Mountain Series

Projeto Mountain Series não é apenas um evento de trilhas, mas sim uma experiência única, possibilitando aos nossos clientes vivenciar, alcançar e superar desafios.

Entretanto como já diz o nome, vamos trilhar inúmeras montanhas em sequência, caminhos que levam até os cumes mais altos do país, em alguns dias.

Unindo diversas atividades como: trekking, caminhada, escalada, rapel, acampamentos, hospedagem em refúgios de montanha, viagens de carro (road trip), fazem do Mountain Series um projeto grandioso.

Cumes Mountain Series

Cumes Mountain Series

O que mais chama a atenção no Mountain Series é o fato de você poder vir juntamente conosco em todos esses destinos, ou apenas participar de um evento ou outro. A escolha é sua!

Primeiramente faremos uma Road Trip – Viagem de carro, saindo do Rio Grande do Sul até a região sudeste do Brasil, onde se concentram a maioria dos cumes. Alguns deles são isolados, outros fazem parte de travessias de 1 a 4 dias.

Desafio Mountain Series

A nossa primeira travessia começara pela Serra da Mantiqueira, mais precisamente na Serra Fina, depois iremos ao Parque Nacional de Itatiaia, Escalavrado, Pico da Bandeira, Serra dos Órgãos, Pedra do Baú e por fim ao Parque Estadual Turístico Alto da Ribeira – Petar.

Todas esses destinos em um curto período de tempo fazem com que os participantes tenham um ótimo preparo físico e mental, por isso organizamos uma série de treinos específicos de força e resistência, para que você treine seu condicionamento físico. Veja aqui como funciona estes treinos.

Como posso me inscrever no Mountain Series

Há duas maneiras de você se inscrever no Mountain Series, a primeira delas é clicando nos eventos logo abaixo ou entrando em contato direto via Whatsapp 54 99117-9771, falar com Evandro Clunc.

A travessia mais difícil do Brasil
Serra Fina
31/ago à 7/set de 2019

A travessia mais difícil do Brasil

É aventura de verdade! Serão 4 dias de trekking com um nível de dificuldade que não é para iniciantes. São 3 pernoites na Montanha (selvagem mesmo) e 2 outros pernoites em um Hostel de Montanhistas… As grandes dificuldades, de fato, são a navegação, o terreno extremamente acidentado e a escassez de água ao longo do caminho, o que obriga os trekkers a levar peso extra na mochila depois de cada ponto de abastecimento.

Vem com a gente
O primeiro Parque Nacional do Brasil
Travessia Itatiaia
09 à 13/SET/2019

O primeiro Parque Nacional do Brasil

Vamos fazer a Travessia da Parte Alta do Itatiaia e mais uma descida de Serra chamada de: Travessia Ruy Braga como também é conhecida! O Parque Nacional do Itatiaia (PNI) é o Primeiro Parque Nacional do Brasil, criado em 14 de junho de 1937 (82 anos). O nome Itatiaia é de origem Tupi e significa: penhasco cheio de pontas, pedra pontuda. No interior do Parque encontram-se alguns dos picos mais altos do Brasil, beirando os 2800 metros de altitude.

Vem com a gente
Parque Nacional do Itatiaia
Travessia Ruy Braga
14/SET/2019

Parque Nacional do Itatiaia

Vamos fazer a Travessia da Parte Alta do Itatiaia e mais uma descida de Serra chamada de: Travessia Ruy Braga como também é conhecida! O Parque Nacional do Itatiaia (PNI) é o Primeiro Parque Nacional do Brasil, criado em 14 de junho de 1937 (82 anos). O nome Itatiaia é de origem Tupi e significa: penhasco cheio de pontas, pedra pontuda. No interior do Parque encontram-se alguns dos picos mais altos do Brasil, beirando os 2800 metros de altitude.

Vem com a gente
Parque Nacional da Serra dos Órgãos
Escalavrado
15/set/2019

Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Está localizada no PARNASO (Parque Nacional da Serra dos Órgãos). O Parnaso é o terceiro Parque Nacional mais antigo do País, criado em 30 de novembro de 1939 (79 anos). O Escalavrado é considerado uma caminhada semipesada com duração que pode variar de 2,5 a 3,5 horas. O cuidado neste local deve ser redobrado, pois grande parte da trilha é exposta. Um caminho na Rocha, onde vamos utilizar equipamentos de vertical por segurança e basicamente é só subida! Porém com uma distância de aproximadamente 4000 metros entre Ida e Volta.

Vem com a gente
Terceiro mais alto do Brasil
Pico da Bandeira
17/set à 18/set/2019

Terceiro mais alto do Brasil

Localizado na Serra do Caparaó, na divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, o Parque Nacional do Caparaó é um dos ícones do montanhismo no Brasil e abriga o terceiro ponto mais alto do País. O Pico da Bandeira, que tem 2.891 metros de altitude, mas vem seguido de perto do Pico 2 ou Pico do Cruzeiro, com 2.852 metros, o Pico do Calçado com 2.849 metros e o Pico do Calçado Mirim com 2.818 metros. Logo mais abaixo fica o Pico do Cristal, com 2.770 metros que fica exclusivamente em território mineiro. Serão 3 dias de trekking com um nível de dificuldade que não é para iniciantes.

Vem com a gente
Parque Nacional Serra dos Órgãos
Travessia Petro x Tere
20 à 22/set/2019

Parque Nacional Serra dos Órgãos

A Travessia Petrópolis Teresópolis ou Petro x Tere como também é conhecida! É considerada a travessia mais bonita do Brasil. Está localizada no PARNASO (Parque Nacional da Serra dos Órgãos) em meio a exuberância da Mata Atlântica entre as cidades serranas de Petrópolis, Guapimirim e Teresópolis. Com muitas subidas e descidas íngremes é considerada uma caminhada difícil e possui cerca de 30 km ligando os municípios de Petrópolis e Teresópolis. Geralmente é realizada em três dias.

Vem com a Gente
Bauzinho, baú e Ana Chata
Travessia Pedra do Baú
23 e 24/set/2019

Bauzinho, baú e Ana Chata

O Roteiro foi chamado carinhosamente por nós de Volta da Pedra do Baú, passa em meio de Trilhas pela mata, subindo e descendo Vias Ferratas fixadas na Rocha Gnaissicas da Serra da Mantiqueira exatamente por: Bauzinho, Pedra do Baú e Ana Chata. Localiza-se no município de São Bento do Sapucaí, estado de São Paulo, Brasil. O ponto culminante é a Pedra do Baú (altitude de 1964 metros), conhecido por abrigar algumas rotas de escalada esportiva.

Vem com a gente
Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira
Petar
25 e 26/set/2019

Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira

O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) é considerado uma das Unidades de Conservação mais importantes do mundo. É considerado hoje um patrimônio da humanidade, reconhecido pela UNESCO. Vamos explorar o Núcleo Santana! Lá vamos conhecer: – A Caverna de Santana, -A Trilha do Betari (Caverna Água Suja, Caverna do Cafezal e cachoeiras das Andorinhas e do Beija-flor) – E a trilha do Morro-Preto Couto (Caverna do Morro-Preto, cachoeira do Couto e Caverna do Couto).

Vem com a Gente

Investimento

 Aqui vai uma dica muito interessante! Como estaremos organizando os eventos em sequência isto é, um após o outro, vale muito a pena você se inscrever em mais de um evento, pois isso diminui gastos de deslocamento, fazendo você poupar um bom dinheiro e conhecer mais destinos.

Por participar do Mountain Series, você ganha descontos especiais na compra de qualquer equipamento outdoor na loja Patos do Sul/RS – Entregas para todo o país.

Curtlo BR

Nossa equipe

Nosso time é formado por 4 (quatro) pessoas, sendo 2 (dois) guias de montanha, 1 (um) fotógrafo e 1 (um) especialista em Marketing Digital/Suporte.

