Salto do Segredo

Procurando um lugar tranquilo e ainda pouco conhecido pela maioria das pessoas, então você precisa conhecer o Salto do Segredo e a Cascata do Moinho.

Localizadas na cidade de São Pedro da Serra/RS – Brasil, divisa com a cidade de Salvador do Sul é possível fazer um Hiking (caminhada) até essas duas quedas de água.

A trilha tem aproximadamente 2,8 quilômetros de extensão, o seu começo se dá pela estrada branca como é conhecida, para acessar a cascata do Moinho você terá que deixar o seu veículo nas margens da estrada e percorrer até próximo a ponte do Arroio Boa Vista, onde existe uma pequena rua fechada por um arame. Não esqueça de pedir autorização para os moradores locais para acessar as cascatas.

A Trilha que leva a Cascata do Moinho e Salto do Segredo é de nível fácil, mas é preciso bastante atenção durante o percurso, a primeira construção que é avistada é um moinho antigo abandonado no meio na mata, abaixo dele se encontra a Cascata do Moinho, para descer até a sua base você terá que seguir em frente e dobrar em uma trilha à esquerda, haverá uma descida um tanto íngreme e com pedras lisas, em um dos pontos é necessário usar corda para se firmar.

Salto do Segredo
Crédito: Luís H. Fritsch
Salto do Segredo
Crédito: Luís H. Fritsch
Salto do Segredo
Crédito: Luís H. Fritsch
Salto do Segredo
Crédito: Luís H. Fritsch

A queda de água possui aproximadamente 25 metros de altura, em dias de muito calor é possível banhar-se na cachoeira e no arroio, também há uma pequena trilha que leva para trás da Cascata do Moinho.

Salto do Segredo
Crédito: Luís H. Fritsch

Para acessar o Salto do Segredo é preciso retornar pela trilha principal e seguir a trilha para o lado direito, sega o caminho por onde antigamente era uma estrada para carroças.

Acompanhando o arroio Boa vista você verá a crista do Salto do Segredo, a trilha que segue para a base dessa queda de água é íngreme e possui inúmeras pedras soltas, deve tomar muito cuidado para não escorregar.

Já na base do Salto do Segredo a visão é de tirar o fôlego, um lugar tranquilo, com águas límpidas em meio a natureza ainda intocada, é de fato um lugar incrível para visitar com os amigos e família.

Salto do Segredo
Crédito: Luís H. Fritsch

O Salto do segredo é um local muito preservado, por isso quando fores visitar lembre-se de não deixar lixos, ajude a preservar lugares como este, assim as futuras gerações também poderão aproveitar dessa natureza incrível.

Abaixo o mapa de toda a trilha que percorremos:

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Estância Pé da Serra

Apresento a vocês um dos lugares mais belos do Sul do Brasil, localizado ao Pé da Serra do Rio do Rastro, essa que é uma das mais lindas estradas do mundo.

A Estância Pé da Serra está localizada na cidade de Lauro Miller/SC, conta com uma ampla infraestrutura para atender os mais diversos públicos, desde atividade com escolas, escoteiros, viajantes, aventureiros, montanhistas e claro com a família toda.

Estância Pé da Serra
Crédito: Luís H. Fritsch
Estância Pé da Serra
Crédito: Luís H. Fritsch
Estância Pé da Serra
Crédito: Luís H. Fritsch

Estrutura:

O local possui diversos tipos de acomodações, dentre eles estão, camping estruturado e casas rusticas feitas de madeira nobre que acomodam inúmeras pessoas.

A estância conta ainda com banheiros masculino e feminino divididos, chuveiros quentes, cozinha completa e geladeira em todas as acomodações.

Esportes e Lazer:

Na estância Pé da Serra a inúmeras opções de lazer, podendo o turista fazer diversas trilhas em meio a mata atlântica, uma delas leva à uma cachoeira escondida de aproximadamente 100 metros de altura, as trilhas são bem marcadas, caso você não se sinta seguro de percorre-las sozinho, a funcionários que podem lhe acompanhar.

No lugar também é possível fazer turismo rural, passeios de quadriciclo e pesca esportiva.

Para quem gosta de andar de bike, o local é perfeito para aventurar-se pelas estradas coloniais sempre com vista das cristas e montanhas da Serra Geral.

Estância Pé da Serra
Crédito: Luís H. Fritsch
Estância Pé da Serra
Crédito: Luís H. Fritsch
Estância Pé da Serra
Crédito: Luís H. Fritsch

O que mais chama a atenção na estância Pé da Serra é o visual que se tem principalmente no amanhecer e fins de tarde, a fazenda está a cerca de 750 metros de altitude, de onde é possível ver grande parte da Serra Geral e a famosa Serra do Rio do Rastro.

Se você é uma pessoa que procura um bom lugar para passar os fins de semana, recomendamos conhecer e se encantar com a estância Pé da Serra!

Informações de contato:

Para mais informações você confere no site Estância Pé da Serra, converse com o proprietário Mercilo João Rigor.- pelo contato via e-mail: contato@estanciapedaserra.com.

Telefone: (48) 9-9166-9223

Trilhas no Santinho

Nossa viagem a Floripa mereceu uma ida ao norte leste da ilha para visitar nossos amigos Bruno e Ciane que moram no Costão do Santinho. Chegamos à tardinha do dia 1º de março e à noite já programamos a trilha do dia seguinte.

Acordamos cedinho para seguir rumo ao Morro das Aranhas, em companhia do Bruno, que nos mostrava o caminho. Iniciamos pelo lado direito do morro, cuja trilha origina dentro do Resort do Costão do Santinho.

Trilhas no Santinho

Inicialmente o percurso é bem marcado, concretado. Seguimos primeiramente até as dunas que ficam em meio à vegetação de mata. As árvores de pinos contracenando com as montanhas de areia dão um detalhe especial à paisagem.

Trilhas no Santinho

Faz-se necessário voltar um pedaço pela mesma trilha, pois a ida até as dunas é somente um desvio da trilha principal. O percurso continua plano por determinada distância até iniciarem as subidas, quando a trilha fica mais estreita, com alguns obstáculos no caminho, mas que são facilmente superados.

