Expedição Guaraní 2018

A Expedição Guaraní é uma corrida criada por e para corredores de aventura. Portanto, o objetivo principal da organização do evento foi realizar uma prova técnica e exigente para as equipes líderes, mas também dinâmica e acessível para os mais lentos.

As rotas foram cheias de contrastes, pois percorreram terrenos muito variados, como montanhas, matas, rios sinuosos…na região de Itapúa no Paraguai.

Expedição Guaraní 2018
Créditos: Wladimir Togumi / Adventuremag

“A Expedição Guaraní nasceu em 2014, da ideia de Gustavo Borgognon de fazer uma prova de nível mundial em seu país. Me “associei” a ele e em 2015 foi realizada a primeira edição.” comenta Urtzi Iglesias Mota, diretor técnico da prova.

A Expedição Guaraní é uma corrida de aventura em que diferentes modalidades esportivas são combinadas. Mountain bike, trekking, caiaque e orientação foram as principais na EG 2018.

Expedição Guaraní 2018
Créditos: Wladimir Togumi / Adventuremag

Os participantes percorreram cerca de 450 quilômetros em alguns dos locais mais bonitos do Paraguai durante os dias 9 e 15 de abril. Navegaram por rios sinuosos; embora o país não tenha montanhas altas, eles chegaram a alguns dos picos mais altos do Paraguai. Pedalaram e correram centenas de quilômetros por trilhas e estradas de areia e lama; e escalaram locais de uma beleza surreal.

Expedição Guaraní 2018
Créditos: Agatha Bodeva Aguirre

A competição se iniciou na segunda-feira pela manhã e as equipes tiveram até a sexta à noite para cruzar a linha de chegada. Não houve parada obrigatória durante o percurso, as próprias equipes que gerenciaram os momentos de descanso.

Expedição Guaraní 2018
Créditos: Agatha Bodeva Aguirre

Após cerca de 81 horas a equipe Columbia Montrail cruzou a linha de chegada se sagrando campeões na categoria Expedição. A mesma foi composta pelo casal brasileiro Camila Nicolau (32) e Guilherme Pahl (37), pelo inglês Nick Gracie e pelo espanhol Jon Ander Arambalza (40).

Expedição Guaraní 2018
Créditos: Wladimir Togumi / Adeventuremag

Há 15 anos participando de corridas de aventura a diretora da Oficina Multisport Assesoria Esportiva, Camila Nicolau comenta “Sempre pratiquei esportes ao ar livre e a corrida de aventura me cativou, pois é um esporte que vai muito além do preparo físico, exige trabalho em equipe e estratégias muito complexas.”

O dia a dia do casal Camila e Guilherme é bastante corrido, mas como não possuem horários e rotinas fixas, trabalham online na maior parte do tempo e treinam de acordo com a rotina do bebê Kilian.

Mamãe recentemente do pequeno Kilian de apenas 8 meses, Camila define a maternidade como uma verdadeira corrida de aventura. “Tem privação de sono, convívio intenso, alimentação, hidratação…são novos aprendizados a cada dia. É uma relação que com o passar do tempo fica mais gostosa e cheia de amor. Por um tempo me questionei quando conseguiria emocionalmente voltar às corridas de aventura e para essa prova achei que não estaria preparada.”

Expedição Guaraní 2018
Créditos: Wladimir Togumi / Adeventuremag

Antes da largada Camila estava bem triste e pensando em como seriam os próximos dias longe do Kilian, mas após a largada a atleta focou em ser o mais veloz possível para chegar logos nos pontos em que iria revê-lo. “Aqueles 10 minutos com ele nas áreas de transição eram como um pratão de comida, me enchia de energia novamente para continuar!” relembra emocionada a mamãe.

Camila e Guilerme são parceiros em tudo: no amor, nos sonhos, no trabalho, no lazer. “Me sinto afortunado por não precisar tentar traduzir em palavras minhas experiências para a Cami; apenas vivemos juntos e compartilhamos a mesma visão do mundo. Ainda assim me emocionei ao vê-la de volta ao jogo depois da maternidade. Kilian chegou para cuidar da mamãe e do papai, colocou a competitividade sob nova perspectiva e nos motivou a chegar mais rápido na linha de chegada para encontra-lo!” comenta Guilherme emocionado.

Expedição Guaraní 2018
Créditos: Agatha Bodeva Aguirre

Correndo pela primeira vez com essa formação de atletas, a sintonia da equipe Columbia Montreal foi incrível, o trabalho de equipe foi impecável e essencial para que Camila pudesse ficar um pouco mais com o Kilian. “A prova fluiu muito bem com o Gui e o Nick dividindo a navegação, eles foram impecáveis transmitindo segurança o tempo todo e muita precisão. Os trechos também foram bem equilibrados e dinâmicos então curtimos a prova do início ao fim.” relembra Camila.

Expedição Guaraní 2018
Créditos: Agatha Bodeva Aguirre

“A Expedição Guaraní 2018 se destacou por sua rota técnica, belas paisagens e seu povo amigável/feliz – os corredores também destacaram a qualidade dos mapas. Como nos anos anteriores, os melhores serviços foram oferecidos em uma das corridas mais econômicas do calendário do Circuito Mundial de Corridas de Aventura.” Finaliza Urtzi Iglesias Mota, diretor técnico da prova.

El Calafate

Cheguei em El Calafate no dia 19 de outubro de 2017, a primeira vista pensei, agora chequei realmente no fim do mundo, pois o aeroporto da cidade encontra-se um tanto longe, não consegui ao menos ver a cidade, percorrendo a estrada até o centro da cidade a paisagem é árida, sem muitas belezas, ao chegar em El Calafate fiquei surpreso com a arquitetura das casas e estabelecimentos comercias, a maioria das construções são de madeira, construídas a mão de um jeito um tanto minimalista.

El Calafate é uma cidadezinha de aproximadamente 20.000 habitantes que fica as margens do Lago Argentino, a cidade é toda voltada para o turismo, na avenida Libertador você encontra todas as agencias de turismo, lojas de equipamentos de aventuras, loja de suvenirs e artesanatos.

El Calafate

El Calafate

As agências de turismo possuem uma boa cartilha de pacotes, que te levam a conhecer o famoso Glaciar Perito Moreno, fazer cavalgadas, conhecer as estâncias, fazer trilhas ou trekking no Glaciar, passeios a cavalo, andar de barco pelos glaciares, enfrentar o medo de altura em uma tirolesa de 2.500 metros de distância ou até mesmo fazer uma aventura de 4×4 até o Parque Nacional Torres del Paine no Chile.

Caso você queira fazer todas estas aventuras citadas a cima separe um dia para cada aventura, pois os passeios saem do centro de El Calafate, a grande maioria destes passeios começam logo que amanhece e retorna a cidade ao anoitecer.

O primeiro passeio que fiz na cidade de El Calafate foi a pé, queria explorar a cidadezinha passo a passo, interagindo com seu povo e descobrindo por conta própria seus atrativos. O lugar escolhido foi a Reserva Ecológica Laguna Nimes que ficava a cerca de 4 quilômetros de distância do Hotel fazenda Kau Yatun onde estava hospedado, nesta reserva é possível contemplar duas lagunas, sendo a Nimes e a Laguna Negra, caso você for no inverno é possível patinar sobre o gelo, pois as duas lagunas ficam totalmente congeladas.

