Cerro de la Silla

Situado no norte do México, mais precisamente dentro da região metropolitana de Monterrey, terceira maior área urbana deste país da América do Norte. O Cerro de la Silla ou “Montanha da Cela” como poderia ser chamado em português ganhou este nome em questão ao seu formato, por parecer muito com uma cela utilizada nos cavalos.

O Cerro de la Silla é uma área que desde 26 de Abril de 1991 foi decretada área de proteção ambiental através do reconhecimento de monumento natural mediante um decreto presidencial. Contando assim com um  total de 6.309 hectares protegidas.

O Cerro de la Silla possui três principais picos, sendo cada um de diferente nível de dificuldade para chegar. Seus nomes são; Pico da Antena com 1.751 metros, Pico Norte com a mair altitude entre os três com 1.820 metros e o Pico Sul com 1.650m. Todos podem ser feitos em um dia de Hiking (Caminhada) Você levará em média de 7 a 9 horas para fazer todo o percurso de ida e volta. Por isso separe um dia para realizar a subida.

Pico da Antena

A partir da Rua Bosques da Pastora no município de Guadalupe na parte final da rua você chegará ao início do caminho que te levará ao pico da Antena e que também é parte do caminho que te levará ao pico Norte.

O caminho está muito bem marcado por que passa onde existe uma estrada que foi construída para a manutenção das antenas que estão no topo. Por esta questão é um caminho que você encontrará mais caminhantes e corredores de montanha pela facilidade de como o caminho está marcado.

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

Subindo o caminho, até um ponto já alto da montanha você encontrará com uma grande estrutura de concreto que hoje são as ruínas de um antigo teleférico, que no dia da sua inauguração teve um acidente com o rompimento de um cabo e desde então nunca mais foi reaberto. Chegando a este ponto, muitos já descem novamente. O teleférico é uma excelente opção para quando não se tem muito tempo ou o preparo físico que demanda os demais picos, assim que este trajeto pode ser feito em duas horas de caminhada.

Vista da região metropolitana de Monterrey desde o antigo teleférico abandonado.

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz
Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

Após horas de subida você passará por vários pontos de observação para a região metropolitana de Monterrey, cada uma um espetáculo a parte. E já ao finalizar a subida você se deparará com uma cerca onde se encontram as antenas, neste lugar não é permitida a entrada, assim que deve-se seguir pela cerca até chegar a um ponto na lateral com muitas pedras onde será seu ponto final e te proporcionará uma visão incrível de todo o outro lado com a cadeia de montanhas que fazem parte da reserva do Cerro de la Silla.

Foto de um dia com nuvens na cidade de Monterrey, vista pelo caminho ao pico das antenas.

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

Chegada ao cume do pico das antena, de aqui se pode deslumbrar todo o vale da Reserva Natural Escondito entre as montanhas.

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz
Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

Pico Norte visto desde o pico das antenas.

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

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Pico Norte

Pico de maior dificuldade, tomando o mesmo caminho para o pico da antena uma trilha a direita após passar o antigo teleférico, a trilha se torna um pequeno caminho que contorna grandes pedras, onde se pode mencionar o “Paso de los Elefates” local de gigantes pedras calcarias de onde pode ter uma excelente visão da região metropolitana de Monterrey.

Ao entrar na trilha para o pico norte se notará que se trata de um caminho muito mais fechado de vegetação e de subidas e baixadas em questão ao caminho muito pedregoso. Se encontrará marcações em pedras e algumas fitas coloridas em árvores, no entanto deve-se estar sempre atento pois existe uma possibilidade de perder-se, ainda mais caso seja a sua primeira vez. É muito recomendado ir com alguém que conheça o caminho previamente ou usar um GPS para ajudar a guiar-te.

Seguindo o caminho haverá um ponto em que será necessário perder elevação, este é o ponto em que se desce o vale entre o pico das antenas e o pico norte. Este vale apresenta uma vegetação muito diferente por ser um lugar de pouco sol e que preserva uma boa umidade em um clima que normalmente é semidesértico no norte do México

Caminho de subida após o vale entre o Pico da Antena e Pico Norte

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

Desde esse ponto será apenas subida já pela montanha do pico norte. Esse trecho consiste em um caminho que normalmente é feito em 1 hora e meia em média desde o bosque úmido do vale e a medida que se ganha altitude a vegetação se torna menor, até o ponto próximo ao pico que conta apenas com vegetação rasteira.

Próximo a alcançar o cume do Pico Norte, ao fundo tico da Antena.

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

Pico da Antena visto do Pico Norte.

O pico norte proporciona uma visão incrível em 360 graus de toda a região metropolitana, tudo isso ao lado de um grande abismo de rochas calcárias de tirar o fôlego. Tudo isso ainda com a possibilidade de ver toda outra cadeia de montanhas que no México é chamada de Sierra Madre, ela compeende grande parte do território mexicano, no entanto esta cadeia montanhosa  se estende desde a América Central até o Canadá cruzando por todo o país.

Chegada ao cume do Pico Norte

Cerro de la Silla - México
Foto: Lucas Schmitz

Vista da região metropolitana de Monterrey desde o cume

Cerro de la Silla - México
Cerro de la Silla – Foto: Lucas Schmitz
Cerro de la Silla - México
Cerro de la Silla – Foto: Lucas Schmitz

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Serra da Veneza x Rio do Rastro

A travessia nada mais é que um percurso que realizamos em parceria com a empresa Sol de Indiada entre às Serras da Veneza e Rio do Rastro/SC.

A travessia foi realizada em 3 dias e duas noites, caminhamos cerca de 45 quilômetros entre campos e bordas dos cânions de Bom jardim da Serra no estado de Santa Catarina – Brasil.

As travessias realizadas pela empresa Sol de Indiada são indicadas para pessoas que estão iniciando no trekking, além das diversos tipos de pacotes oferecidos, o que mais chama a atenção é para o pacote completo, este inclui: translado de ida e volta, acompanhamento de guias experientes em todas as trilhas, apoios com veículos 4×4, alimentação inclusa e ainda a opção de você carregar a mochila cargueira ou de ataque.

Um detalhe interessante sobre a Sol de Indiada é que se você não tem barraca, saco de dormir ou mochilas, você pode contatar a empresa e alugar para a aventura.

Caminhar em lugares assim com uma empresa tão dedicada a seus clientes faz valer a pena a contratação de serviços assim, não é a toa que estávamos em cerca de 70 pessoas incluindo, motoristas especialistas em veículos 4×4, cozinheiros, guias e fotógrafos. Nessa viagem tinha pessoas de inúmeras cidades, sendo dos estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e claro aqui do Rio Grande do Sul.

A travessia começou no dia 7 de setembro, em pleno feriado da Independência, nesse primeiro dia caminhamos um pouco por trilhas e algumas estradas em meio aos campos de cima da serra, cruzávamos pequenos córregos e alguns campos de turfeiras até chegar nas bordas dos cânions.

O dia estava completamente ensolarado, temperatura próxima a 25 graus, céu azul e sem nenhuma nuvem, dia perfeito para contemplação de lindas paisagens.

A caminhada era de nível fácil sem grandes dificuldades, na borda dos cânions podíamos avistar uma linda vista dos grandiosos paredões rochosos e cristas que compõem os Aparados da Serra.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Neste primeiro dia de travessia caminhamos cerca de 15 quilômetros, eu levei apenas a mochila de ataque Mountain Hardwear 30L com o lanche de trilha, água, roupas e câmera fotográfica.

Caminhar nas bordas das serras é uma aventura maravilhosa, a cada subida de morro a vista muda, o cenário é outro, são visuais de tirar o fôlego.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Como boa parte das pessoas eram iniciantes em travessias, demoramos o dia todo para percorrer os 15 quilômetros de caminhada, mas chegamos no acampamento base a tempo de curtir o pôr do sol, enquanto montávamos as barracas.

O acampamento base nada mais era que uma fazenda perto do Rio Púlpito, com galpão e banheiros, só não havia luz no local.