Faremos uma cobertura online do Mountain Series aqui no site, comunicando também nas mídias sociais onde somos atuantes;

Teremos uma equipe profissional de fotografia e filmagem com drone, com edições diárias no evento e publicações ao vivo nas  mídias sociais;

Postagens semanais aqui no site e na Sol de Indiada, com o intuito de relatar a experiência obtida pelos participantes durante cada evento.

Se você gostou do nosso projeto, então comente aqui embaixo, compartilhe com seus amigos e venha encarar esse desafio com a gente!

sacos de dormir

Como escolher um saco de dormir

Essa é uma pergunta que muitas pessoas me fazem e por isso resolvi criar uma postagem específica sobre sacos de dormir.

A primeira coisa que você deve levar em consideração na horas de escolher o saco de dormir ideal, é saber para qual atividade você pretende usa-lo. Geralmente todas as pessoas respondem a mesma resposta! Quero um saco de dormir que seja bom para tudo.

Sabemos que não existe produto no mundo outdoor que supra todas as nossas exigências e necessidades, seria ótimo se tivéssemos condições de ter inúmeros sacos de dormir, para diferentes aplicações. Mas geralmente não temos essa condição para tanto.

Abaixo explico as principais diferenças entre os sacos de dormir existentes no mercado, desde seus diversos formatos,materiais, temperaturas, tamanhos e medidas, tudo bem detalhado para que entenda um pouco mais sobre o assunto. Dessa forma na hora de analisar entre um modelo e outro você consiga escolher qual é o melhor para a sua aplicação!

Tipos de sacos de dormir

Dormir

Existem basicamente três tipos de sacos de dormir no mundo outdoor, sendo eles:

O Mumia (sarcófago), estes é mais leve e produz mais aquecimento, mais estreito nos pés do que nos ombros, possui capuz e cordas de ajustes, no entanto é o que mais impede o movimento corporal (mais usado hoje no mundo).

O Retangular, este não são desenhados para moldar o corpo, conservam menos calor, ocupam mais espaço dentro da mochila, pesa mais, é mais barato.

Dormir

O Semi Retangular, este é mais afunilado que o modelo retangular, mas não tão junto como o sarcófago, possui boa liberdade de movimentos, mas deixa a desejar na geração de calor.

Sintéticos ou Plumas, qual escolher?

Sacos de dormir de fibra sintéticas

  • Ideal para seu usado em lugares úmidos;
  • Ideal para uso no Brasil;
  • São mais baratos em relação aos de penas;
  • Mantém 70% do aquecimento se estiver molhado;
  • Possui secagem rápida;
  • Mais pesado e com menor taxa de compressão;
  • Leva mais tempo para aquecer o usuário;
  • Não evapora a umidade do corpo.

Sacos de dormir de plumas

  • Ideal para em regiões frias no Brasil e atividades de alta montanha;
  • Proporciona alto nível de aquecimento;
  • Baixo peso e alta compressão;
  • São mais caros;
  • Possui vida útil maior, se bem cuidado;
  • Trasporta bem a umidade do corpo para fora;
  • Não aquece bem quando molhado;

Outras considerações feitas pelo amigo Mario Nery

Mas como se dá o aquecimento? O aquecimento proporcionado pelo saco de dormir funciona através de um processo de retenção do ar quente entre os filamentos das penas – o mesmo acontece com algumas fibras sintéticas. A diferença entre o sintético e a pena de canso está no fato de que a pena tem uma capacidade de retenção maior, principalmente as penas de alta qualidade.

Os sacos tem uma porcentagem de mistura das penas, que deve ser sempre mais alta na quantidade de penas de ganso e menor na quantidade de outras penas. A porcentagem ideal desta mistura fica em 90/10, ou seja, 90% para penas de ganso e 10% para outras penas menores. Outras porcentagens como 70/30 ou 50/50 representam sacos com menor capacidade de aquecimento e custo mais baixo!

Temperaturas dos sacos de dormir

Em boa parte dos sacos de dormir você encontrará faixas de temperatura que são expressas por, temperatura de conforto, limite e extremo. Para que você entenda cada uma delas vou explicar separadamente abaixo:

Temperatura de Conforto

Temperatura de conforto nada mais é que a temperatura que você se sente confortável e dorme muito bem na sua cama em sua casa.

Temperatura Limite

Essa temperatura indica que você está em seu limite de aquecimento, isso é, que você precisará dormir com algumas roupas para se sentir aquecido.

Temperatura Extrema

O seu nome já diz tudo, é uma condição extrema de aquecimento corporal, nesses casos você precisará usar muitas camadas de roupas para se manter aquecido e assim conseguir dormir.

Quando for adquirir um saco de dormir, sempre opte por produtos que tenham as faixas de temperatura inseridas nos produtos, isto te dará uma segurança a mais.

Vale mencionar aqui também que as marcas Deuter e The North Face fazem testes em laboratório para certificar seus sacos de dormir que são seguros e atendem os requisitos e conformidade com as normas europeias.

Tamanhos e medidas

Dormir

Você sabia que existem sacos de dormir para homens e mulheres, isto porque em uma pesquisa científica já comprovada, dizem que uma mulher sente mais frio que um homem em um valor de aproximadamente 5°C.

Geralmente a principal diferença entre os sacos de dormir de homens e mulheres é o seu tamanho, isso porque os femininos precisão ser mais justos para poder oferecer um maior poder de aquecimento.

Quanto menos bolsões de ar tiver entre o corpo do usuário e o saco de dormir, mais ele manterá o aquecimento corporal.

Pensando nisso muitos fabricantes desenvolvem sacos de dormir para cada gênero, com medidas diferentes entre um e outro. Algumas marcas usam a sigla “SL” para determinar a diferença de tamanhos, sendo estes menores que os normais.

Sacos de dormir indicados

Dormir

Abaixo mostrarei alguns sacos de dormir que considero bons para usar em suas atividades.

1- Saco de dormir sintético Dream Lite 500 Deuter, um saco de dormir super pequeno e leve, perfeito para ser usado em climas amenos, com temperaturas entre 13ºC e 10ºC.

sacos de dormir

Pesa aproximadamente 600 gramas, sendo uns dos mais leves do mundo, possui o valor de R$ 450,00 em média

2- Saco de dormir Sintético Super Pluma Gelo Trilhas e Rumos é indicado para temperaturas de até -15ºC, construído em nylon ripstop e nylon acetinado.

sacos de dormir

Pesa aproximadamente 2,160 kg e possui valor aproximado de R$ 390,00.

3- Saco de dormir Astro Pro 400 Deuter, construído com plumas de ganso 90/10 com fill power de 650 cuin, sua capacidade térmica é de: conforto +2ºC, limite -4ºC e Extrema -20°C.

sacos de dormir

Pesa aproximadamente 1.040 gramas e possui valor aproximado de R$ 1.599,00.

4 – Saco de dormir The North Face Inferno é ideal para expedições a locais com temperaturas extremas. Ele faz parte da coleção Summit Serie.

sacos de dormir

O Inferno tem isolamento térmico em plumas de ganso 850 fill down, formato sarcófago, para proporcionar o máximo de conforto, e capacidade para suportar bem temperaturas de até -40ºC.

sacos de dormir

Pesa aproximadamente 1.758 gramas e possui valor aproximado de R$ 3.990,00.

Conclusão

O saco de dormir é um equipamento essencial para a maioria das atividades que envolve pernoite em albergues ou barracas, no caso do uso em um acampamento você deve escolher produtos de qualidade, pois são estes equipamentos que farão você ter uma boa noite de sono.