El Calafate

Na cidade existem boas opções de alimentação, mas são muita caras, as refeições na cidade de El Calafate podem custar R$ 50,00 até R$ 150,00 reais por refeição em estabelecimentos, então vá com bastante dinheiro, na maioria dos estabelecimentos são aceitos Dólares Americanos ou Pesos Argentinos, sendo que se você pagar em Dólar o seu troco será em Pesos, então fique esperto na hora de pagar o que consumiu, sempre pegue o ticket como comprovante, pois os argentinos podem cobrar você novamente em poucos minutos. kkk

O segundo dia na cidade de El Calafate, fomos conhecer o famoso Glaciar Perito Moreno, passear de barco pelo Rio Rico e contemplar a beleza do Glaciar por outro ângulo. Veja tudo que aconteceu nessa aventura, clique aqui.

The Art of Travel o filme

The Art of Travel é um filme completamente inspirador, tanto pela sua história, quanto pelas mensagens que podem ser facilmente entendidas no filme. Filmado nas regiões da América Central e América do Sul, traz cenários incríveis, mostra claramente os perrengues que um viajante passa em um país totalmente desconhecido.

Sinopse:

Conner Layne está prestes a embarcar na aventura de sua vida, não a que ele planejava. Ao descobrir que sua noiva está tendo um caso com seu melhor amigo, ele decide seguir sozinho em lua de mel. Ao embarcar para a América do Sul, ele começa a conhecer as maravilhas que o lugar tem para oferecer. Torna-se amigo de dois viajantes suecos e acaba tendo todos os seus pertences e dinheiro roubados. Após esta conturbada aventura ele encontra um simpático casal, Darlene e seu marido Christopher, que estão planejando atravessar o Darien Gap, uma faixa de 100 milhas ao longo da selva subdesenvolvidas que separa o Panamá e a Colômbia, em tempo recorde, com um grupo de desorganizados estrangeiros. Conner decide se juntar ao grupo de aventureiros nesta jornada que tem como recompensa a paisagem perigosa e então, começa mais uma aventura, a aventura que realmente ele esperava.

The Art of Travel

“O pior dia da sua vida, pode ser o começo de uma grande aventura!”

The Art of Travel

 

Assista The Art of Travel dublado

Conclusão sobre o filme The Art of Travel:

The Art of Travel foi um filme bastante inspirador para mim, pois além das paisagens incríveis e lugares de tirar o fôlego, possui uma história autentica de um jovem americano que larga toda a sua vida nos Estados Unidos para se aventurar em lugares totalmente desconhecidos e únicos, com a simples intensão de se conhecer melhor. Em todas as aventuras que faz, sendo elas divertidas ou não, sempre tira lições positivas, que instigam, inspiram-no a viajar por mais tempo e para lugares novos.

Uma terra de segredos

Hoje venho aqui falar sobre a minha experiência ao desfrutar de toda a beleza de uma das 7 maravilhas do mundo moderno, conhecida como Machupicchu, a cidade perdida do Império Inca.

A cidade de Machupicchu está localizada em meio a Cordilheira dos Andes, no alto de uma montanha a cerca de 2.400 metros de altitude, cercada por inúmeras montanhas a sua volta, umas maiores e outras menores.

Quando estava adentrando nesta cidade perdida senti que estava pisando em um lugar sagrado, a paz e a tranquilidade misturada com um sentimento de euforia tomaram conta de mim, conforme ia admirando a beleza de cada pedaço construído ficava mais encantado.

Sempre imaginei pelas fotos que via na internet, que o lugar parecia ser pequeno. Mas como diz o ditado você nunca pode confiar totalmente naquilo que vê através de uma imagem. Era preciso ver essa maravilha do mundo com meus próprios olhos.

Estar ali olhando para tudo aquilo, me fazia não querer sair mais, o lugar é simplesmente gigantesco, andei por quase todos os locais por umas cinco horas, fotografando e tentando entender o que toda aquela beleza majestosa queria me dizer. Dentre inúmeras fotos tiradas quis fazer a clássica foto pulando em Machupicchu, mas não deu tão certo quanto imaginava, pois é proibido fotografar desta maneira. A cada tentativa os guias locais me chamavam a atenção e eu ficava apreensivo, pois subir até lá e não fazer uma foto assim seria uma das coisas para se arrepender depois.

Machupicchu
Não ficou aquela foto que eu tinha imaginado, mas ao menos consegui, o que importa é realizar nossos sonhos!

As construções de Machupicchu tem todas elas um grande significado, dentre as histórias e lendas do lugar, algumas delas me chamaram muita atenção, pois o povo que construiu tinha uma inteligência admirável. A astronomia e as coordenadas geográficas estavam ligadas diretamente nas construções, veja abaixo algumas das construções que mais me chamaram a atenção:

Machupicchu

Na foto acima, podemos ver a maneira que a pedra foi esculpida retratando a geografia da montanha ao fundo, este era uma das tantas construções importantes da cidade de Machupicchu, tinha como principal função, servir como base de orientação dos pontos cardeais, funcionando como uma espécie de bussola, em dias nublados onde não era possível avistar as montanhas ao fundo, essa construção tornava-se efetiva para o povo Inca se localizar.

Machupicchu

Machupicchu

Ao contrário do que muitas pessoas pensam sobre a maneira de como a cidade foi erguida diante da montanha, pelas fotos podemos notar que a cidade de Machupicchu foi praticamente toda lapidada com as próprias pedras da montanha, todas elas são do mesmo local, só foram esculpidas e modeladas até chegarem a perfeição.

Uma das coisas que me chamou muita atenção foi a maneira como esse povo criou o seu próprio calendário anual, chamado de calendário solar.

Na frente da cidadela de Machupicchu possui uma série de picos gigantescos que fazem parte da enorme Cordilheira dos Andes. Na foto abaixo podemos ver esses inúmeros picos, e também a Porta do Sol localizada no lado direito da foto.

MachupicchuEntendendo o calendário solar:

Na foto acima note que a diversos picos de montanhas, estes em forma de “V” é a marcação dos meses do ano, terminando na Porta do sol localizada na parte direita da fotografia. A Porta do sol tem esse nome pois ali entra os primeiros raios de sol na época do solstício de verão, no dia 22 de dezembro, podemos dizer que era uma data especial para o povo Inca e à medida que o tempo passa, o sol vai se deslocando para a esquerda nas montanhas, assim os grandes mestres incas sabiam dizer qual mês do ano eles estavam.

A Porta do sol é também a porta de entrada da maioria das trilhas a pé que levam a Machupicchu, inclusive a famosa Inka Trail (Trilha Inca).

Valores do ingresso:

A compra dos ingressos para Machupicchu podem ser encontrados no site:

Veja também aqui no nosso site, o relato da subida da Montanha de Waynapicchu, clique aqui.

Expo Motor Home Show Primeira Edição

Em visita a Expo Motor Home Show realizada em 25, 26 e 27 de Novembro de 2016, realizada na Cidade de Novo Hamburgo/RS, estivemos em busca de novos conhecimentos a respeito de opções nas áreas de Camping.

