Como será o futuro das suas viagens?

Como será o futuro das suas viagens?

Viajar nos ajuda a compreender o mundo e amplia nossa visão sobre o todo. Conhecer culturas diferentes e ir para novos lugares abre nossa mente tornando-nos mais tolerantes para com as outras pessoas. Quando você listar os prós e os contras de suas viagens verá que existem mais prós do que contras. No entanto, uma das maiores desvantagens de viajar é o impacto ambiental.

Hoje em dia, as agências de viagens buscam como meta principal o lucro, sem perceber o que estão fazendo com o mundo em que vivemos. por exemplo, as ações de um grande grupo ao fazer uma trilha de fim de semana, criam rastros, caminhos em meio as matas e campos. Toda essa depredação vai acabando aos poucos com a pureza da natureza.

Existem lugares onde passam um grande número de pessoas, que a paisagem se modificou tanto que,  provavelmente nos próximos anos não será tão instigante assim visitá-los. Se conseguíssemos ver um ensaio fotográfico aéreo com as mudanças de um determinado lugar ao longo dos tempos, poderíamos ver o desastre que está acontecendo diante dos nossos olhos, e por alguma razão não percebemos, pois  o que interessa aos exploradores de turismo é o valor financeiro.

futuro das suas viagens

“Depois que a última árvore tiver sido derrubada. Depois que o último rio tiver sido envenenado. Depois que o último peixe tiver sido capturado. Então, o homem branco descobrirá que o dinheiro não pode ser comido”.  

Standing Elk-Chefe Lakota

O assunto que invoco neste texto vem sendo difundido igualmente por Richard Williams,  um ambientalista apaixonado e um porta-voz para estilos de vida sustentáveis. Mais conhecido pelo seu nome artístico Príncipe EA, é artista, rapper e estrela do YouTube. Ele se junta ao juri da Neste, como futurologia.  Seus vídeos tiveram mais de meio bilhão de visualizações no YouTube e Facebook, exemplo abaixo.

Querida geração futura, desculpe!

Ao assistir o vídeo percebi que não estamos fazendo absolutamente nada para mudar o nosso futuro e nem o futuro do mundo em que vivemos, Continuamos a ver pessoas, literalmente acabando com  nossa  tão amada natureza, jogando lixo em áreas naturais, levando alguns elementos da natureza para casa, tão somente para por na estante, para  quando os amigos visita-los, mostrar que viajaram o mundo todo e que possuem uma recordação de cada canto do planeta. Cortam as árvores até quase extingui-las, caçam os animais e os matam só para ganhar o troféu de melhor atirador do clube de tiro.

Não podemos mais culpar  somente as grandes corporações e industrias por estarem jogando grandes quantidades de lixo tóxico nos rios, ou porque estão terminando com todos os elementos fósseis que ainda temos, pois afinal eles produzem porque tem alguém que consome, isso inclui a todos nós.

Acredito sim que é possível uma mudança no mundo, mas para que isso ocorra precisamos melhorar a nós mesmos, parar de achar culpados e começar a pensar em soluções sustentáveis para a nossa vida. Caso o contrário, como fala o Príncipe EA, “vamos nos extinguir”, ou seja o mundo vai continuar sem nossa presença nele.

Você já parou para pensar sobre o futuro de suas viagens? Sobre os lugares que ainda quer conhecer? Sobre as coisas que quer experimentar? Talvez isso não seja mais possível em um futuro próximo, pois tudo isso só será possível se o mundo se manter até lá. Cabe a cada um de nós  deixar de ser tão egoístas e de viver sem se importar com o impacto causado por nossas ações.

Antes de traçar novos roteiros de viagem, planeje como você pode estar nos lugares sem violar ou degradar espaços de uma natureza sagrada que permeia o planeta, ou seja contribuir para deixar o mundo melhor do que o encontrou.

Viajante apaixonado pela vida!

Viajante apaixonado pela vida!

Você sabe a diferença entre um viajante normal e um viajante apaixonado pela vida? Numa primeira impressão, podemos dizer que de fato é a mesma coisa. Entretanto, numa analise mais profunda, perceberemos que não é bem assim.

Os viajantes mais comuns que conhecemos são aqueles que viajam uma vez por ano, apenas para sair da rotina, e normalmente, vão para alguma praia bonita no país ou fora dele. Já os viajantes do trabalho, são mais ativos,  dependem das viagens para desenvolver seu trabalhar, estão sempre de um lado para outro, em busca de novas oportunidades de negócios, reuniões e assuntos de trabalho. Aparentemente, parece ser o emprego perfeito, porém  se perguntar para tais pessoas o que elas gostariam de fazer, certamente responderiam que sonham com o oposto, e possivelmente  suas férias seriam ao lado de suas família e amigos, sem sair de casa, apenas ficar ali, contemplando a vida familiar. Não entendam isso como julgamento, cada um faz aquilo que gosta para relaxar, não é essa a questão que estou analisando neste texto, estou apenas citando os tipos de viajantes que conheço.

Existem também os apaixonados por viagens, aquelas pessoas que falam o tempo inteiro sobre cada experiencia vivida, de lugares, das pessoas que conheceram ao longo do caminho. Uma pessoa tão vidrada em viajar, que se perguntar o que irá fazer no próximo feriado, certamente ira te responder que vai pegar a estrada rumo a uma cidadezinha pacata no interior do estado, apenas para poder apreciar a beleza de uma linda cachoeira, ou fazer uma trilha bem remota.

Viajante apaixonado
Foto: Nicholas Roemmelt

Um viajante apaixonado sabe, que quando coloca o pé na estrada,  poderá integralmente ser ele mesmo, ou seja, sem necessitar o uso de máscaras sociais. Você deve estar se perguntando, como assim máscaras sociais? O que quero dizer com isso, é que em nosso cotidiano, dependendo do trabalho ou atividade que exercemos, somos forçados inconscientemente, a ter uma postura que geralmente não representa o que somos, ou o que queremos ser. Certamente, ao colocarmos o pé na estrada, ou decidirmos decolar para um lugar que nos fascina, as mascaras do nosso dia a dia caem e a partir daí, podemos ser realmente quem somos, fazer aquilo que queremos, sem ter uma pessoa do nosso lado dizendo se isso é certo ou errado, ou obedecendo convenções ditadas pela sociedade.

Pessoas assim, possuem um estilo de vida livre em relação a outras pessoas, ou seja vivem de modo diferente. Buscando em cada viagem conhecer novos lugares,  novas pessoas, outras culturas, línguas, gastronomia, em fim, a diversidade que uma viagem pode proporcionar.

