Hospedagem mais acessível!

Hospedagem mais acessível!

Na hora de escolher o melhor meio de hospedagem para a viagem, muitos turistas acreditam que é fácil se decidir entre hostel, hotel e motel e qualquer outra opção que apareça durante as suas buscas. A verdade, porém, é que cada uma dessas alternativas tem suas características próprias, responsáveis por mudar tanto os valores das diárias quanto o tipo de acomodação e serviços oferecidos.

Por isso, quem não está familiarizado com os termos deve ficar atento. E é para ajudar nesta tarefa que criamos o post de hoje. Conheça agora as diferenças entre os principais meios de hospedagem disponíveis para a sua viagem!

Hotel

Hospedagem barata !

Hotel é a forma mais comum de hospedagem. De acordo com a Legislação Brasileira, hotel é um estabelecimento que dispõe de pelo menos, dez quartos em sua maioria para uma ou duas pessoas.

Hostel

Hospedagem barata !

O padrão do hostel é mais baixo, e é mais barato que um hotel. A principal característica é a disponibilidade de quartos compartilhados (de três a nove camas, ou até mais), a maioria com banheiro também compartilhado no corredor. Atualmente muitos hostels oferecem quartos para uma ou duas pessoas, às vezes com um banheiro adicional. No entanto, esse tipo de pernoite é bem mais caro do que os quartos compartilhados. A maioria das instalações nos hostels é destinada ao uso comum por todos os hóspedes. Hostels podem parecer albergues, mas ao contrário deles, sempre são propriedade privada e não têm regulamentos restritos. É para hostels que a maioria dos mochileiros e estrangeiros vão quando precisam de hospedagem. Ótima oportunidade para conhecer gente diferente.

Motel

Hospedagem barata !

Motel é um estabelecimento de hotel localizado em rodovias, disposto de estacionamento, ao qual a oferta é dirigida a pessoas que estejam de viagem. O motel deve ter, pelo menos, dez quartos, e deve também prestar serviços gastronômicos dentro do motel. Normalmente, o motel se localiza na periferia das cidades e ao longo das principais rodovias. Ao contrário do que pode-se pensar, o motel pode ser uma opção boa e barata para hospedagem.

Como viajar gastando pouco ou quase nada!

Como viajar gastando pouco ou quase nada!

Colocar uma mochila nas costas e cair na estrada em busca de caronas que o levem para os lugares mais incríveis é uma maneira de viajar de graça. Mas não é a única. A tecnologia possibilitou outras formas de conhecer o mundo sem gastar dinheiro — ou, ao menos, desembolsando muito pouco.

Hoje já é possível encontrar hospedagem gratuita pela internet ou até pedir um financiamento coletivo para a sua viagem. Há, ainda, a opção de se engajar em uma causa social ou usufruir de milhas aéreas acumuladas. Conheça abaixo algumas dessas alternativas, veja qual tem mais a ver com o seu perfil (talvez você una mais de uma delas) e programe as suas próximas férias.

Viajar gastando pouco trocando de casa
Alguns sites reúnem pessoas dispostas a ceder a casa e que, literalmente, trocam seus endereços por um tempo. O intercâmbio pode ser simultâneo ou não. Ou seja, você pode ocupar a casa do hóspede enquanto ele se muda para a sua. Mas também é possível ceder a estadia e obter um crédito para uma futura hospedagem na casa do seu atual convidado, num período acordado com ele.

O Home Exchange é o site mais famoso do ramo, disponibiliza mais de 50 mil casas, em 150 países, e possui versão em português: o Troca Casa (www.trocacasa.com). Para se cadastrar, é preciso pagar uma anuidade de US$ 9,95 e detalhar as características da sua residência, com fotos, inclusive. Caso você não realize nenhuma troca no primeiro ano, o site oferece mais um ano gratuitamente.

Em 2013, a Universidade de Bergamo, na Itália, realizou um estudo com sete mil membros da rede de troca de casas e apontou que 93% deles ficaram satisfeitos com a experiência e 75% qualificaram como confiável a pessoa com quem trocaram de endereço. Desses entrevistados, a metade tem família e filhos.

viajar gastando pouco
No couchsurfing, moradores abrigam gratuitamente o turista em suas casas

Viajar gastando pouco com Couchsurfing
A prática, que pode ser traduzida, ao pé da letra, como “surfar no sofá”, implica em hospedar-se gratuitamente na casa de moradores de um determinado local. O sofá não é necessariamente o que eles têm a oferecer, muitos disponibilizam camas, colchões e até quartos privativos para os visitantes.

O site mais conhecido de adeptos dessa prática é o www.couchsurfing.org. Para utilizá-lo, basta entrar no endereço eletrônico, criar um perfil online e começar a busca de uma acomodação. Fica mais fácil escolher um lugar bacana ao olhar as recomendações já feitas por outros “coachsurfers” que passaram pelo destino.

“O mais legal do couchsurfing é conviver com pessoas locais, que vão ajudar você a conhecer os lugares que só os moradores da cidade frequentam. A imersão na cultura é muito mais intensa, não se compara a de um turista que vai, fica em um hotel e visita só os pontos turísticos”, diz o mochileiro e fotógrafo Leonardo Maceira, que há cinco meses tem viajado pelo Brasil sem dinheiro na carteira, registrando suas aventuras em sua página do Facebook (https://www.facebook.com/OsLugaresdeCadaUm).

