Trilhas Morro Gaúcho

Trilhas Morro Gaúcho!

A cidade de Arroio do Meio, foi sede da 3ª Etapa do Circuito Trilhas & Montanhas – Trilhas Morro Gaúcho, que ocorreu no último sábado, 4, com percursos de 5, 15, 25 e 54 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas. O evento contou com a participação de mais de 800 atletas.

Os grandes campeões foram do Trilhas do Morro Gaúcho:

Distância Curta (5 quilômetros) –

Camila Backes – Equipe Teutorunner – 39min29seg

Anderson Boll – Equipe Body e Mind – 32 min55seg

Distância Média (15 quilômetros) –

Zezilda Aparecida da Silva Simão – Equipe Inspirerun – 2h17min

Evandro Audibert – 1h38min

Distância Longa (25 quilômetros) –

Daiane Dias – Equipe Born Run – 3h23min

Sidimar Pimentel Saraiva – Equipe Time T e M – 3h02min

Distância Ultramaratona (54 quilômetros) –

Jasieli Tagliari Dalla Rosa – Equipe Team Ultra Chico – 8h02min *(3ª Colocada Geral)

(+41) Geovanna Boppre de Mendonca – Equipe Admovere/Faccat – 10h10min

Gabriel Kretschmer – Equipe Time T e M – 7h46min *(Bicampeão do Trilhas do Morro Gaúcho)

(+41) Rogério Andretta – Equipe Danivist Running – 7h56min

Classificação completa do Trilhas Morro Gaúcho disponível no site da 3C Timing.

Pelo segundo ano consecutivo tive a honra de participar da Ultramaratona. Não desmerecendo nenhuma das outras etapas do CTM, mas o Trilhas Morro Gaúcho é um dos melhores percursos do Campeonato, em minha opinião.

Trajeto este preparado com muito carinho e dedicação pelo seu Pedro Jung (Brutus do Gaúcho). Evento impecável em todos os sentidos (kits, sinalização, premiação…), graças ao profissionalismo e competência do Luis Leandro Grassel, João Paulo Wildner Medina e demais integrantes da empresa L & E Eventos e equipe CTM.

Trilhas Morro Gaúcho
Créditos: Clic Run

6:50 da manhã , minutos antes da largada chovia forte no local da prova. Acredito que os 100 atletas que enfrentariam os 54 quilômetros, ficaram tão felizes quanto eu com a chuva e o clima mais ameno do início do dia.

Pontualmente às 7 horas foi dada a largada da ultramaratona. Ao meu redor atletas da elite do trail running gaúcho, grandes amigos, alguns conhecidos de outras provas e outros enfrentando pela primeira vez as trilhas Morro Gaúcho. Mas, todos com a mesma meta: concluir a prova!

Muitas trilhas, diversos riachos, alguns estradões e nove picos/montanhas imponentes compuseram o percurso da prova.

A chuva de alguns minutos antes da largada, logo cessou e deu lugar ao sol e um forte calor já nos quilômetros iniciais! Percorri trechos sozinha e outros com alguns atletas. Fui incentivada e incentivei…Fiz amigos que levarei para o resto da vida!

Trilhas Morro Gaúcho
Créditos: Clic Run – Alex Viana

No quilômetro 39 faltando cerca de 15 minutos para o corte (quilômetro 40), encontrei o atleta Ismael sentado em uma valeta e extremamente cansado. Tínhamos mais cerca de 1 quilômetro até chegar no ponto de corte…não pensei duas vezes e incentivei ele à seguir comigo.

Na entrada de uma trilha (ponto de corte) estava o staff Leonardo Wink e mais uns 3 ou 4 atletas, literalmente atirados, tentando recuperar a energia. Pensei em descansar um pouco também, mas resolvi iniciar a trilha e aproveitar o tempo.