Essas pessoas fazem de suas viagens uma prioridade na vida, antes de comprar qualquer coisa, analisarão se realmente necessitam daquilo, caso contrário, comprarão itens mais simples e assim podem guardar mais do seu ‘suado’ dinheiro, para investir no próximo destino.

Viajante apaixonado
“Viajar é um investimento pessoal”

Um viajante apaixonado é diferente de tudo aquilo que você conhece, essa pessoa está sempre de bom humor, encara a vida de forma simples, sempre alegre, até mesmo em plena segunda-feira de manhã. Isso pode até soar estranho, mas viver assim, de certa forma, é muito recompensador. Não existe tempo ruim para essa pessoa. Mesmo a segunda feira, é um dia feliz para ela, pois é mais uma semana que se inicia, hora de começar a rascunhar o destino do fim de semana com a memória do fim de semana vindo a tona em “flaches”, relembra daquele acampamento maravilhoso que passou com seus amigos, conversando e cantando ao lado da fogueira, contemplando um lindo céu estrelado. Esse viajante apaixonado nunca espera a sexta feira chegar, pois sabe que cada dia vivido é incrível, que cada dia tem a chance de conhecer pessoas, fazer coisas que realmente fazem sentido e que enchem de alegrias. Essa pessoa sabe, que deve viver cada momento intensamente, e que o passado e o futuro não deve nortear  a vida, o que realmente importa é o agora, o presente que é “um presente’ para ser vivido intensamente.

Para uma pessoa desse tipo, a paixão por viajar é tão grande que com certeza, sempre tem uma lista de lugares e coisas para fazer antes de morrer, e certamente, também já sabe o que irá fazer no próximo fim de semana e noutro também, e assim sucessivamente.

A casa de um viajante apaixonado, normalmente é uma casa simples, mas confortável e sobretudo, funcional. O lugar parecerá muito com aqueles ‘hostels’ que vemos por aí. Cada objeto, quadro ou fotografia, possuem significados incríveis e por mais simples que possam parecer, haverá uma história de amizade, que  fez durante suas viagens mundo a fora.

Viajante apaixonado

Certamente,  vai oferecer sua casa para você se hospedar, caso esteja de passagem! Pois, em muitas vezes, durante as suas viagens também foi acolhido por inúmeras pessoas, até mesmo desconhecidas dele.

Caso um dia você cruze com um viajante desse tipo, converse com ele, sempre existem coisas valiosas para aprender e ensinar também.

Muitas das perguntas inquietantes que tenho dentro da minha cabeça, as respostas vieram através de uma simples conversa de quinze minutos, com uma pessoa desconhecida na parada esperando o  ônibus chegar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a paixão de um viajante, coloque a mochila nas costas, não espere a melhor oportunidade, não espere juntar dinheiro, não dê bola para as dúvidas alheias, simplesmente vá e descubra você mesmo a paixão por viajar que muito fascina os  viajante apaixonados.

Viajantes fazem amizades além das fronteiras

Porque os viajantes fazem tantas amizades

Você já parou para pensar a razão pela qual, os viajantes fazem amizades facilmente? E mais, que geralmente, essas amizades feitas ao longo do caminho, são sinceras e que vão além das fronteiras.

Para entender isso precisamos saber como vivemos em nosso dia a dia para assim compreender o porquê os viajantes fazem tantas amizades.

Em nosso cotidiano, fazer amizades andando pela rua é um tanto difícil, visto que por vários motivos, nos fechamos para a vida,  para as pessoas, e as vezes, até para o que está acontecendo ao nosso redor. Normalmente, temos receio de nos aproximar de pessoas estranhas para conversar, tomar um café, falar sobre coisas que nos identificamos e assim fazer novas amizades. Temos muitas vezes, vergonha ou medo de não sermos compreendidos pelas nossas ações, por mais boas que possam parecer.

 A verdadeira arte de viajar…
A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali…
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!

Mario Quintana

Ao decidirmos fazer aquela viagem dos sonhos, seja ela acompanhada ou simplesmente sozinhos, abrimos todos os canais de nosso corpo para que tenhamos as melhores recordações daquela viajem, queremos escutar tudo, ver tudo e sentir todas as emoções geradas quando pisamos em uma terra desconhecida. Por estarmos abertos a tantas coisas, fica mais fácil encontrarmos pessoas que são parecidas conosco, porque estamos ali presentes, prestando atenção a cada detalhe que nos cerca.

Numa viagem podemos ser quem somos, e não o que querem que sejamos, por isso as coisas acontecem tão naturalmente, parece tão fácil.

viajantes

As amizades nos proporcionam ver a vida de ângulos diferentes, dar mais atenção a uma situação do que outra, poder contemplar a beleza do mundo que nos cerca, sendo nós mesmos, com alegria e felicidade.

Ao conhecer uma pessoa durante uma viagem, logo você notará que parece conhece-la há muito tempo. Assim, conversar, contar piada, falar sobre a vida em si se torna uma tarefa fácil e isso acontece pois estamos em sintonia, pulsando vibrações semelhantes, interagindo de maneira parecida. A sensação de fazer uma amizade em uma cidade desconhecida é fascinante e indescritível, é como tentar explicar a sensação de pular de uma plataforma de Bunguee Jump, as pessoas só entenderão se viverem um momento igual.

Em minhas viagens já fiz muitos amigos, e olha que não viajo tanto assim. Você pode ter certeza que as amizades feitas ao longo do caminho perdurarão por muito tempo e certamente trilharão nosso caminho em outros momentos. Tenha certeza ainda, que fazer novos amigos é tão bom quanto reencontrar com os velhos com uma certa frequência, ou conversar, ou simplesmente passar duas horas em aeroporto esperando o próximo voo.

viajantes

Amizades viajantes são assim, podemos nos conhecer agora, conviver por breves 30 minutos e após passar 5 anos sem nos ver, mas ao nos encontrarmos novamente, a amizade volta a ser a mesma conquistada e relembrada por cada um de nós.

Por isso quando for viajar novamente, deixe as correntes em casa, vá de peito aberto, sem medo do desconhecido, deixe seu coração decidir suas ações e não seja comandado pela razão. Viva e sinta tudo que uma viagem pode lhe proporcionar.

REVIEW – Mochila Arc’Teryx Kea 37 Men’s Tall

REVIEW – Mochila Arc’Teryx Kea 37 Men’s Tall

Quem não gosta de mochilas, que atire a primeira pedra, afinal ela é nossa principal companheira de aventuras. A mochila é quem nos acompanha a cada passo, portanto podemos afirmar que ela ocupa o topo da lista de itens essenciais ao trekker, sendo a responsável por uma série de fatores consideráveis na sua caminhada. No intuito de auxiliar aos que desejam adquirir um novo equipamento, quero deixar aqui minhas impressões sobre a Arc’Teryx Kea 37, minha nova parceira de aventuras, comprada para trekking e montanhismo.