Vale saber que o anfitrião tem todo o direito de não aceitar um pedido de hospedagem feito via couchsurfing. Por isso, é bom sempre ter mais de um “sofá” como opção, antes de programar a sua viagem.

Viajar gastando pouco com Trocas de trabalho por comida e hospedagem
Você pode ter acomodação e refeições gratuitas em outro país se estiver disposto a ceder algumas horas do seu dia para trabalhar em um negócio, que pode ser uma fazenda, uma casa de família, um rancho, alojamento ou albergue. Existem muitos estabelecimentos ao redor do mundo que oferecem, além de comida e um local para dormir, acesso gratuito à internet e a oportunidade de conviver com a comunidade local. Tudo em troca de uma ajuda.

O site HelpX (http://www.helpx.net/) reúne muitos locais ao redor do mundo que aceitam essa prática. Quem recebe os voluntários geralmente exige um compromisso. Na média, são necessárias quatro horas diárias de trabalho para usufruir desses benefícios, mas pode haver variações.

Como regra geral, ao ajudar mais, você tem mais regalias. Por exemplo: quem prefere trabalhar por duas horas diárias talvez só consiga um local para dormir, enquanto quem se coloca à disposição por seis horas diárias poderá ter, além das refeições, um quarto privativo. Muitas das oportunidades são em áreas rurais, por isso, têm mais chances aqueles que incluem no perfil habilidades como saber mexer com plantas e colher frutas, cuidar de animais e andar a cavalo.

viajar gastando pouco
Praticar voluntariado também pode garantir uma viagem sem gastar muito dinheiro

Viajar gastando pouco sendo voluntário de causas sociais
Essa é uma forma de viajar a custo baixíssimo – geralmente se paga a passagem aérea e o seguro saúde – mas só serve para aquelas pessoas que não querem apenas carimbar o passaporte, mas que estão interessadas em se envolver em grandes projetos humanitários.

“É para quem tem vontade de conhecer o mundo não somente para aprender um idioma e, sim, para desenvolver responsabilidade social”, diz Moira Helena, diretora de intercâmbios sociais para estudantes da Aiesec no Brasil, organização estudantil sem fins lucrativos que, em 2013, levou 1.600 brasileiros para trabalharem como voluntários em outros países.

Para embarcar nos intercâmbios oferecidos pela organização é preciso ter entre 18 e 30 anos e inglês no nível intermediário. Colômbia, Argentina, Índia, Romênia, Hungria, Turquia e Egito são alguns dos países que entram nos programas, com duração de seis a doze semanas. Ao chegar no destino, os voluntários geralmente dão apoio a uma ONG local em áreas diversas, como financeira e comunicação. Em alguns casos, os jovens também podem ser treinados para atuarem como professores temporários de escolas locais.

Viajar gastando pouco com milhas
É verdade que acumular milhas aéreas custa, porque você precisa gastar para obter esse benefício. No entanto, se consegue isso adquirindo itens que iria comprar de qualquer maneira, essa é, sim, uma grande vantagem. Opções de programas de fidelidade não faltam, basta escolher aquele que oferece os melhores benefícios. Uma dica é optar por um programa que possua voos para os destinos que pretende visitar. Assim, é mais fácil se fidelizar. Caso contrário, você terá pontos espalhados por diversos programas, que dificilmente o levarão aonde quer chegar. Outra recomendação é escolher um cartão de crédito que ofereça uma boa troca do valor gasto por pontos e concentrar as compras nele. Por fim, é importante considerar a validade dos pontos e se planejar para conseguir acumular uma boa milhagem antes de ter de resgatar.

Viajar gastando pouco pedindo doações em sites
O crowdfunding é uma iniciativa de financiamento coletivo, uma maneira de captar recursos por meio de doações em dinheiro para um projeto específico. A ação já foi utilizada para viabilizar os mais diversos planos e agora também está disponível para quem quer ter sua viagem financiada.

O Trevolta (http://www.trevolta.com/) oferece a oportunidade de você montar o roteiro da sua viagem e, após precisar a quantia de dinheiro necessária para realizá-la, pedir contribuições.

Mas é claro que não é qualquer viagem que consegue patrocinadores. Para um crowdfunding de viagem ser bem-sucedido, é preciso ter diferencial. O “New York to Patagonia… By Ambulance!” (De Nova York à Patagônia… Em uma ambulância), por exemplo, conseguiu levantar US$ 8 mil dos US$ 10 mil pedidos. A proposta era viajar em uma ambulância da Big Apple até a América Latina e, ao fim da rota, doar o veículo para uma organização que presta atendimento de saúde para as comunidades carentes da Colômbia.

Ideias muito boas podem até ser patrocinadas por empresas. Outra opção para viabilizar o seu sonho é oferecer recompensa para os doadores, como cartões-postais do destino, fotografias e lembrancinhas locais.

Viaje sozinho pelo menos uma vez na vida

Viaje sozinho pelo menos uma vez na vida

“Não tenha medo de andar sozinho. Não tenha medo de gostar disso.” John Mayer

Há três anos atrás, eu não viajaria para lugar nenhum sozinha nem que você me pagasse, entrar em um avião para viajar por conta estava definitivamente fora de questão.

É engraçado como o tempo muda as coisas e a gente, e as coisas que você nunca se viu fazendo de repente se tornam a sua realidade.

