Conheça os diferentes tipos de mochilas!

Para auxiliar e facilitar a escolha da mochila ideal, apresentaremos nesse post os variados tipos de mochilas, mostrando como usar em cada situação.

Em todos os contextos da nossa vida visando suprir diversas necessidades básicas, como ir à escola, passear, viajar, em fim, sempre que se necessite carregar algum objeto, de forma prática e mantendo assim nossas mãos livres, utilizamos malas ou mochilas.

Os aventureiros e os  viajantes, na maioria das vezes, ficam em dúvida sobre qual o tamanho de mala ou mochila utilizar em suas aventuras.

Tipos de mochilas:

  • Mochilas de rodas: São as primeiras a surgirem em nossa mente, pois são versáteis e  podem ser usadas nos ombros ou arrastando-a de um lado para o outro. São muito usadas por crianças e profissionais em suas viagens de bate e volta, são vistas em maior número nos aeroportos e escolinhas ao nosso redor.
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Foto: Deuter
  • Mochilas de ataque: São mochilas normalmente usadas por viajantes, ciclo-turistas e aventureiros, possuem diferentes ajustes de alças, acopláveis perfeitamente na coluna. O tamanho dessas mochilas é dada por valores em litros, podendo ser de 10 a 32 litros. São usadas em pequenas viagens, trilhas leves e aventuras de bike.
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Foto: Deuter
  • Mochilas cargueira média: São mochilas que possuem muitos ajustes. Podem variar de 35 a 55 litros de tamanho e são usadas por viajantes em geral em mochilões pelo mundo, trilhas de dificuldade média e trekking.
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Foto: Deuter
  • Mochilas cargueira grande: São mochilas com grande capacidade de armazenamento, podem variar seu tamanho entre 60 e 90 litros ou mais, são usadas por aventureiros em grandes viagens, expedições, trekking de longa duração.
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Foto: Deuter
  • Mochilas de Hidratação: São mochilas técnicas que possuem reservatórios de água acoplados internamente, sendo de tamanhos diferentes, podem variar entre 1 a 12 litros, usadas em corridas de aventura, viagens de bike, trilhas leves, em fim, para todo lugar que necessitar levar água.
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Foto: Deuter
  • Mochilas para transporte de crianças: São mochilas construídas com cadeirinha para bebes e crianças, possuem cintos e fivelas de segurança, impedindo assim que a criança caia,  possui também armação retrátil, podendo a mochila ficar em pé sozinha. São usadas normalmente por viajantes que querem ter seus filhos junto nas suas aventuras.
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Foto: Deuter

Todas e qualquer  tipos de mochilas são encontradas na loja de nossos parceiros:

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Edição e texto: Luís H. Fritsch

Como viajar gastando pouco ou quase nada!

Como viajar gastando pouco ou quase nada!

Colocar uma mochila nas costas e cair na estrada em busca de caronas que o levem para os lugares mais incríveis é uma maneira de viajar de graça. Mas não é a única. A tecnologia possibilitou outras formas de conhecer o mundo sem gastar dinheiro — ou, ao menos, desembolsando muito pouco.

Hoje já é possível encontrar hospedagem gratuita pela internet ou até pedir um financiamento coletivo para a sua viagem. Há, ainda, a opção de se engajar em uma causa social ou usufruir de milhas aéreas acumuladas. Conheça abaixo algumas dessas alternativas, veja qual tem mais a ver com o seu perfil (talvez você una mais de uma delas) e programe as suas próximas férias.

Viajar gastando pouco trocando de casa
Alguns sites reúnem pessoas dispostas a ceder a casa e que, literalmente, trocam seus endereços por um tempo. O intercâmbio pode ser simultâneo ou não. Ou seja, você pode ocupar a casa do hóspede enquanto ele se muda para a sua. Mas também é possível ceder a estadia e obter um crédito para uma futura hospedagem na casa do seu atual convidado, num período acordado com ele.

O Home Exchange é o site mais famoso do ramo, disponibiliza mais de 50 mil casas, em 150 países, e possui versão em português: o Troca Casa (www.trocacasa.com). Para se cadastrar, é preciso pagar uma anuidade de US$ 9,95 e detalhar as características da sua residência, com fotos, inclusive. Caso você não realize nenhuma troca no primeiro ano, o site oferece mais um ano gratuitamente.

Em 2013, a Universidade de Bergamo, na Itália, realizou um estudo com sete mil membros da rede de troca de casas e apontou que 93% deles ficaram satisfeitos com a experiência e 75% qualificaram como confiável a pessoa com quem trocaram de endereço. Desses entrevistados, a metade tem família e filhos.

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No couchsurfing, moradores abrigam gratuitamente o turista em suas casas

Viajar gastando pouco com Couchsurfing
A prática, que pode ser traduzida, ao pé da letra, como “surfar no sofá”, implica em hospedar-se gratuitamente na casa de moradores de um determinado local. O sofá não é necessariamente o que eles têm a oferecer, muitos disponibilizam camas, colchões e até quartos privativos para os visitantes.

O site mais conhecido de adeptos dessa prática é o www.couchsurfing.org. Para utilizá-lo, basta entrar no endereço eletrônico, criar um perfil online e começar a busca de uma acomodação. Fica mais fácil escolher um lugar bacana ao olhar as recomendações já feitas por outros “coachsurfers” que passaram pelo destino.

“O mais legal do couchsurfing é conviver com pessoas locais, que vão ajudar você a conhecer os lugares que só os moradores da cidade frequentam. A imersão na cultura é muito mais intensa, não se compara a de um turista que vai, fica em um hotel e visita só os pontos turísticos”, diz o mochileiro e fotógrafo Leonardo Maceira, que há cinco meses tem viajado pelo Brasil sem dinheiro na carteira, registrando suas aventuras em sua página do Facebook (https://www.facebook.com/OsLugaresdeCadaUm).

Vale saber que o anfitrião tem todo o direito de não aceitar um pedido de hospedagem feito via couchsurfing. Por isso, é bom sempre ter mais de um “sofá” como opção, antes de programar a sua viagem.

Viajar gastando pouco com Trocas de trabalho por comida e hospedagem
Você pode ter acomodação e refeições gratuitas em outro país se estiver disposto a ceder algumas horas do seu dia para trabalhar em um negócio, que pode ser uma fazenda, uma casa de família, um rancho, alojamento ou albergue. Existem muitos estabelecimentos ao redor do mundo que oferecem, além de comida e um local para dormir, acesso gratuito à internet e a oportunidade de conviver com a comunidade local. Tudo em troca de uma ajuda.

