Alimentação Vegana

Escrevi este texto com o intuito de auxiliar trilheiras(o) na hora de separar os alimentos e levar para as trilhas, como não encontrei nada na internet que falasse sobre alimentação vegana nas trilhas, resolvi então escrever sobre o que costumo levar em minhas viagens.

Se você parar pra pensar, rapidamente, em alimentos que você levaria pra trilha, provavelmente pensaria em itens práticos, de fácil cozimento (ou sem necessidade de cozinhar), e por aí vai. Então, dentro desses “pré-requisitos”, tranquilamente pensaria: Miojo (massa instantânea); bolacha recheada, chocolate e etc.

Porém, acredito que muitos trilheiros tem um propósito que vai bem além de simplesmente caminhar por aí. É uma forma de se conectar, um meio de se aproximar de algo latente que nos faz sentir mais vivos. É um jeito simples de perceber o divino em um nascer do sol, em gotas de orvalho ao acordar, em sentir sua essência de paz infinita e imperturbável apenas ao admirar uma grande e prateada lua no céu estrelado.

Mas aí você se pergunta: peraí, esse texto não era sobre alimentação vegana? Por que falar da natureza agora então? Justamente… Quando nos alimentamos adequadamente, de forma a não pesar no corpo, e sim nutrir, a gente sente que essa conexão que se busca fica bem mais fácil de alcançar.

No meu cotidiano busco conciliar minha rotina a um estilo de vida saudável. Sou instrutora e praticante de yoga. Sou vegana. Entendo a alimentação como algo fundamental na saúde física e mental. Não adianta apenas comer. É preciso se alimentar. E por que isso precisa ser mudado nos
momentos em que busco me aproximar da minha paz através do contato com a natureza?

Então quando comecei a trilhar, inciei minhas buscas de dicas de alimentação vegana nas trilhas e… praticamente NADA. Simplesmente não tem trilheira vegana. Ou elas estão escondidas (risos).

Mas aqui sigo na ideia de não apenas manter uma alimentação vegana, mas também saudável. Porque passar comendo pão e bolacha na trilha foge completamente do meu contexto de “se alimentar”. Passa a ser apenas “comer”.

Foi aí que resolvi escrever sobre isso. Vai que alguém hora dessas também tem essa mesma vibe? Não precisa ser vegana, mas simpatizar com a ideia de uma alimentação saudável e que dê energia para caminhar e concluir a trilha com sorriso no rosto, corpo e mente íntegros.

Então comecei a pensar em alimentos que durem, não amassem facilmente, cozinhem rápido quando necessário o cozimento, sejam nutritivos e não pesem tanto. Ufa! A lista não pareceu facilmente preenchível no início. Mas aos poucos fui elaborando kits de almoço/janta, lanches e café da manhã que coubessem nesses requisitos que achei necessários para as aventuras. E aí achei bacana compartilhar algumas ideias, lembrando que estou sempre na busca e experimentando novas possibilidades de comidinhas bacanas pra acrescentar e variar os cardápios, principalmente em travessias.

Alimentação Vegana

Primeiramente, pensando no quesito “arroz”, como em trilhas a gente busca rápido cozimento, se não quiser utilizar aquele arroz pronto “Vapza”, o interessante é levar arroz branco ou basmati (um tipo de arroz muito utilizado na culinária indiana, delicioso por sinal). No meu dia-a-dia dou preferência ao arroz integral, mas na trilha ele acaba perdendo pontos pelo tempo maior de cozimento e economia de gás.

Dá para montar vários kits a partir desse simples ingrediente, como por exemplo risotos com inúmeras possibilidades: de amêndoas laminadas com damasco picado; tomate seco com temperos verdes; pêra com temperos (gosto de usar algo apimentado pra dar contraste quando uso frutas secas; o doce com pimenta fica delicioso); funghi ou algum outro cogumelo; etc. Faço também kit de arroz com lentilha rosa, que cozinha super rápido. Então cozinho os dois juntos, porque também busco usar o mínimo de panela possível (de um modo geral uso apenas uma). Junto do arroz dá pra acrescentar quinoa e/ou amaranto em grãos, que são ricos em proteínas. Também fica legal um arroz com sementes de abóbora e girassol descascadas, que são super nutritivas e ricas em proteínas. Ervilha seca é uma boa pedida pra cozinhar junto do arroz também, fica uma refeição completa.

Alimentação Vegana

Também há pouco descobri uma marca de produtos bem boa, que tem massas que cozinham super rápido e são hiper protéicas (tem de feijão azuki, feijão preto, soja, dentre outras). A marca é “Fit Food”. Não são produtos baratos, mas valem a pena, pois os ingredientes também são orgânicos.
Quando faço massa, procuro temperar com azeite de oliva e curry, dá um sabor legal.

Outros ingredientes que achei interessantes e com ótimo custo-benefício, são os grãos cozidos da marca “Camil”. Eles tem feijão, lentilha e outros produtos. Tem opção já temperada e não temperada. Particularmente prefiro a não temperada, pois gosto de dar o sabor que gosto com os temperos que estou acostumada. Ademais, dependendo da aventura, a escassez de água pode exigir que se dê uma maneirada nos temperos para não dar muita sede.