Viajar sozinha se tornou parte da minha nova realidade. Eu absolutamente amo fazê-lo e aprendi muitas lições ao longo do caminho. Sendo o tipo de pessoa “não gostando de esperar pelos outros” e “levanta e vai” que eu sou, é natural que eu vá sozinha mais vezes. É tão excitante, exigente de seus nervos, e tão muito mais recompensador ao mesmo tempo. Agora que já tenho algumas aventuras internacionais solo de experiência, estou ansiosamente aguardando pela próxima!

Se você já pensou sobre sair se aventurar sozinho, mas ainda está indeciso ou nervoso, aqui estão 10 razões pelas quais você deveria viajar sozinho pelo menos uma vez:

  1. Você nunca volta como foi.

Sair sozinho renova seu espírito da maneira mais positiva. Muda sua energia, sua perspectiva do mundo, o modo como você vê os outros e o modo como você enxerga você mesmo. Você se torna um pouco mais corajoso e mais confiante nas suas próprias habilidades de resolver as coisas por sua conta.

  1. Sair da sua zona de conforto é bom para você.

Viajar sozinho é o tipo de empurrão saudável que você precisa para ficar confortável estando desconfortável. Você aprende a aceitar estar em lugares estranhos, com pessoas estranhas e todos os desafios que vão se apresentar a você ao longo da jornada.

  1. Existe tanto para se aprender sobre o mundo.

Vendo e explorando alguns dos lugares mais bonitos lhe deixará sem palavras. Experimentar as diferentes culturas e modos de viver que fazem de cada lugar tão especial é uma experiência única por si só.

  1. Passar um tempo sozinho ajuda você a se conhecer melhor.

O melhor relacionamento que você pode ter é aquele que você tem com você mesmo. Viajar sozinho lhe dá a oportunidade que você precisa para desacelerar, refletir e passar aquele tempo de qualidade com você mesmo que você pode normalmente perder na rotina do dia-a-dia em casa.

  1. Você vai descobrir o quão forte você é.

Nenhum dia é como o outro viajando sozinho, e você vai aprender a fluir e lidar com os dois lados da moeda. Uns dias você vai se ver correndo pela cidade com um grupo de novos amigos. Outros dias você descobrirá que você pode apenas preferir ir de leve e com calma no seu próprio ritmo. Você perceberá que enquanto você gosta de estar junto dos outros, você se torna mentalmente mais forte e capaz de se virar por você mesmo.

  1. A maneira de você ver as coisas vai mudar.

Sua perspectiva de certas partes do mundo, costumes e crenças será completamente diferente quando você os experimentar em primeira mão, e você descobrirá que todas as fotos e artigos que você leu sobre eles não lhe fazem justiça.

  1. Fazer amigos por aí é incrível.

Uma viagem solo nunca é realmente passada em completa solidão porque você conhecerá viajantes assim como você. Você vai compartilhar histórias e perceber o quanto vocês todos têm em comum, e descobrirá que você nunca está realmente sozinho de verdade.

  1. Não é tão assustador quanto você pensa.

Todas as preocupações e apreensões que você inicialmente tinha quando colocou os pés no avião vão desaparecer no momento que você chegar ao seu destino. Enquanto é verdade que você deve praticar ter um certo nível de cautela independente de onde você estiver no mundo, você descobrirá que muitas das coisas ridículas que você viu em filmes não são reais.

  1. Experiências são muito mais valiosas que coisas.

Nada se compara à diferença entre comprar um par de sapatos fabricados em Paris e estar de fato visitando Paris. Nada.

  1. Você vai mais do que provavelmente querer viajar sozinho de novo.

Viajar é um vício por si só. Mas a liberdade que você tem quando você faz isso sozinho é simplesmente diferente. De seguir seu próprio ritmo e não se sentir culpado por isso, à força e confiança que você descobre dentro de si mesmo. É uma experiência pacífica e calmante que você provavelmente vai querer experimentar de novo e de novo.

Texto original por Jaimee Ratliff, postado originalmente em seu blog, This Way North

Traduzido por Lucas Sironi

Aplicativos tradutores facilitam as viagens

Aplicativos tradutores facilitam as viagens

Mesmo no mundo sem fronteiras como o atual, a língua ainda é uma barreira. Hoje pode-se dizer que isso é passado, pois com o surgimento e a popularização dos aplicativos de tradução em celulares, se comunicar em outras línguas ficou muito mais fácil e divertido.

Vamos apresentar aqui, alguns aplicativos que vão facilitar sua comunicação ao viajar:

Google Translate

Foi eleito como o melhor da categoria ‘Mais Idiomas’, pois possui incríveis 64 línguas para tradução escrita ou falada. Sua principal característica é o fato de interligar os dados e saber diferenciar expressões populares da tradução literal, além de pesquisar as expressões na gigantesca base de dados do Google para todos os assuntos.

Aplicativos
Fonte: Internet

Serviço

Plataforma: Android e IOS
Preço: Grátis
http://www.google.com/mobile/translate/

S Tradutor

Traduzir as palavras já não é mais uma função básica dos aplicativos de tradução, eles agora precisam traduzir sem você ter o trabalho de escrevê-las. Como? Tire uma foto do texto de um livro, placa ou qualquer outro local e o aplicativo irá traduzir na hora. Por isso, ele foi eleito o melhor aplicativo para “Tradução de Fotos de Placas”. Prático e fácil, né? Porém, isso não é tudo. Ele ainda traduz os famosos caracteres chineses.

