Torres del Paine

Em nossa viagem a Argentina, conhecemos Ushuaia e El Calafate, aproveitamos para comprar um passeio de El Calafate até o Chile, para conhecer um pouco da patagônia chilena, mais precisamente um lugar que sempre fez parte dos meus sonhos, Torres del Paine.

Da cidade de El Calafate até Torres del Paine são cerca de 260 km, ou seja, mais de 3 horas de viagem, por isso a condução saiu bem cedinho. O veículo utilizado foi um caminhão/ônibus 4×4 da empresa South Road, que é o mais indicado para estrada que utilizamos, de menor distância, pela Ruta 40.

Ao sair da Argentina rumo ao Chile foi necessário passar pela aduana argentina e posteriormente na aduana chilena, onde as mochilas passaram por scanner, ressaltando-se que não se pode ingressar no Chile com alimentos perecíveis, sob pena de multa.

O Parque Nacional Torres del Paine está localizado na Região de Magalhães ao sul da patagônia chilena e possui 227.298 hectares. Foi criado em 1959 e declarado Reserva da Biosfera pela Unesco em 1978, sendo famoso pelas formações rochosas dos picos do conjunto de montanhas, principalmente as torres de granito e os cuernos, ou “chifres”, que podem ser vistos de quase todas as áreas do parque, e em conjunto com os belos lagos, rios, a fauna e flora, criam uma paisagem deslumbrante.

No dia 27-12-2011 o Parque Nacional Torres del Paine sofreu as consequências de um incêndio que durou cerca de 10 dias e atingiu aproximadamente 7% de sua área, destruindo vegetações e matando animais. O vento existente na região contribuiu para o alastramento do fogo. Como a catástrofe foi de grandes proporções o parque ficou fechado por alguns dias.

Os troncos queimados, ainda presentes no local, são testemunhas  silenciosas dessa tragédia que destruiu milhares de hectares verdes. Mas, mesmo assim, a visão é linda e os caules secos passaram a integrar o cenário.

Torres del Paine

Torres del Paine

A preservação do parque é visível em todos os aspectos, havendo constante vigilância por parte dos guardas-florestais. Os visitantes devem respeitar as regras para evitar desastres ambientais. Por exemplo, em alguns locais é proibido o uso de fogareiro por haver alta probabilidade de incêndio. Descarte em locais inadequados, de produtos que possam poluir o ambiente, também são vedados.

Para ingressar no parque o visitante paga o valor de U$35,00 e pode lá permanecer por prazo indeterminado, só pagando novamente a taxa quando sair e quiser retornar. Nas palavras de nosso guia “pode ficar lá por quanto tempo quiser, pode até ficar para sempre”.

Entre setembro e abril é a melhor época para visitação ao parque, pois no inverno as temperaturas são abaixo de zero e com muitas nevascas, o que impede as atividades ao ar livre. Vale dizer, que mesmo indo nas épocas de temperaturas mais amenas, o corta-vento, o fleece, as roupas impermeáveis, o gorro, a luva, são itens indispensáveis.

O parque impressiona a todos pela sua beleza singular e é considerado um dos lugares prediletos dos aventureiros que adoram acampar e fazer trilhas.

Em alguns pontos do percurso víamos guanacos, que são camelídeos nativos das regiões áridas e montanhosas, mamíferos da família das lhamas e encontrados em grande número na região da patagônia chilena.

Torres del Paine

O lugar escolhido para o almoço não poderia ter sido melhor, próximo a uma queda de água que contracenava com as montanhas geladas ao fundo. Na verdade, nosso almoço era um lanche fornecido pela agência de viagem, mas muito saboroso. Fazer uma refeição em meio a natureza, no estilo piquenique, tem seu valor.

Torres del Paine

Durante o trajeto, ao nos aproximarmos do destino, da janela do ônibus, já era possível ver ao longe as famosas torres. Fizemos nossa primeira parada para apreciar as belas paisagens da patagônia chilena. Dentro de um contexto de montanhas geladas, tínhamos a primeira imagem das torres, embora ainda distantes.

Seguindo adiante fizemos uma parada na Laguna Amarga, aqui sim tínhamos uma visão perfeita das torres que são um dos cartões-postais do Chile. A Laguna Amarga completa a paisagem com todo o seu esplendor.

Torres del Paine

Torres del Paine

Torres del Paine

Essa lagoa de cor verde azulado, localizada nas encostas de Cerro Toro, recebeu esse nome devido ao alto pH. Presentes nessa lagoa estromatólitos de carbonato de cálcio, que são formações rochosas de carbonato de cálcio, encontradas em poucos lugares do mundo, como nos solares de lama e em algumas lagoas australianas.

Ver os picos de Torres del Paine bem de frente para a Laguna Amarga, proporcionou uma sensação de paz, alegria, satisfação, e a certeza de que um passeio maravilhoso estava só começando.

Uma breve parada no Mirador del Nordenskjold para admirarmos os Cuernos del Paine e o lago de cor verde azulado. O Lago Nordenskjold possui uma profundidade de 200 metros, o que permite a navegação e a prática de outras práticas esportivas.

A fauna e a flora são diversificadas, destacando-se vegetações coloridas que parecem flores e são características do local devido ao clima, consistindo numa espécie de arbusto bem rígido.

Torres del Paine

Torres del Paine

Torres del Paine

Nosso próximo ponto foi nas margens do belo Lago Pehoé, de águas cristalinas, localizado próximo à Villa Cerro Castillo. O lago de cor verde-esmeralda e a flora exuberante, com uma bela vista para os Cuernos del Paine, formam uma imagem paisagística espetacular.

Torres del Paine

Torres del Paine

Iniciamos uma caminhada próxima ao Mirador Cuernos. Nessa hora estava garoando e tinha um pouco de vento, mas nada que nos desanimasse ou tornasse a vista panorâmica menos bela. O guia explicou inúmeras coisas sobre tudo existente no local, porém, nessa hora ficou um tanto complicado para quem não entende espanhol.

Um caminho simples, mas de beleza paradisíaca, sempre com visibilidade para as montanhas geladas. As fotos mostram a beleza, mas a emoção de estar nesse lugar encantador é algo eletrizante. Os “Cuernos del Paine” são formações rochosas que parecem ter sido esculpidas.

Torres del Paine

A chuva deu uma trégua e seguimos nossa caminhada em direção a uma cachoeira: o Salto Grande, que tem 10 metros de altura. O vento frio continuava, motivo pelo qual o casaco e o gorro foram fundamentais.

A água originária do Lado Nordenskjöld flui com grande força em direção ao Lago Pehoé formando o Salto Grande. Suas águas são de um verde turquesa, que impressionam pela linda coloração. A queda de água em tons verde e branco deixa a imagem da foto fascinante.

Torres del Paine

Torres del Paine

Torres del Paine

O parque Torres del Paine tem belezas inexplicáveis, não só as torres de granito e os cuernos, mas sim toda a geografia com suas florestas virgens, os lagos de águas limpas e cores intensas, os animais silvestres, a gostosa sensação de sentir os ventos, dentre inúmeras outras coisas que tornam o lugar simplesmente deslumbrante.

Torres del Paine foi matéria recente das reportagens especiais do  Fantástico 360 graus. Confira:

Como podem verificar no mapa abaixo conhecemos apenas uma pequena parte desse lindo parque, pois nosso passeio foi somente de um dia, mas valeu a pena, ficando a vontade de retornar e explorar o que não foi possível conhecer.

Os aventureiros adoram esse lugar por ser possível fazer caminhadas de longa duração por mais de 250 quilômetros de trilhas, passando por planícies, margens de lagos, montanhas e geleiras. As duas caminhadas mais famosas são os circuitos W e O, que permitem chegar à base das torres.

Uma de nossas próximas aventuras será fazer os circuitos W e O, que consiste em trekking de 7 a 10 dias, exigindo preparo físico e disposição, mas certamente passar esse tempo num lugar tão espetacular será recompensador. Mas isso será matéria de uma próxima postagem.