Arc’Teryx Kea 37

Arc’Teryx Kea 37

  • Peso: 1.550g
  • Preço: R$612,00
  • Capacidade: 37 litros
  • Cores disponíveis: Preto e Laranja
  • Tamanhos disponíveis: Short (Torsos de 40.5cm – 48cm), Regular (Torsos de 45.5cm – 53cm) e Tall (Torsos de 50.5cm – 58cm)
  • Materiais: Evon Foam, 840D Stretch Mesh, 420D Cordura HT Plain Weave, 6061 Aluminum Stays.

A marca dispensa maiores apresentações. A Kea foi desenvolvida aos olhos da Kata, uma das mais conceituadas para a prática de escalada em rocha, montanhismo e atividades intensas de trekking do tipo “overnight”. Impressiona pelo seu conforto, versatilidade e alta impermeabilidade, aliada à tecnologia empregada em sua construção.

Num primeiro momento, confesso que fiquei desapontado com o peso da mochila, pois esperava algo mais leve pela capacidade de 37 litros. A título comparativo, minha Axios 50 (também da Arc’Teryx) tem capacidade maior, porém pesa 300g a menos. A capacidade volumétrica da mesma me surpreendeu e foi o primeiro ponto positivo que notei em comparação à outras que havia visto. O corpo principal é grande e garante a organização dos principais itens para uma pernoite. A qualidade dos materiais também é um ponto perceptível e ganha destaque ao tecido em cordura que confere impermeabilidade ao conjunto, juntamente com as costuras reforçadas. As laterais da mochila trazem tiras de compressão próprias com dupla função: prender / estabilizar a carga e transportar bastões de caminhada ou outros itens. Para completar, fivelas em poliamida garantem um bom suporte à estrutura.Arc’Teryx Kea 37

Arc’Teryx Kea 37

Nada de bolsos laterais, apenas os inferiores em mesh para o transporte de cantis. Achei uma boa sacada da marca, já que das duas que tive com bolsos laterais, nunca usei os mesmos. O compartimento principal é dividido verticalmente na parte interna, auxiliando na organização e separação dos itens por categoria. Não possui abertura por zíper inferior; outra boa ideia, pois os antigos ficaram sempre fechados.

A tampa comporta dois bolsos amplos, ambos com bom espaço para se guardar diversos itens. Zíperes impermeáveis são um ponto positivo, além da abertura para o sistema de hidratação que pode ser colocado no compartimento principal e preso por um engate rápido. Vale salientar que a tampa é fixa, portanto não pode ser destacada. Achei que ela poderia ser um pouco mais côncava, para “abraçar” melhor o corpo da mochila (percebi que a maioria das mochilas da Arc’Teryx tem esse pequeno defeito).

Arc’Teryx Kea 37

Arc’Teryx Kea 37

A barrigueira, anatomicamente estruturada e com ajustes, é termo-moldável e se ajusta ao seu corpo conforme o uso; confortável é um termo fraco para descrever a sensação que a barrigueira oferece. Dois bolsos em mesh podem ser utilizados para transportar celular, câmera digital, um pequeno canivete, barrinhas de cereal, etc. As alças são bem estruturadas e revestidas com o mesmo material da barrigueira e costado, conferindo conforto e boa dissipação de suor. Possuem tira peitoral ajustável (comprimento e altura) e removível, tiras tensionadoras que estabilizam a carga e regulagem de posição. Possuem também pontos para fixação de objetos como GPS e mangueira do sistema de hidratação.

O costado merece uma nota à parte e é o ponto forte do equipamento. Construído em Evon Foam, ele se ajusta e acompanha o formato do seu corpo a cada passo, ficando sempre rente e colado em suas costas. Essa construção permite bom fluxo de ar entre a mochila e seu corpo, reduzindo consideravelmente a temperatura e a transpiração. O sistema de sustentação em alumínio 6061, consegue transferir boa parte do peso para a barrigueira, tornando a mochila muito mais confortável.

Arc’Teryx Kea 37

Arc’Teryx Kea 37

Arc’Teryx Kea 37

Arc’Teryx Kea 37

Enfim, era exatamente o que procurava para o montanhismo e minhas andanças de poucos dias. Consegui reduzir o peso, tamanho e aumentar a qualidade de meus equipamentos; queria uma boa mochila para acompanhar essa evolução e encontrei na Kea 37 todas as características que buscava. Materiais empregados e construção de excelente qualidade aliam confiabilidade, leveza e conforto ao conjunto.

Link para o site do fabricante: Arc’Teryx Kea 37

Sem título

Texto e fotos: Edver Carraro
Site: Edver Carraro

Dicas para fazer seu dinheiro render em Cusco e Machu Picchu

Dicas para fazer seu dinheiro render em Cusco e Machu Picchu

Como em todo lugar que visitamos, é sempre bom estar atento aos valores das coisas que vamos comprar, e Cusco não é diferente. Segue abaixo algumas dicas bem bacanas que vai te fazer economizar uma boa grana para investir em muito mais coisas bacanas não só em Cusco, mas em todas as cidades lindas do Peru! Quer fazer sua grana render nessa cidade encantadora e cheia dos produtos maravilhosos?! Então veja algumas dicas para se dar bem!

Dicas para fazer seu dinheiro render
Loja em Cusco com milhões de Souvenires

1º Se você gostou de um produto, não compre de primeira – Anote o endereço, ou pegue a referencia da loja que tem o produto, só por precaução de caso você não achar o produto depois de uma boa caminhada, o que é praticamente impossível. Larga de preguiça, coloque essas pernas pra andar (pra já ir treinando para Machu Picchu), memorize ou anote os preços que encontrar, pois é praticamente inevitável não achar algo idêntico na próxima loja! Os  peruanos tem um feeling danado pra turistas e são espertos quanto a concorrência, então certamente você vai encontrar o que gostou em vários lugares, e por preços variados.

Dicas para fazer seu dinheiro render
Há várias opções de presente na cidade

2º Pechinche, Pechinche e Pechinche – Se tem uma dica que é garantida funcionar pra ter aquele descontinho é pechinchar, em quase todos os lugares que fomos tivemos a impressão de que os valores iniciais não eram de fato os valores dos produtos… Mas é claro que se colasse de primeiro, eles não ofereciam o desconto! Rsrs … Muitas vezes nós diziamos: –“No, no , muy caro” ( Não, não, muito caro), e virávamos as costas, e rapidamente eles faziam uma contra proposta e mudavam de ideia do valor inicial… haha, era bem assim… O segredo lá é pechinchar pelo menos umas 3 vezes no mínimo, e ter argumentos que encontrou mais em conta com a mesma qualidade tal produto ou serviço. Chore mesmo, põem esse talento brasileiro pra negociar, que você vai economizar uma boa grana.

