Praia de Naufragados

Há um bom tempo essa travessia de trekking na Praia de Naufragados estava em meus planos,  por falta de meios, de companhia ou tempo ficava adiando a exploração dessa praia, localizada no extremo sul da Ilha de Florianópolis/SC.

Em conversas com alguns amigos decidimos que iríamos fazer essa aventura nos dias 3 e 4 de Março de 2018, mas tínhamos alguns empecílios em relação a trilha.

A grande maioria das pessoas fazem essa trilha começando pela costa oste da ilha de Florianópolis, saindo de Caieira até a Praia de Naufragados, este é um caminho de trilhas abertas, bem sinalizadas, com aproximadamente 50 minutos de duração. Ao meu ver essa caminhada seria muito fácil, nosso grupo de amigos queria algo mais desafiador. Pensando assim, sabíamos que havia uma trilha antiga que começava na Praia da Solidão, passava pela Praia do Saquinho e chegava na Praia de Naufragados, com aproximadamente 10 quilômetros de extensão.

Então resolvemos buscar mais informações sobre essa trilha, conversamos com moradores locais, amigos/conhecidos do mundo virtual e todos diziam que essa trilha existia de fato, mas não sabiam se ela se encontrava aberta/transitável.

O segundo passo da busca de informações era procurar mapas, trilhas que pudessem ser anexadas no GPS de trilha, para que assim conseguíssemos seguir, sem que ficássemos perdidos pelo caminho.

Encontramos um mapa muito bom no site Wikiloc, que mostrava o início da trilha em Açores até Naufragados, e retornava pelo lado oeste da ilha passando pela Caieira e cruzando do oeste para o leste até o fim do caminho na Praia da Solidão. Abaixo o mapa dessa trilha:

Praia de Naufragados

Altimetria de Naufragados
Distância percorrida: 13 km; Acúmulo de subida: 841 m; Acúmulo de descida: 870 m.

No dia 3 de Março as 10 h 10 min  da manhã iniciamos a trilha, seguindo usando um aparelho GPS Garmim eTrax 20, o início da trilha é tranquila, construída de concreto sem obstáculos, algumas subidas e descidas, seguindo assim até a praia do Saquinho, dali em diante seguimos a trilha propriamente dita, essa estava em boas condições, em alguns pontos a mata fechava quase por completa, mas sem grandes dificuldades, não precisamos nem ao menos retirar o facão da mochila. A trilha segue praticamente toda por dentro da mata nativa e em pequenas partes é possível visualizar a costa e o mar.

Praia de Naufragados

Praia de Naufragados

Praia de Naufragados

Durante a trilha, conversávamos sobre essa praia. Como seria incrível acampar por ali, praia deserta, apenas nós e a natureza. Enfim depois de algumas horas de trilhas, cruzando córregos, subindo e descendo morros chegamos na orla de Naufragados.

A primeira impressão não foi das melhores

A praia estava tomada por banhistas, pessoas que chegavam ali de todos os lados, uns vinham através de embarcações, outros pela trilha que começa na Caieira, uma praia que tinha tudo para ser linda e preservada, estava tomada por pessoas, ouvindo músicas em alto som, bebendo, fazendo algazarras e deixando lixo em tudo que é canto da praia. Chegar e ver tudo aquilo acontecendo na frente de meus olhos foi muito triste.

Conforme caminhávamos pela areia, chegando no rio que desaguá na Praia de Naufragados, mais pessoas estavam a banhar-se no rio, nas margens mais lixos jogados ali. Acredito que estavam na praia/rio aproximadamente mais de 200 pessoas.

Isso gera uma degradação do local muito intensa, os órgãos públicos deveriam tomar precauções para combater esse tipo de atrocidades feitas na natureza.

Olhávamos para as nuvens que vinham a nosso encontro e parecia que estava prestes a ter um temporal, logo seguimos pelas margens do rio, procurando um lugar seguro para montar o acampamento, o local escolhido foi em meio a vegetação de árvores perto do rio, em um pequeno espaço que cabiam não mais que 4 barracas.

Praia de Naufragados

Praia de Naufragados

Conforme as nuvens se aproximavam, os banhistas iam embora, deixando a praia cada vez menos ocupada, lá pelas 18 h já não havia mais que 20 pessoas na praia, armamos nosso acampamento e fomos tomar aquele banho de rio maravilhoso, a água estava morna e apenas ouvíamos o barulho do vento e alguns pássaros cantando.

Junto as nuvens de chuva o sol caia no horizonte lentamente, deixando apenas algumas cores refletidas nas águas do rio.

Praia de Naufragados

Depois do pôr do sol começou a cair uma chuva fraca, conforme ia passando o tempo a chuva ficou mais intensa, resolvemos então dar uma cochilada dentro da barraca. Passado cerca de uma hora, era hora de fazer o jantar. Após nos alimentarmos bem, a chuva começou novamente e fomos dormir.

Dia 4 de Março de 2018, levantamos cedo, por volta de 6:30 da manhã, preparamos o café da manhã, desmontamos o acampamento, organizamos as nossas mochilas e começamos a nossa trilha de volta à civilização.

O caminho que iríamos percorrer seriam de aproximadamente de 10 quilômetros, a trilha indicava para o lado direito da Praia de Naufragados. Este caminho leva até o farol e ao porto.

Praia de Naufragados

À primeira vista, o farol de Naufragados se encontra totalmente abandonado, a placa que contém informações sobre o farol encontra-se inteiramente degradada. Fiquei chateado ao encontrar todo esse descaso com um ponto turístico tão importante do estado de Santa Catarina/Brasil.

Praia de Naufragados

Seguimos em direção à Praia da Caieira, onde de lá iríamos procurar uma antiga trilha que faz a travessia do lado oste para o leste, assim terminando o trekking na Praia do Saquinho.

