade de Três Forquilhas, onde lá também é possível percorrer o Caminho dos Vales e das Águas, veja!

Três Cachoeiras é uma cidade pequena, mas muito cativante e bela, a história conta que em 1605, missionários jesuítas viajaram do Rio de Janeiro para cá com o objetivo de catequizá-los e protegê-los da ação dos bandeirantes paulistas que vinham ao Sul capturá-los para o trabalho escravo nas fazendas de São Paulo. A origem do nome de Três Cachoeiras deu-se, possivelmente, nesta época, de 1605 a 1615, por viajantes paulistas que encontraram três cachoeiras, distantes entre si cerca de 80 metros e localizadas ao Norte da sede do município, na encosta do morro mais tarde denominado “dos Pereira”. Leia a história completa.

O primeiro passeio por Três Cachoeiras começou pelo centro da cidade, mais precisamente pela Casa do Artesão Raízes da Arte, o local conta com inúmeros artigos artesanais feitos pelos moradores local, alguns deles são decorativos, outros contam histórias da cidade.

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch
Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

O segundo local escolhido foi uma propriedade rural, onde é possível desfrutar de um piquenique em meio a um bosque, perto dali encontra-se um córrego com águas cristalinas que encantam e animam tomar aquele banho de rio.

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch
Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

Depois de cerca de 40 minutos no local, nos deslocamos para dois atrativos de tirar o fôlego, estes são: o Poço das Andorinhas e o Poço dos Morcegos, locais de beleza intacta que enchem os olhos, as águas são totalmente cristalinas e próprias para banho.

No local existem duas trilhas uma para a direita que dá ao Poço dos Morcegos e outra à esquerda leva até o Poço das Andorinhas. As duas trilhas podem ser percorridas por todas as idades, os caminhos são bem marcados e de beleza singular, caminha-se aproximadamente cinco minutos em meio a mata atlântica para acessar as quedas de água.

Para fotógrafos o local é propício para realização de ensaios fotográficos e nós conseguimos capturar belas imagens desses locais, veja a seguir!

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch
Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch
Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

Depois de aproveitar bem os locais era hora de seguir em frente, a próxima parada seria no Moinho de Pedra, este é um dos únicos que ainda funcionam na cidade de Três Cachoeiras, construído artesanalmente, usa materiais como madeira e pedra em sua construção, antigamente este moinho funcionava com água, hoje em dia ele foi adaptado para trabalhar usando energia elétrica.

A construção do moinho é tão minimalista que além de transformar grãos de milho em farinha, ele separa a casca do milho da farinha, é incrível ver funcionando, ver estas coisas nos dias de hoje é algo inacreditável. Se você for visitar a cidade de Três Cachoeiras, não pode deixar de visitar esse Moinho de Pedra.

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

Já era hora de visitar outro local, a Casa da Tia Laura, este seria o lugar do nosso almoço, o atrativo conta com um restaurante temático, todo decorado com objetos antigos e rústicos, o local faz com que retornemos aos tempos antigos sem perder a sofisticação dos tempos modernos.

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch
Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch
Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

Além do acolhedor restaurante a Casa da Tia Laura possui acomodações belíssimas, bem incrementadas para que seus hospedes tenham a melhor experiência.

Aos arredores da propriedade há uma grande área de campos abertos com algumas árvores da espécie Figueira, uma dessas árvores possui mais de 200 anos, é uma grandiosa árvore que faz com que eu me sinta pequeno diante da tamanha grandeza de seus galhos.

Outro detalhe que não pode ser passado despercebido desta Figueira centenária, é o fato de possuir sobre seus galhos centenas de bromélias e flores que cresceram ali por conta própria. A natureza de fato é grandiosa e nos faz sentirmos insignificantes perto de toda essa beleza.

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

Não há preço que pague à experiência de deitarmos embaixo de uma árvore dessa magnitude, depois de um belo almoço caseiro.

Ali perto da Casa da Tia Laura encontra-se a Casa da Colonização, local com inúmeras histórias dos primeiros imigrantes italianos que chegaram a cidade de Três Cachoeiras, histórias dos Tropeiros que construíram cetenas de quilômetros de estradas onde eram levados suas produções agrícolas para trocar por mantimentos em outras cidades.

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

Você sabia que os Tropeiros construíram uma estrada que ligava a cidade de Três Cachoeiras à cidade de Caxias do Sul e o tempo de percurso demorava aproximadamente 30 dias para percorrer tal distância.

Ao lado da Casa da Colonização, encontra-se a primeira igreja construída totalmente de madeira pelo imigrantes. Hoje em dia a igreja foi reformada, as únicas peças originais que restaram são as janelas e a porta fabricadas a mão.

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

Depois de conhecer tantas histórias legais sobre os primeiros imigrantes era hora de irmos a outro atrativo, o Alambique conhecido como 3º Gole, este é um dos poucos alambiques que restaram na cidade de Três Cachoeiras, o proprietário e produtor da Cachaça 3º Gole, nos contou sobre como é produzido a cachaça, e posso dizer a vocês, não é bem assim fabricar cachaça..kkk

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

Provamos a cachaça e é muito boa, forte e saborosa, gostei tanto que até adquiri uma garrafa para degustar nos invernos aqui na Serra Gaúcha.