Dicas para fazer seu dinheiro render
É comum ver artesãos criando ao ar livre. Mas não pense que seus artesanatos custam pouco. Vale a tentativa de pechinchar.

3º Se tiver que comer fora, saiba escolher o restaurante – Cusco é uma cidade de culinária muito rica, você encontra uma variedade de alimentos maravilhosos e saborosos, mas nem por isto precisa gastar muito para comer bem! Claro que se você quer passar um dia comendo num restaurante finíssimo vale muito a pena. Mas não vá gastar toda grana! Você pode economizar pra ter experiências em lugares magníficos e comer bem mesmo assim. Existe lugares no centro de Cusco (sim, não é preciso se acabar de andar pra encontrar estes lugares) que você come muito bem com muito pouco! Com direito em muitas vezes a Prato de entrada que geralmente é  sopa,  petiscos peruanos (nachos) ou batatas fritas + Prato principal que pode ser salada, arroz, frango ou carne, batata, molhinho temperado ou ainda macarronada, e pra completar você ganha a bebida  que também é a escolha,  podendo ser refrigerante ou o famoso pisco! E isto tudo por em média 8 a 12 reais. Dependendo do lugar e da quantidade de comida que vem e que você come, você ainda consegue até dividir o prato com alguém, caso não esteja fazendo a viagem sozinho. Já pensou?! Ahh e pizza lá você encontra muito barato também! É uma das opções que você come bem e é deliciosamente gratificante!

Dicas para fazer seu dinheiro render
Jantar maravilhoso pagando pouco na Rua Procuradores em Cusco.

4º Acampe, Fique em quartos compartilhados, Couchsurfing ou Wwoofs  – Neste tópico disponibilizamos quatro opções que você poderá escolher conforme seu objetivo e vibe! Tá afim de curtir o país e ficar confortáveleconomizar? Então que tal ficar num hostel?! Você pode ficar em quarto privado o que será bem mais em conta que um hotel no centro de Cusco, ou se quer economizar mais ainda e não se importa, pode dividir um quarto com uma galera e ainda fazer amizades, quartos compartilhados são ótimos por isto, você conhece gente bacana e ainda segura uma graninha! Se você já tem equipamentos para acampar, vale a pena dar uma busca em lugares na internet pra isto, afinal, você só vai precisar gastar praticamente com comida, ou se optar por um camping o custo será certamente bem mais em conta que um hostel. Couchsurfing é um site onde você encontra várias pessoas que oferecem lugar pra você ficar gratuitamente, as vezes é um quarto, ou um quarto compartilhado, dependendo das condições, lá você pode combinar diretamente com a pessoa, o dia certinho que pretende ir e quanto tempo quer ficar. No próprio site você pode conhecer um pouquinho sobre a pessoa: quem ela já recebeu e a reputação dela. O que não quer dizer que todo mundo lá tem boas intenções. Por isso é preciso pesquisar muito bem! Quando for dar uma olhada dê preferência pelas pessoas que tem muitas indicações positivas e que fazem sempre isto pra não cair numa furada. E como toda casa tem leis, é preciso respeitar algumas regras, leia atentamente as condições que a pessoa exige e não vá fazer feio, afinal você é um convidado, e não vai precisar pagar nada por isto. As estadias nas casas dessas pessoas não incluem alimentação, mas geralmente algumas fazem um “almocinho” ou uma social para te conhecer melhor, afinal você ta vindo de fora, e assim como quer conhecer o país dela, ela quer conhecer o seu e o que te levou a essa aventura. Este é um meio de fazer uma bela amizade na sua viagem e ainda receber dicas bacanas de lugares que você pode visitar! Wwoof é um outro site, que conecta pessoas que querem viajar, mas ao invés de pessoas, são organizações nacionais com o objetivo bacanérrimo de ter sua ajuda com trabalhos voluntários. Neste programa você oferece seu trabalho em troca de estadia, é como se pagasse sua estadia ali, mas assim como o Couchsurfing, você precisa ler tudo direitinho e se informar sobre o tipo de trabalho, carga horária, lugares que tem essas organizações e se estão disponíveis a recebê-lo. Assim antes de ir você combina as condições e já vai ciente das suas obrigações. É uma ótima oportunidade de conhecer mais sobre as pessoas, trabalho, condições econômicas, e ainda aprender a valorizar a cultura do país!

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Dicas para fazer seu dinheiro render

5º Faça cambio consciente – Este é um dos tópicos que você mais deve ficar atento! Nós aconselhamos trocar o dinheiro sempre com antecedência da época de alta temporada de viajar (aquela famosa pesquisa diária no jornal pra ver quando o dólar está baixo e valendo a pena), então se você está planejando viajar, faça isso! Caso por algum motivo, não foi possível você fazer um planejamento, já está em Cusco e precisa trocar seu dinheiro (seja ele em dólar pra soles, ou real pra soles), é preciso tomar cuidado pra não cair no velho truque do dinheiro falso. Vá em casas de câmbio e pesquise o preço! E quando digo: pesquise, é pra não parar na terceira casa de câmbio. Lá as coisas são muito negociáveis e até na hora de trocar seu dinheiro é possível pechinchar. Portanto pesquise em várias casas de câmbio e use o mesmo método dos produtos, anote a referência do endereço e preço que conseguiu negociando, para somente depois selecionar o lugar que vai trocar o seu dinheiro. NUNCA, JAMAIS, troque seu dinheiro com pessoas que não conhece, mesmo que a oferta seja tentadora (nunca sabemos quem tem boas ou más intenções, você não vai querer pegar um bolo de dinheiro falso e passar perrengue por alguns centavos a menos)… Previna-se sempre, utilize lugares legalizados!

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Moeda peruana: soles

6º Opte por táxi – Não imaginou que ia ter um tópico deste? Pois é! Precisa dar um pulo rápido em algum lugar e além de grana quer poupar tempo, então aproveite, os táxis. No Peru não há taxímetro e o valor da corrida é acertado com o motorista antes de entrar no carro, portanto fique esperto , como em qualquer lugar do mundo, aproveite seu dom de negociante, uma choradinha aqui e outra ali, o famosos arredondamento de soles (moeda local). As tarifas são bem mais em conta do que a do nosso país, portanto pra quem está acostumado a pagar 20 a 25 reais de uma quadra a outra, em Cusco é possível pagar bem menos que a metade, em torno de 5,00 a 10,00 reais para lugares próximos. Além de agilizar alguns momentos da sua viagem, é bem divertido até pra ver como o hábito deles dirigirem nas vielas estreitas da cidade. Mas não os subestimem! Os taxistas são muito ágeis e habilidosos e não desperdiçam o tempo da profissão.