Depois de encontrar o melhor lugar para acampar, montei a barraca e comecei a preparar o meu jantar, este foi, massa espaguete com molho bolonhesa e salame. Para as demais pessoas os cozinheiros prepararam um jantar de risoto com pêra e queijo gorgonzola, com suco de caixa de sabor uva e laranja. Para os vegetarianos e veganos tinha a opção de arroz e feijão. Só preparei o meu jantar pois não sou muito fã de queijo e nem de pêra. kkk

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Depois de todos jantar era hora de fazer aquela fogueira especial, com direito a roda de violão. No grupo havia dois violeiros que cantaram por cerca de duas horas musicas animadas de diversos estilos musicais como: gauchescas, reguee, sertanejo e rock n´ roll.

Fomos dormir cerca de 22:00 horas da noite, o frio era intenso, não ventava no local, o céu não continha nenhuma nuvem. Olhando para o céu, estava completamente brilhante, estávamos de fato em um hotel 1 milhão de estrelas.

No segundo dia acordei bem cedo, cerca de 6:00 horas da manhã, o sol ainda não havia nascido, ao sair da barraca lembro de ver pequenos pedaços de gelo no chão e em toda a barraca. Não sei qual era a temperatura naquele horário, mas tinha sensação de estar uns -3 graus. Era impossível deixar os dedos para fora dos bolsos da jaqueta, chegavam a doer de tanto frio.

Peguei a maquina fotográfica e fui capturar umas fotos da barraca e da neblina que se mostrava subindo em meio aos campos, o céu alaranjado e meio magenta contrastava com as belas araucárias no local.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Às 7:00 horas da manhã o café estava servido, nele continha, tapioca feita na hora de inúmeros sabores, também havia pão, geleias de uva, figada e de abobora, café preto, café com leite e achocolatado, frutas, queijos, presuntos e sem falar que tinha um pote gigantesco de Nutella. Olhei para tudo aquilo e pensei, tá melhor que lá em casa..kkkk

Depois de comer um pouco de tudo e tomar umas 3 xícaras de café, fui até a barraca para organizar a mochila, preparar o lanche para trilha, desmontar a barraca e carregar tudo na mochila cargueira. A mochila que usei é uma Osprey Atmos 50 L estava pesando aproximadamente 12 kg, usei ela para testar o modelo e também para treinar o condicionamento físico.

Geralmente os iniciantes não estão muito acostumado a fazer travessias, demoram mais tempo para colocar tudo dentro da mochila, por esse motivo começamos a caminhar por volta de 9:00 horas da manhã.

A caminhada seguiu pelas bordas dos cânions, subíamos e descíamos morros, serpenteando as bordas, em determinados locais, parávamos para contemplar à vista, caminhar próximo as bordas é muito bom, pois em alguns momentos podemos sentir uma brisa gelada, fazia parecer que tinham ligado o ar condicionado, o sol continuava muito forte e o céu sem nuvens.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Ao meio dia paramos para almoçar em meio a um capão de pinos ilhotes, caminhar nessa região é engraçado, pois estamos sempre colocando o casaco e-o tirando, chega a fazer isso mais que 5 vezes ao dia. A temperatura também varia muito dependendo do horário do dia, as manhãs e as noites são congelantes, durante boa parte do dia é quente, mas em algumas vezes é possível que feche na neblina e tenhamos que por jaquetas e gorros.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Paulo Gerstner

Durante a tarde toda caminhamos perto das bordas dos cânions, por muitas vezes avistávamos cidades ao longe, como o dia estava perfeito era garantido a captura de fotos incríveis.

Conforme íamos caminhando começamos a adentrar dentro do Parque Eólico, a vista do lado direito que tínhamos eram das bordas e do lado esquerdo, campos verdejantes com os cata ventos no alto dos morros.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

No fim de tarde chegamos ao acampamento do Jorge, localizado bem perto do Cânion da Ronda em Bom Jardim da Serra/SC, o local conta com uma grande área para camping, um galpão enorme, banheiros divididos por sexo e energia elétrica.

Ali alguns aventureiros já escolhiam o melhor lugar para armar suas barracas, na cozinha os cozinheiros já faziam o jantar, neste dia o cardápio seria strogonoff de carne com arroz e batata palha. Na minha opinião essa é uma das melhores refeições para se fazer no acampamento.

O jantar foi servido cedo, todos nós estávamos com muita fome, após o jantar foi realizada uma surpresa para um dos guias e proprietário da empresa Sol de Indiada, era noite de confraternizar o aniversário do Evandro Clunc. Melhor que fazer aniversário é poder celebrar esse dia em meio a natureza em um local tão especial que é a travessia entre serras.

Depois de muitas felicitações, os violeiros roubaram a cena, e logo começou as musicas animadas, como estava um pouco preguiçoso fui me deitar e não fiquei até o final das cantorias.

Último dia de travessia

O sol ainda não tinha levantado, e eu já estava aposto com a maquina fotográfica capturando as belas imagens antes do sol nascer, nessa manhã o clima estava agradável, não estava muito frio em relação ao dia anterior.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Cada um arrumou suas coisas, acondicionando dentro de suas mochilas cargueiras e de ataque, eu pus tudo dentro da cargueira e separei apenas a maquina fotográfica, o lanche e a água para levar em minha mochila de ataque.

O café começou a ser servido e como sempre tinha inúmeras opções, era como estar em um hotel, estava tudo perfeito.

Após o café era hora de botar as mochilas nas costas e seguir de ônibus até próximo as bordas de onde iria começar a caminhada propriamente dita, nosso destino final seria a famosa Serra do Rio do Rastro/SC, lembro do guia informar que caminharíamos um pouco mais rápido do que nos outros dias, pois ele tinha reservado um almoço no restaurante Mensageiro da Montanha, tínhamos que chegar lá no máximo às 14:00 horas.

Neste último trecho de caminhada a visão que tínhamos era de tirar o fôlego, as montanhas pareciam estarem uma em cima das outras, caminhar por esse trecho é muito belo, a todo tempo essa vista muda e encanta a cada passo dado.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch
Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Capturamos muitas fotografias, de muitos ângulos diferentes até que chegamos no Cânion da Ronda, ali podemos avistar os morros que formam a Serra do Rio do Rastro, é uma outra visão de um dos atrativos mais visitados do estado de Santa Catarina.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Do Cânion da Ronda em diante seguimos de ônibus até o mirante e restaurante Mensageiro da Montanha.

Ao chegar no mirante da Serra do Rio do Rastro, vimos que havia inúmeros turistas, então antes de ir lá capturar umas fotos da serra, resolvemos almoçar.

O restaurante serve todo o tipo de comida, o atendimento é muito bom, vale a pena o investimento, além do restaurante, há também uma pequena lojinha com artesanato e lembranças deste lugar incrível.

Depois de nos servirmos inúmeras vezes, era hora de ir contemplar a Serra do Rio do Rastro, enquanto fazíamos a digestão no sol. Assim terminou mais uma travessia de trekking entre as serras.

Serra da Veneza x Rio do Rastro
Foto: Luís H. Fritsch

Veja também:

Explore as estradas da Serra Catarinense

O melhor trekking do sul do Brasil

Travessia do Cânion Laranjeiras ao Cânion do Funil

Travesseiro Ultralight Aeros Naturehike

Se você é o tipo de pessoas que adora praticar aventuras na natureza, sem deixar o conforto de lado, então esse travesseiro Naturehike ultralight é para você.

Pesando cerca de 83 gramas e ultra compacto é um dos itens que não podem faltar dentro da sua mochila de aventura, para que possamos realmente aproveitar os dias na natureza, precisamos ter uma boa noite de sono.

Travesseiro Ultralight Aeros Naturehike

O travesseio Ultralight Aeros é construído com 80% em poliéster e 20% de TPU (termoplástico de Poliuretano), medindo cerca de 42 x 49 x 11 cm aberto e 10 x 6 cm fechado, é um travesseiro extremamente leve e durável.

Travesseiro Ultralight Aeros Naturehike

O travesseiro Ultralight Aeros Naturehike é facilmente inflado e desinflado graças a uma super válvula de dublo acionamento, isto quer dizer que, quando estiver inflando o travesseiro ele não esvaziará entre uma soprada e outra.

Como Funciona?

Abra a tampa da válvula e sopre o ar para dentro até que esteja totalmente inflado, caso queira maximizar o seu conforto, você só  precisa dar pequenos toques em um botão no meio da válvula para permitir a saída de ar, caso queira desinflar o travesseio aperte o botão por completo.

