Deserto de Namíbia

Durante nossa passagem pelo continente Africano, o segundo país que nos acolheu foi Namíbia. Para nossa surpresa, lindo, cheio de história e pessoas como tantos outros do continente, mas que por conta do destino nos recebeu como filhos.

A Namíbia, que até 1990 era parte da África do Sul é um dos países menos povoados do mundo e dono de uma variedade de paisagens de tirar o fôlego. Em uma de nossas visitas por lá, conhecemos o Deserto da Namíbia, o deserto mais antigo do mundo! Este deserto abriga diversas atrações e você pode ficar dias por lá e cada nova duna será surpreendente.

Nós queríamos muito conhecer este local por causa do Dead Valley, você já deve ter ouvido falar do vale com árvores mortas, é exatamente este. Nesta localidade, há milhares de anos atrás se situava o vale do rio Tsauchab que com o passar do tempo foi cortado por uma imensa duna, fato esse que veio a isolar algumas árvores de camélia que lá existiam, e por criar um micro clima extremamente seco no local, fez com que estas árvores fossem preservadas sem sofrer decomposição por mais de 900 anos, conferindo assim, uma paisagem muito diferente.

A segunda atração mais visitada deste deserto é a Duna Big Daddy, que muitos acreditam ser a maior duna de areia do mundo. Ela esta localizada exatamente ao lado do Dead Valley e você pode conhecer as duas atrações no mesmo dia. Olhando de baixo a Duna é linda e gigantesca, mas de cima é ainda mais linda, sem contar toda a vista do Vale que é possível contemplar do topo.

Para subir, reserve de 2 a 3 horas, pois dependendo da temperatura do dia é muito cansativo, e lembre se de fazer a caminhada bem cedo pela manhã. Quando nós visitamos o Deserto foi no mês de julho, as temperaturas estavam muito quentes durante o dia e a noite precisávamos de fogueira pra nos aquecermos. Nos organizamos para chegar ao parque antes dos portões abrirem para iniciar bem cedo nossa subida. Utilizamos a “trilha” por fora do Dead Valley, por ser mais curta, mas esta é mais íngreme. E a descida fizemos correndo pela borda da Duna que finalizava no Vale, assim caminhamos todo interior dele no período mais quente do dia, mas ainda assim é a melhor opção se você não quer perder nada.

Além dessas atrações, nós também visitamos a Duna 45, que não é tão alta quanto a Big Daddy, mas esta localizada entre outras dunas lindíssimas e no nascer do sol o contraste das sombras é um espetáculo.

Se você quiser desbravar esta e muitas outras atrações deste país lindíssimo, uma boa opção é realizar um turismo estilo Overland Safari. Neste tipo de turismo de aventura, você acampa todos os dias em um local diferente no mais autêntico estilo outdoor. Nós escolhemos a agência Acacia Africa para realizar nosso Overland Safari, e só temos elogios. Foram 35 dias montando e desmontando barracas estilo exército, e não vemos a hora de repetir tudo de novo!

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Ficaremos muito contentes em te ajudar.

Lista de fotos:

Deserto de Namíbia
Por do sol no deserto da namíbia
Deserto de Namíbia
Duna 45 ao amanhecer
Deserto de Namíbia
Subida da duna Big Daddy
Deserto de Namíbia
Quase no topo da Big Daddy, abaixo o Dead Valley
Deserto de Namíbia
Vista do topo da Big Daddy contemplando o Dead Valley
Deserto de Namíbia
Uma das diversas árvores preservadas
Deserto de Namíbia
Sentados a sombra de mais de 900 anos
Deserto de Namíbia
Uma das paisagens icônicas do Dead Valley
Deserto de Namíbia
Na crista da Duna 45

Voluntariado pela África do Sul

Olá, somos um casal do Sul do Brasil que decidiu criar uma nova filosofia de vida, cair no mundo fazendo voluntariado, ajudando pessoas e várias causas e de bônus, conhecer o mundo.

Depois de muitos anos sonhando com essa possibilidade, decidimos que 2017 seria o ano de colocar em prática este ideal. Ainda no Brasil decidimos que iríamos dedicar 5 anos nesta jornada e assim dedicaríamos um ano em cada um dos 5 Continentes. Escolhemos o continente mãe para dar início, a África e por questões de logística, o país seria a África do Sul.

A idéia foi tomando forma conforme íamos conversando e decidindo o que fazer, o foco é ajudar qualquer instituição que realmente necessita de mão de obra, afinal, dinheiro já é algo que não nos pertence mais. Ajuda humanitária, ambiental, social, famílias, organizações, ou qualquer boa ação será contemplada.