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Um dos graciosos modelos de Táxis que se pode encontrar no Peru

7º Escolha o Boleto Turístico de Cusco – Você vai comprar um. Não importa se quer economizar ou não. Este é um dos valores que vai valer a pena você investir. O boleto te da direito a 16 atrações turísticas na cidade de Cusco, e nas proximidades. Cada vez que você visita um dos lugares, eles fazem um furinho indicando que você esteve no local. Na parte da frente, ele indica os lugares cuja entrada já está paga. No verso, possui indicações dos horários de abertura e fechamento de cada lugar. No mapa é possível ver indicado onde estão os museus da cidade aos quais o boleto dá direito de entrada gratuita. É um dos valores que você vai pagar que vale muito apena, afinal é cerca de R$130 reais o boleto por 16 passeio. Ou seja, menos de 10 reais por passeio!

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Boleto Turístico de Cusco. Uma ótima aquisição para ver as inúmeras atrações da cidade.

8º Você não precisa dormir em Machu Picchu para conhecer Machu Picchu! – É isso aí! Se você tem que economizar sua grana para o próximo país, mas não quer deixar passar nenhum detalhe da cidade Inca mais exuberante, pode ficar despreocupado que não é necessário se sujeitar as luxuosidades muitas vezes exorbitantes que Águas Calientes possui para hospedagem. Nossa sugestão é: pernoite em Ollantaytambo! E agende sua passagem de trem para o horário mais cedo que tiver que vai sair da cidade. Nós por exemplo: pegamos o trem as 05:30 (cá entre nós, vale a pena se dedicar um dia pelo menos da sua viagem para ver a neblina em outro país e principalmente muito agradável para se viajar de trem). Pegou o trem cedinho?!… Ahhh então ótimo! Agora é só relaxar com a vista maravilhosa que se tem até chegar a Águas Calientes (2 horas +/- de viagem)… Ao chegar em Águas Calientes você vai reparar que a cidade é totalmente voltada pro comércio (óbvio né, afinal fica a 45 minutinhos para Machu Picchu), então se quer comprar souvenirs, não vá gastar toda grana lá, há muitos lugares em Cusco que você encontra os mesmos agrados de viagens por menos da metade do preço até… Aproveite mais pra conhecer a cidade, as belezas naturais, até porque sua bagagem deve ser a menor possível pra quando for subir pra Machu Picchu. Você vai ter em média cerca de 9h pra conhecer Machu Picchu até a hora de regresso do próximo trem, e acredite apesar de estonteantemente enorme é possível ir até Huayna Picchu e voltar com essas horas! Então se o lema é economizar para  a próxima viagem, você vai conseguir fazer uma economia e tanto partindo de Ollantaytambo para Águas Calientes, até então subir pra Machu Picchu!

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Vista do maravilhoso vilarejo de Ollantaytambo. É como estar submerso em montanhas.

9º É estudante?! Se deu bem! – A carteirinha de estudante internacional ISIC dá desconto em muitos passeios, como no caso do Vale Sagrado de Cusco, no Peru. Aconselhamos a sempre andar com a carteirinha, uma cópia do histórico escolar e uma foto 3×4, pois para uso de certos descontos é preciso preencher formulários e comprovar sua atividade. Se você não quer andar com os papéis, pode deixar anexado no seu e-mail, assim quando precisar é só acessar e gastar alguns centavos para imprimir. Para quem não tem privilégios de estudante, vale recorrer ao fato de ser sul-americano. Sim, ser brasileiro, por si só, pode reduzir o preço do passeio. Pergunte sempre.

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Carteira Internacional do Estudante (ISIC – Exemplo)

10º Pesquise a melhor opção de trem para ir a Machu Picchu – Sua passagem de trem pode ter variantes conforme horários e dias de semana. Se o intuito é economizar ir a Machu Picchu nos dias de semana podem valer mais a pena do que nos finais de semana, sem contar que há menos contingente de pessoas que optam por estes dias, tornando o passeio as vezes mais agradável. Há também variações de preços com as duas empresas responsáveis pelo transporte: Peru Rail e Inca Rail. Pesquise a melhor opção de horário, diaspreços, prepare a mochila e manda vê no seu passeio!

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Trem esperando pelos passageiros. E nós ansiosos para embarcar nessa viagem.
Dicas para fazer seu dinheiro render
Nós, cedo da matina, no trem partindo para Águas Calientes.
Texto e fotos: Jumpers

Mulheres que viajam são diferentes das outras, saiba porque?

Mulheres que viajam são diferentes das outras, saiba porque?

Elas têm ambições que poucas têm, uma inquietude dentro de si e um espírito de liberdade que ninguém ousaria tirar. Com o conselho “não namore uma mulher que viaja“, um vídeo que circula pela internet mostra o porquê de não fazer isso, além de imagens que vão te dar vontade de fugir agora mesmo. Não dela, mas com ela.

O vídeo, editado por Jonathan Wallace, é uma compilação de imagens de 32 filmes, comerciais e videoclipes, que inspiram a vontade permanente de viajar. Repleto de imagens inspiradoras, transmitem como viajar pode ser magnífico e uma grande mudança de vida. A mulher que viaja, sozinha ou acompanhada, nunca mais será a mesma depois de trilhar tantos caminhos e se entregar a aventura.

A ideia do vídeo foi baseada num artigo escrito por Adi Zarsadias, com narração de alguns trechos de seu texto. No final das contas, talvez você deva sim namorar uma mulher que viaja, mas só se tiver pique suficiente para acompanhá-la e o desprendimento necessário para deixá-la livre. Afinal, é impossível você ter em mãos um coração tão selvagem, cheio de sede de viver. E isso não significa que você estará fora dele:

Não namorar uma garota que viaja de Jonathan Wallace on Vimeo .

“Nunca namore uma garota que viaja, ela é aquela garota com cabelo despenteado e queimado pelo sol. Sua pele agora está longe daquele tom pálido que já foi um dia. Não chega nem a ser bronzeada. É queimada mesmo, com diversas marcas de sol, cicatrizes e picadas por toda parte. Mas cada uma dessas marcas carrega histórias interessantes de suas experiências na estrada”.Mulheres que viajam

Não namore uma garota que viaja, nunca. Ela é difícil de agradar. Na verdade mesmo ela é diferente. O tradicional jantar mais cineminha depois de uma caminhada no shopping não irá funcionar com ela e a entediará. Sua alma anseia por novas experiências e aventuras. Ela não se impressionara com seu novo carro ou seu relógio caro. Ela prefere escalar uma montanha ou saltar de paraquedas do que ouvir você se gabar.