O site HelpX (http://www.helpx.net/) reúne muitos locais ao redor do mundo que aceitam essa prática. Quem recebe os voluntários geralmente exige um compromisso. Na média, são necessárias quatro horas diárias de trabalho para usufruir desses benefícios, mas pode haver variações.

Como regra geral, ao ajudar mais, você tem mais regalias. Por exemplo: quem prefere trabalhar por duas horas diárias talvez só consiga um local para dormir, enquanto quem se coloca à disposição por seis horas diárias poderá ter, além das refeições, um quarto privativo. Muitas das oportunidades são em áreas rurais, por isso, têm mais chances aqueles que incluem no perfil habilidades como saber mexer com plantas e colher frutas, cuidar de animais e andar a cavalo.

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Praticar voluntariado também pode garantir uma viagem sem gastar muito dinheiro

Viajar gastando pouco sendo voluntário de causas sociais
Essa é uma forma de viajar a custo baixíssimo – geralmente se paga a passagem aérea e o seguro saúde – mas só serve para aquelas pessoas que não querem apenas carimbar o passaporte, mas que estão interessadas em se envolver em grandes projetos humanitários.

“É para quem tem vontade de conhecer o mundo não somente para aprender um idioma e, sim, para desenvolver responsabilidade social”, diz Moira Helena, diretora de intercâmbios sociais para estudantes da Aiesec no Brasil, organização estudantil sem fins lucrativos que, em 2013, levou 1.600 brasileiros para trabalharem como voluntários em outros países.

Para embarcar nos intercâmbios oferecidos pela organização é preciso ter entre 18 e 30 anos e inglês no nível intermediário. Colômbia, Argentina, Índia, Romênia, Hungria, Turquia e Egito são alguns dos países que entram nos programas, com duração de seis a doze semanas. Ao chegar no destino, os voluntários geralmente dão apoio a uma ONG local em áreas diversas, como financeira e comunicação. Em alguns casos, os jovens também podem ser treinados para atuarem como professores temporários de escolas locais.

Viajar gastando pouco com milhas
É verdade que acumular milhas aéreas custa, porque você precisa gastar para obter esse benefício. No entanto, se consegue isso adquirindo itens que iria comprar de qualquer maneira, essa é, sim, uma grande vantagem. Opções de programas de fidelidade não faltam, basta escolher aquele que oferece os melhores benefícios. Uma dica é optar por um programa que possua voos para os destinos que pretende visitar. Assim, é mais fácil se fidelizar. Caso contrário, você terá pontos espalhados por diversos programas, que dificilmente o levarão aonde quer chegar. Outra recomendação é escolher um cartão de crédito que ofereça uma boa troca do valor gasto por pontos e concentrar as compras nele. Por fim, é importante considerar a validade dos pontos e se planejar para conseguir acumular uma boa milhagem antes de ter de resgatar.

Viajar gastando pouco pedindo doações em sites
O crowdfunding é uma iniciativa de financiamento coletivo, uma maneira de captar recursos por meio de doações em dinheiro para um projeto específico. A ação já foi utilizada para viabilizar os mais diversos planos e agora também está disponível para quem quer ter sua viagem financiada.

O Trevolta (http://www.trevolta.com/) oferece a oportunidade de você montar o roteiro da sua viagem e, após precisar a quantia de dinheiro necessária para realizá-la, pedir contribuições.

Mas é claro que não é qualquer viagem que consegue patrocinadores. Para um crowdfunding de viagem ser bem-sucedido, é preciso ter diferencial. O “New York to Patagonia… By Ambulance!” (De Nova York à Patagônia… Em uma ambulância), por exemplo, conseguiu levantar US$ 8 mil dos US$ 10 mil pedidos. A proposta era viajar em uma ambulância da Big Apple até a América Latina e, ao fim da rota, doar o veículo para uma organização que presta atendimento de saúde para as comunidades carentes da Colômbia.

Ideias muito boas podem até ser patrocinadas por empresas. Outra opção para viabilizar o seu sonho é oferecer recompensa para os doadores, como cartões-postais do destino, fotografias e lembrancinhas locais.

Viaje sozinho pelo menos uma vez na vida

Viaje sozinho pelo menos uma vez na vida

“Não tenha medo de andar sozinho. Não tenha medo de gostar disso.” John Mayer

Há três anos atrás, eu não viajaria para lugar nenhum sozinha nem que você me pagasse, entrar em um avião para viajar por conta estava definitivamente fora de questão.

É engraçado como o tempo muda as coisas e a gente, e as coisas que você nunca se viu fazendo de repente se tornam a sua realidade.

Viajar sozinha se tornou parte da minha nova realidade. Eu absolutamente amo fazê-lo e aprendi muitas lições ao longo do caminho. Sendo o tipo de pessoa “não gostando de esperar pelos outros” e “levanta e vai” que eu sou, é natural que eu vá sozinha mais vezes. É tão excitante, exigente de seus nervos, e tão muito mais recompensador ao mesmo tempo. Agora que já tenho algumas aventuras internacionais solo de experiência, estou ansiosamente aguardando pela próxima!

Se você já pensou sobre sair se aventurar sozinho, mas ainda está indeciso ou nervoso, aqui estão 10 razões pelas quais você deveria viajar sozinho pelo menos uma vez:

  1. Você nunca volta como foi.

Sair sozinho renova seu espírito da maneira mais positiva. Muda sua energia, sua perspectiva do mundo, o modo como você vê os outros e o modo como você enxerga você mesmo. Você se torna um pouco mais corajoso e mais confiante nas suas próprias habilidades de resolver as coisas por sua conta.

  1. Sair da sua zona de conforto é bom para você.

Viajar sozinho é o tipo de empurrão saudável que você precisa para ficar confortável estando desconfortável. Você aprende a aceitar estar em lugares estranhos, com pessoas estranhas e todos os desafios que vão se apresentar a você ao longo da jornada.

  1. Existe tanto para se aprender sobre o mundo.

Vendo e explorando alguns dos lugares mais bonitos lhe deixará sem palavras. Experimentar as diferentes culturas e modos de viver que fazem de cada lugar tão especial é uma experiência única por si só.

  1. Passar um tempo sozinho ajuda você a se conhecer melhor.

O melhor relacionamento que você pode ter é aquele que você tem com você mesmo. Viajar sozinho lhe dá a oportunidade que você precisa para desacelerar, refletir e passar aquele tempo de qualidade com você mesmo que você pode normalmente perder na rotina do dia-a-dia em casa.

