Maior pêndulo do Brasil

O maior pêndulo do Brasil em altitude está localizado junto a um dos mais belos cartões postais do estado de Santa Catarina, mais precisamente no Cânion Espraiado, localizado a cerca de 30 quilômetros do centro do município de Urubici em meio a Serra Catarinense.

Sou apaixonada pelo Cânion Espraiado, foi amor a primeira subida… Hehe… e já se vão 11 anos desde então. Lugar de extrema paz e extrema adrenalina ao mesmo tempo! Não me canso de contemplar esse desenho vivo de Deus, no qual ele parece ter esculpido cada borda, cada contorno de montanha e cada leito de rio.

Imagem do Cânion Espraiado durante o Encontrão TRIP MONTANHA 2018

Maior pêndulo do Brasil

Maior pêndulo do Brasil

Entenda como é montado o maior pêndulo do Brasil

Montado de maneira inovadora, o  maior pêndulo do Brasil em altitude é montado com fitas dinâmicas de slackline. O sistema principal e de backup ficam presos em sólidas ancoragens instaladas nas rochas.

O participante salta com duas cordas dinâmicas presas a ele. Estas, por sua vez, ficam presas em uma placa entre os slacklines. As duas cordas ancoradas na cadeirinha do participante são dinâmicas também, isto é, são as mesmas usadas em escaladas. Isso garante maior elasticidade, sendo imperceptível o tranco gerado ao esticar a corda, fazendo com que os corajosos que se desafiam a saltar tenham uma experiência extremamente radical e “suave” ao mesmo tempo! Adrenalina da queda livre sem o tranco das fitas.

Usando equipamentos específicos e com total segurança, a @naturalextremobrasil conseguiu montar esse pêndulo inédito no Brasil, com 80 metros de queda a uma altura de 350 metros do fundo do cânion.

Durante a preparação, vestindo os equipamentos de segurança, até a hora de saltar não senti medo em nenhum momento! Os meninos da @naturalextremobrasil são muito feras! Foi extraordinário ver o Cânion Espraiado de outros ângulos, estar dentro dele, vendo os paredões imponentes de frente.

Veja o vídeo do meu salto

 

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De outros ângulos… 🙃❤🏞⛰🤘😜 . E esse foi o maior pêndulo já realizado no Brasil … dentro do Canion Espraiado, esse desenho de Deus que eu amo de paixão!!! . A @naturalextremobrasil montou toda estrutura com highline com toda segurança. Não senti medo em nenhum momento! Vocês são muito feras!!! SENSACIONAL!!! 🙌 . Valeu @rafa.bridi @angelomaragno . @jake_gules @canionespraiado @tripmontanha @naturalextremobrasil @ecoxperiences . #energiavital #amorsempre #tudonoplaneta #canion #vivaintensamente #adrenalinadas #semlimitesaventura #penduradanoplaneta #highline #pendulo #canionespraiado #urubici #santacatarina #brasil #trekkingrs #trilhando #gratidao #naturalextremobrasil

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GRATIDÃO por poder participar!

GRATIDÃO à equipe do NATURAL EXTREMO: Rafael Bridi, Angelo Maragno, Fylipe Weickert, Chico Amorin e André Nabuco.

Caso você tenha interesse em viver essa experiência única, então acesse o site Natural Extremo. Lá você encontra todas as informações sobre a prática dessa atividade radical extrema e extraordinária!

VIVA com a intensidade que a vida merece… PLENA!

Acampar em uma cascata pode ser uma alternativa nesse verão

Já pensou em acampar em uma cachoeira, parece estranho dizer isso, mas existe este lugar e ele está pertinho de nós.

A Serra Gaúcha é uma região encantadora, possui vales, cascatas, cachoeiras, e inúmeras outras opções de lazer, aqui no nosso site, você pode conhecer boa parte destes atrativos. Mas vamos ao que interessa, você já pensou em acampar em uma cachoeira? Se a resposta for sim, então você tem que conhecer a Cascata do Borela.

Este atrativo é um tanto inexplorado pela maioria das pessoas que moram nessa região, é um cenário de uma beleza natural intocada, a cascata localizada no município de Nova Pádua/RS – Brasil.