Este passeio com certeza foi incrível, teve muita diversidade no roteiro, provamos muitas delícias e nos encantamos com as histórias locais. Acreditamos que o Caminho dos Vales e das Águas em Três Cachoeiras é um roteiro turístico maravilhoso para todas as idades e deve ser conhecido e desfrutado ao máximo por todas as pessoas que ali vier.

Veja todas as fotos dessa incrível experiencia que foi o 1º passeio pelo Caminho dos Vales e das Águas em Três Cachoeiras. Acesse o nosso álbum no Flickr.

Caso você queira desfrutar desse incrível roteiro turístico pode contatar a Prefeitura Municipal de Três Cachoeiras ou as agências locais: Esmeralda Turismo, contato: (51) 9 9142-5790 e Paulão Transportes, contato: (51) 9 9987-1825.

Caso você seja da região da Serra Gaúcha e queira conhecer os encantos desse roteiro a empresa Sol de Indiada está credenciada para levar você até estes atrativos.

Cachoeira da Alegria

Cachoeira da Alegria

Se você é o tipo de pessoas igual a mim que não se contenta com os locais já explorados, está a procura de um destino novo para curtir o verão, então lhe apresento a Cachoeira da Alegria, localizada na cidade de Farroupilha/RS.

O nome da cascata surgiu em relação a um pequeno galpão selvagem dado como nome Rancho da Alegria que se encontra no local.

A Cachoeira da Alegria, é um destino totalmente inexplorado, está dentro de uma área particular nas margens da rodovia RS – 448, essa estrada liga as cidades de Farroupilha e Nova Roma do Sul/RS.

O arroio onde se localiza a cachoeira vem do distrito de Vila Jansen, pertencente a cidade de Farroupilha e cerca de uns 500 metros à frente da cachoeira é unido pelo rio 14, onde estes desaguam no grandioso Rio das Antas.

A geografia da Serra Gaúcha é propícia para a exploração de pequenas cascatas e cachoeiras, acreditamos que devem existir mais de 500 cachoeiras só na região da serra ainda inexploradas ou desconhecidas pela maioria das pessoas.

O atrativo natural é composto por pequenas quedas de água que formam uma linda cachoeira de águas geladas e cristalinas, o local é convidativo para banhar-se nas águas da Cachoeira da Alegria em dias de verão.

Cachoeira da Alegria
Foto: Luís H. Fritsch
Cachoeira da Alegria

Foto: Luís H. Fritsch
Cachoeira da Alegria

Foto: Luís H. Fritsch

Caso você deseje conhecer esse local, recomendamos a contratação de um guia que conheça a região, caso você vá sozinho ou com amigos, vá com cuidado.

Como o acesso à Cachoeira da Alegria se encontra ao lado da RS – 448, não há disponibilidade de estacionamento, pois a rodovia não prove de acostamento. Caso você vá com veiculo 4×4, você poderá descer pela trilha até o Rancho da Alegria.

Indicamos ir até o Gparque Farroupilha e acessar as trilhas que levam até a Cachoeira da Alegria e as outras belas cascatas existentes no Rio 14. Do Gparque até a Cachoeira da Alegria tem aproximadamente 12 quilômetros de trilhas ida e volta até chegar lá. 

Gparque Farroupilha
Foto: Luís H. Fritsch

Se você tem vontade de fazer essas trilhas, entre em contato com a gente! Temos um time de pessoas experientes para lhe conduzir pelas melhores trilhas da Serra Gaúcha.

Cachoeira do Peri

Mais um dia lindo de sol na bela praia de Campeche, onde o oceano de águas cristalinas atrai muitos para a beira-mar, acordamos cedinho para seguir um pouco mais em direção ao sul da ilha, mais especificamente na Lagoa do Peri, que integra um Parque Municipal localizado próximo à praia da Armação.

O Parque Municipal da Lagoa do Peri é uma reserva biológica, declarada como patrimônio natural. O parque possui 2.030 hectares de unidade de conservação e 20,3 km² de bacia hidrográfica.

A Lagoa do Peri é a maior lagoa de água doce da costa catarinense e possui aproximadamente 5,2 km² de extensão e 11 m de profundidade. Suas águas não são afetadas pelas oscilações da maré, por estar cerca de 3 m acima do nível do mar.

Iniciamos a trilha logo após o pórtico do Parque, seguindo pelas margens do lado esquerdo da lagoa. Há um restaurante logo na entrada, onde se pode aproveitar para comprar água ou algum lanche, pois durante o percurso até a cachoeira não há nenhum estabelecimento comercial.

