Praia do Cassino

A Praia do Cassino, considerada a maior do mundo em extensão, é um convite à aventura, para todos que possuem o ímpeto de colocar seus limites psicológicos e físicos à prova em um dos lugares mais inóspitos e isolados do litoral brasileiro.

Minha história com essa travessia da Praia do Cassino começou em 2015, quando após muito meditar para encontrar alguma travessia desafiadora e selvagem, me deparei com a Praia do Cassino. De lá para cá, durante pelo menos umas 3 ou 4 vezes, tentei colocar o meu plano em prática, não fazendo o tradicional trekking de 7 ou 8 dias, como é de praxe para a galera trilheira, mas em 4 dias de pedal auto-suficiente. Porém, sempre que separava uma data e me organizava para executar a travessia, os indicativos climáticos me diziam não, fosse por conta do vento ou da chuva. A coisa não andava. Não sei se é só comigo que acontece, mas às vezes, tem coisas que quanto mais quero fazer, as circunstâncias tanto mais me dizem que não! Eu realmente já estava meio injuriado com a situação de ter abortado ao menos três vezes ao longo de dois anos, e por conta disto, tinha definido que neste verão (2018-2019), eu faria a travessia com qualquer condição de clima, sozinho ou acompanhado, pois a coisa já estava virando uma lenda que assombrava meus pensamentos… kkkk

Praia do Cassino
“Eu sempre amei o deserto. A gente senta numa duna de areia. Não se vê nada. Não se sente nada. E no silêncio alguma coisa irradia.” O Pequeno Príncipe – Antoine de Saint-Exupéry

Como é de costume, organizei o roteiro, a logística necessária e após, lancei nas redes sociais um dos meus famosos “editais hiperativos” (cuidado se ler algum por aí, geralmente é convidando para entrar em alguma roubada). Não demorou muito, e logo arrumei a parceira do Marcelo e da Bruna que toparam, por conta e risco, a travessia de bike. Estava assim formada a trupe para o desafio.

O plano, como disse anteriormente, era percorrer toda a extensão da Praia do Cassino em quatro dias, iniciando a travessia nos molhes de Rio Grande, seguir no primeiro dia até o Farol Sarita, no segundo dia alcançar o Farol Albardão, no terceiro dia atravessar o Concheiro pernoitando no hotel abandonado e por fim, no quarto dia, chegar ao final da jornada nos molhes da barra do Chuí. Dividindo assim, os mais de 230 kms em quatro pernas para não ficar tão pesada a pedalada, mas como mostrarei a seguir, quase nada aconteceu como planejado.

O Primeiro Dia na Praia do Cassino:

Depois de viajar praticamente a noite toda, pois embarcamos na Rodoviária de Porto Alegre às 2:00 horas da madrugada, chegamos por volta das 7 horas da manhã na Rodoviária de Rio Grande.

Tão logo desembarcamos,  tratamos de iniciar a montagem das bikes e dos alforjes com todo equipamento, para poder então, tomar o rumo dos molhes de Rio Grande, o nosso ponto de partida. Ainda no caminho pra os molhes, fizemos uma rápida parada numa padaria para tomar um café para acordar de verdade antes de encarar o desafio.

Por volta das 9:30 horas, com o sol já querendo mostrar suas garras, e após um rápido passeio nos mais de 4 kms dos molhes de Rio Grande, colocamos as magrelas na areia e começamos nosso pedal do dia.

Praia do Cassino
Molhes de Rio Grande/RS – Brasil

Na medida em que pedalávamos para o sul, começamos a nos aproximar do Balneário Cassino, que no dia 3 de janeiro, com tempo bom, estava lotado de gente e carros na areia. Foi bastante chato e complicado sair daquele mar de gente, pois a areia estava solta, e não conseguimos dar um ritmo adequado já nos primeiros 15 kms. Mas na medida em que pedalávamos sob o olhar curioso dos banhistas, aos poucos a multidão foi ficando para trás, a quantidade de carros diminuindo e o sol subindo com força.

Embora o vento estivesse ao nosso favor, a areia da Praia do Cassino não estava muito convidativa para pedalar com as bikes carregadas, todavia não tínhamos outra escolha, era seguir em frente rumo ao sul, ainda que isso exigisse um esforço extra, que de certa forma, já era previsto.

Por volta do meio-dia, com o sol realmente muito forte, chegamos ao naufrágio do Navio Altair. Sem nenhuma sombra, e depois de uma noite quase sem dormir, o cansaço começou a dar as caras na turma e, enquanto bebíamos água, decidimos mudar o plano original, desistimos de chegar ao Farol Sarita. A ideia agora era procurar um local com alguma sombra para poder montar o nosso acampamento, almoçar, esfriar a cabeça do sol e descansar. Dos 65 kms, aproximados que deveríamos percorrer, rodamos apenas 28 kms, e no momento em que avistamos um pequeno bosque de pinheiros junto a um rancho de pesca, resolvemos ficar ali. Após pedirmos autorização para o dono do local, tratamos de montar nosso circo e relaxar, com direito a um bom banho de água doce numa pequena lagoa junto ao rancho de pesca. Foi um alivio e tanto.

A Praia do Cassino nos dava boas-vindas com muito sol, calor, vento empurrando e areia pesada.

Praia do Cassino
Navio Altair

Depois de jantar, fizemos mais uma reunião de cúpula onde ficou decidido que no segundo dia, levantaríamos antes do sol para poder render o máximo enquanto não estivesse tão quente, pois teríamos que compensar os quilômetros que faltaram do primeiro dia e chegar de qualquer maneira ao final do dia, no Farol Albardão, onde existe uma base permanente da Marinha do Brasil, na esperança de conseguir um pouso e nos reabastecer de água potável.

Praia do Cassino
Acampamento no rancho de pesca

Dados do dia:

Início do pedal: 9:30 horas

Final do pedal: 15:30 horas

Distância computada: 28 kms

Segundo Dia na Praia do Cassino:

Ainda escuro, o despertador tocou e de imediato, após uma boa noite de sono, tratamos de tomar um café da manhã bem reforçado, desmontar o acampamento e aproveitar a condição de vento N/NE que nos dava uma força.

Começamos a pedalar com um visual alucinante do sol nascendo na linha do mar. O astral da trupe estava muito bom, seguíamos pedalando na direção da imensidão que parecia não ter fim com a Praia do Cassino praticamente deserta, apenas jeepeiros  e caminhonetes 4×4 com pescadores, vez ou outra, quebravam a nossa solidão naquele deserto à beira mar.

