Cachoeira da Alegria

Cachoeira da Alegria

Se você é o tipo de pessoas igual a mim que não se contenta com os locais já explorados, está a procura de um destino novo para curtir o verão, então lhe apresento a Cachoeira da Alegria, localizada na cidade de Farroupilha/RS.

O nome da cascata surgiu em relação a um pequeno galpão selvagem dado como nome Rancho da Alegria que se encontra no local.

A Cachoeira da Alegria, é um destino totalmente inexplorado, está dentro de uma área particular nas margens da rodovia RS – 448, essa estrada liga as cidades de Farroupilha e Nova Roma do Sul/RS.

O arroio onde se localiza a cachoeira vem do distrito de Vila Jansen, pertencente a cidade de Farroupilha e cerca de uns 500 metros à frente da cachoeira é unido pelo rio 14, onde estes desaguam no grandioso Rio das Antas.

A geografia da Serra Gaúcha é propícia para a exploração de pequenas cascatas e cachoeiras, acreditamos que devem existir mais de 500 cachoeiras só na região da serra ainda inexploradas ou desconhecidas pela maioria das pessoas.

O atrativo natural é composto por pequenas quedas de água que formam uma linda cachoeira de águas geladas e cristalinas, o local é convidativo para banhar-se nas águas da Cachoeira da Alegria em dias de verão.

Cachoeira da Alegria
Foto: Luís H. Fritsch
Cachoeira da Alegria

Foto: Luís H. Fritsch
Cachoeira da Alegria

Foto: Luís H. Fritsch

Caso você deseje conhecer esse local, recomendamos a contratação de um guia que conheça a região, caso você vá sozinho ou com amigos, vá com cuidado.

Como o acesso à Cachoeira da Alegria se encontra ao lado da RS – 448, não há disponibilidade de estacionamento, pois a rodovia não prove de acostamento. Caso você vá com veiculo 4×4, você poderá descer pela trilha até o Rancho da Alegria.

Indicamos ir até o Gparque Farroupilha e acessar as trilhas que levam até a Cachoeira da Alegria e as outras belas cascatas existentes no Rio 14. Do Gparque até a Cachoeira da Alegria tem aproximadamente 12 quilômetros de trilhas ida e volta até chegar lá. 

Gparque Farroupilha
Foto: Luís H. Fritsch

Se você tem vontade de fazer essas trilhas, entre em contato com a gente! Temos um time de pessoas experientes para lhe conduzir pelas melhores trilhas da Serra Gaúcha.

6ª Etapa Campeonato Trilhas e Montanhas

A cidade de Igrejinha foi sede da 6 ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas – Trilhas Serra Grande, que ocorreu no último sábado (dia 20). A prova teve percursos de 6,5, 14 e 34 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas. E contou com a participação de 700 atletas das mais variadas cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e até um grupo vindo do Uruguai.

6 ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas
Créditos: ClicRun / Sérgio Gutheil

Igrejinha já foi palco de diversos eventos esportivos de ciclismo, mountain bike…corrida de aventura e pela primeira vez recebeu um evento do Circuito Trilhas & Montanhas, entrando assim no cenário do trail running gaúcho.

Segundo Cristiano Saurin – um dos responsáveis pelos percursos, todas as distâncias foram planejadas com muito empenho e carinho para os atletas. A distância longa passou pelo principal ponto turístico da cidade Morro Alto da Pedra, o local já recebeu o Campeonato Gaúcho de Parapente e em dezembro sediará o Campeonato Brasileiro de Parapente.

“O Morro é o ponto mais alto da cidade com 745 metros de altimetria e tem uma belíssima visão do Vale do Paranhana e do Vale dos Sinos.” destaca Saurin. O CGCTM tem sido repleto de muitas aventuras, superação e belíssimas histórias ao final de cada etapa. Algumas delas o amigo Nédson Ferreto Meira contano seu canal 100Fôlego no Youtube, outras o Andre Silva divulga no canal CorrendocomAndre. E algumas eu conto aqui no site do Trekking RS.

Hoje conto um pouquinho da história da Fernanda Flinker, que foi campeã geral feminina na distância longa das duas últimas etapas do Campeonato (Nova Roma do Sul e Igrejinha).

Conheci a Fê lá no início de 2016 no Campeonato Gaúcho de Corrida de Aventura e desde então sempre fiquei admirada com seu super, hiper, mega auto astral – de sempre – e pela sua força/resistência nas provas. Ela compete nas Corridas de Aventura à anos, e por causa delas que participa de algumas provas afins, como corridas de rua, mountain bike e o trail running. Lá em 2013 no comecinho do Circuito Trilhas & Montanhas, ela correu a etapa de Três Coroas, prova de 22 quilômetros e conquistou o 3º Lugar Geral Feminino.

6 ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas
Foto: acervo pessoal – Circuito Trilhas & Montanhas 2013

“Na época o Trilhas & Montanhas estava nascendo como circuito. Desde lá não participei mais de provas de trail run e outras, em função de um acidente em uma corrida de aventura no Rio de Janeiro, em 2014. Mesmo assim, acompanhei a evolução do Trilhas & Montanhas que atualmente é um sucesso na forma de Campeonato!” relembra Fernanda.

6 ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas
Foto: acervo pessoal – Circuito Trilhas & Montanhas 2013

“Então, a etapa de Nova Roma do Sul foi minha segunda participação no Trilhas & Montanhas, 5 anos após a primeira.” brinca a atleta.

Mesmo com cinco anos longe das competições de trail running, se dedicando à concluir a faculdade, ela conta que retornou aos treinos esse ano, com o objetivo de estar preparada para participar das corridas de aventura.

“Essa ‘preparação’ era simples, apenas me mantendo na ativa, correndo um pouco, pedalando, musculação uma vez por semana, e era isso. Foi então que comecei a participar mais das corridas em trilhas do pessoal dos Brutus do Gaúcho, acho que fui umas cinco vezes correr com eles este ano, e no mais corri em trilhas nas provas de corrida de aventura que participei esse ano (foram 5 CAs) até a 5ª Etapa do CGCTM em Nova Roma do Sul.”

6 ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas
Foto: acervo pessoal – treino com o pessoal do Brutus do Gaúcho

Segundo Fernanda foi por causa dessa amizade com os Brutus, que ela acabou se inscrevendo nas duas últimas etapas do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas.

“Tive a parceria de um amigo que correu junto comigo a etapa de Nova Roma do Sul, o que me fez realmente entrar na prova. De qualquer forma, meu objetivo na prova era conseguir completar com um tempo legal, por isso o resultado foi uma grande surpresa para mim. Tive vários aprendizados nesta prova, principalmente sobre mim! O que levei para a etapa de Igrejinha, onde novamente não imaginava que poderia ficar campeã –  ainda achando que tinha sido sorte o resultado anterior (risos). Então essa nova surpresa na etapa de Igrejinha está me fazendo acreditar muito mais em mim, que eu realmente sou capaz e posso ir longe!”