Viajando de gol 1.0 pela América do Sul

Viajando de gol 1.0 pela América do Sul, escrito por nosso amigo Lucas Macalister, é a prova real que você não precisa muito para fazer aquela viagem dos seus sonhos, basta apenas ter vontade e realmente sair da sua zona de conforto.

Em dezembro de 2015 Lucas e mais dois amigos: Anderson Kovalski  e  Evandro Vogel realizaram um sonho, fazer uma Road Trip (viagem de carro) pela América do Sul, veja abaixo o seu relato de viagem.

Saímos de Novo Hamburgo/RS – Brasil a bordo de um Gol 1.0 com o objetivo de conhecer a maior quantidade de lugares em 30 dias, gastando o mínimo possível, os dias que parávamos para dormir eram na maioria das vezes em campings, postos de combustíveis e até mesmo em um lugar qualquer no meio do nada, foram poucas vezes que nos hospedamos de fato, cozinhávamos a nossa própria comida durante a viagem.

gol 1.0 pela América do Sul
Roteiro da Viagem

A viagem se tornou uma experiência bem roots, viajávamos como se fossemos caminhoneiros, falando em caminhoneiros, inúmeros deles nos ajudaram, ficamos sem gasolina em meio a Patagônia, os novos amigos caminhoneiros nos doaram querosene para colocar no carro 😂 no qual conseguimos rodar cerca de 30 quilômetros até o próximo posto.

Ushuaia na Argentina foi uma experiência incrível, aqueles picos nevados, o sol lá se põe às 22 horas e nasce por volta das 4:30 da manhã, estes são momentos únicos.

gol 1.0 pela América do Sul
Ushuaia/Argentina
gol 1.0 pela América do Sul
Ushuaia/Argentina

El Chaltén na Argentina, capital nacional do Trekking ficamos em um hostel na qual estava com lotação máxima e conseguimos lugar para acampar no pátio, a noite fomos socializar com o pessoal ao lado de uma lareira tomando um chimarrão, juntamente ali com o pessoal havia um cachorro Buldogue, este ficava o tempo todo querendo carinho, na parte de dentro estava quentinho, no lado de fora era muito frio. Ali também tinha um pessoal preparando os equipamentos para escalar no dia seguinte e um outro grupo cantando e tocando violão ao redor de uma fogueira.

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El Chaltén/Argentina
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El Chaltén/Argentina
gol 1.0 pela América do Sul
El Chaltén/Argentina

Saímos de El Chaltén com destino a Torres del Paine no Chile, lugar mais lindo de toda a viagem, lugar de trilhas com as melhores paisagens que já vi, lugar que acredito ser o mais indispensável para conhecer na Patagônia.

gol 1.0 pela América do Sul
Torres del Paine/Chile
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Torres del Paine/Chile
gol 1.0 pela América do Sul
Torres del Paine/Chile

Passamos por diversos lugares no caminho, estradas com paisagens magnificas, Bariloche linda demais. No dia 30 de dezembro vimos que daria pra passar o ano novo em Santiago no Chile, lembro que chegamos na Aduana Argentina/Chile pelas 18 horas e estava fechado, só pela manhã abriria, então acampamos ao pé do Vulcão Lanín, ao lado de um lago repleto de peixes e vários coelhos em volta das barracas. No dia seguinte levantamos atrasados, depois de nos ajeitar seguimos viagem rumo a Santiago.

Chegamos por volta das 23 horas no centro da cidade, não conhecíamos nada, diversas ruas bloqueadas por causa do ano novo até que um guarda viu que estávamos perdidos, abriu o bloqueio e deixou a gente estacionar perto da praça que teria os shows de fogos, o ano novo foi incrível, conhecemos muita gente e fizemos várias festas juntos pela cidade. Nos dias seguintes conhecemos a capital, Vinã del Mar e Valparaiso.

Era hora de partir para o Deserto do Atacama, chegamos em San Pedro de Atacama parecíamos que estávamos em Marte, lugar com uma geologia estranha, o deserto mais alto do mundo, clima seco, dias com calor de 40°C graus e noites com frio de 5°C graus, por falar em noite, lá é onde você verá o céu mais estrelado possível e é o lugar onde tem o a maior rede de telescópios do mundo, o ALMA. Encontramos um camping muito esquisito, parecia que estávamos num alojamento do exército no Iraque 😂, conhecemos pessoas de várias partes do mundo. O próximo destino era Cuzco no Peru.

gol 1.0 pela América do Sul
Deserto do Atacama/Chile
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Deserto do Atacama/Chile

Viajar de carro pelo peru é demais, campos e montanhas e vilarejos, uma imensidão de verdes e azuis, estar em Cuzco te deixa com um sentimento espiritual muito bom, sei lá, não sei explicar, a capital do império inca te insere num contexto cultural incrível. Numa certa noite resolvemos ir numa balada aos redores da Plaza de Armas no Centro Histórico de Cuzco, chegando lá encontrei um amigo da minha primeira viagem ao Peru, Welington Silva que estava com um grupo de brasileiros, no dia estava frio e deixamos nossos casacos em uma mesa junto com dois demais do grupo, quando decidimos ir embora nossos casacos aviam sumidos e com a chave do carro dentro😂 . Foi onde começou o desespero, não encontrávamos um chaveiro para nos ajudar, depois de dois dias com a ajuda do Harry Corrimayta, um amigo e proprietário do hostel que estávamos hospedados, conseguimos um chaveiro para fazer uma chave codificada.

gol 1.0 pela América do Sul
Cuzco/Peru
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Cuzco/Peru

Saindo de Cuzco com boas e mas lembranças a próxima parada foi o Lago Titicaca em Puno/Peru, lago navegável mais alto do mundo, onde o povo Uros vive até hoje em ilhas artificiais feitas de capim. Depois de conhecer bem o local o próximo destino era a Bolívia, na manhã de começar a viagem novamente pegamos nossas bagagens e colocamos no carro que estava estacionado em frente ao hostel, uma rua movimentada cheia de comerciantes na rua e andamos a pé até uma padaria para comprarmos nosso café da manhã, demoramos 10 minutos e no retorno começou o desespero parte 2, arrombaram nosso carro e roubaram nossas compras, notebook, um ipad e duas câmeras que eram uma @gopro e uma @nikon profissional com todas as fotos da trip que já eram milhares de fotos e vídeos dos mais de 20 dias percorridos.

Com todo o ocorrido ficamos desanimados, perdemos um dia na delegacia. Lá conhecemos inúmeras pessoas  que também haviam sido roubados, dentre eles estavam um casal de brasileiros, uma família de colombianos e um cara chamado Libardo Martinez estava fazendo uma viagem parecida, ele tinha passado pelo Salar de Uyuni na qual seria o nosso próximos destinos e nos falou que as condições das estradas até la eram péssimas e a partir daquele momento decidimos encerrar a viagem. Percorremos alguns locais da Bolívia sendo: a capital La Paz, Cochabamba e Santa Cruz de La Sierra, até chegarmos finalmente no Brasil em Corumbá no Mato Grosso do Sul e comer aquele Xis tudo para comemorar que havíamos conseguido sair da Bolívia depois de ter que pagar diversas propinas para que os policiais corruptos nos deixassem prosseguir para casa.

gol 1.0 pela América do Sul
Corumbá/Brasil

Fiz esse resumo da viagem para ficar guardado o que vivenciamos, foram 30 dias de viagem, mais de 18 mil quilômetros de muitos perrengues, mas não me arrependo de nenhum dia, conhecemos algumas das paisagens mais lindas que já havia visto.

Devido ao roubo de quase todas nossas fotos, restam restaram apenas recordações. Agradeço a os meus amigos de viagem que me aguentaram viajar junto com “poucas” brigas e também as pessoas que nos ajudaram pelo caminho. Desejo que este post inspire algumas pessoas a viajar, que mostre que não precisa o melhor carro, ser rico, ser formado, estar casado… para poder viajar.

