6ª etapa circuito trilhas e montanhas.

6ª Etapa do Circuito Trilhas & Montanhas

Nova Roma do Sul é um pequeno e aconchegante munícipio da Serra Gaúcha, localizado a cerca de 160Km de Porto Alegre. Cercado por paisagens cênicas é o destino ideal para estar em harmonia com a natureza, conhecer o estilo de vida serrano e curtir a gastronomia típica dos imigrantes Italianos, Poloneses e Suecos.

A cidade recebeu pelo terceiro ano consecutivo o Circuito Trilhas & Montanhas. No último sábado (dia 7) ocorreu a 6ª Etapa do CTM – Trilhas de Nova Roma, a prova teve percursos de 7,12 e 22 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas; e reuniu mais de 700 atletas de diversas cidades do Rio Grande do Sul.

Os grandes campeões foram:

DISTÂNCIA LONGA:

Fabrícia Barnart Magalhães – Equipe: Time T & M – Tempo: 02h47min

Sidimar Pimentel Saraiva – Equipe: Time T & M – Tempo: 02h12min

DISTÂNCIA MÉDIA:

Caciane Lucia Zonatto – Equipe: Night Runners Gravataí – Tempo: 01h28min

Evandro Audibert – Equipe: Km Livre – Tempo: 01h07min

DISTÂNCIA CURTA:

Camila Backes – Equipe: Teutorunners – Tempo: 41min

Lucio Alencar – Equipe: Vidativa – Tempo: 35min

Classificação completa disponível no site da 3c Timing Cronometragem.

Tenho um carinho especial por Nova Roma do Sul, minha cidade vizinha e desde meados de 2010 meu “quintal” para treinos, passeios e, é claro muita diversão.

E falando em diversão…foi no início de 2012 que resolvi me aventurar no rafting do Eco Parque Cia Aventura e como guia do meu bote tive o Odair Paravisi, também conhecido por Grilo. Desde então nos tornamos grandes amigos e no final de 2017 no I Trilhas de Nova Roma, tive a honra de vê-lo estrear no CTM e se sagrar o grande campeão da prova na distância longa. Detalhe, era sua estreia no trail running também!

Créditos: Fabiana Borella – I Trilhas de Nova Roma (28/10/2017)

Tenho uma admiração, carinho e respeito, enormes pelo Odair. Ele se doou demais nesta 6ª Etapa do CTM, juntamente com os amigos Evandro Maciak, Samir Piola, Fabiano Borella e demais integrantes da equipe Respire.

“Esse ano está sendo o mais difícil da minha vida no esporte, fora das provas e treinos por lesão desde a 1ª Etapa do Circuito Trilhas & Montanhas em Maquiné. Tá sendo bem difícil…essa prova me salvou, não entrei em depressão pois concentrei meu pensamento no firme objetivo de dar a todos um grande percurso, de ver todos felizes na nossa cidade, […]” relata emocionado Odair.

O percurso desta prova começou a ser planejado pelo Odair, Evandro, Samir, Fabiano e cia ainda no final da etapa de Nova Roma do Sul do ano passado. Foi uma ano intenso para eles, afinal um evento deste padrão não se constrói da noite para o dia.

São trilhas para serem abertas (muitas vezes à facão) e mantidas, autorização dos proprietários das terras, segurança nos pontos mais perigosos do percurso, aprovação do Luís (Coordenador Geral do Circuito Trilhas & Montanhas) e mais diversos requisitos!

A prova (em minha opinião) foi a melhor do Circuito Trilhas & Montanhas 2019, até o momento. Um percurso extremamente técnico; rico em trilhas, montanhas, riachos, cascatas…paisagens exuberantes e pouquíssimas estradas. Uma prova que me conquistou do início ao final, e já explico o por que…

Clima ameno e chuva fraca na largada, poucos metros de corrida e já estavamos adentrando em trilhas. Ultrapassei e fui ultrapassada por alguns atletas logo após a primeira trilha e em seguida formei um trio com a Salete Parise e Márcio Reis. Seguimos juntos “escalando” as montanhas, “esquiando” as trilhas, “comprando” alguns terrenos e principalmente nos divertindo!

Créditos: Mário Reis

Chegando nos paredões de acesso à Cascata Filtro dos Sonhos (trecho mais técnico do percurso), fiquei maravilhada com a beleza do local e pensei comigo mesma ‘Vou guardar esse lugar com muito carinho em minha memória, pois fotográfo não terá aqui’! Engano meu…descendo mais alguns metros de trilha em meio à pedras, galhos e água me deparo com a Ane sentada em uma encosta em meio aos paredões, registrando e eternizando aquele momento de tamanha beleza e superação.

Créditos: Anelise Leite / Clic Run

Alguns metros mais abaixo visualizo um enfermeiro da Equipe Magda Chagas atento a possíveis acidentes e o Odair Paravisi. Que emoção encontra-lo por lá…registramos o momento e segui a trilha dizendo diversas vezes “Que percurso espetacular, Grilo (Odair Paravisi)! Que prova sensacional! Parabéns!”

Créditos: Anelise Leite / Clic Run

Concluimos a trilha da Cascata e iniciamos a temida subida do vale do Rio da Prata, dessa fez o Márcio Reis que puxava o trio. Chegando ao topo da montanha fomos presenteados com mais um lindo visual e o Sérgio Gutheil registrando aquele momento.

Créditos: Sérgio Gutheil / Clic Run

Mais alguns quilômetros de trilhas e montanhas, e estávamos no Eco Parque Cia Aventura. Passando por lá, o Júlio (proprietário do Parque) me reconheceu e gritou “Boraaaa Mine…que os teus pedais eram mais difíceis do que isso!”, confesso que na hora até senti saudades dos pedais! (risos)

Mais trilhas, mais riachos, mais “compras” de terreno, mais puladas de cerca e mata-burros e finalmente….cruzei a linha de chegada de uma das melhores corridas que já participei!