A Cascata do Borela está dentro de uma propriedade particular, por isso deve-se pedir permissão para chegar até o local. A trilha que leva até a base da cascata é um trecho curto de aproximadamente 300 metros, caminha-se em meio a mata por um caminho antigo, cercado por belas árvores, pedras enormes e pequenas quedas de água.

acampar na serra gaúcha
Foto: Eduardo Bassotto

A trilha em si é de nível fácil, recomendamos essa caminhada para pessoas que praticam atividades físicas regularmente, tenha em mente que trilhar esse caminho não é assim tão simples, em muitas vezes você terá que transpassar obstáculos, isso é, subir e descer de pedras lisas, agarrar-se em árvores, molhar os pés.

Ao chegar na base da Cascata do Borela, nôs surpreendemos com a altura, são 60 metros de queda livre, ali forma-se uma piscina com água cristalina, o que é ótimo nos dias de calor.

acampar na serra gaúcha

acampar na serra gaúcha

Caso você queira acampar no local, o mais indicado é em meio a cascata, neste local existe um platô gigante, que pode acomodar umas 10 barracas aproximadamente, o solo porém é de pedra, então sugerimos levar uma barraca auto-portante, isso é, uma barraca que consiga ficar armada sem o uso de espeques.

Vale ressaltar que esse local não tem nenhuma infraestrutura disponível, então vá precavido!

acampar na serra gaúcha

Para quem é mais corajoso é possível praticar rapel, na crista da cascata tem inúmeros pinos, que facilitam a ancoragem das cordas. Mas esteja sempre atendo com as questões de segurança, não pratique esse esporte sem conhecer o trabalho da empresa que irá realiza-lo. Nós do Trekking RS, recomendamos a empresa parceira Sol de Indiada e a Adrenalina Vertical para a execução das atividades de rapel nesse atrativo.

acampar na serra gaúcha

acampar na serra gaúcha

Achou interessante e quer conhecer esse lugar incrível com seus próprios olhos, então entre em contato com a gente, nós te levamos!

acampar na serra gaúcha

Cerro Torre no Netflix

O filme desenvolvido pela empresa Red Bull Mídia House conta a história do atleta David Lama, um dos maiores escaladores da atualidade, o filme Cerro Torre se passa em meio a região patagônica, um lugar conhecido como El Chalten, aqui o escalador busca ser o primeiro homem a escalar a montanha Cerro Torre com 3.128 metros de altitude no estilo livre.

Cerro Torre no Netflix

Se você é apaixonado por escaladas em ambientes naturais, com certeza esse filme trará muitas inspirações, além de mostrar a escalada em si.

O filme está presente no Netflix, confira!

Acesse nossa página sobre filmes e livros e encante-se!

Carnaventura, um carnaval nas alturas!

Carnaventura, um carnaval nas alturas!

Enquanto todos se preparavam para pular o carnaval nas cidades ou curtir na praia, resolvi apostar em algo diferente, o primeiro Carnaventura em Vespasiano Corrêa-RS, um evento de 4 dias (25/02 a 28/02) muito bem organizado pela empresa V13 Adventure. A proposta era clara, realizar um rapel por dia na linda e enigmática região da Ferrovia do Trigo/RS, com direito a gargalhadas, muita adrenalina e claro fazer novas amigos.

1° dia:

Conhecemos a cachoeira Rasga Diabo “simplesmente um monumento” esculpida pela natureza com  136 metros de altura e grande volume de água, uma das mais belas cachoeiras da serra gaúcha.  Depois do rapel nos dirigimos ao camping Paraíso Tropical, que além de uma ótima estrutura tem pessoas muito atenciosas que servem um café da manhã colonial para “nona” nenhuma colocar defeito. kkk

Carnaventura

2° dia:

Talvez o dia mais esperado para a maioria, a descida no mais alto viaduto das Américas e o 3° mais alto do mundo com seus 143 metros, adrenalina, emoção e admito um pouco de medo se misturavam com a satisfação de realizar um sonho que era conhecer aquele gigante.

Carnaventura

3° dia:

Foi a vez de realizar o rapel em um lugar bem inusitado, em uma caverna subterrânea abaixo da ferrovia do trigo que tem um nome nada convidativo “Garganta do Diabo”. De feio apenas o nome pois a pequena queda possui uma beleza exuberante acompanhada de um vento frio!!!