Nas regiões frias do Brasil como na Serra Catarinense e no alto da Mantiqueira é comum pegarmos temperaturas negativas nos acampamentos, invista em um bom saco de dormir, a qualidade e a segurança de bons produtos garantem que a sua aventura seja satisfatória, porque afinal, ninguém quer passar frio durante uma viagem ou qualquer perrengue em ocasião da condição climática.

Espero que este texto tenha lhe proporcionado um pouco mais de conhecimento sobre o assunto, assim na hora de escolher o seu primeiro saco de dormir ou o próximo, você escolherá pela sua especificidade e não apenas pelo seu valor monetário!

mochila Osprey Talon

Mochila Osprey Talon 44 L

Hoje apresento a vocês a avaliação completa da mochila Osprey Talon 44L, vou mostrar aqui todos os detalhes desse produto que é uma das mochilas mais leves do mundo em sua categoria.

A mochila Osprey Talon 44L é destinada para uma série de atividades como: trekking, hiking, escalada e montanhismo em geral.

Características da mochila

  • Medidas: S/M – 62 x 30 x 33 cm | Peso: 1,02 kg | 42L
  • Medidas: M/G – 67 x  30 x 33 | Peso: 1,105 kg | 44L
  • Material: Naylon mini shadow + 70D x 100D e Nylon 420HD
  • Barrigueira BioStrech
  • Estrutura LightWire ™, leve, confortável e resistente
  • Alças BioStrech, com ajuste de altura
  • Sistema para hidratação externa no painel traseiro
  • Bolso frontal em tecido elástico com fechamento para transporte de equipamentos extras
  • Stow-on-the-Go™ – sistema que permite retirada do bastão de caminhada sem tirar a mochila das costas
  • Bolsos para celular e pequenos objetos na barrigueira
  • Garantia vitalícia da Osprey para as mochilas

Site do fabricante: Osprey Brasil

A mochila Osprey Talon 44L foi pensada para pessoas que gostam de carregar pouco peso, é muito leve em comparação com outras mochilas, pesa um puco mais de 1kg apenas, sendo construída de maneira minimalista, ela é leve, robusta e muito confortável.

mochila Osprey Talon

Possui um ótimo espaço interno, nela conseguimos colocar todos os equipamentos para uma travessia de trekking de 1 dia, incluindo água, comida e maquina fotográfica DSLR.

Compartimentos e aberturas

A mochila conta com duas aberturas, sendo uma superior com grande abertura e uma inferior, que acomoda tranquilamente o saco de dormir.

Nas laterais a mochila Osprey Talon 44L apresenta uma fita de compressão em formato ziguezague, além disso conta com um grande bolso de cada lado, fabricado em tecido Mesh garantindo boa elasticidade para acomodar garrafas de água com capacidade de até 1 litro, vale mencionar também que estes bolsos contam com duas aberturas, uma na vertical e outra em um angulo de 45°, isso facilita muito na hora de pegar ou colocar a garrafa de água durante as trilhas.

Na parte dianteira da mochila conta com um grande bolso de tecido Mesh, ideal para colocar capa de chuva, anoraque ou qualquer outro equipamento que precise estar de fácil acesso.

mochila Osprey Talon

Também podemos ver na parte frontal da mochila presilhas e luppings (argola) para prender tanto os bastões de caminhada como piolet (piquetas de gelo). Além do mais a mochila também oferece fitas para prender algum acessório como isolante térmico ou barraca. Essas fital estão localizadas acima da abertura inferior (compartimento do saco de dormir).

mochila Osprey Talon

O capuz da mochila é telescópio isso possibilita carregar mais carga na mochila, pois podemos levantar ou abaixar o capuz conforme for a necessidade do usuário. o capuz conta com dois bolsos apenas, um grande na parte externa e um bolso telado um pouco menor na parte interna.

Estrutura e capacidade de carga

Seu sistema de suspensão, extremamente leve, possui uma estrutura periférica em alumínio que a torna muito confortável, mesmo com carga pesada.

Construído com espuma com ranhuras cortadas em malha, e área da lombar sem costuras, a mochila Osprey Talon 44L promove um melhor conforto e ventilação na região da barrigueira.

mochila Osprey Talon

E falando em carga, a estrutura da mochila Talon 44 litros da Osprey é otimizada para carregar até 18 quilos.

Barrigueira, alças e ajustes

A barrigueira também possui o sistema BioStrech molda-se de forma precisa a sua cintura, diferenciando homens de mulheres.

Na parte da barrigueira conta com dois amplos bolsos com fechamento em zíperes, onde podemos guardar alguns objetos como GPS, celular ou até barras de cereais.

As alças são construídas em espuma, anatômicas, curvadas e com regulagem de altura, inclui fita peitoral ajustável com apito embutido na presilha de fechamento, todo esse conjunto proporciona um ajuste ainda mais preciso aos usuários.

Ela possuí o sistema Stow-on-the-Go, que consiste em presilhas especiais que garantem a facilidade de acesso e de guarda dos bastões de caminhada, mesmo durante a caminhada, e sem a necessidade de retirar a mochila das costas.

mochila Osprey Talon

Acessórios da mochila

A mochila Osprey Talon 44L conta também com bolso específico para acomodar o reservatório de hidratação de até 3L (vendido separadamente), este fica localizado atrás do costado e pode ser preso através de uma pequena presilha na parte superior.

A mochila não possui capa de chuva (vendido separadamente) e nem compartimento específico para guarda-la.

Avaliação completa Osprey Talon 44 L

Já estamos avaliando esse modelo de mochila a cerca de 1 mês, usamos em atividades de trekking, hiking (caminhada) e escalada em diversos locais aqui no Rio Grande do Sul – Brasil.

O que podemos dizer sobre essa mochila é que nos agradou bastante, não apenas por ser uma das mochilas mais leves do mundo, mas por ser muito confortável, prática e resistente.

A mochila confere bastante espaço interno para acomodar os equipamentos, mesmo carregada com seus 18kg de carga conforme diz o fabricante, ela ainda continua proporcionando conforto, equilíbrio e muita praticidade ao usuário.

Acreditamos que essa mochila possui um excelente custo benefício, pois seu valor de venda gira em média a R$ 900,00 vendida aqui no Brasil, em relação aos seus concorrentes o valor está muito bom.

mochila Osprey Talon

Recomendamos você sempre investir em equipamentos de qualidade, quanto mais leves for seus equipamentos, melhor será seu desempenho na trilha!

Mas como nem tudo são flores nessa vida, encontrei um único ponto que pode ser melhorado pela marca: o que mais chama a atenção é o fato de não ter capa de chuva. Geralmente em boa parte das travessias de trekking pelo Brasil sempre nos deparamos com situações/climas adversos, não ter a capa de chuva pode ser um problema para quem está fazendo uma travessia ou qualquer outra atividade.

Tirando esse ponto, não encontramos mais detalhes na mochila, mas ainda faremos alguns testes com ela na Serra Fina, Serra dos Órgãos, Itatiaia e outras travessias no Brasil que vierem à surgir. Para assim poder passar um feedback melhor sobre a mochila Osprey Talon 44L.

Se você procura mochilas com capacidade maior, recomendamos ler nossa avaliação completa da mochila Atmos 50L AG.

Já avaliamos inúmeros produtos de aventuras, se quiser ler mais sobre eles, clique aqui!

Cachoeira do Rio Bello

Cachoeira do Rio Bello

Andando pelo interior da cidade de Caxias do Sul/RS, descobri duas lindas cachoeiras, uma conhecida como Cachoeira do Rio Bello e a outra como Cascata do Teichmann, as duas um tanto desconhecidas pela maioria das pessoas.

Pra quem acha que Caxias do Sul é somente uma cidade de pedra e concreto, está enganado, se olharmos para o tamanho da área territorial pertencente a essa cidade, veremos que existem muitos vales, alguns profundos e selvagem e ainda inexplorados pela maioria.