Encontramos algumas teias de aranha às margens do caminho. Deve-se prestar atenção antes de pisar e se apoiar em pedras, pois há presença de animais peçonhentos, principalmente cobras.

Todo o contorno do caminho tem uma flora preservada. Depois de algum tempo chegamos até a Praia do Moçambique, onde se pode tomar banho de mar para refrescar.

Trilhas no Santinho

Retornando para a trilha, seguimos adiante. Agora o trajeto passa a ter mais desníveis, exigindo, em alguns pontos, o auxílio das mãos para subir e descer das pedras e atenção para não escorregar caso o solo esteja molhado.

O gravatá está presente em abundância na vegetação do morro, contribuindo para a belo cenário. Em vários pontos é possível avistar o mar aberto, a orla, a ilha das aranhas, pescadores, bem como uma vista panorâmica da praia do Moçambique e do Santinho.

Trilhas no Santinho

Trilhas no Santinho

Trilhas no Santinho

Trilhas no Santinho

Já quase no final da trilha, na praia do Costão do Santinho, estão localizadas as inscrições rupestres, protegidas dos raios solares e vigiadas por câmeras de monitoramento.

A maior parte do percurso se dá em área exposta ao sol, motivo pelo qual aconselha-se o uso de boné e protetor solar. Importante levar água e algum lanche, pois não há nenhum estabelecimento durante o caminho.

Trilhas no Santinho

Trilhas no Santinho

Fizemos a trilha sem pressa, para poder observar e admirar todo o panorama. Chegamos no Costão do Santinho antes das 12 horas, por isso, resolvemos caminhar pela beira-mar na direção do morro dos Ingleses que fica do outro lado da faixa de areia.

O mar da praia do Costão do Santinho possui água limpa e cristalina, com ondas fortes em determinados trechos, atraindo banhistas e surfistas. Bem próximo à orla, uma região de dunas compõem a paisagem única dessa praia.

Chegamos até a encosta do morro, porém o tempo virou e a chuva desabou. Partimos, porém, algumas horas depois retornamos para subir até o Santinho que fica no Morro dos Ingleses.

A trilha tem aclive acentuado, mas sem obstáculos, podendo ser feita em cerca de trinta minutos. Vale muito a pena, pois a visão panorâmica da praia do Costão do Santinho é espetacular.

Trilhas no Santinho

Do mirante do Santinho, consegue-se ver a praia de Ingleses do outro lado, mas não se tem uma imagem muito ampla. Há uma trilha que contorna o Morro dos Ingleses pelo lado da praia dos Ingleses, mas essa aventura ficará para uma próxima oportunidade.

Caso você queira seguir essa trilha, abaixo encontra-se o mapa com todo o percurso realizado. O ponto verde no mapa é o início da trilha e o vermelho o ponto final (esquecemos de desligar o GPS e lembramos apenas na casa do nosso amigo Bruno..kkk).

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Cachoeira do Peri

Mais um dia lindo de sol na bela praia de Campeche, onde o oceano de águas cristalinas atrai muitos para a beira-mar, acordamos cedinho para seguir um pouco mais em direção ao sul da ilha, mais especificamente na Lagoa do Peri, que integra um Parque Municipal localizado próximo à praia da Armação.

O Parque Municipal da Lagoa do Peri é uma reserva biológica, declarada como patrimônio natural. O parque possui 2.030 hectares de unidade de conservação e 20,3 km² de bacia hidrográfica.

A Lagoa do Peri é a maior lagoa de água doce da costa catarinense e possui aproximadamente 5,2 km² de extensão e 11 m de profundidade. Suas águas não são afetadas pelas oscilações da maré, por estar cerca de 3 m acima do nível do mar.

Iniciamos a trilha logo após o pórtico do Parque, seguindo pelas margens do lado esquerdo da lagoa. Há um restaurante logo na entrada, onde se pode aproveitar para comprar água ou algum lanche, pois durante o percurso até a cachoeira não há nenhum estabelecimento comercial.

Assim que estacionamos o carro, dois rapazes, Hermes e Fernando vieram conversar conosco, já nos perguntando: “vocês farão a trilha para a cachoeira?”. Não fica difícil perceber que somos pessoas aventureiras, pois, num lindo dia de sol, aparecer na lagoa vestindo calça comprida, botas e de mochila, só poderia ser para fazer trilha, visto que o comum é os visitantes estarem no local em trajes de banho.

Nossos novos amigos resolveram passar no restaurante para comprar água, foi quando o atendente explicou resumidamente por onde se deveria seguir para acessar a trilha, alertando para a presença de animais peçonhentos, principalmente cobras. O senhor advertiu a todos nós para termos muito cuidado, observando sempre onde pisamos, a fim de evitar acidentes com os referidos animais.

Partimos seguindo pela trilha próxima às margens da lagoa, percurso de nível fácil, sem desníveis de solo, nem obstáculos. Encontramos algumas teias de aranha, que facilmente desviamos.

Veja o mapa abaixo:

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Como a Lagoa do Peri ainda tem mata atlântica primária, pode-se encontrar o jacaré-de-papo-amarelo, mas, infelizmente, não tivemos essa sorte. O local também é berçário de lontras, macacos-prego e algumas aves, porém não conseguimos ver nenhum desses animais.

Seguimos pela trilha que em determinado ponto tem uma bifurcação, onde escolhemos seguir pela direita, levando em conta o senso de direção que dizia que deveríamos costear a lagoa. No caminho de volta descobrimos que pegamos o caminho mais longo, o caminho que seguia pela esquerda era mais perto e mais aberto e posteriormente as duas vias se encontravam novamente.

Após algum tempo de caminhada, o percurso segue por uma estrada de chão, com algumas moradias. No caminho encontramos mais duas pessoas, Yohana e Iuri, que também pretendiam ir à cachoeira, mas não tinham certeza do trajeto a ser seguido. A turma estava aumentando, já éramos em seis. Paramos para perguntar a um nativo se estávamos no caminho certo. O engraçado foi que nem chegamos a fazer a pergunta para ele já ir respondendo, “sigam pela estrada, quando chegarem no orelhão dobrem à direita e depois peguem à esquerda”. Foi o que fizemos.