Travesseiro Ultralight Aeros Naturehike

Travesseiro Ultralight Aeros Naturehike

Avaliação completa

Já estamos usando esse modelo de travesseiro a cerca de 4 meses, em acampamentos, viagens de carro e ônibus e podemos dizer que é um item indispensável para usar em viagens, usar o travesseiro Ultralight Aeros é uma sensação tão boa que parece que estamos dormindo em casa.

O seu design anatômico possibilita maior conforto ao usuário, ao deitar no travesseiro dá para sentir um toque aveludado o que é muito bom, em dias frios esse revestimento ajuda a manter o corpo aquecido durante a noite.

Travesseiro Ultralight Aeros Naturehike

Um detalhe interessante sobre o modelo é que, ao ser inflado o travesseiro pode ficar inúmeros dias sem esvaziar, a válvula tem funcionamento perfeito, sem deixar vazar ar pela válvula.

Outro ponto positivo sobre o travesseiro Aeros é a sua capacidade de compactação, quando colocado dentro do seu saco de armazenamento tende a ser menor que a palma de uma mão.

Aí você deve estar pensando! Com todas estas qualidades de materiais, peso e compactação o preço deve ser alto?

Este modelo de travesseiro foi adquirido em parceria com a loja Patos do Sul, na loja você encontra esse produto pelo valor de R$ 99,00 reais, este valor pode mudar de acordo com a variação do Dólar, lembrando que a marca Naturehike é chinesa e importada para o Brasil através da Alta Montanha.

Travesseiro Ultralight Aeros Naturehike

Em todas as nossas avaliações não achamos nenhum ponto negativo no travesseiro Ultralight Aeros Naturehike, ele de fato é um equipamento que proporciona muito conforto no camping e viagens, além de ser muito leve,prático e durável.

Trilhas no Santinho

Nossa viagem a Floripa mereceu uma ida ao norte leste da ilha para visitar nossos amigos Bruno e Ciane que moram no Costão do Santinho. Chegamos à tardinha do dia 1º de março e à noite já programamos a trilha do dia seguinte.

Acordamos cedinho para seguir rumo ao Morro das Aranhas, em companhia do Bruno, que nos mostrava o caminho. Iniciamos pelo lado direito do morro, cuja trilha origina dentro do Resort do Costão do Santinho.

Trilhas no Santinho

Inicialmente o percurso é bem marcado, concretado. Seguimos primeiramente até as dunas que ficam em meio à vegetação de mata. As árvores de pinos contracenando com as montanhas de areia dão um detalhe especial à paisagem.

Trilhas no Santinho

Faz-se necessário voltar um pedaço pela mesma trilha, pois a ida até as dunas é somente um desvio da trilha principal. O percurso continua plano por determinada distância até iniciarem as subidas, quando a trilha fica mais estreita, com alguns obstáculos no caminho, mas que são facilmente superados.

Encontramos algumas teias de aranha às margens do caminho. Deve-se prestar atenção antes de pisar e se apoiar em pedras, pois há presença de animais peçonhentos, principalmente cobras.

Todo o contorno do caminho tem uma flora preservada. Depois de algum tempo chegamos até a Praia do Moçambique, onde se pode tomar banho de mar para refrescar.

Trilhas no Santinho

Retornando para a trilha, seguimos adiante. Agora o trajeto passa a ter mais desníveis, exigindo, em alguns pontos, o auxílio das mãos para subir e descer das pedras e atenção para não escorregar caso o solo esteja molhado.

O gravatá está presente em abundância na vegetação do morro, contribuindo para a belo cenário. Em vários pontos é possível avistar o mar aberto, a orla, a ilha das aranhas, pescadores, bem como uma vista panorâmica da praia do Moçambique e do Santinho.

Trilhas no Santinho

Trilhas no Santinho

Trilhas no Santinho

Trilhas no Santinho

Já quase no final da trilha, na praia do Costão do Santinho, estão localizadas as inscrições rupestres, protegidas dos raios solares e vigiadas por câmeras de monitoramento.

A maior parte do percurso se dá em área exposta ao sol, motivo pelo qual aconselha-se o uso de boné e protetor solar. Importante levar água e algum lanche, pois não há nenhum estabelecimento durante o caminho.

Trilhas no Santinho

Trilhas no Santinho

Fizemos a trilha sem pressa, para poder observar e admirar todo o panorama. Chegamos no Costão do Santinho antes das 12 horas, por isso, resolvemos caminhar pela beira-mar na direção do morro dos Ingleses que fica do outro lado da faixa de areia.

O mar da praia do Costão do Santinho possui água limpa e cristalina, com ondas fortes em determinados trechos, atraindo banhistas e surfistas. Bem próximo à orla, uma região de dunas compõem a paisagem única dessa praia.

Chegamos até a encosta do morro, porém o tempo virou e a chuva desabou. Partimos, porém, algumas horas depois retornamos para subir até o Santinho que fica no Morro dos Ingleses.

A trilha tem aclive acentuado, mas sem obstáculos, podendo ser feita em cerca de trinta minutos. Vale muito a pena, pois a visão panorâmica da praia do Costão do Santinho é espetacular.

Trilhas no Santinho

Do mirante do Santinho, consegue-se ver a praia de Ingleses do outro lado, mas não se tem uma imagem muito ampla. Há uma trilha que contorna o Morro dos Ingleses pelo lado da praia dos Ingleses, mas essa aventura ficará para uma próxima oportunidade.

Caso você queira seguir essa trilha, abaixo encontra-se o mapa com todo o percurso realizado. O ponto verde no mapa é o início da trilha e o vermelho o ponto final (esquecemos de desligar o GPS e lembramos apenas na casa do nosso amigo Bruno..kkk).

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Monte Roraima

O Monte Roraima atrai aventureiros, antropólogos, cientistas, biólogos, místicos e viajantes do mundo inteiro.

É um dos tepuis que formam o grande escudo das Guianas, ou Planalto das Guianas, localizado na tríplice fronteira entre Venezuela, Guiana e Brasil, com idade estimada em mais de 2 bilhões de anos.

Tepui é o nome dado às formações de topo plano e escarpas verticais e profundas que abundam nessa região.

Acredita-se que os tepuis tenham sido unidos a bilhões de anos atrás e a cisão deles tenha dado origem à bacia amazônica.

A expedição

Posso dizer que estive em outra dimensão nessa virada de ano… foram 10 dias de muita vivência, aprendizado, gratidão, reflexão, contemplação, conexão, emoção, energia, transformação… compartilhando e vivendo cada experiência!

Monte Roraima

1.º dia Monte Roraima – Brasil-Venezuela

A subida do Monte Roraima se dá pela Venezuela. Assim, antes de começar a caminhada, nos deslocamos de carro de Boa Vista até à Comunidade Pataitepuy.

Nosso grupo era formado por seis aventureiros: Kalhi, de Manaus, Juliana e Graci, de Boa Vista, Alex e Henry, de Curitiba, e eu, de Blumenau. Foi ótimo nosso entrosamento, tanto entre nós, quanto com nosso guia, Leo Tarolla, da Tarolla Tours e Brasil Norte Expedições e a equipe dele. Sensacional dividir esses dias com pessoas com as quais multiplicamos energia e conhecimento!

Depois de atravessar a fronteira, em Pacaraima, a primeira parada é em Santa Elena de Uairén, onde compramos moeda local – bolívar – e demos uma voltinha rápida pela cidade.

Monte Roraima

De lá, seguimos para nosso destino. A estrada até lá não deixa escolha para “sem emoção”… de terra, com muitos buracos e perais… a aventura é garantida! Como estava chovendo muito, a terra virou lama e nosso carro não conseguiu vencer a última subida antes de chegarmos. Tivemos que descer e seguir a pé até o local do nosso último pouso antes dos acampamentos.

Monte Roraima

A pousada estava sem energia e, assim, as lanternas e o banho gelado já entraram em cena um dia antes do previsto.

2.º dia Monte Roraima – Início da caminhada

Monte Roraima

Depois de um café da manhã com essa vista sensacional para os tepuis, fizemos o registro na entrada do Parque Nacional Canaima e começamos nossa caminhada. Seguimos por 15 quilômetros até o Rio Tek, onde fizemos a primeira travessia e seguimos por mais uns 2 quilômetros até o Rio Kukenan.