Andando pela estrada Municipal do Vinho, no sentido Vale Real à Caxias do Sul, notamos um grande vale a direita, seguimos este vale e encontramos uma grandiosa cachoeira, com aproximadamente 40 metros de altura.

Cachoeira do Rio Bello

Ao lado da estrada tem um mirante, onde é possível avistar a cachoeira ao longe. Mas como não conseguimos apenas olhar de longe, seguimos devagar, olhando na beira da estrada se havia alguma trilha que ao menos levasse na parte de cima da Cachoeira do Rio Bello.

Então estacionei o carro ao lado de uma capelinha, e ali continha uma pequena trilha, segui por ela e cheguei na crista da cachoeira.

O local é “Bello” como seu próprio nome refere, com todo o cuidado do mundo, comecei a caminhar sobre as pedras da parte de cima da Cachoeira do Bello, a vista do rio para o despencar das águas cristalinas da cachoeira em direção ao vale é muito legal, estar naquele local fez com que sentisse uma ótima conexão com a natureza, uma sensação de paz imensa.

Cachoeira do Rio Bello
Cachoeira do Rio Bello

Fiquei ali por alguns instantes, olhando o despencar das águas e tentando registrar algumas imagens legais. Nisso chegou um morador local, perguntei a ele se havia alguma trilha que desse para acessar a parte de baixo da queda!

O morador, bem atencioso disse que a única trilha que ele conhece é vindo do Camping do Rio Bello por dentro do próprio rio, uma trilha de aproximadamente 6 horas entre ida e volta. Agradeci as informações, olhei para o relógio e já era metade da tarde, não daria para fazer a trilha nesse dia. Teria então que voltar um outro dia pela manhã com mais tempo para então explora-la!

Olhei o mapa e encontrei outra cachoeira não muito longe dali, peguei o carro e segui a estrada em direção a Caxias do Sul, logo depois de uma ponte de concreto, dobrei a direita e segui por ela, andei por algum tempo e me deparei com uma outra cachoeira belíssima.

Eram inúmeras quedas de água que faziam uma enorme cachoeira, difícil de acreditar que uma beleza daquela estava assim, tão perto da estrada. Foi só descer do carro e admirar a paisagem.

Cachoeira do Rio Bello
Cachoeira do Rio Bello

Enquanto estava ali fazendo algumas fotos, refleti um pouco sobre as viagens que já fiz ao longo de anos “turistando” por aí, e cheguei a conclusão que precisamos conhecer e explorar mais a serra gaúcha, temos uma rica diversidade de locais, que é possível fazer dezenas de atividades de Ecoturismo e turismo de aventura bem ao lado de nossas casas e por alguma razão não damos a devida atenção para isso.

Viajamos o mundo, carimbamos nossos passaportes, fizemos travessias gigantescas de trekking por serras, cânions e inúmeros lugares, sempre tentando achar locais onde tenhamos a melhor conexão com a natureza.

Aqui na serra gaúcha temos muitos locais selvagens ainda, que com certeza geram uma conexão muito boa com a natureza em sí. Precisamos ficar mais atentos a toda essa exuberância natural que temos em nossos municípios.

Se tiver que dar um conselho a todos que leem meus textos e postagens, digo-lhes que saiam para explorar locais diferentes, não se contentem apenas com o turismo que está pronto, lembre-se de sempre compartilhar conosco, com seus amigos os novos destinos que conhecer.

Cachoeira

Fico por aqui e até o próximo post, curtam, comentem e compartilhem esses destinos com seus amigos!

Morro Cambirela

Morro Cambirela

Morro do Cambirela localiza-se no município de Palhoça/SC, o morro faz parte de um conjunto de montanhas pertencentes ao Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, sendo esse parque a maior unidade de conservação de proteção integral do estado de Santa Catarina – Brasil.

O Morro do Cambirela situa-se próximo a BR – 101, uma montanha que eleva-se a um pouco mais de 900 metros de altitude em relação ao nível do mar.

Temos uma certa incerteza sobre essa altitude, pois tanto no google maps quanto no wikiloc é mostrado dois cumes com o nome Cambirela (na trilha que fizemos chegamos a aproximadamente 915 metros (medição com aplicativo Wikiloc) e 927,9 metros de altitude (medição com GPS Garmin etrex 20).

Fui pesquisar mais afundo sobre essa isso e consegui encontrar respostas para essas dúvidas sobre a real altimetria no plano de manejo do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro.

O Plano de manejo diz que o Pico do Cambirela situa-se a 1.043 metros de altitude e o Morro Cambirela a 900 metros aproximadamente. Todos estes locais fazem parte de um complexo formado pelo Morro do Cambirela, serra do Tabuleiro e serra do Capivari que apresenta altitude máxima de 1.270 metros a nível do mar.

Do alto do Morro do Cambirela é possível avistar a grandiosa ilha de Florianópolis de norte a sul e uma boa parte da Serra do Tabuleiro.

Trilhas para o cume

Sabemos da existência de aproximadamente 3 trilhas que levam ao cume do Morro do Cambirela, algumas são mais difíceis e técnicas que outras, mas todas tem algo em comum, o fato de serem perigosas e com longos trechos de inclinação.

Morro Cambirela
Atualmente existem três trilhas de acesso ao Morro: Ascensão pela Trilha 1 (Via aresta Leste, voltada para a BR-101); Trilha 2 (Via aresta Noroeste, ou cachoeira seca); e Trilha 3 (Ascensão pela via que é voltada para a BR-101 ao norte, conhecida também como via das Antenas).

Trilhar estes caminhos não é para todas as pessoas, pois é necessário ter um ótimo preparo físico, não sofrer com problemas em articulações ou cardiovasculares, não é recomendado também para pessoas que sofrem de vertigem ou medo de altura.

Relato da experiência

Nossa equipe para a subida do Morro do Cambirela era composta por três pessoas, composta por Edson Maia (navegador), Marilise Schuh e Luís H. Fritsch (Fotógrafo).

Morro Cambirela

Escolhemos percorrer a trilha 1 (mapa acima), está é um pouco mais fácil que as outras segundo nosso amigo Edson, pois a subida é realizada progressivamente sem muita dificuldade técnica, em algumas partes da trilha a três sequencias com cordas, mas foi bem tranquilo.

A trilha é bem marcada, mas é necessário o uso de GPS, usamos o etrex – 20 Garmin, muito bom por sinal. Do começo da trilha até o primeiro ponto de água caminha-se aproximadamente 2,2 km (350 m de altitude) a trilha é fácil, sem grandes dificuldades, a parte íngreme começa exatamente no primeiro ponto de água da trilha, dali em diante a subida fica cada vez mais íngreme e requer um esforço a mais nas articulações, é como se estivéssemos fazendo uma trilha no parque e de repente vira uma “escalaminhada” (escalada+caminhada).

Morro Cambirela

Vale ressaltar que o local é uma unidade de conservação, então todo o cuidado é pouco, Em toda a região da Serra do Tabuleiro é possível encontrar muitos animais, alguns deles podem ser peçonhentos e muito perigosos para nós humanos.

É comum nessa trilha nos depararmos com cobras do tipo: Jararacas, Corais, cobras Marrons e outros animais. Lembrem-se que nós é que estamos invadindo o território destes animais, por isso precisamos respeitar, estar de olhos abertos e sempre tomando muito cuidado onde colocamos nossas mãos e pés.

O primeiro ponto de observação que temos é no km 2,5 da trilha (500 m de altitude), dali já podemos ter uma dimensão da grandiosidade e da beleza que iriamos contemplar no cume do Morro Cambirela. Nesse ponto fizemos uma pausa de aproximadamente cinco minutos para tomar uma água e comer nosso lanche.

