Casa da Árvore na cidade de Sério!

Na 8ª Etapa e Final do Circuito Trilhas & Montanhas 2019 que ocorreu no último sábado (dia 09) na cidade de Sério, eu e o Eduardo precisavamos ficar hospedados na cidade em razão da longa viagem que seria ir e voltar do local no mesmo dia.

Conversando com o Luis Leandro Grassel (Diretor Geral do Circuito Trilhas & Montanhas), ele nos indicou a Pousada Buona Notte. Entramos em contato com o Henrique (proprietário da pousada) e ele nos informou que o local estava com lotação máxima para o dia.

Já estávamos cogitando ir e voltar no mesmo dia de Sério. Mas lembrei que conhecia a Secretária de Turismo da cidade, Srta.Carla Ferri e ela poderia nos indicar algum outro local. Entrei em contato com a mesma e expliquei a nossa situação, sempre muito prestativa e atenciosa, ela disse que daria um jeito de encontrar um local para ficarmos.

No dia seguinte ela retornou meu contato, dizendo que conversando com o Sr. Paulinho Aroldi (Vice Prefeito de Sério) haviam encontrado um local para ficarmos. A Casa da Árvore localizada no Recanto dos Lagos, interior do município de Sério estaria a nossa disposição pós prova.

Casa da Árvore – Créditos: Recanto dos Lagos

Na semana do evento conversando com o Sr. Paulinho e acertando os últimos detalhes para nossa estadia na Casa da Árvore, ficamos encantados com toda a prestatividade e atenção, do mesmo. Atendimento que nos conquistou desde o primeiro contato!

Passada a corrida, a premiação, os agradecimentos, as despedidas e tudo mais, que uma final de Circuito Trilhas & Montanhas proporciona. Só queríamos chegar na Casa da Árvore para podermos descansar.

A casa fica distante cerca de 6 quilômetros do centro da cidade. Localizada no Recanto dos Lagos, junto à propriedade da Família Aroldi na Linha Paredão no interior do município de Sério.

Chegando ao local guiados pelo Sr. Paulinho, fomos presenteados com uma belíssima visão da Casa da Árvore ao anoitecer!

Casa da Árvore – Créditos: Recanto dos Lagos

Paulinho nos contou que a Casa da Árvore começou a ser construída em 2018 e o objetivo inicial da mesma, era ser um local para a família Aroldi passar os finais de semana. Com o passar do tempo notaram que outras pessoas demonstravam interesse em se hospedar nela.

Por isso, a mesma esta passando por pequenas reformas e ajustes no momento. Para a partir de dezembro começar a receber os primeiros hóspedes. Ou seja, nós (eu e o Eduardo) fomos os primeiros “hóspedes oficiais” da Casa da Árvore!

Casa da Árvore – Créditos: Jasmine Benato

A Casa acomoda perfeitamente um casal com as seguintes comodidades: TV a cabo, aquecimento central, wi-fi, água quente, roupas de cama e banho. Além disso a mesma possui mini cozinha, banheiro, cama queen, salinha super confortável e uma ampla varanda; ali se pode relaxar e apreciar o visual da exuberante natureza local de um ponto de vista privilegiado – é uma experiência única!

Casa da Árvore, visual da varanda – Créditos: Recanto dos Lagos

Dentro da charmosa e rústica estrutura de madeira estão instalações confortáveis e equipadas! Além disso a propriedade da Família Aroldi, permite que seus hóspedes façam a colheita de pessêgos, bananas, laranjas…e pitayas (dependendo da época do ano). É possível ainda fazer a pesca de peixes no grande açude em frente a Casa da Árvore e degustá-lo no almoço e/ou jantar.

Casa da Árvore, plantação de Pitayas da Família Aroldi – Créditos: Recanto dos Lagos
Casa da Árvore, peixes criados no açude da Família Aroldi – Créditos: Recanto dos Lagos

Além de uma opção bem inusitada de hospedagem, a Casa da Árvore também pode surgir como um lugar bem bacana para passar um tempinho longe da vida corrida das cidades. É como ter um local de paz para curtir a natureza em sua forma mais pura – e se sentir totalmente integrado a ela.

No domingo de manhã antes de partirmos rumo à Veranópolis, Sr. Paulinho Aroldi fez questão de vir conversar conosco, contar sobre as próximas novidades na Casa da Árvore, expor sua opinião sobre o turismo na região de Sério…Duas horinhas de conversa, que passaram voando!

Obrigada pela troca de conhecimento, pela receptividade e principalmente pela acolhida Sr. Paulinho Aroldi, Srta. Carla Ferri e Sr. Ivanor Girardi. Certamente voltaremos para a Casa da Árvore em breve!

Tarifário e locação da Casa da Árvore podem ser obtidos através dos telefones:

Ivanor Girardi – (51) 99595-7212

Paulinho Aroldi – (51) 99302-1322

Créditos: Clic Run

8ª Etapa e Final do Circuito Trilhas & Montanhas 2019.

No último sábado (dia 09) pelo sexto ano consecutivo, a cidade de Sério recebeu uma etapa do Circuito Trilhas & Montanhas. A 8ª Etapa do CTM – Trilhas Serra dos Vales teve percursos de 5, 10 e 23 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas; e contou com a participação de mais de 600 atletas de diversas cidades do Rio Grande do Sul.

CAMPEÕES DA 8ª ETAPA DO CTM, FORAM:

DISTÂNCIA LONGA

Daiane Dias – Equipe Born Gym – 02h27min

Gabriel Kretschmer – Equipe TeM – 02h07min

DISTÂNCIA MÉDIA

Daiane Deolinda – Equipe Teutorunners – 01h03min

Rogério Andretta – Equipe Danivist – 47min22seg

DISTÂNCIA CURTA

Manuela Onzi – Equipe Hermelu Runners – 27min33seg

Italo da Silva Sanhudo – Equipe Team Mignot – 22min07seg

*Classificação completa, disponível em: https://www.3ctiming.com.br/28/resultado

Sério é um pequeno e simpático município pertencente ao Vale do Taquari, intitulado como a “Serra do Vale” por situar-se na parte alta do vale. Emancipado da cidade de Lajeado em 1992 e distante cerca de 160 quilômetros de Porto Alegre; o pequeno município é o lugar ideal para quem procura contato mais próximo com a natureza.

Créditos: Prefeitura Municipal de Sério

A pouco mais de 650 metros do nível do mar, o município possui uma geografia montanhosa, diversos arroios, cachoeiras e muitas trilhas; elementos importantes para a prática do Ecoturismo.

TRILHAS SERRA DOS VALES…

Ano passado no final de maio Sério recebeu a 3ª Etapa do CTM, em um final de semana atípico, onde a greve nacional dos caminhoneiros e a consequente falta de combustível em diversos municípios, fez com que diversos atletas não comparecessem ao evento.

Lembro que eu e o Jullyander, “arriscamos” ir na etapa mesmo tendo mais de 300 quilômetros de viagem (ida e volta). Porém…nos perdemos no caminho, fizemos quilômetros à mais, chegamos em Sério faltando poucos minutos para a largada, passamos mal durante a corrida…mas no final “sobrevivemos” e deu tudo certo! rs

Créditos: Clic Run

Esse ano Jullyander, meu parceiro de treinos e algumas provas não fez o Circuito Trilhas & Montanhas e em razão de compromissos profissionais não quis viver novamente todas as emoções de Sério! – risos.

Mas…tem uma pessoa super especial e importante em minha vida, que desde meados de 2016 (meu início no trail running) me acompanha em praticamente todas as competições e tem que me “aturar” pós prova, contando fascinada todos os “melhores momentos” da corrida. E olhem, que sempre tem muitos!

Momentos antes do primeiro treino do Eduardo, aqui nas trilhas e montanhas de Veranópolis!

Com o passar do tempo notei que o Eduardo começou a demonstrar mais interesse pelos meus relatos e consequentemente pelo trail. Então…resolvi convidá-lo (à alguns meses atrás) para correr a distância curta em Sério. E adivinhem? Ele aceitou! Acho que foi por medo de me perder – brincadeira!

Resolvi abrir mão de ser a Campeã do CTM Distância Longa (Categoria 23 – 27 anos) para correr com ele os cinco quilômetros. É muito amor, né?!

A PROVA…

Eu estava mais ansiosa pela estreia do Eduardo no CTM do que ele mesmo. Como alguns amigos falaram, eu não sabia se ia dar “briga ou casamento”! – risos.

No primeiro quilômetro impusemos um ritmo forte e quem puxava era eu. Mas, logo após a primeira longa subida notei que essa ideia não iria dar certo…Resolvi deixar ele ditar o ritmo, e foi a melhor escolha que poderia ter feito.

Créditos: Anelise Leite / Clic Run

Ele foi cauteloso nas descidas, apreciou e curtiu as trilhas e para a minha surpresa AMOU as subidas. Foi emocionante vê-lo escalando os metros finais da prova, com postura e ritmo constante. Alguns corredores que estavam perto de nós diziam “Tá bonito de ver esse ritmo […]”. Ahhh…que orgulho!

Ao cruzar a linha de chegada, toda a emoção e euforia que ele vê em mim desde 2016 ao final de cada prova (trail), eu vi nele! O olho marejado de emoção pela estreia, o sorriso largo pelo desafio cumprido…e a frase “Que máximo! Foi fantástico […]”. Tudo indica que temos um novo corredor adentrando no Circuito Trilhas & Montanhas 2020, né?!

PÓS PROVA…

O Ginásio Municipal de Sério e arredores estavam lotados de corredores(as) e familiares que festejavam suas conquistas em mais um grandioso ano de Circuito Trilhas & Montanhas.

Conquistas essas, muitas vezes sem sentido para alguns, mas que nos enchem de alegria, satisfação e orgulho de nós mesmos, afinal, só quem calçou os nossos tênis sabe os trechos que passamos, as subidas que enfrentamos, apenas quem vestiu nossa camisa, sabe o suor que derramamos e chegar ao final de mais um ano de CTM é algo indescrítivel, por isso muitas vezes me emociono fazendo os relatos das etapas.

Imagino que as vezes os relatos pareçam fantasiados demais, principalmente para quem não corre e assim não entende tais sentimentos, mas se duvida de tudo isso, se desafie a cruzar uma linha de chegada do Circuito Trilhas & Montanhas 2020, superando desafios pessoais e alcançando coisas jamais imaginadas e então me diga qual foi a sensação no final.