Quando avistei o Rio Kukenan com o Monte Roraima ao fundo fiquei de boca aberta, literalmente! Lindo demais!!!

Monte Roraima

Monte Roraima

Atravessamos e deixamos nossas coisas no acampamento pra tomar um banho no rio. Foi maravilhoso!!! O Leo (nosso guia) e eu descemos o rio um pouco nadando e um pouco como se fosse um bóia cross, mas sem bóia, claro… kkķkkk… piscinas fantásticas com vista para o Matawi e para o Roraima! Alguns ralados e machucados depois (hehe), voltamos para o acampamento para almoçar. Já eram umas 16h mais ou menos.

Mais tarde, o Alex, a Kalhi e eu saímos para um ataque na trilha em direção ao Monte Roraima. Ainda estava claro, mas a lua já estava linda! Curtimos o entardecer e voltamos para o acampamento. Acabei não resistindo a um banho noturno no rio Kukenan… maravilhoso! Depois nos reunimos todos, ficamos conversando e jantamos uma sopa de abóbora com orégano silvestre que colhemos na trilha.

3.º dia Monte Roraima – Rio Kukenan ao Acampamento Base

Arrumamos nossas coisas e saímos em direção ao pé do Monte Roraima. Foram 9 km com algumas subidas, mas ainda de trilha bem aberta.

11h da manhã já estávamos no acampamento base. Ficamos conversando um pouco e aí fui tomar banho de rio… água geladíssima da montanha: delícia!!! Depois almoçamos e estiquei um pouco as pernas na rede (obrigada pelo empréstimo @leotarolla hehe).

Monte Roraima

O tempo estava bem limpo anunciando que veríamos um pôr-do-sol arrasador… saímos caminhando procurando um bom lugar para contemplá-lo. Subimos um pequeno monte com pedras mais altas e decidimos que seria o melhor lugar. Mas, eis que no horizonte se formaram nuvens enormes e só vimos a chuva caindo mais ao longe, o que foi tão lindo quanto o pôr-do-sol que imaginamos… senão mais! De volta ao acampamento nosso guia nos esperava com um chocolate quente! Foi um dia bem tranquilo para nos prepararmos para o dia seguinte: dia de finalmente subir ao topo.

Monte Roraima

4.° dia Monte Roraima –  A subida

5h da manhã e o acampamento já estava movimentado… grupos fazendo café, desmontando acampamento, arrumando equipamentos. Chegou o tão esperado dia da subida ao topo!!! Logo de cara a subida é quase vertical, mas os degraus formados naturalmente tornam a subida menos árdua.

Monte Roraima

A trilha é lindíssima e cheia de energia! Quando chegamos no ponto tão próximo do paredão que é possível toca-lo, a emoção é inevitável!

Seguindo por mais algumas subidas chegamos ao mirante de onde se avista o “passo de lágrimas”, uma trilha estreita colada nos paredões do tepui, onde a água que cai do topo nos molha suavemente conforme o vento a faz dançar… A conexão nessa passagem foi absurda! O sentimento foi: “só de ter vindo até aqui já valeu tudo!”

Monte Roraima

Mas, ainda tínhamos mais subida pela frente. Mais um pouco de escalaminhada e chegamos ao topo! Nos abraçamos emocionados pela conquista… a impressão é de que entramos em outra dimensão… é diferente de tudo!!! Não tenho palavras pra descrever…

Monte Roraima

Paramos um pouco, mas logo a chuva e o frio nos fez voltar a caminhar até nosso refúgio, chamado “Filhos do Sol”, lugar deslumbrante e mágico!!! A chuva não parou mais. Ficamos no refúgio cuidando das bolhas, unhas, dores e machucados uns dos outros…hehe… No meu caso foi de um tombo na subida quando tentei subir numa pedra mais alta e acabei escorregando. Machuquei um pouco os braços, a perna direita e o rosto, mas só a mão direita que doía demais (ainda dói, aliás, hehe). Passei uma pomada anti-inflamatória, outra pra dor e por fim uma pomada pra cavalo… mas continuava doendo… Não me importei muito com a dor, mas com o fato de não ter força na mão… até pra abrir o zíper da barraca estava difícil. Só pensei: que seja só dor e que eu acorde bem amanhã!!!

5.° dia Monte Roraima – Começando a desbravar o Monte

Já saímos com as cargueiras porque depois seguiríamos para outro refúgio. Passamos por lugares lindíssimos… paisagens de tirar o fôlego!!!

Depois de mais algum tempo caminhando, chegamos ao nosso refúgio para a noite da virada. Incrustado num dos paredões do Roraima e próximo ao Vale dos Cristais e a um poço de água cristalina e gelada… simplesmente magnífico! Deixamos as cargueiras e saímos para conhecer o Vale dos Cristais e o Ponto da Tríplice Fronteira entre Venezuela, Guiana e Brasil.

Monte Roraima
Vale dos Cristais

Monte Roraima

Na volta, já tomei aquele banho no poço próximo ao acampamento e colocamos as espumantes lá pra gelar (sim, eu levei uma espumante na mochila desde Blumenau ;P).

Mais tarde saímos para ver um mirante com vista para o Roraiminha e para a floresta da parte baixa. Sensacional!!!

Monte Roraima

Voltando para o refúgio, quase na chegada, começou a chover. Já cheguei ensopada e corri pra colocar uma roupa seca. Pra minha alegria, o Leo nos serviu chá quente!!! Infelizmente a chuva não parou. Meu plano de ver estrelas cadentes na noite de réveillon foi adiado. Mas nada tirou a alegria da nossa noite … jantamos, brindamos e celebramos a virada com muita energia compartilhada!!! GRATIDÃO!!!

Monte Roraima

Monte Roraima

6.° dia Monte Roraima – A tão sonhada Proa?

Estava ansiosa por hoje… dia de ir para o Lago Gladys e para a Proa!!! Enfrentamos muita chuva e frio até chegar ao Lago Gladys, mas as paisagens, rios, plantas, pântanos, pedras e tudo mais que vimos no caminho valeu cada passo.

Monte Roraima

Monte Roraima

Chegamos ao lago, que estava totalmente encoberto. Mas, em menos de um minuto, o nevoeiro se dissipou e pudemos contemplar sua beleza. Mas ele é tímido… logo se cobriu novamente… foi o tempo de contemplar e tirar algumas fotos!

Monte Roraima
Lago Gladys

O frio era intenso naquela manhã. Seguimos em direção à Proa com muito vento e tempo bem fechado. Chegamos na descida do Vale. Montadas as cordas, o @leotarolla e o @alexandro.kenordasilva desceram. Ficamos na expectativa (tremendo de frio… Hehe). Voltaram com a triste notícia de que não conseguiríamos ir até à Proa… além de estar faltando uma chapeleta do outro lado do Vale, as condições climáticas eram péssimas. Infelizmente só nos restava pegar o caminho de volta para o refúgio. Paramos pra ver os destroços de um helicóptero da globo que caiu no Monte faz alguns anos. Na volta um bom banho bem gelado e uma surpresa deliciosa no acampamento: pipoca!

Monte Roraima

7.° dia Monte Roraima – Explorando o desconhecido

Mais um amanhecer com chuva no Monte Roraima… Nosso café da manhã teve a famosa arepa, uma espécie de pão de farinha de milho feito no fogareiro. Adorei!

Arrumamos nossas coisas e partimos de volta em direção ao refúgio “Filhos do Sol”. No caminho passamos novamente pelo Vale dos Cristais e pelo ponto tríplice. Depois avançamos para conhecer “el fosso”, um poço lindíssimo com uma cachoeira magnífica!

Monte Roraima
El Fosso

Pegamos chuva por todo o caminho. Chegamos ensopados e eu tremendo de frio… hehe. De repente, eis que apareceu o sol. Ainda molhada, arrumei minhas coisas e fui pro rio mais próximo tomar banho e lavar minha calça, meias e bota. Voltei para o refúgio e coloquei tudo no sol, inclusive eu, hehe…

Com o céu finalmente aberto, eu estava querendo muito ir pra alguma borda. Falei com o Enzo e ele disse que estávamos muito longe. Então, ele me levou para subir na formação que era o “teto” do nosso refúgio… a vista lá de cima é sensacional! Até passou a tristeza de não ir para as bordas.