Depois dessa pequena pausa, seguimos adiante como diz um velho ditado, “caminhe como um velho, chegue como um novo” kkk. Essa parte da trilha, o caminho continua íngreme e sem nenhuma área plana para descanso, muitas vezes paramos em algum ponto mais aberto da trilha morro acima.

Há cerca de 2,8 km de trilhas (730 metros de altura) já estamos quase na crista do Morro do Cambirela, como dizem os montanhistas, quase chegando no “falso cume” a visão dali é de tirar o fôlego, conseguimos avistar a grande ilha de Florianópolis e mais algumas praias aos arredores. Deste ponto em diante o caminho fica um pouco mais tranquilo, sem grandes dificuldades.

Morro Cambirela

Caminhar sobre o falso cume é emocionante, pois a trilha percorre uma linda crista, onde temos uma visão grandiosa da Serra do Tabuleiro a Direita e a esquerda o litoral catarinense.

Depois de capturar inúmeras imagens, seguimos para o cume do Morro Cambirela que está a 915 metros de altura (medida capturada usando o aplicativo wikiloc no celular), a distância até o cume é de 400 metros, pode parecer pouco, mas a dificuldade para se chegar lá é algo que deve ser avaliado muito bem pelos participantes da aventura.

Para se chegar ao cume é necessário descer uma encosta rochosa, úmida e muito lisa, ideal usar cordas de apoio (levar junto), depois de mais este desafio superado, ascendemos ao tão esperado cume.

Morro Cambirela

A visão de lá é surpreendente, tivemos uma visão 360 graus, podendo avistar boa parte da Serra do Tabuleiro e inúmeras praias. Ficamos ali um tempo fazendo algumas fotos e depois voltamos para o “falso cume” para almoçar e contemplar melhor o lugar.

Morro Cambirela
Morro Cambirela

A descida foi um pouco mais rápida do que a subida, no entanto com muito mais cautela do que na subida, em um certo trecho da descida encontramos uma cobra Coral verdadeira adulta, por alguns segundos fiquei feliz em poder ver de perto esse animal de cores vibrantes.

A cobra estava enrolada em um pequeno caule de árvore bem na trilha que teríamos que passar, tivemos que esperar alguns minutos até que ela saísse dali para que fosse seguro passarmos.

Morro Cambirela

A Coral verdadeira é uma serpente de pequeno porte. Possui coloração forte e facilmente reconhecida: listrada em preto, vermelho e amarelo.

É uma cobra peçonhenta, ou seja, venenosa. É considerada uma das mais venenosas do Brasil em função da alta toxidade de seu veneno e atinge o sistema nervoso central. Uma vez picada, a pessoa pode morrer caso não receba atendimento médico rápido.

A cobra coral verdadeira é encontrada em matas das regiões sudeste e sul do Brasil. São encontradas também em áreas florestais do Uruguai, Paraguai e algumas regiões da América Central.

Elas vivem em galhos de árvore, folhagens, buracos em tocos em decomposição, debaixo de pedras e buracos no chão.

Depois de alguns minutos continuamos a descer pela trilha, com os olhos ainda mais abertos, precisávamos estar atentos e concentrados onde colocar os pés e principalmente as mão para não ter nenhuma surpresa.

O que levar para o Morro Cambirela

Caso você tenha interesse em percorrer essa trilha, recomendamos usar calçados fechados e confortáveis, camisetas de manga comprida, calça, perneiras para cobra e luvas de couro.

Leve aproximadamente 1,5 litros de água por pessoa, lanches de trilha altamente calóricos, frutas também são bem vindas.

Se você for vegano leia este texto!

Não esquecer de levar kit de primeiros socorros e corda de aproximadamente 20 metros.

A trilha possui inúmeras bifurcações, é fácil se perder nesses caminhos! Recomendamos usar GPS de trilha ou até mesmo contatar um guia experiente para auxiliar tanto na sua subida, quanto na descida.

Lembrando que o cume de qualquer montanha é somente a metade do caminho, a trilha só termina quando você chegar em casa e estiver seguro!

Se você gostou desse relato, deixe um comentário logo abaixo e não esqueça de compartilhar com seus amigos!

Cascata do Paraíso

Cascata do Paraíso

Cascata do Paraíso está localizada na linha Forromeco, pertencente a cidade de Carlos Barbosa, distante aproximadamente 16 km da cidade de Farroupilha e 11 km do município de São Vendelino/RS.

A Cascata do Paraíso está dentro de uma propriedade particular, por isso é muito bem cuidada e preservada pelo proprietário, Sr. Eduardo, um porto alegrense muito gente boa que tivemos o privilégio de conhecer.

Para manter a estrutura intacta e as trilhas organizadas, o proprietário cobra uma taxa de R$ 10,00 por pessoa para passar o dia no local.

O que fazer na Cascata do Paraíso

Dentro da propriedade há cerca de três quedas de água, onde em cada uma delas forma-se um grande poço para banhos, a profundidade entre eles variam de 3 a 8 metros, caso você não saiba nadar não é recomendado entrar na água.

Para quem gosta de nadar ou se refrescar nas águas da cascata, esse lugar é propício para isso.

Para quem gosta de capturar belas imagens assim como eu, o local é propício para isso, os caminhos e trilhas são bem sinalizados e de fácil acesso para a maioria das pessoas.

Cascata do Paraíso
Crédito: Luís H. Fritsch
Cascata do Paraíso
Crédito: Luís H. Fritsch
Cascata do Paraíso
Crédito: Luís H. Fritsch
Cascata do Paraíso
Crédito: Luís H. Fritsch
Cascata do Paraíso
Crédito: Luís H. Fritsch

Dentro da sua propriedade ele não aceita que entre com bebidas alcoólicas, mas é possível fazer um churrasco com os amigos e/ou família, as churrasqueiras são feitas de maneira natural, usando pedras do próprio rio.

Horários de visitação

Para aproveitar melhor a paisagem, recomendamos ir durante a semana, mas caso você não consiga ir nestes dias, ir aos finais de semana também pode ser legal.

Em dias de muito calor e finais de semana principalmente a Cascata do Paraíso costuma ficar lotada, se você é o tipo de pessoa que gosta de paz e tranquilidade, ir nos sábados e domingos talvez não seja a melhor opção.

A propriedade está aberta para todos que quiserem visita-lá, das 9:00 horas até às 18:00, todos os dias da semana.

Como chegar na Cascata do Paraíso

Cascata do Paraíso

Link do Google Maps

Outros destinos nas proximidades

A região da Serra Gaúcha possui muitos atrativos naturais, pois possui uma geografia interessante, rodeada de grandes vales, matas e cascatas.

Se você tem vontade de conhecer outros lugares de belezas naturais exuberantes, recomendamos conhecer também a Cascata do Salto Ventoso na cidade de Farroupilha, distante aproximadamente 10 km da Cascata do Paraíso.

Cascata do Paraíso
Salto Ventoso – Crédito: Luís H. Fritsch

Caso você goste de locais altos e com uma vista esplendida da cidade de São Vendelino, recomendamos conhecer o Morro do Diabo, localizado aproximadamente 9 km da Cascata do Paraíso.

Cascata do Paraíso
Morro do Diabo – Crédito: Marcio Basso

O local é propício para esportes de Voo livre como paraglider e parapente ou também um ótimo local para se curtir o pôr do sol, concluindo assim o passeio pelo interior da Serra Gaúcha

Calça Hard PRO Mountain

Hoje venho aqui apresentar aqui a calça Hard PRO Mountain uma das calças mais robustas já fabricadas nacionalmente pela empresa Hard Adventure, nesta avaliação completa mostrarei todos os seus detalhes, materiais, os prós e contras desse modelo.

Características e detalhes

A Hard PRO Mountain é uma calça confeccionada com 100% poliamida Power®, em pontos de maior atrito possui o material mundialmente conhecido como Cordura® (nylon de altíssima resistência e alta performance, concebido para ser de longa duração e resistente à abrasão e rasgões, que agrega muito mais resistência e durabilidade à calça).