CIRCUITO TRILHAS & MONTANHAS 2019…

Após 8 etapas, 8 grandes desafios, que ocorreram (respectivamente) nas cidades de: Maquiné, Farroupilha, Arroio do Meio, Igrejinha, Carlos Barbosa, Nova Roma do Sul, Tupandi e Sério. Chegou ao fim o Circuito Trilhas & Montanhas 2019.

O evento contou com uma média de 750 inscritos em cada etapa, certamente o maior evento de corrida em trilhas e montanhas do Rio Grande do Sul. Um Campeonato que é focado no fomento e na promoção da modalidade esportiva de corrida em trilhas e montanhas no Rio Grande do Sul.

“Tivemos juntamente com o Circuito Trilhas & Montanhas, o ranking CTM com a soma de pontos através das classificações nas 8 etapas. Foi algo muito importante, que deu estrutura as corridas em trilhas do RS em nível de competição/performance. Foram 275 premiados no ranking CTM 2019, que foram classificados até o 10º na Geral (Distâncias: curta, média e longa) e até o 5º nas faixas etárias (Distâncias: curta, média e longa).” destaca Luis Leandro Grassel, Diretor Geral do Circuito Trilhas & Montanhas.

OS GRANDES CAMPEÕES DO RANKING CTM 2019, FORAM:

DISTÂNCIA LONGA

Daiane Dias – Equipe Born Run – 217 pontos

Sidimar Pimentel Saraiva – Equipe TeM – 207 pontos

DISTÂNCIA MÉDIA

Caciane Lucia Zonatto – Equipe Night Runners Gravatái – 217 pontos

Cleito Maraga – Equipe BTR Trail Runners – 203 pontos

DISTÂNCIA CURTA

Camila Backes – Equipe Teutorunners – 218 pontos

Anderson Boll – Equipe Body e Mind – 211 pontos

AGRADECIMENTOS…

Nesta 8ª edição do CTM, foram diversas as prefeituras, entidades, empresas e pessoas que trabalharam para a promoção e realização das etapas. A todas elas nosso muito obrigada!

Mas não podemos deixar de fazer um agradecimento especial aos nosso “invisíveis e incansáveis trabalhadores” do CTM 2019. São eles:

Créditos: Sérgio Gutheil / Clic Run

Equipe L&E Eventos Marketing Esportivo: Luis Leandro Grassel, Graziela Olszewski, Cristiano Saurin, Dieferson Umbelina, Duda Pires, João Paulo Wildner Medina, Leonardo Berger, Leonardo Wink, Luis Felipe Soder, Patrícia Molz, Sara Dias, Victória Rocha. Grandioso time! Responsável pelos percursos e sinalização; organização e entrega dos kits e premiações; staffs…e muito mais!

Enfermagem: Magda Chagas e equipe. Eles que cuidaram de dezenas de atletas durante todas as etapas, com as suas “poções mágicas” e todo seu conhecimento.

Créditos: Sérgio Gutheil / Clic Run

Youmovin: Ivano Vargas e Luciana Coimbra. Foram responsáveis por todo o processo de inscrições do Circuito!

3cTiming Cronometragem Eletronica: Clávison Zapelini e Clésia Mendes Zapelini. Eles vieram lá de Santa Catarina e ficaram responsáveis pela classificação e ranking do CTM.

RP Sonorizações: Raphael e Patrícia. Responsáveis pelas fantásticas trilhas sonoras de cada etapa, que agitaram a galera.

ClicRun: Anelise Leite, Sérgo Gutheil, Alex Viana, Catiucha Rehbein, Daniela Souza, João Pedro Pedroso, Jon Hesse, Jonas Nunes, Lilian Martins, Muriel Plautz e Taís Zanotieli.  Essa galera é o máximo, eles ficaram durante horas e horas no sol, calor, chuva, barro…para registrar os nossos melhores momentos.

Créditos: Sérgio Gutheil / Clic Run

Baú do Esporte: Alex Sousa Vaz, Patrícia Zurchimitten Vaz (Casal Baú), Jaqueline Ribeiro e Daiana Nunes. Equipe querida por todos, sempre com os melhores produtos de vestuário, calçados…para os atletas.

100Fôlego: Nédson Ferretto Meira. Quem não conhece ele?! Cara gente finíssima com vídeos cheios de histórias e curiosidades de cada etapa.

Correndo com Andre Assessoria Esportiva: Andre Silva. Sempre filmando as etapas, motivando a galera, voltando pra dar força pros amigos!

Créditos: Sérgio Gutheil / Clic Run

Trekking RS: Jasmine Benato. Essa sou eu (risos) convocada pelo Luis para ser a Editora do CTM lá em 2017. Ao final de cada etapa contei um pouquinho do que passamos pelos percursos. Das superações, conquistas, amizades…

Hoje, com mais de oito anos à frente da L&E Eventos – Esporte e Natureza, Luís Leandro Grassel (Diretor Geral do Circuito Trilhas & Montanhas) destaca a importância de terem sido pioneiro na realização de eventos esportivos de corridas em trilhas e montanhas no Estado e verem nos dias atuais que os vários eventos, grupos de corrida e principalmente o grande número de pessoas que correm Trail Run, vieram de seu fomento e difusão da modalidade esportiva.

Créditos: Clic Run / Taís Zanotieli

“O Circuito 2019, nasceu como Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas & Montanhas – CGCTM 2019 (2ª Edição) e a partir da terceira etapa, modificamos e voltamos ao nome Circuito Trilhas & Montanhas que já era marca e o nome de origem desde 2012.” destaca Luis Leandro Grassel.

Vale ressaltar que essa modificação ocorreu em função do surgimento de um novo Campeonato Gaúcho de trail running , esse homologado pela Federação de Atletismo do Estado do Rio Grande do Sul – FAERGS. Em respeito a formalidade deste novo Campeonato, Luis resolveu fazer a modificação do nome para não ter conflito de nomes e marcas, perante os corredores do RS.

A história da Root Rider TV!

Quem é do mundo do Mountain Bike e já participou de alguma edição do Desafio dos Rochas, certamente já ficou ansioso aguardando o Release Oficial do evento da produtora Root Rider TV.

Release Oficial Desafio dos Rochas 2017 / Créditos: Root Rider TV

Foi ali no Desafio dos Rochas de alguns anos atrás que conheci o videomaker Daniel Rischbieter, proprietário da Root Rider TV. Ele é natural de Floripa e atualmente mora em Blumenau, com mais de 14 anos de experiência profissional na área audiovisual, já realizou trabalhos para a ESPN Brasil, Boulder Creek (UK), Bike Channel (IT); além das marcas: Oakley, Explore Canada, Quebec Original, Shimano, Soul Cycles, Cannondale, Specialized, Audax, Niner Bikes, ASW, Free Force…entre outras.

INÍCIO DA CARREIRA

O áudio visual sempre teve uma grande importância na vida de Daniel. Seja buscando descobrir novas bandas, novos estilos musicais ou esperando um novo vídeo de bike sair na internet durante a sua adolescência.

Root Rider TV
Créditos: Rogério Ximiti

“Basicamente começei minha carreira em 2005 com a vinda da World Cup de Mountain Bike para o Brasil. A etapa aconteceu em Balneário Camboriú, fui com amigos para assistir a prova e levei minha máquina fotográfica que também fazia vídeos. Ao final do evento editei um vídeo de melhores momentos, teve uma repercussão muito boa e até consegui vender umas cópias!” brinca Daniel, que a partir desse evento nunca mais parou de investir em novos equipamentos e consequentemente se inseriu no mercado do mountain bike.

CRESCIMENTO PROFISSIONAL

Nesses 14 anos de experiência profissional na Root Rider TV, Daniel já cobriu World Cup e Mundiais de MTB. Viajando para diversos países como África do Sul, Andorra, Escócia, Espanha, Itália…, Portugal e Canadá. Inclusive foi na produção da web série Brazilians Across Quebec em 2016, no Canadá que ele viveu uma de suas melhores experiências profissionais.

“Gravei a Brazilians ao lado dos meus amigos Jonatha Junge e Nataniel Giacomozzi. Foi uma grande oportunidade que ganhamos, desenvolver um trabalho de promoção do turismo de inverno no Quebec usando a bike como tema principal.”

Teaser Brazilians Across Quebec 2016 / Créditos: Root Rider TV

Usando Fat Bikes, que basicamente são bicicletas com pneus especiais para andar na neve, exploraram vários roteiros de aventura, incluindo a travessia de um lago congelado de 32 quilômetros e as emoções do primeiro Campeonato de Dual Slamom para bike na neve.

“Também tivemos uma experiência muito marcante com lobos selvagens. Uma vivência conduzida com guias claro, mas em que podíamos ficar cara a cara com esses lobos e até tocá-los, inesquecível! Acho que poder viver coisas que nunca imaginamos, pela primeira vez aliados com a hipnotizante imensidão branca do Quebec, com certeza foi algo muito marcante!” relembra Daniel.

Atualmente, Daniel trabalha produzindo conteúdo para empresas do ramo do ciclismo. Ele faz cobertura de provas e eventos de Mountain Bike, mas também já captou eventos de corrida como, Mizuno UpHill Marathon e Ultra Trail Run.

Root Rider TV
Créditos: Rodrigo Philipps

CONSUMO DE CONTEÚDO

Hoje em dia a forma como as pessoas consomem conteúdo se modificou. E a popularização dos vídeos, juntamente com o surgimento de plataformas que facilitam a sua distribuição, só contribuiu para isso.

Segundo Daniel, a internet teve um papel fundamental, principalmente na velocidade que a informação é propagada hoje em dia. Não esquecendo a democratização do acesso aos equipamentos de foto e vídeo!

“Com certeza o surgimento de linhas de consumidores profissionais no mercado de câmeras de vídeo teve um papel importante, encorajando pessoas que não necessariamente estivessem no ramo a se aventurar e desenvolver seu próprio caminho.

Qualquer negócio independente do seu tamanho passou a ter acesso a grandes plataformas de mídia digital e atingir milhares de pessoas. Isso gerou uma grande demanda de conteúdo, porém muitas vezes vemos ações desconexas e isoladas, justamente por não haverem profissionais preparados.” explica o vídeomaker.

MAS AFINAL, O QUE FAZ UM VÍDEOMAKER?