Monte Roraima

Depois descemos para ir até um lago próximo e no caminho tivemos o privilégio de ver algumas flores raras e o sapinho negro endêmico do Monte Roraima (Oreophrynella quelchii).

Monte Roraima

De lá subimos em outra formação bem mais alta ainda não explorada, com direito à uma escalada sensacional !!! Como fomos os primeiros a conquistar aquele lugar incrível, fizemos um totem no topo e o batizamos. Dava até pra ver o Maverick (ponto mais alto do Monte Roraima) de lá, e também o nosso acampamento.

Monte Roraima

Descemos para ver o pôr-do-sol lá do refúgio, mas as nuvens voltaram a fechar o céu. Desci até o rio para buscar água pra mim e para as meninas. já estava bem frio nessa hora. Entrei na barraca pra escrever um pouco. Depois nos reunimos para jantar e conversar. E a chuva voltou!

8.° dia Monte Roraima – Energia Vital

Mais um amanhecer com chuva…

Saímos um pouco mais tarde na esperança de que a chuva parasse, mas, chovia e parava, chovia e parava o tempo todo… e o frio estava mais intenso! Passamos por outra área do Roraima com cristais espalhados por toda parte… conhecemos um grupo que estava acampado num refúgio próximo, conversamos um pouco e seguimos para um local de especial energia… quando estávamos bem próximos, as lágrimas brotaram… a energia transbordava… de dentro pra fora e de fora pra dentro. Que maravilhamento compartilhar dessa energia! Segundo nosso guia, estávamos num dos pontos de intersecção de energia do Universo.

Monte Roraima

Não queria mais sair dali, mas tínhamos que seguir…

Nosso objetivo: as jacuzzis e as ventanas! Fomos primeiro até às Ventanas. Queria muito ver as bordas, mas estava tudo encoberto… podíamos ver o vento trazendo a umidade pra cima. Estava muito frio!

Monte Roraima

Saímos em direção às jacuzzis e tivemos a graça do sol por alguns instantes. Eram as piscinas mais lindas que já vi… o banho foi irresistível! Por mais frio que esteja, não perca esse banho por nada!

Monte Roraima

Monte Roraima

Monte Roraima

De lá seguimos para o Maverick, o ponto mais alto do Monte Roraima (2.875m). A parte baixa estava encoberta, mas o topo estava aberto e pudemos ver quase todo o Roraima lá de cima… belíssimo!

Monte Roraima

Descemos em direção a uma das cavernas do Monte Roraima… é uma gruta incrível com muitos líquens de várias cores! Avançamos até uma galeria imensa onde apagamos as lanternas e ficamos alguns minutos na escuridão e no silêncio do lugar!

Monte Roraima

Monte Roraima

Quando saímos da gruta já estava bem mais frio. Seguimos até o acampamento contemplando o entardecer…

Monte Roraima

Coloquei uma roupa seca e sai pra ver as estrelas. Finalmente uma noite de céu limpo! Mas, como sempre, no Roraima o tempo muda o tempo todo e logo o céu se fechou novamente. Energizada pelo dia magnífico, nem senti fome e acabei não jantando aquela noite… antes de dormir dei mais uma espiadinha no céu, mas ele continuava escondido.

9.° dia Monte Roraima – Início da descida

Acordei umas 5h e pude sentir uma claridade vindo de fora da barraca. Abri rapidamente para espiar e lá estava ela… a lua… plena! Tirei algumas fotos da barraca mesmo, mas logo me troquei para sair e contemplar a lua e o nascer do sol. Foi espetacular!

Monte Roraima

Monte Roraima

Pena que era o dia de começar a descida. Tomamos café e saímos do nosso refúgio. Paramos em um mirante lindo onde pudemos contemplar um pouco das bordas antes das nuvens cobrirem tudo novamente. Começamos a descida. Fomos até o acampamento base onde paramos pra almoçar. O calor estava absurdo! Hora de seguir… Quando chegamos na travessia do Rio Kukenan, escorreguei numa das pedras e caí no rio, o que naquele calor foi ótimo, mas seguir toda molhada nem tanto… hehe… Depois de mais alguns quilômetros, chegamos no acampamento do Rio Tek para nossa última noite antes da caminhada final. Já estava anoitecendo, mas ainda fui pro rio tomar aquele banho! Até nadei um pouco. Voltei para o acampamento no escuro já. A noite estava linda demais! Nada de nuvens… só estrelas!

Pude finalmente ver uma estrela cadente! Ficamos admirando o céu por um tempo sem fim… até que começaram a diminuir seu brilho para dar lugar à luz da lua que se pré-anunciava por detrás do Monte Roraima. E ali ficamos esperando por ela. Nasceu linda, cheia, enorme e brilhante! Foi espetacular!

Jantamos e até tomamos cerveja que vendiam ali no acampamento. Cerveja quente, claro, mas lá isso não importa muito. A noite estava tão linda que não dava vontade de dormir, mas, no dia seguinte ainda teríamos um bom trecho pela frente.

10.º dia Monte Roraima – Hora de voltar

Estava muito difícil pra mim escrever sobre o 10.º dia. E agora sei o porquê. É como se escrever sobre o último dia fizesse encerrar o que eu não queria que acabasse… que foi a mesma sensação que tive durante todo o último dia da caminhada.

Amanheceu um dia lindo e bem quente desde cedo. Arrumamos nossas coisas, tomamos o café da manhã e partimos.

O Monte Roraima estava totalmente limpo… nada de nuvens, nem nevoeiro… juro que deu vontade de subi-lo novamente.

Monte Roraima

Com o calor intenso, pude ver vários calangos pelo caminho.

A cada passo o Monte Roraima ficava um pouco mais distante.

Chegamos na Comunidade Paraitepuy e logo nos reunimos com outros grupos… alguns chegando, outros indo embora como nós. Tanto a compartilhar!

Bebemos algumas merecidas cervejas venezuelanas (dessa vez geladas :D) enquanto esperávamos a Graci e a Kalhi chegarem.

Monte Roraima

Muita conversa depois, hora da despedida. De lá fomos para outra comunidade para almoçar e comprar artesanato local antes de regressarmos à Boa Vista.

180.000 bolívars = salada, arroz, frango e banana frita.

+ 3.000 bolívars = 1 cerveja venezuelana.

Monte Roraima

Monte Roraima

Mas, se você não tiver bolívars, não se preocupe. Todos os lugares aceitavam reais também.

De lá fomos até Santa Helena, onde nos despedimos do Henry e do Alex, que ficaram na Venezuela para uma trip até Salto Ángel.

Nós, as meninas, fomos com o Leo até Pacaraima, atravessamos a fronteira para o Brasil e ali pegamos um táxi até Boa Vista.

O pôr-do-sol estava espetacular!

Monte Roraima

Chegamos em Boa Vista por volta de 19h30. Tomei um banho quente tão feliz (depois de 10 dias de banho gelado) na casa da Graci (MUITO OBRIGADA, Graci!). Arrumei o mochilão para a viagem e logo a Ju e a Kalhi chegaram para darmos uma última volta na cidade e comer alguma coisa num barzinho de karaokê famoso da cidade, o Pit Stop. Lugar muito gostoso com mesas ao ar livre e comida muito boa! Obrigada por tudo, meninas! 

De lá, as meninas me deixaram no aeroporto, onde esperei meu vôo com saída 1h da manhã para Brasília. No caso, já estava no 11.º dia (rsrs…) Depois Brasília – São Paulo. E, por fim, São Paulo – Joinville, onde minha mãe e meu irmão me buscaram para retornar a Blumenau.

Foi uma experiência única! Como já disse, desejo que cada um possa realizar algum dia!

Check-list Monte Roraima

Vou deixar aqui algumas sugestões de itens que considerei indispensáveis nessa trip.