Hard Pro Mountain

Tendo o nylon Cordura® em sua confecção faz com que tenhamos uma ótima calça para atividades em terrenos difíceis, como por exemplo subidas e descidas de rios, onde geralmente precisamos saltar entre as pedras ou em locais de mata fechada. Para as pessoas que adoram explorar novos caminhos, essa calça é perfeita para isso.

A calça é composta por dois bolsos frontais e dois laterais com zíper YKK e lapela para acomodar o zíper, lembrando que os zíperes YKK são os mais duráveis do mundo.

Hard Pro Mountain
Hard Pro Mountain

Além disso a calça Hard PRO Mountain pode virar bermuda através de zíper, isso é ótimo em dias de calor excessivo, conta também com uma abertura com zíper na parte de baixo (do tornozelo) que tem a função de facilitar a transformação para bermuda, teoricamente esse sistema funciona muito bem, mas na prática não é bem assim, o tamanho da calça que eu uso é “P”, geralmente quando tenho que transformar a calça em bermuda, a parte de baixo da calça não saí, devido a bota cano alto, este é um dos pontos que não me deixou satisfeito nesse modelo. Veja as imagens abaixo.

Na cintura, a calça Hard PRO Mountain conta com botão de pressão e acompanha um cinto em fita de nylon, com fivela de engate regulável fabricada em polipropileno de alta resistência, que facilita carregar mochilas e enfrentar corredeiras de rios e cachoeiras sem que a calça saia do lugar. Além disso, o cinto, pode ser totalmente removível, pode ser utilizado em situações de emergência, como a confecção de torniquete, carregar carga pesada e etc.

Hard Pro Mountain

Além de todos estes detalhes já mencionados, a calça Hard PRO Mountain possui ainda proteção solar FPS 50, que bloqueia 98% dos raios UV-A E UV-B, testado e aprovado pelo SENAI CETIQT, protegendo a pele dos efeitos nocivos do sol, como queimaduras e envelhecimento precoce.

A calça Hard PRO Mountain é respirável e possui baixa absorção de umidade, com um sistema único que transporta a umidade do suor para o exterior da calça, proporcionando melhor equilíbrio térmico, tornando-a arejada e ótima para usar mesmo em climas quentes.

Estou usando esse modelo de calça a praticamente um ano já, e desde então não puxou nenhum fio ou rasgou, neste período que tenho a calça Hard PRO Mountain já usei em algumas trilhas na Patagônia Argentina, no Parque Nacional de Torres del Paine no Chile, viagens de exploração na região dos cânions do sul do Brasil e em praias, estar usando ela é sempre uma experiencia satisfatória. 

A calça quando exposta a locais frios e úmidos pode te dar uma sensação de conforto maravilhosa, por ela ser construída com materiais de alta performace, em alguns casos ela suporta ventos e mantem a temperatura corporal estável, atuando como se fosse um corta vento ou calça segunda pele, isso é incrível.

Características do fabricante

  • Modelagem simples que evita atrito com a pele.
  • Reforço em Cordura ® nos principais pontos de atrito.
  • Recorte entrepernas (cavalo) de 25mm. Permite qualquer movimento.
  • Cós de 40mm com elástico total.
  • Passantes laterais e traseiros.
  • Costuras reforçadas com travetes.
  • Cinto removível de alta resistência com fivela em polipropileno.
  • Pernas/barra da calça com zíper para retirar as pernas sem a necessidade de retirar o calçado.

*CORDURA® é marca registrada da Invista de fios para tecidos de alta resistência usada sob licença por Hard Adventure® Ind. e Com. de Roupas e Equip. Ltda.

Valor aproximado: R$ 249,90

Onde comprar

Você pode adquirir esse produto na loja Guenoa Apetrechos, localizada em Caxias do Sul/RS, a loja entrega para todo o Brasil caso necessite!

Aqui em nosso site você encontra mais de 50 reviews de produto para você não errar na hora de efetuar a compra, conheça antes mesmo de ir na loja!

Três Cachoeiras

Sempre buscamos novas opções de trilhas, destinos e opções de lazer para os nossos leitores, e essa matéria não é diferente, estivemos presentes no 1º passeio da nova Rota Turística Caminho dos Vales e das Águas na cidade de Três cachoeiras no dia 12 de Dezembro/2018.

Passeio este que contou com aproximadamente 20 pessoas, dentre elas estavam presentes, gestores de agências de viagens, empresários locais, alguns moradores e claro nós do Trekking RS.

O Município de Três Cachoeiras localiza-se distante cerca de 165 km da capital Porto Alegre, cerca de 36 km da cidade de Torres/RS e afastada aproximadamente 20 km da cidade de Três Forquilhas, onde lá também é possível percorrer o Caminho dos Vales e das Águas, veja!

Três Cachoeiras é uma cidade pequena, mas muito cativante e bela, a história conta que em 1605, missionários jesuítas viajaram do Rio de Janeiro para cá com o objetivo de catequizá-los e protegê-los da ação dos bandeirantes paulistas que vinham ao Sul capturá-los para o trabalho escravo nas fazendas de São Paulo. A origem do nome de Três Cachoeiras deu-se, possivelmente, nesta época, de 1605 a 1615, por viajantes paulistas que encontraram três cachoeiras, distantes entre si cerca de 80 metros e localizadas ao Norte da sede do município, na encosta do morro mais tarde denominado “dos Pereira”. Leia a história completa.

O primeiro passeio por Três Cachoeiras começou pelo centro da cidade, mais precisamente pela Casa do Artesão Raízes da Arte, o local conta com inúmeros artigos artesanais feitos pelos moradores local, alguns deles são decorativos, outros contam histórias da cidade.

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch
Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

O segundo local escolhido foi uma propriedade rural, onde é possível desfrutar de um piquenique em meio a um bosque, perto dali encontra-se um córrego com águas cristalinas que encantam e animam tomar aquele banho de rio.

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch
Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

Depois de cerca de 40 minutos no local, nos deslocamos para dois atrativos de tirar o fôlego, estes são: o Poço das Andorinhas e o Poço dos Morcegos, locais de beleza intacta que enchem os olhos, as águas são totalmente cristalinas e próprias para banho.

No local existem duas trilhas uma para a direita que dá ao Poço dos Morcegos e outra à esquerda leva até o Poço das Andorinhas. As duas trilhas podem ser percorridas por todas as idades, os caminhos são bem marcados e de beleza singular, caminha-se aproximadamente cinco minutos em meio a mata atlântica para acessar as quedas de água.

Para fotógrafos o local é propício para realização de ensaios fotográficos e nós conseguimos capturar belas imagens desses locais, veja a seguir!

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch
Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch
Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

Depois de aproveitar bem os locais era hora de seguir em frente, a próxima parada seria no Moinho de Pedra, este é um dos únicos que ainda funcionam na cidade de Três Cachoeiras, construído artesanalmente, usa materiais como madeira e pedra em sua construção, antigamente este moinho funcionava com água, hoje em dia ele foi adaptado para trabalhar usando energia elétrica.

A construção do moinho é tão minimalista que além de transformar grãos de milho em farinha, ele separa a casca do milho da farinha, é incrível ver funcionando, ver estas coisas nos dias de hoje é algo inacreditável. Se você for visitar a cidade de Três Cachoeiras, não pode deixar de visitar esse Moinho de Pedra.

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

Já era hora de visitar outro local, a Casa da Tia Laura, este seria o lugar do nosso almoço, o atrativo conta com um restaurante temático, todo decorado com objetos antigos e rústicos, o local faz com que retornemos aos tempos antigos sem perder a sofisticação dos tempos modernos.