Ao chegarmos na Caieira, o clima estava chuvoso, aos poucos a chuva ia aumentando cada vez mais, tentamos encontrar a trilha, mas sem sucesso, resolvemos então conversar com os moradores locais, para saber se alguém sabia a respeito dessa trilha. Conversando com um ou outro morador, encontramos o proprietário das terras que dava acesso ao começo dessa trilha antiga, ele nos disse que a trilha existia mesmo, mas há muito tempo ninguém passava por lá, certamente estaria totalmente fechada pelo mato.

Nos reunimos e resolvemos abortar o restante da caminhada, logo encontramos uma parada de ônibus, pegamos o ônibus urbano com sentido ao Terminal Rodoviário TIRIO Tavares e depois pegamos outro ônibus até a praia de Açores, que fica ao lado da Praia da Solidão. A passagem custou R$ 4,20 por pessoa, sendo que pagamos 1 passagem apenas por pessoa para ir até o terminal e de lá pegamos outro ônibus até Açores sem pagar nada a mais, isto é. Caso você não saia do terminal rodoviário, é possível ir do norte até o sul da ilha de Florianópolis pagando apenas uma passagem de ônibus.

Praia de Naufragados

Praia do Gravatá

No leste da ilha de Florianópolis, em meio às movimentadas praias de Joaquina e Mole, há uma praia paradisíaca chamada Gravatá. Essa praia é totalmente preservada e pouco movimentada, pois o acesso se dá somente por trilha.

Considerando que na SC-406 não há local para estacionamento, deixamos o carro na Lagoa da Conceição e seguimos por uma trilha ao lado direito do Bar do Boni. Seguimos por esse caminho, que tem uma subida bem íngreme, até chegar à rodovia. Esse trajeto é concretado e passa por moradias locais.

Após atravessar a SC, iniciamos a trilha para a praia do Gravatá. Os primeiros metros, em torno de 40, são de subida acentuada e piso de concreto, mas logo em seguida segue-se por uma trilha de terra. Logo no início da trilha conversamos com uma moradora que disse ser bem comum encontrar cobras da espécie coral, motivo pelo qual é prudente fazer o trajeto usando calçados fechados.

A trilha é bem aberta e de nível fácil, cercada pela vegetação local. O  nome da praia se dá por causa da planta gravatá que está por toda parte e consiste numa espécie de bromélia, com folhas fibrosas e com espinhos.

Seguindo pelo caminho, logo em seguida, do lado esquerdo, há a Rampa Praia Mole, uma área utilizada pelos praticantes de parapente e asa-delta. O local proporciona uma bela vista da praia Mole e praia da Galheta. Aproveitamos para fazer uma parada para beber água e admirar a paisagem.

Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch
Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch

Muitos moradores de Santa Catarina não conhecem essa bela praia, nem imaginam a beleza que está tão próxima a eles. Seguimos pela trilha e após alguns minutos, pudemos visualizar a primeira imagem dessa praia encantadora que contracenava com o céu azul. A primeira coisa que veio em mente: “encontramos o paraíso”.

Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch
Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch

A praia tem uma pequena extensão de areia, aproximadamente 60 metros. O mar tem uma coloração esverdeada e ondas calmas. Há uma casinha de madeira pertencente aos pescadores da região e que estava fechada durante o tempo que estivemos lá.

Banhar-se nas águas cristalinas proporciona uma sensação de refrescância, de estímulo e renovação, algo energizante. São inúmeros os peixinhos que se pode ver nas águas claras e quentes desse pequeno refúgio. Com certeza podemos chamar o local de “caribe brasileiro”.

Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch

Segundo os biólogos, ao nascer do sol é possível avistar lontras na praia, que são carnívoros que comem basicamente peixes.

Após um banho de mar relaxante e um breve descanso para apreciar a beleza do lugar, seguimos em frente. A trilha segue até o costão da ponta do gravatá. O trajeto continua fácil e ao chegar na ponta do gravatá, tem-se  uma vista da praia da Joaquina. Há uma grande pedra no alto que exige um certo exercício de escalada.

Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch
Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch
Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch

No caminho de volta, quase no final da trilha, encontramos um pequeno lagarto que, ao nos avistar, escondeu-se no meio da vegetação da mata atlântica. Ficamos alguns minutos aguardando ele voltar para a trilha,  para fazermos um registro fotográfico, mas provavelmente só saiu do esconderijo quando nos afastamos.

Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch

O percurso da trilha dura cerca de 30 minutos. Como não há infraestrutura no local, aconselha-se levar água e lanche. Vale muito a pena caminhar alguns metros para passar um tempo desfrutando dessa maravilha da natureza e dessa praia quase intocada.

Como chegar: Abaixo você vê o mapa dessa trilha, caso queira segui-la com seu celular será necessário baixar o aplicativo Wikiloc e adquirir um plano mensal ou anual para ter total autonomia de seguir essa trilha e muitas outras.

Mapa da Trilha

Powered by Wikiloc

Perito Moreno

Nossa viagem a Pantagônia não poderia deixar de incluir uma visita à cidade de El Calafate, onde se situa o famoso glaciar argentino, o Perito Moreno.

Antes de pousar em El Calafate, da janela do avião, víamos uma região desértica, com extensos tapetes vegetais de arbustos baixos, e não tínhamos ideia da beleza que se encontrava escondida nessa pequena cidade.

Perito Moreno

O Perito Moreno possui 5 quilômetros de largura e cerca de 60 metros de altura e é considerado uma das mais importantes reservas de água doce do mundo, sendo, inclusive, já chamado de “oitava maravilha do mundo”.

O glaciar está dentro do Parque Nacional do Glaciares, o qual possui 726.927 hectares e fica distante cerca de 80 km da cidade de El Calafate. A região toda encanta pela beleza dos bosques e montanhas presentes nos arredores.