  1. Você vai descobrir o quão forte você é.

Nenhum dia é como o outro viajando sozinho, e você vai aprender a fluir e lidar com os dois lados da moeda. Uns dias você vai se ver correndo pela cidade com um grupo de novos amigos. Outros dias você descobrirá que você pode apenas preferir ir de leve e com calma no seu próprio ritmo. Você perceberá que enquanto você gosta de estar junto dos outros, você se torna mentalmente mais forte e capaz de se virar por você mesmo.

  1. A maneira de você ver as coisas vai mudar.

Sua perspectiva de certas partes do mundo, costumes e crenças será completamente diferente quando você os experimentar em primeira mão, e você descobrirá que todas as fotos e artigos que você leu sobre eles não lhe fazem justiça.

  1. Fazer amigos por aí é incrível.

Uma viagem solo nunca é realmente passada em completa solidão porque você conhecerá viajantes assim como você. Você vai compartilhar histórias e perceber o quanto vocês todos têm em comum, e descobrirá que você nunca está realmente sozinho de verdade.

  1. Não é tão assustador quanto você pensa.

Todas as preocupações e apreensões que você inicialmente tinha quando colocou os pés no avião vão desaparecer no momento que você chegar ao seu destino. Enquanto é verdade que você deve praticar ter um certo nível de cautela independente de onde você estiver no mundo, você descobrirá que muitas das coisas ridículas que você viu em filmes não são reais.

  1. Experiências são muito mais valiosas que coisas.

Nada se compara à diferença entre comprar um par de sapatos fabricados em Paris e estar de fato visitando Paris. Nada.

  1. Você vai mais do que provavelmente querer viajar sozinho de novo.

Viajar é um vício por si só. Mas a liberdade que você tem quando você faz isso sozinho é simplesmente diferente. De seguir seu próprio ritmo e não se sentir culpado por isso, à força e confiança que você descobre dentro de si mesmo. É uma experiência pacífica e calmante que você provavelmente vai querer experimentar de novo e de novo.

Texto original por Jaimee Ratliff, postado originalmente em seu blog, This Way North

Traduzido por Lucas Sironi

A trilha mais longa da América do Sul

A trilha mais longa da América do Sul

Esta é a primeira trilha de longa distância na América do Sul com 1.500 quilômetros no total, leva  ao coração do lendário Andes Patagônicos. É uma trilha belíssima e diversificada que atravessa campos e rochas vulcânicas, vales andinos idílicas, cadeias de montanhas cobertas de neve, florestas verdejantes, lagos azuis profundos e alguns rios.

A trilha Greater Patagônia não é uma pista oficial que foi planejada e criada por uma agência do governo. É melhor: é uma compilação das mais belas e diversas trilhas, estradas secundárias e de sessões transversais do país através dos Andes Patagônicos selecionados por um andarilho apaixonado.

Duração:

A trilha completa pode ser caminhada em uma temporada de verão e requer aproximadamente 90 a 120 dias, se andar com um ritmo moderado. Este inclui alguns dias de descanso, reabastecimento e viagens de ônibus.

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Mapa The Greater Patagonian Trail

Melhor Temporada:

Se você pretende caminhar toda a trilha na seqüência correta e iniciar com o ponto 1 você deve ir depois no mês de Dezembro.

Nas primeiras seções vários rios e passes de alta montanha precisam ser cruzados. Cuidar o nível das águas dos rios, pois a neve está derretendo e pode fazer as travessias serem difíceis e perigosas até o início de Dezembro. Portanto sair antes de Dezembro pode colocá-lo em risco ao atravessar rios ou atravessando ainda partes cobertas de neve. Mas se deixar para depois de Dezembro você pode ser surpreendido pelos fortes ventos do inverno antes de chegar ao fim da Greater Patagonian Trail.

Licenças para a entrada e taxas:

Quase toda a trilha pode ser caminhado sem permissão de entrada ou pagar taxas de entrada. E o que é ainda melhor: muitas das pessoas humildes que vivem ao longo da trilha vai recebê-lo ou até mesmo convidá-lo a ficar.

Infelizmente, o direito do público de maneira gratuita é vago e por vezes ignorada no Chile. Por lei chilena o acesso ao litoral, lagos e rios é um direito público, mas existem inúmeros locais onde essa prática fica desconsiderada. Simplesmente não existem penalidades se alguém nega ilegalmente passagem. Eu não sou suficientemente familiarizado com a legislação chilena, mas posso afirmar que, se é um direito público semelhante desta forma aplica-se a todas as trilhas e estradas de ligação em propriedades privadas. Mas, se ela existe é ocasionalmente desconsiderado. Alguns proprietários ricos com enormes parcelas de terras, empregam guardas e instruem para negar o acesso a qualquer um.

Conclusão:

Ao serem questionados sobre a trilha explique amigávelmente que você é apenas um andarilho e que você não quer nada mais do que a passagem para a próxima estrada ou cidade. Caminhantes raramente são vistos na maior parte do percurso e algumas pessoas podem suspeitar de outros interesses, porque eles simplesmente não sabem o conceito das caminhadas. Você pode explicar o quão longe você já andou para ganhar a simpatia e o respeito do proprietário da guarda ou da terra. Garantir que você vai levar todo o lixo e que você não vai deixar qualquer vestígio.

The Greater Patagonian Trail exige resistência, não só por causa do comprimento da área total, mas as seções de trilha são grandiosas. As três primeiras seções excedem 100 km cada, sem pontos de reabastecimento regulares na rota. Se combinar secções, as distâncias tornam-se ainda maior e pode alcançar ou exceder 300 km.

Habilidades e capacidades necessárias:
Caminhantes, esta trilha requer um planejamento detalhado e preparação antes e durante a caminhada. A bagagem tem que ser reduzida para somente o que é essencial. Antes de cada seção certifique-se que tudo esta correto e a quantidade de alimentos é suficiente.
O isolamento de algumas partes da trilha vai exigir uma atitude de auto-suficiência e comportamento cauteloso. O caminhante precisa se sentir confiante e se movimentar com segurança em vários terrenos, que chegam a partir de montanhas cobertas de neve e por florestas temperadas.

Mudanças climáticas repentinas podem acontecer a qualquer momento nessa região montanhosa. O caminhante precisa estar preparado e equipado para combater as tempestade de neve e o fechamento das nuvens ao cruzar uma passagem de montanha.