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch
Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch
Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

Além do acolhedor restaurante a Casa da Tia Laura possui acomodações belíssimas, bem incrementadas para que seus hospedes tenham a melhor experiência.

Aos arredores da propriedade há uma grande área de campos abertos com algumas árvores da espécie Figueira, uma dessas árvores possui mais de 200 anos, é uma grandiosa árvore que faz com que eu me sinta pequeno diante da tamanha grandeza de seus galhos.

Outro detalhe que não pode ser passado despercebido desta Figueira centenária, é o fato de possuir sobre seus galhos centenas de bromélias e flores que cresceram ali por conta própria. A natureza de fato é grandiosa e nos faz sentirmos insignificantes perto de toda essa beleza.

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

Não há preço que pague à experiência de deitarmos embaixo de uma árvore dessa magnitude, depois de um belo almoço caseiro.

Ali perto da Casa da Tia Laura encontra-se a Casa da Colonização, local com inúmeras histórias dos primeiros imigrantes italianos que chegaram a cidade de Três Cachoeiras, histórias dos Tropeiros que construíram cetenas de quilômetros de estradas onde eram levados suas produções agrícolas para trocar por mantimentos em outras cidades.

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

Você sabia que os Tropeiros construíram uma estrada que ligava a cidade de Três Cachoeiras à cidade de Caxias do Sul e o tempo de percurso demorava aproximadamente 30 dias para percorrer tal distância.

Ao lado da Casa da Colonização, encontra-se a primeira igreja construída totalmente de madeira pelo imigrantes. Hoje em dia a igreja foi reformada, as únicas peças originais que restaram são as janelas e a porta fabricadas a mão.

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

Depois de conhecer tantas histórias legais sobre os primeiros imigrantes era hora de irmos a outro atrativo, o Alambique conhecido como 3º Gole, este é um dos poucos alambiques que restaram na cidade de Três Cachoeiras, o proprietário e produtor da Cachaça 3º Gole, nos contou sobre como é produzido a cachaça, e posso dizer a vocês, não é bem assim fabricar cachaça..kkk

Três Cachoeiras
Créditos: Luís H. Fritsch

Provamos a cachaça e é muito boa, forte e saborosa, gostei tanto que até adquiri uma garrafa para degustar nos invernos aqui na Serra Gaúcha.

Este passeio com certeza foi incrível, teve muita diversidade no roteiro, provamos muitas delícias e nos encantamos com as histórias locais. Acreditamos que o Caminho dos Vales e das Águas em Três Cachoeiras é um roteiro turístico maravilhoso para todas as idades e deve ser conhecido e desfrutado ao máximo por todas as pessoas que ali vier.

Veja todas as fotos dessa incrível experiencia que foi o 1º passeio pelo Caminho dos Vales e das Águas em Três Cachoeiras. Acesse o nosso álbum no Flickr.

Caso você queira desfrutar desse incrível roteiro turístico pode contatar a Prefeitura Municipal de Três Cachoeiras ou as agências locais: Esmeralda Turismo, contato: (51) 9 9142-5790 e Paulão Transportes, contato: (51) 9 9987-1825.

Caso você seja da região da Serra Gaúcha e queira conhecer os encantos desse roteiro a empresa Sol de Indiada está credenciada para levar você até estes atrativos.

Caminho dos Vales e das Águas

Nós do Trekking RS estamos sempre em busca de novos destinos e dessa vez apresentamos a nova rota turística conhecida como o Caminho dos Vales e das Águas, localizado dentro de nove municípios que compõem o Litoral Norte gaúcho: Torres, Arroio do Sal, Itati, Terra de Areia, Mampituba, Dom Pedro de Alcântara, Morrinhos do Sul, Três Cachoeiras e Três Forquilhas.

Fomos convidados pelo presidente da Rota Turística Caminho dos Vales e das Águas, o Sr. Carlos Cechin, para relatar a experiência de percorrer os caminhos da cidade de Três Forquilhas/RS.

A cidade de Três Forquilhas localiza-se distante cerca de 150 km da capital Porto Alegre, o nome do município decorre da confluência de três braços de rios a que se denominou Três Forquilhas.

O município de Três Forquilhas está inserido na área de Mata Atlântica com belezas naturais reservadas, como as Cascatas da Pedra Branca e do Barreiro; paisagens belíssimas, vistas da Chapada dos Valim; rios de água límpidas; Cânion do Josafá e engenhos de cachaça. Entre belos conjuntos emoldurados por rica e densa vegetação com flores e ramagens silvestres, encontra-se a rodovia municipal da Serra do Retiro ao alto Rio da Terra.

Na última terça feira dia 04 – Dezembro/2018 nos deslocamos da nossa amada Serra Gaúcha com destino ao litoral norte, mas precisamente para a cidade de Torres/RS, lá o presidente da Rota Turística nos aguardava juntamente com algumas agências de viagens, convidados e membros do projeto com o transporte que nos levaria para o 1º passeio pelo Caminho dos Vales e das Águas.

O deslocamento durou cerca de 1 hora até a nossa primeira parada, Sítio Café da Roça, o local é simples e aconchegante, os próprios proprietários nos levaram a percorrer o primeiro caminho do dia, à Trilha da Grota Escondida, caminho este de 731 metros de extensão, a trilha é bela e sem grandes desafios, é indicado para todas as idades, no meio da caminhada chegamos a um bosque repleto de Palmeiras Reais, o local proporciona uma ótima conexão com a natureza, perfeito para um piquenique ao ar livre.

Caminho dos Vales e das Águas
Caminho dos Vales e das Águas
Caminho dos Vales e das Águas
Caminho dos Vales e das Águas
Caminho dos Vales e das Águas

Os proprietários serviram café passado, sucos de açaí, bolos, cucas e rosquinhas totalmente produzidas por eles. Os produtos coloniais são muito bons, foi difícil parar de experimentar tantas delícias.

Depois de estar de barriga cheia, retornamos para o ônibus e seguimos o Caminho dos Vales e das Águas seguindo o rio Três Forquilhas pelo seu lado direito. Este caminho é repleto por enormes montanhas, olhávamos para todos os lados e víamos morros e mais morros, andando pela estrada de terra temos a sensação de não estar mais no litoral, pois a geografia local é incrivelmente bela, intacta e montanhosa.

A nossa segunda parada foi em uma ponte pênsil, conhecida por alguns como pinguela, essa é uma ponte de madeira e cabos de aço suspensa, que atravessa o rio Três Forquilhas e leva até o outro lado do rio na cidade de Itati/RS. A ponte tem cerca de 25 metros de extensão e balança bastante se tiver muitas pessoas caminhando ao mesmo tempo, a ponte é totalmente segura para passagens a pé ou de bicicleta.

Caminho dos Vales e das Águas
Caminho dos Vales e das Águas

A terceira parada aconteceu na AMADECON – Associação das Mulheres Agricultoras para o Desenvolvimento de Três Forquilhas, estas mulheres realizam trabalhos voluntários para a comunidade, dentre os inúmeros trabalhos realizados, destaca-se uma pequena farmácia que contem inúmeros medicamentos medicinais obtidos através de folhas de árvores e plantas encontradas no interior do município de Três Forquilhas, vale muito a pena conhecer. Neste mesmo local foi servido um ótimo almoço, muito bom por sinal.

Depois de todos bem alimentados era hora de entrar no transporte e seguir para um dos destinos mais belos do estado do Rio Grande do Sul, a Cascata da Pedra Branca, com sua incrível altura de mais de 140 metros.

Para chegar na base da Cascata percorre-se um caminho de estrada de chão por aproximadamente 1,5 km a pé, pois nos pés da cascata não tem como manobrar os veículos. O caminho é belo, o ar é puro e as árvores são gigantes, nos dois lados da estrada de terra a mata atlântica predomina, trazendo assim uma sensação de paz de espírito para os caminhantes.