Desde barracas automotivas, reboques, trailers, motor home. Algumas horas que renderam histórias de experiências pessoais, dos próprios fabricantes e usuários dos produtos.

E de prêmio pela nossa visita, alimentamos nossos sonhos e esperanças de um dia também colocar o pé na estrada, sendo possível viver de forma simples ou com um pouco de conforto.

Conhecemos nesta visita o casal de aventureiro Max Fercondini e Amanda Richter, que viveram 180 dias a bordo de um motor home fabricado pela Motor Trailer, modelo MTB850S, eles percorreram 21 mil quilômetros por 6 países.

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Este casal estavam na exposição divulgando o livro no qual descrevem sua aventura, diversas situações que foram vividas pelo casal ao longo da viagem, com dicas, informações, relatos pessoais e os bastidores dessa aventura. Uma ótima referência para quem quer conhecer mais a América do Sul, independente do meio de locomoção que utilizar. Mais informações sobre esta aventura podem ser acessadas na página oficial do Sobre Rodas, onde também é possível adquirir o livro digital ou impresso.

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Fonte: Google

Nesta mesma visita, estávamos em busca de equipamentos que pudessem facilitar a nossa vida como aventureiros, que embora não fosse o principal foco da exposição, também existiam opções que nos deixaram com os olhos brilhando.

Visitamos o estande da Blue Camping, fornecedora de barracas de Teto Automotivo e toldos para veículos Off Road e passeio, da cidade de Blumenau/SC. Conversamos com o proprietário que nos deu uma aula sobre a utilização da barraca de teto que estaremos divulgando em breve. Aguarde!

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Também visitamos o estande da Itu Trailer, fabricante de reboques e trailers para campismo da cidade de Itu/SP. A empresa produz reboques que se transformam em  casas ambulantes e confortáveis, como o Palomino Tent Trailer, um reboque que duplica o seu tamanho quando aberto.

Expo Motor Home
Fechado Fonte: Google
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Aberto

Como aventureiros que somos, a Expo Motor Home superou nossas expectativas, proporcionando novoas conhecimentos, novas ideias no quesito conforto em viagens. Podemos estar confortáveis em qualquer lugar, seja em uma rede, barraca, trailer ou motor home, o que vai determinar o quão confortável uma viagem poderá ser, será a maneira como encaramos nossa vida, isso reflete em nossas viagens e destinos. Viaje de coração aberto para sentir tudo que uma boa viagem pode proporcionar.

Fotos: Marcio Basso

Cusco, uma cidade para mochileiros!

Cusco é, provavelmente, uma das cidades peruanas mais conhecidas no exterior. Não porque se trate de uma metrópole, na verdade não há mais que 300.000 mil habitantes nesta cidade que também é a Capital de uma província e de uma região homônimas. O grande reconhecimento internacional de Cusco se dá pela sua riqueza histórica e cultural. Segundo alguns achados arqueológicos, a região do Vale Urubamba, onde Cusco está situada, é habitada desde o terceiro milênio antes de Cristo.

Cusco, uma cidade para mochileiros

Conheci a cidade de Cusco e me encantei com a tamanha beleza, sua história e a cultura está representada em todos os lugares, desde as praças, as ruas, construções e artesanatos. Cada pedacinho dessa cidade tem uma  história para ser conhecida. Andei muitas vezes pela cidade a pé e de ônibus e algumas vezes de táxi, no centro da cidade é possível encontrar quase tudo que quiser, desde lojas de artesanato, restaurantes, farmácias, hotéis, empresas de turismo e ecoturismo de aventuras, mas o que mais me chamou a atenção foi as lojas de equipamentos de aventura, em apenas uma avenida chamada pelo nome de Av. El Sol, encontrei mais de 10 lojas que vendiam equipamentos para esportes de aventuras, destes equipamentos, os que mais me chamou a atenção foram os preços, em relação ao Brasil eram muito mais baratos, e não eram quaisquer equipamentos, as marcas que encontrei por lá são conhecidas mundialmente, tais como: Black Diamond, Petzl, The North Face, Columbia, Sea to Summit. Para ter ideia dos valores dos produtos, os bastões de caminhada custavam cerca de 40 Soles e uma mochila de 60L Black Diamond custava 600 soles, convertido para reais equivale a 582 reais aproximadamente. No Brasil a mesma mochila custa cerca de 1.000 reais.

Cusco, uma cidade para mochileiros
Av. El Sol

Na cidade de Cusco existem restaurantes para todos os tipos de gostos e sabores, a comida típica é chamada pelo nome de Cuy, o prato feito com carne de porquinho da Índia é tradicional, especialmente nessa região. Esse alimento era consumido pelos incas como fonte de proteína, para complementar a dieta a base de batatas e milhos. A cabeça do animal, símbolo de sorte, era comida pelo patriarca. As crianças comiam as patas, enquanto as mulheres comiam o corpo. Hoje em dia, normalmente a carne é assada e servida cortada, sem a cabeça.

Cusco, comida típica

Eu no entanto não experimentei muitas culinárias diferentes, pois como nosso organismo não está acostumado com a grande quantidade de temperos usados pelos peruanos, as vezes podemos passar maus bocados, preferi não correr o risco de ter que ficar no hotel com algum problema estomacal, me alimentei com aquilo que conhecia sobre alimentos saudáveis. Falando em alimentos saudáveis, você sabia que no Peru não é produzido alimentos transgênicos? Nenhum tipo de agrotóxico é usado nas plantações, posso afirmar com todas as letras que as frutas e verduras, bem como toda a culinária peruana tem um sabor incrível.

Estando no Peru, não podemos  deixar de experimentar o refrigerante Inca Kola, uma vez que o Peru é o único país latino americano onde a Coca-Cola não é líder de mercado. O refrigerante mais consumido no país é o Inca Kola. A bebida tem uma coloração amarela viva e é feita de lúcia-lima, planta nativa da América do Sul.

Cusco - Inka Kola

A Plaza de Armas é o marco de todo o Centro Histórico e concentra as construções mais impactantes de Cusco e os principais serviços voltados para o visitante, como casas de câmbio, restaurantes, bares, pub´s e agências de turismo. Ali o colonizador espanhol Francisco Pizarro declarou a conquista da cidade, e o lugar era considerado um importante setor cerimonial. Conhecida entre os incas como lugar de encontro ( “Huacaypata”, no original inca).

Cusco - Plaza de Armas
Plaza de Armas

Se caso você estiver viajando sozinho ou mesmo acompanhado e esteja sempre em busca de fazer novas amizades, a Plaza de Armas é lugar certo para você ir, durante a noite toda a praça é rodeada por bares e pub´s, nestes lugares há ritmos para todos os gostos. Em toda a viagem conheci pessoas de todas as partes do mundo, uma pessoa em especial (conheci voltando de Machupicchu no trem, uma viagem de quatro horas aproximadamente), uma Mexicana muito alegre, divertida e simpática. Na penúltima noite antes de embarcar para o Brasil, resolvemos ir a um destes bares ao entorno da Plaza de Armas. Primeiramente fomos em um bar onde tocava musicas de rock dos anos 80 e 90, o lugar era em uma casa que parecia ter sido abandonada, não era muito decorada, mas enfim, lá tinha uma banda local fazendo show ao vivo, tocando os maiores sucessos daqueles tempos, ficamos ali, dançamos, rimos e conhecemos inúmeras outras pessoas de muitas outras nacionalidades.