O trabalho desse profissional faz parte de todas as etapas do processo de criação de um vídeo, e não somente das filmagens. De forma resumida e precisa, as principais etapas deste processo consistem basicamente em:

Pré-produçãoTem como finalidade o planejamento de todo o projeto.
ProduçãoÉ a parte prática de se criar um vídeo.
Pós-produçãoEdição e finalização do vídeo.

Atualmente, o vídeo tem sido o formato mais usado pelas empresas para divulgar seus produtos; compartilhar conteúdos. E, principalmente, interagir com seus consumidores.

Na maioria dos casos Daniel realiza todas as etapas de um determinado projeto, isso significa uma carga de trabalho imensa. “Muitas vezes pode ser frustrante e cansativo, porém é extremamente desafiador e positivo saber desenvolver cada etapa do processo. Sinto que isso me puxa a pensar em várias esferas diferentes e me torna um profissional mais completo!”

Vale destacar, que independentemente de sua área de atuação, buscar aprofundar cada vez mais os seus conhecimentos específicos é fundamental para que você se torne mais competente e seguro das suas habilidades.

Como o vídeomaker Daniel finaliza, “hoje em dia não importa mais que câmera você tem e sim que ideias você possui!”

Root Rider TV

Conteúdo Outdoor

Atualmente, Root Rider TV trabalha produzindo conteúdo para empresas do ramo do ciclismo. Ele faz cobertura de provas e eventos de Mountain Bike, mas também já captou eventos de corrida como, Mizuno UpHill Marathon e Ultra Trail Run.

6ª etapa circuito trilhas e montanhas.

6ª Etapa do Circuito Trilhas & Montanhas

Nova Roma do Sul é um pequeno e aconchegante munícipio da Serra Gaúcha, localizado a cerca de 160Km de Porto Alegre. Cercado por paisagens cênicas é o destino ideal para estar em harmonia com a natureza, conhecer o estilo de vida serrano e curtir a gastronomia típica dos imigrantes Italianos, Poloneses e Suecos.

A cidade recebeu pelo terceiro ano consecutivo o Circuito Trilhas & Montanhas. No último sábado (dia 7) ocorreu a 6ª Etapa do CTM – Trilhas de Nova Roma, a prova teve percursos de 7,12 e 22 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas; e reuniu mais de 700 atletas de diversas cidades do Rio Grande do Sul.

Os grandes campeões foram:

DISTÂNCIA LONGA:

Fabrícia Barnart Magalhães – Equipe: Time T & M – Tempo: 02h47min

Sidimar Pimentel Saraiva – Equipe: Time T & M – Tempo: 02h12min

DISTÂNCIA MÉDIA:

Caciane Lucia Zonatto – Equipe: Night Runners Gravataí – Tempo: 01h28min

Evandro Audibert – Equipe: Km Livre – Tempo: 01h07min

DISTÂNCIA CURTA:

Camila Backes – Equipe: Teutorunners – Tempo: 41min

Lucio Alencar – Equipe: Vidativa – Tempo: 35min

Classificação completa disponível no site da 3c Timing Cronometragem.

Tenho um carinho especial por Nova Roma do Sul, minha cidade vizinha e desde meados de 2010 meu “quintal” para treinos, passeios e, é claro muita diversão.

E falando em diversão…foi no início de 2012 que resolvi me aventurar no rafting do Eco Parque Cia Aventura e como guia do meu bote tive o Odair Paravisi, também conhecido por Grilo. Desde então nos tornamos grandes amigos e no final de 2017 no I Trilhas de Nova Roma, tive a honra de vê-lo estrear no CTM e se sagrar o grande campeão da prova na distância longa. Detalhe, era sua estreia no trail running também!

Créditos: Fabiana Borella – I Trilhas de Nova Roma (28/10/2017)

Tenho uma admiração, carinho e respeito, enormes pelo Odair. Ele se doou demais nesta 6ª Etapa do CTM, juntamente com os amigos Evandro Maciak, Samir Piola, Fabiano Borella e demais integrantes da equipe Respire.

“Esse ano está sendo o mais difícil da minha vida no esporte, fora das provas e treinos por lesão desde a 1ª Etapa do Circuito Trilhas & Montanhas em Maquiné. Tá sendo bem difícil…essa prova me salvou, não entrei em depressão pois concentrei meu pensamento no firme objetivo de dar a todos um grande percurso, de ver todos felizes na nossa cidade, […]” relata emocionado Odair.

O percurso desta prova começou a ser planejado pelo Odair, Evandro, Samir, Fabiano e cia ainda no final da etapa de Nova Roma do Sul do ano passado. Foi uma ano intenso para eles, afinal um evento deste padrão não se constrói da noite para o dia.

São trilhas para serem abertas (muitas vezes à facão) e mantidas, autorização dos proprietários das terras, segurança nos pontos mais perigosos do percurso, aprovação do Luís (Coordenador Geral do Circuito Trilhas & Montanhas) e mais diversos requisitos!

A prova (em minha opinião) foi a melhor do Circuito Trilhas & Montanhas 2019, até o momento. Um percurso extremamente técnico; rico em trilhas, montanhas, riachos, cascatas…paisagens exuberantes e pouquíssimas estradas. Uma prova que me conquistou do início ao final, e já explico o por que…

Clima ameno e chuva fraca na largada, poucos metros de corrida e já estavamos adentrando em trilhas. Ultrapassei e fui ultrapassada por alguns atletas logo após a primeira trilha e em seguida formei um trio com a Salete Parise e Márcio Reis. Seguimos juntos “escalando” as montanhas, “esquiando” as trilhas, “comprando” alguns terrenos e principalmente nos divertindo!

Créditos: Mário Reis

Chegando nos paredões de acesso à Cascata Filtro dos Sonhos (trecho mais técnico do percurso), fiquei maravilhada com a beleza do local e pensei comigo mesma ‘Vou guardar esse lugar com muito carinho em minha memória, pois fotográfo não terá aqui’! Engano meu…descendo mais alguns metros de trilha em meio à pedras, galhos e água me deparo com a Ane sentada em uma encosta em meio aos paredões, registrando e eternizando aquele momento de tamanha beleza e superação.

Créditos: Anelise Leite / Clic Run

Alguns metros mais abaixo visualizo um enfermeiro da Equipe Magda Chagas atento a possíveis acidentes e o Odair Paravisi. Que emoção encontra-lo por lá…registramos o momento e segui a trilha dizendo diversas vezes “Que percurso espetacular, Grilo (Odair Paravisi)! Que prova sensacional! Parabéns!”

Créditos: Anelise Leite / Clic Run

Concluimos a trilha da Cascata e iniciamos a temida subida do vale do Rio da Prata, dessa fez o Márcio Reis que puxava o trio. Chegando ao topo da montanha fomos presenteados com mais um lindo visual e o Sérgio Gutheil registrando aquele momento.

Créditos: Sérgio Gutheil / Clic Run

Mais alguns quilômetros de trilhas e montanhas, e estávamos no Eco Parque Cia Aventura. Passando por lá, o Júlio (proprietário do Parque) me reconheceu e gritou “Boraaaa Mine…que os teus pedais eram mais difíceis do que isso!”, confesso que na hora até senti saudades dos pedais! (risos)

Mais trilhas, mais riachos, mais “compras” de terreno, mais puladas de cerca e mata-burros e finalmente….cruzei a linha de chegada de uma das melhores corridas que já participei!

Aguardando a premiação eu só ouvia atletas e amigos elogiando o percurso e o evento no geral. Aquele clima gostoso, sabe? De amizade, camaradagem, união e alegria que só o CTM proporciona ao final de cada etapa!

Chegado o momento da minha premiação, o Luis teve a brilhante ideia de chamar o Eduardo (meu namorado) para me entregar o trofeú e já o intimou para um “futuro pedido”! – risos. Impossível finalizar melhor essa corrida!

Parabéns à todos os atletas que se desafiaram na 6ª Etapa do Circuito Trilhas & Montanhas, independentemente da distância!

Parabéns também às equipes: L & E Eventos, Magda Chagas Enfermagem, 3C Timing Cronometragem, RP Sonorização, Youmovin, Clic Run, Loja Baú do Esporte; que fazem o CTM acontecer!

Agora é se preparar para as duas últimas etapas que ocorrem no dia 12 de outubro em Tupandi e 09 de novembro em Sério.

Cobertura online – Ciclotrekking

ao vivo

Cobertura Online – CicloTrekking

 

Olá galera aqui quem fala com vocês é Luís H. Fritsch, estou aqui para relatar os últimos acontecimentos sobre a viagem do Edson Maia / Ciclotrekking.

#3 Podcast – Ciclotrekking

#2 Podcast – Ciclotrekking

Itinerário Ciclotrekking

A viagem começou exatamente no dia 12 de Outubro de 2019, saindo da cidade de Porto Alegre às 6:00 horas da manhã com destino a Rio Grande/RS via ônibus, o Edson desembarcou às 11:00 horas e por volta do 12:00 hs já começou a pedalada.

Neste primeiro trecho Edson percorreu cerca de 75 km com tempo nublado, com pouco vento mas as condições meteorológicas mostravam chuva à frente, conforme ia pedalando via alguns relâmpagos no horizonte, decidiu que iria parar para montar acampamento, mas como não havia um ponto bom de parada continuou sua pedalada até mais ou menos 17:00 hs da tarde, onde encontrou um local bom para fazer um acampamento selvagem em uma área ao lado da rodovia entre as cidades de Rio Grande e Santa Vitória do Palmar/RS.

Primeiro acampamento selvagem – Ciclotrekking

Depois de armar a barraca e organizar os equipamentos começou a chover forte, ventou também e relampejou estendendo assim por toda a noite, Edson relata que foi uma primeira noite complicada.

Na manhã do dia 13 de Outubro o dia amanheceu nublado, depois de desmontar a barraca e organizar os equipamentos, Edson seguiu viagem, neste dia ele atravessou a Reserva Ecológica do Taim (principal reserva do Rio Grande do Sul) percorrendo muitos quilômetros pedalando com chuva forte.

Ciclotrekking – Pra lá do Fim do Mundo

Neste mesmo dia Edson pedalou algumas horas a noite, pois não encontrava um local apropriado para montar o acampamento, lembrou que à frente havia uma boa parada e seguiu pedalando até onde continha um posto de combustíveis e um posto policial abandonado.