6 ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas
Foto: acervo pessoal – Pódio Geral Feminino na etapa de Igrejinha

“Esse ano está realmente uma caixinha de surpresas para mim!” define a atleta, que tinha planos singelos, e na parte esportiva só queria conseguir completar a segunda etapa do Campeonato Brasileiro STOP de corrida de aventura a 13ª Papacorrida, que ocorreu em maio e teve 150 quilômetros.

Segundo Fernanda, alguns planos pessoais foram adiados e então foi participando de mais uma prova aqui e outra ali…e agora olhando para trás percebe que já participou de todo o Campeonato Gaúcho de Corrida de Aventura, de uma prova fora do estado, e de duas etapas do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas. E lembra que ainda tem previsão de outras três provas até o fim do ano.

“Poxa! É bastante coisa pra quem só queria completar a Papacorrida (risos).” conclui ela, que recentemente foi convidada para ser atleta Trilhas & Montanhas/Baú do Esporte, após anos e anos dedicados ao esporte.

“Essa parceria me caiu do céu, fiquei chocada, pois não imaginava, não tinha planejado tanta coisa que está acontecendo agora! Enfim, fiquei muito honrada com o convite do Alex, agora é treinar e continuar a fazer o que eu já fazia, espalhar a alegria desse esporte lindo e recompensador!” resume emocionada, Fernanda.

6 ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas
Foto: acervo pessoal

O Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas 2018, está (quase) se encerrando, no próximo mês, dia 24 ocorre a VII Etapa – Cascatas e Montanhas e Final do CGCTM, na cidade de Rolante. Foram meses e meses de muito trabalho e dedicação da empresa L&E Eventos Marketing Esportivo e equipe do CTM, para proporcionar aos atletas um campeonato de alto nível.

Hoje, com mais de seis anos à frente da L&E Eventos, Luís Leandro Grassel destaca a importância de terem sido pioneiros na realização de eventos esportivos de corridas em trilhas e montanhas no Estado e verem nos dias atuais que os vários eventos, grupos de corrida e principalmente o grande número de pessoas que correm Trail Running, vieram de seu fomento e difusão da modalidade esportiva.

“Em 2012 iniciamos o Circuito Trilhas & Montanhas, e agora a primeira edição do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas. Em 2018 passamos por muitos desafios, mas graças à sinergia positiva de todos em prol das etapas, os desafios foram superados facilmente.” resume Luís.

Quando questionado sobre a “fórmula mágica” do sucesso do CGCTM 2018, Luís responde feliz, “A fórmula, deve ser a ação coletiva de todos da organização, dos apoiadores…que estão trabalhando com muita seriedade, respeito e profissionalismo em prol da promoção, realização e divulgação do Campeonato!”

Trilhas de Nova Roma – CGCTM 2018

A pequena cidade de Nova Roma do Sul foi sede da 5ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas – Trilhas de Nova Roma, que ocorreu no último sábado (dia 15). A prova teve percursos de 7, 12 e 29 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas.

O evento contou com a participação de mais de 600 atletas das mais variadas cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Escolhi (novamente) a distância longa nesta etapa e seus respectivos 29 quilômetros com 1.550 metros de altimetria acumulada.

Na época em que participava das Corridas de Aventura e Mountain Bike, treinei diversas vezes no interior da cidade de Nova Roma do Sul. Já havia passado de bicicleta por alguns pontos do percurso e sabia que o mesmo não seria nada fácil!

Na sexta-feira à noite resolvi postar esta foto nas redes sociais,

Trilhas de Nova Roma - CGCTM 2018

 

revelando alguns dos equipamentos que eu iria utilizar na prova. Dentre diversos comentários de boa prova, fiquei “assustada” quando li o comentário do amigo Odair Paravisi dizendo, “Esses bastões…acho que serão muito utilizados rsrs”. Vale lembrar que ele era um dos responsáveis pelo percurso desta quinta etapa.

Pensei que nada poderia ser pior do que a trilha da Lona Preta, a trilha do Beiço…nos 50 quilômetros do Trilhas do Morro Gaúcho (4ª Etapa do CGCTM). Ingênua eu…

Pontualmente às 13h30min foi dada a largada da distância longa. A previsão do tempo indicava muita chuva, mas o sol e calor era quem estava marcando presença do início ao fim da prova!

Trilhas de Nova Roma - CGCTM 2018
Créditos: Clic Run

 

Os primeiros quilômetros foram de declive, a famosa estrada que liga Nova Roma do Sul à Nova Pádua (via balsa), ali corri alguns metros com as amigas Angela Nunes, Leonice, Rosana…foi por aí também que uma corredora ficou chateada comigo. Pisei em uma poça de lama e respingou barro nela! (risos)

Em seguida, saimos do estradão e adentramos na minha parte favorita, as trilhas e subidas! Dali em diante foi um eterno sobe e desce pelas montanhas e trilhas do interior de Nova Roma do Sul, percurso desafiador até para os atletas mais experientes.

Na infinita subida do Cachoeirão, confesso que senti saudade do Morro Gaúcho – risos! E entendi o porque do Odair, ter comentado que os “bastões seriam muito utlizados”!

Diferente do I Trilhas Nova Roma que ocorreu em outubro do ano passado, e teve muito estradão – em minha opinião. Sabádo o que não faltou foi trilhas, passamos em meio à plantação de cana, pequenos riachos, trechos de single-tracks, além é claro de pontos turísticos da cidade como a Gruta Fiorense.

Trilhas de Nova Roma - CGCTM 2018
Créditos: Clic Run

Unanimidade entre os participantes as belezas naturais de Nova Roma do Sul, como o Mirante Zanella (foto), cascatas, grutas e a rica flora e fauna, foram destaques da 5ª Etapa do CGCTM 2018 – Trilhas de Nova Roma, além da perfeita organização do evento através da L & E Eventos Marketing Esportivo, Circuito Trilhas & Montanhas e Prefeitura de Nova Roma do Sul.

Trilhas de Nova Roma - CGCTM 2018
Créditos: Clic Run

 

Classificação da prova disponível em: 3ctiming

Cobertura fotográfica disponível em: Clicrun

Ainda esse ano mais duas etapas do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas estão com as inscrições abertas:

6ª Etapa – 20 de outubro – Trilhas Serra Grande – Igrejinha/RS

7ª Etapa – 24 de novembro – Cascatas e Montanhas – Rolante/RS

Maiores informações em: Youmovin

Galerias férreas abandonadas

Na Serra Gaúcha, mais precisamente nos municípios de Barão, São Pedro da Serra e Salvador do Sul no vale do Caí, estado do Rio Grande do Sul, existem lugares pouco conhecidos, perdidos em meio a mata e galerias que contam a história de parte das ferrovias que existiam no Sul do Brasil. E que a partir da década de setenta viu a sua maior decadência com o abandono da malha ferroviária e extinção de ramais.