Cusco, uma cidade para mochileiros

Depois de algum tempo ali, resolvemos ir procurar outro lugar, que apresentasse um ritmo mais interessante, andamos por alguns metros pelo entorno da praça e nos deparamos com que um barzinho incrível, ali entramos e existiam 3 portas e cada porta continha uma festa diferente, em uma tinha musica estilo Reguee, e nas outras duas era eletrônica, sendo uma delas de música latina, optamos pela terceira porta. Pensem em uma festa incrível, bebidas baratas e gente de tudo que era país, lá estávamos eu, a Mexicana e mais duas amigas dela, uma Colombiana e a outra Equatoriana. As festas na cidade de Cusco são praticamente muito baratas, e falando nas que presenciei eram de entrada gratuita, só pagava aquilo que consumia.

Estar em um país desconhecido, sozinho durante a noite, com pessoas que talvez tenha conhecido em poucas horas seja loucura, mas posso dizer que estas amizades que fiz em todos os locais onde estive no Peru são o que realmente dão um significado, um sentido em conhecer um local tão exuberante, mítico e fantástico. Se você viajar sozinho ou mesmo acompanhado, não deixe de conhecer as pessoas locais e os estrangeiros, todos estão ali por algum motivo, este motivo ou significado é que faz a vida ser maravilhosa, se jogue no desconhecido, vá de coração aberto para sentir tudo que o Peru tem para lhe oferecer, certamente você encontrará mais pessoas para lhe ajudar do que pessoas que poderão fazer mal a você.

Viaje sem medo de ser feliz!

Huayna Potosí, a jovem montanha de 6 mil metros

Huayna Potosí, a jovem montanha de 6 mil metros

A cidade de La Paz fica no fundo de um vale em forma de abóboda, a 3.660 metros de altitude no oeste da Bolívia. Lá, onde nas encostas dos morros, nuas, sobre a terra com brilho de aço, serena e esgotada debaixo do suave pranto do sol, os moradores imprimem uma congregação desordenada de construções despidas de reboco.

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O centro da cidade é apertado, barulhento e movimentado. Tudo se passa nas ruas, que são tomadas pelo caos. Transitam automóveis, pessoas, animais e carrinhos abarrotados de frutas; todos se deslocam, misturados, pelas pistas de rolamento. Ao lado, por detrás das sarjetas e ao longo das avenidas, a vida comercial de La Paz. As mulheres espremem laranjas, cozinham pratos exóticos, negociam chás, ingredientes para rituais, roupas e moedas. Além disso, ao passar o dia na rua, podem-se observar discussões, gargalhadas, turistas e moradores de rua.

Entre as ruelas, esses moradores – qual dentre os dois milhões de habitantes dessa cidade não importa, quase sempre é uma mulher, vestida para o frio seco, miúda e escura em seus trapos, com um pequeno chapéu raso, coroado por uma cúpula ondulada, nivelado exatamente no topo da cabeça. Uma mulher agudamente velha, com um olhar apertado, como se estivesse olhando para uma fonte de luz, pode ser vista com a mão estendida, pedindo esmola para os transeuntes.

As montanhas também podem ser vistas de muito longe. E há muitas para ver – longe das sombras volantes do vale de pedra, incrustado a sudoeste do país, fica o Monte Illimani, com 6.462 metros de altitude. A sacralidade das nuvens que cobre seu cume frágil e enraizado de neve é tão perfeita que, visto contra o céu, parece uma fragílima membrana de vidro, faminta da mais fria noite, quando as primeiras estrelas começam a brotar no espaço. Sua delicadeza é tão radical que nem mesmo a desordem da cidade é capaz de perturbar seu silêncio.

A uns 30 quilômetros a noroeste de La Paz, a paisagem, com seu sol de raios candentes, brilhando de maneira tal que dois terços dos olhos ficam apertados e dolorosos se fixados por muito tempo contra o céu, dá lugar ao altiplano boliviano. Os habitantes locais trazem as farpas da pronúncia milenar da língua aimará, a nasalidade dos homens camponeses, e as mulheres, muitas delas, usam saias plissadas, chapéu-coco e awayo – uma espécie de manta que complementa o traje da tradicional chola.

A terra é árida, e os panoramas são incrivelmente extensos. Lhamas, rebanhos de carneiros e casas de adobe que se elevam graças a paredes cobertas de fuligem e telhados de palha são visíveis muito tempo antes que os viajantes as alcance. Pelas pradarias do altiplano, no meio das amplas lacunas do mapa boliviano, onde não há nada senão silêncio, quando a neve descongela, ou depois que chove, os carros erguem um longo babado de poeira laranja e espessa que é levada pela corrente de ar e se infiltra nas narinas, cabelos e pele com uma facilidade desprezível.

Subimos o barro frouxo até o nordeste da cidade, em uma espécie de caminhão com carroceria de ônibus, da cor laranja e com-muitos-anos-de-vida. Meus companheiros de viagem são Felipe, Willians e Tiago, além de um grupo de aventureiros que estão, assim como nós, nesta expedição para fazer um curso de escalada em gelo com os guias Maximo Kausch e Pedro Hauck. E, se tivermos força, se formos aceitos pelas montanhas, subir o Huayna Potosí, que ocupa a octogésima posição entre os picos mais altos da Cordilheira dos Andes, com 6.088 metros de altitude.

O calor e o prazer de viajar me amaciaram e me deixaram sonolento, então me estendi no ato de observar a paisagem, prestando pouca atenção a qualquer coisa, a não ser a estrada que corre por baixo de mim. Gradualmente, ao longo desses 30 quilômetros de terra, bem próximo da estreita margem do perigo, o sol se inclina a 50 graus à minha esquerda, queimando minha face e meu ombro.

É preciso ser um especialista em geografia para entender esse lugar. A toda hora o viajante se afunda em um longo e exíguo silêncio, tentando decifrar através das janelas borradas do ônibus, onde uma mosca se debate contra o vidro reluzente, os flashes da paisagem fria e enigmática das montanhas enquanto o rugido metálico do motor do ônibus levanta as mansas cabeças de lhamas a meio quilômetro de distância.

De vez em quando, paramos na beira da estrada sempre que alguém deseja descer para urinar. Isso por causa dos quatros litros de água que tomamos diariamente para nos aclimatar à altitude. Menos de dois quilômetros atrás, em um campo plano, a terra se afundava calmamente em um lago, o Milluni, totalmente nu ao sol. Mais além, onde nossos crânios estreitos começam a ser arruinados pela altitude, aproximamo-nos suave e estranhamente até as margens de um cemitério sombrio e submerso na solidão do altiplano. Paramos lentamente o veículo, desci até onde Felipe, Willians e Tiago estavam, observando-o cuidadosamente.