Chegou por volta de 20:00 hs da noite totalizando um percurso de 98 km, no posto de combustíveis tomou um banho quente e dali seguiu até o posto policial abandonado para montar acampamento, dentro desse posto policial o Edson decidiu fazer apenas um bivak, estendeu o isolante térmico e o saco de dormir e quando passou desodorante, dali em diante começou o primeiro grande perrengue da viagem.

“Ao passar desodorante apareceu umas 10 (dez) abelhas no local, não sabendo se ali continha mais abelhas, entrou para dentro do saco de dormir fugindo das abelhas e quando se deu conta havia entrado duas em seu saco de dormir, depois de tomar duas ferroadas conseguiu matar essas duas abelhas. Edson relembra que ouvia barulho fora do saco de dormir, decidiu então que iria dormir sem fazer o jantar”.

Na manhã seguinte acordou dia 14 de Outubro de 2019, saiu do saco de dormir e percebeu que todas as abelhas estavam mortas, por sorte dele havia feito frio a noite isso teria matado as abelhas.

Depois de ter ajeitado todos os equipamentos, seguiu viagem percorrendo 85 km com ventos laterais que o empurravam para fora da rodovia, chegou na Barra do Chuy por volta 17:00 horas e logo encontrou um camping estruturado chamado Route 66.

Fonte: Onde Acampar
Camping Route 66

Hoje dia 17 de Outubro de 2019, Edson está completando 3 (três) dias de descanso no camping Route 66, pretendendo sair amanhã dia 18 de Outubro de 2019 com destino à cidade de La Coronilla, depois Punta del Diabo.

Até o presente momento estas são as últimas informações que temos aqui sobre o Ciclotrekking, até o próximo post!

Acompanhe também o CicloTrekking nas mídias sociais via Instagram e Facebook.

Faltando alguns dias para começar a expedição Ciclotrekking – Pra lá do Fim do Mundo, Edson Maia fala o motivo de sua expedição e nos conta um pouco dos trajetos que irá percorrer até chegar ao extremo sul da América do Sul. Ouça o primeiro podcast dessa aventura e comente!

#1 Podcast – Ciclotrekking

A data já está marcada, o Ciclotrekking – Pra lá do fim do mundo começará oficialmente no dia 12 de Outubro de 2019.

Edson Maia de maneira solo e autossuficiente irá percorrer o cone Sul da América do Sul em uma viagem dividida em três etapas.

Começará pelo Rio Grande do Sul (cidade de Chuí ou Cassino, em Rio Grande), passa por toda a extensão do litoral uruguaio até chegar na cidade de Buenos Aires, onde seguirá de ônibus até Bariloche.

A segunda etapa da viagem intenta explorar alguns dos principais pontos de aventura na Patagônia Chilena e Argentina, tendo como ponto mais extremo da expedição a Isla Navarino, no Chile.

Após cruzar por lancha o Canal de Beagle e chegar em Ushuaia, inicia-se o terceiro trecho da viagem, que tem o Norte como rumo, percorrendo assim o desértico trecho da costa litorânea da Patagônia Argentina e posteriormente o retorno ao Brasil.

Além da cicloviagem em si, várias atividades de trekking e hiking nos principais parques nacionais  serão feitas durante a jornada, tanto no Chile como na Argentina.

Confira o projeto completo online Ciclotrekking, clicando aqui!

Perfil do aventureiro

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Foto: Arquivo pessoal

Edson Maia tem 49 anos e é natural da cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Amante da natureza e entusiasta das práticas ao ar livre, é colunista deste portal e influencer da rede colaborativa AventureBox, onde periodicamente gera conteúdos de mídia relacionados com atividades outdoors tais como: Montanhismo, trekking, hiking, acampamentos e ciclismo. Respeita e acredita no poder transformador da natureza, atendendo sempre às regras do Mínimo Impacto em ambientes naturais, em qualquer que seja a atividade.

Agradecimentos

Não podemos deixar de agradecer as nossos patrocinadores e apoiadores: Filipe Flop, Poli Marcas e Patentes, Trekking RS, AventureBox, Solo Outdoor e Travel e Patos do Sul, sem eles não seria possível realizar esse sonho.

online Ciclotrekking

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Curso de condutor nos Aparados da Serra

Nos dias 3,4,5,6 e 7 de Abril/2019 acompanhamos o curso Competências mínimas de Condutor para turismo de aventura no Parque Nacional de Aparados da Serra, ministrado pelo diretor Josemar Contesini.

Josemar Contesini, 45 anos, paulista dos Aparados da Serra e de Cambará do Sul – RS. Atuante como operador de ecoturismo e atividades de aventura. Consultor e Assessor das NBRs ISOs da ABNT de Ecoturismo e Turismo de Aventura. Instrutor, avaliador e condutor de Rafting da International Rafting Federation. Coordenador operacional na Empresa Aparados da Serra Adventure.

Josemar Contesini - Aparados da Serra

O curso tem como principal objetivo capacitar os participantes para a prestação de serviço nas atividades de Condutor de Turismo de Aventura, nivelar o conhecimento técnico, melhorar a qualidade e segurança dos serviços prestados, disseminar as boas práticas e estimular o interesse na aplicação dos requisitos da norma, preparando os participantes para futura certificação da conformidade ABNT NBR 15285 – Líderes de Ecoturismo e Turismo de Aventura – competências Mínimas de Condutor e Turismo de Aventura – Competência pessoal.

Com carga horária de 80 horas, o curso é realizado em sistema de imersão e metodologia da Educação Experiencial ao ar livre (aprendendo na prática)

Caso você tenha interesse em buscar essa capacitação no ramo do Turismo de Aventura, deixei aqui o contato direto com o Diretor do curso Josemar Contesini – (54) 9 9984-5766 para mais informações.

Curso Aparados da Serra

O curso começou na manhã do dia 3 de abril, o dia estava um pouco nublado, mas já mostrava sinais que iria abrir sol, o local escolhido para a primeira parte do curso foi dentro de uma área protegida pelo Parque Nacional dos Aparados da Serra, o local continha algumas cabanas e estrutura como água, luz e acomodações. Os participantes podiam escolher dormir dentro das cabanas ou em suas barracas.

Curso Aparados da Serra
Alunos no Aparados da Serra

Além do Diretor do Curso Josemar Contesini, havia mais 2 instrutores, sendo eles: Evandro Clunc e Théo Vieira Larratéa. O time de instrutores davam vida ao curso, fazendo com que os participantes se integrassem mais com o curso em si e com atividades propostas. Havia também no apoio para esse curso nós do site Trekking RS e a produtora Cine Travel.

A primeira parte do curso 1º e 2º dia continha aulas teóricas/práticas sobre inúmeros assuntos, desde o planejamento das atividades, logística, normas técnicas e boas práticas, o grupo participante era de aproximadamente 30 pessoas, para que o curso funcionasse da melhor maneira o Josemar dividiu a turma em quatro equipes de 5 pessoas, cada equipe teria uma função específica no andamento do curso.

Equipes formadas:

  • Equipe 1 – Responsável pela alimentação geral do curso;
  • Equipe 2 – Responsável pelos equipamentos gerais;
  • Equipe 3 – Responsável pelo bem estar de todos os participantes do curso;
  • Equipe 4 – Responsável pela limpeza e organização das áreas do curso.
Equipe de cozinha

Dentro do curso de Competências mínimas de Condutor de Turismo de Aventura, havia a possibilidade de conquistar também a certificação do Leave No Trace.

Leave no Trace na tradução livre significa “não deixar rastro”, isto é um manual de boas práticas que visa minimizar os efeitos da ação humana em parques, reservas, trilhas e outros locais da rotina outdoor.

Abaixo citamos os itens inclusos no livro Leave no Trace

  1. Planeje com antecedência e prepara-se;
  2. Caminhe e acampe em superfícies duradouras;
  3. Correto descarte de resíduos;
  4. Deixe o que encontrou;
  5. Minimize o impacto por fogueiras;
  6. Respeite a vida selvagem;
  7. Respeite os outros visitantes.
Leave no Trace - Aparados da Serra

Um dos assuntos abordados na aula do Leave no Trace, foi o “Shit Tube”, que nada mais é que um banheiro particular, onde cada pessoa deve levar junto consigo durante as trilhas. Em alguns parques no Brasil já é obrigatório o uso desse equipamento.

Todos as aulas teóricas e práticas tinham como objetivo facilitar a construção de uma das tarefas mais importante do curso, aquela que iria garantir a certificação dos participantes.

A tarefa dada era, montar uma travessia de trekking, com duração de dois dias, para um grupo de 35 pessoas, o local escolhido pelos instrutores era a borda norte do Cânion Fortaleza.

Para quem não conhece muito sobre a região dos Aparados da Serra, a borda norte do Cânion fortaleza é totalmente selvagem, por vias convencionais não é possível transitar nestas áreas ou fazer qualquer outro tipo de atividade, para que fosse possível o diretor do curso Josemar, conseguiu uma autorização especial com o ICMBIO, para que pudesse realizar a travessia durante os dias do curso.

As equipes formadas precisavam trabalhar em conjunto, para que todas as tarefas fossem cumpridas de acordo com o grau de exigência dos instrutores.

Grupo Aparados da Serra

Além da grande tarefa de realizar uma travessia de trekking em um local totalmente desconhecido pelos participantes, ainda havia muitas tarefas para serem realizadas individualmente por cada participante.

“Enquanto os participantes do curso se empenhavam ao máximo para cumprir as tarefas eu do site Trekking RS e o Lucas da empresa Cine Travel fazíamos nosso trabalho. Nós estávamos ali no apoio para relatar a experiência do curso, eu através de textos e imagens e o Lucas através de gravações para um filme que vai se chamar Trekking na Terra dos Cânions, ganhador do Concurso Interativo do Festival de Cinema de Gramado como Categoria Documentário de Turismo, que será lançado em breve no Youtube, fique de olho!”

Veja o teaser Trekking Terra dos Cânions

No final do segundo dia do curso, o grupo geral teve aulas teóricas e práticas de orientação e navegação através de bússola e cartas topográficas, o processo de aprender a se localizar já é complicado, imagine ter que guiar um grupo grande. Não é uma tarefa fácil!

Sunset Aparados da Serra
Barracas Naturehike
Céu estrelado nos Aparados da Serra

No terceiro dia, levantamos cedo a equipe responsável pela cozinha já preparava o café da manhã, as outras equipes já organizavam os materiais e equipamentos que seriam usados na expedição.