Assim que estacionamos o carro, dois rapazes, Hermes e Fernando vieram conversar conosco, já nos perguntando: “vocês farão a trilha para a cachoeira?”. Não fica difícil perceber que somos pessoas aventureiras, pois, num lindo dia de sol, aparecer na lagoa vestindo calça comprida, botas e de mochila, só poderia ser para fazer trilha, visto que o comum é os visitantes estarem no local em trajes de banho.

Nossos novos amigos resolveram passar no restaurante para comprar água, foi quando o atendente explicou resumidamente por onde se deveria seguir para acessar a trilha, alertando para a presença de animais peçonhentos, principalmente cobras. O senhor advertiu a todos nós para termos muito cuidado, observando sempre onde pisamos, a fim de evitar acidentes com os referidos animais.

Partimos seguindo pela trilha próxima às margens da lagoa, percurso de nível fácil, sem desníveis de solo, nem obstáculos. Encontramos algumas teias de aranha, que facilmente desviamos.

Veja o mapa abaixo:

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Como a Lagoa do Peri ainda tem mata atlântica primária, pode-se encontrar o jacaré-de-papo-amarelo, mas, infelizmente, não tivemos essa sorte. O local também é berçário de lontras, macacos-prego e algumas aves, porém não conseguimos ver nenhum desses animais.

Seguimos pela trilha que em determinado ponto tem uma bifurcação, onde escolhemos seguir pela direita, levando em conta o senso de direção que dizia que deveríamos costear a lagoa. No caminho de volta descobrimos que pegamos o caminho mais longo, o caminho que seguia pela esquerda era mais perto e mais aberto e posteriormente as duas vias se encontravam novamente.

Após algum tempo de caminhada, o percurso segue por uma estrada de chão, com algumas moradias. No caminho encontramos mais duas pessoas, Yohana e Iuri, que também pretendiam ir à cachoeira, mas não tinham certeza do trajeto a ser seguido. A turma estava aumentando, já éramos em seis. Paramos para perguntar a um nativo se estávamos no caminho certo. O engraçado foi que nem chegamos a fazer a pergunta para ele já ir respondendo, “sigam pela estrada, quando chegarem no orelhão dobrem à direita e depois peguem à esquerda”. Foi o que fizemos.

Essa parte do percurso pode ser feita de carro ingressando por outro acesso. Chegamos num local às margens da lagoa onde há uma placa indicando para a trilha da cachoeira da Gurita. Para quem vai de carro até esse local, será ali que poderá deixar o carro estacionado.

Cachoeira do Peri

A partir desse ponto, inicialmente a trilha é de nível plano, de terreno argiloso, arenoso e com seixos. Mais adiante o nível passa a ser médio, com alguns declives e aclives, bem como obstáculos, como blocos de pedras, mas nada que não seja facilmente superado. Durante o trajeto há córregos de água limpa e potável que pode ser consumida. Sempre é bom aproveitar para encher as garrafas de água.

Cachoeira do Peri

Cachoeira do Peri

A vegetação de restinga encontra-se presente e pode ser observada uma flora diversificada. Nosso caminho ficou “colorido” com as belas borboletas que nos acompanhavam. Eram de vários tipos e cores brilhantes e vibrantes. Pena que nem todas queriam pousar para as fotos.

Cachoeira do Peri

Cachoeira do Peri

Cachoeira do Peri

A Trilha da Gurita tem como objetivo levar à cachoeira, com piscinas naturais de água cristalina e gelada. Após uma prazerosa caminhada, em companhia dos novos amigos, chegamos ao destino, onde alguns trilheiros já descansavam e se banhavam nas águas.

Importante levar lanche para ser degustado nas sombras das árvores nativas que se encontram nos arredores da cachoeira, o que se faz necessário para repor as energias gastas e encarar o retorno.

Chegou a hora de relaxar e tomar um banho revigorante. Ou até simplesmente só sentar no topo da primeira queda e apreciar a paisagem. Seja qual for a opção escolhida, dará a sensação de que valeu a pena ir até lá.

Cachoeira do Peri

A queda de água tem cerca de 3 metros de altura. Tem uma pedra grande, na qual muitos subiram para pular na água. O ponto alto da Cachoeira do Peri é um enorme paredão com outra cachoeira no final.

Passamos algum tempo apreciando a beleza do lugar e, após nos refrescarmos em uma das piscinas naturais, tomamos o caminho de volta, sempre observando a natureza que contorna o percurso. Chamou atenção de todos uma árvore que caiu sobre o leito do rio, transformando-se em uma ponte natural.

Cachoeira do Peri

Considerando que o caminho tende a ser alagado em algumas épocas, bem como há travessias por riacho, aconselha-se ir com tênis a prova de água ou impermeável.

O melhor horário para fazer a trilha é pela parte da manhã, por ser de temperaturas mais amenas e, caso resolvam passar mais tempo curtindo a cachoeira, terá tempo suficiente para o retorno.

Vale lembrar que o parque tem horário de funcionamento e não é permitido acampar.

Trilha Costa da Lagoa

Após pesquisas na internet e conversa com moradores da ilha de Florianópolis, resolvemos fazer a trilha da Costa da Lagoa, chamada por alguns de trilha do Canto dos Araçás.