Este foi o caso da linha que antigamente conectava Porto Alegre a Caxias do Sul, quando aberta em 1909, passava de Montenegro a parte alta da Serra pelos municípios de Maratá, Salvador do Sul, São Pedro da Serra e Barão chegando a Carlos Barbosa, onde hoje é a estação da Maria Fumaça. Porém nesta parte os trilhos seguem existentes até Caxias do Sul, no entanto se encontram totalmente abandonados e deteriorados em meio a vegetação.

Com a extinção do ramal Montenegro a Carlos Barbosa, muito se perdeu. Porém aterros e cortes em pedras da antiga ferrovia seguem abandonados em meio a vegetação. Com a criação de grandes aterros para passagem da ferrovia nesta região de serra era necessário uma infraestrutura de drenagem de água e muros para a contenção da base. Diferente de hoje, com o largo uso de concreto, pontes e túneis mais elaborados, se utilizava como matéria-prima principalmente rochas, por sua abundância e custo baixo.

Galerias férreas abandonadas
Acervo Renan C. Mancuso. (Família Mancuso)

Construção de galeria fluvial da ferrovia por volta de 1904 a 1908

O interessante sobre as galerias é que cada uma que se encontra abaixo do caminho da antiga ferrovia apresenta características únicas, todas foram projetadas conforme a necessidade para a ferrovia em diferentes terrenos.

Nós do Trekking RS, mapeamos os principais pontos para se aventurar por trilhas que te levam até estes lugares.

Galerias férreas abandonadas
Principais pontos (Google Earth PRO)

Em vermelho o antigo trajeto da Ferrovia, pin’s verdes (principais pontos para se visitar).

Desta forma pode-se dividir em três principais trajetos que se pode percorrer para seu Hike (Caminhada):

Galerias de São Pedro da Serra e Barão/RS – Brasil

Caminho por estrada de chão a partir da rótula de acesso ao município de São Pedro da Serra na BR-470, esta estrada segue o antigo trajeto da ferrovia onde se encontram várias galerias, pode-se destacar duas de tamanho médio e três de grande porte entre outras de menor relevância.

Primeira galeria considerada de médio porte neste trajeto possui um lado que se encontra fechado por pedras que desceram da parte superior da montanha. Portanto nesta galeria se deve descer um vale íngreme até a parte inferior.

Galerias férreas abandonadas

Esta é a galeria de maior porte neste trajeto, para acessar você deve entrar na parte superior e sairá em um gigante muro de contenção que te deixará realmente impressionado.

Galerias férreas abandonadas

Logo após a grande galeria  existe outra que também é de grande porte, batizada como “galeria da Catedral” possui um sequencia de três arcos internos em diferentes níveis, que dão a impressão de um grande vão devido ao desnível acentuado de um lado a outro desta galeria.

Galerias férreas abandonadas

Mais informação deste caminho no vídeo:

Galerias próximas ao centro de Salvador do Sul/RS – Brasil

Neste trajeto curto você encontrará galerias próximas ao bairro liberdade todas muito próximas uma da outra, uma de grande porte e duas de porte médio.

Galerias férreas abandonadas

Galerias férreas abandonadas

Galerias férreas abandonadas
Aterro

Logo saindo da BR-470 a caminho da fenda, existe um aterro onde abaixo se encontra uma galeria muito seca e limpa.

Galerias férreas abandonadas

Galerias férreas abandonadas
Data de construção 1904

Galeria de médio porte com data de construção 1904 na pedra central. Se encontra a esquerda logo após a fenda talhada em rocha onde passava a ferrovia.

Caminho mapeado deste trajeto:

Desenvolvido por Wikiloc

Para mais informação desta trilha você encontrará no vídeo abaixo:

Galerias de Linha Bonita, próximas ao Túnel Ferroviário.

O Túnel de Linha Bonita em Salvador do Sul/RS – Brasil foi inaugurado no ano de 1909, possui 93 metros de comprimento, 5,70 metros de altura e 4,10 de largura, além do formato curvilíneo, expressão de uma arquitetura especial, única do gênero na América Latina.

Galerias férreas abandonadas

Galerias férreas abandonadas

Em cada lado das saídas deste túnel existem dois grandes aterros onde em um deles até é possível a prática de Rappel.

Já seguindo o caminho da ferrovia sentido sul, pela Rota Stein existe uma trilha em boas condições de 5 km pelo antigo traçado da ferrovia onde pode-se encontrar outras duas galerias de porte médio. Esta trilha está bem marcada pois ali também é utilizada para veículos off-road, assim que não apresenta desníveis elevados sendo uma caminhada de nível fácil.

Galerias férreas abandonadas

Cascata do Bordin

A Cascata do Bordin está localizada dentro da propriedade da família Bordin, no município de Flores da Cunha/RS – Brasil.

O acesso a parte de cima da Cascata do Bordin encontra-se fechada no momento, mas é possível contemplar a sua beleza pelos caminhos que levam a parte de baixo da queda de água.

Com aproximadamente 80 metros de altura, as águas dessa cascata despencam entre os paredões da serra gaúcha, formando inúmeras outras cachoeiras pelo caminho até chegar no Rio das Antas.

Há duas maneiras de conhecer esse atrativo turístico no interior da cidade de Flores da Cunha, à primeira delas é pelo Mirante Gelain, onde você pode visualizar boa parte dos vales e montanhas que compõem a serra gaucha, em uma vista panorâmica.

Cascata do Bordin
Crédito: Luís H. Fritsch
Cascata do Bordin
Crédito: Luís H. Fritsch
Cascata do Bordin
Crédito: Luís H. Fritsch

Para os mais aventureiros é possível descer até a base da cachoeira, e contemplar essa beleza natural por um outro ângulo.

A trilha que dá acesso a Cascata do Bordin está dentro do Mirante Gelain, falando com o administrador Marcos é possível percorrer o caminho sem auxílio de um guia especializado.

Recomendamos que para facilitar o trajeto até a queda de água você vá com alguma pessoa experiente em trilhas e que conheça a região, nunca vá sozinho fazer trilhas na natureza.

O caminho para a Cascata do Bordin possuí um grande desnível, já nos primeiros metros da trilha vem o primeiro desafio, passar por meio de uma fenda rochosa, seguindo pelo trajeto marcado você descerá margeando o paredão que fica do lado direito.

