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Cobertura Online – CicloTrekking

 

Faltando alguns dias para começar a expedição Ciclotrekking – Pra lá do Fim do Mundo, Edson Maia fala o motivo de sua expedição e nos conta um pouco dos trajetos que irá percorrer até chegar ao extremo sul da América do Sul. Ouça o primeiro podcast dessa aventura e comente!

Podcast – Ciclotrekking

A data já está marcada, o Ciclotrekking – Pra lá do fim do mundo começará oficialmente no dia 12 de Outubro de 2019.

Edson Maia de maneira solo e autossuficiente irá percorrer o cone Sul da América do Sul em uma viagem dividida em três etapas.

Começará pelo Rio Grande do Sul (cidade de Chuí ou Cassino, em Rio Grande), passa por toda a extensão do litoral uruguaio até chegar na cidade de Buenos Aires, onde seguirá de ônibus até Bariloche.

A segunda etapa da viagem intenta explorar alguns dos principais pontos de aventura na Patagônia Chilena e Argentina, tendo como ponto mais extremo da expedição a Isla Navarino, no Chile.

Após cruzar por lancha o Canal de Beagle e chegar em Ushuaia, inicia-se o terceiro trecho da viagem, que tem o Norte como rumo, percorrendo assim o desértico trecho da costa litorânea da Patagônia Argentina e posteriormente o retorno ao Brasil.

Além da cicloviagem em si, várias atividades de trekking e hiking nos principais parques nacionais  serão feitas durante a jornada, tanto no Chile como na Argentina.

Confira o projeto completo online Ciclotrekking, clicando aqui!

Perfil do aventureiro

online Ciclotrekking
Foto: Arquivo pessoal

Edson Maia tem 49 anos e é natural da cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Amante da natureza e entusiasta das práticas ao ar livre, é colunista deste portal e influencer da rede colaborativa AventureBox, onde periodicamente gera conteúdos de mídia relacionados com atividades outdoors tais como: Montanhismo, trekking, hiking, acampamentos e ciclismo. Respeita e acredita no poder transformador da natureza, atendendo sempre às regras do Mínimo Impacto em ambientes naturais, em qualquer que seja a atividade.

Agradecimentos

Não podemos deixar de agradecer as nossos patrocinadores e apoiadores: Filipe Flop, Poli Marcas e Patentes, Trekking RS, AventureBox, Solo Outdoor e Travel e Patos do Sul, sem eles não seria possível realizar esse sonho.

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Curso de condutor nos Aparados da Serra

Nos dias 3,4,5,6 e 7 de Abril/2019 acompanhamos o curso Competências mínimas de Condutor para turismo de aventura no Parque Nacional de Aparados da Serra, ministrado pelo diretor Josemar Contesini.

Josemar Contesini, 45 anos, paulista dos Aparados da Serra e de Cambará do Sul – RS. Atuante como operador de ecoturismo e atividades de aventura. Consultor e Assessor das NBRs ISOs da ABNT de Ecoturismo e Turismo de Aventura. Instrutor, avaliador e condutor de Rafting da International Rafting Federation. Coordenador operacional na Empresa Aparados da Serra Adventure.

Josemar Contesini - Aparados da Serra

O curso tem como principal objetivo capacitar os participantes para a prestação de serviço nas atividades de Condutor de Turismo de Aventura, nivelar o conhecimento técnico, melhorar a qualidade e segurança dos serviços prestados, disseminar as boas práticas e estimular o interesse na aplicação dos requisitos da norma, preparando os participantes para futura certificação da conformidade ABNT NBR 15285 – Líderes de Ecoturismo e Turismo de Aventura – competências Mínimas de Condutor e Turismo de Aventura – Competência pessoal.

Com carga horária de 80 horas, o curso é realizado em sistema de imersão e metodologia da Educação Experiencial ao ar livre (aprendendo na prática)

Caso você tenha interesse em buscar essa capacitação no ramo do Turismo de Aventura, deixei aqui o contato direto com o Diretor do curso Josemar Contesini – (54) 9 9984-5766 para mais informações.

Curso Aparados da Serra

O curso começou na manhã do dia 3 de abril, o dia estava um pouco nublado, mas já mostrava sinais que iria abrir sol, o local escolhido para a primeira parte do curso foi dentro de uma área protegida pelo Parque Nacional dos Aparados da Serra, o local continha algumas cabanas e estrutura como água, luz e acomodações. Os participantes podiam escolher dormir dentro das cabanas ou em suas barracas.

Curso Aparados da Serra
Alunos no Aparados da Serra

Além do Diretor do Curso Josemar Contesini, havia mais 2 instrutores, sendo eles: Evandro Clunc e Théo Vieira Larratéa. O time de instrutores davam vida ao curso, fazendo com que os participantes se integrassem mais com o curso em si e com atividades propostas. Havia também no apoio para esse curso nós do site Trekking RS e a produtora Cine Travel.

A primeira parte do curso 1º e 2º dia continha aulas teóricas/práticas sobre inúmeros assuntos, desde o planejamento das atividades, logística, normas técnicas e boas práticas, o grupo participante era de aproximadamente 30 pessoas, para que o curso funcionasse da melhor maneira o Josemar dividiu a turma em quatro equipes de 5 pessoas, cada equipe teria uma função específica no andamento do curso.

Equipes formadas:

  • Equipe 1 – Responsável pela alimentação geral do curso;
  • Equipe 2 – Responsável pelos equipamentos gerais;
  • Equipe 3 – Responsável pelo bem estar de todos os participantes do curso;
  • Equipe 4 – Responsável pela limpeza e organização das áreas do curso.
Equipe de cozinha

Dentro do curso de Competências mínimas de Condutor de Turismo de Aventura, havia a possibilidade de conquistar também a certificação do Leave No Trace.

Leave no Trace na tradução livre significa “não deixar rastro”, isto é um manual de boas práticas que visa minimizar os efeitos da ação humana em parques, reservas, trilhas e outros locais da rotina outdoor.

Abaixo citamos os itens inclusos no livro Leave no Trace

  1. Planeje com antecedência e prepara-se;
  2. Caminhe e acampe em superfícies duradouras;
  3. Correto descarte de resíduos;
  4. Deixe o que encontrou;
  5. Minimize o impacto por fogueiras;
  6. Respeite a vida selvagem;
  7. Respeite os outros visitantes.
Leave no Trace - Aparados da Serra

Um dos assuntos abordados na aula do Leave no Trace, foi o “Shit Tube”, que nada mais é que um banheiro particular, onde cada pessoa deve levar junto consigo durante as trilhas. Em alguns parques no Brasil já é obrigatório o uso desse equipamento.

Todos as aulas teóricas e práticas tinham como objetivo facilitar a construção de uma das tarefas mais importante do curso, aquela que iria garantir a certificação dos participantes.

A tarefa dada era, montar uma travessia de trekking, com duração de dois dias, para um grupo de 35 pessoas, o local escolhido pelos instrutores era a borda norte do Cânion Fortaleza.

Para quem não conhece muito sobre a região dos Aparados da Serra, a borda norte do Cânion fortaleza é totalmente selvagem, por vias convencionais não é possível transitar nestas áreas ou fazer qualquer outro tipo de atividade, para que fosse possível o diretor do curso Josemar, conseguiu uma autorização especial com o ICMBIO, para que pudesse realizar a travessia durante os dias do curso.

As equipes formadas precisavam trabalhar em conjunto, para que todas as tarefas fossem cumpridas de acordo com o grau de exigência dos instrutores.

Grupo Aparados da Serra

Além da grande tarefa de realizar uma travessia de trekking em um local totalmente desconhecido pelos participantes, ainda havia muitas tarefas para serem realizadas individualmente por cada participante.

“Enquanto os participantes do curso se empenhavam ao máximo para cumprir as tarefas eu do site Trekking RS e o Lucas da empresa Cine Travel fazíamos nosso trabalho. Nós estávamos ali no apoio para relatar a experiência do curso, eu através de textos e imagens e o Lucas através de gravações para um filme que vai se chamar Trekking na Terra dos Cânions, ganhador do Concurso Interativo do Festival de Cinema de Gramado como Categoria Documentário de Turismo, que será lançado em breve no Youtube, fique de olho!”

Veja o teaser Trekking Terra dos Cânions

No final do segundo dia do curso, o grupo geral teve aulas teóricas e práticas de orientação e navegação através de bússola e cartas topográficas, o processo de aprender a se localizar já é complicado, imagine ter que guiar um grupo grande. Não é uma tarefa fácil!

Sunset Aparados da Serra
Barracas Naturehike
Céu estrelado nos Aparados da Serra

No terceiro dia, levantamos cedo a equipe responsável pela cozinha já preparava o café da manhã, as outras equipes já organizavam os materiais e equipamentos que seriam usados na expedição.

Por volta das 9:00 horas da manhã o transporte chegou, embarcamos nos veículos, que nos levou até o ponto de partida da expedição de trekking. Ao chegar, descarregamos todas as mochilas, a equipe responsável pelo planejamento explicou como seria o percurso, também foi acordado que a cada tanto tempo a equipe guiaria seria alterada, dessa forma todos os cursantes conseguiriam orientar um grande do grupo e aprender na prática esses ensinamentos.

Expedição pela borda Norte do Cânion Fortaleza

Alunos Aparados da Serra

Começamos a caminhar por uma estrada de terra que aos poucos some no meio dos campos de altitude, seguimos por meio destes até a borda do Cânion Fortaleza.

A primeira parada foi incrível, pois tínhamos a maravilhosa vista da Cascata do Tigre Preto em sua totalidade, atrativo esse que mede mais de 200 metros de altura, as águas cristalinas despencam pelos paredões do cânion até chegar no rio abaixo. A cascata é formada por inúmeras quedas ao longo de seus centenas de metros, uma vista majestosa, um privilégio estar ali contemplando aquela imensidão natural dentro do Aparados da Serra.