Essa parte do percurso pode ser feita de carro ingressando por outro acesso. Chegamos num local às margens da lagoa onde há uma placa indicando para a trilha da cachoeira da Gurita. Para quem vai de carro até esse local, será ali que poderá deixar o carro estacionado.

Cachoeira do Peri

A partir desse ponto, inicialmente a trilha é de nível plano, de terreno argiloso, arenoso e com seixos. Mais adiante o nível passa a ser médio, com alguns declives e aclives, bem como obstáculos, como blocos de pedras, mas nada que não seja facilmente superado. Durante o trajeto há córregos de água limpa e potável que pode ser consumida. Sempre é bom aproveitar para encher as garrafas de água.

Cachoeira do Peri

Cachoeira do Peri

A vegetação de restinga encontra-se presente e pode ser observada uma flora diversificada. Nosso caminho ficou “colorido” com as belas borboletas que nos acompanhavam. Eram de vários tipos e cores brilhantes e vibrantes. Pena que nem todas queriam pousar para as fotos.

Cachoeira do Peri

Cachoeira do Peri

Cachoeira do Peri

A Trilha da Gurita tem como objetivo levar à cachoeira, com piscinas naturais de água cristalina e gelada. Após uma prazerosa caminhada, em companhia dos novos amigos, chegamos ao destino, onde alguns trilheiros já descansavam e se banhavam nas águas.

Importante levar lanche para ser degustado nas sombras das árvores nativas que se encontram nos arredores da cachoeira, o que se faz necessário para repor as energias gastas e encarar o retorno.

Chegou a hora de relaxar e tomar um banho revigorante. Ou até simplesmente só sentar no topo da primeira queda e apreciar a paisagem. Seja qual for a opção escolhida, dará a sensação de que valeu a pena ir até lá.

Cachoeira do Peri

A queda de água tem cerca de 3 metros de altura. Tem uma pedra grande, na qual muitos subiram para pular na água. O ponto alto da Cachoeira do Peri é um enorme paredão com outra cachoeira no final.

Passamos algum tempo apreciando a beleza do lugar e, após nos refrescarmos em uma das piscinas naturais, tomamos o caminho de volta, sempre observando a natureza que contorna o percurso. Chamou atenção de todos uma árvore que caiu sobre o leito do rio, transformando-se em uma ponte natural.

Cachoeira do Peri

Considerando que o caminho tende a ser alagado em algumas épocas, bem como há travessias por riacho, aconselha-se ir com tênis a prova de água ou impermeável.

O melhor horário para fazer a trilha é pela parte da manhã, por ser de temperaturas mais amenas e, caso resolvam passar mais tempo curtindo a cachoeira, terá tempo suficiente para o retorno.

Vale lembrar que o parque tem horário de funcionamento e não é permitido acampar.

Morro da Coroa

Chegar até a orla da Lagoinha do Leste já concretiza o objetivo de muitos, porém, subir até o Morro da Coroa proporciona uma vista panorâmica dessa praia selvagem, isolada e de beleza singular.

A subida até o Morro da Coroa é íngreme e um tanto cansativa, mas nada que exija demasiado esforço. A trilha é bem marcada, com algumas pedras que facilmente são ultrapassadas. O uso de bastão de caminhada auxilia no trajeto.

Quando se chega no ponto em que se consegue avistar toda a orla e a lagoa que fica atrás da restinga, surge a certeza que valeu muito a pena chegar até ali. Impossível ir embora sem tirar belas fotos. Os registros fotográficos falam por si, demonstram o quão bela é a imagem vista do lugar.

Morro da Coroa

Morro da Coroa

Ainda, é possível subir um pouco mais, até o topo do morro, e a visão fica mais ampla. Sentar um pouco para descansar e vislumbrar-se com a paisagem proporciona uma sensação de paz, felicidade, conquista.

Morro da Coroa

Morro da Coroa

Quem for a Lagoinha do Leste não pode deixar de subir a trilha até o topo do morro. A vista lá de cima é espetacular. Deu vontade de ficar no lugar por mais tempo, no entanto, tínhamos todo o caminho de volta pelas praias do Matadeiro e Armação para chegar até o carro e estava prestes a anoitecer. A descida é tranquila, mas como existem pedrinhas soltas, aconselha-se certo cuidado para não escorregar e cair.

Acesse o link e descubra os caminhos que levam a uma das praia mais belas de Florianópolis, a Lagoinha do Leste.

Como adoramos visualizar a natureza e o mar de lugares altos, em outro dia de nossa estadia em Florianópolis, partimos rumo ao Morro do Lampião, na praia de Campeche.

O acesso se dá pela rua Pau de Canela, que em determinado ponto tem uma estrada de chão que mais adiante sobe para o morro. Trata-se de uma via estreita, com várias pedras pontiagudas, o que impossibilita a subida com veículo. Caso restem dúvidas sobre o local de entrada para o morro, basta perguntar para algum morador, pois quase todos sabem orientar e indicar a direção a ser seguida, ou acesse este link.

O aclive é leve, sem obstáculos no meio do caminho. Claro que um bastão de caminhada sempre ajuda. Segue-se por essa estrada até chegar em um pequeno espaço aberto onde tem uma antena.

A partir dali, deve-se seguir por uma trilha pela mata, que leva até uma pedra que propicia uma vista das praias de Campeche e da Joaquina, e das lagoas da Conceição e Pequena.

O destino almejado era a Pedra do Urubu, que proporciona uma visão panorâmica em 360 graus. A pedra gigante tem em média 2,5 metros e inclinação de uns 60 graus. Foi possível subir sem corda, mas é preciso um pouco de coragem. O ideal seria estar munido de corda para maior segurança.

Do topo da pedra do urubu tem-se uma vista privilegiada das praias ao leste, dos bairros e via expressa sul, das lagoas ao leste e norte, do aeroporto ao oeste. Mesmo que exija um pouco de esforço para subir, o cenário impressiona e recompensa.