Deste ponto em diante seguimos juntos somente eu e Ismael, subindo e descendo as trilhas e montanhas…em certo ponto ele comentou que era a sua estreia nas ultramaratonas. Veja aqui como foi a minha estreia em uma Ultramaratona.A partir dali resolvi que não iria “abandoná-lo” pelo percurso. Resolvi abrir mão da minha prova e ajuda-lo a concluir este grande desafio!

Nos últimos 5 ou 6 quilômetros a noite já se aproximava. Na última trilha a luz da lanterna (item obrigatório) nos guiou.

Estávamos muito cansados. Na última trilha, Ismael caminhava alguns metros e parava, eu incentivava ele à seguir, falei dezenas de vezes “Não fizemos tudo isso para desistir agora!”.

Assim que terminamos a subida dessa trilha, saímos em um estradão e encontramos 2 moradores locais de moto e quadriciclo que estavam trabalhando na prova. Os mesmos nos informaram que não faltavam mais muitos quilômetros para a chegada e que diversos atletas haviam levado o corte.

Estávamos dentro do tempo da prova. Iniciei um trote para ganhar algum tempo, mas o Ismael não conseguia acompanhar. Parei e lhe acompanhei caminhando.

Faltando pouco mais de 1 quilômetros para a chegada encontramos o Pedro Jung de quadriciclo. Para quem não sabe, é ele que monta o percurso da prova!

“Desistir jamais…Sigam, que eu vou de batedor! […]”

Vocês não fazem ideia da emoção que foi seguir esses quilômetros com seu Pedro, nos incentivando, contando histórias do percurso…

Seguimos entre exaustão, dores e lágrimas eu, Ismael e Pedro até a linha de chegada!

Hoje quase uma semana após os 54 quilômetros com 3.100m de altimetria acumulada do Trilhas do Morro Gaúcho, relembro ainda emocionada o que enfrentei durante as 12 horas de prova.

Trilhas Morro Gaúcho
Créditos: Clic Run – Max

Me sinto altruísta porque ajudei atletas em dificuldades, mas também me sinto humilde porque me deram a mão quando precisei. Os melhores momentos foram os mais humanos, os de deslumbramento perante a força da natureza.

Vida longa ao CTM…

CTM 2019 – Nota de esclarecimento:

Trilhas Morro Gaúcho

Deixamos de ser CGCTM 2019 e voltamos a ser CTM 2019.

Estamos dando um passo à frente para voltar a nossas origens, resgatando e valorizando o verdadeiro sentido do nosso trabalho desde 2012, que é correr nas trilhas e montanhas do Rio Grande do Sul.

A partir de agora, esta é a marca de nossos desafios, que traduz a essência e a tradição de se superar nas melhores trilhas, nas montanhas mais desafiadoras.

Tudo isto porque queremos estar cada vez mais alinhados com o que fazemos e com o espírito aventureiro de cada apaixonado por esta modalidade.


Circuito Trilhas & Montanhas 2019

Trilha

A ultramaratona mais “bruta” terá mais de 50k de trilha

Em menos de um mês centenas de atletas irão se desafiar na 3ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas & Montanhas – Trilhas do Morro Gaúcho. O evento ocorre no dia 04 de maio na cidade de Arroio do Meio, o mesmo contará com as distâncias de 5, 15, 25 e 54 km de trilha no mais verdadeiro trail running.

Tenho um carinho especial por esta etapa, ano passado fiz a minha estreia nas ultramaratonas, enfrentando o TRILHAS DO MORRO GAÚCHO, com seus (aproximadamente) 50 quilômetros e 2.600 metros de altimetria.

Trilha
Créditos: Clic Run

O treinamento foi puxado! Longos que eu nunca tinha feito na vida, percursos, trilhas e montanhas que eu fazia pedalando passei a fazer correndo. Mais…dieta, musculação e pilates, fizeram parte do “pacote do treinamento”.

Minha estratégia: subir tranquila, descer forte e correr/trotar no plano.

Minha meta: completar a prova.