“Existe um mito de que tempo é dinheiro. Na realidade, tempo é mais precioso que dinheiro. É um recurso não renovável. Uma vez que você o gasta, e se você o usou mal, ele se foi para sempre.” Neil Fiore.

*as fotos postadas são as poucas que conseguimos salvar em nossos celulares.

Conheça as trilhas da Terra do Fogo

Começamos o passeio pelo Parque Nacional Terra do Fogo no dia 17 de Outubro de 2017, nele pudemos contemplar alguns dos atrativos mais importantes do parque.

O Parque Nacional Terra do fogo possui uma área de aproximadamente 63.000 hectares e é banhado pelo Canal de Beagle, localiza-se a 12 quilômetros afastado da cidade de Ushuaia, sendo que apenas está disponível para uso público cerca de 3% de toda a área, nesta pequena parte que pudemos conhecer estão alguns dos atrativos mais importantes e belos do parque.

Atividades permitidas dentro do Parque Nacional Terra do Fogo:

Terra do Fogo

Dentro do parque está disponível quatro áreas de camping selvagem, sendo que em todos existem áreas já delimitadas para fazer a comida, é recomendável que você use seu fogareiro, caso não tenha esse equipamento, é possível fazer um pequeno fogo apenas para cozinhar seus alimentos.

Localização dos campings:

Camping 1 localiza-se ao lado do Rio Pipo;

Camping 2 localiza-se perto da Bahia Ensenada Zaratiegui;

Camping 3  e 4 localiza-se perto do Rio Lapataia.

Caso queira explorar o parque a pé, existe quatro caminhos demarcados para que você contemple da melhor forma possível toda a beleza desse enorme atrativo. Abaixo listamos alguns caminhos já demarcados e permitidos.

Caminho Pampa Alta

Neste caminho você percorre cerca de 4,9 quilômetros onde é possível contemplar o ponto panorâmico, o Canal de Beagle e o vale do Rio Pipo, o trecho começa perto da Bahia Ensenada, percorrendo um caminho até o Camping 1 do Rio Pipo.

Dificuldade: Média

Duração: Uma hora até o ponto Panorâmico

Caminho Costera 

Caminhada de 8 quilômetros pela costa marinha, cruzando florestas de Guindo e  Canelo, acesso pela Ensenada ou na junção do Lago Roca na Ruta 3.

Dificuldade: Média

Duração: Quatro Horas

Caminho Hito XXIV

Caminhada com cerca de 7 quilômetros pela margem do Rio Roca até  o limite internacional entre Argentina/Chile.

Dificuldade: Média

Duração: 3 horas ida e volta

Cerro Guanaco

Do alto do cume Guanaco é possível apreciar uma maravilhosa vista da Cordilheira Fueguina e suas turferas. É acessado pelo caminho Hito XXIV, depois de atravessar o Guanaco há um desvio sinalizado na direita. Toda a rota é em acessão por encostas íngremes, toda a trilha tem 8 quilômetros no total.

Dificuldade: Alta

Duração: 8 horas ida e volta

Caminhadas no setor de Lapataia

Terra do Fogo

Passeio na Ilha

Uma trilha com aproximadamente 600 metros de distância pelo Arquipélago Cormorantes, passando pelas margens do Rio Lapataia e Ovando. Boa oportunidade de observar aves aquáticas.

Dificuldade: Baixa

Laguna Negra

Trilha de aproximadamente 950 metros de distância, onde é possível ver uma Turfa em formação.

Dificuldade: Baixa

Mirador Lapataia

Um caminho de aproximadamente 1 quilômetro que leva ao Turbal, podendo ser uma boa alternativa para acessar a Bahia Lapataia, transitando por um bosque de Lenga.

Del Turbal

Circuito alternativo para a Ruta 3 e acessa a Bahia Lapataia. É possível observar antigas moradias de castores rodeados de Turfas. Se conecta com o caminho que leva a castorera.

Distância: 2 km

Dificuldade: Baixa

Castorera

Com distância de 400 metros ida e volta a reserva de Castores, é possível acessar pela Ruta 3 e rastrear o caminho dos castores pelo lado direito, vendo assim o impacto causado por esta espécie exótica.

Dificuldade: Baixa

Caminho de la Baliza

Caminho com 1,5 quilômetros de ida e volta, onde é possível ver um farol, localizado no limite da reserva natural, podendo ver também uma Castorera ativa.

Dificuldade: Baixa

Na nossa visita ao Parque Nacional Terra do Fogo, contemplamos inúmeras paisagens, sendo de montanhas geladas, trilhas em meio a bosques verdejantes, caminhamos também pelas passarelas da Bahia Lapataia que possuem uma vista de tirar o fôlego e percorremos no passeio de 40 minutos aproximadamente no Trem do Fim do Mundo.

Abaixo você poderá ver as nossas melhores fotos desse atrativo turístico tão magnífico de Ushuaia.

Terra do Fogo
Estação do Trem do Fim do Mundo – Ferrocarril Austral
Terra do Fogo
Laguna Verde

Terra do Fogo

Terra do Fogo
Bahia Lapataia
Terra do Fogo
Bahia Lapataia
Terra do Fogo
Bahia Lapataia – Puerto Arias
Terra do Fogo
Senda del Mirador
Terra do Fogo
Trem do Fim do Mundo

Lutz Eichholz o aventureiro monociclista

Você já deve ter ouvido falar de Lutz Eichholz, nascido na cidade de Kaiserslautern na Alemanha, este aventureiro é conhecido por ser campeão mundial por quatro vezes, usando um monociclo.

Lutz gosta de praticar o seu esporte em terreno alpino, sempre à procura de novos obstáculos e desafios. Já percorreu inúmeros lugares ao redor do mundo, dentre todos estes lugares, destaca-se principalmente as montanhas da Malásia, Suíça, Itália, Marrocos, Alemanha, Nova Zelândia, Islândia e Irã onde aqui, realizou um feito inédito. Bateu o recorde mundial descendo a montanha Monte Damavand de 5.671 metros.

Apesar dos enormes problemas com a atitude, lesões e a instabilidade da equipe e do tempo entre 40° e -7° célsius, Lutz Eichholz foi incrível, batendo o recorde de descida da montanha. Nunca antes alguém com um monociclo tentou descer uma montanha tão alta.

“Em alguns pontos eu me senti tão ruim que eu pensei que teria que desistir. No entanto, este projeto é tão importante para mim que eu consegui superar meus limites ainda mais do que o esperado “. Lutz Eichholz

Lutz Eichholz

Sua última aventura aconteceu no deserto mais seco do mundo, o Atacama, no Chile. Juntamente com o montanhista Tobias Kleckl e sua namorada Giulia Tessari o objetivo era escalar uma montanha de 6000 metros em Passo San Fransisco e depois descer usando seu monociclo.

Eles tentaram 4 vezes, mas cada vez falhava algum de seus equipamentos, devido à natureza áspera da região. Depois de tantas tentativas Lutz e seus amigos entenderam que não era o momento certo.

Enquanto estava ali a mais de 4000 metros, Lutz encontrou a inspiração para um novo objetivo: encontrar a linha perfeita no deserto de Atacama. subiu então no seu monociclo e começou a decida, enquanto ele descia, Giulia capturava as belas imagens e vídeos com sua câmera e o resultado é um filme impressionante chamado de”La Linea Perfecta”(A linha Perfeita).

Para saber mais sobre as aventuras de Lutz Eichholz, acesse sua pagina na internet, através deste link.

Trekking Torres del Paine nos circuitos W+O

Trekking no Parque Nacional Torres del Paine – Circuito Completo (W+O)

Primeiro dia:

Portaria Laguna Amarga até Camping Seron.

O dia começou cedo com uma trip de ônibus de pouco mais de 4 horas, partindo de Puerto Natales até a portaria do parque na Laguna Amarga. Fizemos nosso registro, pagamos as taxas, assistimos uma rápida palestra, que nos informou de tudo o que poderíamos e não poderíamos fazer no parque. Cabe um alerta aqui: a fiscalização é extremamente rigorosa com quem vacilar. São restrições quanto a locais de acampamento e mais importante que isto, quanto ao uso do fogo.