Nosso ritmo inicialmente estava bom, e antes das nove horas da manhã, avistamos o Farol Sarita. Feita uma rápida parada para fotos e tomar um fôlego, seguimos em frente, com o sol começando a nos castigar e tendo que ter o cuidado de controlar o consumo de água que já estava começando preocupar.

Praia do Cassino
Refrescando o corpo durante uma das muitas paradas.

Seguindo em frente, sofrendo muito com a areia pesada e o calor, dando pequenas paradas a cada 50 minutos mais ou menos.  Por volta das 11:30, paramos num arroio para nos refrescar pois o calor estava muito forte. Meus lábios começaram a rachar por conta do sal e do sol, e a sede era infinita. Com pouco mais de duas horas e meia de pedal, avistamos no horizonte a estrutura do Farol Verga, desativado a algum tempo… com o sol nos torrando inclemente, a sede e a fome batendo, decidimos parar no Verga, e aproveitar a pequena sombra que ele fazia para descansar, comer algo, se reidratar com a pouca água que nos restava e por fim, esperar o sol dar uma baixada para só então retomar o pedal.

Ficamos cerca de 3 horas parados, onde deu para dar uma cochilada na modesta sombra do Verga e comer algo para reabastecer de energia para dar a tocada final. Faltavam ainda 30 kms aproximadamente para chegarmos no Albardão.

Praia do Cassino
Farol Verga

Com o cair da tarde e o sol mais ameno, seguimos em frente, na fé e na determinação de chegar no Albardão antes do pôr do sol, embora tivéssemos combinado que o importante era chegar lá, independente da hora que fosse, mesmo que para tanto, tivéssemos que pedalar na escuridão da noite.

Com pouco mais de uma hora, avistamos a estrutura imponente do Albardão no horizonte, ainda distante cerca de 10 kms. Avistar o farol nos renovou o ânimo, apesar do cansaço e da sede e, com mais uma hora pedalando, para nossa alegria, chegamos ao destino junto com o sol indo embora.

Fomos muito bem recebidos pelo sargento Moreno, que gentilmente, nos acolheu disponibilizando as instalações da cozinha, banheiro com ducha e um quarto para nossa trupe, ou seja, um verdadeiro Oasis no deserto para viajantes cansados e castigados pela dura jornada de mais de 12 horas de pedalada.

Praia do Cassino
Farol Albardão

Dados do dia:

Início do pedal: 6:45 horas

Final do pedal: 21:00 horas

Distância computada: 107 kms

Terceiro Dia na Praia do Cassino:

Era sabido por todos que este seria o dia mais difícil, pois deveríamos atravessar o famoso e temido Concheiro, que nada mais é do que um imenso trecho de praia onde a areia mistura-se com restos de conchas, formando assim, um terreno fofo e de difícil locomoção que pode variar entre 15 e 50 kms, dependendo das ações da maré e do vento que alteram o terreno.

Assim sendo, fizemos uso da mesma estratégia do dia anterior: acordar antes do sol, tomar um bom café da manhã e começar a pedalar antes do sol nascer. Além disto, ficou decidido que tentaríamos completar a travessia neste mesmo dia, sem parar no hotel abandonado para acampar pois, os indicativos climáticos apontavam que para o dia seguinte, entraria uma frente de vento Sul, e certamente isso seria um grande problema.

Por volta das 6:30 horas, com o dia amanhecendo e nos presenteando com um espetáculo de cores, e antes do sol começar a querer fazer churrasco da gente, começamos nossa jornada.

Praia do Cassino
Sol nascendo, um espetáculo diário.

Inicialmente conseguimos evoluir bem, mais uma vez com o vento favorável, mas após 20 kms a coisa começou a ficar bem complicada: O Concheiro apresentava suas armas.

Pedalar no Concheiro é algo muito complicado e desgastante. O esforço físico beirava o extremo. É uma sensação de se estar subindo uma montanha o tempo todo.

Na medida em que pedalávamos e que o tempo passava, com a temperatura aumentando e o cansaço acumulado dos dias anteriores se fazendo sentir de uma maneira absurda, não conseguíamos manter uma velocidade média normal para cicloturismo. Estávamos rodando com pouco mais de 8 kms/h, ou seja,  o dia se desenhava como uma verdadeira tortura.

A dificuldade extrema de pedalar nestas condições, fez com que aumentasse muito nosso consumo de água, e isto logo se tornou um problema que só não foi maior, por conta de estarmos na temporada de veraneio, e após rodar mais de 30 quilômetros, começamos a encontrar pescadores que na maioria das vezes nos davam água gelada para beber.

Avançávamos lentos e de certa forma, desanimados, pois o trecho do Concheiro, ao que pudemos observar, passava facilmente de 40 quilômetros, ou seja, muito mais do que os 15 ou 20 quilômetros que pretendíamos inocentemente encontrar.

Numa destas paradas para pedir água, já exaustos de tanto pedalar lentos e empurrar as bicicletas, encontramos a família da Rosana que estava ali pescando e curtindo a praia deserta. Pedimos água e começamos a conversar com a turma, explicando de onde estávamos vindo e onde deveríamos chegar… papo vem, papo vai, lá pelas tantas, fomos presenteados com a melhor coca-cola das nossas vidas, e não só isso, servida em taças! Não tive dúvida nenhuma, aquilo ali era um milagre! Imagine você, no deserto, já sem água, debaixo de um sol fortíssimo, e de repente, aparecem anjos com a coca-cola mais gelada e deliciosa que você já bebeu na sua vida… É ou não um pequeno milagre? Ficamos extremamente emocionados e agradecidos com aquele gesto da Rosana e sua família.

Praia do Cassino
A coca-cola do deserto.

Após uma despedida emocionada dos nossos anjos do deserto, seguimos em frente, ligeiramente renovados pela coca e pelo milagre.

Num misto de sobe e desce da bike, empurra e pedala, fomos seguindo lentos e cansados, sem conseguir melhorar a velocidade média. Eu fazia as contas nas minha cabeça, e vendo que faltavam apenas 40 quilômetros, distância facilmente superável em condições normais, mas ali, naquele terreno, demoraria pelo menos 6 ou 7 horas… duríssimo conduzir uma bike carregada naquelas condições. Com certeza, esse foi o momento mais difícil para todos na Praia do Cassino. Mais se empurrava  do que pedalava, mas mesmo assim, seguíamos em frente pois não existia um plano B naquela situação.