Pendem nas sepulturas folhas metálicas de crucifixos, tortos, enrugados de ferrugem e absurdamente comestíveis ao tempo. Essas sepulturas têm todos os tamanhos possíveis, desde adultos a recém-nascidos. Algumas das maiores, por outro lado, atingem a dimensão heroica de 1,5 metro de comprimento, aglomeradas em um espaço tão apertado que parecem uma colmeia, com menos de um metro umas das outras.

Em 1962 explodiu na comunidade do Alto Milluni uma revolução dos mineradores filiados à Central Obrera Boliviana (COB), que declararam greve de fome para denunciar as condições de cárcere dos trabalhadores das minas e pedir melhorias socioeconômicas no país. A Bolívia passava pela ditadura militar, um governo de direita, comandado pelo general René Barrientos Ortuño.

Em meados de 1964, teve início um conflito dramático entre trabalhadores e o governo. Soldados e aviões da Força Aérea Boliviana receberam ordens para bombardear os acampamentos nas regiões de Trapiche e Viudani, locais onde os mineradores fizeram barricadas e montaram suas trincheiras para enfrentar as tropas do exército. O resultado foi uma carnificina que praticamente dizimou o pequeno povoado. Os que não sobreviveram ao massacre de Milluni – os primeiros como vítimas do governo e os segundos pelas enfermidades e mal de todos os mineiros: a silicose, doença provocada pela inalação da sílica – estão enterrados nesse cemitério.

Huayna Potosí
Foto: Jonatar Evaristo

O LUGAR – Jogados longe o bastante para perdermos a noção de espaço e tempo, aproximamo-nos de uma casa posta solitária a 4.700 metros de altitude no interior do país, a primeira que avistamos em muitos quilômetros. Numa extremidade da casa fica o segundo andar, em cuja parede externa se ergue uma faixa amarela em que se lê “Refúgio Huayna Potosí”. À nossa volta, até onde a vista pode alcançar, tudo se resume em rocha, gelo e montanhas permeadas de neve. Uma delas, de tamanho considerável, com 5.300 metros de altitude, é o Charquinini – e, mais além, como um santuário islâmico de Meca, ouvia o Huyana Potosí me chamando. Elevando-se como um monumento sobre a Cordilheira Real, ele pode ser visto a milhas de distância como um chamado para algo misterioso e sagrado.

Saímos do ônibus. Maximo anunciou: “É aqui, galera, o refúgio!”, enquanto sobre seu ombro direito jogou um longo saco de equipamentos de escalada. Maximo nasceu na Argentina, mas parece brasileiro. Não só pelo domínio da língua, que aprendeu enquanto morou com os pais no Brasil, mas também pelo humor sarcástico. O guia, aos 33 anos, é um homem dotado de uma energia excessiva, usa uma jaqueta vermelho-cereja, de meia idade, desbotada e com logomarcas de equipamentos de montanhismo bordadas no peito; sua pele é de um ouro amargo, rosto confiante, retangular, de aparência saudável.

Seu amigo e sócio, Pedro, tem uma boa dose de barba escura e rasa, queixo quadrado, usa um lenço que se acomoda em torno da cabeça e sobre a testa baixa e brilhante, tem cabelo liso, mãos grandes e braços que vão até o meio das coxas. Há três anos, eles formaram a empresa Gente de Montanha, que nasceu como um modo de espelhar a forma metódica dos guias de encarar o alpinismo e mais ainda como um reflexo mais preciso do estilo de Maximo. Por 24 horas, agora, nos dias seguintes, estaríamos na companhia deles até o fim do curso.

Assim que abro a porta do casarão, sai ao meu encontro o odor amargo do fogo morto da lareira, um aroma seco de mausoléu. No lado direto da parede dos fundos da sala há uma janela; há outra no lado esquerdo, do mesmo tamanho. Essas janelas têm vidros finos, marcados e borrados, de cuja parte superior pende um comprido pedaço de cortina velha e cinzenta, estendidas perpendicularmente, de modo a deixar que uma luz fresca e calma estabeleça algum tipo de brilho no ventre da casa. A lareira, alinhada sobre o túnel embutido da chaminé de pedra, encara de frente a cozinha escura e duas longas mesas de madeira que preenchem metade do ambiente.

Atravessei a porta do aposento e fui para o quarto deixar a mochila. O cômodo é pequeno e escuro, mas grande o bastante para que nele se empilhem três beliches de madeira. A pouca luz que existe entra por uma janela de um metro por um metro e meio, enfiada no lado direito, entre uma parede e outra. Essa disposição faz com que o sol jamais toque o lado esquerdo do pequeno espaço. Num outro quarto, igualmente solitário e frio, ficaram Willians, Tiago e Felipe.

Saí e fui muito silenciosamente pelo corredor aberto, passando pelo paulista Tiago, e segui para fora, subindo um pequeno morro, entre a casa e a estrada, para examinar os glaciares das montanhas à procura de algo vivo, de alguma coisa que se movesse. A primeira impressão é de que a região é destituída de vida, mas, ainda que restrita e frágil, todo o fulgor se afoga na quietude dos montes pálidos da Cordilheira Real. À medida que a noite avança, vejo sumir aos poucos a paisagem rochosa e pálida do Huayna Potosí. Portanto, chega a hora de procurar proteção do calor débil do casarão e algo para comer.

A JANTA – Comemos em pratos sortidos a comida da noite, simples, tradicional, que se estende a uma demanda do dia: sopa de frango. Ela é servida em pratos de cerâmica, fundos, na cor creme e com um fio de desenhos impressos em toda sua cintura. A mesa está sempre cheia de garrafas de água, xícaras e copos translúcidos, alguns são de vidros de geleia vazios.

A sala e a lareira são como que um cômodo, consideravelmente usados à noite, antes do jantar ou por alguns momentos logo depois dele. Os guias Maximo e Pedro se sentam em frente à lareira durante horas vazias da manhã ou durante as instruções teóricas do curso, pois só junto ao fogo há chance de conseguir qualquer brisa de calor.

Os bancos são em número suficiente para que abriguem todos os hóspedes da casa, mas normalmente sobram espaços em dois sofás no fundo da sala, que é estreita demais para proporcionar qualquer conforto para os que ficam grudados em volta da mesa durante as refeições. De qualquer maneira, essas delicadezas estruturais impõem ao ambiente uma fragrância própria, áspera e velha, mas suportável.

Enquanto Willians modela a comida entre os molares e a bochecha, toca em um pequeno rádio um repertório que vai de Eddie Vedder a várias canções de Silverchair. No balcão próximo à cozinha tinha alguns saquinhos de chá de coca. Consumimos quase todos até o fim da noite. Sobraram ainda dois.

O CURSO – Finalmente, sentíamos terra e rocha nos pés – na certa estávamos na trilha para iniciar as aulas práticas de escalada em gelo. Fomos subindo, um atrás do outro: os paulistas Willians, Tiago e Felipe, os guias Pedro e Maximo, mais o grupo de montanhistas e eu. Cada um tateava o chão com os pés, tentando descobrir as variadas formas de se equilibrar no terreno escorregadio para só depois seguir confortavelmente nas áreas menos expostas ao declínio físico. Em todo o caminho o vento crescia, erguendo espirais de poeira como uma fumaça mágica sobre uma trilha arruinada de que haveria de aprender todos os segredos.