Recentemente comprei um produto que é uma seleta de legumes prontos para o consumo, temperados com sal. Não recordo a marca, mas acho uma opção interessante para consumo de legumes dependendo da trilha. Isso porque em travessias não tem como carregar legumes frescos na cargueira. Além da probabilidade de estragar e/ou amassar, é um peso e tanto. Então tem
essas opções deles prontos pra não deixar de comer alguns legumes ao longo da aventura.

Gosto de fazer em casa um tempero que é ótimo para levar nas trilhas e travessias, pois é um tempero nutritivo. Eu misturo gergelim, semente de abóbora, semente de girassol (todas descascadas) e sal. Torro levemente e trituro tudo junto. Fica delicioso e muito rico.

Bom… Até agora só falei de comidas para refeições mais elaboradas, mas sabemos que além do café da manhã, é importante ter alimentos nutritivos ao longo da trilha, então chegamos no momento de falar dos snacks!

Os snacks e o café da manhã faço com os mesmos ingredientes. Costumo levar frutas secas pela praticidade e por não estragarem como as frutas in natura (claro que adoraria ter frutas frescas ao longo da jornada, mas elas estragam muito fácil na cargueira. Dependendo da trilha, se for algo curto
dá pra levar com certeza). Dentre essas frutas, o mais comum é banana desidratada, tâmaras (prefito a tâmara Medjol, que dá mais saciedade), damasco, uva passa, coco seco, dentre outras. Tem várias, como manga, goiaba, pêra, … Mas acabo sempre levando as mesmas.

Sempre carrego comigo as oleaginosas, que são boas fontes de energia e gordura do bem, e super combinam com as frutas secas. Levo nozes, amêndoas, amendoim (também na versão doce – pé de moleque –, porque ninguém é de ferro), castanhas, avelã, e acho bem bom levar também aquelas
mesmas sementes que uso para fazer o tempero (abóbora e girassol descascadas), pois são proteicas.

E o velho – e às vezes considerado bandido – pão. Não deixo de comer. Opto pelas versões integrais, eu prefiro. Para passar no pão, gosto de levar pasta de amendoim e/ou tahine (pasta de gergelim), que são boas fontes de gordura e proteína. E levo também melado, acho a combinação ótima. Se quiser uma versão de sanduíche salgado, dá pra rechear com essas pastas e os legumes que falei antes, ou até mesmo aquele tempero caseiro de sementes. Fica bem gostoso. Ou misturar tudo (risos), na hora da fome a gente come o que vê pela frente!

Uma coisa bacana para os primeiros dias de travessia ou para trilhas mais curtas, é levar cenoura. Ela resiste bem e não amassa. Serve para o almoço/janta e também nos lanches. Eu adoro comer cenoura crua!

Pensando em uma opção mais fácil e ainda saudável, gosto muito das barra de cereal da marca Hart’s (busco patrocínio hahaha). Eles tem várias opções, todas de-li-ci-o-sas! São barras raw (sem cozimento, o que mantem o alimento com 100% de aproveitamento dos nutrientes) e tem umas especiais que são ricas em proteínas. E o melhor: todas veganas!

Enfim! Não sou nutricionista e estou longe disso. Sou apenas uma Yogue trilheira que gosta de manter a alimentação ao longo das trilhas e travessias na mesma linha e na mesma vibe de vida que levo: sempre em busca de saúde e bem-estar. As dicas que dou são baseadas na minha experiência, gosto e pesquisas que fiz. Cada um conhece seu corpo e o melhor sempre é estar atento e consciente naquilo que o próprio corpo pede.

Alimentação Vegana

Espero ter contribuído de alguma forma e auxiliado a galera que busca manter uma alimentação saudável também nas suas aventuras!

Até breve,
Manoela Pellenz Barbieri Schiavenin – Junho/2018

Wine Run 2017 aconteceu em Bento Gonçalves/RS

A paisagem do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, emoldurou mais uma vez a sexta meia maratona do vinho – denominada Caixa Wine Run – Vale dos Vinhedos – no sábado 20/04/2017.

Contou com 1,2 mil corredores de todo o país, que percorreram os 21 quilômetros da prova, divididos nas categorias Individual e Dupla. O percurso misturou diversos tipos de terrenos – com pisos de terra, cascalho, asfalto e paralelepípedos, além de subidas e descidas acentuadas – passando ao lado de parreirais e vinícolas, por pequenas igrejas e casas antigas que marcam a forte presença da colonização italiana.

Para alguns, o objetivo era superar seus limites, já outros aproveitavam o visual de tirar o fôlego e chegavam a parar nas subidas ou descidas para admirar os vales ainda verdes, mesmo com a chegada do outono, sem se preocupar com seu tempo na prova.

Ano passado corri a Wine Run na categoria dupla mista. Fiquei responsável pelo primeiro trecho com 11,5 quilômetros e considerado pela maioria dos atletas o mais “sofrido”. Gostei tanto do sofrimento que esse ano resolvi encarar os 21 km – sendo a minha estreia oficial em meia maratona.