Depois de horas, de sofrimento, começamos a ver as primeiras casas e ranchos de pesca nas proximidades do Balneário Hermenegildo, e após conversar com a Bruna, decidimos que na primeira sombra que aparecesse, iríamos parar para descansar e esfriar o corpo, pois nossa moral e nossa dignidade tinham sumido…kkkk Creio que faltando uns 15 quilômetros para chegarmos no Hermenegildo, encontrei um casebre junto de uma duna que fazia uma pequena sombra. Sinalizei para a Bruna e tratamos de fugir do sol, já deveriam ser por volta das 16 horas. Ficamos prostrados ali, bebendo a pouca água e comendo balas de banana, na esperança de reunir energias para tocar em frente. Neste momento, fomos novamente ajudados, desta vez, por outro ciclista que estava fazendo o pedal na praia, mas sem carga e com sua esposa no carro de apoio. Infelizmente esqueci o nome deles, mas o fato é que ofereceram uma carona para nossos alforjes e nos deram frutas para comer! Assim, com essa força, conseguimos seguir em frente e alcançar, finalmente o Hermenegildo, onde tratamos logo de ir para um barzinho e tomar uma cerveja bem gelada para tentar restabelecer a nossa moral que caíra por terra, ou melhor, pela areia…kkk

Faltavam cerca de 12 kms até a barra do Chuí no entanto, nós já não tínhamos forças para seguir e além disto, o balneário estava lotado, dificultando pedalar na faixa de areia. Fim de linha.

Tratamos de encontrar uma casa para alugar por uma noite, para assim, poder tomar um bom banho, fazer um jantar reforçado e dormir numa cama. Sem muita demora, tudo estava resolvido e aquele sofrimento todo de mais de 12 horas de pedal, já fazia parte da história.

Seguindo para os molhes do Chuí – Dados do dia:

Início do pedal: 6:30 horas

Final do pedal: 18:45 horas

Distância computada: 72 kms

Quarto dia na Praia do Cassino:

Sem muita preocupação, aproveitamos para descansar depois do suplício que foi o pedal do dia anterior. Tomamos café em slow motion, lavamos roupas, revisamos e lubrificamos as bikes para finalizar os 12 kms restantes… Afinal quem poderia nos impedir de completar esse misero trecho, depois de tudo aquilo que passamos até então? Resposta: O vento sul, que jogou o mar direto na areia e fez a praia sumir de vez, tornando assim, impossível para qualquer veículo de rodas seguir por aquele caminho.

Praia do Cassino
Tomando o asfalto para chegar aos molhes do Chuí.

A decisão de chegar o mais perto possível do final, foi a nossa salvação pois se por algum motivo tivéssemos parado para acampar, certamente teríamos que ficar um dia parado por conta da maré e do vento. A praia estava fechada.

Num misto de decepção e alivio, decidimos seguir até a barra pelo asfalto e assim, completar a travessia, ainda que não 100% pela areia.

Praia do Cassino
Fim da linha: molhes do Chuí.

Cicloturismo selvagem Praia do Cassino – Missão cumprida

Recordando agora, tudo que passei, posso garantir que a Praia do Cassino, até aqui, foi a travessia mais difícil que eu já tive a oportunidade de fazer.

Por mais que se esteja preparado, as condições da praia são sempre uma incógnita, podendo ajudar ou dificultar muito as intenções daqueles que pretendem se arriscar por lá, mas sendo como for, é uma experiência única, extrema e necessária para aqueles que querem descobrir seus próprios limites físicos e psicológicos.

Praia do Cassino

Para finalizar quero agradecer de todo meu coração aos meus parceiros de pedal Bruna Fávaro e Marcelo Rudini, companhia que fez toda a diferença no perrengue e também à todos que nos ajudaram durante a jornada, com o pouso para descanso, uma fruta e as muitas garrafas d’água. Certamente sem essa turma toda, a coisa teria sido muito mais difícil.

“Se vai tentar, vá até o fim.” Charles Bukowski.

Barraca Hard Top

Em visita a Expo Motor Home 2017, que aconteceu nos dias 24 a 26 de novembro, nos pavilhões da Fenac em Novo Hamburgo/RS, visitamos os amigos da empresa Catarinense Blue Camping – Off Road. Em seu estande apresentaram suas linhas de barracas automotivas de maior tecnologia do país, trazendo o mais novo modelo conhecida como Barraca Hard Top.

Hard Top

Para você que tem o sonho de embarcar em um veículo e viajar pelos quatro cantos do mundo, a empresa possui o produto que pode ser do tamanho do seu sonho.

No ano de 2016, a empresa Blue Camping compareceu a Expo Motor Home e apresentaram 3 modelos de barraca de teto, sendo: Adventure, Expedition e Family, sendo que o modelo Expedition e Family possibilitam anexar alguns acessórios como toldos e outros acessórios, nas laterais do veículo, aumentando espaço, conforto e comodidade dos usuários. Conheça um pouco mais sobre a Barraca Family aqui em nosso site.

No ano de 2017 a Blue Camping nos trouxe mais uma novidade, a barraca Hard Top.
Uma barraca que comporta duas pessoas, acoplada ao rack de teto, perfeita para quem procura praticidade e versatilidade na hora da montagem/desmontagem.

Para armar a barraca Hard Top é bem fácil, basta soltar as presilhas que ela se abre automaticamente, isso só é possível graças ao sistema de 4 pistões a gás (pneumáticos), concentrados na parte interna da barraca.  Na hora de desmontar, basta baixar o teto da barraca pelas alças que ficam na parte externa do modelo, após é só encaixar a parte superior na inferior e fechar as presilhas.

Hard Top

Hard Top

Possui casco em fibra de vidro reforçada, tecido externo Rip-Stop Canvas em poli algodão 280g/m² na cor marrom e escada em alumínio anti-derrapante, todo o conjunto conta com a altura máxima de 2,3 metros, possuindo um sistema deslisante para reduzir seu tamanho, pois ela fica guardada dentro do Casco (Hard Top). A colocação da escada e remoção é feita por encaixe.

Hard Top

Possui amplo espaço interno, com dimensão de 2,14m x 1,25m x 1,25m . Possui lâmpada de Led, rede de teto para roupas e itens leves, e duas bolsas porta objetos nas laterais. Possui uma porta e três janelas, o que a torna bem arejada.