Cumprindo o rito necessário, estávamos liberados, eu e o Filipe, para começar nossa jornada de 8 dias pelo circuito completo.

Andamos uns 500 metros, se não estou errado e chegamos em uma ponte que eu apelidei de “a ponte mágica” pois é nela que aparentemente a coisa começa verdadeiramente.

Primeiro dia começamos com todo o gás e com as mochilas igualmente com todo o gás, ou melhor, com todo o peso..kkk… O tempo ajudou bastante, tinha um sol e a temperatura estava agradável.

Neste dia a trilha é bem tranquila com poucas subidas e um visual alucinante do Rio Paine sempre nos acompanhando ao lado.

Com pouco mais de 6 horas de trekking, algumas paradas para lanche e para curtir o visual, chegamos ao Camping Seron que estava bem vazio. Montamos acampamento e tratamos de jantar e  por volta das 22 h e 30 min com luz ainda, caímos para dentro da barraca.

Os dias na Patagônia durante o verão são muito longos e isto é um fator favorável para o trekkking. Pode-se estender o dia e ficar despreocupado com problemas relativos tais como o trekking noturno. Neste dia andamos  17 quilômetros.

Segundo dia:

Camping Seron até Refúgio Dickson

Começamos a caminhada por volta das 9 h e 30 min, após uma noite de ventos fortes que atrapalharam um pouco o sono. Por volta das 12 h e 30 min chegamos em um refúgio de Guarda Parques, onde fomos autorizados a cozinhar (é proibido fazer qualquer tipo de fogo na trilha e isto inclui fogareiros). Depois de ter cozinhado os alimentos, ficamos ali descansando e trocando algumas ideias com o guarda parque, gente finíssima e por volta das 14 horas, colocamos os pés na trilha novamente e mantivemos até às 17 h e 30 min, quando chegamos no Dickson.

Neste dia andamos 19 quilômetros.

Terceiro dia:

Refúgio Dickson até Camping Los Perros

Depois de uma noite mais tranquila por conta de estarmos melhores abrigados do vento,  sem pressa, começamos o trekking por volta das 10 h e 30 min, pois sabíamos que a distância era menor, tendo apenas uma subida constante que no final do dia, um aclive de 150 até 550 metros acima do nível do mar. Bem tranquilo, chegamos a Los Peros um pouco depois das 16 horas. Neste dia não paramos para almoço, apenas fomos beliscando algumas guloseimas e dando pequenas pausas de descanso.

Neste dia andamos 13 quilômetros.

Quarto dia:

O quarto dia! Esse sim, considerado o mais difícil e de fato foi assim.

Estávamos cientes que este seria o dia mais cascudo e por conta disto começamos mais cedo,  pouco depois das 8:30 já estávamos a caminho do topo do Paso John Gardner que fica a uma altitude de 1200 metros. Foram quase 5 quilômetros só de subida, primeiro num bosque e logo em seguida a paisagem foi mudando. Começou a aparecer neve entre as árvores e depois somem as árvores e o que se tem é apenas uma montanha com muita pedra solta, neve e vento forte. Demoramos cerca de quatro horas para alcanças o topo e avistar pela primeira vez o fantástico Glaciar Grey.

Quando você pensa que o pior já passou, vem a interminável descida, sempre acompanhada de ventos impetuosos que nem sempre sopram na mesma direção, fato este, que exige sempre muita atenção para não ser arremessado para algum lugar perigoso.

Por volta das 14 horas, chegamos finalmente no Camping Paso, que não era nosso destino final. Paramos ali apenas para almoçar e um descanso de pouco mais de uma hora. Neste ponto, por conta da falta de bastões de caminhada, meu joelho direito já estava detonado e só foi piorando até o final da trilha que neste dia só terminou às 19 h e 30 min. É como se diz aqui no Rio Grande do Sul: cheguei na “capa da gaita”, mas cheguei. Kkkk Ver o Refúgio Grey foi uma felicidade só, depois de tudo que passamos.

Tirando o perrengue, este é um dos dias de visuais mais alucinantes por conta do Paso John Gardner e do Glaciar Grey, sempre nos acompanhando do lado direito. No Refúgio Grey, começamos  o caminho W do circuito, já conseguimos ver bem mais pessoas nas trilhas e nos pontos de parada.

Distância percorrida:  16 quilômetros, com um acumulo de subida de 1.450 metros e um acumulo de descida de 1.920 metros.

Quinto dia:

Refúgio Grey até Acampamento Italiano

Já refeitos, graças ao bom Deus, desmontamos o acampamento, tomamos um café reforçado e colocamos os pés na trilha novamente. Passava das 8 h e 30 min quando começamos a caminhada e andamos tranquilamente até o Refúgio Paine Grande, onde paramos para almoçar e descansar um pouco.

Seguindo em frente, devagar e bem tranquilos, pois a trilha tem poucas variações de aclive e declive, embora ela seja longa. Chegamos ao nosso destino quase 20 h e 30 min ainda com o céu claro.

Distância percorrida:  19 quilômetros.

Sexto dia:

Acampamento Italiano até Refúgio Los Cuernos

O sexto dia começa com um ataque até o mirante Britânico, passando pelo Vale Del francês.  Cerca de 3 horas de caminhada para subir, é um bate e volta. Por isso, deixamos todo nossos equipamentos no Camping Italiano e subimos apenas com uma pequena mochila com lanche e água. Nesta brincadeira subimos e descemos  800 metros em pouco mais de 11 quilômetros no total. Tanto a trilha do vale como do mirante são muito lindas e valem as 6 horas deste bate e volta.

Chegando de volta ao Camping Italiano, tratamos de almoçar e colocar os pés na trilha para completar o dia, chegarmos ao nosso destino final: o Refúgio Los Cuernos, distante 5.5 quilômetros do Italiano.

Este dia, ou melhor, esta noite,  quando chegamos no Los Cuernos, devido a lotação com acampamento, nós tivemos muita dificuldade de encontrar um local legal para acampar. Depois de muita procura, encontramos um lugar aparentemente ruim, numa baixada dentro de um pequeno bosque e bem ao lado de uma montanha de galhos de árvores que foram podados. Coisa do destino ou a mão de Deus, como gosto de dizer, foi a nossa sorte, pois nessa noite rolou um vento monstruoso e quase que o tempo todo. Quando foi pela manhã, ao irmos fazer o nosso café no refúgio,  ficamos sabendo que a galera que estava acampada no lugar “bom” tinha passado pelo maior perrengue. Era barraca voando, vareta quebrando e muitos tiveram que correr para o refúgio no meio da noite e ficar por ali amontoados no chão. Ainda bem que não choveu e nem rolou neve.

Distância percorrida:  16.5 quilômetros.

Sétimo dia:

Refúgio Los Cuernos até Acampamento Torres

Neste dia, lembro de ter acordado com uma dor no coração por saber que a nossa aventura estava se encaminhando para o seu final. Enrolamos um monte para sair e começamos nossa jornada às 11 horas da manhã.

A trilha é longa e como de costume, tudo é muito lindo e selvagem, uma subida constante que começa suave e vai ficando mais complicada, a medida que vamos nos aproximando do Acampamento Chileno, onde paramos para almoçar e depois seguimos em frente até o objetivo final: Acampamento Torres, onde chegamos por volta das 20 h e 30 min.

Esse camping é, para mim, o mais “roots” numa atmosfera meio hippie. Pouca estrutura e os guarda parques tinham outra “vibe”, se é que dá para entender, não que fosse um acampamento de doidão, nada disto. Era o astral da galera mesmo. Foi o lugar que mais curti neste sentido.

A distância percorrida neste dia foi 17.3 quilômetros e um acumulo de subida de 1.350 metros aproximadamente.

Oitavo dia:

Acampamento Torres até Hotel Las Torres

O último dia começou com tempo fechado e uma chuvinha fina, fato que me desmotivou de subir até o mirante das Torres.  Fiquei pelo acampamento, algo me dizia que não valeria a pena ir até lá. O meu brother de indiada Filipe, resolveu arriscar e deu com os burros na água. De fato, estava fechado e não deu para ver nada das torres.