Seguimos de carro até o Canto dos Araçás e a partir do ponto 3 seguimos a pé. Pode-se ir de carro até o ponto 4, no entanto as ruas são estreitas, o que dificulta as manobras dos veículos e não há local para estacionamento. Vale esclarecer que “os pontos” referem-se aos trapiches   em que se pode pegar os barcos para deslocamento ao longo da costa da lagoa e vai até os Ratones (ponto 23).

A partir do ponto 4 o acesso somente é possível por trilha ou barco. O trajeto tem pouco declive e aclive, sendo predominantemente plano e bem marcado, podendo ser classificado como de nível fácil.

Durante o percurso passamos por várias vilas, algumas construções antigas, engenhos, restaurantes com comida típica à base de peixes e frutos do mar, lojinhas com souvenirs. O visitante que percorrer toda a costa da lagoa passará por sete vilas (Vila Verde, Praia Seca, Praia da Areia, Baixada, Centrinho, Praia do Sul e Saquinho).

Costa da Lagoa

A Costa da Lagoa ainda preserva a cultura dos seus primeiros colonizadores. Essa região foi tombada pelo município como área de preservação cultural. No lugar há um núcleo de pescadores e rendeiras que ainda vivem como nos antepassados. O que nos chamou bastante atenção foi o fato de que os moradores locais não possuem veículos automotivos, não vimos nem motocicletas. Os deslocamentos são feitos mediante utilização do transporte lacustre, que passa de hora em hora nos 23 pontos existentes na costa da Lagoa da Conceição.

Logo no início da trilha, próximo a uma residência, avistamos uma Cobra Jaracaca, com cerca de 1 metro de comprimento, que estava no meio da trilha, mas, ao perceber nossa proximidade, retornou para sua toca embaixo de uma pedra. Sempre temos cuidado e atenção nas trilhas, mas encontrar esse animal peçonhento serviu de alerta.

Costa da Lagoa

O caminho está cercado pela mata atlântica, com presença de uma rica flora e fauna. Um residente de uma das vilas, que cruzou por nós, disse ser bem frequente avistar macacos-prego, principalmente nos bambus, visto que se alimentam dos brotos dessa espécie de planta. Tínhamos esperança de conseguir vê-los, porém, somente ouvimos os sons de seus deslocamentos no alto dos bambuzais, sem conseguir enxergá-los.

Seguimos pela trilha, apreciando a paisagem e construções do local. Chegamos a um sobrado que foi construído pelos escravos em 1780, com óleo de baleia, barro e pedra. O casarão pertencia a Dona Loquinha, que faleceu há quase 30 anos. Atualmente está fechado e abandonado.

Costa da Lagoa

Logo após admirar esse imóvel que se tornou patrimônio história da Costa da Lagoa, levamos um susto ao nos depararmos com uma Cobra Caninana com cerca de 2 metros de comprimento e 10 centímetros de espessura na parte mais grossa. Essa cobra assusta mais pelo seu tamanho do que pelo perigo. Trata-se de uma serpente que pode atingir cerca de 2,5 metros de comprimento, é bastante rápida e ágil, mas não é peçonhenta. Alimenta-se principalmente de roedores e pequenas cobras. A caninana estava cruzando a trilha, mas ao perceber nossa presença, fez a volta e retornou para sua toca. Aguardamos uns instantes e seguimos em diante.

Costa da Lagoa

A partir de agora, a atenção foi redobrada, pois já havíamos encontrado duas cobras, e não demorou muito tempo para avistar um filhote de coral vermelha que se deslocava entre a vegetação ao lado da trilha. Não sabemos se era verdadeira ou falsa.

Durante o trajeto constatou-se uma flora preservada e, em vários pontos, é possível ter uma bela vista da Lagoa da Conceição. Num dos povoados, paramos para conversar com um senhor para informar sobre as cobras encontradas no decorrer do caminho. O morador local nos disse elas são encontradas com frequência, mas que não lembra de acidentes com tais animais, destacando que mora no local há mais de 10 anos.

Costa da Lagoa

Nosso destino final foi a cachoeira que se localiza próxima ao ponto 16. Uns 50 metros antes de chegar na cachoeira avistamos um filhote de Caninana que estava entrando debaixo de uma pedra. Era a quarta cobra avistada durante o dia.

A queda de água possui cerca de 8 metros de altura e a água cristalina e gelada refresca os visitantes nos dias quentes. Em época de pouca chuva a cachoeira fica com pouca água. Na parte inferior há uma piscina natural, aproveitada por muitos para os banhos.

Costa da Lagoa

Quando chegamos na cachoeira, havia cerca de 15 pessoas no local, que acreditamos terem vindo de barco, pois não avistamos ninguém fazendo a trilha, além de moradores locais e dois ciclistas argentinos. Resolvemos subir pelas pedras da cachoeira a fim de encontrar um lugar para descansar e fazer um lanche.