Aplicativos
Fonte: Internet

Serviço

Plataforma: Galaxy S4 (Samsung)
Preço: Grátis
http://www.samsung.com/

Fala & Tradução

Fala & Tradução é um tradutor de voz e texto indispensável que permite se comunicar com eficiência em qualquer parte do mundo. Instantaneamente fale 42 idiomas e converse por escrito em 100 idiomas.

Aplicativos
Fonte: Apple

Serviço

Plataforma: IOS
Preço: Grátis
http://itunes.apple.com/br

Tradutor de viagem

O Tradutor de Viagem é um guia linguístico com pronúncia e ilustrações que traduz palavras e expressões portuguesas para 32 línguas. O programa oferece a oportunidade única de poder se comunicar no exterior sem conhecimentos linguísticos, pois a tradução, se necessária, pode ser falada. Além disso, as ilustrações de fácil compreensão facilitam ainda mais a comunicação.

Aplicativos
Fonte: Apple

Serviço

Plataforma: IOS
Preço: Pago: USD 4.99
http://itunes.apple.com/br

Edição: Luís H. Fritsch

4 dicas para fotografar paisagens usando seu celular

Não há melhor maneira, do que tirar fotografias, para preservar  as memórias de lugares que estivemos, ou de alguns momentos incríveis. Entretanto, nem sempre dispomos  de câmeras profissionais em cada saída para capturar e salvar as imagens. Exite a opção de capturar belas fotos usando seu telefone celular.

Não perca tempo! Aqui nós explicamos pontos básicos para ajudá-lo a tirar fotos incríveis.

Você deve levar em conta que o ideal é que você saiba todos os recursos do menu, capacidades e limitações da câmera do telefone. Hoje, alguns aparelhos são muito poderosos e com ajustes manuais, o que é bastante apreciado.

Fotografar com ISO

camera1-w620
Foto: Internet

O ISO é a capacidade do sensor da câmera para capturar luz. Quando se utiliza valores baixos, a sensibilidade do sensor é menos sensível à luz.  Em telefones mais modernos esse ajuste pode ser realizado manualmente, para melhor ajuste. Para explicar melhor o ISO, quanto mais escuro é o lugar onde estamos, temos que usar um valor ISO superior. O oposto ocorre quando estamos em um lugar com muita luz, ISO deve ser baixo.

foto-curso-fotografia-iso-0021
Foto: Internet

Ative no menu do aparelho a opção grade, e utilize a regra dos terços

terços-620x300
Foto: Internet

A regra dos terços é a mais importante na área da fotografia, bem usada pode mudar radicalmente as imagens. Ao ativar a grade e fazer a regra dos terços na câmera do telefone, o visor será dividido em 9 seções, divididas por 2 horizontal e 2 linhas paralelas verticais. Os pontos de intersecção dessas linhas são muitas vezes o ponto focal dentro de um quadro, este é o ponto onde você enquadra a fotografia.

Evite o uso do Flash

Nosso primeiro pensamento para tirar fotos à noite é usar o flash, que em muitos casos pode resultar em erro, porque a célula emissora de luz, conhecida como “flash” ilumina apenas o primeiro plano, obscurecendo o resto da imagem. O que você deve fazer (claro, isso depende do que você quer fotografar), é utilizar lâmpadas ou lanternas para iluminar o fundo e trabalhar com o ISO.

Sem Título-1
Fotos: Marcio Basso

Use a hora azul para obter imagens incríveis

The Blue Hour é uma hora antes / depois do sol nascer e pôr do sol. Este é um dos melhores momentos para tirar fotos de paisagens, pois não é necessário muitos ajustes na câmera, normalmente estes horários proporcionam luz ideal para fotografar.

DSCN0539

Agora que você já sabe essas dicas, arrume a mochila e vá fotografar as lindas imagens que a natureza tem a proporcionar.

Texto: Luís H. Fritsch

 

7 dicas para acampar na praia

7 dicas para acampar na praia

Curtir o sol e a praia, sentir o calor e o frescor da brisa!

Nada mais adequado para o verão, estação mais quente e ensolarada do ano. Há quem prefira os Resorts e hotéis de luxo à beira do mar. Mas tem quem não abre mão  de uma aventura e do contato com a natureza. Para esses, acampar na praia ou nos seus arredores não é um transtorno, e sim um grande prazer.

Para que o acampamento de verão seja uma ótima experiência, e não uma viagem traumática, listamos dicas preciosas para você levar na mochila.

Dicas para acampar na praia
Dicas para acampar na praia


1. O que levar?

Há itens indispensáveis: a barraca é o primeiro, claro! Além dela, não esqueça de levar cantis com água potável, lanternas, sacos de dormir, canivetes suíços, produtos de higiene pessoal (não esqueça nunca o papel higiênico), repelente, kit de primeiros socorros, pratos, talheres, panelas, panos para limpeza e cordas.

Além desses objetos, fundamentais para o mínimo de conforto, é preciso ter em mãos sal e açúcar, por exemplo. O melhor mesmo é não exagerar na bagagem, para não “entupir” a barraca com coisas inúteis. O espaço tem que ser bem aproveitado.