Na hora de preparar seu mochilão, lembre de levar:

  • alguns pares de meia extra porque elas vão molhar! E pé molhado por muito tempo dá bolha e pode fazer cair suas unhas se for um dia de caminhada intensa em descidas, por exemplo;
  • uma corda para fazer varal e alguns grampos de roupa;
  • protetor solar;
  • repelente;
  • desodorante;
  • embalagem pequena de shampoo e condicionador e sabonete (você consegue comprar todos sem nenhum aditivo químico em farmácias – lembre que você está indo para um lugar de preservação);
  • declive;
  • lenços umedecidos;
  • papel higiênico (a equipe do guia fornecia, mas é bom ter alguma reserva);
  • boné ou viseira;
  • gorro para frio;
  • óculos de sol;
  • anorak (ou anoraque) – jaqueta com capuz impermeável para os momentos de chuva e frio;
  • roupa quente para dormir;
  • um par de luvas;
  • toalha de secagem rápida;
  • isolante térmico e colchonete (ou, melhor ainda, se você tiver o isolante térmico de ar fininho inflável, que já serve de isolante e colchonete e ocupa pouco espaço);
  • saco de dormir;
  • roupas leves para as caminhadas;
  • roupas íntimas;
  • roupas de banho;
  • um casaco tipo fleece (é bem quentinho e não pesa);
  • bandana (é um ótimo coringa que você pode usar no pescoço se estiver muito frio ou na cabeça pra proteger do sol. Ou ainda para prender o cabelo);
  • amarradores de cabelo, se você tiver cabelo comprido, claro;
  • sobre calçados, é algo pessoal, mas o ideal é ir só com a sua bota ou tênis de caminhada já no pé e levar só um chinelo para usar no acampamento. E isso é fundamental, não esqueça: sempre que puder, deixe os pés ao ar livre;
  • garrafa de água (2L é o ideal);
  • clorin (purificador de água);
  • kit com algodão, esparadrapo, curativos, agulha, cortador de unha;
  • eventuais remédios se você está acostumado a tomar (para dor, vômito, febre, algum anti-alérgico) – eu sempre levo própolis em spray pra eventual dor de garganta e a pomada de própolis para eventual corte ou ferimento (é um cicatrizante natural);
  • vaselina sólida ou creme para assaduras para passar nos pés ou em alguma outra região do corpo se você tiver problema com assaduras;
  • lanterna de cabeça e lanterna de mão pequena (leve pilhas extras);
  • carregador portátil para as baterias do celular, máquina fotográfica e outros eletrônicos se você levar;
  • lanches de trilha (as refeições principais são fornecidas pela equipe contratada);
  • se você gosta como eu, indico levar vitamina C efervescente. Além de fazer bem pra saúde, é uma delícia. Pode tomar uma por dia;
  • sacolas para roupa suja;
  • se você estiver vindo de longe como eu, lembre de deixar uma muda de roupa limpa para a volta.

Lembre de levar suas roupas e o saco de dormir dentro de sacos impermeáveis. Isso além da capa que protege a mochila. É mais seguro se cair alguma chuva mais intensa.

Lembre também que o comprovante da vacina da febre amarela deve ser internacionalizado em qualquer posto da ANVISA antes de entrar na Venezuela.

Acho que é isso! Lembrando que qualquer dúvida ou sugestão estou sempre a disposição. Podem me chamar no Instagram ou no Facebook.

Aproveite cada passo dessa viagem!

Mochilas Thule

Sabemos que hoje em dia as atividades ao ar livre são um nicho de mercado grandioso, as grandes empresas do mundo outdoor competem entre si para trazer as melhores tecnologias da atualidade a seus produtos, visando aumentar a durabilidade, conforto e leveza de seus equipamentos, conheça as novas mochilas Thule!

A Thule surgiu no Brasil há cerca de 20 anos e a 4 anos fazem mochilas técnicas, mas traz consigo uma experiência de mais de 76 anos fabricando produtos de alta qualidade. A marca é de origem Sueca, tem como missão trazê-lo para mais perto do mundo e de sua paixão pela vida. É um grupo internacional de pessoas unidas pela paixão em ajudar famílias ativas e entusiastas de atividades ao ar livre.

Neste breve texto trazemos a vocês novidades que irão desembarcar por aqui nos próximos meses, lembrando que a marca já inovou algumas de suas mochilas no final do ano de 2017, melhorou ainda mais os modelos de mochilas Guidepost e Capstone.

Mochilas Thule

Mochilas Thule

Neste ano de 2018 estão previstas grandes novidades, vamos começar falando um pouco da mochila Thule Versant, essa foi redesenhada em seu capuz e ganhou uma nova cor, no site oficial da marca já é possível ver as fotos de apresentação desse modelo. Abaixo é possível ver as alterações entre os modelos antigo/novo:

Mochilas Thule

Outra novidade são as atualizações no design das mochilas Thule Stir, essas até o momento vinham com capacidades expressas em litros de: 15L, 20L e 35L, as capacidades não mudaram, mas foram acrescentadas duas outras capacidades sendo uma de 18L e outra com 28L, até então esses dois modelos apresentam imagens e vídeos no site oficial. Não sabemos se os outros modelos já consolidados no mercado passarão por essa mudança também.

Mudanças essas que podemos notar no vídeo a seguir:

A Thule irá trazer ao mercado brasileiro uma linha de mochilas de hidratação, sabemos que há três opções de modelos, veja abaixo:

Mochilas Thule Vital 8L + Hydrapak 2,5L

Mochilas Thule

Mochilas Thule Vital 6L + Hydrapak 2,5L

Mochilas Thule

Mochilas Thule Vital 3L + Hydrapak 1,75L

Mochilas Thule

Nós da empresa Trekking RS usamos e recomendamos os produtos Thule, para qual for a sua próxima aventura, em nosso site trekkingrs.com já testamos, avaliamos e escrevemos sobre alguns produtos, tendo sempre como foco manter a transparência de maneira clara e imparcial. Somos formadores de opinião, por isso, disponibilizamos nossas fotos, experiências e conclusões para o nosso público leitor, que hoje alcança mais de  250 mil usuários, em mais de 130 países do mundo. Somos um canal já consolidado na internet e um dos maiores sites do Brasil, com conteúdos diversificados no segmento de atividades ao ar livre.

Quer saber sobre aventuras, esportes e equipamentos. Então fique atento, estamos sempre trazendo grandes novidades para você.

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Barraca Mykra Azteq Avaliação

A marca brasileira Azteq lançou na primeira semana de Julho aqui no Brasil a barraca técnica super leve conhecida como Barraca MYKRA. No primeiro fim de semana de julho, tivemos a oportunidade de conhecer esse modelo bem de perto, a empresa Extreme Outdoor/PR nos proporcionou uma breve avaliação desse modelo ainda pouco conhecido no mercado nacional.Barraca Mykra

Detalhes da barraca Mykra Azteq:

  • Dimensões:2,15m x 1,25m x 1,00m
  • Material das varetas: Duralumínio
  • Material dos espeques: Alumínio
  • Material do piso:Poliéster 75D/195T
  • Material do teto:Poliamida Siliconado RIPSTOP 20D/380T PU
  • Peso:1,8kg
  • Capacidade:1/2 pessoas
  • Tela mosquiteiro:Sim
  • Coluna d’água: 6.000 mm
  • Incluso Foot Print

Valor de venda: R$ 800,00 aproximadamente.

O que mais chama a atenção na barraca Mykra é o fato de ela ser autoportante, em outras palavras, é que ela fica montada por conta própria, não sendo necessária ser fixada ao solo.

Os dois modelos clássicos da marca brasileira Azteq são as barracas Nepal e MiniPack, as duas são ótimas para usos aqui no Brasil, porem as duas tem uma grande desvantagem de não ser autoportante. Sabemos que na grande maioria dos picos de montanhas nacionais o solo é pedregoso, se não tivermos uma barraca autoportante precisamos improvisar na hora de montar a barraca.

O quarto da barraca/mosquiteiro é ultra fino, superleve e bem construído, em primeira vista podemos notar que a Azteq caprichou nas costuras, notamos também que ela é muito bem arejada, isso ajudará muito para que não condense em situações de climas desfavoráveis.