Confesso que pensar em correr 21 km no início me assustava um pouco. Você acaba duvidando do que é capaz em alguns momentos, mas aprendi com a corrida que somos muito mais fortes do que imaginamos e podemos ir muito além do nosso objetivo.

O sábado da corrida finalmente chegou, agora não tinha mais treinos e nem treinador, agora era comigo. A largada da prova foi às 9 horas na Vinícola Grand Legado, tempo nublado e temperatura agradável. Ao meu redor centenas de corredores animados, alguns como eu fazendo a primeira meia maratona. Energia gostosa, sabe?

Dada a largada e à medida que passava pelo percurso via os fotógrafos e as pessoas que moravam ali sentadas nos jardins acompanhando e vibrando por nós. Era emocionante. Por mais que você ali naquele momento seja apenas mais um corredor, essa torcida te faz sentir especial.

Por ser uma prova com grande variação de altimetria resolvi que não forçaria o ritmo no início, já que essa era minha primeira meia maratona.

O único trecho relativamente plano são os primeiros 2 km de prova. Em seguida temos um declive acentuado de quase 5 Km. Mas…tudo que desce, sobe… 😀 e foi assim até a marca dos 11,5 Km subidas…subidas e subidas.

No quilômetro 11,5 no final de uma subida de quase 4 km era o local de revezamento das duplas. Ano passado ali foi o meu final, e sábado ao passar por ali me emocionei e naquele instante a ficha caiu e percebi que eu realmente completaria uma meia maratona! Dali em diante o percurso foi um interminável sobe e desce.

Durante praticamente toda a prova não deixei o rendimento de outros atletas interferirem no meu desempenho. Corri dando atenção a três fatores muito importantes na corrida: postura correta, respiração controlada e hidratação sem erro.

Eu definiria a corrida como espetacular, foi uma estreia maravilhosa e jamais vou me esquecer da minha primeira Meia Maratona. As paisagens lindas, o clima entre os corredores, a parceria, a sensação de superar seus limites e conseguir completar um percurso maravilhoso! Só quem corre sabe!

Wine Run 2017 aconteceu em Bento Gonçalves/RS
Créditos: Foco Radical

Finalizei a prova com o tempo de 2 h 32 min, conquistando o 2º Lugar na Categoria 18 a 24 anos e a 44ª Colocação Geral Feminina em um total de 145 corredoras. Esse é o momento em que você vê o resultado de toda sua dedicação e trabalho! É o momento de ver que seu objetivo foi atingido. É uma experiência que recomendo a todos!

Informações e classificação da Wine Run: Resultados

Jasmine Benato

O espírito aventureiro sempre fez parte da rotina de Jasmine, carinhosamente chamada de Mine. Passou sua infância acompanhando os avós na roça, e por isso, desde criança admirava a natureza e os costumes simples da vida no campo.

Jasmine Benato é gaúcha de Veranópolis, com modos delicados e aquele jeitinho tímido. À primeira vista, mal se imagina o que a jovem de 24 anos gosta de fazer para viver.

Secretária executiva à quase 10 anos;

Futura Contadora pela Universidade de Caxias do Sul (UCS);

Embaixadora/Atleta da Curtlo BR;

Ela concilia o trabalho, a faculdade, a família e muitos treinos de: Mountain Bike, Corrida de Montanha, Trail Run e academia.

No esporte, a paixão pela “magrela” vem desde criança. E foi em meio ao relevo montanhoso e as trilhas de Veranópolis, que a Mine se apaixonou também pelo Trail Run/Corrida de Montanha.

Tanta paixão ao esporte aliados a tantos treinos já lhe renderam participações em diversas provas de Mountain Bike, Corrida de Aventura, corrida…nas quais obteve excelentes resultados. “Meu técnico diz que sou coringa. Estamos aí para qualquer aventura.”, brinca Jasmine.

Colunista Trekking RS

As adversidades enfrentadas ao pedalar/correr por muitos quilômetros por lamas e trilhas, ao atravessar rios e entrar na mata podem não ser muito bem vistas por algumas pessoas. Mine tenta transpor essa visão: “Toda pessoa que monta em uma bike pela primeira vez ou começa a correr não larga nunca mais. É realmente prazeroso, porque o obstáculo passa a não ser apenas o ambiente, mas você mesma.”, afirma.

Benefícios de viajar com uma mochila

Antes de começarmos realmente a falar dos benefícios de viajar de mochila, precisamos conhecer alguns fatos importantes na história dos mochileiros. Deste o tempo dos primeiros viajantes, os primatas, já usavam um certo tipo de mochila para organizar seus pertences e assim se deslocarem até um outro ponto ainda inexplorado.

Nas décadas de 1950 e 1960 nos Estados Unidos, começou-se o movimento de mochileiros, pessoas que buscavam o novo, o inusitado, com uma enorme vontade de explorar o desconhecido, procurando novas culturas, maneiras diferentes de trabalhar, buscando diferentes objetivos em suas vidas que diferisse de todos os demais.