Subimos até chegar na base da queda de água, sempre com cuidado ao pisar nas pedras secas, pois as molhadas estavam muito lisas. Um nativo nos disse que são frequentes os acidentes com pessoas que sobem pelas pedras. No local há vários avisos pedindo atenção com as pedras escorregadias.

Chegando ao local escolhido para o descanso, fizemos nosso lanche e aproveitamos para admirar o lugar. Ali perto tinha uma pequena piscina natural que foi designada para o banho. A água não estava muito gelada e a imersão na água foi energizante.

Costa da Lagoa

Costa da Lagoa

Embora os alertas para tomar cuidado para não escorregar tenham sido intensos, presenciamos uma mulher descendo escorregando pelas pedras até determinado ponto, em que consegui segurá-la pelo braço. Presenciamos várias pessoas se arriscando ao subirem pela rocha da cachoeira molhada.

Após registros fotográficos e renovação das nossas energias nesse lugar maravilhoso, com uma água limpa e refrescante, resolvemos pegar o caminho de volta.

Costa da Lagoa

A ideia inicial era voltar pela mesma trilha, mas como havíamos encontrado 4 cobras e não queríamos ariscar encontrar mais algumas,  resolvemos retornar de barco. Seguimos alguns metros até o ponto 17, onde aguardamos no trapiche a chegada da embarcação.

Costa da Lagoa

Nossa viagem de barco durou cerca de 30 minutos e o desembarque foi no ponto 3, onde tínhamos deixado o carro. Essas embarcações fazem o transporte diário de passageiros a um custo de R$ 11,00 por pessoa.

Para os aventureiros que pretendem fazer essa trilha vale lembrar que devem fazer uso de bota ou tênis, sendo aconselhável usar calça e tomar muito cuidado com os animais peçonhentos presentes no local. Importante usar protetor solar, repelente, boné, bem como levar água, pois a trilha tem aproximadamente 7,5km, com duração de 3h30min e nem sempre tem local para comprar algo. E não se esqueça do traje de banho para no final banhar-se na cachoeira. É uma trilha que, com certeza, vale a pena fazer.

Costa da Lagoa

Carnaventura, um carnaval nas alturas!

Carnaventura, um carnaval nas alturas!

Enquanto todos se preparavam para pular o carnaval nas cidades ou curtir na praia, resolvi apostar em algo diferente, o primeiro Carnaventura em Vespasiano Corrêa-RS, um evento de 4 dias (25/02 a 28/02) muito bem organizado pela empresa V13 Adventure. A proposta era clara, realizar um rapel por dia na linda e enigmática região da Ferrovia do Trigo/RS, com direito a gargalhadas, muita adrenalina e claro fazer novas amigos.

1° dia:

Conhecemos a cachoeira Rasga Diabo “simplesmente um monumento” esculpida pela natureza com  136 metros de altura e grande volume de água, uma das mais belas cachoeiras da serra gaúcha.  Depois do rapel nos dirigimos ao camping Paraíso Tropical, que além de uma ótima estrutura tem pessoas muito atenciosas que servem um café da manhã colonial para “nona” nenhuma colocar defeito. kkk

Carnaventura

2° dia:

Talvez o dia mais esperado para a maioria, a descida no mais alto viaduto das Américas e o 3° mais alto do mundo com seus 143 metros, adrenalina, emoção e admito um pouco de medo se misturavam com a satisfação de realizar um sonho que era conhecer aquele gigante.

Carnaventura

3° dia:

Foi a vez de realizar o rapel em um lugar bem inusitado, em uma caverna subterrânea abaixo da ferrovia do trigo que tem um nome nada convidativo “Garganta do Diabo”. De feio apenas o nome pois a pequena queda possui uma beleza exuberante acompanhada de um vento frio!!!

Carnaventura

4° dia:

A despedida foi marcada pelo rapel no conhecido viaduto “Mula Preta” de 98 metros de altura, a descida nesse lugar foi gratificante, não sei se pela soma daqueles 4 dias incríveis que passei rodeado de pessoas maravilhosas ou pelo lindo verde da mata que me esperava logo a baixo, melhor ficar com as duas opções!!!

Carnaventura

Foi sem dúvidas o carnaval mais louco e desafiador que já passei foram dias maravilhosos que ficarão na memória por muitos e muitos carnavais.

Cascatas e cachoeiras na Ferrovia do Trigo

Cachoeiras na Ferrovia do Trigo

Você já deve ter ouvido falar da Ferrovia do Trigo, localizada entre as cidades de Guaporé e Muçum/RS – Brasil. Um lugar com dezenas de viadutos gigantescos e túneis imensos, cercado por uma mata nativa completamente exuberante e cheia de vida.

O que venho relatar aqui nesta postagem é algo que talvez você não saiba ou nunca tenha ouvido falar.

Entre os vales e morros dessa ferrovia existem algumas cachoeiras, cascatas e rios que escorrem entre as matas. Mais precisamente junto ao maior viaduto ferroviário das Américas, o famoso Viaduto 13 (Viaduto do Exército).