Trilha Aparados da Serra
Cachoeira do Tigre Preto - Aparados da Serra

O clima desse primeiro dia não era dos melhores, estava um pouco frio e caia levemente uma garoa, acompanhada de uma densa neblina que encobria boa parte do Cânion Fortaleza.

A medida que caminhávamos pelas bordas, notamos que a equipe que estava guiando o grupo, às vezes se perdia em meio a neblina densa, por causa do clima parávamos constantemente.

Trilheiros Aparados da Serra

A Borda Norte do Cânion Fortaleza nos Aparados da Serra é selvagem, parece que estamos caminhando em terras desconhecidas, em alguns pontos desse caminho víamos vestígios de um grupo de Javalis, isso gerou tensão aos participantes, pois estávamos muito longe de qualquer civilização. Mas seguimos em frente, caminhando por terras alagadas e bordas de cânion.

Lá por volta das 13:30 da tarde paramos para almoçar, a equipe responsável pela cozinha montou os “canopi” uma espécie de toldo, ali nos sentamos todos e fizemos o almoço.

Alunos Turismo de Aventura

Depois de almoçar, notei que não havia tanta neblina como antes, então fui até a borda para tentar captar umas imagens legais, de lá era possível ver boa parte da imensidão do Cânion Fortaleza, com seus paredões verticais, em algumas partes o verde da vegetação contrastava com um pouco de neblina que ainda estava em meio ao cânion.

Cânion Fortaleza - Aparados da Serra
Aparados da Serra

Fotografei por alguns minutos e aí retornei ao local onde estava o grande grupo, dali em diante, colocamos a mochila nas costas e seguimos caminhando, levando chuva na cabeça e atolando os pés até a canela de tanto barro que havia nos campos alagados.

Por volta de 17:30 chegamos ao acampamento, a equipe que estava guiando falou que ali seria o local de acampamento, mas algo me dizia que não seria tão bom acampar ali, pois havia uma certa inclinação no terreno, esse local também continha uma pequena vegetação de um lado e do outro, o local escolhido para montar as barracas seria bem no meio destas duas vegetações. Mesmo sem enxergar direito, notei que ali poderia ser um corredor por onde os ventos passariam durante a noite.

Acredito que o Evandro Clunc também notou isso, e logo se prontificou a ir procurar um local melhor para passarmos a noite. Passado aproximadamente quinze minutos, retornou ao grupo, dizendo que tinha encontrado um ótimo lugar.

O grupo todo estava cansado, molhado e embarrado, queriam apenas ficar ali e não fazer mais nada. Mas o Evandro insistiu tanto, que o grupo aceitou caminhar mais uns 10 minutos no escuro e embaixo de chuva até o próximo local.

Este segundo local era perfeito em relação ao anterior, pois era semi-plano e possuía uma grande vegetação, isso auxiliaria com os ventos fortes da noite, o local também estava localizado as margens de uma vertente e um córrego de água, o que ajuda muito quando estamos em um grande grupo.

Logo escolhi um local plano para montar a barraca, só que tínhamos todos um problema na hora de armar as barracas, estava chovendo e não tinha cara de que iria parar.

A equipe destinada ao planejamento, reuniu todos os participantes e dividiu as tarefas. A equipe de cozinha iria junto com os instrutores escolher um local seguro e contra ventos para montar os “canopi” e assim fazer o campo base de toda a expedição. As outras equipes ficariam auxiliando todos a montar as barracas.

Eu e o Ulisses começamos a montar a barraca e em menos de 5 minutos já estava montada e fixada ao solo. Então arrumamos nossas coisas dentro e começamos ajudar os outros participantes.

Depois de tudo montado, todos os participantes nos reunimos no campo base em baixo dos Canopi, a chuva não dava trégua, o diretor do curso Josemar, decidiu que enquanto a equipe da cozinha fazia o jantar, o restante faria um relatório geral sobre o primeiro dia de travessia.

Canopi - Naturehike

Como as condições do clima só pioravam e não podia fazer fotografias em ocasião da escuridão e do mau tempo, conversei com os instrutores e fui para a barraca descansar um pouco até a hora do jantar.

Quando estava no horário um amigo veio lá me chamar, a comida estava ótima, jantei e fiquei ali por mais algum tempo. O céu estava um pouco nublado, mas não chovia, então retornei a barraca e fui dormir.

Na manhã do quarto dia de curso e segundo da expedição, o dia amanheceu chovendo e parecia que não iria melhorar.

O Instrutor Josemar pediu que todos desmontassem as barracas e deixasse as mochilas prontas para sair, as aulas do curso no entanto iriam acontecer embaixo dos canopi´s improvisados na área da cozinha.

“Desmontar as barracas na chuva, sem molhar ela por dentro é uma arte, tarefa essa que você só aprende na prática” No meu caso estava com a barraca Mongar 2 Ultralight que proporciona desmontar por partes,o que facilita muito em situações desse tipo. Para entender como isso funciona, acesse este link.

Imagine um grupo de trinta pessoas embaixo de dois canopi´s de cerca de 4m cada um, mais todas as mochilas cargueiras, não tínhamos espaço nem para sentar. Neste momento conversei com os instrutores do curso e sugeri montar a minha barraca novamente apenas com o sobre teto e as varetas, e colocar as mochilas todas dentro, assim teríamos mais espaço para as aulas embaixo dos canopi´s.

Feito isso, estávamos um pouco mais confortáveis para ter as aulas, o Josemar explanou alguns pontos importantes que aconteceram no primeiro dia da expedição, pediu para as equipes organizarem o percurso que iriamos fazer até chegar no ponto onde poderíamos chegar nos carros de apoio.

Os outros instrutores e nós ficamos ali conversando e tomando um chimarrão quente, café e comendo algumas coisas que tinham sobrado do café da manhã.

Hora do café

As aulas continuaram por mais algum tempinho, mas chovia tanto que os canopi´s já estavam acumulando água na parte de cima, lembro de usarmos bastões de caminhada erguidos para não deixar empossar e também para retirar a água que em alguns pontos empossava.

Estávamos em uma situação complicada ali daquele jeito, em uma breve reunião com todos os participantes, resolvemos em conjunto sair dali e caminhar até os carros de apoio. Grande parte dos alunos estavam com as mochilas molhadas, sem roupas secas e com frio.

Cada participante pegou sua mochila, pôs nas costas, eu desmontei a barraca novamente, pus na mochila e começamos a caminhada. Se orientar era complicado, imagine ter que guiar aquele grupo até os carros.

Uma das equipes se prontificou a guiar todos os participantes, seguimos por umas 3 horas aproximadamente entre campos encharcados, e estradas semi alagadas até que chegamos em um ponto crítico.

Esse ponto crítico era o caminho errado, quase que 100% dos participantes estavam molhados, com as mochilas molhadas/pesadas e com muito frio. A comida tinha acabado, todos só queriam sair dali o mais rápido possível, mas nenhum aluno/equipe conseguia achar uma solução eficaz para o problema.

O curso de Competências Mínimas de condutor leva os participantes quase ao extremo psicologicamente e fisicamente falando, testa na prática a resistência individual de cada participante e a tomadas de decisões.

Não tinha visto em nenhum outro curso sobre turismo de aventura algo assim, acredito que levar os alunos ao extremo em um ambiente controlado é a melhor maneira de fazer os participantes aprenderem sobre turismo de aventura, como ser um guia responsável e como tomar boas decisões em situações adversas.

Treinamento com Bussola

Enquanto os instrutores conversavam a respeito do que seria feito, os alunos estavam exaustos, alguns chegavam a tremer de frio. Imagine um grupo de 30 pessoas paradas no meio do nada pensando em soluções. Alguns participantes começaram a cantar, fazer exercícios para manter o corpo aquecido.

Alunos Aparados da Serra

A decisão dos instrutores era que, o Evandro Clunc guiasse todos até os veículos, logo o Evandro reuniu todos a sua volta e passou as seguintes considerações. “Iríamos caminhar por cerca de 1:30 sem parar, mantendo o ritmo, isso faria com que chegássemos rápido aos veículos e com o corpo quente.

Seguimos um atrás do outro em fila indiana, a chuva cai forte e não tinha cara de que iria parar, os campos totalmente alagados, as estradas pareciam rios.

Em alguns trechos a água em cima das estradas alcançava as nossas coxas, seguíamos em ritmo constante, até que em algum momento tivemos que parar e esperar boa parte do grupo. Enquanto esperávamos o grande grupo se formar novamente, fazíamos exercícios para manter o corpo aquecido.

Caminhamos por mais alguns minutos até ver ao longe duas vans, lembro-me de ficar feliz de saber que tínhamos chegado ao destino, conforme a galera foi avistando os veículos, começaram a caminhar mais rápido.

Entramos nas vans e seguimos até as cabanas, onde estava montada toda a estrutura do curso. Chegamos nas cabanas já era noite.

Após todos trocar as roupas molhadas por secas, a equipe da cozinha já tratou de começar o jantar, e as outras equipes organizavam os materiais e equipamentos nas cabanas.

A noite desse quarto dia de curso, foi tranquila, não teve aulas propriamente ditas, apenas algumas conversas e planejamentos para o dia seguinte. Depois do jantar todos nós fomos dormir dentro das cabanas.

Último dia de curso

Levantamos logo cedo, o dia estava cinzento e caia uma leve chuva, após o café da manhã, reunimos todos os nossos equipamentos e colocamos dentro dos nossos carros. Dali seguimos em direção ao Cânion Itaimbezinho, onde seria finalizado o curso lá.