A prova:

A maioria das subidas eram em caminho para apenas uma pessoa (single track, como dizem), muito difíceis. Sofri! Aliás, todo mundo sofreu! E as descidas ingrimes em trilha, com muito barro, como se fosse sabão em um piso molhado. Ainda bem que corri com os bastões e pude descer várias delas “esquiando”!

Trilha
Créditos: Clic Run

Mas, em meio a esse “sofrimento bom” – se é que me entendem. Existiu muita camaradagem, pois todos (atletas) se ajudam, todos se incentivam e todos apoiam todos. Porque todos sentem as mesmas dificuldades!

Me apaixonei pela dificuldade do percurso e pelo visual, que transformavam a corrida em trilha algo muito mais significativo pra mim do que simplesmente bater um tempo específico.

Neste ano os atletas irão se desafiar em um percurso de 54 quilômetros com 3.100 metros de altimetria,  conforme o mapa abaixo:

Trilha
Créditos: CGCTM 2019

Tempo Limite:

ITRA – 10 horas

CGCTM – 11h30min

Corte Único no Km 40 às 16 horas:

Todos os participantes que neste ponto da prova, passarem a partir de 16h00min01s, serão ORIENTADOS a se dirigirem diretamente para a chegada e no momento de cruzarem a linha de chegada, será adicionado ao seu tempo, mais 3 horas.

(Este adicionamento de 3 horas, é necessário pois ainda encontrará no percurso participantes que não levaram corte (16 horas) e ainda estão percorrendo a totalidade do percurso).

Equipamentos Indispensáveis:

  • Casaco/agasalho, para proteção de chuva e frio;
  • Lanterna de cabeça;
  • Kit Primeiros Socorros (escolha de itens pessoal);
  • Aparelho celular;
  • Equipamento de hidratação (mochila, cinto…).

ATENÇÃO: o percurso é de grande dificuldade física e de difícil acesso para socorro e regaste.

É de extrema importância para a saúde e segurança física do participante, o mesmo fazer a sua avaliação pessoal e de condicionamento físico para a distância.

Kit da prova (ultramaratona):

  • Camiseta
  • Viseira T&M;
  • Camiseta Finisher 54 Km;
  • Medalha Finisher;
  • Número de peito;
  • Medalha;
  • Sachê carbogel;
  • Snack Saudável;
  • Cerveja Raiz Trail;
  • Eco copo 300 ml.
Trilha
Créditos: CGCTM 2019

Pêndulo em Arroio do Meio

Pêndulo em Arroio do Meio

O município de Arroio do Meio é um típico município do Vale do Taquari: ao pé da serra, é rodeado por grandes elevações, os chamados morros, e, para realçar a beleza local, é irrigado por vários rios e arroios de todos os portes que descem das encostas e da Serra Gaúcha. A cidade recebe este nome pois está situada junto ao Arroio com este nome, cuja denominação é devido ao seu posicionamento entre o Arroio Forqueta e o Arroio Grande.

Através do amigo Brian Dias fomos convidados a participar e relatar a experiência de praticar o pêndulo, um esporte de aventura pouco conhecido, mas que proporciona muita adrenalina.

O pêndulo, também conhecido no Brasil como Rope Swing, ou Pêndulo Humano, ou ainda como Rope Jump, é uma atividade muito parecida com o Bungee Jump, ou Ioiô Humano. A pessoa pula de uma ponte, ou outra plataforma, amarrada em uma corda não elástica, ou um cabo de aço, e ai fica balançando de um lado para o outro até parar. Imagine um grande balanço!

Assista o vídeo abaixo:

O esporte é oferecido pela empresa OFF Aventura, principal operadora do esporte de aventura na cidade de Arroio do Meio/RS. Realizado na ponte de ferro que liga os municípios de Lajeado e Arroio do Meio/RS – Brasil. A referida ponte foi construída no ano de 1939 e por muitos anos foi o único meio utilizado para se chegar ao município vizinho. Toda a estrutura da ponte foi trazida da Alemanha. A ponte sofreu uma grande reforma no final do ano de 2006, início do ano de 2007, revitalizando este ponto turístico.