Esse grande movimento mochileiro espalhou-se pelos quatro cantos do mundo e se tornou um estilo de viagem para algumas pessoas. Os mochileiros em si não são somente aquelas pessoas que fazem grandes viagens, passam meses longe de casa, viajando com a mochila nas costas. São aqueles que saem nas férias ou em algum fim de semana para qualquer lugar que queiram, carregando com eles a inseparável e companheira mochila.

Você deve estar se perguntando quais são os reais benefícios de viajar com uma mochila, onde esta, as vezes tem um peso de 10 a 30 kg e a pessoa tem que carrega-la  nas costas em uma viagem? Não seria melhor por tudo em uma mala grande, deixar no hotel e sair só com aquilo que necessita?

Geralmente a pessoa que viaja desta maneira, viaja despreocupada, de mãos livres e coração aberto. Ela não está nenhum pouco preocupada com o lugar onde vai passar a noite, aí que vem a resposta para as duas perguntas anteriores!

Essa pessoa precisa estar com todas as suas coisas em um único lugar, perto o suficiente para que possa usufruir de seus pertences a qualquer hora do dia. Talvez essa pessoa não queira passar a noite em um hotel caro, talvez prefira ficar em um hostel, quem sabe até um camping, onde estes são mais simples, pode até ser menos aconchegantes. A troca de experiencias e o convívio direto com outros viajantes, que estão nesses hostels ou campings são uma das coisas que mais dão um real sentido a uma viagem. Estar em contato com pessoas a maior parte do seu dia, pode fazer você se conhecer melhor, conhecer melhor as pessoas, quem sabe até mesmo fazer uma nova amizade.

Benefícios de viajar com uma mochila
Foto: Divulgaão

 

Listo abaixo alguns dos benefícios de viajar de mochila, assim você poderá entender melhor essa maneira de viajar:

    • Você vai carregar somente as coisas necessárias para a sua viagem (sem colocar coisas supérfluas) pois terá que carregar nas costas durante todo a sua viagem;
    • Você se torna uma pessoa mais simples e organizada com suas coisas;
    • Valoriza todas as coisas que você tem de maneira simples;
    • Opta por roupas leves e muito confortáveis, ao invés de roupas caras e pesadas;
    • Tem a liberdade de escolher se você vai ir a algum lugar ou não;
    • Melhora a saúde e aumenta a resistência corporal, pois estará fazendo exercícios físicos a todo momento;
    • Sabe que todos os seus sonhos cabem dentro de uma mochila.

Acredito que tudo que realmente necessitamos de bens materiais cabem em uma mochila, tudo o que não caber ali dentro não é assim tão necessário e importante para nossas vidas. Eu sempre viajei de mochila, em todos os destinos que visitei, sempre a mochila foi a minha maior companheira de viagem. Um mochileiro de verdade sabe que nunca viaja só, nunca viaja com muitas coisas, mas as coisas que carrega consigo são mais importantes que tudo, pois definem como ele realmente é como pessoa.

Uruguai Road Trip

Chegou o dia de mais uma aventura… Uma aventura sonhada.. Depois de 4 visitas ao Uruguai chega o dia de seguir meu próprio caminho. Um roteiro desenhado na minha mente. Somente linhas traçadas em um mapa. Desde 2010 várias idas e vindas entre o Brasil e o hermoso Uruguai. E a vontade de realizar a grande trip.

Uruguai Road Trip

Chegar ao Uruguai por Barra do Quaraí/Bella Union. Descer o mapa até Colônia de Sacramento e seguir costeando o rio da Prata até Punta del Este. Subir pelo litoral e seguir até Chuy, visitar as cidades pelo caminho, poder parar, olhar o sol, apreciar o mar, entender a história deste nobre e humilde país.

No primeiro dia seguiremos até Uruguaiana, para uma breve visita a Passo de Los Libres na Argentina. Afinal, temos um destino, o que não quer dizer que temos que seguir uma linha reta. Você faz sua aventura, você faz seu caminho. Não depende de ter companhia, depende única e exclusivamente da sua vontade junto a um bom planejamento. Eu e o Márcio seguiremos viagem até Uruguaiana. Mochilas gêmeas aventureiras.

Uruguai Road Trip

Quando contei sobre a viagem, a pergunta foi: quando a gente vai? Resposta nas próximas férias! Montamos o roteiro, com base no meu mapa mental. Utilizamos o Google Maps para traçar a rota principal e realizamos a busca por campings nos pontos de parada. De pensar que há anos atrás eu viajava com um simples mapa rodoviário tamanho gigante. Volta e meia parava na beira da rodovia para pedir informações e abria o mapa no capô do carro para verificar as opção de rota nas tantas vezes que me perdi no caminho.

As vezes sentia medo de não achar o caminho mas sempre encontrei pessoas de bem que me ajudavam a voltar a rota correta. O espírito aventureiro sempre fala mais alto nessas horas. O sorriso no rosto é um ótimo cartão de visita.

Até breve. Márcio e Lu.