Seu tecido foi desenvolvido com tratamento contra raios UV, anti-mofo e anti-bolor. A barraca só se torna impermeável com as janelas e portas fechadas. A Hard Top já vem com colchão com capa removível e lavável, dois travesseiros com fronha.

Hard Top

Aberta a barraca atinge 2,14m x 1,25m x 29 cm, onde a mesma respeita a legislação que permite no máximo 30 cm de altura para o que é permitido levar em cima de um veiculo. o peso da Barraca Hard Top é de 65 Kg e ela suporta até 300 Kg.

Ideal para dormir em viagem com paradas curtas, pois não possui a opção de instalar avanços laterais, onde isso facilita  e torna ágil sua montagem e desmontagem, pode ser armada e desarmada em menos de cinco minutos por apenas uma pessoa, pois ela possui apenas quatro presilhas de metal.

Seu sistema de fácil encaixe e remoção da barraca com a concha, facilitando a sua remoção e limpeza. indiscutível padrão de qualidade, assegurado com 2 anos de garantia contra defeitos de fabricação.

Para outras informações acesse o site da empresa Blue Camping.

Virada Mágica

Tá com vontade de curtir o Reveillon de maneira diferente, então essas dicas são para você!

Hoje em dia a grande maioria das pessoas apenas quer que chegue o fim do ano para aproveitar o Reveillon a beira mar, com os amigos e familiares, caso você esteja procurando maneiras alternativas para aproveitar esse momento único, então continue lendo este texto.

Caso você esteja procurando lugares que são badalados e calmos ao mesmo tempo, temos o lugar perfeito para você! Você já deve ter ouvido falar das praias do estado de Santa Catarina – Brasil, elas são belas, com visual de tirar o fôlego, possui inúmeras opções de lazer, acomodações e alimentação.

Renove suas energias na Praia do Rosa, Praia Vermelha e Praia do Ouvidor, essas três em específico, tem tudo que você precisa para viver uma grande aventura de fim de ano.

Se você é o tipo de pessoa que adora curtir uma boa balada e quer conhecer muita gente nova, então você precisa conhecer a Virada Mágica, para entender do que estou falando, nada melhor que assistir tudo que rolou em 2017.

Virada Mágica 2017

Caso não seja bem isso que esteja procurando, temos outras opções muito divertidas para que você viva experiências incríveis e comece 2018 com muita energia.

Trilhe os caminhos da Praia do Rosa e Ouvidor e apaixone-se por este lugar, a trilha é de fácil acesso, qualquer pessoa pode realiza-lá, a trilha contempla paisagens únicas, na Praia Vermelha que se encontra entre a Praia do Rosa e Ouvidor o mar é azul esverdeado, contrasta com o verde da mata e as cores das flores, transformando essa aventura em uma viagem inesquecível. Achou interessante, então veja tudo que você precisa saber para trilhar esse caminho.

Além de fazer essa aventura incrível, separamos outras tantas que é possível fazer:

Antes do Reveillon, arrisque fazer coisas que nunca teve coragem de fazer até então! Que tal aprender a surfar com o capitão David? Segundo David, você aprenderá ou terá seu dinheiro de volta. Além do mais ele possui mais de 15 anos de experiência nessa atividade.

Contato: capitaodavidsurf@hotmail.com

Mar, lagoa e natureza intocada fazem parte das belezas da Praia do Rosa, além dessas duas atividades citadas acima, tem a possibilidade de praticar BodyBoard; Stand UP Paddle; Kitesurf; Paraglaider; Asa Delta; Mountain Bike; Trekking, Motocross; Jetsky; Mergulho; Cavalgadas.

Não podemos esquecer que não é só de balada e aventuras que vivem as pessoas, é preciso se hospedar de maneira confortável e alimentar-se bem. Para isso separamos um lugar muito especial chamado Fazenda do Rosa, para que você possa realmente passar uma virada de ano surpreendente.

Na Fazenda do Rosa você se sente como se estivesse em casa, é possível escolher o tipo de acomodação que irá ficar, podendo escolher entre três tipos de hospedagem, sendo as eco suítes, cabanas top e cabanas de praia. A vista desse lugar é incrivelmente linda, você merece contemplar momentos únicos.

Reveillon
Fonte: Fazenda do Rosa
Reveillon
Fonte: Fazenda do Rosa

Além de tudo isso você pode desfrutar de uma gastronomia saudável e preparada com muito amor e carinho pela equipe da Fazenda do Rosa.

Reveillon
Fonte: Fazenda do Rosa

A Praia do Rosa possui uma gastronomia variada, é possível encontrar tudo que você deseja lá. O que está esperando? Bora fazer as malas? E passar uma virada de ano mágica em uma das praias mais encantadoras do litoral sul do Brasil!

Desejamos a você um excelente fim de ano, que o Reveillon lhe traga muitas experiências incríveis e que o começo de 2018 venha com muita alegria e paz no seu coração.

Praia do Ouvidor

Entre as praias do Ouvidor e do Rosa Norte é possível vislumbrar-se com a Praia Vermelha, de beleza deslumbrante e incomparável.

O acesso à Praia Vermelha se dá por meio de trilha, não há estradas até a beira mar, por se tratar de uma praia particular. O trânsito de pedestres é livre. Há possibilidade de se chegar à Praia Vermelha pela trilha que começa na Praia do Rosa Norte ou pela Praia do Ouvidor.

Resolvemos fazer a trilha que inicia na Praia do Ouvidor, onde deixamos o veículo estacionado, considerando que moradores locais relataram que na praia do Rosa Norte estavam ocorrendo furtos de veículos.

Ouvidor

Logo no início da trilha que leva à Praia Vermelha você tem a possibilidade de se refrescar nas águas calmas e cristalinas de uma piscina natural. Claro que toda a atenção é válida com relação à maré e intensidade das ondas, para que não seja surpreendido por alguma onda gigante ao se banhar na piscina.

Ouvidor

Numa pequena fração da orla, antes de chegar nas rochas, as conchas cobrem a areia em grande parte, encontrando-se inúmeras delas quebradas, o que faz com que se tenha a impressão de que a areia é grossa, quando na realidade está misturada com fragmentos de conchas. Na parte rochosa observa-se a intensidade e violência das ondas gigantescas que batem nas pedras.

Ouvidor

Ouvidor

A trilha que segue daqui em diante é mais afastada do mar, pela parte de cima do morro, em meio a plantas de diversas variedades.