Durante as nossas pesquisas, descobrimos que existe uma indústria por trás do voluntariado aqui na África e que essa indústria é voltada para o público europeu que tem 2 a 4 semanas de férias, escolar ou do trabalho, e que a maioria das ONGs cobram valores altíssimos por estadia, alimentação e a oportunidade de ajudar. Trabalhos maravilhosos são ofertados ao custo de U$50,00 em média, por dia por pessoa, mas se você quer trabalhar com tubarões brancos, por exemplo, esse custo chega a U$100,00.

Dentro da nossa realidade isso estava completamente fora de cogitação, ficamos um pouco chateados pois eram trabalhos que gostaríamos de fazer , mas a ideia é trocar estadia e alimentação por trabalho. Acabamos partindo para 3 ferramentas dentro desta filosofia, WWOOF (plataforma de fazendas com produção orgânica), HelpX (plataforma com um pouco de tudo, mas voltada para causas sociais) e o famoso Workaway (plataforma voltada para trabalhos em hotéis e hostels, ótimo para quem quer conhecer o mundo sem gastar muito). Dentro destas plataformas acabamos encontrando as NPO (Non-Profit Organization) e estas organizações trabalham da forma como gostaríamos e então, ficamos super felizes.

O primeiro projeto foi escolhido desta forma, o Amapondo Children’s Project, é um projeto que ajuda duas escolas na cidade de Port Saint Johns. Pronto, passagens compradas, primeiro projeto escolhido e com o aceite, era hora de se despedir e arrumar as malas.

Não sabíamos nada sobre essa cidade, só que era na região litorânea. Que surpresa agradável, a cidade é pequena e as praias são lindas, ficamos empolgados pois tudo corria bem. Nossa ajuda foi na pré escola de um dos vilarejos próximos a praia. Para saber mais sobre Voluntariado pela África do Sul e ver mais fotos, clique aqui.

Voluntariado

Voluntariado

Voluntariado

Voluntariado

Voluntariado

Voluntariado

Depois de um mês neste projeto era hora de partir para outro local, fomos convidados para ajudar na bio-construção de uma casa com blocos de feno e argila, o local foi a cidade de Baardskeerdersbos, 20 km de Gansbaai e 180 km de Cape Town. Neste local conseguimos aproveitar bem os dias de folga. Para saber sobre o Voluntariado pela África do Sul mais e ver mais fotos, clique aqui.

Nosso terceiro projeto, agora na área animal, ajudamos a cuidar de cavalos resgatados. Foi em uma cidade próxima a Cape Town, o que nos permitiu dar um pulinho por lá de vez enquanto. Para saber mais e ver mais fotos, clique aqui.

Como só recebemos três meses para ficar na África do Sul, é hora de ir embora… Passamos bons tempos por aqui, conhecemos pessoas maravilhosas, lindos projetos e nos identificamos com cada um de um modo diferente…

Sem datas a cumprir, sem prazos ou agenda, vamos definindo o próximo projeto e a próxima parada de acordo com as necessidades, livres, afinal o nome que demos a nossa nova vida é “Projeto Espírito Livre- Voluntários pelo Mundo”.

Deadvlei e o Deserto de Namíbia

Deadvlei e o Deserto de Namíbia

Uma floresta congelada no tempo: assim é o Deadvlei, uma área desértica na Namíbia povoada por árvores de mais de 900 anos de idade, mortas pela seca, mas ainda de pé, petrificadas.

Deadvlei e o Deserto de Namíbia

Dead Vlei vem sendo aclamada por estar circundada pelas maiores dunas de areia do mundo, em que a maior delas, conhecida como “Big Daddy” ou “Crazy Dune”, chega a alcançar a estonteante altura de 300 a 400 metros. Entretanto, quanto a este tópico ainda há longas discussões; sabe-se apenas que Dead Vlei possui algumas das maiores dunas conhecidas, mas não se de fato Big Daddy é a maior do mundo. Quanto ao solo de argila branca, este foi formado após uma grande precipitação, quando o rio Tsauchab inundou formando rasas e temporárias piscinas, onde a abundância de água permitiu a uma espécie de acácias (Acacia erioloba) a se desenvolver. Porém, a ocorrência de algumas mudanças climáticas fez com que dunas de areia invadissem a área junto ao rio, impedindo que este chegasse à região. Isto, portanto, ocasionou uma grande aridez, e transformou o local no que hoje é conhecido como Dead Vlei.