Acompanhe a nossa aventura acessando a fanpage: Trekking RS ou pelas Hashtag: #trekkingrs #caminhospelomundo #brasileirosnouruguai #uruguairoadtrip

Uruguai Road Trip
Chegando a Santa Maria/RS – Brasil

Segundo dia 13/10/2016

Acordamos cedo, o que possibilitou a linda vista do nascer do sol as margens do Rio Uruguai. Com suas águas turvas, em função da chuva da noite, mas ao mesmo tempo brilhante e encantador. A opção era seguir viagem rumo ao Uruguai ou dar uma passadinha no outro país vizinho, a Argentina. Rumo a Passo de Los Libres, passamos a ponte Brasil x Argentina e chegamos a Aduana Argentina.

 

Uruguai Road Trip - Uruguaina
Nascer do sol em Uruguaiana – 13/10/2016

Sugestão: caso visitem a Argentina, via terrestre, tenham o mínino de coisas possível no carro, pois terão que descarregar e mostrar tudo que estão carregando.

Passeamos pela cidade, uma cidade simples, hospitaleira a maneira Argentina, mas percebe-se que o povo tem sofrido bastante com os problemas econômicos do país, os preços estão nas alturas e você só pode trocar moeda em bancos ou com os cambistas que ficam ao longo da estrada, entre a ponte e o Centro da cidade. Permanecemos não mais que 4 horas e retornamos a Uruguaiana para seguir viagem. Na volta o carro não foi revistado.

Uruguai Road Trip
Passo De Los Libres – Argentina – 13/10/2016
Uruguai Road Trip
Passo De Los Libres – Argentina – 13/10/2016

Seguimos até Barra do Quaraí e passamos a alfândega Uruguaia em Bella Union sem problemas. Somente abrimos o porta malas para que o fiscal olhasse e ele mesmo já nos encaminhou para a migração. Seguimos até Termas del Arapey, famoso balneário de águas termais uruguaio, onde nos instalamos no camping. A avaliação do local e maiores informações serão descritos em outro post, pois o local oferece várias opções. O camping oferece um lindo por do sol. Onde somente os apreciadores da natureza podem ver!

Uruguai Road Trip
Termas del Arapey – Uruguai – 13/10/2016
Uruguai Road Trip
Termas del Arapey – Uruguai – 13/10/2016

Você pode combater seu medo de altura, saiba como!

Um dia lindo de sol pede que você aventure-se, que você observe o mundo de todos os ângulos possíveis.

Você observa, mas as vezes, parece que falta alguma coisa. Que você poderia ver mais, aproveitar mais. Ver o dia, a paisagem, sob um ângulo diferente.

Você visita lugares, vê pessoas praticarem esportes que te causam arrepios, não por ser um esporte inseguro, não é isso, mas por você não conhecer a segurança que envolve a prática dele.

Falo tudo isso para contextualizar o que muitas pessoas sentem na prática do esportes conhecido como rapel, deixam de praticar por medo de que ocorra algum acidente, não se sentem seguros. Assim eu me sentia, nunca havia tido a coragem de praticar rapel, pois tenho muito medo de altura, de ficar em pânico e travar na hora H.  Eu não conseguia subir em uma escadinha de 5 degraus em casa, para terem ideia.

Sendo assim, defini um objetivo: Enfrentar o medo de altura praticando esse esporte. O que para mim, requer conhecer os equipamentos e os itens de segurança que envolvem a prática do rapel.

Decidi fazer um curso de rapel oferecido pela Outdoor Equipamentos, aprendi sobre a segurança do esporte, cordas, nós, ancoragem, freios, cadeirinhas e primeiros socorros. Pratiquei ascensão. E depois de toda esta teoria a tão esperada descida.

Você pode combater seu medo de altura, saiba como!

Eu tremi, podem ter certeza, mesmo sabendo a teoria, a certeza de que tudo daria certo e de que era somente questão de me concentrar no que fazia e curtir, demorou a chegar. Na primeira descida, com toda a orientação dos instrutores, desci apavorada, quando pus os pés no chão, pulei, saltitei, gritei: Consegui!!!

Você pode combater seu medo de altura, saiba como!

Você pode combater seu medo de altura, saiba como!

Você pode combater seu medo de altura, saiba como!

Para uma pessoa que teme tanto a altura quanto eu, foi uma vitória muito importante.

A primeira vez para tudo é sempre a mais difícil, ainda mais quando se tem medo. A segunda já achei mais fácil e desci mais tranquila.

Se você teme alguma coisa, busque uma forma segura de enfrentar este medo. No meu caso o curso foi muito importante para enfraquecer o medo. O medo, muitas vezes, se mostra além do que realmente é, porque potencializamos, damos força a algo que é pequeno dentro de nós.

Se você se prepara para algo, o medo dá lugar a coragem, você faz o que quer e supera.

Você pode praticar qualquer esporte, o importante é praticar com segurança. Curso para prática de esporte não é ‘dinheiro posto fora’, como muitos dizem. É adquirir conhecimento para que você possa utilizar em outros momentos da sua vida.

Não faça de um simples monte de areia, um Everest. Vença seus medos, um pouquinho por dia. Sinta-se livre!