É um esforço enorme, uma tarefa de Sísifo, pois a terra desmorona sob seus pés e faz com que a toda hora escorregue e volte ao ponto de partida. Pisar, erguer a perna, compactar o que está embaixo. Repetir, repetir, repetir. Em alguns momentos ela é plena em pó fino e lascas de rocha, de modo que os joelhos são o tempo todo bombardeados com pequenas agudezas rápidas. Até que afundamos em uma encosta e chegamos ao glaciar.

E seria assim que, durante os dias seguintes, as tardes seguintes, nós nos veríamos voltando e voltando de uma consoladora rotina. Claro, essas coisas são divertidas: tão divertidas, Deus me livre, que parecem simples exercícios. São, no entanto, atividades perigosas. A falta de atenção a elas pode pôr sua vida em risco, por exemplo, não saber cair corretamente em uma rampa de gelo de 40 graus. Entender sua aplicação em alta montanha deveria ser tão básico e relevante quanto a respiração.

Certamente não é fácil. Em duas horas seus joelhos e cotovelos estão praticamente cobertos por hematomas do tamanho de uma cebola. No fim de uma semana você estará escolhendo que lado do corpo usar. O truque é cair, girar o corpo, pôr a piqueta na posição transversal ao peito e travar a queda. Ainda outro truque é, entre as vigorosas formas de frear uma queda em terrenos congelados, cair com a cabeça para baixo, girar o corpo 180 graus e travar a piqueta no gelo. Em ambas as manobras nunca se esqueçam de manter os pés voltados para cima, ou você teria que se esforçar muito para não rasgar a carne no gelo durante a descida.

Depois de idas e voltas até a geleira, arrumamos as mochilas para definitivamente partir para o acampamento base, passar uma noite penosa, espremidos em uma barraca para 10 pessoas e, no dia seguinte, superar as seções mais difíceis da expedição e chegar ao topo do Huayna Potosí. A previsão ouvida por telefone via satélite que Maximo obtivera era de que o dia do ataque ao cume seria como tantos outros anteriores: céu azul sem uma nuvem sequer. Partiríamos de madrugada.

REFÚGIO PIEDRAS BLANCAS – Toda estrutura é construída de folhas verticais de lata, dividida em duas câmaras – a cozinha e o quarto; tem pouco menos de quatro metros de comprimento e não mais do que dois de altura. Seu material galvanizado é fosco, da cor laranja. Dentro da estrutura, o piso, a não ser pelo carpete, é de madeira. Em um canto fica a cozinha, confinada e aquecida basicamente por um único fogão a gás. Do lado de fora há outras duas armações, em forma de iglu, em que não cheguei a entrar. Os três refúgios se elevam suavemente sobre a neve, a 5.200 metros de altitude.

Huayna Potosí
Foto: Ângela Santos

Ninguém desses três alojamentos demorará muito para dormir. Hei de me mover com excessivo silêncio e lentidão dentro do saco de dormir para não acordar seus hóspedes. Antes, alimento-me e tomo chá quente, sem desejo, e ele traz um violento e repentino calor extenuante na boca do estômago. É difícil e repulsiva uma refeição antes de dormir, mas é necessário, pois com essa comida deve-se escalar a montanha gelada e íngreme da madrugada. É tarde de uma noite de inverno e o último fôlego contido da luz do dia vai embora, que de tão final parece reminiscência da chama de uma vela acesa. Boa noite!

ENFIM, O GRANDE DIA – Semi-acordei, antes de o Maximo perguntar: “Acordado?”. Na verdade, eu mal havia dormido. Durante a noite, lidei com uma sensação peculiar e diabólica de mal-estar, uma especulação áspera e desesperançosa, um beco sem saída. Olhei para Maximo contra a luz e disse: “Estou com um pouco de dor no estômago e acho que não irei com vocês”. Mas ele sequer confiou nos meus argumentos, contestando-os: “É psicológico. Levante!”.

Mas não era só eu que estava sob influência do desconforto da altitude. Billy, um dos clientes do Gente de Montanha, parecia um menino febril e assustado, acordara várias vezes durante a noite, tomado por uma terrível dor de cabeça. Maximo se aproximou dele e perguntou: “Ei, Billy”, disse, “Está doente?”. A resposta é que ver Billy se levantar foi como injeção de algum narcótico invadindo minhas veias, produzindo um efeito devastador: de alívio e tensão. Ele calçou as botas duplas, ajeitou a cadeirinha no quadril, vestiu a jaqueta de plumas de ganso, tomou chá quente e saiu.

E agora aqui estou eu, como disse, dentro do saco de dormir. Tão doente de sono que mal consigo suportar as lanternas de cabeça encharcando meus olhos de luz. Mas quando o teto e as pessoas dentro do acampamento se tornam visíveis, e elas começam a falar ininterruptamente, não há mais como evitar o desejo agudo de seguir com eles.

“Estão todos aclimatados”, disse Pedro. “Será?”, refleti, desolado, sobre o efeito que produzia aquele incentivo. E completou, enfático – nunca vi um homem mais determinado: “Não há desculpa para não ir!”. Cada palavra dele soava acentuada, clara, anunciada com tamanha determinação que havia entre uma letra e outra um tom rígido, mas vigoroso, que dava para sentir da garganta de quem o emitia. Nessa situação perturbadora, eu concluí que não tinha outro jeito: estaria entre os montanhistas que subiriam durante a madrugada para o Huayna Potosí.

Demorei bastante para me vestir, calçar as botas duplas, pôr os grampons, o capacete e as luvas. Saí do acampamento quase me arrastando de sono, bem atrás de Billy e do guia boliviano, iluminando o caminho com a lanterna frontal. Paramos muitas vezes para descansar, mas Billy mantinha um compasso progressivo e constante sobre a neve. Eu caminhava agora um pouco mais veloz, mas o estava alcançando um pouco lento para minha paciência, enquanto ele olhava para mim breve e impessoalmente, como um cavalo no campo.

Huayna Potosí
Foto: Bruno Norarini

Durante as duas horas seguintes, fomos num ritmo determinado, cruzando fendas ocultas sobre nossos pés e escalando paredes de gelo de 70 graus de inclinação. Além disso, minhas mãos começavam a congelar, em uma ação que afetava as pontas dos dedos que seguravam a piqueta de neve. Percebi que não importava o quanto fosse forte, a mente tentaria tragar cada grau de força que me restava.

Em certos trechos, o caminho sobre a neve estava sólido a ponto de ficar escorregadio; o resto do tempo ela aceitava nossos pés profundamente como se fosse a própria terra e nós os erguíamos a cada passo com três centímetros de gelo dependurados nas botas duplas. Continuei em silêncio, atrás do Billy e do guia, meditando sobre a neve, cuja necessidade falava para seguir em frente.

O sol ainda não se levantara, mas o céu sobre as montanhas estava todo decorado com uma luz laranja, como a de um velho lampião a querosene. Parecia que eu e Billy não estávamos de maneira alguma à vontade um com o outro, mas agora eu sentia que podia confiar nele. Enquanto caminhávamos, ele lançava lentamente um olhar cândido para trás. Era apenas um olhar cuidadoso, e não hostil.