Teste todos os equipamentos antes da viagem, inclusive a barraca, assim você terá uma noção do tempo que levará para montá-la e desmontá-la.

Dicas para acampar na praia
Dicas para acampar na praia

2. É possível acampar na beira do mar mesmo, ou tem que ser em um camping?

Algumas praias não permitem barracas na areia. Em geral, só é possível acampar na beira mar se a praia for distante da cidade pólo, ou mesmo deserta. Nesses casos, fique atento para uma coisa: o ideal é que o local de acampar fique perto de alguma cachoeira. Isso vai facilitar o banho e até mesmo o acesso à água para beber e lavar seus utensílios.

O camping é um lugar confortável e com  infraestrutura necessária para um bom acampamento de verão, livre de preocupações.

Caso vá para um camping, a primeira dica é escolher muito bem onde você vai ficar. Alguns possuem regras de convívio e permanência,  o que pode ser bom ou ruim, dependendo do que você espera do acampamento. Por exemplo, se você não suportar barulhos na hora de dormir e desejar privacidade, convém refletir qual será a melhor opção.

Dicas para acampar na praia
Dicas para acampar na praia

3. Há roupas mais indicadas?

Você vai passar o dia quase todo com roupas de praia: biquínis, maiôs, sungas. Mas não deixe de levar, ao menos, um casaco, pois à noite poderá cair a temperatura. Dê preferência para roupas leves (em razão do calor e secagem rápida).

Dicas para acampar na praia
Dicas para acampar na praia

4. Há cuidados específicos para a noite?

Todo campista tem que ter cuidados à noite. As lanternas não devem ser esquecidas nunca, exatamente porque são elas que vão ajudar você no escuro, (leve pilhas reservas).

Uma dica de proteção, seja de dia ou de noite, é levar cadeados. Use cadeado na barraca e nas mochilas, mesmo que fiquem no interior da barraca.

Dicas para acampar na praia
Dicas para acampar na praia

5. E se chover?

Lonas plásticas embaixo da barraca devem ser evitadas. Se chover, a lona plástica pode acumular água. Coloque as lonas por dentro ou por cima da barraca. Uma outra dica, caso chova demais e sua barraca fique em um estado deplorável, é ter no plano ‘b’ uma opção de hospedagem.

Caso você tenha acampado em baixo de uma árvore para se proteger do calor, o ideal é trocar a barraca de lugar diante de ameaça de chuvas. Por estar perto de árvores, o risco de raios torna-se maior.

Dicas para acampar na praia
Dicas para acampar na praia


6. O que fazer para se proteger dos ventos fortes?

Se você estiver perto do mar, os ventos podem ser mais fortes. Para evitar um imprevisto, forre de areia os cantos externos da barraca. Isso deixa a barraca mais firme.

Dicas para acampar na praia
Dicas para acampar na praia


7. Como se proteger de formigas?

Faça pequenos buracos ao redor da barraca e encha-os de cinzas. Isso vai proteger contra a invasão não apenas de formigas, como também de outros insetos.

Dicas para acampar na praia
Dicas para acampar na praia

 

Sabendo de todas essas dicas, arrume sua mochila, convide seus amigos é vá explorar novos lugares!

Dicas para acampar na praia

Veja também: A última praia do mundo – Lagoinha do Leste/SC

Edição: Luís H. Fritsch
Fotos: Internet

8 maneiras de sobreviver, usando uma lata de refrigerante!

Quem diria que uma lata de refrigerante pode ser tão versátil?

Depois de ver este vídeo de sobrevivência, você não vai acreditar que uma lata de refrigerante possa ser tão útil. Você verá 8 projetos para sobreviver, desde uma lanterna, apito de emergência, anzóis e ferramentas de iniciar o fogo.

soda-can-survial-jpg-620x330

Dê uma olhada nesses oito projetos de sobrevivência com uma lata de refrigerante.

Assista o vídeo:

Depois de ver este vídeo, você já sabe a versatilidade que se tem em sobreviver usando uma lata de refrigerante. Já para não falar, é também uma bebida refrescante ao acampar.

Estes pequenos projetos vai lhe poupar tempo e dinheiro. As dicas fornecidas irão ajudá-lo a improvisar em um momento de necessidade, que você vai ser grato.

Via

Uma lista de musicas para inspirar você a viajar!

Se tem uma coisa capaz de ativar nossa memória afetiva tão bem quanto cheiros e aromas é a música. Se alguns perfumes nos transportam imediatamente para um dia e lugar qualquer da nossa infância, há músicas que nos fazem reviver grandes emoções, momentos com pessoas especiais, uma época feliz ou mesmo uma viagem inesquecível.

Pensando nisso, separamos uma lista de musicas em especial, do estilo Rock n’ Roll, para inspirar você viajante nesse dia tão especial. Hoje é dia Mundial do Rock, 13 de julho de 2015 .