Aguardando a premiação eu só ouvia atletas e amigos elogiando o percurso e o evento no geral. Aquele clima gostoso, sabe? De amizade, camaradagem, união e alegria que só o CTM proporciona ao final de cada etapa!

Chegado o momento da minha premiação, o Luis teve a brilhante ideia de chamar o Eduardo (meu namorado) para me entregar o trofeú e já o intimou para um “futuro pedido”! – risos. Impossível finalizar melhor essa corrida!

Parabéns à todos os atletas que se desafiaram na 6ª Etapa do Circuito Trilhas & Montanhas, independentemente da distância!

Parabéns também às equipes: L & E Eventos, Magda Chagas Enfermagem, 3C Timing Cronometragem, RP Sonorização, Youmovin, Clic Run, Loja Baú do Esporte; que fazem o CTM acontecer!

Agora é se preparar para as duas últimas etapas que ocorrem no dia 12 de outubro em Tupandi e 09 de novembro em Sério.

trilhas e montanhas Igrejinha

4ª Etapa do Circuito Trilhas & Montanhas – Igrejinha

A cidade de Igrejinha foi sede da 4 ª Etapa do Circuito Trilhas & Montanhas – TRILHAS SERRA GRANDE, que ocorreu no último sábado (dia 29). A prova teve percursos de 5, 13,5 e 22 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas. E contou com a participação de mais de 800 atletas das mais variadas cidades do Rio Grande do Sul.

Igrejinha já foi palco de diversos eventos esportivos de ciclismo, mountain bike…corrida de aventura e pelo segundo ano consecutivo recebeu um evento do Circuito Trilhas & Montanhas, entrando assim no cenário do trail running gaúcho.

4 etapa Igrejinha
Créditos: Anelise Leite – Clic Run

Os grandes campeões foram:

Distância Curta

Camila Backes – Teutorunners – 28min05seg

Eric Goncalves Capovilla – Danivist – 22min40seg

Distância Média

Caciane Lucia Zonatto – Night Runners Gravatai – 1h29min

Rogerio Andretta – Danivist – 1h08min

Distância Longa

Daiane Dias – Born Run – 2h36min

Sidimar Pimentel Saraiva – Time TeM 2h10min

Classificação completa disponível em: https://www.3ctiming.com.br/17/resultado

Segundo Cristiano Saurin – um dos responsáveis pelos percursos, todas as distâncias foram planejadas com muito empenho e carinho para os atletas, as mesmas foram atualizadas em relação à edição de 2018, buscando assim explorar ainda mais as belezas da cidade de Igrejinha e os pontos turísticos.

trilhas e montanhas Igrejinha
Créditos: Sérgio Gutheil – Clic Run

A distância longa passou pelos principais pontos turísticos da cidade Morro Alto da Pedra, Morro da Cruz e Cascata da Solitária. Vale destacar que o Morro Alto da Pedra, já recebeu o Campeonato Gaúcho de Parapente e o Campeonato Brasileiro de Parapente.

“O Morro é o ponto mais alto da cidade com 745 metros de altimetria e tem uma belíssima visão do Vale do Paranhana e do Vale dos Sinos.” destaca Saurin.

trail Igrejinha
Créditos: Taís Zonotieli – Clic Run

“Sinto-me honrado em juntamente com a empresa L & E Eventos, ajudar a movimentar mais de 800 pessoas através do esporte. Isso me deixa muito feliz e emocionado, sou professor de Educação Física e isso me motiva cada vez mais, a desenvolver com paixão e dedicação este tipo de atividade que motiva e faz com que as pessoas saiam da sua zona de conforto, que busquem se desafiar a cada dia mais, e não só no esporte mas no seu dia-a-dia.” finaliza emocionado Cristiano Saurin.

O CTM tem sido repleto de muitas aventuras, superação e belíssimas histórias ao final de cada etapa. Algumas delas o amigo Nédson Ferreto Meira conta no seu canal 100Fôlego no Youtube, outras o Andre Silva divulga no canal CorrendocomAndre. E algumas eu conto aqui no site do Trekking RS.

Hoje conto um pouquinho da história da família Capovilla (Claudemir Capovilla, Jucilene Galves Gonçalves e Éric Gonçalves Capovilla), nesta etapa de Igrejinha Érick com apenas 19 anos foi o Campeão nos 5 quilômetros e Jucilene a Campeã em sua categoria, também na distância curta.

Esportes sempre estiveram presentes na vida da família, em 2012 Claudemir iniciou no mountain bike para fugir do sedentarismo e obesidade. Participou de alguns pedais com amigos e resolveu se aventurar em alguns campeonatos.

“Tive bons resultados e também vários tombos, básicos do esporte!” brinca Capovilla. Neste mesmo ano, ele também participou de algumas corridas de rua.

bike Igrejinha
Campeonato Gaúcho de Mountain Bike Maratona 2012 – 5ª Etapa – Garibaldi

Já a Jucilene (esposa de Capovilla), iniciou na natação com 9 anos, participou de alguns campeonatos e se manteve até os 12 anos. Em 2014 acompanhou o marido em algumas provas de mountain bike e obteve a 5ª Colocação na Categoria Feminina no Campeonato Gaúcho de Mountain Bike.

 E ano passado resolveu adentrar nas corridas. “Foi até inusitado, pois ela veio comigo e com o Érick para a Final do Campeonato Gaúcho de Corrida Trilhas & Montanhas em Rolante, estava chovendo muito naquele dia, e ela resolveu participar. Não deu outra, adorou tudo! O barro, as trilhas, a superação e veio querendo mais deste então.

atletas

O filho mais velho do casal, Érick, também sempre gostou muito de praticar esportes. Com 9 anos participou de algumas corridas na cidade de Bento Gonçalves, logo mais aos 14/15 anos participou de algumas etapas do Campeonato Gaúcho de Mountain Bike. E em 2018 pegou gosto pela corrida, inicialmente de rua, mas logo o trail run virou sua paixão.