Desmontamos o acampamento, tomamos um café reforçado e demos início a nossa derradeira ladeira abaixo, e em pouco mais de 3 horas completamos o trilha até nosso destino final que era a luxuosa Hosteria las Torres, local de onde pegaríamos um ônibus de volta para Puerto Natales.

Distância percorrida: 8 quilômetros.

Considerações finais:

O circuito completo (W+O) é realmente algo fantástico em todos os sentidos. Foram cerca de 110 quilômetros com vistas únicas. Sem sombra de dúvidas o circuito Torres del Paine é a Meca do trekking na América do Sul, tinha gente de todos os lugares do mundo, e isto também é uma experiência interessante.

O clima é uma incógnita sempre. Num mesmo dia pode rolar de tudo mesmo. A única constante mesmo é o vento, sempre forte a muito forte…kkkk

Vou ter que voltar lá um dia qualquer, pois não consegui ver as Torres em virtude do tempo ruim. Alguém topa? Hahaha

Dicas:

Indispensável levar bastões de caminhada. Passei perrengue por falta deles.

Dentro do parque tudo que você for comprar é muito caro, portanto, é recomendado um bom planejamento do que diz respeito às refeições.  Levamos alimentos liofilizados, frutas desidratadas, castanhas do Pará, aveia em flocos, leite em pó, café e suco Tang. Essa foi a base de nossa alimentação. Tudo pensado para diminuir o máximo o peso da mochila cargueira.

Fizemos em oito dias, mas vou dizer que é bom ter mais um ou dois dias para poder aproveitar melhor a viagem, fazendo mais paradas, ou ainda, no caso da trilha estar fechada por mau tempo, não correr o risco de perder voo e assim por diante.

Veja todas as fotos desse trekking em Torres del Paine nos circuitos W+O:

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Patagônia, um sonho de criança!

Patagônia, um sonho de criança!

Todos nós temos algum sonho guardado na memória, eu não sou diferente, desde muito jovem pratico atividades ao ar livre, com o passar dos anos a paixão pela natureza em si só tem aumentado. Quando criança adorava sair caminhar pelo interior, pelas matas e rios na região da serra gaúcha, com o passar do tempo, eu percebi o quanto tenho apreço para as coisas simples da vida.

Não sei dizer a quanto tempo tenho a região patagônica dentro da minha cabeça, lugar de incalculáveis belezas naturais. Quando abro o navegador da internet, e vejo as fotos deste lugar tão incrível, logo me imagino nesta imensidão, caminhando pelas trilhas, explorando todo o dia um lugar diferente. Sonho tão intenso este, que seria o lugar onde gostaria de morar. Muitas pessoas que conheço e converso, sempre dizem que tem dúvidas sobre o lugar onde elas querem viver quando se aposentarem, sempre existem duas possibilidades, morar na beira do mar ou em uma casa na beira do lago, no interior de uma cidadezinha pouco badalada, eu já prefiro sonhar e almejar morar na Patagônia.

Como posso ser atraído por um lugar que nunca estive e ter tanto carinho e apreciação por um lugar tão inóspito e de beleza tão pura, a cada ano que passa minha vontade de ir e explorar estas terras só aumenta. Muitas pessoas me perguntam o motivo dessa paixão, não sei explicar, só sei que vou ir, sei que esse sonho está próximo e logo se tornará realidade.

Por algum tempo venho acumulando fotografias, relatos de amigos que fizeram viagens para lá, e muitas outras informações sobre toda a região da Patagônia, compartilho com vocês aqui um pouco da minha paixão!

Abaixo as fotos que me inspiram:

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Esse vídeo feito pela produtora LoungeV, mostra essas paisagens em uma qualidade surpreendente, com 4k de resolução.

Com uma natureza mística e atraente, a região tem de sobra diversidade e beleza que impressionam até mesmo aos mais experimentados.
Na região dos Andes, reinam os esportes de inverno, a pesca esportiva, a navegação por glaciares milenares, trekking por gelos continentares, acampamento, escalada, montanhismo, na qual, a ritmo forte, cresce uma impressionante oferta para o turista: hotéis de até 5 estrelas, estâncias, simples ou luxuosas pousadas, refúgios e cabanas.

Ao leste, a costa atlântica atinge sua máxima glória na Península Valdez , espécie de mega zoológico natural ao que os elefantes marinhos, os pinguins, os lobos do mar e, sobretudo, as baleias francas austrais, chegam a cada ano para acasalar ou ter suas crias.

No extremo sul, no fim do mundo e separada do continente, sobressai a Ilha Grande da Terra do Fogo, com seus parques e centro de esqui, também ponto de partida para cruzeiros a Antártida.

É possível praticar as seguintes atividades em toda a Patagônia: pesca, esqui, montanhismo, cavalgadas, trekking, caça, golf, excursões em 4X4, navegação, observação de flora e fauna, mergulho, safáris fotográficos, visita a grutas rupestres, parques nacionais, glaciares, fósseis de dinossauros, bosques de árvores únicas no mundo, inclusive petrificadas, museus, estâncias de campo, etc… E sem falar no excelente mundo gastronômico que você vai desfrutar depois de um extasiante dia de aventuras na Patagônia.

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Se você gosta de colocar a mochila nas costas e desbravar o mundo, veja a seguir uma das diversas trilhas que podemos fazer nesse lugar tão mágico.

Huella Andina:

Huella Andina (Pegada Andina) é a primeira trilha de grande trajeto da Argentina e abrange um total de 577 km. Une Villa Pehuenia e a zona do Lago Aluminé, em Neuquén, com a área de Baguilt, na província de Chubut. Passa pelas imediações das localidades de Junín de los Andes, San Martín de los Andes, Villa Traful, Villa La Angostura, San Carlos de Bariloche, El Bolsón, Lago Puelo, Epuyén, Cholila e Esquel. Um percurso que atravessa, ainda, os parques nacionais Lanín, Nahuel Huapi, Arrayanes, Lago Puelo e Los Alerces, reservas provinciais, terras estatais e privadas.

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O silêncio que reina na trilha é interrompido somente pelo cantar dos pássaros e pela queda d’água de alguma cascata refrescante que convida ao descanso. A imensidão da paisagem torna cada passo uma oportunidade para contemplar a beleza da natureza, para sentir a brisa fresca da Patagônia no rosto e simplesmente, respirar o ar mais puro. Todas as trilhas conduzem a um lugar: o reencontro consigo mesmo.

Para a montagem da rota central foram utilizados caminhos e trilhas preexistentes, com o intuito de valorizar os recursos naturais e culturais por meio de uma atividade de baixo impacto ambiental. Os trechos da trilha conectam as principais localidades turísticas da área, garantindo a disponibilidade de serviços de hospedagem e outros serviços turísticos de todo tipo.

Algumas fotos da trilha Huella Andina:

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Como chegar a Patagônia:

Localizada na América do Sul, a Patagônia possui ótima conectividade tanto por via aérea quanto terrestre e marítima.

Por via aérea:
De Buenos Aires, capital da República Argentina, saem voos a todos os destinos turísticos da Patagônia com alta frequência diária. Atualmente as companhias aéreas que conectam o sul argentino são: Aerolíneas Argentinas, LAN Airlines, Andes Líneas Aéreas.

Por terra:
Com carro particular: o trajeto mais conveniente para chegar à Patagônia dependerá do ponto de partida. Existem duas rodovias extensas que atravessam a região de norte a sul – a Ruta Nacional Nro 3 e a Ruta Nacional Nro 40 . Na seção de Circuitos sugerimos alguns percursos tomando estas rodovias como eixo. Deverá levar em consideração que, se for transitar pela região no inverno, as estradas costumam estar nevadas, motivo pelo qual será preciso tomar as precauções pertinentes.