Boas habilidades de navegação são essenciais, pois o percurso é bastante isolado. O caminhante precisa reconhecer e seguir as trilhas muitas vezes apenas vagamente visíveis que frequentemente se esgotam ou se dividem em diferentes ramos. Aqui o caminhante tem que seguir o seu “sexto sentido”, verificando e comparando o percurso feito com as trilhas de GPS recomendadas. Bons conhecimentos e a utilização de um GPS é obrigatória.

Esta trilha só deve ser tentada com pelo menos algum conhecimento e práticas da língua espanhola. Você precisa ser capaz de se apresentar, explicar o que está fazendo, comprar comida e outros suprimentos e organizar suas viagens de ônibus até as trilhas. Quase ninguém ao longo da trilha fala ou entende algumas palavras em Inglês.

Veja algumas fotos da trilha realizada pela aventureira Jan Dudeck 

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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
Fonte: Wikiexplora

Casamento dos sonhos nas alturas

Casamento dos sonhos nas alturas

Amar é como escalar uma montanha e este casal do Colorado realmente levou isso bem a sério. Eles escalaram um pico chamado “The Chief in British Columbia”, O Chefe na Colúmbia Britânica, no Canadá para o seu casamento há três meses. Jamie Halperin, uma nutricionista, nunca teve vontade se casar, mas acabou mudando de ideia depois de assistir a um vídeo de amigos que encenaram um casamento falso com esse tema para uma empresa de casamentos de aventura. O noivo de Jamie, o consultor financeiro David Lamb, queria um casamento convencional no início, mas também mudou de ideia e concordou com a ideia de um casamento que fizesse o coração deles bater mais forte. Principalmente depois de perceber todo o stress e o dinheiro que gastariam em uma cerimônia tradicional.

Jamie e David no grande dia então colocaram a aparelhagem e seguiram sua guia de escalada, levando seu amor a novos patamares, subindo o gigante pico, que fica a uma altura de 2.300 metros. A experiência foi única e documentada pelo fotógrafo John Lloyd e cinegrafista Dominic Gill. Podemos dizer que seu álbum estava cheia de risos, sorrisos, trabalho árduo e um fantástico espírito de aventura. O melhor de tudo é que no topo da montanha os pombinhos foram capazes de “se amarrar” na inspiradora vista da paisagem enquanto eles desfrutavam tomando um champanhe para comemorar.

Eles acabaram gastando somente £7.000 (R$ 27.857), que pelo visto deve ser pouco dinheiro para eles, em seu dia especial (incluindo o custo de um vestido de noiva adequado para escalada em rocha), mas sua ousada experiência foi impagável.

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Casamento dos sonhos nas alturas

Texto: Danilo Cardoso

Uma lista de musicas para inspirar você a viajar!

Se tem uma coisa capaz de ativar nossa memória afetiva tão bem quanto cheiros e aromas é a música. Se alguns perfumes nos transportam imediatamente para um dia e lugar qualquer da nossa infância, há músicas que nos fazem reviver grandes emoções, momentos com pessoas especiais, uma época feliz ou mesmo uma viagem inesquecível.

Pensando nisso, separamos uma lista de musicas em especial, do estilo Rock n’ Roll, para inspirar você viajante nesse dia tão especial. Hoje é dia Mundial do Rock, 13 de julho de 2015 .

Veja o que separamos para você:

1- Foo Figthers – Walk

2 – Eddie Vedder – Rise

3- Steppenwolf – Born To Be Wild 

4- AC/DC – Highway To Hell

5- Audioslave – I Am The Highway

6-  Guns N’ Roses – Welcome To The Jungle

7- Pearl Jam – Amongst the Waves

8- Skank – Vamos Fugir

9- Jason Mraz – 93 Million Milles

10- Bass Drum of Death – Crawling After You

11- Eddie Vedder – Society

12- Red Hot Chili Peppers – Road Trippin

13- ForFun – O viajante

14- The Doors – Roadhouse Blues

15- Bon Jovi – Lost Highway

16- Engenheiros do Hawaii – Infinita Highway

17- Rory Gallagher – Mississippi Sheiks

18- Joan Jett – I Love Rock’n’Roll

19- Foo Fighters – Long Road To Ruin

20- Eddie Vedder – Goodbye

Edição: Luís H. Fritsch

Livre – Um filme para inspirar você a cair na estrada

Livre é baseado no livro “Livre – A Jornada de Uma Mulher Em Busca do Recomeço” que, assim que foi lançado, em 2012, fez um baita sucesso, liderando por sete semanas consecutivas a lista dos mais vendidos de não-ficção do jornal The New York Times; foi selecionado para o popular Clube do Livro de Oprah Winfrey; e traduzido para mais de 30 idiomas.

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Sinopse:

Em ‘Livre‘, Cheryl Strayed achou que tivesse perdido tudo quando faz 22 anos. Após a repentina morte da mãe, a família se distanciou, ela começou a usar heroína e seu casamento desmoronou. Quatro anos depois, aos 26 anos, sem nada a perder, tomou a decisão mais impulsiva da vida: caminhar 1.770 quilômetros em busca de autoconhecimento. Seu relato captura a agonia, tanto física quanto mental, de sua incrível jornada; como a enlouqueceu e a assustou e como, principalmente, a fortaleceu.

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Assista o trailer:

 

Edição: Luís H. Fritsch

A desafiadora Travessia Bairro Alto x Marco 22: 1º Dia

Fazia um bom tempo que queria fazer uma travessia na Serra do Ibitiraquire. Sugeri ao Tiago Korb de programar um trajeto saindo da Fazenda do Bolinha, que compreenderia 10 cumes. Mas ele nem deu muita atenção. Disse que seria complicado pela logística de transporte, clima e outros fatores.

Não desisti, pois queria realizar esse sonho e de preferência no mesmo ano ainda! Então recorri ao nosso amigo Fábio Carminati, que também tinha interesse em fazer alguma travessia nessa Serra. Combinamos de os dois ficar pilhando o Tiago em montar o trajeto e fazer a travessia.

Passamos semanas juntando informações e lendo relatos, os mais interessantes mandávamos para o Tiago tanto via Facebook quanto por e-mail. Isso sem contar das vezes em que eu tocava nas palavras “travessia” e “Serra do Ibitiraquire”.

Mas a insistência valeu a pena! O relato dos perrengues despertou o interesse no Tiago. Próximo passo seria conseguir os dados de GPS da região com amigos montanhistas dele para montar o roteiro, uma vez que ninguém conhecia a Serra do Ibitiraquire muito bem. Eu tinha ido uma única vez fazer a trilha até o Pico Tucum. Já o Tiago havia ido ao Pico do Paraná anos atrás em um dia de chuva, ou seja, não conseguiu ver nada.