Carnaventura

4° dia:

A despedida foi marcada pelo rapel no conhecido viaduto “Mula Preta” de 98 metros de altura, a descida nesse lugar foi gratificante, não sei se pela soma daqueles 4 dias incríveis que passei rodeado de pessoas maravilhosas ou pelo lindo verde da mata que me esperava logo a baixo, melhor ficar com as duas opções!!!

Carnaventura

Foi sem dúvidas o carnaval mais louco e desafiador que já passei foram dias maravilhosos que ficarão na memória por muitos e muitos carnavais.

Cascata do Maringá em Vila Maria

Apresento a vocês a Cascata do Maringá, destino maravilhoso para relaxar, acampar e aproveitar um fim de semana em família junto a natureza exuberante do interior do Rio Grande do Sul – Brasil.

A cidade de Vila Maria está localizada na Encosta Superior do Nordeste, na região da Produção, à 260 quilômetros de Porto Alegre. Possui altitude média de 580 metros acima do nível do mar. Faz divisa com os municípios de: Marau, Camargo, Nova Alvorada, Montauri, Casca e Santo Antônio do Palma.

Vila Maria resguarda em seu interior belezas naturais deslumbrantes, como a Cascata do Maringá, Monte Di Vedana, Cascata do Porongo, Refúgio Ecológico Colônia Paraíso e muitos outros atrativos que vão fazer você querer voltar lá para visitá-los. Acesse o site da prefeitura de Vila Maria para saber mais.

Neste post vou falar sobre a Cascata do Maringá, com 54 metros de altura é um local propício para a pratica do rapel, antigamente no local existia estruturas para acolher os turistas, que procuravam este tipo de esporte, hoje em dia não é mais possível. A empresa que operava o rapel e cuidava do local, cancelou os trabalhos na Cascata do Maringá.
Cascata do Maringá
Hoje em dia o local está aberto a visitação e contemplação, quem mantém o ponto turístico é a Prefeitura de Vila Maria/RS.

A Cascata do Maringá encontra-se dentro de uma área de Preservação Municipal, onde ali podemos encontrar uma usina geradora de energia construída em 1947, ainda em funcionamento.

Se você procura um local sossegado para tomar um banho de cascata, fazer um churrasco em família ou com seus amigos e ainda fazer umas trilhas divertidas, então você precisa conhecer este lugar.

As trilhas levam até a parte de cima da queda, o trajeto é um pouco extenso, a única dificuldade é a subida íngreme, tomar cuidado com o grande número de pedras soltas existente durante o caminho. Na parte de cima da queda de água, tem outras cachoeiras menores e uma piscina natural, vale muito a pena o passeio.

Cascata do Maringá

Estrutura:

Junto a Cascata do Maringá existe a opção de realizar um acampamento selvagem, este é gratuito, mas é necessário pedir autorização para a Prefeitura de Vila Maria/RS, no local existem algumas estruturas, mas estas estão em estado precário, os banheiros não possuem luz e muito menos chuveiros, a unica opção de banho é um cano pendurado na parede que saí água fria. No local também não existe pontos de água potável, você terá que levar toda a água necessária para passar o dia ou o fim de semana.

Cascata do Maringá
Em relação ao solo, este é bem pedregoso e ruim de colocar os espeques da barraca. Neste caso recomendo levar uma barraca que seja auto-portante (fica armada sem a necessidade de espeques).

Quando estava montando a barraca me arrependi de ter levado a barraca Azteq Nepal, pois não é auto-portante, consegui depois de muito esforço colocar os espeques cerca de 10 cm no solo.
Conclusões finais:

O local é lindo e exuberante, perfeito para pessoas que gostam de boas aventuras, caso você queira visitar o local, esteja munido de roupas para trilhas e para banhos de rio, água potável, repelente, protetor solar e calçados adequados. Caso você for fazer as trilhas, recomendo usar calçado fechado e calça comprida, isso irá lhe ajudar a se proteger dos mosquitos ou de qualquer outro animal que esteja no trajeto, lembrando que no verão é muito fácil cruzar com aranhas caranguejeiras e cobras, fique atento.