Para informar-se sobre o estado das rodovias, sugerimos acessar: www.vialidad.gov.ar

De ônibus:
Existem múltiplas opções para chegar à Patagônia utilizando ônibus de longa distância. Há uma grande quantidade de empresas que conectam os destinos da região saindo de todas as cidades do país. Também é grande a oferta de serviços entre localidades patagônicas, o que permite conhecer vários destinos em uma mesma viagem.

Por mar:
Uma opção que oferece uma perspectiva diferente da Patagônia são os cruzeiros turísticos. Há uma grande variedade de opções para embarcar em um navio em Buenos Aires ou no Chile e visitar diversos portos da região, tendo acesso aos atrativos turísticos dessas localidades. No verão pode-se chegar inclusive à Antártida

Expresso Patagônico – La Trochita

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O Velho Expresso Patagônico é um trem de rastro estreito, estilo Decauville. Chegou a Esquel no ano 1945 e suas locomotoras datam de 1922. Alguma vez cumpriu uma função social e comercial; hoje é parte de um circuito turístico que valoriza o patrimônio ferroviário da Argentina. Seu traçado tem 400 km de extensão e comunica as cidades de Ing. Jacobacci, no Estado de Rio Negro com Esquel, no Estado de Chubut.

A locomotora empreende a marcha e enquanto os trilhos se afastam das montanhas, a paisagem da Patagônia rural ganha um lugar predominante. O percurso termina, 18 km depois, em Nahuel Pan, onde uma comunidade mapuche-tehuelche o recebe no Museu das Culturas Originarias e na Casa das Artesanais. A volta será por volta do meio-dia, junto a um chocolate quente no belíssimo carro-bar em ‘La Trochita’, um trem onde viajam passageiros… e lendas.

Dados úteis: Durante o verão o trem sai às quartas-feiras e aos sábados; no inverno, somente aos sábados. Em ambos os casos tem uma única frequência diária. Para saber acesse Patagônia Express.

Se você busca uma conexão a mais com a natureza e consigo mesmo, este é o seu lugar, descubra!

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 Veja também: Greater Patagonian Trail – A trilha mais longa da América do Sul

Texto: Luís H. Fritsch

Atacama – Carol & Dudu (Seguidores de Pachamama)

Atacama – Carol & Dudu (Seguidores de Pachamama)

Nosso mochilão a San Pedro de Atacama iniciou por Santiago no Chile, pois foi a forma mais econômica que encontramos na época. Fomos de milhas aéreas até Santiago e lá pegamos um bus rumo a San Pedro. Planejamos ficar 4 dias pois este destino é caro para mochileiros, os dias foram suficientes pra conhecer muitas coisas e sem correria. San Pedro do Atacama é uma cidadezinha pequena que vive do turismo, pode ser percorrida toda a pé; possui bons restaurantes, pubs, lojas de artesanatos sofisticados e souvenirs.

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Foto: Arquivo pessoal

Dicas gerais: Leve protetor solar, colírio, soro para o nariz, hidratante de corpo e labial para evitar desconforto, pois o clima é muitíssimo seco. Masque coca sempre que puder, pois é melhor evitar o mal da altitude a perder o passeio. Prove comidas locais, sorvete de coca, pepino fruta, cerveja artesanal. Tenha dinheiro trocado, pois todos os locais cobram entrada à parte dos pacotes contratados. Se for estudante, leve sempre sua carteirinha.

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Foto: Arquivo pessoal

 

A linha Tur Bus é o melhor custo beneficio, parte da estação central de Santiago e depois de 24 horas chega a San Pedro de Atacama. Os ônibus têm banheiro disponível durante a viagem, sistema de vídeo, e é oferecido um pão com presunto e queijo a noite e pela manhã. A estrada é muito bonita e vale ser contemplada. Você também pode chegar a San Pedro de Atacama iniciando por Calama e continuar a viagem indo de bus ou carro alugado.

Vários são os hostels onde vc pode ficar, todos com características peculiares e preço para todos os bolsos. Ficamos no LASKAR (próximo ao cemitério e com vista para o vulcão Lincancabur), o mais barato na época (US$18), quarto para 6 pessoas, 2 banheiros coletivos, cozinha com utensílios e internet.

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Foto: Arquivo pessoal
Atacama
Foto: Arquivo pessoal

Para comer em San Pedro é um pouquinho mais caro para mochileiros habituados a não gastar. Uma refeição sai em média por pessoa CLP$6.000 almoço (entrada, prato principal e sobremesa), comemos na rua da Northface em um restaurante mais escondidinho por CLP$4.500 prato do dia. O jantar sempre é mais caro, sendo em torno de CLP$15.000, cerca de R$ 80 reais por pessoa. Para quem gosta de cozinhar, é possível comprar comida nos mercados e na feira agrícola na frente do cemitério.

Para conhecer os locais mais bonitos você vai precisar se deslocar e dependendo do seu tempo disponível, fazê-lo a pé ou de bike fica impossível de ver tudo, assim considere contratar passeios com agências. São quatro os lugares mais fascinantes: Vale da Lua, Lagunas Altiplánicas, Geyser del Tatio, Laguna Cejar.

Você pode contratar conforme sua necessidade, um, dois, ou todos, e se pegar com a mesma agência, sempre tem um descontinho… Ficar pechinchando, neste caso é só perda de tempo, pois a diferença de valores é mínima, e como eu disse, o desconto bom se consegue pegando tudo junto. É possível alugar bike e pegar um mapinha dos locais com os guias (o único que aconselho ir de bike é o Vale da Lua). Nós fechamos com a Grado 10, pois eles sempre ofereciam refeição e horários diferenciados, em alguns passeios, ficam nos locais até o por do sol (algo que sempre buscamos nas nossas viagens). Fazem o transporte em um caminhão alto, e em certos trajetos, você pode ficar no teto. Os passeios são sempre realizados no início da manhã e no meio da tarde para evitar o sol mais forte.

Dia 1: Vale da Morte e Vale da Lua (O passeio contratado de forma individual é CLP$15.000), cerca de R$ 80 reais

É o local mais próximo da vila. Você vê as formações areníticas de cor vermelha e branca o que dá nome aos locais. Caminha por pequenos túneis formados pelo intemperismo. O Vale da Lua é o point para ver o por do Sol.

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Foto: Arquivo pessoal

Dica: Alugue uma bike e faça você mesmo. Leve um vinho, suco, lanchinho; ache um canto vazio e desfrute do horizonte…

Dia 2: Lagunas Antiplanáticas e Salar de Atacama (O passeio contratado de forma individual é CLP$40.000), cerca de R$ 224 reais.

O local onde visitamos as lagunas é um parque com trilhas demarcadas e você deve respeitar e não pisar fora da marcação. As lagoas que você vê são interligadas de forma subterrânea, sendo resultado de seguidas erupções vulcânicas. Nosso passeio saiu bem cedo pela manhã, para tomar café no local (tri alto astral) assim, quando os outros grupos estavam chegando e enchendo o parque, nós já estávamos indo embora…

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Foto: Arquivo pessoal
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Foto: Arquivo pessoal

Depois, fomos conhecer o Salar de Atacama, ótima oportunidade para entender a geografia e a biodiversidade do local, além de poder fotografar dezenas de flamingos.

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Foto: Arquivo pessoal
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Foto: Arquivo pessoal

Dica: As Lagunas Antiplanáticas estão há 4.160 metros acima do nível do mar. então se puder mascar uma folhinha de coca ou tomar um chazinho, faça… vale a pena se prevenir à ficar mal no ônibus e não poder curtir o passeio.

Na tarde do mesmo dia visitamos as lagoas: Laguna Cejar e Ojos Del Salar (O passeio contratado de forma individual é CLP$20.000), cerca de R$ 112 reais.

Sabe aquelas piscinas em que vc fica boiando e não afunda, tipo no Mar Morto… sim é neste passeio. A quantidade de sal na água é tremenda que você fica completamente branco ao sair… Este local é um parque particular aberto ao publico, assim, possui um local de banho para se limpar.

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Foto: Arquivo pessoal

No mesmo passeio, também visitamos duas lagoas de água doce no meio do deserto, lá o pessoal brinca de salto e aguarda o pôr do sol.