Ao chegar no parque o Josemar organizou uma breve aula dentro da sede dos Aparados da Serra e deu a última tarefa do curso de competências minimas de condutor de Turismo de Aventura, a tarefa seria: Todas as equipes teriam que guiar o grupo pelas trilhas do Cânion Itaimbezinho, abordando assuntos como fauna, flora e geologia do local.

Sede dos Aparados da Serra
Cânion Itaimbezinho - Aparados da Serra

Durante a trilha na parte de cima do Cânion Itaimbezinho – Aparados da Serra, as equipes designadas com as tarefas iam explicando detalhes sobre a história, geografia, flora e fauna pertencentes ao caminho que andávamos.

Flora Aparados da Serra

Paramos em um dos mirantes para fazer uma foto final, com todos os participantes, todos estavam felizes e sorridentes.

Alunos do Curso competências mínimas de condutor - Aparados da Serra

Caso você tenha interesse em buscar essa capacitação no ramo do Turismo de Aventura, deixei aqui o contato direto com o Diretor do curso Josemar Contesini – Aparados da Serra (54) 9 9984-5766 para mais informações.

3 maneiras de amarrar a sua bota

Neste post vou ensinar alguns nós úteis para amarrar suas botas, para que não solte durante suas caminhadas na natureza.

Este texto é uma continuação da postagem “dicas para evitar torção no tornozelo”, caso você ainda não tenha lido, veja em primeira mão!

Os nós que irei mostrar a seguir, podem servir para uma infinidade de usos, desde uma simples amarração até diminuir os inchaços referentes as caminhadas de longo curso.

Tipos de nós para amarrar sua bota

  • Nó do Cirurgião – Simples e versátil, pode evitar que o seu calcanhar escorregue.
  • Nó da Janela – Alivia os pontos de pressão no meio/topo do seu pé.
  • Volta de Alívio – Alivia a pressão na caixa do dedo do pé, podendo ser muito útil para você voltar para a trilha

O Nó do cirurgião é muito usado por quase todos os praticantes de atividades outdoor no mundo, pois é muito fácil de fazer e eficaz no que diz respeito a afirmar o seu pé dentro do calçado.

amarrar a bota de trekking
  1. Puxe qualquer folga nos cadarços, apertando a bota por cima do seu pé.
  2. Localize os dois pares de passadores mais próximos do ponto em que a parte superior do pé começa a flexionar-se para a frente; você estará amarrando o nó do cirurgião em cada um desses pares.
  3. Enrole os laços ao redor um do outro duas vezes, depois puxe-os com força; certifique-se de passar o laço diretamente até o próximo passador para “travar” a tensão do nó.
  4. Repita o passo “3” no próximo conjunto nos restantes dos passadores.
  5. Termine de amarrar o resto da sua bota como de costume ou de uma volta a mais na hora do aperto final.

O Nó da Janela é muito usado quando suas botas bem amarradas começarem a criar um ponto de pressão no topo do seu pé, o nó da janela (também conhecido como “laço de caixa”) pode ajudar a aliviar o problema.

amarrar a bota
  1. Retire o cadarço até os passadores que estão logo abaixo do ponto de pressão.
  2. Repasse indo direto até o próximo passador e depois cruzando os cadarços.
  3. Termine de amarrar o resto da sua bota como de costume ou de uma volta a mais na hora do aperto final.

A Volta de Alívio é usada quando os dedos dos pés estiverem muito doloridos/machucados, essa medida temporária poderá ajudá-lo a voltar ao início da trilha. Esse truque funciona aliviando a pressão na caixa do dedo do pé.

amarrar a bota
  1. Retire todo o cadarço da sua bota.
  2. Amarre-o de volta – mas pule o primeiro conjunto de passadores; isso abre a caixa do dedo do pé e tira alguma pressão da parte frontal da bota.
  3. Termine de amarrar o resto da sua bota como de costume ou de uma volta a mais na hora do aperto final.

Abaixo o vídeo completo, mostrando como se faz cada nó descrito acima:

Considerações finais

  • A maioria das botas vem com cadarços longos para permitir diferentes técnicas, então você deve ser capaz de fazer qualquer um desses truques de amarração usando seus cadarços atuais.
  • Se os seus cadarços estiverem desgastados, certifique-se de substituí-los por outros que correspondam tanto à forma (redonda, oval ou plana) quanto ao comprimento do par anterior, neste caso opte pelos cordeletes Paracord

A Paracord (também conhecida como cordame de paraquedas) ganhou este nome por ter sido desenvolvida para o uso em paraquedas, como linhas de suspensão (para = paraquedas / cord = corda). De forma simples, é um cordame feito de Nylon, extremamente resistente e com bom potencial elástico. Em termos de comparação entre peso, volume  e resistência, é um equipamento fantástico.

amarrar a bota com paracord

Vale ressaltar que as técnicas de amarração de cadarço descritas aqui não são um substituto para obter o encaixe certo, ao comprar botas novas. Para isso, você precisa consultar um especialista em calçados ou o vendedor da loja.

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Tornozelo, como evitar torções

Se você é caminhante ou aventureiro, costuma fazer inúmeras trilhas no fim de semana, então com certeza já deve ter passado por algumas situações de torcer ou quase torcer o tornozelo.

De acordo com o estudo “An epidemiological survey on ankle sprain”, a entorse de tornozelo é uma das lesões mais comuns no mundo esportivo e ocorre, normalmente, de forma traumática, devido à inversão excessiva (quando o pé vira para fora bruscamente) do pé durante a realização de atividades cotidianas, como andar, correr ou saltar. Na maioria dos casos a entorse não causa grandes danos às articulações, mas pode deixar o pé sensível durante o contato com o solo e gerar fortes incômodos. Mesmo assim, é importante fazer a avaliação do tornozelo com um especialista para verificar a existência de estiramento ou ruptura dos ligamentos agregados à região.

tornozelo

Eu já percorri centenas de trilhas durante 20 anos de atividades e posso lhes dizer com clareza como não torcer o seu tornozelo na trilha, pois em todas as vezes que saí para o meio natural, nunca sofri nenhuma lesão ou torção de algum membro. Alguns podem dizer que isso é sorte, eu no entanto digo que é prudencia.

Não há uma fórmula mágica para evitar torcer o tornozelo na trilha, mas há alguns cuidados que podemos tomar antes e/ou durante as atividades, diminuindo consideravelmente o risco de acidentes.

Dicas básicas para evitar torções de tornozelo

  • Conheça o caminho que irá percorrer ou então busque informações sobre o relevo e a geografia do local, afim de saber se a alguns obstáculos em meio à trilha.

Ao irmos conhecer uma cachoeira, tomar banhos de rios ou até mesmo trilhar nas montanhas, precisamos estar sempre atentos ao terreno que iremos caminhar, saber colocar o pé e afirma-lo entre uma raiz de árvore e algumas pedras do caminho, podem ser o diferencial para uma boa caminhada.

  • A escolha do calçado apropriado para cada tipo de terreno poderá evitar alguns acidentes

Um dos principais erros na hora da escolha do seu calçado para trilha é escolher aquele tênis/bota muito usado, as vezes rasgado ou descolando.

Torção de Tornozelo

Entenda que na trilha você terá que usar um calçado confortável, robusto e que deixe o seu pé o mais firme possível, ao atravessar um rio, nunca retire seu calçado, pois em leitos de rios não enxergamos muito bem o que tem, as pedras geralmente são lisas, se caminhar de pés descalços poderá torcer ou até mesmo tropeçar.

Veja qual calçado escolher para a sua trilha, usar tênis adequado ou bota robusta pode ser um grande diferencial para um passeio inesquecível.

  • Amarrar o calçado adequadamente dará maior firmeza ao seu pé, garantindo assim, melhor estabilidade e segurança ao pisar.

Alguns tênis possuem sistemas de amarração muito úteis para se usar em trilhas, os tênis da marca francesa Salomon são exemplos disso, estes tênis contam com um sistema de amarração muito robusto e fácil ajuste, veja o vídeo abaixo:

Para não estender ainda mais este texto, deixei a amarração das botas de trekking para outro post, assim detalhando cada item, para que você entenda de maneira simples como amarrar a sua bota de maneira fácil, rápida e segura, continue lendo…

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Mountain Series

Projeto Mountain Series não é apenas um evento de trilhas, mas sim uma experiência única, possibilitando aos nossos clientes vivenciar, alcançar e superar desafios.

Entretanto como já diz o nome, vamos trilhar inúmeras montanhas em sequência, caminhos que levam até os cumes mais altos do país, em alguns dias.

Unindo diversas atividades como: trekking, caminhada, escalada, rapel, acampamentos, hospedagem em refúgios de montanha, viagens de carro (road trip), fazem do Mountain Series um projeto grandioso.

Cumes Mountain Series

Cumes Mountain Series

O que mais chama a atenção no Mountain Series é o fato de você poder vir juntamente conosco em todos esses destinos, ou apenas participar de um evento ou outro. A escolha é sua!

Primeiramente faremos uma Road Trip – Viagem de carro, saindo do Rio Grande do Sul até a região sudeste do Brasil, onde se concentram a maioria dos cumes. Alguns deles são isolados, outros fazem parte de travessias de 1 a 4 dias.

Desafio Mountain Series

A nossa primeira travessia começara pela Serra da Mantiqueira, mais precisamente na Serra Fina, depois iremos ao Parque Nacional de Itatiaia, Escalavrado, Pico da Bandeira, Serra dos Órgãos, Pedra do Baú e por fim ao Parque Estadual Turístico Alto da Ribeira – Petar.

Todas esses destinos em um curto período de tempo fazem com que os participantes tenham um ótimo preparo físico e mental, por isso organizamos uma série de treinos específicos de força e resistência, para que você treine seu condicionamento físico. Veja aqui como funciona estes treinos.