“Sempre incentivamos ele no que se sentia mais a vontade, nunca o pressionamos a manter algo que ele não se sentisse confortável. E ele acabou adentrando ao trail, na cara e na coragem, com muita força de vontade e convicto de que é isso que ele realmente curte.” Finaliza orgulhoso o pai.

Claudemir fez a sua estreia no trail na primeira Etapa do Circuito Trilhas & Montanhas – Trilhas do Salto Ventoso em 2017, em Farroupilha onde obteve a 1ª colocação em sua categoria. E em pouco tempo toda a família foi se apaixonando pelo Circuito.

Trilhas e Montanhas Atletas

O próximo desafio de pai e filho será em agosto a La Mission, já Jucilene pretende para o próximo ano iniciar nos trajetos médios do Circuito Trilhas & Montanhas.

O Circuito Trilhas & Montanhas 2019, chegou a sua metade com a Etapa de Igrejinha, em agosto, ocorre a V Etapa – Trilhas Arcoverde, na cidade de Carlos Barbosa. Foram meses e meses de muito trabalho e dedicação da empresa L&E Eventos Marketing Esportivo e equipe do CTM, para proporcionar aos atletas um campeonato de alto nível.

Inscrições e maiores informações sobre as próximas etapas no site da Youmovin.

Trilhas Morro Gaúcho

Trilhas Morro Gaúcho!

A cidade de Arroio do Meio, foi sede da 3ª Etapa do Circuito Trilhas & Montanhas – Trilhas Morro Gaúcho, que ocorreu no último sábado, 4, com percursos de 5, 15, 25 e 54 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas. O evento contou com a participação de mais de 800 atletas.

Os grandes campeões foram do Trilhas do Morro Gaúcho:

Distância Curta (5 quilômetros) –

Camila Backes – Equipe Teutorunner – 39min29seg

Anderson Boll – Equipe Body e Mind – 32 min55seg

Distância Média (15 quilômetros) –

Zezilda Aparecida da Silva Simão – Equipe Inspirerun – 2h17min

Evandro Audibert – 1h38min

Distância Longa (25 quilômetros) –

Daiane Dias – Equipe Born Run – 3h23min

Sidimar Pimentel Saraiva – Equipe Time T e M – 3h02min

Distância Ultramaratona (54 quilômetros) –

Jasieli Tagliari Dalla Rosa – Equipe Team Ultra Chico – 8h02min *(3ª Colocada Geral)

(+41) Geovanna Boppre de Mendonca – Equipe Admovere/Faccat – 10h10min

Gabriel Kretschmer – Equipe Time T e M – 7h46min *(Bicampeão do Trilhas do Morro Gaúcho)

(+41) Rogério Andretta – Equipe Danivist Running – 7h56min

Classificação completa do Trilhas Morro Gaúcho disponível no site da 3C Timing.

Pelo segundo ano consecutivo tive a honra de participar da Ultramaratona. Não desmerecendo nenhuma das outras etapas do CTM, mas o Trilhas Morro Gaúcho é um dos melhores percursos do Campeonato, em minha opinião.

Trajeto este preparado com muito carinho e dedicação pelo seu Pedro Jung (Brutus do Gaúcho). Evento impecável em todos os sentidos (kits, sinalização, premiação…), graças ao profissionalismo e competência do Luis Leandro Grassel, João Paulo Wildner Medina e demais integrantes da empresa L & E Eventos e equipe CTM.

Trilhas Morro Gaúcho
Créditos: Clic Run

6:50 da manhã , minutos antes da largada chovia forte no local da prova. Acredito que os 100 atletas que enfrentariam os 54 quilômetros, ficaram tão felizes quanto eu com a chuva e o clima mais ameno do início do dia.

Pontualmente às 7 horas foi dada a largada da ultramaratona. Ao meu redor atletas da elite do trail running gaúcho, grandes amigos, alguns conhecidos de outras provas e outros enfrentando pela primeira vez as trilhas Morro Gaúcho. Mas, todos com a mesma meta: concluir a prova!

Muitas trilhas, diversos riachos, alguns estradões e nove picos/montanhas imponentes compuseram o percurso da prova.

A chuva de alguns minutos antes da largada, logo cessou e deu lugar ao sol e um forte calor já nos quilômetros iniciais! Percorri trechos sozinha e outros com alguns atletas. Fui incentivada e incentivei…Fiz amigos que levarei para o resto da vida!

Trilhas Morro Gaúcho
Créditos: Clic Run – Alex Viana

No quilômetro 39 faltando cerca de 15 minutos para o corte (quilômetro 40), encontrei o atleta Ismael sentado em uma valeta e extremamente cansado. Tínhamos mais cerca de 1 quilômetro até chegar no ponto de corte…não pensei duas vezes e incentivei ele à seguir comigo.

Na entrada de uma trilha (ponto de corte) estava o staff Leonardo Wink e mais uns 3 ou 4 atletas, literalmente atirados, tentando recuperar a energia. Pensei em descansar um pouco também, mas resolvi iniciar a trilha e aproveitar o tempo.

Deste ponto em diante seguimos juntos somente eu e Ismael, subindo e descendo as trilhas e montanhas…em certo ponto ele comentou que era a sua estreia nas ultramaratonas. Veja aqui como foi a minha estreia em uma Ultramaratona.A partir dali resolvi que não iria “abandoná-lo” pelo percurso. Resolvi abrir mão da minha prova e ajuda-lo a concluir este grande desafio!

Nos últimos 5 ou 6 quilômetros a noite já se aproximava. Na última trilha a luz da lanterna (item obrigatório) nos guiou.

Estávamos muito cansados. Na última trilha, Ismael caminhava alguns metros e parava, eu incentivava ele à seguir, falei dezenas de vezes “Não fizemos tudo isso para desistir agora!”.

Assim que terminamos a subida dessa trilha, saímos em um estradão e encontramos 2 moradores locais de moto e quadriciclo que estavam trabalhando na prova. Os mesmos nos informaram que não faltavam mais muitos quilômetros para a chegada e que diversos atletas haviam levado o corte.