Logo em seguida vem o segundo desafio, descer uma trilha inclinada segurando uma corda (a corda está fixada ali sempre), logo após você terá que descer por uma escada fixada no paredão.

Se você sofre de problemas nas articulações, medo de altura ou problemas cardíacos não recomendamos fazer essa trilha.

Depois de descer a escada você verá uma bifurcação de trilhas, siga pelo lado esquerdo, neste trecho deve-se prestar muita a atenção, pois há pedras de todos os tamanhos, muito cuidado para não torcer o pé entre uma pedra e outra.

A trilha segue assim até chegar em um ponto onde é necessário prender uma corda para descer com mais segurança, dali em diante a trilha leva até a base de uma pequena cachoeira de aproximadamente 6 metros de altura.

Para acessar a Cascata do Bordin, você terá que cruzar o rio, muito cuidado nesta hora, pois a passagem se dá entre essa cachoeira de 6 metros e um tobogã natural gigante de águas cristalinas que descem em velocidade formando uma outra cascata de mais de 30 metros de altura aproximadamente. Para sua maior segurança, recomendamos esticar uma corda de um lado a outro do arroio.

Cascata do Bordin
Crédito: Luís H. Fritsch

A Trilha segue na margem direita do arroio, subindo um caminho através de pedras gigantescas e lisas, muito cuidado para não escorregar e vir a sofrer alguma torção.

Ao chegar na Cascata do Bordin, o visual é de tirar o fôlego, águas cristalinas despencam pelo paredão cerca de 80 metros, estar ali presenciando o poder das águas nôs faz pensar o quanto somos pequenos em relação a natureza que nos cerca.

Cascata do Bordin
Crédito: Luís H. Fritsch

A trilha toda é de nível moderado, pois a inúmeras pedras lisas e soltas, em alguns pontos é necessário segurar-se em árvores e usar cordas para apoio.

Lembre-se de sempre estar com calçados adequados para trilhas e pré amaciados, aqui em nosso site você pode conhecer os melhores calçados para trilhas e aventuras, acesse.

Cascata do Bordin
Tênis Salomon Speedcross 4 – Crédito: Luís H. Fritsch

Salto do Segredo

Procurando um lugar tranquilo e ainda pouco conhecido pela maioria das pessoas, então você precisa conhecer o Salto do Segredo e a Cascata do Moinho.

Localizadas na cidade de São Pedro da Serra/RS – Brasil, divisa com a cidade de Salvador do Sul é possível fazer um Hiking (caminhada) até essas duas quedas de água.

A trilha tem aproximadamente 2,8 quilômetros de extensão, o seu começo se dá pela estrada branca como é conhecida, para acessar a cascata do Moinho você terá que deixar o seu veículo nas margens da estrada e percorrer até próximo a ponte do Arroio Boa Vista, onde existe uma pequena rua fechada por um arame. Não esqueça de pedir autorização para os moradores locais para acessar as cascatas.

A Trilha que leva a Cascata do Moinho e Salto do Segredo é de nível fácil, mas é preciso bastante atenção durante o percurso, a primeira construção que é avistada é um moinho antigo abandonado no meio na mata, abaixo dele se encontra a Cascata do Moinho, para descer até a sua base você terá que seguir em frente e dobrar em uma trilha à esquerda, haverá uma descida um tanto íngreme e com pedras lisas, em um dos pontos é necessário usar corda para se firmar.

Salto do Segredo
Crédito: Luís H. Fritsch
Salto do Segredo
Crédito: Luís H. Fritsch
Salto do Segredo
Crédito: Luís H. Fritsch
Salto do Segredo
Crédito: Luís H. Fritsch

A queda de água possui aproximadamente 25 metros de altura, em dias de muito calor é possível banhar-se na cachoeira e no arroio, também há uma pequena trilha que leva para trás da Cascata do Moinho.

Salto do Segredo
Crédito: Luís H. Fritsch

Para acessar o Salto do Segredo é preciso retornar pela trilha principal e seguir a trilha para o lado direito, sega o caminho por onde antigamente era uma estrada para carroças.

Acompanhando o arroio Boa vista você verá a crista do Salto do Segredo, a trilha que segue para a base dessa queda de água é íngreme e possui inúmeras pedras soltas, deve tomar muito cuidado para não escorregar.

Já na base do Salto do Segredo a visão é de tirar o fôlego, um lugar tranquilo, com águas límpidas em meio a natureza ainda intocada, é de fato um lugar incrível para visitar com os amigos e família.

Salto do Segredo
Crédito: Luís H. Fritsch

O Salto do segredo é um local muito preservado, por isso quando fores visitar lembre-se de não deixar lixos, ajude a preservar lugares como este, assim as futuras gerações também poderão aproveitar dessa natureza incrível.

Abaixo o mapa de toda a trilha que percorremos:

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Morro Gaúcho a prova mais bruta

Arroio do Meio foi a sede da 4ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas – Trilhas do Morro Gaúcho/RS, que ocorreu no último sábado (dia 28). A prova teve percursos de 5.5, 17, 32 (2 pontos ITRA)* e 50 quilômetros (3 pontos ITRA)* de corrida em trilhas e montanhas.

*Trilhas do Morro Gaúcho, foi uma das primeiras provas do Rio Grande do Sul a pontuar pelo ITRA.

O evento contou com a participação de mais de 800 atletas, vindos de diversas cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e até Uruguai.

Quando comecei a correr, sempre achei fascinantes as longas distâncias. Na época, achava que o máximo que eu conseguiria chegar era uma meia maratona. Bobinha eu…

Um ano de corrida fiz minha primeira prova de montanha, e foi amor à primeira vista. Me apaixonei pela dificuldade do percurso e pelo visual, que transformavam a corrida em algo muito mais significativo pra mim do que simplesmente bater um tempo específico.

Estudando sobre, comecei a me familiarizar com as ultramaratonas e vi que era ali que meu desafio estava. Na época, o máximo que eu tinha corrido era a Maratona do Vinho 2018, cinco meses depois da minha primeira maratona, fui para os 50 km do Trilhas do Morro Gaúcho.

Morro Gaúcho a prova mais bruta
Morro Gaúcho – Créditos: ClicRun

O treinamento foi puxado! Longos que eu nunca tinha feito na vida, percursos, trilhas e montanhas que eu fazia pedalando passei a fazer correndo. Restrições alimentares, musculação, pilates…

A largada da ultramaratona mais “bruta” (difícil) do Rio Grande do Sul, foi às 7 horas da manhã, a prova tinha mais de 2.600 metros de altimetria acumulada. No Km 45 haveria um ponto de corte para os atletas que passassem por ali após às 16h30min. O tempo limite para completar o percurso eram 10 horas.