Morro do Lampião

Alguns nativos falaram que o pôr-do-sol visto da pedra do urubu surpreende por sua beleza, porém, como o tempo estava instável, com grande probabilidade de chuva, decidimos descer antes do anoitecer.

Morro do Lampião

Morro do Lampião

Somos apaixonados pelos morros e montanhas que nos oportunizam  uma visibilidade maior das belezas naturais, o que nos inspira a chegar no topo, afinal, “cada um terá a vista da montanha que subir”.

Trilha Costa da Lagoa

Após pesquisas na internet e conversa com moradores da ilha de Florianópolis, resolvemos fazer a trilha da Costa da Lagoa, chamada por alguns de trilha do Canto dos Araçás.

Seguimos de carro até o Canto dos Araçás e a partir do ponto 3 seguimos a pé. Pode-se ir de carro até o ponto 4, no entanto as ruas são estreitas, o que dificulta as manobras dos veículos e não há local para estacionamento. Vale esclarecer que “os pontos” referem-se aos trapiches   em que se pode pegar os barcos para deslocamento ao longo da costa da lagoa e vai até os Ratones (ponto 23).

A partir do ponto 4 o acesso somente é possível por trilha ou barco. O trajeto tem pouco declive e aclive, sendo predominantemente plano e bem marcado, podendo ser classificado como de nível fácil.

Durante o percurso passamos por várias vilas, algumas construções antigas, engenhos, restaurantes com comida típica à base de peixes e frutos do mar, lojinhas com souvenirs. O visitante que percorrer toda a costa da lagoa passará por sete vilas (Vila Verde, Praia Seca, Praia da Areia, Baixada, Centrinho, Praia do Sul e Saquinho).

Costa da Lagoa

A Costa da Lagoa ainda preserva a cultura dos seus primeiros colonizadores. Essa região foi tombada pelo município como área de preservação cultural. No lugar há um núcleo de pescadores e rendeiras que ainda vivem como nos antepassados. O que nos chamou bastante atenção foi o fato de que os moradores locais não possuem veículos automotivos, não vimos nem motocicletas. Os deslocamentos são feitos mediante utilização do transporte lacustre, que passa de hora em hora nos 23 pontos existentes na costa da Lagoa da Conceição.

Logo no início da trilha, próximo a uma residência, avistamos uma Cobra Jaracaca, com cerca de 1 metro de comprimento, que estava no meio da trilha, mas, ao perceber nossa proximidade, retornou para sua toca embaixo de uma pedra. Sempre temos cuidado e atenção nas trilhas, mas encontrar esse animal peçonhento serviu de alerta.

Costa da Lagoa

O caminho está cercado pela mata atlântica, com presença de uma rica flora e fauna. Um residente de uma das vilas, que cruzou por nós, disse ser bem frequente avistar macacos-prego, principalmente nos bambus, visto que se alimentam dos brotos dessa espécie de planta. Tínhamos esperança de conseguir vê-los, porém, somente ouvimos os sons de seus deslocamentos no alto dos bambuzais, sem conseguir enxergá-los.

Seguimos pela trilha, apreciando a paisagem e construções do local. Chegamos a um sobrado que foi construído pelos escravos em 1780, com óleo de baleia, barro e pedra. O casarão pertencia a Dona Loquinha, que faleceu há quase 30 anos. Atualmente está fechado e abandonado.

Costa da Lagoa

Logo após admirar esse imóvel que se tornou patrimônio história da Costa da Lagoa, levamos um susto ao nos depararmos com uma Cobra Caninana com cerca de 2 metros de comprimento e 10 centímetros de espessura na parte mais grossa. Essa cobra assusta mais pelo seu tamanho do que pelo perigo. Trata-se de uma serpente que pode atingir cerca de 2,5 metros de comprimento, é bastante rápida e ágil, mas não é peçonhenta. Alimenta-se principalmente de roedores e pequenas cobras. A caninana estava cruzando a trilha, mas ao perceber nossa presença, fez a volta e retornou para sua toca. Aguardamos uns instantes e seguimos em diante.

Costa da Lagoa

A partir de agora, a atenção foi redobrada, pois já havíamos encontrado duas cobras, e não demorou muito tempo para avistar um filhote de coral vermelha que se deslocava entre a vegetação ao lado da trilha. Não sabemos se era verdadeira ou falsa.

Durante o trajeto constatou-se uma flora preservada e, em vários pontos, é possível ter uma bela vista da Lagoa da Conceição. Num dos povoados, paramos para conversar com um senhor para informar sobre as cobras encontradas no decorrer do caminho. O morador local nos disse elas são encontradas com frequência, mas que não lembra de acidentes com tais animais, destacando que mora no local há mais de 10 anos.

Costa da Lagoa

Nosso destino final foi a cachoeira que se localiza próxima ao ponto 16. Uns 50 metros antes de chegar na cachoeira avistamos um filhote de Caninana que estava entrando debaixo de uma pedra. Era a quarta cobra avistada durante o dia.

A queda de água possui cerca de 8 metros de altura e a água cristalina e gelada refresca os visitantes nos dias quentes. Em época de pouca chuva a cachoeira fica com pouca água. Na parte inferior há uma piscina natural, aproveitada por muitos para os banhos.

Costa da Lagoa

Quando chegamos na cachoeira, havia cerca de 15 pessoas no local, que acreditamos terem vindo de barco, pois não avistamos ninguém fazendo a trilha, além de moradores locais e dois ciclistas argentinos. Resolvemos subir pelas pedras da cachoeira a fim de encontrar um lugar para descansar e fazer um lanche.

Subimos até chegar na base da queda de água, sempre com cuidado ao pisar nas pedras secas, pois as molhadas estavam muito lisas. Um nativo nos disse que são frequentes os acidentes com pessoas que sobem pelas pedras. No local há vários avisos pedindo atenção com as pedras escorregadias.

Chegando ao local escolhido para o descanso, fizemos nosso lanche e aproveitamos para admirar o lugar. Ali perto tinha uma pequena piscina natural que foi designada para o banho. A água não estava muito gelada e a imersão na água foi energizante.