Com ajuda de vários amigos montanhistas (entre eles Elcio Douglas e Mildo Junior), o Tiago foi conseguindo os trajetos para GPS que passavam por diversos cumes. Na minha ideia, o Pico do Paraná e o Ciririca não poderiam ficar de fora do planejamento. O primeiro por ser o cume mais alto da região Sul do país. O segundo por levar a fama de “K2 paranaense”, o que despertava minha curiosidade.

Mas onde começar e terminar a travessia? Os ajustes foram sendo feitos com o passar dos dias. De repente vem à tona o conhecimento da existência da Travessia Bolinha x Marco 22. A ideia original da travessia era fazer 10 cumes da Serra do Ibitiraquire e se desse tempo ou se não chovesse, poderíamos fazer esse trecho da Serra da Graciosa até o Marco 22 da Estrada da Graciosa.

Surgiu então o Getulio Vogetta com outra opção de roteiro via trilha da Face Leste do Ferraria. Conseguimos o trajeto de GPS dela e desta forma se consolidou como opção de início da nossa travessia, acrescentados ainda, mais alguns cumes. E por fim, o trajeto final seria até a Estrada da Graciosa, terminando no Marco 22.

Diante do desafio, da elevada altimetria, da promessa de encontrar mato bem fechado, o Tiago propôs de adotar o sistema de travessia ultralight. Ou seja, usar as mochilas de 30L em vez das cargueiras. Para isso, levamos o mínimo necessário e itens bem técnicos que ocupam pouquíssimo espaço. Deixamos o dormitório da barraca, levando apenas o sobre teto e o foot print por exemplo. E assim foi: total desapego do conforto para levar somente o que era absolutamente necessário.

A equipe foi formada com base em outras travessias pesadas que fizemos (Fábio Carminati, Luciana Moro, Marcelo Nava e Tiago Korb). Apenas faltava conseguir uma janela de pelo menos 5 dias de tempo bom. O que naquela região já é difícil, pois chove em mais de 270 dias no ano. Em ano de El Niño é ainda mais difícil! Mas o São Pedro colaborou. A previsão do tempo estendida marcava 10 dias de sol na segunda quinzena de agosto.

Íamos nos preparando, deixando equipamento e comida em separado na medida em que a previsão do tempo se confirmava.

Viajar da região central do Rio Grande do Sul para Curitiba não é nada agradável. São pelo menos 14 horas sentada dentro de um ônibus. Mas o sacrifício vale a pena se o tempo ajudar. E assim eu e o Tiago partimos de Santa Maria RS na tarde do dia 18 de agosto rumo à capital paranaense, onde a amiga Sandra Elize nos receberia para fazer a logística até Antonina.

1º DIA: Terça-feira 19/08/2014.

Nosso ônibus chegou na rodoviária com mais de uma hora de atraso. O Marcelo e Fábio já nos esperavam na rodoviária. Assim que chegamos, encontramos eles no local marcado e partimos para a casa de minha mãe, onde deixaríamos nossas roupas de “civis” de viagem para trocar pelas roupas de trekking.

Em seguida, fomos ao encontro de Sandra, quase vizinha, para partir para Antonina. Durante o trajeto fomos conversando sobre nosso planejamento de travessia e demais assuntos sobre montanhismo.

A Sandra, em um determinado momento, me alcançou um pacote e pediu para que escolhesse uma bandana de presente. Escolhi uma de temática florida com verde, que poderia usar o lado estampado ou o de cor única para combinar com minha calça da travessia. Assim, já coloquei o presente na cabeça para usá-lo durante a travessia para dar sorte (sim, eu acredito nessas coisas).

Descemos pela Estrada da Graciosa com tempo bom. Essa foi a terceira vez que passei pela estrada e a primeira com tempo bom! A medida que descíamos, ia se revelando a belíssima mata Atlântica que cobria as imponentes montanhas. Ah, as montanhas! Várias delas eram visíveis durante o percurso, e uma boa parte delas não faziam parte da nossa travessia.

Tentamos avistar o Marco 22, o ponto final da travessia, mas não enxergamos. Então combinamos o resgate de volta no primeiro Recanto da Graciosa. Depois de 1:40 de estrada, chegamos a Antonina e, em seguida, no Bairro Alto e finalmente na Fazenda Lírio do Vale de onde começaríamos nossa longa pernada. Descemos do carro e nos despedimos de nossa amiga Sandra.

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Iniciamos a Travessia em torno das 11:40, começando pela trilha da Conceição. O dia estava bastante ensolarado com algumas nuvens encobrindo os cumes das montanhas.

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Logo se revelou o primeiro cume em meio as nuvens, o Ibitirati.

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Nós estávamos a 190 metros de altitude e teríamos que atingir o cume que tinha 1745 metros de altitude até o final da tarde. Parecia ser uma missão quase impossível!

Passamos pela ponte Indiana Jones por volta das 12:40 e descemos até o Rio Cotia para almoçar. Fizemos um lanche rápido e retomamos a caminhada.

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A trilha da Conceição é muito bonita. Durante o seu trajeto íamos admirando a beleza de sua vegetação e brincando que em seguida a “barbada” iria terminar, afinal, tínhamos que subir mais de 1700 metros até o primeiro acampamento.

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 15182315025_22b167d3e4_oA trilha de subida era sinalizada com um pneu. Em um determinado ponto ficamos procurando o tal pneu à esquerda da trilha. Achamos meio escondido pelo mato.
Subimos o degrau e a parte divertida começou. Muito mato fechado durante a subida.

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Em seguida começaram as cordas, opa, a primeira não era corda, era mangueira de bombeiros.

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Mais adiante o mato fechado diminuiu e a trilha começou a ficar mais íngreme e mais bonita, e começando a ter vista dos demais cumes.

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Ao lado esquerdo se via o paredão do Ibitirati, mas o cume ainda estava coberto por nuvens. Mas depois o céu ficou mais limpo e podíamos ver também o Pico Paraná.

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Chegou o primeiro trecho de corda. O pessoal subiu sem maiores dificuldades. Eu me agarrei na corda e me puxei para cima.

Mas não via a hora de chegar no “degrau” da face leste do Ferraria. Quando estávamos montando o roteiro da travessia, fomos informados desse trecho de maior dificuldade. Então eu e os demais ficamos imaginando como seria.

Enfim, chegou o degrau. E realmente era merecedor da fama de ser um “bicho papão”. Um trecho da subida com inclinação média de 80 graus e em alguns pontos de 90 graus.