Minha estratégia: subir tranquila, descer forte e correr/trotar no plano.

Minha meta: completar a prova do Morro Gaúcho

A prova:

A maioria das subidas eram em caminho para apenas uma pessoa (single track, como dizem), muito difíceis. Sofri! Aliás, todo mundo sofreu! E as descidas íngremes, com muito barro, como se fosse sabão em um piso molhado. Ainda bem que corri com os bastões e pude descer várias delas “esquiando”!

Ahh…e as partes planas eram assim, mais barro, água e trilhas!

Morro Gaúcho a prova mais bruta
Morro Gaúcho – Créditos: ClicRun

Nos quilômetros iniciais estava correndo junto com a Saionara e a Edinéia (campeã e terceira colocada geral, respectivamente). Mas aí lembrei que era minha primeira ultramaratona e não queria “quebrar”.

Baixei o ritmo e fui seguindo…

Fui tranquila até o Km 22, onde encontrei a Magda Chagas e o Duda Piras no (segundo) ponto de hidratação. Parei alguns minutinhos para comer algo e dar umas risadas com a dupla.

Quando estava saindo a Magda disse:

– Daqui até o próximo ponto de hidratação (Km 35) vai ser puxado também!

Analisei rapidamente o gráfico de altimetria e certamente não seria nada fácil os próximos quilômetros. Por sorte fiz um amigo uruguaio, que foi comigo até o Km 29 (aproximadamente), me apoiando e incentivando, sem ele seria muito mais difícil.

No Km 35 reencontrei a Magda e o Duda no então, terceiro ponto de abastecimento. Ali eu já não estava mais tão “feliz” o sono e uma leve dor nas panturrilhas estavam começando a me castigar. Mas aquela altura não poderia desistir da prova.

Lembrei dos últimos meses, do quanto foi árduo conciliar o trabalho, faculdade…casa e muitos treinos. Levantei e comecei novamente, animada, mas cansada, as pernas já não eram mais as mesmas, a cabeça parecia uma locadora de vídeos, a cada trilha um filme diferente, isso quando não rodava uns dois ou três filmes ao mesmo tempo. Segui firme, subindo forte as montanhas, e algumas poucas vezes, um trote nas descidas.

Lá pelo Km 36 encontrei a curitibana Christiane, ela estava um pouco enjoada e fraca, ofereci a minha Coca-Cola à ela, conversamos um pouco e seguimos as escaladas. Mas tinha uma coisa que não saia da minha cabeça: a Trilha do Beiço! Ouvi horrores sobre ela, em que quilômetro ela estaria?!

Hora eu puxava a Christiane, hora ela me puxava…não lembro ao certo em que Km eu acabei me afastando dela e cheguei na temida Trilha do Beiço. Tive o privilégio de fazer o seu percurso na parceria do Nédson do Canal 100 Fôlego e lá no finalzinho saber o porquê de “Trilha do Beiço”!

Após caminhadas, escaladas e pequenas pausas para ao menos respirar, vencemos a Trilha do Beiço…Que alívio! Segui com o Nédson por mais alguns trechos até a trilha da descida da cachoeira (não lembro o nome dela, rs) ali a Christiane conseguiu nos alcançar. Fiquei aliviada quando a vi, pois sabia que não estava bem.

Novamente seguimos juntas, era incrível nossa sintonia. Parecia que éramos amigas de longa data!

Achei que a Trilha da Lona Preta era difícil, depois vi que a do Beiço era muito pior…Mas o que era aquela escalada com cordas na cachoeira?! Rs Aquilo me lembrou o tempo em que fazia corrida de aventura.

Não sei como, de que forma…saímos correndo – ou melhor tentando correr – após a escalada, com receio de levar o corte no Km 45. Dessa vez a Christiane puxava. Em certos pontos ouvíamos música lá longe…no local da largada/chegada e aquilo era muito motivador.

Para minha surpresa, chegando no Km 44 encontrei a Analucia, naquele momento o cansaço foi embora e uma alegria imensa tomou conta de mim. Conheci Ana a alguns meses atrás na primeira etapa do CGCTM em Farroupilha e desde então sempre nos ajudamos nas provas. E ali, não podia ser diferente…

Paramos no km 45 que era o último ponto de abastecimento e também ponto de corte, o staff Leonardo nos informou que os últimos 5 km da prova haviam sido cancelados para a segurança dos atletas. Então nos restavam somente mais uns 700 metros até a tão sonhada linha de chegada.

Morro Gaúcho a prova mais bruta
Morro Gaúcho – Créditos: ClicRun

Seguimos juntas eu e Ana, esses últimos metros que na verdade pareciam quilômetros. E cruzamos quase juntas a linha de chegada, que na verdade é um marco que vai muito além da medida de tempo registrada entre a sirene da largada e a última passada. Suor, esforço, sacrifício, dor, renúncias, dedicação, comprometimento, amor e paixão são alguns de seus sinônimos.

Christiane a curitibana que correu comigo alguns quilômetros e conclui a prova alguns minutinhos na minha frente, me aguardava após a linha de chegada. Sorridente e “ultrafeliz” com nossas conquistas. Lá também estavam tantos outros amigos que fiz durante o percurso.

Na minha estreia em ultramaratona, o pórtico de chegada foi a visão mais desejada durante o percurso de aproximadamente 50 Km com mais de 2.600m de altimetria acumulada, ele é na verdade, a concretização de todo um processo que vai do início da preparação à realização de um sonho. É o registro de um momento cuja lembrança irá transcender por anos a fio.

Mas não estive sozinha nesta recente trajetória de corredora. Desde muito antes do Trilhas do Morro Gaúcho, tive ao meu lado grandes apoiadores: CURTLO BR, Patos do Sul, Casa Natural Serra, Academia Performance Fitness e Vera Bike. Que sempre me incentivaram a ser exatamente quem eu sou, fazer o que me faz feliz e não ter medo de sonhar.

Trilhas do Morro Gaúcho, foi mais uma grande etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas e Montanhas, graças ao profissionalismo das equipes da L&E Eventos, Brutus do Gaúcho, ClicRun, 3cTiming e Youmovin que fizeram um evento impecável em todos os sentidos.

Ferrovia do Vinho abandonada

Depois de um bom tempo de planejamento e busca por informação na rede, decidimos fazer uma trilha que nos permitisse conhecer o máximo dos principais túneis e viadutos abandonados da Ferrovia do Vinho em Bento Gonçalves.

Por imagens do Google Maps e OpenRailwayMap marcamos os principais pontos e decidimos nosso trajeto sem ter a certeza de que seria viável ou não em questão das condições de abandono da ferrovia.