Se você gosta de encarar desafios e grandes aventuras, praticar o rapel será uma ótima ideia, no local não há operadores de turismo de aventura, mas você pode contatar com a empresa Outdoor Rapel, montar um grupo e se divertir nos 54 metros da Cascata do Maringá, existe duas possibilidades de descida, uma delas é pelo meio da cascata junto a queda de água e a outra pela parede do lado esquerdo.

Cascata do Maringá

Cascata do Maringá

Cascata do Maringá

Você pode combater seu medo de altura, saiba como!

Um dia lindo de sol pede que você aventure-se, que você observe o mundo de todos os ângulos possíveis.

Você observa, mas as vezes, parece que falta alguma coisa. Que você poderia ver mais, aproveitar mais. Ver o dia, a paisagem, sob um ângulo diferente.

Você visita lugares, vê pessoas praticarem esportes que te causam arrepios, não por ser um esporte inseguro, não é isso, mas por você não conhecer a segurança que envolve a prática dele.

Falo tudo isso para contextualizar o que muitas pessoas sentem na prática do esportes conhecido como rapel, deixam de praticar por medo de que ocorra algum acidente, não se sentem seguros. Assim eu me sentia, nunca havia tido a coragem de praticar rapel, pois tenho muito medo de altura, de ficar em pânico e travar na hora H.  Eu não conseguia subir em uma escadinha de 5 degraus em casa, para terem ideia.

Sendo assim, defini um objetivo: Enfrentar o medo de altura praticando esse esporte. O que para mim, requer conhecer os equipamentos e os itens de segurança que envolvem a prática do rapel.

Decidi fazer um curso de rapel oferecido pela Outdoor Equipamentos, aprendi sobre a segurança do esporte, cordas, nós, ancoragem, freios, cadeirinhas e primeiros socorros. Pratiquei ascensão. E depois de toda esta teoria a tão esperada descida.

Você pode combater seu medo de altura, saiba como!

Eu tremi, podem ter certeza, mesmo sabendo a teoria, a certeza de que tudo daria certo e de que era somente questão de me concentrar no que fazia e curtir, demorou a chegar. Na primeira descida, com toda a orientação dos instrutores, desci apavorada, quando pus os pés no chão, pulei, saltitei, gritei: Consegui!!!

Você pode combater seu medo de altura, saiba como!

Você pode combater seu medo de altura, saiba como!

Você pode combater seu medo de altura, saiba como!

Para uma pessoa que teme tanto a altura quanto eu, foi uma vitória muito importante.

A primeira vez para tudo é sempre a mais difícil, ainda mais quando se tem medo. A segunda já achei mais fácil e desci mais tranquila.

Se você teme alguma coisa, busque uma forma segura de enfrentar este medo. No meu caso o curso foi muito importante para enfraquecer o medo. O medo, muitas vezes, se mostra além do que realmente é, porque potencializamos, damos força a algo que é pequeno dentro de nós.

Se você se prepara para algo, o medo dá lugar a coragem, você faz o que quer e supera.

Você pode praticar qualquer esporte, o importante é praticar com segurança. Curso para prática de esporte não é ‘dinheiro posto fora’, como muitos dizem. É adquirir conhecimento para que você possa utilizar em outros momentos da sua vida.

Não faça de um simples monte de areia, um Everest. Vença seus medos, um pouquinho por dia. Sinta-se livre!

Pêndulo em Arroio do Meio

Pêndulo em Arroio do Meio

O município de Arroio do Meio é um típico município do Vale do Taquari: ao pé da serra, é rodeado por grandes elevações, os chamados morros, e, para realçar a beleza local, é irrigado por vários rios e arroios de todos os portes que descem das encostas e da Serra Gaúcha. A cidade recebe este nome pois está situada junto ao Arroio com este nome, cuja denominação é devido ao seu posicionamento entre o Arroio Forqueta e o Arroio Grande.

Através do amigo Brian Dias fomos convidados a participar e relatar a experiência de praticar o pêndulo, um esporte de aventura pouco conhecido, mas que proporciona muita adrenalina.

O pêndulo, também conhecido no Brasil como Rope Swing, ou Pêndulo Humano, ou ainda como Rope Jump, é uma atividade muito parecida com o Bungee Jump, ou Ioiô Humano. A pessoa pula de uma ponte, ou outra plataforma, amarrada em uma corda não elástica, ou um cabo de aço, e ai fica balançando de um lado para o outro até parar. Imagine um grande balanço!