Estávamos dentro do tempo da prova. Iniciei um trote para ganhar algum tempo, mas o Ismael não conseguia acompanhar. Parei e lhe acompanhei caminhando.

Faltando pouco mais de 1 quilômetros para a chegada encontramos o Pedro Jung de quadriciclo. Para quem não sabe, é ele que monta o percurso da prova!

“Desistir jamais…Sigam, que eu vou de batedor! […]”

Vocês não fazem ideia da emoção que foi seguir esses quilômetros com seu Pedro, nos incentivando, contando histórias do percurso…

Seguimos entre exaustão, dores e lágrimas eu, Ismael e Pedro até a linha de chegada!

Hoje quase uma semana após os 54 quilômetros com 3.100m de altimetria acumulada do Trilhas do Morro Gaúcho, relembro ainda emocionada o que enfrentei durante as 12 horas de prova.

Trilhas Morro Gaúcho
Créditos: Clic Run – Max

Me sinto altruísta porque ajudei atletas em dificuldades, mas também me sinto humilde porque me deram a mão quando precisei. Os melhores momentos foram os mais humanos, os de deslumbramento perante a força da natureza.

Vida longa ao CTM…

CTM 2019 – Nota de esclarecimento:

Trilhas Morro Gaúcho

Deixamos de ser CGCTM 2019 e voltamos a ser CTM 2019.

Estamos dando um passo à frente para voltar a nossas origens, resgatando e valorizando o verdadeiro sentido do nosso trabalho desde 2012, que é correr nas trilhas e montanhas do Rio Grande do Sul.

A partir de agora, esta é a marca de nossos desafios, que traduz a essência e a tradição de se superar nas melhores trilhas, nas montanhas mais desafiadoras.

Tudo isto porque queremos estar cada vez mais alinhados com o que fazemos e com o espírito aventureiro de cada apaixonado por esta modalidade.


Circuito Trilhas & Montanhas 2019

Trilha

A ultramaratona mais “bruta” terá mais de 50k de trilha

Em menos de um mês centenas de atletas irão se desafiar na 3ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas & Montanhas – Trilhas do Morro Gaúcho. O evento ocorre no dia 04 de maio na cidade de Arroio do Meio, o mesmo contará com as distâncias de 5, 15, 25 e 54 km de trilha no mais verdadeiro trail running.

Tenho um carinho especial por esta etapa, ano passado fiz a minha estreia nas ultramaratonas, enfrentando o TRILHAS DO MORRO GAÚCHO, com seus (aproximadamente) 50 quilômetros e 2.600 metros de altimetria.

Trilha
Créditos: Clic Run

O treinamento foi puxado! Longos que eu nunca tinha feito na vida, percursos, trilhas e montanhas que eu fazia pedalando passei a fazer correndo. Mais…dieta, musculação e pilates, fizeram parte do “pacote do treinamento”.

Minha estratégia: subir tranquila, descer forte e correr/trotar no plano.

Minha meta: completar a prova.

A prova:

A maioria das subidas eram em caminho para apenas uma pessoa (single track, como dizem), muito difíceis. Sofri! Aliás, todo mundo sofreu! E as descidas ingrimes em trilha, com muito barro, como se fosse sabão em um piso molhado. Ainda bem que corri com os bastões e pude descer várias delas “esquiando”!

Trilha
Créditos: Clic Run

Mas, em meio a esse “sofrimento bom” – se é que me entendem. Existiu muita camaradagem, pois todos (atletas) se ajudam, todos se incentivam e todos apoiam todos. Porque todos sentem as mesmas dificuldades!

Me apaixonei pela dificuldade do percurso e pelo visual, que transformavam a corrida em trilha algo muito mais significativo pra mim do que simplesmente bater um tempo específico.

Neste ano os atletas irão se desafiar em um percurso de 54 quilômetros com 3.100 metros de altimetria,  conforme o mapa abaixo:

Trilha
Créditos: CGCTM 2019

Tempo Limite:

ITRA – 10 horas

CGCTM – 11h30min

Corte Único no Km 40 às 16 horas:

Todos os participantes que neste ponto da prova, passarem a partir de 16h00min01s, serão ORIENTADOS a se dirigirem diretamente para a chegada e no momento de cruzarem a linha de chegada, será adicionado ao seu tempo, mais 3 horas.

(Este adicionamento de 3 horas, é necessário pois ainda encontrará no percurso participantes que não levaram corte (16 horas) e ainda estão percorrendo a totalidade do percurso).

Equipamentos Indispensáveis:

  • Casaco/agasalho, para proteção de chuva e frio;
  • Lanterna de cabeça;
  • Kit Primeiros Socorros (escolha de itens pessoal);
  • Aparelho celular;
  • Equipamento de hidratação (mochila, cinto…).

ATENÇÃO: o percurso é de grande dificuldade física e de difícil acesso para socorro e regaste.

É de extrema importância para a saúde e segurança física do participante, o mesmo fazer a sua avaliação pessoal e de condicionamento físico para a distância.

Kit da prova (ultramaratona):

  • Camiseta
  • Viseira T&M;
  • Camiseta Finisher 54 Km;
  • Medalha Finisher;
  • Número de peito;
  • Medalha;
  • Sachê carbogel;
  • Snack Saudável;
  • Cerveja Raiz Trail;
  • Eco copo 300 ml.
Trilha
Créditos: CGCTM 2019

Review – Bastões de Caminhada Actos da AZTEQ!

Os bastões de caminhada Actos se bem utilizados, podem ser equipamentos com grande utilidade no Trail Running. No entanto, muita gente tem preconceito e acham que são peças inúteis.

bastões de caminhada Actos
Bastões de caminhada Actos – Azteq/Créditos: Clic Run

Sou adepta ao uso dos bastões de caminhada Actos desde o início do ano passado, quando comprei um par da marca AZTEQ, na Loja Patos do Sul. No entanto eu mesma confesso que antes disso achava uma frescura a utilização dos mesmos, mas comecei a mudar de ideia depois de ter uma experiência na Maratona do Vinho e observar de perto diversos corredores utilizarem este simples, porém revolucionário equipamento.