Essa região era nova para mim, ainda totalmente solitária e sem sentido. O nascimento da aniquiladora da luz do dia, virgem e rigorosa, trancada entre montanhas, pode ter sido responsável por essa impressão. A luz do sol no começo da manhã, transparente e quase cegamente clara, acabava de ultrapassar o topo das colinas.

Olhei reto para cima, para o céu, e com um lento olhar pela paisagem submersa percebi que estava apenas alguns metros do cume. Depois de alguns minutos, durante os quais ouvia meus pulmões sorver sofregamente o ar frio da manhã e um fatigado arrastar dos pés, vi-me no topo do Huayna Potosí.

Huayna Potosí

 

Havia tanta coisa acontecendo, de maneira tão rica, que não percebi a precariedade do meu equilíbrio emocional naquele momento. Então, uma lágrima fria irrompeu e vagamente aferroou em padrões geométricos o meu rosto. Tudo isso, todas essas coisas estavam cercadas de tantos significados que era incapaz de manter os olhos e a escrita em direção às montanhas sem agradecer a Deus. Obrigado!

Texto: Jonatar Evaristo
Imagens: Jonatar Evaristo, Felipe Giongo, Maximo Kausch, Bruno Norarini e Ângela Santos. 

Dicas para fazer seu dinheiro render em Cusco e Machu Picchu

Dicas para fazer seu dinheiro render em Cusco e Machu Picchu

Como em todo lugar que visitamos, é sempre bom estar atento aos valores das coisas que vamos comprar, e Cusco não é diferente. Segue abaixo algumas dicas bem bacanas que vai te fazer economizar uma boa grana para investir em muito mais coisas bacanas não só em Cusco, mas em todas as cidades lindas do Peru! Quer fazer sua grana render nessa cidade encantadora e cheia dos produtos maravilhosos?! Então veja algumas dicas para se dar bem!

Dicas para fazer seu dinheiro render
Loja em Cusco com milhões de Souvenires

1º Se você gostou de um produto, não compre de primeira – Anote o endereço, ou pegue a referencia da loja que tem o produto, só por precaução de caso você não achar o produto depois de uma boa caminhada, o que é praticamente impossível. Larga de preguiça, coloque essas pernas pra andar (pra já ir treinando para Machu Picchu), memorize ou anote os preços que encontrar, pois é praticamente inevitável não achar algo idêntico na próxima loja! Os  peruanos tem um feeling danado pra turistas e são espertos quanto a concorrência, então certamente você vai encontrar o que gostou em vários lugares, e por preços variados.

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Há várias opções de presente na cidade

2º Pechinche, Pechinche e Pechinche – Se tem uma dica que é garantida funcionar pra ter aquele descontinho é pechinchar, em quase todos os lugares que fomos tivemos a impressão de que os valores iniciais não eram de fato os valores dos produtos… Mas é claro que se colasse de primeiro, eles não ofereciam o desconto! Rsrs … Muitas vezes nós diziamos: –“No, no , muy caro” ( Não, não, muito caro), e virávamos as costas, e rapidamente eles faziam uma contra proposta e mudavam de ideia do valor inicial… haha, era bem assim… O segredo lá é pechinchar pelo menos umas 3 vezes no mínimo, e ter argumentos que encontrou mais em conta com a mesma qualidade tal produto ou serviço. Chore mesmo, põem esse talento brasileiro pra negociar, que você vai economizar uma boa grana.

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É comum ver artesãos criando ao ar livre. Mas não pense que seus artesanatos custam pouco. Vale a tentativa de pechinchar.

3º Se tiver que comer fora, saiba escolher o restaurante – Cusco é uma cidade de culinária muito rica, você encontra uma variedade de alimentos maravilhosos e saborosos, mas nem por isto precisa gastar muito para comer bem! Claro que se você quer passar um dia comendo num restaurante finíssimo vale muito a pena. Mas não vá gastar toda grana! Você pode economizar pra ter experiências em lugares magníficos e comer bem mesmo assim. Existe lugares no centro de Cusco (sim, não é preciso se acabar de andar pra encontrar estes lugares) que você come muito bem com muito pouco! Com direito em muitas vezes a Prato de entrada que geralmente é  sopa,  petiscos peruanos (nachos) ou batatas fritas + Prato principal que pode ser salada, arroz, frango ou carne, batata, molhinho temperado ou ainda macarronada, e pra completar você ganha a bebida  que também é a escolha,  podendo ser refrigerante ou o famoso pisco! E isto tudo por em média 8 a 12 reais. Dependendo do lugar e da quantidade de comida que vem e que você come, você ainda consegue até dividir o prato com alguém, caso não esteja fazendo a viagem sozinho. Já pensou?! Ahh e pizza lá você encontra muito barato também! É uma das opções que você come bem e é deliciosamente gratificante!

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Jantar maravilhoso pagando pouco na Rua Procuradores em Cusco.

4º Acampe, Fique em quartos compartilhados, Couchsurfing ou Wwoofs  – Neste tópico disponibilizamos quatro opções que você poderá escolher conforme seu objetivo e vibe! Tá afim de curtir o país e ficar confortáveleconomizar? Então que tal ficar num hostel?! Você pode ficar em quarto privado o que será bem mais em conta que um hotel no centro de Cusco, ou se quer economizar mais ainda e não se importa, pode dividir um quarto com uma galera e ainda fazer amizades, quartos compartilhados são ótimos por isto, você conhece gente bacana e ainda segura uma graninha! Se você já tem equipamentos para acampar, vale a pena dar uma busca em lugares na internet pra isto, afinal, você só vai precisar gastar praticamente com comida, ou se optar por um camping o custo será certamente bem mais em conta que um hostel. Couchsurfing é um site onde você encontra várias pessoas que oferecem lugar pra você ficar gratuitamente, as vezes é um quarto, ou um quarto compartilhado, dependendo das condições, lá você pode combinar diretamente com a pessoa, o dia certinho que pretende ir e quanto tempo quer ficar. No próprio site você pode conhecer um pouquinho sobre a pessoa: quem ela já recebeu e a reputação dela. O que não quer dizer que todo mundo lá tem boas intenções. Por isso é preciso pesquisar muito bem! Quando for dar uma olhada dê preferência pelas pessoas que tem muitas indicações positivas e que fazem sempre isto pra não cair numa furada. E como toda casa tem leis, é preciso respeitar algumas regras, leia atentamente as condições que a pessoa exige e não vá fazer feio, afinal você é um convidado, e não vai precisar pagar nada por isto. As estadias nas casas dessas pessoas não incluem alimentação, mas geralmente algumas fazem um “almocinho” ou uma social para te conhecer melhor, afinal você ta vindo de fora, e assim como quer conhecer o país dela, ela quer conhecer o seu e o que te levou a essa aventura. Este é um meio de fazer uma bela amizade na sua viagem e ainda receber dicas bacanas de lugares que você pode visitar! Wwoof é um outro site, que conecta pessoas que querem viajar, mas ao invés de pessoas, são organizações nacionais com o objetivo bacanérrimo de ter sua ajuda com trabalhos voluntários. Neste programa você oferece seu trabalho em troca de estadia, é como se pagasse sua estadia ali, mas assim como o Couchsurfing, você precisa ler tudo direitinho e se informar sobre o tipo de trabalho, carga horária, lugares que tem essas organizações e se estão disponíveis a recebê-lo. Assim antes de ir você combina as condições e já vai ciente das suas obrigações. É uma ótima oportunidade de conhecer mais sobre as pessoas, trabalho, condições econômicas, e ainda aprender a valorizar a cultura do país!