Assista o vídeo abaixo:

O esporte é oferecido pela empresa OFF Aventura, principal operadora do esporte de aventura na cidade de Arroio do Meio/RS. Realizado na ponte de ferro que liga os municípios de Lajeado e Arroio do Meio/RS – Brasil. A referida ponte foi construída no ano de 1939 e por muitos anos foi o único meio utilizado para se chegar ao município vizinho. Toda a estrutura da ponte foi trazida da Alemanha. A ponte sofreu uma grande reforma no final do ano de 2006, início do ano de 2007, revitalizando este ponto turístico.

Arroio do Meio
Ponte de Ferro construída no ano de 1939 – Foto: Internet
Arroio do Meio
Arroio do Meio/RS – Brasil – Foto: Luís H. Fritsch
Arroio do Meio
Arroio do Meio/RS – Brasil – Foto: Luís H. Fritsch

Informações:

  • A prática dessa atividade de aventura é recomendada para pessoas que não possuam problemas de saúde, a idade mínima para o salto é de 8 anos, para pessoas menores de 18 anos o salto é realizado apenas com autorização dos responsáveis;
  • O valor da atividade é de R$ 40,00 reais e dá direito a 2 saltos, pois no primeiro apenas sente-se medo, já na segunda vez é que os esportistas se apaixonam por essa aventura um tanto insana;
  • O pêndulo é disponibilizado uma vez por mês ou com grupos pré-agendados;
  • A altura da ponte varia entre 30 a 35 metros de acordo com o nível do rio.

Contato:

  • Para saber mais, contate diretamente com a empresa OFF Aventura, pelo contato:  (51) 9286-3386

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Curta a página da OFF Aventura no Facebook, e fique atento para as próximas aventuras!

Relato da aventura em Arrio do Meio

O dia começou muito frio, aos poucos o céu foi abrindo e surgiu o sol. O céu azul e as nuvens de cor branca davam a sensação de profundidade nas fotografias capturadas, isso significava que seria um belo dia para curtir com os amigos. Conosco estavam presentes no eventos três empresas parceiras: OFF Aventura, V13 Adventure e Outdoor Equipamentos, todos juntos, unidos pela paixão pelos esportes de aventura.

Conforme os organizadores iam ajustando e organizando as cordas e equipamentos para a prática do pêndulo, ficávamos estasiados com a altura e com o vento gelado que passava entre a ponte de forma congelante. O passar dos minutos impregnavam nos expectadores sensações de pavor, medo e de adrenalina que tomavam conta dos pensamentos. Depois de algum tempo ali esperando, começou-se a rodada de saltos individuais, acredito que a grande maioria de pessoas que estavam ali parados observando, nunca tinham feito nada tão insano e maluco em suas vidas.

Pouco a pouco, as pessoas iam colocando os equipamentos tais como: cadeirinha, capacete, mosquetão e todos os materiais apropriados para a prática desse esporte, e ficavam em uma fila esperando para, literalmente, se jogar da ponte de ferro. Só de assistir já dá um frio na barriga, uma sensação de pavor indescritível, só estando lá para saber.

No meu caso, fiquei na parte de baixo apenas observando cada salto, fotografando e tentando combater meu próprio medo de altura. Para todas as pessoas que me conhecem sabem que possuo grande aversão a altura, mas muitas vezes pratico os esportes de aventura sem maiores problemas, como diz aquela frase – “Se der medo, vai com medo mesmo”.

Depois de tirar centenas de fotografias fui desafiado a ir lá e fazer meu salto. Subi até o alto da ponte, coloquei todos os equipamentos necessários e na “hora H”, simplesmente desisti. Nessa hora meu corpo travou, as pessoas que estavam ali incentivando devem ter notado que eu não estava no meu melhor dia, não me sentia corajoso o bastante para aceitar aquele desafio.

Acredito que o mais importante em nossas aventuras não é fazer tudo, só porque alguém diz que é legal, mas precisamos estar conscientes sobre nosso corpo e mente, para aí sim, poder enfrentar os desafios que vierem. Não posso dizer que não irei voltar lá e saltar, talvez eu vá algum outro dia, com um pouco mais de coragem.