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Foto: Arquivo pessoal
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Foto: Arquivo pessoal

Dica: A piscina de sal maior esta se degradando, então respeite a orientação de não se banhar. Vamos preserva para continuar tendo o que visitar…

Dia 3: Geyser del Tatio (O passeio contratado de forma individual é CLP$ 35.000), cerca de R$ 196 reais.

Quer sentir a emoção de estar em um terreno com atividade vulcânica… este é o lugar certo. Os Geysers lembram desenho animado onde as pessoas eram arremessadas pela pressão de vapor. Neste local tem também piscinas termais que você pode aproveitar, é algo bem inusitado e não tão quente assim…

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Foto: Arquivo pessoal

Dica: Vá pela manhã bem cedo, pois é o pico de atividade dos Geysers. Se agasalhe, pois faz baixas temperaturas.

Dia 4: Salar de Tara

Este passeio faz um tour pelo deserto propriamente dito, passando por formações areníticas muito bonitas, lagoas de sal e paisagens pitorescas. Normalmente inclui café da manhã e almoço no deserto.

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Foto: Arquivo pessoal

Dica: Se você realmente tem tempo sobrando faça. O fato é que este passeio é pago separadamente, nem todas as agências realizam, e é mais caro se comparado aos outros (+ ou – CLP$40.000), cerca de R$ 224 reais. Quem não puder não fique triste, pois no fundo você está vendo deserto o tempo todo entre um passeio e outro.

Relato escrito por: Carlos Eduardo e Ana Carolina
Data do Relato: Fevereiro de 2014

A trilha mais longa da América do Sul

A trilha mais longa da América do Sul

Esta é a primeira trilha de longa distância na América do Sul com 1.500 quilômetros no total, leva  ao coração do lendário Andes Patagônicos. É uma trilha belíssima e diversificada que atravessa campos e rochas vulcânicas, vales andinos idílicas, cadeias de montanhas cobertas de neve, florestas verdejantes, lagos azuis profundos e alguns rios.

A trilha Greater Patagônia não é uma pista oficial que foi planejada e criada por uma agência do governo. É melhor: é uma compilação das mais belas e diversas trilhas, estradas secundárias e de sessões transversais do país através dos Andes Patagônicos selecionados por um andarilho apaixonado.

Duração:

A trilha completa pode ser caminhada em uma temporada de verão e requer aproximadamente 90 a 120 dias, se andar com um ritmo moderado. Este inclui alguns dias de descanso, reabastecimento e viagens de ônibus.

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Mapa The Greater Patagonian Trail

Melhor Temporada:

Se você pretende caminhar toda a trilha na seqüência correta e iniciar com o ponto 1 você deve ir depois no mês de Dezembro.

Nas primeiras seções vários rios e passes de alta montanha precisam ser cruzados. Cuidar o nível das águas dos rios, pois a neve está derretendo e pode fazer as travessias serem difíceis e perigosas até o início de Dezembro. Portanto sair antes de Dezembro pode colocá-lo em risco ao atravessar rios ou atravessando ainda partes cobertas de neve. Mas se deixar para depois de Dezembro você pode ser surpreendido pelos fortes ventos do inverno antes de chegar ao fim da Greater Patagonian Trail.

Licenças para a entrada e taxas:

Quase toda a trilha pode ser caminhado sem permissão de entrada ou pagar taxas de entrada. E o que é ainda melhor: muitas das pessoas humildes que vivem ao longo da trilha vai recebê-lo ou até mesmo convidá-lo a ficar.

Infelizmente, o direito do público de maneira gratuita é vago e por vezes ignorada no Chile. Por lei chilena o acesso ao litoral, lagos e rios é um direito público, mas existem inúmeros locais onde essa prática fica desconsiderada. Simplesmente não existem penalidades se alguém nega ilegalmente passagem. Eu não sou suficientemente familiarizado com a legislação chilena, mas posso afirmar que, se é um direito público semelhante desta forma aplica-se a todas as trilhas e estradas de ligação em propriedades privadas. Mas, se ela existe é ocasionalmente desconsiderado. Alguns proprietários ricos com enormes parcelas de terras, empregam guardas e instruem para negar o acesso a qualquer um.

Conclusão:

Ao serem questionados sobre a trilha explique amigávelmente que você é apenas um andarilho e que você não quer nada mais do que a passagem para a próxima estrada ou cidade. Caminhantes raramente são vistos na maior parte do percurso e algumas pessoas podem suspeitar de outros interesses, porque eles simplesmente não sabem o conceito das caminhadas. Você pode explicar o quão longe você já andou para ganhar a simpatia e o respeito do proprietário da guarda ou da terra. Garantir que você vai levar todo o lixo e que você não vai deixar qualquer vestígio.

The Greater Patagonian Trail exige resistência, não só por causa do comprimento da área total, mas as seções de trilha são grandiosas. As três primeiras seções excedem 100 km cada, sem pontos de reabastecimento regulares na rota. Se combinar secções, as distâncias tornam-se ainda maior e pode alcançar ou exceder 300 km.

Habilidades e capacidades necessárias:
Caminhantes, esta trilha requer um planejamento detalhado e preparação antes e durante a caminhada. A bagagem tem que ser reduzida para somente o que é essencial. Antes de cada seção certifique-se que tudo esta correto e a quantidade de alimentos é suficiente.
O isolamento de algumas partes da trilha vai exigir uma atitude de auto-suficiência e comportamento cauteloso. O caminhante precisa se sentir confiante e se movimentar com segurança em vários terrenos, que chegam a partir de montanhas cobertas de neve e por florestas temperadas.

Mudanças climáticas repentinas podem acontecer a qualquer momento nessa região montanhosa. O caminhante precisa estar preparado e equipado para combater as tempestade de neve e o fechamento das nuvens ao cruzar uma passagem de montanha.

Boas habilidades de navegação são essenciais, pois o percurso é bastante isolado. O caminhante precisa reconhecer e seguir as trilhas muitas vezes apenas vagamente visíveis que frequentemente se esgotam ou se dividem em diferentes ramos. Aqui o caminhante tem que seguir o seu “sexto sentido”, verificando e comparando o percurso feito com as trilhas de GPS recomendadas. Bons conhecimentos e a utilização de um GPS é obrigatória.

Esta trilha só deve ser tentada com pelo menos algum conhecimento e práticas da língua espanhola. Você precisa ser capaz de se apresentar, explicar o que está fazendo, comprar comida e outros suprimentos e organizar suas viagens de ônibus até as trilhas. Quase ninguém ao longo da trilha fala ou entende algumas palavras em Inglês.

Veja algumas fotos da trilha realizada pela aventureira Jan Dudeck 

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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
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Foto: Jan Dudeck
Fonte: Wikiexplora

9º Dia 23/03 – Mirador Francês e Britânico, um espetáculo.

9º Dia 23/03 – Mirador Francês e Britânico, um espetáculo. Eram 3 ou 4 horas da madrugada, muito vento lá fora, acordei ouvindo um barulho que parecia de macacos passando pelas árvores do acampamento, seja lá o que for, dormi novamente. Pouco antes das 6 da manhã escuto o Paulo dizendo: – Cris, o tempo melhorou e o céu está aberto. Assim, saímos bem cedo das nossas barracas, ainda ventava muito, mas a chuva havia parado, improvisamos um varal nas árvores para secar as roupas molhadas e a ideia deu certo.

Enquanto tomamos nosso último café em Torres Del Paine, tudo secou e nosso ânimo para subir aos miradores Francês e Britânico estava renovados, ficamos faceiros que iríamos conseguir completar o Circuito “O” de Torres Del Paine com o último dia de tempo bom e sol, e assim foi. Deixamos as barracas armadas no acampamento para secar até a nossa volta e subimos para os miradores apenas com mochila de ataque, água e um lanche. O trajeto era uma subida forte adentrando as montanhas do maciço Paine. Logo na saída do acampamento o visual já se mostrava espetacular, chegamos logo ao Mirador Francês, o primeiro ponto alto no meio do vale com uma visão incrível dos Picos do maciço Paine.