Há, basicamente, três formas de conhecer o Perito Moreno:

  • da forma tradicional, ingressando no Parque e percorrendo pelas passarelas e mirantes, para visualizar a geleira bem de perto;
  • Safari Náutico, que consiste em navegação pelo Lago Rico a bordo de um barco, que chega bem próximo ao glaciar, onde se pode desfrutar de uma vista de baixo para cima e ter uma ideia da dimensão dessa geleira;
  • mini trekking, que consiste em caminhar diretamente na geleira.

Na cidade há várias agências de turismo que vendem os passeios, disponibilizando veículos que buscam no hotel, com acompanhamento de guia, que presta ao turista informações sobre os pontos turísticos. É possível fazer os passeios durante todo o ano, dependendo do clima que preferir.

Nosso passeio ao Perito Moreno já estava incluso no pacote de viagem que contratamos no Brasil, tanto o passeio de barco como a entrada no parque para percorrer pelas passarelas.

Caso não queira contratar uma agência de viagens, pode o turista ir por conta própria e comprar o ingresso de entrada no parque, cujos valores podem ser verificados no site. Os horários de funcionamento do parque também podem ser verificado no referido site.

A lotação contratada nos buscou no hotel bem cedinho para nos levar ao Glaciar Perito Moreno. Fizemos uma parada num mirante, de onde se pode ver a grandeza do glaciar, embora a vista fosse bem de longe. Nessa hora aumentava a ansiedade por embarcar no barco, que seria nossa primeira jornada.

Perito Moreno

Zarpamos em um barco confortável, com acomodações para todos permanecerem sentados na parte interna, fechado com vidro para proteger do vento. Esse passeio não exige esforço físico, dura cerca de uma hora e a recompensa é gratificante.

Mas ficar dentro do barco, observando sentado, não é para os aventureiros como nós, por isso ficamos na parte de cima e nas laterais da embarcação, de onde se conseguia ter uma visão melhor e sentir a emoção de estar tão perto da grandiosidade desse glaciar. Se tinha vento frio? Tinha, mas, quando se está num lugar encantador, nem o frio atrapalha!

Perito Moreno

À medida que o barco se aproxima da geleira, tem-se uma visão massiva do conjunto gigantesco dessa obra da natureza. Em vários pontos do lago flutuam blocos de gelo que se desprenderam.

Perito Moreno

Nos momentos de maior proximidade, fica bem visível que partes da geleira são de cor azul intenso, sendo que atingem essa tonalidade por serem compostas por um gelo mais compacto, sem bolhas de ar. A incidência dos raios solares deixa esse azul radiante.

Perito Moreno

Foram bons momentos navegando em frente ao glacial, sentindo uma sensação de paz e uma energia inexplicável. Foi uma experiência estonteante.

Após, seguimos para a próxima parada, onde a van nos deixou no estacionamento do parque para que seguíssemos em direção às passarelas. Logo na entrada do parque, há um painel que mostra os circuitos de passarelas, sendo cada um deles demarcado por cor diferente, conforme os níveis de dificuldade. Parte das passarelas passa pela vegetação presente no local. Fizemos todos os circuitos em menos de uma hora e a cada novo degrau que subíamos ou descíamos usufruíamos de uma visão do glaciar de ângulos diferentes.

Perito Moreno

Perito Moreno

Perito Moreno

A parada para o lanche, que tínhamos comprado na entrada do parque, foi num dos mirantes que fica bem em frente à geleira, onde há bancos para os turistas descansarem e apreciarem o Perito Moreno. Fazer uma parada ali também é uma boa oportunidade para se ver os rompimentos de partes do glacial, motivo pelo qual o local é chamado de zona de ruptura.

A geleira represa o lago argentino em alguns pontos, o que faz com que a pressão sobre o gelo provoque túneis e desabamentos nas bordas da geleira. São blocos de gelo que se desprendem e despencam de uma altura de até 60 metros e caem nas águas do lago, proporcionando aos turistas um espetáculo magnífico.

De vez em quando, é possível ouvir um trincar seguido por um estrondo seco até se ouvir o barulho mais intenso como se fosse um trovão. Muitas pessoas ficam na passarela observando, atentas a qualquer barulho vindo do glaciar, na espera de poderem presenciar esse fenômeno incrível.

Tivemos a oportunidade de ver alguns desprendimentos da geleira, o que provoca um som surpreendente, tanto na queda como ao imergir na água e vir à tona. Para conseguir registrar esse momento é imprescindível que se esteja atento e preparado. Foi possível registrar um pequeno vídeo de um desses momentos espetaculares.

Assista o vídeo:

Seguindo pelas passarelas de volta à entrada do parque, há uma trilha que permite que se chegue até o Lago Argentino, com a cor azul esverdeado, que contracena com as montanhas cobertas de gelo que se pode ver ao fundo.

Perito Moreno

Perito MorenoPerito Moreno

Perito Moreno

Como citado anteriormente, existe também a possibilidade de se caminhar sobre a geleira, desde que seja com acompanhamento de guias autorizados e mediante uso de sapatos e roupas adequadas, mas infelizmente não pudemos realizar essa atividade porque precisaríamos de mais um dia na cidade.

Viajamos em outubro, mês de temperaturas amenas e pouca chuva, no entanto, sempre será bom estar preparado para temperaturas baixas. Não esqueça de colocar na mochila roupa térmica, fleece, corta-vento, gorro e luvas.

Vale lembrar que ao viajar para qualquer parte da patagônia, será preferível estar munido da moeda local ou dólares, pois são raros os lugares que aceitam a moeda brasileira.

Com certeza a Patagônia é um dos lugares mais fascinantes do mundo, e o Perito Moreno faz parte dessa maravilha.

Explore as estradas da Serra Catarinense

Entre as cidades de Bom Jardim da Serra e Lauro Müller, a rodovia SC-390 passa pela Serra do Rio do Rastro, que é um dos cartões-postais de Santa Catarina.