Iniciamos nosso trajeto as 6:00 horas da manhã a partir da ponte Ernesto Dornelles, famosa por seus arcos sobre o Rio das Antas, e que conecta os municípios de Bento Gonçalves e Veranópolis no Rio Grande do Sul. Deixamos o carro em frente ao restaurante que se encontra próximo a ponte e seguimos nosso caminho.

Tomando uma estrada de paralelepípedo logo se pode entrar a direita em uma fenda talhada em rocha, aí está um túnel da Ferrovia Tronco Principal Sul (TPS). Tomando a esquerda seguimos pelos trilhos aproximadamente 5 km até chegar ao Túnel Y, neste ponto duas ferrovias se juntam a TPS e a Ferrovia do Vinho, que desde 1992 está desativada desde que o trem turístico Maria Fumaça passou a operar entre as cidades de Carlos Barbosa e Bento Gonçalves.

Ferrovia do Vinho abandonada

Ferrovia do Vinho abandonada

Aproveitamos para seguir até a ponte ferroviária que cruza o Rio das Antas ainda pela TPS, já tinha amanhecido e a visão era espetacular, dos vales e da casa de máquinas da central hidrelétrica.

Ferrovia do Vinho abandonada

Ferrovia do Vinho abandonada

Após tomarmos umas fotos e vídeos, decidimos regressar ao túnel Y, mas agora tomando a saída para a Ferrovia do Vinho. A primeira impressão que tivemos ao sair do túnel era que não seria possível seguir, pois o começo da trilha apresenta muitas quedas de barreira e consequentemente alagamentos em certas partes, porém o lugar demonstrava rastro de que trilheiros com suas motos passavam por aí, então seguimos. O caminho apresentou melhoras e nos deu motivação para seguir adiante.

Ferrovia do Vinho abandonada

Ferrovia do Vinho abandonada

Andamos por vários quilômetros até chegarmos próximo ao primeiro túnel da ferrovia do vinho após o túnel em Y, este possui um comprimento de 514 m, e passa por debaixo do povoado de São Luiz das Antas que no passado era uma vila militar.

Passando o túnel seguimos pelos trilhos perdidos entre a vegetação, barro e pedras até encontrar com a estrada que dá acesso a São Luiz das Antas. Neste ponto decidimos subir pela estrada até o povoado, para seguir pelos trilhos da segunda volta que a ferrovia dá no morro para poder ganhar altitude, até porque seguir pelos trilhos naquele ponto não foi uma opção pelo tempo que teríamos e sua condição, porém é um possível caminho para uma trilha futura, ou um trekking de 2 dias pois existem, pelo menos, outros 2 túneis neste trajeto.

Chegando a São Luiz das Antas avistamos os trilhos da segunda volta da ferrovia e  perguntamos aos locais que vivem na antiga estação de trem como poderíamos seguir até o próximo túnel e os dois viadutos. Nos informaram que deveríamos apenas seguir pelos trilhos e que era possível pois há uma trilha neste trajeto.

Ferrovia do Vinho abandonada

Ainda próximo a vila, caminhamos um trajeto com muito lixo e água que apresentava coloração estranha devido ao povoado que está na parte superior da ferrovia, caminhamos um bom trajeto  até então depararmos com o túnel, o de número 3, que possui 599 m de distância. Logo na saída já está um viaduto, o maior em comprimento de todo o trajeto de Bento Gonçalves a Jabuticaba. Este lugar é incrível para descansar e apreciar os vales e as montanhas talhadas pelos rios daquela região. O local também faz questionar o porque de tanto dinheiro público investido na década de 40 com a ferrovia e o porque de ela estar assim atualmente, sendo que ainda consta na página do governo como uma ferrovia ativa.

Ferrovia do Vinho abandonada

Logo após um descanso e almoço sobre os trilhos do viaduto, decidimos seguir até o próximo viaduto que apresenta menores dimensões, mas que, no entanto, possui uma cascata muito próxima que se encontra escondida entre a vegetação, a visão e o sentimento de estar em contato com a natureza são incríveis.

A seguir visitarmos este último viaduto, decidimos que era hora de voltar para o carro que havíamos deixado perto da ponte, regressamos até o primeiro viaduto que havíamos visitado e tomamos a descida para a cachaçaria Casa Bucco, no entanto é uma propriedade privada, assim que é muito importante ligar com antecedência para a cachaçaria para avisar que vão descer e passar pela propriedade, fazendo isso não há problema, são muito receptivos.

Ferrovia do Vinho abandonada

Ferrovia do Vinho abandonada

Assim, terminando um caminho de 19 km chegamos novamente ao nosso ponto de partida com um enorme sentimento de satisfação em passar por todos estes lugares de tirar o fôlego e que nos fazem perceber que não se precisa de muito para ser feliz, basta sair da zona de conforto e desbravar estes lugares desconhecidos pela maioria das pessoas.

 

Para acompanhar este caminho, veja o vídeo com os principais momentos deste percurso:

Patos do Sul

Quando deparo com conceito de aprendizado, a memória me remete a 12 de maio de 2017. Naquela noite de sexta-feira fria, típica do inverno da serra gaúcha, ministrei meu primeiro workshop sobre a Curtlo BR na loja Patos do Sul. Foi um rito de passagem, um angustiante e prazeroso teste de maturidade.

Jovenzinha, semblante de moleca e extremamente tímida, enfrentei uma sala com cerca de 20 aventureiros. Creio que pelo menos 90% dos participantes eram mais velhos que eu. Todos, de certa forma, desconfiados da palestrante.

Patos do Sul

Na verdade, tinha acabado de entrar no time de Embaixadores/Atletas Curtlo BR. No entanto, já utilizava os produtos da marca a anos, participara de diversas provas e treinos de ciclismo e corrida sempre com algum item da Curtlo.

Aceitei o convite da Helen e do Darci, proprietários da loja Patos do Sul e meus apoiadores há anos, para ministrar o workshop. Tomavam-me naquela estreia precoce certa apreensão e ansiedade. Perguntava-me se seria capaz de transmitir meus conhecimentos aos participantes. Ao final daquela primeira lição, contudo, notei aliviada que os aventureiros haviam assimilado minhas dicas. Descobri em mim talentos latentes, habilidades de comunicação nunca imaginadas.

No caminho para a casa da Helen e do Darci, rememorava meu debute como palestrante, avaliava minha performance e a considerei satisfatória.

Percebi que ensinar era o atalho para aprender, fosse na preparação do Workshop ou no exercício mental para responder aos questionamentos do pessoal.

Enquanto Helen preparava o jantar, eu e Darci conversávamos sobre o meu Workshop. – Gostei muito de uma coisa que tu disseste lá na loja “Participo das provas para superar a mim mesma e não aos outros!”, tenha isso como regra!