Costa da Lagoa

Costa da Lagoa

Embora os alertas para tomar cuidado para não escorregar tenham sido intensos, presenciamos uma mulher descendo escorregando pelas pedras até determinado ponto, em que consegui segurá-la pelo braço. Presenciamos várias pessoas se arriscando ao subirem pela rocha da cachoeira molhada.

Após registros fotográficos e renovação das nossas energias nesse lugar maravilhoso, com uma água limpa e refrescante, resolvemos pegar o caminho de volta.

Costa da Lagoa

A ideia inicial era voltar pela mesma trilha, mas como havíamos encontrado 4 cobras e não queríamos ariscar encontrar mais algumas,  resolvemos retornar de barco. Seguimos alguns metros até o ponto 17, onde aguardamos no trapiche a chegada da embarcação.

Costa da Lagoa

Nossa viagem de barco durou cerca de 30 minutos e o desembarque foi no ponto 3, onde tínhamos deixado o carro. Essas embarcações fazem o transporte diário de passageiros a um custo de R$ 11,00 por pessoa.

Para os aventureiros que pretendem fazer essa trilha vale lembrar que devem fazer uso de bota ou tênis, sendo aconselhável usar calça e tomar muito cuidado com os animais peçonhentos presentes no local. Importante usar protetor solar, repelente, boné, bem como levar água, pois a trilha tem aproximadamente 7,5km, com duração de 3h30min e nem sempre tem local para comprar algo. E não se esqueça do traje de banho para no final banhar-se na cachoeira. É uma trilha que, com certeza, vale a pena fazer.

Costa da Lagoa

Praia de Naufragados

Há um bom tempo essa travessia de trekking na Praia de Naufragados estava em meus planos,  por falta de meios, de companhia ou tempo ficava adiando a exploração dessa praia, localizada no extremo sul da Ilha de Florianópolis/SC.

Em conversas com alguns amigos decidimos que iríamos fazer essa aventura nos dias 3 e 4 de Março de 2018, mas tínhamos alguns empecílios em relação a trilha.

A grande maioria das pessoas fazem essa trilha começando pela costa oste da ilha de Florianópolis, saindo de Caieira até a Praia de Naufragados, este é um caminho de trilhas abertas, bem sinalizadas, com aproximadamente 50 minutos de duração. Ao meu ver essa caminhada seria muito fácil, nosso grupo de amigos queria algo mais desafiador. Pensando assim, sabíamos que havia uma trilha antiga que começava na Praia da Solidão, passava pela Praia do Saquinho e chegava na Praia de Naufragados, com aproximadamente 10 quilômetros de extensão.

Então resolvemos buscar mais informações sobre essa trilha, conversamos com moradores locais, amigos/conhecidos do mundo virtual e todos diziam que essa trilha existia de fato, mas não sabiam se ela se encontrava aberta/transitável.

O segundo passo da busca de informações era procurar mapas, trilhas que pudessem ser anexadas no GPS de trilha, para que assim conseguíssemos seguir, sem que ficássemos perdidos pelo caminho.

Encontramos um mapa muito bom no site Wikiloc, que mostrava o início da trilha em Açores até Naufragados, e retornava pelo lado oeste da ilha passando pela Caieira e cruzando do oeste para o leste até o fim do caminho na Praia da Solidão. Abaixo o mapa dessa trilha:

Praia de Naufragados

Altimetria de Naufragados
Distância percorrida: 13 km; Acúmulo de subida: 841 m; Acúmulo de descida: 870 m.

No dia 3 de Março as 10 h 10 min  da manhã iniciamos a trilha, seguindo usando um aparelho GPS Garmim eTrax 20, o início da trilha é tranquila, construída de concreto sem obstáculos, algumas subidas e descidas, seguindo assim até a praia do Saquinho, dali em diante seguimos a trilha propriamente dita, essa estava em boas condições, em alguns pontos a mata fechava quase por completa, mas sem grandes dificuldades, não precisamos nem ao menos retirar o facão da mochila. A trilha segue praticamente toda por dentro da mata nativa e em pequenas partes é possível visualizar a costa e o mar.

Praia de Naufragados

Praia de Naufragados

Praia de Naufragados

Durante a trilha, conversávamos sobre essa praia. Como seria incrível acampar por ali, praia deserta, apenas nós e a natureza. Enfim depois de algumas horas de trilhas, cruzando córregos, subindo e descendo morros chegamos na orla de Naufragados.

A primeira impressão não foi das melhores

A praia estava tomada por banhistas, pessoas que chegavam ali de todos os lados, uns vinham através de embarcações, outros pela trilha que começa na Caieira, uma praia que tinha tudo para ser linda e preservada, estava tomada por pessoas, ouvindo músicas em alto som, bebendo, fazendo algazarras e deixando lixo em tudo que é canto da praia. Chegar e ver tudo aquilo acontecendo na frente de meus olhos foi muito triste.

Conforme caminhávamos pela areia, chegando no rio que desaguá na Praia de Naufragados, mais pessoas estavam a banhar-se no rio, nas margens mais lixos jogados ali. Acredito que estavam na praia/rio aproximadamente mais de 200 pessoas.

Isso gera uma degradação do local muito intensa, os órgãos públicos deveriam tomar precauções para combater esse tipo de atrocidades feitas na natureza.

Olhávamos para as nuvens que vinham a nosso encontro e parecia que estava prestes a ter um temporal, logo seguimos pelas margens do rio, procurando um lugar seguro para montar o acampamento, o local escolhido foi em meio a vegetação de árvores perto do rio, em um pequeno espaço que cabiam não mais que 4 barracas.

Praia de Naufragados

Praia de Naufragados

Conforme as nuvens se aproximavam, os banhistas iam embora, deixando a praia cada vez menos ocupada, lá pelas 18 h já não havia mais que 20 pessoas na praia, armamos nosso acampamento e fomos tomar aquele banho de rio maravilhoso, a água estava morna e apenas ouvíamos o barulho do vento e alguns pássaros cantando.

Junto as nuvens de chuva o sol caia no horizonte lentamente, deixando apenas algumas cores refletidas nas águas do rio.