Aventura quase perfeita – Ivoti/RS

Um dia ensolarado em uma tarde de sábado no início do inverno, fui para conhecer ou até mesmo reconhecer lugares, até aqui tudo dizia que seria uma aventura perfeita.

Podem estar se perguntando o que eu quero dizer com “reconhecer”? A medida que crescemos, amadurecemos, adquirimos conhecimentos e passamos a ver o mundo a nossa volta de uma forma diferente. Por várias vezes pensamos que não é necessário voltar a um lugar que já visitamos, porque lá veremos as mesmas paisagens que da primeira vez, mas podemos nos enganar.

Cada visita nos dá a oportunidade de ter uma percepção diferente. A maneira que observamos e percebemos as sensações,  estas que estão sempre diretamente relacionados ao momento que estamos vivendo de fato, digo isto pois, costumo voltar inúmeras vezes ao mesmo lugar, para assim comprovar a minha opinição.

Como exemplo, vou ilustrar minha última visita a Ivoti, há alguns dias atrás.

Ivoti é uma cidade agradável, hospitaleira, que localiza-se a 55 quilômetros de Porto Alegre/RS – Brasil, a cultura e as pessoas que moram ali são de origem alemã, possui como pontos turísticos principais o Belvedere, a Colonia Japonesa, o Núcleo de Casas Enxaimel, a Ponte de Imperador e a Cascata São Miguel.

Visitamos o Belvedere, este tem uma vista linda do vale e também o Núcleo de Casas Enxaimel que continua muito bonito. Confesso a vocês, que não costumava observar as cores que existem no entorno da Ponte do Imperador.

Mas preciso lhes dizer que existe uma transformação acontecendo. Creio que seja para trazer mais conforto aos turistas que visitam a cidade.

Aventura quase perfeita - Ivoti/RS
Foto: Marcio Basso

Quando conheci o lugar, há mais de 10 anos, era um dos meus lugares preferidos para ir no sábado e domingo à tarde, reunir a família e tomar uma chimarrão.  Havia um grande gramado a beira do Arroio Feitoria, onde podíamos sentar no chão, no sol quentinho do inverno, que hoje dá lugar a um espaço coberto para eventos.

O mundo evolui, tenho consciência disso, mas fico pensando: é preciso tudo isso? Como trazer novamente aquela beleza que havia aqui, fazer o natural prevalecer em meio as novas e modernas construções? Estas são perguntas que ainda não tenho as devidas respostas, mas as faço para podermos refletir sobre isso. Também não acontece apenas nesta cidade, mas em muitos outros lugares que todos nós conhecemos.

Hoje não é possível sentar à margem do Arroio Feitoria, sem sentir o cheiro do esgoto, que vejo correr pela beira.

Paramos várias vezes durante a caminhada para olhar a paisagem, fazer fotos, tentar apreciar o máximo a natureza ali presente, sentamos na guarda da Ponte do Imperador para apreciar o contato das pessoas com tudo que existe ali na volta, realmente lindo ver as famílias reunidas, apreciando o belo, o natural que ainda permanece ali, fazendo fotos para recordações, mas nada me fazia esquecer a visão do cano na beira do arroio liberando a sujeira.

Aventura quase perfeita - Ivoti/RS
Foto: Marcio Basso

Dali partimos para a Cascata São Miguel, na divisa com a cidade de Dois Irmãos, que conserva uma das primeiras hidrelétricas do Rio Grande do Sul/Brasil. Construída em 1912 e desativada em 1971. A queda d’água possui aproximadamente 35 a 40 metros e possibilita um belíssimo visual.

Aventura quase perfeita - Ivoti/RS
Foto: Marcio Basso

Seguindo a estrada que passa em frente as casas do núcleo, chegamos a um ponto onde já podíamos visualizar o Arroio, próximo a Cascata.  Encostamos o carro e seguimos a pé.  Eu comecei a observar  margem, vi placas, vi lixeiras, vi lixo. Penso que é possível deduzir o que senti: tristeza.

Seguindo pela mesma estrada e chegamos a uma ponte que dá acesso a outra margem do arroio, onde se tem um acesso mais próximo a Cascata para fazer fotos. Sentimos um cheiro forte de esgoto, olhamos em volta e localizamos um encanamento improvisado que joga os dejetos do esgoto no Arroio, e não era pouca coisa. Ele desce o Morro e vem de um Bairro de Dois Irmãos que fica na parte superior da Cascata.

O que é  bonito torna-se triste. Ver toda aquela agressão acontecendo e não conseguir fazer nada para ajudar, me achei um ser inútil em meio a tudo aquilo.

Estava a dias para escrever sobre isto, mas tive um certo ressentimento de ser mal interpretada. Não sou contra a evolução material,  não me entendam mal. Sou apenas contra ao desrespeito com o meio natural onde vivemos.

Como a Natureza se sente quando agredida?  Como nós nos sentimos quando somos agredidos? Como nos sentiríamos se fossemos um peixe tentando sobreviver às águas poluídas?