Deadvlei e o Deserto de Namíbia

Com seus esqueletos de árvores esparsos pelo solo branco, a região é conhecida por parecer um território de outro planeta.

Deadvlei e o Deserto de Namíbia

“O fotógrafo  Michael Poliza, da Alemanha, já fotografou paisagens áridas e remotas ao redor do mundo. Lançado em 2006, seu primeiro livro ÁFRICA, publicado pela TeNeues, capturou paisagens notáveis do continente e continuou a fotografar a região. Esta galeria mostra algumas de suas fotos marcantes da Namíbia”.

Deadvlei e o Deserto de Namíbia

Deadvlei e o Deserto de Namíbia

Deadvlei e o Deserto de Namíbia

Deadvlei fica na região do deserto de Sussublei, dentro do Parque Nacional Naukluft. O portão do parque fica perto da vila de Sesriem.

Deadvlei e o Deserto de Namíbia

O clima é extremamente quente, mesmo no inverno, e não há água na região. Recomenda-se que os turistas levem ao menos dois litros de água por pessoa, além de protetor solar, chapéu, óculos de sol e blusa de manga comprida.

Deadvlei e o Deserto de Namíbia

Nosso Planeta é impressionante e, apesar das enormes interferências humanas, ainda existem algumas obras da natureza intactas e difíceis de serem reproduzidas por qualquer pintor ou mestre dos efeitos especiais.

O maior bungee jump de cima de uma ponte do mundo

O maior bungee jump de cima de uma ponte do mundo

O primeiro instante é de desespero, grito. Mas os segundos seguintes podem ser do completo vazio. Um pulo no abismo que te dá uma verdadeira sensação de Nirvana, em que resta observar a paisagem e torcer para retornar à plataforma. Para quem ainda não se ligou no que estamos falando, trata-se do bungee jump, um esporte considerado por alguns o mais perigoso do mundo. A 500 metros do chão, no litoral da África do Sul, encontra-se uma plataforma com o maior bungee jump de cima de uma ponte. A corda tem 216 metros.

O maior bungee jump de cima de uma ponte do mundo
O maior bungee jump de cima de uma ponte do mundo

A Bloukrans River Bridge, a 40 quilômetros de Plettenberg Bay, pode ser considerada um paraíso para os mochileiros aventureiros. Quem pula vê de um lado a bela floresta do Parque Nacional Tsitsikamma e do outro o mar do Oceano Índico. Se olhar para baixo verá o rio que leva o mesmo nome da ponte. Desde 1997, é possível praticar bungee jump ali por meio da única empresa que opera no local, a Face Adrenalin.

Pessoas de todas as idades já passaram pela experiência, até um jovem senhor de 96 anos, o filósofo Mohr Keet. Em 2010, ele se tornou o bung jumper mais velho do mundo. Para incentivar os corajosos, o slogan da empresa é “Face fear: fear is temporary, regret is forever” (Enfrente o medo: o medo é temporário, o remorso é para sempre). O pulo sai por 790 rands (aproximadamente R$ 170), um valor alto para os padrões de gasto na África do Sul, mas baixo se comparado a outros grandes bungee jumps do mundo na Nova Zelândia e Suíça. Recomenda-se já comprar o pulo pela internet, para não correr o risco de chegar lá e desistir de pular quando ver a altura da ponte.

Para chegar até a base do bungee, é preciso andar por uma plataforma de metal suspensa embaixo da ponte de concreto. O medo já começa ali. Não é indicado olhar para baixo antes de saltar. Após o pulo, as fotos e o vídeo podem ser comprados na loja da Face Adrenalin por cerca de 100 rands. Confira abaixo as fotos e vídeos dos pulos.

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Foto: Reprodução / Face Adrenalin
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Foto: Reprodução / Face Adrenalin
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Foto: Reprodução / Face Adrenalin
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Foto: Reprodução / Face Adrenalin
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Foto: Reprodução / Face Adrenalin
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Foto: Reprodução / Face Adrenalin

 “Enfrente o medo: o medo é temporário, o remorso é para sempre” Mohr Keet

Como chegar: geralmente quem vai para a ponte está fazendo o trajeto entre Cape Town e Port Elizabeth, na conhecida Garden Route. Há parques, santuários de animais, belas praias e muitas outras atrações pelo caminho. Há excursões que saem de Cape Town e têm como parada a Bloukrans River Bridge, mas se tiver em um grupo talvez compense alugar um carro e cair na estrada. Há ainda a opção de ir de ônibus, pela Baz Bus.

Texto: Wanderluster

Veja também: O único Bungee Jump com estrutura fixa no Brasil