Como posso me inscrever no Mountain Series

Há duas maneiras de você se inscrever no Mountain Series, a primeira delas é clicando nos eventos logo abaixo ou entrando em contato direto via Whatsapp 54 99117-9771, falar com Evandro Clunc.

A travessia mais difícil do Brasil
Serra Fina
31/ago à 7/set de 2019

A travessia mais difícil do Brasil

É aventura de verdade! Serão 4 dias de trekking com um nível de dificuldade que não é para iniciantes. São 3 pernoites na Montanha (selvagem mesmo) e 2 outros pernoites em um Hostel de Montanhistas… As grandes dificuldades, de fato, são a navegação, o terreno extremamente acidentado e a escassez de água ao longo do caminho, o que obriga os trekkers a levar peso extra na mochila depois de cada ponto de abastecimento.

Vem com a gente
O primeiro Parque Nacional do Brasil
Travessia Itatiaia
09 à 13/SET/2019

O primeiro Parque Nacional do Brasil

Vamos fazer a Travessia da Parte Alta do Itatiaia e mais uma descida de Serra chamada de: Travessia Ruy Braga como também é conhecida! O Parque Nacional do Itatiaia (PNI) é o Primeiro Parque Nacional do Brasil, criado em 14 de junho de 1937 (82 anos). O nome Itatiaia é de origem Tupi e significa: penhasco cheio de pontas, pedra pontuda. No interior do Parque encontram-se alguns dos picos mais altos do Brasil, beirando os 2800 metros de altitude.

Vem com a gente
Parque Nacional do Itatiaia
Travessia Ruy Braga
14/SET/2019

Parque Nacional do Itatiaia

Vamos fazer a Travessia da Parte Alta do Itatiaia e mais uma descida de Serra chamada de: Travessia Ruy Braga como também é conhecida! O Parque Nacional do Itatiaia (PNI) é o Primeiro Parque Nacional do Brasil, criado em 14 de junho de 1937 (82 anos). O nome Itatiaia é de origem Tupi e significa: penhasco cheio de pontas, pedra pontuda. No interior do Parque encontram-se alguns dos picos mais altos do Brasil, beirando os 2800 metros de altitude.

Vem com a gente
Parque Nacional da Serra dos Órgãos
Escalavrado
15/set/2019

Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Está localizada no PARNASO (Parque Nacional da Serra dos Órgãos). O Parnaso é o terceiro Parque Nacional mais antigo do País, criado em 30 de novembro de 1939 (79 anos). O Escalavrado é considerado uma caminhada semipesada com duração que pode variar de 2,5 a 3,5 horas. O cuidado neste local deve ser redobrado, pois grande parte da trilha é exposta. Um caminho na Rocha, onde vamos utilizar equipamentos de vertical por segurança e basicamente é só subida! Porém com uma distância de aproximadamente 4000 metros entre Ida e Volta.

Vem com a gente
Terceiro mais alto do Brasil
Pico da Bandeira
17/set à 18/set/2019

Terceiro mais alto do Brasil

Localizado na Serra do Caparaó, na divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, o Parque Nacional do Caparaó é um dos ícones do montanhismo no Brasil e abriga o terceiro ponto mais alto do País. O Pico da Bandeira, que tem 2.891 metros de altitude, mas vem seguido de perto do Pico 2 ou Pico do Cruzeiro, com 2.852 metros, o Pico do Calçado com 2.849 metros e o Pico do Calçado Mirim com 2.818 metros. Logo mais abaixo fica o Pico do Cristal, com 2.770 metros que fica exclusivamente em território mineiro. Serão 3 dias de trekking com um nível de dificuldade que não é para iniciantes.

Vem com a gente
Parque Nacional Serra dos Órgãos
Travessia Petro x Tere
20 à 22/set/2019

Parque Nacional Serra dos Órgãos

A Travessia Petrópolis Teresópolis ou Petro x Tere como também é conhecida! É considerada a travessia mais bonita do Brasil. Está localizada no PARNASO (Parque Nacional da Serra dos Órgãos) em meio a exuberância da Mata Atlântica entre as cidades serranas de Petrópolis, Guapimirim e Teresópolis. Com muitas subidas e descidas íngremes é considerada uma caminhada difícil e possui cerca de 30 km ligando os municípios de Petrópolis e Teresópolis. Geralmente é realizada em três dias.

Vem com a Gente
Bauzinho, baú e Ana Chata
Travessia Pedra do Baú
23 e 24/set/2019

Bauzinho, baú e Ana Chata

O Roteiro foi chamado carinhosamente por nós de Volta da Pedra do Baú, passa em meio de Trilhas pela mata, subindo e descendo Vias Ferratas fixadas na Rocha Gnaissicas da Serra da Mantiqueira exatamente por: Bauzinho, Pedra do Baú e Ana Chata. Localiza-se no município de São Bento do Sapucaí, estado de São Paulo, Brasil. O ponto culminante é a Pedra do Baú (altitude de 1964 metros), conhecido por abrigar algumas rotas de escalada esportiva.

Vem com a gente
Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira
Petar
25 e 26/set/2019

Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira

O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) é considerado uma das Unidades de Conservação mais importantes do mundo. É considerado hoje um patrimônio da humanidade, reconhecido pela UNESCO. Vamos explorar o Núcleo Santana! Lá vamos conhecer: – A Caverna de Santana, -A Trilha do Betari (Caverna Água Suja, Caverna do Cafezal e cachoeiras das Andorinhas e do Beija-flor) – E a trilha do Morro-Preto Couto (Caverna do Morro-Preto, cachoeira do Couto e Caverna do Couto).

Vem com a Gente

Investimento

 Aqui vai uma dica muito interessante! Como estaremos organizando os eventos em sequência isto é, um após o outro, vale muito a pena você se inscrever em mais de um evento, pois isso diminui gastos de deslocamento, fazendo você poupar um bom dinheiro e conhecer mais destinos.

Por participar do Mountain Series, você ganha descontos especiais na compra de qualquer equipamento outdoor na loja Patos do Sul/RS – Entregas para todo o país.

Curtlo BR

Nossa equipe

Nosso time é formado por 4 (quatro) pessoas, sendo 2 (dois) guias de montanha, 1 (um) fotógrafo e 1 (um) especialista em Marketing Digital/Suporte.

Faremos uma cobertura online do Mountain Series aqui no site, comunicando também nas mídias sociais onde somos atuantes;

Teremos uma equipe profissional de fotografia e filmagem com drone, com edições diárias no evento e publicações ao vivo nas  mídias sociais;

Postagens semanais aqui no site e na Sol de Indiada, com o intuito de relatar a experiência obtida pelos participantes durante cada evento.

Se você gostou do nosso projeto, então comente aqui embaixo, compartilhe com seus amigos e venha encarar esse desafio com a gente!

Trekking Pico do Tabuleiro

A trilha do Pico do Tabuleiro está dentro do território do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro que é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza, com território distribuído pelos municípios catarinenses de Florianópolis, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas, São Bonifácio, São Martinho, Imaruí e Paulo Lopes.

Com uma área de 84 130 ha, Serra do Tabuleiro é a maior unidade de conservação de proteção integral do estado de Santa Catarina.

Origem: Wikipédia

As montanhas estão chamando e eu tenho que ir.

Essa foi mais uma daquelas pequenas aventuras que, de tempos em tempos, acontece de modo espontâneo. Sem grandes alardes ou planejamentos, bastando apenas um convite curto e grosso.

Durante uma tarde de trabalho no mês passado, entre uma tarefa e outra dos meus plantões, “pipocou” na minha telinha, uma notificação de mensagem.  Pensando eu que se tratava de mais alguma tarefa de trabalho, ao abrir a mensagem, fui surpreendido com um “Vamos subir o Tabuleiro?”. Era o convite do Fábio Almeida, que para quem não sabe, é o cara que faz acontecer o Pedal Nativo (site de cicloturismo e afins).

Sabendo do destino, a data e também quem estaria na empreitada, topei de imediato.

Estava formada então a trupe inédita: Fábio AlmeidaMário Nery e eu.

Sábado, dia 15 julho.

Coloquei o relógio para despertar bem mais cedo do que estou acostumando acordar. O plano era pegar o ônibus bem cedo e encontrar meus camaradinhas em Floripa e de lá, numa curta viagem de carro de pouco mais de uma hora, chegar ao ponto zero que fica junto do maneiríssimo Café do Tabuleiro.

Trilheiros no Tabuleiro

Ao chegarmos ao Café do Tabuleiro, por volta de 11 horas, sem demora, pegamos nossas mochilas cargueiras e entramos na trilha que começa ali mesmo.

A trilha e eu já éramos conhecidos. Em 2015, junto com mais dois amigos, fizemos em quatro dias a duríssima e até então quase desconhecida Travessia da Serra do Tabuleiro. (Quer saber como foi essa empreitada? clique aqui).

Uma longa subida em meio ao bambuzal

A trilha de um modo geral, não apresenta dificuldades técnicas, porém pode surpreender tornando-se um desafio bastante desgastante se a vegetação estiver alta e fechando o caminho. Daí é aquela coisa que só sabe quem já fez um clássico vara mato com uma mochila cargueira nas costas sendo agarrada quase que o tempo todo pelos bambuzinhos infernais.

O lado bom da trilha fechada é que podemos dizer que aproximadamente 80% do caminho está abrigado do sol. Isto é um grande alívio.

O tempo de caminhada varia bastante. Depende além das condições da trilha, do condicionamento físico e da carga que se está levando para o alto. Em média, a subida com cargueiras, leva algo entre quatro e seis horas. Sem carga, acredito que três horas são suficiente para alcançar o topo sem correria.