O que era para ser uma aventura perfeita, pela beleza que se esperava observar,  deixou meu coração triste.

A natureza em sua grandeza lutando para sobreviver em meio a evolução humana. Mesmo grandiosa, ela é humilde, cede o seu espaço, cede os recursos e só o que precisaríamos fazer seria ao menos respeita-la.

Termino estes escritos com o coração partido, mas não sem esperança,  porque sei que cada um de nós fazendo a sua parte, dando seu exemplo, tornará possível essa mudança.

“A poluição do planeta é apenas um reflexo externo de uma poluição interior psíquica gerada por milhões de indivíduos inconscientes, sem a menor responsabilidade pelos espaços que trazem dentro de si.” Eckhart Tolle

Show de cores, um presente da natureza

Dias frios, principalmente os que amanhecem com geada, merecem a nossa atenção, a natureza nos presenteia com um show de cores.

Estava na Serra Gaúcha, junto a cidade de Farroupilha/RS – Brasil quando estava amanhecendo, a geada que se formou durante a noite cobrindo tudo, deixando a vegetação toda branca. Era bonito de ver os campos onde o sol ainda não havia tocado, um contraste interessante com o verde, judiado do frio.

Seguimos rumo a Nova Roma do Sul uma cidadezinha do interior da Serra Gaúcha/RS – Brasil, com um pouco mais de 3.000 habitantes, muito conhecida pelos adeptos das atividades de aventura. A bela cidade  fica a 160 quilômetros da Capital Porto Alegre, o povo é bem hospitaleiro e de maioria italiana pelo que percebi.

A tarde realizamos um pequeno passeio para contemplar as paisagens desta modesta cidade. O contraste da estrada de chão batido, com os plátanos secos e o brilho do sol, fizeram nosso caminho ser muito mais bonito, a natureza mostrou toda a sua simplicidade e grandeza.

Observar, ao vivo, faz com que as sensações sejam sublimes, os sinais que podemos perceber através da poeira da estrada, das cores e do reflexo do sol nos plátanos, como se a mãe natureza estivesse nos dando um presente.

Show de cores
Foto: Marcio Basso

No caminho que percorremos, conheci a barragem do Rio das Antas, conhecida também como Usina Hidrelétrica Castro Alves, localizada na estrada que liga Nova Roma do Sul a Nova Pádua/RS – Brasil,  com uma área alagada de 5 km².

Quando me deparei com aquela obra, que é enorme em relação ao lugar onde localiza-se, comecei a pensar o que aconteceu com toda a fauna e a flora que estava ali antes dessa construção e agora se encontra toda inundada.

Show de cores
Foto: Marcio Basso

As plantas que não tem como se manifestarem, creio que adormeceram no fundo das águas e ali permaneceram até que sua missão estivesse cumprida no meio em que viviam. Já os animais, será que todos conseguiram ir para novas casas e se adaptaram com facilidade?

Eu tenho consciência de que obras como essa são necessárias para suprir nossas necessidades de crescimento e evolução nesse mundo de matéria que vivemos, mas penso no lado deles também, como eu me sentiria se tivesse que deixar o meu lar.

E vendo tudo isto, o homem se “apropriando” de espaços que já eram ocupados por seres vivos, percebe-se o quanto a natureza é humilde. Apesar de sua  grandeza, a natureza permite que o homem altere suas paisagens e com isso ela se adapta as nossas necessidades.

Que possamos compreender o quanto este imenso Universo Natural é permissivo, aceita a chegada do homem sem contestar e nos permite usufruir de todos os recursos disponíveis no meio em que estamos.

Que possamos apreciar todos os momentos junto a natureza, sejam paisagens alteradas ou não, nos permitindo perceber o real sentido de cada  folha que cai, o movimento dos ventos, os raios do sol que tocam nosso rosto e do grande mundo maravilhoso que nos presenteia com coisas simples.

Quando você tiver a oportunidade,  observe as  manifestações da natureza. Essas acontecem todo o tempo, somente precisamos prestar atenção.

Que possamos sempre agradecer por estes momentos. Agradecer a mãe natureza por permitir a nossa “invasão ” e nos proporcionar espetáculos únicos.

Céu estrelado no Morro do Tigre

Sábado estava frio, o céu estava meio nublado, mas um pouco estrelado, a temperatura em torno de 8° graus, próximo às 18 horas. Estava eu, acomodada junto ao fogão a lenha, tomando um chimarrão quentinho e saboreando paçoquinhas. Uma ótima pedida para uma tarde fria.

Surgiu o convite do Marcio, para ir até Alto Feliz, ver o fim de tarde no cume do Morro do Tigre. Coloquei mais algumas camadas de roupa, uma jaqueta. Meus pensamentos me diziam, “vamos ir até lá e a neblina vai encobrir tudo”.

E realmente, no caminho era o que representava. Ao chegar no topo, fiquei muito surpresa. A neblina avançava e cobria as cidades em volta, inclusive tive o privilégio de ver cobrir a cidade de Feliz, local onde escolhi morar e aos poucos, as cidades do entorno também. Foi lindo!