Neste caminho tem demarcações e placas indicativas, sem grandes aclives, o que a torna fácil a caminhada. No decorrer do trajeto passamos por passarelas de madeira, degraus que facilitavam as subidas, pedras posicionadas estrategicamente para ajudar na caminhada, inclusive parte da trilha é cimentada. A caminhada tem algumas ladeiras, mas nada excessivo, e existem inúmeras escadas.

Ouvidor

Ouvidor

Ouvidor

Ouvidor

A rica flora surpreende desde o início da trilha, pela sua diversidade. Encontram-se inúmeras espécies, desde as mais comuns até algumas raridades. Há preservação tanto da fauna como da flora, inclusive com placas chamando atenção para a necessidade de se respeitar a natureza presente no local. Existe constante preocupação em manter a praia limpa e, para colaborar com isso, as lixeiras se fazem presentes em todo o trecho da trilha.

Ouvidor

Após percorrer pela caminho, apreciando a exuberante natureza presente durante o percurso, chegamos à Praia Vermelha, de ondas fortes e um mar de um azul-esverdeado esplêndido e encantador. A praia tem aproximadamente 480 metros de extensão e uma beldade excepcional.

Ouvidor
Praia Vermelha/SC

Durante todo o caminho é imprescindível uma máquina fotográfica, pois você terá possibilidade de fazer belos registros, que lhe possibilitarão relembrar a magnitude dessa praia maravilhosa.

Para quem gosta de praias sem muito agito e fluxo de pessoas, aconselhamos uma visita à Praia Vermelha. Como a beira-mar não tem salva-vidas, deve o banhista ser prudente e ter cuidado ao mergulhar, principalmente nas proximidades das pedras onde há uma concentração de ondas fortes.

Como se trata de uma trilha leve e fácil poderá ser feita de chinelo, porém o uso de tênis provavelmente será mais confortável. O que não pode faltar é a garrafa de água (1 litro por pessoa aproximadamente) e, com certeza, o protetor solar.

Ouvidor

Cascata da Barrinha

No trajeto de Urubici a Bom Jardim da Serra, pela SC-390, logo após o portal de entrada da cidade, às margens da rodovia, há a Cascata da Barrinha. No caminho existem placas indicativas deste atrativo natural.

A Cascata da Barrinha fica abaixo do nível da estrada, podendo ser acessada por uma escadaria, próximo ao pórtico de Bom Jardim da Serra/SC, no local também tem estacionamento. É possível estacionar na Churrascaria da Cascata alguns metros adiante.

Na churrascaria é possível fazer aquela parada estratégica, pois este local é praticamente o meio do caminho entre a cidade de Bom Jardim da Serra e a deslumbrante Serra do Rio do Rastro/SC.

Neste local podemos ainda apreciar alimentações regionais, desde carnes e produtos coloniais e ainda aproveitar a bela vista da Cascata da Barrinha.

O rio que forma a Cascata da Barrinha origina-se de um afluente do Rio Pelotas, formando em sua base uma piscina natural com água limpa e cristalina, geralmente gelada.

O acesso pela escadaria até a queda d’ água é livre, sem cobrança de valores, podendo o visitante permanecer no local pelo período que quiser. Levar água e lanche e passar algum tempo apreciando a beleza da cascata é uma boa opção de parada para aqueles que percorrem este caminho. Os amantes de fotografia poderão fazer belos registros fotográficos da grandiosidade dessa cascata.

Cascata da Barrinha

Cascata da Barrinha

A parte superior da cascata pode ser acessada pela parte de trás da churrascaria que fica no mesmo terreno, bastando descer por um gramado nas laterais do estabelecimento.

Na nossa viagem de Urubici a Bom Jardim da Serra/SC resolvemos parar para conhecer a Cascata da Barrinha e, certamente, não nos arrependemos, pois o lugar tem seus encantos. Isso prova que nem sempre precisamos nos deslocar para longe, às vezes basta despendemos algum tempo para vivermos bons momentos em meio à natureza.

Explore as estradas da Serra Catarinense

Entre as cidades de Bom Jardim da Serra e Lauro Müller, a rodovia SC-390 passa pela Serra do Rio do Rastro, que é um dos cartões-postais de Santa Catarina.

Essa bela estrada está dentro de uma área de preservação ambiental, tem 256 curvas e mais de 8km de extensão, a uma altitude de 1421 metros acima do nível do mar. No ponto de cima da serra há um mirante que proporciona ao visitante uma visão panorâmica, possibilitando vislumbrar a dimensão e as curvas da rodovia. Entre o mirante e o pé da serra são 705 metros de altura.

O mirante do topo da serra é parada obrigatória para quem quer se encantar com a vista dessa serra maravilhosa. No local há placas indicando que não se deve ultrapassar o muro para evitar acidentes como quedas do penhasco. Embora algumas pessoas subam no muro para ter uma vista melhor e efetuar registros fotográficos, isso não é indicado, pois uma vertigem pode ter consequências  desastrosas.

Serra Catarinense

Ao descer pela rodovia há vários outros mirantes que também proporcionam uma visão espetacular da bela paisagem; Tanto as paradas, como o próprio percurso devem ser feitos com cautela, devido ao fluxo dos veículos e curvas bem fechadas.

Serra Catarinense

No trajeto, além da vista deslumbrante, pode-se apreciar a cascata da Serra do Rio do Rastro, bem como uma fauna diversificada, sendo possível ver macacos, quatis, tamanduás, vacas e tatus. Vale destacar que no mirante do topo encontramos dois tamanduás bem sociáveis, porém não se deve alimentá-los pois são animais silvestres.

Serra Catarinense

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Nos caminhos da Cachoeira da Neve

No dia 21 de novembro fomos conhecer a Cachoeira da Neve e a Cachoeira das Araucárias, que ficam distantes cerca de 4 quilômetros do centro da cidade de Urubici/SC. As Cachoeiras ficam no Sítio do Arroio do Engenho, propriedade do Sr. Hélio. O acesso é por estrada de terra e não tem sinalização indicando o nome das Cachoeiras.

Ao chegar no sítio fomos recebidos pelo proprietário que nos explicou sobre as trilhas e nos ofereceu água da fonte para enchermos nossas garrafas. A propriedade é administrada pelo Sr. Hélio e seu filho, que atualmente contam com a ajuda de um funcionário.