Veja o que separamos para você:

1- Foo Figthers – Walk

2 – Eddie Vedder – Rise

3- Steppenwolf – Born To Be Wild 

4- AC/DC – Highway To Hell

5- Audioslave – I Am The Highway

6-  Guns N’ Roses – Welcome To The Jungle

7- Pearl Jam – Amongst the Waves

8- Skank – Vamos Fugir

9- Jason Mraz – 93 Million Milles

10- Bass Drum of Death – Crawling After You

11- Eddie Vedder – Society

12- Red Hot Chili Peppers – Road Trippin

13- ForFun – O viajante

14- The Doors – Roadhouse Blues

15- Bon Jovi – Lost Highway

16- Engenheiros do Hawaii – Infinita Highway

17- Rory Gallagher – Mississippi Sheiks

18- Joan Jett – I Love Rock’n’Roll

19- Foo Fighters – Long Road To Ruin

20- Eddie Vedder – Goodbye

Edição: Luís H. Fritsch

Dicas para quem vai acampar pela primeira vez

Nada melhor para anular os efeitos do stress que o contato com a natureza. Amantes ou não de animais, não há quem resista a um bom fim de semana acampando. Seja no litoral ou nas montanhas, uma coisa é certa na viagem: muita história para contar. Entretanto, para que a paz não vire uma cilada de mosquitos e horas a fio jogando cartas dentro da barraca, é bom tomar alguns cuidados.

Planeje

Se você nunca montou uma barraca na vida, não se desespere antes de comprar a sua.

Existem opções para todos os gostos e bolsos. Lembre-se de avaliar bem o material, a durabilidade e principalmente, o tamanho.

Quando o número de pessoas é igual ao tamanho da barraca, alguém do grupo pode acabar ficando de fora na hora de dormir. Quem tem menos experiência no assunto acaba esquecendo que o espaço onde vai dormir precisa ainda abrigar malas,equipamentos…

Hoje já é possível até convidar os vizinhos? para um churrasco na barraca. Alguns modelos possuem até varanda, mas você também pode levar um toldo e montar ao lado de onde vai dormir.  

20090811202025

A proposta do passeio é um contato maior com a natureza, o que não significa dormir no frio nem acordar com a coluna dolorida. Hoje em dia é possível encontrar colchões infláveis muito confortáveis.

Para se proteger da umidade, comum em acampamentos perto de praias e em grandes altitudes, você pode levar um saco de dormir. Além de leve, ele substitui a roupa de cama e pode manter o corpo numa temperatura entre 10º e 18º.

Agora, imagine passar semanas planejando uma viagem com os amigos e ao chegar, descobrir que esqueceu o saco de dormir. Por isso preparamos uma lista básica para você fugir dos imprevistos.

– Barraca

– Saco de Dormir

– Isolante térmico

– Colchão inflável

– Lanterna

– Filtro solar

– Repelente

Cuidados no local

Acampar na chuva não é a preferência da maioria, mas para os mais radicais, não é motivo para cancelar uma viagem.

DSC03990

Alguns cuidados podem evitar problemas no meio da noite, como água entrando na barraca ou poças muito próximas. Uma dica é tentar nivelar o chão da barraca, impedindo que ela fique baixa e na direção do fluxo da água. Vede qualquer  furo no teto, mesmo que pareça inofensivo, caso contrário, você vai ganhar uma goteira. Se o teto não estiver bem esticado, o volume de água ainda pode fazer com que ele se rasgue, ensopando o lugar.

Mantenha perto alguns jornais. Eles podem ser úteis para absorver a água da chuva e forrar a barraca por baixo, evitando que a lona fique em contato direto com o chão e protegendo ainda mais contra o frio.

Preste atenção especial nos itens de segurança. Alguns lugares são mais remotos e por isso, você corre o risco de ficar na mão se tiver alguma emergência. Canivetes suíços, lanternas e cantis são indispensáveis. É importante ainda lembrar-se de utensílios usados diariamente, como talheres, pratos e artigos de higiene pessoal.  

E não se esqueça do fundamental: APROVEITAR.

Edição e texto: Luís H. Fritsch
Fotos: Internet

 

Conheça seu saco de dormir antes de praticar uma aventura

Dormir em uma barraca é um desafio tanto para nós quanto para os materiais de confecção dos equipamentos. Uma pessoa dormindo produz apenas 25% da energia que ela produziria durante o dia. Por isso, a escolha de um saco de dormir adequado é fundamental. Porém, para que as informações sejam melhores assimiladas, precisamos começar entendendo como perdemos calor, e como mantê-lo.

 Balanço Térmico: Se sentimos calor, então o calor gerado por nosso corpo é igual ou maior do que o calor perdido para o ambiente ao nosso redor. O calor é gerado pelo metabolismo. Mas, como perdemos calor? Isso se dá por:

saco-de-dormir-balanco-termico
Fonte: Deuter

 Condução: Ao entrar em contato com uma superfície mais fria, nosso corpo começa perder calor, pois existe uma busca pelo equilíbrio térmico. Neste caso, estamos falando especialmente do chão embaixo de nosso corpo.

 Convecção: Estamos constantemente aquecendo o ar à nossa volta, criando um “micro-clima” confortável. Porém, como este ar não fica aprisionado ao nosso redor, qualquer circulação de ar ou movimentação faz com que este ar seja carregado para longe, fazendo com que nosso corpo aqueça o ar à nossa volta de novo. Isso faz com que percamos calor constantemente.

 Respiração: Ao respirarmos, o ar precisa entrar em nossos pulmões a uma determinada temperatura. Por isso, ao respirarmos um ar muito frio, nosso corpo perde calor ao aquecer o ar ao passar pelo sistema respiratório.

 Evaporação: O suor é um mecanismo de redução da temperatura corporal. Quando evapora, o suor carrega consigo calor, fazendo com que a temperatura seja reduzida. Quando estamos dormindo em ambientes frios, o impacto da evaporação para a perda de calor é muito pequeno.