Amigos corredores me questionam, sobre quais são as vantagens de utilizar os bastões, durante o trail running. São muitas eu diria, mas as principais consistem em:

  • Proporcionar melhor equilíbrio e rendimento durante a corrida;
  • Diminuir (e muito) o esforço nas subidas, transferindo parte dele para os seus ombros, costas e braços. Reduzindo consideravelmente o stress nos joelhos e outras articulações;
  • Verificar a estabilidade do terreno antes de prosseguir e também para averiguar a presença de cobras ou outros animais, dependendo do local onde esteja correndo;
  • Auxiliar na travessia de cursos d’água.

Mas, para isso é preciso saber como usar o bastão! Não adianta em nada ter o equipamento e não saber usá-lo. Vejo muitas vezes as pessoas apenas os conduzindo, sem se apoiar de fato neles. Desta forma, ao invés do bastão melhorar o rendimento, ele apenas gera mais cansaço.

A primeira coisa a se fazer é saber como regular o bastão à sua altura. Ao contrário como pensam alguns, bastões não tem tamanho P, M e G; eles têm tamanho universal e servem para pessoas de todas as estaturas. É necessário, no entanto saber regular ele quanto a sua altura.

Para isso, existem algumas regras:

Primeira – os bastões devem ser da altura do alto da palma da mão, quando o braço está ao lado do corpo, com o antebraço estendido à sua frente e o cotovelo sendo mantido a 90 graus.

Segunda – existe, ainda, uma forma matemática e mais precisa de definir a altura do bastão. Obtenha sua altura em centímetros (cm). Agora, coloque sua altura em centímetros na seguinte fórmula:

ALTURA EM CM x 0,68

Exemplo: 167 cm x 0,68 = 113,56 ou 114 cm, como normalmente as marcações dos bastões são de 5 em 5 cm, deve-se ajustar pra o 5 ou 0 mais próximo, neste caso, 115 cm. O resultado será em centímetros a altura ideal do seu bastão.

Bastões de caminhada Actos
Créditos: Anelise Leite / Clic Run

Se você tem os bastões, eles deverão servir como pontos de apoio como são suas pernas. Desta forma, você sempre tem mais locais para se apoiar e assim distribuir o peso do corpo. Para usá-los mais eficientemente como pontos de apoio, você deverá usar os bastões antecipando sua movimentação, ou seja, primeiramente mova os bastões e só depois suas pernas.

Agora que vocês já sabem os benefícios de usar os bastões e como usá-los corretamente, apresento os Bastões de caminhada Actos da AZTEQ.

Inovador, o ACTOS é para aqueles que precisam de um bastão de alta durabilidade e de fácil utilização paras as suas aventuras. Ele é leve (320 gramas) e resistente; produzido em duralumínio, com partes e peças em plástico ABS, ponteira em aço e empunhadura de TPR.

Bastões de caminhada Actos
Créditos: Jasmine Benato

Permite ajuste de altura, variando de 1,05 m até 1,35 m com ele montado, desmontado não passa dos 30 cm. Seu grande diferencial é o sistema com cabo de aço interno, que auxilia na rápida montagem.

Bastões de caminhada Actos
Créditos: Jasmine Benato

Formado por 4 estágios, com sistema de trava rápido e marcação em centímetros para regular a altura no quarto estágio. Além disso o modelo é acompanhado por uma pequena cinta de velcro que ajuda no armazenamento e alça para o punho.

Bastões de caminhada Actos
Créditos: Jasmine Benato

Para os novatos com bastões de caminhada Actos, vale lembrar que a fita de punho é mais importante do que a empunhadura em si. Se você segurar a empunhadura com força, o pulso ficará sobrecarregado “travando” os músculos do braço. Por isso, a força deve ser compensada entre o grip e a fita de punho.

Bastões de caminhada Actos
Créditos: Jasmine Benato

A melhor forma de segurar a fita de punho é encaixando-a no V da mão (por trás do polegar, passando pela costas e palma). É importante também, ajustar a altura da fita de forma a deixar as mãos na mesma direção (altura) da empunhadura.

Devemos ter o entendimento de que os bastões não vão nos tornar mais rápidos, mas sim, mais seguros e equilibrados, além de amenizar os impactos nas articulações e nos grupos musculares envolvidos diretamente na corrida.

Dica extra: apesar do bastão ser vendido de forma unitária, o ideal é o uso do par. Desta forma você fica ” 4 x 4″ e divide o peso de forma adequada.

Tudo sobre os bastões de caminhada

Existem vários estudos que demonstram que o esforço da caminhada usando bastões é mais repartido entre os diversos membros bem como pelo resto do corpo, sendo um fator importante na redução de cargas de força exercida sobre a coluna vertebral, nas costas e sobretudo nos joelhos. É sobretudo nas zonas de maior declive que a sua influência se faz sentir como fator de potencial equilíbrio do corpo e nos movimentos e da distribuição corporal do esforço. Em pisos mais irregulares ou com neve e gelo facilitam o equilíbrio e a progressão. Também contribuem para a manutenção de uma postura mais correta, contribuindo num ciclo respiratório mais intenso e ativação da circulação sanguínea.. Leia mais!

Última etapa Trilhas & Montanhas 2018

Localizada no Vale do Paranhana e também conhecida por ser a “Capital Nacional da Cuca”, a cidade de Rolante sediou a 7ª Etapa do Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas & Montanhas – Cascatas e Montanhas e Final do CGCTM 2018, que ocorreu no último sábado (dia 24).

A prova teve percursos de 5, 16 e 29 quilômetros de corrida em trilhas e montanhas. E contou com a participação de mais de 700 atletas de diversas cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina – Brasil.

O local da largada/chegada da prova foi o Caminho das Pipas, que está localizado no 4º Distrito de Rolante, numa localidade denominada como Boa Esperança. Seu trajeto é composto por sete propriedades rurais onde é possível experimentar e comprar, além dos vinhos, uma infinidade de produtos artesanais, como pães, cucas, salames, queijos e doces.