Alias já fiz pêndulo, sei como é a sensação de queda livre, se jogar no vazio e não conseguir ouvir seus próprios gritos de felicidade. Caso queira saber mais sobre a minha primeira experiencia nesse esporte tão louco clique aqui.

Galeria de fotos:

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Resumimos toda essa experiencia louca em um vídeo, assista!

Tirolesa Interestadual – RS/SC de 1.300 Metros

Tirolesa Interestadual – RS/SC de 1.300 Metros

Todos nós estamos acostumados atravessar estados de carro, ônibus, bicicleta ou a pé entre muitas outras maneiras, o ser humano sempre tenta inovar, buscar novos meios de fazer a mesma tarefa. Já imaginou poder atravessar de um estado para o outro usando uma tirolesa? Se isso já passou pela sua cabeça, fique tranquilo, agora é possível atravessar do estado do Rio Grande do sul para Santa Catarina – Brasil.

O nome do atrativo já diz tudo, Tirolesa Interestadual com aproximadamente 1.300 metros de comprimentos, passa por cima do Rio Uruguai, ligando as cidades de Goio Ên/RS a Chapecó/SC.

A plataforma de lançamento da tirolesa está localizada na cidade gaúcha de Goio Ên/RS, em uma casinha no alto de um morro e seu término fica localizado junto a o Centro Náutico Faé já no estado de Santa Catarina.

O custo para essa aventura é de apenas R$ 40,00 reais, já incluído o deslocamento de volta, este é feito de carro do Centro Náutico Faé/SC até Goio Ên/RS.

Centro Náutico Faé

Tirolesa Interestadual
Ponto de Partida

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Tirolesa Interestadual
Ponto de Chegada

Aos olhos de quem vê, parece ser uma decida vertiginosa, quase não conseguindo ver seu término, dependendo do peso da pessoa durante a decida pode-se chegar a marca dos 100 km/h de velocidade. A sensação de medo, pavor e adrenalina são sentimentos constantes que fazem muitas pessoas desistir já na hora da saída.

” Vai. E se der medo, vai com medo mesmo” 

Tirolesa Interestadual

Nosso grande amigo e parceiro de aventuras Luciano Bresolin, esteve na tirolesa e nos disponibilizou os videos de sua decida.

Já imaginou descer os 1.300 metros da Tirolesa Interestadual, usando uma bicicleta, veja o vídeo abaixo:

O Centro Náutico Faé disponibiliza infraestrutura necessária para os visitantes, composto por: bar, lanchonete, cabanas e mercado. O casal Rogério e Fabiane Faé administram o local a cerca de 15 anos. Para quem quiser passar o fim de semana, curtir a natureza ou quem sabe apenas só relaxar, no lugar é disponibilizado cabanas para quatro pessoas.

Contato:

Como chegar:

Coordenadas: 27º16’51.1″S 52º41’17.3″W

Sem título

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Rapel, Salto Escondido – Nova Roma do Sul/RS

Rapel, Salto Escondido – Nova Roma do Sul/RS

Rapel, Salto Escondido me fez chegar a conclusão que na internet, costumamos ler frases inspiradoras de viajantes. Você já parou para pensar nos seus significados? O que essas frases fazem com nossas vidas? De fato elas nos inspiram, fazem a gente abrir os olhos diante desse gigantesco mundo e das enormes possibilidades contidas nele.

Certa vez, li uma frase na internet que dizia: “explorar novos lugares”. Para muitos é uma simples frase de inspiração, já para mim, é um entendimento muito maior sobre o que procuramos em nossas viagens.

Explorar novos lugares, ao meu entendimento, é explorar o máximo de cada lugar mas não de uma vez só, precisamos ver o mundo com calma para não perdermos nenhum detalhe, e que às vezes, faz toda a diferença para nós mesmos. Sempre que for a lugares novos, procure não conhecer ou explorar todos os lugares ou coisas disponíveis, ou seja, não faça tudo na correria, observe tudo com calma, sinta a energia do lugar, aproveite aquele momento especial.

Isso acontece com todos os lugares que eu já visitei, sempre deixo coisas para se fazer, assim quando retornar conseguirei apreciar outro momento, outro detalhe, que com certeza vai significar tudo.