Essa bela estrada está dentro de uma área de preservação ambiental, tem 256 curvas e mais de 8km de extensão, a uma altitude de 1421 metros acima do nível do mar. No ponto de cima da serra há um mirante que proporciona ao visitante uma visão panorâmica, possibilitando vislumbrar a dimensão e as curvas da rodovia. Entre o mirante e o pé da serra são 705 metros de altura.

O mirante do topo da serra é parada obrigatória para quem quer se encantar com a vista dessa serra maravilhosa. No local há placas indicando que não se deve ultrapassar o muro para evitar acidentes como quedas do penhasco. Embora algumas pessoas subam no muro para ter uma vista melhor e efetuar registros fotográficos, isso não é indicado, pois uma vertigem pode ter consequências  desastrosas.

Serra Catarinense

Ao descer pela rodovia há vários outros mirantes que também proporcionam uma visão espetacular da bela paisagem; Tanto as paradas, como o próprio percurso devem ser feitos com cautela, devido ao fluxo dos veículos e curvas bem fechadas.

Serra Catarinense

No trajeto, além da vista deslumbrante, pode-se apreciar a cascata da Serra do Rio do Rastro, bem como uma fauna diversificada, sendo possível ver macacos, quatis, tamanduás, vacas e tatus. Vale destacar que no mirante do topo encontramos dois tamanduás bem sociáveis, porém não se deve alimentá-los pois são animais silvestres.

Serra Catarinense

Read more “Explore as estradas da Serra Catarinense”

Voluntariado pela África do Sul

Olá, somos um casal do Sul do Brasil que decidiu criar uma nova filosofia de vida, cair no mundo fazendo voluntariado, ajudando pessoas e várias causas e de bônus, conhecer o mundo.

Depois de muitos anos sonhando com essa possibilidade, decidimos que 2017 seria o ano de colocar em prática este ideal. Ainda no Brasil decidimos que iríamos dedicar 5 anos nesta jornada e assim dedicaríamos um ano em cada um dos 5 Continentes. Escolhemos o continente mãe para dar início, a África e por questões de logística, o país seria a África do Sul.

A idéia foi tomando forma conforme íamos conversando e decidindo o que fazer, o foco é ajudar qualquer instituição que realmente necessita de mão de obra, afinal, dinheiro já é algo que não nos pertence mais. Ajuda humanitária, ambiental, social, famílias, organizações, ou qualquer boa ação será contemplada.

Durante as nossas pesquisas, descobrimos que existe uma indústria por trás do voluntariado aqui na África e que essa indústria é voltada para o público europeu que tem 2 a 4 semanas de férias, escolar ou do trabalho, e que a maioria das ONGs cobram valores altíssimos por estadia, alimentação e a oportunidade de ajudar. Trabalhos maravilhosos são ofertados ao custo de U$50,00 em média, por dia por pessoa, mas se você quer trabalhar com tubarões brancos, por exemplo, esse custo chega a U$100,00.

Dentro da nossa realidade isso estava completamente fora de cogitação, ficamos um pouco chateados pois eram trabalhos que gostaríamos de fazer , mas a ideia é trocar estadia e alimentação por trabalho. Acabamos partindo para 3 ferramentas dentro desta filosofia, WWOOF (plataforma de fazendas com produção orgânica), HelpX (plataforma com um pouco de tudo, mas voltada para causas sociais) e o famoso Workaway (plataforma voltada para trabalhos em hotéis e hostels, ótimo para quem quer conhecer o mundo sem gastar muito). Dentro destas plataformas acabamos encontrando as NPO (Non-Profit Organization) e estas organizações trabalham da forma como gostaríamos e então, ficamos super felizes.

O primeiro projeto foi escolhido desta forma, o Amapondo Children’s Project, é um projeto que ajuda duas escolas na cidade de Port Saint Johns. Pronto, passagens compradas, primeiro projeto escolhido e com o aceite, era hora de se despedir e arrumar as malas.

Não sabíamos nada sobre essa cidade, só que era na região litorânea. Que surpresa agradável, a cidade é pequena e as praias são lindas, ficamos empolgados pois tudo corria bem. Nossa ajuda foi na pré escola de um dos vilarejos próximos a praia. Para saber mais sobre Voluntariado pela África do Sul e ver mais fotos, clique aqui.

Voluntariado

Voluntariado

Voluntariado

Voluntariado

Voluntariado

Voluntariado

Depois de um mês neste projeto era hora de partir para outro local, fomos convidados para ajudar na bio-construção de uma casa com blocos de feno e argila, o local foi a cidade de Baardskeerdersbos, 20 km de Gansbaai e 180 km de Cape Town. Neste local conseguimos aproveitar bem os dias de folga. Para saber sobre o Voluntariado pela África do Sul mais e ver mais fotos, clique aqui.

Nosso terceiro projeto, agora na área animal, ajudamos a cuidar de cavalos resgatados. Foi em uma cidade próxima a Cape Town, o que nos permitiu dar um pulinho por lá de vez enquanto. Para saber mais e ver mais fotos, clique aqui.

Como só recebemos três meses para ficar na África do Sul, é hora de ir embora… Passamos bons tempos por aqui, conhecemos pessoas maravilhosas, lindos projetos e nos identificamos com cada um de um modo diferente…

Sem datas a cumprir, sem prazos ou agenda, vamos definindo o próximo projeto e a próxima parada de acordo com as necessidades, livres, afinal o nome que demos a nossa nova vida é “Projeto Espírito Livre- Voluntários pelo Mundo”.

Conheça as trilhas da Terra do Fogo

Começamos o passeio pelo Parque Nacional Terra do Fogo no dia 17 de Outubro de 2017, nele pudemos contemplar alguns dos atrativos mais importantes do parque.

O Parque Nacional Terra do fogo possui uma área de aproximadamente 63.000 hectares e é banhado pelo Canal de Beagle, localiza-se a 12 quilômetros afastado da cidade de Ushuaia, sendo que apenas está disponível para uso público cerca de 3% de toda a área, nesta pequena parte que pudemos conhecer estão alguns dos atrativos mais importantes e belos do parque.