 Irradiação: Nosso corpo está constantemente irradiando calor. Também não possui um impacto tão grande, mas é sempre bom usarmos um gorro ao dormir, pois muito calor é irradiado pela cabeça, uma vez que o couro cabeludo é muito irrigado por capilares. Por isso, sacos de dormir para locais mais frios sempre possuem um capuz.

As duas maneiras de se perder calor mais importantes para uma pessoa dormindo ao ar livre são conduçãoconvecção.

Para uma noite confortável, precisamos de um balanço térmico satisfatório, ou seja:

Calor Gerado = Calor Perdido (por Convecção, Condução, Respiração, Evaporação e Irradiação).

Escolhendo um Saco de Dormir: As escolhas começam no material de enchimento do saco de dormir, que é o que vai promover o isolamento e reter o calor do corpo, criando o “micro-clima” que a perda de calor por convecção normalmente impossibilitam. Este enchimento pode ser fibra sintética ou pluma.

Fibra Sintética: Estas fibras são filamentos ocos, onde o ar fica aprisionado e é este ar que é usado como isolante térmico. São fabricadas através de um processo de consolidação térmica e são siliconadas, para aumentar seu poder de compressão e enchimento com ar, melhorando o isolamento térmico. Abaixo, algumas de suas características:

  • Mais barato que a pluma;
  • Seu poder de isolamento é pouco afetado quando fica úmido;
  • Requer menos manutenção.

Pluma: Também conhecidos Duvet (do francês) e Down (do inglês), geralmente são plumas de ganso. O fator decisivo nos sacos de pluma é a qualidade das mesmas. Esta qualidade é expressa pela proporção entre plumas e penas pequenas, que no caso das melhores marcas, é de 90/10 (90% de plumas e 10% de penas pequenas), que é a proporção de mais alto desempenho.

A origem das plumas também é um fator muito importante. As aves que vivem em climas mais severos possuem plumas mais densas e maiores. Por isso, as plumas de gansos de áreas ao norte da Europa possuem penas de melhor qualidade do que os gansos domesticados criados na China.

Abaixo, algumas de suas características:

  • Mais caro que os sintéticos;
  • Seu poder de isolamento é muito afetado quando fica úmido, por isso é mais indicado para lugares com clima seco;
  • Maior taxa de compressão (relação peso x volume);
  • Mais leve;
  • Maior poder de isolamento;
  • Manutenção mais difícil (mas nada que não se possa fazer!).

A próxima escolha a se fazer é o formato do saco de dormir. Basicamente, existem sacos retangularessarcófagos.

Sacos Retangulares: São mais usados para camping e não para trekking ou caminhadas mais técnicas. Também são muito usados por quem vai passar a noite em um chalé ou abrigo, onde não existe necessidade de nada muito técnico, e pode ser usado como manta ou cobertor.

Sacos Sarcófagos: São os mais indicados para trekking e caminhadas mais técnicas, principalmente em locais mais frios. O ideal é sempre usar um saco de dormir que literalmente vista você, pois quanto mais espaço sobrando, mais calor será necessário para aquecer o ar que ficará nestes espaços. Como este tipo de saco de dormir acompanha o formato do contorno do corpo, não sobra muito espaço livre.

A imagem abaixo mostra um saco de dormir sarcófago, e podemos ver alguns detalhes imprescindíveis quando planejamos ir para locais mais frios. São eles:

  • 1. Capuz funcional, oferece ajuste anatômico e confortável. Possui um bolso para colocação de travesseiro de camping e cordeletes de ajuste de cores diferente para facilitar a regulagem.
  • 2. Tira de Velcro, para evitar que o zíper se abra sozinho.
  • 3. Fita de isolamento, evitando perda de calor pelo zíper.
  • 4. Zíper YKK 2-Way que pode ser aberto por dentro ou por fora e permite acoplamento com outro saco de dormir. Possui fita que previne o zíper de ficar preso no tecido.
  • 5. Colar de aquecimento com fechamento por Velcro e elástico para evitar que o ar frio entre pelo pescoço.
  • 6. Footwarmer, uma camada extra de isolamento nos pés, para maior aquecimento (modelos Exosphere). Para um maior conforto, a parte dos pés é mais alta.
  • 7. DryZone (tecido tratado com repelente de água) na cabeça e nos pés para proteção contra umidade (modelos Exosphere).
  • 8. BodyWarmer feito com microfleece interno para evitar perda de calor e aquecer as laterais do corpo.
  • 9. Bolso interno com fechamento por zíper.
sistema-saco-de-dormir-2010
Fonte: Deuter

Construção dos Sacos de Dormir:

Os sacos de dormir podem ser construídos em camadas ou em câmaras. Veja abaixo as diferentes construções utilizadas pela Deuter:

1-layer
Fonte: Deuter

Duas camadas simples de isolamento são colocadas sobrepostas. A camada superior é costurada no material externo e a camada inferior no material interno. Usado nos sacos de dormir Orbit +5°, Orbit 0° e Dream Lite 500.

2-layer
Fonte: Deuter

Duas camadas duplas de isolamento são colocadas sobrepostas. A camada superior é costurada no material externo e a camada inferior no material interno. Usado no saco de dormir Orbit -5°.