Praia de Naufragados

Depois do pôr do sol começou a cair uma chuva fraca, conforme ia passando o tempo a chuva ficou mais intensa, resolvemos então dar uma cochilada dentro da barraca. Passado cerca de uma hora, era hora de fazer o jantar. Após nos alimentarmos bem, a chuva começou novamente e fomos dormir.

Dia 4 de Março de 2018, levantamos cedo, por volta de 6:30 da manhã, preparamos o café da manhã, desmontamos o acampamento, organizamos as nossas mochilas e começamos a nossa trilha de volta à civilização.

O caminho que iríamos percorrer seriam de aproximadamente de 10 quilômetros, a trilha indicava para o lado direito da Praia de Naufragados. Este caminho leva até o farol e ao porto.

Praia de Naufragados

À primeira vista, o farol de Naufragados se encontra totalmente abandonado, a placa que contém informações sobre o farol encontra-se inteiramente degradada. Fiquei chateado ao encontrar todo esse descaso com um ponto turístico tão importante do estado de Santa Catarina/Brasil.

Praia de Naufragados

Seguimos em direção à Praia da Caieira, onde de lá iríamos procurar uma antiga trilha que faz a travessia do lado oste para o leste, assim terminando o trekking na Praia do Saquinho.

Ao chegarmos na Caieira, o clima estava chuvoso, aos poucos a chuva ia aumentando cada vez mais, tentamos encontrar a trilha, mas sem sucesso, resolvemos então conversar com os moradores locais, para saber se alguém sabia a respeito dessa trilha. Conversando com um ou outro morador, encontramos o proprietário das terras que dava acesso ao começo dessa trilha antiga, ele nos disse que a trilha existia mesmo, mas há muito tempo ninguém passava por lá, certamente estaria totalmente fechada pelo mato.

Nos reunimos e resolvemos abortar o restante da caminhada, logo encontramos uma parada de ônibus, pegamos o ônibus urbano com sentido ao Terminal Rodoviário TIRIO Tavares e depois pegamos outro ônibus até a praia de Açores, que fica ao lado da Praia da Solidão. A passagem custou R$ 4,20 por pessoa, sendo que pagamos 1 passagem apenas por pessoa para ir até o terminal e de lá pegamos outro ônibus até Açores sem pagar nada a mais, isto é. Caso você não saia do terminal rodoviário, é possível ir do norte até o sul da ilha de Florianópolis pagando apenas uma passagem de ônibus.

Praia de Naufragados

Praia do Gravatá

No leste da ilha de Florianópolis, em meio às movimentadas praias de Joaquina e Mole, há uma praia paradisíaca chamada Gravatá. Essa praia é totalmente preservada e pouco movimentada, pois o acesso se dá somente por trilha.

Considerando que na SC-406 não há local para estacionamento, deixamos o carro na Lagoa da Conceição e seguimos por uma trilha ao lado direito do Bar do Boni. Seguimos por esse caminho, que tem uma subida bem íngreme, até chegar à rodovia. Esse trajeto é concretado e passa por moradias locais.

Após atravessar a SC, iniciamos a trilha para a praia do Gravatá. Os primeiros metros, em torno de 40, são de subida acentuada e piso de concreto, mas logo em seguida segue-se por uma trilha de terra. Logo no início da trilha conversamos com uma moradora que disse ser bem comum encontrar cobras da espécie coral, motivo pelo qual é prudente fazer o trajeto usando calçados fechados.

A trilha é bem aberta e de nível fácil, cercada pela vegetação local. O  nome da praia se dá por causa da planta gravatá que está por toda parte e consiste numa espécie de bromélia, com folhas fibrosas e com espinhos.

Seguindo pelo caminho, logo em seguida, do lado esquerdo, há a Rampa Praia Mole, uma área utilizada pelos praticantes de parapente e asa-delta. O local proporciona uma bela vista da praia Mole e praia da Galheta. Aproveitamos para fazer uma parada para beber água e admirar a paisagem.

Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch
Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch

Muitos moradores de Santa Catarina não conhecem essa bela praia, nem imaginam a beleza que está tão próxima a eles. Seguimos pela trilha e após alguns minutos, pudemos visualizar a primeira imagem dessa praia encantadora que contracenava com o céu azul. A primeira coisa que veio em mente: “encontramos o paraíso”.

Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch
Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch

A praia tem uma pequena extensão de areia, aproximadamente 60 metros. O mar tem uma coloração esverdeada e ondas calmas. Há uma casinha de madeira pertencente aos pescadores da região e que estava fechada durante o tempo que estivemos lá.

Banhar-se nas águas cristalinas proporciona uma sensação de refrescância, de estímulo e renovação, algo energizante. São inúmeros os peixinhos que se pode ver nas águas claras e quentes desse pequeno refúgio. Com certeza podemos chamar o local de “caribe brasileiro”.

Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch

Segundo os biólogos, ao nascer do sol é possível avistar lontras na praia, que são carnívoros que comem basicamente peixes.

Após um banho de mar relaxante e um breve descanso para apreciar a beleza do lugar, seguimos em frente. A trilha segue até o costão da ponta do gravatá. O trajeto continua fácil e ao chegar na ponta do gravatá, tem-se  uma vista da praia da Joaquina. Há uma grande pedra no alto que exige um certo exercício de escalada.

Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch
Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch
Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch

No caminho de volta, quase no final da trilha, encontramos um pequeno lagarto que, ao nos avistar, escondeu-se no meio da vegetação da mata atlântica. Ficamos alguns minutos aguardando ele voltar para a trilha,  para fazermos um registro fotográfico, mas provavelmente só saiu do esconderijo quando nos afastamos.

Gravatá
Foto: Luís H. Fritsch

O percurso da trilha dura cerca de 30 minutos. Como não há infraestrutura no local, aconselha-se levar água e lanche. Vale muito a pena caminhar alguns metros para passar um tempo desfrutando dessa maravilha da natureza e dessa praia quase intocada.

Como chegar: Abaixo você vê o mapa dessa trilha, caso queira segui-la com seu celular será necessário baixar o aplicativo Wikiloc e adquirir um plano mensal ou anual para ter total autonomia de seguir essa trilha e muitas outras.