Para ter acesso às trilhas é cobrado o valor de R$10,00 por pessoa. No local há estrutura de camping, com banheiros e chuveiros. Caso queira acampar dentro do sítio é cobrado o valor de R$30,00 por pessoa. Também há uma cabana disponível para locação.

Na parte superior do camping inicia a Trilha do Bugio que leva até a Cachoeira da Neve, com extensão de cerca de 700 metros. A trilha é de nível fácil, bem demarcada e de beleza exuberante. Em dias de chuva será necessário um pouco de cuidado, pois as pedras podem ficar escorregadias.

Cachoeira da Neve
Trilha da Cachoeira da Neve
Cachoeira da Neve
Belezas naturais na trilha da Cachoeira da Neve
Cachoeira da Neve
Belezas naturais na trilha da Cachoeira da Neve

A preservação ambiental do local é visível em todos os aspectos. Durante todo o trajeto é possível apreciar uma flora diversificada, principalmente xaxins. Existem xaxins gigantescos que devem ter várias décadas, destacando-se um xaxim centenário.

Cachoeira da Neve
Belezas naturais na trilha da Cachoeira da Neve
Cachoeira da Neve
Xaxim centenário

Em alguns pontos da trilha é necessário fazer travessias por pontes feitas de madeira, o que nos permite apreciar o local de outro ângulo.

Cachoeira da Neve
Belezas naturais na trilha da Cachoeira da Neve

Após algum tempo de caminhada pela trilha, apreciando o belo local, chegamos à Cachoeira da Neve, que no dia estava com pouca água por ter chovido pouco nos últimos dias. O fato de não ter água em abundância não tira a beleza deste local.

A Cachoeira da Neve tem 85 metros de altura e recebeu esse nome porque enquanto a água cai e é dispersada pelo vento, ela desse como gotículas de água, que em baixas temperaturas, congelam e caem como neve. Como as temperaturas em novembro são altas, infelizmente, não foi possível apreciar esse fenômeno.

Cachoeira da Neve
Na base da Cachoeira da Neve
Cachoeira da Neve
Cachoeira da Neve por outros ângulos

Quem optar por seguir o passeio pode fazer a Trilha do Quati, esta segue adiante da Cachoeira da Neve e leva até a Cascata das Araucárias. Essa trilha não é tão demarcada, havendo necessidade de se passar por pedras, mas nada muito difícil. São só 135 metros até se chegar à Cachoeira das Araucárias, que faz jus ao nome, pois no seu topo existem duas lindas araucárias.

Cachoeira da Neve
Cachoeira das Araucárias

Urubici é uma cidade serrana do estado de Santa Catarina, possui inúmeras cascatas e cachoeiras, porém nem todas são acessíveis ao público, porque estão localizadas dentro de propriedades particulares.

Quem visitar Urubici, e que goste de fazer trilhas e apreciar a natureza, não se arrependerá de incluir no seu roteiro a visita ao Sítio do Arroio do Engenho.

El Calafate

Cheguei em El Calafate no dia 19 de outubro de 2017, a primeira vista pensei, agora chequei realmente no fim do mundo, pois o aeroporto da cidade encontra-se um tanto longe, não consegui ao menos ver a cidade, percorrendo a estrada até o centro da cidade a paisagem é árida, sem muitas belezas, ao chegar em El Calafate fiquei surpreso com a arquitetura das casas e estabelecimentos comercias, a maioria das construções são de madeira, construídas a mão de um jeito um tanto minimalista.

El Calafate é uma cidadezinha de aproximadamente 20.000 habitantes que fica as margens do Lago Argentino, a cidade é toda voltada para o turismo, na avenida Libertador você encontra todas as agencias de turismo, lojas de equipamentos de aventuras, loja de suvenirs e artesanatos.

El Calafate

El Calafate

As agências de turismo possuem uma boa cartilha de pacotes, que te levam a conhecer o famoso Glaciar Perito Moreno, fazer cavalgadas, conhecer as estâncias, fazer trilhas ou trekking no Glaciar, passeios a cavalo, andar de barco pelos glaciares, enfrentar o medo de altura em uma tirolesa de 2.500 metros de distância ou até mesmo fazer uma aventura de 4×4 até o Parque Nacional Torres del Paine no Chile.

Caso você queira fazer todas estas aventuras citadas a cima separe um dia para cada aventura, pois os passeios saem do centro de El Calafate, a grande maioria destes passeios começam logo que amanhece e retorna a cidade ao anoitecer.

O primeiro passeio que fiz na cidade de El Calafate foi a pé, queria explorar a cidadezinha passo a passo, interagindo com seu povo e descobrindo por conta própria seus atrativos. O lugar escolhido foi a Reserva Ecológica Laguna Nimes que ficava a cerca de 4 quilômetros de distância do Hotel fazenda Kau Yatun onde estava hospedado, nesta reserva é possível contemplar duas lagunas, sendo a Nimes e a Laguna Negra, caso você for no inverno é possível patinar sobre o gelo, pois as duas lagunas ficam totalmente congeladas.

El Calafate

Na cidade existem boas opções de alimentação, mas são muita caras, as refeições na cidade de El Calafate podem custar R$ 50,00 até R$ 150,00 reais por refeição em estabelecimentos, então vá com bastante dinheiro, na maioria dos estabelecimentos são aceitos Dólares Americanos ou Pesos Argentinos, sendo que se você pagar em Dólar o seu troco será em Pesos, então fique esperto na hora de pagar o que consumiu, sempre pegue o ticket como comprovante, pois os argentinos podem cobrar você novamente em poucos minutos. kkk

O segundo dia na cidade de El Calafate, fomos conhecer o famoso Glaciar Perito Moreno, passear de barco pelo Rio Rico e contemplar a beleza do Glaciar por outro ângulo. Veja tudo que aconteceu nessa aventura, clique aqui.

Viajando de gol 1.0 pela América do Sul

Viajando de gol 1.0 pela América do Sul, escrito por nosso amigo Lucas Macalister, é a prova real que você não precisa muito para fazer aquela viagem dos seus sonhos, basta apenas ter vontade e realmente sair da sua zona de conforto.

Em dezembro de 2015 Lucas e mais dois amigos: Anderson Kovalski  e  Evandro Vogel realizaram um sonho, fazer uma Road Trip (viagem de carro) pela América do Sul, veja abaixo o seu relato de viagem.