Barraca Mykra

O sobre teto é de Poliamida Siliconado Ripstop 20D/380T PU, isso garante que o tecido seja leve, compacto e possua uma excelente coluna de água de 6.000 mm, além disso como de praxe, a marca Azteq manteve as clássicas abas para neve, mesmo sabendo que aqui no Brasil elas não são muito usadas para este fim, mas podem ser usadas para impedir que o vento entre por baixo da lona, em algumas situações mais extremas, podemos colocar pedras para firmar toda a estrutura, evitando que a barraca saia voando no meio da noite.Barraca Mykra

Possui apenas uma vareta em Duralumínio, está é composta por 2 junções em formato em “Y”, desta forma é possível manter uma estrutura leve, forte e confiável para suportar climas desfavoráveis.

Barraca Mykra

Detalhes:

A barraca Mykra conta com apenas uma porta de entrada e saída, mas o sobre teto possui ampla abertura, facilitando muito a entrada e saída dos usuários. Além disso conta ainda com dois estabilizadores laterais e uma pequena janela que aumenta a ventilação dentro da barraca.

Uma das grandes novidades deste modelo é que vem com Footprint, isso se refere a um segundo piso que protege o piso do quarto/mosquiteiro, evitando que este venha a furar ou rasgar, fica localizado entre o piso da barraca e o chão.

Nos modelos de barracas vendidos fora do Brasil é possível montar toda a estrutura da barraca (footprint, vareta e sobre teto) sem usar o quarto/mosquiteiro, não montamos ela desta forma, mas acreditamos que seja possível também.

Barraca Mykra

Veja nossa avaliação completa deste modelo clicando aqui.

Redução de peso em travessias de trekking

Trekking para inciantes, dicas sobre redução de peso em equipamentos.

Um dos maiores obstáculos do estilo de caminhada conhecido como Trekking na maioria das vezes não é apenas o terreno difícil, passar inúmeros dias acampando, mas sim, os equipamentos utilizados para a prática desse tipo de aventura.

A maioria das pessoas que começam a praticar trekking acham que isso se trata de um esporte elitizado, tendendo que os equipamentos sejam de alto valor monetário, pois não são encontrados facilmente no Brasil.

Isso não é verdade, vou explicar aqui nesse texto como você pode poupar um bom dinheiro e fazer um trekking de aproximadamente 5 dias, usando apenas uma mochila de 32L e mais alguns equipamentos indispensáveis.

Equipamentos

Na hora de escolher seus equipamentos, escolha por suas especificações técnicas primeiramente e não pelo seu preço, quando analisamos as especificações de cada produto podemos definir se o produto em questão é barato ou caro, sem isso é difícil fazer alguma comparação.

Outro detalhe interessante é estar atento as normas EN de cada equipamento, nesse caso escolha equipamentos com essa nomenclatura, porque são equipamentos fabricados para usos na Europa e testados em laboratório para que realmente possam atender as exigências, em outras palavras podemos dizer que, o produto irá entregar tudo o que promete, diferentemente do restante dos produtos similares não testados no mercado.

Você pode estar se perguntando! Os equipamentos com normas EN não são mais caros?

Sim, os equipamentos são mais caros, mas isso é subjetivo, pois são fabricados para realmente atender as exigências. Cito um exemplo para melhor entendimento:

Você pode optar por comprar um saco de dormir Deuter ou The North Face com norma (EN) com temperatura que variam entre +5° e -9°, este modelo será melhor e mais barato que se comprar um saco de dormir com faixas de temperatura entre 0 a -5° para usos aqui no Brasil. Caso a temperatura baixar durante a noite é só vestir um conjunto de roupas térmicas e resolvemos o problema.

Mochila de 32L

Existe no mercado nacional uma infinidade de marcas/modelos de mochilas, procure uma que tenha boas especificações técnicas e que seja muito confortável, pois você terá que carrega-la aproximadamente cinco dias consecutivos.

Mochila Guide 32L Lite Deuter

Redução de peso em travessias de trekking

Valor aproximado: R$ 833,00

Peso: 1,2kg

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Isolante Inflável

Os isolantes térmicos são muito importantes para termos uma boa noite de sono, este isola a temperatura corporal e mantém seu corpo seco, para assim ter uma noite sem desconfortos.

Isolante Ultra Light – Sea To Summit

Redução de peso em travessias de trekking

Valor aproximado:  R$ 533,00

Peso: 395g

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Saco de dormir

A dica aqui é se possível, usar um saco de dormir fabricado com plumas de ganso, pois possui melhor isolamento contra baixas temperaturas e é muito leve, mas geralmente estes são um pouco mais caros, mas posso dizer que compensa o investimento. Uso em minhas viagens o saco de dormir Deuter Trek Lite +3, este possui temperatura de conforto +7° e extrema -12°.

Temperaturas em sacos de dormir:

  • Temperatura de conforto é um dado para comparar uma boa noite de sono igual aquela que temos em nossas casas.
  • Temperatura limite, é aquela que você dorme usando poucas roupas.
  • Temperatura extrema é aquela que você dorme usando muitas roupas.

Por isso sempre compre o saco de dormir olhando a temperatura de conforto no máximo a de limite, nunca olhando para a extrema, olhar e entender os pontos importantes de cada equipamento é fundamental, poderá ser a diferença para poupar seu dinheiro.

Saco de dormir Trek Lite +3

Redução de peso em travessias de trekking

Valor aproximado:  R$ 929,00

Peso: 800g

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Barraca

As barracas são um dos pontos mais importantes que devemos prestar a atenção na hora da compra, pois ela será nosso abrigo durante todos os dias do trekking, use barracas (auto-portante) pois você poderá armar ela em qualquer terreno. Lembre-se que em um trekking a maioria dos acampamentos são selvagens, procure uma com uma boa coluna de água e resistente a ventos fortes.

As barracas para serem consideradas leves devem estar na faixa de 1 a 2 kg.

Barraca Cirus 2 NatureHike

Redução de peso em travessias de trekking

Valor aproximado: R$ 1.399,00

Peso: 1,84 kg

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Fogareiro/gás

O fogareiro será seu fogão durante os dias de travessias de trekking, é nele que você aquecerá todos seus alimentos e bebidas.

A dica é usar o fogareiro Azteq Spark, pois é leve, compacto e muito fácil de manusea-lo, além disso podemos condicionar ele dentro do estojo de transporte e guardar embaixo do cartucho de gás.

Fogareiro Spark Azteq

Redução de peso em travessias de trekking

Valor aproximado:  R$ 195,00

Peso: 87g

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 Kit de panelas

Recomendo usar o conjunto de panelas Azteq Trip, pois é muito leve, compacto, antiaderente e oferece um bom custo/benefício.

Conjunto de panelas Trip Azteq

Redução de peso em travessias de trekking

Valor aproximado: R$ 124,00

Peso: 260g

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Roupas

Em um trekking de muitos dias não é necessário levar uma muda de roupa por dia, pois isso aumentará o volume dentro de sua mochila e o seu peso final, se você respeitar o sistema de camadas, levará apenas o necessário para a sua aventura.

Hoje em dia as roupas técnicas são fabricadas para suportar até 5 dias em uso, isso quer dizer que você não precisará trocar de roupa todos os dias pois, possuem tecnologias avançadas anti-odor que permite que você use inúmeras vezes antes de lavar.

Equipamentos junto ao corpo:

Os equipamentos que estamos vestindo, calçando e usando também devem se juntar a essa conta, geralmente levamos um conjunto de roupas térmicas e mais um conjunto de anoraque (impermeável, respirável e corta-vento), ainda tem a bota de caminhada, meias, GPS de trilha, tudo isso gera um peso aproximado de 2 kg.

Se formos calcular o valor investido nessa breve lista de equipamentos vamos chegar a um total de R$ 4.013 reais sem contar aquilo que está em nosso corpo, isso não é um valor monstruoso, mas com tudo isso você consegue realmente aproveitar seus dias na natureza muito mais tranquilo e sem muito esforço, pois se somarmos todas as gramas dessa lista chegamos ao peso de 6,58 kg aproximadamente, isso é apenas dos equipamentos. Digamos que acrescentamos mais 1 litros de água e 1 kg de comida, dessa maneira temos boas condições de fazer qualquer travessia de trekking usando uma mochila leve e compacta pesando aproximadamente 10 kg.