Mapa da Trilha

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Perito Moreno

Nossa viagem a Pantagônia não poderia deixar de incluir uma visita à cidade de El Calafate, onde se situa o famoso glaciar argentino, o Perito Moreno.

Antes de pousar em El Calafate, da janela do avião, víamos uma região desértica, com extensos tapetes vegetais de arbustos baixos, e não tínhamos ideia da beleza que se encontrava escondida nessa pequena cidade.

Perito Moreno

O Perito Moreno possui 5 quilômetros de largura e cerca de 60 metros de altura e é considerado uma das mais importantes reservas de água doce do mundo, sendo, inclusive, já chamado de “oitava maravilha do mundo”.

O glaciar está dentro do Parque Nacional do Glaciares, o qual possui 726.927 hectares e fica distante cerca de 80 km da cidade de El Calafate. A região toda encanta pela beleza dos bosques e montanhas presentes nos arredores.

Há, basicamente, três formas de conhecer o Perito Moreno:

  • da forma tradicional, ingressando no Parque e percorrendo pelas passarelas e mirantes, para visualizar a geleira bem de perto;
  • Safari Náutico, que consiste em navegação pelo Lago Rico a bordo de um barco, que chega bem próximo ao glaciar, onde se pode desfrutar de uma vista de baixo para cima e ter uma ideia da dimensão dessa geleira;
  • mini trekking, que consiste em caminhar diretamente na geleira.

Na cidade há várias agências de turismo que vendem os passeios, disponibilizando veículos que buscam no hotel, com acompanhamento de guia, que presta ao turista informações sobre os pontos turísticos. É possível fazer os passeios durante todo o ano, dependendo do clima que preferir.

Nosso passeio ao Perito Moreno já estava incluso no pacote de viagem que contratamos no Brasil, tanto o passeio de barco como a entrada no parque para percorrer pelas passarelas.

Caso não queira contratar uma agência de viagens, pode o turista ir por conta própria e comprar o ingresso de entrada no parque, cujos valores podem ser verificados no site. Os horários de funcionamento do parque também podem ser verificado no referido site.

A lotação contratada nos buscou no hotel bem cedinho para nos levar ao Glaciar Perito Moreno. Fizemos uma parada num mirante, de onde se pode ver a grandeza do glaciar, embora a vista fosse bem de longe. Nessa hora aumentava a ansiedade por embarcar no barco, que seria nossa primeira jornada.

Perito Moreno

Zarpamos em um barco confortável, com acomodações para todos permanecerem sentados na parte interna, fechado com vidro para proteger do vento. Esse passeio não exige esforço físico, dura cerca de uma hora e a recompensa é gratificante.

Mas ficar dentro do barco, observando sentado, não é para os aventureiros como nós, por isso ficamos na parte de cima e nas laterais da embarcação, de onde se conseguia ter uma visão melhor e sentir a emoção de estar tão perto da grandiosidade desse glaciar. Se tinha vento frio? Tinha, mas, quando se está num lugar encantador, nem o frio atrapalha!

Perito Moreno

À medida que o barco se aproxima da geleira, tem-se uma visão massiva do conjunto gigantesco dessa obra da natureza. Em vários pontos do lago flutuam blocos de gelo que se desprenderam.

Perito Moreno

Nos momentos de maior proximidade, fica bem visível que partes da geleira são de cor azul intenso, sendo que atingem essa tonalidade por serem compostas por um gelo mais compacto, sem bolhas de ar. A incidência dos raios solares deixa esse azul radiante.

Perito Moreno

Foram bons momentos navegando em frente ao glacial, sentindo uma sensação de paz e uma energia inexplicável. Foi uma experiência estonteante.

Após, seguimos para a próxima parada, onde a van nos deixou no estacionamento do parque para que seguíssemos em direção às passarelas. Logo na entrada do parque, há um painel que mostra os circuitos de passarelas, sendo cada um deles demarcado por cor diferente, conforme os níveis de dificuldade. Parte das passarelas passa pela vegetação presente no local. Fizemos todos os circuitos em menos de uma hora e a cada novo degrau que subíamos ou descíamos usufruíamos de uma visão do glaciar de ângulos diferentes.

Perito Moreno

Perito Moreno

Perito Moreno

A parada para o lanche, que tínhamos comprado na entrada do parque, foi num dos mirantes que fica bem em frente à geleira, onde há bancos para os turistas descansarem e apreciarem o Perito Moreno. Fazer uma parada ali também é uma boa oportunidade para se ver os rompimentos de partes do glacial, motivo pelo qual o local é chamado de zona de ruptura.

A geleira represa o lago argentino em alguns pontos, o que faz com que a pressão sobre o gelo provoque túneis e desabamentos nas bordas da geleira. São blocos de gelo que se desprendem e despencam de uma altura de até 60 metros e caem nas águas do lago, proporcionando aos turistas um espetáculo magnífico.

De vez em quando, é possível ouvir um trincar seguido por um estrondo seco até se ouvir o barulho mais intenso como se fosse um trovão. Muitas pessoas ficam na passarela observando, atentas a qualquer barulho vindo do glaciar, na espera de poderem presenciar esse fenômeno incrível.

Tivemos a oportunidade de ver alguns desprendimentos da geleira, o que provoca um som surpreendente, tanto na queda como ao imergir na água e vir à tona. Para conseguir registrar esse momento é imprescindível que se esteja atento e preparado. Foi possível registrar um pequeno vídeo de um desses momentos espetaculares.

Assista o vídeo:

Seguindo pelas passarelas de volta à entrada do parque, há uma trilha que permite que se chegue até o Lago Argentino, com a cor azul esverdeado, que contracena com as montanhas cobertas de gelo que se pode ver ao fundo.

Perito Moreno

Perito MorenoPerito Moreno

Perito Moreno

Como citado anteriormente, existe também a possibilidade de se caminhar sobre a geleira, desde que seja com acompanhamento de guias autorizados e mediante uso de sapatos e roupas adequadas, mas infelizmente não pudemos realizar essa atividade porque precisaríamos de mais um dia na cidade.