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Entre a pedra e o abismo havia um trecho de chão um pouco maior que meu pé. A pedra do degrau era quase da minha altura (1,60 m). Haviam dois lances de corda: o da primeira subida, que descia até a metade do degrau; o segundo ficava preso nas duas pontas. O Tiago e o Marcelo foram os primeiros a subir. Nesse momento eu fiquei observando o modo de como eles subiam e pensava como eu com minhas pernas curtas ia alcançar aquela pedra. O Marcelo escorregou o pé na primeira tentativa, depois se agarrou na corda e usou bastante força para subir. Se os homens penaram para subir pela corda, imagina o que seria para mim!

Chegou a minha vez. Envolvi bem a mão direita em um dos nós da corda e a esquerda no corpo da corda.

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Apoiei o pé na pedra, embalei para puxar na subida, mas deslizei o pé, voltando à base. O Tiago falava:
– Apoia os pés na pedra e firma bem com as mãos. Tenha no mínimo 3 pontos de apoio sempre.

Mas não adiantava muito, além da pedra lisa o meu ombro esquerdo também não estava ajudando, visto que o havia lesionado ele umas semanas antes em Santa Maria. Além de ele estar fraco, machucá-lo de novo e logo no início da travessia seria algo péssimo, ainda mais sabendo que teríamos diversas escalaminhadas, cordas e trechos de via ferrata pela frente. E para completar, havia um abismo logo atrás de mim. Um erro poderia ser fatal!

Fiquei um olhando a pedra procurando onde apoiar melhor o pé. Mas para todo o problema tem uma solução. Chamei o Fábio e pedi para ele firmar a perna bem na frente do degrau e pedi para o Marcelo ficar supervisionando a minha subida. Firmei bem as mãos na corda, peguei impulso na perna do meu amigo e subi. No fim do primeiro lance de corda, o Marcelo me deu a mão e assim e alcancei o segundo lance de corda, superando o famoso degrau do Ferraria.

O próximo trecho de corda foi tranquilo de passar. Mas teve corda porque o Tiago levou a dele. A corda da trilha estava cheia de limo e para completar sem a capa.

A tarde avançava e a alteração da posição do sol projetava a sombra das montanhas ao longo do vale. Ou a luz solar passava entre as frestas entre os imponentes paredões, formando um efeito incrível.

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Estávamos determinados em chegar ao local do acampamento planejado, mesmo que seguíssemos a trilha durante a noite. A subida final até o local do acampamento, no ante cume do Ferraria, foi bastante íngreme, com uma escalaminhada interminável. Era um barranco bem liso, e subimos ele quando já escuro, agarrando a vegetação.

Eu estava com a cabeça latejando da enxaqueca provocada, possivelmente, pela noite mal dormida durante a viagem. Na verdade, enxaqueca é uma certeza toda vez que viajo de ônibus até Curitiba. Dessa vez teve o plus da noite mal dormida. Isso fez com que eu fizesse o último trecho da subida com mais vontade.

Chegamos ao local do acampamento em torno das 18:40. Ali tinha um espaço justinho para três barracas. Começamos a ajeitar o camping. Deixei minha mochila com o Tiago e avisei que ia para um canto mais escuro do cume fechar um pouco os olhos, pois a dor de cabeça estava muito forte. Achei uma moita e deitei ali e fiquei observando as luzes de Paranaguá e Morretes por trás do Pico Paraná e de Curitiba mais para o sudoeste.

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Fechei os olhos que estavam doendo e acabei cochilando um pouco. Acordei com as vozes dos guris e encontrei o acampamento pronto. Meus olhos doíam muito e anunciei que ficaria com os olhos fechados um pouco. Não quis tomar remédio, sou meio teimosa para essas coisas. Descansando naquela noite estaria 100% no próximo dia.

O Tiago aprontou uma ótima polenta com calabresa e queijo provolone para a janta. Assim que jantei, me ajeitei para dormir pelas 20:30.

No meio da madrugada acordamos com roncos bem altos. Eu e o Tiago ficamos rindo e sem jeito de acordar o nosso amigo. De repente o Fábio pergunta da barraca:
– Vocês estão acordados? Eu não consigo dormir com esse ronco.

O jeito foi acordar o Marcelo. Depois de muita insistência, chamar pelo nome e sacudidas na barraca, ele acordou.

Fora a sinfonia de ronco, a noite foi maravilhosa!

Devido à dificuldade da trilha da face leste do Ferraria, apelidei carinhosamente a montanha de “Ferraria com tua vida”.

Dados do 1º dia da travessia:
Distância: 10,11 Km a pé.
Altimetria: 1742 metros de aclive acumulado e 186 metros de declive acumulado.

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Trilha da Face Leste do Ferraria:

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Google Earth:

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 Trajeto do primeiro dia (Face Leste do Ferraria), para download:

Download da trilha

Texto: Luciana Gomes Moro
Fotos e dados: Tiago de Pellegrini Korb
Site: www.clubetrekking.com.br

Relato do segundo dia:

– A desafiadora Travessia Bairro Alto x Marco 22 PR, segundo dia.

Namore uma garota que viaja!

Namore uma garota que viaja!

Uma garota que prefira gastar seu dinheiro numa viagem no final de semana, uma viagem bate-e-volta que seja a torrar numa promoção do shopping. Ela anda com calçados confortáveis, pois nunca sabe qual distância ela irá andar aquele dia, afinal, ela não reconhece as distâncias como barreiras na vida.

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Ela estará na rodoviária com um mochilão no próximo final de semana, ou em shows de bandas que você nunca ouviu falar “porque conheci eles a um ano atrás, viajando”.

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Ela carrega na bolsa lembranças de vários lugares diferentes, e sempre tem um lanchinho ou uma garrafa d’agua dentro dela, pois vai que ela não volta pra casa naquele dia? É marcada em mil fotos diferentes, de pessoas que moram bem longe dela, coleciona presentinhos que ganhou dos amigos que conheceu pela estrada, tem planos para viajar pelos próximos 5 anos para rever todos que teve que deixar pelo caminho. Encontra pessoas no meio da rua em um lugar bem longe onde jamais você conheceria alguém, e você verá que do outro lado do mundo tem alguém que a olha com o mesmo sorriso bobo que você faz quando a vê.