A Boa Esperança localiza-se a cerca de 17 quilômetros do Centro de Rolante e conta com uma população predominantemente italiana. E uma das principais características da comunidade é a hospitalidade. Na largada, durante o percurso, nos pontos de apoio, na chegada…na compra dos lanches, os atletas foram muito bem recepcionados com a alegria e o carinho da comunidade.

Fechando o calendário de provas do CGCTM 2018, os atletas puderam se divertir muito nos 3 percursos da prova, que foram marcados por muita chuva, barro, trilhas e belíssimos cenários do interior da cidade.

Trilhas
Créditos: Anelise Leite – ClicRun

Os corredores da distância longa “escalaram” o Parque Municipal da Asa Delta ou Morro Grande (como é popularmente conhecido) é o ponto culminante do município, com 841 metros de altitude, sendo utilizado tanto para contemplação e lazer, como para prática de atividades como asa delta e paraglider.

Trilhas
Créditos: Anelise Leite – ClicRun

Após 7 etapas, 7 grandes desafios, que ocorreram (respectivamente) nas cidade de: Farroupilha, Tupandi, Sério, Arroio do Meio, Nova Roma do Sul, Igrejinha e Rolante. Chegou ao fim o Campeonato Gaúcho Corrida Trilhas & Montanhas 2018.

Trilhas
Créditos: Leonardo Kappel

Hoje, com mais de seis anos à frente da L&E Eventos Marketing Esportivo, Luís Leandro Grassel destaca a importância de terem sido pioneiro na realização de eventos esportivos de corridas em trilhas e montanhas no Estado e verem nos dias atuais que os vários eventos, grupos de corrida e principalmente o grande número de pessoas que correm Trail Run, vieram de seu fomento e difusão da modalidade esportiva.

“Mais um ano na história da Cultura Esportiva das Corridas em Trilhas (Trail Running) do RS. Assim como em 24/11/2012, encerrávamos a 1ª Edição do Circuito Trilhas & Montanhas – CTM 2012, agora em 24/11/2018, encerramos a 1ª Edição do Campeonato Gaúcho Corridas Trilhas & Montanhas – CGCTM 2018. Nosso muito obrigado a ACISA Rolante e Prefeitura Municipal de Rolante, através do Sr. Evandro Afonso Lembi, pela parceria na realização da 7ª Etapa do CGCTM 2018 – Trilhas Cascatas e Montanhas.“ – relembra e agradece Luis Leandro Grassel, Diretor Geral do Campeonato.

Nesta primeira edição do CGCTM 2018, foram diversas as Prefeituras, Entidades, Empresas e pessoas que trabalharam para a promoção e realização dos eventos. A todos elas nosso muito obrigado!

Mas não podemos deixar de fazer um agradecimento especial aos nossos “invisíveis e incansáveis trabalhadores” das etapas do CGCTM 2018. São eles:

Trilhas
Créditos: ClicRun

Equipe L&E Eventos Marketing Esportivo: Luis Leandro Grassel, Graziela Olszewski, Dieferson Umbelina, Duda Pires, Ivo Rohr, João Paulo Wildner Medina, Leonardo Berger, Leonardo Wink, Luis Felipe Soder, Márcio Reis, Nelia Teresinha, Patrícia Molz, Richard Klinger, Sara Dias, Victória Rocha, Walter Molz. Grandioso time! Responsável pelos percursos e sinalização; organização e entrega dos kits e premiações; staffs…e muito mais!

Enfermagem: Magda Chagas. Ela que cuidou de dezenas de atletas durante todas as etapas, com as suas “poções mágicas” e todo seu conhecimento.

Youmovin: Ivano Vargas e Luciana Vargas. Foram responsáveis por todas as inscrições das etapas!

3cTiming Cronometragem Eletronica: Clávison Zapelini e Clésia Mendes Zapelini. Eles vieram lá de Santa Catarina e ficaram responsáveis para organizar as classificações.

RP Sonorizações: Raphael e Patrícia. Responsáveis pelas fantásticas trilhas sonoras de cada etapa, que agitaram a galera.

ClicRun: Anelise Leite, Sérgo Gutheil, Alex Viana, Catiucha Rehbein, Daniela Souza, João Pedro Pedroso, Jon Hesse, Jonas Nunes, Max Peixoto, Muriel Plautz e Taís Zanotieli.  Essa galera é o máximo, eles ficaram durante horas e horas no sol, calor, chuva, barro…para registrar os nossos melhores momentos.

100Fôlego: Nédson Ferretto Meira. Quem não conhece ele?! Cara gente finíssima fez vídeos de todas as etapas e treinões do ano.

Baú do Esporte: Alex Sousa Vaz e Patrícia Zurchimitten Vaz. Casal querido por todos, sempre com os melhores produtos de vestuário, calçados…para os atletas.

Correndo com Andre Assessoria Esportiva: Andre Silva. Sempre filmando as etapas, motivando a galera, voltando pra dar força pros amigos!

Trekking RS: Jasmine Benato. Essa sou eu (risos) convocada pelo Luis para ser a Editora do CGCTM 2018. Ao final de cada etapa contei um pouquinho do que passamos pelos percursos. Das superações, conquistas, amizades…

Trilhas
Créditos: ClicRun

Juntos Fomos e Seremos + Fortes Sempre!! Vida longa ao CGCTM….

Ultramaratona Brasil 2018

Ultramaratona Brasil 2018

Nos últimos dias 17 e 18 de março foi realizada a Ultramaratona Brasil, na cidade de Caieiras – SP, com as modalidades 3, 6, 12 e 24 horas.

Ultramaratonistas de todo Brasil participaram dessa competição que teve como padrinhos os atletas Luciano Prado, recordista sul – americano da corrida 48 horas em pista, e Angélica Almeida, atleta olímpica e duas vezes vice-campeã da São Silvestre.