Iniciamos nossa subida tarde. Passava das onze horas, mas sabendo que tínhamos tempo de luz suficiente para chegar ao nosso objetivo, engatamos uma marcha lenta, pois apensar do inverno estar batendo na porta, o dia estava bastante quente, sendo assim, deveríamos administrar bem o consumo de água uma vez que só existem pontos de captação do precioso líquido no início da trilha.

Backpacker Tabuleiro

A alta temperatura, o peso das cargueiras e as datas de expedição das certidões de nascimento dos membros da trupe, foram as garantias da “sofrência”. Tal situação obrigava que em vários momentos déssemos pequenas paradas para tomar um ar, baixar a frequência cardíaca e beber alguns goles de água, antes que alguém tivesse um troço, ou um treco ou até mesmo um piripaque e com isto, fossemos obrigados a acionar o S.O.S no rastreador Spot. kkkk

Depois de percorrer pouco mais de seis quilômetros, em mais de cinco horas de trilha, o caminho estava abrindo e finalmente estavam superados os mais de mil e cem metros de subida.

Pico do Tabuleiro

Restava ainda por volta de uma hora de luz natural. Aproveitamos para descansar um pouco, comer algo e montarmos o nosso acampamento e logo em seguida, aproveitar um dos momentos altos de nossa pequena aventura de final de semana: um fantástico pôr do sol por detrás da Serra do Tabuleiro.

Camping Tabuleiro

Sob o céu que nos protege

Após apreciarmos uma espetacular viração do dia, a noite prometia ser boa. A ausência de vento e a temperatura agradável, foram a nossa garantia de um jantar saboroso e com um bate papo divertido sentados no chão, sob as estrelas e iluminados pela lua quase cheia.

Depois do momento relax total, e estando todos muito bem alimentodos com um saboroso prato de montanha preparado pelo chef Nery, era chegada a hora de recolher. O cansaço do dia de trilha e o friozinho ameno fizeram a turma dispersar, indo cada um para a sua barraca.

Cozinha de camping

Ainda ficamos de conversa fiada e rindo das câimbras que se manifestavam em alguns integrantes deste fabuloso time de aventureiros.

A noite foi longa, silenciosa e tranquila. Lembro-me de ter acordado algumas vezes com a claridade da lua iluminando a barraca. Nada que me impedisse de ter um bom descanso numa noite impecável no hotel um milhão de estrelas.

Camping Tabuleiro

Domingo, 16 de julho.

Pro dia nascer feliz

Por volta das seis horas, ainda bem escuro, escutei o barulho de um zíper de barraca abrindo e uma movimentação ao redor do nosso acampamento. Era o Mário que foi o primeiro corajoso a sair do conforto do saco de dormir para assistir ao sol nascer.

Após enrolar alguns minutos, e vendo um pequeno romper de claridade, também tomei coragem para sair da barraca. Não estava muito frio.

Serra do Tabuleiro

Calcei minhas botas, peguei minha câmera e fui ao encontro do Mário. Não demorou muito e o Fábio logo se juntou com ao grupo no ponto mais alto para assistirmos o espetacular show de cores que foi o nascer do sol naquela manhã de domingo.

Assim que o sol se ergueu no horizonte, dando-nos bom dia, voltamos ao acampamento para preparar o café e espantar de vez o sono e a preguiça.

Com a cafeína correndo no sangue, tratamos de desmontar o circo e pegar o rumo do nosso caminho de volta.

Pra baixo todo santo ajuda. Or not

A longa caminhada até o Café Tabuleiro, durou mais de quatro horas. O calor, a falta de água e a combinação do peso da mochila cargueira com a descida que parecia interminável, fez com que déssemos algumas paradas para descansar.

Ao chegar ao ponto de água, fizemos uma parada longa para hidratar, mastigar alguns biscoitos e dar uma refrescada. Faltava pouco agora.

Depois de matar a sede e descansar um pouco, demos jeito de fazer aquele esforço final.

Com pouco mais de meia hora, já estávamos novamente no Café Tabuleiro. Colocamos nossas mochilas no carro e fomos rapidamente saborear aquela tão sonhada Coca-Cola gelada e bater papo divertido com o pessoal do café.

Após nos despedirmos do pessoal do Café, seguimos direto para a casa do Fábio, onde ainda rolou um churrasquinho de confraternização. Mas isso já é outra história. kkk

Fim.

Dicas:

– A melhor época do ano é outono e inverno;

– O Café Tabuleiro possui estacionamento seguro ao custo de R$ 10,00;

– Use roupas compridas;

– Leve toda a água que irá precisar;

– A trilha, embora bem nítida, não possui nenhuma marcação. Tenha atenção;

– A trilha exige muito esforço. Esteja bem preparado fisicamente.

Mínimo Impacto

1 Planeje com antecedência sua aventura;

2 Caminhe na trilha;

3 Leve seu lixo embora;

4 Deixe tudo como encontrou;

5 Não faça fogueiras;

6 Respeite a vida selvagem;

7 Seja cordial com outros visitantes.

Veja também outros destinos em Santa Catarina/Brasil

sacos de dormir

Como escolher um saco de dormir

Essa é uma pergunta que muitas pessoas me fazem e por isso resolvi criar uma postagem específica sobre sacos de dormir.

A primeira coisa que você deve levar em consideração na horas de escolher o saco de dormir ideal, é saber para qual atividade você pretende usa-lo. Geralmente todas as pessoas respondem a mesma resposta! Quero um saco de dormir que seja bom para tudo.

Sabemos que não existe produto no mundo outdoor que supra todas as nossas exigências e necessidades, seria ótimo se tivéssemos condições de ter inúmeros sacos de dormir, para diferentes aplicações. Mas geralmente não temos essa condição para tanto.

Abaixo explico as principais diferenças entre os sacos de dormir existentes no mercado, desde seus diversos formatos,materiais, temperaturas, tamanhos e medidas, tudo bem detalhado para que entenda um pouco mais sobre o assunto. Dessa forma na hora de analisar entre um modelo e outro você consiga escolher qual é o melhor para a sua aplicação!

Tipos de sacos de dormir

Dormir

Existem basicamente três tipos de sacos de dormir no mundo outdoor, sendo eles:

O Mumia (sarcófago), estes é mais leve e produz mais aquecimento, mais estreito nos pés do que nos ombros, possui capuz e cordas de ajustes, no entanto é o que mais impede o movimento corporal (mais usado hoje no mundo).

O Retangular, este não são desenhados para moldar o corpo, conservam menos calor, ocupam mais espaço dentro da mochila, pesa mais, é mais barato.

Dormir

O Semi Retangular, este é mais afunilado que o modelo retangular, mas não tão junto como o sarcófago, possui boa liberdade de movimentos, mas deixa a desejar na geração de calor.

Sintéticos ou Plumas, qual escolher?

Sacos de dormir de fibra sintéticas

  • Ideal para seu usado em lugares úmidos;
  • Ideal para uso no Brasil;
  • São mais baratos em relação aos de penas;
  • Mantém 70% do aquecimento se estiver molhado;
  • Possui secagem rápida;
  • Mais pesado e com menor taxa de compressão;
  • Leva mais tempo para aquecer o usuário;
  • Não evapora a umidade do corpo.

Sacos de dormir de plumas

  • Ideal para em regiões frias no Brasil e atividades de alta montanha;
  • Proporciona alto nível de aquecimento;
  • Baixo peso e alta compressão;
  • São mais caros;
  • Possui vida útil maior, se bem cuidado;
  • Trasporta bem a umidade do corpo para fora;
  • Não aquece bem quando molhado;

Outras considerações feitas pelo amigo Mario Nery

Mas como se dá o aquecimento? O aquecimento proporcionado pelo saco de dormir funciona através de um processo de retenção do ar quente entre os filamentos das penas – o mesmo acontece com algumas fibras sintéticas. A diferença entre o sintético e a pena de canso está no fato de que a pena tem uma capacidade de retenção maior, principalmente as penas de alta qualidade.

Os sacos tem uma porcentagem de mistura das penas, que deve ser sempre mais alta na quantidade de penas de ganso e menor na quantidade de outras penas. A porcentagem ideal desta mistura fica em 90/10, ou seja, 90% para penas de ganso e 10% para outras penas menores. Outras porcentagens como 70/30 ou 50/50 representam sacos com menor capacidade de aquecimento e custo mais baixo!

Temperaturas dos sacos de dormir

Em boa parte dos sacos de dormir você encontrará faixas de temperatura que são expressas por, temperatura de conforto, limite e extremo. Para que você entenda cada uma delas vou explicar separadamente abaixo:

Temperatura de Conforto

Temperatura de conforto nada mais é que a temperatura que você se sente confortável e dorme muito bem na sua cama em sua casa.

Temperatura Limite

Essa temperatura indica que você está em seu limite de aquecimento, isso é, que você precisará dormir com algumas roupas para se sentir aquecido.

Temperatura Extrema

O seu nome já diz tudo, é uma condição extrema de aquecimento corporal, nesses casos você precisará usar muitas camadas de roupas para se manter aquecido e assim conseguir dormir.

Quando for adquirir um saco de dormir, sempre opte por produtos que tenham as faixas de temperatura inseridas nos produtos, isto te dará uma segurança a mais.

Vale mencionar aqui também que as marcas Deuter e The North Face fazem testes em laboratório para certificar seus sacos de dormir que são seguros e atendem os requisitos e conformidade com as normas europeias.

Tamanhos e medidas

Dormir

Você sabia que existem sacos de dormir para homens e mulheres, isto porque em uma pesquisa científica já comprovada, dizem que uma mulher sente mais frio que um homem em um valor de aproximadamente 5°C.

Geralmente a principal diferença entre os sacos de dormir de homens e mulheres é o seu tamanho, isso porque os femininos precisão ser mais justos para poder oferecer um maior poder de aquecimento.

Quanto menos bolsões de ar tiver entre o corpo do usuário e o saco de dormir, mais ele manterá o aquecimento corporal.