Caminho dos Vales e das Águas

Na base da Cascata da Pedra Branca a visão é de tirar o fôlego, a aguá que caí é totalmente cristalina, arriscamos até tomar uns goles de água e nos molhar um pouco para nos refrescar.

Caminho dos Vales e das Águas

Depois de contemplar essa que é uma das cascatas mais belas do nosso estado, retornamos pela mesma estrada, mais ou menos no meio do caminho à esquerda, encontra-se uma pequena trilha que leva a uma segunda queda de água, o local é intacto e de beleza surpreendente, vale a pena visitar.

Caminho dos Vales e das Águas

Depois de muitas fotos e vídeos feitos retornamos para o transporte, saímos do Vale das Pedras Brancas e seguimos para o Borralho’s Café, da Bete, na comunidade de São Sebastião, local maravilhoso para apreciar um excelente café colonial muito parecido ou melhor que os que conhecemos da cidade de Gramado/RS.

Caminho dos Vales e das Águas
Caminho dos Vales e das Águas

Depois de conversarmos e nos alimentarmos bem, provando quase todas as delícias, era hora de retornar para a cidade de Torres/RS.

O Caminho dos Vales e das Águas é com certeza uma Rota Turística incrivelmente linda, com atrativos que contemplam o turismo rural, ecológico e claro o de aventura para todas as idades.

Veja todas as fotos dessa incrível experiencia que foi o 1º passeio pelo Caminho dos Vales e das Águas, acesse o nosso álbum no Flickr.

Ficou com vontade de conhecer estes caminhos? Já estão disponíveis nas agências de turismo de Torres e região, passeios turísticos ao município de Três Forquilhas e de outros município da região. 

Caso você seja da região da Serra Gaúcha e queira conhecer os encantos desse roteiro a empresa Sol de Indiada está credenciada para levar você até estes atrativos, clique aqui para ver as próximas trilhas.

Trilha das Represas Abandonadas

Na parte alta do Vale do Caí mais precisamente na divisa entre os municípios gaúchos de São Pedro da Serra e Salvador do Sul/RS – Brasil, em meio a mata, um lugar conta a história hoje quase que esquecida,  que já foi referência de modernidade para a região quando construída na década de trinta.

Em um período que a energia elétrica era ainda para poucos no sul do Brasil, na região serrana em um pequeno povoado, luzes brilhavam do alto de uma montanha. Se tratava do seminário jesuíta Santo Inácio de Loyola, que hoje segue imponente no alto do município de Salvador do Sul, no entanto não desempenha mais a função que tinha no passado.

Naquele período após o padre Primus sair por suas aventuras encontrou um vale rochoso com grande inclinação e um volume considerável de água. Após análises, os jesuítas colocaram em prática o projeto da construção de uma hidrelétrica que se constituía na construção de duas represas e uma casa de máquinas. E assim após a construção, começaram a  produzir sua própria energia, o que se estendeu por muitos anos.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Até que, com a chegada da rede elétrica, mais moderna e eficiente como conhecemos hoje, a porta da casa de máquinas foi fechada, e deixada para atrás. E assim com o tempo, lentamente a natureza foi tomando de volta a sua característica selvagem antes da chegada dos imigrantes.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Nós do Trekkingrs fomos lá atrás dessa história contata pelos mais velhos em busca da trilha das represas perdidas para compartilhar esta informação como todos nossos seguidores aventureiros que estão buscando novos destinos para explorar.

A partir da Rua Carlos Edvino Specht que se encontra no centro de São Pedro da Serra, você deverá descer aproximadamente cinco minutos de caminhada até o ponto em que a rua passa pela descida do arroio. Neste ponto uma pequena trilha não muito visível te levará até a parte baixa do arroio.

Já neste ponto você estará na parte de atrás do lago da primeira represa, o lago com o passar dos anos recebeu muitos sedimentos que desceram da parte altado município.

Nesse ponto deve-se ladear o lago pela parte esquerda até então chegar a parte alta da represa. É possível caminhar por cima dela de um lado a outro. Também no ponto central há uma escada de barras de metal para poder acessar a parte inferior da represa que consiste em uma grande base de pedras colocadas em diferentes níveis para formar toda a grande estrutura da represa. Com o vertedouro superior, onde não era o leito do arroio, oferece hoje uma cascata que foi criada com a construção da represa.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz
Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz
Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Seguimos nosso caminho para poder chegar até a segunda represa e a casa de máquinas. Desde lugar em diante prepare-se para molhar seus pés para um hike em grande parte pelo arroio. Como o vale é estreito, grande parte do caminho deve ser feito dessa forma.

Após uns minutos de caminhada pelo arroio você chegará a uma queda d’água. Não é possível acessar a parte baixa pelo arroio, a não ser que seja por rapel. Deve-se tomar uma trilha a direita para acessar uma parte mais alta ao lado da cascata e logo descer mais a frente.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Já na parte inferior da cascata, o caminho segue pelo curso do arroio. Este é um trecho mais extenso descendo por grandes pedras e zonas com o vale mais aberto. Até então chegar a um lugar que você perceberá o remanso do arroio, isso significa que chegaste a última represa. Tome uma trilha a direita para seguir até a base.

A segunda represa apresenta um assoreamento quase que completo do seu lago original. Em alguns anos será apenas um arroio e já não haverá mais o lago. No entanto, seguirá a queda de água da represa, uma mistura de pedras e tijolos maciços incríveis. Aproveite a para escutar o barulho da água e aproveitar solidão ao seu redor.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Observando a direita no caminho do arroio, vários pedaços de tubos de metal estão deteriorando-se em meio da floresta. Consiste na tubulação que canalizava a água da segunda represa até a planta geradora de energia.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Assim, seguindo o curso do arroio, se chegará a uma parte aberta do arroio de pura rocha. E mais a frente um grande desnível onde água se canaliza e desaparece morro abaixo em uma fenda Este ponto batizado como “saboneteira” é um ponto onde a pedra está pendida à fenda do arroio, no entanto, todo esta parte é muito lisa por isso o nome. Se deve tomar muito cuidado, e tomar uma trilha a direita, passando por cima dos tubos de metal.

Já subindo aproximadamente cinquenta metros acima do arroio estará a antiga estrada que levava a casa de máquinas. Seguindo este pequeno caminho, hoje fechado pela mata, é importante seguir até o vale próximo a queda de água. Neste ponto uma antiga escada de tijolos te guiará pela borda da fenda. E neste momento se encontrará a antiga usina hidrelétrica aí, perdida em meio ao vale.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz
Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz
Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Grande parte do maquinário segue no local. O telhado dá a impressão que caiu a poucos anos, também é possível descer uma escada pequena, dentro da estrutura, no entanto a sensação é de que as paredes ou o chão que já apresentam grande rachaduras podem colapsar a qualquer momento.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Mantenha a estrutura como está. É importante zelar pelo pela estrutura enquanto segue seu deterioro lento, permita que mais pessoas possam conhecer. Tome seu tempo, aproveite o lugar, relaxe e tire suas fotos, pois após um descanso você terá que voltar. É uma boa opção voltar pela antiga estrada da casa de máquinas, será meia hora de caminhada até a Rua Padre Piva em frente ao um posto de gasolina já na área urbana de São Pedro da Serra.

Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz
Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz
Trilha das Represas
Foto: Lucas Schmitz

Compartilhamos também o mapa dessa rota no wikiloc e um vídeo para você planejar a sua trilha e não ter a chance de se perder.

https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/trilha-da-represa-abandonada-sao-pedro-da-serra-rs-rota-circular-29708823

Sobre a trilha, o que certamente te marcará é o fato de ser um lugar é único, histórico, de aventura e muito contato com a natureza, ela que não é vilã nesta história, apenas está recuperando o que já era dela em toda sua plenitude.