Por volta das 9:00 horas da manhã o transporte chegou, embarcamos nos veículos, que nos levou até o ponto de partida da expedição de trekking. Ao chegar, descarregamos todas as mochilas, a equipe responsável pelo planejamento explicou como seria o percurso, também foi acordado que a cada tanto tempo a equipe guiaria seria alterada, dessa forma todos os cursantes conseguiriam orientar um grande do grupo e aprender na prática esses ensinamentos.

Expedição pela borda Norte do Cânion Fortaleza

Alunos Aparados da Serra

Começamos a caminhar por uma estrada de terra que aos poucos some no meio dos campos de altitude, seguimos por meio destes até a borda do Cânion Fortaleza.

A primeira parada foi incrível, pois tínhamos a maravilhosa vista da Cascata do Tigre Preto em sua totalidade, atrativo esse que mede mais de 200 metros de altura, as águas cristalinas despencam pelos paredões do cânion até chegar no rio abaixo. A cascata é formada por inúmeras quedas ao longo de seus centenas de metros, uma vista majestosa, um privilégio estar ali contemplando aquela imensidão natural dentro do Aparados da Serra.

Trilha Aparados da Serra
Cachoeira do Tigre Preto - Aparados da Serra

O clima desse primeiro dia não era dos melhores, estava um pouco frio e caia levemente uma garoa, acompanhada de uma densa neblina que encobria boa parte do Cânion Fortaleza.

A medida que caminhávamos pelas bordas, notamos que a equipe que estava guiando o grupo, às vezes se perdia em meio a neblina densa, por causa do clima parávamos constantemente.

Trilheiros Aparados da Serra

A Borda Norte do Cânion Fortaleza nos Aparados da Serra é selvagem, parece que estamos caminhando em terras desconhecidas, em alguns pontos desse caminho víamos vestígios de um grupo de Javalis, isso gerou tensão aos participantes, pois estávamos muito longe de qualquer civilização. Mas seguimos em frente, caminhando por terras alagadas e bordas de cânion.

Lá por volta das 13:30 da tarde paramos para almoçar, a equipe responsável pela cozinha montou os “canopi” uma espécie de toldo, ali nos sentamos todos e fizemos o almoço.

Alunos Turismo de Aventura

Depois de almoçar, notei que não havia tanta neblina como antes, então fui até a borda para tentar captar umas imagens legais, de lá era possível ver boa parte da imensidão do Cânion Fortaleza, com seus paredões verticais, em algumas partes o verde da vegetação contrastava com um pouco de neblina que ainda estava em meio ao cânion.

Cânion Fortaleza - Aparados da Serra
Aparados da Serra

Fotografei por alguns minutos e aí retornei ao local onde estava o grande grupo, dali em diante, colocamos a mochila nas costas e seguimos caminhando, levando chuva na cabeça e atolando os pés até a canela de tanto barro que havia nos campos alagados.

Por volta de 17:30 chegamos ao acampamento, a equipe que estava guiando falou que ali seria o local de acampamento, mas algo me dizia que não seria tão bom acampar ali, pois havia uma certa inclinação no terreno, esse local também continha uma pequena vegetação de um lado e do outro, o local escolhido para montar as barracas seria bem no meio destas duas vegetações. Mesmo sem enxergar direito, notei que ali poderia ser um corredor por onde os ventos passariam durante a noite.

Acredito que o Evandro Clunc também notou isso, e logo se prontificou a ir procurar um local melhor para passarmos a noite. Passado aproximadamente quinze minutos, retornou ao grupo, dizendo que tinha encontrado um ótimo lugar.

O grupo todo estava cansado, molhado e embarrado, queriam apenas ficar ali e não fazer mais nada. Mas o Evandro insistiu tanto, que o grupo aceitou caminhar mais uns 10 minutos no escuro e embaixo de chuva até o próximo local.

Este segundo local era perfeito em relação ao anterior, pois era semi-plano e possuía uma grande vegetação, isso auxiliaria com os ventos fortes da noite, o local também estava localizado as margens de uma vertente e um córrego de água, o que ajuda muito quando estamos em um grande grupo.

Logo escolhi um local plano para montar a barraca, só que tínhamos todos um problema na hora de armar as barracas, estava chovendo e não tinha cara de que iria parar.

A equipe destinada ao planejamento, reuniu todos os participantes e dividiu as tarefas. A equipe de cozinha iria junto com os instrutores escolher um local seguro e contra ventos para montar os “canopi” e assim fazer o campo base de toda a expedição. As outras equipes ficariam auxiliando todos a montar as barracas.

Eu e o Ulisses começamos a montar a barraca e em menos de 5 minutos já estava montada e fixada ao solo. Então arrumamos nossas coisas dentro e começamos ajudar os outros participantes.

Depois de tudo montado, todos os participantes nos reunimos no campo base em baixo dos Canopi, a chuva não dava trégua, o diretor do curso Josemar, decidiu que enquanto a equipe da cozinha fazia o jantar, o restante faria um relatório geral sobre o primeiro dia de travessia.

Canopi - Naturehike

Como as condições do clima só pioravam e não podia fazer fotografias em ocasião da escuridão e do mau tempo, conversei com os instrutores e fui para a barraca descansar um pouco até a hora do jantar.

Quando estava no horário um amigo veio lá me chamar, a comida estava ótima, jantei e fiquei ali por mais algum tempo. O céu estava um pouco nublado, mas não chovia, então retornei a barraca e fui dormir.

Na manhã do quarto dia de curso e segundo da expedição, o dia amanheceu chovendo e parecia que não iria melhorar.

O Instrutor Josemar pediu que todos desmontassem as barracas e deixasse as mochilas prontas para sair, as aulas do curso no entanto iriam acontecer embaixo dos canopi´s improvisados na área da cozinha.

“Desmontar as barracas na chuva, sem molhar ela por dentro é uma arte, tarefa essa que você só aprende na prática” No meu caso estava com a barraca Mongar 2 Ultralight que proporciona desmontar por partes,o que facilita muito em situações desse tipo. Para entender como isso funciona, acesse este link.

Imagine um grupo de trinta pessoas embaixo de dois canopi´s de cerca de 4m cada um, mais todas as mochilas cargueiras, não tínhamos espaço nem para sentar. Neste momento conversei com os instrutores do curso e sugeri montar a minha barraca novamente apenas com o sobre teto e as varetas, e colocar as mochilas todas dentro, assim teríamos mais espaço para as aulas embaixo dos canopi´s.

Feito isso, estávamos um pouco mais confortáveis para ter as aulas, o Josemar explanou alguns pontos importantes que aconteceram no primeiro dia da expedição, pediu para as equipes organizarem o percurso que iriamos fazer até chegar no ponto onde poderíamos chegar nos carros de apoio.

Os outros instrutores e nós ficamos ali conversando e tomando um chimarrão quente, café e comendo algumas coisas que tinham sobrado do café da manhã.

Hora do café

As aulas continuaram por mais algum tempinho, mas chovia tanto que os canopi´s já estavam acumulando água na parte de cima, lembro de usarmos bastões de caminhada erguidos para não deixar empossar e também para retirar a água que em alguns pontos empossava.

Estávamos em uma situação complicada ali daquele jeito, em uma breve reunião com todos os participantes, resolvemos em conjunto sair dali e caminhar até os carros de apoio. Grande parte dos alunos estavam com as mochilas molhadas, sem roupas secas e com frio.

Cada participante pegou sua mochila, pôs nas costas, eu desmontei a barraca novamente, pus na mochila e começamos a caminhada. Se orientar era complicado, imagine ter que guiar aquele grupo até os carros.

Uma das equipes se prontificou a guiar todos os participantes, seguimos por umas 3 horas aproximadamente entre campos encharcados, e estradas semi alagadas até que chegamos em um ponto crítico.

Esse ponto crítico era o caminho errado, quase que 100% dos participantes estavam molhados, com as mochilas molhadas/pesadas e com muito frio. A comida tinha acabado, todos só queriam sair dali o mais rápido possível, mas nenhum aluno/equipe conseguia achar uma solução eficaz para o problema.

O curso de Competências Mínimas de condutor leva os participantes quase ao extremo psicologicamente e fisicamente falando, testa na prática a resistência individual de cada participante e a tomadas de decisões.

Não tinha visto em nenhum outro curso sobre turismo de aventura algo assim, acredito que levar os alunos ao extremo em um ambiente controlado é a melhor maneira de fazer os participantes aprenderem sobre turismo de aventura, como ser um guia responsável e como tomar boas decisões em situações adversas.

Treinamento com Bussola

Enquanto os instrutores conversavam a respeito do que seria feito, os alunos estavam exaustos, alguns chegavam a tremer de frio. Imagine um grupo de 30 pessoas paradas no meio do nada pensando em soluções. Alguns participantes começaram a cantar, fazer exercícios para manter o corpo aquecido.

Alunos Aparados da Serra

A decisão dos instrutores era que, o Evandro Clunc guiasse todos até os veículos, logo o Evandro reuniu todos a sua volta e passou as seguintes considerações. “Iríamos caminhar por cerca de 1:30 sem parar, mantendo o ritmo, isso faria com que chegássemos rápido aos veículos e com o corpo quente.

Seguimos um atrás do outro em fila indiana, a chuva cai forte e não tinha cara de que iria parar, os campos totalmente alagados, as estradas pareciam rios.

Em alguns trechos a água em cima das estradas alcançava as nossas coxas, seguíamos em ritmo constante, até que em algum momento tivemos que parar e esperar boa parte do grupo. Enquanto esperávamos o grande grupo se formar novamente, fazíamos exercícios para manter o corpo aquecido.

Caminhamos por mais alguns minutos até ver ao longe duas vans, lembro-me de ficar feliz de saber que tínhamos chegado ao destino, conforme a galera foi avistando os veículos, começaram a caminhar mais rápido.

Entramos nas vans e seguimos até as cabanas, onde estava montada toda a estrutura do curso. Chegamos nas cabanas já era noite.

Após todos trocar as roupas molhadas por secas, a equipe da cozinha já tratou de começar o jantar, e as outras equipes organizavam os materiais e equipamentos nas cabanas.

A noite desse quarto dia de curso, foi tranquila, não teve aulas propriamente ditas, apenas algumas conversas e planejamentos para o dia seguinte. Depois do jantar todos nós fomos dormir dentro das cabanas.