Pensando nisso muitos fabricantes desenvolvem sacos de dormir para cada gênero, com medidas diferentes entre um e outro. Algumas marcas usam a sigla “SL” para determinar a diferença de tamanhos, sendo estes menores que os normais.

Sacos de dormir indicados

Dormir

Abaixo mostrarei alguns sacos de dormir que considero bons para usar em suas atividades.

1- Saco de dormir sintético Dream Lite 500 Deuter, um saco de dormir super pequeno e leve, perfeito para ser usado em climas amenos, com temperaturas entre 13ºC e 10ºC.

sacos de dormir

Pesa aproximadamente 600 gramas, sendo uns dos mais leves do mundo, possui o valor de R$ 450,00 em média

2- Saco de dormir Sintético Super Pluma Gelo Trilhas e Rumos é indicado para temperaturas de até -15ºC, construído em nylon ripstop e nylon acetinado.

sacos de dormir

Pesa aproximadamente 2,160 kg e possui valor aproximado de R$ 390,00.

3- Saco de dormir Astro Pro 400 Deuter, construído com plumas de ganso 90/10 com fill power de 650 cuin, sua capacidade térmica é de: conforto +2ºC, limite -4ºC e Extrema -20°C.

sacos de dormir

Pesa aproximadamente 1.040 gramas e possui valor aproximado de R$ 1.599,00.

4 – Saco de dormir The North Face Inferno é ideal para expedições a locais com temperaturas extremas. Ele faz parte da coleção Summit Serie.

sacos de dormir

O Inferno tem isolamento térmico em plumas de ganso 850 fill down, formato sarcófago, para proporcionar o máximo de conforto, e capacidade para suportar bem temperaturas de até -40ºC.

sacos de dormir

Pesa aproximadamente 1.758 gramas e possui valor aproximado de R$ 3.990,00.

Conclusão

O saco de dormir é um equipamento essencial para a maioria das atividades que envolve pernoite em albergues ou barracas, no caso do uso em um acampamento você deve escolher produtos de qualidade, pois são estes equipamentos que farão você ter uma boa noite de sono.

Nas regiões frias do Brasil como na Serra Catarinense e no alto da Mantiqueira é comum pegarmos temperaturas negativas nos acampamentos, invista em um bom saco de dormir, a qualidade e a segurança de bons produtos garantem que a sua aventura seja satisfatória, porque afinal, ninguém quer passar frio durante uma viagem ou qualquer perrengue em ocasião da condição climática.

Espero que este texto tenha lhe proporcionado um pouco mais de conhecimento sobre o assunto, assim na hora de escolher o seu primeiro saco de dormir ou o próximo, você escolherá pela sua especificidade e não apenas pelo seu valor monetário!

mochila Osprey Talon

Mochila Osprey Talon 44 L

Hoje apresento a vocês a avaliação completa da mochila Osprey Talon 44L, vou mostrar aqui todos os detalhes desse produto que é uma das mochilas mais leves do mundo em sua categoria.

A mochila Osprey Talon 44L é destinada para uma série de atividades como: trekking, hiking, escalada e montanhismo em geral.

Características da mochila

  • Medidas: S/M – 62 x 30 x 33 cm | Peso: 1,02 kg | 42L
  • Medidas: M/G – 67 x  30 x 33 | Peso: 1,105 kg | 44L
  • Material: Naylon mini shadow + 70D x 100D e Nylon 420HD
  • Barrigueira BioStrech
  • Estrutura LightWire ™, leve, confortável e resistente
  • Alças BioStrech, com ajuste de altura
  • Sistema para hidratação externa no painel traseiro
  • Bolso frontal em tecido elástico com fechamento para transporte de equipamentos extras
  • Stow-on-the-Go™ – sistema que permite retirada do bastão de caminhada sem tirar a mochila das costas
  • Bolsos para celular e pequenos objetos na barrigueira
  • Garantia vitalícia da Osprey para as mochilas

Site do fabricante: Osprey Brasil

A mochila Osprey Talon 44L foi pensada para pessoas que gostam de carregar pouco peso, é muito leve em comparação com outras mochilas, pesa um puco mais de 1kg apenas, sendo construída de maneira minimalista, ela é leve, robusta e muito confortável.

mochila Osprey Talon

Possui um ótimo espaço interno, nela conseguimos colocar todos os equipamentos para uma travessia de trekking de 1 dia, incluindo água, comida e maquina fotográfica DSLR.

Compartimentos e aberturas

A mochila conta com duas aberturas, sendo uma superior com grande abertura e uma inferior, que acomoda tranquilamente o saco de dormir.

Nas laterais a mochila Osprey Talon 44L apresenta uma fita de compressão em formato ziguezague, além disso conta com um grande bolso de cada lado, fabricado em tecido Mesh garantindo boa elasticidade para acomodar garrafas de água com capacidade de até 1 litro, vale mencionar também que estes bolsos contam com duas aberturas, uma na vertical e outra em um angulo de 45°, isso facilita muito na hora de pegar ou colocar a garrafa de água durante as trilhas.

Na parte dianteira da mochila conta com um grande bolso de tecido Mesh, ideal para colocar capa de chuva, anoraque ou qualquer outro equipamento que precise estar de fácil acesso.

mochila Osprey Talon

Também podemos ver na parte frontal da mochila presilhas e luppings (argola) para prender tanto os bastões de caminhada como piolet (piquetas de gelo). Além do mais a mochila também oferece fitas para prender algum acessório como isolante térmico ou barraca. Essas fital estão localizadas acima da abertura inferior (compartimento do saco de dormir).

mochila Osprey Talon

O capuz da mochila é telescópio isso possibilita carregar mais carga na mochila, pois podemos levantar ou abaixar o capuz conforme for a necessidade do usuário. o capuz conta com dois bolsos apenas, um grande na parte externa e um bolso telado um pouco menor na parte interna.

Estrutura e capacidade de carga

Seu sistema de suspensão, extremamente leve, possui uma estrutura periférica em alumínio que a torna muito confortável, mesmo com carga pesada.

Construído com espuma com ranhuras cortadas em malha, e área da lombar sem costuras, a mochila Osprey Talon 44L promove um melhor conforto e ventilação na região da barrigueira.

mochila Osprey Talon

E falando em carga, a estrutura da mochila Talon 44 litros da Osprey é otimizada para carregar até 18 quilos.

Barrigueira, alças e ajustes

A barrigueira também possui o sistema BioStrech molda-se de forma precisa a sua cintura, diferenciando homens de mulheres.

Na parte da barrigueira conta com dois amplos bolsos com fechamento em zíperes, onde podemos guardar alguns objetos como GPS, celular ou até barras de cereais.

As alças são construídas em espuma, anatômicas, curvadas e com regulagem de altura, inclui fita peitoral ajustável com apito embutido na presilha de fechamento, todo esse conjunto proporciona um ajuste ainda mais preciso aos usuários.

Ela possuí o sistema Stow-on-the-Go, que consiste em presilhas especiais que garantem a facilidade de acesso e de guarda dos bastões de caminhada, mesmo durante a caminhada, e sem a necessidade de retirar a mochila das costas.

mochila Osprey Talon

Acessórios da mochila

A mochila Osprey Talon 44L conta também com bolso específico para acomodar o reservatório de hidratação de até 3L (vendido separadamente), este fica localizado atrás do costado e pode ser preso através de uma pequena presilha na parte superior.

A mochila não possui capa de chuva (vendido separadamente) e nem compartimento específico para guarda-la.

Avaliação completa Osprey Talon 44 L

Já estamos avaliando esse modelo de mochila a cerca de 1 mês, usamos em atividades de trekking, hiking (caminhada) e escalada em diversos locais aqui no Rio Grande do Sul – Brasil.

O que podemos dizer sobre essa mochila é que nos agradou bastante, não apenas por ser uma das mochilas mais leves do mundo, mas por ser muito confortável, prática e resistente.

A mochila confere bastante espaço interno para acomodar os equipamentos, mesmo carregada com seus 18kg de carga conforme diz o fabricante, ela ainda continua proporcionando conforto, equilíbrio e muita praticidade ao usuário.

Acreditamos que essa mochila possui um excelente custo benefício, pois seu valor de venda gira em média a R$ 900,00 vendida aqui no Brasil, em relação aos seus concorrentes o valor está muito bom.

mochila Osprey Talon

Recomendamos você sempre investir em equipamentos de qualidade, quanto mais leves for seus equipamentos, melhor será seu desempenho na trilha!

Mas como nem tudo são flores nessa vida, encontrei um único ponto que pode ser melhorado pela marca: o que mais chama a atenção é o fato de não ter capa de chuva. Geralmente em boa parte das travessias de trekking pelo Brasil sempre nos deparamos com situações/climas adversos, não ter a capa de chuva pode ser um problema para quem está fazendo uma travessia ou qualquer outra atividade.

Tirando esse ponto, não encontramos mais detalhes na mochila, mas ainda faremos alguns testes com ela na Serra Fina, Serra dos Órgãos, Itatiaia e outras travessias no Brasil que vierem à surgir. Para assim poder passar um feedback melhor sobre a mochila Osprey Talon 44L.

Se você procura mochilas com capacidade maior, recomendamos ler nossa avaliação completa da mochila Atmos 50L AG.

Já avaliamos inúmeros produtos de aventuras, se quiser ler mais sobre eles, clique aqui!

Expedición Guaraní

Expedición Guaraní 2019

A Expedición Guaraní é uma corrida criada por e para corredores de aventura. Portanto, o objetivo principal da organização do evento foi realizar uma prova técnica e exigente para as equipes líderes, mas também dinâmica e acessível para os mais lentos.

As rotas foram cheias de contrastes, pois percorreram terrenos muito variados, como montanhas, matas, rios sinuosos…na região de Itapúa no Paraguai.