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Visual da saída do bosque do Mirante Francês.

Após o Mirador Francês continuamos nossa subida rumo ao Mirador Britânico, mais 2,5 km de subida em meio a belos bosques e trilhas com muitas pedras. O visual do próximo mirador também era deslumbrante, o vento era forte e gelado, tiramos algumas fotos e logo depois descemos de volta ao acampamento Italiano já pensando que naquele dia completaríamos nossa aventura completando o Circuito “O” em Torres Del Paine na Patagônia Chilena.

Já de volta ao acampamento Italiano, recolhemos nossos apetrechos, fizemos nossa última refeição em Paine e partimos para caminhar 5 km até o acampamento Los Cuernos e logo em seguida mais 11 km até o Refúgio Central, local onde iniciamos nossa aventura 6 dias atrás. A trilha da tarde foi feita em grande parte, costeando o Lago Nordenskjold, um lago de águas verdes e geladas provenientes do desgelo das montanhas.

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Lago Nordenskjold.

O trajeto até Los Cuernos foi tranquilo, poucas subidas e um visual sensacional do lago sempre à nossa direita, além disso, combinamos de caminhar rápido para chegar ao refúgio central antes de 19 horas para dar tempo de pegar o ônibus para Puerto Natales. Em pouco mais de 1 hora chegamos a Los Cuernos, um local requintado com restaurante e cabanas para aqueles que gostam de uma aventura, mas não abrem mão do conforto.

Nossos últimos 11 km foram cansativos, o peso da mochila já começava incomodar e esta última parte do percurso tinha muitas subidas e descidas, mas, seguimos em frente firmes e com objetivo fixo em chegar no horário que definimos. E assim foi, chegamos ao Refúgio Central às 18h30min, depois de 28 km de caminhada percorridos no dia, tiramos uma foto para marcar o fim da aventura e tratamos logo de procurar uma condução para nos levar até a entrada do parque. Conversamos com alguns condutores e acabamos encontrando outra Van que ia direto até Puerto Natales, obviamente que o valor era um pouco mais elevado do que o ônibus, porém, a viagem seria bem mais rápida, assim, pagamos 7.500 pesos cada um pela passagem e seguimos para o nosso próximo destino.

Chegando a Puerto Natales o condutor da Van nos levou até uma agência de viagens para comprarmos nossas passagens de ônibus até Calafate no próximo dia, em seguida nos indicou um ótimo Hostel – El Mirador – localizado bem atrás da estação rodoviária. Um verdadeiro luxo, camas confortáveis, calefação, banho quente, em seguida nos informamos e fomos jantar no restaurante Carlitos, no centro, escolhemos pratos com peixes e tomamos um bom vinho Chileno. Missão Torres Del Paine cumprida, agora é descansar para a viagem até Calafate e para próxima etapa da Aventura em El Chaltén.

Transcrição do diário da viagem por: Cristiano da Cruz e Paulo Adair Manjabosco

Data do Relato: 15 a 30/03/2014

Texto e Fotos: Cristiano Da Cruz

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Contato: www.indiadabuena.com.br

8º Dia 22/03 – Caminhando com tempo fechado

Hoje completamos uma semana de aventuras na Patagônia, até agora a viagem está sendo melhor do que o esperado, tudo dentro daquilo que planejamos e ainda contamos vários momentos de pura sorte. Mal sabíamos que o dia que estava pela frente traria dificuldades ainda maiores do que aquelas já superadas. Acordamos cedo novamente e logo fomos até o alojamento Grey tomar nosso café, ao pegar os alimentos e apetrechos percebi que os ratos haviam feito a maior farra no meu pacote de aveia, não teve jeito, tive que jogar tudo fora. Ainda bem que o restante dos alimentos deixamos pendurados nas árvores a salvo dos roedores. Antes da partida tomamos outra vez chá com bolacha recheada. O Dia amanheceu chuvoso e com muito vento, assim, a pernada deste dia começou debaixo de chuva mesmo.

O trajeto do acampamento Grey até o acampamento Paine Grande, que seria nosso próximo destino, era um dos mais belos do maciço Paine, a caminhada é feita percorrendo trilhas na base das montanhas e nas margens do Lago Grey, porém, o mau tempo e os fortes ventos nos impediram de curtir mais esta parte da aventura, foram 11 km de caminhada do Refúgio Grey até Paine Grande. O tempo estava com condições tão adversas que consegui tirar apenas três fotos desta parte do trajeto. Ainda que para nossa sorte, estávamos caminhando a favor do vento, ou seja, toda ventania aliada à chuva gelada e fina vinda do Glaciar batia em nossas costas e de certa forma, em alguns momentos, acelerava nossos passos com as fortes rajadas de vento.

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Mau tempo no trajeto Grey – Paine Grande

Chegamos ao acampamento Paine Grande pouco antes do meio dia, ainda caia uma chuva fina e ventava muito, nessas alturas a fome já dava sinais que estava ali outra vez. Pra variar um pouco o cardápio, comemos Massa novamente, eu já estava ficando na cor “amarela” de tanto comer Massa, mas, era o que tínhamos para o momento, então, Figura 23: Local para alimentação, Refúgio Grey. Figura 22: Mau tempo no trajeto Grey – Paine Grande. 23 vamos ao almoço. Este era o dia da despedida da nossa Amiga da Argentina, ali em Paine Grande ela completava o Circuito “O” de Torres Del Paine que havia iniciado três dias antes de nós. Após o almoço nos despedimos, tiramos uma foto juntos e seguimos rumo ao acampamento Italiano, nosso objetivo final do dia.

Ao sair para caminhada, como de costume, liguei o GPS para marcar o trajeto e acompanhar nossa quilometragem, porém, a surpresa, o aparelho não queria mais funcionar, ligava e ficava “travado” na tela inicial. Tentei uma, duas, oito vezes e nada de funcionar, então, partimos para a pernada pela primeira vez sem marcar o percurso no GPS. Eram mais 5 km até o acampamento Italiano e já tínhamos ouvido comentários que o local não era muito bom para acampar, poucos lugares planos e muita umidade, porém, é pra lá que nós vamos. Já nos primeiros 2 km de trilha, o vento agora lateral, era muito forte, tão forte que chegava a nos jogar para fora da trilha. Após 2 km o GPS funcionou.

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Tempo fechado no acampamento Italiano.

Andamos pela trilha junto com um camarada do Canadá que conhecemos no Refúgio Grey, um homem de aproximadamente 50 anos de idade que estava fazendo o percurso Paine sozinho. O vento continuava a nos castigar e uma forte rajada arrancou a capa de chuva da minha mochila e levou pra longe, ouvi um barulho estranho, mas não percebi, foi quando nosso amigo do Canadá correu até nós e nos avisou do ocorrido, imediatamente larguei a mochila na trilha e fui tentar o resgate da capa voadora, por sorte, ela estava presa aos arbustos a uns 150 do local onde estávamos. Tudo ajeitado novamente, seguimos pela trilha, o vento não dava trégua, ao chegar próximo às margens do lago, o vento levantava pequenas nuvens de água e jogava contra nós, ao olhar na direção do acampamento Italiano nas montanhas a visão era ainda mais assustadora. A chuva aumentava e o vento também, a trilha estava totalmente encharcada, um verdadeiro caos, mas sabíamos que o acampamento estava próximo. Este foi sem dúvida o nosso pior dia da aventura, chegamos ao acampamento molhados, tudo ao redor estava molhado e montamos nosso acampamento debaixo de chuva. Importante lembrar que após a tempestade o sol sempre volta a brilhar. Jantamos cada um na sua barraca e fomos dormir cedo, molhados e na esperança que amanhã o tempo esteja melhor.

Transcrição do diário da viagem por: Cristiano da Cruz e Paulo Adair Manjabosco

Data do Relato: 15 a 30/03/2014

Texto e Fotos: Cristiano Da Cruz

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Contato: www.indiadabuena.com.br