Último dia de curso

Levantamos logo cedo, o dia estava cinzento e caia uma leve chuva, após o café da manhã, reunimos todos os nossos equipamentos e colocamos dentro dos nossos carros. Dali seguimos em direção ao Cânion Itaimbezinho, onde seria finalizado o curso lá.

Ao chegar no parque o Josemar organizou uma breve aula dentro da sede dos Aparados da Serra e deu a última tarefa do curso de competências minimas de condutor de Turismo de Aventura, a tarefa seria: Todas as equipes teriam que guiar o grupo pelas trilhas do Cânion Itaimbezinho, abordando assuntos como fauna, flora e geologia do local.

Sede dos Aparados da Serra
Cânion Itaimbezinho - Aparados da Serra

Durante a trilha na parte de cima do Cânion Itaimbezinho – Aparados da Serra, as equipes designadas com as tarefas iam explicando detalhes sobre a história, geografia, flora e fauna pertencentes ao caminho que andávamos.

Flora Aparados da Serra

Paramos em um dos mirantes para fazer uma foto final, com todos os participantes, todos estavam felizes e sorridentes.

Alunos do Curso competências mínimas de condutor - Aparados da Serra

Caso você tenha interesse em buscar essa capacitação no ramo do Turismo de Aventura, deixei aqui o contato direto com o Diretor do curso Josemar Contesini – Aparados da Serra (54) 9 9984-5766 para mais informações.

Black Diamond Spot 300 – Review Completo

Black Diamond Spot 300

Hoje apresento o review completo da lanterna de cabeça (Headlamp) Black Diamond Spot 300, neste post mostro as principais características, funcionalidades, tecnologias e a minha real opinião desse produto.

A história da Black Diamond Equipment data do final dos anos 1950, quando o alpinista Yvon Chouinard começou a forjar pitons e vendê-los no porta-malas de seu carro no vale de Yosemite. Os pitons rapidamente ganharam uma reputação de qualidade, e a Chouinard Equipment Inc. nasceu logo depois em Ventura, Califórnia.​

No Brasil a marca é importada pela empresa Bronet do Brasil, onde trás também as marcas Osprey e Merida.

A Black Diamond é uma empresa que não é apenas para escaladores e esquiadores, projetam e fabricam também equipamentos para esportes de montanha que incluem barracas, lanternas de cabeça, bastões de trekking e mochilas.

Características e funcionalidades

Destinada para inúmeras atividades como: trekking, escalada, exploração de cavernas, expedições de alta montanha e outras.

Essa lanterna conta com uma série de funcionalidades muito interessantes que facilitam o seu uso em ambientes naturais.

Características do fabricante:

  • Potência em Lumens : 300
  • Peso: 52 g (lanterna) e 36 g (3 pilhas) = 88 g no total
  • Alcances máximos: [TriplePower LED] = 80 m [SinglePower LED] = 3 m
  • Tempo máximo de uso: [TriplePower LED] = 30 H [SinglePower LED] = 125 m
  • Classificação de proteção IPX: 8
  • Tipo de LED: 1 TriplePower 2 SinglePower (1 branco, 1 vermelho)
  • Pilhas : 3 AAA (inclusas).

A lanterna Black Diamond Spot apresenta 6 (seis) modos de operação, acionados a partir de um único botão, localizado na parte superior da lanterna de cabeça.

  • On/Off – Ligado/desligado;
  • Dim – Modo onde é possível aumentar e diminuir o brilho da lanterna (presente tanto nos led´s brancos quanto no vermelho);
  • Strobe – Emite luz piscante, servindo principalmente para situações de emergência;
  • Red/Lampada vermelha – Esse modo possui duas aplicações: a primeira tem função de sinalizador e a segunda pode ser usado para conversar com seus amigos durante a trilha, sem ofuscar os olhos das pessoas em sua volta;
  • Lock – Sistema de bloqueio/desbloqueio do botão, esse modo quando ativo permite que a lanterna impeça de ligar, podendo ser útil na hora de armazenar dentro da mochila.
  • PowerTap – Botão sensível ao toque, localizado na parte lateral da lanterna, tem como principal função otimizar a capacidade de iluminação durante algumas atividades.

Além desses inúmeros modos de utilização, a lanterna Black Diamond Spot 300, pode ser considerada a prova de água, pois possui a sigla IPX8, permite ser usada embaixo da água até 1,1 metros de profundidade por aproximadamente 30 minutos.

O que significa a sigla IPX8

A Sigla IP significa ” ingress Protection” (ou produção de entrada em tradução livre) e foi criada a Comissão Eletrotécnica Internacional, órgão regulador de padronização e tecnologias e condições de testes para certificação de produtos.

Essa sigla está sempre acompanhada de dois dígitos, sendo o primeiro representado pela letra “X”, que significa a resistência contra sólidos e o segundo dígito representado pelo número “8”, significa a resistência contra água (proteção contra submersão completa, contra imersão prolongada em situações sob pressão), caso queira conhecer mais sobre a sigla IPX8, clique nesse link.

Tabela de resistências IPX

A lanterna conta ainda com fita regulável para cabeça, com ajuste fácil e preciso, com um toque macio e aveludado, sendo muito confortável quando está na cabeça do usuário.

A Black Diamond Spot 300 conta também com 4 ângulos de posicionamento, facilitando seu uso em caminhadas noturnas onde é necessário enxergar longe ou para cozinhar seus alimentos durante a noite.

A lanterna conta com alguns indicativos que facilitam o seu uso, entre eles estão: indicativo luminoso da quantidade de carga nas pilhas e bloqueio do botão de operação.

No vídeo abaixo você verá a lanterna em ação, juntamente com alguns detalhes interessantes:

Conclusão – Black Diamond Spot 300

Essa lanterna de cabeça (headlamp) me agradou bastante, pois é leve, robusta e ilumina muito bem, o fato de ela ser a prova de água é algo que chama bastante a atenção, isso dá uma certa vantagem em relação a outros produtos vendidos aqui no Brasil.

Como mostrado acima, a lanterna possui inúmeros modos de operação, concentrados em um único botão, o que é muito legal, porem dessa maneira fica um tanto complicado alternar/configurar o seu uso. Seria interessante a marca melhorar estas funcionalidades, poderia ter um botão para cada led, isso facilitaria muito seu manuseio.

O botão sensível ao toque chamado de PowerTap localizado na parte lateral da lanterna faz com que tenhamos rapidamente uma solução durante as atividades na natureza, como por exemplo alternar a luminosidade de baixa potência para alta potência com um único toque. Esse recurso é muito bom na Black Diamond Spot 300 e tem feito realmente a diferença.

A lanterna possui 3 (três) anos de garantia contra defeitos de fabricação, esse é um número que chamou a minha atenção, muitos produtos vendidos pela Black Diamond possui apenas 1 ano de garantia, porém as lanternas possuem alguns anos a mais, isso mostra que a marca é comprometida com seus usuários.

O valor de venda dessa lanterna gira em torno de R$ 450,00 reais aproximadamente, é um valor alto se comparar com outros produtos, porem é um produto de altíssima qualidade, que aguenta as mais extremas condições de uso.

Testei todas as funcionalidades da lanterna Black Diamond Spot 300 em uma aventura que fiz alguns dias atrás na Ferrovia do Vinho, que está abandonada a alguns anos, atravessei túneis escuros e a lanterna se saiu muito bem, todos os modos de operação são muito úteis, é um produto que recomendo!

testes com a Black Diamond Spot 300
Usei a Lanterna Black Diamond Spot 300 pela primeira vez na Ferrovia abandonada, conhecida como Ferrovia do Vinho, localizada entre as cidades de Bento Gonçalves e Veranópolis/RS

Onde comprar

A lanterna de cabeça (Headlamp) está disponível para venda em boa parte das lojas espalhadas pelo Brasil, neste link você pode consultar dados técnicos deste modelo ou outros produtos no site da Black Diamond no Brasil.

Caso você queira indicação nossa para compras com descontos especiais, indicamos a loja Patos do Sul, localizada na cidade de Caxias do Sul/RS. A Helen, proprietária da loja está sempre pronta para lhe atender, os produtos vendidos na Patos do Sul são entregues em todo o Brasil.

Se você gostou desse review de produto, quer indicação para a compra de seu produto, deixe um comentário logo abaixo, compartilhe com seus amigos e não esqueça de nos seguir nas mídias sociais: Instagram e Facebook, nos vemos no próximo post!

trilhas e montanhas Igrejinha

4ª Etapa do Circuito Trilhas & Montanhas – Igrejinha

A cidade de Igrejinha foi sede da 4 ª Etapa do Circuito Trilhas & Montanhas – TRILHAS SERRA GRANDE, que ocorreu no último sábado (dia 29). A prova teve percursos de 5, 13,5 e 22 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas. E contou com a participação de mais de 800 atletas das mais variadas cidades do Rio Grande do Sul.

Igrejinha já foi palco de diversos eventos esportivos de ciclismo, mountain bike…corrida de aventura e pelo segundo ano consecutivo recebeu um evento do Circuito Trilhas & Montanhas, entrando assim no cenário do trail running gaúcho.

4 etapa Igrejinha
Créditos: Anelise Leite – Clic Run

Os grandes campeões foram:

Distância Curta

Camila Backes – Teutorunners – 28min05seg

Eric Goncalves Capovilla – Danivist – 22min40seg

Distância Média

Caciane Lucia Zonatto – Night Runners Gravatai – 1h29min

Rogerio Andretta – Danivist – 1h08min

Distância Longa

Daiane Dias – Born Run – 2h36min

Sidimar Pimentel Saraiva – Time TeM 2h10min

Classificação completa disponível em: https://www.3ctiming.com.br/17/resultado

Segundo Cristiano Saurin – um dos responsáveis pelos percursos, todas as distâncias foram planejadas com muito empenho e carinho para os atletas, as mesmas foram atualizadas em relação à edição de 2018, buscando assim explorar ainda mais as belezas da cidade de Igrejinha e os pontos turísticos.

trilhas e montanhas Igrejinha
Créditos: Sérgio Gutheil – Clic Run

A distância longa passou pelos principais pontos turísticos da cidade Morro Alto da Pedra, Morro da Cruz e Cascata da Solitária. Vale destacar que o Morro Alto da Pedra, já recebeu o Campeonato Gaúcho de Parapente e o Campeonato Brasileiro de Parapente.