Mulheres que viajam

Nunca namore uma mulher que viaja. Ela vai te incomodar para fazer uma nova reserva de voo toda vez que encontrar passagens aéreas baratas. Ela não vai te acompanhar em suas festas caras. E ela nunca vai pagar mais de R$ 100,00 para entrar em algum lugar, porque ela sabe que um fim de semana de baladas caras equivale a uma semana em algum lugar bem mais emocionante.

Mulheres que viajam

É muito provável que ela não consiga manter um emprego fixo. Ou então provavelmente estará diariamente sonhando com o dia de demitir-se. Ela não está disposta a trabalhar durante todos seus dias, para realizar o sonho de outras pessoas. Ela tem seus próprios e trabalha constantemente para realizá-los. Ela é uma freelancer, nômade digital. Ela ganha dinheiro com sua escrita, suas fotografias, ou algo que exija criatividade e imaginação. E não ouse em ocupar o tempo dela para reclamar do seu emprego tedioso.

Mulheres que viajam

Não namore uma garota que viaja. Ela pode ter perdido seu diploma universitário e estará seguindo uma carreira completamente diferente. Agora ela é instrutora de mergulho ou professora de yoga. Ela nem sabe exatamente quando entrará o próximo pagamento. Mas mesmo assim ela não trabalha como um robô durante todo o dia. Ela sai, aprende alguma coisa nova diariamente e recebe o que a vida tem de melhor para oferecer. Ela te desafia a fazer o mesmo.

Mulheres que viajam

Nunca namore uma mulher que viaja, pois ela optou por essa vida de incertezas. Ela não tem planos e nem endereço fixo. Ela caminha com o fluxo e segue seu coração. Ela dança ao ritmo de seu próprio tambor. Ela não usa relógios. Seus dias são regidos pelo sol e a lua. Quando as ondas chamam, sua vida para e ela se entrega de corpo e alma aquele momento. Mas ela aprendeu que a coisa mais importante da vida não é o surf.

Mulheres que viajam

Não namore uma menina que viaja. Ela costuma falar o que pensa. Ela nunca se esforçará para impressionar seus pais, amigos ou quem quer que seja. Ela sabe respeitar, mas não terá medo de entrar em um debate sobre questões globais e responsabilidade social.

Mulheres que viajam

Ela nunca precisará totalmente de você. Ela sabe como armar uma barraca e colocar as quilhas em sua própria prancha. Sozinha, sem sua ajuda. Ela sabe cozinhar e não precisa de você para pagar por suas refeiçoes. Ela aprendeu na estrada como se virar sozinha. Ela é muito independente e irá viajar com ou sem você. Provavelmente ela se esquecerá de fazer o check-in com você quando chegarem ao destino. Ela estará muito ocupada vivendo o presente. Ela fala com desconhecidos. Ela irá conhecer diversas pessoas novas e interessantes de todos os cantos do mundo e que compartilham seus mesmos sonhos e paixões. Ela vai ficar entediada com você.

Mulheres que viajam

Mulheres que viajam

Sendo assim, nunca namore uma garota que viaja a menos que você consiga acompanhá-la em suas aventuras. E se você, acidentalmente, se apaixonar por uma (o que não é difícil), não ouse prendê-la. Deixe-a ir…

O artigo original foi escrito por Adi Zarsadias.

Doença que está causando problemas em viajantes!

Se você é  viajante ou um simples aventureiro, vamos dar algumas dicas de como diagnosticar uma doença que está tão presente nos dias atuais e que os viajantes são os mais afetados.

Se você apresentar mais que dez sintomas dos sintomas listados a seguir, então é melhor começar a tomar certos cuidados!

Estes são alguns dos sintomas causados pela doença Ecdemomania:

  • Viajar frequentemente;
  • Sua mochila nunca está totalmente vazia;
  • Você tem mais amigos em outras cidades do que na sua própria cidade;
  • Acordar em casa parece estranho;
  • Você consegue fazer sua mala/mochila em menos de cinco minutos;
  • Ter uma lista com os principais destinos;
  • Passar dias fora de casa;
  • Ter um mapa Mundi para colorir em casa;
  • Querer viver novas culturas;
  • Conhecer lugares novos;
  • Direcionar o dinheiro para viagens;
  • Querer estar em mil lugares ao mesmo tempo;
  • Tem o habito de ligar o computador só para ver se tem promoção de passagens;
  • Pensar no próximo destino sem nem ter terminado a viagem atual;
  • Quase todas as suas roupas estão relacionadas com nomes, emblemas ou cores de outros países ou cidades.

Significado de Ecdemomania:  Desejo, considerado fora do normal, de estar longe de casa; vontade patológica de perambular longe de casa; obsessão por viagens; fugir de casa.

Tudo isso é bem comum para pessoas viciadas em viagem. Porém, devemos atentar até que ponto isso está interferindo em nossas vidas.

Cuidados a serem tomados:

A nossa própria vida é uma louca viajem que jamais sairemos vivos, se caso seus familiares pedirem sua atenção para ficar e curtir com eles, faça, pois cada experiencia que passamos em nossas vidas é única. Sabemos que viajar é bem importante, mas sem exageros, você pode achar que tem muitos amigos fora da sua cidade, mas uma coisa é certa, as pessoas que você mais pode contar, estão, normalmente, muito perto de você, seus familiares.

Existe um mundo enorme esperando para ser explorado, mas vá aos poucos e com moderação, caso contrário esse vício tão delicioso pode ser bem prejudicial. Já imaginou uma pessoa tendo que ser tratada por médicos por ser viciada em viajar?

Texto: Luís H. Fritsch

Atacama – Carol & Dudu (Seguidores de Pachamama)

Atacama – Carol & Dudu (Seguidores de Pachamama)

Nosso mochilão a San Pedro de Atacama iniciou por Santiago no Chile, pois foi a forma mais econômica que encontramos na época. Fomos de milhas aéreas até Santiago e lá pegamos um bus rumo a San Pedro. Planejamos ficar 4 dias pois este destino é caro para mochileiros, os dias foram suficientes pra conhecer muitas coisas e sem correria. San Pedro do Atacama é uma cidadezinha pequena que vive do turismo, pode ser percorrida toda a pé; possui bons restaurantes, pubs, lojas de artesanatos sofisticados e souvenirs.

Atacama
Foto: Arquivo pessoal

Dicas gerais: Leve protetor solar, colírio, soro para o nariz, hidratante de corpo e labial para evitar desconforto, pois o clima é muitíssimo seco. Masque coca sempre que puder, pois é melhor evitar o mal da altitude a perder o passeio. Prove comidas locais, sorvete de coca, pepino fruta, cerveja artesanal. Tenha dinheiro trocado, pois todos os locais cobram entrada à parte dos pacotes contratados. Se for estudante, leve sempre sua carteirinha.