Saímos de Novo Hamburgo/RS – Brasil a bordo de um Gol 1.0 com o objetivo de conhecer a maior quantidade de lugares em 30 dias, gastando o mínimo possível, os dias que parávamos para dormir eram na maioria das vezes em campings, postos de combustíveis e até mesmo em um lugar qualquer no meio do nada, foram poucas vezes que nos hospedamos de fato, cozinhávamos a nossa própria comida durante a viagem.

gol 1.0 pela América do Sul
Roteiro da Viagem

A viagem se tornou uma experiência bem roots, viajávamos como se fossemos caminhoneiros, falando em caminhoneiros, inúmeros deles nos ajudaram, ficamos sem gasolina em meio a Patagônia, os novos amigos caminhoneiros nos doaram querosene para colocar no carro 😂 no qual conseguimos rodar cerca de 30 quilômetros até o próximo posto.

Ushuaia na Argentina foi uma experiência incrível, aqueles picos nevados, o sol lá se põe às 22 horas e nasce por volta das 4:30 da manhã, estes são momentos únicos.

gol 1.0 pela América do Sul
Ushuaia/Argentina
gol 1.0 pela América do Sul
Ushuaia/Argentina

El Chaltén na Argentina, capital nacional do Trekking ficamos em um hostel na qual estava com lotação máxima e conseguimos lugar para acampar no pátio, a noite fomos socializar com o pessoal ao lado de uma lareira tomando um chimarrão, juntamente ali com o pessoal havia um cachorro Buldogue, este ficava o tempo todo querendo carinho, na parte de dentro estava quentinho, no lado de fora era muito frio. Ali também tinha um pessoal preparando os equipamentos para escalar no dia seguinte e um outro grupo cantando e tocando violão ao redor de uma fogueira.

gol 1.0 pela América do Sul
El Chaltén/Argentina
gol 1.0 pela América do Sul
El Chaltén/Argentina
gol 1.0 pela América do Sul
El Chaltén/Argentina

Saímos de El Chaltén com destino a Torres del Paine no Chile, lugar mais lindo de toda a viagem, lugar de trilhas com as melhores paisagens que já vi, lugar que acredito ser o mais indispensável para conhecer na Patagônia.

gol 1.0 pela América do Sul
Torres del Paine/Chile
gol 1.0 pela América do Sul
Torres del Paine/Chile
gol 1.0 pela América do Sul
Torres del Paine/Chile

Passamos por diversos lugares no caminho, estradas com paisagens magnificas, Bariloche linda demais. No dia 30 de dezembro vimos que daria pra passar o ano novo em Santiago no Chile, lembro que chegamos na Aduana Argentina/Chile pelas 18 horas e estava fechado, só pela manhã abriria, então acampamos ao pé do Vulcão Lanín, ao lado de um lago repleto de peixes e vários coelhos em volta das barracas. No dia seguinte levantamos atrasados, depois de nos ajeitar seguimos viagem rumo a Santiago.

Chegamos por volta das 23 horas no centro da cidade, não conhecíamos nada, diversas ruas bloqueadas por causa do ano novo até que um guarda viu que estávamos perdidos, abriu o bloqueio e deixou a gente estacionar perto da praça que teria os shows de fogos, o ano novo foi incrível, conhecemos muita gente e fizemos várias festas juntos pela cidade. Nos dias seguintes conhecemos a capital, Vinã del Mar e Valparaiso.

Era hora de partir para o Deserto do Atacama, chegamos em San Pedro de Atacama parecíamos que estávamos em Marte, lugar com uma geologia estranha, o deserto mais alto do mundo, clima seco, dias com calor de 40°C graus e noites com frio de 5°C graus, por falar em noite, lá é onde você verá o céu mais estrelado possível e é o lugar onde tem o a maior rede de telescópios do mundo, o ALMA. Encontramos um camping muito esquisito, parecia que estávamos num alojamento do exército no Iraque 😂, conhecemos pessoas de várias partes do mundo. O próximo destino era Cuzco no Peru.

gol 1.0 pela América do Sul
Deserto do Atacama/Chile
gol 1.0 pela América do Sul
Deserto do Atacama/Chile

Viajar de carro pelo peru é demais, campos e montanhas e vilarejos, uma imensidão de verdes e azuis, estar em Cuzco te deixa com um sentimento espiritual muito bom, sei lá, não sei explicar, a capital do império inca te insere num contexto cultural incrível. Numa certa noite resolvemos ir numa balada aos redores da Plaza de Armas no Centro Histórico de Cuzco, chegando lá encontrei um amigo da minha primeira viagem ao Peru, Welington Silva que estava com um grupo de brasileiros, no dia estava frio e deixamos nossos casacos em uma mesa junto com dois demais do grupo, quando decidimos ir embora nossos casacos aviam sumidos e com a chave do carro dentro😂 . Foi onde começou o desespero, não encontrávamos um chaveiro para nos ajudar, depois de dois dias com a ajuda do Harry Corrimayta, um amigo e proprietário do hostel que estávamos hospedados, conseguimos um chaveiro para fazer uma chave codificada.

gol 1.0 pela América do Sul
Cuzco/Peru
gol 1.0 pela América do Sul
Cuzco/Peru

Saindo de Cuzco com boas e mas lembranças a próxima parada foi o Lago Titicaca em Puno/Peru, lago navegável mais alto do mundo, onde o povo Uros vive até hoje em ilhas artificiais feitas de capim. Depois de conhecer bem o local o próximo destino era a Bolívia, na manhã de começar a viagem novamente pegamos nossas bagagens e colocamos no carro que estava estacionado em frente ao hostel, uma rua movimentada cheia de comerciantes na rua e andamos a pé até uma padaria para comprarmos nosso café da manhã, demoramos 10 minutos e no retorno começou o desespero parte 2, arrombaram nosso carro e roubaram nossas compras, notebook, um ipad e duas câmeras que eram uma @gopro e uma @nikon profissional com todas as fotos da trip que já eram milhares de fotos e vídeos dos mais de 20 dias percorridos.