Foi uma prova organizada por ultramaratonistas para ultramaratonistas, ou seja, organização impecável e preocupada com os atletas, feita por Analu Shiota (atleta da seleção brasileira que participou do mundial das 24 horas no ano passado), Marcos Paulo Espírito Santo (ultramaratonista que também representou o Brasil em Mundiais) e Mariano Moraes (ultramaratonista e técnico da seleção).

A ultramaratona foi realizada na pista de atletismo do Ginásio de Esportes da cidade de Caieiras – SP – Estádio Carlos Ferracini.

O objetivo de uma ultramaratona desse estilo é percorrer a maior distância possível, no caso, o maior número de voltas na pista de 400 m, no tempo estipulado (3, 6, 12 ou 24 horas), dependendo da modalidade escolhida pelo atleta.

Ultramaratona

Tive o privilégio de participar dessa ultramaratona na modalidade 24 horas junto com grandes ultramaratonistas. Foi sensacional correr ao lado de atletas que eu só via e admirava pelas redes sociais e conhecer tantos outros que passei a admirar também.

O início dos treinos

A ideia já existia. Mas, para mim, tudo começou pra valer com um treino desafiador: correr de Blumenau a Itapema numa sexta-feira à noite depois do trabalho. O desafio foi proposto pelo treinador e ultratriatleta Daniel de Oliveira Rodrigues e por seu aluno e nosso parceiro de corridas Adilson Hertel. Aceitei!

Mochilas de hidratação preparadas, alimentação, vaselina sólida e pomada para evitar assaduras e bolhas nos pés… lá fomos nós. Saímos por volta de 22h00 da academia do Daniel, a Clínica Wellness, no centro de Blumenau. Planejamos duas ou três paradas em postos para tomar algo gelado e eventualmente comer alguma coisa extra ou ir ao banheiro.

Nossa primeira parada para alimentação foi por volta da meia noite em frente a um posto, que estava fechado. Comemos um pouco do que levamos e seguimos correndo. O Daniel ainda estava com fome e então paramos em um “cachorrão”, já em Gaspar. O Adilson e eu não quisemos comer, mas nós três bebemos uma cerveja. Hidratar com alegria também é importante! rsrs…

Seguimos correndo… saindo de Gaspar, passamos por Ilhota, até chegar na BR-101 em Itajaí um pouco antes das 3h00 da manhã. Paramos em um posto para banheiro e hidratação.

Seguindo pela BR-101, passamos por Balneário Camboriú quando começava a amanhecer. Paramos em mais um posto para ir ao banheiro. Os meninos comeram alguma coisa e eu tomei um café.

Por volta das 6h00, 6h30 estávamos subindo o Morro do Boi e logo pudemos contemplar aquela vista maravilhosa do mar de Itapema. Seguimos correndo até pouco depois do Posto da Polícia Rodoviária Federal, já em Itapema, onde completamos 72 quilômetros um pouco antes das 7h00 da manhã! Comemoramos felizes nosso feito brindando com um merecido caldo de cana bem gelado!

Mas, queríamos chegar até a praia. Nossos relógios já estavam sem bateria. Seguimos andando pelo acostamento da BR-101, quando uma amiga nossa, a Taíse, seu marido Marco e a filha deles, a Rafaela, passaram por nós buzinando e pararam logo a frente. Foi muito massa nos encontrarmos! Eles nos deram uma carona até à praia e seguiram sua viagem para Zimbros.

Foi um dos melhores banhos de mar da vida! Depois de passar uma noite inteira correndo, entrar naquele mar tinha sinônimo de recompensa, de alegria e de missão cumprida!

Misturamos, num único momento, as três melhores fontes de água e sal: suor, mar e lágrimas!

Ultramaratona

Completado esse desafio, tive a certeza de que poderia participar da prova na modalidade 24 horas.

Treinos intensos

Dali em diante, treinos longos praticamente todos os dias. Naquela semana seguinte ao desafio ainda não tão longos em razão do longão de 72km do final de semana.

Mas, nas duas semanas posteriores, as mais intensas, corri o acumulado de 380km. Foram treinos de 20km a 30km por dia, sendo que nas sextas-feiras, depois do trabalho, fiz uma maratona em cada uma delas. Começamos os treinos das sextas-feiras com o grupo de corrida da Wellness às 20h00 e depois continuamos correndo até completar os 42 quilômetros. Por incrível que pareça para a maioria, foi divertido demais!

Tiveram dias que tive que madrugar pra dar conta de cumprir os treinos. Contratempos de horários que me fizeram correr 25km das 4h20 às 6h45 da manhã. Outros que me fizeram dividir um treino de 30km em 15km matutinos e 15km noturnos. Treinos que corri quase a cidade toda e treinos que rodamos em circuito. Treinos no sol de rachar e treinos debaixo de chuva. Cada um deles fez parte dessa prova. Aproveitei cada um dos treinos com toda minha energia! Corpo e mente presentes o tempo todo!

Ultramaratona

Ultramaratona

Até que chegou a tão esperada semana da prova, com treinos mais curtos só até na quarta-feira.

Preparativos finais

Começava o frio na barriga… ansiedade e nervosismo por uma prova de tamanha importância.

Preparativos a mil: tênis, meias, roupa, viseira, alimentação, hidratação, caixas térmicas, kit primeiros socorros para unhas, eventuais bolhas e assaduras; lençol, travesseiro e toalha para ficar no alojamento da prova e barraca para termos um local para colocar tudo que precisávamos na beira pista.

Ultramaratona

Sexta-feira, 16-03, chegou o dia da viagem! Fomos em três no meu carro, revezando a direção, de Blumenau – SC até Caieiras – SP. A viagem foi bem tranquila e fomos os primeiros atletas a chegar. Um pouco depois chegou nosso amigo de Florianópolis, Cleverson Pohlod, que foi de avião até São Paulo. Arrumamos nossas coisas, deixamos a barraca montada e pegamos os kits da ultramaratona.