Se você estiver na parte de baixo deste viaduto, as alternativas de banho de rio, cascatas e cachoeiras são inúmeras, junto ao Camping Paraíso Tropical existem três alternativas de passeio.

Primeira alternativa é banhar-se no rio ao lado do camping, em dias de calor recomendo muito, se caso você estiver com a sua família e amigos é um bom lugar para relaxar sem se desprender da vista maravilhosa do gigante das Américas.

Cachoeiras na Ferrovia

 

A segunda opção também está dentro da área do Camping Paraíso Tropical, mas está um pouco mais ao fundo, ali a uma pequena cascata com aproximadamente 4 metros de altura, um ótimo local para nadar, além disso é possível se jogar do alto da cascata e curtir do melhor jeito que quiser.

Cachoeiras na Ferrovia

 

Já a terceira alternativa é o Salto do Lambari, uma cachoeira com aproximadamente 60 metros de altura, com três quedas, onde que em cada queda forma-se um poço para tomar banho, um lugar simplesmente encantador, relaxante e tranquilo.

Chegamos ali com o a ajuda do instrutor e aventureiro Diego Bagnara, uns dos proprietários da V13 Adventure, empresa operadora de rapel no maior viaduto das Américas.

A trilha que leva até a base dessa cachoeira começa dentro da propriedade do Camping Paraíso Tropical, é uma trilha sem grandes obstáculos, antigamente essa passagem era usada como estrada para levar as pedras que não eram usadas na construção da ferrovia. Seguindo por essa antiga estrada, que hoje já pode ser chamada de trilha, pois a mata ali cresceu novamente e tomou conta do local.

Não recomendo fazer essa trilha sozinho, pois em algumas partes dessa trilha há bifurcações e se não tiver com um bom guia é bem possível se perder. Para melhor aproveitar essa aventura, agende sua visita com a empresa V13 Adventure, ela terá o prazer de levar você conhecer esse lugar ainda intocado, totalmente desconhecido pela maioria das pessoas com segurança e profissionalismo.

Cachoeiras na Ferrovia

 

Cascata do Maringá em Vila Maria

Apresento a vocês a Cascata do Maringá, destino maravilhoso para relaxar, acampar e aproveitar um fim de semana em família junto a natureza exuberante do interior do Rio Grande do Sul – Brasil.

A cidade de Vila Maria está localizada na Encosta Superior do Nordeste, na região da Produção, à 260 quilômetros de Porto Alegre. Possui altitude média de 580 metros acima do nível do mar. Faz divisa com os municípios de: Marau, Camargo, Nova Alvorada, Montauri, Casca e Santo Antônio do Palma.

Vila Maria resguarda em seu interior belezas naturais deslumbrantes, como a Cascata do Maringá, Monte Di Vedana, Cascata do Porongo, Refúgio Ecológico Colônia Paraíso e muitos outros atrativos que vão fazer você querer voltar lá para visitá-los. Acesse o site da prefeitura de Vila Maria para saber mais.

Neste post vou falar sobre a Cascata do Maringá, com 54 metros de altura é um local propício para a pratica do rapel, antigamente no local existia estruturas para acolher os turistas, que procuravam este tipo de esporte, hoje em dia não é mais possível. A empresa que operava o rapel e cuidava do local, cancelou os trabalhos na Cascata do Maringá.
Cascata do Maringá
Hoje em dia o local está aberto a visitação e contemplação, quem mantém o ponto turístico é a Prefeitura de Vila Maria/RS.

A Cascata do Maringá encontra-se dentro de uma área de Preservação Municipal, onde ali podemos encontrar uma usina geradora de energia construída em 1947, ainda em funcionamento.

Se você procura um local sossegado para tomar um banho de cascata, fazer um churrasco em família ou com seus amigos e ainda fazer umas trilhas divertidas, então você precisa conhecer este lugar.

As trilhas levam até a parte de cima da queda, o trajeto é um pouco extenso, a única dificuldade é a subida íngreme, tomar cuidado com o grande número de pedras soltas existente durante o caminho. Na parte de cima da queda de água, tem outras cachoeiras menores e uma piscina natural, vale muito a pena o passeio.

Cascata do Maringá

Estrutura:

Junto a Cascata do Maringá existe a opção de realizar um acampamento selvagem, este é gratuito, mas é necessário pedir autorização para a Prefeitura de Vila Maria/RS, no local existem algumas estruturas, mas estas estão em estado precário, os banheiros não possuem luz e muito menos chuveiros, a unica opção de banho é um cano pendurado na parede que saí água fria. No local também não existe pontos de água potável, você terá que levar toda a água necessária para passar o dia ou o fim de semana.

Cascata do Maringá
Em relação ao solo, este é bem pedregoso e ruim de colocar os espeques da barraca. Neste caso recomendo levar uma barraca que seja auto-portante (fica armada sem a necessidade de espeques).