Com todo o ocorrido ficamos desanimados, perdemos um dia na delegacia. Lá conhecemos inúmeras pessoas  que também haviam sido roubados, dentre eles estavam um casal de brasileiros, uma família de colombianos e um cara chamado Libardo Martinez estava fazendo uma viagem parecida, ele tinha passado pelo Salar de Uyuni na qual seria o nosso próximos destinos e nos falou que as condições das estradas até la eram péssimas e a partir daquele momento decidimos encerrar a viagem. Percorremos alguns locais da Bolívia sendo: a capital La Paz, Cochabamba e Santa Cruz de La Sierra, até chegarmos finalmente no Brasil em Corumbá no Mato Grosso do Sul e comer aquele Xis tudo para comemorar que havíamos conseguido sair da Bolívia depois de ter que pagar diversas propinas para que os policiais corruptos nos deixassem prosseguir para casa.

gol 1.0 pela América do Sul
Corumbá/Brasil

Fiz esse resumo da viagem para ficar guardado o que vivenciamos, foram 30 dias de viagem, mais de 18 mil quilômetros de muitos perrengues, mas não me arrependo de nenhum dia, conhecemos algumas das paisagens mais lindas que já havia visto.

Devido ao roubo de quase todas nossas fotos, restam restaram apenas recordações. Agradeço a os meus amigos de viagem que me aguentaram viajar junto com “poucas” brigas e também as pessoas que nos ajudaram pelo caminho. Desejo que este post inspire algumas pessoas a viajar, que mostre que não precisa o melhor carro, ser rico, ser formado, estar casado… para poder viajar.

“Existe um mito de que tempo é dinheiro. Na realidade, tempo é mais precioso que dinheiro. É um recurso não renovável. Uma vez que você o gasta, e se você o usou mal, ele se foi para sempre.” Neil Fiore.

*as fotos postadas são as poucas que conseguimos salvar em nossos celulares.

Conheça as trilhas da Terra do Fogo

Começamos o passeio pelo Parque Nacional Terra do Fogo no dia 17 de Outubro de 2017, nele pudemos contemplar alguns dos atrativos mais importantes do parque.

O Parque Nacional Terra do fogo possui uma área de aproximadamente 63.000 hectares e é banhado pelo Canal de Beagle, localiza-se a 12 quilômetros afastado da cidade de Ushuaia, sendo que apenas está disponível para uso público cerca de 3% de toda a área, nesta pequena parte que pudemos conhecer estão alguns dos atrativos mais importantes e belos do parque.

Atividades permitidas dentro do Parque Nacional Terra do Fogo:

Terra do Fogo

Dentro do parque está disponível quatro áreas de camping selvagem, sendo que em todos existem áreas já delimitadas para fazer a comida, é recomendável que você use seu fogareiro, caso não tenha esse equipamento, é possível fazer um pequeno fogo apenas para cozinhar seus alimentos.

Localização dos campings:

Camping 1 localiza-se ao lado do Rio Pipo;

Camping 2 localiza-se perto da Bahia Ensenada Zaratiegui;

Camping 3  e 4 localiza-se perto do Rio Lapataia.

Caso queira explorar o parque a pé, existe quatro caminhos demarcados para que você contemple da melhor forma possível toda a beleza desse enorme atrativo. Abaixo listamos alguns caminhos já demarcados e permitidos.

Caminho Pampa Alta

Neste caminho você percorre cerca de 4,9 quilômetros onde é possível contemplar o ponto panorâmico, o Canal de Beagle e o vale do Rio Pipo, o trecho começa perto da Bahia Ensenada, percorrendo um caminho até o Camping 1 do Rio Pipo.

Dificuldade: Média

Duração: Uma hora até o ponto Panorâmico

Caminho Costera 

Caminhada de 8 quilômetros pela costa marinha, cruzando florestas de Guindo e  Canelo, acesso pela Ensenada ou na junção do Lago Roca na Ruta 3.

Dificuldade: Média

Duração: Quatro Horas

Caminho Hito XXIV

Caminhada com cerca de 7 quilômetros pela margem do Rio Roca até  o limite internacional entre Argentina/Chile.

Dificuldade: Média

Duração: 3 horas ida e volta

Cerro Guanaco

Do alto do cume Guanaco é possível apreciar uma maravilhosa vista da Cordilheira Fueguina e suas turferas. É acessado pelo caminho Hito XXIV, depois de atravessar o Guanaco há um desvio sinalizado na direita. Toda a rota é em acessão por encostas íngremes, toda a trilha tem 8 quilômetros no total.

Dificuldade: Alta

Duração: 8 horas ida e volta

Caminhadas no setor de Lapataia

Terra do Fogo

Passeio na Ilha

Uma trilha com aproximadamente 600 metros de distância pelo Arquipélago Cormorantes, passando pelas margens do Rio Lapataia e Ovando. Boa oportunidade de observar aves aquáticas.

Dificuldade: Baixa

Laguna Negra

Trilha de aproximadamente 950 metros de distância, onde é possível ver uma Turfa em formação.

Dificuldade: Baixa

Mirador Lapataia

Um caminho de aproximadamente 1 quilômetro que leva ao Turbal, podendo ser uma boa alternativa para acessar a Bahia Lapataia, transitando por um bosque de Lenga.

Del Turbal

Circuito alternativo para a Ruta 3 e acessa a Bahia Lapataia. É possível observar antigas moradias de castores rodeados de Turfas. Se conecta com o caminho que leva a castorera.

Distância: 2 km

Dificuldade: Baixa

Castorera

Com distância de 400 metros ida e volta a reserva de Castores, é possível acessar pela Ruta 3 e rastrear o caminho dos castores pelo lado direito, vendo assim o impacto causado por esta espécie exótica.

Dificuldade: Baixa

Caminho de la Baliza

Caminho com 1,5 quilômetros de ida e volta, onde é possível ver um farol, localizado no limite da reserva natural, podendo ver também uma Castorera ativa.

Dificuldade: Baixa

Na nossa visita ao Parque Nacional Terra do Fogo, contemplamos inúmeras paisagens, sendo de montanhas geladas, trilhas em meio a bosques verdejantes, caminhamos também pelas passarelas da Bahia Lapataia que possuem uma vista de tirar o fôlego e percorremos no passeio de 40 minutos aproximadamente no Trem do Fim do Mundo.

Abaixo você poderá ver as nossas melhores fotos desse atrativo turístico tão magnífico de Ushuaia.

Terra do Fogo
Estação do Trem do Fim do Mundo – Ferrocarril Austral
Terra do Fogo
Laguna Verde

Terra do Fogo

Terra do Fogo
Bahia Lapataia
Terra do Fogo
Bahia Lapataia
Terra do Fogo
Bahia Lapataia – Puerto Arias
Terra do Fogo
Senda del Mirador
Terra do Fogo
Trem do Fim do Mundo