Atacama
Foto: Arquivo pessoal

 

A linha Tur Bus é o melhor custo beneficio, parte da estação central de Santiago e depois de 24 horas chega a San Pedro de Atacama. Os ônibus têm banheiro disponível durante a viagem, sistema de vídeo, e é oferecido um pão com presunto e queijo a noite e pela manhã. A estrada é muito bonita e vale ser contemplada. Você também pode chegar a San Pedro de Atacama iniciando por Calama e continuar a viagem indo de bus ou carro alugado.

Vários são os hostels onde vc pode ficar, todos com características peculiares e preço para todos os bolsos. Ficamos no LASKAR (próximo ao cemitério e com vista para o vulcão Lincancabur), o mais barato na época (US$18), quarto para 6 pessoas, 2 banheiros coletivos, cozinha com utensílios e internet.

Atacama
Foto: Arquivo pessoal
Atacama
Foto: Arquivo pessoal

Para comer em San Pedro é um pouquinho mais caro para mochileiros habituados a não gastar. Uma refeição sai em média por pessoa CLP$6.000 almoço (entrada, prato principal e sobremesa), comemos na rua da Northface em um restaurante mais escondidinho por CLP$4.500 prato do dia. O jantar sempre é mais caro, sendo em torno de CLP$15.000, cerca de R$ 80 reais por pessoa. Para quem gosta de cozinhar, é possível comprar comida nos mercados e na feira agrícola na frente do cemitério.

Para conhecer os locais mais bonitos você vai precisar se deslocar e dependendo do seu tempo disponível, fazê-lo a pé ou de bike fica impossível de ver tudo, assim considere contratar passeios com agências. São quatro os lugares mais fascinantes: Vale da Lua, Lagunas Altiplánicas, Geyser del Tatio, Laguna Cejar.

Você pode contratar conforme sua necessidade, um, dois, ou todos, e se pegar com a mesma agência, sempre tem um descontinho… Ficar pechinchando, neste caso é só perda de tempo, pois a diferença de valores é mínima, e como eu disse, o desconto bom se consegue pegando tudo junto. É possível alugar bike e pegar um mapinha dos locais com os guias (o único que aconselho ir de bike é o Vale da Lua). Nós fechamos com a Grado 10, pois eles sempre ofereciam refeição e horários diferenciados, em alguns passeios, ficam nos locais até o por do sol (algo que sempre buscamos nas nossas viagens). Fazem o transporte em um caminhão alto, e em certos trajetos, você pode ficar no teto. Os passeios são sempre realizados no início da manhã e no meio da tarde para evitar o sol mais forte.

Dia 1: Vale da Morte e Vale da Lua (O passeio contratado de forma individual é CLP$15.000), cerca de R$ 80 reais

É o local mais próximo da vila. Você vê as formações areníticas de cor vermelha e branca o que dá nome aos locais. Caminha por pequenos túneis formados pelo intemperismo. O Vale da Lua é o point para ver o por do Sol.

Atacama
Foto: Arquivo pessoal

Dica: Alugue uma bike e faça você mesmo. Leve um vinho, suco, lanchinho; ache um canto vazio e desfrute do horizonte…

Dia 2: Lagunas Antiplanáticas e Salar de Atacama (O passeio contratado de forma individual é CLP$40.000), cerca de R$ 224 reais.

O local onde visitamos as lagunas é um parque com trilhas demarcadas e você deve respeitar e não pisar fora da marcação. As lagoas que você vê são interligadas de forma subterrânea, sendo resultado de seguidas erupções vulcânicas. Nosso passeio saiu bem cedo pela manhã, para tomar café no local (tri alto astral) assim, quando os outros grupos estavam chegando e enchendo o parque, nós já estávamos indo embora…

Atacama
Foto: Arquivo pessoal
Atacama
Foto: Arquivo pessoal

Depois, fomos conhecer o Salar de Atacama, ótima oportunidade para entender a geografia e a biodiversidade do local, além de poder fotografar dezenas de flamingos.

Atacama
Foto: Arquivo pessoal
Atacama
Foto: Arquivo pessoal

Dica: As Lagunas Antiplanáticas estão há 4.160 metros acima do nível do mar. então se puder mascar uma folhinha de coca ou tomar um chazinho, faça… vale a pena se prevenir à ficar mal no ônibus e não poder curtir o passeio.

Na tarde do mesmo dia visitamos as lagoas: Laguna Cejar e Ojos Del Salar (O passeio contratado de forma individual é CLP$20.000), cerca de R$ 112 reais.

Sabe aquelas piscinas em que vc fica boiando e não afunda, tipo no Mar Morto… sim é neste passeio. A quantidade de sal na água é tremenda que você fica completamente branco ao sair… Este local é um parque particular aberto ao publico, assim, possui um local de banho para se limpar.

Atacama
Foto: Arquivo pessoal

No mesmo passeio, também visitamos duas lagoas de água doce no meio do deserto, lá o pessoal brinca de salto e aguarda o pôr do sol.

Atacama
Foto: Arquivo pessoal
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Foto: Arquivo pessoal

Dica: A piscina de sal maior esta se degradando, então respeite a orientação de não se banhar. Vamos preserva para continuar tendo o que visitar…

Dia 3: Geyser del Tatio (O passeio contratado de forma individual é CLP$ 35.000), cerca de R$ 196 reais.

Quer sentir a emoção de estar em um terreno com atividade vulcânica… este é o lugar certo. Os Geysers lembram desenho animado onde as pessoas eram arremessadas pela pressão de vapor. Neste local tem também piscinas termais que você pode aproveitar, é algo bem inusitado e não tão quente assim…

Atacama
Foto: Arquivo pessoal

Dica: Vá pela manhã bem cedo, pois é o pico de atividade dos Geysers. Se agasalhe, pois faz baixas temperaturas.

Dia 4: Salar de Tara

Este passeio faz um tour pelo deserto propriamente dito, passando por formações areníticas muito bonitas, lagoas de sal e paisagens pitorescas. Normalmente inclui café da manhã e almoço no deserto.

Atacama
Foto: Arquivo pessoal

Dica: Se você realmente tem tempo sobrando faça. O fato é que este passeio é pago separadamente, nem todas as agências realizam, e é mais caro se comparado aos outros (+ ou – CLP$40.000), cerca de R$ 224 reais. Quem não puder não fique triste, pois no fundo você está vendo deserto o tempo todo entre um passeio e outro.

Relato escrito por: Carlos Eduardo e Ana Carolina
Data do Relato: Fevereiro de 2014

Veja vídeos de viagens incríveis!