Quando estava montando a barraca me arrependi de ter levado a barraca Azteq Nepal, pois não é auto-portante, consegui depois de muito esforço colocar os espeques cerca de 10 cm no solo.
Conclusões finais:

O local é lindo e exuberante, perfeito para pessoas que gostam de boas aventuras, caso você queira visitar o local, esteja munido de roupas para trilhas e para banhos de rio, água potável, repelente, protetor solar e calçados adequados. Caso você for fazer as trilhas, recomendo usar calçado fechado e calça comprida, isso irá lhe ajudar a se proteger dos mosquitos ou de qualquer outro animal que esteja no trajeto, lembrando que no verão é muito fácil cruzar com aranhas caranguejeiras e cobras, fique atento.

Se você gosta de encarar desafios e grandes aventuras, praticar o rapel será uma ótima ideia, no local não há operadores de turismo de aventura, mas você pode contatar com a empresa Outdoor Rapel, montar um grupo e se divertir nos 54 metros da Cascata do Maringá, existe duas possibilidades de descida, uma delas é pelo meio da cascata junto a queda de água e a outra pela parede do lado esquerdo.

Cascata do Maringá

Cascata do Maringá

Cascata do Maringá

Grutão dos Índios na Serra Gaúcha

O Grutão dos Índios é um ponto turístico em meio a região da serra gaúcha, ainda pouco explorado pela maioria das pessoas. O local é perfeito para quem gosta de relaxar, acampar ou até mesmo passar um fim de semana em família, no local também pode ser realizado atividades de rapel.

O ponto Turístico está localizado dentro de uma propriedade particular, o proprietário costuma cobrar uma taxa irrisória para as pessoas passarem o dia e acamparem. O local não possui infraestrutura para camping, por isso para as pessoas que querem praticar o campismo no local devem ficar atentas, pois não há estrutura, assim é considerada como camping selvagem. Embora localizada dentro de uma propriedade, cabe aqui mencionar que você terá que levar todos os seus pertences, equipamentos e alimentos.

Grutão dos Índios

Trilha de acesso ao  Grutão dos Índios:

O acesso ao Grutão dos Índios é realizado através de uma pequena trilha, cujo trajeto é um pouco íngreme e com pedras soltas pelo caminho, não recomendamos realizar a trilha sem o uso de calçados apropriados.

Na parte inferior do Grutão dos Índios tem uma cascata com aproximadamente 20 metros, um poço para banho e um pequeno espaço religioso, neste local os antigos índios bugres faziam suas cerimonias.

Para pessoas que gostam de fotografia de paisagens é um excelente local para aperfeiçoar as técnicas fotográficas de longa exposição, veja a imagem abaixo:

Grutão dos Índios

Curiosidades:

O local já foi palco da 2ª Etapa do Campeonato Gaúcho de Corrida de Aventura de 2016, onde mais de 100 competidores desafiaram seus limites físicos para atingir seus objetivos na Corrida de Aventura. A prova foi dividida em 6 modalidades: orientação, corrida, canyoning, rapel, mountain bike e boia cross. Leia mais.

Grutão dos Índios

 

Como chegar:

O Grutão dos Índios fica a 7,5 quilômetros do centro de Santa Lúcia do Piaí, distrito pertencente à Caxias do Sul/RS. Para quem parte de Caxias do Sul via Bairro Cruzeiro são 19 quilômetros, passando por São Luis da 6ª Légua.

Para entender melhor veja o mapa abaixo ou clique aqui.

Cânion Josafaz um lugar inóspito!

Tudo começou por convite de um velho amigo, integrante do Grupo de Escoteiros Almirante José de Araujo Filho – Garibaldi/RS, para fazer um trekking de aproximadamente 25 quilômetros pelo maior cânion da região dos Aparados da Serra, conhecido pelo nome Cânion Josafaz, possui 16 quilômetros de extensão e está além dos limites do Parque Nacional dos Aparados, localizado à cerca de 68 quilômetros da cidade de Cambará do Sul, pertencendo ao município de São Francisco de Paula/RS – Brasil.

A aventura foi realizada em conjunto com outros grupos escoteiros, assim promovendo maior integração entre os jovens da faixa etária de 15 a 18 anos, estes pertencentes ao Ramo: Sênior/Guia.

Saímos da cidade de Garibaldi/RS, por volta de 1:00 hora da manhã do dia 29/10/2016, com destino a São Francisco de Paula/RS e chegamos ao destino por volta das 6:00 horas da manhã. Nessa aventura estavam presentes 38 pessoas no total, incluindo o guia que foi contratado para acompanhar o trekking.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Após tomar um café da manhã especial no pé do cânion, era hora de começar a caminhada. Seriam aproximadamente 1.000 metros de altimetria acumulada, trilhando os caminhos por estradas antigas e trilhas construídas pelos antigos povos tropeiros. Estava eu com minha mochila cargueira pesando aproximadamente 13,6 kg, carregando tudo que era necessário para uma boa aventura. Na mochila havia colocado todos os equipamentos de camping, tais como: barraca, saco de dormir, isolante térmico, roupas extras, roupas para frio e ainda alguns alimentos.