O local que me trouxe inspiração para escrever este post, é a cascata Salto Escondido na cidade de Nova Roma do Sul/RS – Brasil, um local inóspito, assim posso dizer, pois só se chega através de trilhas, aqui no blog você pode encontrar este lugar, clique aqui. Já estive no local inúmeras vezes, e a cada vez que lá estive, ficava imaginando como seria rapelar naquele enorme paredão de pedra, junto a queda d’água. Essa imaginação que tinha toda vez que ia na cascata virou um sonho,  que demorei algum tempo para torna-lo realidade, mas esse dia chegou!

No sábado, dia 26 de Dezembro de 2015, recebi o convite de um amigo para leva-lo até a Cascata Salto Escondido, pois queria um lugar novo para rapelar, sem dúvida, de imediato aceitei  o seu convite, afinal era meu sonho prestes a se tornar realidade.

No dia 27 de Dezembro foi o dia “D” para mim, hora de desafiar meus maiores medos, realizar aquele sonho guardado a tanto tempo.  Fomos em cinco pessoas, sendo dois casais e o fotógrafo da TREKKING RS. Chegamos à cascata e logo começamos a preparar as ancoragens, levamos conosco 2 cordas, uma com 100 metros e a outra de 150 metros de comprimento pois não sabíamos qual era a real altura do lugar.

Depois de 2 horas fazendo as ancoragens necessárias e conferindo cada detalhe, resolvi encarar meus maiores medos, fazer aquela descida de mais de 100 metros de altura, desci até a crista da cachoeira e esperei minha companheira de descida, enquanto ela colocava todos os equipamentos necessários para a prática desse esporte, eu estava ali, no lugar em que se desse mais um passo para baixo, não poderia mais voltar, meu coração estava acelerado, o medo em mim era visível. Sempre dizem que se temos medo de altura não devemos olhar para baixo, fiz o contrário do que dizem, olhei para baixo e vi a grandiosidade do Cascading que iria fazer.

Rapel, Salto Escondido

Era de fato um desafio e tanto, nessa hora pensava em muitas coisas, me fazia certas perguntas, será que vou conseguir? Será que não vai me dar um pavor no meio da descida? Nesse momento, olhei para o céu azul e isso me acalmou, senti a água fria da cascata, minha companheira de descida já estava próxima a mim. Ela chegou e perguntou, você está com medo? Eu disse! Claro que estou! Ela respondeu, tô morrendo de medo. Respirei fundo e disse para ela ” não podemos deixar o medo tirar a chance de fazer o que gostamos”. A frase que disse a ela foi de fato a dose de motivação que faltava para nós dois, aí então ela olhou para mim e falou: “vamos descer?”, pelo que respondi: ” vamos!”

A cada passo que dávamos era mais difícil, pois nos olhávamos  e víamos o medo presente, a cada passo, era uma nova oportunidade de desistir. Descemos um pouco mais, minha companheira de aventura me olhou e falou: “quero voltar, não vou conseguir”. Olhei para ela e calmamente falei: “Está tudo bem, vou lhe ajudar a descer, fica calma”.  Ao contrário do que pediu, continuamos a descer, e seguindo, olhei para ela e falei: “Agora não tem mais volta, vamos ter que descer eu e você, com medo ou sem medo”.

Rapel, Salto Escondido

Rapel, Salto Escondido

Rapel, Salto Escondido

Depois da descida, uma dose de adrenalina tomou conta de nós, aquela sensação plena e satisfatória do dever cumprido. Nessa descida, experimentamos a força da água tocando no capacete, as pedras lisas  e cheias de limo, mal conseguíamos nos apoiar nelas, mas tudo isso serviu para mostrar que somos mais fortes, que superamos mais uma vez os nossos maiores medos.

Posso dizer de fato, que foi um dos lugares mais difíceis que já desci, a descida é bastante técnica, local com muito limo,  pedras pontiagudas e escorregadias, por isso não recomendo para pessoas sem experiência nesse esporte.

Olhando a cascata lá de baixo, ficamos sem palavras, olhando aquela imponente queda d’água, enquanto o outro casal de amigos começava a descida. Ficamos ali, olhando e admirando a beleza do lugar e observando nossos amigos descendo devagar, sem pressa. Dava para notar lá de baixo que estavam encantados.