Veja vídeos de viagens incríveis

Não basta viajar, fotografar e filmar, eles foram além, usaram muita criatividade e desenvolveram vídeos fantásticos que fizeram muito sucesso. Nesse post reuni 10 vídeos feitos por viajantes super criativos, que arrepiam qualquer apaixonado por viagens e instigam a vontade de viajar em qualquer pessoa.

Alex Chacon 

O mais recente vídeo do gênero a estourar foi inspirado na clássico viagem de Che Guevara, descrita em “Diário de Motocicleta”. Alex Chacon percorreu 36 países em 600 dias, rodando cerca de 200 mil quilômetros. No projeto “Diário de Motocicletas Moderno”, criou um vídeo de 3 minutos com imagens “selfies” em 360º.

Nicolo Banini 

O Italiano Nicolo Banini de apenas 22 anos, ficou famoso ao “dar tapas” na câmera. Seu vídeo ficou conhecido no mundo todo, mas na realidade é inspirado no vídeo de Roman Burch (abaixo). Mesmo assim ficou muito legal e o Italiano ganhou milhões de visualizações no youtube.

Roman Burch

Sendo o verdadeiro inovador, no que se refere a dar tapas na câmera durante uma viagem, nada mais justo que Roman Burch esteja por aqui. Seu vídeo referente a sua viagem de Shangai a Tokio não fez tanto sucesso como o do Italiano Banini, mas serviu de inspiração pra tal.

Christoph Rehage

Aos completar 26 anos, em 2007, o alemão Christoph Rehage começou a percorrer a China. Era o inicio do projeto “The longest Way” (O caminho mais longo), que em pouco mais de um ano percorreu 4500 km, detalhe: a pé! Acho que este cara foi um dos pioneiros a criar um vídeo deste tipo. É um dos vídeos mais legais, pois mostra toda transformação do alemão ao longo da viagem.

Jack Hyer

Este cara levou 4 anos, percorrendo 26 países, para dizer que seria o homem que acordaria todos os dias ao lado de sua namorada…  Jack Hyer, conheceu Rebecca Strellnauer, em 30 de setembro de 2010, e teve certeza que ela era a mulher de sua vida. Sendo assim, utilizou suas viagens pra gravar uma bela declaração de amor. O vídeo foi apresentado na noite da formatura dos dois, como se fosse um vídeo da formatura… Imagina só!!! Ao som de I’m Gonna Be [500 Miles] do The Proclaimers (que eu escutei muito na interpretação dos Toy Dolls) Jack deve ter impressionado Rebeca e a todos os convidados… De quebra o cara aproveitou o sucesso pra arrecadar grana pra uma instituição de caridade.

Rick Mereki 

Esse cara conseguiu fazer um vídeo que realmente inspira qualquer um a viajar. Aliás, um vídeo não, três vídeos fantásticos. A série de vídeos feita por Mereki e seus 2 amigos, são intitulados Move, Eat and Learn… São 3 vídeos avulsos que estão em seu site, fizemos uma compilação não oficial, com os 3 juntos pra melhor visualização. Estes vídeos baseados nas experiências de viagem em mover-se, comer e aprender, foram gravados em 11 países, em apenas 44 dias, o resultado é fantástico!

Jéssica Pessoa

Com 946 fotos, Jéssica Pessoa vem representar o Brasil com seu vídeo “selfie” feito ao longo de seus 1 ano e 3 meses de Intercâmbio na Inglaterra. Jéssica bolsista do programa Ciência sem fronteiras do governo federal, aproveitou para conhecer vários países tirando fotos que se tornariam o famoso vídeo. Ao final do vídeo a pergunta “What’s Next?” (o que vem depois?). Ela mesma já contou, vem um novo vídeo por terras brazucas.

Benjamin Jenks 

Este estadunidense, fez seu vídeo focado em um fator que realmente é muito importante em uma viagem, as pessoas. Quem nunca fez pelo menos um grande amigo viajando por aí… Pois é, Benjamin Jenks percorreu os EUA fotografando-se junto a pessoas, seu vídeo “Eu amo pessoas”, é bem legal… Eu pessoalmente acho que ele deveria fazer um desses fora de seu país e também tentar inspirar seus governantes a amar mais as pessoas, ao invés de bombardeá-las.

Matt Hells

Pra finalizar com chave de ouro, o video de Matt Hells, um dos pioneiros neste tipo de vídeo. Matt saiu dançando estranhamente pelo mundo em 2003 e 2004 e postou seu vídeo em 2005 na internet, de lá pra cá virou uma celebridade e já foi visto por dezenas de milhões de pessoas no mundo.

Viajante ou turista, o que de fato você é?

Certa vez, sentado em uma lanchonete, peguei o jornal local e passei a ler as notícias, após passar várias paginas, observei um artigo intitulado “Você é viajante ou turista?”, li o artigo inteiro, almocei e segui  viagem. Caminhando, aquela pergunta voltou a minha cabeça, o que será que eu sou, um viajante ou apenas mais um turista?

Refleti por um tempo sobre essa pergunta, e então resolvi escrever este post, fazendo essa mesma pergunta a você caro leitor!

Você é viajante ou turista?

O que é ser turista?

Turistas são uma espécie de viajantes diferentes, focados unicamente em conhecer atrações turísticas, tirar uma self ou uma foto bonita em um lugar legal, só para depois postar no Instagram. Normalmente são guiados, fazem viagens com agências contratadas, com horários pré-determinados, enfim, digo que o turista vive apenas 10% ou menos, do que uma viagem pode proporcionar a uma pessoa.

O que é ser um viajante?

Ser um viajante é saber explorar os lugares, fazer planos, programar atividades variadas, fora das altas temporadas. Conversando com pessoas locais você descobre os melhores lugares para conhecer, explorar e até se hospedar. O viajante propriamente dito, viaja para conhecer novas culturas, novos costumes e aprende com tudo isso a ser uma pessoa melhor.

Se formos comparar um viajante a um turista, vemos grandes diferenças, se caso em sua viagem você encontrar um viajante pode ter certeza, que o valor que ele pagou para estar ali é muito menor do que você pagou indo com a agência contratada. Certamente, os lugares onde ele estará não são atrações turísticas onde a maioria das pessoas costumam ir, se ele tirar fotografias, acredite,  serão dos lugares que mais o marcaram na viagem e com certeza, não será uma self para postar no Instagram.

Um turista dorme, um viajante explora. Um turista tira selfies, um viajante tira fotografias. Um turista planeja, o viajante segue ao sabor do vento. Em qual destes conceitos  você se encaixa melhor?

Qual é sua opinião sobre esse assunto? Escreva abaixo nos comentários, se gostou compartilhe!

Texto: Luís H. Fritsch