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Ela não será a pessoa mais bem vestida por aí, porém a pele queimada de sol e o corpo com os músculos naturalmente desenhados de tantos dias nas montanhas combinadas com brincos sulamericanos, uma mochila da espanha e sapatos da ásia farão uma combinação de estilo tão único, tão vibrante, que você já saberá alguma coisa sobre ela antes mesmo de perguntar seu nome. Não jogue com ela, não diga que ela é linda, pergunte de onde vem essa camiseta que ela veste, escute-a, veja a simplicidade da resposta e não se preocupe: você viajará com os “causos” delas antes mesmo que perceba isso.

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Ela lê livros de viagens, escuta eddie vedder na estrada, sabe nome de lugares maravilhosos os quais você nunca havia ouvido falar antes. Fala com uma paixão sobre os lugares que é impossível não ter vontade de pedir demissão amanhã do trabalho, colocar a mochila nas costas e ela do lado. Muitas vezes vai te surpreender resolvendo coisas de um jeito totalmente novo, dizendo quando vir sua cara de espanto “é que uma vez quando eu estava viajando, aconteceu algo assim e…”. Ela vai querer te levar em todos os lugares em que esteve sozinha, e pensou como seria bom se estivesse acompanhada, vai fazer uma lista com você de “coisas para se viver esse ano”, vai completar com toda certeza, vai trazer cenários de filmes para sua vida, vai te fazer acreditar passar a noite num saco de dormir com o céu estrelado te faz sentir muito mais especial que qualquer quarto de hotel estrelado.

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Namore uma garota que viaja porque ela ama a vida. Ela não tem tempo para picuinhas, sabe que a vida voa, e que é melhor amarmos agora, na maior da intensidades, porque nunca se sabe que curso a vida tomará amanhã. Você pode ir embora, se apaixonar por outro lugar, por outra vida, que não a inclua. Ela pode reclamar, mas sabe bem que isso acontece. Vai vibrar com suas conquistas que te levem pra longe dela, pois sabe o prazer que o desconhecido causa, e sabe também que as distâncias jamais levam as pessoas que amamos de verdade de nós, pelo contrário, as fixam que nem tatuagem. Não tem muitas coisas materiais, sabe que roupas desnecessárias na mala significam um problema de coluna por peso, passa dias e dias apenas com algumas peças, e continua linda se ver: ela se veste dela mesmo, e não há como bater isso.

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Não siga padrões com ela. Não faça nada que envolva muito dinheiro com ela. Escolha o caminho mais bonito da cidade para atravessar a cidade do trabalho dela até a sua casa, ou até o restaurante de comida peruana mais próximo, preste atenção nos comentários que ela fizer sobre as coisas no caminho. Uma garota que viaja tem um olhar aguçado de uma criança, vai te fazer reparar numa planta florida, num grafiti fantástico que você nunca reparou, num anúncio colado no ponto de ônibus de um show interessante, vai definir os lugares pelos cheiros agradaveis no ar: “roma tem cheiro de pizza, que nem esse cheiro agora”. Tudo coisas que de dentro de um carro importado com o ar condicionado ligado, não aconteceria.

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Você viverá o momento presente como nunca. Ela te chamará atenção para tudo que está a sua volta, e não na briga que tiveram ontem. Ela vai ser a trilha sonora da tua vida.

A garota que viaja sabe te ouvir. Já ouviu muita gente do mundo inteiro, e o que alegrava os dias mochileiros dela era justamente se inserir nas histórias de tão longe. Ela repara o que ninguém repara no que você fala, só você havia prestado atenção nisso. Ela te ajuda sem esperar o retorno imediato, sabe como é essa vida, já foi ajudada inúmeras vezes na estrada sem que a pessoa pedisse um tostão de volta, e voltou para casa certa de fazer tudo diferente, pois sabe o quanto isso pode significar na vida da outra pessoa. Ela não liga para coisas pequenas como datas e presentes, ela liga para o quanto você andou para encontrá-la, o que você prestou atenção das coisas que ela te disse para mandar uma mensagem no celular dizendo “tá tocando aquela música que você disse ser a música de Cuzco. Saudades!” e provavelmente a resposta será: “Escutaremos ela de novo, lá”.

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De repente, sua vida tomará um ritmo acelerado, cheio de novidades. Porém não descuide: traga novidades para a vida dela também, mantenha a curiosidade dela sempre acesa. É indispensável que fique na sua cabeça que estamos falando de uma menina apaixonada pela vida. Logo, não corte suas asas. Ela vai, caso você não possa ir. Ela volta, porque você é o motivo para ela se lembrar do caminho de volta. Acompanhe-a sempre que puder, e não espere para propor qualquer programa para ela, por mais louco que julgue ser. Ela vai sorrir e bolar várias coisas a mais para complementar o plano de vocês, e vai se encantar com sua energia. Ela sabe se encantar pelas coisas boas da vida, seja uma delas! Então juro: não há o menor risco de se arrepender.

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Casamento é algo que assusta a maioria das garotas viajantes, mas no fundo é o que mais elas querem: alguém que elas possam rir tomando “uns bons drinks” relembrando as histórias de 1, 2, 8 anos atrás, alguém que tope uma casinha simples num lugar paradisíaco, e mesmo que você não faça a linha radical, que tire as fotos do rafting que ela estava louca para fazer, e a ajude a contar depois para os outros como foi a loucura, com a mesma empolgação. É, você vai se empolgar. Ela vai te propor um casamento numa montanha, com o Sol nascendo, ou na fazenda de um dos seus amigos, só com aquelas 50 pessoas que com toda certeza irão. Seja lá o que for, vai ser incomum, impensado como ela é, impensável, imprevisivel. E a lua de mel, não espere menos que um mochilão! Menos dinheiro em cada lugar, mais lugares no itinerário, vários passeios e comidas curiosas encontradas pelo caminho que não são oferecidas pelas agências de viagens. Aliás, agência o que?

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A menina que viaja não tem medo da idade, não tem medo das responsabilidades, das obrigações: ela já viu inúmeras soluções para cada caso por aí, já tem tudo montado na cabeça. A família de vocês vai ter um conhecimento de mundo incrível. Seus filhos vao saber o valor de cada refeição que tem, de cada teto que dormem, de cada monumento histórico que encontram na frente. Ela vai os ensinar respeitar e amar incondicionalmente a natureza, e ter uma habilidade incrível de se enturmar com qualquer tipo de pessoa do mundo. Serão pessoas bem queridas onde quer que vão, se depender de vocês. Ah, e não se esqueça do cachorro(s).