Atividades permitidas dentro do Parque Nacional Terra do Fogo:

Terra do Fogo

Dentro do parque está disponível quatro áreas de camping selvagem, sendo que em todos existem áreas já delimitadas para fazer a comida, é recomendável que você use seu fogareiro, caso não tenha esse equipamento, é possível fazer um pequeno fogo apenas para cozinhar seus alimentos.

Localização dos campings:

Camping 1 localiza-se ao lado do Rio Pipo;

Camping 2 localiza-se perto da Bahia Ensenada Zaratiegui;

Camping 3  e 4 localiza-se perto do Rio Lapataia.

Caso queira explorar o parque a pé, existe quatro caminhos demarcados para que você contemple da melhor forma possível toda a beleza desse enorme atrativo. Abaixo listamos alguns caminhos já demarcados e permitidos.

Caminho Pampa Alta

Neste caminho você percorre cerca de 4,9 quilômetros onde é possível contemplar o ponto panorâmico, o Canal de Beagle e o vale do Rio Pipo, o trecho começa perto da Bahia Ensenada, percorrendo um caminho até o Camping 1 do Rio Pipo.

Dificuldade: Média

Duração: Uma hora até o ponto Panorâmico

Caminho Costera 

Caminhada de 8 quilômetros pela costa marinha, cruzando florestas de Guindo e  Canelo, acesso pela Ensenada ou na junção do Lago Roca na Ruta 3.

Dificuldade: Média

Duração: Quatro Horas

Caminho Hito XXIV

Caminhada com cerca de 7 quilômetros pela margem do Rio Roca até  o limite internacional entre Argentina/Chile.

Dificuldade: Média

Duração: 3 horas ida e volta

Cerro Guanaco

Do alto do cume Guanaco é possível apreciar uma maravilhosa vista da Cordilheira Fueguina e suas turferas. É acessado pelo caminho Hito XXIV, depois de atravessar o Guanaco há um desvio sinalizado na direita. Toda a rota é em acessão por encostas íngremes, toda a trilha tem 8 quilômetros no total.

Dificuldade: Alta

Duração: 8 horas ida e volta

Caminhadas no setor de Lapataia

Terra do Fogo

Passeio na Ilha

Uma trilha com aproximadamente 600 metros de distância pelo Arquipélago Cormorantes, passando pelas margens do Rio Lapataia e Ovando. Boa oportunidade de observar aves aquáticas.

Dificuldade: Baixa

Laguna Negra

Trilha de aproximadamente 950 metros de distância, onde é possível ver uma Turfa em formação.

Dificuldade: Baixa

Mirador Lapataia

Um caminho de aproximadamente 1 quilômetro que leva ao Turbal, podendo ser uma boa alternativa para acessar a Bahia Lapataia, transitando por um bosque de Lenga.

Del Turbal

Circuito alternativo para a Ruta 3 e acessa a Bahia Lapataia. É possível observar antigas moradias de castores rodeados de Turfas. Se conecta com o caminho que leva a castorera.

Distância: 2 km

Dificuldade: Baixa

Castorera

Com distância de 400 metros ida e volta a reserva de Castores, é possível acessar pela Ruta 3 e rastrear o caminho dos castores pelo lado direito, vendo assim o impacto causado por esta espécie exótica.

Dificuldade: Baixa

Caminho de la Baliza

Caminho com 1,5 quilômetros de ida e volta, onde é possível ver um farol, localizado no limite da reserva natural, podendo ver também uma Castorera ativa.

Dificuldade: Baixa

Na nossa visita ao Parque Nacional Terra do Fogo, contemplamos inúmeras paisagens, sendo de montanhas geladas, trilhas em meio a bosques verdejantes, caminhamos também pelas passarelas da Bahia Lapataia que possuem uma vista de tirar o fôlego e percorremos no passeio de 40 minutos aproximadamente no Trem do Fim do Mundo.

Abaixo você poderá ver as nossas melhores fotos desse atrativo turístico tão magnífico de Ushuaia.

Terra do Fogo
Estação do Trem do Fim do Mundo – Ferrocarril Austral
Terra do Fogo
Laguna Verde

Terra do Fogo

Terra do Fogo
Bahia Lapataia
Terra do Fogo
Bahia Lapataia
Terra do Fogo
Bahia Lapataia – Puerto Arias
Terra do Fogo
Senda del Mirador
Terra do Fogo
Trem do Fim do Mundo

Azteq Mykra avaliação completa

A cerca de dois meses estamos avaliando a barraca Azteq Mykra, já acampamos em inúmeros lugares, onde pudemos avaliar com clareza todos os quesitos deste modelo, neste post falaremos das características, construção, materiais, mostraremos seus pontos positivos, negativos e a nossa real opinião sobre o modelo.

A Barraca Azteq Mykra chegou ao mercado nacional com o intuito de trazer mais uma opção para os aventureiros que aqui viajam, fazem aventuras de um fim de semana ou travessias de trekking.

A Azteq, marca esta que é comercializada aqui no Brasil pela empresa Nautika Lazer trouxe a barraca Mykra para suprir a grande demanda que tínhamos, pois no brasil não tínhamos até então uma barraca leve, compacta e auto-portante.

O sucesso das barracas da Azteq Nepal e MiniPack instigou a nossa vontade de avaliar a Mykra, desde a data de lançamento do modelo no Brasil, a empresa Guenoa Apetrechos para Aventuras nos forneceu a barraca para que pudéssemos avaliar com clareza e imparcialidade todos os quesitos deste modelo.

Azteq Mykra avaliação completa

Características da Barraca Mykra:

Construída de maneira minimalista é uma barraca de três estações para usos no brasil, com capacidade para 1/2 pessoas, sem muita bagagem.