Arroio do Meio
Ponte de Ferro construída no ano de 1939 – Foto: Internet

Arroio do Meio
Arroio do Meio/RS – Brasil – Foto: Luís H. Fritsch

Arroio do Meio
Arroio do Meio/RS – Brasil – Foto: Luís H. Fritsch

Informações:

  • A prática dessa atividade de aventura é recomendada para pessoas que não possuam problemas de saúde, a idade mínima para o salto é de 8 anos, para pessoas menores de 18 anos o salto é realizado apenas com autorização dos responsáveis;
  • O valor da atividade é de R$ 40,00 reais e dá direito a 2 saltos, pois no primeiro apenas sente-se medo, já na segunda vez é que os esportistas se apaixonam por essa aventura um tanto insana;
  • O pêndulo é disponibilizado uma vez por mês ou com grupos pré-agendados;
  • A altura da ponte varia entre 30 a 35 metros de acordo com o nível do rio.

Contato:

  • Para saber mais, contate diretamente com a empresa OFF Aventura, pelo contato:  (51) 9286-3386

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Relato da aventura em Arrio do Meio

O dia começou muito frio, aos poucos o céu foi abrindo e surgiu o sol. O céu azul e as nuvens de cor branca davam a sensação de profundidade nas fotografias capturadas, isso significava que seria um belo dia para curtir com os amigos. Conosco estavam presentes no eventos três empresas parceiras: OFF Aventura, V13 Adventure e Outdoor Equipamentos, todos juntos, unidos pela paixão pelos esportes de aventura.

Conforme os organizadores iam ajustando e organizando as cordas e equipamentos para a prática do pêndulo, ficávamos estasiados com a altura e com o vento gelado que passava entre a ponte de forma congelante. O passar dos minutos impregnavam nos expectadores sensações de pavor, medo e de adrenalina que tomavam conta dos pensamentos. Depois de algum tempo ali esperando, começou-se a rodada de saltos individuais, acredito que a grande maioria de pessoas que estavam ali parados observando, nunca tinham feito nada tão insano e maluco em suas vidas.

Pouco a pouco, as pessoas iam colocando os equipamentos tais como: cadeirinha, capacete, mosquetão e todos os materiais apropriados para a prática desse esporte, e ficavam em uma fila esperando para, literalmente, se jogar da ponte de ferro. Só de assistir já dá um frio na barriga, uma sensação de pavor indescritível, só estando lá para saber.

No meu caso, fiquei na parte de baixo apenas observando cada salto, fotografando e tentando combater meu próprio medo de altura. Para todas as pessoas que me conhecem sabem que possuo grande aversão a altura, mas muitas vezes pratico os esportes de aventura sem maiores problemas, como diz aquela frase – “Se der medo, vai com medo mesmo”.

Depois de tirar centenas de fotografias fui desafiado a ir lá e fazer meu salto. Subi até o alto da ponte, coloquei todos os equipamentos necessários e na “hora H”, simplesmente desisti. Nessa hora meu corpo travou, as pessoas que estavam ali incentivando devem ter notado que eu não estava no meu melhor dia, não me sentia corajoso o bastante para aceitar aquele desafio.

Acredito que o mais importante em nossas aventuras não é fazer tudo, só porque alguém diz que é legal, mas precisamos estar conscientes sobre nosso corpo e mente, para aí sim, poder enfrentar os desafios que vierem. Não posso dizer que não irei voltar lá e saltar, talvez eu vá algum outro dia, com um pouco mais de coragem.

Alias já fiz pêndulo, sei como é a sensação de queda livre, se jogar no vazio e não conseguir ouvir seus próprios gritos de felicidade. Caso queira saber mais sobre a minha primeira experiencia nesse esporte tão louco clique aqui.

Galeria de fotos:

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Resumimos toda essa experiencia louca em um vídeo, assista!