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Dicas para fazer seu dinheiro render

5º Faça cambio consciente – Este é um dos tópicos que você mais deve ficar atento! Nós aconselhamos trocar o dinheiro sempre com antecedência da época de alta temporada de viajar (aquela famosa pesquisa diária no jornal pra ver quando o dólar está baixo e valendo a pena), então se você está planejando viajar, faça isso! Caso por algum motivo, não foi possível você fazer um planejamento, já está em Cusco e precisa trocar seu dinheiro (seja ele em dólar pra soles, ou real pra soles), é preciso tomar cuidado pra não cair no velho truque do dinheiro falso. Vá em casas de câmbio e pesquise o preço! E quando digo: pesquise, é pra não parar na terceira casa de câmbio. Lá as coisas são muito negociáveis e até na hora de trocar seu dinheiro é possível pechinchar. Portanto pesquise em várias casas de câmbio e use o mesmo método dos produtos, anote a referência do endereço e preço que conseguiu negociando, para somente depois selecionar o lugar que vai trocar o seu dinheiro. NUNCA, JAMAIS, troque seu dinheiro com pessoas que não conhece, mesmo que a oferta seja tentadora (nunca sabemos quem tem boas ou más intenções, você não vai querer pegar um bolo de dinheiro falso e passar perrengue por alguns centavos a menos)… Previna-se sempre, utilize lugares legalizados!

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Moeda peruana: soles

6º Opte por táxi – Não imaginou que ia ter um tópico deste? Pois é! Precisa dar um pulo rápido em algum lugar e além de grana quer poupar tempo, então aproveite, os táxis. No Peru não há taxímetro e o valor da corrida é acertado com o motorista antes de entrar no carro, portanto fique esperto , como em qualquer lugar do mundo, aproveite seu dom de negociante, uma choradinha aqui e outra ali, o famosos arredondamento de soles (moeda local). As tarifas são bem mais em conta do que a do nosso país, portanto pra quem está acostumado a pagar 20 a 25 reais de uma quadra a outra, em Cusco é possível pagar bem menos que a metade, em torno de 5,00 a 10,00 reais para lugares próximos. Além de agilizar alguns momentos da sua viagem, é bem divertido até pra ver como o hábito deles dirigirem nas vielas estreitas da cidade. Mas não os subestimem! Os taxistas são muito ágeis e habilidosos e não desperdiçam o tempo da profissão.

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Um dos graciosos modelos de Táxis que se pode encontrar no Peru

7º Escolha o Boleto Turístico de Cusco – Você vai comprar um. Não importa se quer economizar ou não. Este é um dos valores que vai valer a pena você investir. O boleto te da direito a 16 atrações turísticas na cidade de Cusco, e nas proximidades. Cada vez que você visita um dos lugares, eles fazem um furinho indicando que você esteve no local. Na parte da frente, ele indica os lugares cuja entrada já está paga. No verso, possui indicações dos horários de abertura e fechamento de cada lugar. No mapa é possível ver indicado onde estão os museus da cidade aos quais o boleto dá direito de entrada gratuita. É um dos valores que você vai pagar que vale muito apena, afinal é cerca de R$130 reais o boleto por 16 passeio. Ou seja, menos de 10 reais por passeio!

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Boleto Turístico de Cusco. Uma ótima aquisição para ver as inúmeras atrações da cidade.

8º Você não precisa dormir em Machu Picchu para conhecer Machu Picchu! – É isso aí! Se você tem que economizar sua grana para o próximo país, mas não quer deixar passar nenhum detalhe da cidade Inca mais exuberante, pode ficar despreocupado que não é necessário se sujeitar as luxuosidades muitas vezes exorbitantes que Águas Calientes possui para hospedagem. Nossa sugestão é: pernoite em Ollantaytambo! E agende sua passagem de trem para o horário mais cedo que tiver que vai sair da cidade. Nós por exemplo: pegamos o trem as 05:30 (cá entre nós, vale a pena se dedicar um dia pelo menos da sua viagem para ver a neblina em outro país e principalmente muito agradável para se viajar de trem). Pegou o trem cedinho?!… Ahhh então ótimo! Agora é só relaxar com a vista maravilhosa que se tem até chegar a Águas Calientes (2 horas +/- de viagem)… Ao chegar em Águas Calientes você vai reparar que a cidade é totalmente voltada pro comércio (óbvio né, afinal fica a 45 minutinhos para Machu Picchu), então se quer comprar souvenirs, não vá gastar toda grana lá, há muitos lugares em Cusco que você encontra os mesmos agrados de viagens por menos da metade do preço até… Aproveite mais pra conhecer a cidade, as belezas naturais, até porque sua bagagem deve ser a menor possível pra quando for subir pra Machu Picchu. Você vai ter em média cerca de 9h pra conhecer Machu Picchu até a hora de regresso do próximo trem, e acredite apesar de estonteantemente enorme é possível ir até Huayna Picchu e voltar com essas horas! Então se o lema é economizar para  a próxima viagem, você vai conseguir fazer uma economia e tanto partindo de Ollantaytambo para Águas Calientes, até então subir pra Machu Picchu!

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Vista do maravilhoso vilarejo de Ollantaytambo. É como estar submerso em montanhas.

9º É estudante?! Se deu bem! – A carteirinha de estudante internacional ISIC dá desconto em muitos passeios, como no caso do Vale Sagrado de Cusco, no Peru. Aconselhamos a sempre andar com a carteirinha, uma cópia do histórico escolar e uma foto 3×4, pois para uso de certos descontos é preciso preencher formulários e comprovar sua atividade. Se você não quer andar com os papéis, pode deixar anexado no seu e-mail, assim quando precisar é só acessar e gastar alguns centavos para imprimir. Para quem não tem privilégios de estudante, vale recorrer ao fato de ser sul-americano. Sim, ser brasileiro, por si só, pode reduzir o preço do passeio. Pergunte sempre.

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Carteira Internacional do Estudante (ISIC – Exemplo)

10º Pesquise a melhor opção de trem para ir a Machu Picchu – Sua passagem de trem pode ter variantes conforme horários e dias de semana. Se o intuito é economizar ir a Machu Picchu nos dias de semana podem valer mais a pena do que nos finais de semana, sem contar que há menos contingente de pessoas que optam por estes dias, tornando o passeio as vezes mais agradável. Há também variações de preços com as duas empresas responsáveis pelo transporte: Peru Rail e Inca Rail. Pesquise a melhor opção de horário, diaspreços, prepare a mochila e manda vê no seu passeio!

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Trem esperando pelos passageiros. E nós ansiosos para embarcar nessa viagem.
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Nós, cedo da matina, no trem partindo para Águas Calientes.
Texto e fotos: Jumpers