Céu estrelado no Morro do Tigre
Foto: Marcio Basso – Data: 18 de junho de 2016

E com a neblina cobrindo o entorno do morro, a lua e suas amigas estrelas estavam ali, dando um show de beleza para nós. Com a neblina querendo chegar ao topo, a lua refletia suas cores. Posso dizer que todas as vezes que presenciei a lua ou o céu estrelado, foi sempre diferente de todas as outras vezes.

Céu estrelado no Morro do Tigre
Foto: Marcio Basso – Data: 18 de junho de 2016

A pergunta que sempre faço nestas ocasiões é: como deixamos esses momentos passarem? Todos os dias a lua e as estrelas se apresentam e nós não contemplamos sua beleza.

Desta pergunta, surge outra: E nos dias de lua nova ou nublados?

Podemos não vê-la, mas ela está lá, repousando, pronta para mostrar seu espetáculo, assim que lhe for dada a oportunidade. E nós, quando nos daremos a oportunidade de parar e contemplar os presentes que o Universo tem para nos oferecer?

Somente nós podemos criar estes momentos.  Somente nós podemos criar nossas aventuras e fazer de cada uma a melhor experiência possível.

Sendo assim, saia da sua zona de conforto. Não importa o frio, a neblina, o momento será sempre único.

Como será o futuro das suas viagens?

Como será o futuro das suas viagens?

Viajar nos ajuda a compreender o mundo e amplia nossa visão sobre o todo. Conhecer culturas diferentes e ir para novos lugares abre nossa mente tornando-nos mais tolerantes para com as outras pessoas. Quando você listar os prós e os contras de suas viagens verá que existem mais prós do que contras. No entanto, uma das maiores desvantagens de viajar é o impacto ambiental.

Hoje em dia, as agências de viagens buscam como meta principal o lucro, sem perceber o que estão fazendo com o mundo em que vivemos. por exemplo, as ações de um grande grupo ao fazer uma trilha de fim de semana, criam rastros, caminhos em meio as matas e campos. Toda essa depredação vai acabando aos poucos com a pureza da natureza.

Existem lugares onde passam um grande número de pessoas, que a paisagem se modificou tanto que,  provavelmente nos próximos anos não será tão instigante assim visitá-los. Se conseguíssemos ver um ensaio fotográfico aéreo com as mudanças de um determinado lugar ao longo dos tempos, poderíamos ver o desastre que está acontecendo diante dos nossos olhos, e por alguma razão não percebemos, pois  o que interessa aos exploradores de turismo é o valor financeiro.

futuro das suas viagens

“Depois que a última árvore tiver sido derrubada. Depois que o último rio tiver sido envenenado. Depois que o último peixe tiver sido capturado. Então, o homem branco descobrirá que o dinheiro não pode ser comido”.  

Standing Elk-Chefe Lakota

O assunto que invoco neste texto vem sendo difundido igualmente por Richard Williams,  um ambientalista apaixonado e um porta-voz para estilos de vida sustentáveis. Mais conhecido pelo seu nome artístico Príncipe EA, é artista, rapper e estrela do YouTube. Ele se junta ao juri da Neste, como futurologia.  Seus vídeos tiveram mais de meio bilhão de visualizações no YouTube e Facebook, exemplo abaixo.

Querida geração futura, desculpe!

Ao assistir o vídeo percebi que não estamos fazendo absolutamente nada para mudar o nosso futuro e nem o futuro do mundo em que vivemos, Continuamos a ver pessoas, literalmente acabando com  nossa  tão amada natureza, jogando lixo em áreas naturais, levando alguns elementos da natureza para casa, tão somente para por na estante, para  quando os amigos visita-los, mostrar que viajaram o mundo todo e que possuem uma recordação de cada canto do planeta. Cortam as árvores até quase extingui-las, caçam os animais e os matam só para ganhar o troféu de melhor atirador do clube de tiro.

Não podemos mais culpar  somente as grandes corporações e industrias por estarem jogando grandes quantidades de lixo tóxico nos rios, ou porque estão terminando com todos os elementos fósseis que ainda temos, pois afinal eles produzem porque tem alguém que consome, isso inclui a todos nós.

Acredito sim que é possível uma mudança no mundo, mas para que isso ocorra precisamos melhorar a nós mesmos, parar de achar culpados e começar a pensar em soluções sustentáveis para a nossa vida. Caso o contrário, como fala o Príncipe EA, “vamos nos extinguir”, ou seja o mundo vai continuar sem nossa presença nele.

Você já parou para pensar sobre o futuro de suas viagens? Sobre os lugares que ainda quer conhecer? Sobre as coisas que quer experimentar? Talvez isso não seja mais possível em um futuro próximo, pois tudo isso só será possível se o mundo se manter até lá. Cabe a cada um de nós  deixar de ser tão egoístas e de viver sem se importar com o impacto causado por nossas ações.

Antes de traçar novos roteiros de viagem, planeje como você pode estar nos lugares sem violar ou degradar espaços de uma natureza sagrada que permeia o planeta, ou seja contribuir para deixar o mundo melhor do que o encontrou.