“A Expedición Guaraní nasceu em 2014, da ideia de Gustavo Borgognon de fazer uma prova de nível mundial em seu país. Me “associei” a ele e em 2015 foi realizada a primeira edição.” comenta Urtzi Iglesias Mota, diretor técnico da prova.

A prova é uma corrida de aventura em que diferentes modalidades esportivas são combinadas. Mountain biketrekking, natação, caiaque e orientação foram as principais na EG 2019.

Os participantes percorreram cerca de 500 quilômetros em alguns dos locais mais bonitos do Paraguai durante os dias 30 de março e 06 de abril. Navegaram por rios sinuosos; embora o país não tenha montanhas altas, eles chegaram a alguns dos picos mais altos do Paraguai. Pedalaram e correram centenas de quilômetros por trilhas e estradas de areia e lama; e escalaram locais de uma beleza surreal.

Ano passado contei aqui um pouco do que a equipe Columbia Montrail, composta pelo casal brasileiro Camila Nicolau e Guilherme Pahl, pelo inglês Nick Gracie e pelo espanhol Jon Ander Arambalza; enfrentou durante 81 horas para se sagrar a grande campeã naquele ano.

Neste ano conto a história dos grandes amigos Silvana Menegon, Charles Pierre Silva, Douglas Kroetz e Jonas Junckes, que compuseram a equipe Lagartixa Adventure.

Créditos: Ralphie Zotti

Os quatro atletas já haviam participado da Expedición Guaraní, Jonas participou de todas as edições anteriores. Silvana, Charles e Douglas fizeram a sua segunda participação e embora todos sejam da mesma equipe, está foi a primeira competição que correram nesta formação.

O caminho até a Expedición Guaraní…

Após um ano repleto de muitas provas, a equipe Lagartixa Adventure se sagrou campeã no Circuito Brasileiro Spot de Corrida de Aventura 2018 e garantiu vaga para a etapa do mundial no Paraguai, a Expedición Guaraní.

Silvana relata que a prova começa bem antes da corrida em si. “Poucos dias de descanso após a última etapa do Circuito Brasileiro iniciamos os treinos focando o Guaraní. A formação da equipe seria: Jonas, Japa, Alexandre e eu.

Porém, na primeira etapa do Circuito Brasileiro (Kraft Race) o Japa rompeu os ligamentos do tornozelo e o Douglas foi escalado para substituí-lo. Na segunda etapa (Gralha Azul) o Alexandre contraiu leptospirose e o Charles foi escalado para substituí-lo duas semanas antes da prova.”

As duas semanas que antecederam a prova foram de muitos preparativos, estudo de logística e testes. Como a prova teria cerca de 5 quilômetros de natação, o plano da equipe era levar o Packraft jogar tudo dentro, saltar os quatro atletas para dentro e remar com palmares.

“Estávamos muito animados, porém no último informativo descobrimos que nosso plano foi em vão, pois o Packraft foi proibido. Outras logísticas, outros planos…e vamos lá!” relembra Silvana.

Viagem até o Paraguai…

Quarta-feira (27/03/19), Silvana, Jonas e Charles se direcionaram até a casa do Douglas para na madrugada de quinta partirem em direção a Assuncão no Paraguai.

Já nos primeiros quilômetros um pneu cortado. Logo adiante, já na Argentina a equipe seguiu por um caminho errado e perderam algum tempo retornando para o trajeto certo. Mas…após alguns percalços e 18 horas de viagem, às 23h50min finalmente chegaram ao Resort Yacht.

A prova…

A prova teria cerca de 500 quilômetros. Com dois pontos bastante desgastantes segundo a equipe, um trekking de 94 quilômetros e uma canoagem de 120 quilômetros.

Expedición Guaraní
Expedición Guaraní 2019 – Dia 1

Foram incansáveis 110 horas de prova, passando por trilhas, planícies, cerros, cruzando lago a nado, remando…Tivemos uma navegação precisa, conseguimos andar junto por três dias com uma das melhores equipes do mundo (Columbia Vidaraid), lembrando que essa prova era uma etapa do mundial. Jamais, desde a largada abandonamos o posto de segundo colocado e a cada transição a vibração do povo e dos Staffs nos contagiava. […] publicou em suas redes sociais o atleta Charles, da equipe Lagartixa Adventure.

[…]Enfretamos um trekking durríssimo de 94 quilômetros em 52 horas, quase que a metade da prova só nele. Nos machucamos, um espinho atravessou meu dedo de um lado a outro, Silvana teve 6 picadas de vespa na face, Douglas teve uma forte queda (fugindo das vespas); fora outros ferimentos conquistados a cada quilômetro. continua Charles.

A conoagem…

Por volta das 00h30min da sexta-feira a equipe Lagartixa Adventure iniciou o trecho de 120 quilômetros de canoagem. Segundo eles foram intermináveis horas remando e remando…

“Quando veio o final da tarde, algo estranho estava acontecendo…Parecia que já havia terminado a corrida! Eu estava num sonho, somente vendo a cabeça da Sil com o capuz do anorack…

Eu chamei pelo Charles para tentar tocar nele e no Douglas para ver se era real o que estava acontecendo. E logo que toquei neles, começei um choro intenso. Já não sabia mais onde eu estava! Passei a responsabilidade de navegar ao Douglas e ele rumou por mais uns 10 quilômetros, e eu ali quase sem reação, remando por uma hora ou mais.

Em seguida veio um aviso de que iríamos parar na margem do rio, para nos aquecer. Fui retirado da água pelo Charles e pela Sil, Douglas fazia o fogo. O vento batia e eu tremia e me batia também…” relembra emocionado Jonas. Neste ponto da prova o resgate foi acionado e a Expedición Guaraní 2019 acabou para a equipe Lagartixa Adventure.

“Falar de vitórias é muito fácil, ter que abandonar a prova faltando 10km de canoagem dos 110km já percorridos, foi uma decisão mais fácil ainda, pois estava em jogo a vida de um parceiro nosso, um cara que se doou demais nessa prova e talvez tenha pagado o preço. Três míseras horas de sono nesse período inteiro fez nosso colega alucinar, confundir-se mentalmente até uma crise de hipotermia. Procuramos uma margem segura e ali iniciamos os procedimentos de cuidado e resgate. A organização foi impecável a partir do momento que foi acionada e no final deu tudo certo.
Tristes com o resultado? Nada, ter ajudado nosso atleta a sair desse quadro foi a maior conquista, aliado ao reconhecimento de todo público local, corredores, organização, familiares, pessoal que acompanhava on line e uma conversa pós prova com Camila Nicolau e Guilherme Pahl, ídolos das corridas de aventura, nos motivaram ainda mais.” resume o corredor Charles.

Expedición Guaraní no Paraguai foi a segunda etapa do Campeonato Mundial de Corrida de Aventura 2019, e segundo o relato de diversas equipes presentes foi também a mais difícil na história de 5 anos desta corrida.

Os lugares do pódio foram tomados por atletas do Brasil, Uruguai e Paraguai. Outras nacionalidades que tomaram parte foram Espanha, EUA, México, Reino Unido, Equador, Colômbia e Argentina.

Laranjeiras x Funil

Travessia Laranjeiras x Funil

A travessia Laranjeiras x Funil é uma aventura pela bordas dos cânions do estado de Santa Catarina, mais precisamente na cidade de Bom jardim da Serra.

A travessia de trekking foi realizada pela empresa Sol de Indiada, uma grande parceira a anos do Trekking RS, nessa edição fomos convidados a fotografar e relatar a experiencia.

A Sol de indiada tem como objetivo proporcionar a aventura para todos, pensando nisso cria travessia de trekking para todos os níveis, desde iniciantes nas aventuras como atletas de alto rendimento.

A travessia era composta por três pacotes diferentes:

  • Opção 1 – Estava incluso nesse pacote: apoio 4×4, alimentação (almoço/jantar), traslado, 2 guias, fotos do evento e a opção de você poder levar a sua mochila cargueira se quiser. (Ideal para iniciantes).
  • Opção 2 – Estava incluso no pacote: 2 guias, almoço e jantar, fotos do evento e traslado.
  • Opção 3 – Estava incluso no pacote: 2 guias e fotos do evento.
Laranjeiras x Funil

Já realizamos inúmeras travessia pelas bordas dos cânions entre os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, quem acompanha o nosso site sabe, mas essa travessia posso dizer que é uma das mais belas que já percorri pelos campos de altitude.

Primeiro dia

O primeiro dia da travessia Laranjeiras x Funil começou com o dia ensolarado, não havia uma nuvem se quer no céu, caminhar em dias ensolarados nos permite tirar fotos belas, mas o calor nos castigava durante o caminho.

A primeira impressão que temos sobre os campos de altitude é que ao olhar de longe, parece muito com um “campo de golfe”kkk. A vegetação presente nos dá uma falsa sensação que será fácil trilhar esses caminhos.

Na prática não é bem isso que acontece, pois em grande parte desses campos existe uma espécie de musgo conhecida como Turfas (a turfa é um material de origem vegetal, parcialmente decomposto, encontrado em camadas, geralmente em regiões pantanosas e também sob montanhas (turfa de altitude). É formada principalmente por Sphagnum (esfagno, grupo de musgos) e Hypnum, mas também de juncos, árvores etc).

Nesses casos vale muito a pena ter calçados impermeáveis e respiráveis e pré amaciados para que seus pés não sofram tanto ao passar por estes obstáculos. Veja os modelos que recomendamos!

Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil

Esse primeiro dia de travessia Laranjeiras x Funil tinha aproximadamente 15 km, não foi algo tão complicado de se fazer, pois as vistas que tínhamos recompensava a cada passo dado.