Rapel, Salto Escondido

Rapel, Salto Escondido

Rapel, Salto Escondido

O Cascading é um esporte de aventura que consiste na exploração progressiva de uma cachoeira.  Essa prática surgiu no final da década de 70 na Europa, seus praticantes precisam transpor os obstáculos com técnicas e equipamentos da modalidade.

Veja também: Melhores lugares no Rio Grande do Sul para praticar Rapel

Escalando o desfiladeiro Bataara, por David Lama

David Lama escolheu o Líbano como local para sua mais recente aventura, e ficou decidido em criar uma rota no intocado desfiladeiro Bataara. Foi uma manobra corajosa para o jovem escalador, pelo Líbano não ser conhecido pela escalada, mas David quis explorar novo terreno, e com sucesso criou a nova rota Avaatara, que é uma escalada de grau 5.14d.

 No porquê de escolhermos o Líbano, diz David: “Se você for tomar estradas que já foram descobertas, você está basicamente apenas seguindo. Mas se você for a um lugar que ninguém nunca esteve você basicamente está na liderança, e isso é algo que eu gosto muito.
“O Líbano é definitivamente um lugar especial, é de alguma forma um pouco exótico, um lugar que você não planeja ir como um escalador, como não está no mapa da escalada,esse é um dos fatores que me trouxe até aqui.”

O desfiladeiro Bataara nunca tinha sido escalado antes.

David Lama climbs the first ascent of Avaatara (5.14d) in the Baatara Gorge near Tannourine, Lebanon on June 18th, 2015.
© Corey Rich/Red Bull Content Pool
Já a escalada, ela acontece em um sumidouro enorme, com uma cachoeira descendo pelo seu centro, ele nunca tinha sido escalado antes, então David teve que ser imaginativo aoplanejar sua rota – que no começo até lhe deu dúvidas de ser ou não possível.

É um sumidouro espetacular no Líbano

Light shines through the caves in the Baatara Gorge in Lebanon.
© Corey Rich/Red Bull Content Pool
Ele diz: “não é muito comum você ir a uma localidade tão deslumbrante que ninguém escalou. Achar uma linha escalável por essa caverna, nesse sumidouro, foi bem difícil. Eu realmente tive minhas dúvidas. As paredes são incrivelmente inclinadas, e dificilmente se acha uma agarra nelas, portanto eu estava inseguro de haver uma linha que eu poderia seguir em escalada livre.”

O crux foi extremamente difícil

David Lama climbs the first ascent of Avaatara (5.14d) in the Baatara Gorge near Tannourine, Lebanon on June 18th, 2015.
© Corey Rich/Red Bull Content Pool

O crux foi tão difícil que prender as costuras rápidas no teto teriam tomado energia demais, portanto ele simplesmente escolheu pulá-las. Mais adiante, foi um alívio quando ele tinha acabado e ele soube que não iria cair.

David completou a nova rota

David Lama climbs the first ascent of Avaatara (5.14d) in the Baatara Gorge near Tannourine, Lebanon on June 18th, 2015.
© Corey Rich/Red Bull Content Pool

Ele acredita que a rota é verdadeiramente linda, quase como um tipo de obra de arte. Ele explica: “Acredito que quando se trata de escaladas que sejam tão difíceis ou que sejam próximas ao seu limite, escalada é quase mais como uma arte do que um esporte.

“É a transição de uma ideia que você tem na sua cabeça, a algo que todo mundo pode ver. Como agora todo mundo sabe que essa linha é escalável, e isso é lindo em minha opinião.”

Veja mais fotos dessa incrível escalada:

David Lama stares up at a new climb in Baatara Gorgre in Lebanon.
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David Lama climbs the first ascent of Avaatara (5.14d) in the Baatara Gorge near Tannourine, Lebanon on June 18th, 2015.
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David Lama climbing Avaatara (5.14d), his First Ascent in the Bataara Gorge in Lebanon. Jaad Koury belays him at the base.
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David Lama climbs the first ascent of Avaatara (5.14d) in the Baatara Gorge near Tannourine, Lebanon on June 17th, 2015.
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Traduzido livremente por: Lucas Sironi
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