Helen ao ouvir a frase acrescentou: – Insira isso não só no esporte, mas na tua vida!

Eu estava – como de costume – tímida e um pouco receosa em estar “invadindo” o lar do casal (mesmo o conhecendo há anos).

Assim que Helen serviu o jantar, resolvi fazer a pergunta que desenrolou uma sequência de histórias, lembranças, emoções, lições…

– Como surgiu a Patos do Sul?

– […] viajamos para o Atacama e gastamos horrores em telefonia celular para dar notícias aos parentes. Então quando resolvemos viajar para a Patagônia (seria um mês de viagem), o Darci teve a ideia de fazermos um blog, onde colocaríamos fotos e iríamos contando como estava indo a viagem. Na hora de escolher o nome do blog, veio à tona uma brincadeira que fazíamos entre nós, quando entravamos na Land Rover, na sexta à tardinha, o Darci me perguntava: “Pra onde os patos vão voar?”, numa referência aos Duck Tales – Caçadores de Aventuras. Era uma brincadeira boba entre nós. Aí o blog virou Patos do Sul!

Após algum tempo, já com a lojinha de aventura acabando de nascer, Helen e Darci foram num evento da Ekonova de Mountain Bike e caminhada na Linha Brasil, interior de Nova Petrópolis e levaram um gazebo e alguns produtos para vender. Como etiquetas, usaram uns cartões bem artesanais do blog.

Patos do Sul

– Depois quando chegávamos a outros eventos, o pessoal dizia: ‘Os Patos do Sul estão ali!’ ou ‘Tem lojinha dos Patos do Sul!’ e, por uma inercia ou simpatia pelo nome, acabou pegando! comentou o casal.

Os primeiros produtos comercializados na loja foram roupas de ciclismo e segundas pele da Curtlo e botas nômade. À cerca de oito anos no mercado, a Patos do Sul só trabalha com marcas conceituadas de esportes outdoors como: Curtlo BR, Solo, Salomon, entre outras; e possui uma equipe especializada no bom atendimento.

– Quando atendemos um cliente, ele é o foco! Esqueço qualquer “distração” ao redor e a concentração vai toda para entender o que ele precisa. Nem sempre o que ele precisa tem que ser a opção mais cara. No ramo da aventura os equipamentos devem ser escolhidos pela função e qualidade e só trabalhamos com marcas confiáveis, como a Curtlo.

– Aprendemos muito com os clientes e não escondemos isso deles! Adoro ouvir as histórias das andanças, superações e, se eu não souber como ajuda-los, vou atrás de respostas.

Após me contarem toda a história do surgimento da Patos do Sul, Helen e Darci conquistaram (ainda mais) a minha admiração e respeito, porque conseguiam manter-se cada dia mais unidos e apaixonados. Gostavam das mesmas coisas: simplicidade, mato, paz e desafios.

Patos do Sul

Conheceram juntos diversos locais do Rio Grande do Sul, mas adoravam a região de Ausentes e os Cânions. A praia deserta entre o Cassino e o Chuí era visitada quase que anualmente pelo casal. Fora do Brasil a Argentina era uma preferência.

Patos do Sul
Uma das fotos mais antigas do casal, Ausentes no ano de 1999.
Patos do Sul
Darci no Cânion Montenegro com os filhos Dolph e Daycce em 2007.
Patos do Sul
Praia Deserta entre o Cassino e o Chuí em 2011.
Patos do Sul
Aconcágua na Argentina em 2009.

Dentre todas as viagens a melhor aventura escolhida pelo casal, foi a Patagônia.

– […] por dois motivos: a paisagem e a superação em ter que consertar a Land quebrada em Puerto Natales, muito, muito longe de tudo! A união que criamos no foco em solucionar o problema, sem boicotar ou se irritar com o outro, essa sim, representou o grande saldo da viagem! – relembra o casal.

Patos do Sul
Torres Del Paine em 2010.

Era fascinante ouvi-los, relatando em detalhes todas as emoções e lições enfrentadas durante as aventuras.

– As viagens nos ensinaram tolerância, renuncia e que a “Felicidade só é real se for compartilhada”. Aproprio-me da frase do Cris McCandless, pois não acho palavras melhores para dizer isso. comentou Helen, emocionada.

Patos do Sul

As viagens eram tão importantes, que eles mediam o casamento em quilômetros rodados juntos ao invés dos anos. Foram quase 20 anos juntos, um tempo de aprendizado, paixão, fidelidade, amor. Um amor que hoje, transformou-se no mais lindo sentimento de carinho e respeito que Helen pode sentir.

Patos do Sul

Em novembro de 2017 o aventureiro Darci foi desbravar outros locais…

“Pra onde esse Pato foi voar? Seja onde for, foi levar muita alegria e, já deve estar comandando por lá! Ele deixa muita saudade e um aperto fundo no peito que, com o passar do tempo, esperamos que se transforme numa melancolia bonita. Foi cedo, muito cedo embora. Mas esse sempre foi o jeitão dele mesmo, sempre mandão e teimoso…

Nos deixou o conforto de salvar algumas vidas com sua doação de órgãos. É um alento saber que continua vivo nesse gesto. De nossa parte, seguiremos ainda mais unidos, inclusive com a amigona Nova, que tanta alegria lhe deu…Deve ser bom ser amado assim, né Darci?”

Patos do Sul
Darci e Nova no Passo do S em 2016

O Darci nos deixou com uma saudade que espreme o peito, mas também lembranças que vão nos consolar e fortalecer. Ele viveu intensamente, não acreditava em meias medidas, meias palavras, não amava mais ou menos…ele foi grande demais!

Relato do curso de sobrevivência avançado

O curso realizado nos dias 25 e 26 de maio em área natural selvagem, nas proximidades do município de Farroupilha/RS, contou com uma patrulha de seis guerreiros, dentre eles um instrutor altamente qualificado em situações de sobrevivência na selva.

Os bravos alunos foram devidamente instruídos a cumprirem com os seguintes objetivos: apurar seus sentidos; usar conhecimentos de sobrevivência e muita criatividade; empregar técnicas de esportes de aventura; desenvolver resistência mental; trabalhar muito em equipe; superar obstáculos e desníveis naturais; cumprir travessia de elevado nível técnico; encontrar água, filtrar e purificar; encontrar e preparar alimentos; produzir fogo; construir e dormir em abrigo natural; navegar e orientar-se no terreno em formação tática; aprimorar habilidades manuais; produzir lança; preparar armadilhas para captura de animais; utilizar o máximo de recursos encontrados na selva para a sobrevivência; desenvolver raciocínio prático para solução de problemas; fortalecer sintonia com o ambiente natural; aguçar sentidos para trabalho noturno na selva.