O grupo formado para a travessia Laranjeiras x Funil era uma mistura de atletas, apreciadores da natureza e iniciantes, todos formavam uma grande família aventureira, pessoas com muitas histórias interessantes, trocávamos experiencias incríveis, como se já nos conhecêssemos a anos, nem parecia que estávamos no primeiro dia de trekking apenas.

Depois de muito caminhar e contemplar belezas incríveis, chegamos no nosso primeiro acampamento, uma fazenda no meio do nada, mas que tinha o necessário para que pudéssemos acampar com segurança.

A Parte da Organização responsável pelo Apoio na Cozinha e no Traslado de equipamentos que precisa seguir em veículos 4×4… já estava com a base montada e já preparando a comida para quem preferiu ter isso incluso. O local de acampamento, tinha opção de chuveiro quente, água potável e um galpão para apoio.

Para os aventureiros que não tinham contratado a opção mais completa, chegaram no acampamento, armaram as barracas e já começaram a fazer o jantar. Eu estava em meio à esse grupo, assim eu aproveitei em testar algumas receitas novas de comida, equipamentos no acampamento!

Depois de todos jantados era hora de curtir uma fogueira com a galera, estar em uma roda de amigos, junto ao local tão especial assim, faz a gente pensar o que realmente é uma “rede social”. Ficamos alí conversando e rindo, entre piadas e histórias, parávamos para observar o céu estrelado, de onde estávamos conseguíamos ver boa parte da Via Láctea. Aos poucos cada um foi se recolhendo para sua barracas e assim fomos todos dormir.

Segundo dia

O segundo dia da travessia Laranjeiras x Funil amanheceu tímido, a neblina ia desaparecendo conforme o sol ia subindo pelo horizonte, as barracas estavam tão molhadas que parecia que tinha chovido durante a noite. A manhãzinha estava um tanto fria por ainda estarmos no verão.

A galera levantou cheio de energias, era hora do café da manhã, desmontar acampamento e voltar a andar mais alguns quilômetros.

Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil

O trekking desse segundo dia iria nos levar para o Cânion do Funil, um lugar de uma beleza natural intocada, o percurso não era difícil, mas tinha muitas “turfas pelo caminho, cruzadas de córregos e caminhadas por dentro de matas nebulares. O céu continuava azul, mas dessa vez com umas nuvens, eu prefiro particularmente prefiro dias assim, pois dão mais profundidade para as fotografias.

Lembro-me de caminhar pelas bordas e ver constantemente o nosso próximo acampamento, a cada passo dado as montanhas pareciam que ficavam maiores e mais verticais.

Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil

Próximo do meio dia paramos para almoçar junto a um pequeno córrego de água, onde continha um pequeno poço para banho. Para os mais destemidos, arriscaram um banho naquela água gelada, enquanto outros faziam seus lanches de trilha, enquanto conversavam entre si.

Nessa hora já estávamos bem perto no vértice do Cânion do Funil, aproximadamente trinta minutos de caminhada até chegar no local do acampamento.

O Cânion do Funil possui uma formação incrivelmente linda e diferente do que estamos acostumados. Com protuberantes picos em formato de funil invertido, que rompem o chão e atingem imponentes alturas, cobertos pela floresta densa. Lembra as montanhas de Tianzi, da China, cenário do filme Avatar.

Chegamos ao acampamento por volta de 15:00 da tarde, o dia estava belo, as nuvens começavam a se aglomerar, já mostrando que teríamos chuva no fim de tarde ou a noite.

Logo que cheguei já comecei a montar a barraca, e como de costume sempre procuro o lugar mais incrível para acomodar a minha casa de montanha (barraca), o local escolhido por mim era nada mais, nada menos do que uns 5 metros da borda.

Dois motivos me levaram a escolher esse local para montar a barraca, o primeiro deles era pela vista incrível que iria ter na manhã do dia seguinte, pois o sol iria nascer e dar de frente na porta da barraca, poder abrir a porta e ver aquela imensidão de montanhas. O segundo motivo era que eu precisa testar a nova barraca Naturehike Mongar 2 Ultralight.

Não recomendo que pessoas sem experiencia e sem uma barraca técnica apropriada monte a barraca na beirada de cânions, pois a noite o vento geralmente muda de direção e se você não estiver bem preparado, a sua noite pode ser catastrófica.

Depois de ter montado a casa de montanha era hora de se sentar naquele novo quintal e apenas apreciar à vista, aproveitei para fazer aquele café especial para assim curtir o visual com um pouco mais de conforto.

Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil

Aos poucos a neblina ia chegando de mansinho, ia impedindo aquela visão deslumbrante, era hora então de começar a cozinhar o jantar. A refeição escolhida era: Arroz, feijão e salame, logo que comecei a cozinhar já começou a pingar, logo percebi que a chuva iria ser longa e demorada, continuei cozinhando.

Como a barraca Mongar não tem muito espaço para cozinhar em seu avanço usei a barraca do guia da aventura, uma MSR Hubba Hubba NX com avanço que estava ao lado da minha, ali pude cozinhar de maneira tranquila, sem correr riscos de queimar a barraca e ainda abrigado da chuva.

Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil

Depois de jantar, recolhi todos objetos, guardei dentro do avanço da minha barraca e fui até onde estavam a galera toda reunida. A chuva não dava trégua, foi uma ótima oportunidade também para testar a nova Jaqueta Columbia Ex Eco Down Outdry Extreme, confeccionada em penas /plumas de pato e membrana impermeável. A jaqueta foi incrivelmente eficiente naquela situação, não passou uma gota de água para o interior e o suor gerado foi dissipado, deixando apenas uma sensação de conforto e calor.

Choveu por cerca de 4 à 5 horas interruptamente, a organização do evento montou um grande toldo perto dos carros 4×4, onde alí estavam todos os participantes, conversando, rindo e compartilhando experiencias.

Nessas horas vale muito ter equipamentos de qualidade, alumas pessoas do grupo com equipamentos mais simples, tiveram que se adaptar para conseguir dormir, mas com a ajuda da organização, não tiveram problemas maiores !

Lá por volta de 22:30 minutos a galera começou a se dissipar, cada um foi indo para a sua barraca e eu e o guia também começamos a ir para nossas barracas, pois estavam lá na borda do cânion.

Cheguei na barraca, verifiquei para ver se estava tudo tranquilo, e estava tudo em ordem! Nada de água no interior da barraca. Era hora de descansar para o dia seguinte.

Terceiro dia

Na manhã do terceiro dia da travessia Laranjeiras x Funil , acordei por volta de 5:45 da manhã, abri a porta da barraca e olhei para fora, havia uma grande camada de neblina e não enxergava nada. Voltei a dormir! Aproximadamente uns 40 min depois, abri a porta da barraca novamente e lá estava o sol subindo no horizonte e mandando embora aquela neblina espessa. Logo me aprontei, saí da barraca e comecei a fotografar, momento muito belo, o sol refletia nas rochas do cânion do Funil, quanto mais o sol brilhava, mais mudava as cores no horizonte, as montanhas começaram a ganhar um tom alaranjado, nem parecia que na noite passada havia chovido tanto.

Laranjeiras x Funil

Mas tem um ditado que diz “depois da tempestade, sempre virá um sol maravilhoso”. Estar ali e poder contemplar aquela beleza é algo que vale cada passo dado para se chegar até ali, sempre digo que precisamos enfrentar o frio, para desfrutar do calor, precisamos também ficar cerca de 5 horas na chuva, para assim poder olhar o amanhecer, o sol e aquela beleza toda com um olhar de “gratidão”. Sempre agradeço ao universo por me dar a oportunidade de ver e viver momento como aquele. Pois são estes momentos que vamos lembrar lá no final da nossa vida e não os dias que passamos atrás de uma mesa trabalhando no escritório.

Depois de capturar imagens de tudo que foi ângulo possível, tava na hora de fazer o café da manhã, desmontar a barraca, colocar tudo dentro da mochila e seguir em frente.

Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil

Nesse último dia da travessia Laranjeiras x Funil, estávamos todos muito animados para concluir a travessia, o dia estava belo, ventava um pouco, nossa caminhada seria de aproximadamente 3 horas até chegar ao ponto final que seria a Serra do Rio do Rastro, uma das estradas mais belas e desafiadoras do mundo.

A paisagem continuava linda, a cada passo dado fortalecíamos ainda mais nossos laços de amizades, afinal estávamos no terceiro dia juntos e todos tinham muita experiencia para compartilhar.

Assim são os amigos trilheiros, sempre com muitas histórias engraçadas, lições de vida que nos ensina a sermos pessoas melhores a cada dia que passa.

O terceiro dia, foi muito parecido com um passeio no parque, o terreno era fácil de caminhar, sem grandes subidas ou descidas.

Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil
Laranjeiras x Funil

Ao chegarmos na rodovia SC- 390 a sensação era de dever cumprido, todos estavam muito motivados, teve gente que de tão motivado que estava, começou a correr sem parar, com as mochilas cargueiras nas costas até chegar no restaurante Mensageiro da Montanha, localizado junto ao Mirante da Serra do Rio do Rastro.

Esse restaurante é maravilhoso, conta com uma infinidade de alimentos, para todos os tipos de gostos e paladares, recomendo ir nesse local, pois é possível se servir quantas vezes quiser e o valor é atrativo!

Depois de todos terem almoçado era hora de entrar na van e retornar para Caxias do Sul/RS. Durante o trajeto de retorno, conversamos muito sobre os pontos altos da travessia, o que cada um colheu de novas experiencias e os novos aprendizados obtidos.

Uma travessia de trekking sempre irá nos proporcionar muitas amizades legais, alguns eu já conhecia, mas outros se tornaram grandes amigos. Nada como uma boa viagem para conhecer as pessoas que estão com a gente. Estou aguardando a próxima para que todos possamos nos reencontrar!