Viajamos em outubro, mês de temperaturas amenas e pouca chuva, no entanto, sempre será bom estar preparado para temperaturas baixas. Não esqueça de colocar na mochila roupa térmica, fleece, corta-vento, gorro e luvas.

Vale lembrar que ao viajar para qualquer parte da patagônia, será preferível estar munido da moeda local ou dólares, pois são raros os lugares que aceitam a moeda brasileira.

Com certeza a Patagônia é um dos lugares mais fascinantes do mundo, e o Perito Moreno faz parte dessa maravilha.

Rio 14

Você já ouviu falar do Rio 14, este não é um rio normal, pois em boa parte dele é possível encontrar lindas cascatas, cachoeiras e cenários de tirar o fôlego.

O rio 14 está localizado no interior do município de Farroupilha/RS, mais precisamente na localidade de Vila Jansen/Mato Perso. O rio faz divisa com a cidade de Nova pádua e Flores da Cunha/RS.

No local o que chama mais atenção são as inúmeras piscinas naturais que se formam com o despencar das águas cristalinas das cachoeiras e cascatas, locais propícios para nadar e saltar do topo das quedas de água.

Para quem não é muito chegado em nadar em rios ou sofre de algum trauma de infância, o local conta ainda com inúmeras trilhas, podendo ser realizadas a pé, de bicicleta, motos ou Jeep´s.

As cascatas e cachoeiras estão muito próximas uma das outras, nos fins de semana é possível encontrar muitas pessoas no local, geralmente essas pessoas vão no inicio da manhã para aproveitar melhor o dia. Fazer um churrasco na beira do Rio 14 pode ser uma experiência diferente, essa atividade pode ser feita tranquilamente em família.

No mapa abaixo você pode ver todas as quedas de água e os caminhos para se chegar em cada uma delas, veja abaixo:

Cachoeiras Rio 14

Para chegar nas cachoeiras e cascatas é pelo GParque Farroupilha, caminha-se aproximadamente uns 500 m até se chegar na Cachoeira 1 (veja no mapa), a trilha é de nível fácil, mas é recomendada para pessoas que já pratiquem certos exercícios físicos.

Informações sobre o GParque Farroupilha/2018

Entrada no parque  R$ 5,00 reais por pessoa e não é liberada a entrada com bebidas!

É possível fazer as trilhas até o Rio 14 sem custos adicionais, além disso o parque disponibiliza outras atividades e um ambiente tranquilo e sossegado para você aproveitar o máximo o seu fim de semana.

Seguem as atividades cobradas à parte:

  • Piscina 10,00
  • Tirolesa 15,00
  • Rapel 50,00
  • Escalada 20,00
  • Churrasqueira 15,00
  • Camping 10,00

As atividades são por ordem de chegada.

Horários de funcionamento:

O GParque Farroupilha funciona somente nos finais de semana. Sábado e Domingo das 9 às 18 horas.
Este ano não está sendo oferecido almoços ou o café.

Cascatas e Cachoeiras do Rio 14 

A primeiramente Cachoeira é a de número 1, esse local é perfeito para fazer um churrasco em família, pois a cachoeira possui águas cristalinas e uma linda piscina natural, onde o seu poço não passa de 2 metros de profundidade em dias de muita chuva.

Cachoeiras Rio 14

Cachoeiras Rio 14

Seguindo a trilha você chegará na Cascata 2, essa é uma ótima opção para quem gosta de nadar, saltar do alto da cascata pode ser uma alternativa para os mais aventureiros, o poço da cascata possui boa profundidade e ampla piscina natural.

Cachoeiras Rio 14

A Cachoeira 3 é uma corredeira propriamente dita, para quem gosta de tirar fotos e contemplar a paisagem esse lugar pode ser bem agradável, mas não tente tomar um banho nessa cachoeira, pois o risco de alguém se machucar é alto, em cachoeiras com corredeiras não se deve brincar, fique atento.

Cachoeiras Rio 14

Da Cachoeira 3 até a de número 1 você só terá que descer o rio, até a cascata 3 existem trilhas demarcadas, após essa, você deve seguir pelo leito do rio propriamente dito.

Recomendamos que esteja munido com um cantil de água potável, tênis/botas confortáveis e pré amaciados e roupas confortáveis, pois o caminho até a Cachoeira 1 é um tanto escorregadia e muito perigosa, caso você tenha problemas físicos, não recomendamos conhecer a Cachoeira 1.

A Cachoeira 1 é a mais perigosa deste rio, não subestime a força da mãe natureza, esse atrativo possui belas corredeiras que levam diretamente para uma queda de mais de 10 metros de altura. Não tende saltar no poço dessa cachoeira, algumas pessoas já perderam a vida aqui, pois o poço não é muito fundo, além de possuir gigantescas pedras no fundo. A Cachoeira 1 está ali apenas para contemplação dos aventureiros.

Cachoeiras Rio 14 Cachoeiras Rio 14

Você deve estar se perguntando sobre a Cascata de número 5? Essa é o maior atrativo com aproximadamente 60 metros de altura, para chegar é muito fácil, possui trilhas que levam até ela e pode ter certeza que todo esse caminho vale a pena trilhar.

Cachoeiras Rio 14

O caminho que leva a Cascata 5 é por dentro da mata nativa, por isso é preciso ir com cautela, pois você poderá encontrar animais peçonhentos pelo caminho, como cobras Jararacas, aranhas e plantas da família da Urtiga, essas plantas podem dar alergias e cosseira, caso venha a encostar nessa planta é recomendado que ponha a mão diretamente na água corrente e evite coçar.

Rio 14

No local a também inúmeras borboletas, conforme a época do ano é possível ver uma infinidade desses animais, fique de olhos bem abertos e encante-se com a fauna e a flora desse lugar.

Rio 14

Rio 14

Rio 14

O vídeo abaixo, captado por uma de nossas lentes, mostra um pequeno cardume de peixes curiosos.

Ficou com vontade de conhecer esse lugar incrível, então arruma a mochila, convide seus amigos e bora aproveitar um fim de semana de muita aventura nesse paraíso a céu aberto.