A barraca possui tecidos leves, na parte do sobre-teto é fabricada com tecido de Poliamida Siliconado RIPSTOP 20D/380T PU e no piso o tecido é um pouco mais robusto Poliéster 75D/195T, os dois tornam a barraca totalmente impermeável, com cerca de 6.000 mm de coluna de água.

O sobre-teto da barraca é afixado ao quarto por meio de fivelas iguais aquelas que encontramos nas mochilas cargueiras.

O Quarto/mosquiteiro é bem arejado, o tecido ultra fino garante que nenhum intruso indesejado entre durante a noite, possui uma única porta e se mantem bem esticado quando a barraca está armada.

Além disso o modelo conta com Foot Print (lona extra de piso), este tem duas funções sendo: a primeira tem a função de proteger o piso da barraca contra eventuais objetos pontiagudos que possam furar a barraca, já a segunda função é a opção de armar a barraca sem o uso do quarto/mosquiteiro, transformando a barraca em uma espécie de barraca de campanha. Este modo de utilização pode ser muito útil em travessias de trekking ou exploração de novos lugares, usando-a desde modo é possível ter um abrigo totalmente seguro e estável contra chuvas e ventos podendo ser muito útil na hora de cozinhar seus alimentos em climas desfavoráveis.

Um ponto interessante de mencionar aqui é que o foot print para ser armado da maneira descrita acima, é necessário que contenha ilhós em suas extremidades, nesta barraca apenas contém elásticos para prender nas varetas, isso é um ponto desfavorável do modelo. Seria interessante que o importador Nautika Lazer fizesse um ajuste neste quesito, assim facilitaria muito a vida dos usuários. Vale mencionar ainda que o foot print montado desta maneira não fica esticado, quando montado junto com o quarto/mosquiteiro.

A barraca Azteq Mykra possui uma única vareta com dois “Y”, isso garante maior estabilidade, praticidade e leveza a todo conjunto, além disso é fabricada em duralumínio anodizado conectado com elásticos especiais.

Azteq Mykra avaliação completa

O avanço da barraca Mykra é um pouco pequeno, são menos de 50 cm de espaço, isto é, colocamos apenas alguns pequenos equipamentos, como: uma mochila de ataque com aproximadamente 30 litros, um conjunto de panelas e mais um par de botas.

Azteq Mykra avaliação completa

A barraca conta com as seguintes medidas quando está armada: 2,15m de comprimento, 1,00m x 1,25m de largura e 1,00m de altura, já ela fechada conta com as medidas de 15 x 40 cm. Podemos notar que há duas medidas na largura da barraca quando armada, isto é, vale ressaltar que se optar por isolantes infláveis os dois ocupantes terão que dormir em sentidos contrários, já usando os isolantes de EVA do tipo dobrável é possível dormir os dois ocupantes para o mesmo lado.

Conclusão:

Para validar os testes feitos e poder constatar a real eficacia do modelo em destaque, acampamos diversas vezes, a primeira delas acampei sozinho, no primeiro acampamento já pequei uma chuva leve mas contínua, montar a barraca sozinho requer atenção, pois tem que cuidar a posição da vareta em relação ao quarto, lembrando que possui largura diferente em seus lados, sozinho e com a chuva caindo a tarefa de montar foi um pouco complicada.

Neste dia estava um pouco frio e possuía uma grande umidade relativa do ar, aproximadamente 90%, eu sozinho na barraca com as abas de neve totalmente abaixadas a barraca condensou um pouco, quando acordei pela manhã notei que havia pequenas gotículas de água na parte interna do sobre-teto.

Azteq Mykra avaliação completa

Notei que o foot print não ficava totalmente esticado na parte externa, não fazia sentido ter essa tecnologia aplicada a este modelo, se não ficasse 100% firme.

O avanço da barraca é bem pequeno, e é impossível cozinhar nele se estiver chovendo, o risco de queimar a lona é considerável, na dúvida entre queimar a barraca ou não, resolvi correr para a barraca dos amigos. kkkk

No segundo acampamento resolvi que seria bom acampar com dois ocupantes, o local escolhido foi uma enorme caverna que ficava em fronte a uma bela cachoeira, o dia estava escaldante e o lugar escolhido havia poucas sombras em boa parte do dia, o solo era pedregoso, aqui a barraca Azteq Mykra se saiu bem, não usei o sobre-teto, pois não havia necessidade, o local era totalmente a prova de chuvas e ventos fortes.

Azteq Mykra avaliação completa

O terceiro acampamento foi a alguns dias atrás, uma travessia de trekking pelas bordas dos cânions com aproximadamente 80 km em 4 dias, era o momento perfeito para concluir a nossa avaliação. Acampamos com dois ocupantes o tempo todo, toda a manhã acordávamos antes do sol nascer, sempre com o olhar de avaliador sobre a barraca, notei que condensou todos os dias, não fez frio e nem choveu, levantando as abas de neve a barraca condensa um pouco menos, a janela de ventilação da barraca é um tanto pequena, mesmo o quarto sendo muito arejado ela ainda condensa com qualquer clima.

Azteq Mykra avaliação completa

Na última noite da travessia escolhemos acampar em cima de um morro próximo a borda do Cânion Boa Vista/RS – Brasil, ali era a chance de testar como a barraca se comportava em situações adversas, como rajadas de ventos.

Azteq Mykra avaliação completa

A noite foi realmente difícil de dormir, a barraca em si estava totalmente fixada ao solo, bem armada com seus dois esticadores, neste momento percebi que o sobre-teto se mexia encostando no quarto/mosquiteiro, as rajadas de ventos eram intensas, porem as varetas nem mexiam, notei também que em alguns lados da barraca o sobre-teto fica distante 10 cm ou menos do quarto/mosquiteiro, isso é muito desconfortável para os ocupantes, as abas de neve faziam muito barulho quando se chocavam com o sobre-teto, no local não haviam pedras para colocar em cima das abas.