Pontos importantes para se levar em consideração:

Geralmente a maioria dos aventureiros pensam que fazer trekking é levar uma mochila enorme, pesando cerca de 20 a 30 kg, mas não é bem assim, um erro comum aos praticantes iniciantes é comprar de cara uma mochila enorme e equipamentos muito baratos, de má qualidade e que você certamente irá trocar após um ano de uso, se contar todas essas trocas de equipamentos é vantagem sem dúvidas planejar suas comprar e comprar algo bom logo de cara, assim você evita surpresas desagradáveis durante suas aventuras de trekking.

Esse peso a mais que carregamos somente será sentido em subidas íngremes ou em inúmeros dias de caminhada, em um dia de travessia podemos dar aproximadamente 30.000 passos, então para que isso aconteça de forma tranquila, precisamos carregar o menor peso possível em nossas mochilas. Entenda que um caminhão de carga leva muito mais tempo para subir uma serra que um carro de passeio, isto é lógico, nas travessias de trekking isso acontece da mesma forma.

Quanto você for analisar todos os equipamentos que está levando em uma travessia, tenha o critério para definir quais equipamentos você tem e quantas utilidades ele tem, se este ter apenas uma utilidade, ele não deverá estar dentro da sua mochila.

Este texto tem o objetivo de ajudar você na escolha do equipamento certo, dando dicas e apontando as principais dificuldades nesse meio esportivo.

Esse artigo foi construído em trocas de conversar com o Tiago Korb, fundador do Clube Trekking Santa Maria/RS. Essa empresa possui larga experiencia em travessias de longa distância, dentre elas se destacam a maior travessia de montanhas do Brasil – Travessia Transmantiqueira, é realizada em 18 dias a pé e percorre a distância de 630 km.

Calendário de travessias 2017

Redução de peso em travessias de trekking
Foto: Clube Trekking Santa Maria

Cachoeirão destaca-se por sua imponência

Em meio aos vales da Serra Gaúcha encontramos uma das corredeiras mais alucinantes do Vale do Rio das Antas, conhecido como Cachoeirão, este ponto turístico é um dos mais belos da região serrana, localizado a cerca de 160 quilômetros da Capital Porto Alegre e cerca de 50 quilômetros de Caxias do Sul/RS.

O que fazer:

O local é aberto ao público, lá é possível fazer um churrasco com os amigos, família ou até mesmo pequenas trilhas, conforme for o nível do Rio das Antas é possível chegar bem próximo das corredeiras.

Cachoeirão destaca-se por sua imponência
Parte de cima do Cachoeirão
Cachoeirão destaca-se por sua imponência
Parte de baixo do Cachoeirão

Importante

O Rio das Antas é um dos rios mais belos da região serrana, mas não se engane, ele também é um dos mais perigosos também. Próximo ao Cachoeirão a uma Usina Hidrelétrica de Castro Alves, que conforme a sua necessidade abre suas comportas e libera milhões de litros de água, isso pode fazer o leito do rio subir inúmeros metros em poucos minutos, então antes de se aventurar em torno do Cachoeirão, certifique-se que o nível do rio esteja bem baixo, assim evitando ser surpreendido com o aumento repentino de água. 

Cachoeirão destaca-se por sua imponência
Usina Hidrelétrica Castro Alves

Além da visita de carro no local, ainda é possível descer essas corredeiras usando botes infláveis, esse esporte é conhecido como Rafting, a empresa que opera esse esporte no local é a Cia Aventura, possuem experiencia de mais de 10 anos na prática desse esporte, sendo referência no Brasil.

Para praticar esse esporte é necessário ter no mínimo oito anos de idade, os passeios duram em média 2 h e 30 minutos e percorrem o Rio das Antas por 8,5 km, passando pelo belo e imponente Cachoeirão. O esporte é praticado por no mínimo seis pessoas e no máximo 55 pessoas. Caso você se interessou pela prática acesse o site do Cia Aventura – Eco Parque.

Além disso é possível fazer algumas pequenas trilhas no entorno do Cachoeirão, deixe o carro no pequeno estacionamento perto do atrativo e siga a direita, margeando o rio, este caminho levará você para o meio das corredeiras, esteja sempre munido de calçados confortáveis, roupas compridas, água, repelente e protetor solar.

Como chegar:

Para chegar ao Cachoeirão é muito fácil, existem duas formas, a primeira delas é pela RS – 448, está é uma estrada asfaltada, bastante sinuosa, mas bela, durante o trajeto podemos contemplar algumas belas cachoeiras e a linda geografia da região da Serra Gaúcha. São aproximadamente 30 km do centro de Farroupilha/RS até a Ponte de Ferro que faz divisa com a cidade de Nova Roma do Sul/RS.

Cachoeirão destaca-se por sua imponência
Belas paisagens na RS 448

Ao chegar na ponte de ferro dobre a direita, passando por um barzinho e siga por aproximadamente 7,5 km, a estrada que leva até o Cachoeirão é de terra, possui inúmeras pedras soltas, mas com cuidado e devagar chega-se lá com segurança. Esteja atento, geralmente em dias de chuva a estrada fica muito embarrada e escorregadia, a também dois obstáculos significativos em dias de muita chuva, pois entre os Vales e o Rio das Antas, forma-se alguns córregos, então em alguns trechos e possível nos deparar com um pequeno rio atravessando a estrada. Não recomendo ir em dias chuvosos.

A outra forma de chegar ao Cachoeirão é pelo Município de Nova Pádua/RS, o trajeto é de aproximadamente 10 km e termina no Rio das Antas, ali tem a Balsa que disponibiliza um serviço de passagem para o outro lado do rio. Depois siga por aproximadamente 4 km margeando o rio (neste caso o rio estará a esquerda).

Dica:

Se você gosta de pedalar, recomendo muito este passeio. Saia da cidade de Caxias do Sul/RS em direção a Nova Pádua/RS, siga até a Balsa, atravesse, passe pelo Cachoeirão e suba até a cidade de Farroupilha, ou vice-versa, com certeza é uma bela e encantadora travessia.

Além desse atrativo a cidade de Nova Roma do Sul possui outras belezas naturais como: Gruta Fiorese e Cascata Salto Escondido, essas você confere aqui no site.

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Chima Rock chega em sua terceira edição

A terceira edição do evento Chima Rock foi regado a muito rock ´n roll, chimarrão, pessoas legais e a maravilhosa culinária argentina. O palco desse grande evento foi no enigmático e principal ponto turístico da cidade de Flores da cunha/RS – Brasil, o Mirante Gelain é o lugar certo para encontrar os amigos, fazer esportes radicais e apreciar a espetacular vista para o vale do Rio das Antas.

O evento teve inicio às 15:00 do dia 07 de Maio de 2017, além do chimarrão e das pessoas legais o evento contou com uma bela apresentação artística do grupo de dança do ventre Mahaila Danças Orientais. A Banda Jokerman, essa se apresentou após o espetáculo das dançarinas, trouxeram grandes sucessos musicais nacionais e internacionais, fazendo com que a galera que estava presente cantasse e vibrava-se com as clássicas do rock.

No local havia a chance de provar um pastel tipicamente argentino, feito por um casal de ciclistas que estavam de passagem pelo Brasil, por sinal era maravilhoso, impossível comer um só. Além disso ainda havia comida de rua, docinhos, cerveja artesanal e chopp.

Estes Argentinos vinham de Mendoza – Argentina, estavam ali no Mirante Gelain hospedados a cerca de uma semana, pois tiveram alguns problemas com uma das bicicletas, aproveitam o evento para mostrarem seus dotes culinários. O casal está fazendo essa viagem rumo ao México, uma viagem com duração de aproximadamente dois anos.

Não podemos esquecer de mencionar o incrível pôr do sol presente , as novas amizades, a diversidade de histórias, momentos que fazem com que os eventos nesse local sejam cada vez melhores.

Chima Rock no Mirante Gelain

Chima Rock no Mirante Gelain

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Se você busca um lugar legal para levar a família, namorada, namorado, amigos, ou até mesmo conhecer pessoas legais, recomendo muito ficar atento nos próximos eventos do Mirante Gelain, acompanhe pela sua fan page no Facebook tudo que acontece em um dos cenários mais bonitos da Serra Gaúcha.

Aguardem novidades vem por aí!