Conforme subíamos avançando pela estrada, o cenário fazia nossos olhos brilharem. Muita vezes, em ocasiões como essa, podemos caminhar longos caminhos, mas é preciso seguir com calma para apreciar tudo que existe a nossa volta.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Na metade do trajeto, passamos por lindas cachoeiras totalmente despoluídas, isso é raro hoje em dia. Nelas sempre completávamos nossos cantis de água, seguindo uma das grandes lições que aprendi no Movimento Escoteiro durante os 14 anos que participei ativamente, de que nunca devemos tomar toda a água que carregamos até que encontremos uma fonte segura para reabastecer de água. Nessas cachoeiras e rios que corriam pelo caminho onde passávamos não tínhamos certeza se a água era potável ou não, na dúvida colocávamos pastilhas de cloro, que tem a função de matar as bactérias que possam existir na água.

Depois de aproximadamente 5 horas de caminhada morro a cima, chegamos ao topo do Cânion Josafaz. Efetuamos o reconhecimento do local a procura do melhor local para armar o acampamento. O clima nessa região é muito instável, uma hora tem um sol escaldante e em poucos momentos já está nublado. Na parte de cima do cânion existem alguns locais de banhados cobertos por vegetação do tipo Turfeiras, em outras existem longos campos de capim e alguns trechos de mata nativa. Para evitar maus bocados durante a noite, escolhemos uma clareira em meio a dois pedaços de mata nativa, assim caso ventasse durante a noite, estaríamos protegidos.

Depois de montado todo o acampamento e preparado o almoço, já alimentados e refeitos do cansaço, era hora  explorar a parte de cima deste cânion. A ideia era ir até o vértice do Josafaz, uma caminhada estafante, subindo e descendo morro através das estradas e trilhas que ali se formaram com as explorações dos veículos 4×4. O cenário é de tirar o folego, uma mistura única de campos e matas, cercado por rios totalmente despoluídos. A caminhada com aproximadamente 6 quilômetros de extensão tornava-se um pouco cansativa em razão do sol forte, porém em muitos momentos da caminhada era necessário colocar os casacos, daí passava-se uns 15 min e  nos obrigávamos a tirar os casacos, pois como disse anteriormente, o clima na região é muito instável.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Após algumas horas caminhando chegamos ao ponto culminante do nosso trekking no Vértice do Cânion Josafaz, ali a visão é incrivelmente linda, possui uma cachoeira que acredito ter mais de 200 metros e é dividida em duas partes. O Cânion Josafaz é ainda pouco explorado, um lugar inóspito, mas de extrema beleza e grandiosidade, com vasta mata atlântica em seu interior. Este local é perfeito para descansar, meditar e refrescar os pés na água cristalina que corre pelo rio.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Permanecemos ali durante algum tempo apreciando aquela beleza incrível, conversando e tirando algumas fotos. Momentos após, era hora de voltar para o acampamento e descansar um pouco. Durante a volta escolhemos cortar caminho, pois olhando de longe víamos uma linha reta, parecia ser fácil se não fosse pelos banhados! Encaramos o desafio e seguimos em frente, e por incrível que pareça, não encharquei as botas e o caminho de volta foi bem mais rápido em relação ao da ida, o que garantiu a nossa chegada antes do entardecer.

Já no acampamento preparamos uma fogueira para assar alguns quilos de carne, fizemos um belo churrasco à moda antiga e batatas doces enroladas em papel alumínio jogadas na brasa. Não sei se era a fome que tínhamos ou o que, mas o gosto daquele churrasco, para mim, era o melhor que já havia comido. Depois do belo jantar realizou-se a cerimônia de Fogo de Conselho, cerimônia muito conhecida e praticada pelo  Movimento Escoteiro, pois ali é o lugar onde podemos sentar para ouvir histórias, relatos incríveis das pessoas  presentes sobre suas aventuras durante o dia. Esta cerimônia é realizada sempre na última noite de acampamento e é encerrada com a Canção da Despedida. Após a cerimônia de Fogo de Conselho, fomos todos deitar, precisávamos descansar e recompor as energias para o dia seguinte.

Na manhã seguinte depois do café da manhã, chegou a hora de desmanchar o acampamento, organizar os equipamentos e aprontar as mochilas, e retornar até o pé do cânion.

Na descida, senti muito mais o peso da minha mochila, pois ao descer além do nosso próprio peso corporal, temos ainda a mochila cargueira nas costas, todo esse peso fica apoiado sobre os joelhos, tornozelos e pés. Por isso, toda a descida foi realizada devagar, com o devido cuidado para não cair, pois nas trilhas dos antigos tropeiros tem inúmeras pedras soltas e é muito íngreme também, então todo o cuidado é necessário para voltar bem para casa.

Veja todas as fotos dessa incrível aventura, clique aqui.

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Cânion Josafaz um lugar inóspito

Se você gostou do relato do trekking no Cânion Josafaz, deixe um comentário abaixo. Veja também o relato da Trilha no Cânion da Pedra clicando aqui.