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Pense nela aos 60: mesmo sorriso, mesmas andanças. O que te atrair nela, provavelmente será pra sempre, invariável com o tempo. uma pessoa acumulou uma qualidade de experiências notória, e que a cada dia que passa se divertiu com menos, se aborreceu com quase nada. Já terá vivido tanta coisa por aí que será a atração dos netos de todas as idades, explicando o significado do quadro maya estranho na parede, e fazendo a dança indiana no casamento de um deles. Esse tipo de alegria nunca se apaga, só se prolonga, e se espalha a quem a cerca.

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Namore uma menina que viaja. Se ela te escolher, acredite: já passou tanta gente pela vida dela, de longe, de perto, pouco tempo, muito tempo, e se ela te escolheu é porque ela realmente GOSTA de você. Sem inseguranças ou interesses, ela gosta de você e pronto. Deixe-a te carregar pela mão, durma no colo dela nas rodoviárias, delicie seu miojo de acampamento. Deixe o mundo ser apresentado a você, caso ainda não tenha sido, e veja como alguém pode, definitivamente, ser a chave da sua alegria.

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Esse texto foi originalmente publicado no blog Solitary Wanderer e baseado por Aloha Eveline nesta versão para o português.

Jumpers – Um Blog de Viagens

Jumpers

Antes de mais nada, somos sonhadores, viajantes itinerantes deste imenso mundo, temos o mesmo anseio instintivo que se encontra pulsante dentro de você naqueles momentos em que considera “insano”.

Acreditamos que viemos ao mundo para poder desfrutar dele o que há de melhor e não apenas servir as invenções humanas tidas como culturalmente únicas para uma vida feliz. Cada pedacinho de cada continente, de cada viela, cada cicadela, cada lugar inabitável vamos utilizar para despertar em você o mesmo desejo que nos contagia: VIVER!.

Somos desbravadores do universo, somos saltadores de obstáculos, somos JUMPERS.

Jumpers

Hey pessoal, eu sou Cibele Caroline, sou sonhadora no Universo, faço parte dos 10% da população que tem coragem de ser inconsequente.
Amo estudar filosofia, história antiga e psicologia por conta própria, sou apaixonada por animais , principalmente felinos. A natureza me fascina. A água , nosso bem maior, transparente, me hipnotiza. O barulho de chuva me acalma. Gosto de ouvir música alta, dançar no meio da rua ou no cinema, ver filmes antigos e me sentir neles. Tempo nublado me anima, ler e cheiro de livros antigos são meus vícios. Museus, pinturas e surrealismo são minhas preferencias artísticas.
Já trabalhei em 2 lugares que tinham pessoas muito queridas convivendo e por este motivo me mantive por muito tempo e criei elos de amizade que mantenho até hoje.
Depois deste episódio, tive uma experiencia com 4 trampos, daqueles que você recebe bem pra caramba, com metas altíssimas, rodeado de mentiras e táticas para se dar bem sozinho e tirar uma bolada. Porém que muitas vezes se vê prejudicando seus parceiros de trabalho ou as pessoas que você mal conhece roubando seus tempos, sua atenção, seu conhecimento, para induzi-las a fazer parte de determinado serviço ou adquirir um bem que não precisam ou que certamente encontrariam muito mais em conta em outro lugar e que as atenderiam tão bem quanto os que você é obrigado a oferecer por lealdade a seu cargo (e hipocritamente, não a seus valores).
Devido a eu ter tido um curso que me ensinava técnicas persuasivas , tinha o mérito de ganhar muito bem apesar de nunca ter me sentido confortável com o tipo de vida que eu idealizava e desejava prestar pra mim e pra outras pessoas.
Diante deste dilema resolvi me aventurar e ir em busca de inovar, quitei minhas contas e fiz minha primeira viagem pra um lugar totalmente diferente da minha realidade, Peru, Cusco, Machu Picchu, aí fui eu…. Resumindo: a experiencia foi incrível, inexplicável e eu senti na pele o que eu realmente queria: ser uma intrusa dos paraísos que existem no mundo e despertar esta mesma curiosidade nas pessoas, mostrar pra elas o que realmente vale a pena desfrutar, enquanto se há tempo!
Depois desta experiência eu estava decidida, quitei minhas contas… e larguei o meu emprego. Arranjei mais 3 trabalhos em que a filosofia de instrução de funcionários não condiziam com os valores que desde minha viagem coloquei como princípio e desejava preservar… Resultado: me demiti seguidamente dos 3 empregos que tinha entrado consecutivamente, não tive medo de inclusive destacar meus motivos e ser verdadeira com as justificativas e incompatibilidades, desonestidades e abusos…
Eu estava decidida: queria VIVER e provocar este mesmo DESEJO DE VIVER nas pessoas, nem que eu tivesse que ser o instrumento que vivesse os erros e acertos disto para poder recomendar os caminhos.

Nunca vi ninguém sem determinação chegar em lugar nenhum…
E é isso que que nós da Trip Jumper queremos despertar em você!
Nós podemos.

Atualmente, trabalho em casa, eu e o Lu fazemos freelances e estamos iniciando nosso projeto de ser nômades digitais e incentivar comportamentos como estes!
Passamos perrengues como qualquer um que começa a ir atrás do seu sonho, e ouvimos muito as famosas frases: “isto é impossível”, “é só um sonho”, “tentem isto quando estiverem estabilizados”, “como vocês vão conseguir?!”

E só tenho a dizer:
“Impossível pra mim é querer apenas existir, num mundo cheio de encantos para se viver”.

A maioria das pessoas que ainda se teve a possibilidade de ouvir seus arrependimentos no leito de morte, destacam que: “queriam ter tido mais tempo, e queriam ter vivido mais”…

Resta dúvida? …

Desejo profundamente que você seja um Jumper e não arranje desculpas, salte por cada pensamento negativo que te impossibilitar de fazer algo e que ainda conte sua história pra gente. Vai ser maior orgulho saber que nossa existência está fazendo A DIFERENÇA.

Jumpers

Meu nome é Lucas Rafael Feijó, apaixonado pela vida, sonhador do mundo, viajante  insaciável, que busca conhecer o novo, vivenciar o diferente, em busca de novidades diárias. Sou Designer Gráfico por paixão, por profissão, amante da Fotografia e das Artes, busco nelas inspiração para meu dia-a-dia. Inquieto, não gosto de estar em um lugar só, fixo, sem movimentação, sem novos planos. Hoje sou designer freelancer, em busca de qualidade de vida, em busca de tempo para realizar meus sonhos, sempre com uma bela trilha sonora para acompanhar. Amanhã…amanhã posso ser o que eu desejar ser, sem regras, sem medo. Quem sabe posso estar em algum lugar do qual nunca pensei que estaria, amanhã, quem sabe…

Site: tripjumpers.com.br

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