“O Morro é o ponto mais alto da cidade com 745 metros de altimetria e tem uma belíssima visão do Vale do Paranhana e do Vale dos Sinos.” destaca Saurin.

trail Igrejinha
Créditos: Taís Zonotieli – Clic Run

“Sinto-me honrado em juntamente com a empresa L & E Eventos, ajudar a movimentar mais de 800 pessoas através do esporte. Isso me deixa muito feliz e emocionado, sou professor de Educação Física e isso me motiva cada vez mais, a desenvolver com paixão e dedicação este tipo de atividade que motiva e faz com que as pessoas saiam da sua zona de conforto, que busquem se desafiar a cada dia mais, e não só no esporte mas no seu dia-a-dia.” finaliza emocionado Cristiano Saurin.

O CTM tem sido repleto de muitas aventuras, superação e belíssimas histórias ao final de cada etapa. Algumas delas o amigo Nédson Ferreto Meira conta no seu canal 100Fôlego no Youtube, outras o Andre Silva divulga no canal CorrendocomAndre. E algumas eu conto aqui no site do Trekking RS.

Hoje conto um pouquinho da história da família Capovilla (Claudemir Capovilla, Jucilene Galves Gonçalves e Éric Gonçalves Capovilla), nesta etapa de Igrejinha Érick com apenas 19 anos foi o Campeão nos 5 quilômetros e Jucilene a Campeã em sua categoria, também na distância curta.

Esportes sempre estiveram presentes na vida da família, em 2012 Claudemir iniciou no mountain bike para fugir do sedentarismo e obesidade. Participou de alguns pedais com amigos e resolveu se aventurar em alguns campeonatos.

“Tive bons resultados e também vários tombos, básicos do esporte!” brinca Capovilla. Neste mesmo ano, ele também participou de algumas corridas de rua.

bike Igrejinha
Campeonato Gaúcho de Mountain Bike Maratona 2012 – 5ª Etapa – Garibaldi

Já a Jucilene (esposa de Capovilla), iniciou na natação com 9 anos, participou de alguns campeonatos e se manteve até os 12 anos. Em 2014 acompanhou o marido em algumas provas de mountain bike e obteve a 5ª Colocação na Categoria Feminina no Campeonato Gaúcho de Mountain Bike.

 E ano passado resolveu adentrar nas corridas. “Foi até inusitado, pois ela veio comigo e com o Érick para a Final do Campeonato Gaúcho de Corrida Trilhas & Montanhas em Rolante, estava chovendo muito naquele dia, e ela resolveu participar. Não deu outra, adorou tudo! O barro, as trilhas, a superação e veio querendo mais deste então.

atletas

O filho mais velho do casal, Érick, também sempre gostou muito de praticar esportes. Com 9 anos participou de algumas corridas na cidade de Bento Gonçalves, logo mais aos 14/15 anos participou de algumas etapas do Campeonato Gaúcho de Mountain Bike. E em 2018 pegou gosto pela corrida, inicialmente de rua, mas logo o trail run virou sua paixão.

“Sempre incentivamos ele no que se sentia mais a vontade, nunca o pressionamos a manter algo que ele não se sentisse confortável. E ele acabou adentrando ao trail, na cara e na coragem, com muita força de vontade e convicto de que é isso que ele realmente curte.” Finaliza orgulhoso o pai.

Claudemir fez a sua estreia no trail na primeira Etapa do Circuito Trilhas & Montanhas – Trilhas do Salto Ventoso em 2017, em Farroupilha onde obteve a 1ª colocação em sua categoria. E em pouco tempo toda a família foi se apaixonando pelo Circuito.

Trilhas e Montanhas Atletas

O próximo desafio de pai e filho será em agosto a La Mission, já Jucilene pretende para o próximo ano iniciar nos trajetos médios do Circuito Trilhas & Montanhas.

O Circuito Trilhas & Montanhas 2019, chegou a sua metade com a Etapa de Igrejinha, em agosto, ocorre a V Etapa – Trilhas Arcoverde, na cidade de Carlos Barbosa. Foram meses e meses de muito trabalho e dedicação da empresa L&E Eventos Marketing Esportivo e equipe do CTM, para proporcionar aos atletas um campeonato de alto nível.

Inscrições e maiores informações sobre as próximas etapas no site da Youmovin.

Trekking Pico do Tabuleiro

A trilha do Pico do Tabuleiro está dentro do território do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro que é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza, com território distribuído pelos municípios catarinenses de Florianópolis, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas, São Bonifácio, São Martinho, Imaruí e Paulo Lopes.

Com uma área de 84 130 ha, Serra do Tabuleiro é a maior unidade de conservação de proteção integral do estado de Santa Catarina.

Origem: Wikipédia

As montanhas estão chamando e eu tenho que ir.

Essa foi mais uma daquelas pequenas aventuras que, de tempos em tempos, acontece de modo espontâneo. Sem grandes alardes ou planejamentos, bastando apenas um convite curto e grosso.

Durante uma tarde de trabalho no mês passado, entre uma tarefa e outra dos meus plantões, “pipocou” na minha telinha, uma notificação de mensagem.  Pensando eu que se tratava de mais alguma tarefa de trabalho, ao abrir a mensagem, fui surpreendido com um “Vamos subir o Tabuleiro?”. Era o convite do Fábio Almeida, que para quem não sabe, é o cara que faz acontecer o Pedal Nativo (site de cicloturismo e afins).

Sabendo do destino, a data e também quem estaria na empreitada, topei de imediato.

Estava formada então a trupe inédita: Fábio AlmeidaMário Nery e eu.

Sábado, dia 15 julho.

Coloquei o relógio para despertar bem mais cedo do que estou acostumando acordar. O plano era pegar o ônibus bem cedo e encontrar meus camaradinhas em Floripa e de lá, numa curta viagem de carro de pouco mais de uma hora, chegar ao ponto zero que fica junto do maneiríssimo Café do Tabuleiro.

Trilheiros no Tabuleiro

Ao chegarmos ao Café do Tabuleiro, por volta de 11 horas, sem demora, pegamos nossas mochilas cargueiras e entramos na trilha que começa ali mesmo.

A trilha e eu já éramos conhecidos. Em 2015, junto com mais dois amigos, fizemos em quatro dias a duríssima e até então quase desconhecida Travessia da Serra do Tabuleiro. (Quer saber como foi essa empreitada? clique aqui).

Uma longa subida em meio ao bambuzal

A trilha de um modo geral, não apresenta dificuldades técnicas, porém pode surpreender tornando-se um desafio bastante desgastante se a vegetação estiver alta e fechando o caminho. Daí é aquela coisa que só sabe quem já fez um clássico vara mato com uma mochila cargueira nas costas sendo agarrada quase que o tempo todo pelos bambuzinhos infernais.

O lado bom da trilha fechada é que podemos dizer que aproximadamente 80% do caminho está abrigado do sol. Isto é um grande alívio.

O tempo de caminhada varia bastante. Depende além das condições da trilha, do condicionamento físico e da carga que se está levando para o alto. Em média, a subida com cargueiras, leva algo entre quatro e seis horas. Sem carga, acredito que três horas são suficiente para alcançar o topo sem correria.

Iniciamos nossa subida tarde. Passava das onze horas, mas sabendo que tínhamos tempo de luz suficiente para chegar ao nosso objetivo, engatamos uma marcha lenta, pois apensar do inverno estar batendo na porta, o dia estava bastante quente, sendo assim, deveríamos administrar bem o consumo de água uma vez que só existem pontos de captação do precioso líquido no início da trilha.

Backpacker Tabuleiro

A alta temperatura, o peso das cargueiras e as datas de expedição das certidões de nascimento dos membros da trupe, foram as garantias da “sofrência”. Tal situação obrigava que em vários momentos déssemos pequenas paradas para tomar um ar, baixar a frequência cardíaca e beber alguns goles de água, antes que alguém tivesse um troço, ou um treco ou até mesmo um piripaque e com isto, fossemos obrigados a acionar o S.O.S no rastreador Spot. kkkk

Depois de percorrer pouco mais de seis quilômetros, em mais de cinco horas de trilha, o caminho estava abrindo e finalmente estavam superados os mais de mil e cem metros de subida.

Pico do Tabuleiro

Restava ainda por volta de uma hora de luz natural. Aproveitamos para descansar um pouco, comer algo e montarmos o nosso acampamento e logo em seguida, aproveitar um dos momentos altos de nossa pequena aventura de final de semana: um fantástico pôr do sol por detrás da Serra do Tabuleiro.

Camping Tabuleiro

Sob o céu que nos protege

Após apreciarmos uma espetacular viração do dia, a noite prometia ser boa. A ausência de vento e a temperatura agradável, foram a nossa garantia de um jantar saboroso e com um bate papo divertido sentados no chão, sob as estrelas e iluminados pela lua quase cheia.

Depois do momento relax total, e estando todos muito bem alimentodos com um saboroso prato de montanha preparado pelo chef Nery, era chegada a hora de recolher. O cansaço do dia de trilha e o friozinho ameno fizeram a turma dispersar, indo cada um para a sua barraca.

Cozinha de camping

Ainda ficamos de conversa fiada e rindo das câimbras que se manifestavam em alguns integrantes deste fabuloso time de aventureiros.

A noite foi longa, silenciosa e tranquila. Lembro-me de ter acordado algumas vezes com a claridade da lua iluminando a barraca. Nada que me impedisse de ter um bom descanso numa noite impecável no hotel um milhão de estrelas.

Camping Tabuleiro

Domingo, 16 de julho.

Pro dia nascer feliz

Por volta das seis horas, ainda bem escuro, escutei o barulho de um zíper de barraca abrindo e uma movimentação ao redor do nosso acampamento. Era o Mário que foi o primeiro corajoso a sair do conforto do saco de dormir para assistir ao sol nascer.

Após enrolar alguns minutos, e vendo um pequeno romper de claridade, também tomei coragem para sair da barraca. Não estava muito frio.

Serra do Tabuleiro

Calcei minhas botas, peguei minha câmera e fui ao encontro do Mário. Não demorou muito e o Fábio logo se juntou com ao grupo no ponto mais alto para assistirmos o espetacular show de cores que foi o nascer do sol naquela manhã de domingo.

Assim que o sol se ergueu no horizonte, dando-nos bom dia, voltamos ao acampamento para preparar o café e espantar de vez o sono e a preguiça.

Com a cafeína correndo no sangue, tratamos de desmontar o circo e pegar o rumo do nosso caminho de volta.