A cada aluno fora permitido levar consigo apenas alguns itens, tais como faca de sobrevivência, facão de mato ou machadinha, pederneira, caneca metálica, 10 metros de cabo resistente, luva de mato, roupas resistentes, pequena porção de comida e água. Para o cumprimento da missão, o instrutor garantiu monitoramento constante da saúde e segurança da patrulha, carregando consigo estojo completo de primeiros socorros, cobertor térmico e equipamento de radiocomunicação.

Sobrevivência em áreas remotas

As atividades realizadas durante o curso aconteceram em ritmo dinâmico, de modo igual para cada participante, respeitando, sem dúvida, as limitações de cada um. No entanto, todos foram encorajados e buscarem o seu máximo potencial, sem diferenças, colocando à prova suas habilidades e resistências físicas e mental.

Exercícios físicos fizeram parte de todo o treinamento, para manter o corpo aquecido e preparado, para manter a frequência de batimentos cardíacos, e a moral do grupo alta (logo se dará atenção importante a esse aspecto). O plano de atividades foi executado pelo instrutor em ritmo paramilitar, ou seja, através de um cumprimento disciplinar, de modo a fundamentar a organização e atuação do grupo.

De fato, a patrulha pôde ter êxito muito em decorrência desse ritmo estabelecido. Vale lembrar que, por exemplo, em alguns relatos de sobrevivência o guerreiro teve de manter uma certa rotina programática para garantir o seu desenvolvimento num ambiente extremo.

Sobrevivência em áreas remotas

Sobrevivência em áreas remotas

Sobrevivência em áreas remotas

Sobrevivência em áreas remotas

Outra lição importante diz respeito a manter a mente ocupada. Desligar-se da própria superação e deixar-se abater são ingredientes devastadores. O trabalho é duro, árduo, pesado, cansativo e praticamente permanente. Dificuldades extremas são encontradas e é preciso encará-las de frente. Dores físicas, emocionais podem estar presentes. Ora, uma metáfora infalível para o que é a vida.

A sede, a fome, o frio e a exaustão devem ser subjugados. A sobrevivência é uma aventura. Do latim, ad venture significa o que vem pela frente. Ou seja, para sobreviver é preciso estar preparado para o que vier. Manter a mente aberta e estar disposto a novos paradigmas, diferentes formas de pensar, agir e interagir consigo e com os outros também foram objetivos atingidos no curso.

Para esse tipo de atividade, cada guerreiro encontra-se com seus próprios instintos, medos, aflições, receios, vaidades, autoestima. Para isso, ao deparar-se com essas e tantas outras características naturais do ser, cada um é estimulado a descobrir também os seus instintos criativos e potenciais essenciais, que podem estar adormecidos.

Já foi descoberto que o corpo responde de maneira diferente quando exposto a ambientes extremos, pois a fisiologia precisa trabalhar criativamente. As situações adversas estimulam o guerreiro a pensar em alternativas, novas possibilidades, encontrar chances, oportunidades, inventar, reinventar, elaborar estratégias, saídas e planos de ação. Nesse ínterim, o aluno pode reconhecer onde se sente mais à vontade, quais atividades consegue exercer com destreza, seus conhecimentos já adquiridos e suas características e habilidades pouco desenvolvidas.

Pode-se dizer que os bravos alunos demonstraram, acima de tudo, iniciativa para encarar as atividades propostas. A grande diferença entre ganhar ou perder, preocupar-se com certo ou errado, está na capacidade de enfrentar os desafios. Pode parecer simples ou pequeno, mas para alguns essa atitude exige grande esforço. Portanto, devem ser valorizados os pequenos atos de iniciativa.

Aliado a um senso de cooperação mútua e incentivo constante por parte do instrutor, o grupo pôde se sentir confiante para continuar persistindo nos desafios da selva. Nunca se estará cem porcento preparado, mas a atitude diante do desconhecido e das incertezas faz a diferença na qualidade do desenvolvimento pessoal.

Aliás, nos primórdios da história da humanidade, as grandes descobertas foram alcançadas após incessante trabalho de tentativa e erro. A sobrevivência na selva dos tempos atuais não é muito diferente, salvo proporções tecnológicas. Quer dizer, não se encontrará mágica para as dificuldades. O labor é penoso, pepita por pepita. Já diziam os sábios alquimistas: a opus é contra a natureza. A grande obra, seja ela qual for, neste caso podemos falar na grande obra que é sobreviver, não se conquista através de facilidades ou caminhos conhecidos. Pelo contrário, encarar situações adversas, condições desconfortáveis, coloca a opus a serviço de uma natureza mais ampla. Aprender a lidar com as dificuldades aumenta as chances de o sobrevivente sentir-se bem novamente, pois a harmonia com o ambiente natural selvagem lhe concede autoconhecimento, vigor e garra.

No curso, a patrulha de guerreiros colocou-se em exercício de participação e colaboração mútua constantes. Para que o andamento do treinamento seguisse seu plano, todos tiveram tarefas a cumprir e deveres para a vida comum do grupo.

Sobrevivência em áreas remotas

Sobrevivência em áreas remotas

Sobrevivência em áreas remotas

Sobrevivência em áreas remotas

Sobrevivência em áreas remotas

Auxílio, respeito, trabalho em equipe, boa interação foram fundamentais para o pleno desenvolvimento do curso. Para que uma boa aventura aconteça é preciso, acima de tudo, “brincar”. Ou seja, aproveitar o que está sendo vivido, manter uma atmosfera bem-humorada e basear as relações em espírito de amizade. Assim, a moral não cessa. Não só o guerreiro sobrevive, mas o trabalho que através dele é destinado. O trabalho que sobrevive é a conquista que cada um retribui para o mundo.

Ter coragem e coração pelo que se faz, aliar-se em espírito de equipe, colaborar mutuamente, agir com comprometimento, respeito e responsabilidade, curtir a vida selvagem e preciosa, a maior dádiva divina, estas são lições que foram reacendidas, pois já estão há muito esquecidas pela sociedade. O contato com o mundo natural faz lembrar aquilo que é essencial, sem gastos ou exageros. A patrulha pôde ensaiar o que é a vida em comunidade e como podemos adquirir novas formas de construir a vida humana em comum, florescer relações saudáveis e reanimar pessoas confiantes da sua própria natureza.

Sobrevivência em áreas remotas

Sobrevivência em áreas remotas

Sobrevivência em áreas remotas

Sobrevivência em áreas remotas

Palavra do Instrutor:  “Parabéns aos guerreiros Adriano, Flademir, Celso e Gilvani, e à guerreira Agnes pela conclusão com excelente aproveitamento do primeiro Curso de Sobrevivência Avançado.”

Texto escrito pela aluna do curso Agnes Andreoli, psicóloga especializada em comportamento.