Shingle-layer
Fonte: Deuter

As camadas de isolamento são costuradas sobrepostas de 1,3 a 3,0 vezes para aumentar o isolamento. A camada superior (sobreposta) é costurada no material externo e a camada inferior (sobreposta ou dupla) no material interno. Usado nos sacos de dormir Exosphere +2°, -4° e -8°.

chamber
Fonte: Deuter

As câmaras das camadas externa e interna são costuradas diretamente umas nas outras. Usado no saco de dormir Trek Lite 200.

h-chamber
Fonte: Deuter

As câmaras na forma H onde ficam as plumas são costuradas três a três, para evitar deslocamento das plumas e diminuição da eficiência. Usado nos sacos de dormir Trek Lite 250 e 300.

trapezoid
Fonte: Deuter

Bolsos trapezoidais colocados de forma oposta uns aos outros fazem com que mesmo que haja movimentação das plumas, não existam áreas frias (Cold Spots). Usado nos sacos de dormir Atmosphere 350, 550 e 750.

Agora, uma escolha muito importante e que é feita de forma errada na maioria das vezes: a faixa de temperatura.

Frequentemente, fabricantes de sacos de dormir são acusados de colocar os valores de temperatura de forma arbitrária, sem qualquer estudo. Estar em conformidade com as normas internacionais custa caro e exige verificações constantes. Atualmente, a norma européia EN 13537 é a que define as faixas de temperatura para sacos de dormir.

O isolamento de um saco de dormir depende de uma serie de condições de uso (vento, temperatura ambiente, roupas, isolamento do chão, umidade, possibilidade do saco de dormir molhar e etc). Além disso, as pessoas reagem de forma diferente no frio.

  • Gênero: As mulheres de uma forma geral sentem mais frio do que os homens. Por isso, a norma separa as temperaturas de conforto para o homem e para a mulher, que em geral é 5 °C mais elevada.
  • Idade: Pessoas mais novas, de até 25 anos, possuem uma taxa metabólica maior do que a de pessoas mais velhas, e consequentemente geram mais calor.
  • Condicionamento Físico: A exaustão reduz a geração de calor. Por isso pessoas mal condicionadas sentem frio mais rapidamente.
  • Experiência: Pessoas com mais vivência ao ar livre vão estar mais bem preparadas para montar a barraca no melhor lugar (levando em consideração posição do sol, vento e etc), isolar melhor o saco de dormir do chão e etc.

Todos estes fatores devem ser levados em consideração, além de estação do ano, histórico das temperaturas máximas e mínimas na região e altitude.

Entenda as faixas de temperatura:

img-info-temperatura
Fonte: Deuter

Temperatura de Conforto – Temperatura na qual uma mulher padrão dormirá confortavelmente.

Temperatura Limite – Temperatura mais baixa na qual um homem padrão dormirá confortavelmente. Também referida como Temperatura de Transição.

Temperatura Extrema – A partir desta faixa de temperatura (faixa de risco), uma forte sensação de frio deve ser esperada. Existe risco de danos à saúde por hipotermia. A norma define como sendo a “temperatura onde uma mulher padrão, em condições de frio extremo, vai resistir apenas por um período de 6 horas. Para minimizar perda de calor no saco de dormir, ela está em posição fetal. A temperatura da pele está em 29 °C e o metabolismo basal ligeiramente aumentado por ela estar tremendo. Existe grande risco de hipotermia.”

Resumindo, nunca compre seu saco de dormir com base na Temperatura Extrema. Se você é mulher, use a Temperatura de Conforto e se você é homem, use a Temperatura Limite. É recomendado sempre deixar uma margem de erro, ou seja, veja sempre um saco cuja temperatura seja de 3 a 5 °C maior do que você precisa.

Uma boa opção é usar liners, uma espécie de “lençol” interno para sacos de dormir. Além de facilitar a limpeza, alguns aumentam a temperatura do saco em 8° C.

Por fim, não existe mágica: não existe um saco de dormir super pequeno, ultra leve e que ainda assim agüente temperaturas baixas. Procure sempre a etiqueta do fabricante indicando que o produto está em conformidade com a norma européia.

Últimas Dicas: Uma boa noite de descanso não depende apenas do saco de dormir que você está usando, mas também da superfície onde você está e de como você dorme:

  • O isolante térmico é muito importante para isolar você do chão. Mesmo o melhor enchimento de saco de dormir não vai evitar que você perca calor para o chão.
  • Se a temperatura ambiente é de +2 °C e a velocidade do vento é de 30 km/h, a sensação térmica será de -3,8 °C. Portanto, abrigue-se! Use sempre uma barraca ou um saco de bivaque.
  • Nunca durma com suas roupas molhadas, pois a perda de calor é muito maior do que com roupas secas.
  • Aproximadamente 30% do calor é perdido pela cabeça. Mesmo que seu saco de dormir tenha capuz, durma com um gorro.
  • Uma alimentação balanceada e uma bebida quente antes de dormir vão ajudar a esquentar seu corpo. Isso é muito importante, pois o saco de dormir não gera calor. Apenas retém o calor produzido pelo corpo.
  • Se o organismo está desidratado não vai gerar calor de forma adequada. Portanto, hidrate-se o tempo todo.

Bons sonhos com seu saco de dormir!

O conteúdo apresentado e as imagens são de produção da Deuter.
Edição: Luís H. Fritsch