Ultramaratona

Logo depois saímos para jantar ali por perto e voltamos para o alojamento. Era uma sala grande com vários colchões onde ficamos com vários outros atletas.

Ultramaratona

Chegou o dia Ultramaranona Brasil 24 horas

Sábado, 17-03, chegou o tão esperado dia.

Fui tomar um banho e fazer meu café da manhã na cozinha do alojamento.

Os meninos foram tomar café numa padaria e comprar gelo para nossas caixas térmicas.

Logo que chegamos na pista, encontramos um dos maiores ultramaratonistas do Brasil, Urbano Cracco, que estava com sua esposa Mine Mizuno, com uma tenda ao lado da nossa barraca. Super simpáticos e queridos. Foram sensacionais conosco! Prazer imenso em conhecê-los!

Preparei os pés com vaselina nos dedos para evitar bolhas, passei pomada para assaduras por baixo das costuras do top e da bermuda, protetor solar, uma última ida ao banheiro e chegou a hora de ir pra largada.

Toda ansiedade e nervosismo ficaram para trás. Estava feliz demais e com um sentimento de serenidade, amor a gratidão! Amor pela corrida, pelo movimento do corpo e paz da mente, pelo dia lindo que estava… por tudo a minha volta! Gratidão por poder correr, por estar ali!

Ultramaratona

Largamos! A corrida fluía tão espontânea… tão natural… não fazia força… Pensei: “devo estar muito devagar”. Conferi meu relógio e estava mais rápido que o programado: pace de 5:30. Fiquei ainda mais feliz! E assim segui entre 5:30 e 6:00 nos primeiros 30km.

Perto das 13h00 a organização serviu massa para os atletas. Peguei meu potinho e garfo na beira da pista e segui andando e comendo. Parei para ir ao banheiro e logo voltei a correr.

O calor era intenso! Sol sem trégua!

O melhor “refresco” foi quando a Mine me ofereceu uma garrafa de água da torneira do campo de futebol para jogar na cabeça… que maravilha!

Ultramaratona

No meio da tarde apareceram umas nuvens de trovoada. Parecia que teríamos um alívio no calor e uma chuva pra refrescar. Mas, as nuvens se foram sem derramar uma gota sequer. E o sol voltou com tudo! Naquele momento já com um ritmo um pouco mais lento, mas seguia correndo bem e feliz!

No início da noite serviram um purê de batata delicioso. Ah, e nessa hora tinha energético também. Bom demais! Mas nada de parar!

Além da alimentação da prova, procurei me alimentar a cada hora e me hidratar de meia em meia hora mais ou menos. Teve até Heineken geladinha que deixamos nas nossas caixas térmicas! Hidratação da alegria… hehe… Mas só um golinho. E mais água!

Ultramaratona

Chegadas as primeiras 12 horas de prova: 22h00 e a primeira meta estava cumprida! Fazer 100 km até metade da prova. 101 km! Estava transbordando de felicidade e gratidão! Fiz uma parada para ir ao banheiro, trocar as meias e passar mais vaselina nos pés e pomada pra assaduras nas costuras do top e bermuda. Bebi suco de jabuticaba com água de coco e voltei pra pista.

O calor deu lugar a um ar fresco maravilhoso. A música na tenda da organização estava animada! Durante quase toda a noite os incansáveis staffs da prova dançavam ao lado da pista nos transmitindo toda energia possível. Foram sensacionais!

Por volta de 1h30 da manhã teve sopa de legumes. Mesmo esquema: potinho da mão e comendo na pista. Nada de parar!

Depois, durante a madrugada, não conseguia nem pensar em comer… mas sabia que precisava de alguma caloria… Nessas horas foi perfeito o “toddynho” que levei… hehe… uma bebida de cacau com whey sem lactose, parecido com um achocolatado mesmo. Foi ótimo!

Mais tarde o corpo pedia algo salgado. Foi a hora de parar pra fazer um pão com salame e queijo defumado! E um gole de Heineken pra acompanhar! Energias renovadas, mais água, mais suco e segue a prova.

Quando estava começando a amanhecer, troquei a camisa por uma seca e fiz uma liberação na musculatura da coxa que começava a dar os primeiros sinais de que precisava de atenção. Mais vaselina e “bora” pra pista (Obrigada, Jucian, pelo empréstimo do rolinho de massagem!)

O amanhecer foi extraordinário! Depois das cores do degrade, surgiu um céu azul, limpíssimo! Alguma voltas depois, já estavam servindo um café na tenda da organização.

O calor voltou com tudo! A lateral da coxa gritava! Mas em nenhum momento pensei em parar. Fiz algumas voltas caminhando… voltei a correr… colocava gelo por dentro da lateral da bermuda e bora lá!

Por fim, já estávamos quase todos caminhando e trocando experiências a cada volta. Alguns já tinham parado. Eram quase 10h00 quando combinamos todos de seguir caminhando juntos para a chegada da última volta das 24 horas. Quanta emoção!!! Completar a ultramaratona com tanta energia e alegria… não tenho palavras…

UltramaratonaUltramaratona

Que privilégio! Aprendi muito e me diverti muito também! Corri feliz e energizada! A energia de todos que torceram, de perto, e de longe, foi demais! Agradeço muito.

Minha meta pessoal, além do índice para o intercontinental (155km), era completar 166km (dobro do que fiz na Alemanha ano passado quando estava lesionada). Feliz demais por ter alcançado!!! Foram 172,6km no total na Ultramaratona Brasil 24 horas!

Ultramaratona

E tive ainda a honra de ir para o pódio como vice-campeã, com o 2.º lugar geral feminino!

Ultramaratona

Gratidão imensa é o sentimento que resume tudo que vivi nessas 24 horas!

Mas não acabava ali… hora de voltar pra Blumenau. Dirigir, mesmo revezando, depois da ultramaratona, não foi nada fácil. Juro que foi mais difícil que correr… hehe… mas fez parte da nossa prova! Foi tudo maravilhoso!

E a organização já está preparando a edição 2019, que será no mesmo local, e promete ser ainda melhor que a desse ano!