Azteq Mykra avaliação completa

Todos os testes com a Barraca Azteq Mykra durante estes dois meses fizeram com que mudássemos nossa opinião em relação ao modelo e a marca, chegamos a conclusão que a barraca é muito cara pelo o que ela tem a oferecer, o valor atual é de R$ 849,00 reais, mas é possível encontrar por menos que isso, mesmo assim não recomendamos esta barraca para usar com dois ocupantes em travessias de trekking de inúmeros dias, pois não há onde acondicionar as mochilas cargueiras, cozinhar seus alimentos.

Veja outras imagens da barraca Azteq Mykra

Azteq Mykra avaliação completa

Azteq Mykra avaliação completa

Azteq Mykra avaliação completaAzteq Mykra avaliação completa

Se você gostou da nossa avaliação, concorda ou discorda do nosso texto, deixe um comentário logo abaixo:

Conheça os diferentes tipos de mochilas!

Para auxiliar e facilitar a escolha da mochila ideal, apresentaremos nesse post os variados tipos de mochilas, mostrando como usar em cada situação.

Em todos os contextos da nossa vida visando suprir diversas necessidades básicas, como ir à escola, passear, viajar, em fim, sempre que se necessite carregar algum objeto, de forma prática e mantendo assim nossas mãos livres, utilizamos malas ou mochilas.

Os aventureiros e os  viajantes, na maioria das vezes, ficam em dúvida sobre qual o tamanho de mala ou mochila utilizar em suas aventuras.

Tipos de mochilas:

  • Mochilas de rodas: São as primeiras a surgirem em nossa mente, pois são versáteis e  podem ser usadas nos ombros ou arrastando-a de um lado para o outro. São muito usadas por crianças e profissionais em suas viagens de bate e volta, são vistas em maior número nos aeroportos e escolinhas ao nosso redor.
tipos de mochilas
Foto: Deuter
  • Mochilas de ataque: São mochilas normalmente usadas por viajantes, ciclo-turistas e aventureiros, possuem diferentes ajustes de alças, acopláveis perfeitamente na coluna. O tamanho dessas mochilas é dada por valores em litros, podendo ser de 10 a 32 litros. São usadas em pequenas viagens, trilhas leves e aventuras de bike.
tipos de mochilas
Foto: Deuter
  • Mochilas cargueira média: São mochilas que possuem muitos ajustes. Podem variar de 35 a 55 litros de tamanho e são usadas por viajantes em geral em mochilões pelo mundo, trilhas de dificuldade média e trekking.
tipos de mochilas
Foto: Deuter
  • Mochilas cargueira grande: São mochilas com grande capacidade de armazenamento, podem variar seu tamanho entre 60 e 90 litros ou mais, são usadas por aventureiros em grandes viagens, expedições, trekking de longa duração.
tipos de mochilas
Foto: Deuter
  • Mochilas de Hidratação: São mochilas técnicas que possuem reservatórios de água acoplados internamente, sendo de tamanhos diferentes, podem variar entre 1 a 12 litros, usadas em corridas de aventura, viagens de bike, trilhas leves, em fim, para todo lugar que necessitar levar água.
tipos de mochilas
Foto: Deuter
  • Mochilas para transporte de crianças: São mochilas construídas com cadeirinha para bebes e crianças, possuem cintos e fivelas de segurança, impedindo assim que a criança caia,  possui também armação retrátil, podendo a mochila ficar em pé sozinha. São usadas normalmente por viajantes que querem ter seus filhos junto nas suas aventuras.
tipos de mochilas
Foto: Deuter

Todas e qualquer  tipos de mochilas são encontradas na loja de nossos parceiros:

996056_580973958630913_159691964_n

Contato:

Fone: +55 (54) 3213.5131

vendas@guenoa.com.br

https://www.guenoa.com.br/

Edição e texto: Luís H. Fritsch

Como viajar gastando pouco ou quase nada!

Como viajar gastando pouco ou quase nada!

Colocar uma mochila nas costas e cair na estrada em busca de caronas que o levem para os lugares mais incríveis é uma maneira de viajar de graça. Mas não é a única. A tecnologia possibilitou outras formas de conhecer o mundo sem gastar dinheiro — ou, ao menos, desembolsando muito pouco.

Hoje já é possível encontrar hospedagem gratuita pela internet ou até pedir um financiamento coletivo para a sua viagem. Há, ainda, a opção de se engajar em uma causa social ou usufruir de milhas aéreas acumuladas. Conheça abaixo algumas dessas alternativas, veja qual tem mais a ver com o seu perfil (talvez você una mais de uma delas) e programe as suas próximas férias.

Viajar gastando pouco trocando de casa
Alguns sites reúnem pessoas dispostas a ceder a casa e que, literalmente, trocam seus endereços por um tempo. O intercâmbio pode ser simultâneo ou não. Ou seja, você pode ocupar a casa do hóspede enquanto ele se muda para a sua. Mas também é possível ceder a estadia e obter um crédito para uma futura hospedagem na casa do seu atual convidado, num período acordado com ele.

O Home Exchange é o site mais famoso do ramo, disponibiliza mais de 50 mil casas, em 150 países, e possui versão em português: o Troca Casa (www.trocacasa.com). Para se cadastrar, é preciso pagar uma anuidade de US$ 9,95 e detalhar as características da sua residência, com fotos, inclusive. Caso você não realize nenhuma troca no primeiro ano, o site oferece mais um ano gratuitamente.

Em 2013, a Universidade de Bergamo, na Itália, realizou um estudo com sete mil membros da rede de troca de casas e apontou que 93% deles ficaram satisfeitos com a experiência e 75% qualificaram como confiável a pessoa com quem trocaram de endereço. Desses entrevistados, a metade tem família e filhos.

viajar gastando pouco
No couchsurfing, moradores abrigam gratuitamente o turista em suas casas

Viajar gastando pouco com Couchsurfing
A prática, que pode ser traduzida, ao pé da letra, como “surfar no sofá”, implica em hospedar-se gratuitamente na casa de moradores de um determinado local. O sofá não é necessariamente o que eles têm a oferecer, muitos disponibilizam camas, colchões e até quartos privativos para os visitantes.