Pra baixo todo santo ajuda. Or not

A longa caminhada até o Café Tabuleiro, durou mais de quatro horas. O calor, a falta de água e a combinação do peso da mochila cargueira com a descida que parecia interminável, fez com que déssemos algumas paradas para descansar.

Ao chegar ao ponto de água, fizemos uma parada longa para hidratar, mastigar alguns biscoitos e dar uma refrescada. Faltava pouco agora.

Depois de matar a sede e descansar um pouco, demos jeito de fazer aquele esforço final.

Com pouco mais de meia hora, já estávamos novamente no Café Tabuleiro. Colocamos nossas mochilas no carro e fomos rapidamente saborear aquela tão sonhada Coca-Cola gelada e bater papo divertido com o pessoal do café.

Após nos despedirmos do pessoal do Café, seguimos direto para a casa do Fábio, onde ainda rolou um churrasquinho de confraternização. Mas isso já é outra história. kkk

Fim.

Dicas:

– A melhor época do ano é outono e inverno;

– O Café Tabuleiro possui estacionamento seguro ao custo de R$ 10,00;

– Use roupas compridas;

– Leve toda a água que irá precisar;

– A trilha, embora bem nítida, não possui nenhuma marcação. Tenha atenção;

– A trilha exige muito esforço. Esteja bem preparado fisicamente.

Mínimo Impacto

1 Planeje com antecedência sua aventura;

2 Caminhe na trilha;

3 Leve seu lixo embora;

4 Deixe tudo como encontrou;

5 Não faça fogueiras;

6 Respeite a vida selvagem;

7 Seja cordial com outros visitantes.

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Trekking no Vale da Utopia

Nossas aventuras pelo Vale da Utopia no estado de Santa Catarina – Brasil, foi uma aventura planejada de um ano para o outro, não por ser uma trilha difícil, nada disso, mas por precisar ter um tempo vago para fazer a travessia e poder aproveita-la ao máximo.

Trilhas Vale da Utopia

Existem duas trilhas para se chegar na Praia do Maço (Vale da Utopia), a mais rápida é pela praia da Pinheira e a outra um pouco mais extensa, começa pela Guarda do Embaú.

Como somos aventureiros e gostamos de desafios, resolvemos fazer a trilha mais extensa, uma aventura cercada por belas paisagens e um pouco menos visitada pela maioria das pessoas.

A travessia

Nossa caminhada começou por volta das 9:00 da manhã, quando deixamos nosso carro estacionado na Praia da Guarda do Embaú, saímos dali com nossas mochilas cargueiras nas costas e com vestimentas adequadas para o trekking, isto é, estávamos de bota, calça comprida, manga longa e bandana/chapéu.

Era feriadão de páscoa e todas as pessoas naquela praia estavam aproveitando o dia lindo de sol, lembro-me de as pessoas olharem para nós como se fossemos de outro mundo.

Guarda do Embaú
Trilha Vale da Utopia

De certa forma nós somos de outro mundo mesmo, onde não nos contentamos com a segurança, trabalhar o ano todo só para ter 30 dias de férias, somos de outro mundo, pois queremos ter o máximo de experiências em nossas vidas e chegar na velhice com mais sonhos realizados do que dinheiro no bolso.

Depois de tirar algumas fotos alí na Guarda do Embaú, seguimos a trilha a esquerda da praia até chegar em uma bifurcação, está leva para a Pedra do Urubu, trilha fácil, sem maiores dificuldades para nós, no entanto para pessoas sem preparo físico a trilha pode ser um tanto difícil e exaustiva, lembro de encontrar pessoas pelo caminho reclamando da trilha, que era difícil e íngreme.

Seguimos até o cume da Pedra do Urubu, ao chegarmos na base da pedra, tinha umas 15 pessoas em fila, esperando para capturar uma foto. Fiquei um pouco chateado por este fato, esperamos a nossa vez, tiramos umas 3 fotos e retornamos para a bifurcação no início da trilha.

Pedra do Urubu SC
Guarda do Embaú

Dali em diante tínhamos dois caminhos à seguir, um deles seria pela beira do mar e outro seria em meio mata, um caminho muito bem marcado e bonito e o mais legal, não havia ninguém indo naquela direção. Optamos por esse!

Tínhamos uma dúvida em relação a esse caminho, pois como não havia pessoas transitando por ali, pensamos por um momento que a trilha não iria nos levar a lugar nenhum, podia ser muito bem uma trilha que acabasse logo à frente. Mesmo com a dúvida seguimos por ele. depois de uns 10 minutos de caminhada, encontramos uma bifurcação, seguimos para à esquerda e essa trilha nos levou para a Prainha – Guarda do Embaú.

Seguindo pela esquerda na Prainha chegasse ao Vale da Utopia, e se seguir para a direita, chegasse nas piscinas naturais da Guarda do Embaú.

Estávamos perto das 11:00 quando chegamos nas piscinas naturais, o local ali é lindo, sentamos ao lado de uma pedra grande, que proporcionava um pouco de sombra, retirei as botas, a parte de baixo da calça bermuda e me sentei na piscina.

Vale da Utopia
piscinas Vale da Utopia

Essa piscina nada mais é que algumas pedras na beira do mar, onde as ondas quebram em uma parede rochosa, a água respinga pelas pedras e as vezes essa água toda invade a costa, transformando em um grande piscina natural. É preciso ficar atento no local, pois algumas vezes as ondas batem tão forte na parede rochosa que escutamos um grande estrondo, a onda então avança sobre os paredões rochosos e inunda as piscinas, levando tudo que encontra pela frente.

Depois de curtir por cerca de umas 2 horas o local, tirarmos inúmeras fotos, vestimos nossos trajes de “trilheiros”colocamos a mochila nas costas e seguimos pela Prainha em direção ao Vale da Utopia.

Esse trecho entre a Prainha e a Praia Solita se chama trilha Costa de Pedras, como seu próprio nome diz, são muitas pedras gigantes na beira do mar, é necessário cruzar por cima destas pedras por aproximadamente 300 metros.

Ao se chegar em terra firme já estamos praticamente no começo da Trilha do Vale da Utopia. A visão desse ponto, podemos ver ao longe o costão de pedras que cruzamos e também o local das piscinas naturais.

Trilha Vale da Utopia

Trilha do Vale da Utopia

A trilha do Vale da Utopia começa exatamente neste ponto, começamos a subir um morro gramado em uma estrada bem demarcada que atravessa alguns potreiros, onde podemos ver muitas vacas e bois.

Ao começar a descer já temos a visão da Praia do Maço, conforme vamos nos aproximando já encontramos muitas pessoas com barracas armadas e curtindo o dia ali.

Era hora de escolher um local legal para acampar, olhamos alguns locais e encontramos um onde não havia ninguém ao nosso redor. Isso possibilitaria maior tranquilidade para nós, pois sabíamos que, o Vale da Utopia em si tinha deixado de ser um local de contemplação e tinha se tornado uma grande área de festas para as pessoas.

backpacker Vale da Utopia
Vale da Utopia

Depois de montar a barraca, organizar os equipamentos dentro, resolvemos descer até a beira da Praia do Maço. Ao chegar encontramos um barzinho que oferecia lanches, pasteis, café, refrigerante, cervejas e caipirinhas.

Pedimos uma caipira e ficamos ali curtindo o pôr do sol sem nenhuma pressa, o fim de tarde estava maravilhosamente perfeito, o clima estava agradável, capturei algumas imagens e voltamos para o nosso local de acampamento.

Bar Vale da Utopia
Vale da Utopia
Sunset Vale da Utopia

Estava quase escurecendo quando começamos a fazer o jantar, eu era o cozinheiro da rodada..kkk. O cardápio era massa com molho vermelho e calabresa, depois de algum tempo o jantar estava pronto, jantamos sob um céu limpo e cheio de estrelas brilhantes. Características estas de um hotel 1 bilhão de estrelas que só quem acampa entenderá.

Logo descemos até o barzinho novamente, dessa vez apenas para lavar a louça em uma pia improvisada ao lado do bar.

A noite estava realmente especial, pois além das estrelas brilhantes, podíamos ver a lua cheia, que clareava todo o Vale da Utopia, nem precisávamos usar as lanternas para encontrar nossa barraca na volta.

barraca Vale da Utopia

Ficamos um bom tempo ali olhando as estrelas e conversando, fiz algumas imagens noturnas e fomos dormir, afinal queríamos acordar cedo para ver o nascer do sol.

Nascer do sol no Vale da Utopia

Pulei do Saco de dormir as 5:30 da manhã, abri a barraca e olhei para fora, o dia estava limpo, ainda estava um pouco escuro, estava um pouco frio, mas nada com o que se preocupar.

Conforme foi passando o tempo o céu começou a ficar muito colorido, com cores amareladas, alaranjadas e avermelhadas muito vibrantes. É difícil descrever momentos assim, mas posso dizer que foi um dos mais lindos nascer do sol que já presenciei na vida.

Sunrise Vale da Utopia
Vale da Utopia

Quando o sol realmente apareceu no horizonte estávamos felizes e agradecidos ao mesmo tempo, consegui captar algumas imagens interessantes desse nascer do sol incrível.

Vale da Utopia

Conforme o sol ia subindo, nós arrumávamos os equipamentos dentro das mochilas, desmontamos a barraca, colocamos a mochila nas costas e seguimos a trilha que leva até a Praia da Pinheira.

Vale da Utopia

No meio do caminho existe um pequeno mirante, onde podemos ver a praia de cima e boa parte da orla da pinheira, lugar muito legal, com uma bela vista.

Vale da Utopia

Dali em diante seguimos o caminho marcado e chegamos até a beira da praia da Pinheira, colocamos as mochilas na areia e ficamos ali só curtindo um pouco.

A praia da Pinheira é um local belo, mas bem movimentado, para quem gosta de nadar ou se refrescar nas águas do mar pode ser uma boa alternativa, pois não há ondas nessa praia.

Praia da Pinheira

Depois de aproximadamente umas 2 horas, colocamos a mochila nas costas e seguimos para a Guarda do Embaú, dessa vez seguindo o caminho pela estrada, basicamente caminha-se 5 km, neste caminho podemos ver inúmeras pousadas, hostels em meio a natureza.

Ao chegar no nosso carro, ficamos felizes por completar mais essa aventura, pois a melhor coisa de todas as aventuras que fazemos é poder ir e voltar em segurança.

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