O site mais conhecido de adeptos dessa prática é o www.couchsurfing.org. Para utilizá-lo, basta entrar no endereço eletrônico, criar um perfil online e começar a busca de uma acomodação. Fica mais fácil escolher um lugar bacana ao olhar as recomendações já feitas por outros “coachsurfers” que passaram pelo destino.

“O mais legal do couchsurfing é conviver com pessoas locais, que vão ajudar você a conhecer os lugares que só os moradores da cidade frequentam. A imersão na cultura é muito mais intensa, não se compara a de um turista que vai, fica em um hotel e visita só os pontos turísticos”, diz o mochileiro e fotógrafo Leonardo Maceira, que há cinco meses tem viajado pelo Brasil sem dinheiro na carteira, registrando suas aventuras em sua página do Facebook (https://www.facebook.com/OsLugaresdeCadaUm).

Vale saber que o anfitrião tem todo o direito de não aceitar um pedido de hospedagem feito via couchsurfing. Por isso, é bom sempre ter mais de um “sofá” como opção, antes de programar a sua viagem.

Viajar gastando pouco com Trocas de trabalho por comida e hospedagem
Você pode ter acomodação e refeições gratuitas em outro país se estiver disposto a ceder algumas horas do seu dia para trabalhar em um negócio, que pode ser uma fazenda, uma casa de família, um rancho, alojamento ou albergue. Existem muitos estabelecimentos ao redor do mundo que oferecem, além de comida e um local para dormir, acesso gratuito à internet e a oportunidade de conviver com a comunidade local. Tudo em troca de uma ajuda.

O site HelpX (http://www.helpx.net/) reúne muitos locais ao redor do mundo que aceitam essa prática. Quem recebe os voluntários geralmente exige um compromisso. Na média, são necessárias quatro horas diárias de trabalho para usufruir desses benefícios, mas pode haver variações.

Como regra geral, ao ajudar mais, você tem mais regalias. Por exemplo: quem prefere trabalhar por duas horas diárias talvez só consiga um local para dormir, enquanto quem se coloca à disposição por seis horas diárias poderá ter, além das refeições, um quarto privativo. Muitas das oportunidades são em áreas rurais, por isso, têm mais chances aqueles que incluem no perfil habilidades como saber mexer com plantas e colher frutas, cuidar de animais e andar a cavalo.

viajar gastando pouco
Praticar voluntariado também pode garantir uma viagem sem gastar muito dinheiro

Viajar gastando pouco sendo voluntário de causas sociais
Essa é uma forma de viajar a custo baixíssimo – geralmente se paga a passagem aérea e o seguro saúde – mas só serve para aquelas pessoas que não querem apenas carimbar o passaporte, mas que estão interessadas em se envolver em grandes projetos humanitários.

“É para quem tem vontade de conhecer o mundo não somente para aprender um idioma e, sim, para desenvolver responsabilidade social”, diz Moira Helena, diretora de intercâmbios sociais para estudantes da Aiesec no Brasil, organização estudantil sem fins lucrativos que, em 2013, levou 1.600 brasileiros para trabalharem como voluntários em outros países.

Para embarcar nos intercâmbios oferecidos pela organização é preciso ter entre 18 e 30 anos e inglês no nível intermediário. Colômbia, Argentina, Índia, Romênia, Hungria, Turquia e Egito são alguns dos países que entram nos programas, com duração de seis a doze semanas. Ao chegar no destino, os voluntários geralmente dão apoio a uma ONG local em áreas diversas, como financeira e comunicação. Em alguns casos, os jovens também podem ser treinados para atuarem como professores temporários de escolas locais.

Viajar gastando pouco com milhas
É verdade que acumular milhas aéreas custa, porque você precisa gastar para obter esse benefício. No entanto, se consegue isso adquirindo itens que iria comprar de qualquer maneira, essa é, sim, uma grande vantagem. Opções de programas de fidelidade não faltam, basta escolher aquele que oferece os melhores benefícios. Uma dica é optar por um programa que possua voos para os destinos que pretende visitar. Assim, é mais fácil se fidelizar. Caso contrário, você terá pontos espalhados por diversos programas, que dificilmente o levarão aonde quer chegar. Outra recomendação é escolher um cartão de crédito que ofereça uma boa troca do valor gasto por pontos e concentrar as compras nele. Por fim, é importante considerar a validade dos pontos e se planejar para conseguir acumular uma boa milhagem antes de ter de resgatar.

Viajar gastando pouco pedindo doações em sites
O crowdfunding é uma iniciativa de financiamento coletivo, uma maneira de captar recursos por meio de doações em dinheiro para um projeto específico. A ação já foi utilizada para viabilizar os mais diversos planos e agora também está disponível para quem quer ter sua viagem financiada.

O Trevolta (http://www.trevolta.com/) oferece a oportunidade de você montar o roteiro da sua viagem e, após precisar a quantia de dinheiro necessária para realizá-la, pedir contribuições.

Mas é claro que não é qualquer viagem que consegue patrocinadores. Para um crowdfunding de viagem ser bem-sucedido, é preciso ter diferencial. O “New York to Patagonia… By Ambulance!” (De Nova York à Patagônia… Em uma ambulância), por exemplo, conseguiu levantar US$ 8 mil dos US$ 10 mil pedidos. A proposta era viajar em uma ambulância da Big Apple até a América Latina e, ao fim da rota, doar o veículo para uma organização que presta atendimento de saúde para as comunidades carentes da Colômbia.

Ideias muito boas podem até ser patrocinadas por empresas. Outra opção para viabilizar o seu sonho é oferecer recompensa para os doadores, como cartões-postais do destino, fotografias e lembrancinhas locais.